CONSUMO DE PEIXES RICOS EM ÔMEGA-3 AJUDA A PREVENIR DIABETES

Fontepoderosa15/01/2014
Pesquisa da Finlândia acompanhou mais de dois mil homens durante 19 anos.


Altas concentrações de ácidos graxos ômega-3 podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2, de acordo com um estudo da Universidade da Finlândia. As principais fontes desses ácidos graxos são os peixes e os óleos de peixe.

A incidência de diabetes tipo 2 está crescendo em todo mundo. O excesso de peso é o fator de risco mais perigoso, o que significa que uma alimentação adequada e um estilo de vida saudável desempenham papéis importantes na prevenção da doença. Pesquisas anteriores já comprovaram que o controle do peso, exercícios físicos regulares e altas concentrações de ácido linoléico, o ácido graxo ômega-6, estão associados a uma redução do risco de diabetes. 

Entretanto, as conclusões sobre como o consumo de peixes pode evitar a doença têm sido até contraditórias. Já se observou uma ligação protetora entre esse consumo e a doença em pessoas asiáticas, mas essa ligação não se repetiu europeus ou norte-americanos. Alguns estudos chegaram a relacionar o alto consumo de peixe com o aumento no risco de diabetes.

A pesquisa finlandesa acompanhou mais de dois mil homens por mais de 19 anos, medindo os níveis de ácido graxo no seus organismos. A pesquisa concluiu que o risco de desenvolver diabetes tipo 2 foi 33% menor nos períodos em que a concentração de ácido graxo estava mais alta. 

O estudo lança novas propostas sobre a relação entre o consumo de peixe e o risco de desenvolver a doença. Uma dieta balanceada deve incluir o peixe em pelo menos duas refeições por semana, de preferência peixes com gordura. O ômega-3 é mais facilmente encontrado no salmão, truta, dourado, arenque, anchova e sardinha. O controle de peso, a prática de exercício e uma dieta bem equilibrada, construída em torno de recomendações dietéticas, constituem os pilares da prevenção da diabetes, segundo a pesquisa.



IPSEN DISTRIBUIRÁ DERIVADO DA CANNABIS NA AMÉRICA LATINA

Sativex | 14/01/2014
O Sativex, spray bucal derivado da cannabis: medicamento já foi aprovado em 24 países, 18 deles europeus.
Laboratório francês Ipsen e o britânico GW Pharmaceuticals anunciaram acordo para distribuir na América Latina o Sativex, um derivado da cannabis.


Paris - O laboratório francês Ipsen e o britânico GW Pharmaceuticals anunciaram nesta terça-feira um acordo para distribuir na América Latina o medicamento Sativex, um derivado da cannabis receitado para aliviar as dores ocasionadas pela ESCLEROSE MÚLTIPLA

O acordo exclui o México e o Caribe, informaram as empresas farmacêuticas em um comunicado

"O Ipsen é um sócio ideal com, ao mesmo tempo, uma presença forte na região e uma experiência internacional nos dois âmbitos terapêuticos da neurologia e da oncologia", declarou o diretor-geral da GW Pharmaceuticals, Justin Gover, citado no comunicado.

Os direitos concedidos ao Ipsen sobre o Sativex nesta região também cobrem sua futura utilização como tratamento contra a dor para os pacientes que sofrem de câncer.

Na França, onde o fármaco foi autorizado no dia 9 de janeiro, a GW Pharmaceuticals concedeu a comercialização do Sativex, prevista não antes de 2015, ao seu sócio europeu, o laboratório espanhol Almirall.

Este medicamento, formulado como um spray bucal, já foi aprovado em 24 países, 18 deles europeus

CALOR AUMENTA INCIDÊNCIA DE FORMAÇÃO DE PEDRAS NOS RINS

Fique atento...    13/01/2014  

Manter a hidratação do corpo em dia ajuda a evitar o problema.


O calor intenso do verão, o aumento da transpiração e a baixa ingestão de água são os principais responsáveis pelo aumento do risco de formação dos cálculos renais, ou pedra nos rins. Mudar a alimentação e beber líquidos regularmente são algumas medidas que podem evitar o problema, explica Fábio Vicentini, urologista do Centro de Referência para a Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. 

Segundo Vicentini, os casos de cálculo renal aumentam 30% nos períodos mais quentes do ano. Apesar de ter maior incidência nos homens, o especialista alerta que todos devem adotar as medidas para cuidar da saúde dos rins. 

— A dieta ideal inclui primordialmente o aumento da ingestão cerca de dois litros de água por dia e de sucos de frutas cítricas, associado à diminuição do uso de sal nos alimentos. As refeições diárias devem conter mais verduras, legumes, frutas e saladas — explica.

É preciso ainda estar atento quanto aos frutos do mar, porque apresentam índice elevado de ácido úrico, um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos cálculos renais. Além disso, é recomendável reduzir as frituras e o consumo de carne vermelha no período de calor.

Segundo Vicentini, mais de 15% da população mundial apresenta cálculos renais e a maioria (85%) consegue expelir as pedras naturalmente, pela urina. 

— A maneira mais fácil de monitorar a hidratação ideal do corpo é observarmos a coloração da urina. Quanto mais transparente estiver, melhor. Se estiver com aparência amarelada e escura, é sinal de que o corpo precisa de mais líquidos para manter-se hidratado, longe dos cálculos renais — disse.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/01/calor-aumenta-incidencia-de-formacao-de-pedra-nos-rins-4388752.html


REMÉDIO APLICADO DENTRO DO OLHO

11 de janeiro de 2014

PESQUISADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO DESENVOLVEM IMPLANTE PARA TRATAR PESSOAS COM DOENÇAS OFTALMOLÓGICAS



 Uma tecnologia que permite a aplicação de medicamentos diretamente na retina para tratar doenças que podem levar à cegueira, já utilizada com sucesso nos Estados Unidos, acaba de ganhar uma versão brasileira. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram criar esse tipo de implante, que, por ser biodegradável, é absorvido pelo organismo após seis meses, tempo suficiente para que o remédio termine de ser administrado. Com isso, o produto não precisa ser retirado, evitando que o paciente passe por um segundo processo cirúrgico.

Segundo Rubens Siqueira, oftalmologista do Serviço de Retina e Vítreo do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP) e um dos envolvidos no projeto, a característica biodegradável do implante é uma melhora feita pela equipe brasileira em relação ao método que serviu de inspiração.

Quando começamos a pesquisa, existia um sistema não biodegradável disponível no mercado dos Estados Unidos para tratamento de inflamação da retina por citomegalovírus em pacientes com Aids. Tivemos, então, a ideia de usar esse sistema na oftalmologia, com a vantagem de ser biodegradável – destaca.

Outros benefícios, segundo o médico, são o tamanho (a prótese brasileira é menor) e a possibilidade de aplicar diferentes tipos de drogas, o que amplia o número de males a serem combatidos.

