Livros: antídoto contra a solidão.

11/04/2021

“A arte inventa a realidade. Os poemas de Fernando Pessoa, Drummond, João Cabral são um acréscimo à vida. Eles não existiam antes, então, você lê um poema desses, decora, aumentou um pouquinho a sua vida.” A fala de Ferreira Gullar, um dos maiores poetas que o Brasil já teve, é cirúrgica ao nos lembrar do poder da literatura e dos livros.

Jornalista Deborah Almeida é leitora voraz e destaca que sua mãe lia para ela antes mesmo de nascer


A leitura sempre foi e, na pandemia da COVID-19 com o isolamento social, se tornou ferramenta ainda mais poderosa para equilibrar o bem-estar da psique humana. O livro é um amigo que nunca o abandona, sempre estará presente quando o procurar e jamais o deixará só.


A leitura é tão fundamental para a sanidade que existe a terapia pelos livros, a chamada biblioterapia, que existe desde a Antiguidade e já era praticada no Egito dos faraós, na Grécia e na Roma antigas. No início do século 20, com a comprovação científica dos resultados obtidos no tratamento dos feridos na Primeira Guerra, ela ganhou o status de ciência.

Mikhael Rodarte, de 24 anos, estudante de engenharia mecânica na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), confessa que se tornou um leitor a partir das imposições da COVID-19. Antes, lia pouco, de um a dois livros por ano.


"Na pandemia, tomei a decisão de ser o mais produtivo possível a partir da leitura e de cursos on-line. Separei de três a quatro horas do meu dia para ler. Para me incentivar, comecei com a releitura de “Harry Potter”, os sete volumes, e depois passei a investir em livros de assuntos do meu interesse: comportamento humano, linguagem corporal e linguagem fria (não verbal), programação neurolinguística (PNL), porque gosto de conversar, lidar com pessoas e de entender o outro.”


Conhecimento importante também profissionalmente, acrescenta, já que é vendedor em uma loja de veículos e precisa lidar com os clientes. “Quando me cansei desses temas, mudei para mercado financeiro, bolsa de valores, fundo imobiliário, porque quero mudar minha cabeça em relação ao dinheiro. Pensando no futuro, já que não sei se vou me aposentar.”


Mikhael Rodarte, estudante de engenharia mecânica, decidiu na pandemia se tornar um leitor assíduo


Até a semana passada, Mikhael, que se recuperou da COVID-19 que teve há um mês, enfrentando dor de cabeça, febre, perda do olfato e do paladar, já tinha lido 50 livros: “Compro todos, sempre o livro físico porque não gosto de ler no celular ou Kindle, e tenho muito ciúme deles. Na minha estante já tenho 100 obras e todo mês reservo R$ 100 do meu salário para comprar livros”.


O futuro engenheiro revela que ler foi uma decisão particular, já que sua mãe, Elza, sempre leu muito e o incentivou desde pequeno, mas não amava ler. A tia, professora de redação, falava da importância da leitura, em sua casa via seus livros e até se surpreendia. Mas só agora entendeu. No momento, sua missão é despertar na namorada, Lídia, o prazer pela leitura: “Leio sempre perto dela, percebo que tem vontade, mas ainda falta força de vontade”.


Leitora voraz

Neurocientista e psicóloga Fernanda Rocha avisa que apesar de o cérebro não ser um músculo, é essencial mantê-lo em atividade. A leitura é um exercício


Já a jornalista Deborah Almeida, de 23, é uma leitora voraz: “Desde que me entendo por gente. Minha mãe lia para mim enquanto ainda estava na sua barriga ‘O menino mágico’, de Rachel de Queiroz. Antes de aprender a ler, ela lia para mim e gostava tanto que cheguei a decorar as histórias do 'O bonequinho doce', 'A bonequinha preta' e 'O vestido que o vento leva'. E depois que passei a ler, livro é o que mais compro na vida. Meus pais sempre leram muito, me ensinaram e vou seguir pela vida. Na escola, era próxima da bibliotecária e em vez de levar para casa um livro por semana, ela me deixava levar quantos quisesse, já que queria ler muito e meus pais não tinham como me atender. Aliás, livro é meu presente preferido. Se perguntam, já passo minha lista da Amazon”.


Levo um livro na bolsa para todos os lugares. Se fico entediada, ele me salva. Os livros sempre foram meus amigos e uma forma de sair da realidade. Leio muito e ainda mais na pandemia

Deborah Almeida, de 23 anos, jornalista


Para uma leitora ávida, é difícil escolher o livro ou autor da vida. Mas Deborah destaca predileções, dependendo da fase. Criança, adolescente, ela se lembra dos livros “Poderosa”, de Sergio Klein, e “O diário da princesa”, de Meg Cabot – sua cachorra, aliás, se chama Meg. Depois, passou para os romances e, atualmente, é arrebatada por romances policiais. A série “Millennium”, do sueco Stieg Larsson, é um dos preferidos.


Já que falta espaço em casa para tantas obras, o Kindle e troca de edições em sebos tem sido a saída: “Levo um livro na bolsa para todos os lugares. Se fico entediada, ele me salva. Livros sempre foram meus amigos e uma forma de sair da realidade. Leio muito e ainda mais na pandemia. Leio por prazer, para estudar e buscar conhecimento. De autobiografia, que gosto muito, como a da Rita Lee, até obras de sociologia e de movimentos feministas de várias vertentes”.


Reserva cognitiva 


A leitura é uma ferramenta de prevenção para manter a saúde equilibrada, assim como de tratamento. A neurocientista e psicóloga Fernanda Rocha, especialista em neuropsicologia e terapia cognitivo comportamental (TCC), explica que na neuropsicologia há um conceito que descreve a capacidade que o cérebro tem de suportar danos sem apresentar perdas funcionais. É a chamada reserva cognitiva.


Segundo ela, esse conceito surgiu na década de 1990 a partir da observação de casos graves de acidentes vasculares em que os pacientes não apresentavam grandes perdas cognitivas ou comportamentais a despeito do tamanho da lesão adquirida.


Posteriormente, pesquisadores descobriram que em outras patologias cerebrais, como as demências, ESCLEROSE MÚLTIPLA, epilepsias e até alguns transtornos psiquiátricos, o mesmo efeito acontecia. O que os pacientes tinham em comum eram práticas constantes durante a vida de atividades que exigiam empenho cognitivo, ou em outras palavras “esforço mental”.


