CUIDE BEM DA MEMÓRIA

21 de janeiro de 2012 | 


A capacidade cognitiva começa a declinar a partir dos 45 anos. Conheça formas de preservá-la.

Já imaginou passar a vida inteira lembrando daquela fatídica briga com o melhor amigo de infância? Ou da morte daquele adorado bichinho de estimação? E se, de uma hora para a outra, você perdesse a capacidade de armazenar os incontáveis nomes, datas e senhas que devem estar sempre na ponta da língua? A memória é uma autoridade do nosso corpo, e, como todos os outros órgãos, precisa estar saudável. E os especialistas recomendam que se proteja os neurônios da degeneração cada vez mais cedo.

De acordo com a neurocientista do Instituto do Cérebro e professora da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Mirna Portuguez, era comum pensar que o indivíduo deveria se preocupar com o funcionamento do cérebro a partir dos 60 anos, faixa etária em que as pessoas começam a se queixar de esquecimentos e costumam procuram profissionais da saúde da área neurológica.

Entretanto, uma pesquisa publicada em 2011 no British Medical Journal mostra que as capacidades cognitivas do homem começariam a declinar a partir dos 45 anos, muito antes das seis décadas de vida. Os resultados mostraram que o rendimento cognitivo, com exceção do vocabulário, diminui com a idade. Isto ocorre cada vez mais rapidamente na medida que as pessoas envelhecem. Segundo essa pesquisa, em 10 anos, o rendimento de raciocínio caiu 3,6% para os homens de 45 a 49 anos e 9,6% para os de 65 a 70 anos.

É importante começar cedo a procurar meios de evitar a queda normal do envelhecimento. É bem mais eficaz atuar desde o começo, em particular com medicamentos, atividades que estimulem, que deem prazer e tragam felicidade. Isso pode mudar a trajetória – alerta a neuropsicóloga.

Se quando envelhecemos o declínio das funções cerebrais é natural e inevitável, é importante não confundir envelhecimento normal com doença demencial. Conforme Mirna, os idosos “normais” frequentemente estão mais lentos, distraem-se com mais facilidade, repetem as mesmas coisas, vivem apegados ao passado, são teimosos, inflexíveis, esquecem palavras no meio da conversa e do nome de pessoas, têm mais dificuldades em lembrar o que fizeram recentemente e também ficam mais deprimidos.

Uma explicação para esse declínio é o desgaste fisiológico natural do cérebro, assim como de todo corpo. É possível minimizar esse declínio cognitivo. Para isso, temos que ter uma reserva cerebral, que pode ser armazenada com atividades intelectuais, interação social, atividades de lazer e resiliência, que é a capacidade do indivíduo de enfrentar as adversidades e conseguir superá-las – explica a especialista.

Essa reserva cerebral mencionada possibilita estimular o funcionamento cerebral, atenuando e retardando os prejuízos cognitivos e tornando, ainda, o cérebro mais resistente aos efeitos de doenças.

Uma das boas notícias é que em todas as etapas da vida, seja na fase adulta ou durante o envelhecimento, a plasticidade cerebral pode ocorrer. Ou seja: o nosso cérebro tem a capacidade de se remodelar.

A melhor coisa para se ter na cabeça é essa máquina chamada cérebro. Ela é construída para mudar e nos confere a habilidade de fazer coisas amanhã que não podemos fazer hoje e hoje o que não podíamos fazer ontem – afirma o neurocientista Michael Merzenich.


Expandindo o potencial.


O poder de modificar nosso cérebro parece ilimitado. Esta nova convicção surgiu a partir da descoberta das conexões sinápticas (áreas de contato funcional entre os neurônios), que, ao contrário do que se pensava, não são fixas, porém plásticas e modificáveis. Quem não tem indicação para ingerir psicofármacos, ou fazer psicoterapia, pode dar um bom upgrade na sua atividade neural lendo bastante, praticando exercícios físicos, alimentando-se adequadamente, mantendo o bom humor e a motivação em dia.

O neurologista Marino Bianchin lembra que quando há uma patologia em jogo, geralmente esta pode ser tratada com o uso de medicações, tal como o metilfenidato, a tão falada Ritalina. Este fármaco surgiu no fim da década de 1940, e, desde então, consagrou-se como um poderoso estimulante do sistema nervoso central, sendo um dos principais recursos no tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Como aumenta a capacidade de concentração, tira o sono e dá a sensação de ter mais energia, a Ritalina acaba atraindo quem quer aumentar a capacidade mental. Mas é importante que se diga que medicações do gênero não devem ser usadas para esse fim.

Expandir o potencial humano é um sonho antigo. Já a ideia de aumentar a capacidade do cérebro é um conceito mais recente, pois é igualmente recente o entendimento de que o cérebro é o substrato das nossas faculdades mentais. Considerando as demandas crescentes da nossa vida moderna, é bem fácil entender por que as pessoas desejam uma memória melhor, mais inteligência ou criatividade. E é extremamente conveniente se isso estiver disponível em uma pílula – argumenta o neurologista Marino Bianchin.

Pessoas saudáveis podem expandir o próprio cérebro sem medicação alguma – conclui o neurologista.


“O cérebro é como um músculo”.


O argentino Iván Izquierdo é um dos maiores pesquisadores mundiais na área de fisiologia da memória e seus artigos e livros já são parte imprescindível das bibliografias básicas dos trabalhos dedicados ao tema. Nesta entrevista, ele revela que apesar dos avanços na área, não há nada melhor para o cérebro do que devorar livros.

Zero Hora – Qual a grande descoberta sobre a memória nos últimos anos?

Iván Izquierdo –
São muitas, principalmente nos últimos 20 anos. Temos conhecido cada vez mais detalhes sobre o mecanismo molecular que leva à formação da memória. Isso também se chama consolidação, porque consolida a informação de diversas procedências da linguagem cerebral na memória, por meio de sinais elétricos e neuroquímicos. Se descobriu, portanto, que comunicação se utiliza, e o que ocorre depois, para a formação da memória e o curso de tempo que leva. Além disso, se estuda hoje que regiões do cérebro participam da extinção, ou seja, a inibição da resposta para que ela não seja usada a qualquer momento. Um exemplo é a memória de medo, que não precisa ser usada toda hora e que serve para ajudar pacientes vítimas de estresse pós-traumático.

ZH – Já é possível, então, apagarmos lembranças desagradáveis? Como é feita essa inibição hoje?

Izquierdo –
Não seria bom perdê-las, pois é preciso lembrar de um ocorrido para que o sujeito não repita a situação que a levou ao trauma. Mas os psicoterapeutas já utilizam esse recurso há 30 anos para tratar pacientes vítimas de estresse pós-traumático. Em síntese, é empregada uma técnica que faz com que a pessoa não “acione” a memória em determinados momentos. Ela age assim após ser exposta a estímulos e cenas e a situações que lhe produz medo (uma delas é a cognitivo-comportamental).

ZH – Muitas vezes ficamos nervosos quando queremos lembrar de algo e a coisa está na ponta da língua mas não sai. Quando o “branco” é um problema real?

Izquierdo –
O branco é devido à ansiedade, que causa liberação de hormônios suprarrenais chamados corticoides. Eles vão circular no sangue e acabam eventualmente no cérebro, inibindo a memória. Pode acontecer com qualquer um, não é patológico. Ou seja, tem que tratar a ansiedade. Entretanto, o “branco” pode representar um problema real, como a doença de Alzheimer, quando o sujeito passa a esquecer o nome do pai, o ofício que atua.

ZH – Mas se eu estou notando que a minha memória pode ser aperfeiçoada, o que é possível fazer?

Izquierdo –
Se é patologia, falta memória, existem drogas ótimas, como a Ritalina. Mas quem não tem a doença e quer ter um cérebro saudável, eu recomendo ler. Esse é o melhor exercício que alguém pode fazer com o cérebro. O uso constante da memória a estimula. É como um músculo: quanto mais se usa, melhor funciona. Mas não se deve fazer um uso abusivo da memória. Na hora de dormir, devemos descansar. Cada coisa tem seu momento.


