SUAR DURANTE A NOITE É UMA DOENÇA ? DESCUBRA AQUI.

27 de Fevereiro, 2021


Suar muito durante a noite não tem de ser sinónimo de doença. O aumento da temperatura corporal que está na sua origem pode ser causada por diversos fatores, como a prática de exercício físico, a temperatura ambiente, o consumo de alguns alimentos, como a pimenta, gengibre, álcool e cafeína – conhecidos por serem termogénicos – ou ainda pela utilização de determinados medicamentos. 

Sabe-se, por exemplo, que alguns antipiréticos, anti-hipertensivos e antipsicóticos promovem o aumento da temperatura corporal.


Por outro lado, as oscilações hormonais que ocorrem em períodos pré-menstruais, ou durante a menopausa, são capazes de aumentar a temperatura basal do corpo e provocar episódios de sudorese. Uma condição benigna que tende a passar com o tempo e que atinge também o sexo masculino. 

De acordo com vários estudos, cerca de 20% dos homens com mais de 50 anos podem sofrer de suores noturnos, um sintoma associado à andropausa, como consequência da queda dos níveis de testosterona.

No entanto, caso este sintoma seja intenso e não apresente uma causa aparente deve procurar conselho médico, uma vez que a sudorese pode sintoma de um problema de saúde mais ou menos grave.


É o caso de algumas infeções, agudas ou de evolução crónica, como a Tuberculose, a Histoplasmose, Endocardite, VIH ou Absesso Pulmonar que, para além de sudorese noturna, apresenta outros sintomas associados como a febre, a perda de peso, fraqueza ou a presença de gânglios inchados.


Por outro lado, os picos de hipoglicemia que atingem os doentes diabéticos podem estar na origem dos suores noturnos.


A apneia do sono pode ser outra das causas de sudorese noturna. Este distúrbio do sono, em que a pessoa para de respirar, por alguns segundos, diversas vezes durante a noite, é potencialmente grave e muitas vezes subdiagnosticado. A queda de oxigenação do sangue decorrente leva a ativação do sistema nervoso e pode provocar suores noturnos.


Por outro lado, algumas doenças neurológicas podem também estar na origem deste problema. Alguns distúrbios do sistema nervoso autónomo, responsável pelo controlo de funções que não dependem da nossa vontade, como é o caso da respiração, pressão arterial, respiração ou temperatura do corpo, podem provocar sintomas como sudorese, queda súbita de pressão ou palpitações, por exemplo.


Doenças como Parkinson, Esclerose Múltipla, Alzheimer, tumores cerebrais ou outras doenças genéticas, cardiovasculares ou endócrinas estão intimamente ligadas a estas alterações do sistema nervoso autónomo.

Também alguns tipos de cancro podem apresentar como sintoma frequente o suor noturno. É o caso do linfoma e leucemia. Perda de peso, gânglios aumentados e baixa imunidade são alguns dos sintomas associados.

FONTE:https://radioregional.pt/suar-durante-a-noite-e-uma-doenca-descubra-aqui/

Miastenia: Doença Rara de difícil diagnóstico e sem cura.

Sexta, 26 Fevereiro 2021

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma doença é considerada rara quando atinge até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos


A Miastenia é uma doença neuromuscular caracterizada pela súbita interrupção da comunicação natural entre nervos e músculos, causando fraqueza muscular e dificultando - ou até impedindo - que a pessoa execute movimentos de forma voluntária.


Pouco conhecida, de difícil diagnóstico e sem cura, a Miastenia se manifesta de formas diferentes, sendo que a mais conhecida é a Miastenia Gravis.

Trata-se de uma doença autoimune que se manifesta porque o sistema imunológico ataca erroneamente a mesma junção do nervo com o músculo, que nasceu saudável. Por isso, a maior parte dos casos desse tipo de miastenia acomete pessoas entre 30 e 60 anos, embora também se apresente em pessoas mais jovens, com maior prevalência em mulheres.


De acordo com o Dr. Eduardo Estephan, médico neurologista e diretor científico da Abrami (Associação Brasileira de Miastenia), a Miastenia Gravis tem como principais sintomas a fraqueza nos músculos dos braços e das pernas, fadiga extrema, pálpebras caídas, visão dupla, dificuldade para falar, mastigar e engolir. “Os sintomas são facilmente confundidos com outras patologias, como esclerose múltipla e ELA (esclerose lateral amiotrófica) e até mesmo os pacientes costumam ter dificuldades em descrever os episódios que experimentam em alguns momentos do dia”, explica o especialista.


Síndrome Miastênica Congênita (SMC) ou Misatenia Congênita


Muito semelhante à Miastenia Gravis é a Síndrome Miastênica Congênita (SMC) ou Miastenia Congênita, distúrbio hereditário em que um ou mais genes são alterados desde a concepção do bebê, afetando a junção entre o nervo e o músculo. Por ser uma doença hereditária, é ainda mais rara que a Miastenia Gravis, embora ambos os tipos causem fadiga extrema e fraqueza muscular.


Diferente da Miastenia Gravis, os sintomas da Miastenia Congênita começam na infância e também incluem fadiga extrema e fraqueza muscular. Entretanto, há casos em que eles aparecem somente na adolescência ou na fase adulta. Quanto mais cedo sua manifestação, provavelmente mais graves serão os sintomas, que variam muito de paciente para paciente, assim como costumam ser flutuantes no decorrer do dia e conforme o esforço no grupo muscular.


Os defeitos genéticos que levam à Síndrome Miastênica Congênita podem ocorrer em diferentes locais da junção neuromuscular, por isso a doença é classificada em diferentes tipos. A maioria dos casos é do tipo chamado pós-sináptico, em que o defeito é na parte muscular da junção. Há vários subtipos encontrados em casos pós-sinápticos, e sua identificação correta é o que definirá o tratamento adequado para o paciente.


Além do pós-sináptico, há mais dois tipos: o sináptico, que se manifesta quando há um problema entre o músculo e o nervo; e o pré-sináptico, mais raro, quando o defeito ocorre nas terminações nervosas, ou seja, nos nervos da junção.


Se tanto o pai quanto a mãe têm uma cópia defeituosa do gene, esse casal tem 25% de chances de gerar um filho com a síndrome. Isso é considerado bem raro, com chance menor que 1% em cada um, portanto a criança terá a doença somente se herdar a cópia do gene do pai e da mãe. Esse tipo de herança é chamado autossômica recessiva. A Síndrome Miastênica Congênita também pode passar para um feto através de herança autossômica dominante, mas é ainda menos comum. Nesse caso, se um dos pais tiver o gene defeituoso com característica dominante e mesmo que o outro não porte qualquer defeito genético, o casal tem 50% de probabilidade de dar à luz a uma criança com a síndrome.


