APÓS MORTES EM SÃO PAULO, GOVERNO REFORÇA COMBATE AO H1N1...ENTENDA

22 de maio, 2013

Especialista sugere incentivar vacinação contra gripe  
Dados divulgados nesta terça-feira sobre o avanço do H1N1, conhecido como gripe suína, em São Paulo fizeram o Ministério da Saúde adotar novas medidas para reforçar a estratégia de combate à doença.


Entre as informações, a mais alarmante é a de que o Estado de São Paulo concentrou – até a semana passada – 90% das mortes por esse tipo de gripe. No total, dos 61 óbitos, 55 ocorreram em São Paulo.

Apesar de não usarem o termo surto, tanto o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como o o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Claudio Maierovitch, expressaram preocupação e anunciaram novas ações para lidar com a situação.

"Estamos muito preocupados", disse Maierovitch. "Enviamos para o Estado de São Paulo uma equipe para investigação detalhada dos óbitos."

Mas quais os motivos por trás do aumento no número de vítimas da gripe H1N1? Como o governo vai lidar com isso? Qual o tratamento mais apropriado? Veja abaixo uma série de perguntas e respostas que a BBC Brasil preparou para destrinchar o tema:

Por que São Paulo foi o Estado mais atingido?

A maior suspeita do Ministério da Saúde é a de que haja lentidão por parte dos profissionais de saúde em receitar o uso do medicamento antiviral Tamiflu (oseltamivir).

Pela estratégia do governo, o remédio deve ser aplicado nas primeiras 48 horas após a suspeita da doença, sem que haja necessidade de se confirmar o diagnóstico por exame laboratorial.

Durante coletiva em Brasília, o ministro Alexandre Padilha citou um estudo sobre mortes causadas pelo vírus H1N1 no ano passado no Rio Grande do Sul e observou que apenas 5% dos pacientes receberam Tamiflu nas primeiras 24 horas.

"O tratamento deve ser iniciado de imediato, sobretudo para pessoas que estão no grupo de risco", afirmou Padilha. "Não se deve esperar a confirmação laboratorial ou o agravamento do caso."
As declarações chegaram a ser interpretadas como uma mudança na recomendação sobre o uso do antiviral, com o prazo sendo reduzido de 48 para 24 horas. O Ministério da Saúde afirmou, no entanto, que o protocolo de ação contra o H1N1 permanece o mesmo.

Que medidas o governo decidiu tomar para lidar com a situação?

A principal medida anunciada nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde é alertar médicos, tanto do serviço público como os que atendem planos de saúde, para que receitem Tamiflu mais rapidamente.
"O importante é incentivar uma mudança de comportamento no profissional de saúde. É preciso que eles entendam que a gripe não tem nada de banal e que, no caso de suspeita de H1N1, é preciso receitar o Tamiflu em menos de 48 horas", afirma o infectologista Carlos Magno Fortaleza, professor da Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu.

Estatísticas de anos anteriores confirmam esse cenário. Segundo o governo, serão organizadas reuniões e videoconferências para alertar e instruir hospitais e centros médicos, além da distribuição de 1,2 milhões de doses de Tamiflu e da liberação de recursos para os Estados mais afetados.

Se os sintomas da H1N1 são tão parecidos com os da gripe comum, como determinar quem deve receber o Tamiflu?

A orientação é receitar o antiviral para todas as pessoas que fazem parte do grupo de risco e que apresentem sintomas de gripe, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento.
Integram esse grupo crianças menores de 2 anos, gestantes, puérperas (mulheres nos 45 dias após o parto), idosos, obesos e doentes crônicos.

Para quem não faz parte desse segmento mais vulnerável, o Tamiflu deve, segundo o Ministério, ser receitado para pacientes com sinais de agravamento de do quadro gripal, com sintomas como febre alta por três dias e dificuldade para respirar.

É preciso fazer o teste para se comprovar H1N1?

Apesar de ser possível determinar se há o vírus H1N1 com o teste, ele não é indicado porque seu resultado pode não vir a tempo do prazo indicado para se começar a tomar o Tamiflu.

"Apesar de haver exames de resultado rápido, eles não são eficazes especialmente porque podem não estar disponíveis no local onde o paciente está", afirma o infectologista da Unesp.
Assim, o governo está fazendo o teste apenas para identificar melhor o vírus em circulação este ano.

Planos de saúde cobrem o teste?

De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar, não há cobertura obrigatória pelos planos de saúde para exames que detectam a gripe H1N1.

Os números apresentados pelo governo são atuais?

Sim, foram coletados até 12 de maio. Os municípios não são obrigados a reportar a instâncias superiores todos os casos de H1N1. No entanto, devem fazer a notificação obrigatória e imediata nos casos de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Por isso, o governo federal tem números relativamente atualizados.

O que o governo deve fazer para evitar um cenário parecido no ano que vem?

Além de alertar médicos a receitar Tamiflu nos casos citados acima, o infectologista Carlos Magno Fortaleza vê como prioridade incentivar uma maior adesão à vacina contra gripe.

"A vacina da gripe é constantemente bombardeada por boatos de que faz mal, de que tem efeitos colaterais... Há sempre idoso que não querem tomar. Neste ano, muitas grávidas não tomaram e isso certamente está relacionado a esses boatos. Muitos obstetras ainda temem essa vacina", diz. "É preciso pensar em uma estratégia de como divulgá-la melhor e acabar com esses temores infundados."

Há mais casos de H1N1 neste ano em relação a anos anteriores?

Ainda não. De 1º de janeiro a 12 de maio de 2013, foram notificados em todo o país 4.713 casos mais graves de gripe, classificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destes, 388 casos foram confirmados para o vírus Influenza A(H1N1). No mesmo período deste ano, foram confirmados 61 mortes por H1N1.

Durante o ano de 2012, foram registrados 20.539 casos da SRAG, sendo confirmados 2.614 para A (H1N1). No ano passado, foram contabilizadas 351 mortes por esse vírus. Em 2011, foram 113 mortes e em 2010, 21.

A epidemia de H1N1 ocorreu em 2009, quando foram registrados mais de 50 mil casos, sendo 2.060 mortes.

Qual a diferença entre a gripe comum e a influenza A (H1N1), também conhecida como Gripe A ou gripe suína?

Elas são causadas por diferentes subtipos do mesmo vírus da influenza. O subtipo A (H1N1) produziu a pandemia de 2009 e continua circulando como mais um dos subtipos do vírus da influenza.