Cultura com lucidez.


Aos 69 anos, a ginecologista Loreta de Moraes Napp devora livros por prazer – e também por afinidade, já que é casada com o escritor gaúcho Sérgio Napp.

Porém, há outro importante motivo por trás do hábito: ela sabe que o bom desempenho da sua memória depende disto.

– A minha preocupação começou cedo, ao observar que as mulheres que eu atendia se queixavam muito de lapsos de memória após a chegada da menopausa.

Hoje, Loreta recomenda leitura às pacientes como uma poderosa aliada para enfrentar as mudanças que a vida traz.

O que ajuda

> Concentre-se: livre-se das preocupações e preste atenção naquilo que você lê, vê ou ouve.

> Seja curioso: esteja sempre aberto a receber novas informações e saber o porquê das coisas.

> Planeje-se: além de dar sentido à vida, ter objetivos nos motiva a ficar atentos.

> Tenha vida social: ampliar a rede de relacionamentos é um ótimo exercício para o cérebro.

> Compartilhe: falar sobre o que se viveu treina a memória sobre esses fatos.

O que prejudica

Tensão Má alimentação Privação de sono Remédios sem indicação médica Ansiedade Mau funcionamento do organismo Sobrecarga.
 



ALTA PRESCRIÇÃO DE CALMANTES REVELA FALTA DE ATENDIMENTO PSIQUIÁTRICO,DIZ PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE PSIQUIATRIA

20/01/2012



Segundo levantamento divulgado pela Anvisa nesta sexta-feira, remédios usados para tratar distúrbio de ansiedade são os mais vendidos entre os controlados.

Para o presidente da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Eugênio Horácio Grevet, a liderança dos calmantes — ansiolíticos Clonazepam, Bromazepan e Alprazolam — na lista de medicamentos controlados mais vendidos no Brasil entre 2007 e 2010 demonstra duas situações.

Por um lado, a segurança do medicamento, que pode ser receitado por médicos de qualquer especialidade para o tratamento de ansiedade sem diagnóstico psíquico específico. Por outro, a indisponibilidade de atendimento psiquiátrico especializado, especialmente na rede pública de saúde.

Esses medicamentos são altamente seguros e podem ser prescritos por não especialistas, por isso a alta prescrição — explica Grevet.

Segundo o psiquiatra, problemas psíquicos mais específicos, como depressão, transtorno obsessivo compulsivo, entre outros, exigem um diagnóstico psiquiátrico e medicamentos diferenciados, o que, especialmente na rede pública, às vezes o encaminhamento ao especialista demora para acontecer.

O grande perigo da prescrição indiscriminada de calmantes é o risco de, com o uso prolongado, causar dependência em pessoas suscetíveis, com histórico familiar de dependência ou que estejam sob alta tensão — esclarece.

Grevet salienta que os calmantes têm uma função fundamental para o tratamento de pânico, por exemplo. São indicados para uso em um curto período ou para início de tratamento.

O Boletim do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta sexta-feira aponta que os brasileiros gastaram mais de R$ 290 milhões na compra de calmantes, em três anos. Os dados são obtidos por meio da escrituração eletrônica dos medicamentos sujeitos a controle especial, realizada por mais de 40 mil farmácias e drogarias cadastradas em todo o Brasil.

COPAXONE® EFICAZ NA REMIELIZAÇÃO E REPARAÇÃO AXONAL EM DOENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

20/01/2012 - 07:52


Investigadores verificaram, utilizando uma tecnologia avançada de imagem por ressonância magnética para caracterizar a evolução das lesões da Esclerose Múltipla, que os doentes com Esclerose Múltipla surto-remissão (EMSR) tratados com Copaxone® (acetato de glatirâmero – solução injectável), da Teva, apresentavam um aumento significativo da Magnetization Transfer Ratio (MTR). A MTR é uma técnica não convencional de ressonância magnética, usada para investigar alterações estruturais no cérebro. Valores mais elevados indicam possível remielinização e reparação do tecido axonal, avança a Teva, em comunicado.
 
Num estudo com a duração de 12 meses, realizado em Buffalo Neuroimaging Analysis Center (BNAC), localizado no Instituto Neurológico de Jacobs da Universidade de Buffalo, Universidade do Estado de Nova Iorque, nos EUA, foram analisadas imagens de ressonância magnética de 40 doentes com EMSR sem tratamento prévio (doentes naïve).
 
Neste estudo, os doentes foram tratados com Copaxone® (20 mg/dia), administrado diariamente, em monoterapia, desde a visita de início do estudo e durante 12 meses. Os doentes foram avaliados no início do estudo e 12 meses depois, através de observação clínica e exames RM convencionais e não convencionais, utilizando protocolos detalhados, nomeadamente a técnica de Magnetization Transfer Imaging (MTI), uma técnica emergente de ressonância magnética, usada para avaliar a remielinização no cérebro de doentes com EM.
 
“Estes dados indicam que o tratamento com Copaxone® proporcionou uma reparação tecidular mensurável nos doentes do estudo,” afirmou o Professor Doutor Robert Zivadinov, director do BNAC, professor de Neurologia na Universidade de Buffalo e principal autor do estudo. “Os aumentos observados no MTR apontam para uma possível remielinização. Globalmente, estes resultados contribuem para o vasto corpo de evidência que suporta a eficácia e a segurança prolongada da terapêutica”, acrescentou.
 
Este é o primeiro estudo longitudinal a avaliar lesões de doentes com EMSR como potencial evidência de remielinização (conforme demonstram os dados de MTR), como consequência do tratamento com Copaxone®.
 
Os resultados do estudo “Magnetization transfer imaging of acute black holes in patients on glatiramer acetate”, publicado no número de Janeiro da revista Frontiers in Bioscience, destacam que a técnica MTR poderá ser uma ferramenta útil para monitorizar a evolução das lesões e a progressão da EM em estudos futuros.

 
Sobre o estudo

 
No estudo, foram incluídos 40 doentes com EMSR sem tratamento prévio com Copaxone® que apresentavam uma ou mais Lesões Realçadas por Contraste (LRC). Nestes doentes foram detectadas 115 lesões realçadas por contraste, no início do estudo. Os doentes fizeram RM 1,5T no início do estudo e 12 meses depois, a fim de determinar a presença de LRC. Após 12 meses de tratamento com Copaxone®, o número de LCR diminuiu para 21. Os maiores aumentos no MTR foram observados nas LRC hipointensas que se tornaram isointensas (29%) e nas LRC hipointensas que se mantiveram hipointensas (10%).
 
Este foi um estudo observacional imagiológico, de Fase IV, pós-comercialização, em regime aberto e ocultação simples, com 12 meses de duração, realizado no BNAC, Universidade de Buffalo, na Universidade do Estado de Nova Iorque. Os doentes não tinham sido anteriormente tratados com COPAXONE®, tinham idades entre os 18 e os 65 anos e uma duração da doença que variava entre 6 meses e 30 anos. Todos os doentes tinham que ter tido uma ou mais lesões realçadas por contraste e uma pontuação igual ou inferior a 5,5 na Kurtzke Expanded Disability Status Scale (EDSS) – Escala de Incapacidade de Kurtzke.

 
Sobre o Copaxone®

 
O Copaxone® está indicado na Esclerose Múltipla (EM) surto-remissão para a redução da frequência de surtos, incluindo em doentes que tenham tido um primeiro episódio clínico bem definido e a quem foi determinado ter elevado risco de desenvolver Esclerose Múltipla clinicamente definida.
 
Os efeitos secundários mais frequentes de Copaxone® são: vermelhidão, dor, edema, prurido ou tumefacção no local da injecção, rubor, erupção cutânea, dispneia e dor torácica.
O Copaxone® (acetato de glatirâmero, solução injectável) está actualmente aprovado em mais de 50 países de todo o mundo, nomeadamente nos EUA, Rússia, Canadá, México, Austrália, Israel e em todos os países da Europa.