Entre as associações conhecidas por criar essa reserva cognitiva estão a leitura, a alta escolaridade, o coeficiente de inteligência e atividades que envolvem algum tipo de raciocínio.

Neurocientista e psicóloga Fernanda Rocha avisa que apesar de o cérebro não ser um músculo, é essencial mantê-lo em atividade. A leitura é um exercício


Fernanda Rocha destaca que é possível fazer um paralelo com a musculação. “Apesar de o cérebro não ser um músculo, mantê-lo em atividade não só o preserva de males pontuais (deixando-o 'em forma'), mas também o protege no futuro, quando os efeitos do envelhecimento saudável ou patológico estarão batendo à porta. Portanto, recomendo boas leituras.”


A neurocientista e psicóloga enfatiza que a prática da leitura em particular parece ter um efeito para além da reserva cognitiva, do aumento de conhecimento e do vocabulário. Pesquisa feita pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, mostrou que a prática da leitura reduziu em aproximadamente 70% o estresse dos indivíduos participantes, tanto em medidas subjetivas de percepção do estresse quanto em medidas de pressão arterial e tensão muscular.


“Em psicoterapia, uma das técnicas muito usadas para ensinar pacientes sobre os problemas que eles apresentam é a chamada psicoeducação, que envolve como prática a indicação de leituras sobre diversos temas da saúde mental. Hoje, temos títulos disponíveis à população em geral. Eles podem ensinar estratégias de enfrentamento da ansiedade, da depressão, do estresse, da obesidade, como ser produtivo em home office, como ter uma vida com valor, entre outros temas tão importantes em tempos de pandemia.”


Se ainda não descobriu esse universo para se jogar, o primeiro passo para abrir um livro e começar a ler é começar pelo que gosta, escolher um assunto que lhe interessa. A leitura é uma fonte de prazer. Tomada esta atitude, muitos efeitos virão em seguida, uma lista repleta só de ganhos pessoais, emocionais, sentimentais e cognitivos. Da “Bíblia” a “Harry Potter”, o importante é se entregar à leitura.


FONTE:https://www.em.com.br/app/noticia/bem-viver/2021/04/11/interna_bem_viver,1254850/livros-antidoto-contra-a-solidao.shtml

Nilópolis Começa A Vacinar Contra A Gripe (H1N1).

10 de abril de 2021

Além da Covid-19, as ações de imunização para outras infecções continuam em Nilópolis. No dia 12 de abril de 2021, o município entra na 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe (H1N1).


Quem deve tomar a vacina da gripe?


 As doses serão oferecidas para idosos com mais de 60 anos e a outras turmas. Confira a lista completa de quem que pode se vacinar gratuitamente em um dos postos de saúde de Nilópolis:


Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade

Gestantes e puérperas

Povos indígenas

Trabalhadores da saúde

Idosos com 60 anos ou mais

Professores das escolas públicas e privadas

Indivíduos com deficiência permanente

Profissionais das forças de segurança e salvamento (bombeiros, policiais…)

Forças armadas

Caminhoneiros

Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário

Trabalhadores portuários

Funcionários do sistema prisional

Jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas

População privada de liberdade

Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas

Veja quais doenças crônicas permitem a vacinação pelo SUS:

Diabetes

Obesidade

Doenças respiratórias crônicas (asma, DPOC, fibrose cística…)

Doenças cardíacas crônicas (hipertensão, insuficiência cardíaca…)

Doenças hepáticas crônicas (hepatites, cirrose…)

Doenças neurológicas crônicas (AVC, paralisia cerebral, esclerose múltipla…)

Imunossupressão (pessoas com o sistema imunológico prejudicado por enfermidades ou medicamentos)

Indivíduos transplantados

Portadores de trissomias (Síndrome de Down, Síndrome de Klinefelter…)

A aplicação em geral é feita com só uma dose. Porém, para as crianças, serão duas picadas, com intervalo mínimo de quatro semanas. Se essa for a primeira imunização dos pequenos, as duas são dadas juntas.

Posso tomar a vacina da gripe junto com a da Covid-19?

Devido à falta de estudos investigando os efeitos das interações entre os dois imunizantes, por ora o Ministério da Saúde sugere que não sejam aplicados simultaneamente.


FONTE:https://nilopolisonline.com.br/2021/04/10/nilopolis-comeca-a-vacinar-contra-a-gripe-h1n1/


Campanha de vacinação contra gripe começa segunda-feira, dia 12.

9 de abril de 2021
A 23ª edição da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa na próxima segunda-feira (12) e se estenderá até o dia 9 de julho. 
Segundo informativo divulgado pelo Ministério da Saúde, a ação envolve as três esferas gestoras do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, conta com recursos da União, das Secretarias Estaduais de Saúde e das Secretarias Municipais de Saúde. “Para o êxito da campanha, conforme a disponibilidade da vacina, estima-se o funcionamento de aproximadamente 50 mil postos de vacinação”, informa a pasta.

Ainda de acordo com o material de divulgação da campanha, a vacina é uma das medidas de prevenção mais importantes para proteger contra a Influenza, que é uma infecção respiratória aguda causada por diferentes vírus. Por meio da imunização, é possível reduzir a circulação viral na população, bem como suas complicações e óbitos, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco. “Neste contexto, a campanha de vacinação consiste em uma ação de interesse nacional, sendo os grupos prioritários atores sociais importantes no processo de prevenção e controle da doença”, diz o informe.

Público-alvo

Serão vacinadas crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (mulheres em fase pós-parto), povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos ou mais, professores das escolas públicas e privadas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento, forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbanos e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade fazem parte do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe.