LESÕES TRAUMÁTICAS... DOIS MILHÕES DE ATENDIDOS POR ANO NOS HOSPITAIS

Acidentes   23/05/2013

Aproximadamente nove bilhões de reais são destinados anualmente ao atendimento de casos de trauma, o que representa quase um terço de tudo que é investido em saúde pública no país.
Neurotraumas mais comuns são epilepsias, alterações motoras, cognitivas e de comportamento.


Quais cuidados jovens e crianças devem tomar ao soltar pipas nas lajes de suas casas? Quais os riscos de subir em árvores, pular em rios e lagos ou em andar de bicicleta? Às vezes simples brincadeiras podem resultar em graves acidentes, como traumatismos cranianos e traumas na coluna vertebral. Essas lesões, de acordo com a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), acometem principalmente a faixa etária entre 15 e 24 anos, e na maioria das vezes não são produtos da fatalidade, mas geradas por fatores que podem ser modificados com a prevenção, atenção e alguns cuidados simples.

O neurotrauma é um grave problema de saúde pública no Brasil. Pelo menos dois milhões de pessoas ao ano são atendidas em hospitais por conta de lesões traumáticas. E, ao contrário do que se imagina, não são os acidentes de trânsito que contabilizam o maior número de casos. Na verdade, o que ocupa a maioria das emergências nos hospitais são os acidentes que acontecem no dia a dia. Como os acidentes nas escolas, no trânsito, no trabalho, crianças brincando na rua ou na piscina. Estas sequelas poderiam ser evitadas com o uso de capacete durante o lazer com bicicleta, patins e skate ou com alertas sobre profundidade em locais de lazer aquático.

Não apenas as mortes devem ser contabilizadas quando se trata de acidentes. Em vários casos, a vítima sofre lesões ou traumas que deixam sequelas graves. No caso do neurotrauma, as mais comuns são epilepsias, alterações motoras (paralisias), alterações cognitivas e de comportamento — afirma o neurocirurgião Paulo Porto de Melo.


Lesões custam mais de nove bilhões de reais por ano ao país
Os traumatismos cranioencefálicos e raquimedulares são os mais caros e sérios de todos os danos físicos que um indivíduo pode sofrer. Particularmente no Brasil, os índices de acidentes com neurotraumatismo alcançam, em determinadas faixas etárias, números até quatro vezes superiores àqueles registrados na maioria dos demais países, constituindo-se em uma endemia causadora do maior índice de morte e incapacidade entre os jovens.

O trauma neurológico é desalentador e uma verdadeira tragédia para aqueles que o sofrem assim como para aqueles que convivem com as vítimas, pois pouco se pode esperar de recuperação das sequelas de um lesado grave. Não existe uma cura, mas apenas uma recuperação parcial das funções daqueles pacientes que sobrevivem. Socialmente, o trauma diminui drasticamente a expectativa de vida dos jovens — diz o neurocirurgião.

Aproximadamente nove bilhões de reais são destinados anualmente ao atendimento de casos de trauma, o que representa quase um terço de tudo que é investido em saúde pública no país. Cada vítima grave de trauma custa cerca de R$ 100 mil aos cofres públicos. Os custos incluem cirurgia, unidade de terapia intensiva, reabilitação e prestação de serviços médicos a longo prazo.

Prevenção com cuidados simples
As pessoas idosas devem usar sapatos baixos e firmes. Também é importante retirar do ambiente dos idosos os tapetes que escorregam.

Para as mães é importante avisar que não se pode chacoalhar um bebê. Aliás, não se pode sacudir ninguém de nenhuma idade.

Solte pipas somente em locais abertos, longe dos fios elétricos. Vá para lugares onde você pode correr à vontade, como em algum parque por exemplo. E nunca suba em lajes.
Verifique sempre a segurança dos galhos antes de subir em árvores e não use sapatos escorregadios.
Antes de entrar ou pular em rios, piscinas, lagos e mar, sempre verifique a profundidade.
Use sempre o corrimão para subir escadas.
Quando andar de carro, use sempre o cinto de segurança. Inclusive no banco de trás. Em um acidente, quem está no banco de trás também corre o risco de se machucar e quebrar o pescoço.
Use o capacete quando andar de bicicleta, patins, moto ou skate.
O que é o neurotrauma
O neurotrauma é o conjunto de lesões traumáticas que afetam o crânio, o cérebro, a coluna, a medula e os nervos periféricos e é considerado, hoje, uma das principais causas de morte geral no mundo contemporâneo. Além disso, acarreta uma grande demanda de recursos para tratamento e reabilitação de pacientes.

Estima-se que 15% dos pacientes com trauma na coluna vertebral têm comprometimento neurológico. Muitas pessoas que sofrem o neurotrauma ficam com algum tipo de dependência para desenvolverem suas atividades diárias, por um longo período — diz Melo.

O traumatismo cranioencefálico pode alterar funções importantes como o pensamento, sensações, linguagem ou emoções:

Pensamento (memória e razão).
Sensações (tato, paladar e olfato).

Linguagem (fala, expressão e entendimento).
Emoções (depressão, ansiedade, mudança na personalidade, agressividade e comportamentos inapropriados).

Essas lesões também podem causar epilepsia e aumentar o risco de doenças como Alzheimer e Parkinson, assim como outras desordens cerebrais podem tornar-se mais prevalentes com a idade. Além disso, repetidos traumas leves ao longo do tempo podem ocasionar um déficit neurológico e cognitivo ao passar dos anos. E quando esses traumas ocorrem num curto espaço de tempo, isto é, horas, dias ou semanas, o resultado pode ser catastrófico ou fatal.
Em números
No país são registradas 150 mil mortes por ano causadas por acidentes de trânsito, com armas de fogo, de trabalho e domésticos.

Os acidentes de trânsito ultrapassam 420 mil vítimas anualmente, sendo 45 mil fatais.
Em cerca de 75% dos desastres fatais nas ruas e estradas existe um motorista alcoolizado.
Um quinto dos traumas no trabalho também é provocado pelo álcool, incapacitando cerca de 300 mil pessoas temporariamente e 100 mil de forma permanente.

 

ESTUDO AFIRMA QUE EXERCÍCIOS FÍSICOS REGENERAM CÉLULAS-TRONCO DO CORAÇÃO

23/05/2013

Pesquisa inglesa da Universidade John Moors comprovou, em teste feito com ratos, que as atividades promovem um aumento de 60% nas células.