MINISTÉRIO DA SAÚDE INVESTE R$ 150 MILHÕES NA INCLUSÃO DE DUAS NOVAS VACINAS PARA CRIANÇAS

18/01/2012


Gotinhas continuarão sendo usadas em campanhas nacionais.


Vacina pentavalente e injetável contra pólio serão introduzidas no calendário básico a partir do segundo semestre.

 A partir do segundo semestre deste ano, a vacina injetável contra pólio, feita com vírus inativado, e a vacina pentavalente — contra difteria, tétano, coqueluche, influenza tipo B e hepatite B — passam a integrar o Calendário Básico de Vacinação da Criança, do Ministério da Saúde. Ao todo, o investimento nas novas vacinas chega a R$ 150 milhões. As mudanças no calendário foram anunciadas pelo secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira, em Brasília.

O secretário esclareceu que a vacina injetável contra poliomielite não substitui a gotinha, já conhecida dos brasileiros.

Embora já esteja erradicada no Brasil há 22 anos, a poliomielite ainda tem transmissão endêmica em países da África e da Ásia. A substituição completa da vacina oral pela injetada só poderá ser feita quando a doença for erradicada em todo o mundo — disse Barbosa.

Enquanto isso, serão usadas as duas formas da vacina contra poliomielite, de maneira combinada. Na primeira etapa da campanha de vacinação, marcada para 16 de junho, todas as crianças menores de cinco anos vão receber duas doses da gotinha.

Só a vacina oral gera o chamado "efeito rebanho", que é um termo técnico da epidemiologia para dizer que quando se vacina milhões de crianças ao mesmo tempo se protege também as que não foram vacinadas, porque se produz um efeito no ambiente — explicou.

Na segunda etapa, em agosto, serão introduzidas modificações. Ao invés de um dia, será realizada uma semana de vacinação, de 18 a 24 de agosto. Nessa ocasião, serão revisadas as carteiras de vacinação das crianças e atualizadas as vacinas. É quando será feita a imunização contra poliomielite com a vacina injetada, bem como a inclusão da vacina pentavalente no calendário da criança.

Produção nacional
A vacina pentavalente será produzida em parceria com os laboratórios Fiocruz/Bio-Manguinhos e Instituto Butantan. As crianças serão vacinadas aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade. Com o novo esquema, além da pentavalente, a criança manterá os dois reforços com a vacina DTP (difteria, tétano, coqueluche). O primeiro, a partir dos 12 meses, e o segundo reforço, entre quatro e seis anos. Os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida para prevenir a transmissão vertical.

Dentro de quatro anos, o Ministério da Saúde pretende transformar a pentavalente em heptavalente, com a inclusão das vacinas inativada contra poliomielite e meningite C.

As vacinas combinadas possuem vários benefícios, entre eles o fato de reunir, em apenas uma injeção, vários componentes imunobiológicos. Além disso, os pais ou responsáveis precisarão ir menos aos postos de vacinação, o que poderá resultar em uma maior cobertura vacinal — observou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também presente na coletiva.

A vacina heptavalente será desenvolvida em parceria com laboratórios o Ministério da Saúde, a Fiocruz/Bio-Manguinhos, o Instituto Butantan, e Fundação Ezequiel Dias. A tecnologia envolvida é resultado de um acordo de transferência entre o Ministério da Saúde, por meio da Fiocruz, e o laboratório Sanofi.

Com a implantação da pentavalente, o governo estima que haverá uma economia de R$ 700 mil ao ano, devido à redução no preço da vacina, além da diminuição do custo de operacionalização — transporte, armazenamento, seringas e agulhas. No decorrer deste ano, o Ministério da Saúde irá adquirir 8,8 milhões de doses da pentavalente, a um custo de R$ 91 milhões. Também serão adquiridas outras 8 milhões de doses da Vacina Inativada Poliomielite, ao custo de R$ 40 milhões. Para a manutenção de estoque estratégico, já foram compradas, em dezembro do ano passado, 3 milhões de doses da VIP, por R$ 15 milhões.

PESQUISADORES CHILENOS DESENVOLVEM VACINA CONTRA MENINGITE B

18/01/2012 

Vacina deve estar disponível no mercado em 2013.


Pesquisadores desenvolveram a primeira vacina realmente eficaz contra doenças meningocócicas do grupo B. Já existiam imunizações para os outros quatro sorogrupos causadores de doenças: A, C, W135 e Y. Os resultados de um teste clínico realizado no Chile com uma vacina desenvolvida pela farmacêutica Novartis mostraram que duas doses da vacina produziram quase 100% de proteção em adolescentes.

Os resultados da pesquisa foram divulgados na última edição da revista The Lancet. O sorogrupo B é responsável por quase 60% das doenças meningocócicas — como a meningite meningocócica ou a pneumonia meningocócica — no país andino.

As bactérias do sorogrupo B foram as principais responsáveis pelos casos da doença nas décadas de 80 e 90 no Brasil, explica Telma Carvalhanas, do Centro de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Estado da Saúde.

— Na década de 70, os meningococos do grupo A prevaleciam. Hoje, desapareceram — recorda.

O sorogrupo prevalente no país atualmente é o C, responsável por 80% dos casos. No ano passado, houve cerca de 17 mil casos de doenças meningocócicas no Brasil. No Estado de São Paulo, a letalidade alcança pouco mais de 18%, porcentual semelhante ao da Inglaterra.

Em 2010, a vacina contra doenças meningocócicas do grupo C foi incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI) para crianças menores de dois anos. Por isso, espera-se a diminuição da prevalência desse sorogrupo nos próximos anos e a ascensão de um novo. Daí a importância de uma vacina para o sorogrupo B, o único para o qual não existia uma imunização eficaz.

Luciana Cerqueira Leite, do Instituto Butantã, explica que era difícil fazer uma vacina para o grupo B, pois os açúcares da cápsula que envolvem a bactéria — utilizados como principal ingrediente na vacina para os meningococos de outros grupos — imitam açúcares de algumas células humanas. A vacina precisa utilizar proteínas da membrana da bactéria. Contudo, as proteínas variam muito entre diferentes cepas de um mesmo grupo.

Miguel O'Ryan, da Universidade do Chile, coautor do estudo publicado, diz que a vacina deve estar disponível no mercado em 2013. Agora serão realizados mais testes em outros países.

SAIBA MAIS SOBRE A INFLUÊNCIA,TAMBÉM CONHECIDA COMO GAGUEIRA

17/01/2012


Colin Firth interpretou no cinema o Rei George VI, que pediu ajuda ao fonoaudiólogo Lionel Logue (Geoffrey Rush) para superar a gagueira.


Rei George VI, que inspirou o filme "O Discurso do Rei", ilustra superação do problema, que não tem cura definitiva.

 
A disfluência, mais conhecida como gagueira, é entendida como uma dificuldade do cérebro na temporalização e automatização dos movimentos da fala. Ela pode ser causada por múltiplos fatores, entre eles o genético — o gene responsável pela gagueira pode ou não se manifestar, dependendo da interação com os fatores social e psicológico a que a pessoa é exposta — e o orgânico, no caso de lesões cerebrais.

De acordo com a fonoaudióloga Sabrina Möller Martinho, a gagueira pode aumentar em momentos de tensão. Isso acontece inclusive com pessoas fluentes, que em uma situação de estresse, como falar em público, com um superior ou sobre um conteúdo que não domina, podem apresentar algumas disfluências.

Não há cura para a gagueira, no sentido de eliminar o caráter genético ou orgânico envolvido, mas há tratamentos com bons resultados e reduções significativas das rupturas da fala. No filme O Discurso do Rei, George VI teve sucesso em seu discurso, porém não é curado da gagueira — exemplifica Sabrina.

Existem diferentes linhas de tratamento para a disfluência, visando à diminuição dos seus sintomas, como repetições, prolongamentos, pausas, bloqueios, entre outros. Por ser um distúrbio de fala, o tratamento adequado é o fonoaudiológico.

