TRATAMENTO PRECOCE ASSEGURA QUALIDADE DE VIDA PARA PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA...

Estudo realizado em 20 países identificou que com diagnóstico prematuro o nível de incapacidade física provocada pela doença se manteve baixo...



Aos 25 anos, a estudante Ilana Castro sentia um formigamento estranho do lado direito do corpo. Rosto e dentes também doíam muito desse lado e a mão direita experimentava um peso constante. Em algumas das suas idas aos médicos em busca de um diagnóstico e tratamento, ela ouviu que o problema era odontológico ou resultado de crises de sinusite. Depois de uma consulta com um neurologista e muitos exames, finalmente, a jovem descobriu a causa dessa pane no lado direito: a esclerose múltipla (EM).

Apesar do assombro do diagnóstico, o tratamento feito com uma substância imunorreguladora chamada de Interferon tem permitido que a jovem dê continuidade à formação universitária e leve uma vida bem próxima da normalidade. “Na verdade, quem não me conhece, não desconfia que haja nada de errado, por isso mesmo, é necessário que as pessoas conheçam e saibam que é possível viver com esclerose múltipla”, completa.

O exemplo de Ilana ilustra o resultado de um estudo dos Comitês Americano e Europeu para Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla em Boston, Massachusetts, que, ao longo de 11 anos, comprovou que o tratamento precoce com betainterferona-1b diminui os efeitos das complicações motoras e sensitivas dos pacientes em estágio inicial da doença, que atinge o sistema nervoso central e afeta o cérebro e a medula espinhal, interferindo na capacidade de controlar funções como andar, falar, urinar e outras. A Associação Brasileira de Esclerose Múlti pla(Abem) estima que, atualmente, existam 35 mil brasileiros com essa doença crônica que costuma acometer mais mulheres que homens, entre os 20 e os 50 anos. 

 Estudo

O estudo, realizado em 20 países com 278 pacientes, identificou que, com diagnóstico prematuro e tratamento precoce, o nível de incapacidade física provocada pela doença se manteve baixo e estável, com média de 2.0, o que caracteriza incapacidade mínima. Além disso, a taxa de recaídas também foi reduzida. Os resultados mostraram que o início do tratamento nestes pacientes adiou o desenvolvimento da esclerose múltipla clinicamente definida (CDMS) - e desacelerou o declínio cognitivo mensurado com o Pasat (Paced Auditory Serial Addition Test – Pasat), uma medida da função cognitiva que avalia a velocidade e flexibilidade do processamento de informação auditiva, assim como habilidade de cálculo. Esses dados sinalizam que quanto mais cedo for iniciado o tratamento da doença, maior será o retorno positivo para os portadores.

De acordo com o neurologista e professor da Universidade Federal da Bahia Ailton Melo, a grande vantagem dessa medicação que, no Brasil, é distribuída pelo Sistema Único de Saúde, reside no fato de impedir que o paciente tenha muitos surtos da doença. “A cada surto, o paciente sofre mais danos no sistema nervoso central, com esses danos, há uma chance grande dele ter comprometimentos definitivos como a perda da visão ou até mesmo dos movimentos de pernas e braços”, diz.

Atualmente, a evolução da esclerose múltipla pode ser medida pelo grau de inabilidade física, como na Escala Expandida do Estado de Incapacidade de Kurtzke (EDSS), que se utiliza de oito sistemas funcionais para a classificação. Os sistemas são: piramidal, cerebelo, tronco cerebral, sistema sensorial, intestino e bexiga, visão, cérebro, outros. A partir da avaliação desses, os neurologistas determinam uma pontuação que vai de 0 – exame neurológico normal – a 10 – paciente totalmente incapacitado no leito, que não comunica, não come nem deglute, resultando morte por esclerose múltipla.

Causas

A esclerose múltipla é uma doença autoimune onde células do próprio organismo (células T) agridem o sistema nervoso. Embora a medicina não consiga dizer com precisão, acredita-se que ela possa ter um fundo genético, ambiental ou parasitária.

“Acredita-se que os caucasianos estariam mais vulneráveis ao problema uma vez que em países como a Alemanha, por exemplo, existam 200 portadores da doença para cada 100 mil habitantes quando, na Bahia, a proporção é de cinco casos para cada 100 mil habitantes”, explica o médico, lembrando que o sol e as condições sanitárias funcionariam como uma proteção.

DETECÇÃO DE DISFUNÇÕES RENAIS...

Quarta-feira, 11/03/2015

Campanha em comemoração ao Dia Mundial do Rim alerta sobre a saúde dos rins...


A partir dos 40 anos de idade, todo mundo perde em média 1% da função renal a cada ano. Este dado, da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), reforça a necessidade de um cuidado constante com os rins. A preocupação com o diagnóstico precoce de disfunções renais deve ocorrer em todas as fases da vida, já que os mesmos dados indicam que 10% da população mundial têm Doença Renal Crônica. Por isso a SBN lançou a campanha Rins Saudáveis para lembrar o Dia Mundial de Rim, nesta quinta-feira (12).

De acordo com a Dra. Jailma Vieira, radiologista médica do laboratório Exame os rins são órgãos vitais para o funcionamento do corpo, pois têm a função de filtrar o sangue. “São eles que decidem quais elementos devem permanecer no corpo e quais devem ser excretados, por isso, uma disfunção nesse órgão pode trazer graves complicações para o indivíduo”, explica a médica.

Há várias patologias que podem determinar alterações na função renal. A especialista informa que as mais comuns são os cálculos renais, conhecido popularmente como “pedras nos rins” e a infecção urinária. 

“Os sintomas mais frequentes são dores lombares, febre e ardência miccional (ao urinar)”, lista.


Doenças silenciosas


De acordo com a médica radiologista, um dos métodos de imagem que ajuda no diagnóstico de patologias renais é a ultrassonografia. “Tem seu valor em avaliar a anatomia dos rins, a presença de cálculos, dilatação das vias excretoras, e eventuais complicações de infecções urinárias. Além disso, este não é um método invasivo e não utiliza radiação ionizante. 

Para a realização deste exame, o paciente deve estar em jejum e com bexiga cheia”, esclarece Dra. Jailma Vieira.