O implante pode ser usado com diferentes medicamentos, como antibióticos, corticoides e imunossupressores, que serão escolhidos de acordo com o tipo de doença da retina – explica Siqueira. – Atualmente, estamos usando mais o corticóide, adequado para várias doenças da retina, como uveíte (inflamação no olho), retinopatia diabética (doença da retina causada pelo diabetes) e oclusões vasculares da retina.

 
Implante será opção econômica para quem tem doença ocular

Nos primeiros testes, 10 pacientes receberam, com sucesso, um tratamento com dexametasona, anti-inflamatório oftálmico muito utilizado. O método ainda não tem custo definido, mas o pesquisador adianta que um dos objetivos principais do novo implante é fazer com que o tratamento seja uma opção econômica para as pessoas que sofrem com as doenças oculares.

Um implante similar nos Estados Unidos custa por volta de R$ 2,5 mil. Obviamente, o nosso, por ser com tecnologia nacional, será mais barato, com potencial de uso no sistema público – diz.

Está nos planos da equipe da USP o uso de implantes semelhantes em outros órgãos do corpo e também para tratamentos veterinários.


MAIS CONFORTO

 

Para Andrea Barbosa, oftalmologista e professora assistente do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a nova tecnologia na área chega em uma boa hora.

Esse implante é conhecido nos Estados Unidos e tem sido utilizado com sucesso. Acredito que uma iniciativa como essa poderá nos ajudar a incorporar essa nova técnica, principalmente com custos mais baratos, já que esses implantes importados custam muito caro – avalia.

A médica também acredita que o método vai facilitar a aplicação do medicamento tanto para os oftalmologistas quanto para os pacientes.

– Por ser menos trabalhoso, o paciente não vai precisar ir várias vezes ao consultório, já que o remédio dura seis meses e, depois, não precisa ser retirado cirurgicamente. Isso diminui os inconvenientes e traz mais conforto a quem sofre com essas doenças – destaca.

Outro ponto interessante é o uso de muitos medicamentos, pois, desse modo, podemos abranger um número maior de doenças e diversificar os tratamentos de problemas de visão com uma solução atual e eficaz – conta a oftalmologista.

Para o médico Rubens Siqueira, depois do término da primeira etapa de testes, existe mais confiança quanto ao implante.

 
PESQUISA

A novidade foi apresentada durante o Congresso Internacional da Sociedade Americana de Especialistas em Retina, em Toronto, no Canadá, este ano. A segunda etapa da pesquisa, prevista para este mês, pretende contar com a participação de 50 pacientes.

Nessa primeira etapa, observamos que o implante é seguro e tem potencial de produzir efeito benéfico. Na fase seguinte, avaliaremos se é realmente eficaz – detalha Rubens Siqueira. – Também vamos compará-lo com outras modalidades de tratamento e determinar sua real vantagem.

POR SER MENOS TRABALHOSO, O PACIENTE NÃO VAI PRECISAR IR VÁRIAS VEZES AO CONSULTÓRIO, JÁ QUE

O REMÉDIO DURA SEIS MESES.

O BRASIL NA VANGUARDA DAS CÉLULAS-TRONCO

10.Jan.14 - 20:50 |  Atualizado em 11.Jan.14 - 18:45 


Cientistas iniciam pesquisa inédita com células de embriões para tratar pacientes cegos e criam o primeiro banco público com esses tecidos para investigar doenças como a esquizofrenia e o Parkinson.



O País está na dianteira de uma série de estudos com células-tronco, uma das grandes esperanças da medicina para a cura de várias doenças. Da cegueira ao Alzheimer, pesquisadores brasileiros estão debruçados sobre as perspectivas de tratamento de diversas enfermidades a partir do desenvolvimento de novas terapias. Um dos trabalhos pioneiros envolve células-tronco extraídas de embriões – aquelas que podem se tornar qualquer tecido do corpo. Começa em fevereiro um estudo inovador com pessoas cegas em razão da degeneração macular relacionada à idade (DMRI). É a principal causa de cegueira irreversível em países desenvolvidos, especialmente na população idosa. A proposta é conter o progresso da doença e reverter seus danos.“Será a primeira pesquisa no mundo a usar células embrionárias cultivadas no laboratório para se diferenciar em tecidos específicos antes de implantá-las no olho”, explica o oftalmologista Rodrigo Brant, da Universidade Federal de São Paulo. O tratamento é promissor, mas o pesquisador frisa que não se aplicará a todos os casos de perda de visão.
CRIAÇÃO
Rehen contempla neurônios (em verde) derivados de células-tronco


Outra linha de pesquisa audaciosa está em andamento na FioCruz e no Hospital São Rafael, ambos na Bahia. Na primeira fase, sete pacientes paraplégicos (por traumas na coluna) receberam injeções de células-tronco adultas na medula espinhal (por onde passam os feixes nervosos que ligam o cérebro ao corpo). Em 2013, o número de pacientes tratados subiu para 14. “Agora estamos investigando os resultados de cada um deles para conhecer as características das lesões que respondem melhor ao tratamento”, diz a cientista Milena Soares, uma das responsáveis pelo projeto. A maioria recuperou a sensibilidade dos membros inferiores, passou a ter maior controle da bexiga e houve quem melhorasse a ponto de andar com a ajuda de aparelhos. Uma das beneficiadas pelo trabalho é a economista Andrea Damasio, 35 anos, que participa do estudo há um ano. Ela perdeu os movimentos dos membros inferiores após cair da escada. “A terapia ajudou a controlar os espasmos que eu tinha, o que já me permite dar uns passinhos com o andador, e recuperei a sensibilidade”, diz Andrea.

A regeneração do coração é mais uma frente desafiadora de estudos. As primeiras pesquisas nessa área sugeriam que a injeção de células-tronco (tiradas da medula óssea) no coração poderia restituir as células perdidas no ataque cardíaco. Estudos posteriores revelaram apenas um aumento na formação de novos vasos. No Instituto do Coração da Universidade de São Paulo, um estudo de longa duração (mais de seis anos) está prestes a revelar, afinal, se há alguma vantagem no procedimento. Ali, metade dos 140 pacientes submetidos à cirurgia de ponte de safena recebeu, durante a operação, células-tronco adultas no local a ser recuperado. “Vamos comparar os resultados. As análises serão divulgadas nos próximos meses”, diz o cientista José Eduardo Krieger, que coordena o trabalho.
AVANÇO
Brant, da Unifesp, usará células-tronco embrionárias na tentativa
de brecar a cegueira causada por doença degenerativa


No campo das doenças mentais, o neurocientista Stevens Rehen lidera uma revolução no estudo da esquizofrenia. Ele está trabalhando com células reprogramadas (induzidas, em laboratório, a voltar ao estágio embrionário e posteriormente convertidas em outros tecidos do corpo). O grupo de Rehen reprogramou células da pele de pessoas com esquizofrenia para criar neurônios. “Constatamos que o cérebro desses pacientes consome duas vezes mais oxigênio do que o normal”, explica o pesquisador, que coordena o Laboratório Nacional de Células-Tronco do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Além disso, o grupo conseguiu recentemente converter células da urina em neurônios. “Essa nova técnica facilitará estender a pesquisa a pacientes com outros transtornos mentais, inclusive crianças e idosos”, diz. Rehen está recrutando mais pacientes com esquizofrenia para ampliar o estudo. 