Sabrina reforça que as pessoas devem esperar quem gagueja terminar de falar e não completar as palavras ou frases do interlocutor. Um aparelho comercializado no Brasil desde 2008, pode ajudar no tratamento. Usando o mecanismo do retorno auditivo alterado, por meio do atraso auditivo (delay) e da alteração da frequência da voz, o aparelho gera uma segunda voz e simula o efeito coro, um fenômeno natural que reduz a gagueira. Ao contrário do que se pensa, ele é usado na orelha e não na garganta ou na boca.

É uma opção em situações agravantes, como reuniões e apresentações em público — descreve a fonoaudióloga.

Mito ou verdade?

:: A gagueira é contagiosa.

Mito. A gagueira não "pega" pela convivência. Não é preciso ter receio de conversar ou interagir com pessoas que gaguejam. As causas da disfluência são genéticas ou orgânicas.

:: Gago que canta não gagueja.

Verdade. As pessoas com gagueira não costumam gaguejar durante o canto porque ele é processado no cérebro de forma diferente da fala espontânea, autoexpressiva. No canto, há pistas externas como ritmo, melodia e uma letra que já existe, fatores que auxiliam o cérebro e favorecem a fluência. 

INCOMODADO COM OS MOSQUITOS? CONHEÇA ALGUNS REPELENTES NATURAIS

17/01/2012


Óleos de plantas são usados na fabricação de velas para espantar mosquitos.

Se optar por inseticidades, preste atenção nos cuidados necessários.



Se tem uma coisa que incomoda no verão é aquele zunido de mosquito ao redor. Mais ainda, as reações alérgicas na pele causadas pelas picadas de inseto, para quem tem esse problema. Isso sem contar o risco de transmissão de doenças, como dengue e malária.

Para evitar incômodos, é comum apelar para inseticidas nesta época do ano. No entanto, a própria natureza pode se encarregar da missão de espantar os insetos. São os chamados repelentes naturais, caso da andiroba e da citronela.

A andiroba é uma árvore de grande porte encontrada desde o Paraguai até a América Central, ocorrendo principalmente em áreas úmidas da região amazônica. De suas sementes, é extraído um óleo que funciona como fagorrepelente, ou seja, tira o apetite dos insetos hematófagos, como pulgas, mosquitos, carrapatos, piolhos e moscas.

O óleo de andiroba é usado na fabricação de velas de ação repelente de insetos, especialmente os mosquitos do gênero Anopheles, transmissores da malária. Recentemente descobriu-se que as velas feitas com andiroba também espantam o mosquito que transmite a dengue, o Aedes aegytpi.

A citronela é uma planta parecida com a erva-cidreira. É originária da ilha de Java, na Indonésia, e é utilizada em muitos países no combate aos insetos. Tem cheiro semelhante ao do eucalipto. Suas folhas têm um óleo essencial, rico em citronela, geraniol e limoneno, que atua como repelente de moscas e mosquitos. É usada na fabricação de velas e também de repelentes para o corpo. As informações são da rede Mundo Verde.

Cuidados no uso de inseticidas
A Proteste — Associação Brasileira de Defesa do Consumidor realizou testes com multi-inseticidas disponíveis no mercado. A análise mostrou que eles matam a maioria dos insetos a que se propõem, mas não mantêm o mesmo nível de eficiência para todas as espécies, o que exigiria a aquisição de um produto diferente para combater cada tipo de inseto.

Para combater as infestações de verão, a Proteste dá algumas orientações.

:: Em casa


Retire ou tampe todos os objetos que podem acumular água e se transformar em criadouros de mosquito.
Use inseticidas, não esquecendo as paredes, cantos e esconderijos dos mosquitos.
Use tela antimosquito nas janelas e portas e mosquiteiros nos berços.
Se usar repelentes elétricos, escolha os de longa duração, que podem ficar ligados na tomada também durante o dia, mas não esqueça de deixar as janelas abertas para ventilar os cômodos da casa.
Se tem animais dentro de casa (cão, gato, pássaros, peixes), coloque-os em locais longe dos inseticidas.

:: Ao ar livre


Use sempre repelente na pele exposta e renove periodicamente a aplicação.
Pessoas sensíveis devem tomar cuidado com a irritação na pele, usando o produto com moderação. Os asmáticos devem evitá-los.
Se sentir irritação nos olhos ou na pele, suspenda a aplicação e lave imediatamente as zonas afetadas.
Elimine o repelente com água e sabão. Para aplicar no rosto, coloque uma pequena porção na mão e só então espalhe na pele, evitando os olhos e a boca.
Não use repelente em bebês. Nas crianças, use repelentes específicos para uso infantil e não aplique o produto nas mãos delas, pois elas podem ser esfregadas nos olhos ou levadas à boca.

Contra a dengue
Para evitar epidemias de dengue neste verão, evite água parada, guarde latas e garrafas emborcadas para não reter água, não acumule latas, pneus e garrafas e não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos, mantendo-os desobstruídos. 

DENTE E ATÉ GORDURINHAS PODEM SER DOADOS PARA AJUDAR A CIÊNCIA

15 de Janeiro de 2012

  

Dente, menstruação e até gordurinhas podem ser doados para ajudar a ciência.

Dentes de leite, restos de placenta, sangue menstrual e até gordura da barriga podem ser entregues à ciência para ajudar na busca de tratamentos para problemas tão variados quanto autismo e doenças degenerativas.

Os "resíduos" podem ser encaminhados para centros de pesquisa, onde são usados principalmente em estudos com células-tronco.

Essa modalidade de doação, no entanto, é quase desconhecida no Brasil. Os cientistas precisam se desdobrar para que as pesquisas não parem por falta de material.

O esforço inclui não ter vergonha de pedir para participar do parto de desconhecidos. "Uma vez, fui trocar um presente e reparei que a vendedora estava grávida. Pensei logo na minha pesquisa e falei sobre a doação", conta Patrícia Beltrão Braga, pesquisadora da USP.

"A placenta e o cordão umbilical são normalmente descartados como lixo hospitalar depois do parto", diz a cientista. "Pedimos para usar isso que já vai ser jogado fora mesmo."

Além do trabalho com placentas, o Laboratório de Células-Tronco da Faculdade de Veterinária da USP, que ela comanda, também faz pesquisas com dentes de leite. As células-tronco da polpa do dente podem ser transformadas em neurônios: um modelo perfeito para estudar doenças como o autismo.

GORDURINHAS

Outra interessada em material descartado é a geneticista Natássia Vieira, pesquisadora de Harvard e da USP que vasculha o tecido adiposo em busca da cura para doenças degenerativas, como a distrofia muscular.

Em meio à gordurinha do abdome e do culote, escondem-se células-tronco com poderosa ação regeneradora.

"Quando explicamos a pesquisa, a maioria das pessoas doa. Infelizmente, ainda tem gente que parece ter apego à célula e que acha que vamos usar o material recolhido para fazer um clone", brinca a pesquisadora.

No Centro de Estudos do Genoma Humano, onde é feito esse trabalho, há muito mais células que interessam aos cientistas.

Em busca de células-tronco mesenquimais, a dupla Marcos Valadares e Mayra Vitor Pelatti tem o difícil trabalho de convencer mulheres a doar seu sangue menstrual.

Os pesquisadores garantem que o processo é simples. "É só usar um coletor menstrual, que é um copinho, por duas ou três horas e depois colocar o sangue em um pote com antibiótico que nós fornecemos. Não é tão diferente de usar um absorvente interno", diz Pelatti.

COMO DOAR

Em geral, os laboratórios têm os contatos e as informações básicas em seus sites (veja quadro ao lado). Muitas vezes, é enviado ao doador um kit com material. É preciso assinar um documento autorizando a doação.

Com cordão umbilical e placenta, os pesquisadores precisam ser informados da previsão do parto para ficar de plantão, uma vez que a coleta precisa ser feita até uma hora após o nascimento.

Os cientistas costumam ter parcerias com hospitais. Mas eles reafirmam a importância do doador individual.

"A pesquisa só acontece porque as pessoas doam, isso é um ato de amor e solidariedade", define Braga.

