Febre interna – Principais causas, sintomas e tratamento

 13/06/2021 

A febre interna na realidade não existe, ou seja, é apenas uma forma popular de expressar os mesmos sintomas de uma febre comum. Essa matéria Febre interna – Principais causas, sintomas e tratamento foi criada pelo site Segredos do Mundo.


A febre interna é a sensação que a pessoa tem de que o corpo está muito quente, embora o termômetro não demonstre o aumento da temperatura. Além disso, esse tipo de febre não existe cientificamente, pois trata-se como febre qualquer condição em que a temperatura do corpo esteja acima de 37°C.


Em suma, a febre é uma das defesas naturais do corpo contra bactérias, vírus, fungos e parasitas que não conseguem viver em temperaturas mais altas. Portanto, as febres baixas normalmente não devem ser tratadas, a menos que haja outros sintomas preocupantes.


Ademais, a febre sozinha não é uma doença, mas um sintoma que também podem ocorrer associado com outros como tosse, dor de garganta ou fadiga.


O que causa febre interna?

Como lido acima, apesar do diagnóstico de febre interna não existir, sua ocorrência com outros sintomas, incluindo calafrios, sudorese, tosse ou dor de garganta, pode ajudar a identificar sua origem.


Além de infecções, fatores ambientais e de estilo de vida ou doenças subjacentes não detectadas de natureza crônica, outras condições podem fazer com que você sinta febre sem aumento de temperatura real.

 Veja a seguir:


Diabetes


Estudos sugerem que pessoas cujos corpos são incapazes de produzir insulina suficiente podem ser mais suscetíveis à sensibilidade ao calor e problemas relacionados ao metabolismo. Então, isso pode fazer você se sentir mais aquecido por dentro, sem a presença de uma febre real registrável.


Doenças autoimunes


Dores e sensação de febre que vêm e vão com frequência são sintomas de doenças autoinflamatórias e autoimunes. Assim, doenças como lúpus e ESCLEROSE MÚLTIPLA, também podem ter outros sintomas que são mais difíceis de ignorar do que a febre interna.


Exaustão por calor


Sofrer de insolação ou exaustão por calor pode deixá-lo desidratado e seu organismo extremamente sobrecarregado. Como resultado, isso pode fazer você se sentir febril e beber muitos líquidos. Então, ficar na sombra e descansar pode ajudá-lo a se recuperar mais rapidamente.


Estresse


Sentir-se estressado, nervoso ou ansioso pode aumentar a frequência cardíaca, enrijecer os músculos e dar uma sensação geral de indisposição. Portanto, sentir-se febril em tal situação é natural.


Medicamentos e vacinas

Tomar certos medicamentos pode causar febre interna, incluindo alguns usados ​​para tratar distúrbios da tireoide, doenças cardíacas, problemas psiquiátricos e distúrbios hormonais. Da mesma forma, tomar vacinas também pode gerar calor em seu corpo e fazer você se sentir febril.

Problemas de tireoide

Se a glândula tireoide estiver hiperativa, o que pode acontecer no caso de hipertireoidismo, é provável que haja uma grande produção de hormônios, o pode fazer você se sentir febril e excessivamente cansado.

Principais sintomas de febre interna

Como lido acima, a febre interna não causa necessariamente aumento da temperatura. Portanto, para você saber se está com febre interna, experimente monitorar os seguintes sintomas:


Dor de cabeça Dores musculares Fraqueza Arrepios Suor Tosse Dor de garganta

Tratamento para febre interna

Febre interna: principais causas, sintomas e tratamento

A febre comum geralmente dura de um a três dias antes de desaparecer por conta própria, e normalmente é tratada com medicamentos e remédios caseiros que ajudam a baixar a temperatura. 

No caso da febre interna, como não ocorre um real aumento da temperatura corporal, não é necessário tratá-la com medicamentos.


Mas se a sensação de febre interna persistir ou vier acompanhadas dos sintomas listados acima, você deve consultar um médico. 

Por fim, outras recomendações incluem:


Beber bastante líquido como por exemplo água e sucos de frutas para evitar a desidratação. 

Comer alimentos leves e fáceis de digerir. Descansar bastante Tomar um banho morno Manter-se fresco com roupas leves e sem cobertores


FONTE:https://noticias.r7.com/hora-7/segredos-do-mundo/febre-interna-principais-causas-sintomas-e-tratamento-13062021


Conceito Bobath é indicado para a melhora da função neurológica em todas as idades

11 Junho 2021

O tratamento auxilia na melhora da qualidade de vida de pessoas com desordens do sistema nervoso central e periférico

O Bobath é um tratamento interdisciplinar totalmente dinâmico e funcional, baseado no desenvolvimento neuroevolutivo dos movimentos.


Isso quer dizer que sua base é norteada pelos principais marcos motores do desenvolvimento humano, permitindo maior independência e qualidade de vida ao paciente com desordens do sistema nervoso central e periférico como Paralisia Cerebral, o AVC, traumatismo cranioencefálico (TCE), Parkinson, Esclerose Múltipla, Atrofia Muscular Espinhal (AME), Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), etc. 
Além disso, o conceito Bobath é utilizado também em pacientes com atraso do desenvolvimento neuropsicomotor sem causas aparentes.

A primeira coisa que você deve saber sobre o Bobath é que ele não é considerado um método, mas sim um conceito, já que não fornece um protocolo ou modelo fixo a ser aplicado no paciente, permitindo assim ao profissional desenvolver um plano terapêutico baseado nas habilidades e inabilidades encontradas durante a avaliação.


 “Dentro deste conceito, cada criança, adolescente ou adulto tem suas necessidades individuais e requer um programa individualizado de terapia.
 Essa é uma abordagem terapêutica que tem como objetivo a modificação dos padrões anormais da postura e dos movimentos - causados pelas alterações do tônus muscular - , estimulando o paciente a ter padrões motores mais próximos dos normais”, esclarece a Fisioterapeuta Neurofuncional do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), Caroline Joaquim de Almeida.