Mais uma tendência é o surgimento de coleções de células-tronco para o estudo de doenças e testes com medicamentos. “Temos já um banco de células-tronco e células reprogramadas de mais de 300 pacientes com doenças genéticas. Elas permitirão estudos importantes”, diz a geneticista Mayana Zatz, que dirige o Centro do Genoma e Células-Tronco da USP. Também está em formação um acervo nacional de células reprogramadas, o primeiro do gênero na América Latina. Será voltado para o estudo de problemas como Alzheimer, Parkinson e mais 15 enfermidades. A iniciativa envolve diversas instituições, é pública e tem apoio do Ministério da Saúde. “É um grande passo”, aprova o hematologista Nelson Hamerschlack, do Hospital Albert Einstein. Ele avaliou o impacto do transplante de células-tronco da medula óssea do próprio paciente com Esclerose Múltipla. “Em 75% dos casos, os sintomas melhoraram ou a doença ficou estabilizada”, diz. Hamerschlack planeja iniciar estudos com pacientes com a doença em estágio mais precoce.
 CONQUISTA
Andrea ficou paraplégica por causa de uma queda da escada. Após terapia
com células-tronco, consegue dar alguns passos com ajuda de aparelhos



FRANÇA AUTORIZA TRATAMENTO À BASE DE CANNABIS PARA ESCLEROSE MÚLTIPLA

09/01/2014 - 11:02

Sativex: Spray a base de maconha é indicado para tratar esclerose múltipla.
Medicamento, já comercializado na Grã-Bretanha e Alemanha, é recomendado a pacientes que não responderam à terapia convencional.


A França autorizou nesta quinta-feira o lançamento comercial do Sativex, um spray bucal que contém substâncias derivadas da cannabis e que é prescrito para aliviar as dores ocasionadas pela esclerose múltipla. A decisão "é uma etapa prévia à comercialização do produto, que será realizada por iniciativa do laboratório", declarou o Ministério da Saúde do país. O spray já é comercializado em outros países europeus.

A causa da esclerose múltipla ainda é desconhecida e não há cura para a doença. Sabe-se que ela ocorre quando há danos ou destruição da mielina, uma substância que envolve e protege as fibras nervosas do cérebro, da medula espinhal e do nervo óptico. Quando isso acontece, são formadas áreas de cicatrização, ou escleroses, e surgem diferentes sintomas sensitivos, motores e psicológicos.

O Sativex, produzido pelo laboratório britânico GWPharma, combina as duas principais substâncias extraídas da cannabis: o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD). O produto foi autorizado em 2010 por órgãos reguladores da Grã-Bretanha como uma terapia de segunda linha para tratar espasticidade em pacientes com esclerose múltipla — ou seja, em indivíduos que não responderam às drogas principais. A espasticidade, um sintoma comum da doença, ocorre quanto há um aumento do tônus muscular, podendo desencadear espasmos involuntários, distúrbios de sono e dores. Depois da Grã-Bretanha, outros países, entre eles Espanha, Alemanha e Dinamarca, segundo a farmacêutica, aprovaram o produto.

Na França, o Sativex será comercializado por outro laboratório, o Almirall. Segundo o Ministério da Saúde do país, o tratamento com o spray deverá ser iniciado por médicos de hospital.
  

MEDITAR MEIA HORA POR DIA PODE ALIVIAR SINTOMAS DA ANSIEDADE E DA DEPRESSÃO

Aliada    07/01/2014

Pesquisa aponta que efeitos da prática são semelhantes a antidepressivos.


Meditar por meia hora todos os dias ajuda a aliviar os sintomas da ansiedade e da depressão, revela uma análise feita com base em resultados de cerca de 50 testes clínicos.

— Um grande número de pessoas recorre à meditação, mas esse exercício não é considerado parte de nenhuma terapia médica — disse o doutor Madhav Goyal, professor adjunto de medicina interna na universidade Johns Hopkins e principal autor deste estudo publicado esta segunda-feira na edição online do Journal of the American Medical Association (JAMA).

— Mas, na nossa pesquisa, a meditação parece aliviar os sintomas da ansiedade e de depressão, tanto quanto os antidepressivos em outros estudos — afirmou Goyal, ao esclarecer que estes pacientes não sofrem de formas severas de ansiedade ou depressão.

Os cientistas avaliaram o nível de mudança dos sintomas entre as pessoas que sofrem de uma variedade de problemas de saúde, como a insônia ou a fibromialgia, um transtorno que causa dores musculares crônicas. Apenas uma minoria destes pacientes sofria de uma doença mental, afirmaram os autores.

Eles constataram que a meditação conhecida como "de plena consciência", uma técnica budista que consiste em concentrar a atenção no momento presente, mostrou-se particularmente promissora. Eles observaram sinais de melhora nos sintomas da ansiedade, da depressão e da dor, depois de um programa de meditação de meia hora por dia.

Mas os cientistas observaram poucos indícios de melhora do nível de estresse ou da qualidade de vida. Nos testes clínicos analisados, nos quais os pacientes foram acompanhados por seis meses, os cientistas observaram que os benefícios da medicação persistiram.

Esta análise incluiu 47 testes clínicos com um total de 3.515 participantes que praticavam diferentes técnicas de meditação e que sofriam de diversos problemas mentais e físicos, entre eles depressão, ansiedade, estresse, insônia e inclusive diabetes ou câncer.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/01/meditar-meia-hora-por-dia-pode-aliviar-sintomas-da-ansiedade-e-da-depressao-4383393.html


MANUAL DE ÁGUA, SAIBA COMO TIRAR O MÁXIMO DE PROVEITO DESSE ELEMENTO ESSENCIAL PARA UMA VIDA SAUDÁVEL

Com vocês, a água    04/01/2014 

Saiba como aproveitar a água a cada estação para se hidratar e cuidar do corpo.


Água para beber, água para tomar banho, água para se atirar no mar e fazer uma bela renovação de Ano-Novo. Água para hidratar por dentro e por fora. Nosso corpo é constituído, entre tantas outros elementos e estruturas, por água, muita água. E todos sabem aquela máxima que diz que podemos suportar mais tempo sem comida do que sem água. Por isso, resolvemos colocar a água no topo das prioridades e vasculhar os benefícios que ela faz por nós, desde a hidratação mais elementar de nosso corpo até os cuidados extras nos momentos de atividade física.