“Alguns estudos identificaram sintomas mais comuns desse tipo de Miastenia, como a redução de movimentos do feto, ainda no útero, ou do bebê após o nascimento, além de choro fraco, dificuldade para sugar e engolir durante a amamentação, além de dificuldades respiratórias”, explica o especialista Eduardo Estephan.


Durante o desenvolvimento da criança, um miastênico congênito pode demorar a engatinhar e sentar e, assim como na fase adulta, costuma caminhar com lentidão, apresentando dificuldades em exercer atividades do dia a dia, principalmente as que exigem algum esforço físico. Outros sintomas possíveis são infecções respiratórias frequentes, pálpebra caída, visão dupla, dificuldade de mastigação, pouca expressão facial, apneia (interrupção temporária na respiração) e escoliose (curvatura da coluna vertebral).


Síndrome de Lambert-Eaton


Outro tipo de Miastenia, ainda mais raro e associado a alguns tipos de câncer – principalmente de pulmão, em homens - é a Síndrome de Lambert-Eaton, também autoimune e causada por anticorpos que interferem na liberação do neurotransmissor acetilcolina (em vez de atacar os seus receptores, assim como na Miastenia Gravis).


Nesse caso, a fraqueza muscular tende a começar no quadril e nos músculos da coxa e depois se espalha para os músculos do ombro, descendo para os braços e as pernas até chegar às mãos e aos pés. Os nervos que conectam a cabeça, a face, os olhos, o nariz, os músculos e os ouvidos ao cérebro são os últimos a serem afetados.


Entre os principais sintomas estão a dificuldade de levantar-se de uma cadeira, subir escadas e andar. A força muscular pode melhorar temporariamente após os músculos serem usados repetidamente, mas depois eles enfraquecem novamente e se contraem em cãibra. Fadiga extrema, boca seca, pálpebra caída e dor nos braços e coxas completam o quadro.


Os tratamentos indicados pelo especialista


O ideal é que o diagnóstico seja feito por um neurologista, preferencialmente com experiência em miastenia, a partir de exames clínicos e alguns testes, que podem incluir DNA e biópsia muscular. “Cerca de 10% dos miastênicos podem ser tratados somente com medicamentos que combatem apenas os sintomas da doença, como fraqueza muscular, fadiga extrema, entre outros. No Brasil, só existe um medicamento eficaz com evidência científica, a piridostigmina. Esse medicamento de efeito imediato aumenta a quantidade de acetilcolina na junção entre o nervo e o músculo”, pontua o médico.


Nenhum tipo de miastenia tem cura. Entretanto, a Miastenia Gravis é tratada com corticoides e imunossupressores, sendo que a retirada do timo (timectomia) costuma ser bem sucedida nesse caso. Já a Miastenia Congênita não responde ao tratamento com esses medicamentos. Há diversas pesquisas, testes com medicamentos e tratamentos em desenvolvimento com base em terapia genética para corrigir ou substituir os genes defeituosos. Enquanto isso, os portadores devem seguir as recomendações médicas e ter a fisioterapia como suporte para combater a fraqueza muscular e melhorar o sistema respiratório.

FONTE:https://www.segs.com.br/saude/277455-miastenia-doenca-rara-de-dificil-diagnostico-e-sem-cura

Governo federal cria comitê para tratar de doenças raras.

26/02/2021

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, empossou, nesta quinta-feira (25) o Comitê Interministerial de Doenças Raras. Criado em dezembro de 2020, o colegiado será coordenado pela pasta e contará com representantes dos ministérios da Saúde, da Economia, da Cidadania, da Ciência, Tecnologia e Inovações, da Casa Civil, e da Educação.


O Comitê atuará no desenvolvimento de políticas que resultem em melhor qualidade de vida para pessoas com doenças raras. 

Também formulará estratégias para a coleta, processamento, sistematização e disseminação de informações sobre essas doenças, além de incentivar a atuação em rede dos centros especializados, dos hospitais de referência e dos demais locais de atendimento às pessoas com doenças raras da rede pública.


“Esse comitê tem metas, tem plano de trabalho e tem objetivo, porque a vida não espera e, lá na ponta, estamos com crianças gritando de dor. Temos mães e pais em profundo desespero e a gente não pode mais esperar para dar respostas para esse povo querido”, disse Damares Alves.


Para primeira-dama da República, Michelle Bolsonaro, a campanha vai facilitar e engajar uma rede de voluntariado em prol das famílias e dos pacientes. “Nosso propósito aqui é compartilhar informação e fomentar conhecimento. Dessa forma estamos contribuindo para diminuir o preconceito relacionado a essas doenças”, afirmou Michelle.


Durante o evento, também foi anunciada a inclusão do rol “doenças raras” nos canais de atendimento da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do MMFDH. Também foi lançada a campanha Seja um Voluntário Raro, do Programa Pátria Voluntária. [https://ouvidoria.mdh.gov.br/]


Doenças Raras

O último dia do mês de fevereiro é celebrado o Dia Mundial e Dia Nacional das Doenças Raras. A data foi criada em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis) para sensibilizar governantes, profissionais de saúde e população sobre a existência e os cuidados com essas doenças.

 O objetivo é levar conhecimento e buscar apoio aos pacientes, além do incentivo às pesquisas para melhorar o tratamento.


De acordo com Ministério da Saúde, pelo menos 13 milhões de brasileiros têm alguma doença rara. No mundo cerca de 8% da população tem algum dos 6 a 8 mil tipos de doenças consideradas raras em todo o mundo, entre enfermidades de origem genética e não genética.


Entre as doenças já contempladas pelo SUS estão a acromegalia, a artrite reativa, a doença de Crohn, a doença de Gaucher, a doença de Paget, a Doença falciforme, a ESCLEROSE MÚLTIPLA, a fibrose cística, entre outras. Atualmente, o SUS adota a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, que formaliza desde 2014 a rede de atendimento para prevenção, diagnóstico, reabilitação e tratamento.


Considera-se doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada grupo de 100.000 indivíduos, ou seja, 1,3 pessoas para cada 2.000 indivíduos. Segundo Ministério da Saúde, o número exato de doenças raras não é conhecido, mas estima-se que existam entre 6.000 a 8.000 tipos diferentes de doenças raras em todo o mundo.

