DEZ MITOS E VERDADES SOBRE OS SUPERDOTADOS

19/01/2013

Uma em 20 pessoas é superdotada, muitas escondidas por aí sem que ninguém saiba de sua habilidade.
Fenômeno é democrático ocorrendo em todas as culturas, épocas, etnias, sexos e classes sociais.


Quando pensamos em um superdotado pensamos em um menino, de classe média alta, magrelo e míope. Imaginamos uma grande habilidade intelectual, excelentes notas e um futuro brilhante. Certo? Mas será que é por aí? O neurologista Leandro Teles, especialista da USP, identifica o que é mito e o que é verdade em relação às pessoas com elevada habilidade cognitiva.
1 — A superdotação é um fenômeno raro.
MITO. Ocorre em cerca de 5 % da população. Uma a cada 20 pessoas é superdotada. Muitas dessas escondidas por aí, sem que ninguém saiba de sua habilidade especial. Consideramos superdotado (ou portador de alta capacidade) aquele que apresenta uma ou múltiplas habilidades intelectuais inequivocamente acima da média (não podendo explicar essa superioridade apenas por estudo ou treinamento).

2 — Existem superdotados de ambos os sexos e todas as classes sociais.
VERDADE. A superdotação é um fenômeno democrático. Ocorre em todas as culturas, épocas, etnias, sexos e classes sociais. No entanto, em famílias com maior poder aquisitivo a percepção da habilidade assim como a utilização dela é superior, dando a falsa impressão que ela ocorre mais entre as classes sociais A e B. Aliás, o estereótipo do magrelo de óculos também é errôneo. Existem superdotados gordinhos, fortes, cabeludos, altos, baixos, como ou sem miopia, etc.
3 — As pessoas superdotadas têm elevado Q.I.
MITO. Os testes de Q.I. são limitados na captura dos superdotados, pois avaliam apenas alguns aspectos da cognição e habilidades mentais humanas. Alguns superdotados têm fantástica habilidade artística, esportiva, social, criativa, não abordada nesse tipo de testagem. Pessoas com alta pontuação em testes como esse têm uma boa chance de ser um superdotado intelectual, no entanto o rendimento normal no teste não afasta com segurança essa possibilidade. O teste mostra muitos falso-negativos (pessoas brilhantes em determinados aspectos que tiram notas dentro da média). Por isso identificamos um superdotado pelo seu histórico, sua habilidade, pela opinião de familiares e professores.

4 — "Superdotado" e "gênio" são coisas diferentes.
VERDADE. Superdotado é quem tem uma capacidade específica ou múltipla superior, já o gênio é aquele que conseguiu dar uma contribuição grandiosa para a humanidade. São coisas bem diferentes. Um tem um grande potencial, outro tem uma grande realização. Muitos superdotados não são gênios, pois não tiveram oportunidade ou engajamento suficiente, por exemplo. Da mesma forma, existem gênios superdotados e não superdotados, pois muitas realizações grandiosas são frutos de perseverança, doação ou mesmo sorte.

5 — Superdotados são sempre bons alunos.
MITO. Alguns são excelentes alunos, outros medianos, outros ruins. Isso se explica pois muitas vezes falta estímulo específico, o aluno sente-se desmotivado e pode até considerar a escola comum entediante. Alguns superdotados têm dificuldade de seguir regras, podem se sentir diferentes do grupo e manifestar certa vulnerabilidade social. Tudo depende do caso, de que tipo de habilidade está em destaque. As matérias e o método de pontuação (nota) muitas vezes não contemplam o diferencial intelectual daquele aluno especificamente. O aluno com alta capacidade precisa frequentemente de apoio pedagógico diferenciado para atingir todo desenvolvimento de seu potencial peculiar. Por isso é fundamental a identificação desse aluno e do suporte escolar personalizado.
6 — A grande maioria deles tem um futuro brilhante.
MITO.
O que chamamos de "futuro brilhante" é fruto de muitas variáveis, não só de uma capacidade mental acima da média. De modo geral, a vantagem intelectual tende a levar as pessoas para boas universidades, bons empregos, grandes realizações, etc. Mas não ocorre sempre assim. Muitos talentos são pouco reconhecidos e muitas pessoas, infelizmente, não têm oportunidades, não são bem aconselhadas ou mesmo não têm sorte de estar no lugar certo na hora certa. Quantas pessoas você conhece com uma capacidade subaproveitada por estar no emprego errado? E se o Messi nascesse em uma aldeia indígena tradicional e nunca tivesse visto uma bola de futebol? Sucesso depende de uma junção complexa de ocorrências onde a inteligência e talento são apenas parte do processo.

7 — Superdotados podem ser muito ruins em determinadas atividades intelectuais.
VERDADE.
A superdotação exige algum aspecto acima da média, não precisam ser todos. Em alguns casos a pessoa pode ser brilhante em alguma coisa e péssima em outras. Tem autista, por exemplo, com franca dificuldade social que apresenta imensa habilidade de memória, ou numérica, ou para desenho, o que chamamos de síndrome de Asperger (autismo de alto funcionamento). Os desvios do desenvolvimento ocorrem para mais (superdotação) e podem ocorrer para menos (deficiência), sendo que o processo pode coexistir na mesma pessoa. O que os superdotados têm de forma mais ou menos semelhante é muita curiosidade, certa dose de independência intelectual e precocidade (desenvolvem habilidades antes de outras crianças).

8 — O cérebro deles é maior.
MITO. O tamanho do cérebro não tem, de modo geral, relação direta com o grau de inteligência. O que ocorre são redes funcionalmente superiores, modalidades mais e melhor integradas, comunicação mais eficiente e arborizada entre neurônios, gerando maior velocidade de informação, melhor estratégia, melhor percepção de variáveis, melhor capacidade de percepção antecipada de resultados, etc. A inteligência é resultado final dessas e de outras inúmeras capacidades do cérebro humano.
9 — Podemos identificar um superdotado antes da fase escolar.
VERDADE. Crianças intelectualmente superdotadas mostram muito interesse e curiosidade. Desenvolvem soluções criativas e surpreendentes. São focadas (quando gostam de determinada tarefa), têm memória boa, são geralmente precoces em alguma modalidade do desenvolvimento, têm vocabulário geralmente diferenciado. Temos que tomar cuidado no julgamento e na condução do desenvolvimento. Muitas crianças ditas "precoces" acabam se nivelando à população média com o passar dos anos. O mesmo pode ocorrer com os ditos "atrasados", que podem ultrapassar a população média. Outro risco é estimular demais crianças com predisposição a superdotação e transformá-las em pequenos adultos, ou gerar deficiências pelo super-treinamento de determinada modalidade em destaque. Com crianças temos que ter, acima de tudo, bom senso no diagnóstico e na forma de condução.

