Infecção urinária: Urologista alerta para outras doenças que podem acometer os idosos durante a pandemia...

27 de maio de 2020

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, 10% dos homens e 20% das mulheres acima dos 65 anos apresentam o problema. Este número dobra em pessoas com mais de 80 anos.

Diante da situação de pandemia de Covid-19, o Ministério da Saúde orienta que a população siga algumas recomendações, entre elas o isolamento social. Apesar das atenções estarem voltadas ao coronavírus é importante estar atendo aos sintomas de outras doenças e infecções que demandam atendimento médico.

A infecção urinária baixa que afeta a bexiga, também chamada de cistite, é a doença bacteriana mais comum em todo o país e não tem restrição de idade, podendo afetar crianças, adultos ou idosos. No caso dos mais velhos, pode levar a algumas complicações mais sérias.

Para o urologista, Dr. Frederico Mascarenhas, com o passar da idade, a imunidade tende a ser mais baixa e, com isso, a proliferação de microrganismos tende a aumentar. “Muitos idosos sofrem transtornos urinários (incontinência, urgência miccional, idas constantes ao banheiro) por isso precisam usar fraldas geriátricas, o que favorece a proliferação bacteriana e fúngica na região genital. Isso pode aumentar a umidade local”, afirma.

Os sintomas mais comuns são: necessidade de urinar com frequência, ardor ao urinar, dores na bexiga e, em casos mais graves, febre e sangue ao urinar. Porém alguns idosos não apresentam os sintomas mais comuns da infecção e a família ou o cuidador precisam estar atentos. “Eles podem não apresentar esses sintomas e acabam ficando mais sonolentos ou mais agitados. Isso é indício de infecção”, alerta o urologista.

Em caso de suspeita, durante a pandemia, a recomendação é primeiro entrar em contato com o médico. Caso não exista essa possibilidade, é importante se direcionar a uma unidade de atendimento, adotando todos os cuidados recomendados como: uso de máscara, manter o distanciamento social de 2 metros (na sala de espera e dentro do consultório médico) e levar apenas um acompanhante (e se necessário).

O especialista também ressalta a importância de ingerir água diariamente e não deixar de ir ao banheiro quando sentir vontade de urinar. “A ingestão de água faz você ir mais vezes ao banheiro e assim você vai evitar que a bactéria permaneça mais tempo dentro do organismo”, orienta.

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Nanobiossensor
Pesquisadores da UFSCar de Sorocaba (SP) desenvolveram uma técnica para diagnosticar precocemente uma doença do sistema nervoso central, a esclerose múltipla, e distingui-la de outra assemelhada, a neuromielite óptica.
Em pessoas acometidas por essas enfermidades, o sistema imunológico produz anticorpos que atacam e danificam parte da camada da bainha de mielina, a capa protetora que envolve os neurônios e auxilia na transmissão dos impulsos nervosos. Com o tempo, surgem lesões permanentes em regiões do cérebro.
Para detectar herbicidas, metais pesados e outros poluentes, que também afetam o sistema nervoso, a equipe já havia desenvolvido um nanobiossensor - um sensor com dimensões nanoscópicas feito com materiais biológicos.
O que se confirmou agora é que o mesmo sensor permite observar a interação entre os anticorpos presentes nas amostras de pacientes depositadas em um microscópio eletrônico e os peptídeos que compõem a bainha de mielina.
"Com o microscópio de força atômica é possível detectar a presença de anticorpos específicos para cada uma dessas duas doenças no líquor e no soro sanguíneo. Se os anticorpos forem atraídos pelos peptídeos que depositamos no sensor durante o teste, é sinal de que o paciente tem a doença. O equipamento é muito sensível e capaz de identificar uma quantidade pequena desses anticorpos, ou seja, é capaz de diagnosticar ainda nas fases iniciais da doença," contou o pesquisador Fábio de Lima Leite.
Esclerose Múltipla e Neuromielite
A esclerose múltipla é diagnosticada clinicamente a partir de sintomas relatados pelo paciente e por exames de ressonância magnética, que identificam lesões em determinadas áreas do cérebro. Os dois equipamentos têm custo muito elevado, enquanto o nanobiossensor poderá ser muito barato.
"Foi necessário purificar o líquor e o soro para deixar só os anticorpos na amostra. Assim, foi possível detectar anticorpos específicos para a esclerose múltipla, como o anti-MBP85-99 [antiproteína básica de mielina]. Se esses anticorpos estão circulando nos pacientes, é provável que eles tenham esclerose múltipla. Nosso próximo objetivo no estudo é conseguir fazer um sensor que não precisa de amostras purificadas," disse Fábio.
A equipe também conseguiu identificar a neuromielite óptica em pacientes e distingui-los de pacientes acometidos pela esclerose múltipla. "Já existe um biomarcador específico para a doença. Portanto, foi possível detectar o anticorpo da aquaporina-4 em amostras de pacientes, utilizando o mesmo método usado para detectar a esclerose múltipla," contou a pesquisadora Ariana de Souza Moraes.
Atualmente, a neuromielite óptica pode ser identificada por uma metodologia conhecida como ELISA (ensaio de imunoabsorção enzimática, na sigla em inglês), de baixo custo e amplo alcance para a população. "Porém, essa plataforma não é tão sensível quanto o nanoimunossensor e não detecta a doença em estágios iniciais," disse Ariana.
Sensor detecta esclerose múltipla nos estágios iniciais da doença