FONTE:https://www.regiaonoroeste.com/materias/1026131/Governo_federal_cria_comite_para_tratar_de_doencas_raras/

Governo de MG confirma falta de remédio contra esclerose múltipla.

23/02/2021


Cloridrato de fingolimode é usado no tratamento da esclerose múltipla.Pacientes estão há dois meses sem receber o cloridrato de fingolimode, que pode custar até R$ 5.000; falta de uso pode causar danos nos portadores da doença


Usado para combater a esclerose múltipla, o cloridrato de fingolimode está em falta há pelo menos dois meses em Minas Gerais. A ausência do medicamento foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde, que responsabiliza o governo federal pelo desabastecimento e prevê a normalização na distribuição das cápsulas nos próximos dias. Enquanto isso, quem depende do remédio tem enfrentado dificuldades e preocupações. 


É o caso da jornalista aposentada Maria Beatriz Nazaré de Lima, que encara a doença crônica há 17 anos. Autoimune, a esclerose múltipla é capaz de afetar a comunicação entre o cérebro e o corpo, em razão dos danos causados aos nervos. “Descobri quando fui passar férias na praia e lá eu comecei a ficar muito cansada, dormia bastante. Na volta, ia dirigir, mas não aguentei, porque estava com a visão dupla, que é um sinal característico. Entre os sintomas, eu levei muito tombo e, quando ia assinar cheque, por exemplo, a letra ficava um garrancho. Tive outro sintoma clássico em 2003, a parestesia, o lado esquerdo do meu rosto começou a formigar e depois passou para o corpo todo", contou.


Em novembro do ano passado, ela apresentou reações adversas ao remédio que usava e passou a precisar do cloridrato de fingolimode, mas não recebeu o medicamento desde então.  “Estou há sete anos sem surto, mas não poderia continuar tendo reação, que variava de dores fortes na coluna por cerca de 40 minutos e calafrios, e nem ficar sem o medicamento. Então, segui um protocolo, entre papeladas e exames, para requerer o direito ao cloridrato de  fingolimode, tive o pedido aceito, mas, mesmo com dias na fila de espera, não recebi o medicamento. Estou há dois meses sem fazer o tratamento que preciso por conta disso”, conta. 


"Mesmo com dias na fila de espera, não recebi o medicamento. Estou há dois meses sem fazer o tratamento que preciso por conta disso."

Maria Beatriz Nazaré de Lima, 57 anos, jornalista aposentada


Governo federal garante já ter regularizado situação


Em contato com o Estado de Minas, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que o estoque do cloridrato de fingolimode 0,5 mg cápsula, fornecido pelo Ministério da Saúde (MS), encontra-se desabastecido. “Entretanto, o Ministério da Saúde informa que o processo de compras já tramita em sua fase final. Tão logo o medicamento seja entregue, a SES-MG vai autorizar a distribuição a todas Regionais de Saúde do Estado”, completou a SES-MG. 


Segundo o Ministério da Saúde, o envio da pauta de distribuição do medicamento já foi realizado e a previsão é que o abastecimento seja regularizado nos próximos dias. “O medicamento era adquirido pelo Ministério da Saúde junto à empresa Novartis. Contudo, em 30 de outubro de 2020, nas vésperas da assinatura de novos contratos com a empresa, foi proferida uma sentença julgando a nulidade da patente PI0409250-3, resultado de sentença judicial disputada por empresas farmacêuticas no país", disse o ministério em nota.  


“Dessa forma, a pasta, obrigatoriamente, teve que dar continuidade ao processo aquisitivo do medicamento na modalidade pregão eletrônico por sistema de registro de preços. A Ata de Registro de Preços foi publicada no Diário Oficial da União em 19 de janeiro de 2021 e o novo contrato já foi assinado pelo representante legal da empresa vencedora da licitação. Cabe esclarecer que, além do fingolimode 0,5 mg, o Ministério da Saúde disponibiliza, para o tratamento da esclerose múltipla, a betainterferona, fumarato de dimetila, acetato de glatirâmer e teriflunomida, todos com o abastecimento regular”, alegou a pasta. 


Suspensão de tratamento pode levar a danos graves


Segundo o neurologista e médico responsável pelo caso de Maria Beatriz, Guilherme Isaac Schreiber Litwinski, o medicamento é crucial para o controle da doença, haja vista seu caráter preventivo. “Ela é uma paciente que tem doença crônica. Então, esse medicamento é usado como forma de evitar que a doença fique em atividade. E esse fármaco, por ser caro, é fornecido pela Secretaria de Estado de Saúde, mas por algum problema de distribuição não foi reposto. O medicamento custa em média R$ 5.000", detalhou.



As dificuldades não param por aí, aponta Maria Beatriz. “Eu estou sem medicamentos e receio por continuar a tomar o remédio que vinha tomando e ter alguma reação adversa. E não tem nenhuma outra alternativa, porque ele não é vendido por aqui, e é muito caro para adquirir fora. Tem uma lógica de eu ganhar o remédio, que é muito mais caro eu desenvolver a doença e ficar internada do que se o governo pagar para eu ficar bem. É mais barato eu ficar bem do que desenvolver a doença", avaliou. 


"Realmente não pode estar em falta um medicamento como esse, tem muitas pessoas que utilizam e, na falta dele, há o risco de a pessoa ter um surto de esclerose múltipla e ficar com alguma sequela neurológica"

Guilherme Isaac Schreiber Litwinski, neurologista e médico responsável pelo caso da paciente

 

Os danos pela falta do tratamento podem ser graves, mesmo a paciente não apresentando surtos há cerca de sete anos. “Realmente não pode estar em falta um medicamento como esse, tem muitas pessoas que utilizam e, na falta dele, há o risco de a pessoa ter um surto de esclerose múltipla e ficar com alguma sequela neurológica. Então, não deveria acontecer. Esse medicamento é usado para prevenir surtos, então, se ficar sem ele, a pessoa fica sem a prevenção e pode ter a ativação da doença. Não se sabe se ela vai ter ou não, mas ela fica sob risco”, conclui o médico. 


FONTE:https://www.em.com.br/app/noticia/bem-viver/2021/02/23/interna_bem_viver,1240168/governo-de-mg-confirma-falta-de-remedio-contra-esclerose-multipla.shtml

Entenda por que os idosos têm mais problemas urinários .

