EXPERIÊNCIA BEM SUCEDIDA TRAZ ESPERANÇAS DE TRATAR MAL DE ALZHEIMER

10/10/2013


Cientistas afirmam que ainda estão longe de um medicamento.
Composto químico conseguiu bloquear os danos cerebrais ocasionados pela doença.


Cientistas anunciaram esta quinta-feira ter descoberto um composto químico que, em ratos de laboratório, bloqueia uma doença dos príons, o que poder representar uma nova possibilidade terapêutica para tratar doenças como o mal de Alzheimer e o Parkinson.

Estes resultados, obtidos por cientistas britânicos, ainda estão muito distantes de um possível desdobramento em humanos, mas podem representar uma nova estratégia contra doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e o Parkinson, que partilham mecanismos comuns com as doenças dos príons.

Em artigo publicado na revista americana Science Translational Medicine, este composto químico, administrado a camundongos, conseguiu bloquear os danos cerebrais, ocasionados por uma doença de príons, implicando um mecanismo de defesa natural celular, relativizou a principal responsável desta pesquisa, realizada pela Universidade de Leicester, Giovanna Mallucci, visto que o composto químico em questão "tem efeitos colaterais graves".

— Nós ainda estamos longe de um medicamento utilizável no homem. Mas o fato de estabelecer que este mecanismo de ação pode ser usado para proteger a perda de células do cérebro (...) significa que há uma possibilidade real de desenvolver tratamentos combatendo esta vista contra as doenças de príons e as outras doenças neurodegenerativas.

Declarou o professor Mallucci à agência de notícias britânica Press Association. O composto conhecido com o nome do laboratório GSK2606414 (produzido pela firma farmacêutica britânica GlaxoSmithKline) foi testado com 29 camundongos infectados pelos príons que provocou as encefalopatias, entre as quais a síndrome de Creutzfeldt-Jakob.

Eles foram comparados a um grupo de camundongos cujo cérebro também foi infectado por príons e que não ingeriram o composto.

As cobaias que foram tratadas sete semanas após terem sido infectadas pelos príons não sofreram perda de memória em um teste que consistiu em reconhecer um objeto familiar (enquanto aqueles tratados nove semanas após a infecção demonstraram ter problemas de memória).

Exame no cérebro dos camundongos confirmou a tendência a apresentar danos cerebrais naqueles tratados sete semanas após a infecção por príons.

Em comentário em separado publicado pela revista americana, os especialistas de neurociência Wiep Scheper e Jeroen Hoozemans, da Universidade Livre de Amsterdã, consideram que esta pesquisa poderá abrir uma nova estratégia terapêutica.

Mas pedem prudência porque os camundongos são modelos limitados para as doenças do cérebro humano e também porque o composto químico utilizado tem efeitos colaterais no pâncreas, com o desenvolvimento de diabetes e a perda de peso.


CONHEÇA ALGUNS FATORES ESSENCIAIS PARA A REVERSÃO DA VASECTOMIA

Cirurgia delicada   11/10/2013

Entre 75 a 97% dos pacientes submetidos à reversão irão apresentar o retorno dos espermatozoides no sêmen nos três meses após a cirurgia. 
Procedimentos feitos há menos de 15 anos e abordagem microcirúrgica ampliam chances de gestação.


Com os avanços técnicos das últimas décadas, as chances de obtenção de uma gestação após a reversão da vasectomia são consideradas boas: entre 75 a 97% dos pacientes submetidos à reversão irão apresentar o retorno dos espermatozoides no sêmen nos três meses após a cirurgia, e 40 a 60% dos casais irão engravidar em dois anos.

O urologista Pedro Ivo Ravizzini afirma que a reversão da vasectomia é um procedimento cirúrgico delicado, com taxas de sucesso variáveis e de custo elevado. Os principais fatores que irão influenciar de forma significativa o sucesso de uma cirurgia de reversão são o tempo de vasectomia e a técnica cirúrgica empregada.

No âmbito da técnica cirúrgica empregada, destaque para a abordagem microcirúrgica com auxílio do microscópio com aumento de até 40 vezes. Atualmente, vários cirurgiões têm relacionado este tipo de técnica às altas taxas de sucesso do procedimento. Com o auxílio do microscópio, o cirurgião consegue aplicar suturas com precisão de forma a reconstruir as duas extremidades separadas durante a vasectomia, já que o canal por onde passam os espermatozoides e alvo da recanalização tem um diâmetro interno que mede cerca de 0,3 a 0,5 milímetros.

As técnicas microcirúrgicas evoluíram de tal maneira que hoje recanalizações com várias camadas de suturas podem ser realizadas, garantindo reconstruções herméticas e perfeitamente alinhadas, sem riscos de extravasamento de espermatozoides, com taxas de sucesso cada vez mais altas — afirma o especialista. 


Outro ponto destacado pelo urologista é que, antes de se pensar em reversão, é importante levar em consideração o chamado “fator feminino”, ou seja, a idade e as condições da parceira para obter uma gravidez de forma natural. 

— A reversão de vasectomia é um procedimento com altas taxas de sucesso e deve ser considerada preferencialmente nos casos inferiores a 15 anos de vasectomia e quando a parceira tem idade inferior a 35 anos e não apresenta problemas que impeçam a concepção natural —conclui. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/10/conheca-alguns-fatores-essenciais-para-a-reversao-de-vasectomia-4296598.html

 

CONFIRA OS ALIMENTOS QUE PODEM AJUDAR NA MANUTENÇÃO DA MEMÓRIA

Para pensar melhor   10/10/2013

As frutas vermelhas são ricas em antioxidantes, como bioflavonoides, carotenoides, vitamina E e selênio, ajudando a evitar lesões e doenças neurológicas. 
O aumento do consumo de alguns alimentos, como ovos, leite e leguminosas, auxiliam na formação e funcionamento do sistema nervoso.


Uma alimentação saudável significa manter o corpo e a mente em forma. Se você vem enfrentando alguns lapsos de memória com frequência, talvez esteja na hora de mudar seus hábitos, principalmente aqueles relacionados ao cardápio.

Trocar os fast foods, por exemplo, por peixes de águas frias são estratégias que podem melhorar o funcionamento da sua memória.

O aumento do consumo de alguns alimentos é importante para a formação e funcionamento do sistema nervoso. Além disso, seguir com um estilo de vida que inclua mudanças na alimentação e exercícios físicos facilita a captação dos neurotransmissores essenciais para preservar a memória — afirma o nutrólogo André Veinert, da Clinica Healthme.

Estudos realizados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), comprovam que a alimentação saudável contribui tanto para preservar a memória como também na recuperação das funções motoras em portadores da doença de Parkinson, que afeta o sistema nervoso central e é caracterizada por tremores e rigidez muscular. Houve casos de 90% de melhora.

Com o avanço das pesquisas, a lista de compras no supermercado não vai mais se limitar aos peixes, que são famosos por serem ricos em ômega 3 e também por fornecer ácidos graxos que protegem os neurônios contra os radicais livres, notórios destruidores de células.

Isso porque carnes, aves, oleaginosas, grãos integrais, leguminosas, leite e derivados também podem fazer parte da lista de alimentos que garantem o bom funcionamento do cérebro.