Em relação às doenças crônicas e condições clínicas especiais, são consideradas parte desse grupo:

Diabetes

Obesidade

Doenças respiratórias crônicas, como asma, fibrose cística, rinite alérgica e etc…;

Doenças cardíacas crônicas, como hipertensão, insuficiência cardíaca, miocardite e etc…;

Doenças hepáticas crônicas, como as hepatites e cirrose, dentre outras;

Doenças neurológicas crônicas, como paralisia cerebral ESCLEROSE MÚLTIPLA;

Imunossupressão (pessoas com o sistema imunológico prejudicado por enfermidades ou medicamentos);

Indivíduos transplantados;

Portadores de trissomias, como síndrome de down, síndrome de Klinefelter, síndrome de Warkany e etc…
Entre as condições clínicas especiais inclusas como prioridade no calendário de vacinação da gripe está a obesidade 

A partir do dia 12 de abril, o SUS vacinará crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores de saúde. Em relação às crianças indígenas, o limite de idade é de até 9 anos. Idosos com 60 anos ou mais e professores serão vacinados a partir de 11 de maio. Já os demais prioritários, do dia 9 de junho a 9 de julho.

Para intensificar a imunização, cada etapa da campanha contará ainda com o “Dia D”: um sábado em que postos de saúde e outros locais, como shoppings e parques, aplicam a vacina da gripe para a população que estiver sendo beneficiada no momento. Quem determina as datas para esses sábados especiais são os municípios.

E o restante da população?

Pessoas fora dos grupos prioritários também devem se proteger, especialmente nesse momento de pandemia, considerando que, com o sistema de saúde sobrecarregado pela Covid-19, vacinar-se contra a gripe evita idas desnecessárias ao hospital.

Para isso, devem buscar a injeção em clínicas privadas ou aguardar doses remanescentes da campanha. Em anos anteriores, as vacinas que sobraram foram distribuídas para o resto da população. Por isso, é importante ficar atento aos noticiários.

MPF pede à Justiça que União deposite R$1 milhão para garantir medicamentos de pacientes crônicos de Sergipe.

8 de abril de 2021

Em requerimento protocolado em 6 de abril, o MPF destaca que vários remédios que deveriam ser disponibilizados pelo Ministério da Saúde estão em falta.


O Ministério Público Federal em Sergipe acionou a Justiça Federal para que determine à União o depósito de R$1 milhão a fim de viabilizar a aquisição de diversos medicamentos cuja responsabilidade pela compra é do Ministério da Saúde. O objetivo é que o Estado de Sergipe adquira os produtos e distribua aos pacientes cadastrados no Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case), mediante prestação de contas. O requerimento foi protocolado na terça-feira, 6 de abril.

Segundo o documento, em 25 de março, o MPF recebeu informações de que vários medicamentos distribuídos pelo Case do Grupo 1A, como Adalimumabe, Cabergolina, Metotrexato, Rituximabe e Sevelamer, Sildenafila e Tracolimo estavam em falta. 

Os remédios servem para tratar de diversas patologias crônicas, a exemplo de lúpus, ESCLEROSE MÚLTIPLA, artrite psoríaca, espondilite ancilosante, uveítes, doença de crohn, artrite reumatóide, hidradenite supurativa, distúrbio mineral ósseo na doença renal crônica, dentre outras. Chama atenção o medicamento rituximabe, que serve para o tratamento de linfoma, artrite reumatóide, leucemia, entre outros, e está em falta desde junho de 2020.


“Por se tratar de situação gravíssima e de descumprimento reiterado de ordem judicial, o MPF se baseou nas estimativas de custo de aquisições enviadas pelo Case e requereu que a Justiça Federal determinasse à União o depósito em conta judicial de R$1 milhão. O objetivo é formar um estoque mínimo de segurança para fazer cessar o risco de dano grave e irreversível à vida e à saúde de centenas de sergipanos, em decorrência do descumprimento dos deveres da União”, ressaltou a procuradora regional dos direitos do cidadão, Martha Figueiredo.


Entenda o caso – O requerimento foi feito em ação civil pública movida pelo MPF em 2019 para que fosse assegurado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de Sergipe o regular fornecimento e abastecimento contínuo, ininterrupto e gratuito dos medicamentos pertencentes ao rol do Grupo 1A do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, além de outros cujo financiamento e aquisição são de responsabilidade direta da União.


À época, os pedidos do MPF foram acatados pela Justiça Federal e a condenação se tornou definitiva em 1º de dezembro de 2020, ou seja, não mais sujeita a recurso. Desde então, o MPF apresentou diversos requerimentos no processo com a finalidade de obter o cumprimento da decisão judicial pela União.


No processo, a União apresentou documentos em que alega dificuldades em concretizar aquisições de parte dos medicamentos em falta em razão do Preço Máximo de Venda ao Governo, regulamento pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, bem como intercorrências no fornecimento originadas em atrasos das empresas contratadas, no que toca a entrega dos quantitativos adquiridos pelo Ministério da Saúde.


Diante da ausência de regularização do abastecimento dos medicamentos de competência federal, o MPF requereu em 14 de março último a aplicação de multas à União, com o objetivo de que fosse acelerada a remessa dos fármacos aos pacientes do Estado de Sergipe.


Em decisão recente da 3ª Vara Federal, o magistrado reconheceu o descumprimento reiterado da União às ordens judiciais, já que o Ministério da Saúde não vem abastecendo e fornecendo os medicamentos do Grupo 1 A de forma satisfativa desde meados de 2019, quando deferida a tutela antecipada de urgência. Assim, por considerar que a situação está pondo em risco a vida de pacientes, determinou nova intimação da União, na pessoa de seu responsável legal, e via sistema, para que cumpra a obrigação de fazer determinada nos autos, no prazo de 10 dias. Em caso de não cumprimento completo da obrigação, o juiz federal também estabeleceu multa diária no valor de R$2 mil.


Número para pesquisa processual: 0802239-12.2019.4.05.8500

Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal em Sergipe

(79) 3301-3874 / 3301-3837

prse-ascom@mpf.mp.br

Twitter: @MPF_SE

Facebook: Facebook.com/MPFSergipe

FONTE:https://defesa.com.br/mpf-pede-a-justica-que-uniao-deposite-r1-milhao-para-garantir-medicamentos-de-pacientes-cronicos-de-sergipe/

ESCLEROSE MÚLTIPLA: Especialista esclarece mitos e verdades sobre imunização.

5 de abril de 2021

Doença afeta cerca de 35 mil brasileiros.

ESCLEROSE MÚLTIPLA: Não é incomum pacientes com doenças autoimunes ter dúvidas sobre vacinação.


Devo me vacinar?


Qualquer tipo de vacina é compatível?


