Medicamento teriflunomida mostra benefícios em crianças com Esclerose Múltipla

 30 Novembro 2021 

Existem poucas opções para tratamento da esclerose múltipla e a maioria das terapias para a doença não foi testada em crianças. 

Uma condição de saúde em que o sistema imunológico ataca a cobertura protetora dos nervos no cérebro e na medula espinhal.

Medicamento teriflunomida mostra benefícios em crianças com esclerose múltipla

Uma equipa internacional de investigadores, incluindo investigadores do Massachusetts General Hospital (MGH), conduziu um ensaio clínico de fase 3, randomizado e duplo-cego para examinar a segurança e eficácia da teriflunomida, um medicamento imunomodulador oral aprovado em mais de 80 países para o tratamento de formas recorrentes de esclerose múltipla em adultos. 

Os resultados do ensaio que já foram publicados na revista científica Lancet Neurology, conduziram que a teriflunomida tenha sido aprovada pela Comissão Europeia para crianças de 10 a 17 anos com diagnóstico de esclerose múltipla recorrente remitente.


No ensaio, 109 crianças receberam teriflunomida e 57 um placebo durante quase dois anos. A entrada precoce numa fase de extensão aberta (onde os pacientes tinham garantia de receber teriflunomida) foi possível antes do final do período duplo-cego para pacientes que tiveram uma recaída ou demonstraram alta atividade da doença em testes de imagem de ressonância magnética. Mais de metade dos pacientes no grupo de placebo entraram na fase de extensão aberta (por causa da alta atividade de ressonância magnética) do que o previsto, com 26% dos pacientes a mudar de placebo para teriflunomida antes das 96 semanas.


Após 96 semanas, não houve diferença no tempo até a primeira recidiva clínica da esclerose múltipla com teriflunomida em comparação com o placebo. A teriflunomida foi bem tolerada – eventos adversos graves ocorreram em 11% dos pacientes no grupo da teriflunomida e 11% dos pacientes no grupo do placebo. Inflamação nasal, infeção do trato respiratório superior, perda de cabelo, sensação de formigamento, dor abdominal e aumento da creatina fosfoquinase (um marcador de lesão muscular) foram mais frequentes com a teriflunomida do que com o placebo.


“O estudo não atingiu seu objetivo primário – atrasar o tempo até a próxima recaída clínica – possivelmente por causa de mudanças mais frequentes para o braço aberto devido à alta atividade de ressonância magnética. 


No entanto, o estudo atendeu a vários desfechos secundários importantes relacionados à capacidade da teriflunomida de reduzir o número de novas lesões ou aumentadas detetadas por meio de ressonância magnética, sugerindo que a medicação pode ter efeitos benéficos em crianças com formas recorrentes de esclerose múltipla ”, disse Tanuja Chitnis, autora principal do estudo e investigadora no MGH.


FONTE:https://www.tveuropa.pt/noticias/medicamento-teriflunomida-mostra-beneficios-em-criancas-com-esclerose-multipla/

Argentina entrega primeiros lotes de óleo de canabidiol produzidos no país.

 05/10/2021

A empresa argentina Cannava, estatal da província de Jujuy, entregou nesta segunda-feira os 50 primeiros frascos de óleo de canabidiol produzidos no país, que serão destinados a um grupo de pacientes neurológicos do Hospital Zavala, na cidade de Perico. 

Este óleo de canabidiol, também chamado de CBD 10, será vendido em todas as farmácias da província sob receita médica a partir de novembro. Os primeiros 50 pacientes a receber este remédio fazem parte de um programa inventivado pelo Ministério da Saúde provincial em 2017, quando Jujuy sancionou sua própria lei de maconha medicinal.

Todos os integrantes do programa sofrem de epilepsia refratária e outras doenças neurológicas, como ESCLEROSE MÚLTIPLA, motivo pelo qual receberão óleo de canabidiol gratuitamente pelo resto da vida com "acompanhamento médico permanente" do Hospital Zabala. 

No ato de entrega deste primeiro lote de óleo de canabidiol, o governador da província de Jujuy, Gerardo Morales, afirmou que a províncial comercializará o CBD, por todo o país entre março e abril de 2022, quando conseguir as autorizações dos órgãos reguladores.

"Todos os processos que temos do nosso laboratório piloto foram autorizados pela Anmat (Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica). 

Não há tiro no escuro ou improvisação, há um trabalho científico e tecnológico maduro, que está nos melhores níveis de produção de medicamentos do mundo", disse Morales. 

Segundo o governador, o canabidiol "cumpre todos os regulamentos da União Europeia", por isso começará a ser exportado tanto para a Europa como para outros países da região "quando houver uma produção maior". O chefe do governo provincial disse que dentro de poucos dias terá as licenças para expandir de 35 para 600 hectares de cultivo, o que gerará cerca de 2.000 empregos adicionais.

"A agenda da maconha para fins medicinais é também uma agenda global, é uma agenda que tem a ver com o desenvolvimento científico e tecnológico, e é aí que estamos na linha da frente", destacou Morales. 

LEGISLAÇÃO NA ARGENTINA. 

Em 3 de junho, o governo do presidente Alberto Fernández apresentou ao Congresso um projeto de lei para fornecer um marco regulatório para o desenvolvimento da indústria de maconha medicinal e cânhamo industrial, com o objetivo de impulsionar a produção, emprego e exportações no setor.

A lei visa fornecer um marco regulatório para o investimento público e privado em toda a cadeia médica da cannabis e complementar a Lei 27.350, aprovada em 2017, que já autoriza o uso terapêutico e paliativo da maconha no país. 

No dia 12 de novembro, o governo argentino oficializou o regulamento que permite o autocultivo da maconha medicinal em todo o país, assim como a produção e distribuição em farmácias de óleos e cremes. 

Segundo o governo, o potencial econômico da maconha medicinal e do cânhamo industrial até 2025 é de 10 mil novos empregos (20% deles em pesquisa, desenvolvimento e inovação), US$ 500 milhões em vendas internas anuais e US$ 50 milhões em exportações anuais. EF.

FONTE:https://economia.uol.com.br/noticias/efe/2021/10/05/argentina-entrega-primeiros-lotes-de-oleo-de-canabidiol-produzidos-no-pais.htm

Os benefícios da caminhada, exercício acessível capaz de reduzir o risco de morte

 01/10/2021

Além de prazerosa, a atividade traz uma infinidade de benefícios à saúde global

Caminhada é traço fundamental no processo evolutivo


Para economizar energia ao percorrer distâncias maiores, os seres humanos passaram a andar sobre os dois pés, com as pernas estendidas e a coluna ereta. O que, hoje, soa óbvio, não era tão lógico assim há cerca de 3,6 milhões de anos, época na qual, segundo estudos, apareceram os primeiros bípedes que se tem conhecimento.  