Comunicamos o falecimento do Professor Emérito, Dr. Charles Peter Tilbery, Neurologista.(23/05/2020)

Graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1969), mestrado em Medicina (Neurologia) pela Universidade Federal de São Paulo (1983) e doutorado em Medicina (Neurologia) pela Universidade Federal de São Paulo (1985). Era professor Titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Tinha experiência na área de Medicina, com ênfase em Neurologia, atuando principalmente nos seguintes temas: esclerose múltipla, multiple sclerosis, tratamento, fadiga e qualidade de vida



Dia Nacional da Doença de Fabry...

27/4/2020

Pacientes podem levar até 15 anos para receber o diagnóstico...
Sintomas são diversos e afetam principalmente rins, coração e cérebro, se associando a diferentes especialidades médicas...
Em função da carga hereditária, é importante que os membros da família do paciente também façam testes”

O dia 28 de abril é lembrado como Dia Nacional da Doença de Fabry – uma desordem genética rara, hereditária, progressiva e que pode significar uma longa jornada para o paciente que está em busca de respostas difíceis de serem encontradas. Estudos mostram que desde o início dos sintomas até o diagnóstico da doença podem se passar até 15 anos1. 

Os sintomas de Fabry em sua maioria podem ser confundidos com os de outras patologias, sendo essa uma das razões para a dificuldade e retardo do diagnóstico, impactando diretamente no início do tratamento adequado e na evolução do paciente.

Um dos sintomas mais característicos de Fabry é a queimação nos pés e mãos, além de pouca ou nenhuma transpiração, resultando em intolerância ao calor e ao esforço físico2. Como os sintomas são diversos, os pacientes podem associá-los a diferentes especialidades médicas. Por exemplo, ao notar as manchas na pele, o indivíduo pode buscar um dermatologista2. Já ao enfrentar problemas digestivos, como náusea, vômito, dor abdominal ou diarreia, é possível pensar-se em procurar um gastroenterologista2.

A doença atinge homens, que manifestam os primeiros sintomas em média aos 9 anos e apresentam prevalência de 1 para cada 40.000 indivíduos; e mulheres, com as manifestações iniciais aos 13 anos e registro de 1 para cada 30.0002-4. Estudos demonstram, ainda, que a doença de Fabry reduz a expectativa de vida do paciente homem em até 17 vezes e das mulheres em até 15 vezes, quando comparado a população em geral5,6.

Regina Próspero, Vice-Presidente do Instituto Vidas Raras, ressalta a importância de disseminação de informações sobre a doença para a melhora na qualidade de vida dos pacientes. “A falta de conhecimento sobre Fabry ainda é elevada. Com isso, famílias inteiras podem sofrer por não saber que carregam uma enfermidade que possivelmente já levou à óbito muitos entes queridos. Conhecimento traz empoderamento, passo principal para combater um mal raro”, explica.

Os pacientes com doença de Fabry herdam uma mutação no gene responsável pela produção da enzima alfa-galactosidase A (α-Gal A) que os torna incapaz de produzir quantidade suficiente dela2. Esta enzima é responsável pela quebra da substância gordurosa globotriaosilceramida (GL-3) para que ela seja eliminada do corpo2. A deficiência enzimática leva, portanto, ao acúmulo dessa substância em diversos órgãos e sistemas, como paredes dos vasos sanguíneos, afetando peles, nervos, olhos, sistema digestivo e principalmente rins, coração e cérebro7.

A insuficiência renal crônica é uma das maiores e mais sérias complicações da doença de Fabry. As lesões renais frequentemente se desenvolvem de forma silenciosa ao longo dos anos, se manifestando de maneira grave entre os 30 e 50 anos do paciente, quando este já pode apresentar necessidade de diálise ou transplante renal7.

Para cada caso diagnosticado, existem em média 5 membros da mesma família que também terão a doença de Fabry1. A confirmação do diagnóstico pode ser realizada com um exame de sangue simples ou teste genético e da atividade da enzima1. “Em função da carga hereditária, é importante que os membros da família do paciente também façam testes”, destaca Daniela Carlini, diretora médica de doenças raras da Sanofi Genzyme. “Assim é possível identificar a mutação genética responsável pela doença em outras pessoas da mesma família. Dessa maneira, o paciente poderá iniciar o tratamento apropriado o mais precocemente possível, retardando a evolução da patologia e controlando os sintomas”.

O tratamento para a doença de Fabry é a reposição da enzima faltante no organismo do paciente. Tal reposição, administrada regularmente por via intravenosa, ajuda na melhora dos sintomas, na estabilização da doença e no retardo de sua progressão8. Assim como todo o manejo clínico, a Terapia de Reposição Enzimática (TRE) deve ser seguida regularmente durante toda a vida.

