RISCO DE ARTRITE REUMATOIDE AINDA É RELEVANTE 15 ANOS APÓS PARAR DE FUMAR

Cigarro    15/06/2013

Tanto o número de cigarros fumados por dia quanto o número de anos que a pessoa fumou aumentam o risco de artrite reumatoide.
Pesquisa revela também que mesmo quem fuma pouco apresenta um risco aumentado de desenvolver a doença.


Segundo pesquisa publicada na revista Arthritis Research & Therapy, tanto o número de cigarros fumados por dia quanto o número de anos que a pessoa fumou aumentam o risco de artrite reumatoide (AR). O risco diminui depois que a pessoa deixa de fumar, mas, em comparação com quem nunca fumou, o risco ainda é elevado, mesmo após quinze anos de abandono do cigarro.

Pesquisadores do Karolinska Institutet e da Karolinska University Hospital analisaram dados do Swedish Mammography Cohort, estudo que incluiu dados de 34.000 mulheres com idades entre 54 e 89 anos, dentre as quais, 219 tinham AR. 

Os resultados do estudo mostraram que mesmo quem fuma pouco apresenta um risco aumentado de AR. Já para quem fuma até 7 cigarros por dia, este risco é duplicado. Quando os pesquisadores compararam pessoas que nunca fumaram com mulheres que fumaram por até 25 anos, eles descobriram que o risco aumenta com a duração do hábito de fumar.

— Parar de fumar diminui as chances de desenvolvimento de artrite reumatoide. E o risco continua diminuindo ao longo do tempo. Quinze anos após parar de fumar, o risco de AR diminui em até um terço. No entanto, em comparação com pessoas que nunca fumaram, o risco permanece significativamente maior mesmo quinze anos após o abandono do cigarro — explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

Parar de fumar é importante por muitas razões de saúde, incluindo o aumento do risco de desenvolver artrite reumatoide para mulheres fumantes. 

— Mas o risco claramente aumentado de desenvolvimento de AR, mesmo muitos anos depois do abandono do vício, é outra razão forte para parar de fumar o mais rapidamente possível — destaca o médico.

 

CAMPANHA ALERTA SOBRE A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE DAS DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS

'Seu Intestino Mudou?'    13/06/2013

Diarréia contínua, sangue nas fezes, dor abdominal, cansaço e perda de peso podem ser sinais dessas doenças.
Pesquisa revela que brasileiro não conhece as DII e que, na presença de alguns de seus sintomas, como dor abdominal e sangue nas fezes, a maioria prefere se automedicar ou 'espera passar'.


Diarréia contínua, às vezes com sangue nas fezes, dor abdominal, quando associados a cansaço e perda de peso podem ser sinais de uma doença inflamatória intestinal (DII), como doença de Crohn e retocolite ulcerativa — doenças, que nos casos mais graves, podem levar à incapacitação física e à necessidade de cirurgia no intestino e reto, mas são praticamente desconhecidas da maioria dos brasileiros. 

Pesquisa realizada em seis capitais brasileiras durante o último mês de março revela como os brasileiros se comportam frente a um ou alguns sintomas das DII — no caso de dor abdominal, 46% preferem se automedicar; na diarréia freqüente, 61% se automedicam ou tomam remédios caseiros, e mesmo quando há sangue nas fezes, 39% prefere “esperar passar”.

Para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce das Doenças Inflamatórias Intestinais, o GEDIIB – Grupo de Estudos das Doenças Inflamatórias Intestinais do Brasil, responsável pelo desenvolvimento de estudos, pesquisas e consensos sobre estas doenças, e a Federação Brasileira de Gastrenterologia, que reúne 64 especialidades médicas em todo o país, lançam em todo o Brasil a campanha pública Seu Intestino Mudou?, que inclui distribuição de cartilhas e materiais informativos sobre as doenças e veiculação de spot de rádio, além de seminários para atualização médica.

— Tanto a doença de Crohn quanto a retocolite trazem importantes consequências físicas e emocionais, comprometendo significativamente a qualidade de vida dos doentes. Podem ser controladas se diagnosticadas precocemente e tratadas de forma adequada, evitando-se possíveis cirurgias — afirma Sender Miszputen, Professor-adjunto e chefe da disciplina de Gastrenterologia da Escola Paulista de Medicina e presidente do GEDIIB. 