10 — A superdotação é, em grande parte, genética.
VERDADE. A inteligência é fruto do nosso código genético e de fatores ambientais, como a nutrição, ocorrência de exposições nocivas na fase de desenvolvimento, etc. A inteligência apresenta 80% de semelhança entre gêmeos idênticos e cerca de 40 a 50% entre gêmeos não idênticos. Isso significa dizer que há um grande componente do código genético, mas também há 20% de questões ambientais envolvidas. O código genético da criança é um misto do código do pai e da mãe e podem ocorrem algumas mutações durante o processo de passagem. Por isso temos pais superdotados com filhos dentro da média e também filhos superdotados de pais com cognição mediana.  

 

DESCUBRA AS CARACTERÍSTICAS DA DOENÇA DE MÉNIÈRE E SAIBA COMO FAZER A DETECÇÃO

18/01/2013

Normalmente apenas um dos ouvidos é afetado, mas há possibilidade do problema ser bilateral.
Disfunção se caracteriza pelo prejuízo ao equilíbrio corporal.



Perda de audição, vertigem e zumbido são alguns sintomas da doença de Ménière, distúrbio que prejudica o equilíbrio do corpo.

Esta patologia pode afetar indivíduos de qualquer idade, sendo mais comum entre os 30 e 50 anos — avisa Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista e otoneurologista responsável pelo setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Esta doença é causada por uma disfunção no aparelho labiríntico, órgão responsável pela audição e pelo equilíbrio do corpo. Essa disfunção se caracteriza pelo aumento da pressão do líquido que preenche o labirinto membranoso, a endolinfa, reduzindo ou bloqueando suas funções e assim prejudicando o equilíbrio corporal. Este aumento de pressão tende a lesionar as células do aparelho vestibular e da cóclea responsáveis pelo equilíbrio corporal e pela audição.

O comprometimento destes componentes provoca os sintomas que caracterizam a doença. Normalmente, apenas um dos ouvidos é afetado, mas há possibilidade do problema ser bilateral — destaca a especialista.

No início da doença as crises podem apresentar somente sintomas auditivos (zumbido e perda de audição) ou vestibulares (vertigem e desequilíbrio). Rita Guimarães ressalta que o ouvido é composto por diversas estruturas, entre elas a cóclea, responsável pela audição, e o vestíbulo, relacionado ao equilíbrio corporal.

A cóclea e o vestíbulo formam o labirinto, que funciona como um conjunto de canais ósseos e membranos que são preenchidos por um líquido, a endolinfa. Quando a cabeça se movimenta, este líquido se move nos canais e estimula as células sensoriais, informando a posição do corpo no espaço — esclarece.

O diagnóstico é feito com base no histórico clínico do paciente e avaliações otoneurológicas, como a audiometria, imitanciometria, emissões otoacústicas e eletrococleografia para avaliar a audição e a videonistagmografia, um sistema de análise computadorizado usado para analisar as alterações do equilíbrio corporal.

É feita uma análise dos movimentos oculares e todos os dados são registrados em vídeo. Este exame possibilita localizar a lesão e identificar a causa do problema mais rapidamente, já que os moviments oculares são facilmente visualizados e todos os cálculos são feitos automaticamente — enfatiza.

Não há no Brasil muitos consultórios equipados com o aparelho que realiza a videonistagmografia. No Paraná existe apenas um aparelho, o qual é utilizado pela doutora Rita para avaliar os distúrbios que afetam o equilíbrio corporal de seus pacientes.

Este exame dá mais segurança ao médico para determinar qual é a doença que está prejudicando o equilíbrio do paciente — acrescenta.

O tratamento da doença de Ménière é realizado com medicamentos que aliviam os sintomas durante a crise e que previnem a ocorrência de outras. Quando a causa do distúrbio é identificada, realiza-se o tratamento direcionado à eliminação desta. A cirurgia tem indicação limitada. 

CIENTISTAS ESPANHÓIS DESENVOLVEM VACINA CAPAZ DE PREVENIR ALZHEIMER

17/1/2013

Pesquisadores acreditam que estratégia pode duplicar a esperança de vida dos pacientes com a doença.


Um grupo de cientistas espanhóis desenvolveram a primeira vacina capaz de prevenir o Alzheimer e reverter suas manifestações quando a doença já estiver desenvolvida, como evidenciaram os testes realizados em ratos de laboratório.

O Dr. Ramón Cacabelos, diretor do projeto, apresentou nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, a vacina EB-101 e a documentação científica pela qual já obteve a patente para sua fabricação nos Estados Unidos, onde o grupo de cientistas está administrando, com várias multinacionais, o início dos estudos clínicos em humanos.

— Os pesquisadores estão preparados para começar, em três ou quatro meses, esses testes clínicos, que podem durar de seis a oito anos, mas tudo dependerá dos requerimentos feitos pela administração reguladora dos remédios nos Estados Unidos (FDA).

Por enquanto, com os testes que foram realizados em ratos, os pesquisadores consideram que essa estratégia pode duplicar a esperança de vida dos pacientes com Alzheimer (atualmente podem viver de três a oito anos). No entanto, para os doutores, o mais importante não é prolongar a vida, mas melhorar as condições e a dignidade das pessoas que sofrem com a doença.

Estima-se que haja cerca de 36 milhões de pessoas com a doença e a previsão é de que em 2030 esse número chegue a 66 milhões e, em 2050, a cerca de 115 milhões.

Procedimento

Segundo Cacabelos, os testes foram feitos em ratos portadores das principais mutações genéticas responsáveis pela doença em seres humanos, o que evidenciam uma maior eficácia. No modelo preventivo de vacina, foi comprovado que os animais imunizados não desenvolviam a doença ao longo da vida, não sofriam transtornos imunológicos e não apresentaram reações vasculares hemorrágicas no cérebro. No modelo terapêutico e nos animais que apresentavam sinais de degeneração cerebral, ficou evidente que a vacina deteve o processo degenerativo e reduziu de forma "espetacular" os traços patogênicos que caracterizam o cérebro do doente (depósitos de beta-amilóide, novelos de neurogibrilares e reações neuroinflamatórias mediadas pelas células gliais).