Graças a essa evolução, os seres humanos passaram a poupar muita energia.   

O segredo desta economia está na postura ereta e bipedal que adotamos ao caminhar, oscilando o corpo para cima e para baixo e, assim, otimizando o mecanismo pendular. Dessa forma, poupamos até 70% de energia. 


 —  A caminhada é um traço comportamental fundamental no processo evolutivo. É altamente funcional, pois, durante milhões de anos nosso organismo se adaptou para realizar esse tipo de movimento. Simplificando: é algo que somos preparados evolutivamente para fazer, por isso é tão prazeroso  —  diz Leonardo Tartaruga, professor da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Esefid/ UFRGS). 


Nesse trajeto de milhões de anos, a caminhada também se desenvolveu: foi deixando para trás o aspecto exclusivo de sobrevivência e, mais recentemente, ganhou ares de exercício físico. A partir dessa nova percepção, cresceu o interesse em investigar a atividade e seus benefícios para a saúde, resultando em inúmeros estudos. 


Um dos mais recentes, publicado no começo de setembro, associou a quantidade de passos por dia à mortalidade. Mas esse não é o único. Pelas bibliotecas virtuais, há uma infinidade de pesquisas que analisam os mais diversos pontos dessa atividade básica, simples e essencial na existência humana.  

O que melhora? 

Acessível e democrática, a caminhada oferece diversos benefícios para a saúde física: melhora o transporte de oxigênio pelo corpo, a força do coração e o fluxo sanguíneo cerebral. Também ajuda na osteoporose, reduz a chance de trombose venosa profunda, o risco de infarto, de acidente vascular cerebral, controla a pressão e melhora o diabetes, enumera o médico Glauber Signorini, diretor-técnico do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul.  


 —  O corpo humano não foi feito para ficar parado. O movimento faz a máquina ser funcionante. É como um carro que não é ligado: começam os problemas  —  compara Signorini. 


De lambuja, o exercício dá uma força para a saúde mental, diminuindo a ansiedade, a depressão e melhorando a autoimagem. 


Para além de tudo isso, a caminhada tem impacto social importante na vida de seus praticantes. À frente de diversos projetos da Esefid, Tartaruga observa que grandes repercussões em grupos de maior vulnerabilidade, como em indivíduos com Parkinson, por exemplo: 


 —  O Parkinson é uma doença degenerativa que aparece em pessoas de meia idade que já têm a vida estabelecida. Então, começa esse desligamento com as relações sociais. Aí, vem o exercício como uma coisa incrível. Os familiares vêm nos agradecer. Temos alunos que voltaram a patinar, a dirigir e a caminhar para cumprir distâncias mínimas que impactam muito socialmente. 

Quantos passos devo dar? 

Bastante popular, a recomendação de dar 10 mil passos por dia não é uma diretriz científica. Conforme pesquisadores, a ideia de quantificar os passos diários surgiu na década de 1960, quando uma empresa japonesa lançou um pedômetro batizado justamente de manpo-kei, que significa “medidor de 10 mil passos”.  


Agora, uma pesquisa realizada pela University of Massachusetts, nos Estados Unidos, avaliou se o número de passos diário e a intensidade deles tinha associação com o risco de morte prematura em homens e mulheres de meia idade. Publicado no The Journal of the American Medical Association, o trabalho acompanhou 2.110 adultos por 10 anos e conseguiu evidenciar que aqueles que deram ao menos 7 mil passos por dia tiveram risco de mortalidade 50% a 70% menor na comparação com aqueles que caminharam menos.  


A intensidade, por sua vez, não teve efeito negativo e nem positivo. “Nossos achados apoiam os de estudos anteriores, sugerindo que o aumento de passos por dia entre a parte menos ativa da população pode fornecer benefícios de mortalidade”, escreveram os autores. 


Apesar dessa medida, o médico do esporte do corpo clínico do Hospital Mãe de Deus, Felix Albuquerque Drummond, que também é diretor do Instituto de Medicina do Esporte, explica que andar entre 5 mil e 7 mil já trariam vantagens aos seus praticantes. 


 —  Isso varia conforme a idade, a condição de saúde dessa pessoa, se tem doença associada, se é obeso. O fundamental é que devam se mexer dia sim e dia não, ou diariamente, se estiver acostumada. Mas podemos dizer que, de 4 mil a 8 mil passos por dia, é uma recomendação razoável. 

Antes de começar 

Simples, a caminhada está a um par de tênis de distância daqueles interessados em praticá-la. Contudo, antes de sair por aí batendo perna, a recomendação é fazer uma revisão médica, orienta Signorini. Segundo o cardiologista, no Brasil, menos de 5% da população investe da medicina preventiva. 


 —  Todo o indivíduo que vai iniciar a atividade deveria, após os 30 anos, fazer avaliação para saber se está apto. Não é colocar tênis e sair  —  argumenta, fazendo uma analogia aos cuidados tomados antes de fazer uma cirurgia: ninguém passa por um procedimento desse porte sem antes passar por uma revisão. 


Esse cuidado deve ser redobrado no caso de pessoas com doenças prévias, como hipertensão, por exemplo. 

Para começar 

Indivíduos sedentários e de mais idade devem começar gradualmente, isto é, caminhar o suficiente para ficar ofegante, sem preocupação com a intensidade ou duração. Drummond sugere que se pratique a caminhada acompanhado e conversando. 


 —  Quando tiver dificuldade para conversar, é o momento de parar ou reduzir  —  fala o especialista do Mãe de Deus. 


Embora o tempo para atingir esse estágio seja variável entre as pessoas, o ideal é começar com períodos menores. Por exemplo: 10 minutos em um dia, 15 minutos no seguinte, e assim, sucessivamente. No começo, diz o médico do esporte, pode-se treinar em dias intercalados, dependendo da resposta do organismo. 


Ao atingir um tempo razoável, é a vez de mexer na intensidade do exercício, que deve aumentar. 


—  Depois de um tempo, acontece de a pessoa querer correr. Para isso, é imprescindível aval médico e acompanhamento do profissional de Educação Física  —  orienta o médico do esporte. 


Não custa lembrar: durante ou após a caminhada, é preciso manter a hidratação, portanto, não deixe de tomar água. Ao terminar o exercício, alongue-se. Sempre que possível, indicam os especialistas, associe a caminhada a um exercício de força, como a musculação ou treinamento funcional. 