As doenças inflamatórias intestinais formam um grupo de doenças inflamatórias crônicas, ainda de causa desconhecida, envolvendo o aparelho digestivo. São dois grupos principais— a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn. Apesar da origem desconhecida, sabe-se que pode haver predisposição genética e que o ambiente exerce papel importante. A pesquisa ECCO-EpiCom Study, realizada pela Organização Europeia de Doença de Crohn e de Retocolite Ulcerativa (ECCO) e pela Associação das Federações de Crohn e Retocolite Ulcerativa (EFCCA) e divulgada em fevereiro de 2013, revela que as doenças inflamatórias intestinais cresceram 15 vezes nas últimas décadas nos grandes centros urbanos.

As DII afetam homens e mulheres indistintamente, e o diagnóstico acontece geralmente por volta dos 30 anos de idade. Segundo a pesquisa europeia, 10 anos após o diagnóstico, 53% dos pacientes serão hospitalizados e 44% serão afastados de seu trabalho em decorrência da doença. Ainda de acordo com a EFCCA, de 20% a 25% das pessoas com uma DII apresentam os sintomas de forma contínua e, mesmo com o acompanhamento médico, de 30% a 40% dos pacientes apresentam algum tipo de complicação entre 10 a 15 anos depois do diagnóstico. Em cerca de 40% dos pacientes, além dos problemas intestinais, as DII podem afetar os olhos, a pele e as articulações. 

A doença de Crohn envolve o intestino fino (íleo) em 30% dos pacientes e a região ileocecal em 40% dos casos, enquanto a retocolite ulcerativa restringe-se ao cólon e, quando a doença está ativa (em crise), a mucosa intestinal torna-se maciçamente infiltrada por células inflamatórias e é afetada por microúlceras.

O diagnóstico é feito com base no histórico clínico dos pacientes, exames de sangue e de imagem. O tratamento inclui alteração de hábitos, como parar de fumar e adotar uma dieta saudável, e medicamentos para controle da doença. 

Os interessados podem buscar o profissional de saúde, ou serviço público especializado mais próximo de sua região, no site do GEDIIB, ou na página da campanha. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/06/campanha-alerta-sobre-a-importancia-do-diagnostico-precoce-das-doencas-inflamatorias-intestinais-4168916.html

 

CIRURGIA INÉDITA NO ESTADO POSSIBILITA MENOS DOR NO TRATAMENTO DE CÂNCER

Técnicas inovadoras   14/06/2013

Equipe japonesa, acompanhada pelo oncologista Rolim Teixeira (E), trouxe a Porto Alegre equipamento que permite cirurgia precisa e minimamente invasiva.
Avanço da oncologia oferece procedimentos pouco agressivos e com resultados eficazes.


— Estou muito tranquila. Fiquem vocês também — recomendava a paciente à equipe médica antes de ser encaminhada ao bloco cirúrgico.

Se Berenice Schimada, 61 anos, encarou com serenidade o procedimento de remoção de um tumor no reto, é porque, entre as possibilidades de tratamento do câncer contra o qual luta há dois anos, lhe foi permitida a oportunidade de não sofrer — pelo menos não além do tormento inerente à doença.

Em vez de fazer uma cirurgia que extirparia o órgão e lhe deixaria uma bolsa coletora como consequência, a aposentada aceitou passar por um procedimento inédito no Brasil. A técnica foi aplicada por uma equipe japonesa na última quarta-feira, junto à Fundação Riograndense Universitária de Gastroenterologia (Fugast), na Capital.

Composto por uma câmera de vídeo e um bisturi de manipulação segura, o equipamento desenvolvido pelo especialista japonês Kiyoaki Homma, trazido para o Brasil pelo colega oncologista Rolim Teixeira, permite uma cirurgia precisa e, sem a necessidade da abertura do aparelho digestivo, minimamente invasiva. Na mesma noite, Berenice trocava a maca pelo aconchego da própria cama.

 E, na tarde desta quinta-feira, seu choro não tinha motivo a não ser pela emoção:

— Jamais imaginei que pudesse me tratar sem ser mutilada.

O tratamento de Berenice segue a linha dos avanços da oncologia, que passa a oferecer procedimentos menos agressivos e resultados eficazes. Por meio de estudos aprofundados, permite que se conheça o "nome e o sobrenome" de cada tumor e, com isso, que se individualize o tratamento.

Diante da expansão das possibilidades que vieram com a ciência e por meio da importação de equipamentos e novas técnicas, especialistas afirmam ser possível comparar o tratamento oncológico no Brasil com os grandes centros de referência na área. No entanto, os avanços dificilmente chegam com a mesma velocidade ao sistema público de saúde.