AUMENTO DE CASOS DE GRIPE NOS EUA COLOCA AUTORIDADES EM ALERTA

17 de janeiro de 2013
  
Possível impacto no próximo inverno preocupa médicos e autoridades do Rio Grande do Sul.

A eclosão nos Estados Unidos do maior surto de gripe desde a pandemia de 2009 colocou médicos e autoridades do Rio Grande do Sul em alerta para um possível impacto no próximo inverno gaúcho. Na América do Norte, que atravessa a estação fria, a transmissão do vírus Influenza começou mais cedo e está mais intensa. Em território norte-americano, pelo menos 20 crianças morreram, e 47 dos 50 Estados foram afetados. Com mais de 20 mil casos, o governo de Nova York decretou emergência na saúde pública.


O temor é de que a situação possa reverberar no sul do Brasil quando o inverno chegar aqui.
 A cepa que está causando o surto parece ser mais agressiva do que o normal. O padrão não é horroroso como no caso do H1N1 em 2009, mas é preocupante, porque pode ser o vírus que vai predominar no nosso próximo inverno. O que temos de fazer é imunização precoce — avisa Luciano Goldani, chefe do serviço de infectologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

O vírus responsável pelo surto que assusta norte-americanos e canadenses seria o H3N2, um velho conhecido dos gaúchos. É o chamado vírus sazonal, que faz estrago a cada inverno, especialmente entre os idosos. No entanto, desde a epidemia de H1N1 de 2009, ele perdeu espaço. No ano passado, morreram 67 gaúchos por H1N1 e apenas sete por H3N2.

A diferença neste ano é que o H3N2 pode ter sofrido uma variação que o tornou mais agressivo. Como o que ocorre no inverno do Hemisfério Norte em termos de gripe é, muitas vezes, uma prévia da situação no inverno seguinte no Hemisfério Sul, a nova cepa poderá predominar no Rio Grande do Sul em 2013. O problema é que, pela inexistência de contato com ela, as pessoas poderão ter menos imunidade e adoecer mais.

 Não há como impedir a entrada do vírus. Tenho conhecidos que foram passar o Natal nos Estados Unidos e voltaram com Influenza. Provavelmente o vírus só não está circulando aqui por causa do calor — diz Goldani.

Nesta semana, o Ministério da Saúde divulgou recomendações para quem vai viajar aos Estados Unidos. No Estado, a Secretaria de Saúde monitora o problema. Marilina Bercini, chefe da divisão de vigilância epidemiológica, diz que as informações são insuficientes para dimensionar o risco:

— O vírus dos Estados Unidos pode chegar ao Estado, sim. Mas nem sempre o vírus predominante aqui é o mesmo do Hemisfério Norte. Depende de fatores, como a quantidade de pessoas imunizadas. Nos Estados Unidos, não há campanhas públicas. A cobertura pode estar baixa. Nós apostamos na vacinação. Se todo mundo se vacinar, vamos bloquear esse vírus.

Proteção contra nova cepa chegará entre março e abril

O infectologista Gabriel Narvaez, do Hospital Mãe de Deus, acredita que não há razões para alarme. Por enquanto, segundo ele, o problema é localizado na região de Nova York.

— Temos de ir com calma. Os dados são muito iniciais. Fica difícil estabelecer uma lógica norte-americana e transpô-la para o Brasil — afirma.

A vacina disponível no Brasil é a de 2012. Ela contempla o H3N2, mas não na versão que circula nos Estados Unidos. O Ministério da Saúde alertou que a vacina contra a gripe é fabricada com composição específica para cada ano e hemisfério. Passado o inverno ao norte do Equador, os fabricantes iniciam a produção das doses a serem utilizadas na metade sul do globo. Isso significa que os brasileiros que vão aos Estados Unidos não devem confiar cegamente na vacina que está disponível.

— 
É melhor do que nada. Mas não é certo que a vacina atual dê a proteção adequada — afirma Mario Leyser, diretor técnico da clínica Cia das Vacinas.

A vacina de 2013, com proteção contra a nova cepa, deve chegar ao país entre março e abril.

FONTE:http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a4013297.xml&template=3898.dwt&edition=21200 

 

Aumenta procura por vacinação.

 

 Na manhã de ontem, o empresário Ronaldo Kalil Fagundes, 27 anos, recebeu um telefonema da mãe orientando-o a vacinar-se contra a gripe. Médica, ela estava preocupada com a viagem de férias que o empresário de Porto Alegre fará no Carnaval a Nova York. Depois de duas tentativas em clínicas que não tinham vacina, Fagundes dirigiu-se a um estabelecimento da Zona Norte e imunizou-se em pleno calorão de janeiro. Como ele, muitos gaúchos com viagem marcada para os Estados Unidos estão batendo às portas das clínicas em busca de proteção contra o vírus.

Vou viajar mais tranquilo. Como a vacina leva 15 dias para começar a fazer efeito, aproveitei para fazer com antecedência. Recomendei à minha namorada, que vai viajar comigo, para também se vacinar – conta o empresário.

Segundo Sandro Ostrowski, diretor administrativo da Multivacinas, cerca de 15 pessoas têm se vacinado a cada dia no estabelecimento. Tradicionalmente, a procura é quase nula neste período do ano. As doses que ele vem aplicando são sobras do ano passado – e já estão perto do fim.

A procura é considerável. São pessoas que vão viajar para os Estados Unidos, às vezes grupos inteiros. Se esse ritmo continuar, o estoque acaba até o fim da semana – prevê Ostrowski.

Vários estabelecimentos já estão sem doses para fazer frente à demanda. Na Imune, o telefone toca com insistência desde que o Ministério da Saúde divulgou recomendações para quem vai aos Estados Unidos, na segunda-feira – mas os estoques estão zerados desde o ano passado. Mario Leyser, diretor técnico da Cia de Vacinas, conta que as doses se esgotaram ainda em agosto, por causa da grande demanda do último inverno.

A procura está enorme nesta semana. O que eu recomendo a quem vai viajar é fazer um seguro de saúde, para garantir bom atendimento em caso de necessidade. Sai barato. Uma consulta nos Estados Unidos custa de US$ 400 para cima – diz Leyser.