Ainda segundo a Fisioterapeuta, para que esse tratamento funcione é importante que toda habilidade ensinada ao paciente no consultório seja estendida aos demais ambientes de seu cotidiano, seja em casa ou na escola por exemplo, por isso a participação da família também é fundamental. 


“Após a avaliação pela equipe médica, nós começamos o tratamento com base nas necessidades daquele paciente, mas para que ele funcione adequadamente, é fundamental que a família esteja envolvida e entenda todo esse processo, já que é ela quem vai auxiliar na continuação dos exercícios Bobath fora da clínica”, complementa.

Não existem contraindicações para o conceito Bobath. 


Ele é indicado para todas as idades, desde bebês com atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor a idosos com desordens neurológicas. 
Pode também ser realizado por pacientes que apresentam más formações estruturais, tais como ausência de membros, amputações, agravantes como cegueira, baixa visão, surdez, alterações comportamentais, doenças/síndromes de má formação óssea, como a Osteogênese Imperfeita, por exemplo. 
Esses fatores não impedem a aplicação do conceito neuroevolutivo, mas limitam alguns manuseios e exigem maiores cuidados e certas restrições.

Sobre o Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE)


Fundado no ano de 2016 por Canrobert Krueger e Mariana de Carvalho, a clínica é referência no atendimento a pacientes com danos neurológicos. O CERNE possui equipe especializada em diversas áreas, como: Fisioterapia, Fonoaudiologia, Musicoterapia, Neuromodulação e Terapia Ocupacional. O diferencial da clínica está nos métodos de tratamento avançados, como Theratogs, PediaSuit, Bobath, Integração Sensorial, Contensão Induzida, ABA, DENVER, além da chegada do primeiro tratamento através da Neuromodulação ao sul do país.

FONTE:https://www.segs.com.br/saude/294503-conceito-bobath-e-indicado-para-a-melhora-da-funcao-neurologica-em-todas-as-idades

Disfunção erétil: entenda os tipos de tratamento e como prevenir a patologia

10/06/2021

Disfunção erétil: entenda os tipos de tratamento e como prevenir a patologia

A disfunção erétil é a incapacidade de o homem conseguir obter e manter uma ereção do pênis suficiente que possibilite uma atividade sexual satisfatória. Pode ser um sinal de doenças crônicas em atividade ou mesmo problemas psicológicos, afetando a qualidade de vida dos pacientes e de suas parceiras.



De acordo com o urologista, Dr. Raphael Lahr, nem sempre o fato de não conseguir ter uma ereção adequada se traduz em disfunção erétil, porém, se isso ocorrer de forma frequente, o ideal é consultar um médico urologista para uma avaliação adequada.


"Estima-se que 100 milhões de homens no mundo apresentem disfunção erétil, sendo esta a mais comum disfunção sexual encontrada nessa população após os 40 anos. No Brasil, a prevalência se aproxima de 50% após os 40 anos, algo em torno de 16 milhões de homens", complementa o especialista.


Causas são variadas

O médico pontua que as causas podem ser variadas, podendo ser relacionadas a diversos fatores:


Problemas circulatórios: a ereção depende diretamente do fluxo de sangue para o pênis, portanto, as alterações que dificultam a circulação adequada para essa região podem causar disfunção erétil. Por exemplo: doenças cardiovasculares (hipertensão, doença arterial coronariana), diabetes, colesterol elevado, tabagismo, cirurgias prévias na pelve e pessoas submetidas a radioterapia prévia;

Neurológicas: até 20% dos casos de disfunção erétil estão associados a problemas neurológicos como as doenças degenerativas (ESCLEROSE MÚLTIPLA, doença de Parkinson), acidente vascular cerebral, tumores do sistema nervoso central e traumatismos;

Anatômicas ou estruturais: pessoas que desde o nascimento ou mesmo por doenças adquiridas tenham alterações na anatomia peniana podem apresentar problemas na ereção e nas relações sexuais, por exemplo a doença de Peyronie, na qual ocorre a formação de uma placa de tecido endurecido ao longo dos tubos interiores do pênis, o que gera uma curvatura anormal e dificulta a ereção;

Distúrbios hormonais: desequilíbrios hormonais podem ser causa de alterações da libido, principalmente a falta de testosterona, o que influencia diretamente na ereção. Além de disfunções da glândula tireoide (hipertireoidismo, hipotireoidismo), da glândula hipófise (hiperprolactinemia) etc;

Induzida por drogas: inúmeros medicamentos podem causar problemas na ereção, como anti-hipertensivos, remédios para depressão, antipsicóticos e uso de drogas como álcool, heroína, cocaína, metadona entre outras;

Psicológicas: problemas como ansiedade, depressão e estresse afetam mais a população adulta-jovem, gerando transtornos de ereção por diminuírem diretamente a libido.


Sintomas

O urologista, Dr. Lucas Galdino pontua que a impotência sexual pode ser manifestada de várias maneiras, não somente pelo fato de não conseguir manter o pênis ereto, mas por problemas na ejaculação ou orgasmo.


"Em certos pacientes ocorre uma demora para manter uma ereção duradoura ou mesmo a ereção é obtida, porém, não apresenta rigidez suficiente. Outras vezes, mesmo apresentando uma ereção adequada, ocorre ejaculação precoce", explica.


É possível prevenir!

Segundo os especialistas, devemos ter em mente que manter hábitos de vida saudáveis é o melhor caminho a seguir. Na maioria das vezes, as doenças associadas à disfunção erétil são passíveis de controle e tratamento. Ter atividade física regular, evitar consumo de álcool, tabaco e drogas ilícitas, alimentar-se de forma regrada e saudável são as chaves para prevenção.


Tratamentos

Quando se fala de tratamento para a disfunção erétil, deve-se enfatizar que devem ser avaliadas as causas subjacentes. O Dr. Raphael destaca que as mudanças do estilo de vida (não fumar, evitar ingerir bebidas alcoólicas, praticar atividade física, alimentar-se de forma saudável) são imprescindíveis a todos os homens. "O tratamento pode ser dividido em não farmacológico (aconselhamento psicológico ou psiquiátrico), farmacológico (medicamentos que induzem a ereção) e cirúrgico."