 Beber dois litros de água por dia é um mantra que ecoa na cabeça de todas as pessoas que buscam uma alimentação saudável e regrada, principalmente as mulheres, geralmente mais atentas a dietas alimentares. Mas você já parou para se perguntar qual é o fundamento desta indicação? A nutricionista Anália Barhouch explica que ao longo de um dia perdemos exatamente essa quantidade de água, dois litros, por meio da transpiração, da urina, da respiração e de outras atividades que mantêm as funções vitais. Por isso, nosso corpo precisa recuperar o líquido perdido ao longo das 24 horas.

— Em medidas caseiras, são oito copos de água por dia. O ideal é que mesmo consumindo frutas ou verduras aquosas consuma-se também água ou outros líquidos para hidratação, parte da ingestão diária pode ser suprida com outras fontes, como sucos, água de coco, leite, frutas, chás e sopas. Mas vale lembrar que os sucos possuem calorias, mesmo aqueles que não contém açúcar — diz Anália.


Quanto beber, afinal?

A endocrinologista Jaqueline Rizzolli diz que a recomendação diária é de três litros de água para homens e dois litros para mulheres. Para cada hora de atividade física intensa, é necessário acrescentar mais meio litro de água. Em caso de febre, vômitos ou diarreia, as necessidades também aumentam em cerca de meio a 1 litro a mais por dia.


E se eu não quiser água pura?

 
Uma dica para quem não gosta muito de água pura é saborizá-la naturalmente. Em uma jarra, pode-se colocar folhas de hortelã, rodelas de limão ou laranja.

Se você não beber água...


O consumo insuficiente pode levar a:

- Intestino preso
- Problemas renais
- Ressecamento da pele e cabelo
- Desidratação
- Fraqueza e cansaço
- Tontura
- Dor de cabeça



E o tal do sódio?


Para ser considerada água mineral a água precisa ter em sua composição sais minerais, inclusive sódio. Não há um limite máximo permitido em relação ao sódio por litro de água. O que existe é uma recomendação nutricional de consumo diário por pessoa, que é de 2,4g de sódio em uma dieta de 2 mil calorias. O professor de Microbiologia e Controle de Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Eduardo Tondo explica que essa quantidade deve ser distribuída em toda a alimentação, ou seja, naquilo que comemos e bebemos. Como em muitos alimentos a quantidade de sal usada acaba sendo demasiada a preocupação deve residir muito mais aí, e não na água.

— O problema é que comemos sal em alimentos diferentes, e o limite de 2,4g por dia acaba sendo extrapolado. A recomendação é reduzir a quantidade de sal de forma geral, ou seja, quanto menos sal melhor — afirma Tondo.

É claro que quanto menos sódio tiver a água, melhor, principalmente se bebermos - o que é ótimo - grandes quantidades de água. Mas é preciso ter em mente que ela não é a vilã, mesmo aquelas com maior concentração do elemento.

— Não é a água mineral que faz o estrago. Ela é o alimento mais saudável que existe. Chega a ser um exagero dizer que ela é o problema — diz Tondo. — O Laboratório de Microbiologia e Controle de Alimentos da UFRGS, por meio do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos, treinou todas as indústrias de água mineral do Rio Grande do Sul e posso afirmar que todas as nossas indústrias responderam muito bem a esse treinamento. Nosso Estado é um exemplo em treinamento e fiscalização.

De qualquer forma, Flávia Meyer, médica do esporte e professora da UFRGS, alerta que a presença de sódio mesmo em baixa quantidade parece estimular a sede e também a reter mais líquido no organismo, diminuindo também a produção de urina.

Com ou sem gás


Segundo a nutricionista Anália Barhouch, a água gasosa tem as mesmas propriedades de hidratação que a água mineral natural. Mas é preciso prestar atenção se a água é gaseificada artificialmente ou ao natural: no primeiro caso, a água, como os refrigerantes, recebe artificialmente o gás carbônico no momento do seu envase; no segundo, adquirem as borbulham por meio de um processo natural. Por isso, costumam ter um preço mais elevado.

Para a endocrinologista Jacqueline Rizzolli, a água auxilia na eliminação de toxinas pelos rins e intestinos, mantém a pressão sanguínea, conduz nutrientes para dentro das células, mantém a umidificação das mucosas (boca, garganta, nariz, olhos) e mantém o funcionamento dos rins e intestinos. Mantém o corpo saudável, enfim.


 Uma pele hidratada é uma pele bem cuidada. Por isso, usar filtro solar e hidratar a pele diariamente são as melhores dicas que podem ser dadas. A dermatologista Paula Bellotti indica ainda os sabonetes líquidos para quem tem pele seca:

— Se a pele for seca, dê preferência aos sabonetes líquidos ao invés das apresentações em barra. E se você vive correndo ou tem preguiça de hidratar o corpo todo após o banho, faça isso durante o banho. Você pode usar óleos corporais antes da última chuveirada ou hidratantes in shower.

Ih, secou!


Ressecamento, descamação, opacidade, pele craquelada e esbranquiçada são as características de uma pele desidratada.


No inverno


É verdade que no inverno costumamos beber menos água, mas não significa dizer que este comportamento é o mais indicado. Afinal, somado aos banhos quentes e à diminuição da secreção sebácea no frio, temos um corpo menos hidratado e uma pele mais ressecada.


A dermatologista Paula Bellotti dá algumas dicas para evitar o desastre da estação fria:


- Beba grande quantidade de água
- Evite banhos muito quentes
- Utilize sabonetes e loções de limpeza suaves, como Cetaphil Sabonete (Galderma), Cold Cream Pain Surgrass (Avène) e Ureadin Bath Gel (Isdin)
- Borrife na pele água termal ao longo do dia, principalmente no rosto
- Use hidratantes para o rosto e para o corpo após o banho
- Use hidratante labial

No verão


O principal problema enfrentado pela pele na estação quente é o abuso do sol. A queimadura solar deixa a pele ressecada e descamando. Além disso, a água do mar e das piscinas com cloro também causam também contribuem para a perda de hidratação, tanto da pele quanto dos cabelos. As dicas para evitar o ressecamento no verão são as mesmas do inverno, redobrando a atenção em relação à fotoproteção, além de ter o cuidado de enxaguar bem a pele e os cabelos com água limpa para remover todo o sal e o cloro.



Qual é a da água termal?


Aqueles sprays escritos na embalagem “água termal” que atraem as mulheres nas prateleiras de cosméticos não são frescura. Viram, homens? Vendida por marcas famosas e quase sempre com preço elevado, a água termal hidrata — e muito — a pele. Segundo a dermatologista Paula Bellotti, ela equilibra o PH, alivia irritações e acalma a cútis depois da exposição solar e também após procedimentos a laser em consultório, além de dar uma sensação bem refrescante.