19 fevereiro, 2021


Com o avanço da idade, a preocupação com a saúde se torna mais necessária e presente na vida de homens e mulheres. Ao passar dos 60 anos, a frequência de consultas e exames de rotina tende a aumentar, uma vez que a idade se torna um fator de risco para muitas doenças e o acompanhamento deve ser mais habitual e cuidadoso.


Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), os idosos têm maiores chances de desenvolver doenças urológicas a partir dos 65 anos, sendo 10% dos homens e 20% das mulheres nessa faixa etária acometidos. A partir dos 80, o risco está relacionado a quadros mais com poucos sintomas,  que dificultam um diagnóstico precoce e até mesmo diminuem a chance de sucesso do tratamento.


Dentre as doenças do trato urinário que mais afetam a terceira idade, destacam-se, além da infecção urinária, as alterações no hábito urinário. A bexiga hiperativa, também conhecida como “bexiga irritada”, é uma das principais causas de alteração da micção nesta população, e se apresenta como a vontade repentina e urgente de urinar. A infecção urinária é uma das doenças que mais incomodam as pessoas acima dos 60 anos, que pode ser mais comum nas mulheres mais jovens, mas que se torna comum também dentre os homens a partir desta idade.


Nos homens, o aumento benigno da próstata – que não significa câncer – é uma das principais causas de incômodo urinário. Apesar do rastreio e acompanhamento para detecção precoce do câncer de próstata ser importante por este ser a doença maligna mais comum dentre os homens, o crescimento benigno da próstata é uma condição extremamente comum podendo acometer até 50% dos homens a partir dos 50-60 anos.


Identificando os problemas urinários


Para um diagnóstico precoce e tratamento eficiente, é importante procurar um médico assim que perceber mudanças na rotina de ir ao banheiro, seja para mais ou para menos. Mais recomendado ainda é ter um acompanhamento com o urologista, especialidade que trata do sistema urinário, de modo a entender o que são padrões urinários aceitáveis ou não, e poder receber o tratamento adequado quando indicado sem atraso e prejuízo da qualidade de vida do homem.


O especialista no assunto, o urologista Dr. Willy Baccaglini, explica quais são as principais queixas dos idosos nas consultas. “Nos homens, levantar-se durante a noite para urinar é a queixa mais comum. A partir dos 50 anos, os homens diminuem a produção do hormônio antidiurético e, naturalmente, começam a urinar com mais frequência durante a noite. Um idoso urinar até duas vezes é normal, uma vez que a produção do hormônio diminui”, detalha.


Além disso, o especialista pontua um caso que requer atenção. “Quando um homem se levanta a noite muitas vezes para urinar, principalmente aqueles mais jovens, com 40-50 anos, tendo que produzir no trabalho no dia seguinte sem um sono de qualidade, isso pode se tornar um grande problema. Além do jato fraco, a incapacidade de esvaziar totalmente a bexiga é outro sintoma comum”, afirma, ressaltando que a frequente vontade de urinar de repente é um dos sintomas mais alarmantes e incômodos para o homem.


Estatisticamente, as mulheres sofrem mais com problemas no trato urinário, sendo esse número ainda mais significativo com o avanço da idade. Além de outros fatores, a menopausa pode acabar contribuindo para o desenvolvimento da incontinência urinária. “Isso ocorre porque, na menopausa, a mulher deixa de produzir estrogênio que pode se relacionar ao enfraquecimento na musculatura do assoalho pélvico, o que torna mais difícil conter a urina e contribuir para o surgimento da incontinência”, explica Baccaglini.


É melhor prevenir


Todo mundo já ouviu, pelo menos uma vez na vida, a frase “é melhor prevenir do que remediar”. E de fato é. Na prática, fazer consultas de check-up e ter um acompanhamento médico antes de identificar algo de errado no corpo é o primeiro passo para garantir uma vida mais saudável. Dessa forma, o que for plantado ainda na juventude, resultará em uma velhice com mais disposição e vitalidade.


Culturalmente, as mulheres costumam frequentar mais o médico, enquanto os homens tendem a evitar. Os números das pesquisas comprovam: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 69% dos homens procuraram um médico em 2019. Em comparação, 82% das mulheres se consultaram no mesmo ano.


No caso do trato urinário, o exame de próstata, por exemplo, ainda é um tabu para muitos, o que pode prejudicá-los, conforme explica o urologista. “O homem, por essa questão menos permissiva de autocuidado, normalmente se acostuma com os sintomas que se instalam ao longo dos anos. Quando ele percebe, já está urinando muito mal, mas já se acostumou a viver dessa forma” explica Baccaglini, ressaltando que, urinar muitas vezes durante o dia é um mau sinal, pois a bexiga pode não estar sendo esvaziada da maneira correta.


Algumas das principais causas de infecção urinária são naturais do corpo humano, como o caso do crescimento da próstata nos homens e a menopausa nas mulheres. Na população feminina, o número de partos e a forma como foi a assistência aos partos também podem interferir. Em outros casos, obesidade, diabetes e doenças coronarianas podem colaborar para o surgimento de problemas urinários e esses, sim, podem ser evitados, senão ao menos o controle destes fatores pode facilitar o tratamento caso surjam os sintomas urinários.


Interferências neurológicas


Outro fator que se relaciona com as doenças urinárias, principalmente a ITU, é o surgimento de doenças neurológicas, como Alzheimer, esclerose múltipla ou AVC. Esse tipo de doença pode desregular o funcionamento da bexiga, trazendo complicações no funcionamento do trato urinário.


“A bexiga depende da coordenação entre cérebro, medula e a própria bexiga. A bexiga é um órgão que age, mas também transmite sinais para o cérebro entender o que está acontecendo lá embaixo. Esses sinais são transmitidos da bexiga para o cérebro e do cérebro para a bexiga através da medula. E quando há alguma doença neurológica seja no cérebro tal como um AVC, seja na medula como a esclerose múltipla, o paciente por vir a desenvolver sintomas urinários”, detalha o especialista.


A saúde e bem-estar dos idosos é um reflexo dos hábitos de uma vida inteira. Por isso, é importante ter uma vida saudável para chegar bem à terceira idade. Dessa forma, para evitar infecções urinárias ou problemas de micção, fica clara a importância da prevenção e acompanhamento, que garantem uma maior qualidade de vida na terceira idade e um envelhecimento mais saudável.


Fonte: https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/02/19/entenda-por-que-os-idosos-tem-mais-problemas-urinarios/

Ensaios Testando Evobrutinibe Agora Recrutando.