Já o Dr. Lucas, traz atenção para os casos de pessoas que apresentam problemas psicológicos, em que a psicoterapia associada ou não a medicações para depressão é recomendada, devendo ser acompanhada por um psicólogo ou psiquiatra.


Eles ressaltam que existem diversos medicamentos disponíveis que induzem a ereção ao facilitar o fluxo sanguíneo para o interior do pênis, podendo estes ser administrados diariamente, sob demanda antes das relações sexuais ou mesmo serem administrados pelo paciente por uma injeção direta no pênis. Lembrando sempre que os mesmos devem ser utilizados somente sob supervisão médica e necessitam de estimulação sexual para obter resultado.


"Em casos específicos ou mesmo refratários a terapia medicamentosa, as opções cirúrgicas de próteses penianas podem ser uma opção, com resultados satisfatórios, melhorando muito a qualidade de vida do homem. É possível escolher entre próteses maleáveis (semirrígidas), articuláveis ou infláveis", finalizam os urologistas.


FONTE:https://ocp.news/informe/disfuncao-eretil-entenda-os-tipos-de-tratamento-e-como-prevenir-a-patologia

Menos exercícios, mais depressão: como a redução nas atividades durante a pandemia afeta a saúde mental

 07/06/2021

Pesquisadores mostraram que interrupções nas práticas regulares provocaram grandes prejuízos


A prática regular de exercícios físicos é uma conhecida estratégia não-farmacológica capaz de beneficiar os indivíduos tanto na esfera física quanto na mental. 

Agora, o que os pesquisadores descobriram é que a limitação nessas atividades durante a pandemia impactou fortemente na saúde mental. 


Publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences of USA, um novo estudo mostrou que as interrupções nos exercícios resultaram no aumento expressivo dos casos de depressão. E mais: a retomada da prática por meio de uma intervenção de curto prazo não reverte o quadro. 


Realizado pela Universidade da Califórnia, o trabalho analisou a rotina de universitários antes e durante a pandemia. Os achados mostraram que a média de passos diários dos indivíduos passou de 10 mil para 4,6 mil. Em contrapartida, as taxas de depressão cresceram de 32% para 61%. 


 —  Isso levanta muitas hipóteses, incluindo que o impacto da atividade física pode exigir uma intervenção de longo prazo. Ao mesmo tempo, nossos resultados mostram claramente que aqueles que mantiveram os exercícios ao longo da pandemia foram mais resilientes e menos suscetíveis a sofrer de depressão  —  disse Sally Sadoff, coautora da pesquisa. 


Além disso, o levantamento também identificou que, no decorrer da pandemia, as horas de sono por noite aumentaram entre 25 e 30 minutos. O tempo de socialização caiu para mais da metade, durando menos de 30 minutos diários. Fora isso, o tempo de exposição às telas mais do que dobrou, passando para cinco ou mais horas/ dia. 


FONTE:https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/06/menos-exercicios-mais-depressao-como-a-reducao-nas-atividades-durante-a-pandemia-afeta-a-saude-mental-ckpmrt69l003p018mn4g0b3sm.html

EUA aprovam primeiro medicamento para Alzheimer em quase duas décadas.

 07/06/2021

Os Estados Unidos aprovaram, nesta segunda-feira (7),e) um medicamento chamado Aduhelm (nome comercial para o aducanumab)para tratar pacientes com Alzheimer. 

Este é o primeiro fármaco contra a doença a ser autorizado no país em quase duas décadas e o primeiro a combater o declínio cognitivo relacionado à doença.


A esperada decisão da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos EUA, é controversa, já que um painel de especialistas independentes considerou, em novembro, que as evidências do benefício do Aduhelm eram insuficientes.


— Aduhelm é o primeiro tratamento que visa a fisiopatologia subjacente da doença de Alzheimer, a presença de placas de beta amiloide no cérebro — disse Patrizia Cavazzoni, da FDA.


Com este parecer, o medicamento caminha agora para um processo de "Aprovação Rápida" da FDA. A autoridade reguladora dos Estados Unidos usa esta modalidade quando acredita que uma droga pode fornecer benefícios significativos em relação aos tratamentos existentes para uma doença grave ou com risco de vida, mas ainda há alguma incerteza.


— Como costuma acontecer quando se trata de interpretar dados científicos, a comunidade de especialistas ofereceu perspectivas diferentes — disse Cavazzoni em um comunicado, reconhecendo a polêmica.


O Aduhelm, um anticorpo monoclonal também conhecido por seu nome genérico aducanumabe, foi testado em dois ensaios em humanos em estágio avançado da doença, conhecidos como ensaios de fase 3. Ele demonstrou uma redução no declínio cognitivo em um, mas não no outro.


Em todos os estudos, porém, o medicamento demonstrou de forma convincente uma redução no acúmulo de uma proteína chamada beta amiloide no tecido cerebral dos pacientes com Alzheimer. Uma das teorias para a causa do Alzheimer é de que a doença se deve a um acúmulo excessivo dessas proteínas no cérebro de algumas pessoas à medida que envelhecem e seu sistema imunológico se deteriora. Portanto, fornecer anticorpos a esses pacientes pode ser um meio de restaurar parte de sua capacidade de eliminar o acúmulo de placa.


O último medicamento para a doença de Alzheimer foi aprovado em 2003 e todos os anteriores se concentraram nos sintomas associados à doença, não em sua causa subjacente.


Estima-se que o Alzheimer, a forma mais comum de demência, afete 50 milhões de pessoas em todo o mundo e, geralmente, comece após os 65 anos. Ele destrói progressivamente o tecido cerebral, afetando a memória das pessoas, deixando-as desorientadas e às vezes incapazes de realizar as tarefas diárias. Também está associado a alterações de humor acentuadas e problemas de comunicação.