 

Um estudo realizado em Londres descobriu que a prática de atividades físicas auxilia na regeneração das células-tronco do coração. Isso significa que é possível ter um coração mais jovem do que a própria idade. É uma maneira saudável de driblar o tempo. A relação entre o exercício físico regular e o coração já vem sendo estudada em diversos países. A professora inglesa Georgina Allison, que comanda uma equipe na Universidade John Moors, em Liverpool, propôs uma rotina de duas semanas de exercícios físicos a um grupo de ratos de laboratório e descobriu que eles tiveram um aumento de 60% nas células-tronco do coração, que estavam adormecidas e foram despertadas com a prática.

- As células-tronco produzem células musculares e vasculares. Se você não está praticando exercício físico, você tem um menor número de células e menos células ativas para realizar um trabalho.

Trabalhando no King´s College de Londres, a professora continua os estudos para saber se a relação é a mesma no coração dos seres humanos.

- Estudamos pessoas que tiveram ataques cardíacos. Submetemos os pacientes a exercícios físicos e tentamos estabelecer uma relação entre as células-tronco e a redução da área infartada – afirmou Allison.

30 minutos de exercícios aeróbicos por dia são um dos segredos da saúde.

 Para regenerar as células-tronco, não é preciso ser maratonista. Bastam 30 minutos de exercício aeróbico por dia, de preferência intervalados, com picos de esforço e períodos de recuperação.


- Eu corro e desde que descobrimos os efeitos do treino intervalado, mudei minha rotina de exercícios – disse a pesquisadora.

No Brasil, existem oito centros de tecnologia celular que também estudam as células-tronco. O cientista e professor Stevens Refen potencializa a opinião dos benefícios causados pela prática regular de esportes.

- A partir do momento em que você descobre que uma atividade física é capaz de regenerar o coração, você pode ter um coração novo, apesar da sua idade, dependendo do exercício físico que você fizer. Na mesma linha deste estudo de Liverpool, há um outro americano que analisa o impacto dos exercícios físicos, não no coração, mas no cérebro: há duas regiões no cérebro, que se chamam hipocampo, responsáveis pela formação da memória. Esse estudo indica que o exercício físico faz com que a pessoa consiga gerar novos neurônios. Não há nada mais importante do que essas provas para justificar a boa prática de esportes - finalizou Refen.

E você? Ainda está tentando arrumar uma motivação para levantar do sofá? Mexa-se!

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MEDICAMENTO PROMISSOR CONTRA A ASMA É APRESENTADO NOS ESTADOS UNIDOS

Ainda em teste   22/05/2013
Atualmente, maioria dos medicamentos para asma são admistrados na forma de inaladores.
Tratamento seria capaz de reduzir em até 87% a frequência dos ataques em alguns pacientes.


Um medicamento experimental apresentou resultados promissores contra a asma, ao reduzir em até 87% a frequência dos ataques em alguns pacientes, revela um trabalho publicado nesta terça-feira, no New England Journal of Medicine. 

O Dupilumab, sob avaliação da agência federal que regula os medicamentos nos Estados Unidos (FDA), beneficia principalmente os asmáticos que sofrem crises de intensidade moderada a severa e que não respondem adequadamente aos medicamentos atuais. A droga tem anticorpos que neutralizam simultaneamente as proteínas (interleucina 4 e 13) vinculadas à inflamação, desenvolvidos pelo americano Regeneron Pharmaceuticals e pela francesa Sanofi.

O Dupilumab atingiu todos os seus objetivos clínicos, como a redução dos sintomas e a melhoria da função pulmonar, além de reduzir a necessidade de recurso aos medicamentos contra a asma disponíveis no mercado. 

Apesar da necessidade de testes clínicos mais amplos para confirmar os resultados da fase 2 do estudo, que analisou 104 pacientes, os pesquisadores estão otimistas sobre o potencial do Dupilumab. Os resultados do teste clínico de 12 semanas dirigido pela doutora Sally Wenzel, diretora do Instituto de Asma na Universidade de Pittsburgh, Pensilvânia, foram apresentados na conferência anual da Sociedade Torácica Americana (ATS, sigla em inglês), na Filadélfia. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/medicamento-promissor-contra-a-asma-e-apresentado-nos-estados-unidos-4145651.html

 

PESSOAS COM ESCLEROSE MÚLTIPLA ENFRENTAM O DESAFIO DE CONTER A REDUÇÃO DA MASSA CINZENTA

21/05/2013 

Portadora da doença, a bancária Carina Araújo usa o primeiro remédio oral para a Esclerose: menos agressivo. 
Doença pode incapacitar o organismo e comprometer a qualidade de vida, mas remédios orais mostram-se menos agressivos para os pacientes.


Basileia (Suíça) — Rugas, alterações hormonais, queda do metabolismo, cabelos brancos. O processo natural de envelhecimento provoca uma série de mudanças na vida das pessoas, mas não é apenas o corpo que sofre as consequências do avanço da idade. Ao longo dos anos, a atividade do cérebro também começa a se reduzir, como consequência da morte lenta e gradual dos neurônios. 

Para quem sofre de doenças neurodegenerativas, no entanto, esse processo se dá de forma mais acelerada, o que inquieta médicos e cientistas. A preocupação aumenta quando o assunto são as enfermidades que atingem os mais jovens, em especial a Esclerose Múltipla (EM). Estima-se que esse mal atinja 2,5 milhões de pessoas no mundo, 30 mil no Brasil.


 “A atrofia cerebral ocorre desde muito cedo em pacientes com a doença, ou seja, eles passarão o resto da vida perdendo neurônios de forma acelerada se nada for feito para frear o processo”, alerta o neurologista André Matta, professor da Universidade Federal Fluminense. Nas pessoas saudáveis, a redução varia de 0,1% a 0,3% a cada ano. Já nos portadores de EM, a taxa gira entre 0,5% e 1%, velocidade três vezes superior. “O processo está diretamente ligado ao nível de comprometimento dos pacientes e pode ser medido por meio de ressonância magnética”, explica Till Sprenger, pesquisador do Hospital Universitário da Basileia.

De acordo com os médicos, toda perda de volume cerebral gerada por doenças neurodegenerativas merece atenção, mas no caso da EM, o quadro é ainda mais preocupante, uma vez que ela atinge preferencialmente pessoas jovens. A primeira manifestação da doença costuma ocorrer entre 20 e 40 anos.