CIENTISTAS USAM CÉLULAS-TRONCO PARA PRODUZIR VEIAS ARTIFICIAIS

17/01/2012


Os cientistas desenvolveram uma técnica de cultura que faz com que as células-tronco se diferenciem nas células que formam os vasos sanguíneos.


Músculos lisos

Cientistas produziram em laboratório os três tipos principais de células que formam os vasos sanguíneos.
A pesquisa, que abre caminho para a produção em larga escala de veias artificiais, foi realizada na Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, e publicada na revista científica Nature Biology.
Embora células sanguíneas e cardíacas já tenham sido criadas em laboratório antes, a partir de células-tronco, esta foi a primeira vez que todos os principais tipos de músculos lisos foram desenvolvidos, em um sistema que poderia ser transposto para uma escala industrial.


Ponte de safena e stent

A fabricação de vasos sanguíneos artificiais pode ser uma alternativa menos arriscada do que alguns procedimentos cirúrgicos envolvendo o sistema circulatório.
Hoje, problemas graves dependem de pontes de safena e stents.
Pacientes com insuficiência renal, que necessitam de enxertos vasculares para realização da hemodiálise, também poderiam se beneficiar da fabricação de vasos sanguíneos artificiais em larga escala.


Células-tronco

Os músculos lisos são localizados nas paredes de órgãos ocos, como os vasos sanguíneos.
Os cientistas usaram células-tronco embrionárias e células-tronco retiradas de amostras da pele de pacientes - todas conhecidas como células-tronco humanas pluripotentes, ou seja, capazes de se transformar em qualquer tecido do corpo.
Os cientistas desenvolveram uma técnica de cultura que faz com que as células-tronco se diferenciem nas células que formam os vasos sanguíneos.

DOR É SINAL DE QUE ALGO NÃO VAI BEM NO ORGANISMO. SAIBA QUANDO PROCURAR AJUDA MÉDICA.

17/01/2012


Dor está sempre relacionada a várias causas, mesmo que tenha fundo emocional.

Foco do tratamento de dores crônicas não é a cura, mas fazer com que o paciente conviva melhor com o incômodo.

 Inexplicavelmente, surge uma dor na mão. O incômodo faz com que o braço pare de mexer e, em pouco tempo, o ombro perde a função. A pessoa já não consegue executar as tarefas domésticas nem dormir direito. Logo precisa se afastar do trabalho e abandona a atividade física que mais gosta. Como está sempre triste e de mau humor, não quer mais sair de casa. Não é raro ouvir esse tipo de relato de pacientes que sofrem com dores crônicas.

A sensação é de que a vida vai descendo a ladeira e o paciente não consegue encontrar uma explicação para o que está sentindo — relata a anestesista da Clínica de Dor do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Renata da Cunha Ribeiro.

A dor é um importante mecanismo de defesa do organismo, pois, na maioria dos casos, sinaliza que algo não está funcionando bem. Quando dura de três a seis meses e tem uma causa definida, é classificada como aguda.

Só que a dor pode perder a função e começa a estar ali sem você precisar dela. Passa a ser um transtorno — alerta a anestesista.

É o que caracteriza a dor crônica. Ela dura mais de seis meses e, como não está associada a um trauma, é difícil explicar de onde veio. Renata diz que nem sempre o médico consegue chegar a um diagnóstico, o que não significa que a dor não exista. É possível que o médico não identifique uma lesão física e não sabe explicar porque a dor está ali, o que não quer dizer que ela seja psicológica: significa apenas que o fator concreto não foi detectado.

O paciente pode relatar que, na época em que a dor surgiu, estava, por exemplo, chateado por que havia terminado o namoro, estava desempregado e a mãe havia morrido, mas a anestesista esclarece que não se pode atestar que só existe o componente psicológico. A dor está sempre relacionada a várias causas, mesmo que haja indícios de que tenha sido desencadeada por um fator emocional.

De acordo com a médica, os pacientes com dor crônica que a procuram já passaram por vários especialistas e continuam sem diagnóstico.

São pessoas que perdem a esperança e se sentem frustradas. Elas chegam ao consultório com aquele tanto de exames e nenhum deles explica o que está sentindo — comenta.

Renata conta que conversa com o paciente, faz exame físico, e se houver necessidade, solicita avaliação de outro especialista: aciona fisioterapeuta, acupunturista, psicólogo ou psiquiatra. Por nem sempre ter uma causa específica, o foco do tratamento da dor crônica não é a cura, e sim fazer com que o paciente conviva melhor com ela. Ou seja: não dá para pensar que o médico falhou porque os sintomas não desapareceram.

Pode ser que a dor nunca deixe de acompanhar o paciente, mas é possível ter mais qualidade de vida — afirma a médica.

Em busca do alívio

Seddon Savage, especialista em dor pela faculdade Dartmouth Medical School, nos Estados Unidos, diz que há ocasiões nas quais é impossível eliminar a dor.

O objetivo no tratamento da dor é prover o máximo de alívio possível e melhorar as funções do paciente — diz Savage.

Uma vez que a dor varia de pessoa para pessoa, o tratamento é individualizado e diz respeito a vários fatores além da medicação. Também pode envolver alívio de estresse e relaxamento, fisioterapia, melhoria nos hábitos de sono e nutrição e exercício físico. Savage recomenda que as pessoas procurem ajuda profissional para a dor crônica quando sentirem que ela está interferindo com a sua qualidade de vida.

Um dos maiores temores no tratamento da dor crônica é que o paciente fique viciado nas drogas utilizadas para tratá-la. Porém, a maior parte dos tipos de dor crônica reponde ao tratamento com medicação não-opióide. Uma combinação de diferentes tipos de analgésicos em doses menores é geralmente mais eficiente que um único medicamento uma dose maior. Porém, se os opióides forem prescrevidos para a dor, o paciente não estará abusando de drogas se tomá-los exatamente como receitados.

Os anti-depressivos são excelentes medicamentos contra as dores crônicas, especialmente por atuarem contra a sensibilização do Sistema Nervoso Central (SNC), fortalecendo as informações enviadas pelo cérebro para que a dor não seja percebida.

ACORDAR CEDO REDUZ O ESTRESSE E A ANSIEDADE DO DIA A DIA

16/01/2012


Cardápio matinal deve incluir carboidratos, frutas, proteínas e oleaginosas.


Comer corretamente pela manhã também é fundamental para a qualidade de vida.



A hora em que o despertador toca costuma ser um momento nada agradável para muitas pessoas. Mas nem todo mundo gosta de adiar o momento de sair da cama. Para quem sente prazer em levantar cedo, estar de pé nas primeiras horas do dia tem um valor inestimável. E, segundo pesquisadores da Universidade de Roehampton, no Reino Unido, esse valor está relacionado a mais saúde e qualidade de vida.

Estudo realizado na instituição com mais de mil voluntários concluiu que pessoas que acordam cedo são mais magras, mais felizes e mais saudáveis do que aquelas que usam a manhã para dormir um pouco mais.

Ser uma pessoa matutina ou não é em parte uma questão do relógio do corpo do indivíduo e em parte uma questão de preferências que se desenvolveram ao longo da vida — defende o professor Jöerg Huber, que liderou a pesquisa.

Relógio biológico 
 
Segundo Nonato Rodrigues, especialista em transtornos do sono, o relógio biológico de cada um tem papel fundamental na determinação dos horários de dormir e acordar. Ele explica que, apesar dessa variação, existem horários mais saudáveis para o sono, relacionados às substâncias que o regulam, como a melatonina.

Para o neurologista Henrique Braga, acordar cedo reduz o estresse e a ansiedade do dia a dia por dar mais tempo para as pessoas se organizarem e realizarem as atividades com calma. Para ele, alimentar-se corretamente pela manhã também é fundamental.

Jöerg Huber e seus colegas de pesquisa identificaram o costume de tomar café da manhã entre aqueles que acordam cedo, hábito intimamente relacionado à saúde.