Tire as dúvidas

O PERFIL DO VÍRUS

O vírus que está infectando milhares de pessoas nos Estados Unidos e no Canadá seria uma versão do H3N2, um vírus sazonal. É o que circulava tradicionalmente no Estado. Desde a epidemia de 2009, no entanto, passou a predominar o H1N1. Em 2012, houve no Estado 67 mortes por H1N1 e sete por H3N2. Acredita-se que o H3N2 pode ter sofrido alguma variação que o tornou mais agressivo.

O RISCO PARA O RS

É cedo para prever que impacto o surto norte-americano terá no Brasil. O certo é que a versão do H3N2 entrará no Brasil, trazida por viajantes, e é possível que predomine no próximo inverno. O risco maior é para os Estados meridionais – como o Rio Grande do Sul – que têm uma estação mais rigorosa. As autoridades monitoram o quadro e orientam a população a participar da campanha nacional de vacinação, prevista para abril. São esperadas cerca de 3 milhões de vacinas para o RS.

A IMUNIZAÇÃO EM 2013

Por enquanto, as vacinas ainda disponíveis no mercado brasileiro são de 2012. Elas foram produzidas para proteger contra os vírus que circulavam no ano passado. As vacinas de 2013, que devem chegar às clínicas particulares brasileiras em março e à rede pública em abril, serão preparadas levando em conta a versão do vírus que está circulando agora nos Estados Unidos e terão uma capacidade maior de combatê-lo.

A VACINA PARA VIAGENS

Quem está de viagem marcada para a América do Norte nos próximos dias deve conscientizar-se que uma vacina contra a gripe só começa a fazer efeito 15 dias depois da aplicação. Se o embarque ocorre neste mês, portanto, não adianta fazê-la. Para quem já se vacinou em 2012 também não há recomendação, porque a dose ainda está vigente. Além disso, não há certeza sobre o grau de eficácia da vacina do ano passado contra o vírus que causou o surto nos Estados Unidos, porque ele pode ter sofrido variação.

AS RECOMENDAÇÕES DO MINISTÉRIO

No começo da semana, o Ministério da Saúde lançou um alerta para quem está embarcando para Estados Unidos e Canadá. As autoridades ressaltaram que não há necessidade de cancelar a viagem, mas divulgaram uma lista de cuidados:

- Evitar contato com pessoas doentes de gripe.

- Não viajar se estiver doente.

- Proteger a tosse e o espirro com lenço descartável.

- Se apresentar os sintomas da gripe, procurar imediatamente atendimento médico.

- Lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool em gel várias vezes ao dia.
 

 

 


TRATAMENTO ORAL PARA ESCLEROSE MÚLTIPLA É PREMIADO

17-01-2013

Gilenya™ (fingolimode), da Novartis, o primeiro tratamento oral para Esclerose Múltipla (EM), recebeu o prêmio italianoPrix Galien 2012, na categoria “medicamento inovador do ano”. Por ser administrado oralmente, Gilenya™ facilita a adesão ao tratamento e, consequentemente, propõe uma melhoria na qualidade de vida das pessoas com EM. Em estudos, o medicamento demonstrou também eficácia 52% superior na diminuição dos surtos provocados pela doença, em comparação a um dos tratamentos mais utilizados atualmente1.

Desde o seu lançamento mundial, mais de 49 mil pacientes já foram tratados com fingolimode. O medicamento foi aprovado na Europa em 2011 e está disponível no mercado brasileiro e em diversos outros países, como Estados Unidos, Canadá, Rússia, Austrália, Argentina, Chile e México.


 
Disclaimer
As informações contidas neste texto têm caráter informativo, não devendo ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir as orientações médicas. O médico deve sempre ser consultado a fim de prescrever o tratamento adequado.


Sobre a Novartis (
www.novartis.com)
 
A Novartis oferece soluções de saúde inovadoras que atendem às necessidades em constante mudança de pacientes e da população. Com sede em Basileia, Suíça, a Novartis oferece um diversificado portfólio para melhor atender essas necessidades: medicamentos inovadores; cuidados com os olhos; medicamentos genéricos de baixo custo; vacinas preventivas e ferramentas de diagnóstico; e produtos de consumo em saúde e saúde animal. A Novartis é a única empresa  global com posição de liderança em todas essas áreas. Em 2011, as operações do Grupo atingiram vendas líquidas de US$ 58,6 bilhões, enquanto cerca de US$ 9,6 bilhões (US$ 9,2 bilhões excluindo encargos de depreciação e amortização) foram investidos em pesquisa & desenvolvimento em todo o Grupo. As empresas do Grupo Novartis empregam aproximadamente 124.000 pessoas e operam em mais de 140 países ao redor do mundo.
 

CONHECIMENTO É TUDO, DIZ MÃE QUE LUTA PARA EDUCAR FILHOS COM DOENÇA RARA

17/01/2013

Mãe ajuda os dois filhos a praticarem atividades
corriqueiras.
Doença faz com que os movimentos e a força sejam perdidos gradualmente.
'Conhecimento é tudo que um pai, uma mãe pode dar a um filho', diz Luisa.


Mãe de quatro filhos, a funcionária pública Luisa Maria Mattos busca na fé o principal apoio para dar a educação necessária a eles. Moradora de Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, ela encontra dificuldades porque dois deles sofrem de uma doença rara que prejudica gradualmente os movimentos e a força dos músculos.

Segundo ela, as dívidas e outros problemas vividos diariamente são amenizados pela tarefa cumprida de proporcionar conhecimento aos filhos. Eles sofrem de distrofia muscular progressiva tipo Duchenned.

"Acho que o conhecimento é tudo que um pai, uma mãe pode dar para um filho", diz Luisa. "Para os meus filhos eu sempre digo, seja na cama, na cadeira, vamos ser felizes. Vamos ser felizes com o que a gente tem, com o que a gente pode ter", completa.

Mais velho, Matheus tem 27 anos e faz faculdade de engenharia de sistemas digitais na UERGS desde 2005. No começo ele conseguia ir até o campus, mas a partir de 2011 se viu impossibilitado. Marina, irmã de 23 anos, descobriu, na ocasião, que professores da universidade podem dar aulas a domicílio. Foi então que Matheus começou a estudar em casa.