Quais são as recomendações?


Para sanar essas e outras dúvidas, conversamos com o neurologista Dr. Herval Ribeiro Soares Neto, que explicou a importância da vacinação em quem lida com uma doença crônica, como a esclerose múltipla (EM), doença autoimune, na qual o sistema imunológico ataca o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).


“Existem diversos mitos e argumentos contrários à vacinação. E quando se trata de imunização em doenças autoimunes, a desinformação normalmente é maior. Por isso, antes de mais nada, precisamos reforçar que o ganho com a imunização, de maneira geral, é muito grande, ultrapassa a prevenção individual”, esclarece o especialista.


Quem tem esclerose múltipla está mais suscetível a contrair infecções.


Verdade. Pessoas com a doença têm um risco maior de contrair infecção quando comparamos com quem não tem uma condição autoimune[2]. Isso pode acontecer porque quando a doença não está controlada, o corpo fica mais suscetível ao ataque de vírus e bactérias. E devemos lembrar que as infecções podem elevar o risco de surtos e aumentar a incapacidade[3], daí a relevância de se vacinar.


A vacinação não é recomendada em pessoas que têm EM.


Mito. A vacinação é um pilar da saúde pública e uma das formas mais seguras e eficazes de prevenir doenças infecciosas[4][5]. Órgãos internacionais, como a National Multiple Sclerosis Society e a Academia Americana de Neurologia (AAN), recomendam que pessoas com EM recebam vacinas de acordo com as diretrizes-padrão.


As entidades propõem que a estratégia de imunização seja individualizada por paciente[6], uma vez que o aspecto clínico da esclerose múltipla varia de indivíduo para indivíduo.


Não é qualquer tipo de vacina que é recomendada para quem tem esclerose múltipla.


Verdade. As vacinas podem ser divididas em dois grupos: as atenuadas e as inativadas. Quem tem EM, deve evitar as vacinas atenuadas. Esse tipo de imunizante pode acentuar os sintomas da doença ou causar outros[1]. Por isso, é recomendado evitá-las.


Entre as vacinas atenuadas, por exemplo, temos as de tuberculose, sarampo, caxumba, rubéola e da febre amarela, que são, geralmente, contraindicadas para pessoas com sistema imunológico enfraquecido[1].


Normalmente, as vacinas toleráveis em quem tem esclerose múltipla são as de vírus inativado[7], quando o agente infeccioso foi morto e é incapaz de causar a doença; de subunidade[1], quando é utilizada uma parte da proteína ou de um antígeno, e a toxoide[1][8], que contêm uma toxina bacteriana quimicamente modificada, que estimula uma resposta imunológica, ajudando a formação de anticorpos.


Quem usa medicamentos modificadores da doença não precisa reavaliar o status de vacinação para confirmar a imunoproteção.


Mito. Após a imunização é fundamental que o paciente faça uma reavaliação com o profissional de saúde para checar a imunoproteção[4]. A resposta autoimune pode variar em cada caso, por isso, a necessidade dessa checagem com o profissional de saúde que o acompanha.


Quem está em surto deve atrasar a vacinação.


Verdade. De acordo com as diretrizes internacionais, os pacientes em surto devem atrasar a vacinação. Contudo, não temos como estabelecer um período, pode variar de pessoa para pessoa. Esse prazo precisa ser discutido com o médico.


As recomendações a respeito da vacinação para quem tem EM, servem para todos os pacientes.


Mito. As recomendações podem variar. Os profissionais de saúde devem avaliar cada situação de maneira individual.


Para finalizar, Dr. Herval reforça que o paciente sempre deve buscar informações com um especialista. “O paciente deve seguir as recomendações de quem o acompanha. Esses profissionais são as pessoas mais aptas para dar as diretrizes mais adequadas, uma vez que conhecem o histórico e sabem qual é o perfil da doença do paciente”, conclui.


Saiba mais sobre a esclerose múltipla[9][10][11]: a EM é caracterizada por um processo de inflamação crônica que pode causar desde problemas momentâneos de visão, falta de equilíbrio até sintomas mais graves, como perda de visão e paralisia completa dos membros.


A esclerose múltipla está relacionada à destruição da mielina – membrana que envolve as fibras nervosas responsáveis pela condução dos impulsos elétricos do cérebro, medula espinhal e nervos ópticos. A perda da mielina pode dificultar e até mesmo interromper a transmissão de impulsos nervosos.


A inflamação pode atingir diferentes partes do sistema nervoso, provocando sintomas distintos, que podem ser leves ou severos, sem hora certa para aparecer.


A doença geralmente surge sob a forma de surtos recorrentes, sintomas neurológicos que duram ao menos um dia. A maioria dos pacientes diagnosticados são jovens, entre 20 e 40 anos, o que resulta em um impacto pessoal, social e econômico considerável por ser uma fase extremamente ativa do ser humano.


É uma doença inflamatória e degenerativa, que progride quando não tratada. É senso comum entre a classe médica que para controlar os sintomas e reduzir a progressão da doença, o diagnóstico e o tratamento precoce são essenciais.

FONTE:https://www.jornaldafronteira.com.br/esclerose-multipla-especialista-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-imunizacao/

Paciente com ESCLEROSE MÚLTIPLA está sem tratamento há três meses, em Canoas/RS

02/04/2021

Desde janeiro, o intérprete de libras está sem o remédio que trata os sintomas da doença.

Há três meses, o intérprete de libras Ricardo Faria, 33 anos, não recebe o remédio para tratamento de esclerose múltipla junto à Farmácia do Estado, em Canoas, onde mora. 

Em outubro de 2016, Ricardo foi diagnosticado com a doença autoimune, que ataca o sistema nervoso. Desde então, passou por inúmeras sessões de fisioterapia. 

– Perdi o movimento do rosto, e minha visão ficou dupla. Precisei ficar internado por 15 dias na Santa Casa de Porto Alegre, e foi aí que recebi o diagnóstico – relembra. 

Ele depende do remédio fingolimode 0,5mg para amenizar os sintomas da doença, conforme orientação médica. 

Mensalmente, Ricardo retira três caixas do remédio, disponibilizado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) e distribuído aos municípios. Cada caixa com 28 cápsulas custa cerca de R$ 5 mil. Porém, desde janeiro, ele não o recebe. 

