IMUNOTERAPIA...INFANTARIA IMUNOLÓGICA EM AÇÃO...

04 de abril de 2015 

EXTRAORDINÁRIA, FANTÁSTICA E REVOLUCIONÁRIA TÊM SIDO OS ADJETIVOS PARA A LINHA DE TRATAMENTO QUE APOSTA NO SISTEMA DE DEFESA NATURAL DO CORPO NA LUTA CONTRA O CÂNCER...


Habituados a avanços lentos e promessas grandiosas que acabam por não se confirmar, médicos e pesquisadores da área do câncer costumam ser cautelosos diante de novas linhas de tratamento. Por isso mesmo, é significativo o entusiasmo que muitos deles demonstram quando o assunto é a imunoterapia. 

Apesar de tratar-se de uma estratégia que recém começa a ser incorporada na prática clínica, ela já merece adjetivos como “extraordinária”, “fantástica” e “revolucionária”. Em 2013, foi considerada o avanço do ano pela revista Science, da Associação Americana para o Progresso da Ciência. Nos dias atuais, existem já milhares de pacientes que só estão vivos por causa dela.

– Pelo que vejo acontecer nos principais centros do mundo, posso dizer que estamos entrando em uma nova era do tratamento do câncer. A imunoterapia está revolucionando os resultados em vários tipos de tumor – celebra o oncologista gaúcho André Fay, pesquisador visitante do Dana-Farber Cancer Institute/Harvard Medical School (EUA), instituição de ponta no estudo da técnica.

O curioso é que as medicações imunoterápicas, diferentemente de tratamentos tradicionais como a quimioterapia ou a radioterapia, não se preocupam em atacar os tumores. O que elas fazem é agir sobre o sistema imunológico, mobilizando as defesas naturais do organismo para combater as células cancerígenas. Em teoria, o conceito relacionando o sistema imunológico e o desenvolvimento de tumores existe há mais de um século. Na prática, utilizar o próprio sistema imunolólgico no combate ao câncer começou a funcionar nos últimos anos, graças a descobertas recentes sobre a biologia dos tumores.

A partir dos anos 80, pesquisadores identificaram a presença de certos receptores nos linfócitos T, a infantaria do sistema imunológico. Esses receptores – os mais conhecidos são o PD-1 e o CTLA-4 – funcionam como uma espécie de botão de liga e desliga das células de defesa. Por meio de proteínas presentes na sua membrana, as células cancerígenas conseguem acionar esse interruptor, desligando o sistema imunológico. O resultado é que o tumor cresce, sem ser reconhecido como uma ameaça.

André Fay – que voltou recentemente ao Estado para atuar no Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, mas continua trabalhando com pesquisadores do Dana-Farber Cancer Institute pioneiros no campo da imunoterapia – observa que o mecanismo usado pelos tumores é o mesmo que protege órgãos e tecidos saudáveis. Eles também expressam proteínas que inativam o sistema imunológico.

– No Dana-Farber, pesquisou-se por muitos anos a interação entre a célula de defesa e proteínas expressas na membrana dos tumores. Quando o mecanismo foi compreendido, concluiu-se que bloquear essa interação manteria o sistema imunológico ativado. Desenvolveram-se anticorpos específicos que impedem a ligação do receptor da célula de defesa com o seu ligante na célula tumoral. Quando isso ocorre, as células de defesa combatem o tumor como se ele fosse uma infecção – explica.

 Mais medicamentos devem ser aprovados em breve

Os primeiros resultados dessa estratégia apareceram em pacientes com melanoma metastático, uma forma agressiva de câncer de pele para a qual a medicina não oferecia nenhuma alternativa eficaz. Com a imunoterapia, ocorreram regressões surpreendentes e prolongadas nos tumores de uma parcela considerável dos pacientes. Em um dos estudos, 53% dos doentes que receberam a dose máxima da medicação tiveram reduções de pelo menos 80% no tumor.

Com o sucesso no tratamento do melanoma, o interesse pela imunoterapia explodiu. E as boas notícias não param de vir dos centros de pesquisa. Em diferentes tipos de câncer avançado, nos quais já se havia tentado de tudo, os novos remédios ofereceram resultados sem precedentes. Pelo potencial de salvar vidas, a FDA, agência americana de medicamentos, abreviou os trâmites para a aprovação de imunoterápicos. Algumas medicações já foram liberadas. E um número muito maior, para variados tipos de câncer, deve estar disponível em breve.

– Em um ou dois anos, vamos ver a aprovação de vários desses medicamentos. Durante décadas, a imunoterapia foi vista com ceticismo por médicos e pesquisadores, mas hoje não existe área mais estimulante na oncologia – observa Gilberto Schwartsmann, chefe do serviço de oncologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

COMO FUNCIONA

Imunoterapia, são usados medicamentos que tornam o câncer vulnerável à ação do sistema imunológico.

O SISTEMA DE DEFESA

O organismo dispõe de um conjunto de mecanismos de defesa contra doenças conhecido como sistema imunológico. Quando esse sistema detecta a presença de algum agente nocivo, como vírus ou bactérias, ele aciona células de defesa, que combatem a ameaça.


A ESTRATÉGIA DOS TUMORES 

Os tumores contam, na membrana das células, com proteínas que são capazes de neutralizar o sistema imunológico. Essas proteínas conseguem se conectar a receptores existentes nas células de defesa. Quando essa conexão acontece, o sistema imune é desativado. A célula de defesa deixa de funcionar. Dessa forma, o câncer cresce sem obstáculo. O mecanismo é o mesmo que impede órgãos e tecidos sadios de serem atacados pelo sistema imunológico.

A ESTRATÉGIA DA IMUNOTERAPIA 

Estudos sobre o sistema imunológico permitiram desenvolver drogas que atuam diretamente em seu mecanismo de controle. Essas medicações, injetadas pela corrente sanguínea, ocupam o espaço da ligação entre a proteína do tumor e o receptor da célula de defesa, impedindo a conexão. Dessa forma, as células de defesa não são desativadas. Combatem o tumor como se ele fosse uma infecção qualquer.


AS ORIGENS

Saiba como surgiram as primeiras pesquisas sobre imunoterapia para tratar o câncer.


Em 1987, pesquisadores franceses identificaram um novo receptor na superfície dos linfócitos T, uma célula do sistema imunológico. Esse receptor foi chamado de CTLA-4.


O imunologista James Allison, da Universidade do Texas, descobriu que o CTLA-4 poderia refrear a ação das células T, impedindo o sistema imunológico de atacar. Ele especulou que bloquear o receptor poderia fazer o sistema imunológico atacar um câncer. Em 1996, Allison demonstrou que o uso de anticorpos contra o CTLA-4 era capaz de eliminar tumores em ratos. 

Também nos anos 90, um biólogo japonês descobriu uma outra molécula em células T, batizada de PD-1, que bloqueava a ação das células T. Logo após, Arlene Sharpe e Gordon Freeman, pesquisadores do Dana-Farber Cancer Institute, descreveram os ligantes do receptor PD-1, chamados PD-L1 e PD-L2, ampliando o conhecimento sobre o funcionamento do sistema imune e colaborando para o desenvolvimento de drogas nessa via. 