COVID-19 e ESCLEROSE MÚLTIPLA: especialistas partilham experiências em conferência virtual

23/04/2020 

Numa conversa virtual, promovida pela Sanofi Genzyme, quatro especialistas darão a conhecer de que forma os seus centros hospitalares se adaptaram à nova realidade da COVID-19, particularmente no que toca a gestão dos doentes com esclerose múltipla. A e-Conference tem lugar marcado nos dias 28 e 29 de abril e 4 de maio, tendo como objetivo compreender o impacto da atual situação pandémica. 

Assista através de: 

Alguns dos temas em discussão prendem-se com as recomendações internacionais do uso de TMDs na esclerose múltipla e as perspetivas dos neurologistas sobre o regresso à "normalidade".

A conferência atuará também como um espaço de partilha de experiências dos centros hospitalares de cada orador em plena pandemia, nomeadamente os Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o Centro Hospitalar Lisboa Central, o Centro Hospitalar São João e ainda o Centro Hospitalar e Universitário do Porto.

Garanta a sua inscrição e assista ao webinar, nos dias 28 e/ou 29 de abril e/ou 4 de maio, através de: https://www.newsfarma.pt/noticias/9147-covid-19-e-esclerose-m%C3%BAltipla-especialistas-partilham-experi%C3%AAncias-em-confer%C3%AAncia-virtual.html

CARO NEUROLOGISTA...INCREVA-SE...

Santa Casa de Porto Alegre lança serviço de consultas médicas pela internet...

21/04/2020

Primeira etapa será totalmente dedicada aos pacientes do SUS...

Plataforma pode ser acessada pelo site da Santa Casa...


A Santa Casa de Porto Alegre está lançando um serviço de consultas médicas pela internet. O Conexão Santa Casa — Telemedicina para Você terá, inicialmente, atendimentos nas especialidades de cardiologia, pneumologia, gastroenterologia, infectologia e oncologia, além de fonoaudiologia e teleorientação sobre questões ligadas à covid-19 por uma plataforma online que inclui vídeo e áudio. Quando necessário, o paciente recebe a receita por e-mail.


A primeira etapa do novo serviço se dá exclusivamente para atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo que a Santa Casa está fazendo a busca ativa dos pacientes: uma equipe do complexo liga para as pessoas que tinham consultas presenciais em março e abril de 2020 e não compareceram, possivelmente por receio de contaminação por coronavírus. A elas, é ofertada a teleconsulta, feito o agendamento e dada a orientação sobre acesso a plataforma de telemedicina. O objetivo é dar agilidade e segurança para pacientes e profissionais da saúde.

— Fizemos um grande esforço para dar agilidade ao lançamento, pois o cenário da pandemia de coronavírus exigiu isto. Vamos contatar todos os pacientes SUS que faltaram a consultas agendadas em março e trazê-los para o novo serviço — diz Diego Ramires, um dos responsáveis pelo projeto e coordenador do Centro de Inovação da Santa Casa.

Segundo informações da Santa Casa, trata-se de uma iniciativa inédita no sul do Brasil para uma instituição hospitalar de grande porte. A instituição explica que a legislação não permitia a teleconsulta: a autorização ocorreu devido à pandemia, possibilitando a continuidade do cuidado ao paciente e a manutenção do tratamento.

Para o diretor médico e de ensino e pesquisa da Santa Casa, Antonio Kalil, esse é um projeto complexo e que demanda investimentos importantes — aproximadamente R$ 100 mil no primeiro ano, em licenças para uso da plataforma de telemedicina e assinatura digital. 

— O objetivo primordial é evitar o agravamento de doenças crônicas e prestar assistência qualificada e segura por meio de uma ferramenta inovadora para os usuários do SUS — acrescenta Kalil.

Nas próximas duas semanas, a Santa Casa pretende lançar outras especialidades médicas, como reabilitação (fisioterapia), integração com atendimento domiciliar da enfermagem, consultorias em especialidades médicas de alta complexidade e interconsultas (especialista com médico generalista). O serviço também deve ofertar, em breve, consultas particulares com pagamento online.

Para usar o serviço de telemedicina, neste link https://telemedicina.santacasa.org.br/ , o paciente precisa ter acesso a um smartphone ou a um computador com câmera, além de internet. O objetivo é seguir com o serviço mesmo após a pandemia de coronavírus.

Consumo de bebidas alcoólicas aumenta fragilidade durante o isolamento...

22/04/2020 

Em artigo publicado no site da OMS, álcool e tabaco são considerados estratégias inúteis para enfrentar o período...

Ficar em casa, sem ter contatos com familiares e amigos, sem ir ao trabalho ou a shows e eventos e sem saber quando tudo isso vai passar gera ansiedade, solidão, falta de perspectiva e medo. Estes são sentimentos tidos como gatilhos para o aumento do consumo de bebidas alcoólicas, segundo alertam especialistas.

Não só a quantidade mas também a frequência do consumo devem ser observadas, para evitar exageros que possam fragilizar o sistema imunológico — um dos principais riscos à saúde em meio à pandemia do coronavírus. 