Matheus tem 27 anos e começou a estudar em casa.

Marconi, o mais novo, tem 15 anos e está na 8ª série. Todos os seus movimentos dependem da ajuda de outra pessoa. Ele não consegue mais trocar a página de um livro ou caderno. João Lucas, que dos quatro é o caçula, com 12 anos, se esforça para ajudar a mãe com os afazeres domésticos, além de prestar auxílio aos irmãos.

Quando os filhos ainda eram pequenos, Luisa percebeu que eles começaram a ficar com dificuldades nas atividades básicas do dia a dia, como subir em uma calçada. "Eu acho que foi com 13 ou 14 anos que eu parei de andar e fui para a cadeira", conta Matheus. "O doutor me preparou, disse que ele ia viver no máximo 20 anos", lembra a mãe.

Matheus tinha 12 anos quando Marconi nasceu. Ele foi diagnosticado com a mesma doença em seguida e parou de caminhar aos 10 anos. Hoje os dois estudam através de notebooks. "O Marconi precisa de uma mesa para usar o computador e uma impressora para quando ele ir para o colégio", explica Luisa.


Marconi gosta de rap e até compôs uma
músic.


Marconi gosta de música. Ele é fã do músico Emicida, gosta de cantar rap e já fez apresentação na escola. "Não importa a dificuldade, tem que continuar a viver", salienta. Já Matheus é mais quieto, passa os dias no computador, estudando.

O mais velho estuda em casa amparado por uma lei direcionada a quem tem problemas graves de saúde, mas não sabe se poderá continuar. Sem professor, ele foi reprovado na única disciplina que cursava e, pelas regras do Ministério da Educação (MEC), teria a matrícula cancelada pela UERGS. A mãe tenta reverter a situação. Ela sonha conseguir um professor que vá até a casa da família.

"A faculdade é tudo. Na minha família só temos um formado até agora, e quero que meus filhos sejam os próximos", diz Luisa. "Para continuar estudando eu preciso de um computador mais moderno e continuar matriculado na faculdade", completa Matheus.

Luisa sustenta a família com seu salário e o auxílio que recebe da pensão do pai dos filhos. Com a ajuda dos chefes, a mãe consegue fazer um horário flexível. "Vou e volto de bicicleta. Às vezes estou no colégio (onde trabalha), eles me ligam querendo ir ao banheiro, e eu volto", conta.

O segredo de Luisa e se apoiar na fé. Como ela diz, é deus que a empurra. "É a fé que me move, todo o dia eu levo uma rosinha para minha santinha e peço para ela cuidar de mim, dos meus filhos. Peço paciência e saúde", ressalta. "Meus filhos são tudo para mim. Levanto e agradeço a Deus por eu ter força. Não quero parar no caminho", encerra.

Para ajuda, a família disponibiliza uma conta no nome de Luisa Maria Mattos Rodrigues. O banco é Banrisul, a agência 0123 e a conta corrente, 3501089202.

HIPERMETROPIA AFETA VISÃO DE 65 MILHÕES DE BRASILEIROS, APONTA CONSELHO

15/01/2013 

Calcula-se que 65 milhões de brasileiros têm hipermetropia e 350 mil ficam cegos por catarata.
Pesquisa também revela que idosos são os que mais sofrem com este tipo de problema.


Calcula-se que 65 milhões de brasileiros têm hipermetropia e 350 mil ficam cegos por catarata, segundo dados divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). A hipermetropia ocorre quando o olho é menor do que o normal. Isso cria uma condição de dificuldade para que o cristalino focalize na retina os objetos colocados próximos ao olho. A doença pode ser corrigida através do uso de óculos, lentes de contato ou cirurgia.

Já a catarata é definida pelo conselho "como qualquer opacificação do cristalino que atrapalhe a entrada de luz nos olhos, acarretando diminuição da visão. As alterações podem levar desde pequenas distorções visuais até a cegueira". Vários fatores contribuem para o aparecimento da catarata, como medicamentos, diabetes, exposição à radiação, infecções durante a gravidez e desnutrição. 

O balanço aponta ainda que cerca de 15 milhões de crianças em idade escolar sofrem de problemas de visão (como miopia, hipermetropia e o astigmatismo), o que pode interferir no aprendizado, autoestima e inserção social.

Segundo o conselho, a Agência Internacional de Prevenção à Cegueira, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que 33 mil crianças ficam cegas no Brasil por causa de doenças oculares, que podem ser evitadas ou tratadas precocemente, e pelo menos 100 mil têm alguma deficiência visual.

O conselho alerta que os idosos são os mais afetados por problemas de visão. O risco de cegueira, por exemplo, tende a ser 15 a 30 vezes maior em pessoas com mais de 80 anos em comparação às de 40 anos. O total de cegos no país chega a 1,2 milhão de pessoas. Quanto ao glaucoma, a incidência anual chega a até 2% na população geral e aumenta com o avanço da idade. Acima de 70 anos, pode chegar a 7%.

Em relação à miopia, a estimativa é que afeta de 21 milhões a 68 milhões de pessoas. Na população em geral, a prevalência da doença varia de 11% a 36%, sendo menor entre os negros e maior entre os asiáticos.

Os oftalmologistas alertam que os exames preventivos são a melhor maneira de reduzir a incidência da cegueira e doenças oculares no país, como glaucoma e catarata.


 

CONHEÇA DEZ MITOS SOBRE A COLUNA VERTEBRAL E VEJA COMO CUIDAR MELHOR DELA

15/01/2013

Pequenos hábitos podem evitar as dores nas costas.
Saúde da coluna precisa de atenção antes das dores aparecerem.


A coluna vertebral é uma parte do corpo que, muitas vezes, não damos grande atenção, até que ela comece a dar os primeiros sinais de dor. E, para piorar a situação, muita gente reluta em procurar a ajuda de um profissional quando as dores aparecem. 

Existem muitas ideias erradas a respeito da saúde da coluna e elas podem agravar ainda mais o problema — afirma a quiropraxista Bia Pimentel. 

Para ajudar a evitar as dores, a profissional esclarece os principais mitos sobre a coluna e explica porque eles não são verdadeiros.

 Confira:


1) Dormir em colchão duro não é bom para a coluna


O ideal é que a superfície seja firme, e não rígida. Colchões moles demais deixam a coluna em posições inadequadas e os muito duros podem piorar a dor.