18 DE FEVEREIRO DE 2021 


Dois ensaios clínicos globais de Fase 3 que testam o medicamento oral experimental evobrutinibe estão recrutando participantes com formas recorrentes de esclerose múltipla (EM).


Os dois estudos concebidos de forma idêntica -  EVOLUTION RMS 1 ( NCT04338022 ) e EVOLUTION RMS 2 ( NCT04338061 ) - estão recrutando especificamente pessoas com EM com idades entre 18 e 55 anos.


Coletivamente, os estudos pretendem recrutar 1.860 pessoas com tipos de EM recidivante , especificamente EM remitente-recorrente ( EMRR ) e EM progressiva secundária ativa ( SPMS ).


Os testes estão recrutando em locais ao redor do mundo. A lista completa de locais norte-americanos para ambos os ensaios estão disponíveis no Sclerosis Society Multiple Nacional website ; listas completas de localização e detalhes de contato estão disponíveis nos respectivos links. 


Os participantes dos estudos precisarão fazer visitas pessoais aos locais de estudo. 


Precauções estão sendo tomadas para ajudar a manter os participantes seguros durante as visitas pessoais no contexto da pandemia COVID-19 . 

O evobrutinibe é uma terapia oral experimental de MS que está sendo desenvolvida pela Merck KGaA (conhecida como  EMD Serononos EUA e Canadá). 

O medicamento funciona bloqueando a atividade de uma proteína chamada tirosina quinase de Bruton (BTK), que está envolvida na ativação de células do sistema imunológico, principalmente células B.


Ao bloquear o BTK, o evobrutinibe se destina a reduzir a atividade imunológica, reduzindo assim a inflamação que causa danos ao sistema nervoso (o cérebro e a medula espinhal) na EM. O evobrutinibe é um dos vários medicamentos inibidores de BTK que estão sendo testados na EM.


Os ensaios evolução são comparando a segurança e eficácia de evobrutinib à da Sanofi 's Aubagio (teriflunomida), um tratamento aprovado para o MS. Assim como o evobrutinibe, Aubagio atua reduzindo a atividade imunológica, embora por meio de diferentes mecanismos biológicos.


Os participantes nos estudos EVOLUTION serão designados aleatoriamente para tratamento com evobrutinibe (tomado duas vezes ao dia) ou Aubagio por 96 semanas (quase dois anos). 

Os participantes também receberão um placebo correspondente aos medicamentos que não foram designados para tomar durante esse período. Então, por mais 12 semanas, todos os participantes serão tratados com evobrutinibe.


O desfecho primário desses estudos - a principal medida usada para avaliar a eficácia - é o efeito do tratamento nas taxas anuais de recidiva. Piora da deficiência, atividade da doença em exames de ressonância magnética, função física, fadiga e segurança também serão avaliados.


Os testes EVOLUTION são patrocinados pela Merck Healthcare KGaA, uma afiliada da Merck KGaA.


A Merck anunciou resultados positivos de um estudo de extensão de Fase 2 com evobrutinibe no ano passado, que indicou que o tratamento com a terapia experimental reduziu as taxas de recaída em pessoas com EM recorrente.

FOI USADO TRADUTOR GOOGLE NESSA POSTAGEM.

FONTE:https://multiplesclerosisnewstoday.com/news-posts/2021/02/17/ms-trial-alert-investigators-recruiting-for-two-phase-3-trials-of-experimental-evobrutinib-in-relapsing-ms/

"Doença do silicone": veja tudo o que se sabe até agora.

 


Entenda o que é a "doença do silicone" seus sintomas o que se sabe até então sobre a síndrome.


De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a colocação de prótese de silicone nas mamas ainda é a cirurgia estética mais requisitada entre as brasileiras. Segundo o último levantamento da sociedade, feito em 2018, a busca pelo aumento das mamas representava 18,8% dos procedimentos, ficando à frente da lipoaspiração (16,1%) e da abdominoplastia (15,9%).


No entanto, nos últimos anos, tem se observado um fenômeno contrário surgindo entre as mulheres, especialmente as influenciadoras digitais: a busca pela remoção das próteses, chamada de "explante".

Indo além das questões estéticas, a causa por trás desse movimento de busca pela retirada dos implantes envolve relatos de mulheres que começaram a listar sintomas físicos e emocionais que tiveram após a cirurgia plástica. Isso alertou tanto a comunidade médica sobre uma possível doença ligada ao silicone, quanto mulheres que já fizeram ou sentem vontade de fazer a cirurgia.


Conversamos com especialistas para entender, afinal, o que é a "doença do silicone", quais seus sintomas, riscos e o que já se sabe sobre o tratamento dela até agora.


O que é a "doença do silicone''?


A síndrome de ASIA - síndrome autoimune/inflamatória induzida por adjuvantes -, ou "doença do silicone", como é conhecida popularmente, refere-se a um conjunto de sinais e sintomas que se dá em pacientes submetidos a um estímulo externo, como a vacina, adjuvante de vacinas (hormônios, alumínio, entre outros) ou a prótese de silicone.


Segundo Luís Felipe Maatz, cirurgião plástico, especialista em Reconstrução Mamária pelo Hospital Sírio-Libanês e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), apesar de existirem estudos, ainda não há muito esclarecimento e respaldo científico sobre a síndrome.


"Ainda não há evidência científica suficiente que possa afirmar categoricamente que essa síndrome realmente exista, uma vez que o desenvolvimento de reações autoimunes em pacientes com implantes de silicone é similar ao da população em geral, segundo os estudos disponíveis", explica o cirurgião.


Na teoria e até onde os estudos apontam, após o contato com o estímulo desencadeante (implantes mamários, vacinas), pacientes geneticamente suscetíveis poderiam desenvolver uma resposta autoimune que levaria ao início de sinais. Os sintomas relatados são dor articular, dor no corpo, cansaço, distúrbios no sono e perda de cabelo.


"Doença do silicone": diagnóstico e estudos.


O médico e pesquisador israelense Yehuda Shoenfeld foi o primeiro a agrupar tais sinais e sintomas numa única síndrome. Segundo ele, para classificar a síndrome ASIA, os critérios são:


Fraqueza muscular

Artralgia e/ou artrite

Fadiga crônica, sono não repousante ou distúrbios do sono

Manifestações neurológicas (especialmente associadas com desmielinização)

Alteração cognitiva, perda de memória

Febre

Boa seca

Aparecimento de autoanticorpos dirigidos contra o adjuvante suspeito

Outras manifestações clínicas (ex.: síndrome do cólon irritável)

Surgimento de uma doença autoimune (ex.: esclerose múltipla, esclerose sistêmica)

Segundo Fernando Amato, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), ter em seu corpo uma prótese de silicone já é um risco, independentemente se é um implante mamário ou que fique em algum outro local do corpo.