— No sistema privado, a medicina brasileira é igual à de qualquer outro lugar. No sistema público, no entanto, é evidente o empenho em alguns setores e uma grande carência em outros. Além de ser sub-remunerado, é tardio na implementação dos avanços — analisa Stephen Stefani, pesquisador e oncologista do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus.

A realidade pode ser compreendida a partir do exemplo do Hospital de Caridade de Ijuí, que, fora do circuito de grandes centros, coloca-se entre as referências em pesquisa oncológica no Estado. Para o oncologista Fábio Franke, as 74 linhas de pesquisa em andamento dão à instituição a possibilidade de desviar da burocracia e da resistência apresentadas por planos de saúde e rede pública. Ainda assim, tratamentos de ponta acabam limitados a menos de 10% dos pacientes.

— Trabalhamos para disseminar no Brasil conhecimento de primeiro mundo, mas, infelizmente, não visualizamos um futuro melhor a curto prazo — lamenta Franke.


Inca estima 40,5 mil novos casos no RS


Conforme estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 40,5 mil gaúchos devem receber diagnóstico de algum tipo de câncer até o fim deste ano. O relatório, apresentado em 2011 com projeções válidas para 2012 e 2013, indica que, no país inteiro, o número de novos casos deve chegar a 518 mil.

Os tipos mais comuns no Estado são de mama (81 casos para cada 100 mil habitantes), próstata (79 casos por 100 mil) e pulmão (76 casos por mil). 

— A grande preocupação em torno das estatísticas que apontam para o crescimento na incidência de câncer é se nosso sistema de saúde está preparado para atender a essa demanda por tratamento — diz o oncologista Stephen Stefani, do Instituto do Câncer Mãe de Deus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o maior efeito do aumento do número de casos de câncer irá incidir em países de baixa e média renda. A OMS chamou atenção para o fato de mais de dois terços dos casos e mortes por câncer serem registrados nos países em desenvolvimento — de um total de 13 milhões de novos casos por ano no planeta.


Números


21,8 mil homens e 19,2 mil mulheres devem ser diagnosticados com câncer no RS até o fim de 2013.
17 milhões  de mortes por câncer são esperadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2030.
13 milhões de casos são diagnosticados por ano no mundo.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013/06/cirurgia-inedita-no-estado-possibilita-menos-dor-no-tratamento-do-cancer-4169923.html

 

FOZ DO IGUAÇU SEDIA EVENTO SOBRE ESCLEROSE MÚLTIPLA




Em entrevista ao programa CBN Foz (das 09h00 às 12h00), na manhã desta quinta-feira (13), o neurologista Jefferson Becker deu detalhes sobre a enfermidade.

A Esclerose Múltipla é uma doença inflamatória crônica e incapacitante que afeta o sistema nervoso central, atingindo cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo.

No Brasil, estima-se que cerca de 30 mil pessoas convivam com a doença, com mais de 12 mil realizando algum tipo de tratamento para combatê-la.

Íntegra da entrevista no áudio abaixo  CLIQUE NA FONTE ABAIXO.


MITOS E VERDADES SOBRE OS ALIMENTOS AFRODISÍACOS

Dia dos Namorados   12/06/2013

Efeito está ligado aos estímulos sensoriais.
Segundo a sabedoria popular, alguns alimentos teriam o poder de aumentar a libido. Será?


Em tempos de Dia dos Namorados, fala-se muito em alimentos afrodisíacos — para dar aquela turbinada na relação, o senso comum recomenda comidas "milagrosas", como ovo de codorna, gengibre, pimenta, canela e chocolate. Mas será que é verdade?

— A ciência diz que o que tem impacto direto na vida é a alimentação equilibrada, variada. Há mais de 24.000 substâncias nos alimentos que, combinadas no corpo, causam os mais variados efeitos: não é uma questão assim tão pontual. A boa disposição sexual passa pela boa saúde, que vem da boa alimentação — explica o nutrólogo Paulo Henkin.

O mito do ovo de codorna, por exemplo, é uma construção sem nenhum pé na ciência:


— Ele é um ovo como qualquer outro, tem tanta ligação com a libido quanto qualquer outra proteína.