Momento família 

Desde janeiro, a empresária Paula Falcão, 37 anos, e o pai, o aposentado Flávio Falcão, 71, incluíram um novo hábito na rotina diária: colocam roupas confortáveis, calçam os tênis e vão até a pista do Centro Estadual de Treinamento Esportivo (CETE), no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. A caminhada em dupla serve de estímulo para os dias em que a preguiça quer falar mais alto. 

Pai e filha adotaram nova rotina


As vantagens da incorporação da atividade são várias, diz Paula, e vão desde as mais objetivas, como emagrecimento e melhora do fôlego, até as mais subjetivas, como o contato diário com o pai. 


Para o aposentado, o momento com Paula mudou o dia a dia. Quando ainda trabalhava, limitava sua rotina à ida da casa para o emprego e do emprego de volta para casa. Depois da iniciativa, para além do fato de se manter ativo, Flávio conta que eliminou as dores nas costas e que ganhou flexibilidade. 


 —  Eu não conseguia cortar as unhas dos pés e agora consigo!  —  diverte-se. 


Saúde mental é beneficiada 


Enquanto cumpria a sétima volta na pista do CETE, a aposentada Carla Buzzacharo, 61 anos, foi interrompida pela reportagem, que a convidou a participar da matéria que você lê aqui. Depois de acenar positivamente, seguiu até completar 10 giros.  


Diabética, Carla sempre praticou exercícios, como caminhada e corrida. Em razão da contaminação pelo coronavírus, a aposentada precisou diminuir o ritmo. Percebeu que as corridas ficavam mais difíceis, então, reforçou a caminhada, intercalada com pequenos trotes.  


Como ainda não se sente confortável para frequentar academias, é assídua no Centro de Treinamento, sempre pela manhã ou no fim do dia. 


—  A caminhada ajuda no diabetes, na depressão. Eu preciso caminhar. Às vezes, venho com minhas amigas, mas elas são preguiçosas  —  dedura. 


 —  Venho conforme minha ansiedade. Perdi minha irmã com covid-19, estava entrando em depressão, e caminhar me ajudou  —  fala. 


Como Carla experiencia na prática, diversos estudos atestam que exercícios físicos, como a caminhada, podem servir como ações preventivas para desordens mentais. Publicada em 2018, uma pesquisa concluiu que o aumento da atividade física é uma estratégia eficaz na prevenção da depressão. Mais: em 2014, um trabalho da universidade de Stanford mostrou que caminhar aumento da criatividade na comparação com o ato de ficar sentado. 

Carla alivia a ansiedade na pista do CETE


Ainda que os mecanismos que atuam nessa relação entre exercícios e depressão não estejam bem esclarecidos, um artigo de 2004 sugere algumas hipóteses. A primeira, chamada de termogênica, sugere que o aumento da temperatura do corpo pode contribuir para a redução dos sintomas de depressão. Outra, já bastante difundida, credita à endorfina liberada após a prática os benefícios. Também foi levantada a hipótese da distração: ou seja, enquanto a pessoa caminha, mantém distantes os pensamentos relacionados à doença. 


 —  Somos um sistema integrado. Quando as pessoas superam o estado de preguiça e vão fazer o exercício, se sentem melhores, mais dispostas  —  argumenta Drummond. 


Embora os resultados gerais não sejam diferentes, caminhar na rua pode ser psicologicamente mais agradável, especialmente na primavera, diz Drummond. Ainda assim, é preciso ficar atento às irregularidades do solo a fim de evitar lesões. Já na esteira, há a possibilidade de manter o ritmo e controlá-lo melhor. 

Walkability 

O quanto a sua cidade é adequada para caminhar? A resposta é o que pesquisadores chamam de "walkability", que poderia ser traduzido para um bizarro "caminhabilidade", ou ainda, o potencial urbanístico e geográfico que uma cidade tem para fazer a população caminhar. Pesquisas que abordam esse tema já relacionaram essa característica urbana com qualidade de vida e até mesmo com gastos com saúde pública. 


— Há estudos que mostram os milhões investidos nisso e o quanto tu evitas de gastos em saúde pública — diz Tartaruga. 


Para se ter uma noção real disso, uma pesquisa australiana de 2013 mostrou que pessoas que vivem em bairros com melhores condições para caminhada tiveram custo médio hospitalar cerca de 26% a 37% menor do que aqueles moradores de áreas menos propícias à atividade. Isso ocorreu, sobretudo, em razão de um número mais baixo de internações. 


No Brasil, de um modo geral, problemas como pouca acessibilidade e insegurança são fatores que desestimulam as passadas diárias. 


— Tem esse dilema das pessoas que ficam uma hora dentro do carro para se deslocar até a academia, e ao chegarem lá, ficam 50 minutos na esteira — ilustra o professor da UFRGS. 


FONTE:https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/10/os-beneficios-da-caminhada-exercicio-acessivel-capaz-de-reduzir-o-risco-de-morte-cku8nywpf007c017fms9f0uwe.html

Para esta doença neurodegenerativa, há grandes avanços na ciência em direção à terapia medicamentosa

 Setembro 18, 2021 

O mundo está realmente cheio de doenças conhecidas e desconhecidas. Na Itália, a maioria das pessoas desenvolve diabetes e câncer. No entanto, existem muitas outras doenças que são menos comuns do que aquelas listadas, para as quais a ciência continua a pesquisar potenciais tratamentos.


Se o tratamento para o diabetes consiste em uma alimentação saudável, fazer exercícios e tomar certos medicamentos, então foram descobertos tratamentos potenciais para a doença de Alzheimer. 

O primeiro refere-se a um estudo realizado por pesquisadores italianos sobre os benefícios da casca de limão para idosos com doença de Alzheimer. O segundo refere-se a um estudo americano sobre a possibilidade de obtenção do primeiro medicamento contra a doença.


Mas há outra doença neurodegenerativa, como a doença de Alzheimer, que afeta uma área do cérebro para a qual ainda não há cura. No entanto, a busca continua.


ESCLEROSE MÚLTIPLA

Já falamos sobre esclerose múltipla neste artigo, no qual focamos nossa atenção nos vários sintomas. Em geral, é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central e causa lesões locais no cerebelo e na medula espinhal.


Ao contrário da doença de Alzheimer, não há perda de memória, mas há maior dificuldade de concentração e confusão.