Os grandes laboratórios consideravam a imunoterapia uma linha com pouco futuro, mas um pequena empresa de biotecnologia norte-americana, a Medarex, adquiriu em 1999 os direitos do anticorpo para o CTLA-4.

Em 2006, a Medarex começou a testar também em humanos anticorpo para a molécula PD-1. Foram estudados 39 pacientes com cinco tipos de câncer. Dois anos depois, tumores avançados de cinco pessoas diminuíram. Alguns pacientes viveram muito mais do que o esperado.

Em 2010, o laboratório Bristol-Myers Squibb, que havia adquirido o Medarex, anunciou o primeiro resultado do anticorpo para o CTLA-4 com humanos. Pacientes com melanoma metastático que receberam o medicamento imunoterápico viveram em média 10 meses. Os que não o receberam viveram seis meses. Um quarto daqueles que receberam o anticorpo viveram pelo menos dois anos.

Em 2011, a FDA, agência americana de medicamentos, aprovou o uso do anticorpo para o CTLA-4 para tratamento de melanoma metastático.

Em 2012, pesquisadores da Johns Hopkins University e da Yale University revelaram o resultado do anticorpo contra o PD-1, que havia diminuído pelo menos pela metade o tumor de 31% dos pacientes de melanoma, 29% dos de câncer renale 19% dos de pulmão.

Em 2013, pesquisadores divulgaram que a combinação dos dois anticorpos havia provocado uma regressão rápida e profunda dos tumores de31 doentes de melanoma.

A partir dos bons resultados, teve início uma corrida para desenvolver novos anticorpos, estudar o uso combinado deles nos pacientes e testar a imunoterapia em diferentes tipos de câncer. Há uma infinidade desses estudos em andamento. Em vários tipos de tumor, inclusive em estágio muito avançado, os resultados são impressionantes.

Espera-se a aprovação de uma série de medicamentos novos nos próximos dois anos.


TRATAMENTO AINDA TEM DIVERSAS INCERTEZAS

 

Não há dúvidas de que a imunoterapia veio para ocupar um lugar de honra no combate ao câncer – ao lado da tríade cirurgia, radioterapia e quimioterapia –, mas muitas incertezas ainda cercam a nova estratégia de tratamento. Uma das questões que aguardam resposta é o motivo para a terapia oferecer resultados espetaculares em alguns pacientes e não dar resultado nenhum em outros.

Carlos Barrios, professor da PUCRS e diretor do Instituto do Câncer do Mãe de Deus, observa que, em muitos dos estudos feitos até o momento, as medicações têm beneficiado apenas de 20% a 30% dos pacientes.

– O fato de que agora temos pacientes que respondem é entusiasmante, porque antes não tínhamos opções nesses tipos de câncer. Mas ainda não é em todos os casos – diz Barrios.

Uma via promissora para melhorar o alcance do tratamento é usar mais de um imunoterápico ao mesmo tempo. Segundo Barrios, em alguns estudos onde dois medicamentos foram ministrados em conjunto, as taxas de sucesso aumentaram dramaticamente, batendo nos 80% – e isso em doenças de estágio avançado, em que nenhum outro tipo de terapia funcionou. O certo é que, para ampliar o sucesso da nova terapia, ainda é preciso aprofundar muito a pesquisa sobre a interação entre sistema imunológico e câncer.

– Existem muitas proteínas e receptores envolvidos no processo. Não sabemos qual é o papel de cada um, como bloquear certas proteínas e que proteínas devem ser bloqueadas. Há muito a evoluir – relata o oncologista André Fay.

Outra dúvida diz respeito ao tipos de tumor que poderão ser beneficiados pela imunoterapia. Já há aprovação de drogas para tratar o melanoma e o câncer de pulmão. Mas não existe certeza do quanto a lista pode se ampliar. No Hospital São Lucas, por exemplo, Barrios testa as novas drogas em pacientes com câncer de pulmão, bexiga, melanoma, estômago e rim. São tumores que, em estudos mundo afora, têm respondido muito bem à nova técnica.

– A imunoterapia deve funcionar nos tumores que têm alguma relação com o sistema imunológico. Aparentemente, beneficiam-se os tumores que têm uma taxa maior de mutação genética, porque se tornam um alvo mais fácil para o sistema imunológico – diz Barrios.
 

Duração é ponto incerto

Outra questão nebulosa diz respeito ao tempo de duração dos tratamentos. Há indícios de que a imunoterapia pode alterar de forma prolongada ou mesmo permanente o comportamento do sistema imunológico, levando-o a atacar as células cancerígenas mesmo depois de a medicação ser suspensa. É como se o sistema estivesse dormindo e a terapia o acordasse. Outra possibilidade é que o câncer se torne uma doença crônica, com necessidade de uso dos medicamentos por toda a vida. Nesse caso, o paciente teria de conviver com efeitos colaterais bastante distintos daqueles comuns a outras terapias. Ao desativar o mecanismo que refreia o sistema imunológico, a imunoterapia favorece o ataque não só ao câncer, mas também a tecidos sadios:

– Quando a gente usa uma medicação sistêmica que atinge todo o organismo, ao mesmo tempo em que atinge o tumor também pode gerar uma resposta inflamatória no órgão sadio. Os efeitos colaterais estão relacionados à imunidade, a todas as inflamações que se pode ter, como colite ou hepatite. Estamos aprendendo a lidar com isso – pondera André Fay.

Apesar dos desafios a superar, as razões para otimismo são muitas, a começar pelo fato de que a imunoterapia tem sido usada, por enquanto, apenas naqueles pacientes em situação mais crítica.

– Com a imunoterapia, conseguimos respostas positivas onde antes não tínhamos resposta nenhuma. E essa resposta é muito prolongada. O entusiasmo é compreensível – observa Barrios.

 

OUTRAS ESTRATÉGIAS DE IMUNOTERAPIA

 

INJEÇÃO DE CÉLULAS DE DEFESA

 

Células T são ativadas em laboratório após contato com proteínas que constituem o tumor. Depois, são reinjetadas no paciente. Estudos mostraram que esssas células imunológicas podem produzir efeitos significativos, notadamente em câncer de próstata.

 

VÍRUS 

 

Vírus modificados que podem ser eliminados facilmente por células saudáveis são injetados no organismo. Esses vírus conseguem entrar em células tumorais e destruí-las, o que coloca o sistema imunológico em alerta e faz as células de defesa identificarem o tumor – mesmo as células que não foram atingidas pelo vírus – como uma ameaça.

 

PERSONALIZAÇÃO É A PRÓXIMA ONDA

Os conhecimentos sobre biologia molecular que transformaram a imunoterapia em nova fronteira do combate ao câncer já apontam para aquele que deve ser o próximo estágio na história da luta contra a doença: a personalização. Na medida em que a compreensão dos tumores se aprofunda, os pesquisadores vislumbram um período em que será possível prescrever medicações certeiras para cada paciente.

Voltado para essa linha de pesquisa, o oncologista André Fay acaba de ter um trabalho premiado pela Sociedade Americana de Oncologia. Especialista em câncer de rim, o gaúcho estudou a presença de mutações genéticas em dois grupos de pacientes da doença. Um deles era formado por pessoas que respondiam de forma extraordinária a uma medicação. O outro, por doentes em que o mesmo remédio não fazia qualquer efeito. De forma inédita, a pesquisa apontou a existência de algumas mutações que parecem estar relacionadas com o sucesso ou o fracasso da terapia.