Na Esclerose Múltipla, a redução da massa cinzenta se dá por meio de inflamações do tecido cerebral ou medular. Nesses episódios, a mielina – substância que envolve e protege os neurônios – é danificada ou destruída e são formadas cicatrizes que impedem a transmissão dos impulsos nervosos. A depender da região afetada pelo surto, diversos sintomas podem se manifestar, entre eles problemas motores, sensitivos e psicológicos.

Ameaça Iminente: a Esclerose Múltipla é uma doença neurodegenerativo, com incidência maior em mulheres jovens. Por uma falha do sistema imunológico, a bainha de mielino - substância que recobre e isola os neurônios - é identificada como um agressor e passa a ser atacada. Áreas do cérebro, cerebelo, do tronco encefálico e da medula espinhal são afetadas por inflamação. Os surtos são períodos de sintomas neurológicos muito intensos e bem definidos que se intercalam com períodos de estabilidade. Até o momento, a causa da doença é desconhecida, assim como a cura.

 Remédios

Apesar de ainda não haver cura para a EM, os pacientes que têm a doença são tratados com drogas que têm como objetivo reduzir as inflamações e, por consequência, a perda de neurônios. Os tratamentos disponíveis encaixam-se em duas categorias: sintomáticos e terapias modificadoras. Na última, estão os medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde: betainterferona, glatiramer e natalizumabe – todos injetáveis. No entanto, nem todos os remédios usados para controlar a doença são eficazes no combate a esse processo. É o que aponta estudo desenvolvido pelo neurologista Sven Schippling, pesquisador do Hospital Universitário de Zurique. De acordo com a pesquisa, apesar de reduzirem a quantidade de surtos, essas drogas não conseguem conter a atrofia logo que começam a ser ministradas. Apenas a partir do segundo ano de tratamento os remédios passam a desacelerar também a perda de volume cerebral.

O único que se mostrou eficiente, desde o início, para barrar esse processo foi o fingolimode, primeiro medicamento oral contra a Esclerose Múltipla. A substância reduziu a taxa de reincidência anual em 61% quando comparada ao interferon beta 1a – droga comumente receitada como primeira opção –, de acordo com estudo liderado por Jeffrey Cohen, do Instituto de Neurologia de Cleveland, nos Estados Unidos.

 Segundo Schippling, diferentemente das pessoas acometidas por males como Alzheimer e demência, a maior parte dos portadores de EM é jovem, ou seja, sofrerá a perda neural por um período muito mais prolongado.

Hematomas

Quem sofre as consequências da esclerose múltipla (EM) também se preocupa com o processo de atrofia. Cansada dos hematomas que os medicamentos injetáveis deixavam pelo corpo e da dor de cabeça depois das aplicações oara controlar a Esclerose, a bancária Carina Araújo, de 31 anos, optou por trocar de remédio ao saber da chegada do fingolimode ao país. “Descobri a doença há quatro anos, quando perdi temporariamente o movimento de um dos braços”, conta. Depois disso, ela sofreu um novo surto, quando ficou com parte da visão do olho direito comprometida. Desde que passou a usar o remédio, não teve mais crises.


 Conheça os sintomas mais frequentes.

PESSOAS COM ESCLEROSE MÚLTIPLA TEM O DESAFIO DE CONTER DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS

20/05/2013

Além das inflamações no sistema nervoso, pessoas com Esclerose Múltipla enfrentam o desafio de conter a redução antecipada da massa cinzenta, que pode incapacitar o organismo e comprometer a qualidade de vida.


Rugas, alterações hormonais, queda do metabolismo, cabelos brancos. O processo natural de envelhecimento provoca uma série de mudanças na vida das pessoas, mas não é apenas o corpo que sofre as consequências do avanço da idade. Ao longo dos anos, a atividade do cérebro também começa a se reduzir, como consequência da morte lenta e gradual dos neurônios. Para quem sofre de doenças neurodegenerativas, no entanto, esse processo se dá de forma mais acelerada, o que inquieta médicos e cientistas. A preocupação aumenta quando o assunto são as enfermidades que atingem os mais jovens, em especial a Esclerose Múltipla (EM). Estima-se que esse mal atinja 2,5 milhões de pessoas no mundo, 30 mil no Brasil.

“A atrofia cerebral ocorre desde muito cedo em pacientes com a doença, ou seja, eles passarão o resto da vida perdendo neurônios de forma acelerada se nada for feito para frear o processo”, alerta o neurologista André Matta, professor da Universidade Federal Fluminense. Nas pessoas saudáveis, a redução varia de 0,1% a 0,3% a cada ano. Já nos portadores de EM, a taxa gira entre 0,5% e 1%, velocidade três vezes superior. “O processo está diretamente ligado ao nível de comprometimento dos pacientes e pode ser medido por meio de ressonância magnética”, explica Till Sprenger, pesquisador do Hospital Universitário da Basileia (Suíça).

De acordo com os médicos, toda perda de volume cerebral gerada por doenças neurodegenerativas merece atenção, mas, no caso da EM, o quadro é ainda mais preocupante, uma vez que ela atinge preferencialmente pessoas jovens. A primeira manifestação da doença costuma ocorrer entre 20 a 40 anos. Na Esclerose Múltipla, a redução da massa cinzenta se dá por meio de inflamações do tecido cerebral ou medular. Nesses episódios, a mielina — substância que envolve e protege os neurônios — é danificada ou destruída e são formadas cicatrizes que impedem a transmissão dos impulsos nervosos. A depender da região afetada pelo surto, diversos sintomas podem se manifestar, entre eles problemas motores, sensitivos e psicológicos.

DOENÇAS MENTAIS E NEUROLÓGICAS ATINGEM CERCA DE 700 MILHÕES DE PESSOAS EM TODO O MUNDO

Saúde mental   20/05/2013
Segundo as estimativas, cerca de 350 milhões de pessoas deverão sofrer de depressão.
Segundo OMS, casos representam 13% do total de todas as doenças. 


As doenças mentais e neurológicas atingem aproximadamente 700 milhões de pessoas no mundo, representando um terço do total de casos de doenças não transmissíveis, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os especialistas advertem que pelo menos um terço dos que sofrem com problemas mentais e neurológicos não têm acompanhamento médico. A revelação está no Plano de Ação para a Saúde Mental 2013-2020.

Ao longo desta semana, especialistas estarão reunidos para discutir o assunto, em Genebra, na Suíça, durante a Assembleia Mundial da Saúde. O Plano de Ação para a Saúde Mental 2013-2020 mostra que as doenças mentais representam 13% do total de todas as doenças do mundo.