– A única resposta que consigo é de que não chegou o remédio, ou de que era para vir na próxima compra e estava em falta – conta. 

Sem o fármaco, Ricardo corre risco de entrar em novas crises e ser hospitalizado. Ele reforça que, sem o tratamento contínuo, pode vir a ter uma lesão na face, nos olhos ou no cérebro: 

– Me coloco em risco sem esse remédio. Fico vulnerável. 

Prazo 

Hoje, Ricardo é presidente da Associação Gaúcha de Esclerose Múltipla ( Agem). 

Através de membros de outros municípios do Estado, ele soube que a medicação está em falta desde o início do ano. A primeira notificação que a Agem recebeu foi em janeiro, na Capital, sendo que o principal motivo, diz Ricardo, foi a troca de laboratório para a fabricação da droga. 


Segundo a associação, no final de fevereiro, a nova empresa fabricante emitiu um comunicado sobre a assinatura de um contrato, junto ao Ministério da Saúde, para o fornecimento do primeiro lote da medicação após a troca de laboratório. O documento afirma, ainda, que o processo de distribuição às secretarias estaduais do país começou em 22 de fevereiro. 

A Secretaria Estadual de Saúde, hoje, dispõe de mais seis medicamentos para o tratamento da esclerose múltipla. Porém, mesmo com o laboratório assegurando o envio do produto ao governo federal, um mês após, a fingolimode seguiu em falta em cidades como Cruz Alta, Passo Fundo, Porto Alegre, Rio Grande e Santa Maria, de acordo com a Agem. 

Em 18 de março, porém, a entidade recebeu a informação, por um paciente, de que o medicamento já estava disponível em Novo Hamburgo. 

SES nega falta do remédio 

A SES informou que, no “relatório dos atendimentos de março, em Canoas, consta a entrega de fingolimode dia 29 de março”. Questionada sobre a falta de medicamentos nos demais municípios, a pasta informou que, “conforme verificado na Assistência Farmacêutica do Estado, o estoque deste medicamento está regular, não constando falta”. 

Avisado pela reportagem sobre o fornecimento do fingolimode, Ricardo verificou a disponibilidade em 31 de março. Porém, confirmou que não há medicamentos no estoque não só em Canoas, como também em mais cinco cidades. Ele diz que a farmácia informou-o que o medicamento está em falta e sem estoque

A Secretaria de Saúde de Canoas explicou que, por se tratar de uma substância que não consta na lista de medicamentos fornecidos pelo município, o recebimento do produto fica sob responsabilidade da farmácia do Estado e a prefeitura não tem informação sobre o estoque disponível. 


FONTE:http://diariogaucho.clicrbs.com.br/rs/dia-a-dia/noticia/2021/04/paciente-com-esclerose-multipla-esta-sem-tratamento-ha-tres-meses-em-canoas-16784423.html

Novo tratamento que reduz significativamente a progressão do MIELOMA MÚLTIPLO é aprovado pela Anvisa.

 02 de Abril , 2021

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar Sarclisa®, nome comercial da molécula isatuximabe, em combinação com pomalidomida e dexametasona, para o tratamento de pacientes adultos com mieloma múltiplo (MM) recidivante e refratário, que receberam pelo menos duas terapias anteriores, incluindo lenalidomida e um inibidor de proteassoma, e demonstraram progressão da doença na última terapia.

O mieloma múltiplo é um tipo raro de câncer no sangue que acomete aproximadamente 750 mil pessoas ao redor do mundo2. 

Nos Estados Unidos, cerca de 32 mil pessoas foram diagnosticadas em 2020, sendo que a doença é responsável por aproximadamente 1,8% de todos os novos diagnósticos de câncer, o que torna o mieloma múltiplo a segunda enfermidade hematológica mais comum2.

“Estamos trazendo um novo tratamento para os pacientes brasileiros com mieloma múltiplo que precisam de outras opções eficazes para tratamento de sua doença”, explica a diretora médica de oncologia e imunologia da Sanofi Genzyme, Suely Goldflus. À medida que os pacientes com mieloma múltiplo apresentam recidiva da doença ou se mostram refratários à terapia atual, se tornam mais difíceis de tratar com prognósticos cada vez piores.

A aprovação de Sarclisa® pela Anvisa foi baseada em estudo clínico multicêntrico, multinacional, randomizado e aberto que avaliou mais de 300 pacientes e demonstrou a segurança e eficácia do medicamento1. 

Entre os resultados do estudo, destaca-se a sobrevida livre de progressão da doença de aproximadamente um ano para os pacientes que já haviam falhado em duas terapias anteriores1.

Sarclisa® é um anticorpo monoclonal com potencial de gerar resposta imune e desencadear mecanismos de ação que levam a morte das células tumorais3-7. 

O medicamento faz parte do portfólio da Sanofi Genzyme, unidade de negócios da Sanofi focada em soluções para doenças de alta complexidade, entre elas, oncologia e hematologia. 

Esta é a primeira indicação aprovada para Sarclisa não só no Brasil pela ANVISA como pelo FDA, EMA8.9. Estudos clínicos estão em andamento para indicações em outras linhas de tratamento do MMRR e outras patologias.


FONTE:https://93noticias.com.br/noticia/56143/novo-tratamento-que-reduz-significativamente-a-progressao-do-mieloma-multiplo-e-aprovado-pela-anvisa1

Visão dupla pode ser causada por trauma, AVC e até uso de droga; entenda.

 29/03/2021 

diplopia, conhecida popularmente como visão dupla, não é uma doença, mas, sim, um sintoma.

Ela ocorre quando uma pessoa enxerga uma única imagem como se fossem duas sobrepostas, ou seja, imagens não alinhadas —tanto na horizontal como na vertical. 

O problema desse sintoma, além de ser incômodo e dificultar a visão com profundidade, é que ele pode ser muito perigoso e trazer riscos não só para quem sente, mas também para quem está perto.

Imagine que você está dirigindo no trânsito e começa a ver dois carros na sua frente, sendo que na verdade só tem um, ou está cozinhando com uma única panela no fogo e, ao invés de uma, começar a ver duas. O estrago pode ser grande.