– Se esse achado for confirmado, será um passo importante na personalização do tratamento. Quando se fala em câncer de rim, são muitas doenças diferentes. Existem vários medicamentos disponíveis, mas não sabemos qual é o mais adequado para cada caso. Ainda estamos em uma fase inicial de pesquisa, mas daqui a algum tempo poderemos pegar o tumor de um paciente, submetê-lo a análises genéticas e moleculares e saber qual dos tratamentos disponíveis é o mais indicado. Vai ser uma oncologia individualizada, em que vamos entender o câncer específico do paciente e oferecer para ele os maiores benefícios – diz Fay.

- Resultados são revolucionários

As vantagens disso são enormes. Hoje, os profissionais vão testando uma medicação depois da outra, até encontrar aquela que oferece melhor resposta. Nesse processo, o paciente com frequência é submetido a drogas que não fazem efeito – o que significa perda de tempo, sujeição a mais agentes tóxicos e sobrevida menor.

Já há algumas histórias de sucesso na linha da personalização. O oncologista Carlos Barrios cita o caso da leucemia mielóide crônica. Os médicos passaram a identificar quais pacientes da doença tinham uma determinada alteração que era fundamental para a sobrevivência das células tumorais. Nesses doentes, recorre-se a uma medicação específica, que bloqueia aquela alteração. O resultado é que eles vivem décadas.

– Saber o que a célula precisa para viver e oferecer um tratamento contra aquela necessidade específica é a melhor estratégia. Isso está começando a acontecer em uma série de tumores. É uma revolução – relata Barrios.

VACICNEX DIVULGA DADOS PRÉ-CLÍNICOS SOBRE TERAPIA EXPERIMENTAL ESCLEROSE MÚLTIPLA...

O2 DE ABRIL DE 2015


 
Vaccinex, Inc . anunciou recentemente resultados positivos para um multi centro, fase 1 ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, que avaliaram a tolerabilidade ascendente dose única e segurança em um tratamento experimental para esclerose múltipla pacientes adultos (MS).

Os investigadores registraram 50 pacientes com esclerose múltipla em um dos cinco grupos de estudo (1, 3, 6, 10 e 20 mg / kg) para avaliar a tolerabilidade e segurança do novo composto VX15 / 2503 que foi IV-administrado em uma única dose.

VX15 / 2503 é a primeira na classe, anticorpo monoclonal que Vaccinex descoberto, caracterizado, e examinadas em vários modelos pré-clínicos de esclerose e doença de Huntington.

Os resultados do estudo revelaram que a droga é bem tolerada em doses de até 20 mg por kg. Os resultados mostraram também sem grandes efeitos adversos durante o tratamento com nenhuma dose máxima tolerada (MTD) determinado e não há toxicidades limitantes da dose (DLTs).

Após uma análise preliminar, os investigadores determinaram que a meia-vida de uma dose única de droga é entre 21 e 23 dias com a dose de 20 mg / por kg, e que a saturação do receptor específico de fármaco alvo SEMA4D persistiu durante cerca de 155 dias . A empresa está planejando publicar estes resultados preliminares em um jornal peer-reviewed.

Vaccinex começará um novo estudo de fase 2, durante o primeiro semestre de 2015, para testar a eficácia de sua VX15 / 2503 de anticorpos em pacientes com a doença de Huntington. 
 
A empresa está trabalhando ativamente na descoberta e desenvolvimento de soluções monoclonais terapêuticos humanos de anticorpos para o tratamento do câncer. 
 
Vaccinex está também empenhada em avançar soluções terapêuticas para doenças neurodegenerativas, como a esclerose múltipla e doença de Huntington.

O proprietário da empresa ActivMAb Anticorpo Descoberta Tecnologia inclui uma selecção de anticorpos de mamífero baseados em células e é parte de tubagem de anticorpo Vaccinex. 
 
O sistema combina os benefícios de uma selecção rápida e precisa através da filtração e separação de células tudo num único vírus da tecnologia, com a tecla de selecção de anticorpos que são expressas de forma eficiente e estável em células de mamífero.

FOI USADO TRADUTOR GOOGLE NESTA POSTAGEM...

FIBROMIALGIA...TÃO DOLOROSA QUANTO MAL COMPREENDIDA...

2015/03/28
 
Esta condição debilitante que causa fadiga, dor e rigidez no corpo, não foi reconhecido como uma doença pela Organização Mundial de Saúde até 1992. Embora afecte entre 2 e 4 por cento da população mundial, permanece largamente desconhecido. 


- Alina culpou sua contínua dor no pescoço e voltar a trabalhar longas horas em uma mesa desconfortável. Ele buscou alívio no sono e descansar, mas cada vez mais rígida e profundamente esgotado. Demorou meses para procurar ajuda profissional e ainda passou um tempo a ser determinado que sofria de fibromialgia.

Milhares de pessoas que vivem com fibromialgia sem saber. É uma doença crônica que causa dor muscular e fadiga, que pode ser profunda, a ponto de interromper e dificultar atividades diárias. 

As causas exatas são desconhecidas no momento, mas alguns cientistas acreditam que poderia ter uma origem genética. 

O que sabemos é que existem fatores com as quais esteja associada: Algumas pessoas começam a sentir os sintomas depois de ter tido lesões recorrentes, tendo experimentado um evento traumático, como um acidente de carro ou que lhes causou grande impacto emocional e algumas infecções parecem desencadear ou piorar a situação. 

Em muitos casos, pode ocorrer por si só, sem qualquer precedente.

Geralmente é mais comum em mulheres (o afeta de 80 a 90 por cento dos casos) e geralmente ocorre na idade adulta, embora as crianças sofrem. 


Muitas vezes, é diagnosticada em pessoas que já têm outras condições, tais como artrite reumatóide, lúpus (lúpus eritematoso sistêmico) ou espondilite anquilosante (artrite espinhal) e naqueles com uma família que sofreu.

Pessoas com fibromialgia têm vários pontos sensíveis do corpo, geralmente em áreas, como o pescoço, ombros, costas, quadris, braços e pernas. Basta um leve toque ou uma leve pressão para provocar-lhes dor.

A dor é acompanhada de outros sintomas, como dificuldade para dormir, o corpo rijo e formigamento ou dormência nas mãos e nos pés.

Eles também sofrem de dores de cabeça, cólicas menstruais e dificuldade de concentração e de memória (alguns chamam esses lapsos "fibroneblina").

Outro sintoma característico é cansaço constante, especialmente quando se levantam apesar de ter dormido bem. Eles podem sofrer de ansiedade, depressão e perturbações no trato digestivo.

O Colégio Americano de Reumatologia estabeleceu critérios para o diagnóstico de fibromialgia são: ter tido pelo menos três meses de dor generalizada, origem inexplicada por todo o corpo, e pelo menos 11-18 pontos dolorosos em partes específicas do corpo.

O tratamento da fibromialgia deve ser realizada por um reumatologista, mas um médico de família ou internista também pode cuidar do paciente, se eles estão familiarizados com a doença e os tratamentos mais eficazes. 