As pesquisas estão avançando muito para estabelecer um tratamento medicamentoso definitivo, sempre empiricamente dependente do estado da doença. Depois de um estudo ítalo-americano mencionado antes Fundação Veronese Ele fez uma descoberta muito importante.


Para esta doença neurodegenerativa, há grandes avanços na ciência em direção à terapia medicamentosa

O estudo descobriu que a proteína que causa a inflamação pode ser desligada. 

É por isso que há grandes avanços na ciência em direção ao tratamento farmacológico dessa doença neurodegenerativa. A próxima etapa deve ser testar novos medicamentos capazes de atingir a proteína C1q. Por ser uma proteína que causa inflamação, desligá-la limitará os danos causados ​​por doenças.


READ  Perda de peso após 50: Este é o melhor exercício de perda de peso de acordo com a ciência

É como se tivéssemos azia e tomássemos aqueles medicamentos que podem parar a inflamação que está causando a queimação. O princípio será o mesmo. A descoberta empolgante, na verdade, é que essa proteína C1q específica é central para o processo inflamatório, para o qual a esperança de um novo tratamento está sendo acesa.


A proteína foi descoberta com base na ESCLEROSE MÚLTIPLA PROGRESSIVA.

 Ou seja, a versão persistente da doença que piora com o tempo. O estudo, publicado na revista Nature, especifica que há esperança de parar a inflamação por meio de terapia medicamentosa. Só temos que esperar.

FONTE: Setembro 18, 2021 O mundo está realmente cheio de doenças conhecidas e desconhecidas. Na Itália, a maioria das pessoas desenvolve diabetes e câncer. No entanto, existem muitas outras doenças que são menos comuns do que aquelas listadas, para as quais a ciência continua a pesquisar potenciais tratamentos. Se o tratamento para o diabetes consiste em uma alimentação saudável, fazer exercícios e tomar certos medicamentos, então foram descobertos tratamentos potenciais para a doença de Alzheimer. O primeiro refere-se a um estudo realizado por pesquisadores italianos sobre os benefícios da casca de limão para idosos com doença de Alzheimer. O segundo refere-se a um estudo americano sobre a possibilidade de obtenção do primeiro medicamento contra a doença. Mas há outra doença neurodegenerativa, como a doença de Alzheimer, que afeta uma área do cérebro para a qual ainda não há cura. No entanto, a busca continua. esclerose múltipla Já falamos sobre esclerose múltipla neste artigo, no qual focamos nossa atenção nos vários sintomas. Em geral, é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central e causa lesões locais no cerebelo e na medula espinhal. Ao contrário da doença de Alzheimer, não há perda de memória, mas há maior dificuldade de concentração e confusão. As pesquisas estão avançando muito para estabelecer um tratamento medicamentoso definitivo, sempre empiricamente dependente do estado da doença. Depois de um estudo ítalo-americano mencionado antes Fundação Veronese Ele fez uma descoberta muito importante. Para esta doença neurodegenerativa, há grandes avanços na ciência em direção à terapia medicamentosa O estudo descobriu que a proteína que causa a inflamação pode ser desligada. É por isso que há grandes avanços na ciência em direção ao tratamento farmacológico dessa doença neurodegenerativa. A próxima etapa deve ser testar novos medicamentos capazes de atingir a proteína C1q. Por ser uma proteína que causa inflamação, desligá-la limitará os danos causados ​​por doenças. READ Perda de peso após 50: Este é o melhor exercício de perda de peso de acordo com a ciência É como se tivéssemos azia e tomássemos aqueles medicamentos que podem parar a inflamação que está causando a queimação. O princípio será o mesmo. A descoberta empolgante, na verdade, é que essa proteína C1q específica é central para o processo inflamatório, para o qual a esperança de um novo tratamento está sendo acesa. A proteína foi descoberta com base na esclerose múltipla progressiva. Ou seja, a versão persistente da doença que piora com o tempo. O estudo, publicado na revista Nature, especifica que há esperança de parar a inflamação por meio de terapia medicamentosa. Só temos que esperar. 

Juíza mantém pensão à filha de servidor público com doença incapacitante

 08 de Setembro de 2021 

O pedido foi julgado procedente.

Número do processo: 0702966-34.2021.8.07.0018

Classe judicial: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7)


Assunto: Concessão (10252)


Requerente: M. C. S. P. D. S.


Requerido: INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL - IPREV e outros


SENTENÇA


M. C. S. P. D. S. ajuizou ação de conhecimento em desfavor de DISTRITO FEDERAL e INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL – IPREV/DF, partes qualificadas nos autos, alegando, em síntese, que é portadora de esclerose múltipla há mais de 20 (vinte) anos e em decorrência da gravidade dessa patologia apresenta diversas doenças; que se encontra em avançado estágio de evolução e incapacidade; que sempre dependeu administrativa e financeiramente de seu genitor, Antônio José Francisco Pereira dos Santos, falecido em 07/09/2020; que se encontra desamparada em razão do óbito de seus genitores e da doença que lhe acomete; que solicitou administrativamente o pagamento de pensão temporária por morte, mas o requerimento foi indeferido sob o argumento de que não foi verificada a invalidez; que o pedido de reconsideração também foi negado; que faz jus à pensão por morte com base no artigo 30-A, II, ‘a’ da Lei Complementar nº 769/2008 e artigo 217, IV da Lei nº 8.112/1990; que a condição de invalidez e dependência econômica já era constatada desde quando seu genitor estava vivo.


Ao final requer a gratuidade de justiça, a concessão de tutela de urgência para determinar o pagamento da pensão por morte, a citação e a procedência do pedido para reconhecer o direito ao recebimento da pensão temporária por morte com o pagamento dos valores desde o requerimento administrativo em 13/11/2020.


A petição inicial veio acompanhada de documentos.


Foram deferidas a gratuidade de justiça e a tutela de urgência (ID 91277309).


O segundo réu, Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal – IPREV, anexou documentos (ID 92500499), mas não apresentou contestação (ID 95759044).


O primeiro réu, Distrito Federal, apresentou contestação (ID 94551994) argumentando, resumidamente, que a autora não comprovou a condição de invalidez e dependência econômica; que a patologia da autora, por si só, não implica na constatação de invalidez, pois a doença se desenvolve de forma individual em cada caso concreto; que a obrigação de pagar pensão aos familiares ou pessoas vinculadas ao servidor, no caso de sua morte, somente ocorre nos casos previstos em lei.


Com a contestação vieram documentos.


A autora manifestou-se acerca da contestação e documentos (ID 97999127).