Segundo as estimativas, cerca de 350 milhões de pessoas deverão sofrer de depressão e 90 milhões terão uma desordem pelo abuso ou dependência de substâncias. A OMS define depressão como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite. 

Também há a sensação de cansaço e falta de concentração.

A depressão pode ser de longa duração ou recorrente. Na sua forma mais grave, pode levar ao suicídio. Casos de depressão leve podem ser tratados sem medicamentos, mas, na forma moderada ou grave, as pessoas precisam de medicação e tratamentos profissionais. Segundo a OMS, quanto mais cedo começa o tratamento, melhores são os resultados.

Vários fatores podem levar à depressão, como questões sociais, psicológicas e biológicas. Estudos mostram, por exemplo, que uma em cada cinco mulheres que dão à luz acaba sofrendo depressão pós-parto. Especialistas recomendam que amigos e parentes das pessoas que sofrem de depressão participem do tratamento.

As doenças neurológicas, segundo especialistas, deverão afetar 50 milhões de pessoas, entre elas a epilepsia — doença cerebral crônica que se caracteriza por convulsões recorrentes que podem levar à perda da consciência. Aproximadamente 35 milhões de pessoas deverão sofrer do Mal de Alzheimer, síndrome crônica ou progressiva que leva à perda das funções cognitivas, entre outros distúrbios.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/doencas-mentais-e-neurologicas-atingem-cerca-de-700-milhoes-de-pessoas-em-todo-mundo-4143306.html


CAMPANHA CONTRA PNEUMONIA REAZ REGINA DUARTE COMO MADRINHA

Previna-se   17/05/2013

Atriz se vacinou no lançamento da campanha.
Iniciativa busca alertar a população sobre as doenças pneumocócicas e a importância da prevenção após os 50 anos.


Com o avançar da idade, o sistema imunológico passa por um processo de envelhecimento e declínio da função chamado imunossenescência. Este processo deixa o organismo mais suscetível a uma série de doenças, entre elas a pneumonia e as demais doenças pneumocócicas. Para dar uma ideia da gravidade da pneumonia na maturidade, vale dizer que apenas no mês de janeiro de 2013 a doença foi responsável por 18.671 internações de pessoas até 49 anos via Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil e por 16.462 internações de pessoas com mais de 50 anos. No entanto, a infecção provocou quase sete vezes mais mortes entre os maiores de 50 anos (2.969 óbitos) em relação à população mais jovem (443 óbitos) no mesmo período.

Para alertar a população sobre as doenças pneumocócicas e a importância da prevenção dessas enfermidades após os 50 anos, quatro sociedades médicas brasileiras – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Associação Brasileira de Imunizações (SBIm), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), – se uniram para lançar a campanha Previna-se: encare a pneumonia de peito aberto. A iniciativa, que contará com ações educativas e de conscientização, tem a atriz Regina Duarte como madrinha.

Fiquei impressionada em saber como a pneumonia pode ser grave, principalmente para os adultos com mais de 50 anos. Essa é uma doença que as pessoas não conhecem, não entendem, e pior, não sabem que pode ser prevenida — ressalta a atriz e madrinha da campanha. 

A campanha Previna-se: encare a pneumonia de peito aberto pretende estimular essa conversa, ou seja, que as pessoas falem sobre vacinação na vida adulta, especialmente a partir dos 50 anos, quando estamos mais suscetíveis às doenças. E eu espero contribuir muito para que essa conversa sobre vacinação na vida adulta se multiplique.


Ações previstas


Com abrangência nacional, a campanha engloba ações em plataformas digitais, como hotsite, fanpage no Facebook e canal no YouTube, além de iniciativas presenciais com a população, como blitze de saúde e ciclo de palestras em hospitais e clínicas sobre a pneumonia e outras DPs. Haverá ainda uma caminhada em São Paulo (SP), com a presença da atriz Regina Duarte.

Em breve, será lançado um aplicativo mobile para celulares e tablets com sistema operacional Android e iOS. Com o aplicativo, a ideia é ter uma carteira de vacinação de fácil acesso para toda a família. Basta preencher os dados pessoais e as informações sobre vacinações pregressas, que o aplicativo informará ao usuário o calendário vacinal recomendado e avisará, via e-mail e alertas no celular, sobre as próximas vacinas previstas. 

Para acompanhar a agenda da campanha e obter mais informações sobre a prevenção da pneumonia, acesse o site da iniciativa.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/campanha-contra-a-pneumonia-traz-regina-duarte-como-madrinha-4141346.html

 

PREPARE-SE O INVERNO!

18 de maio de 2013

Com cuidados básicos, é possível driblar as doenças características da estação do frio e da umidade.


VACINE-SE

A vacina contra a gripe deve ser feita principalmente se a pessoa tiver mais de 65 ou menos de dois anos. Doentes crônicos e alguns grupos de risco também devem se vacinar.

LIMPE O AQUECEDOR

Antes de usar o aquecedor de ar de casa ou do carro, limpe bem o aparelho, para remover fungos e bactérias que causam danos à saúde. Lembre-se também de que os aquecedores ressecam o ar. Use vasilhas com água para manter o ambiente úmido.

LAVE SEMPRE AS MÃOS

É um procedimento simples, mas de grande importância para evitar a transmissão dos vírus da gripe e do resfriado. Use álcool em gel para completar a higienização.

HIGIENIZE COBERTORES

Edredons, cobertores e roupas de frio devem ser lavados após ficarem meses guardados no armário. A higienização evita alergias e irritações causadas pelos ácaros e pelo pó.

EVITE LOCAIS FECHADOS

Ambientes fechados são grandes armadilhas para a transmissão de doenças respiratórias, já que o ar não circula livremente. Sempre que possível, fuja deles.

AGASALHE-SE BEM

Evite ir de um ambiente aquecido para a rua ou um lugar que não esteja climatizado sem estar devidamente protegido com um agasalho. Mas não se agasalhe demais, pois, se tiver de sair para um ambiente frio, o impacto térmico será maior.

Fontes: Juliane Gomes de Paula, coordenadora da Clínica Médica do Hospital San Paolo, Carlos Eduardo Prado Costa, médico clínico geral

FONTE: http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a4142238.xml&template=3898.dwt&edition=21995&section=1028

IRÃ A LIBERTAR O TRATAMENTO CONTRA A ESCLEROSE MÚLTIPLA NOS MERCADOS EM OUTUBRO

13 de maio de 2013
Um novo tratamento contra o MS (esclerose múltipla) será lançado nos mercados iranianos em outubro deste ano, a agência de notícias Fars.
Vice-presidente do Irã Multiple Sclerosis Society, Mohammad Ali Saraian disse que este método de tratamento específico é feito por via oral.