Café da manhã
 
Comer logo no início da manhã estimula a produção de serotonina e regula o cortisol, além de diminuir a produção de neuropeptídeo (que estimula a fome) no fim do dia. Veja o que incluir no cardápio matinal:

:: Carboidratospão (de preferência integral), tapioca, cuscuz, aveia, granola e quinoa são algumas opções.
:: Frutas fontes de vitaminas e minerais, elas garantem uma refeição nutritiva e saborosa, além de fornecerem vitaminas do complexo B. Uma alternativa são os sucos naturais.
:: Proteínas queijo branco, iogurte, leite de soja ou tofu podem ser ingeridos. Frios magros como blanquet de peru, peito de peru ou presunto magro também podem fazer parte do menu.
:: Oleaginosascastanhas, nozes e outras oleaginosas compõem a dieta balanceada para começar o dia com energia.





EXISTE LIMITE PARA A PESQUISA CIENTÍFICA?

15/01/2012


Pesquisa científica: comissões de ética tentam regular e nortear os focos da pesquisa científica.

A criação de uma forma mais letal do vírus H5N1 retoma a questão sobre até que ponto a ciência é livre para estudar e fazer o que bem entender.


Em 1929 o filósofo e educador John Dewey, criador da Educação Progressiva e um dos pais da Filosofia do Pragmatismo nos Estados Unidos, cunhou a seguinte frase: “Todo grande avanço da ciência surge de uma audácia da imaginação”. A audácia do momento, que ganhou notoriedade após uma tentativa do governo americano de proibir sua publicação, são dois estudos realizados separadamente por pesquisadores americanos e holandeses. Após promover inúmeras mutações no vírus H5N1, causador da gripe aviária, as equipes conseguiram fazer com que o micro-organismo, antes transmitido ao homem somente pelo contato direto com aves, circulasse entre humanos pelo ar. Conseguiram, com isso, entender os possíveis caminhos da evolução do micro-organismo. Mas também aumentaram, inegavelmente, os riscos de uma pandemia de proporções catastróficas. 


O propósito dos estudos, obviamente, não era criar uma espécie mais letal do vírus. Os cientistas precisavam entender a evolução do micro-organismo para desenvolver vacinas e remédios mais eficazes. A possibilidade, no entanto, de que os dados caíssem em mãos erradas, 'ensinando' bioterroristas a criar um vírus altamente letal e de fácil transmissão, por exemplo, fez com que o Painel Científico Consultivo para a Biossegurança dos Estados Unidos (NSABB, da sigla em inglês) questionasse a sua divulgação. O comitê pediu que a pesquisa fosse publicada sem os detalhes que explicam como a mutação do vírus foi alcançada.

Por mais difícil que seja reproduzir os resultados, e apesar de genomas inteiros de vírus já tenham sido publicados antes, o trabalho comandado pelo médico holandês Ron Fouchier reacendeu a velha discussão sobre os limites da ciência. Os exemplos dessa disputa são inúmeros. Até hoje há quem defenda o fim de pesquisas que modificam geneticamente embriões animais, embora os benefícios práticos já sejam usufruídos pelo homem em seu dia-a-dia.

O projeto Genoma Humano, iniciado na década de 1990, também foi duramente criticado. Na época, virou clichê dizer que os cientistas tentavam "brincar de Deus". O tempo mostrou, no entanto, que a liberdade da ciência em escolher o estudo dos genes estava certa. Embora os benefícios diretos ao homem ainda estejam em estágio inicial, terapias gênicas já curaram em cobaias doenças como daltonismo, distrofia muscular e cardiomiopatia. E os cientistas preveem um futuro promissor para muitos outros tratamentos.

"A ciência deve ser livre", afirma José Roberto Goldim, professor da Faculdade de Medicina da PUC do Rio Grande do Sul, chefe do Serviço de Bioética do Hospital das Clínicas de Porto Alegre e pesquisador sobre ética na ciência. “A pesquisa científica deve ter liberdade para escolher seu foco de estudo, seja ele qual for." Em outras palavras, não importa o quão perigoso seja o organismo, a substância ou o meio estudado. A liberdade de conhecimento é e deve permanecer um bem inexorável.
"Censurar a pesquisa científica é o mesmo que censurar a imprensa", diz Ricardo José Giordano, presidente da Comissão Interna de Biossegurança do Instituto de Química da USP. Para o especialista, as restrições do que deve ou não ser estudado podem impedir o avanço da ciência e a transmissão de conhecimento.

"Nenhum tipo de conhecimento, mesmo aqueles cujos resultados foram negativos, deve ser banido", diz Goldim. De acordo com o especialista, a Biblioteca Nacional de Medicina (PUBMed) que pertence ao Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, um dos principais bancos de dados em pesquisa médica do mundo, tem o hábito de manter estudos com resultados 'negativos' no ar. "Esse material, retratado como inadequado, permanece disponível para análise e estudo de especialistas", diz. Assim, em vez de banir ou censurar a publicação dos artigos, a comunidade científica garante que o mesmo erro não seja cometido duas vezes — e acelera o processo de pesquisa.

Autoavaliação-Preservar a liberdade científica não significa, obviamente, que o trabalho dos cientistas não esteja sob constante avaliação. Desde o fim do século 19, quando vacinas eram testadas em crianças e prostitutas (muitas delas morriam, evidentemente), e depois que experimentos realizados em cobaias humanos durante a Segunda Guerra Mundial vieram à tona e chocaram o mundo, comitês e comissões de ética criados pela sociedade científica procuram nortear a pesquisa. 

O objetivo desses órgãos é garantir que os estudos sejam feitos com o fim único de trazer benefícios à humanidade e todas as pesquisas são avaliadas por comissões que garantem sua realização dentro de preceitos éticos. O que, evidentemente, não impede desvios. Em 1999, uma fraude do médico inglês Andrew Wakefield atestava que vacinas podiam causar autismo e foi publicada na prestigiosa revista médica Lancet. Causou estragos imensuráveis ao jogar os pais na defensiva contra as vacinas. Mas, justamente por ser pública, foi analisada e desmascarada por um jornalista. Wakefield teve sua licença revogada e não pode mais praticar a medicina. Um mundo no qual as informações circulam livremente não elimina os erros, mas inegavelmente torna mais fácil corrigi-los quando eles acontecem.

PESQUISADORES BUSCAM NOVOS ANTIBIÓTICOS EM BACTÉRIAS NO SOLO

14/01/2012 


Objeto de estudo feito na Unicamp, actinobactérias são produtores de metabólitos secundários, moléculas que podem dar origem a fármacos.

Na esperança de descobrir moléculas com potencial para se tornarem drogas imunossupressoras, anticancerígenas ou antibióticas, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) têm se dedicado ao estudo de um grupo de microrganismos existente no solo conhecido como actinobactérias.

A professora do Instituto de Química Luciana Gonzaga de Oliveira, coordenadadora da pesquisa, explica que as bactérias existentes no solo e os fungos são os maiores produtores de moléculas conhecidas como metabólitos secundários. Ao contrário do que o nome possa sugerir, essas moléculas são essenciais para a sobrevivência dos microrganismos, pois fazem parte dos processos de crescimento, desenvolvimento e reprodução. Além disso, muitos metabólitos secundários apresentam propriedades bioativas, ou seja, podem ser usados no desenvolvimento de fármacos.

— A maioria dos metabólitos secundários com potencial terapêutico foi descoberta na era de ouro dos antibióticos, entre 1944 e 1972, e deu origem a medicamentos que usamos até hoje, como a eritromicina e a rapamicina — comenta a pesquisadora.

Mas as pesquisas diminuíram à medida que se tornou mais difícil encontrar novas moléculas promissoras. Desde então, poucos antibióticos foram desenvolvidos — a grande maioria são variações de fármacos descobertos há mais de 50 anos. As bactérias patogênicas, por outro lado, foram se tornando resistentes a várias classes de drogas existentes.

A esperança para reverter esse quadro sombrio veio com o avanço e barateamento das técnicas de mapeamento genético, de acordo com Oliveira. Muitas equipes investiram no sequenciamento total do genoma de várias actinobactérias. Descobriram então a presença de genes associados à produção de metabólitos secundários ainda não conhecidos.