Concedida a oportunidade para especificação de provas (ID 98029039), apenas a autora se manifestou para informar não haver outras provas a produzir (ID 98506089).


É o relatório.


Decido.


Incide à hipótese vertente a regra do artigo 355, inciso I, do Código de Processo Civil, por isso que se promove o julgamento antecipado da lide.


Inicialmente analisa-se as questões de ordem processual.


Embora o segundo réu não tenha apresentado contestação, em se tratando de Fazenda Pública e, consequentemente da tutela de direitos indisponíveis, não há que se falar em aplicação do efeito da revelia previsto no artigo 344 do Código de Processo Civil, consoante dispõe o artigo 345, inciso II.


Além disso, o segundo réu apresentou documentos com informações sobre o requerimento administrativo e o cumprimento da liminar (IDs 92500496, 92500497, 92500498 e 92500499), portanto, serão analisadas as alegações ali apresentadas.


O primeiro réu requereu a dispensa da audiência de conciliação no âmbito dos Juizados Especiais alegando a impossibilidade de conciliar, contudo, não foi observado pelo réu que a presente ação não tramita no Juizado Especial e que a decisão de ID 91277309 já havia dispensado a referida audiência, portanto, nada a prover.


Presentes os pressupostos processuais e as condições da ação e não tendo nenhuma questão de ordem processual pendente, passa-se ao exame do mérito.


Cuida-se de ação de conhecimento subordinada ao procedimento ordinário em que a autora pleiteia o recebimento de pensão por morte.


Para fundamentar o seu pleito a autora afirma que era dependente econômica do servidor falecido e faz jus ao benefício por ser inválida.


O réu, por seu turno, sustentou que não restou comprovada a condição de invalidez e a dependência econômica.


Considerando que o genitor da autora era servidor civil distrital aplica-se ao caso as normas da Lei Complementar nº 769/2008, que no artigo 30-A, II, ‘a’, dispõe:


Art. 30-A. São beneficiários da pensão:


II – temporária:


a) o filho ou o enteado até completar vinte e um anos de idade, ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez;


O pedido administrativo de pensão foi indeferido porque a junta médica concluiu que a autora não é inválida (ID 91238811 e 91238813), mas não há nenhuma explicação ou fundamentação que esclareça esse entendimento, o que impede saber o motivo pelo qual ela não foi considerada inválida e os dispositivos legais mencionados nos referidos laudos se referem ao procedimento da perícia apenas.


O laudo médico de ID 91238802 atesta que a autora é portadora de esclerose múltipla há mais de 20 (vinte) anos e em razão dessa enfermidade apresenta diversas sequelas e patologias “neurológicas, psiquiátrica e ortopédicas graves, irreversíveis, incapacitantes ao trabalho e a atividades físicas”, que agravaram o seu quadro de saúde e demandam tratamento contínuo.


O referido documento médico descreve o resumo clínico da autora e demonstra os diversos tratamentos aos quais ela se submeteu, inclusive cirúrgico, e ao final atesta que a paciente é incapacitada para trabalhar e prover renda, o que comprova satisfatoriamente que a autora é inválida, pois é incapaz de desenvolver atividade remunerada que lhe garanta o próprio sustento.


No mesmo sentido, o laudo médico de ID 91238801 também comprova o quadro clínico da autora e a sua gravidade.


Ademais, há presunção legal quanto a dependência econômica do filho inválido, estabelecida no artigo 12, IV e § 1º da Lei Complementar nº 769/2008, não tendo o réu se desincumbido do seu ônus probatório.


Assim, considerando que o óbito do servidor ocorreu em 07/09/2020 e que os documentos médicos atestam suficientemente que a patologia da autora é preexistente ao óbito, satisfeitos os requisitos legais para a concessão de pensão por morte, razão pela qual o pedido é procedente.


No que se refere à pretensão para recebimento da pensão desde a data do requerimento, não houve discordância do réu quanto ao termo inicial, e os documentos de IDs 92500499 e 92500497 demonstram que a concessão do benefício se deu a partir de 13/11/2020, como pretendido pela autora, e que houve o pagamento na folha do mês de maio/2021.


Todavia, a autora afirma que não houve o pagamento retroativo (ID 97999127) e o contracheque de maio/2021 (ID 92500498) não demonstra se a quantia descrita se refere a valores retroativos e não há nenhum documento que comprove o pagamento dos valores pleiteados, portanto, a quantia a qual a autora faz jus deverá ser apurada em liquidação de sentença por simples cálculos aritméticos.


No que tange aos encargos moratórios deve ser destacado que houve enorme divergência jurisprudencial com relação à condenação da Fazenda Pública, pois a questão sobre o índice de correção monetária a ser utilizado gerou intensa discussão jurídica, culminando com a declaração de inconstitucionalidade da Lei nº 11.960/2009, neste particular.


Nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade n.º 4357/DF e 4425 o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do artigo 1º-F da Lei nº 9.494/1997, com alteração implementada pela Lei nº 11.960/2009, em março de 2013, com relação à atualização monetária.


Porém, a despeito de ter declarado a inconstitucionalidade daqueles dispositivos, dentre inúmeros outros, o Supremo Tribunal Federal estabeleceu quanto à modulação dos efeitos de sua decisão que o dispositivo legal deve ser aplicado até 25/03/2015 e, por conseguinte, a partir da referida data estabeleceu a substituição do índice de correção monetária pelo índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E).


Contudo, o próprio Supremo Tribunal Federal decidiu que o efeito desta decisão seria apenas para a fase posterior à expedição das requisições de pagamento, pois na fase antecedente prevalece a sistemática da lei declarada inconstitucional, sendo difícil compreender como um determinado índice de correção monetária seja inconstitucional para um período, mas não para outro.


Todavia, o Supremo Tribunal Federal novamente mudou de posicionamento, já que em 20/9/2017 julgou o RE 870947 fixando as seguintes teses: 


1.     O art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, na parte em que disciplina os juros moratórios aplicáveis a condenações da Fazenda Pública, é inconstitucional ao incidir sobre débitos oriundos de relação jurídico-tributária, aos quais devem ser aplicados os mesmos juros de mora pelos quais a Fazenda Pública remunera seu crédito tributário, em respeito ao princípio constitucional da isonomia (CRFB, art. 5º, caput); quanto às condenações oriundas de relação jurídica não-tributária, a fixação dos juros moratórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança é constitucional, permanecendo hígido, nesta extensão, o disposto no art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 com a redação dada pela Lei nº 11.960/09; e 2) O art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, na parte em que disciplina a atualização monetária das condenações impostas à Fazenda Pública segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança, revela-se inconstitucional ao impor restrição desproporcional ao direito de propriedade (CRFB, art. 5º, XXII), uma vez que não se qualifica como medida adequada a capturar a variação de preços da economia, sendo inidônea a promover os fins a que se destina. 