A dica de Paula é colocar a água termal na geladeira: quando aplicada gelada, os efeitos são ainda melhores. O ideal é borrifar no rosto todos os dias, pela manhã e à noite. E tem mais: quando usada antes da maquiagem, a água termal ajuda também a segurar a beleza por mais tempo.
Preste atenção:
- La Roche-Posay Água Termal Spray
- Avene Água Termal
- Vichy Água Termal Spray


Para manter a pele hidratada


- Beber muito líquido, especialmente água
- Usar filtro solar diariamente mesmo que não vá se expor diretamente ao sol
- Usar produtos indicados para o seu tipo de pele (sabonetes ou géis de limpeza facial, loções tônicas, hidratantes para o dia e produtos anti-idade para a noite), sempre prescritos por dermatologista


Donna indica


Para manter a pele saudável e bem protegida na estação, são muitos os lançamentos de filtros solares com alto fator de proteção e cor de base. Eles podem ser usados no dia a dia e garantem fotoproteção, além de homogeneizar a pele e camuflar imperfeições, oferecendo uma cobertura bem natural e adequada ao nosso clima. Com a consultoria da dermatologista Paula Bellotti, Donna te ajuda a escolher:

- Vichy capital soleil com cor
- Avène toque seco 50 com cor
- La roche-posay couvrant anthelios 50
- Heliocare 50



 A estação do sol, do brilho, do calor e do bom humor também tem seu lado sombrio: o estrago que o sol e o cloro da piscina causam aos cabelos. No início do verão, vemos cabelos maravilhosos, brilhosos, bem cuidados durante o inverno. Mas no final do verão, ah, no final do verão, os salões de beleza lotam de mulheres pedindo socorro aos seus cabeleireiros depois de voltarem da praia com os cabelos meio verdes, meio palha.

Uma das estratégias de guerra indicadas pelo hair stylist do Mirage Auxiliadora Maikel Matos é usar protetor para os cabelos - alguns produtos protegem contra o sol, outros contra o cloro e alguns contra os dois.

O verão também pede uma hidratação mais assídua do cabelo. De acordo com Maikel, isso deve ser feito uma vez por semana. O tratamento começa no salão de beleza com produtos bem específicos, mas é necessária uma manutenção em casa com máscaras, o que pode ser resolvido facilmente durante o banho. Mas esqueça aqueles cremes em potes grandes e nas cores do arco-íris e invista em produtos de alta qualidade, vendidos em casas especializadas.

E por último, mas não menos importante: para manter o cabelo hidratado é preciso cortá-lo com periodicidade.


Maikel indica


- Linha Loreal Solar SublimeProtege contra a ação do sol e da piscina e ainda auxilia na hidratação.

 É comum as pessoas se dedicarem mais à atividade física durante o verão, por motivos que vão desde ser uma estação que convida para o convívio com outras pessoas no ambiente externo até o desespero para entrar em forma antes de colocar roupas de banho e encarar a praia. Mas há algo fundamental nessa equação: é preciso estar hidratado. A hidratação adequada do organismo para a prática de exercícios garante o bom desempenho, segundo Flávia Meyer, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

— A perda gradual da água corporal causada por uma sudorese (produção de suor) intensa combinada com a produção do calor decorrente da contração muscular e a ingestão insuficiente de líquidos aumenta a temperatura corporal e os batimentos cardíacos antecipando a fadiga e o risco para enfermidades causadas pelo esforço no calor. Crianças e idosos são grupos que podem estar mais suscetíveis a essas enfermidades, principalmente quando os exercícios são realizados em condições de alta temperatura e umidade do ar — explica Flávia.

Para os esportistas não atletas, beber água pura é suficiente para manter a hidratação. Mas, segundo Flávia, quando se trata de atletas, pode ser benéfico, em alguns casos, ingerir líquidos contendo uma combinação de eletrólitos e carboidratos, os comercialmente conhecidos como bebidas esportivas ou isotônicos.


Dica da especialista


É importante iniciar a prática de exercícios bem hidratado. Isso pode ser garantido ingerindo quantidades adequadas de líquidos diariamente. E atenção para os dias mais quentes. Para maior garantia, especialmente se o objetivo é realizar atividades prolongadas, convém ingerir de 5ml a 7ml por quilo de peso corporal (por exemplo 350ml a 500ml para uma pessoa com 70kg de peso corporal) nas três a quatro horas anteriores à prática. Esse tempo de três a quatro horas permite que o rim elimine qualquer excesso de água caso este volume seja excessivo. Podemos também nos basear na urina: se nenhuma urina for eliminada nesse tempo ou se ela for escassa ou muito escura, é recomendado seguir bebendo água gradualmente até que uma urina mais clara seja eliminada."
Flávia Meyer, médica do esporte e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Fique atento ao relógio


Às pessoas que correm em ruas ou parques por volta do meio dia, podemos dizer:


— Vocês estão fazendo isso errado!


Atividades ao ar livre, segundo Flávia Meyer, devem ser realizadas no início da manhã ou no final da tarde, evitando os horários de maior estresse térmico. Já nas atividades realizadas "indoor" deve-se dar preferência a lugares com boa ventilação ou que tenham ar-condicionado. As atividades aquáticas têm um benefício a mais: o calor do organismo é dissipado diretamente na água e existe menos risco de desidratação.

Rainha do mar, rainha das águas


Yemanjá (Imanjá) é um orixá muito cultuado nas religiões de matriz africana praticadas no Brasil. O dia 2 de fevereiro é dedicado a ela, quando seus filhos fazem oferendas junto ao mar, o lugar dela por excelência. Uma lenda diz que, de seus seios, nasceram todos os outros orixás - o que faz dela a mãe das demais divindades. Suas cores são azul e branco e ela gosta que presentes como doces, perfumes e flores sejam lançados nas ondas, em sua homenagem.




Maria Bethania Yemanja Rainha Do Mar

PNEUMONIA EM QUALQUER TEMPO

04 de janeiro de 2014 

MUITO COMUNS NO INVERNO, OS PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS TAMBÉM ACOMETEM CRIANÇAS E ADULTOS NOS DIAS MAIS QUENTES DO ANO.


Com a chegada do verão, muitos acreditam que estarão protegidos contra gripes, resfriados e pneumonia, enfermidades consideradas típicas do inverno. Porém, todo o cuidado é pouco, pois as doenças pneumocócicas ameaçam a saúde em qualquer época do ano. A doença é a principal causa de morte prevenível por vacinação em crianças, sendo responsável por cerca de 20% de 8,8 milhões de óbitos em todo o mundo.

O vírus influenza também preocupa. Responsável pela gripe, ele atinge anualmente entre 5% e 10% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Embora seja considerada uma doença benigna, a gripe também pode apresentar complicações. Outro problema é que, por ter sintomas parecidos, pode comprometer o diagnóstico da pneumonia. A elevação da temperatura merece atenção redobrada, uma vez que, no verão, o uso de ar-condicionado e ventilador costuma aumentar. Esses equipamentos, quando não higienizados corretamente, são propagadores de agentes causadores de problemas respiratórios, como a Legionella pneumophila e as bactérias Haemophilus. O tempo seco deixa ainda a mucosa mais seca e vulnerável.