"Pessoas com antecedentes pessoais e familiares de doenças autoimunes (do sistema imunológico) têm um risco aumentado", diz o médico.


A maioria das doenças ou síndromes leva anos para ser melhor compreendidas, como é o caso da "doença do silicone".


"Até o momento não existem evidências suficientes de que exista uma relação direta de causa e efeito entre as próteses de silicone e os inúmeros sintomas relatados na síndrome", ressalta o cirurgião Luís Felipe Maatz.


Sem silicone, sem doença?

Contudo, por outro lado, como explica o médico, há relatos de pacientes que, ao serem submetidos à retirada das próteses, observam melhora ou resolução de sintomas. Dessa forma, a avaliação individual de cada paciente é imprescindível, a fim de excluir a possibilidade de outras doenças que podem causar os mesmos sintomas.


"A cirurgia de retirada das próteses (explante) pode ser considerada como opção, em conformidade com o desejo da paciente e seu entendimento de que os sintomas poderão, eventualmente, continuar", diz o cirurgião.


Antes da cirurgia, pense bem

A cirurgia de aumento das mamas é geralmente de curta duração, de baixo risco e com recuperação habitualmente rápida.


De acordo com o cirurgião Luís Felipe Maatz, é importante que se pesquise bastante sobre o procedimento, o local da cirurgia e sobre o profissional (que deve ser um cirurgião plástico habilitado com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).


É também necessário se atentar às contraindicações à prótese, como doenças sistêmicas descompensadas, ou à anestesia, além daquelas relacionadas às mamas, como período de amamentação atual ou recente e algumas doenças mamárias ativas.


Contudo, optar pelo implante de silicone vai além dos pré-cuidados e contraindicações médicas: é uma questão de autoaceitação, autopercepção e também de entender e avaliar quais os impactos do procedimento para a autoestima.

FONTE:https://www.minhavida.com.br/beleza/materias/37017-doenca-do-silicone-veja-tudo-o-que-se-sabe-ate-agora

Esclerose Múltipla e Dores de Cabeça.

Última revisão médica em 12 de fevereiro de 2021.

A esclerose múltipla (EM) pode levar a uma ampla gama de sintomas que podem variar de pessoa para pessoa.


Algumas pessoas com EM têm maior probabilidade de sentir certos tipos de dores de cabeça do que aquelas sem EM.


UMA pequeno estudo de 2017Fonte confiável mostraram que as dores de cabeça são uma das causas mais comuns de desconforto em pessoas com EM.


As dores de cabeça podem ser um sintoma inicial dessa condição e também ocorrem em estágios posteriores.


No entanto, nem todas as pessoas com EM terão dor de cabeça. As dores de cabeça são muito comuns e podem acontecer por vários motivos em pessoas com e sem EM.


O que é MS?

MS é uma doença crônica que envolve o sistema nervoso central (SNC) . Acontece quando o sistema imunológico afeta a mielina , a camada protetora de gordura ao redor das fibras nervosas.


A bainha de mielina isola os nervos e também ajuda a conduzir os impulsos ou sinais nervosos para que as mensagens sejam transmitidas mais rapidamente.


No MS, seu corpo ataca por engano a bainha de mielina em algumas partes do corpo.

Isso pode danificar as células nervosas em:


cérebro

medula espinhal

olhos

outras áreas

MS leva a inflamação e tecido cicatricial ou lesões em seus nervos. Isso pode desacelerar os sinais enviados entre o cérebro e o resto do corpo. Isso também pode desencadear dores de cabeça e outros sintomas de EM.


Por que as pessoas com EM têm dores de cabeça?

As dores de cabeça são uma causa comum de dor e desconforto em pessoas com EM. Pode até ser um sinal precoce de que alguém pode ter EM.


UMA pequeno estudo de 2016Fonte confiável do Irã descobriram que indivíduos com esclerose múltipla têm dores de cabeça com mais frequência do que aqueles sem essa condição.


Um pequeno estudo de 2017 descobriu que 78 por centoFonte confiável das pessoas no estudo com EM relataram dor de cabeça nas últimas 4 semanas.


Os tipos de dores de cabeça no estudo variaram, mas cerca de metade dos participantes com EM no estudo afirmou ter dores de cabeça latejantes ou pulsantes.


Cerca de 30 por cento dos participantes do estudo relataram forte dor de cabeça e 28 por cento disseram ter dores de cabeça opacas ou tensionais.


Não se sabe exatamente por que algumas pessoas com EM podem ter dores de cabeça mais frequentes.


Como acontece com qualquer sintoma comum, a causa real pode não ser conhecida ou pode ser devido a outra experiência subjacente. 

Algumas causas de dor de cabeça podem estar relacionadas a:


hábitos de vida

gatilhos específicos

outros problemas de saúde além do MS

Problemas de saúde além de EM que podem causar dor de cabeça incluem:


estar desidratado ou não beber água suficiente

consumindo muita cafeína

bebendo álcool

comer certos alimentos desencadeantes, como aqueles que contêm glutamato monossódico, aspartame ou grandes quantidades de sal

não comer o suficiente ou ficar sem comer por muito tempo

distúrbios do sono, como muito ou pouco sono

estresse e ansiedade

A dor de cabeça com EM pode depender de você ser mais propenso a ter dores de cabeça ou ter um histórico de dores de cabeça.


Um estudo de 2013 descobriu que cerca de 85 por centoFonte confiável das pessoas com EM relataram fortes dores de cabeça e o mesmo número teve dores de cabeça que pioraram durante os surtos de EM.


Apenas 11% das pessoas com esclerose múltipla no estudo acima apresentaram novos sintomas de enxaqueca ou dor de cabeça séria após o diagnóstico de esclerose múltipla.


De acordo com um pequeno estudo de 2016Fonte confiável, em alguns casos, as dores de cabeça podem ser causadas por alterações relacionadas à esclerose múltipla em seus nervos no cérebro e na medula espinhal.


Ainda um pequeno estudo de 2013Fonte confiável descobriram que os gatilhos comuns de dor de cabeça, como estresse e fadiga, podem ser intensificados em pessoas com esclerose múltipla, causando dor de cabeça aguda.