Ele também mencionou que o tratamento foi desenvolvido por médicos iranianos, acrescentando que o método está sendo testado em pacientes reais, antes de ser liberado para os mercados públicos locais.

Em janeiro de 2013, a televisão iraniana informou que estudiosos da Universidade da Tabriz Medical Research preparou uma substância à base de plantas que podem curar completamente a Esclerose Múltipla.
O medicamento é chamado de "Porca de MS" (nutrição) e feitos de plantas oleaginosas especiais. É fornecido na forma de xarope.

Os estudiosos têm vindo a trabalhar para preparar o tratamento por dois anos e meio. O medicamento foi testado em 100 pacientes com Esclerose Múltipla. 65 completaram o tratamento. A maioria dos pacientes se recuperou totalmente, mas aqueles com formas mais avançadas da doença não foram capazes de.

De acordo com a informação, o período de tratamento com "MS porca" vai de seis meses a um ano. O tratamento já foi licenciado no Iran.

De acordo com a mídia iraniana, o número de pacientes com Esclerose Múltipla tem aumentado no Irã nos últimos anos. Os fatores ambientais estão por trás da grande natureza propagação da doença.

Neste momento, existem 50.000 pacientes com Esclerose Múltipla em Iran.

Se a Esclerose Múltipla continua a se espalhar tão rapidamente, em dez anos, cada família iraniana terá um membro com esclerose múltipla, disse que a informação.

A esclerose múltipla é uma doença crônica em que as membranas que envolvem o cérebro, medula espinhal e sistema nervoso são afetados.

A Esclerose Múltipla caracteriza-se pela destruição simultânea de várias partes do sistema nervoso, o que leva ao aparecimento de sintomas neurológicos.
 
FONTE:http://translate.google.com.br/translate?hl=pt&sl=en&u=http://en.trend.az/regions/iran/2149805.html&prev=/search%3Fq%3Dhttp://en.trend.az/regions/iran/2149805.html%26client%3Dfirefox-a%26hs%3Dp4O%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official 

ENTENDA OS MITOS E VERDADES SOBRE A HOMEOPATIA

Verdade ou mentira?    18/05/2013

Principal objetivo do tratamento é promover o equilíbrio do organismo.
Especialista explica as principais crenças a respeito do tratamento.


Desde a década de 80, a homeopatia é reconhecida no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como uma especialidade médica. Mesmo tanto tempo depois, ainda há muitos mitos acerca de seu uso no tratamento de doenças.

Segundo a farmacêutica e homeopata Dra. Adriana Márcia Gonçalves (CRF-42361-SP), o principal objetivo do tratamento é o equilíbrio do organismo. 

O reequilíbrio do organismo é feito por meio de medicamentos homeopáticos que mantém os aspectos físicos, mentais e emocionais do paciente estabilizados. Além disso, quem se submete ao tratamento homeopático trata a doença de uma forma global e não exclusivamente seus sintomas — explica. 

A especialista esclarece o que é verdade e o que não é no que é dito sobre a homeopatia:


Medicamentos homeopáticos podem ser consumidos por qualquer faixa etária


Verdade. Os remédios homeopáticos podem ser indicados em qualquer idade. 

Desde crianças pequenas até idosos podem se beneficiar do tratamento homeopático, mas é importante que o medicamento seja prescrito com orientação médica — alerta a especialista.


A homeopatia só é eficiente em doenças crônicas


Mito. A farmacêutica explica que não existe diferença de tratamento de uma doença crônica para aguda. 

Ambas as doenças podem ser tratadas pela homeopatia com eficiência — diz. 


O tratamento pela homeopatia é mais longo do que seria o tratamento com remédios convencionais


Mito. A duração ou a resposta a um tratamento homeopático não é necessariamente mais longo ou mais lento que o alopático. A duração do tratamento homeopático depende do tempo de doença, dos tratamentos realizados anteriormente e da idade do indivíduo.


A homeopatia pode ser considerada uma medicina preventiva


Verdade. Com o tratamento homeopático, as crises de certas doenças crônicas, como rinite, asma e gripes recorrentes, se tornam cada vez mais raras, chegando a praticamente cessar em alguns casos.


Existem doenças que não respondem à homeopatia


Mito. O que existe são doenças que evoluem rápido e ou podem causar lesões irreversíveis a órgãos, como cirrose e enfisema. Nestes caso, o tratamento tradicional é complementado com o da homeopatia para obter uma melhora na qualidade de vida do paciente. Outro exemplo classico é no tratamento do câncer, no qual a homeopatia como tratamento paralelo serve para amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia.


Para a homeopatia, as doenças somente surgem quando há um desequilíbrio emocional


Mito. A homeopatia defende que o desequilíbrio emocional pode provocar doenças, porém, nem sempre o emocional está por trás de uma enfermidade — e, mesmo quando está, não costuma ser o único fator desencadeador. 


No tratamento homeopático o paciente deve consumir medicamento em forma de bolinhas de hora em hora. Essas bolinhas em quantidade exagerada podem causar reação


Verdade. Independentemente do medicamento, quando utilizado de forma inadequada ou exagerada, pode causar problemas. 

No tratamento homeopático existem remédios que são 'antídotos' de outros. Estas reações têm características diferentes das reações dos medicamentos alopáticos, mas existem — ressalta.


Os remédios homeopáticos são menos agressivos para o organismo do que os alopáticos


Verdade. Os medicamentos homeopáticos são isentos de efeitos colaterais.
São manipulados a partir de substâncias de todos os reinos animal, vegetal e mineral e, posteriormente, são diluídos e dinamizados para extrair o máximo de efeito terapêutico com o mínimo de substância. Eles não são tóxicos, mas como já foi dito na questão anterior, independentemente do medicamento, caso haja uma ingestão acidental de uma dose alta, o médico deve ser procurado imediatamente — conclui a homeopata.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/entenda-os-mitos-e-verdades-sobre-a-homeopatia-4141373.html

 

DIAGNÓSTICO PRECOCE DA ESCOLIOSE PODE EVITAR CIRURGIA

Postura     17/05/2013

Desvio pode surgir ainda na infância.
Pais devem ficar atentos: meninas são as mais afetadas pelo desvio na coluna vertebral.