Os tratamentos incluem uma combinação de medicamentos para aliviar os sintomas: dor analgésicos, anti-inflamatórios não esteróides ou aspirina; antidepressivos e alguns medicamentos usados para a epilepsia que são eficazes para a dor nas terminações nervosas nas extremidades.

Além de medicamentos, exercícios físicos e de alongamento e relaxamento, como ioga ou terapia Pilates é recomendado. Uma dieta saudável e equilibrada e um descanso adequado pode ajudar a aliviar os sintomas.

USADO TRADUTOR GOOGLE NESTA POSTAGEM...

FONTE:http://www.elcivismo.com.ar/nota.php?nota=20086

ANVISA LIBERA NOVO MEDICAMENTO CONTRA HEPATITE C...

31 de mar de 2015‎

Mais um medicamento de ajuda ao combate a Hepatite C entra para a lista de liberados pela Anvisa – Agência …


Mais um medicamento de ajuda ao combate a Hepatite C entra para a lista de liberados pela Anvisa – 

Agência Nacional de Vigilância Santária em atuação no Brasil. O Sofosbuvir vai passar a também auxiliar no tratamento dessa doença infecciosa causado por causa de um vírus, o VHC. Depois da liberação do órgão, a espera é que o mesmo comece a ser disponibilizado ao público a partir do final do ano de 2015. 

Com ele, o tempo de tratamento da doença passaria de um ano para cerca de três meses, sendo que o mesmo é realizado de forma oral e bem menos evasivo para as pessoas. A liberação da mesma faz parte de medidas urgentes que o governo precisa tomar em relação as políticas públicas de prevenção e combate a hepaties virais e a Aids, esta ainda sem cura.

De acordo com informações no Ministério da Saúde, o registro do Sofosbuvir está sendo realizado e deve ajudar aquelas pessoas que sofrem com a doença em sua forma crônica. O vírus ataca o fígado do ser humano na maior parte das infecções, levando as pessoas a desenvolverem casos de câncer ou cirrose hepática, por exemplo, mesmo entre os que não bebem. Um transplante de fígado pode ser a saída para melhorar, mas 90% dos caros são curáveis quando o tratamento é feito de forma correta.
A faixa mais afetada pela doença é depois dos 45 anos de idade, sendo o principal público do remédio. Apesar disso, o comprimido, que deve ter a concentração de 400 mg, pode ser usado por qualquer pessoa desde que tenha uma receita médica.

A proposta é que o medicamento possa fazer parte da lista de remédios disponibilizados pelo SUS – Sistema Único de Saúde, sendo o terceiro a ser disponibilizado pela Anvisa. Eles vão figurar ao lado do Daclatascir e do Simeprevir, ambos liberados no primeiro trimestre do ano. Segundo informações do Ministério da Saúde, os três conseguem participar de um tratamento eficiente contra a Hepatite C.

Com a liberação, o Brasil figura entre os únicos países do mundo a oferecer um tratamento totalmente gratuito contra a doença. Por enquanto, o Ministério ainda está trabalhando com as concessões laboratoriais para ver quem vai atuar na produção do novo medicamento.

No mundo, a estimativa é que cerca de 185 milhões de pessoas sofram com a Hepatice C e desenvolvido a sua forma crônica, cerca de 3% da população. A doença é transmitida por meio de contato sanguíneo com uma pessoa já infectada, como o compartilhamento de seringas, transfusões de sangue e material não esterilizado (como lâminas de barbear ou de depilação, piercings e alicates de unha, por exemplo). A passagem de mãe para filho também pode ocorrer.

A estimativa do Ministério da Saúde é que o Sofosbuvir auxilie no tratamento de mais de 60 mil pessoas no Brasil nos dois anos após a sua disponibilização pelo SUS. No dia 28 de julho se comemora o Dia do Combate as Hepatites Virais.

CIENTISTAS DESENVOLVEM CÉLULAS DO FÍGADO PRODUTORAS DE INSULINA PARA TRATAMENTO DE DIABETES TIPO 1...

31-03-2015

Investigadores australianos desenvolvem linhas de células humanas do fígado capazes de produzir insulina e que poderão eliminar a necessidade de injeções diárias por indivíduos com diabetes tipo 1. 

A nova tecnologia já foi adquirida por uma empresa para poder ser comercializada a nível mundial. 


 Após vinte anos de investigação científica, Ann Simpson, cientista da University of Technology Sidney (UTS), na Austrália, consegue desenvolver linhas de células humanas do fígado capazes de desempenhar as mesmas funções das células dos ilhéus do pâncreas na produção de insulina.

A nova tecnologia foi agora comprada pela empresa de biotecnologia norte-americana, Nuvilex, que vai continuar a desenvolver estudos em torno destas novas células humanas produtoras de insulina denominadas de células ‘Melligen’.

Caso a empresa venha a ser bem-sucedida nos estudos e em testes em animais, mais breve do que se pode esperar, os pacientes com diabetes tipo 1 e insulinodependentes poderão deixar de depender da toma diária de injeções de insulina.

A ideia de colocar células do fígado a produzir insulina à semelhança das células dos ilhéus do pâncreas surgiu há vários anos porque possuem uma estrutura semelhante.

Ann Simpson, citada em comunicado da UTS explica que «quando um feto se desenvolve, o fígado e o pâncreas formam-se a partir da mesma origem endodermal», pelo que seria lógico estudar o potencial das células do fígado produzirem insulina.

A investigadora afirma estar entusiasmada pela empresa de biotecnologia Nuvilex ter agora adquirido os direitos mundiais sobre esta tecnologia para comercialização no mercado global. «A minha equipa e eu estamos entusiasmados pela prospetiva de trabalhar com a Nuvilex para eliminar injeções diárias para pacientes diabéticos insulinodependentes», afirma.

A empresa de biotecnologia vai agora usar esta nova tecnologia juntamente com um outro desenvolvimento de encapsulamento de células à base de celulose com a finalidade de poder usar células produtoras de insulina encapsuladas que funcionem como um pâncreas bio-artificial e que libertam insulina no corpo de acordo com a necessidade do organismo.

«Se formos bem-sucedidos, as pessoas afetadas com a diabetes tipo 1 vão ficar livres de depender das injeções de insulina diárias ou do uso de bombas de insulina, assim como, da necessidade constante de monitorizar os níveis de glicose no sangue e de modificar as suas dietas», afirma Kenneth L. Waggoner, CEO da Nuvilex. 

HISTÓRICO DE DEPRESSÃO PODE AUMENTAR RISCO DE DIABETES GESTACIONAL, DIZ ESTUDO...

01/04/2015

Segundo pesquisa norte americana, propensão a desenvolver a doença pode ser até 3,7 vezes maior...


 Mulheres que já tiveram depressão podem ter mais risco de desenvolver diabetes durante a gestação, de acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Obstetric, Gynecologic & Neonatal Nursing. 

 — As mulheres com histórico de depressão devem estar cientes de seu risco de desenvolver diabetes gestacional e levantar essa questão com seu médico. Os profissionais de saúde também devem conhecer essa condição e oferecer os cuidados adequados — disse Mary Byrn, coautora do estudo. 

Os pesquisadores da Universidade de Loyola, nos Estados Unidos, mediram sintomas de depressão em 135 gestantes. Aquelas que apresentaram diabetes durante a gravidez eram 3,79 vezes mais propensas a sofrer de depressão. 