   Diferentes tipos de dores de cabeça com EM

As dores de cabeça podem assumir várias formas e causar diversos sintomas e desconforto. De acordo com o pequeno estudo de 2013 acima, se você tem EM, é mais provável que tenha três dos seguintes tipos de dores de cabeça:


enxaqueca

dores de cabeça em salvas

dores de cabeça tensionais

A enxaqueca é muito mais comum na EM do que nesses outros distúrbios de dor de cabeça. Na verdade, um pequeno estudo de 2017Fonte confiável mostraram que a enxaqueca pode ser o sintoma de apresentação da EM.


A enxaqueca pode ser séria e duradoura. Depois disso, você pode se sentir cansado ou esgotado por até um dia.


As cefaleias em salvas são outro tipo comum de cefaleia que pode acontecer com mais frequência na EM precoce ou diagnosticada recentemente.


UMA Estudo de 2013Fonte confiável mostraram que as cefaleias tensionais eram ligeiramente mais comuns em homens com esclerose múltipla do que em mulheres com esclerose múltipla.


Além disso, cefaleias tensionais leves podem ser mais comuns em pessoas que têm EM há muitos anos.


Como prevenir dores de cabeça

Se você tem EM e dor de cabeça, pode prevenir ou reduzir esse sintoma se reconhecer certos gatilhos ou causas subjacentes.


Uma dica que pode ajudar é manter um diário e registrar seus sintomas de dor de cabeça e quando eles ocorrem. Anote o que você comeu e todas as atividades que você fez antes de começar a sua dor de cabeça.


Você pode reduzir suas dores de cabeça gerenciando gatilhos comuns, como:


estresse

ansiedade

fadiga

Converse com seu médico sobre aconselhamento ou terapia se achar que pode precisar de ajuda para controlar o estresse e as emoções.


Se você achar que certos alimentos, como alimentos salgados e condimentados, provocam suas dores de cabeça, tente limitá-los em sua dieta.


Mudanças no estilo de vida saudável e remédios naturais também podem ajudá-lo a controlar as dores de cabeça. Esses incluem:


fazendo exercícios regulares

bebendo muita água

comer uma dieta diária equilibrada

evitando tempo excessivo de tela, como em computadores e smartphones

ter uma boa quantidade de sono reparador

limitar o álcool, cafeína e açúcar

reduzindo o estresse com ioga, meditação ou massagens

relaxando os músculos do pescoço e das costas com uma compressa quente

manter uma vida social ativa com amigos e familiares


O resultado final

Se você tem EM, pode ter uma série de sintomas que podem ser controlados com os cuidados e tratamento médico adequados. Algumas pessoas com EM podem sentir dor de cabeça.


As dores de cabeça na EM também podem variar em sintomas e gravidade. Você pode ter dores de cabeça de tensão leves ou uma dor de enxaqueca mais séria.


Mantenha um diário para acompanhar todos os seus sintomas e converse com seu médico sobre suas dores de cabeça e quaisquer alterações nos sintomas.


Procure atendimento médico urgente se sentir uma dor de cabeça súbita e intensa ou uma dor de cabeça que continua a piorar. As seguintes práticas podem ajudá-lo a controlar as dores de cabeça quando você tem EM:


aprendendo seus gatilhos

levando um estilo de vida saudável

recebendo o tratamento médico certo

Última revisão médica em 12 de fevereiro de 2021


FOI USADO O TRADUTOR GOOGLE NESTA POSTAGEM.


FONTE:https://www.healthline.com/health/ms/ms-headache#bottom-line

ANS analisa proposta de normativa que definirá novas coberturas dos planos de saúde.

 11 de fevereiro de 2021

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) analisou, nesta quarta-feira (10/02), a proposta de Resolução Normativa (RN) que irá atualizar o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Na reunião, foram apresentados os resultados da consulta pública que reuniu contribuições para a incorporação de novas tecnologias na lista de cobertura dos planos de saúde e as sugestões que foram consolidadas após análise técnica. Os diretores apreciaram a minuta da RN, que deverá, agora, passar pelos ajustes finais antes de ser aprovada em definitivo pelo colegiado e seguir para publicação no Diário Oficial da União (DOU). 

As propostas de atualização sugeridas contemplam a incorporação de 60 novas tecnologias em saúde, sendo 46 relativas a medicamentos e 14 referentes a procedimentos como exames, terapias e cirurgias.

 Na lista de medicamentos, estão 24 antineoplásicos orais contra diversos tipos de câncer; 21 imunobiológicos para tratamento de doenças inflamatórias, crônicas e autoimunes, como psoríase, asma e esclerose múltipla; e um para tratamento de doença que leva a deformidades ósseas. Entre os procedimentos, estão exames, terapias e cirurgias para diagnóstico e tratamento de enfermidades do coração, intestino, coluna, pulmão, mama, entre outras (confira a lista completa ao final desse texto). Além disso, está sendo ampliada a cobertura de outros quatro procedimentos já existentes no Rol, através de alterações nas Diretrizes de Utilização (DUTs).  

Além das incorporações de tecnologias, estão sendo propostas outras 41 atualizações entre alterações em DUTs e aprimoramento de termos descritivos de procedimentos já elencados no Rol. Com isso, a Agência busca aprimorar a redação e consolidar regras previstas em entendimentos já divulgados pela ANS. 


As propostas de atualização analisadas hoje pela diretoria da ANS serão agora consolidadas e a minuta final de normativa seguirá para aprovação na próxima reunião dos diretores, prevista para ocorrer ainda este mês. Depois de publicada no DOU, as operadoras de planos de saúde terão 30 dias para se adequarem à norma, e na sequência as novas coberturas passarão a vigorar. O Rol de Procedimentos é válido para os beneficiários de planos de saúde contratados a partir de 02 de janeiro de 1999, os chamados planos novos, e para os usuários de planos contratados antes dessa data, mas que foram adaptados à Lei dos planos de saúde. 


Consulta pública 

No período em que esteve em consulta pública – de 08/10/2020 a 21/11/2020 – a ANS recebeu 30.658 contribuições para atualização do Rol, um aumento de 500% em relação à última consulta pública para revisão do Rol, realizada em 2017, que teve 5.259 contribuições. Do total de sugestões recebidas, 50% (15.242) foram relativas a procedimentos como consultas, exames e cirurgias; 47% (14.481) a medicamentos; e os 3% restantes relacionados a alterações em temos descritivos, no texto da Resolução Normativa e sobre as atualizações extraordinárias realizadas em 2020 por conta da pandemia de Covid-19. 