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que os governos limitem a venda de bebidas durante a quarentena. Em artigo publicado no site da entidade, o álcool, o tabaco e outras drogas são chamados de estratégias inúteis para o enfrentamento do isolamento.

— O álcool tem um efeito temporário e depois o estresse aumenta e é preciso beber novamente — afirma Ricardo Abrantes do Amaral, médico psiquiatra e professor colaborador do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Amaral, que é coordenador do programa de prevenção de álcool, tabaco e outras drogas do Hospital das Clínicas, além de médico do Hospital Sírio Libanês, aponta ainda que o alcoolismo prejudica diretamente a qualidade do sono, o que pode levar a quadros mais graves, em caso de infecção pelo coronavírus. A médio prazo, o organismo sente outros efeitos, sobretudo o fígado. 

— O álcool desidrata o corpo porque o organismo precisa de grande quantidade de água para metabolizá-lo, além de sobrecarregar o fígado, tudo de que não precisamos nesse momento — explica Marcella Garcez, nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

De acordo com a médica, a desidratação favorece a queda da pressão arterial, ameaçando vários órgãos. Por isso, segundo a OMS, não há uma quantidade de álcool que possa ser considerada sem risco.

Consumo de baixo risco...

Como o consumo de bebidas faz parte do hábito de muitas pessoas, associado a momentos de confraternização e relaxamento, especialistas indicam o que consideram um consumo de baixo risco. Para as mulheres e pessoas com mais de 65 anos não é recomendado consumir mais do que três doses em um único dia e não ultrapassar sete doses na semana.

Uma dose é o equivalente, por exemplo, a uma lata de cerveja, ou uma taça de vinho de 150ml, ou uma dose de destilado de 45ml, como vodca, cachaça e tequila. Para homens, o limite é de até quatro doses por dia, e eles não devem ultrapassar 14 doses na semana.

— Então, se uma pessoa beber todos os dias, certamente ela vai ultrapassar esses limites — resume Erica Siu, biomédica e especialista em dependência química, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).

Segundo a médica, ainda não há estudos com dados estatísticos que atestem o aumento do consumo de bebidas alcoólicas neste período de quarentena. Mas ela tem acompanhado alguns grupos e observa uma mudança de comportamento.

— Neste período de quarentena, as mulheres têm tido rotinas mais exaustivas. Além do expediente de home office, algumas têm filhos, às vezes bebês, que precisam de mais atenção, e ainda cuidam da casa. No fim do dia, para relaxar, elas tomam uma taça de vinho ou uma cerveja como se fosse uma recompensa — diz. Nestes casos, a orientação é observar se o consumo tem sido maior do que o hábito normal que o indivíduo tinha antes da quarentena.

Outros grupos requerem uma atenção especial. São aqueles do qual fazem parte pessoas que estavam em tratamento por causa do consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Neste momento, a sobrecarga emocional gerada pela pandemia pode provocar recaídas.

Reuniões online do AA
Para evitar que o isolamento social possa também afastar as pessoas dos centros de apoio, a Irmandade dos Alcoólicos Anônimos (AA) tem organizado reuniões online, informa Camila Ribeiro de Sene, presidente do AA.

— Nós já tínhamos uma prática muito simples, pequena, de reuniões a distância. Elas aconteciam há algum tempo, mas não tinham muita adesão em função das reuniões terem uma característica particular, do acolhimento, das boas-vindas, do convívio, além do sentimento de pertencimento a um grupo — explica.

A procura por reuniões virtuais, no entanto, mudou desde que a quarentena foi decretada.

— A gente tem observado até a adesão de novas pessoas participando dos grupos. Uma das pessoas que foram falar em uma dessas reuniões foi um senhor de 78 anos que está conseguindo se inserir nesse mundo tecnológico — diz Sene.

A presidente do AA alerta que o isolamento social, o medo e as incertezas são fatores que fragilizam as pessoas, principalmente aquelas com transtornos mentais. Nem sempre, no entanto, é fácil reconhecer que se está diante de uma situação em que se requer ajuda, ela diz. 

— Por isso nós temos um questionário, com 12 perguntas sobre o dia a dia. Se uma pessoa responder "sim" para no mínimo quatro, ela tem uma sugestão de que possa estar com um problema — afirma.

Familiares e amigos também podem ajudar neste momento, sobretudo buscando orientações para quem esteja com problemas com o álcool. No site do AA, há informações sobre como participar das reuniões online e também o questionário citado pela presidente da irmandade. Cabe aos familiares, sobretudo aos pais, observar se jovens e crianças não estão fazendo uso de bebidas alcoólicas ou sendo expostas a conteúdos que possam induzir ao consumo.

Reforço nas regulações de publicidade
Além de recomendar que os governos limitem as vendas neste período, a OMS pede que as regulações já existentes, como idade mínima e proibição da publicidade, sejam reforçadas. Na última semana, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), abriu uma representação contra o cantor Gusttavo Lima e a Ambev por possíveis irregularidades em relação ao consumo de bebidas alcoólicas nas lives do artista nas últimas semanas.