Assim, denota-se sem muita dificuldade que foi reconhecida a inconstitucionalidade da TR como fator de atualização monetária.


Verifica-se da referida decisão que não ficou estabelecido qual o índice deveria ser utilizado, porém tem-se que deve ser o INPC, índice que melhor reflete a inflação e cuja aplicação foi, posteriormente, determinada pelo Superior Tribunal de Justiça, a incidir a partir do vencimento de cada parcela. 


Quanto aos juros de mora foi reconhecida a constitucionalidade do artigo 1º-F da Lei nº 9.494/1997 pela Suprema Corte nesse ponto e, seguindo o mesmo entendimento, o Superior Tribunal de Justiça em recurso repetitivo (Tema 905) fixou os seguintes parâmetros para as condenações de natureza previdenciária: sujeitam-se à incidência do INPC, para fins de correção monetária, no que se refere ao período posterior à vigência da Lei 11.430/2006, que incluiu o art. 41-A na Lei 8.213/91. Quanto aos juros de mora, incidem segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança (STJ. REsp 1495146/MG. REsp 1495144/RS. REsp 1492221/PR, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 22/02/2018, DJe 20/03/2018, recurso repetitivo).


Ressaltando-se que os juros de mora incidirão a contar da citação, conforme o artigo 405 do Código Civil.


Diante do exposto, deve ser aplicado ao caso os juros de mora com base na remuneração oficial da caderneta de poupança, qual seja, 0,5% (cinco décimos por cento) ao mês, enquanto a meta da taxa Selic ao ano, definida pelo Banco Central do Brasil, for superior a 8,5% (oito inteiros e cinco décimos por cento) ou, nos demais casos, 70% (setenta por cento) da meta da taxa Selic ao ano, vigente na data de início do período de rendimento, nos termos do artigo 12 da Lei 8.177/1991, com redação atualizada pela Lei n º 12.703, de 2012.


Com relação à sucumbência incide a norma do § 3º, do artigo 85 do Código de Processo Civil, que estabelece os percentuais a serem fixados sobre o valor da condenação, mas como a sentença não é líquida a fixação será feita apenas por ocasião do cumprimento de sentença, conforme inciso II do § 4º do artigo 85 do referido diploma processual.


Considerando que os honorários advocatícios serão fixados em percentual sobre o valor da condenação não há incidência de encargos moratórios, posto que esses já estão incluídos no débito principal, pois do contrário poderia caracterizar uma dupla cobrança.


Deixo de condenar em custas processuais porque o réu é isento e não houve adiantamento de custas em razão da gratuidade de justiça.


Em face das considerações alinhadas JULGO PROCEDENTE O PEDIDO para confirmar a decisão de ID 91277309 e determinar o estabelecimento do benefício de pensão por morte em favor da autora e condenar o réu ao pagamento dos valores a partir de 13 de novembro de 2020, cuja quantia deverá ser apurada em liquidação de sentença por simples cálculos aritméticos, com correção monetária pelo INPC a partir da data do vencimento de cada parcela e juros de mora com base na remuneração oficial da caderneta de poupança a contar da citação e, de consequência, julgo o processo com resolução de mérito, nos termos do artigo 487, I, do Código de Processo Civil.


Em respeito ao princípio da sucumbência condeno o réu ao pagamento de honorários advocatícios cujo percentual será estabelecido após a liquidação de sentença, conforme artigo 85, § 4º, II do mesmo diploma processual.


Sem custas em razão de isenção legal.


Sentença sujeita ao duplo grau de jurisdição.


Após o trânsito em julgado aguarde-se por 30 (trinta) dias a manifestação do interessado, no silêncio, dê-se baixa e arquivem-se os autos.


BRASÍLIA-DF, Quinta-feira, 26 de Agosto de 2021.


MARA SILDA NUNES DE ALMEIDA



Juíza de Direito


FONTE:https://www.jornaljurid.com.br/sentencas-de-1o-grau/civil/juiza-mantem-pensao-a-filha-de-servidor-publico-com-doenca-incapacitante-2021-09-08

Eskudlark apoia criação do centro de atendimento de EM e ELA em Santa Catarina.

03/09/2021

Deputado recebeu na Alesc, Promotora de Justiça Larissa Mayumi Karazawa Takashima, diagnosticada com ELA, fundadora da Arela, e que atuou com destaque na Vara da Infância e Juventude em São Miguel do Oeste

As presidentes da Associação de Apoio aos Portadores de Esclerose Múltipla da Grande Florianópolis (Aflorem), Suelen Alves, e da Associação Regional de Esclerose Lateral Amiotrófica em Santa Catarina (Arela/SC), Larissa Mayumi Karazawa Takashima Ouriques, estiveram reunidas com o deputado Maurício Eskudlark (PL) para solicitar a realização de uma audiência pública para esclarecer informações sobre as doenças e solicitar apoio para criação de protocolos e a implantação de um centro de referência de atendimento de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e Esclerose Múltipla (EM) no HU – Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago.


O parlamentar, que é membro da Comissão de Saúde da Alesc, assegurou que vai encaminhar solicitação à Comissão e apresentar um projeto de lei que garanta prioridade no atendimento para ajudar as pessoas que sofrem destas doenças.


De acordo com Eskudlark, a proposta da audiência pública é para esclarecer as diferenças das doenças e falar da importância da implantação de um centro de atendimento no estado como forma de facilitar o atendimento e o tratamento das doenças. “Hoje não temos um centro de referência e um protocolo deste atendimento, a intenção é que com a criação deste centro o atendimento será rápido, contando com uma equipe especializada com médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, dentre outros profissionais; e atendimento psicológico e jurídico”, destacou.


Eskudlark se comprometeu em representar as entidades na Alesc, agradecendo a presença de todos, em especial da Promotora de Justiça Larissa Mayumi Karazawa Takashima, diagnosticada com ELA, e uma lutadora da causa. “A Larissa é uma pessoa querida, que deixa boas lembranças por onde passa, ela atuou com destaque na Vara da Infância e Juventude em São Miguel do Oeste realizando projetos que fizeram diferença na sociedade, transformando a vida de muitas crianças e jovens, e hoje ela faz o mesmo, mas de outra forma”, destacou.