— No Brasil, possuímos uma diversidade riquíssima em termos de fauna, flora e também de microrganismos, mas temos poucos grupos empenhados em desenvolver pesquisas dessa natureza, que poderiam impulsionar a descoberta de novas drogas — afirma Luciana.

A equipe está particularmente interessada em dois tipos de metabólitos: os policetídeos reduzidos e os peptídeos não ribossomais, que possuem inúmeras atividades farmacológicas. Essas moléculas são sintetizadas por um grupo de proteínas e complexos enzimáticos conhecidos como policetídeo sintase (PKS) e peptídeo não ribossomal sintetase (NRPS).

— Queremos, em um futuro próximo, sequenciar essas duas linhagens completamente. Essas informações trariam resultados de maior impacto e permitiriam um progresso notável nessa área de pesquisa, tornando o país competitivo internacionalmente — diz a pesquisadora.

Resultados parciais do estudo foram apresentados em congressos nacionais e internacionais, como o da Sociedade Brasileira de Química e o Simpósio Ibero-americano de Química Orgânica. 

RISCOS REDUZIDOS

14 de janeiro de 2012


Cirurgia bariátrica diminui em 30% a chance de obesos terem problemas cardíacos e Acidente Vascular Cerebral (AVC) .

Um estudo sueco, divulgado recentemente na publicação científica Journal of the American Medical Association (Jama) revelou que a cirurgia bariátrica – popularmente conhecida como redução do estômago – reduz em 33% o risco de ataques cardíacos e de acidente vascular cerebral, conhecido como derrame, em pacientes obesos.

Os pesquisadores acompanharam 4.047 pacientes obesos durante 15 anos. Cerca da metade dos participantes foi submetido à cirurgia bariátrica e os demais ao controle da obesidade por métodos tradicionais.

– Estudos estão comprovando que a cirurgia bariátrica não é eficaz somente no controle do peso, mas em diversos problemas relacionados à obesidade. Hoje, inclusive, a cirurgia está sendo tratada como cirurgia metabólica, devido aos diversos benefícios que proporciona ao paciente – diz o cirurgião bariátrico Roberto Rizzi.

No estudo, a quantidade de perda de peso entre os pacientes que fizeram a cirurgia não foi associada com o risco de ataque cardíaco, derrame ou morte.

– O benefício é similar tanto em menores quanto maiores perdas de peso: está na simples perda do peso – diz o pesquisador Lars Sjöström, um dos autores do estudo.

Para o autor, embora relativamente abrangente, o estudo pode não ter sido grande o suficiente para detectar as relações mais sutis entre perda de peso e risco cardíaco.

– Nem todo mundo que é obeso tem o mesmo risco de saúde – explica Edward H. Livingston, que também participou da pesquisa.

Dos 2.010 participantes do estudo que fizeram a cirurgia, 68% escolheram gastroplastia vertical, 19% foram submetidos à banda gástrica e 13% optaram pela técnica de bypass gástrico, a mais utilizada no Brasil.

Após 15 anos os participantes que foram submetidos ao tratamento cirúrgico tinham perdido 16% do seu peso corporal inicial, enquanto o grupo que não passou pela cirurgia manteve a média de peso. Com a cirurgia, os pacientes eliminam, em média, 40% do peso corporal.

– Mas a cirurgia bariátrica não é definitiva, o paciente precisa adotar um estilo de vida saudável, incluindo alimentação balanceada e a prática de exercícios, ou volta a ganhar peso ao longo dos anos – explica Rizzi.

Outro estudo, realizado pelo Centro de Pesquisa Cardiovascular da Universidade de Glasgow, na Inglaterra, revelou que a obesidade nos homens aumenta em 75% o risco de ataque cardíaco, independentemente de terem ou não outros fatores de risco para o desenvolvimento da doença. O estudo, publicado na publicação científica Heart, acompanhou durante 15 anos 6.082 homens que foram diagnosticados com colesterol alto, mas que não tinham histórico de doença cardíaca ou diabetes. Durante o levantamento, os pesquisadores observaram 214 mortes causadas por doenças cardíacas e 1.027 pacientes que sofreram ataque cardíaco e/ou acidentes vasculares.

Mesmo após a exclusão de variáveis relevantes, como idade e histórico de tabagismo, o risco de morte entre os homens obesos, com o Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 39,9, era 75% superior comparado a homens não obesos. Muitos pacientes ficam preocupados somente com os fatores de risco, como o diabetes e a hipertensão, porém esse estudo comprova que o grande problema para a saúde do coração é a obesidade.

SUS AUXILIARÁ TRATAMENTO DE DOENÇAS NEUROLÓGICAS

Sexta-feira, 13/01/2012

Os movimentos ficam difíceis. Tarefas que se realizavam sem pensar, agora precisam de total concentração. As pessoas olham. Muitos comentam. Sair de casa passa a ser incômodo e a pessoa se limita cada vez mais. Física e psicologicamente.

Essa é a rotina que Paulo Moraes, portador da Síndrome de Parkinson há 20 anos, e milhares de outras vítimas de patologias neurológicas enfrentam todos os dias em Belém. “É muito desgastante. Além das consequências da doença ainda precisamos passar por romarias para conseguir medicação e tratamento adequado”, comenta.

Presidente da Associação dos Parkinsonianos no Pará, que conta com 350 cadastrados, ele luta contra a falta de informação sobre a doença com o mesmo afinco que busca auxílio no fortalecimento da organização. “Temos convênios com instituições de ensino e atualmente uma psicóloga e uma fonoaudióloga trabalham de forma voluntária conosco, mas nem todos conseguem o atendimento porque não têm condições de se locomover”, conta.

Enquanto o poder público não se manifesta, Paulo continua fazendo as sessões diárias de terapia ocupacional, tomando os medicamentos necessários e se atualizando sempre sobre as novidades médicas, onde mantém viva a sua esperança. “Acredito que a solução para as doenças degenerativas está na utilização de células tronco, mas fico feliz em saber que outros procedimentos paralelos já estão sendo oferecidos. Tudo que amenize nosso sofrimento é bem vindo”, diz.

O procedimento ao qual Paulo se refere é o Programa de Toxina Botulínica para pacientes do Serviço Único de Saúde (SUS), implantado ontem pela manhã em Belém.

DIGNIDADE

O objetivo do tratamento é dar mais dignidade aos portadores de sequelas neurológicas, facilitando o relaxamento dos músculos enrijecidos e contribuindo para sua melhora clínica. O serviço está disponível gratuitamente na unidade Demétrio Medrado, a única no Estado cadastrada pelo Ministério da Saúde.

Segundo o diretor da unidade, Said Kalif, o programa estava em tramitação há um ano e meio, cumprindo exigências burocráticas, mas já está em funcionamento, contando inclusive com a toxina. “A princípio 70 pacientes já cadastrados serão beneficiados com o tratamento. Queremos diluir a demanda reprimida e em maio iniciaremos o cadastro de novos pacientes, que devem receber o tratamento no segundo semestre deste ano”, conta.

Junto à aplicação serão oferecidas também sessões de fisioterapia. “A toxina apenas relaxa o músculo, mas a fisioterapia é que vai trazer os movimentos de volta”, explica.

Estudos mostram que a partir de 30 dias após a aplicação, a toxina começa a fazer efeito e permanece no organismo de quatro a cinco meses. Depois disso, o paciente é novamente avaliado para receber outra aplicação. “Além de ser um avanço na diminuição das sequelas de milhares de pacientes, é um benefício ainda maior para quem não tinha condições de pagar um tratamento privado”, diz. Em clínicas particulares, cada aplicação da toxina varia de R$ 2.300

ENTENDA

Entre o músculo e os nervos há uma placa responsável pela transmissão do estímulo nervoso que produz a contração muscular. A toxina botulínica age nessa placa, dificultando a transmissão do estímulo e levando ao relaxamento da musculatura. Com finalidade estética, a toxina atenua rugas do rosto, pois a musculatura relaxa e a expressão fica menos contraída.