2) A dor nas costas não é uma consequência da idade avançada


A queixa mais comum de dor nas costas é a causada por lombalgias e ela pode começar já na adolescência, causada muitas vezes por má postura e pelo peso que crianças carregam na mochila. O problema pode se tornar ainda maior na fase adulta, mas a dor não está relacionada à idade, e sim à falta de cuidados durante toda a vida.


3) As dores lombares durante a gravidez podem, sim, ser evitadas


Pequenas mudanças nas atividades diárias podem diminuir e até evitar o desconforto. Usar sapatos confortáveis, manter a coluna reta ao abaixar e usar sutiã de alças largas são alguns exemplos que podem fazer diferença.


4) Nem todos os casos de hérnia de disco necessitam de cirurgia


Dependendo do diagnóstico, o problema pode ser tratado por um quiropraxista. O tratamento de quiropraxia trata a origem dos sintomas da hérnia de disco e obtém sucesso na maioria dos casos.


5) Ajustar a coluna com a quiropraxia não dói


Antes dos ajustes, o paciente recebe uma massagem que faz com que a musculatura relaxe. Os movimentos são rápidos e precisos, por isso não causam dor.



6) Nem todo salto alto é inimigo da coluna


Saltos pequenos, de até três centímetros, podem ajudar a corrigir a postura. Mais importante que o sapato é manter a coluna vertebral em seu eixo com qualquer tipo de calçado.


7) Bebês podem (e devem) fazer acompanhamento com um quiropraxista


O momento do parto, seja normal ou cesariana, pode causar um primeiro trauma na coluna vertebral e nos nervos do bebê, por causa da força empregada para puxá-lo. É importante que um quiropraxista faça uma avaliação da coluna para evitar problemas no desenvolvimento da criança.


8) Dores na coluna não são consequência da fase de crescimento


Em alguns casos, a dor nas costas pode estar relacionada a um problema de desequilíbrio no ritmo de crescimento dos ossos, tendões e músculos, mas não existe nenhum estudo que comprove que, durante a infância e a adolescência, o crescimento em si seja a causa de dores.


9) Natação não resolve problemas de coluna


A natação é indicada para pacientes com problemas posturais, mas para outros tipos de problema a atividade pode prejudicar ainda mais a lesão, pois gera sobrecarga excessiva em algumas regiões da coluna.


10) Levantar peso não é proibido


O nosso corpo possui limites que não devem ser ultrapassados, mas o verdadeiro problema está em como levantar algo pesado e não exatamente no seu peso. O correto é dobrar os joelhos e agachar com as costas retas, colocando a força necessária nas pernas, e não na coluna.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/01/conheca-dez-mitos-sobre-a-coluna-vertebral-e-veja-como-cuidar-melhor-dela-4011481.html

 

SOS HEPATITE DENUNCIA QUE RESTRIÇÃO DE ACESSO A MEDICAMENTOS ATINGE OUTRAS DOENÇAS GRAVES

14/01/2013 

A presidente da SOS Hepatite, Emília Rodrigues, denunciou na passada sexta-feira que nos casos de cancro, VIH, artrite reumatóide e Esclerose Múltipla também está a haver restrição de prescrever medicamentos nos hospitais públicos, avança a agência Lusa.

“Não é só na nossa patologia [que esta situação está a acontecer].É nas patologias mais graves, no VIH, no cancro, na artrite reumatóide, Esclerose Múltipla, em que os doentes não têm acesso à medicação e vão piorando”, disse na passada sexta-feira à Lusa Emília Rodrigues.

O bastonário da Ordem dos Médicos denunciou na quarta-feira à noite que há situações de clínicos que estão a ser proibidos de prescrever os medicamentos que consideram adequados para os seus doentes.

José Manuel Silva deu o exemplo da hepatite C, relatando que os novos medicamentos antivirais estão a ser usados de forma diferente consoante os hospitais, havendo algumas unidades que não estão a permitir a sua utilização.

Na passada sexta-feira, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou que o Ministério da Saúde vai “analisar os casos concretos e dar-lhes consequência”.

Emília Rodrigues disse que a SOS Hepatite está disponível para falar com o ministro acerca desta situação, assim como o Fórum Saúde, que representa 25 associações de doentes, porque esta situação está afectar várias patologias e ”todas elas graves”.

“Temos que nos reunir, falar e propor soluções”, disse, adiantando que “o ministro da Saúde, os secretários de Estado, os médicos e as associações têm de estar todos em defesa do doente”.
“Eu sei que o país não tem dinheiro, que estamos numa crise imensa, mas temos de pensar que há doentes graves que têm de ser tratados”, frisou.

Relativamente aos doentes com hepatite, a responsável disse que tem conhecimento de casos de doentes que estão à espera há muito tempo de medicamentos de uso exclusivo hospitalar, sujeitos a um processo de avaliação prévia antes de autorizados para uso nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Nas contas da associação, entre 1.500 a 2.000 doentes com cirrose estão a necessitar deste tratamento. “Nem todos os doentes podem fazer esta medicação. É só para doentes com cirrose, mas que não podem ter diabetes, tensão alta, entre outros fatores”, explicou.

No caso dos dois medicamentos antivirais para a hepatite C, o Infarmed disse que foram autorizados, nos últimos dois anos, 137 pedidos.

Emília Rodrigues adiantou que este medicamento tem uma hipótese de 80% de cura para doente cirrótico: “O doente faz o tratamento, cura-se e não vai dar mais despesa ao Estado”.

“É caro, mas temos de prevenir, dar a medicação para tratar do doente”, defendeu, salientando que o sistema também vai beneficiar porque “o doente vai ser útil à sociedade, porque vai poder trabalhar e descontar”.

Contou que têm chegado à associação vários casos de pessoas infectadas há vários anos, mas que só agora descobriram a doença.

“Tenho pessoas infectadas nos anos 60 e só agora descobriram que tinham a doença, como os ex-combatentes”, disse, adiantando que também estão a surgir casos de pessoas que foram sujeitos a transfusões de sangue, fizeram tatuagens e mulheres que fizeram abortos antes de 1992.

Emília Rodrigues disse que, nessa altura, “o vírus não era conhecido, o sangue não era analisado, o material cirúrgico não era esterilizado, mas sim fervido, e estamos a falar de um vírus que resiste a 300 graus centígrados.