O clínico-geral Breno Figueiredo Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica/Regional Minas Gerais e diretor técnico do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, explica que a gripe, a virose, o resfriado e a pneumonia são infecções das vias aéreas.

– A gripe e o resfriado são viroses (causadas por vírus). A gripe é causada pelo influenza e é mais forte que o resfriado (causado por centenas de outros vírus). A pneumonia é uma infecção das vias aéreas baixas (pulmões) e pode ser provocada por bactérias ou vírus – diferencia.

Gomes alerta que a pneumonia é uma doença perigosa, que, se não for tratada adequadamente, pode levar o paciente à morte:

– Ela aparece em qualquer idade e a cura geralmente é feita com o uso de antibióticos. Apenas o médico, depois de uma avaliação clínica detalhada e de exames, se necessários, pode precisar se o paciente está com pneumonia.
 

MAIORIA DOS CASOS É CAUSADA POR BACTÉRIAS


O limiar entre a gripe e a pneumonia pode ser tênue porque as gripes podem predispor a infecções bacterianas, que levam à infecção dos pulmões. Ou seja, um quadro gripal pode, sim, transformar-se em uma pneumonia. A contaminação ocorre com a exposição direta aos vírus e às bactérias de uma pessoa infectada geralmente por meio da saliva ou de secreções nasais. As mãos são os principais meios de transmissão das infecções.

– Por isso, devem ser lavadas ao longo do dia, várias vezes. E bem lavadas – alerta o médico Breno Figueiredo Gomes.

De acordo com Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a maioria dos casos de pneumonia é causada por bactérias, mas também pode ser ocasionada por vírus, como aqueles que provocam a gripe.

– O vírus da gripe normalmente se manifesta em áreas localizadas na face e, algumas vezes, pode descer para o interior dos pulmões, especialmente em algumas situações em que há comprometimento da imunidade do paciente. Por isso, é fundamental a prevenção da gripe para reduzir o número de mortes por pneumonia – aconselha o médico.

Grupos dos extremos populacionais – pessoas com menos de cinco anos e mais de 60 – são os mais acometidos pela pneumonia. Segundo a OMS, a doença mata 1,5 milhão de crianças nessa faixa etária por ano no mundo. O Ministério da Saúde contabilizou 300 óbitos de meninos e meninas, de janeiro a dezembro de 2012, em decorrência de complicações da infecção respiratória.


ANTIBIÓTICOS


Segundo o médico Flávio Andrade, a pneumonia geralmente é tratada com medicamentos para combater os sintomas e antibióticos que contêm a infecção por bactéria. No caso de infecção por vírus influenza, a medicação é específica. O pneumologista salienta que a pneumonia pode ser contraída por inalação, aspiração, via hematogênica (pelo sangue), contiguidade a partir de focos infecciosos da parede torácica e reativação de focos, principalmente em pacientes imunossuprimidos.

– Um quadro gripal pode favorecer a infecção bacteriana por reduzir fatores locais e sistêmicos de defesa do organismo – esclarece o médico.

Andrade ressalta a importância de evitar a automedicação, que pode ofuscar a gravidade do quadro infeccioso:

– As pessoas nunca devem se automedicar, principalmente com antibióticos. A banalização dos sintomas pode ser muito perigosa. A evolução da pneumonia é diretamente relacionada ao início precoce do uso de antibióticos. Além disso, o atraso no tratamento pode ser fatal em alguns casos.

O Sistema Único de Saúde (SUS) vacina crianças menores de dois anos e idosos contra a pneumonia. No primeiro caso, a imunização é feita em três etapas. Adultos com mais de 60 anos podem se proteger contra a gripe anualmente.

FALTA DE SONO PODE CAUSAR LESÕES NO CÉREBRO

PUBLICADO EM 03/01/14 - 04h00 

Uma noite sem dormir já altera a química cerebral.


Um novo estudo divulgado nesta semana na Suécia reforça a importância do sono para a saúde. 

Pesquisadores da universidade de Uppsala analisaram amostras de sangue de 15 homens, jovens e em perfeitas condições de saúde, em duas condições: quando todos haviam dormido por cerca de oito horas e após uma noite em que o grupo permaneceu acordado.

Na segunda situação, foi constatado aumento de aproximadamente 20% da molécula NSE e da proteína S-100B, que são essenciais para o funcionamento do cérebro. Como a presença de maior quantidade desses compostos no sangue normalmente ocorre em decorrência de lesões neurais, a conclusão é que a falta de sono desencadeia processos degenerativos. 

O professor Christian Benedict, do Departamento de Neurociência da Universidade de, Uppsala, que liderou a equipe responsável pela pesquisa, comentou a descoberta: “O aumento de NSE e S-100B não ocorreu na mesma proporção do que ocorreria, por exemplo, em decorrência de ferimento na cabeça, mas ainda é significativa. Nossos testes indicam que boas noites de sono são cruciais para a manutenção da saúde do cérebro”, concluiu.

O experimento dos cientistas da Universidade de Uppsala será publicado na revista “Sleep” e complementará um estudo anterior, que atribui ao sono a função de limpar as toxinas do cérebro. Se esse processo não ocorrer do modo necessário, os riscos de desenvolver doenças de Alzheimer, de Parkinson e Esclerose Múltipla seriam consideravelmente maiores. Outros especialistas já haviam relacionado o hábito de dormir pouco a problemas cardíacos e prejuízos a atividades motoras.




FDA CHUMBA MEDICAMENTO PARA A ESCLEROSE MÚLTIPLA

02/01/2014 - 09:31




O medicamento para a Esclerose Múltipla Lemtrada®, da Sanofi , não conseguiu a aprovação dos órgãos reguladores norte-americanos, num revés para o fármaco que estava no centro da aquisição de 20 mil milhões de dólares da empresa de biotecnologia Genzyme pela farmacêutica francesa, avança a agência Reuters, citada pelo portal UltimoInstante.

A Food and Drug Administration (FDA), agência que regulamenta medicamentos e alimentos nos EUA, rejeitou o lançamento do Lemtrada® no maior mercado de medicamentos do mundo, alegando que a Genzyme não tinha mostrado que os seus benefícios superariam os seus "sérios efeitos adversos", disse a Sanofi.
 
A FDA também exigiu que a Sanofi realize novos ensaios clínicos usando diferentes modelos e métodos antes da aprovação, disse a empresa. A companhia afirmou que discordou fortemente da decisão e planeia apresentar recurso.
 
A decisão da FDA poderá impactar o valor de aquisição da Genzyme pela Sanofi, já que os accionistas desta última tinham recebido direitos de valor contingente (CVRs, na sigla em inglês), autorizando-os a receber até 14 dólares por acção caso determinadas metas fossem cumpridas.