A médica reforça a importância de exames periódicos, que devem fazer parte do check-up anual. “A primeira abordagem sempre deve ser clínica, com o auxilio de exames laboratoriais como sangue e urina. Esses exames preliminares são fundamentais, visto que algumas alterações renais são assintomáticas. Cabe ao médico indicar também os métodos de imagem para complementar o diagnóstico”, conclui.


MINISTÉRIO DA SAÚDE DIVULGA DIRETRIZES PARA TRATAR TRANSTORNO BIPOLAR...

10 de março de 2015
A especialista explica que não há cura para o transtorno bipolar, mas, se o paciente seguir o tratamento de forma adequada, pode passar anos sem apresentar crise
O Ministério da Saúde deve publicar esta semana as diretrizes terapêuticas para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento do transtorno bipolar. A forma mais grave da doença, considerada um transtorno afetivo, afeta cerca de 2 milhões de brasileiros...

Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o novo protocolo vai unificar a atenção dada à doença em todo o país e, com isso, facilitar a sua identificação por médicos da atenção básica, que deverão encaminhar o paciente para o tratamento adequado, oferecido nos centros de Atenção Psicossocial.

A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um complicador para a pessoa portadora do transtorno surge quando as duas fases se misturam, o chamado estado misto.

A publicação também deve trazer a incorporação de cinco medicamentos para o tratamento do transtorno bipolar. Clozapina, lamotrigina, olanzapina, quetiapina e risperidona são remédios usados para outros fins na rede pública, mas que até o fim do semestre devem estar disponíveis também para esse transtorno afetivo. A expectativa é que em 2015 cerca de 270 mil pessoas sejam beneficiadas com o tratamento. O investimento este ano será cerca de R$ 90 milhões com os medicamentos.

Segundo a professora de psiquiatria da Universidade de Brasília Maria das Graças de Oliveira, a incorporação dos remédios deve ser comemorada, já que o tratamento é essencial para que o paciente tenha qualidade de vida. ”A falta desses medicamentos acaba fazendo com que os médicos prescrevam produtos mais antigos, menos específicos e que, portanto, têm mais efeitos colaterais”.

A especialista explica que não há cura para o transtorno bipolar, mas, se o paciente seguir o tratamento de forma adequada, pode passar anos sem apresentar crise. Ela alerta que muitos deixam de tomar os remédios quando se sentem bem, correndo o risco de ter uma crise mais agressiva depois desse intervalo.

ACORDA ANUNCIA FASE 1 RESULTADOS PARA REMIELINIZANTE ANTIBODY NA ESCLEROSE MÚLTIPLA...

06 DE FEVEREIRO DE 2015


Acorda Therapeutics, Inc. tem libertado resultados de um ensaio clínico de fase 1 de rHIgM22 para a esclerose múltipla , que mostra que o medicamento é seguro e produz poucos efeitos colaterais.

rHIgM22 é um medicamento que pode induzir a re-enrolamento da bainha de mielina que rodeia as células nervosas, o que lhes permite conduzir impulsos de um para o outro. Os sintomas da esclerose múltipla são acreditados para ser devido a um ataque do sistema imunológico na própria mielina do corpo, o que pode causar a perda imprevisível do movimento, sensação, problemas de visão e sentimentos de dor.

A medicação rHIgM22 é um anticorpo monoclonal humano recombinante que foi originalmente identificada no laboratório de Moses Rodriguez, MD na Clínica Mayo. Em animais, rHIgM22 protegido oligodendrócitos, células que produzem mielina, a partir de morte. É também causada oligodendrócitos para reparar regiões do sistema nervoso que tinha perdido mielina.

Com o tratamento rHIgM22, animais com MS experimental também recuperou um pouco a função motora.

O estudo de Fase 1 durou até seis meses. Na primeira fase, cinquenta participantes com qualquer tipo de MS recebeu uma dose única de rHIgM22, com cinco níveis de dose de dose diferente estudados pelos investigadores. Oito pessoas foram dadas cada dose, e dois por grupo de dose receberam placebo. Nenhuma das doses excessivas causou efeitos colaterais em comparação com o placebo, ou problemas que limitam a utilização deste medicamento. Durante o estudo, as pessoas com MS continuou a fazer alguma medicação que eles estavam levando para a condição.

Na segunda fase do estudo, 21 pessoas com esclerose múltipla que nunca tinha recebido qualquer medicação para a condição receberam placebo ou uma das duas maiores doses de rHIgM22. Os sujeitos do estudo foram examinados durante seis meses. Mais uma vez, a medicação foi encontrado pelos investigadores para ser seguro e tolerável. Na segunda parte do estudo clínico, também foram tomadas medidas de imagem e de biomarcadores. Estes dados ainda está sendo analisado e será lançado mais tarde.

No geral, os efeitos colaterais mais comuns foram: dor de cabeça, dermatite de contato, MS recaída, no local da perfusão hematoma, fadiga, artralgia, dor nas costas, fraqueza muscular, dor de garganta, dor em uma extremidade, prurido, contusão, e rubor. Nenhum dos participantes abandonaram o estudo devido a esses efeitos colaterais.

Acorda irá continuar a desenvolver o medicamento com base nestes resultados. Anthony Caggiano, MD, Ph.D., vice-presidente sênior do Acorda de Pesquisa e Desenvolvimento afirmou: "Estamos encorajados pelo resultado deste julgamento, que mostrou que rHIgM22 foi bem tolerada em todos os níveis de dose que estudamos. Estamos actualmente a desenvolver o protocolo para a nossa próxima fase 1 de ensaios clínicos de rHIgM22. Os dados deste estudo irá ajudar a informar o desenho da próxima prova, que vai se inscrever pessoas com esclerose múltipla que estão experimentando uma recaída ativa. "

USADO TRADUTOR GOOGLE

Esclerose Múltipla em debate no 6.º Congresso Regional Algarve – SPEM

13/janeiro/2015


FARO – Decorre, no dia 17 de Janeiro, na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, a partir das 9h, o 6.º Congresso Regional Algarve – SPEM, promovido pela Delegação Distrital de Faro da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM).

O Congresso reúne diversos especialistas na área da esclerose múltipla e tem como objetivo debater questões relacionadas com a doença e esclarecer as principais dúvidas das pessoas com esclerose múltipla.

Entre os principais temas destacam-se “O Estado da Arte na Esclerose Múltipla”, tema apresentado por João Correia de Sá, neurologista do Hospital de Santa Maria, a nutricionista Paula Pereira falará sobre “A Nutrição e a Esclerose Múltipla”, “As questões urológicas no doente com Esclerose Múltipla”, da responsabilidade da urologista Vanessa Metrogos e, as questões mais abrangentes relacionadas com o dia-a-dia do doente serão apresentadas pela psicóloga do Hospital de Portimão, Verónica Ferreira.

Do Congresso faz ainda parte uma passagem de modelos, que junta pessoas com esclerose múltipla, cujo objetivo é alargar o conhecimento da população sobre a esclerose múltipla e envolver os doentes com a comunidade e em atividades desafiantes. O desfile de moda é apoiado pela loja La Dolce Vita, em Almancil. O evento conta com a presença do actor Marco Delgado, padrinho da Delegação de Faro da SPEM.


Sobre a Esclerose Múltipla


A Esclerose Múltipla afeta mais de 8.000 portugueses. Em todo o mundo são cerca de 2,5 milhões de pessoas com esta doença inflamatória crónica do sistema nervoso central que se manifesta sobretudo em jovens adultos, entre os 20 e os 40 anos de idade, e que interfere com a capacidade do doente em controlar funções como a visão, a locomoção, o equilíbrio e também a parte cognitiva. 

As mulheres têm duas vezes mais probabilidades de desenvolver Esclerose Múltipla do que os homens e a patologia tem um impacto significativo na qualidade de vida dos doentes e das suas famílias. 

Cerca de 85% dos doentes queixam-se de fadiga constante, independentemente do seu grau de incapacidade provocado pela doença, o que interfere com a sua qualidade de vida e produtividade.


CIENTISTAS AMERICANOS DESENVOLVEM ANTIBIÓTICO REVOLUCIONÁRIO

Atualizado em 8/1/2015

Em testes feitos em ratos, medicamento foi eficaz no combate a bactérias resistentes
Em testes feitos em ratos de laboratório, medicamento foi eficaz no combate a bactérias resistentes


Há décadas não foram registradas grandes descobertas no que diz respeitos a antibióticos. Mas essa “seca” pode ter chegado ao fim com uma descoberta feita por cientistas americanos, que vem sendo considerada revolucionária.

Uma equipe de especialistas da Universidade Northeastern, em Boston, desenvolveram um medicamento capaz de combater diversas infecções bacterianas que são resistentes aos antibióticos atuais.

Chamado de teixobactin, o remédio foi testado em ratos de laboratório e pode levar de cinco a seis anos para que seja testado em humanos.


Tuberculose


Em um artigo publicado na revista científica Nature, os cientistas explicam que o teixobactin se provou efetivo contra bactérias que causam a tuberculose e outras ‘superbactérias’ resistentes à meticilina, mais conhecidas pela sigla em inglês MRSA.

Os cientistas também desenvolveram outros 24 antibióticos, que também foram considerados “promissores”.

Nada de relevante foi descoberto no campo dos antibióticos desde 1987.

Segundo a equipe de Northeastern, liderada pelo cientista Kim Lewis, o método foi desenvolvido após uma análise de compostos de bactérias provenientes do solo. Eles foram, depois, cultivados em laboratório, em uma espécie de câmara colocada dentro da terra durante algumas semanas.


FALTA DE REMÉDIO AFETA CERCA DE 30% DE USUÁRIOS DE PROGRAMA

12/01/15

Farmácia de Minas, do governo estadual, sofre com a carência de 20 a 30 medicamentos por mês.
Dificuldades. Fátima Pereira, 69, não conseguiu pegar o remédio necessário para tratar anemia falciforme 


Desabastecida, a Farmácia de Minas não tem conseguido atender ao menos 30% das 1.200 pessoas que diariamente tentam retirar, na capital, remédios gratuitos para tratamento de doenças crônicas. A unidade, localizada na avenida do Contorno, no bairro Gutierrez, na região Oeste, também é destinada aos usuários da capital e região metropolitana, mas registra, com frequência, a carência de 20 a 30 medicamentos por mês.

A denúncia, apresentada por um funcionário da Farmácia de Minas à reportagem de O TEMPO, veio acompanhada de uma lista de circulação interna, na qual consta a indicação de 27 remédios faltosos nas prateleiras da unidade no último dia 7. Além da indicação da ausência das substâncias, consta no documento não haver previsão de chegada de novas remessas.

As drogas não encontradas são destinadas aos pacientes com Alzheimer, Parkinson, epilepsia, artrite reumatoide e esclerose múltipla, dentre outras doenças. “Calculo que quase 30% das pessoas não levam os remédios para a casa. Isso só no meu turno (tarde)”, afirmou o funcionário da unidade, que pediu sigilo de sua identidade temendo represálias.

Vivian Aparecida Romualdo, 31, cozinheira e moradora de Contagem, era uma dessas usuárias que não encontraram o remédio prescrito pelo médico quando a reportagem esteve no local, na última quarta-feira. Ela precisava retirar o medicamento interferon para sua mãe, que sofre de esclerose múltipla. No entanto, pela segunda vez em dez dias, voltou para casa de mãos vazias. “É difícil porque ela (mãe) não pode ficar nem um dia sem a medicação, e eu ainda tenho que sair às pressas do trabalho e pegar dois ônibus para ir e dois para voltar”

Na mesma fila, Fátima Antônia Pereira, 69, moradora de Betim, também demonstrou insatisfação com o serviço. A paciente sofre de anemia falciforme e não pode deixar de usar as substâncias sacarato hidróxido de ferro e hydrea. “Não consegui (retirá-los na unidade). Se eu não tomo os remédios que o médico indica, fico bamba e cansada. Tenho muitas dores nas costas, fico sempre pálida, sinto náuseas, e meu coração dispara. O remédio serve para controlar isso. O que tenho já está acabando. Vou voltar depois, mas eles disseram que não há previsão de chegada do remédio”, disse.

Resposta. Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou enfrentar problemas relacionados tanto às questões de aquisição quanto às de logística para entrega de medicamentos que dependem de outras esferas para ser liberados, como, por exemplo, o amantadina.

Segundo o texto, o único laboratório fabricante do amantadina está sem o Certificado de Boas Práticas de Fabricação para medicamentos sujeitos a controle especial e, nesse caso, o órgão estadual tentará intervenção junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o objetivo de regularizar a situação. A SES recorreu ao estoque de outro Estado para conseguir algumas unidades e oferecer aos usuários.

O texto afirma que, para os remédios cuja responsabilidade é da própria secretaria estadual, há esforços para garantir o atendimento integral ao cidadão.

FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL É FUNDAMENTAL NA REABILITAÇÃO DE PACIENTES

PUBLICADO EM 12/12/14 

Distúrbios neurológicos

Doenças mais conhecidas que necessitam da intervenção estão esclerose múltipla, Acidente Vascular Cerebral (AVC), Parkinson, Mal de Alzheimer, dentre outras 

 

  Os distúrbios neurológicos, geralmente, causam problemas temporários ou permanentes, que podem prejudicar o indivíduo em suas funções diárias e profissionais tornando-os, muitas vezes, dependentes de outras pessoas, de forma parcial ou total.

A reversão deste quadro, entretanto, é possível, e a assistência fisioterapêutica a pacientes neurológicos exerce um papel fundamental na reabilitação, adaptação e interação dos mesmos à sua condição de saúde.

 Dentre as doenças mais conhecidas e que necessitam da intervenção da fisioterapia estão a paralisia cerebral, a esclerose múltipla, o acidente vascular encefálico (ou acidente vascular cerebral ou AVC), paralisia facial, a Doença de Parkinson, o Mal de Alzheimer, o traumatismo crânio encefálico decorrente de acidentes e traumas em geral.


Segundo a especialista Janaíne Cunha Polese, coordenadora da Comissão Regional de Saúde Funcional do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região (CREFITO-4) e membro da Câmara Técnica de Fisioterapia Neurofuncional, o tratamento tem como objetivo a diminuição dos sintomas em pacientes que apresentam alterações nos seus movimentos ou até
mesmo paralisia de um ou mais membros do corpo.

 "Trabalhamos na restauração de funções como a coordenação motora, o equilíbrio, a força e os movimentos", afirma. Os tratamentos mais usuais dentro da fisioterapia neurológica consistem na utilização de recursos como o fortalecimento muscular, eletroestimulação, treinamento cardiorrespiratório e os simuladores de movimento, tanto em consultório quanto em home care (domicílio).


A fisioterapeuta explica que a especialidade é procurada principalmente por adultos e idosos, mas também atende a crianças. "O tempo de resposta ao tratamento depende de inúmeros fatores, como disciplina, grau de lesão neurológica, frequência dos atendimentos, idade do paciente, entre outros.

Costumamos ter uma boa resposta nos pacientes mais jovens, especialmente em crianças. O tratamento é muito recompensador também para pacientes idosos, com alterações originadas do Parkinson e do Mal de Alzheimer", diz.

FONTE:http://www.otempo.com.br/interessa/sa%C3%BAde-e-ci%C3%AAncia/fisioterapia-neurofuncional-%C3%A9-fundamental-na-reabilita%C3%A7%C3%A3o-de-pacientes-1.960343


10 MIL KM A CORRER COM ESCLEROSE MÚLTIPLA EM PORTUGAL

13 Dez 2014 


O Grupo EM’Força alcançou a marca dos 10.mil km a correr com a Esclerose Múltipla
 
 

No último fim de semana, o grupo partilhou na sua página de Facebook o vídeo de apresentação no Congresso da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla de 2013. Nele, o mentor desta iniciativa, Adolfo Ferreira, explicava, em traços gerais, o que se pretendia da EM'Força: servir os propósitos da divulgação, sensibilização e esclarecimento sobre a EM e a angariação de fundos para a instituição. 

Em paralelo, estabeleciam um número objetivo de km a cumprir pela equipa a correr. Era uma forma de fazer com que os seus atletas definissem metas cada vez mais ambiciosas e também de levar a que mais pessoas se juntassem a este esforço de divulgação no mundo do desporto. Esse objectivo era de 5 mil quilómetros.. Pensou-se que, com tempo e dedicação, talvez terminassem 2014 com esses km todos. 

Agora, quase a fechar 2014 vê-se que não foi bem assim. A meio do ano redefiniram a meta a atingir e deram por cumprida essa primeira grande marca. Apontaram aos 10 mil. E conseguiram.. 

Para os EM’Força, “ este feito tem tanto de inesperado como de emocionante e empolgante. Sem todos os atletas e caras solidárias - vocês, que estão desse lado - que se têm juntado a nós por esta causa nada disto seria A marca está aqui para todos a verem. Mas também está cá para ser renovada. 2015 trará algumas novidades e um novo objectivo mais ambicioso”. 


ANVISA PERMITE IMPORTAÇÃO DE DERIVADO DE MACONHA...

13 de Novembro de 2014

Foram aprovados 168 dos 208 pedidos de importação de medicamentos com canabidiol.



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou 168 dos 208 pedidos de importação de medicamentos com canabidiol para uso terapêutico que recebeu nos últimos meses. 

Segundo o diretor-presidente da agência, Jaime César de Moura Oliveira, sete das solicitações foram arquivadas; 17 estão sob análise e 16 estão à espera de que os interessados forneçam informações adicionais.


Os dados foram apresentados nesta quarta durante reunião ordinária do Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas (Conad) em que foi discutido o uso terapêutico do canabidiol e seu enquadramento na legislação brasileira. Durante o debate, Oliveira lembrou que, desde maio deste ano, a Anvisa vem discutindo a eventual reclassificação do canabidiol para retirá-lo da lista das substâncias proscritas e incluí-lo relação de produtos de controle especial.


“Mas é preciso que fique claro que não estamos discutindo o uso recreativo da maconha. Nem sequer a possibilidade de uso terapêutico da maconha. O que está em análise é o potencial terapêutico e os riscos envolvidos no (uso) de um dos canabinoides encontrados nessa planta e o tipo de controle mais adequado conforme a legislação brasileira”, disse o diretor-presidente da Anvisa, lembrando que, mesmo sendo um derivado da maconha, não há evidências de que o canabidiol cause dependência ou efeitos alucinógenos ou psicóticos. 

Embora, segundo ele, faltem orientações técnicas para balizar a prescrição médica e não se conheça o eventual efeito do uso prolongado.


Oliveira mencionou estudos científicos que atestam o potencial terapêutico do canabidiol em tratamento anticonvulsivos e de doenças como Alzheimer, esquizofrenia, Parkinson, esclerose múltipla, entre outras e revelou que a Anvisa tem procurado estudar, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a reação de pacientes voluntários que já receberam autorização para importar o produto.


Apesar dos recentes avanços, com a concessão das primeiras autorizações, parentes de crianças com doenças graves e pacientes que não responderam satisfatoriamente aos tratamentos convencionais e optaram por recorrer ao canabidiol criticam a burocracia estatal que retarda a liberação da importação dos remédios.


O bancário Norberto Fischer importa remédio com canabidiol para a filha e diz que a mudança foi "milagrosa".


“Obter a autorização é muito complicado”, diz o médico mastologista Leandro Ramirez da Silva, cujo filho, Benício, 6 anos, é portador da Síndrome de Dravet, forma grave de epilepsia. Há cerca de seis meses convencido de que “a medicina tradicional jamais deu uma chance de recuperação ao filho”, o médico decidiu começar a importar a pasta do canabidiol que, misturada a óleo de gergelim e a iogurte, dá ao filho.


Além disso, há casos em que o paciente ou seus responsáveis legais tiveram que recorrer à Justiça. Caso dos pais de Anny de Bortoli Fischer, 6 anos. Portadora de uma grave e rara forma de epilepsia, a menina de Brasília foi a primeira a conquistar na Justiça uma liminar para usar e importar medicamentos derivados da Cannabis sativa, nome científico da maconha. 

Durante a reunião do Conad, seu pai, o bancário Norberto Fischer lembrou que, na terça, completou-se um ano desde que Anny ingeriu a primeira dose de canabidiol.


“Até então, eu tinha como que uma boneca incapaz de fazer qualquer coisa. Ela só comia se colocássemos o alimento em sua boca e a ajudássemos a engolir. Foi uma mudança milagrosa. 

Ela hoje está quase voltando a andar e há oito meses ela não sofre uma crise convulsiva. Ela antes chegou a ter entre dez e 12 crises diárias fortíssimas”, comentou Fischer.


VEJA ALGUNS SINAIS DE QUE VOCÊ TEM INTOLERÂNCIA AO GLÚTEN...

18/11/14

Dados norte-americanos estimam que cerca de 15% dos habitantes dos EUA são intolerantes ao glúten. E estima-se que 99% das pessoas que são celíacas ou que têm intolerância ao glúten nunca são devidamente diagnosticadas.

 
Se você tem qualquer dos sintomas abaixo, pode ser um sinal de que tem intolerância ao glúten:


1. Carência de ferro ou anemia, principalmente aquela que persiste apesar da ingestão de suplementos ou alimentos ricos nesse nutriente. Isso se deve à má absorção de ferro causada pelo dano que o glúten provoca no intestino.  

2. Dificuldade para perder peso.


3. “Ceratose folicular”, que é o termo médico para descrever aquelas bolinhas na parte de trás do braço (região do tríceps), como se fossem pelinhos encravados. Isso pode ser deficiência de vitamina A secundária à má absorção desse nutriente no intestino.


4. Problemas digestivos, tais como gases, estufamento abdominal, diarreia ou até mesmo constipação.


5. Cansaço, fadiga ou sensação de cabeça “confusa”, perda de foco ou clareza de pensamento, especialmente após comer uma refeição que contenha glúten.


6. Diagnóstico de uma doença autoimmune, tais como Tireoidite de Hashimoto, artrite reumatoide, colite ulcerativa, Doença de Chron, lúpus, psoríase, esclerodermia, esclerose múltipla, diabetes tipo 1, vitiligo, púrpuras autoimunes etc.


7. Sintomas neurológicos, tais como tontura ou sensação de perda de equilíbrio


8. Sinais de desequilíbrios hormonais, tais como TPM, ovário policístico ou infertilidade inexplicada.


9. Enxaqueca. 


10. Diagnóstico de fadiga crônica ou fibromialgia.  


11. Inflamação, inchaço ou dores nas suas articulações, como joelhos, quadril e dedos da mão. 

12. Oscilações de humor, ansiedade, depressão, déficit de atenção.


Como diagnosticar a intolerância ao glúten?


Existem testes de sensibilidade alimentar (exame de alergia), testes genéticos e exames imunológicos. 

Os testes feitos por endoscopia digestiva, apesar de serem considerados clássicos, só ajudam quando o intestino já foi bastante danificado pelo glúten. Os casos iniciais ou não graves nem sempre são diagnosticados por endoscopia/biópsia de intestino.


Muitas vezes o modo mais eficaz de se diagnosticar se há problema é fazer uma dieta de eliminação, ou seja, eliminar 100% da substância por duas ou três semanas, pelo menos, e depois reintroduzir. É como um teste prático. Mas é importantíssimo que essa ação seja indicada pelo seu médico! Um conselho que sempre dou aos meus pacientes é que se eles se sentem significativamente melhor sem o glúten, e se sentem pior quando o reintroduzem, então é muito provável que essa proteína seja um problema para eles. Mas para que se tenha um resultado preciso desse tipo de teste, é preciso mesmo eliminar 100% do glúten da dieta.


O que a pessoa que tem intolerância ao glúten deve fazer? 


Primeiro falar com o médico. Ele provavelmente vai sugerir eliminar 100% do glúten da dieta. Mesmo traços de glúten podem ativar o sistema imune e provocar uma reação no organismo.


Aquela regra que as pessoas costumam fazer do tipo “elimino glúten durante a semana e consumo apenas aos fins de semana”, ou ainda “só como quando janto fora de casa” não funciona para tratar quem tem intolerância. 


Diferentemente da dieta de eliminação feita para “testar” a intolerância, quando descobrimos que existe mesmo problema com glúten, indica-se manter a abstinência por um tempo muito mais longo. Esse tempo dependerá de cada caso, e deve ser discutido com o profissional e o paciente.

Dia Mundial do AVC chama a atenção para a doença que mais mata no Brasil...

29/10/2014

O derrame cerebral — como também é conhecido — atinge mais as mulheres do que os homens..

 

Acordar com um lado do corpo paralisado, perder subitamente a capacidade de falar, desmaiar. Esses são alguns dos sintomas do acidente vascular cerebral (AVC), que faz uma vítima a cada cinco minutos no Brasil. O derrame cerebral — como também é conhecido — atinge mais as mulheres do que os homens. 

No Dia Mundial do AVC, celebrado hoje, especialistas e voluntários desenvolvem ações para alertar a população sobre os fatores de risco da doença e as melhores formas de preveni-la. Quando não é fatal, o problema pode deixar sequelas. Em Porto Alegre, profissionais de saúde irão aferir os fatores de risco em frente ao ambulatório do Hospital de Clínicas, das 10h às 16h. No sábado, haverá uma corrida na Redenção para promover a prevenção (informações em correndocontraoavcpoa.com.br).

À semelhança do que ocorre com doenças cardíacas, o AVC é entendido culturalmente como uma doença que atinge mais os homens. Mas, enquanto um a cada seis homens tem risco de ser vítima da doença ao longo da vida, a proporção é de uma a cada cinco entre as mulheres. Elas possuem, além dos fatores de risco comuns a ambos os sexos, alguns mais específicos, como a gravidez, o uso de pílulas anticoncepcionais e a reposição hormonal após a menopausa. 

– As mulheres tendem a viver mais, e o AVC costuma acometer aquelas em uma idade mais avançada em relação aos homens – afirma o neurologista Otávio Pontes Neto, presidente da ONG Rede Brasil AVC e professor de neurologia da Universidade de São Paulo (USP).

Não à toa, a campanha mundial deste ano, promovida pela Organização Mundial do AVC (WSO), foi batizada "Eu sou mulher, o AVC me afeta".

O que é o AVC?

O Acidente Vascular Cerebral é uma alteração repentina da circulação de sangue no cérebro causada pela oclusão de um vaso sanguíneo (AVC isquêmico) ou pela ruptura do vaso (AVC hemorrágico).


CÂNCER DE PRÓSTATA AFETA UM EM CADA SEIS HOMENS...


28/10/2014






O tema já foi muito polêmico, mas, aos poucos, os homens têm se conscientizado sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Prova disso é a previsão de aumento no número de casos diagnosticados. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), até 2015, é esperado um crescimento de 60%. Estimativas apontam que o câncer de próstata já afeta um em cada seis homens em todo o mundo.

Reprodução


"Os principais fatores de risco do câncer de próstata são o estilo de vida, desequilíbrio hormonal da testosterona, idade, herança genética e etnia. Mais de 60% dos casos diagnosticados no mundo ocorrem em homens com 65 anos ou mais. Pesquisas revelam, também, que a doença é duas vezes mais comum em negros do que em brancos", revela o urologista Newton Soares de Sá Filho.

Diagnóstico

O tipo mais comum de câncer de próstata é o adenocarcinoma. Por não apresentar, geralmente, nenhum sintoma, a realização dos exames de rotina é fundamental para o diagnóstico precoce da doença. "Se o paciente não tiver histórico de câncer de próstata em parentes de primeiro grau, como pai e irmão, deve iniciar a rotina de exames aos 50 anos. Caso contrário, é preciso começar o processo aos 45 anos", esclarece.

Os procedimentos que devem ser realizados anualmente são o exame físico (toque retal) e um exame de sangue chamado PSA. "Com o exame de toque, o médico verifica a consistência e o tamanho da próstata e se existem áreas endurecidas que podem sugerir a existência de câncer. A dosagem no sangue do Antígeno Prostático Específico (PSA, em inglês) mede a presença de uma proteína produzida pelas células da próstata que pode estar aumentada no câncer, mas também nas infecções urinárias e nos crescimentos benignos da próstata. É a sua elevação em período curto de tempo que nos faz pensar na presença de câncer. Se um dos exames for sugestivo de câncer, a biópsia da próstata deve ser indicada", explica Sá.

Tratamento

Com base no resultado da biópsia, estágio de desenvolvimento do tumor, idade do paciente e doenças associadas, o médico irá decidir o tratamento mais adequado para o câncer de próstata diagnosticado. "As opções para o tratamento da doença são o seguimento vigiado, cirurgia, radioterapia e de privação hormonal. O seguimento vigiado é o acompanhamento do crescimento do tumor.

Geralmente, o câncer de próstata tem um desenvolvimento lento, cerca de um centímetro em 15 anos. Por isso, inicialmente, é possível acompanhar o crescimento do tumor com exame de PSA a cada três mês es e biópsia a cada seis meses. Se houver necessidade, será indicada a cirurgia para remoção da próstata, radioterapia para eliminar células cancerígenas que podem ainda estar presentes na região e bloqueio hormonal da testosterona", detalha.

Ainda segundo o especialista, os exames são muito importantes para o tratamento da doença. "Se diagnosticado precocemente, o câncer de próstata tem uma chance de cura de até 95%. Em estágios tardios, o índice cai para até 35%", ressalta.

Prevenção

A melhor forma de prevenir a doença é manter uma vida equilibrada. "O câncer de próstata não pode ser plenamente prevenido porque os fatores de risco estão fora do nosso controle. Porém, estudos clínicos sugerem que uma dieta rica em legumes, verdura s, grãos, frutas, cereais integrais e com menor consumo de gordura animal e que a prática de exercícios físicos podem diminuir as chances de desenvolver o problema", bem como a visita periódica no médico para exames que podem diagnosticar o câncer em estágio minimo indica o urologista.


Assista o vídeo que aborda de uma maneira bem extrovertida o assunto: 



PESQUISA INVESTIGA DIAGNÓSTICO DE ALZHEIMER PELOS OLHOS...

27/10/2014

Os pesquisadores escoceses acreditam que mutações em veias oculares podem revelar indícios de ocorrência do Alzheimer


Pesquisadores das universidades de Dundee e Edimburgo, na Escócia, realizarão um estudo que pretende revolucionar o diagnóstico da doença de Alzheimer. O objetivo é viabilizar a detecção da doença degenerativa a partir de exames de vista.

Pesquisas prévias sugerem que mudanças nas veias e artérias oculares podem estar ligadas à ocorrência de derrames e doenças cardíacas.

Envelhecimento

O estudo das universidades escocesas quer descobrir se tais alterações também não poderiam ser um “alerta prévio” para o Alzheimer, mal que atinge mais de 35 milhões de pessoas no mundo, segundo estatísticas da ONG Alzheimer’s Disease International.

Com o uso de um software especialmente desenvolvido para o projeto, os pesquisadores vão analisar imagens em alta definição de olhos e também estudar uma base de dados médicos do Ninewells Hospital, o maior hospital universitário da Europa.

Para o líder do estudo, Emanuele Trucco, a importância do projeto está na possibilidade de diagnósticos preventivos baratos.

- Estamos examinando a possibilidade de podermos examinar os olhos de um paciente usando equipamento que não custa uma fortuna para termos a chance de descobrir o que pode ser o risco de demência – explica Trucco.

- Além de não ser um método invasivo, poderemos ainda estudar o uso do teste para diferenciar os tipos variados de demência.

O projeto custará cerca de R$ 4 milhões e a verba foi doada ao Conselho de Pesquisas em Engenharia e Ciência, uma agência do governo da Grã-Bretanha.

- O país enfrenta um grande desafio nas próximas décadas. Temos uma população envelhecendo e um provável aumento no número de casos de demência – explica Philip Nelson, presidente da agência.

Com início previsto para abril de 2015, o estudo terá duração de três anos.


Conversas no Campus sobre Saúde” abordou o tema “Mitos e Verdades Sobre a Esclerose Múltipla”

08/10/2014



O Campus Neurológico Sénior (CNS), centro português dedicado a doenças neurológicas, realizou no âmbito do Ciclo de Conferências “Conversas no Campus sobre Saúde”, no passado dia 4 de Outubro, uma palestra sobre o como tema “Mitos e Verdades sobre a Esclerose Múltipla”, reunindo pela primeira vez, como oradoras, a Dra. Lívia Sousa e a sua filha, a Dra. Ana Paula Sousa, ambas neurologistas especialistas.
 
A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica que afecta predominantemente adultos jovens. Eram muitas as dúvidas que existiam nos participantes, entre eles doentes e familiares, acerca da qualidade de vida das pessoas que padecem desta doença. A Dra. Lívia Sousa, responsável pela Unidade de Esclerose Múltipla do Hospital da Universidade de Coimbra, e a Dra. Ana Paula Sousa, neurologista especialista em esclerose múltipla no Campus Neurológico, começaram por apresentar as características da doença e o seu tratamento.
 
De seguida, as palestrantes esclareceram alguns “mitos e verdades” acerca da Esclerose Múltipla, respondendo a diversas questões relevantes como sejam saber se a doença encurta a vida, se impede os doentes de trabalhar, se as mulheres doentes podem engravidar, se a evolução da doença conduz os doentes obrigatoriamente para uma cadeira de rodas, qual o risco de transmissão familiar e, o mais importante de tudo, o que fazer para melhorar os sintomas.
 
As neurologistas especialistas explicaram que existe uma multiplicidade de novos tratamentos disponíveis para esta doença. Os tratamentos mais recentes, embora não se destinem a todos os doentes, têm a vantagem potencial de serem administrados via oral, ao contrário dos medicamentos anteriores de administração subcutânea e intramuscular.
 
No final da conferência, foi dada a oportunidade aos presentes de colocarem questões e dúvidas às especialistas, que perante uma audiência muito activa procuraram responder a todas as solicitações de forma clara e concisa, esclarecendo assim todas as dúvidas dos participantes.
 
Sobre o CNS:

O CNS é um centro privado português, dedicado a doenças neurológicas, que pretende conciliar uma actividade clínica de excelência com a condução de projectos de investigação e formação de profissionais de saúde. Localizado em Torres Vedras, o CNS é um projecto pioneiro em Portugal e na Europa, construído de raiz a pensar nas características e problemas da população a que se destina.


Médicos e pacientes encontram dificuldades para falar sobre principais sintomas da Esclerose Múltipla durante as consultas...

Brasil, 14 de Outubro de 2014

Dados de uma pesquisa mundial revelam que pacientes com esclerose múltipla sentem-se constrangidos ao falar com seus médicos sobre determinados sintomas associados à doença. Dificuldades sexuais, problemas renais e intestinais, oscilações do humor, declínio cognitivo, da memória e da concentração são as questões mais omitidas pelos portadores


De acordo com uma pesquisa inédita realizada pela Biogen Idec, que contou com a participação de cinco países (Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Itália e Espanha), médicos e pacientes entendem que a comunicação entre as partes é positiva, mas ainda existem obstáculos a serem superados. Os resultados foram apresentados no encontro anual dos Comitês Americano e Europeu para o Tratamento e a Pesquisa da Esclerose M últipla (ACTRIMS-ECTRIMS), realizado na cidade de Boston (EUA). Participaram do estudo 982 pacientes e 900 neurologistas.


Dos pacientes entrevistados, 83% deles disseram se sentir à vontade para falar sobre a esclerose múltipla (EM) com seus médicos, enquanto que 96% dos especialistas declararam ter um diálogo aberto com seus pacientes.
Embora ambos os grupos sentiam-se confortáveis sobre as conversas durante as consultas, existem questões delicadas sobre as quais os pacientes não se sentem à vontade para falar. Entre elas estão as dificuldades sexuais (54% - paciente e 87% - médicos), os problemas renais e intestinais (28% e 54%), as oscilações do humor (26% e 37%), declínio cognitivo e os revezes da memória e da concentração (21% e 37). Esses sintomas e os demais associados à doença impactam na qualidade de vida dos pacientes e interferem em suas relações sociais.


Os aspectos de qualidade de vida mais impactados que os pacientes apontaram foram a vida sexual (51%), viagens de longas distâncias (63%), oscilações de humor (65%), capacidade de trabalho/carreira profissional (71%) e prática de hobby e vida social (74%).


Um em cada cinco pacientes que apresentam sintomas de EM também relatou ser desconfortável falar sobre sua dificuldade para caminhar (19%), tremores (19%) e espasmos musculares (18%), mas apenas dois a três por cento dos médicos identificam esses sintomas como temas delicados ??para os seus pacientes.

Pacientes temem ser considerados "difíceis"
A pesquisa revelou que médicos têm consciência dessas dificuldades, sendo que 47% deles atribui à falta de tempo durante as consultas como um fator que compromete um diálogo mais efetivo com os pacientes. Por outro lado, 24% dos pacientes retêm informações porque temem ser julgados como "pacientes difíceis".

"O desconforto relatado pelos portadores e médicos sugere que conversas importantes sobre todos os sintomas associados à EM podem não estar acontecendo", declara Maggie Alexander, presidente-executiva da Plataforma Europeia de Esclerose Múltipla (EMSP). "O diálogo aberto e honesto é fundamental para a melhoria da qualidade de vida e melhores resultados do tratamento a longo prazo", enfatiza.

A informação é acessível, mas é preciso mais
Enquanto a pesquisa mostra falhas de comunicação entre pacientes e médicos, os resultados também demonstram como os entrevistados buscam informações sobre a doença:
63% dos médicos recomendam materiais disponíveis em seu consultório, enquanto apenas 19% dos pacientes citam esses materiais como os mais úteis para eles.
72% dos pacientes buscam informações na internet e consideram os recursos das redes sociais mais úteis para pesquisar informações sobre a doença; esses recursos também são recomendados por 73% dos médicos aos seus pacientes;
Muitos neurologistas indicam a necessidade de recursos adicionais para municiar seus pacientes, incluindo informações sobre a manutenção da função cognitiva (49%), gestão de desafios emocionais decorrentes da esclerose múltipla (45%) e vida sexual ativa (43%).


"Na Biogen Idec, acreditamos que o tratamento da esclerose múltipla vai além do uso de medicamentos. Nosso objetivo com esta pesquisa foi compreender melhor as necessidades do paciente e do médico, e, por meio desse entendimento, trazer uma nova consciência sobre a importância de um diálogo abrangente sobre a doença", destaca Gilmore O'Neill, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da Biogen Idec.


Sobre a esclerose múltipla
A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica e incapacitante que afeta o sistema nervoso central (SNC) - constituído pelo cérebro, medula espinhal e nervos ópticos.[i] Atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo.[ii] No Brasil, estima-se que aproximadamente 35 mil pessoas convivem com a doença[iii], sendo que aproximadamente 13 mil estão em tratamento atualmente.[iv] Entre os principais sintomas estão fadiga, formigamento ou queimação nos membros, visão embaçada, dupla ou perda da visão, tontura, rigidez muscular e problemas de cognição.[v] A progressão, gravidade e sintomas variam de uma pessoa para outra. Sua causa é desconhecida, mas a hipótese mais aceita é que seja uma doença autoimune complexa e que fatores genéticos e ambientais também sejam responsáveis pelo seu aparecimento e evolução. A esc lerose múltipla recorrente-remitente é a forma mais comum da doença, representando 85% dos casos. É caracterizada por surtos (sintomas clínicos que ocorrem em episódios) bem definidos, com recuperação completa ou sequelas permanentes após os surtos.

Sobre a Biogen Idec
A Biogen Idec é uma empresa global de biotecnologia, com sede nos Estados Unidos, que desenvolve e disponibiliza a pacientes ao redor do mundo, por meio da medicina e ciência de última geração, terapias inovadoras para o tratamento de doenças neurodegenerativas, hemofilia e disfunções imunológicas. Fundada em 1978, a Biogen Idec é a mais antiga empresa independente de biotecnologia do mundo, que emprega aproximadamente 7 mil profissionais e gera receita anual acima dos US$ 5 bilhões. Detentora de uma longa tradição no tratamento de esclerose múltipla, no Brasil, a empresa ocupa a liderança desse mercado, com dois medicamentos inovadores para o tratamento da doença. Sua subsidiária brasileira possui sede na cidade de São Paulo (capital) e filial em Anápolis, Goiás. Para mais informações sobre produtos, publicações e informações adicionais sobre a empresa, visite.


JACK OSBURNE...PRÊMIO PELA LUTA CONTRA A ESCLEROSE MÚLTIPLA...

14/1O/14



Jack Osbourne - filho de Ozzy Osbourne - foi nomeado como Inspiração do Ano pela Sociedade MS, que trata da esclerose múltipla. Aos 28 anos, Jack, que foi diagnosticado com a doença degenerativa em 2012, disse que era uma "verdadeira honra e um privilégio" de ser reconhecido pela caridade em sua cerimônia anual de premiação e ressaltou sua intenção de elevar continuamente a conscientização sobre a doença .

Ele mandou uma mensagem em vídeo: "Muito obrigado à Sociedade MS que me concedeu o prêmio de Inspiração de 2014, é uma verdadeira honra e um privilégio."

"Quando eu fui diagnosticado com esclerose múltipla há dois anos, para mim, isso nunca foi sobre ganhar prêmios ou ir a jantares de galas. Era sobre a realidade de ter esta doença para o resto da minha vida e eu estava determinado a ser tão aberto e alto possível para que todos soubessem que isso existe e afeta milhões de pessoas todos os dias."

Jack, que tem uma filha de dois anos chamada Pearl com a esposa Lisa Stelly, passou a enfatizar que a esclerose múltipla não só afeta pessoas que sofrem da doença, mas os seus entes queridos também.

Ele acrescentou: "A sociedade MS tem feito maravilhas para o fornecimento de recursos, informações e apoio financeiro para as muitas pessoas afetadas por esta doença - não só os doentes, mas os membros da família, porque no final do dia, quando eu tenho um dia ruim, o mesmo acontece com a minha esposa."

"Eu não estou aceitando isso (o prêmio) só por mim, mas por milhões de pessoas afetadas por este dia."