FONTE:https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/06/eua-aprovam-primeiro-medicamento-para-alzheimer-em-quase-duas-decadas-ckpmu9xiq005101i4kittxpdy.html

Dominica N, a dolorosa confissão de ESCLEROSE de Antonella Ferrari

 Junho 6, 2021

O episódio é cheio de emoções de Domingo em:

Mara Venere Hospedado em seus estudos de sala de estar Antonella FerrariA atriz que sofre de ESCLEROSE MÚLTIPLA, a que foi exposta no último período Festival de Sanremo Ele surpreendeu a todos com um monólogo comovente e intenso sobre sua doença.


E a partir desse episódio em particular, a artista saiu para contar sua experiência No Teatro Ariston:


Esta peça foi escolhida por Amadeus: é retirada de uma peça de Lee, Mais forte que destino. Na verdade, escolhi uma parte mais cômica porque gosto de fazer as pessoas rirem. Foi ele quem insistiu: “Eu vi o show inteiro e quero essa peça porque é um soco no estômago. Fiquei emocionado e tenho certeza de que impressionaria o público também” De fato foi.


Entre no palco Festival de Sanremo Para Antonella Ferrari, essa foi a realização de um sonho com o qual sonhou quando criança e acima de tudo Alguma forma de resgate, prova que ela é uma atriz doente: “Eu quero estar no palco porque sou uma profissional dessa profissão, não porque estou doente”.


ESCLEROSE MÚLTIPLA definitivamente mudou a vida de Ferrari, que se vê lidando com decepções, vaidade de alguns amigos e muitas oportunidades de emprego perdidas:


Tive muita sorte na minha vida: tenho uma família que me amou muito, um marido que me ama profundamente, um cachorrinho que amo com tudo de mim. Por outro lado, no meu trabalho, tenho sofrido muita discriminação: uma atriz com deficiência é uma atriz de segunda classe.


Apesar da amargura e decepções, Antonella Ele nunca deixou de acreditar no seu trabalho E nas suas paixões, que sempre a afiaram e deram-lhe forças, mesmo nos momentos mais sombrios, para seguir em frente.


“Para mim, o trabalho é terapêutico, quando subo ao palco me sinto em casa”, admitiu a atriz, mas lá Uma ferida maior do que uma doença na vida de Ferrari, que é não ter um filho. 


Entre outras coisas, sua doença degenerativa não permite que ela adote um filho, impedindo um de seus maiores desejos:


Estou escrevendo meu segundo livro sobre a não maternidade, e é uma ferida aberta. Ainda não consegui encontrar um medicamento que possa curá-lo. Meu marido me disse que ainda éramos uma família, mas não ter um bebê é uma grande dor para mim.


FONTE:https://barcelosnanet.com/dominica-n-a-dolorosa-confissao-de-esclerose-de-antonella-ferrari/


Associações de doenças neurológicas assinam protocolo para partilha de serviços em Portugal.

 04/06/2021 

Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM)

Alzheimer Portugal

Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk)

Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA)

MiGRA Portugal Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias

A Alzheimer Portugal, a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk), a Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA), a MiGRA Portugal - Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias e a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), assinam hoje um protocolo de cooperação e partilha de serviços. 

O acordo pretende estreitar relações institucionais, partilhar informação, promover eventos conjuntos e capacitar profissionais.


Para o presidente da SPEM, Alexandre Guedes da Silva, “a necessidade de chegar a mais pessoas, de partilhar conhecimento e boas-práticas, ser mais eficiente, sempre com foco nas pessoas cuidadas e apoiando quem cuida, leva-nos a esta iniciativa que, sem aumento de custos, com continuidade na melhoria e grande dedicação, une-nos na obrigação de contribuir para a eficiência de apoiarmos mais e a eficácia de o fazer racionalizando recursos.”


Numa ótica de otimização das respetivas capacidades instaladas e de utilização eficiente de recursos, estas cinco entidades parceiras comprometem-se a acolher os associados/utentes das restantes para lhes prestar informações, formação, apoio social e vários serviços clínicos.


“É de extrema importância a colaboração e a união entre associações, que permitirá melhorar o apoio prestado aos doentes neurológicos e contribuir para tornar as doenças neurológicas uma prioridade. Unindo esforços e trabalhando em conjunto, poderemos fazer mais e melhor pelos doentes e pelos seus familiares”, frisa a presidente da MiGRA Portugal, Madalena Plácido.


Em concordância, a presidente da APDPk, Ana Botas, considera que “partilhar informações e potenciais recursos é fundamental para melhorar a qualidade de vida das pessoas com doenças neurológicas e seus familiares.”


A presidente da direção nacional da Alzheimer Portugal, Manuela Morais, e a diretora executiva da APELA, Teresa Moreira, estão igualmente satisfeitas com esta colaboração, acreditando que, com a união de esforços e a colaboração de todos para um fim comum, será possível lutar pelos direitos destes doentes de uma forma mais capaz e sustentável.


FONTE:https://www.jornalmedico.pt/atualidade/41130-associacoes-de-doencas-neurologicas-assinam-protocolo-para-partilha-de-servicos.html

Dia Mundial da Miastenia: Gravidez em mães Miastênicas precisa de atenção.

02 JUN 2021

A doença atinge o período mais fértil das mulheres e pode dificultar os cuidados com o bebê

Daniela Caetano Oliveira tinha 24 anos quando caiu na rua pela primeira vez. As crises de fraqueza e a visão dupla vieram a seguir. Foram cinco anos até o diagnóstico de Miastenia Gravis. A doença neuromuscular interrompe a comunicação natural entre os nervos e músculos, resultando em fraqueza extrema e falta de movimentos. 

O dia 2 de junho é o Dia Mundial da Miastenia.

Daniela e a filha, Manuella 

Ela atinge principalmente mulheres entre 20 e 40 anos, fase propícia para gravidez. Especialistas afirmam que a gestação é possível para estas mulheres, e seus bebês tendem a nascer saudáveis, no entanto, é preciso uma série de cuidados antes e depois do parto.


“Eu passei por dezenas de médicos, tratei como labirintite por quatro vezes, fui no oftalmo, no ginecologista, fiz vários exames e quem descobriu o que eu tinha foi o reumatologista, mas só cinco anos depois do início das crises, quando a doença já tinha atingido 70% do meu corpo. Eu estava sem enxergar direito, não conseguia respirar, cheguei a tirar o timo (glândula do sistema linfático) e fazia tratamento com imunoglobulina. Estava proibida de engravidar”, conta Daniela.