Não esqueça das vitaminas
As vitaminas também têm um papel muito importante para o cérebro. Além de essenciais para o organismo, elas também ajudam muito o funcionamento do cérebro.

A vitamina do complexo B, por exemplo, protege os tecidos nervosos contra a oxidação. Já a D, auxilia na regeneração dos neurônios e regula a fixação do cálcio em receptores importantes para a memória. As C e E, por sua vez, são antioxidantes que combatem e neutralizam os radicais livres.

Confira quais são os alimentos que ajudam o cérebro
Ovo
A gema do ovo é uma das principais fontes de colina, que ajuda a reparar as células cerebrais. Além disso, ainda se constitui de acetilcolina, neurotransmissor responsável pelo aprendizado e memória. Segundo Veinert, uma gema tem cerca de 130 mg de colina. Salmão, soja, fígado, germe de trigo e feijão também apresentam o nutriente, porém, em concentrações menores.

Peixes
Salmão, sardinha, anchova, atum, arenque e cavala fornecem ácidos graxos, do tipo ômega 3, que são benéficos ao cérebro e à memória, já que contêm ação anti-inflamatória.

Arroz
O arroz é responsável por regular a glutationa, um dos protetores celulares contra a ação dos radicais livres. Além disso, também contém magnésio e outros receptores que existem no hipocampo, onde se dá a formação da memória.

Leguminosas
Possuem vitamina B6, considerada importante para a formação de neurotransmissores (mensageiros do cérebro).

Frutas vermelhas
Ricas em antioxidantes, como bioflavonoides, carotenoides, vitamina E e selênio, as frutas também têm a sua parcela de responsabilidade em relação ao cérebro. O seu consumo ajuda a evitar lesões e doenças neurológicas. Para usufruir dos benefícios, procure consumir acerola, morango, amora, pitanga e também outros tipos de frutas como laranja, limão, manga e maçã.

Oleaginosas
Castanhas, nozes, amêndoas, avelãs e amendoim são alimentos ricos em vitamina E e selênio, também fontes de antioxidantes. Além disso, elas ainda contém vitamina B3, B2 e B1, que regulam a glutationa e ainda participam da manutenção de substâncias químicas nervosas e hormônios que protegem a memória.

Carnes e aves
As carnes magras e os frangos, por exemplo, são ricos em vitamina B3 (niacina) e podem ser consumidos durante as refeições. Somente a carne vermelha deve ter um consumo moderado.

Leite e derivados
Ricos em vitamina B12 e ácido fólico, que participam de forma conjunta da síntese do DNA, o consumo diário de leite e derivados pode ser muito benéfico para a formação da memória.


O que evitar?
Gorduras saturadas, açúcar e o consumo de álcool são grandes vilões quando se trata do cérebro.
O nutrólogo alerta que a gordura saturada em excesso acelera a perda de memória devido ao seu processo inflamatório que afeta o funcionamento das células nervosas. Em relação ao açúcar, ele pode aumentar a produção de insulina rapidamente no organismo, promovendo reações químicas que podem danificar as células cerebrais.

 

ANS VOLTA A SUSPENDER A VENDA DE PLANOS DE SAÚDE

10/10/2013    09:55

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) alerta os consumidores a não contratar os planos punidos e denunciar se receberem ofertas.


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) voltou a suspender a venda de 246 planos de saúde de 26 operadoras, como punição por descumprimento da legislação. A medida foi tomada depois de o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, suspender liminares concedidas a favor das operadoras e decidir pela manutenção do sistema da ANS usado para avaliar os planos de saúde, baseado em reclamações de consumidores. A medida não afeta clientes que usam atualmente os planos punidos.

A determinação do STJ, comunicada hoje à ANS, sobrepõe-se a liminares dos tribunais regionais federais (TRF) da 2ª Região (no Rio de Janeiro) e da 3ª Região (em São Paulo), que questionaram o sistema de avaliação da agência reguladora e determinaram a suspensão da punição aplicada às operadoras. As liminares foram concedidas pelos tribunais à Federação Nacional de Saúde Complementar (FenaSaúde) e à Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).

Para o presidente do STJ, as liminares anteriores violam o princípio da presunção de legitimidade dos atos administrativos trazendo "risco de grave lesão à ordem pública e à saúde de uma imensa coletividade".

Ele acrescentou que não cabe ao Judiciário estabelecer a forma como devem ser executadas as normas que regulamentam a atividade da agência. “Desta forma, tenho que as decisões impugnadas alteraram aspectos de procedimentos internos da agência que, certamente, nasceram para proteger com maior eficácia o consumidor em importante aspecto da vida, qual seja, a saúde”, disse Fischer, em nota.

No dia 20 de agosto, a agência determinou a suspensão da venda de 212 planos de saúde de 21 operadoras por três meses. A determinação ocorreu porque as operadoras descumpriram prazos de atendimento para consultas, exames e cirurgias e também por negativa de procedimentos da cobertura obrigatória, após o sexto ciclo de monitoramento da ANS. Somaram-se à lista de planos com venda suspensa, mais 34 planos de cinco operadoras que já tinham sido punidas em processo de avaliação anterior. Com isso, 246 planos estavam impedidos de ser vendidos pelas operadoras.

No mesmo dia do anúncio da punição, a FenaSaúde ingressou com ação judicial alegando que identificou “equívocos no processo de monitoramento dos prazos de atendimento aos beneficiários de planos”. Ainda no dia 20 de agosto, o TRF da 2ª Região deferiu liminar determinando revisão das reclamações usadas pela ANS para avaliar a proibição da venda de cada plano. Portanto, até ontem (8) a punição não estava valendo.

Mesmo com a nova decisão do STJ, o diretor-presidente da ANS, André Longo, anunciou hoje (9), em nota, que a agência reguladora vai criar um Grupo Técnico do Monitoramento da Garantia de Atendimento, com o objetivo de aprimorar permanentemente a metodologia de avaliação. O novo grupo será constituído de imediato, com representantes de cada entidade representativa das operadoras de planos de saúde, de defesa dos consumidores e com técnicos da agência.

O resultado do sexto ciclo de monitoramento, que agora é retomado, refere-se à avaliação que ocorreu entre 19 de março e 18 de junho de 2013. Das 553 operadoras com pelo menos uma reclamação sobre o não cumprimento dos prazos máximos para atendimento ou de negativa de cobertura registrada nesses três meses, 523 são médico-hospitalares e 30 voltadas exclusivamente à assistência odontológica. 

FONTE:http://primeiraedicao.com.br/noticia/2013/10/10/ans-volta-a-suspender-a-venda-de-planos-de-saude

GAROTAS SÃO AS MAIS JOVENS DO MUNDO A PRATICAR WING-WALKING

09/10/2013

O esporte consiste em viajar do lado de fora de um avião, amarrado a uma cadeira, fazendo acrobacias.


           
   
           
   
           
   
           
   
           
   
           
            
           
   
       


Garotas são as mais jovens do mundo a praticar wing-walking As primas Rose Powell e Flame Brewer realizaram sua aventura em um aeroporto em Gloucestershire, na Grã-Bretanha Elas dizem que decidiram começar a praticar o esporte para obter doações para uma organização de caridade.

A ONG ajuda crianças com Distrofia Muscular, doença que diminui a capacidade de movimento dos pacientes à medida que vão ficando mais velhos.

A família das meninas tem tradição na aviação. Rose diz que a maioria de seus parentes têm brevê de aviador e as duas serão a terceira geração a praticar o wing-walking.

Durante o voo, os biplanos que levavam as meninas atingiram a velocidade de 160 km/h.

Ao voltar do passeio, elas disseram que não se intimidaram e que repetirão a experiência.

 

ANÁLISE SANGUÍNEA DA GESTANTE É ALTERNATIVA PARA INVESTIGAR POSSÍVEIS DOENÇAS GENÉTICAS NO FETO

07/10/2013 

A simples coleta do sangue da mãe é suficiente para avaliação do material genético do bebê
Há três meses, a Reprogenetics Brasil oferece o teste Verifi, que pode ser realizado a partir da décima semana de gestação. A eficácia é de 99,3%




Suspeitar que o filho é portador de alguma doença genética é uma grande apreensão. Submeter-se ao teste que comprova a anomalia pode intensificar ainda mais esse sentimento. A amniocentese do útero é o teste mais corriqueiro na identificação de síndromes cromossômicas, como a de Down. 

Nele, uma agulha comprida é inserida na barriga da mãe até chegar à placenta para coleta de amostra do líquido amniótico. Invasivo, o teste pode, mesmo que em raras ocasiões, causar um aborto espontâneo. Para trazer mais segurança à mãe e excluir a agulha do processo, laboratórios brasileiros já oferecem uma alternativa baseada apenas na análise sanguínea, valendo-se dos avanços da ciência e da tecnologia para facilitar os diagnósticos.

Há três meses, a Reprogenetics Brasil oferece o teste Verifi, que pode ser realizado a partir da décima semana de gestação. O médico urologista e sócioproprietário da empresa, Rodrigo Pagani, explica que a simples coleta do sangue da mãe é suficiente para avaliação do material genético do bebê. 

“Nessa fase da gravidez já há células do feto circulando na corrente sanguínea da gestante. Identificadas essas células, fazemos seu isolamento e examinamos para verificar se há alguma alteração nos cromossomos 13, 18 e 21”, explica. Entre as várias características que permitem a distinção entre as células do neném e as da mãe está o tamanho dos cromossomos, maior no caso da gestante, o que permite a separação.

Trissomia no cromossomo 21 diagnostica síndrome de Down, enquanto no 13 é a síndrome de Edwards e no 18 a de Patau. Ainda são avaliados os cromossomos X e Y. Em situação normal, a menina é identificada como XX e o menino como XY. Mas há possibilidade de uma mutação em que o bebê nascerá apenas com um cromossomo X, o que caracteriza a síndrome de Turner. “Pode ocorrer também de ser XXY. Nesse caso, o menino nasce com a síndrome de Klinefelter”, explica Pagani. Para finalizar, nessa etapa ainda poderá ser identificado o sexo da criança.


A eficácia do Verifi é de 99,3%, segundo Pagani, por isso não elimina por completo a necessidade de realizar a amniocentese. “Se ocorrer qualquer suspeita de deformidade durante o ultrassom, há 80% de chance de se confirmar que a criança tem o problema. Para se certificar ainda mais pode ser indicada a realização do Verifi”, explica o médico. Se o teste sanguíneo der positivo, não há mais dúvidas, a criança terá uma das síndromes enumeradas. “Somente no caso de o resultado ser negativo surge a necessidade de realizar a amniocentese. Mas isso ocorre em menos de 1% das vezes”, acrescenta Pagani.


LIMITAÇÃO

 
O obstetra e diretor científico da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Frederico Peret, afirma que, além de confiável – por ter um baixo índice de falso positivo –, o teste Verifi é certificado internacionalmente. “Mas é preciso lembrar que há uma limitação. Ele é indicado para as síndromes de Down, Edwards e Patau. O fato de o resultado ser negativo não impede que a criança tenha outros problemas”, alerta Peret.

Para os pais que querem buscar uma gama maior de alterações genéticas, a amniocentese ainda é a opção mais recomendada. “Há possibilidades maiores com esse exame, já que, além de uma análise de DNA, ainda é realizado um mapeamento cromossômico completo da criança”, explica o obstetra. 

Nesse caso, ainda podem ser identificadas outras anomalias, como doenças metabólicas congênitas graves e traços de anemia falciforme, por exemplo. “O teste com a coleta de sangue da mãe pode ser muito bem aplicado para substituir o teste invasivo nas situações mencionadas”, pondera Peret. Também é indicado apenas para mulheres que estão esperando um bebê.

O preço ainda é proibitivo para a maioria das mulheres: cerca de R$ 3,5 mil e realizado por vários laboratórios, podendo ter nomes distintos. É indicado para mulheres com mais de 35 anos, que tenham ocorrência de anormalidade genética na família ou no caso de ser identificado acúmulo excessivo de líquido na região da nuca do feto durante o exame de translucência nucal.

Cada vez mais detalhados

 
Para reduzir ao máximo a possibilidade de o feto ter algum problema de saúde, há testes para cruzamento dos materiais genéticos dos pais. Um deles, o Recombine, permite a identificação de 180 doenças que podem ser desenvolvidas a partir da combinação dos dois DNAs no momento da concepção. “São doenças recessivas como fibrose cística, anemia falciforme, distrofias musculares e talacemia”, enumera o médico urologista e sócioproprietário da Reprogenetics Brasil, Rodrigo Pagani. Diante do resultado, o casal pode optar pela inseminação in vitro, na qual será possível selecionar os embriões saudáveis que serão implantados no útero. Não é preciso ter casos na família para recorrer ao teste. “As doenças recessivas têm característica de demorar várias gerações para voltar a aparecer. O fato de não ter casos próximos em parentes não exclui a possibilidade de sua ocorrência”, alerta Pagani. 


SOBRAS DE UM QUE AJUDAM A TRATAR O OUTRO

05 de outubro de 2013   BANCO DE REMÉDIOS
 
SERVIÇO PRESTADO POR INICIATIVA DE TRANSPLANTADO AUXILIA QUEM PRECISA DE MEDICAMENTOS CAROS.
 
 
 
Uma caixa de remédio para tratar uma doença como o lúpus pode custar R$ 2 mil, e, nem sempre, a distribuição do governo dá conta de suprir toda a demanda. Alternativa para quem enfrenta essa situação é buscar o serviço prestado pelo Banco de Remédios, uma associação que reúne, classifica e redistribui remédios não mais utilizados, com data de validade preservada. O serviço também é uma saída para doação de medicamentos ociosos, cujo destino tem sido o lixo.

A iniciativa é de Dámaso MacMillan, 60 anos, que passou por transplante de rim e sentiu na pele a dificuldade de conseguir medicamentos caros. Hoje, ele é um caso raro de transplantado que não depende de medicação. Mesmo assim, percebeu que muitos pacientes como ele deixavam sobrar nas caixas cartelas com dezenas de comprimidos em boas condições de uso. A partir daí, começou a reunir as sobras em uma espécie de farmácia informal. Foi assim que criou, há oito anos, o Banco de Remédios, cuja finalidade é encaminhar medicamentos a pessoas cadastradas na associação e que tenham receita médica.

Com sede no segundo piso do Mercado Público, a entidade continuou as atividades de forma ininterrupta após o incêndio. Ainda em fase de adaptação à nova casa (antes, o banco funcionava na Rua dos Andradas, depois no primeiro piso do Mercado), a entidade recebe doações quase que diárias de clínicas médicas, hospitais, profissionais da saúde e cidadãos interessados em dar vida longa aos medicamentos. Entre os beneficiados, estão mais de 1,5 mil pessoas.

No estoque, há desde analgésico e pílula anticoncepcional (um dos campeões de doação) até medicamentos para problemas mais graves. Para receber um remédio, é preciso ser cadastrado e pagar contribuição mensal de R$ 20.


O valor não é equivalente ao preço do remédio, mas ajuda a cobrir as despesas da entidade. Funcionamos sem apoio do governo, para manter isenção e autonomia – explica MacMillan.

Pedidos e doações são aceitos pessoalmente, por telefone e até via redes sociais. O repasse é feito para todo o Estado.
 
 
 AONDE IR

- Mercado Público, loja 118, 2º pavimento.

- O serviço permite doar remédios e solicitar doações

- Contato: (51) 3286 -7579

- Facebook: Banco de Remédios

- Twitter: @bancoderemedios
 

DADOS PARA SE CADASTRAR NA ASSOCIAÇÃO

- identidade

- CPF

- Comprovante de residência

- Cartão do SUS
 

GINÁSTICA LABORAL BENEFICIA TRABALHADORES E EMPRESAS

Saúde no trabalho   07/10/2013

Apenas 15 minutos por dia podem fazer a diferença na saúde dos trabalhadores e da empresa. 
Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou projeto do Dia Municipal da Ginástica Laboral.


Permanecer horas sentado na frente do computador, digitando sem parar ou atendendo o telefone faz parte da rotina no trabalho de muitas pessoas. Apesar de parecer inofesiva, a repetição dessas atividades pode originar uma série de incômodos como dores nos dedos e nos membros superiores, além de fadiga muscular. 

Como alternativa para diminuir e prevenir esses sintomas que acompanham profissionais das mais variadas áreas, são recomendados pelo menos 15 minutos de exercícios de alongamento e reforço muscular no local de trabalho. A modalidade de atividades físicas ganhou o nome de ginástica laboral e contribui para aumentar o bem-estar físico.

Em Porto Alegre, a Câmara de Vereadores aprovou o Projeto de Lei que instituiu o Dia Municipal da Ginástica Laboral no dia 22 de novembro. Tida como um mercado em expansão, a prática traz benefícios para os funcionários e as empresas adotam o modelo.

Segundo o profissional de educação física Márcio Martini, responsável pela ginástica laboral no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o treino atua principalmente na prevenção de doenças ocupacionais incluídas nos grupos de síndromes LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). Entre essas doenças, as mais comuns são tendinite, bursite e mialgias — que afetam os músculos, nervos e tendões, principalmente, nos membros superiores.

— A ginástica laboral funciona através de exercícios de 15 minutos no local de trabalho diariamente. Não há necessidade de alguma roupa especial. Na prática, são trabalhados exercícios de alongamento, reforço muscular e mobilização — explica Martini.

Fazem parte da ginástica laboral jogos cooperativos, que servem como um momento de descontração. Tudo com o objetivo de distencionar a musculatura das tensões decorrentes da rotina de trabalho.

— A prática melhora a saúde como um todo, além aumentar a motivação e melhorar o relacionamento interpessoal dentro da empresa. O colaborador também sente uma diminuição do estresse diário e o aumento do controle emocional — afirma o profissional.

Martini também ressalta que, além dos benefícios dos trabalhadores, as empresas também são beneficiadas depois da adoção da ginástica laboral com a diminuição dos acidentes de trabalho e o aumento da capacidade de produção dos colaboradores.


 

ALÍVIO PELAS MÃOS

05 de outubro de 2013    PODER DA MASSAGEM 
 
COM A CAPACIDADE DE ACALMAR TRANSTORNOS DA MENTE E DO CORPO, MASSAGEM PODE SER UM DIFERENCIAL EM TRATAMENTOS DE SAÚDE

 

Alguns minutos na maca são suficientes para a paciente desacelerar a velocidade com que veio da rua. Após recostar-se sobre o lençol térmico que ajuda a garantir o conforto, a psicóloga Fernanda Ludke Nardi começa a repousar no ambiente preparado para sua sessão semanal de massagem. A sala está climatizada, há uma luz azul discreta e música instrumental no fundo para estabelecer a tranquilidade. O massoterapeuta Sander Roberto Santos da Silva será o responsável pela sensação de relaxamento que a jovem de 27 anos terá pelos próximos 45 minutos – ritual que repete há pelo menos dois anos.

Com mãos besuntadas de creme, o massoterapeuta realiza movimentos contínuos e leves que percorrem as principais regiões tensionadas de Fernanda – dorsal e membros.

Nascidas em sua maioria da medicina chinesa, em meados de 1800 a.C, as técnicas de massagem hoje têm influência ocidental. Enquanto as de tipo oriental focam a fisiologia do sistema circulatório, as ocidentais miram na fisiologia energética. Na teoria, consistem de um conjunto de toques exercidos no corpo, além de movimentos nas articulações e nos alongamentos e aplicações de calor e frio.

O fisioterapeuta Plínio de Assis Brasil Neto defende a ideia de que uma cura passa pela intenção do curador:

Os músculos guardam os sentimentos. Em uma massagem, recuperam-se as sensações das pessoas. O músculo tem uma capa, que guarda as memórias emocionais e de lesões. Tu mexes ali, e o corpo se autorregula, como um “biofeedback”.

Apesar de ser psicóloga e trabalhar internamente suas emoções, Fernanda acumula nos músculos os estímulos ambientais causados por movimentos bruscos, trocas de temperatura, tempo no computador, má postura, bruxismo, sem falar nas preocupações do dia a dia. Para Fernanda, a massagem surgiu como uma necessidade, para ajudar a diluir dores fortes nas costas, e acabou se consolidando como um ritual do qual não abre mão:

Quando o Sander entrou de férias, fiquei quase louca, pensando que ia morrer de dor novamente. Mas meu corpo ficou mais condicionado com a sensação de bem-estar. Passou rápido, quase nem percebi.

 
 

CALOR, ENERGIA, SEXUALIDADE EM SEIS TIPOS DE TOQUE

 

Tradicional chinesa

Uma acupuntura com os dedos. Assim pode-se definir a massagem baseada na medicina tradicional chinesa. O terapeuta identifica pelo pulso como está a circulação e, por uma conversa com o paciente, constata que os pontos do corpo cuja energia está bloqueada podem ser ativados com estímulo manual e de calor. Deslizando com os dedos pela região dorsal, braços, pernas, ele atua em pontos críticos de tensão, e a dor vai aos poucos se dissolvendo. Nas regiões mais críticas, em órgãos que apresentam disfunções, é realizada a aplicação de calor a partir da “mocha”, carvão vegetal aquecido feito com artemísia, erva medicinal chinesa. A proposta é promover o aumento da circulação do sangue e da energia na região.

O calor promove relaxamento e ajuda a tonificar alguns órgãos tensionados pelo estresse do cotidiano – diz Luciane Trucolo, que fez vários cursos para se tornar especialista.

Os principais benefícios de uma boa massagem, diz ela, são diluição de toxinas e do estresse, melhoria do sono e diminuição da ansiedade.

Shiatsu
Assim como a tradicional chinesa, a shiatsuterapia trabalha nos bloqueios energéticos. Associada a outras terapias, ajuda no equilíbrio corporal e atua mais no sentido preventivo. O educador físico e especialista em shiatsuterapia Marcio Abreu explica que esse tipo de massagem é responsável por fazer integração do bem-estar físico e emocional.

– O nosso corpo cria proteções aos estímulos externos e vamos criando as tensões musculares.

No shiatsu, o terapeuta faz uma espécie de raio-X com o toque das mãos, identificando pontos críticos da saúde. Baseado na medicina chinesa, inclui a pressão dos dedos, principalmente do polegar, e do cotovelo nos pontos tensionados. Os mais comumente atingidos são as regiões superiores, como cervical, trapézio, lombar e em torno da escápula.

Além de equilibrar os pontos dos meridianos (canais de energia) do corpo, ela também ajuda no combate à insônia e à ansiedade, melhora a circulação sanguínea e alivia a dor causada por contratura e má postura (dores nas costas e articulações).


Estética
A pessoa malha, e a celulite não vai embora. Alternativa, então, é recorrer à massagem estética, que pode ajudar na oxigenação das células, para eliminar celulite localizada. Mas para o resultado aparecer, é importante que não seja ação isolada. A fisioterapeuta Roberta Kaster Titton faz uma pré-avaliação indicando os tratamentos apropriados para potencializar o emagrecimento:

– Recomendamos que as clientes busquem tratamentos associados, como atividade física e alimentação balanceada.
Ela explica ainda que, entre as opções oferecidas na clínica onde trabalha, as mais procuradas são a drenagem linfática e a modeladora. Enquanto a primeira tem ação sobre o sistema linfático e drenagem de líquidos, a segunda objetiva modelar as camadas adiposas. A modeladora tem finalidade estética, a drenagem pode ser também terapêutica. É recomendada no período pós-operatório de uma cirurgia plástica:

Serve para evitar a formação de fibrose, espécie de cicatrização irregular.
Para obter benefícios, o recomendado é que sejam feitas pelo menos 10 sessões.


Desportiva
As massagens que os atletas recebem após uma corrida, ou no intervalo de uma partida de futebol, são exemplos típicos da desportiva, que tem a intenção de evitar dores musculares antes ou depois do exercício. Essa técnica é indicada tanto para amadores quanto para profissionais e pode ser feita em pré e pós-competição. Age nas dores do atleta, mas é indicada não só quando há lesão, mas para prevenir lesões. Antes de uma partida de futebol, por exemplo, é comum ver alguns atletas receberem massagem para ativar a circulação nos músculos. Ao final do jogo, a utilidade é acelerar o relaxamento e evitar lesão muscular. De acordo com o fisioterapeuta Plínio de Assis Brasil Neto, no pós-jogo, ajuda na recuperação e a diminuir o tempo de recuperação. Segundo ele, antes, todo jogador fazia massagem para entrar em campo – servia como aquecimento. Hoje, é mais usada em caso de lesão e dor. Também ajuda a prevenir que se tenha câimbra, com a retirada dos metabólitos (sujeiras que ficam no organismo após grande esforço).


Tântrica
Com o objetivo de colocar a pessoa em contato consigo mesma, a massagem tântrica beneficia em muitos aspectos, principalmente relacionados à energia vital e à sexual. Ela é capaz de liberar os hormônios do prazer no corpo e aumenta a possibilidade de conexão com as outras pessoas, além da criação de vínculos emocionais.

A terapeuta tântrica Paula Fernanda explica que esse tipo de massagem é voltada a públicos de idades variadas e pessoas que, em geral, não conseguem se liberar apenas por meio de conversa e da terapia clínica:

Muita gente vem indicada por psicólogos e psiquiatras, para ter um suporte prático sobre autoconhecimento.

Paula Fernanda também trabalha uma técnica de massagem chamada Sexological Body Work, trazida da Europa e aprimorada na Índia e na Tailândia, e que manuseia as zonas erógenas do corpo – inclusive os genitais – para que a pessoa aprenda a conhecer melhor o que lhe dá prazer e faz relaxar.

Para gestantes
Os nove meses de preparação e expectativas em relação ao filho que está a caminho fazem com que a gestação seja um período marcado por dores nas costas. Carregar um bebê na barriga representa ganhar, em média, pelo menos 10 quilos extras e, com isso, ver as extremidades incharem, o corpo reter líquidos e a coluna ser comprimida. Para tornar esse período menos dolorido, a massagem pode ser uma forte aliada. A fisioterapeuta Ana Carolina Müler, que trabalha há 10 anos com gestantes, explica que a massagem durante a gravidez ajuda a evitar dores e deve começar a ser feita, preferencialmente, no início da gravidez. De acordo com ela, quando a dor aparece, é mais recorrente nas costas, por conta do contrapeso feito pela coluna para compensar o crescimento do ventre. As opções mais trabalhadas com as futuras mamães são drenagem linfática – que, além de relaxante, ajuda na circulação – e manipulações na região lombar, glúteos e coxas. No trabalho de orientação, Ana ensina técnicas de massagem para acompanhantes de parto.

EGO MASSAGEADO

Para a aposentada Aglae Castro da Silva Schlorke, os resultados da massagem estética vão muito além da redução de medidas e da melhoria da circulação sanguínea: tem o papel de levar sua autoestima para o alto. Desde que começou a frequentar uma clínica no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, passou a ter cuidados que fizeram toda a diferença no seu dia a dia.

Desde sua aposentadoria como professora universitária, Aglae estava desestimulada com a própria aparência. Fazendo uma avaliação interna, Aglae concluiu que sua vida profissional foi muito mais voltada a aspectos intelectuais, fato que a fez descuidar da parte física.

Incentivada por uma sobrinha, decidiu começar a frequentar a clínica estética, onde encontrou motivação para dar um novo rumo na autoimagem.

Estava me sentindo sedentária. Tenho artrose no quadril esquerdo, que me proíbe de fazer exercício de impacto. Então, recorri à massagem. Gostei muito do incentivo que as meninas me deram. Decidi fazer pilates também, meu astral mudou por completo – conta.

Essa busca de Aglae começou por volta dos 50 anos. Hoje com 66, ela sente que as sessões de drenagem e massagem modeladora ajudaram a esculpir seu amor próprio.

Além de estar se sentindo melhor com a imagem, notou mudanças no funcionamento do intestino e do rim, além de se sentir mais leve.

– Não quero virar Miss Brasil, quero apenas continuar me se sentindo bem, bonita e saudável – revela.
 

MEU TREINADOR, MEU TIMONEIRO

05 de outubro de 2013

A VELHA E EMPOEIRADA MÁQUINA DE REMAR RESSURGE EM ACADEMIAS DOS ESTADOS UNIDOS.


Para muitos praticantes de atividade física, essa ideia soaria ridícula a primeira vista: escolha justamente a máquina de exercícios cardiovasculares menos popular de toda a academia – uma que envolva sentar-se e escorregar interminavelmente para frente e para trás – e faça uma aula só disso. Sim, a velha e empoeirada máquina de remar acaba de ser tirada do canto da sala, ressurgindo em exercícios de grupo e academias especializadas em todo os Estados Unidos, atraindo multidões e defensores leais, muitos dos quais nunca pegaram em um remo.

Em Nova Jersey, Ericka Sullivan resistiu por um ano aos chamados do marido, um executivo de marketing, para que fizessem uma aula.

– Não há absolutamente nada de animador em ficar entediado, e remar parecia ser uma atividade bastante entediante – afirmou Ericka, 35 anos, que acabou por aceitar o desafio. – Mas os intervalos passam bastante rápido.

Seus medos de ficar com ombros gigantes de remador nunca se materializaram:

– Estou mais comprida e mais magra.

Em uma academia em Greenville, Carolina do Sul, operada por Lowell Caylor, 72 anos, um grupo composto especialmente de mulheres com mais de 45 anos se juntou às sessões de remo. Já foram registrados 137 milhões de metros remados (isso equivale a três voltas e meia ao redor da Terra), superando todos os rankings registrados pela fabricante de máquinas de remo Concept 2, pelo quarto ano seguido, afirmou Caylor.

– Todas essas pessoas que vêm para cá achando que não levam jeito para atividades físicas e competição descobrem justamente o contrário – afirmou Caylor.

u Mais calorias queimadas do que no spinning

Sua “equipe”, como chama os clientes, inclui ex-corredores que tiveram tornozelos e joelhos lesionados e que gostam do fato de que o remo seja puxado, mas não coloque peso sobre as pernas. Uma vez que ele usa praticamente todos os grupos musculares, remar a 8 km/h queima a mesma quantidade de calorias que correr a 10,7 km/h, afirmou Michele Olson, 52 anos, professora de ciências dos exercícios físicos na Universidade Auburn. Sim, afirmou, a atividade queima mais calorias do que o spinning.

Ainda assim, remar na máquina nem sempre é uma ideia fácil de vender. A música não ajuda a distrair e é impossível remar conforme o ritmo. Além disso, diferentemente de outras máquinas cardiovasculares, o remo não é intuitivo. A técnica apropriada precisa ser ensinada, mas muitos treinadores não a conhecem.

Charles Anderson, 30 anos, toca a música Push It, de Salt-N-Pepa, como uma brincadeira para ajudar os clientes a se lembrarem da técnica.

– A maior parte das pessoas acredita que o remo é um exercício para os braços e crê que seja um movimento de puxar. Na verdade, o principal movimento é o de empurrar. Você empurra com as pernas.

COURTNEY RUBIN | The New York Times



UMA ONDA DE EXERCÍCIOS EM NOVA YORK


Terry Smythe, remadora experiente de 56 anos, viaja pelos Estados Unidos para dar certificados de remo indoor a instrutores. Ela afirmou que os negócios mais que duplicaram nos últimos três anos. Também existe uma nova onda de novos exercícios de remo chegando a Nova York. A Brooklyn Crew, primeira academia da cidade dedicada exclusivamente ao remo indoor, começou a funcionar em abril com aulas de 45 minutos dadas por ex-treinadores de remo. Outras estão a caminho da inauguração.

Juliana Garofalo, professora de inglês de 28 anos, não quer largar a prática depois de perder 4,5 quilos em um mês com aulas quatro vezes por semana.

– Durante anos eu não achava a coisa certa para fazer e que me desse os resultados que esperava – afirmou Juliana, que tentou spinning, ioga e os DVDs da Jillian Michaels (uma personal trainer americana que tem um reality show).

Seu histórico recente de (falta de) exercício incluiu entrar para uma academia a duas quadras de casa, aonde foi uma única vez em oito meses, de forma que ela temia que as seis quadras até a Brooklyn Crew “fossem demais”.

Em um domingo de julho, ela saiu de um casamento na Carolina do Norte às 6h e dirigiu para chegar a tempo da aula de remo às 17h30min em Nova York.

MULHERES COM SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS PODEM TER MAIS CHANCES DE DESENVOLVER HIPOTIREODISMO

Hormônios   04/10/2013

Na pesquisa, o hipotireodismo foi encontrado em 27% das 113 mulheres que tinham ovários policísticos. 
De 6 a 10% das mulheres em idade reprodutiva têm síndrome do Ovário Policístico enquanto 4 a 20% das mulheres tem hipotireodismo.



Um estudo, publicado recentemente, no European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology, investigou se a presença associada da Síndrome do Ovário Polícistico e hipotireoidismo na mesma mulher aumentavam os riscos para a saúde. A SOP caracteriza-se por aumento das taxas de hormônios masculinos, pouca menstruação e até ausência de menstruação e múltiplos cistos ovarianos. Também está associada a alterações endócrinas e metabólicas que aumentam o risco de eventos cardiovasculares

Na pesquisa, o hipotireodismo foi encontrado em 27% das 113 mulheres que tinham ovários policísticos, ou seja, em 30 das 113.

No grupo controle do estudo, que era de mulheres que não tinham ovários policísticos, não se obteve essa presença significativa da doença. Portanto, o estudo comprovou essa relação entre as duas doenças. 

Entre os sintomas mais comuns do hipotireoidismo, cansaço, fraqueza, dores musculares e dificuldade de perder peso. 

É importante prestar atenção nos sintomas e tomar nota para relatar ao ginecologista para que possam pedir os exames certos e investigar se as duas doenças estão associadas — afirma a ginecologista Bárbara Murayama.

MUNICÍPIO PODERÁ CUSTEAR TRATAMENTO DE DOENÇAS DEGENERATIVAS

03/10/13

 Proposição legislativa do vereador de Curitiba Tiago Gevert (PSC) pretende incluir as chamadas doenças degenerativas no rol de patologias cujo tratamento para funcionários é custeado pela administração. “O objetivo é amparar os servidores que sofrem com estes males, pois o prejuízo não é somente deles, mas de todo o município, cujos serviços perdem em operacionalidade”, explicou o vereador.

O texto de justificativa do projeto esclarece que doenças degenerativas são aquelas que alteram o funcionamento de células, tecidos ou órgãos, sendo que este processo acaba por se estender a todo o organismo. São patologias mais frequentes entre adultos e idosos e já se configuram na principal causa de mortes nos países desenvolvidos. O projeto acrescenta à lista de doenças constante na lei municipal 8786/1995, que dispõe sobre o custeio do tratamento do funcionalismo, as seguintes patologias: artrose, osteoporose, artrite reumatóide, espondilite, Esclerose Múltipla e lúpus.

“Seja por uma questão humanitária ou por uma questão prática, não resta dúvida que a legislação vigente deve ser atualizada, devendo as doenças degenerativas ser incluídas no rol de doenças custeadas pelo Município, para os seus servidores”, reforçou Tiago Gevert.

MAMOGRAFIA REDUZ EM 30 POR CENTO MORTES POR CÂNCER DE MAMA

03/10/2013 

A prevenção ainda é o melhor remédio contra a doença .


O câncer de mama é o tumor que mais atinge mulheres no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 52.680 novos casos foram estimados em 2012. O jornal Câncer traz novo estudo, revelando que mais de 70% das mortes por câncer de mama num grupo de 7.000 pacientes ocorreram em mulheres que não se submeteram regularmente à mamografia. O estudo reforça a principal característica desse exame, principalmente para quem tem entre 40 e 49 anos, que é salvar vidas. Entre 609 mortes confirmadas, apenas 13% ocorreram em mulheres acima dos 70 anos e 50% em pacientes com menos de 50 anos.

O câncer é uma doença que resulta da interação entre fatores ambientais e genéticos do indivíduo. Entretanto, uma parcela pequena dos tumores malignos é considerada hereditária, até cerca de 10%. 

“A maioria está relacionada à exposição a fatores ambientais, como tabagismo, hábitos alimentares, infecções, exposição solar, entre outros”, destaca o médico oncologista Amândio Soares.

A doença resulta do crescimento desordenado das células e dos tecidos, por motivos desconhecidos. O tecido canceroso apresenta estrutura atípica dos tecidos e órgãos dos quais se originou e capacidade ilimitada e incontrolável de se reproduzir. Seu desenvolvimento não obedece a nenhuma finalidade útil ao organismo. “O tumor tende a se disseminar e a lançar metástases, ou seja, focos secundários, a distância, para várias partes do corpo, onde então continuam a se desenvolver”, reforça Soares.

O especialista explica que alguns tipos de câncer estão diretamente relacionados a fatores ambientais, como o câncer de pulmão, associado ao hábito de fumar, e o câncer de pele, vinculado à excessiva exposição ao sol. Outros tipos, como o câncer de mama, podem estar relacionados a questões hereditárias, podendo ser passado, por exemplo, de mãe para filha.

Quando a propensão genética é constatada, a pessoa deve tomar precauções para prevenir a doença. 

“É importante que as pessoas saibam que muitos tipos de câncer podem ser curados, desde que diagnosticados em fases iniciais. Por isso, é fundamental realizar exames periódicos”, afirma. Se um câncer é diagnosticado antes que saia do seu lugar de origem, é muito mais provável que o tratamento obtenha sucesso.

Por exemplo, com a popularização da mamografia, as mortes por câncer de mama foram reduzidas em 30%. “A mamografia de alta definição é capaz de perceber tumores de meio milímetro. 

Detectados nessa fase, 90% deles têm possibilidade de cura. Portanto, sendo hereditário ou não, é importante procurar o médico caso seja diagnosticada qualquer alteração no organismo”, completa o oncologista Amândio Soares.

SAIBA MAIS SOBRE A DISFUNÇÃO DA ARTICULAÇÃO TEMPORO-MANDIBULAR

Dor crônica   03/10/2013

Geralmente, os distúrbios acometem adultos de 20 a 50 anos, principalmente mulheres. 
Problema pode causar dor de cabeça, cansaço dos músculos da mastigação e dificuldade para abrir a boca.


Os movimentos de abrir e fechar a boca são praticados, inevitavelmente, o dia todo. Eles podem acontecer durante a fala, mastigação ou um simples bocejar.

Entretanto, se não forem feitos corretamente, podem ocasionar um problema que afeta várias pessoas, mas ainda pouco conhecido: a Disfunção da Articulação Temporo-Mandibular, mais conhecida como ATM.
Quando existe a disfunção, o paciente apresenta sintomas como dor de cabeça, perda auditiva por tempo determinado, dor ou cansaço dos músculos da mastigação, ruídos articulares (estalos ou crepitação) e dificuldade para abrir a boca.

Alfredo Lara, otorrinolaringologista do Hospital Cema, explica que apesar de ser um distúrbio comum, pode desencadear dores crônicas na face e na cabeça.

5% a 10% dos que apresentam os sintomas precisam de tratamento específico. Nos demais casos, a regressão é espontânea — destaca o especialista.

Geralmente, os distúrbios acometem adultos de 20 a 50 anos, principalmente mulheres. As causas são variadas, mas podem estar diretamente relacionadas com estresse, pancadas, mordida errada, bruxismo (hábito noturno de ranger os dentes), próteses mal ajustadas e até mesmo espasmos dos músculos da mandíbula.

Segundo Lara, o tratamento depende do grau da lesão na região da mandíbula.

Cerca de 98% dos casos são tratados clinicamente. Às vezes, o repouso com compressa de água quente é o suficiente para resolver um distúrbio leve. Porém, os 2% restantes são situações mais complicadas em que indicamos a cirurgia — ressalta o especialista.

Seja qual for o diagnóstico, o resultado depende da eficácia do tratamento. Por isso, é importante procurar um profissional especializado para a melhor avaliação do problema.  

 

COLONOSCOPIA REDUZ EM ATÉ 56% RISCO DE MORTE POR CÂNCER DE INTESTINO

Ferramenta poderosa   03/10/2013

Câncer de instestino é um dos mais comuns do mundo. 
Estudo divulgado nos Estados Unidos confirma a importância do exame como método preventivo.


O exame de colonoscopia pode se tornar uma ferramenta poderosa no combate ao câncer de intestino, segundo pesquisa recente publicada no "New England Journal of Medicine". O exame endoscópico do intestino grosso e delgado pode reduzir em até 56% o risco de morte pelo tumor. Esse mesmo procedimento, quando realizado a cada 10 anos a partir dos 50, permitiria evitar 40% dos casos de câncer colorretal, segundo o estudo realizado nos Estados Unidos.

Os dados dialogam com o atual quadro preocupante do câncer de intestino. Um dos mais incidentes no mundo, com 1,2 milhão de mortes por ano, e o quarto com maior incidência no país, com 30 mil casos até 2013, esse tipo de tumor é comum em regiões mais desenvolvidas. 

Essa pesquisa corrobora com o que vem sendo utilizado como padrão de prevenção ideal desde o ano 2000, quando foram estabelecidos os primeiros guias para prevenção do câncer de intestino nos Estados Unidos, com a colonoscopia a cada 10 anos, a partir dos 50 anos — explica o médico proctologista e coordenador do Centro de Prevenção do Câncer da Clinionco, Rafael Castilho Pinto. 

Além da colonoscopia, o exame de sangue oculto nas fezes diminuiu o risco em até 32% de uma pessoa desenvolver a doença, de acordo com a mesma pesquisa.


Prevenção é fundamental


Segundo o especialista, os pacientes com histórico familiar da doença ou de pólipos, que são lesões pré-malignas, devem começar a realizar os exames com 40 anos e, no caso de familiares terem apresentado algum diagnóstico antes dessa idade, a prevenção começa ainda dez anos antes. 

— Pacientes com sintomas de alterações do funcionamento do intestino, dor abdominal e sangramento nas fezes sempre devem procurar o médico proctologista para avaliação, independente da idade. Além disso, sabemos que a obesidade, o tabagismo e o sedentarismo são fatores de risco, sendo uma alimentação saudável e a prática de atividade física regular dois fatores de proteção significativos — comenta Castilho. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/10/colonoscopia-reduz-em-ate-56-risco-de-morte-por-cancer-de-intestino-4289134.html

 

PACIENTES CONTAM COMO É A VIDA DENTRO DE HOSPITAL EM RIO PRETO

02/10/2013 

Para tratamento, muitas famílias acabam se mudando para o hospital. 
Psicólogo afirma que a humanização é fator importante no tratamento. 


Parentes de pacientes doentes abrem mão de viver uma vida comum, para morar dentro de um hospital e acompanhar o dia-a-dia de tratamento. São histórias de profissionais dedicados e de parentes que superam todas as dificuldades, em nome do amor.

Um amor que não tem limites. Quando Rita Rosa ficou doente, a filha Juliane Rosa da Silva não pensou duas vezes: decidiu que largaria tudo para cuidar da mãe. Há dois anos elas deixaram a casa onde moravam, em Campina Verde (MG) e passaram a viver em um hospital em São José do Rio Preto. “Mudou tudo, porque a rotina é totalmente diferente, longe da família. Sou a única pessoa da família perto dela para dar um carinho. Então me esforço ao máximo para ela se sentir bem”, afirma Juliane.

Rita tem Esclerose Múltipla, a doença fez com que ela perdesse os movimentos e a capacidade de respirar sozinha. Por isso depende de um equipamento de ventilação mecânica, e assistência médica 24 horas. A rotina é desgastante, mas com o apoio da filha ela consegue superar tudo. “É muito bom ter a companhia dela, eu não troco por nada”, diz Rita.

A vontade de viver e o otimismo são fundamentais na recuperação de qualquer doença. E no caso de pacientes que moram em hospitais, essas características são ainda mais importantes. O psicólogo Alexandre Venâncio diz que é preciso muita sensibilidade para lidar com a situação. “O impacto da hospitalização é agressivo na vida da pessoa, ela tem de mudar completamente a vida para morar no hospital. A humanização é o aspecto fundamental no tratamento”, afirma.

Transformar um quarto de hospital em um cantinho aconchegante que se pareça com um verdadeiro lar não é tarefa fácil. Só mesmo com muito amor e carinho, parentes e funcionários conseguem fazer com que o paciente que mora em um hospital se sinta um pouco mais à vontade. No caso da Maria Eduarda é sempre assim: ela vive rodeada de gente que a considera especial.

Desde que nasceu, a menina que tem 2 anos e meio nunca foi para casa. Ela tem uma doença que afeta a medula óssea, por isso necessita de uma série de cuidados. A pequena se tornou o xodó da assistente de enfermagem Elaine da Silva. “A gente convive todo dia, então é um amor infinito. Eu não tenho filho, mas tenho uns 500 filhos espalhados pelo Brasil que vieram se tratar aqui e até hoje eu converso com eles”, afirma.

Mas se depender do otimismo da mãe de Maria Eduarda, logo ela não estará mais no hospital. A boa notícia é que daqui a alguns meses, é bem provável que a menina receba alta médica e possa finalmente ir para casa e viver perto de quem a ama tanto. “Agradeço muito as meninas que ajudam no tratamento. Vai ser uma festa quando for para casa, depois de tanto tempo no hospital”, diz a mãe, Marcela de Cássia da Silva.


 Muitos pacientes precisam morar no hospital para fazer o tratamento.

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EMPRESA DE TELEFONIA É CONDENADA A INDENIZAR FUNCIONÁRIA PORTADORA DE DOENÇA GRAVE DISPENSADA SEM JUSTA CAUSA

30/09/2013 



A Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10) manteve decisão da primeira instância que condenou a companhia telefônica Claro a pagar R$ 50 mil a título de indenização por dano moral a uma funcionária, portadora de doença grave, dispensada sem motivação.

Seguindo voto do relator, juiz convocado Paulo Henrique Blair, a Segunda Turma considerou que a condenação teve como fundamento a conduta da empresa em ter extrapolado do seu direito contratual de ruptura do vínculo e ter criado situação de angústia para a empregada, que foi despedida de forma discriminatória, por sofrer de doença grave (Esclerose Múltipla), e enquanto estava sob o amparo de auxílio-doença.

A trabalhadora foi dispensada sem justa causa em junho de 2012, o que implicaria a extinção do contrato de trabalho em julho de 2012, considerando a projeção do aviso prévio indenizado, no entanto, gozava auxílio doença até maio deste ano. O juiz Rogério Neiva Pinheiro, em exercício na 6ª Vara de Brasília, declarou a invalidade da dispensa e condenou a a empresa a reintegrar a funcionária; restabelecer o plano de saúde assegurando antes da extinção do contrato de trabalho nas mesmas condições; ressarcir as despesas médicas, realizadas no período da extinção do contrato de trabalho até o restabelecimento do plano de saúde nas condições anteriores; e pagar indenização por dano moral no valor de R$ 50 mil.

Em recurso ao TRT10, a companhia argumentou que o ônus da prova da dispensa discriminatória pertence à trabalhadora, do qual não se desincumbiu, negou qualquer atitude discriminação e afirmou que a funcionária somente obteve o auxílio-doença após a demissão imotivada, o que não impede a dispensa sem justa causa.

Discriminação - De acordo com o juiz convocado Paulo Henrique Blair, a empresa sabia que, à época da dispensa, a empregada já sofria de Esclerose Múltipla, doença grave que suscita estigma e preconceito, presumindo-se, assim, discriminatória a demissão imotivada. O magistrado apontou que, diante disso, cabia à empregadora o ônus da ausência de caráter discriminatório da dispensa, segundo entendimento da Segunda Turma na hipótese de alegação de ato ou prática empresarial que representem disfarce de uma conduta lesiva a direitos fundamentais ou a princípios constitucionais, tal como a alegação de dispensa discriminatória.

Segundo o relator, a empresa não conseguiu demonstrar a inexistência da discriminação na demissão. Além disso, à época da dispensa imotivada, o contrato de trabalho estava suspenso, pois a trabalhadora gozava de auxílio-doença no período de dezembro de 2011 a maio de 2012. “A concessão do benefício previdenciário de forma retroativa não afasta o fato de que, à época do requerimento ao INSS, a autora estava doente e por isso não poderia ser dispensada”, fundamentou.

O juiz convocado Paulo Henrique Blair ressaltou ainda que a conduta da empresa causou dano à funcionária, ao extrapolar o seu direito de extinção do vínculo de emprego e ter causado situação de angústia para trabalhadora. “O nexo de causalidade evidencia-se pelo sofrimento experimentado pela autora decorrente de ato injusto e abusivo praticado voluntariamente pela reclamada. A culpa da ré decorre da conduta abusiva e negligente da reclamada com a saúde da sua empregada. Considero razoável o montante indenizatório de R$ 50.000,00, em face das condições financeiras da reclamada, bem como a situação grave pela qual passa a reclamante”, ponderou.

Processo: 0001465-08.2012.5.10.0006