TONTURA PODE SER ALERTA PARA OUTROS PROBLEMAS

Cuide-se    02/01/2014 

Sintoma pode ter diversas causas.


Sentir tontura é um sintoma bastante comum. Ela é caracterizada por uma sensação rotatória do corpo em relação ao ambiente ou vice-versa, podendo durar segundos ou persistir por vários dias. Apesar de normalmente ser ignorada, é bom ficar atento ao sintoma, pois pode ser um alerta para outros problemas.

De acordo com o neurologista André Felício, as causas são diversas, incluindo condições médicas gerais como anemia, hipertensão arterial, infecções, além de causas otorrinolaringológicas, neurológicas e até psiquiátricas.

Um tipo de tontura muito comum acontece quando levantamos rápido demais. 

Neste caso, pode ocorrer o que chamamos de hipotensão postural, relacionada a uma queda brusca da pressão arterial — explica Felício.

Outra situação que gera o sintoma é a vertigem paroxística posicional benigna, quando movemos a cabeça para algum lado e sentimos uma rápida tontura, que se alivia a seguir. Nestes casos, segundo o neurologista, o problema está dentro do ouvido interno.

O neurologista indica que é importante consultar um médico quando a tontura for persistente, quando aparecer subitamente ou quando estiver associada a sintomas neurológicos ou traumas cranianos. 

Cabe aqui ressaltar a significativa quantidade de idosos fazendo uso, de maneira indiscriminada e por longo tempo, de antivertiginosos (medicações para tontura) e que podem, em alguns casos, levar a sintomas que sugerem doença de Parkinson. Por isso, o uso crônico de qualquer medicação, em particular, os antivertiginosos, deverá ser feito apenas sob orientação médica — conclui. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/01/tontura-pode-ser-alerta-para-outros-problemas-4375965.html

 

BEIRA DA PRAIA EXIGE CUIDADOS PARA EVITAR INTOXICAÇÃO ALIMENTAR

Para não estragar as férias    01/01/2014  

Contaminação é mais comum nesta época do ano.




A beira da beira é repleta de tentações gastronômicas como milho verde, churros, espetinhos, sanduíches prontos, porção de camarão, entre muitos outros petiscos. Apesar de serem gostosos, é fundamental ficar atento a alguns cuidados para que uma possível intoxicação alimentar não estrague suas férias.

Segundo a nutricionista Ana Carolina Marçal, a maior parte dos casos de intoxicação alimentar ocorre por causa da contaminação por bactérias, atribuída muitas vezes a falta de higiene do manipulador, do local e falhas no transporte, armazenamento e preparo dos alimentos. A intoxicação pode provocar náuseas, vômitos, dor de cabeça, cólica e diarreia. 

As bactérias adoram umidade, sujeira, água e temperatura ambiente de 20 a 45ºC e, em geral, detestam temperaturas inferiores a 10ºC (geladeira/freezer) ou superiores a 65ºC (cozimento dos alimentos). Por isso, a dica principal para quem não quer este tipo de problemas é saber armazenar e preparar corretamente os alimentos — comenta a nutricionista.

Segundo a especialista, é importante ter cuidado com carnes, peixes, frutos do mar e aves, pois os alimentos de origem animal são os mais sujeitos a contaminações. Quanto maior o manuseio durante o processamento, na fase de armazenagem ou ainda no preparo, maiores as chances de proliferação de bactérias.


A prevenção é sempre mais importante. A nutricionista dá algumas dicas:


Beba muita água, sucos naturais e água de coco para estar sempre hidratado

Mantenha os alimentos e bebidas bem refrigerados e fique sempre de olho nos prazos de validade

Mantenha os alimentos crus longe dos cozidos

Evite refeições e lanches que estejam prontos há mais de duas horas

Não consuma alimentos com alteração de cheiro cor e sabor

Não ingira alimentos em embalagens danificadas

São pequenos cuidados que certamente vão fazer toda a diferença nas suas férias.

NANDO BOLOGNESI REVELA COMO MANTÉM O OTIMISMO APÓS TER ESCLEROSE MÚLTIPLA

29/12/2013

O Nando passou quatro meses dando carona para a Élida, uma das colegas com quem atuava em uma peça de teatro e que tentava conquistar imaginando estar diante do amor da sua vida. Para seduzi-la, ele seguia a receita do italiano Casanova: "Não há mulher que resista a assiduidade e atenção". 

Nando Bolognesi e o bom humor inabalável

 Nando Bolognesi com o filho, Leonardo, de oito anos, na casa da família em Itu

 O ator Nando Bolognesi, que sofre de esclerose múltipla, faz espetáculos e palestras contando como supera os percalços que a vida lhe trouxe com alto astral e bom humor

 Nando com a mulher, Élida, depois de passar por um transplante de medula

O ator em 1997, na peça Tartufo, de Molière

 Nando em viagem de bicicleta pela Holanda

 Com os Doutores da Alegria, que integrou até quando conseguia andar apenas de bengala; hoje, usa muletas
 No curta "Pedro e o Senhor", dirigido pelo irmão Luiz Bolognesi