“Só que três meses depois, eu engravidei. Quase fiquei louca quando descobri, larguei todos os meus remédios e tive crises horríveis. Fui parar no hospital de novo e só estava de 5 semanas", lembra.


Gravidez

A maioria das mulheres com o problema podem engravidar, mas é aconselhável que seja planejado a partir do terceiro ano da doença. “É quando a atividade da Miastenia está mais estável e controlada. O curso da doença deve ser bem monitorado durante toda a gestação, com atenção aos medicamentos de uso regular para não prejudicar o feto”, explica o neurologista Eduardo Estephan, diretor-científico da Abrami (Associação Brasileira de Miastenia).


O momento que pede maior atenção é o parto; o normal é recomendado apenas para mulheres com a doença compensada e os trabalhos de parto prolongados devem ser evitados. “A principal força exigida da mãe no parto normal é a da contração uterina, que não é afetada pela Miastenia, e fadigas musculares leves não costumam atrapalhar o parto. Já a cesária é mais indicada para mães que apresentam quadros mais intensos de Miastenia Gravis ou crise miastência durante a gestação”, diz o médico.


Para Daniela, o remédio foi ajustado e a gestação de Manuella foi ótima. Porém, quando completou 37 semanas, a mãe precisou ser internada e, mesmo com a recomendação de seu médico para cesária, o parto foi induzido por seis horas. “Quase me mataram. Miastênica não pode fazer força. Quando o neuro chegou, minha filha já estava sem oxigênio e eu sem conseguir respirar. Fui intubada antes do parto e ela logo depois. Tive hemorragia, eles quase me perderam.”

Mãe tinha dificuldade para segurar a bebê 


Depois de uma semana no hospital, mãe e filha foram liberadas. Daniela não pode amamentar por ter que voltar a tomar doses altas do remédio. Também não tinha força muscular nem para segurar a bebê, precisava de ajuda para tudo. “Eu não conseguia fazer nada, entrei em pânico, parecia que não ia melhorar nunca”, diz ela. O médico reforça que crises podem acontecer no puerpério, quando o bebê exige mais da mãe.


Daniela começou um tratamento de quimioterapia, há 10 meses, está sem cabelos, e toma 20 comprimidos por dia. Mas diz que se sente melhor. “Prefiro não ter cabelo e poder cuidar da minha filha. Agora não vivo mais no hospital e consigo respirar bem.”


A filha, Manuella, tem 3 anos agora. Ela cresceu saudável e sem a doença. O acometimento em crianças pode acontecer, mas é ainda mais raro. O problema, entretanto, não é transmitido pela mãe, mas é autoimune, provocado pelo próprio organismo.


Estudos com gestantes


Um estudo publicado no Neurology - jornal cientifico da American Academy of Neurology – realizado com gestantes durante 33 anos na Noruega mostrou que mulheres com este problema tiveram o dobro da taxa de partos por cesariana (17,3%) em comparação ao grupo de controle (8,6%). A ruptura da bolsa ocorreu três vezes mais (5,5%) em miastênicas do que na população em geral (1,7%). A causa da ruptura das membranas, no entanto, não está bem estabelecida, podendo ser secundária ao uso de corticosteroide ou relacionada a algum processo infeccioso.


Segundo a pesquisa, 27 das 127 crianças nascidas de mulheres miastênicas apresentaram complicações neonatais e 5 apresentaram defeitos congênitos graves, número considerado não significativo quando comparado a todos os nascimentos. As mortes neonatais não aumentaram de forma expressiva nem houve taxa maior de prematuridade.


Cerca de 15% dos bebês nascidos de mães miastênicas podem desenvolver a doença pela troca de anticorpos. No estudo, ela foi identificada em apenas 4% das crianças. É a chamada Miastenia Neonatal Transitória que, como o nome diz, logo passará.


“Dura algumas semanas e na maioria das vezes é leve e não precisa de tratamento nem traz sequelas. Quanto à amamentação, não há contraindicações por motivo da doença. Os médicos, porém, precisam avaliar se algum dos medicamentos administrados pode passar para o leite e fazer mal ao bebê”, esclarece Estephan.


Outro estudo, conduzido por médicos da Universidade de Brasília e do Hospital Universitário de Brasília, mostrou que a gravidez pode atuar de forma imprevisível sobre o curso da Miastenia Gravis. Na análise de 322 gestações, em 225 mulheres miastênicas, foi observada exacerbação da doença em 41%, remissão em 29% e nenhuma alteração em 30% dos casos.


"Diante desse cenário, as mulheres com Miastenia Gravis não devem ser desencorajadas a dar à luz, apenas devem se planejar para engravidar e ter um acompanhamento médico criterioso, principalmente, com acesso rápido em caso de complicações", aponta Eduardo Estephan.

Manuella é uma criança saudável 


A Miastenia


A Miastenia pode ser diagnosticada em três formas:

 Miastenia Gravis, Síndrome Miastênica Congênita (ou Misatenia Congênita) e Síndrome de Lambert-Eaton.


Considerada rara, por ser diagnosticada em 65 pessoas a cada 100 mil, principalmente mulheres em idade fértil, ela atinge entre 15 e 20 mil mulheres no Brasil, segundo a ABM.


A doença é de difícil diagnóstico pois se manifesta de formas diferentes. A mais conhecida delas é a Gravis, doença autoimune que aparece quando o sistema imunológico ataca a junção dos nervos com os músculos.


“Os sintomas são facilmente confundidos com outras patologias, como esclerose múltipla e ELA (esclerose lateral amiotrófica)”, destaca o neurologista. 

Entre eles estão: fraqueza nos músculos dos braços e das pernas, fadiga extrema, pálpebras caídas, visão dupla, dificuldade para falar, mastigar e engolir. “Esse quadro pode levar à suspeita de Miastenia, principalmente se os sintomas flutuarem, hora tá melhor, hora está pior.”