A escoliose, desvio da coluna vertebral para a esquerda ou para a direita, pode aparecer em qualquer fase da vida e ter várias causas, congênitas, degenerativas ou ideopáticas — quando são se identifica o motivo. Nesse caso, o desvio pode surgir já na infância e na adolescência, e seu diagnóstico precoce pode evitar complicações.

As formas de tratamento são variadas e dependem do grau de desvio da coluna. Podem ir desde a observação do paciente até a cirurgia, nos casos mais graves — afirma Rogério Vidal, ortopedista do Hospital de Clínicas de São Paulo. 

Tipo de escoliose, faixa etária do paciente, graduação do desvio e sintomas são decisivos na escolha do tratamento.

O tratamento cirúrgico é destinado aos casos de desvios severos ou onde exista alterações neurológicas caracterizadas pela irradiação da dor para os membros inferiores, alteração de força e sensibilidade ou alteração no controle de esfíncteres (fezes e urina) — afirma o especialista.


Um dos períodos mais preocupantes quando se trata de escoliose é a adolescência, quando uma em cada dez meninas apresenta o desvio. Para o diagnóstico, é feita uma radiografia da coluna vertebral e uma mensuração do desvio, a partir da qual o tratamento é planejado. Entre 20º e 40º de desvio é indicado o uso de colete; acima disso, o tratamento cirúrgico é a melhor opção para impedir a progressão da curva. Os pais devem ficar atentos e detectar o desvio em estágio inicial.

Muitas vezes a observação do problema é feita pelo professor nas aulas de educação física. Mas os pais devem ficar atentos e tão logo identifiquem o desvio devem encaminhar os filhos paro o ortopedista — conclui Rogério Vidal.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/diagnostico-precoce-da-escoliose-pode-evitar-cirurgia-4141291.html

 

AVANÇOS CIENTÍFICOS NO TRATAMENTO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA DEBATIDOS EM LISBOA

17/05/2013

Os desenvolvimentos científicos na área da gestão e tratamento do doente com Esclerose Múltipla (EM) em Portugal serão um dos temas em destaque no simpósio “O Compromisso com a EM”, que irá reunir em Lisboa cerca de 70 especialistas nacionais e internacionais que se dedicam ao tratamento desta patologia. A reunião acontecerá no dia 18 de Maio, às 9:30, no Centro Cultural de Belém, avança comunicado de imprensa.
 
O acesso aos novos fármacos, a evolução terapêutica na EM e a sustentabilidade do modelo financeiro no tratamento das doenças crónicas são os temas que vão ocupar a primeira parte da reunião, enquanto o restante encontro será dedicado à análise dos tratamentos de primeira linha, à investigação clínica e à utilização do Natalizumab.
 
O Tysabri Observational Program (TOP), por exemplo, foi um estudo mundial onde foram incluídos mais de 4.000 doentes, dos quais 67 eram portugueses e que durante mais de 17 meses foram seguidos por especialistas para avaliar a eficácia e segurança de Natalizumab. Este estudo concluiu que, na população de doentes portuguesa, a eficácia do fármaco se traduziu numa diminuição de 93 por cento da taxa anualizada de surtos.
 
A Prof.ª Doutora Maria José Sá, coordenadora da consulta de doenças desmielinizantes do Centro Hospitalar de São João do Porto explica que “a crescente oferta de terapêuticas imunomoduladoras para a Esclerose Múltipla, em que esta reunião se centra, é um enorme avanço para a melhoria e a personalização do tratamento dos doentes, que se espera seja possível num futuro próximo, ajustando o fármaco certo ao doente certo, assim haja recursos para tal”.
 
Esta reunião contará com a presença do responsável máximo mundial da Biogen Idec na área da investigação clínica, o Prof. Doug Williams, que estará em Portugal para transmitir os mais recentes desenvolvimentos da empresa, não só na área da EM, como também noutras áreas de investigação clínica e laboratorial da companhia.
 
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença que afecta o Sistema Nervoso Central. Trata-se de uma patologia inflamatória, crónica, desmielinizante e degenerativa que interfere com a capacidade em controlar funções como a visão, locomoção e equilíbrio. Segundo dados publicados, em Portugal existem mais de 5.500 doentes. Aproximadamente 80% dos doentes com EM têm fadiga e muitos referem que é o sintoma mais incapacitante, afitando a vida profissional e social do indivíduo.


ENCONTRO MUNDIAL DE ESCLEROSE MÚLTIPLA 25 DE MAIO DE 2013

CRONOGRAMA DO  ENCONTRO DO DIA MUNDIAL DA EM A SER REALIZADO EM 25 DE MAIO DE 2013.

CIENTISTAS CRIAM CÉLULAS-TRONCO HUMANAS POR MEIO DE CLONAGEM

Genética    15/05/2013 

As células-tronco embrionárias são as únicas capazes de se especializar em todo tipo de células do corpo e de se multiplicar sem limite, representando enorme potencial terapêutico.

 

 

Cientistas americanos conseguiram reprogramar células da pele humana para produzir células-tronco embrionárias, depois de várias tentativas fracassadas em anos, revelou um estudo publicado esta quarta-feira nos Estados Unidos.

As células-tronco embrionárias são as únicas capazes de se especializar em todo tipo de células do corpo e de se multiplicar sem limite, representando assim um enorme potencial terapêutico.

Estas células são particularmente promissoras para o tratamento de diferentes transtornos, entre eles o Mal de Parkinson, a Esclerose Múltipla, doenças do coração e lesões na medula espinhal.

A equipe liderada por Shoukhrat Mitalipov, da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon (noroeste dos EUA), conseguiu reprogramar as células humanas depois de transformar com sucesso células da pele de macacos em células-tronco embrionárias em 2007.

Estes cientistas recorreram à clássica técnica de utilização do núcleo da célula da pele que contém o DNA da pessoa para transferi-lo à célula de um óvulo que se retirou do material genético.

O núcleo de uma célula adulta se funde com um óvulo, que desenvolve e produz células-tronco embrionárias.

— Estas células-tronco obtidas com esta técnica demonstraram a capacidade de se diferenciar como células-tronco embrionárias normais em diferentes tipos de células, nervosas, hepáticas e cardíacas— explicou o doutor Mitalipov, cujo estudo foi publicado na versão online da revista americana Cell.

E acrescentou:

— Por outro lado, já que estas células-tronco reprogramadas podem ser obtidas a partir do material genético do núcleo de um paciente, não há nenhum problema de rejeição nas células implantadas.