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Naquela noite de 1994, os dois enfim "se pegaram" em uma festa. E Nando estava levando a jovem para a chácara de seu pai, em Itu. Já pensava em "abrir um vinhozinho, pegar uma sauninha", quando sentiu "vontade de fazer xixi". Se segurou o quanto pôde. Ao sair do carro, na porta da casa, sentiu "um líquido quente na perna". Tentou disfarçar. Mas os cães da família "vieram com o focinho no meio da minha perna". Arrasado, ele se desculpou. E foi para o chuveiro.
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De repente, a porta do banheiro range. Era Élida: "Posso tomar banho com você?".
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"E a gente tá tomando banho há 19 anos", diz Luiz Fernando Bolognesi, 45, ator, palhaço profissional, marido da Élida, pai do Leonardo, que vive essa e outras histórias tragicômicas desde que, em 1990, foi diagnosticado com esclerose múltipla. A doença, degenerativa, vem roubando os movimentos de seu corpo. E traz incômodos adicionais como incontinência urinária.
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Em 2014, Nando pretende ganhar dinheiro revelando, no teatro, as cachaças que tomou e os tombos que já levou. É o que chama de "plano Z" profissional: por causa da doença, teve que abandonar a carreira de ator (caía no palco) e mais tarde a de palhaço (integrou os grupos Doutores da Alegria e Jogando no Quintal até quando conseguia andar apenas de bengala; hoje, usa muletas). Prestou concurso público. Passou. Mas foi reprovado na perícia médica.
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Diante das portas que se fechavam, resolveu retomar projeto antigo: se apresentar sozinho no palco, falando dos percalços da própria vida. "Eu nunca gostei de stand-up comedy. Resolvi fazer a 'sit down tragedy'." As primeiras apresentações, na Faap e num teatro na Pompeia, lotaram com a divulgação entre amigos do Facebook. Prepara outras tantas para 2014.
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Nelas, que terminam sempre entre choros e gargalhadas, Nando conta que, até os anos 80, era o típico jovem da classe média alta de SP: filho de executivo, era o caçula de dois irmãos (o mais velho é o cineasta Luiz Bolognesi, casado com a diretora Laís Bodanzky). Estudou no Colégio Santa Cruz. Entrou em economia na USP e em história na PUC. Vivia da mesada do pai.
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Virou "um aluno bem medíocre", "deslumbrado com a liberdade" de que gozam os universitários de seu círculo social. Até queria mudar o mundo. Mas gostava mesmo era de jogar basquete no clube Paineiras, remar, correr e jogar futebol. "Me dedicava aos esportes e às noitadas."
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Aos 21 anos, recém-formado, ganhou um presentão do pai: uma passagem para rodar a Europa e "espairecer" antes de pegar no batente.
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"Foi uma coisa muito intensa, uma descoberta, um sonho", lembra. Arranjou emprego numa "relojoariazinha vagabunda no metrô", em Londres. Refletia, escrevia um diário. Começou a achar que a civilização "estava sendo escravizada". Decidiu que seria ator.
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*E, claro,* encontrou logo um campo e amigos para jogar futebol. Foi então que deu o primeiro tropeço. "Joguei mal, chutei o chão." Num outro dia, ao correr para pegar o metrô, quase caiu da escada rolante. "Pensei: 'Que esquisito'. Mas a viagem estava tão incrível que eu não tinha tempo para ficar em crise."
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*Em Paris,* caiu numa sarjeta e não conseguiu se levantar sozinho. Na Itália, teve dificuldades para preencher a ficha do hotel. Não conseguia apertar o frasco do desodorante. Procurou um hospital. Queriam interná-lo. Voltou ao Brasil. E teve o diagnóstico da esclerose múltipla.
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O médico disse à família que, mesmo com a doença, ele poderia levar uma vida normal. Chegou a voltar para a Europa e a viajar com um amigo de bicicleta pela Holanda. Amarrava o pé que estava sem força no pedal. Levava tombo atrás de tombo. Mas a vida seguia, bela e intensa. E ele, "desencanado".
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Só voltou a se preocupar num dia em que, na Bélgica, não conseguiu mexer um dos pés. "Senti então a mesma sensação de quando fui à boca do vulcão Stromboli, na Itália, e começou uma micro-erupção. Não era medo. E sim um grande respeito. Vi que me confrontava com uma coisa muito maior. Tive a mesma sensação de pequenez."
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A segunda "ficha que caiu" foi quando soube que a incidência da esclerose era de um caso para cada grupo de 100 mil habitantes no Brasil. "Era como seu eu estivesse no Morumbi, na final do Corinthians e São Paulo, e anunciassem que alguém ali teria a doença. A gente sempre acha que as coisas acontecem com o outro. Aí seria alguém do setor amarelo. Da fila J... eu! Cara, eu sou o outro. Tá acontecendo comigo!"
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"E não adianta eu ter pai bem relacionado, tio deputado, ser bom aluno. Nada disso vai resolver", segue ele. "As coisas são como elas são. Não tem merecimento, sentido da vida. As coisas são e pronto. A gente é que pendura os significados nelas. A vida tá aí, bicho. A vida tá aí e você não é diferente de ninguém. Eu sou eu só pra mim. Para os outros 6 bilhões de pessoas do mundo, eu sou o outro. E, se acontece com o outro, acontece comigo também." Virou o pior jogador do time de futebol. "De repente, eu era aquele cara com quem eu sempre tinha gritado. Foi um trabalho de humildade."
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Parou de beber e passou a se alimentar melhor. Entrou na EAD (Escola de Artes Dramáticas) da USP. "Fiquei encantado. Como eu tinha vivido sem aquilo por tanto tempo?" Mas logo veio um novo tombo. Agora em público, na primeira peça em que atuou.
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"Baita sucesso, casa cheia", lembra. Ele entra em cena. E se esborracha no chão: as sequelas da doença, que tiram a força das pernas, já se manifestavam de forma contundente. "Aí fiquei mal: 'Caramba, bicho. Será que a esclerose vai me impedir de ser ator?'." Seguiu na profissão com essa dúvida.
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Chorava no quarto, e só se fortalecia ao ouvir "Maria, Maria", de Milton Nascimento e Fernando Brant, na voz de Elis Regina. "'É isso aí, cara. Sou corintiano, é preciso ter força, é preciso ter gana'. Virou ritual: quando estava 'down', eu falava 'Elis, Elis, vamos lá'. E botava o disco."
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No último semestre da EAD, a luz surgiu no fim do túnel: Nando fez oficina de palhaço. E se identificou com "aquela figura que tropeça, que faz a coisa errada, que é inapto, chega em último. Porque eu sempre fui inadequado. Na economia, usava brinco. Na história, era o burguesinho que tinha carro. Na EAD, o careta, que usava camisa por dentro da calça."
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Nascia o palhaço Comendador Nelson. Na "pele" dele, Nando visitou hospitais com os Doutores da Alegria. Fez sucesso com a companhia Jogando no Quintal. Atuou em hospitais psiquiátricos na dupla Fantásticos Frenéticos. "Eu sempre falo: as soluções são simples e óbvias. A gente não as vê porque fica se martirizando." Uma das coisas que a profissão de palhaço ensina, diz, é a "desdramatizar o mundo". Fez vários tipos de terapia -antroposófica, xamânica, com um pai de santo.
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*Em 2005,* começou a piorar. Passou da cortisona em comprimido para intravenosa. Em seguida, quimioterapia. Em 2009, se submeteu a um transplante de medula. Ficou 45 dias internado. Tinha "sonhos intensos, muito malucos, muito fortes".
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A doença estacionou. Mas a fadiga crescia. Da bengala, passou a usar muletas. A profissão de palhaço também chegava ao fim. "Foi aí que falei: 'Bom, vou prestar concurso publico'." À euforia do sucesso nas provas para ser auditor fiscal sobreveio a reprovação na perícia médica, que o fez recorrer à Justiça contra a Prefeitura de SP.
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E é por isso que agora Nando, que hoje vive em Itu, partiu para as palestras. Ansioso, mas achando que tudo vai dar certo.
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E essa certeza ele tem desde que, numa viagem de avião, leu num livro da francesa Simone de Beauvoir: "É preciso saber aguardar a simplicidade dos fatos".
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"Eu li aquilo e me lembrei imediatamente das provas de química da época do colegial. Eu passava dois meses assustadíssimo. Era um terror. E a prova durava só 50 minutos - e era infinitamente mais simples do que os dois meses que eu passara sofrendo por causa dela. Realmente as coisas são mais simples do que parecem. A gente é que cria fantasia sobre elas."