“Essa falta de conhecimento originou que hoje estejam imensas pessoas infectadas”, acrescentou.


DISTROFIA MUSCULAR TRAZ IMPACTOS AO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

14/1/2013 

Medicamentos com potencial neuroprotetor pode contribuir para melhor
adaptação do sistema nervoso às alterações musculares, acreditam especialistas.

A distrofia muscular de Duchenne é uma doença genética que leva à degeneração progressiva e irreversível dos músculos esqueléticos, provoncando fraqueza muscular generalizada.

Uma recente pesquisa do Instituto de Biologia da Unicamp indica que a evolução da doença provoca alterações importantes no sistema nervoso central, o que pode piorar o quadro clínico e agravar os seus sintomas.

Os pesquisadores acreditam que o emprego de medicamentos com potencial neuroprotetor pode contribuir para uma melhor adaptação do sistema nervoso central às alterações musculares durante o curso da doença, amenizando os seus sintomas.

Nesse sentido, o grupo testou um fármaco em camundongos e verificou que ele diminui a inflamação na musculatura e a velocidade com que as fibras musculares degeneram ao mesmo tempo em que, até certo ponto, preserva a integridade do sistema nervoso.

Paralelamente, o medicamento estimula a formação de células-tronco na medula óssea, que podem migrar para os sistemas muscular e nervoso.

Os autores ressaltam que essa terapia não trata a doença em si, mas pelo menos constitui uma estratégia para amenizá-la tanto nos efeitos musculares quanto nas repercussões no sistema nervoso.


ALIMENTAÇÃO NO VERÃO EXIGE MAIS CUIDADO COM A HIGIENE

13/01/2013 

Nutricionista dá dicas para manter princípios básicos de higiene com a alimentação.
Veja dicas de como evitar a contaminação dos alimentos na praia e em casa.

No calor do verão, os cuidados com a higiene e a conservação dos alimentos deve ser redobrada. As altas temperaturas favorecem o desenvolvimento de micróbios que podem causar danos a nossa saúde. Para quem está na praia os riscos são ainda maiores, já que as condições de conservação dos alimentos não são as ideias e nem todos os vendedores ambulantes possuem autorização para comercializar seus produtos.

Ao escolher o que você irá consumir, além de prestar atenção no valor nutricional, é muito importane observar os cuidados de higiene do local. Alimentos mal condicionados e manipulados sem condições de higiene podem causar intoxicações alimentares com sintomas leves ou graves como diarreia, vômito, mal estar, dor de estômago e febre — alerta a nutricionista funcional Alice Müller.

Ou seja, todo cuidado é pouco para não correr o risco de ficar doente e perder as férias ou a temporada na praia. Veja algumas dicas da nutricionista para manter princípios básicos de higiene, tanto no preparo caseiro como na alimentação fora de casa:

Lave as mãos sempre que for preparar ou consumir alimentos, principalmente após manipular dinheiro e/ou usar o banheiro

Compre alimentos somente de vendedores ambulantes, quiosques ou restaurantes autorizados pela vigilância sanitária

Observe a higiene pessoal do vendedor: cabelos presos, unhas aparadas, roupas limpas, uso de luvas e tocas

Alimentos que levam ovo, maionese e carne, como os sanduíches, são mais perigosos por serem muito perecíveis. É preciso cuidado redobrado também para frutos do mar como camarão, peixes e ostras, para os laticínios como o famoso queijo coalho, e para alimentos que levam creme, como os doces. Após o preparo, esses alimentos devem ser mantidos refrigerados (em temperaturas entre 0 e 4°C) ou ser mantidos aquecidos (em temperatura acima de 60°C) para diminuir o risco da contaminação. Assim, se estes alimentos ficarem expostos a temperatura ambiente por mais de 30 minutos, podem oferecer riscos a sua saúde

Assegure-se de que o alimento servido quente, como espetinhos de carne e pasteis, estejam bem cozidos ou assados

Lave as latinhas de bebidas antes de abri-las

Beba água e/ou gelo apenas de procedência conhecida

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/01/alimentacao-no-verao-exige-mais-cuidados-com-a-higiene-4007950.html
 

GOVERNO DO ESTADO LIBERA R$ 59,2 MILHOÕES PARA HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE MARÍLIA

Sáb, 12/01/13 
Hospital das Clínicas de Marília é referência para 62 municípios.
Complexo é referência para 62 municípios e realiza mais de 144 mil atendimentos ambulatoriais por mês.


Referência para 62 municípios da região, o Hospital das Clínicas de Marília recebeu neste sábado, 12, R$ 59,2 milhões do Governo do Estado. O valor foi repassado pelo governador Geraldo Alckmin. "Viemos a Marília liberar os recursos para o hospital que é referencia de média e alta complexidade em casos de doenças como câncer, de coração e transplantes˜, afirmou o governador.

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R$ 15 milhões já foram empenhados para reforma e melhorias do HC-1, incluindo centro cirúrgico, UTI, áreas de apoio e novos leitos. As obras devem ser concluídas até dezembro deste ano.

Outros R$ 44,2 milhões serão destinados a obras que serão licitadas. Até o ano que vem, está prevista a ampliação da Ala C do hospital, além de melhorias que permitirão duplicar a oferta atual dos serviços de radioterapia. "Com o HC recuperado, ampliado e modernizado, a maior beneficiária vai ser a população da cidade e região."

O complexo

O Hospital das Clínicas de Marília realiza por mês mais de 144 mil atendimentos ambulatoriais, 1,3 mil internações e 600 cirurgias. É referencia para outros Departamentos Regionais de Saúde, além de Marília, como Araçatuba (Deficiência de Hormônio do Crescimento), Bauru (Deficiência de Hormônio do Crescimento e Talassemia), Presidente Prudente (Acne Severa, Telassemia, Deficiência de Hormônio do Crescimento e Patologias Relacionadas à Esclerose Múltipla).


APÓS 3 MESES, HC AINDA NÃO ENTREGA MEDICAMENTOS NA CASA DE PACIENTES

11/01/2013 

Três meses após o Hospital das Clínicas mudar a empresa que fazia a entrega de remédios pelo programa Medicamento em Casa, alguns pacientes ainda estão sem recebê-los, o que os obriga a ir até a unidade pessoalmente ou a comprar os produtos.