Embora tenha destacando que "ainda há muito por fazer antes de desenvolver tratamentos à base de células-tronco embrionárias seguros e eficazes", Mitalipov avaliou "que este avanço representa um passo importante para a criação de células-tronco que possam ser usadas na medicina regenerativa".

Outra vantagem oferecida desta técnica é que não usa embriões fertilizados que trazem importantes questionamentos éticos. 


FONTEhttp://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/cientistas-criam-celulas-tronco-humanas-por-meio-de-clonagem-4138680.html


DERRAME, COMO RECONHECER E O QUE FAZER DIANTE DE UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

Emergência   16/05/2013 

Conduza o paciente imediatamente a um hospital. Se houver qualquer possibilidade de trauma (antes ou após o evento) prefira sempre chamar o resgate.
Toda e qualquer perda neurológica que ocorre de repente é um AVC até que se prove o contrário.


É um dia normal, como qualquer outro, eis que de repente surge um sintoma neurológico, ocorre uma parada no funcionamento de uma parte do cérebro. Essa é a história clássica do temido AVC (acidente vascular cerebral ou o popular derrame). O sintoma manifestado depende diretamente da localização e do tamanho da lesão. O quadro é agudo e dramático, podendo levar à morte ou à perda irreversível de determinada função corporal.

Toda e qualquer perda neurológica que ocorre de repente é um AVC até que se prove o contrário. O sintoma deve ser prontamente reconhecido e o paciente conduzido imediatamente a um hospital de grande porte — diz o neurologista Leandro Teles, formado e especializado pela Universidade de São Paulo.

Infelizmente, no Brasil, apenas uma minoria dos pacientes é atendida em um ambiente especializado em menos de quatro horas e meia (fase mais crítica do derrame em que os médicos podem tentar desobstruir a artéria com medicamentos na veia). Existem basicamente dois tipos de AVC: isquêmico (faltou sangue naquela área – 80% dos casos) e hemorrágico (extravasou sangue naquela área – 20 % dos casos) e para diferenciá-los apenas com uma tomografia de crânio, pois o quadro clínico é muito parecido.

Obviamente, o melhor com relação ao derrame é a prevenção. Os fatores de risco como sedentarismo, obesidade, pressão alta, diabetes, colesterol alto e tabagismo devem sempre ser combatidos com intensidade. O melhor AVC é aquele que não ocorreu — afirma o especialista.

Como não existe prevenção ideal e existem fatores de risco não modificáveis (idade e genética, por exemplo), é fundamental conhecer os principais sintomas do AVC:


Perda de força ou sensibilidade de um lado do corpo.

Boca torta ou dificuldade em falar ou entender o que as pessoas dizem.
Falta de coordenação motora e desequilíbrio.

Problemas para enxergar com um ou ambos os olhos.
Leandro Teles enumera oito atitudes que devemos ou não tomar diante de um AVC, confira:
1) Mantenha a calma na abordagem ao paciente, procure não estressá-lo ainda mais.
2) Conduza-o imediatamente a um hospital. Se houver qualquer possibilidade de trauma (antes ou após o evento) prefira sempre chamar o resgate e não mobilize o paciente.
3) Nada de esperar passar. No AVC, tempo é cérebro. O paciente que é visto dentro da primeira hora do evento tem mais chance de recuperação.

4)
Opte sempre que possível por hospitais de médio e grande porte, com tomografia no pronto socorro e, idealmente, com neurologista de plantão.
5) Não dê AAS (acido acetilsalicílico) ao paciente, pois ainda não sabemos se o quadro é hemorrágico ou isquêmico (se for hemorragia, o sangramento piora).
6) Se o paciente for diabético, tente fazer o teste da glicemia capilar (o aparelho de furar a ponta do dedo, geralmente os pacientes que usam insulina têm em casa). A hipoglicemia (glicemia abaixo de 70 mg/dl) pode simular um AVC, e a correção imediata reduz o risco de sequelas.
7) Não dê medicamento para abaixar a pressão arterial, mesmo que ela esteja alta. A pressão aumenta e é útil na fase aguda para irrigar o cérebro em sofrimento. Deixe que um médico oriente se vai ou não reduzir a pressão (isso varia caso a caso).

8) Comunique, por telefone, o médico do paciente e leve sempre as receitas que o paciente usa para o hospital (isso será muito útil para o médico que atendê-lo no pronto socorro). São recomendações básicas que podem atenuar as sequelas, salvar vidas e mudar as estatísticas brasileiras com relação ao AVC.

 

DIA MUNDIAL DA FIBROMIALGIA ALERTA SOBRE A SÍNDROME

12/05/2013

Tensão e estresse podem estar relacionados com a doença.


No Dia Mundial da Fibromialgia, doença considerada uma síndrome por englobar uma série de manifestações clínicas, a Abrafibro (Associação Brasileira dos Fibromiálgicos), pretende sensibilizar as pessoas, neste 12 de maio, para as dificuldades que aqueles que são acometidos pela enfermidade enfrentam no seu dia a dia.

Na data mundial de conscientização a respeito da doença, vale lembrar que a síndrome tem como principiais sintomas a indisposição, contínua sensação de cansaço, dor crônica e generalizada por todo o corpo, alterações no sono, cefaleia e distúrbios emocionais e psicológicos que atormentam as pessoas, onde geralmente não têm conhecimento da fibromialgia.

Outro detalhe sobre a enfermidade é o fato de se apresentar como uma forma de reumatismo associada à sensibilidade do indivíduo frente a um estímulo doloroso, que se justifica pelo fato de envolver músculos, tendões e ligamentos.

Com causa específica desconhecida, especula-se que tensão e estresse podem estar relacionados ao aparecimento da fibromialgia. Por não existirem exames laboratoriais que possam orientar os médicos, seu diagnóstico ainda é difícil e demorado, consistindo de exame clínico. Atingindo principalmente mulheres acima que 40 anos, a fibromialgia só passou a ser reconhecida como doença em 1990.

De acordo com os especialistas, para um paciente ser diagnosticado como fibromiálgico, ele precisa se queixar de dor difusa há mais de três meses, ter distúrbios no sono e apresentar sensibilidade em pelo menos 11 dos 18 pontos do exame clínico. Como os sintomas são parecidos com os de outras patologias (de tendinite e gota a lúpus, hipotireoidismo e até esclerose múltipla) e como nem todos os médicos conhecem a síndrome, os pacientes podem sofrer anos até obter o diagnóstico.