Segundo os pesquisadores, a combinação de depressão e diabetes na gestação aumenta significativamente os riscos para a saúde da mãe e do bebê. As grávidas que estão deprimidas são mais propensas a apresentar comportamentos não saudáveis como uso de álcool, tabagismo e não cumprimento das visitas ao médico no pré-natal.

 A relação entre diabetes e depressão é controversa, afirmam os autores. Inicialmente, acreditava-se que a depressão era mais comum em pessoas com diabetes por causa das exigências de conviver com uma doença crônica. Mais recentemente, os cientistas passaram a acreditar que ter depressão pode precipitar o aparecimento de diabetes tipo 2. Portanto, se a depressão está presente antes da gravidez, pode ser importante monitorar com mais atenção os riscos de diabetes na gestação.

AMENDOIM PODE FAZER BEM AO CORAÇÃO, DIZ PESQUISA...

01/04/2015 

Este estudo indica que o amendoim tem um efeito protetor sobre a saúde das artérias", diz cientista.



Incluir amendoins como parte de uma dieta saudável pode fazer bem ao coração, afirma um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia.

A pesquisa avaliou a função vascular de 15 pessoas após uma refeição rica em gordura. Os participantes foram divididos em dois grupos: um ingeriu 85 gramas de amendoim e outro não.

Segundo os pesquisadores, depois de uma refeição rica em gorduras, a função vascular é reduzida. Mas, após a ingestão de amendoim, a atividade do coração permaneceu normal.

 — Este estudo indica que o amendoim tem um efeito protetor sobre a saúde das artérias — disse o pesquisador Xiaoran Liu.

Liu lembra que os amendoins são altamente calóricos e que, se incluídos à dieta, devem substituir outros alimentos ricos em gorduras.

PROTESTOS MARCARAM DESFILE CÍVICO DE RIBEIRÃO PRETO/SP

20 de março de 2015
 
O desfile cívico em comemoração ao 61º aniversário de Ribeirão Pires, na manhã de ontem, foi marcado por protestos que pedem melhorias nas áreas da Saúde e Educação, além de reclamar do abandono do município. A gestão do prefeito Saulo Benevides (PMDB) também foi criticada.

Enquanto integrantes da Segurança pública, GCM (Guarda Civil Municipal) e alunos da cidade desfilavam para público de cerca de 1.000 pessoas, um grupo usava nariz de palhaço, erguia cartazes e gritava por mudanças. Aos poucos as reivindicações foram ganhando mais adeptos.


A consultora Evelise Palmino, 30 anos, é mãe de um aluno da rede municipal e reclama das condições da escola em que seu filho estuda. “Há muitos anos não há reformas, quando chove é preciso colocar baldes para dar conta das goteiras. Os estudantes ainda não receberam uniformes e temos que nos virar com as roupas antigas, pequenas e rasgadas.”

A Saúde também foi motivo de discussão. Cartazes questionaram a falta de medicamentos nas unidades, além de problemas estruturais. Segundo a professora Vanessa Botelho, 37, alguns remédios estão em falta há mais de um ano. “Sofro de ESCLEROSE MÚLTIPLA e necessito tomar medicação de uso contínuo, no entanto, há meses não encontro a carbamazepina na rede pública.”

Apesar da manifestação, o prefeito afirmou estar feliz com as mudanças promovidas no município em sua gestão. “É muito bom ver essa integração entre os funcionários e a população. A evolução da cidade é a prioridade do governo.”

Indagado sobre os protestos, Saulo disse que algumas reclamações são infundadas. “No nosso plano de governo, sabíamos que os dois primeiros anos seriam difíceis, mas a partir deste terceiro ano as coisas irão melhorar e entregaremos obras em conjunto com os governos estadual e federal. Quanto aos uniformes, faremos a entrega até o meio do mês que vem.”

De acordo com participantes do ato, funcionários da Prefeitura e guardas-civis posicionaram-se em frente ao ponto no qual eles reivindicavam, de forma a bloquear o ato. “Um homem que não quis se identificar nos ofendeu. Guardas ficaram na nossa frente na tentativa de nos encobrir. Aumentaram o som para sufocar nossas vozes”, disse Vanessa, que afirmou ainda que alunos da rede municipal foram impedidos de protestar. “Mandaram os estudantes tirarem o nariz de palhaço. Isso fere nossos direitos, vai contra a liberdade de expressão.” 


ESCLEROSE MÚLTIPLA...PESQUISA EM ANDAMENTO É UMA PROMESSA...

Avaliado 12 de março, 2015 


A esclerose múltipla é uma doença auto-imune que afeta cerca de 2,3 milhões de pessoas em todo o mundo. Embora a barreira sangue-cérebro é normalmente impermeável, em doentes com MS linfócitos T são capazes de atravessar para o cérebro. 1

Estas células brancas do sangue de pessoas com diagnóstico de MS atacar a mielina gordos que cobre os nervos em seus cérebros. As lesões ou remendos da perda de mielina é uma das primeiras formas MS podem ser vistos em uma varredura do cérebro.

A maioria dos pacientes têm a forma remitente-recorrente de MS, o que significa que eles têm períodos de tempo quando a doença está em retrocesso e que muitas vezes não têm sintomas.
Cerca de 10-15 por cento das pessoas com EM têm a forma progressiva primária e não ter períodos sem sintomas quando os retiros de doença.

Os efeitos da esclerose múltipla não são facilmente discernido. Os primeiros indicadores são normalmente mais sutis. Entre os primeiros sinais de MS estão sentindo dormência em um membro que poderia causar-lhe a cair uma xícara de café, ou um formigamento simples para baixo da coluna vertebral.

Não existe causa conhecida de esclerose múltipla, no entanto, há uma série de factores que podem desempenhar um papel em que está em risco para esta doença.

MS tem um componente genético, mas que não é considerada uma doença hereditária que é altamente.

As pessoas que fumam e que tenham contraído mononucleose são em maior risco de serem diagnosticados com MS.

Vários aspectos do seu ambiente, e deficiências nutricionais, como a falta de vitamina D, são pensados para ser fatores contribuintes.

A vitamina D é produzida naturalmente no corpo por exposição ao sol. Verificou-se que as pessoas que vivem perto do equador, e, portanto, costuma ver mais do sol, tem um fator de risco menor de desenvolver MS.

Atualmente não há cura para a esclerose múltipla. Existem drogas que retardam a eventual progressão da doença, mas nenhuma das medicações têm sido criadas para reverter seus estragos no corpo.

No entanto, pesquisas recentes é promissor.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Francisco estão tentando forçar as células do corpo para criar oligodendrócitos, para descobrir se os oligodendrócitos criará mielina para substituir o que foi destruído nas fibras nervosas.

Se as células são capazes de reparar a mielina danificada a esperança é que os sintomas serão aliviados. Os pesquisadores estão otimistas sobre encontrar o composto que vai estimular essa reação. Os resultados iniciais são devidos, na Primavera de 2015.

Enquanto isso vem acontecendo na Costa Oeste, do outro lado do país, os pesquisadores estão tentando usar células-tronco para reparar os danos causados por MS.