O funcionamento da visão e a diplopia 

"Os olhos são duas câmeras muito eficientes. Olhos saudáveis captam a imagem, convertem ela em sinal elétrico e levam para o cérebro. Então, imagens e luz são acomodadas pelas lentes, viajam dentro do olho nos meios transparentes, e a retina faz essa conversão de sinal, transforma o que era luz, imagem, cor, forma, profundidade em sinal elétrico, que é compreendido pelo cérebro. E ele registra isso no nível da nossa consciência e conecta com as informações prévias que a gente tem, a nossa memória visual", explica Eduardo Melani Rocha, professor do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da FMRP-USP (Facldade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo).

No entanto, quando esse sistema de mecanismo é abalado, há qualquer problema ocular ou outra doença relacionada, alguns sintomas podem surgir. Esse é o caso da diplopia, que é, principalmente, um sinal de alerta. 

Thaís Helena Moreira Passos, oftalmologista do Hospital de Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e do Hospital Estadual Sumaré, ressalta que "se uma pessoa tem visão pior em um dos olhos, o cérebro tem a capacidade de escolher qual imagem é melhor, e 'filtrar' a imagem do outro olho, de forma que, dificilmente a pessoa vai ter visão dupla e, sim, monovisão, com supressão do olho com menor acuidade visual".


Pessoas com diplopia enxergam basicamente como a imagem acima

A diplopia ocorre quando os olhos enxergam normalmente, mas não conseguem trabalhar juntos por alguma razão. Dessa forma, as imagens captadas começam a ficar diferentes uma da outra, e o cérebro perde a capacidade de interpretação. 

Esse sintoma pode ter alterações perceptíveis, como estrabismo espontâneo, da mudança de conformação orbitária (com o olho mais fundo ou para fora) ou não apresentar nenhum aspecto visual. Isso vai depender das causas. 

Segundo os especialistas, ela atinge, principalmente, os adultos e, muitas vezes, melhora de forma espontânea. Há dois tipos de diplopia: a monocular, quando o sintoma se dá através de um olho só, e a binocular, quando atinge os dois olhos.

"Se essa visão dupla vem associada a sintomas como fraqueza muscular, náuseas, vômito, dificuldade para andar, falar, mastigar ou engolir, são sinais de mais atenção, porque muitas vezes (a diplopia) pode estar associada a causas neurológicas ou neuromusculares, e daí merece um atendimento mais rápido mesmo. Nesses casos precisa ser avaliado por um oftalmologista ou neurologista", explica Emerson Castro, oftalmologista do Hospital Sírio-Libanês (SP).

Causas da visão dupla Problemas oculares 

Os problemas e doenças oculares listados abaixo podem ser causadores da diplopia: 

Lente intraocular deslocada; 

Miopia; 

Astigmatismo - dependendo do grau; 

Ceratocone Catarata; 

Estrabismo; 

Olho torto; Alterações na retina.

Outra doença que pode causar diplopia é a orbitopatia de graves, que é uma alteração da órbita, provocada por uma doença da glândula tireoide, que leva a alterações dos músculos oculares. 

E, às vezes, a agressão é tanta que pode restringir a movimentação muscular. Além disso é importante entender que os músculos extrínsecos do olho, os que fazem os olhos virarem de um lado para o outro, precisam trabalhar sempre em conjunto e super alinhados. 

"Se tivermos qualquer problema nesses músculos ou na atividade conjunta, pode aparecer a visão dupla. Isso pode acontecer por um trauma, por exemplo, quando um músculo é roto durante um acidente, ou quando fica preso entre os ossos numa fratura de órbita ou até mesmo pelo uso de algumas substâncias como a toxina botulínica", destaca Thaís Helena, ressaltando a importância do cuidado na hora de escolher o profissional para aplicar o tão sonhado botox.


Contudo, na maioria dos casos, quando o sintoma não está relacionado a graves doenças, apenas relaxar a musculatura do olho, ou seja, descansar a visão, e olhar para longe já melhora o quadro. 


Tumores e AVC

Alguns tumores na órbita podem causar diplopia por deslocar um olho da posição habitual ou dificultar a movimentação dos músculos oculares. Nesses casos, o tratamento é mais difícil, porque o sintoma está diretamente associado ao tumor ou ao AVC, logo, a cura depende também da regressão da doença.

"Você pode dar óculos com prisma, que são lentes especiais para tentar desentortar esse olho, pode fazer cirurgia, você pode aplicar toxina botulínica (botox) no músculo do olho. Então o tratamento vai desde nada até cirurgia e toxina botulínica. Mas essas causas são mais complicadas, nem sempre conseguimos melhora do quadro", afirma Castro. 

Doenças preexistentes e neurológicas 

Os pacientes diabéticos também podem desenvolver uma alteração que entope os vasinhos que mexem com os nervos e, consequentemente, os músculos do olho. Hipertensão arterial e colesterol alto também podem fazer surgir esse sintoma. 

O professor Eduardo Rocha ressalta que, assim como todo o processamento da imagem é feito no cérebro, o mecanismo do controle de movimento (para montar a imagem) também, numa estrutura chamada tronco cerebral.

"É do tronco cerebral que saem os nervos que vão enervar os músculos do olho. 

Doenças vasculares, arteriosclerose, colesterol muito alto, infarto, derrame podem levar a má irrigação dessa região específica, e num determinado momento, o indivíduo ficar estrábico, com diplopia e com o músculo e o nervo funcionando mal, porque ele está mal irrigado de sangue e recebendo pouco nutriente", esclarece Rocha. 

Além disso, algumas doenças neurológicas também entram nesta lista. 

Isso porque elas podem desestruturar a função neurológica dos nervos que enviam as informações para a movimentação ocular, como acontece na esclerose múltipla.

Outra situação que também pode causar esse sintoma é a miastenia gravis, uma doença autoimune causada por uma disfunção do sistema imunológico, em que a comunicação entre os nervos e os músculos é afetada causando fraqueza muscular. Entre outras coisas, essa doença tem como consequência deixar as pálpebras caídas e fracas e a diplopia. Nesses casos, a doença preexistente precisa ser tratada para melhorar o sintoma. 

Uso de drogas.


O uso de drogas também pode resultar em diplopia. A recomendação dos especialistas é parar completamente de usar para que os efeitos colaterais desapareçam. 