Larissa conhece bem a doença. A sua mãe e a sua tia materna também foram diagnosticadas com ELA e morreram em decorrência da enfermidade, em 1999 e em 2016. Diante do prognóstico difícil, a aposentada pretende atenuar o sofrimento de quem convive com a doença.  "Eu ressignifiquei a minha vida. Transformei toda a dor em amor. Trabalho de forma semelhante ao cargo de promotora de Justiça, ajudando o próximo. Me sinto realizada e completa".



Sobre as doenças


Suelen Alves explica que as duas doenças são parecidas, mas que há diferenças. A esclerose múltipla (EM) é um distúrbio imprevisível que pode causar vários sintomas, que podem agravar-se e depois diminuir ao longo de dias, meses ou mesmo anos. Embora a esclerose múltipla não seja contagiosa, suas causas ainda não são totalmente compreendidas e os pesquisadores continuam buscando respostas.


Já a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença que afeta o sistema nervoso de forma degenetariava e progressiva e acarreta em paralisia motora irreversível. Pacientes com a doença sofrem paralisia gradual e morte precoce como resultado da perda de capacidades cruciais, como falar, movimentar, engolir e até mesmo respirar. O físico britânico Stephen Hawking, morto em 2018, foi um dos portadores mais conhecidos mundialmente da ELA.


FONTE:https://wh3.com.br/noticia/219123/eskudlark-apoia-criacao-do-centro-de-atendimento-de-em-e-ela-em-sc.html

Esclerose múltipla: praticar exercícios ajuda a retardar avanço da doença.

 30/08/21 

Considerada uma doença autoimune que atinge a medula espinhal e o cérebro, cerca de 35 mil brasileiros e 2,5 milhões de pessoas no mundo sofrem de  esclerose múltipla, afetando maior incidência pessoas entre 20 e 40 anos, de acordo com estimativa da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla - ABEM. O diagnóstico é mais frequente nas mulheres devido a fatores hormonais envolvidos na modulação do sistema imunológico.

A doença age na forma como os anticorpos interpretam as células saudáveis do sistema nervoso central, que as encaram como algo que oferece perigo ao organismo, como uma bactéria ou um vírus, resultando em lesões. As disfunções na visão, vertigem, perda de força, alteração de sensibilidade e de equilíbrio são os sintomas mais recorrentes.


A fisioterapeuta e coordenadora do curso de Fisioterapia da Pitágoras Maceió, Rafaela Magalhães, detalha sobre a doença. “A esclerose múltipla é uma doença neurológica onde células do nosso próprio corpo destroem a cobertura de revestimento dos axônios, chamada de bainha de mielina, provocando uma dificuldade do cérebro e do corpo se comunicarem. O paciente poderá apresentar então dificuldade em se movimentar, falar, manter-se equilibrado, dentre outras limitações”, explica Rafaela.


A esclerose múltipla é uma doença silenciosa e geralmente começa com uma fraqueza em algum membro, no braço ou na perna e o tratamento deve seguir os critérios clínicos para fazer com que os surtos tenham menor duração e intervalos maiores, utilizando cortisona ou, em casos crônicos, imunossupressores. E para evitar a progressão dos sintomas é recomendável que o paciente faça um tratamento de prevenção de lesões, que inclui exercícios de fortalecimento e alongamento muscular, com o objetivo de proporcionar e promover as funcionalidades dos membros do paciente, prevenindo a incapacidade física causada pela progressão de seu quadro clínico.

Para amenizar as sequelas o paciente deve realizar o exercício que lhe dê mais prazer, dessa forma haverá maior liberação de serotonina, proporcionando uma sensação de bem-estar e uma melhora na qualidade de vida do paciente.


Mesmo sem cura, pesquisas recentes demonstram que com a prática de exercícios físicos é possível atrasar a progressão da doença. Pesquisadores capitaneados pela Universidade de Aarhus, na Dinamarca, constataram em estudo de 2017 que a musculação e outras atividades de força têm uma ação neuroprotetiva e neuroregenerativa em quem tem esclerose múltipla, tendo em vista que a diminuição da força muscular é uma consequência comum em pessoas com a doença.


 Abaixo, alguns exercícios que melhoram o quadro clínico da doença:


Flexão e extensão de quadris e joelhos: deitado de barriga para cima, realize uma flexão dos quadris e joelhos e, depois, faça a extensão de cada membro, mantendo os pés apoiados totalmente numa base, assim, é possível trabalhar toda a musculatura do quadríceps e isquiotibiais.

Abdução e adução dos quadris: fazer a abdução e adução de cada membro com os pés apoiados e joelhos flexionados e, em seguida, realizar o mesmo procedimento com os pés estendidos.

Prancha isométrica: deitado de barriga para baixo, apoie a palma da mão e a ponta do pé no solo e a eleve até ficar com corpo reto, trabalhando, assim, toda musculatura do core e o equilíbrio.

Equilíbrio na bola suíça: sentado sobre a bola, realize uma flexão de quadril retirando um pé do apoio, para a progressão, pode-se realizar o movimento de extensão de joelho (movimento do chute).

Atividades aquáticas: a flutuabilidade e viscosidade características do meio líquido reduzem o impacto da gravidade e conferem maior equilíbrio e amplitude de movimento a músculos muito fracos para desempenhar a mesma tarefa em terra. Dessa forma, os exercícios na água conseguem trabalhar essa deficiência.


FONTE:https://www.tnh1.com.br/noticia/nid/esclerose-multipla-praticar-exercicios-ajuda-a-retardar-avanco-da-doenca/


Imunossuprimidos: o que isso quer dizer?

27/08/21 

Indivíduos que têm o sistema imunológico comprometido por alguma doença congênita ou pelo uso de medicamentos também poderão receber a terceira dose da vacina contra covid.


Confirmada na quarta-feira (25) pelo Ministério da Saúde, a terceira dose de vacinas contra a covid-19 serão aplicadas em idosos a partir dos 70 anos e em pessoas imunossuprimidas. 

Fazem parte desse segundo grupo aqueles indivíduos que têm o sistema imunológico comprometido tanto por alguma doença congênita quanto pelo uso de medicamentos. 


— Imunodeprimido ou imunossuprimido são pessoas que têm uma falha no seu sistema imune. 

As defesas não funcionam adequadamente ou não ocorrem como deveriam e, por isso, o paciente está mais desprotegido e vulnerável a infecções — explica Ana Paula Burian, diretora da Regional Espírito Santo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e coordenadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) de Vitória. 