O MS Center of New York Research Tisch tem um estudo envolvendo seres humanos, que leva as células-tronco a partir de participantes "da medula óssea, os transforma em um laboratório e em seguida, injeta-los de volta para os participantes" fluido espinhal.

Pesquisadores têm a intenção de aprender se essas células-tronco vão ajudar a reparar danificadas bainhas de mielina do cérebro. Alguns críticos argumentam que esta abordagem não vai funcionar, porque as células colhidas não são exatamente como os nativos para o corpo.

Enquanto alguns pesquisadores estão focados em uma cura, os outros estão procurando maneiras de parar a progressão da MS. Um estudo clínico promissor em Seattle acaba de lançar seu relatório intercalar, após três anos.

O estudo HALT-MS constatou que quase 80 por cento dos participantes não apresentaram novas lesões cerebrais, não teve recaídas de seus MS, e não mostrou nenhum aumento em sua deficiência durante o estudo.

Este estudo utilizou um tratamento que é comum para tratar a leucemia.


Os dois participantes do estudo receberam uma dúzia de terapia imunossupressora em doses elevadas, e, em seguida, recebeu um transplante de células-tronco do próprio participante, em um esforço para reiniciar o seu sistema imunológico.

Embora sejam necessários mais resultados e um estudo mais amplo deste tratamento, os especialistas MS estão cautelosamente otimistas de que isso poderia ajudar a travar MS em alguns pacientes.

A investigação sobre a esclerose múltipla provavelmente vai continuar com a abertura da Ann Romney Centro de Doenças Neurológicas em Massachusetts. A Casa Branca também alocou US $ 100 milhões de dólares para entender melhor o cérebro.

Mais financiamento e pesquisa focada esperamos produzir melhores tratamentos e uma eventual cura da esclerose múltipla.

FOI USADO TRADUTOR GOOGLE NESTA POSTAGEM...

1) Newsweek.com. Web. 13 fevereiro de 2015. "A busca por uma cura da esclerose múltipla."
2) Seattletimes.com. Web. 11 de janeiro de 2015. "Experimental MS Tratamento de Doenças Pára" em suas faixas ". http: //www.seattletimes.com/seattle-news/experimental-ms-treatment-halts ...

BRASIL TEM 340 CIDADES EM SITUAÇÃO DE RISCO DE DENGUE...INFORMA O MINISTÉRIO...

12/03/2015

Até 7 de março, foram registrados 224,1 mil casos da doença no país...
Outras 877 prefeituras estão em situação de alerta...

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante coletiva de imprensa sobre a dengue nesta quinta-feira (12), em Brasília...




O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou nesta quarta-feira (12) que há 340 municípios brasileiros em situação de risco de dengue e outros 877 estão em situação de alerta.

Segundo o governo, até 7 de março foram registrados 224,1 mil casos da doença no país, aumento de 162% em relação ao
mesmo período do ano passado, quando houve 85.401 ocorrências.

O ministério informou ainda a queda de 31,5% no número de mortes entre 2014 e 2015. Entre 1 de janeiro e 7 de março do ano passado morreram 76 pessoas. No mesmo período de 2015, foram 52 óbitos.

As informações integram o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e foram divulgadas em coletiva em Brasília. A pesquisa foi feita com base em 1.844 cidades que se voluntariaram a participar da coleta.

Municípios que detectaram focos de dengue em 1 a cada grupo de 100 prédios são incluídos na categoria "satisfatório". Acima de 1 até 3,9 foram enquadrados na categoria "alerta". As cidades com índice acima de 4, entram no nível de "risco".

Cuiabá (MT) é a única capital na última categoria.

Outras 18 capitais foram incluídas na categoria de alerta: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).

Brasília foi considerada satisfatória, assim como João Pessoa (PB) e Teresina (PI). Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) Natal (RN) e Rio Branco (AC) não apresentaram dados.

Chioro destacou ainda a redução de 9,7% no número de casos graves da doença em relação a 2014. "Houve [também] uma diminuição de internações nesse período por dengue de 44%. E, apesar de haver 31,5% a menos de óbitos, eles estão ocorrendo, e é fundamental reforçar o conjunto de ações que já constam no plano de contingência."


Recorde foi em 2013

O coordenador-geral do Programa Nacional de Combate à Dengue, Giovanni Evelin Coelho, disse que, apesar do aumento detectado, os dados são positivos se comparados a 2013, ano considerado o mais epidêmico em relação à história de dengue no país.

"Em relação a 2013, tivemos redução de 47%. Tudo leva a crer, embora tenhamos ainda abril e maio, é que a perspectiva de um cenário parecido com o de 2013 seja remota", declarou.

Já sobre chikungunya, foram 1.049 casos confirmados até 7 de março, contra 2.773 casos em 2014. A tendência, para o ministério, é de menos transmissão da doença. "É uma transmissão ainda muito localizada, no estado do Amapá no município de Oiapoque, e no estado da Bahia", completou Coelho.

Para reforçar o combate aos focos do mosquito vetor das doenças, o Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões para as secretarias de Saúde de todos os estados do país. Além disso, realizou capacitação à distância, disponibilizou um telefone 0800 para que profissionais de Atenção Básica pudessem tirar dúvidas e elaborou um plano de contingência nacional.

O ministro falou sobre a importância de a população se envolver e adotar 15 minutos para erradicar os focos do mosquito em casa e dos profissionais de saúde estarem habilitados a reconhecer os sintomas das doenças. "A dengue não deve e não pode matar", afirma.


DOENÇAS REUMATOLÓGICAS AUTOIMUNES ATINGE MAIS MULHERES...ALERTA SBR

11/03/2015

O surgimento de doenças autoimunes nas mulheres como Artrite Reumatoide e Lúpus está ligado a uma tendência maior de produção de anticorpos, diferentemente dos homens...


Aos primeiros sinais de dores nas juntas, com diagnóstico precoce e tratamento adequados, as chances são muitas para o controle e até remissão de doenças reumatológicas e para a sobrevida maior das mulheres. 

O alerta, nesta semana de conscientização do Dia Internacional da Mulher, com data lembrada em 8 de março, é da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), que atua com todos os especialistas do país para o esclarecimento e a conscientização sobre as mais de 120 doenças da reumatologia, que atingem em sua grande maioria o público feminino. 

Entre as doenças mais freqüentes estão listadas Artrite Reumatoide, que afeta três vezes mais mulheres do que em homens e Lúpus Eritematoso Sistêmico, na proporção de dez mulheres para cada homem, que são doenças imunológicas, também chamadas de doenças autoimunes. O surgimento dessas patologias nas mulheres está ligado a uma tendência maior de produção de auto-anticorpos, comparado com os homens.

A Artrite Reumatoide, mais comum em pessoas com idade acima de 40 anos e após a menopausa, é uma doença crônica inflamatória, cuja principal característica é a inflamação das articulações (juntas), embora outros órgãos também possam ser comprometidos. É uma doença autoimune, ou seja, é uma condição em que o sistema imunológico, que normalmente defende o corpo de infecções (vírus e bactérias), passa a atacar o próprio organismo (no caso, o tecido que envolve as articulações, conhecido como sinóvia).