O órgão diz que, apesar do formato inovador dos shows online, deve-se ter o cuidado para que o consumo de bebidas não seja difundido para o público de crianças e adolescentes como algo normal.

Quando uma população mais jovem vê um artista beber excessivamente, pode ser que acredite que isso é normal, é esperado. Isso passa a ser nocivo para esse jovem, que ainda não sabe reconhecer seus limites e vê o artista como um exemplo. O alerta que a gente gostaria de deixar é que as pessoas monitorem o quanto elas estão consumindo — alerta a coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, Erica Siu.


Droga citada por Pontes contra a covid-19 é testada em quatro países...

20/04/2020 

Anunciados pelo ministro da Ciência, Marcos Pontes, na última quarta (15), os testes com humanos de uma droga de baixo custo contra a covid-19 que teve resultados promissores em células já estão em andamento em pelo menos três países, em um deles, em fase avançada.

A nitazoxanida foi mapeada por meio de inteligência artificial e de biologia computacional em meio a 2 mil fármacos pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e testada em células isoladas no Instituto de Biologia da Unicamp, um dos poucos da região com nível de segurança necessário para manipular vírus.

Segundo o ministro da Ciência, 500 pacientes em sete hospitais do Brasil participarão dos experimentos com a droga.

Testes com humanos da nitazoxanida para covid-19 já foram registrados neste mês no Egito, no México e nos Estados Unidos na base internacional Clinical Trials, que reúne informações sobre experimentos de medicamentos com pacientes no mundo todo. 

Até sábado (18), havia registro de dois testes diferentes de nitazoxanida para covid-19 com humanos no Egito. Os demais países informaram uma pesquisa cada.

No México e no Egito, os testes têm sido feitos de maneira combinada com outras drogas, como a própria cloroquina e a hidroxicloroquina. O México está na última etapa desses experimentos (a "fase 4", na qual os ensaios coletam informações adicionais sobre a segurança, eficácia ou uso ideal de um medicamento).

Já nos EUA, as pesquisas devem começar no dia 30. Lá, como no Brasil, a nitazoxanida será pesquisada com placebo - ou seja, um grupo de pacientes recebe a droga e, outro, uma pílula sem a medicação.

Testar drogas disponíveis no mercado para novas doenças é prática comum. Para se ter ideia, há, na Clinical Trials, registro de cerca de 600 estudos e mais de 150 drogas comerciais pesquisadas em humanos para a covid-19.

Esse é o caso da cloroquina. Usada para doenças como a malária, a droga é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro apesar de poucas evidências científicas, até agora, de que funcione para o coronavírus.

Mesmo no caso de fármacos que já estão no mercado, os testes para novas doenças começam em células isoladas para, depois, avançar para humanos. No caso da nitazoxanida os resultados iniciais da pesquisa mostraram uma redução de 93,4% da carga viral em células infectadas.

Por causa da alta porcentagem, o ministro disse ter boas perspectivas de resultados positivos dessa pesquisa. É o tipo de afirmação evitada pela comunidade acadêmica, pois só 7% dos testes que funcionam em células isoladas, como é o caso dessa pesquisa, têm bons resultados em pessoas. Na prática, a quantidade de droga necessária para matar um vírus em um humano pode ser bem mais tóxica do que em testes em laboratório.

No Brasil, as pesquisas de fármacos com humanos precisam de autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão do Ministério da Saúde. Até sábado (18) constavam na Conep pelo menos três deliberações de testes da nitazoxanida para Covid-19 com pacientes desde terça (14). São duas no Rio (UFRJ e Hospital Naval Marcílio Dias) e uma no Hospital Vera Cruz, em Campinas.

Essa última pesquisa também já entrou na base internacional Clinical Trials. Tem colaboração do laboratório Farmoquímica, que fabrica a nitazoxanida (nome comercial Annita). A empresa afirmou, em nota no seu site, que estudos clínicos com pacientes de covid-19 "não têm nenhuma relação com iniciativas de órgãos públicos ou privados". A conclusão dessa pesquisa com 50 pacientes de covid-19 está prevista para 30 de junho.

A entrevista coletiva de Marcos Pontes foi feita na semana seguinte a uma visita oficial dele ao CNPEM. Consta, na agenda do ministro, uma reunião no centro nacional em 6 de abril com início às 9h30. No mesmo dia, de volta a Brasília, Pontes se encontrou com Bolsonaro no Palácio do Planalto.

No anúncio de Pontes, o nome nitazoxanida não foi divulgado sob a justificativa de evitar corrida às farmácias, como ocorreu com a cloroquina. Poucas horas após a declaração do ministro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma norma proibindo a venda desse medicamento sem receita médica especial.

Em tempos de coronavírus, dicas de exercícios para praticar em casa com uso de cabo de vassoura e cadeira ...

18/03/2020
Do alongamento ao relaxamento, veja algumas formas de manter a rotina de atividades físicas...

O exercício física auxilia no controle da ansiedade...
O momento é de isolamento necessário. Para não cair no ciclo vicioso de comer em excesso, ter preguiça de tudo e ficar cada vez mais desanimada, é muito importante manter uma rotina de exercícios.