Congênita


Já a Miastenia Congênita é hereditária e, embora mais rara, causa os mesmos sintomas: fadiga extrema e fraqueza muscular. Ela pode se manifestar apenas na adolescência ou na fase adulta. O defeito genético pode aparecer em diferentes junções do corpo e é sua correta identificação que garantirá o tratamento adequado.


“Alguns estudos identificaram sintomas mais comuns desse tipo de Miastenia, como a redução de movimentos do feto, ainda no útero, ou do bebê após o nascimento, além de choro fraco, dificuldade para sugar e engolir durante a amamentação, além de dificuldades respiratórias”, aponta o neurologista.


A criança também pode demorar a engatinhar e sentar, e caminhar com lentidão, tendo dificuldade para o esforço físico. Além disso, podem haver: infecções respiratórias frequentes, pálpebra caída, visão dupla, dificuldade de mastigação, pouca expressão facial, apneia (interrupção temporária na respiração) e escoliose (curvatura da coluna vertebral).


Síndrome


A Síndrome de Lambert-Eaton é a mais rara das três e pode estar associada a um câncer, principalmente o de pulmão. Mais comum em homens, também é autoimune e causada pelo ataque ao neurotransmissor acetilcolina.


Em qualquer um dos casos, é preciso procurar um neurologista para avaliação clínica. Exames, como eletroneuromiografia e de anticorpos, auxiliam o diagnóstico.


O tratamento se divide em três. Primeiro se aliviam os sintomas. No Brasil, só existe um medicamento, piridostigmina, que é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Depois trata-se a função imunológica, com corticoide ou imunossupressores. A retirada do Timo também pode ser indicada, pela diminuição de corticoide, mas pode demorar até dois anos para fazer efeito.


FONTE:https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/noticia/2021/06/dia-mundial-da-miastenia-gravidez-em-maes-miastenicas-precisa-de-atencao.html

Diagnóstico de ESCLEROSE MÍLTIPLA aos 36 anos não foi desculpa para Gleyci viver intensamente: 'Me nego a desistir'

 02/06/2021

Gleyci conta que demorou muito tempo para ter o diagnóstico correto e médicos falaram em câncer e até em problemas psicológicos e emocionais. Atualmente, ela lida bem com a doença e faz várias atividades em MS.

Diagnóstico de ESCLEROSE MÚLTIPLA não foi desculpa para Gleyci viver intensamente

Atualmente, Gleyci usa as redes sociais para falar da rotina em MS 

Tudo começou com uma dor na coluna, fruto do trabalho como vendedora, em que Gleyci Laura Yule de Resende atuava não só em Campo Grande como no interior do estado. Depois, houve a descoberta de tumores, até que os médicos pensaram em doenças autoimunes e tiveram o diagnóstico: ESCELEROSE MÚLTIPLA. 

No entanto, mesmo diante aos surtos, ela não desistiu e se tornou exemplo ao usar as redes sociais para mostrar que "faz tudo o que uma mulher comum, de 40 anos, faz".


"Aos 33, 34 anos, eu trabalhava muito e tive esse problema na coluna. Eu era bem teimosa também, até que paralisou a minha perna direita aos 36 anos e foi quando eu descobri 8 tumores na vértebra também e isso me paralisou. Só que eram nódulos benignos. Fiz cirurgia. Também fiquei na cadeira de rodas, tive surto de cegueira e aí comecei a tomar os imunosupressores, que me ajudaram muito e hoje não tenho vergonha de expor que tenho esclerose múltipla, lido bem com tudo isso", afirmou ao G1 Gleyci.

Gleyci conta que encontrou o amor da sua vida e recebe apoio dele no tratamento da doença 

Desde então, Gleyci se aposentou e disse que "aprendeu a conviver com os surtos". "No último que tive, esse mais recente, foram 12 dias e fiquei com algumas sequelas. Minha visão de um lado está turva e ainda não recuperou, não ergo o braço e também não consigo levantar uma das pernas em 90°, por exemplo. Mas vivo um dia de cada vez, me tornei inspiração sem querer e sempre reforço para as pessoas o quanto a vida é maravilhosa", comentou.

Incentivada pelo marido e filhos, Gleyci criou uma página nas redes sociais e lá comenta a rotina, além das atividades que não falta, como a academia, o artesanato como hobby e também as "pedaladas" com os amigos.

"Faço minha coisas, cuido da casa, como qualquer mulher da minha idade. E o pessoal daqui começou a me incentivar, porque não sou muito ligada em internet e daí criamos uma página, com uma repercussão que eu jamais iria imaginar", argumentou.

Gleyci diz que fez sessões de fisioterapia em MS 

Desde a primeira postagem, no perfil "um dia após o outro", Gleyci ressaltou que recebeu mensagens de antigos amigos e desconhecidos.

"Muita gente veio me falar que só o fato de acordar sem dor, animado, já é um motivo para comemorar, mesmo sem boletos para pagar. Isso já é uma vitória e aí surgiram várias histórias, em que falam que eu sou inspiração. Fico emocionada e motivada cada vez mais a não se preocupar com o dia de amanhã", disse.

Gleyci conta com apoio dos filhos e marido para publicar vídeos nas redes sociais

Na época em que ficou internada, Gleyci fala que, em certa ocasião, foi orientada por uma enfermeira e nunca mais esqueceu o conselho dela. "Ela disse: 'Viva um dia de cada vez. Amanhã, se não tiver vontade de fazer nada, não faça. Passe o dia quietinha, deitada, sem se preocupar com o dia de amanhã. E, desde então, vivo o hoje, sem querer saber se amanhã vou estar enxergando ou não", comentou.

Mãe de três filhos, atualmente, Gleyci comenta as conquistas, o novo casamento e o pedal de 40 km. "Conheci o meu grande amor e me casei com ele. É a pessoa quem me incentiva e agora faço academia e também adoro cuidar da minha casa, da família, dançar, conta piada, várias coisas. Eu sempre digo que ninguém tira minha fé e a certeza de dias melhores”, finalizou.