Em outubro, a Folha publicou reportagem revelando o atraso. Na ocasião, o Hospital das Clínicas informou que o problema era momentâneo e que seria solucionado nas próximas semanas.

Ontem, porém, a reportagem encontrou na farmácia do HC pacientes que tiveram que ir ao local porque não estão recebendo os remédios em casa desde outubro.

Era o caso da orientadora social Edna Maziero de Andrade Shibuya, 46. Ela levou duas horas para ir de Mogi das Cruzes (Grande São Paulo) até o HC, ontem, para retirar os medicamentos
que a filha toma para a Esclerose Múltipla.

"Ela chegou a ficar 15 dias sem as injeções em outubro porque a entrega atrasou e não tínhamos como comprar. Cada uma custa R$ 400 e ela toma 15 por mês", afirmou.

Após uma hora e meia de espera, Edna conseguiu retirar as injeções na farmácia.

Moradora de Osasco, também na Grande São Paulo, a doméstica Marinalva Brito, 57, teve que faltar ao trabalho ontem para buscar os remédios para o glaucoma. Ela não recebe os medicamentos em casa desde outubro.

No mês passado acabei comprando. Gastei mais de R$ 300", disse ela.

Na farmácia, os funcionários informavam que a entrega estava sendo normalizada, mas que não sabiam quando todos os pacientes cadastrados voltariam a receber os remédios em casa.

Pessoas esperam para retirar remédios no Hospital das Clínicas, zona oeste de São Paulo.

OUTRO LADO

O Hospital das Clínicas disse que o programa "está funcionando", mas não informou quantos dos 70 mil cadastrados estão sem receber os remédios em casa.

"Eventuais faltas de medicamentos são exceção à regra e podem ocorrer por diversos fatores, como aumentos inesperados de demanda, atrasos do fornecedor ou escassez de matéria-prima", afirmou o HC.  

FONTE:http://www.jornalfloripa.com.br/brasil/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=33429

ESTUDO DESCOBRE LIGAÇÃO ENTRE ANOREXIA E HIPERATIVIDADE

11/01/2013 

Anorexia nervosa afeta principalmente as adolescentes.
Mecanismo molecular comum liga os dois comportamentos.


A anorexia nervosa, um distúrbio alimentar grave, e a hiperatividade física estão ligadas por um mecanismo molecular comum, uma descoberta que pode levar a um tratamento desta doença que afeta principalmente as adolescentes, de acordo com um estudo recente.

Enquanto acreditava-se que a hiperatividade dos anoréxicos era intencional e tinha como objetivo a perda de mais peso com a queima de calorias, uma equipe conjunta de pesquisadores do Inserm, do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) e das universidades Montpellier e Nîmes descobriu um mecanismo comum que explica o elo entre os dois comportamentos.

Usando ratos geneticamente modificados que imitam o comportamento da anorexia humana, os pesquisadores descobriram que eles apresentavam uma anormalidade molecular em uma região do cérebro relacionada à recompensa.

Esta anomalia corresponde à "super-expressão" (excesso de expressão de genes) do receptor 5-HT4 a serotonina, um receptor celular que controla a hiperatividade motora nos ratos.

Nós identificamos pela primeira vez ao nosso conhecimento uma via molecular comum envolvida na anorexia e hiperatividade — explica Valérie Compan, que liderou o estudo publicado no final do ano passado na revista Translational Psychiatry.

O trabalho também confirmou a existência de semelhanças entre a anorexia e o vício. 

A anorexia e a cocaína trilham o mesmo caminho molecular, o que tende a confirmar que a anorexia é um vício — acrescenta Compan.

Os pesquisadores também descobriram que o receptor poderia tornar-se completamente inativo e provocar "um excesso de consumo de alimento", como o encontrado especialmente na bulimia.

Os distúrbios que afetam este receptor - às vezes muito ativo e supressor do apetite e às vezes inativo - podem explicar as oscilações entre a anorexia e a bulimia em alguns pacientes — ressalta a pesquisadora, que espera que o trabalho possa ser reproduzido em seres humanos.

Na ausência total de medicamentos para o tratamento da anorexia, este receptor pode representar um alvo terapêutico eficaz, já que ao desativá-lo os pacientes estariam mais dispostos a se alimentar e ao reativá-lo poderia moderar a ingestão de alimentos — acrescenta.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/01/estudo-descobre-ligacao-entre-anorexia-e-hiperatividade-4007888.html

 

CIENTISTAS ALTERAM VÍRUS DO SARAMPO PARA COMBATER CÂNCER

10/01/2013 

Células-tronco cancerígenas infectadas com vírus
(em verde, na imagem) começam a morrer.
Resultado foi positivo contra células-tronco cancerígenas, diz estudo.
Para pesquisadores, teste dá um 'um novo passo' na luta contra o câncer.


Pesquisadores do Instituto Paul Ehrlich, na Alemanha, modificaram geneticamente o vírus do sarampo como teste para combater células-tronco cancerígenas. Atenuado, o vírus se ligou a uma proteína contida na superfície destas células para infectá-las e levá-las à morte.

(Correção: ao ser publicada, esta reportagem afirmava incorretamente que foi modificado o DNA do vírus do sarampo. Essa doença, no entanto, é causada por um vírus cuja genética se expressa por RNA. O texto foi corrigido às 15h05.)

O estudo, que teve resultados positivos, foi publicado nesta semana no periódico "Cancer Research".
As células-tronco cancerígenas costumam resistir mais à quimioterapia e radioterapia do que outras, segundo os pesquisadores. Elas são consideradas pela comunidade científica como uma das responsáveis por tumores decorrentes da metástase.

Para os cientistas, trata-se de "um novo passo na busca por maneiras de identificar e eliminar as células cancerígenas".

A proteína CD133, diz o estudo, é um marcador característico da superfície de células-tronco cancerígenas. O vírus do sarampo modificado usa a substância como receptora para ingressar nas células e, uma vez dentro, as leva à morte.

Os testes foram feitos com ratos que apresentaram células de câncer no fígado e no cólon. O vírus manipulado mostrou atividade antitumoral nos animais, dizem os cientistas. "O crescimento do tumor foi reduzido substancialmente ou até totalmente suprimido", afirma o estudo.

Novas pesquisas devem ser feitas, principalmente para descobrir como atacar todos os tipos de células cancerígenas e para aprimorar o uso do vírus do sarampo e outros tipos.