Comece com  movimentos leves de aquecimento:

1) Espreguiçar-se em pé, eleve os braços acima da cabeça durante a inspiração, entrelace os dedos das mãos, olhe para cima, relaxe os ombros e alongue-se o máximo que conseguir, subindo na ponta dos pés. Ao exalar, dobre o tronco sobre as pernas e leve os braços para o chão, dobrando suavemente os joelhos e relaxando a cabeça para baixo. Repita esses movimentos pelo menos cinco vezes.

2) Rotações de tronco: em pé, rode o tronco de um lado para o outro, deixando os braços soltos e livres acompanhando o movimento de rotação. Acompanhe com as pernas: quando você virar pelo lado esquerdo, gire a perna direita para dentro, apontando os dedos do pé e o joelho direito para a perna esquerda. Repita o movimento pelo menos cinco vezes.


Para aumentar a frequência cardíaca:


1) Corrida no lugar: esse exercício trabalha a capacidade respiratória, associada à resistência muscular dos flexores de quadril e panturrilhas.

Execução: simular o movimento da corrida no lugar, elevando os joelhos o mais alto que conseguir, trabalhando nos braços o movimento alternado com as pernas.

Cuidados: a aterrissagem deve ser feita na parte anterior do pé para amortecimento da queda, associada com uma leve flexão do joelho. 

2) Apoio: esse exercício foca em membros superiores (braços, ombros e peito), mas também estimula a contração contínua do abdômen.

Execução: apoie as mãos no chão, um pouco mais afastadas do que a distância dos ombros. Com ou sem os joelhos apoiados no chão,  flexione os cotovelos, apontando-os para fora, mantendo o abdômen contraído e o tronco todo bem firme como uma tábua, até levar o peito no chão. Inspire e retorne.

3) Agachamento: esse exercício é o mais completo para trabalhar membros inferiores. Mexe desde os glúteos até a panturrilha, além de contribuir para o fortalecimento das costas e do abdômen de forma secundária.

Execução e cuidados: pés paralelos, com as pontas levemente viradas para fora, não deixe o joelho passar demais para frente das pontas dos pés. O movimento é feito lançando o quadril para trás, como se fosse sentar numa cadeira – que, inclusive, você pode colocar atrás para guiar melhor o movimento. Não leve os joelhos para frente, cuide para que não ficarem abrindo e/ou fechando durante a execução da subida e descida. Perceba, também, que o movimento de descida deve ser feito dobrando os joelhos e os quadris, e não descendo o tronco para frente.


4) Prancha: esse exercício trabalha uma região muito importante do corpo. O core é responsável pela estabilidade da coluna e da postura, além de fortalecer bastante os braços. Trabalha força e resistência.

Execução: apoie os cotovelos ou as mãos no chão – a abertura dos braços não deve ultrapassar a largura dos ombros. As pontas dos pés também ficam apoiadas no chão, e a abertura das pernas pode variar desde bem fechadas (maior dificuldade) até mais afastadas do que a distância dos quadris (menor dificuldade). Todo o corpo fica firme como uma tábua, paralelo ao chão. Esse exercício é feito de forma isométrica. Ou seja, ficamos paradinhas na posição, respirando de forma suave. 

Cuidados: devemos cuidar para não prender a respiração durante a execução do exercício. E o nível do quadril não deve ser mais baixo do que os ombros, nem podemos "arrebitar" o bumbum, senão colocamos muita sobrecarga na lombar e podemos nos machucar.



5) Sobe e desce da cadeira: trabalha com mais foco em uma perna por vez, intensificando o estímulo.

Execução e cuidados: apoie o pé no assento, inspire e suba na cadeira. Solte o ar para descer, controlando o movimento, e usando apenas uma perna de cada vez. Não deixe o joelho passar demais da ponta do pé, para não machucar o joelho. Cuide também para o joelho não ficar balançando para os lados, pois isso aumentará a ativação dos músculos da coxa. Aliás, o corpo todo deve estar ativado, abdômen e braços firmes. 


6) Polichinelos: trabalha os músculos laterais e internos da coxa, além de melhorar o condicionamento respiratório, por envolver saltos e movimentos dos braços junto, fortalecendo essa parte do corpo também.

Execução e cuidados: com um salto, inspire e afaste as pernas para além da distância dos quadris, enquanto une as mãos acima da cabeça, com os cotovelos estendidos. Depois, com um salto novamente, expire e feche as pernas e traga as mãos para o lado das coxas, com os braços estendidos. Repita esse movimento sem parar, da forma mais rápida e ágil que conseguir.

Exercícios com auxílio de um cabo de vassoura:

1) Saudação: a mão direita pega o cabo da vassoura e apoia atrás da cabeça. A mão esquerda segura o cabo mais embaixo e apoia na região sacral (logo abaixo da lombar). O cabo da vassoura fica alinhado com a coluna vertebral. Afaste os pés da distância dos quadris, flexione levemente os joelhos, "sugue o umbigo para dentro" ativando o core, abra o peito e inspire. Ao soltar o ar, dobre o tronco para frente, olhando na diagonal para baixo, sem desgrudar o cabo da vassoura das costas. Inspire para voltar à posição vertical. Esse exercício é para ser feito lentamente, com bastante consciência do movimento. Pode repetir pelo menos 10 vezes.