FONTE:https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2021/06/02/diagnostico-de-esclerose-multipla-aos-36-anos-nao-foi-desculpa-para-gleyci-viver-intensamente-me-nego-a-desistir.ghtml



Prefeitura oferece tratamentos complementares para ESCLEROSE MÚLTIPLA na rede pública.

 30 de maio de 2021

A ESCLEROSE MÚLTIPLA (EM) é uma doença do sistema imunológico, não infectocontagiosa e crônica, que afeta a mielina (substância responsável pela proteção dos impulsos nervosos dos neurônios) afetando cérebro, cerebelo, tronco cerebral e medula espinhal. 

A desmielinização é um processo inflamatório que causa escleroses (cicatrizes), comprometendo a função de proteção do tecido e gerando incapacitações neurológicas gradativas.

No Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento para EM preconizado no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) é oferecido nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para atendimento inicial. 

Na sequência, os pacientes são encaminhados para um dos quatro centros de referência especializados em ESCLEROSE MÚLTIPLA na capital, os hospitais da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), São Paulo e Santa Marcelina.


 Focado na reabilitação dos pacientes, o munícipio dispõe também dos 32 Centros Especializados em Reabilitação (CER), sendo que 30 deles contemplam a modalidade reabilitação física. A equipe de amparo é formada por neurologistas, fisiatras, ortopedistas, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais.

Os medicamentos utilizados no tratamento agem para diminuir as inflamações e os surtos ao longo dos anos, combatendo o acúmulo de incapacidades físicas e cognitivas, proporcionando melhora na qualidade de vida do paciente. 

O tratamento medicamentoso é realizado com corticoide e o preventivo com imunomoduladores, imunossupressores e anticorpos monoclonais (dependendo do estágio da doença). Após prescrição médica, os remédios podem ser adquiridos por meio das farmácias de alto custo, administradas pelo Estado.


Covid-19


A Covid-19 tem gerado muitas dúvidas em relação à ESCLEROSE MÚLTIPLA, pois até o momento há evidências limitadas sobre os impactos do coronavírus nas pessoas com EM.


Considerada uma comorbidade, devido às complicações geradas pela ESCLEROSE, como doenças pulmonares e cardíacas subjacentes, além de problemas de mobilidade, a orientação é seguir rigorosamente as diretrizes médicas para diminuir a exposição ao vírus. Medidas que devem ser seguidas também durante os surtos desmielinizantes ou tratamentos preventivos.

Higienizar as mãos com frequência com água e sabão ou álcool em gel 70%, evitar tocar olhos e boca, manter o distanciamento social, ficar em casa e fazer acompanhamento médico regular são essenciais para a prevenção do coronavírus.

Uma dúvida frequente que tem surgido é sobre a vacinação contra a Covid-19 em pacientes com esclerose múltipla. A IFMS (Federação Internacional de Esclerose Múltipla) recomenda a todos que se vacinem, com a observação de que, até o presente momento, nenhuma das vacinas disponíveis é de vírus vivo, e que os benefícios da vacinação superam em muito qualquer risco, apesar de haverem poucos dados clínicos disponíveis para essa população.


Saiba mais sobre a EM


A causa da ESCLEROSE MÚLTIPLA ainda é desconhecida, embora existam estudos ligados a fatores genéticos associados ao estilo de vida e questões ambientais que podem contribuir para a sua manifestação.


Considerada uma doença rara, é diagnosticada por meio de acompanhamento com neurologista e exames clínicos e laboratoriais.

Os principais sintomas incluem fadiga intensa desproporcional à atividade realizada, alterações auditivas, na fala e deglutição, visão dupla ou embaçada em um dos olhos, sensação de formigamento, perda de equilíbrio, transtornos cognitivos como perda leve de memória e comprometimento do desempenho sexual.


Os pacientes podem se recuperar clinicamente total ou parcialmente dos ataques individuais de desmielinização, causando o curso clássico da doença, ou seja, os surtos (períodos em que a enfermidade se manifesta intercalados com fases sem manifestação) e remissões.


Segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) aproximadamente 35 mil brasileiros têm EM, em sua maioria mulheres, brancas, com idades entre 20 e 50 anos. Uma enfermidade sem cura, suscetível de prevenção e com tratamento que permite a melhora da qualidade de vida dos pacientes.

FONTE:https://defesa.com.br/prefeitura-oferece-tratamentos-complementares-para-esclerose-multipla-na-rede-publica/

30 DE MAIO...DIA MUNDIAL DA ESCLEROSE MÚLTIPLA

 30/052021

HOJE...DOMINGO... 30 DE MAIO DE 2021...

É NOSSO DIA...

DIA MUNDIAL DA ESCLEROSE MÚLTIPLA 

Sou portador de Esclerose Múltipla, e vivo um dia de cada vez...😃

FONTE:https://www.facebook.com/andreponceandre/

Esclerose múltipla: sintomas diversos podem confundir diagnóstico.

 27/05/2021

Doença atinge principalmente mulheres adultas, entre 20 e 40 anos.

Especialistas alertam sobre a importância do diagnóstico precoce da ESCLEROSE MÚLTIPLA.


Perda de sensibilidade de frio e calor em uma das pernas e o diagnóstico de estresse. 

Oito anos depois, um surto que, em menos de duas horas, provocou a paralisação total de metade do corpo e desequilíbrio. 

Diagnóstico: ESCLEROSE MÚLTIPLA. Essa é a história da terapeuta emocional Paula Budolla, de 48 anos, há 16 anos diagnosticada como portadora de ESCLEROSE MÚLTIPLA, uma doença crônica, autoimune, que afeta o cérebro, olhos e medula espinhal.


A terapeuta se encaixa no perfil predominante para a doença – mulher entre 20 e 40 anos – e retrata o desafio do diagnóstico: sintomas diversificados que podem surgir de forma leve ou grave. “Com a ESCLEROSE MÚLTIPLA, o organismo produz anticorpos que agridem a bainha de mielina (camada de gordura e proteínas que envolve as fibras nervosas do nosso sistema neurológico).