Os oftalmologistas afirmam que a diplopia é um sinalizador de que algo pode estar errado com a saúde. Portanto, se você está com visão dupla, procure um médico o mais rápido possível para começar uma investigação. 

FONTE:https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/29/visao-dupla-pode-ser-causada-por-trauma-avc-e-ate-uso-de-droga-entenda.htm

Cristo Redentor iluminado de verde alerta para DOENÇA RARA confundida com ESCLEROSE MÚLTIPLA.

28, Mar, 2021

Ação faz parte da campanha Março Verde, em alusão ao dia Internacional de conscientização da Neuromielite Óptica (NMO).

A iluminação de pontos históricos na cor verde para mostrar as dificuldades enfrentadas pelos pacientes também ocorre, simultaneamente, em outros pontos espalhados pelo Brasil.

Nesse sábado (27), o Cristo Redentor, um dos principais cartões postais do Rio de Janeiro (RJ) e do país, foi iluminado na cor verde. 

A iniciativa da CDD - Associação Crônicos do Dia a Dia, em parceria com a NMO Brasil, teve o objetivo de alertar o público sobre a importância da conscientização sobre a Neuromielite Óptica, doença inflamatória rara, crônica e grave, do sistema nervoso central, que acomete principalmente os nervos ópticos e a medula espinhal. 

A iluminação de pontos históricos na cor verde para mostrar as dificuldades enfrentadas pelos pacientes também ocorre, simultaneamente, em outros pontos espalhados pelo Brasil: 

Congresso Nacional, Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida (Brasília),Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, Câmara dos Vereadores de Niterói (RJ) e Museu de Arte Contemporânea de Niterói.


De causa desconhecida, a Neuromielite Óptica (NMO), também chamada como Síndrome de Devic, é uma doença neurológica rara. A condição pode afetar pessoas de qualquer faixa etária, sendo mais comum mulheres de meia idade em fase produtiva. 


Os sintomas mais frequentes são: fraqueza, dormência nos braços e pernas, fadiga excessiva, dificuldade para andar, alteração de sensibilidade, disfunção do controle da urina e do intestino, podendo evoluir para paralisia total dos membros e até levar à morte. 

Com algumas similaridades, enquanto a Esclerose Múltipla (EM) é uma doença de predomínio em caucasianos, a Neuromielite Óptica acomete mais afrodescendentes e descendentes de asiáticos. Por isso, os países do hemisfério Norte têm mais EM e menos NMO

No Brasil, por conta da miscigenação étnica, há mais casos de NMO em comparação ao resto do mundo.

FONTE:https://www.jb.com.br/rio/2021/03/1029229-cristo-redentor-iluminado-de-verde-alerta-para-doenca-rara-confundida-com-esclerose-multipla.html


Por que as mulheres têm mais doenças oculares do que homens?

Sexta, 26 de Março de 2021

Março é o mês para celebrar as mulheres e suas conquistas, mas também é a oportunidade para falar sobre saúde, incluindo os cuidados com os olhos. 

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), estudos indicam que as mulheres em todas as regiões do mundo e de todas as idades têm um risco significantemente maior de deficiência visual do que os homens, principalmente por causa de sua expectativa de vida maior e, nas sociedades mais pobres, por causa da falta de acesso aos serviços médicos. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que duas a cada três pessoas cegas no mundo são mulheres, ou seja, 27 milhões de deficientes visuais totais.

Os motivos para esse problema são variados, como aponta a OMS: questões socioeconômicas, como as diferenças educacionais (falta de informações sobre tratamentos e a cirurgia de catarata, por exemplo), e a disparidade financeira, obstáculo para a aquisição de medicamentos, lentes corretivas e o acesso a unidades de saúde, muitas vezes distantes do local de residência.

Os problemas oculares que afetam mais mulheres do que homens são diversos, como a degeneração macular relacionada à idade, retinopatia diabética, olho seco, glaucoma, catarata, doenças neuroftalmológicas, doenças oculares inflamatórias e as relacionadas ao fluxo sanguíneo na região dos olhos.             

Apesar de estudadas, são pouco conhecidas as causas biológicas para a maior suscetibilidade feminina a essas doenças, o que dificulta a implementação de formas para reduzir as disparidades de gênero quando o assunto é saúde ocular. O que é notório é que a interação entre hormônios sexuais, genética, fatores ambientais e o sistema imunológico está ligada à ocorrência de afecções sistêmicas – tais como a esclerose múltipla, doenças reumáticas, diabetes e hipertensão –, que podem acarretar consequências graves à visão.         

A maior expectativa de vida da mulher, que tem crescido sistematicamente, também é um fator a ser considerado. Problemas como a degeneração macular relacionada à idade e a síndrome do olho seco são mais presentes em mulheres, especialmente após a menopausa, com as alterações hormonais. Por isso, é fundamental as mulheres realizarem consultas preventivamente e ao menor sinal de alterações na visão.     

Para as gestantes – A gravidez traz um período de mudanças emocionais, físicas e psicológicas nas mulheres. E com a visão não é diferente. A retenção de líquido no organismo originada pela gestação, causa tanto o inchaço nos pés, como também pode alterar o formato e a espessura da córnea e do cristalino, ocasionando mudanças refracionais, ou seja, de grau de visão. Também são comuns sintomas como coceira, fotofobia, embaçamento, pontos brilhantes ou manchas escuras na visão, e olho seco. 

A pré-eclâmpsia — aumento da pressão arterial que eventualmente ocorre a partir da 20ª semana em aproximadamente 5% das grávidas — e o diabetes gestacional também podem acarretar em perdas graves de visão. O quadro geralmente regride logo após o parto, mas existe a possibilidade de sequelas.

Essa hipertensão arterial pode levar ao comprometimento dos vasos sanguíneos da retina, com surgimento de hemorragias, edema e consequentes sintomas de fotopsias (pontos brilhantes na visão), manchas escuras, visão embaçada e visão dupla. Trata-se de um problema grave, cuja detecção precoce e tratamento são fundamentais para evitar a progressão para a forma mais grave da doença (eclâmpsia), que pode causar epilepsia e ameaçar a vida da mãe e do bebê. O acompanhamento oftalmológico durante o pré-natal é fundamental, principalmente para as mulheres que já tenham condições pré-existentes, como tumores, diabetes, glaucomas ou mesmo uveítes.