2) Remadas: afaste as pernas na distância dos quadris, flexione os joelhos. Ative o abdômen e incline um pouco o tronco à frente, as costas devem permanecer retinhas, com as escápulas (ossinhos que temos nas costas, perto dos ombros) unidas e peito aberto. Segure o cabo da vassoura, na horizontal, com as duas mãos. Inspire e puxe o cabo da vassoura para o seu umbigo, flexionando os cotovelos bem para trás. Solte o ar e empurre o cabo da vassoura para o chão. Inspire e suba os braços estendidos até os braços ficarem ao lado das orelhas, solte o ar e volte o cabo da vassoura à posição inicial. Repita a sequência inspirando e puxando novamente o cabo da vassoura para o umbigo. É essencial que você não fique subindo e descendo o tronco. Ative bem as costas e o abdômen para que o tronco fique estável e apenas os braços executem o movimento. Cuidado para não curvar as costas.

3) Afundo opção 1: coloque uma perna na frente e outra atrás, afastando cerca de um metro uma da outra (ou a distância que ficar confortável, só cuide para não exagerar nem para mais, nem para menos). A distância legal é aquela em que você flexiona os joelhos e eles formam ângulos quase de 90 graus. Pegue o cabo da vassoura com a mão contrária da perna que está na frente e apoie o cabo no chão, perto do pé da frente. A mão do mesmo lado da perna da frente vai para a cintura. Com as duas pernas alongadas, inspire, abra o peito e, ao soltar o ar, flexione os dois joelhos. O da perna da frente deve ficar acima do calcanhar da frente, e o de trás deve descer em direção ao chão. Inspire para voltar à posição inicial. Faça todas as repetições de um lado, e depois repita o mesmo número de repetições com a outra perna.

4) Afundo opção 2, com torção: coloque uma perna na frente e outra atrás, afastando cerca de um metro uma da outra (ou a distância que ficar confortável. Só cuide para não exagerar nem para mais, nem para menos). A distância legal é aquela em que você flexiona os joelhos e eles formam ângulos quase de 90 graus. Pegue o cabo da vassoura na horizontal, com as duas mãos nas extremidades do cabo, ou na máxima abertura que você conseguir. Inspire com as pernas alongadas e, ao expirar, vá flexionando os joelhos, o da frente vai para cima do calcanhar do pé da frente. O de trás vai em direção ao chão. Enquanto dobra os joelhos, rotacione o tronco para o lado da perna que está na frente e leve o cabo da vassoura para a lateral do seu corpo. Inspire para voltar. Faça todas as repetições de um lado, e depois repita o mesmo número de repetições com a outra perna.

Para desacelerar e voltar a calma
1) Pinça: sente no chão, com as pernas estendidas e unidas e dobre o tronco sobre as pernas. Relaxe bem os braços, os ombros e a cabeça.

2) Rotação: deite de barriga pra cima, inspire e abrace as pernas dobradas. Ao soltar o ar, deixe as pernas descerem, unidas, para um dos lados, enquanto vira a cabeça para o lado contrário. Os braços ficam abertos, com as palmas das mãos para cima. Fique algumas respirações, relaxe bem. Inspire para voltar ao centro e, ao soltar o ar, desças as pernas para o outro lado.

3) Relaxamento final: deite no chão de barriga para cima, pernas alongadas, afastadas numa distância confortável e pés relaxados para os lados. Pode colocar um travesseiro ou cobertor dobrado embaixo dos joelhos para ficar ainda mais relaxante. Braços ao longo do corpo, palmas das mãos para cima. Aproxime as escápulas atrás nas costas para relaxar bem os ombros para o chão. Feche os olhos, respire bem fundo pelo nariz e expire pela boca, soltando todo o ar, toda a tensão e todo o peso do seu corpo. Pode fazer essa respiração três vezes. Permaneça algumas respirações nessa postura, consciente, mas totalmente relaxada. Deixando ir todo o estresse, o cansaço e toda a inquietação. Esse momento é para relaxar mente e corpo, revigorar e reenergizar.

Sentiu alguma dor ou desconforto em algum exercício? Então pare! Não ultrapasse os seus limites! Essas dicas são apenas para você manter o seu corpo ativo durante esse período de quarentena, para preservar a saúde do corpo e da mente!
Raquel Lupion é formada em Nutrição e Educação Física, tem especialização em Nutrição Clínica e Mestrado em Ciências do Movimento Humano. Sua motivação é promover um estilo de vida saudável, fugindo de radicalismos e tentando encontrar o caminho do meio entre o que é necessário e o que é prazeroso. Na vida profissional, divide seu tempo entre atender em consultório, dar aulas de ioga, palestrar e ministrar cursos. Escreve semanalmente em revistadonna.com.   