A inflamação persistente das articulações, se não tratada de forma adequada, pode levar à destruição das juntas, o que ocasiona deformidades e limitações para o trabalho e para as atividades da vida diária. Acomete cerca de 1% da população e atinge qualquer pessoa, desde crianças até idosos podem desenvolver a doença. Pessoas com histórico familiar da doença têm mais risco de desenvolvê-la.
Já o Lúpus Eritematoso Sistêmico, também uma doença imunológica, frequentemente se manifesta em mulheres jovens, com idade entre 20 e 30 anos, podendo comprometer também adolescentes.

 É uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, cujos sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva (meses) ou mais rapidamente (em semanas) e variam com fases de atividade e de remissão. 

São reconhecidos dois tipos principais de lúpus: cutâneo, que tem como sintomas manchas na pele (geralmente avermelhadas ou eritematosas), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo e braços) e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos. Alguns sintomas são gerais como febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo. 

Outros, específicos de cada órgão como dor nas juntas, manchas na pele, inflamação na pleura, hipertensão e/ou problemas nos rins. 

No Brasil, não há números exatos de pacientes com Lúpus. Estima-se entre 120 mil a 250 mil casos no Brasil ou 1 a cada 1.000 mulheres. Em São Paulo, os especialistas apontam a existência de 12 a 18 mil portadoras de LES. O tratamento depende do tipo de manifestação apresentada e deve ser individualizado.

Chama atenção também entre as doenças autoimunes com mais frequência em mulheres a esclerose sistêmica e a polimiosite, doença caracterizada pela inflamação dos músculos, afetando duas mulheres para cada homem. A fibromialgia, caracterizada por dores difusas pelo corpo, também é mais freqüente.

As doenças reumatológicas que mais afligem as mulheres são as doenças autoimunes (exemplo – lúpus), doenças degenerativas (exemplo - osteoartrite) e as doenças osteometabólicas (exemplo – osteoporose), explica a reumatologista Rosa Maria Rodrigues Pereira, membro das Comissões de Doenças Osteometabólicas e Osteoporose e da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Fator importante também é o histórico familiar.

De acordo com a especialista, doenças como a osteoartrite são degenerativas, tem componente hereditário e, em geral, se manifestam em mulheres com mais de 50 anos, com o comprometimento de mãos e  joelhos. Nas mãos afetam as articulações dos dedos. 

“Com o diagnóstico precoce e o tratamento adequados é possível diminuir a sua progressão”, alerta a professora Titular de Reumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

A doença osteoporose é uma doença osteometabólica também mais comum na mulher do que no homem. Com a chegada da menopausa e a perda do hormônio estrogênio fundamental para a manutenção dos ossos do corpo existem mais chances de fraturas. “Cerca de 30% das mulheres, após os 50 anos, vão ter diagnóstico de osteoporose, enquanto 15% entre os homens com mais de 70 anos, devido à perda de testosterona com o passar do tempo. O exame de densiometria óssea é imprescindível para o diagnóstico.

A reumatologista alerta que as campanhas de esclarecimento sobre as doenças reumáticas são de extrema importância para mudar o quadro da saúde da mulher no Brasil. “Sem informação, o diagnóstico acaba sendo tardio e há um comprometimento muito sério da qualidade de vida. Como exemplos ela cita que para a doença Artrite Reumatoide, hoje, já existem medicamentos que impedem que a doença chegue à deformidade. É preciso tratar no início. Na osteoporose, a suplementação  de vitamina D, com uma ingesta adequada de alimentos ricos em cálcio e atividade física, proporcionam mais chances de impedir a evolução da doença”, destaca Rosa Maria.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), Cesar Emile Baaklini, as doenças reumáticas apresentam índices elevados de morbidade e mortalidade, se não tratadas precocemente e adequadamente. “Tanto a SBR quanto os serviços públicos, as secretarias de saúde dos governos devem desenvolver ações de conscientização à população com mais frequencia”, diz ele. “Inclusive, os serviços das universidades têm condições de auxiliar e de ajudar os gestores em um trabalho amplo de conscientização e devem ser acionados”, completa.

Tratamento

O tratamento das doenças reumatológicas é garantido no Sistema Único de Saúde (SUS). A assistência aos pacientes com doenças reumáticas inclui desde o fornecimento de medicamentos até a realização de terapias integrativas, associadas à realização de exercícios que devem ter indicação do médico.

A recomendação à população é que percebidos os primeiros sintomas das doenças (dor, inchaço e rigidez nas juntas), o paciente procure o serviço médico mais próximo da sua residência. As doenças reumáticas são crônicas, não têm cura, mas podem ser tratadas.


EXERCÍCIO NA MEIA IDADE AJUDAM NA SAÚDE CEREBRAL MAIS TARDE...

08/03/2015

Segundo os pesquisadores, promover a cultura da atividade física na meia-idade pode ser um passo importante para garantir um envelhecimento saudável do cérebro...


Uma nova pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade de Boston, nos Estados, revelou que pessoas não praticam exercícios durante a meia-idade podem ter volumes cerebrais inferiores aos 60 anos. Tal resultado é um indicador de envelhecimento cerebral acelerado, segundo os pesquisadores.

 — Muitas pessoas não começam a se preocupar com a saúde do cérebro antes da velhice. Mas este estudo fornece mais evidências de que certos comportamentos e fatores de risco na meia-idade podem ter consequências para o envelhecimento do cérebro mais tarde — disse Nicole L. Spartano, principal autora da pesquisa.

O estudo avaliou 1.271 pessoas que participaram de um teste ergométrico na década de 1970 — quando a idade média do grupo era de 41 anos. 

A partir de 1999, quando a idade média era de 60, eles foram submetidos a exames de ressonância magnética no cérebro e a testes cognitivos. 

Os participantes não tinham doença cardíaca ou problemas cognitivos no início do estudo. Nenhum tomava medicação que alterasse a frequência cardíaca.

Segundo os pesquisadores, promover a cultura da atividade física na meia-idade pode ser um passo importante para garantir um envelhecimento saudável do cérebro.

TRATAMENTO PRECOCE ASSEGURA QUALIDADE DE VIDA PARA PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA...

Estudo realizado em 20 países identificou que com diagnóstico prematuro o nível de incapacidade física provocada pela doença se manteve baixo...



Aos 25 anos, a estudante Ilana Castro sentia um formigamento estranho do lado direito do corpo. Rosto e dentes também doíam muito desse lado e a mão direita experimentava um peso constante. Em algumas das suas idas aos médicos em busca de um diagnóstico e tratamento, ela ouviu que o problema era odontológico ou resultado de crises de sinusite. Depois de uma consulta com um neurologista e muitos exames, finalmente, a jovem descobriu a causa dessa pane no lado direito: a esclerose múltipla (EM).

Apesar do assombro do diagnóstico, o tratamento feito com uma substância imunorreguladora chamada de Interferon tem permitido que a jovem dê continuidade à formação universitária e leve uma vida bem próxima da normalidade. “Na verdade, quem não me conhece, não desconfia que haja nada de errado, por isso mesmo, é necessário que as pessoas conheçam e saibam que é possível viver com esclerose múltipla”, completa.