 Como ela está presente em praticamente todas as células do sistema nervoso, pode ter acometimento em qualquer parte do corpo. 

Por isso, os sintomas são tão variados”, explica a neurologista do Hospital Marcelino Champagnat, Patrícia Coral. 

A médica esclarece ainda que, geralmente, a doença atinge o nervo óptico, provoca perda de sensibilidade nos membros e pode chegar ao cerebelo, provocando tontura e alteração do equilíbrio. Os sintomas podem começar lentamente, em formas mais brandas da doença, ou de maneira mais grave, provocando fraqueza ou paralisia parcial dos membros inferiores, com comprometimento das pernas, controle do intestino e bexiga.


As causas da doença também geram incertezas. Ela é multifatorial: pode ser causada por uma predisposição genética, desencadeada por um processo infeccioso ou por um fator ambiental, como a deficiência da vitamina D. A boa notícia é que, embora não tenha cura, é possível tratar a esclerose múltipla e controlar os possíveis surtos e consequentemente, as sequelas. Atualmente os tratamentos são de uso contínuo, mas já existem drogas em estudo para uso em curto prazo.


Quanto antes o diagnóstico for realizado, melhores as condições de tratamento e controle da doença.

 “O surto que tive em 2004 foi bastante grave. Só voltei a andar dois meses depois e a mexer meu braço, após nove meses. Consegui passar por tudo isso com muito apoio da família, inclusive do meu filho, que na época tinha apenas 2 anos, mas me ajudava a pegar objetos, por exemplo. Hoje, no entanto, sigo meu tratamento corretamente, mudei de profissão para adequar às minhas necessidades e me sinto realizada”, conta Paula. 

Atualmente ela trabalha como terapeuta emocional e realiza trabalhos voluntários em uma igreja e no Instituto ProBem, que promove apoio a pacientes com ESCLEROSE ÚLTIPLA.


A conscientização da população sobre a ESCLEROSE MÚLTIPLA é de extrema importância pois, muitas vezes, é confundida com outras doenças, seja pela denominação ou pelos sintomas. A esclerose lateral amiotrófica (ELA) tornou-se conhecida pela história do físico britânico Stephen Hawking. No entanto, é uma doença mais grave e que afeta o sistema nervoso de forma degenerativa e causa paralisia irreversível.


Já os sintomas como amortecimento dos membros podem ser confundidos com um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Causado por entupimento ou rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro, o AVC causa perda de força, fraqueza, formigamento em algum lado do corpo, alterações na fala e na visão. “Quando sentem formigamento ou fraqueza, principalmente, os pacientes acabam procurando um pronto atendimento pensando que pode ser um AVC ou sintomas de estresse, mas em certos casos podem ser sinais de um surto de ESCLEROSE MÚLTIPLA”, revela Patrícia.


O alerta sobre os sintomas, no entanto, vale para que a população não deixe de buscar atendimento médico. “A cada hora perdida de tratamento de um AVC, cerca de 120 milhões de neurônios morrem, o que aumenta a chance de sequelas. 

E os surtos de ESCLEROSE MÚLTIPLA também precisam de tratamento. O importante é buscar um atendimento em neurologia o mais rápido possível”, comenta a neurologista e coordenadora do serviço de neurologia do Hospital Marcelino Champagnat, Lívia Figueiredo.

FONTE:https://paranashop.com.br/2021/05/esclerose-multipla-sintomas-diversos-podem-confundir-diagnostico/


Segurada em gestação de risco tem direito a benefício do INSS.

 25 Maio, 2021

Decisão a favor foi dada pela Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais em resposta a recurso do INSS

A gestação considerada de alto risco dá direito à segurada de receber o auxílio por incapacidade temporária, ainda que não tenha cumprido o tempo de carência de 12 meses exigido nessa situação, desde que amparada em recomendação médica de afastamento por mais de 15 dias consecutivos.


A decisão é da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais (TNU), em resposta ao recurso do INSS que recorreu da análise da 4ª Turma Recursal do Rio Grande do Sul. A 4ª Turma entendeu que a gestação de alto risco pode ser incluída na categoria de doenças que dão direito à concessão do benefício.


Pelas regras em vigor, os benefícios de auxílio por incapacidade temporária exigem o cumprimento de um período de carência de 12 contribuições mensais, contados da data de filiação do segurado à Previdência Social.


O período de carência, para o pedido desse tipo de benefício, poderá ser reduzido à metade, ou seja, seis meses, nos casos em que o trabalhador fica desempregado ou doente ou, ao deixar de contribuir com a Previdência Social por longo período, perde a qualidade de segurado.


Para evitar a perda de direito ao pedido de auxílio, o trabalhador nessa condição pode regularizar sua situação recolhendo metade das contribuições exigidas para a concessão do benefício.


Exceções da lei foram consideradas na gestação de risco


A legislação prevê ainda exceções e flexibiliza as regras para o pedido do auxílio em situações de doenças mais graves, que dispensam o cumprimento de carência para a concessão. Enfermidades como tuberculose ativa, cegueira, cardiopatia grave, doença de Parkinson, alienação mental, esclerose múltipla, dentre outras.


Foi com base nessa permissão legal prevista em lei que a 4ª Turma Recursal do Rio Grande do Sul entendeu que a gestação de alto risco pode ser incluída entre as situações de doença que possibilitam a concessão do auxílio por incapacidade temporária, sem que a trabalhadora tenha cumprido o período de carência.


Diante dessa decisão, o INSS recorreu à TNU, cujo ministro presidente, Ricardo Villas Boas Cueva, entende que a lista de doenças não é taxativa. Diante da impossibilidade de incluir nessa lista todas as doenças consideradas graves e seguindo a linha de raciocínio de que a concessão do salário-maternidade independe de carência, a TNU entendeu que “a gravidez de alto risco, com recomendação médica de afastamento do trabalho por mais de 15 dias seguidos, autoriza a dispensa de carência para acesso aos benefícios por incapacidade”.

FONTE:https://www.dci.com.br/economia/inss/segurada-em-gestacao-de-risco-tem-direito-a-beneficio-do-inss/136832/