ESCLEROSE MÚLTIPLA

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VITAMINA D AJUDA NO COMBATE A DOENÇAS AUTOIMUNES

16/06/2011


Fundamental para a saúde, a vitamina D pode prevenir inúmeras doenças, inclusive as autoimunes e neurodegenerativas. Em 1995, foram registrados mais de oito milhões de casos de doenças autoimunes, e nos Estados Unidos, um em cada 31 americanos tinha alguma deficiência de vitamina D. Em 2010, o número de casos saltou para 30 milhões e um em cada 10 americanos possui essas enfermidades. Ficar exposto ao sol, em média, 20 minutos por dia, é essencial para adquirir essa vitamina. 

Segundo o neurologista e professor  do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Cícero Coimbra, que conduz importantes estudos sobre o tema, a maneira mais fácil e eficaz de adquirir essa rica vitamina é tomar sol no início da manhã ou no final da tarde, quando os raios ultravioletas não estão tão fortes. "É importante ter em mente que o resultado não é o mesmo com o sol do meio-dia, que provoca câncer de pele", orienta o médico. O especialista acrescenta que a quantidade de sol necessária para repor a vitamina depende da idade, da cor da pele e da quantidade de roupa – o ideal é vestir roupas leves, como bermuda e camiseta. 

Existem outras formas de garantir a substância. Alimentos como óleo de peixes, laticínios, gema de ovo, azeite de oliva, cereais integrais e frutas secas têm doses de vitamina D. Suplementos também são uma opção, mas só devem ser consumidos sob orientação médica. Atualmente, a dose administrada pelos médicos é de 200 UI por dia, quando, na verdade, o ideal seriam 10.000 UI diários, ou seja, 50 vezes mais, segundo o especialista. 

Com o apoio de empresas como a Unimed ABC, por exemplo, Coimbra realiza pesquisas sobre os benefícios da vitamina D nos casos de Esclerose Múltipla. O especialista afirma que, além da esclerose múltipla, a substância pode prevenir doenças como 17 variedades de câncer, derrame, hipertensão, espondilite, artrite, vitiligo, diabetes, depressão, osteoporose, psicológicas, entre muitas outras. 

"Durante as pesquisas sobre Esclerose Múltipla, pude perceber que existem três coisas que tornam obrigatória a correção da deficiência. A maioria das pessoas que tem o problema está com níveis de vitamina D inferiores aos da avaliação normal; quanto mais baixo for o nível de vitamina D, mais grave é a doença, e a documentação de no mínimo 5 mil UI de vitamina D já provoca redução de mais de 50% das crises", finaliza Cícero. 

*Cícero Galli Coimbra é graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especialista em medicina interna e neurologia pela mesma instituição, e em neurologia pediátrica pelo Jackson Memorial Hospital da Universidade de Miami, EUA. É mestre e doutor em Neurologia pela Unifesp e pós-doutorado pela Universidade de Lund, Suécia. Hoje, atua como Professor Livre Docente do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Unifesp, onde dirige o Laboratório de Fisiopatologia Clínica e Experimental. Atua na área de Medicina (Neurologia e Clínica Médica), com ênfase em doenças neurodegenerativas e autoimunes.



Um comentário:

Bruno disse...

e ajuda muito +++ coisas ainda que descobri num outro blog...

Uma Vitamina muito importante

A vitamina D, como é conhecida, é a única que o próprio organismo tem a capacidade de produzir, mas devido a diversos fatores, podemos ter grandes deficiências dela.
Basicamente temos 2 tipos que encontrados:
• Vitamina D2 (ergocalciferol): encontrada em plantas e alguns peixes.
• Vitamina D3 (colecalciferol): encontrada em alguns alimentos e a que nós temos a capacidade de produzir.
A vitamina D3 é 87% mais potente que a vitamina D2 para o uso que o organismo precisa.
Poucos alimentos possuem vitamina D, sendo assim a principal forma de obtenção desta é pela exposição solar aos raios UVB, mas devido ao uso de protetor solar e poluição, sua produção é muito diminuída, não chegando aos níveis necessários. Outros fatores que interferem são: cor da pele, roupas (que não deixam expostos os braços e pernas), envelhecimento e localização geográfica.
Esta substância, após suas transformações no organismo, que terminam por torná-la um hormônio (calcitriol), interfere em vários processos no organismo, como:
• Absorção de cálcio e fósforo no intestino delgado;
• Fixação do cálcio nos ossos;
• Desenvolvimento de músculos, nervos;
• Atua na coagulação sanguínea;
• Crescimento Celular e utilização de energia.
Sabe-se que para atuar, a vitamina D se liga a um receptor nas células em que atua. Este receptor foi encontrado em diversas órgão, como: ossos, cérebro, mamas, gordura, intestino, células imunológicas, rins, fígado, nervos, pâncreas, glândula paratireóide, Próstata e células da pele. Por isso, tem sido proposto que a vitamina D é também importante para a secreção de insulina e prolactina; respostas imunitária, ao stress e câncer; síntese da melanina e para a diferenciação das células da pele e do sangue.
As formas mais reconhecidas de deficiência de vitamina D são o raquitismo (em crianças) e a osteomalácia (em adultos). São caracterizadas por más formações e deformações nos ossos e dentes. Também pode-se associar a osteoporose em idosos, apesar de controvérsias.
Para suprir este problema, existem vários medicamentos a disposição como: DePura, Adtil, Aderogil, em associações com Cálcio (Ossotrat D, Calcio Dex) e outros minerais e vitaminas. Também a possibilidade de preparação de medicamentos específicos. Mas com a devida orientação médica.
De qualquer forma, como exposto, sabemos que o excesso de sol pode nos prejudicar, ocasionando câncer, envelhecimento precoce entre outros, mas sua deficiência nos acarreta também vários problemas. Um ponto de equilíbrio deve ser encontrado, não só neste aspecto de nossa vida, mas também em alimentação, rotinas de trabalho e sono, vida sentimental e espiritual. Não basta somente viver mais, mas viver com qualidade de vida.