Essa vulnerabilidade pode ser decorrente de doenças congênitas, em que a formação das células de defesa tem algum problema e acarreta deficiência imunológica — seja específica para vírus, para bactéria ou de maneira geral. Ou então, por doenças ou uso de medicamentos. 


— No caso de quem vive com o HIV, é porque o vírus fica destruindo as células de defesa, comprometendo o sistema imunológico dos pacientes. No do câncer, como a quimioterapia é uma medicação muito potente, atrapalha a resposta imune do paciente e a pessoa fica comprometida durante e por um período depois do tratamento — completa Ana Paula. 


Medicamentos usados para tratar doenças autoimunes também prejudicam as defesas do organismo e, portanto, quem as utiliza, pode receber o reforço. 


Em nota técnica, o Ministério da Saúde especificou os critérios de imunossupressão: 


1-Imunodeficiência primária grave. 

2-Quimioterapia para câncer. 

3-Transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) em uso de drogas imunossupressoras. 

4-Pessoas vivendo com HIV/Aids com CD4 <200 céls/mm3. 

5-Uso de corticoides em doses ≥20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por ≥14 dias. 

6-Uso de algumas drogas modificadoras da resposta imune

7-Pacientes em hemodiálise. 

8-Pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas (reumatológicas, autoinflamatórias, doenças intestinais inflamatórias). 


FONTE:https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/08/imunossuprimidos-o-que-isso-quer-dizer-cksuqd2fb006d013be22u4abd.html

Dr. Alessandro Finkelsztejn está convidando você para uma reunião Zoom agendada.

AMIGOS, EVENTO ON LINE DIA 28 DE AGOSTO COM COMEÇO ÀS 09.30HRS, Dr. Alessandro Finkelsztejn.

PROGRAMAÇÃO



AGOSTO LARANJA, CONHEÇA MAIS SOBRE ESCLEROSE MÚLTIPLA...

19 de ago. de 2021

O Agosto Laranja é o  mês da conscientização da ESCLEROSE MÚLTIPLA. 

Uma doença autoimune que atinge cerca de 40 mil brasileiros, afetando funções associadas ao sistema nervoso, como mobilidade, memória ou visão. 

A de não ter cura, é possível controlar a enfermidade. 

Mas entre os primeiros sintomas e o diagnóstico há muitos obstáculos. E um dos mais perversos pode ser preconceito.


FONTE:https://www.youtube.com/watch?v=CGXhS8PWwjs

Seis dicas para a saúde dos olhos...

 16/08/2021

Veja o que é normal nas diferentes fases da vida e confira recomendações de especialistas.

Oftalmologista lembra que, na infância, muitas vezes as crianças enxergam mal e não sabem.


"Nos relacionamos com o mundo exterior pelos cinco sentidos, mas 85% do que recebemos é pela visão. Notamos que as pessoas só percebem a importância dela quando falta."


A frase do oftalmologista Fausto Stangler, do Hospital Banco de Olhos (HBO) de Porto Alegre, dimensiona o papel da saúde ocular nas nossas vidas. 


Para ajudar as pessoas a cuidarem da sua, aqui estão informações sobre o que é normal nas diferentes faixas etárias e uma lista com dicas de especialistas.


Na infância e na adolescência


É comum o aparecimento de vícios de refração, como a miopia e o astigmatismo. Stangler lembra que, na infância, muitas vezes as crianças enxergam mal e não sabem. Por esta razão, deve-se iniciar os cuidados desde cedo. 


— Muitas não se manifestam dizendo "Eu estou enxergando mal", pois elas não sabem como é ver sem problemas. Isso aumenta a importância dos exames de rotina e preventivo em crianças. Com seis meses de idade já é indicado — aponta o médico do HBO. 


Entre o fim da infância e começo da adolescência, pode aparecer o ceratocone. Essa doença é caracterizada por uma alteração progressiva na córnea — a primeira camada do olho —, fazendo com que ela fique com aspecto "bicudo". 


Apesar de não provocar cegueira, a condição prejudica muito a visão, que pode ficar distorcida e sombreada. O ceratocone está bastante relacionado ao ato de coçar os olhos (leia mais logo abaixo).


Na vida adulta 

As alterações, normalmente, começam a partir dos 40 anos e incluem queixas para enxergar de perto e vista cansada. Exames preventivos são fundamentais, afinal, o glaucoma é considerado uma doença silenciosa. 


Na terceira idade 

É mais comum o aparecimento da catarata e, portanto, a visão "embaçada". Também podem ocorrer prejuízos relacionados à DMRI, a degeneração macular relacionada à idade. A detecção precoce do problema pode freá-lo.  


Doutor, eu preciso usar óculos? 

Se você tem dificuldades para ver coisas distantes ou próximas, tem dores de cabeça, ardência nos olhos, apresenta sonolência ao fazer atividades visuais, como a leitura, e se incomoda com ofuscamento de luzes, como faróis, sinaleiras e refletores à noite, a recomendação é procurar um oftalmologista para uma melhor avaliação do quadro, diz Marcos Brunstein, presidente da Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul (Sorigs).


Seis cuidados importantes 

Não coce os olhos: especialmente em crianças, isso pode induzir o aparecimento de ceratocone, que é quando a córnea deforma-se em formato  de cone. Esta condição, quando diagnosticada cedo, pode ser tratada a fim de se evitar a progressão e reabilitar a qualidade visual. 

Adote um estilo de vida saudável: evite o cigarro, o abuso de álcool e aposte em uma dieta com alimentos ricos em luteína e zeaxantina, encontrados, por exemplo, em verdes folhosos (couve e espinafre) e coloridos (cenoura, tomate e pimentões). 

Visite o médico: faça periodicamente uma consulta com o oftalmologista, que é o único profissional habilitado para identificar doenças oculares e tratá-las. A recomendação é visitar o especialista uma vez por ano.  

Higienize a região: as mulheres, principalmente, devem atentar para a limpeza total da maquiagem da área dos olhos. 

Não se automedique: colírios são medicamentos, portanto, só devem ser usados quando prescritos por um oftalmologista. 

Aproveite o ar livre: além de evitar o abuso das telas, é fundamental fazer atividades ao ar livre, em especial quando se tratam de crianças e adolescentes, pois isso acaba reduzindo o risco de desenvolver miopias progressivas e o ceratocone. 

Fontes: Marcos Brunstein, presidente da Sorigs, e Fausto Stangler, oftalmologista do HBO de Porto Alegre

FONTE:https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2021/08/seis-dicas-para-a-saude-dos-olhos-cksek0za4000o0193wusqfre3.html