O exemplo de Ilana ilustra o resultado de um estudo dos Comitês Americano e Europeu para Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla em Boston, Massachusetts, que, ao longo de 11 anos, comprovou que o tratamento precoce com betainterferona-1b diminui os efeitos das complicações motoras e sensitivas dos pacientes em estágio inicial da doença, que atinge o sistema nervoso central e afeta o cérebro e a medula espinhal, interferindo na capacidade de controlar funções como andar, falar, urinar e outras. A Associação Brasileira de Esclerose Múlti pla(Abem) estima que, atualmente, existam 35 mil brasileiros com essa doença crônica que costuma acometer mais mulheres que homens, entre os 20 e os 50 anos. 

 Estudo

O estudo, realizado em 20 países com 278 pacientes, identificou que, com diagnóstico prematuro e tratamento precoce, o nível de incapacidade física provocada pela doença se manteve baixo e estável, com média de 2.0, o que caracteriza incapacidade mínima. Além disso, a taxa de recaídas também foi reduzida. Os resultados mostraram que o início do tratamento nestes pacientes adiou o desenvolvimento da esclerose múltipla clinicamente definida (CDMS) - e desacelerou o declínio cognitivo mensurado com o Pasat (Paced Auditory Serial Addition Test – Pasat), uma medida da função cognitiva que avalia a velocidade e flexibilidade do processamento de informação auditiva, assim como habilidade de cálculo. Esses dados sinalizam que quanto mais cedo for iniciado o tratamento da doença, maior será o retorno positivo para os portadores.

De acordo com o neurologista e professor da Universidade Federal da Bahia Ailton Melo, a grande vantagem dessa medicação que, no Brasil, é distribuída pelo Sistema Único de Saúde, reside no fato de impedir que o paciente tenha muitos surtos da doença. “A cada surto, o paciente sofre mais danos no sistema nervoso central, com esses danos, há uma chance grande dele ter comprometimentos definitivos como a perda da visão ou até mesmo dos movimentos de pernas e braços”, diz.

Atualmente, a evolução da esclerose múltipla pode ser medida pelo grau de inabilidade física, como na Escala Expandida do Estado de Incapacidade de Kurtzke (EDSS), que se utiliza de oito sistemas funcionais para a classificação. Os sistemas são: piramidal, cerebelo, tronco cerebral, sistema sensorial, intestino e bexiga, visão, cérebro, outros. A partir da avaliação desses, os neurologistas determinam uma pontuação que vai de 0 – exame neurológico normal – a 10 – paciente totalmente incapacitado no leito, que não comunica, não come nem deglute, resultando morte por esclerose múltipla.

Causas

A esclerose múltipla é uma doença autoimune onde células do próprio organismo (células T) agridem o sistema nervoso. Embora a medicina não consiga dizer com precisão, acredita-se que ela possa ter um fundo genético, ambiental ou parasitária.

“Acredita-se que os caucasianos estariam mais vulneráveis ao problema uma vez que em países como a Alemanha, por exemplo, existam 200 portadores da doença para cada 100 mil habitantes quando, na Bahia, a proporção é de cinco casos para cada 100 mil habitantes”, explica o médico, lembrando que o sol e as condições sanitárias funcionariam como uma proteção.

DETECÇÃO DE DISFUNÇÕES RENAIS...

Quarta-feira, 11/03/2015

Campanha em comemoração ao Dia Mundial do Rim alerta sobre a saúde dos rins...


A partir dos 40 anos de idade, todo mundo perde em média 1% da função renal a cada ano. Este dado, da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), reforça a necessidade de um cuidado constante com os rins. A preocupação com o diagnóstico precoce de disfunções renais deve ocorrer em todas as fases da vida, já que os mesmos dados indicam que 10% da população mundial têm Doença Renal Crônica. Por isso a SBN lançou a campanha Rins Saudáveis para lembrar o Dia Mundial de Rim, nesta quinta-feira (12).

De acordo com a Dra. Jailma Vieira, radiologista médica do laboratório Exame os rins são órgãos vitais para o funcionamento do corpo, pois têm a função de filtrar o sangue. “São eles que decidem quais elementos devem permanecer no corpo e quais devem ser excretados, por isso, uma disfunção nesse órgão pode trazer graves complicações para o indivíduo”, explica a médica.

Há várias patologias que podem determinar alterações na função renal. A especialista informa que as mais comuns são os cálculos renais, conhecido popularmente como “pedras nos rins” e a infecção urinária. 

“Os sintomas mais frequentes são dores lombares, febre e ardência miccional (ao urinar)”, lista.


Doenças silenciosas


De acordo com a médica radiologista, um dos métodos de imagem que ajuda no diagnóstico de patologias renais é a ultrassonografia. “Tem seu valor em avaliar a anatomia dos rins, a presença de cálculos, dilatação das vias excretoras, e eventuais complicações de infecções urinárias. Além disso, este não é um método invasivo e não utiliza radiação ionizante. 

Para a realização deste exame, o paciente deve estar em jejum e com bexiga cheia”, esclarece Dra. Jailma Vieira.

A médica reforça a importância de exames periódicos, que devem fazer parte do check-up anual. “A primeira abordagem sempre deve ser clínica, com o auxilio de exames laboratoriais como sangue e urina. Esses exames preliminares são fundamentais, visto que algumas alterações renais são assintomáticas. Cabe ao médico indicar também os métodos de imagem para complementar o diagnóstico”, conclui.


MINISTÉRIO DA SAÚDE DIVULGA DIRETRIZES PARA TRATAR TRANSTORNO BIPOLAR...

10 de março de 2015
A especialista explica que não há cura para o transtorno bipolar, mas, se o paciente seguir o tratamento de forma adequada, pode passar anos sem apresentar crise
O Ministério da Saúde deve publicar esta semana as diretrizes terapêuticas para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento do transtorno bipolar. A forma mais grave da doença, considerada um transtorno afetivo, afeta cerca de 2 milhões de brasileiros...

Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o novo protocolo vai unificar a atenção dada à doença em todo o país e, com isso, facilitar a sua identificação por médicos da atenção básica, que deverão encaminhar o paciente para o tratamento adequado, oferecido nos centros de Atenção Psicossocial.

A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um complicador para a pessoa portadora do transtorno surge quando as duas fases se misturam, o chamado estado misto.

A publicação também deve trazer a incorporação de cinco medicamentos para o tratamento do transtorno bipolar. Clozapina, lamotrigina, olanzapina, quetiapina e risperidona são remédios usados para outros fins na rede pública, mas que até o fim do semestre devem estar disponíveis também para esse transtorno afetivo. A expectativa é que em 2015 cerca de 270 mil pessoas sejam beneficiadas com o tratamento. O investimento este ano será cerca de R$ 90 milhões com os medicamentos.

Segundo a professora de psiquiatria da Universidade de Brasília Maria das Graças de Oliveira, a incorporação dos remédios deve ser comemorada, já que o tratamento é essencial para que o paciente tenha qualidade de vida. ”A falta desses medicamentos acaba fazendo com que os médicos prescrevam produtos mais antigos, menos específicos e que, portanto, têm mais efeitos colaterais”.

A especialista explica que não há cura para o transtorno bipolar, mas, se o paciente seguir o tratamento de forma adequada, pode passar anos sem apresentar crise. Ela alerta que muitos deixam de tomar os remédios quando se sentem bem, correndo o risco de ter uma crise mais agressiva depois desse intervalo.