INDICAÇÃO

Sequelas de lesões encefálicas (traumatismos de crânio e pelas provocadas por derrames cerebrais e paralisia cerebral), Esclerose Múltipla, mal de Parkinson, tiques nervosos, cefaleias e hiperidrose. 

  CADASTRO

A partir de maio a unidade de saúde Demétrio Medrado (Dr. Freitas, 235 – Sacramenta) iniciará o cadastro e análise clínica de interessados em participar do programa. Mais informações na própria unidade, pelos números 3233 1479 e 3233 2562.(Diário do Pará)

TEM APRESENTA QUEIXA CONTRA HOSPITAL DE BRAGA

12 Janeiro 2012



Associação Todos com a Esclerose Múltipla (TEM) apresentou uma queixa aos provedores de justiça nacional e europeia contra o Hospital de Braga pelo facto desta unidade prescrever apenas um medicamento para a Esclerose Múltipla.


Unidade prescrever apenas um medicamento para a Esclerose Múltipla.



A associação recorda que para o tratamento de Esclerose Múltipla  "existem actualmente oito principais medicamentos Imunomoduladores, de 1ª linha"  e que até há pouco tempo os doentes "usufruíam de medicação prescrita pelo  médico assistente, adequada à especificidade, estádio e evolução da doença".  

Desde Agosto do ano passado que o hospital de Braga "alterou a política de fornecimento  de medicação", obrigando a que a prescrição médica a novos doentes incidisse  "apenas e só sobre um único medicamento": o 'Betaferon'.    

"Só em casos muito especiais, devidamente justificados, o médico poderá  receitar um outro medicamento (Copaxone)", o que para a associação significa  "ignorar as especificidades clínicas de cada doente".   

Se os doentes medicados até Agosto "continuam com os fármacos anteriormente  receitados", os novos pacientes não têm a mesma sorte: "Actualmente, estima-se  que a incidência anual no Hospital de Braga, registe 15 a 20 novos doentes  de Esclerose Múltipla".   

"A TEM considera que esta escolha única, para além de não ser uma decisão  médica, mas sim administrativa, tem graves implicações e sérias desvantagens  e contra indicações na vida dos doentes", pode ler-se na queixa enviada aos provedores.  

A associação denuncia ainda o facto de o Hospital de Braga estar a atrasar-se na entrega da primeira medicação aos novos doentes e de, desde Outubro de  2009, se verificarem "frequentes" problemas com a entrega da medicação na farmácia hospitalar: "os doentes não recebem a sua caixa de medicação completa,  devido à distribuição do seu conteúdo por vários doentes".    

Para a TEM, esta prática poderá ter "consequências gravíssimas", como  a troca de medicação, além de gerar "grande transtorno para a vida dos doentes e seus familiares", porque têm de se deslocar várias vezes às farmácias.  

A TEM decidiu, por isso, recorrer aos provedores de justiça nacional e  europeu para que intervenha "junto dos organismos e entidades responsáveis no sentido de deliberar o imediato desbloqueamento da situação, enquanto factor determinante para a defesa da saúde e protecção destes doentes crónicos, retomando, assim, a prestação de um tratamento de qualidade para os doentes  e de prestígio do serviço nacional de saúde".    

De acordo com o Hospital de Braga, "a terapêutica é naturalmente modificada em função da eficácia do tratamento e da tolerância do doente ao medicamento, razão  pela qual existem doentes a quem são prescritos outros fármacos".  


SUS VAI BANCAR A TROCA DE PRÓTESES ROMPIDAS

12 de janeiro de 2012 


Determinação vale para os produtos de empresas francesa e holandesa.

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) bancará a troca de próteses de silicone de seios que estejam rompidas de mulheres com implantes das marcas francesa Poly Implant Protheses (PIP) e da holandesa Rofil. Serão atendidas pacientes que fizeram o implante para uma reconstrução mamária ou por fim estético nas redes pública ou particular.

Anteriormente, o Ministério da Saúde havia informado que o atendimento estava garantido para as pacientes que tivessem feito somente o implante mamário por causa de questões de saúde, como retirada de um seio por causa de câncer. A rede pública faz cirurgias de implantes de silicone nos seios somente para reparação.

A mudança ocorreu depois de determinação da presidente Dilma Rousseff, segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano.

– A partir do momento que se identifica a ruptura do implante, é entendida como uma cirurgia reparadora. O SUS ampara e vai amparar as mulheres independentemente da origem da prótese – disse Barbano, após reunião com representantes dos cirurgiões plásticos e mastologistas.

A rede pública irá financiar a retirada da prótese e também a colocação de outra. Estima-se que 12,5 mil brasileiras usam implantes da PIP e 7 mil da Rofil. As duas empresas usaram silicone industrial, não indicado para próteses de seio. O produto aumenta o risco de ruptura do implante ou vazamento, o que provoca inflamação da mama ou outros problemas de saúde.

De acordo com Barbano, 39 mulheres enviaram queixas a Anvisa de ruptura da prótese da PIP desde abril de 2010. Elas relataram dores e deformidade no implantes e, após exames, foi constatada a ruptura. As usuárias, segundo o diretor, já fizeram a troca do implante.

A Anvisa e os médicos farão um rastreamento das pacientes para chamá-las para uma avaliação clínica. A agência deve divulgar um protocolo e uma lista de quais exames as pacientes devem fazer e os serviços de saúde públicos a serem procurados.

A Anvisa mantém a posição que o implante deve ser removido somente em caso de ruptura ou risco aparente e descarta uma retirada preventiva, como foi recomendada pelo governo francês e a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética.

SAIBA MAIS SOBRE A FASCEÍTE,INFLAMAÇÃO DA PLANTA DO PÉ

12/01/2012 


Massagens diárias nos pés ajudam a levar bem-estar para todo o corpo.


Fisioterapeuta explica que o problema pode surgir após dias exaustivos e dá dicas de prevenção.


Ao final de dias exaustivos dores nos pés são comuns. Pode ser caso de fasceíte, uma inflamação da fáscia plantar, comum em pessoas entre 30 e 50 anos, e lesão mais frequente em corredores, representando 20% das lesões esportivas. Geralmente, a fasceíte começa como uma dor leve na área da planta do pé, próxima ao calcanhar que, gradualmente, fica mais intensa e severa.

— São comuns relatos de dor irradiada do calcâneo (osso que forma o calcanhar) até a base dos dedos. Isso ocorre, principalmente, nos primeiros passos, quando o paciente levanta-se da cama pela manhã e durante a deambulação (marcha do dia a dia) — comenta a fisioterapeuta Nara Beatriz Matos.

Entre os fatores que ocasionam dores na planta dos pés estão as alterações posturais e a diferença no comprimento de membros inferiores, o encurtamento dos músculos da panturrilha, a diminuição da força dos músculos flexores dos pés, obesidade ou súbito aumento de peso ou uso de calçados inadequados. Em relação a práticas esportivas, traumas locais e ambientais devido a erros de treinamento, aumento de sobrecarga e velocidade, corrida em aclives e terrenos irregulares ou alongamento insuficiente podem causar problemas.

A especialista ressalta que cada indivíduo deve ser analisado criteriosamente de modo isolado, pois demandam cuidados individualizados. Todo programa de fisioterapia para o tratamento e prevenção da fasceíte tem foco na diminuição da dor, no equilíbrio muscular e no controle do processo inflamatório, por meio de orientações, alongamento e o fortalecimento dos músculos.


Dicas da fisioterapeuta

:: Utilizar calçados confortáveis e que se ajustem bem ao pé. Sapatos inadequados provocam dores, desconforto e, muitas vezes, o atrito mais intenso pode originar a formação de calosidades. 

:: Alongamentos, massagens e exercícios de relaxamento utilizando uma bolinha, como a de tênis, também ajudam retirar os nós de tensão da musculatura da planta do pé. 

:: O famoso escalda pés descansa o corpo e relaxa a mente.

:: De acordo com a medicina tradicional chinesa, os pés possuem pontos reflexos que representam e influenciam no funcionamento de diversos órgãos. Massagens diárias nos pés ajudam a levar bem-estar para todo o corpo.