A maior parte das contribuições foi encaminhada por profissionais de saúde, seguido de pacientes e familiares, amigos ou cuidadores de pacientes. Clique aqui para mais informações sobre o processo de atualização do Rol. 




Lista das recomendações de incorporação 
MEDICAMENTOS 

Antineoplásicos orais (tratamento de câncer)
ABEMACICLIBE: mama 
RIBOCICLIBE: mama 
ALECTINIBE: pulmão 
ESILATO DE NINTEDANIBE: pulmão
OSIMERTINIBE: pulmão 
CABOZANTINIBE: rins
REGORAFENIBE: fígado 
LENVATINIBE: fígado 
COBIMETINIBE: melanoma 
DABRAFENIBE EM COMBINAÇÃO COM TRAMETINIBE: melanoma 

DA: próstata 
ENZALUTAMIDA: próstata 
CITRATO DE IXAZOMIBE: mieloma
LENALIDOMIDA_MIELOMA_IND1_REFRATÁRIO/RECIDIVADO: mieloma 
LENALIDOMIDA_MIELOMA_IND2_TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO: mieloma 
LENALIDOMIDA_MIELOMA_IND3_SEM TRATAMENTO PRÉVIO: mieloma 
LENALIDOMIDA_SIND. MIELODISPLÁSICA: mieloma 
IBRUTINIBE_LINFOMA DE CÉLULAS DO MANTO: linfoma
IBRUTINIBE_LLC_IND1_REFRATÁRIOS/RECAÍDOS: leucemia linfocítica crônica
IBRUTINIBE_LLC_IND2_PRIMEIRA LINHA: leucemia linfocítica crônica
VENETOCLAX_LLC: leucemia linfocítica crônica
VENETOCLAX_LMA: leucemia mieloide aguda 
MIDOSTAURINA_LMA: leucemia mieloide aguda 
NILOTINIBE_LMC: leucemia mieloide crônica 


Imunobiológicos (tratamento de doenças inflamatórias, crônicas e autoimunes)

ALENTUZUMABE: esclerose múltipla 
NATALIZUMABE: esclerose múltipla grave com rápida evolução 
OCRELIZUMABE: esclerose múltipla e formas recorrentes 
BETAINTERFERONA 1ª: esclerose múltipla 
ACETATO DE GLATIRÂMER: esclerose múltipla 
ADALIMUMABE: hidradenite supurativa (doença de pele crônica inflamatória)
OMALIZUMABE: urticária crônica 
ADALIMUMABE: uveíte  
BENRALIZUMABE: asma 
MEPOLIZUMABE: asma
OMALIZUMABE: asma 
ADALIMUMABE: psoríase 
ETANERCEPTE: psoríase 
GUSELCUMABE: psoríase 
INFLIXIMABE: psoríase 
IXEQUIZUMABE: psoríase 
SECUQUINUMABE: psoríase
USTEQUINUMABE: psoríase 
GOLIMUMABE: retocolite ulcerativa (doença inflamatória intestinal crônica)
INFLIXIMABE: retocolite ulcerativa 
VEDOLIZUMABE: retocolite ulcerativa  

Outros medicamentos
TERAPIA INTRAVENOSA COM ÁCIDO ZOLEDRÔNICO PARA DOENÇA DE PAGET (deformidades ósseas) 

PROCEDIMENTOS 

ENTEROSCOPIA DO INTESTINO DELGADO COM CÁPSULA ENDOSCÓPICA: exame para diagnóstico de sangramento intestinal de causa obscura
ABLAÇÃO PERCUTÂNEA POR CORRENTE DE CRIOABLAÇÃO PARA O TRATAMENTO DA FIBRILAÇÃO ATRIAL PAROXÍSTICA: terapia para tratamento de problema cardíaco
ENSAIO PARA DOSAGEM DA LIBERAÇÃO DE INTERFERON GAMA: exame para detecção de tuberculose latente em pacientes imunocomprometidos
ARTROPLASTIA DISCAL DE COLUNA VERTEBRAL: cirurgia para tratamento de problemas da coluna cervical
CIRURGIA ENDOSCÓPICA DA COLUNA VERTEBRAL – HÉRNIA DE DISCO LOMBAR: cirurgia para tratamento de hérnia de disco lombar
IMPLANTE TRANSCATETER DE PRÓTESE VALVAR AÓRTICA (TAVI): cirurgia para tratamento de problema cardíaco
RADIOTERAPIA INTRAOPERATÓRIA POR ELÉTRONS (IOERT): terapia para tratamento de câncer de mama

CONSULTA COM ENFERMEIRO OBSTETRA OU OBSTETRIZ
CALPROTECTINA, DOSAGEM FECAL: exame para detecção de inflamação intestinal
RAZÃO DO TESTE sFlt-1/PlGF: exame para diagnóstico de risco de pré-eclâmpsia
TERAPIA POR PRESSÃO NEGATIVA: terapia para cicatrização de feridas agudas ou crônicas e queimaduras de segundo e terceiro graus
OSTEOTOMIA DA MANDÍBULA E/OU MAXILAR COM APLICAÇÃO DE OSTEODISTRATOR: cirurgia para correção de deformidade na mandíbula
PD-L1 – DETECÇÃO POR TÉCNICAS IMUNOHISTOQUÍMICAS: exame para detecção de expressão do PD-L1 em material de biópsia de câncer de pulmão
FLT3 – PESQUISA DE MUTAÇÕES: exame para diagnóstico de leucemia mieloide aguda 

ALTERAÇÕES DE DIRETRIZES DE UTILIZAÇÃO (INCLUSÃO DE COBERTURA) 
TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA: amplia cobertura do procedimento para pacientes com glaucoma
IMPLANTE DE MONITOR DE EVENTOS (LOOPER IMPLANTÁVEL): amplia cobertura do procedimento para pacientes pós-acidente vascular cerebral criptogênico ou ataque isquêmico transitório com causa indeterminada com suspeita de fibrilação atrial
ANÁLISE MOLECULAR DE DNA: inclusão do exame de “SEQUENCIAMENTO COMPLETO DO EXOMA” para investigação de deficiência intelectual de causa indeterminada e inclusão de outras especialidades para a solicitação do procedimento Análise Molecular de DNA
TRANSPLANTE ALOGÊNICO DE MEDULA ÓSSEA: alinhamento com as indicações do Ministério da Saúde para o transplante de células tronco hematopoiéticas
 
Agência Nacional de Saúde Suplementar