Cuidados – Não importa a idade ou fase da vida. Além de consultas anuais ao oftalmologista, manter um estilo de vida saudável é o caminho para preservar a saúde dos olhos. Não fumar, manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente e usar óculos com proteção ultravioleta é o que recomendo às mulheres para preservarem a visão.


*Mônica Mayoral é Oftalmologista do DayHORC, tem Graduação pela Universidade Federal da Bahia (2002), Especialização em Glaucoma e Catarata no Complexo Hospitalar Padre Bento - Guarulhos (SP) e Especialização em ultrassom e neuro-oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo.


FONTE:https://www.bahianoticias.com.br/saude/artigo/780-por-que-as-mulheres-tem-mais-doencas-oculares-do-que-homensa.html

Doentes com esclerose múltipla sem prioridade na vacina da Covid-19...

Portadores desta doença muito incapacitante querem ser incluídos na lista de prioritários na vacinação.

A Covid-19 foi embora há quase seis meses, mas as sequelas ainda afetam a vida de Bruno Alves. Aos 31 anos, portador de Esclerose Múltipla (EM) há 12, o profissional de Marketing Digital, residente em Rendufe, Amares, é um dos defensores da inclusão de doentes com EM na fase prioritária da vacinação. 


"Não tenho dúvidas de que as sequelas se devem ao facto de ser esclerosado e acredito que vacinar já os portadores da doença pode evitar que o estado destes doentes piore com a infeção", frisa.


Tal como Bruno, João Correia também tem 31 anos e há nove que aprende, todos os dias, a lidar com a doença incapacitante, que já o deixou surdo, mudo e sem caminhar. 

Com a medicação atual, João, ligado ao setor têxtil, agora desempregado "devido à doença", consegue ter uma vida "mais ou menos normal", mas não entende como é que os doentes com EM, "uma doença incapacitante, que baixa para níveis reduzidíssimos o sistema imunitário", não estão "incluídos na primeira ou segunda fase de vacinação contra a Covid-19".


"Não basta vacinar os maiores de 55 ou 65 anos, é urgente vacinar os doentes em geral", defende João Correia, que lançou uma petição na internet pela inclusão prioritária destes doentes na vacinação.

 "Estima-se que em Portugal existam entre cinco a oito mil doentes com EM e, devido à medicação imunossupressora que fazemos, corremos riscos muito elevados de infeção, mas uma vez mais fomos esquecidos pelo Ministério da Saúde", acusa. Questionada pelo CM, a Direção-Geral de Saúde, entidade responsável pelo plano de vacinação, refere que "estas doenças estão a ser consideradas para inclusão na Fase 2".

FONTE:https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/doentes-com-esclerose-multipla-sem-prioridade-na-vacina-da-covid-19

Federação apresenta proposta para criação do Estatuto do Doente Crónico.

 Março 21, 2021

A Federação Nacional de Associações de Doenças Crónicas (FENDOC) vai apresentar no próximo dia 24 de março, pelas 12h00, numa reunião online, uma proposta para a criação de um estatuto do doente crónico. O documento foi criado e subscrito por dez associações que representam cerca de 3.500.000 doentes em Portugal.


O estatuto do doente crónico, que será apresentado, tem como objetivo garantir que todas as doenças crónicas têm o mesmo tratamento de base, bem como igualdade de direitos naquilo que é transversal a todas as doenças crónicas.

As necessidades específicas de cada doença continuam a ser elencadas e negociadas pelas associações que a representam.


Carlos Oliveira, presidente da FENDOC e da ADEXO destaca: “Perante as diferenças existentes no apoio que estes doentes recebem, é urgente a criação de um quadro legal consubstanciado no Estatuto do Doente Crónico que enuncie todas as doenças crónicas existentes em Portugal. 

Prioritário é também um tratamento integrado e contínuo da doença crónica inserido num plano de saúde que vingue para além de cada legislatura e em parceria permanente entre os médicos de Medicina Geral e Familiar e as diferentes especialidades médicas”.

As Associações que subscreveram o documento são as seguintes: Associação de Doentes Obesos e Ex Obesos de Portugal (ADEXO); Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR); Associação Nacional de Espondilite Anquilosante (ANEA); Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL); Associação Protectora de Diabéticos de Portugal (APDP); Associação Portuguesa de Fibromialgia (APJOF); Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN); PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase; SOS Hepatites Portugal e Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM).


A FENDOC em representação destas associações estabeleceu como prioridades a:

Definição da doença crónica;

Definição dos níveis da doença;

Atualização da lista das doenças crónicas existentes em Portugal;

Criação da base legal que permitirá o reconhecimento e a proteção da “Pessoa com Doença Crónica”, através de um regime jurídico-legal.


A apresentação do estatuto do doente crónico, bem como os seus objetivos e prioridades, será feita pelo presidente da FENDOC – Carlos Oliveira, no dia 24 de Março de 2021, pelas 12 horas.


Para assistir à apresentação da proposta em direto, basta aceder ao seguinte link da reunião via Zoom.


De acordo com a Comissão Europeia, as doenças crónicas são a causa de 86% de todas as mortes na União Europeia e entre 70 a 80% dos orçamentos de cuidados de Saúde são gastos com estas patologias.


Segundo o Plano Nacional de Saúde, as doenças crónicas incapacitantes abrangem entre 40 a 45% do total das doenças sinalizadas em Portugal e com tendência a crescer exponencialmente.


No último século, a globalização, a modificação dos hábitos alimentares, dos padrões de saúde e doença das populações bem como os êxitos alcançados pela medicina no controlo da mortalidade colocaram a doença crónica como predominante, sendo considerada atualmente como o principal fator responsável pela mortalidade e pela morbilidade na Europa. 


Perante esta conjuntura torna-se assim, imperioso e urgente a criação do “Estatuto do Doente Crónico” que permita que todos os portadores possam ser tratados com uma base de equidade acrescida das especificidades de cada doença.


Fonte: Federação Nacional de Associações de Doenças Crónicas

https://www.bairradainformacao.pt/2021/03/21/federacao-apresenta-proposta-para-criacao-do-estatuto-do-doente-cronico/FONTE: