CRIANÇAS TAMBÉM PODEM SER DIAGNOSTICADAS COM REUMATOLOGISTA...

09/06/2015

Embora muita gente ainda associe as enfermidades reumáticas à idade avançada, elas podem aparecer mesmo em bebês. 
Segundo especialistas, quanto antes a doença crônica for detectada e tratada, menores as chances de deformidades e complicações.


Naquela manhã de julho de 1984, Larissa sentiu que alguma coisa não ia bem. 

Depois de brincar com as amigas no parquinho, ficou enjoada, com febre e muita dor na nuca. 

Deitou-se na cama de uma amiga para descansar. Só foi se levantar dois meses depois. A menina de 7 anos, até então completamente saudável, recebeu o diagnóstico em setembro. 

Tinha artrite idiopática juvenil (AIJ), uma doença autoimune que mudaria sua vida para sempre.

Embora muita gente ainda associe as enfermidades reumáticas à idade avançada, elas podem aparecer mesmo em bebês. 

No caso de crianças, a AIJ é uma das mais frequentes. 

Não existem dados epidemiológicos do Brasil, mas estudos internacionais indicam uma ocorrência relativamente comum: até dois casos em cada mil. 

Uma pesquisa de 2013, realizada em Embu das Artes (SP) com 2.880 estudantes de 6 a 12 anos, encontrou uma prevalência de 0,34 em mil nessa faixa etária.

Assim como a artrite reumatoide, que afeta adultos, a idiopática juvenil tem causa desconhecida. 

Os pesquisadores desconfiam, porém, que alguns fatores, como alteração hormonal, infecção viral ou bacteriana, estresse psicológico e trauma nas articulações desencadeiem o problema em pessoas predispostas geneticamente.

Na década de 1980, quando Larissa Jansen, 38 anos, apresentou os sintomas, as opções terapêuticas eram escassas. 

Além disso, ela tem a forma mais grave da doença, a sistêmica, com indícios de síndrome de Still. 

Essa última é uma rara enfermidade reumática que provoca febre alta sem causa aparente. Em Larissa, a artrite se manifesta de forma poliarticular: todas as articulações do corpo  do dedo do pé à nuca são afetadas.

Como, há três décadas, os medicamentos eram muito menos eficazes que hoje, a jornalista, escritora e analista judiciária desenvolveu diversas deformidades, precisou colocar próteses nos quadris e, em 2006, submeteu-se a dois transplantes ósseos. 

Devido a uma lesão medular, Larissa aguarda, na cadeira de rodas, uma nova cirurgia. 

Ainda assim, dá uma lição de vida:

Sentir-se deprimida é comum. 

O que não podemos é ficar deprimidas. 

A depressão passa a ser uma doença quando é um constante estado. Isso não, nunca tive, diz 

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