INFORMAÇÃO AOS PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA



Fonte: ENVIADO PELO NEUROLOGISTA DO HCPA Dr.  Alessandro Finkelsztejn

CASOS DE CORONAVÍRUS NO MUNDO...ATUALIZANDO SEMPRE...

ENQUANTO ISSO...INFORMAÇÃO EM TEMPO REAL...👀

VOLTA E MEIA CLIQUEM NO VÍDEO PARA ATUALIZAR INFORMAÇÕES OK?

TOTAL CASES=TOTAL DE CASOS

TOTAL DEATHS=ÓBITOS

TOTAL RECOVERED=RECUPERADOS

TERRITORES=PAÍSES

FICAR EM CASA É FICAR EM CASA SEMPRE QUE POSSÍVEL AMIGOS(AS)...PREVENÇÃO...



                               FONTEhttps://www.youtube.com/watch?v=qgylp3Td1Bw

Coronavírus...como agir se pessoas com deficiências severas forem infectadas

16 de março de 2020

Geneticista do Instituto Jô Clemente explica o que deve ser feito quando pessoas com sequelas graves, principalmente com restrições respiratórias, contraírem o vírus. Especialista comenta a situação das pessoas com deficiências intelectuais que não conseguem explicar o que estão sentindo e a importância de observar as mudanças de comportamento. Doença já chegou a 120 países, em todos os continentes, com mais de 142 mil infectados e 5 mil mortes. Brasil tem 200 casos confirmados em 15 Estados.

Descrição da imagem #pracegover: No ambulatório do Instituto Jô Clemente, em São Paulo, uma mulher de costas para a câmera veste um jaleco branco. Ela olha para a tela de um computador onde está projetada a imagem de um exame cerebral. Crédito: Divulgação / Instituto Jô Clemente.

Quem cuida de pessoas com deficiências severas, físicas ou intelectuais, precisa ficar alerta e fortalecer as medidas de prevenção ao coronavírus (acompanhe informações em tempo real). Como não há informações abrangentes sobre o vírus, pessoas com condições genéticas ou neurológicas que tomam remédios específicos, têm restrições respiratórias ou dificuldades profundas de comunicação, precisam ser monitoradas com atenção redobrada.

Essa recomendação é voltada principalmente para quem tem sequelas graves provocadas por paralisia cerebral, síndrome de Down, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Atrofia Muscular Espinhal (AME), Esclerose Múltipla (EM), distrofias musculares e outras semelhantes.

“Precisamos lembrar que existem vários tipos de deficiências. Nas deficiências intelectuais leves e moderadas, nossa maior preocupação é com pessoas que não mantêm cuidado diário consigo mesmas, que podem não captar as recomendações sobre higiene e limpeza, além das dificuldades em externar o que estão sentido”, afirma Caio Bruzaca, geneticista do ambulatório de diagnósticos do Instituto Jô Clemente (IJC).

“Quem está ao redor, quem cuida dessas pessoas com deficiência é que precisa perceber o que está acontecendo”, diz o especialista.

“A falta de ar é um dos principais sintomas do coronavírus. Para pessoas com deficiência intelectual grave ou profunda, para quem usa ventilador mecânico para respirar, foi traqueostomizada (orifício artificial criado cirurgicamente no pescoço ou na traqueia), os cuidados devem ser os mesmos prestados aos idosos”, explica o geneticista.

“Além disso, muitas pessoas com deficiência usam remédios específicos ou uma combinação de medicamentos, corticoides, redutores de imunidade, e isso pode agravar o quadro de quem foi infectado pelo coronavírus”, comenta.

Nesta segunda-feira, 16, autoridades internacionais de saúde fizeram um alerta sobre os reflexos do uso de anti-inflamatórios, como ibuprofeno e cortisona, em pessoas infectadas pelo coronavírus. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), destacou que o ibuprofeno deve ser evitado porque esse composto facilita a entrada do vírus nas células.

Correr para o hospital – De acordo com o especialista do IJC, se há suspeita de infecção pelo coronavírus em pessoas com deficiência severas, a melhor providência é procurar atendimento médico imediato. “Nesses casos, tem que correr para o hospital porque cada segundo é importante”, completa Caio Bruzaca.

Conteúdo liberado: confira série de reportagens sobre prevenção do coronavírus

A confirmação da presença do novo coronavírus em todos os continentes está causando preocupação sobre a capacidade de reação global à doença. O vírus que surgiu na China no fim do ano passado já chegou a mais de 120 países, registra mais de 142 mil infectados e 5 mil mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde, que declarou a situação como pandemia.

O Brasil tem 200 casos confirmados que estão distribuídos por 14 Estados e o Distrito Federal, a maioria em São Paulo. Segundo o Ministério da Saúde, o País tem 1.915 casos suspeitos e 1.470 análises foram descartadas.

Nesta quinta-feira, 12, a pasta informou que vai dobrar o número de leitos para atender a demanda por conta da doença. O anúncio foi feito após o Estado revelar que o ministério criou apenas 10% de novos leitos no plano de combate ao novo coronavírus.

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