Já outros alimentos ditos afrodisíacos podem fazer algum efeito, mesmo que por outras razões. A pimenta, por exemplo, causa uma certa vasodilatção, que provoca sensações diferentes no corpo, podendo até fazer a pessoa suar — estimula o organismo, mas sem nenhuma ligação com a questão sexual.

Da mesma forma, o gengibre, o cravo, o chocolate e a canela possuem aromas e sabores naturais agradáveis, que mexem com a sensorialidade, podendo fazer com que a pessoa preste mais atenção aos sentidos e ao corpo — e, assim, talvez incrementando o contato sexual, se inseridos em um contexto propício.

O nutrólogo ressalta que esse efeito está ligado ao conjunto — com o corpo em ordem e com disposição, esses estímulos podem propiciar o clima romântico:

— Não comer muito, não beber muito, comer coisas leves e estimular os sentidos (com um bom banho, um perfume, alimentos de aroma e paladar interessantes) com certeza funcionam melhor que ingerir os ditos afrodisíacos.

 

LESÕES POR EXCESSO DE ATIVIDADES PODEM SER A CAUSA DE DORES NO JOELHO

10/06/2013

Joelho do corredor”, ou síndrome patelo-femoral, é uma perturbação em que a patela roça contra a extremidade inferior do fêmur quando o joelho se move.
Por tratar-se de uma das articulações mais requeridas do nosso corpo, o joelho pode sofrer lesões com o uso excessivo.


A dor ou desconforto no joelho frequentemente leva o paciente a procurar o consultório do ortopedista. Várias causas podem estar implicadas na sua origem; no entanto, as lesões musculoesqueléticas por excesso de atividades são as mais frequentes. 

O joelho é formado por dois importantes ossos dos membros inferiores que são o fêmur e a tíbia. Essa junção é composta por duas articulações distintas: uma entre o fêmur e a tíbia, chamada de fêmoro-tibial e outra entre o fêmur e a patela, denominada fêmoro-patelar. O joelho é a maior articulação do corpo humano. 

Além disso, a articulação do joelho também é formada por várias estruturas complexas compostas por ossos, ligamentos, tendões, músculos, nervos e vasos sanguíneos.

Para o bom funcionamento dessa articulação, nas atividades diárias e esportivas é preciso que todas essas estruturas trabalhem em harmonia. Essas complexas e variadas estruturas são extremamente sensíveis a pequenos problemas de alinhamento, atividades excessivas e erros de treinamento. Desequilíbrios musculares nessa região também podem originar articulações dolorosas. 

A patela é um osso plano triangular, que está fixado por ligamentos e tendões à face anterior do joelho. Pessoas que apresentam desequilíbrios de força entre os músculos laterais e mediais da coxa e outras variações anatômicas favorecem a instabilidade e a lateralização da patela, tirando-a do “trilho”. O “joelho do corredor” ou síndrome patelo-femoral é uma perturbação em que a patela roça contra a extremidade inferior do fêmur quando o joelho se move. Essa síndrome é muito comum entre os corredores e causa muita dor.

Vários fatores podem estar associados à dor no joelho, como desequilíbrio dos músculos da coxa (quadríceps e isquiotibiais) que suportam a articulação do joelho, más formações congênitas e problemas relacionados a treinamentos inadequados. 

O tratamento para esse tipo de dor pode ser simples, com repouso, bandagens, antiinflamatórios, fisioterapia, aplicação de compressas de gelo com intervalos determinados e até técnicas intervencionistas como aplicações locais de medicamentos. 

No entanto, em casos mais graves, quando ocorre desgaste da cartilagem, por exemplo, uma intervenção cirúrgica pode ser necessária.

Um dos procedimentos indicados é o artroscópico minimamente invasivo, capaz de tratar os danos do interior de uma articulação com pouco dano muscular, menor dor na pele e menos cicatrizes. 

— Com este tratamento, o paciente tem a parte posterior da patela nivelada, visando a diminuição da dor e aumento da qualidade de vida — explica o ortopedista José Fábio Santos Duarte Lana

Para evitar a Síndrome Patelo Femoral e preservar as articulações do joelho sem dor, o médico recomenda manter o bom condicionamento físico, alongamento antes de qualquer atividade e uso de calçado apropriado para corridas ou caminhadas. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/06/lesoes-por-excesso-de-atividades-podem-ser-a-causa-de-dores-nos-joelhos-4165580.html

 

TOXINA BUTOLÍNICA É USADA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS NEUROLÓGICAS

10 de Junho de 2013

Médico fisiatra Delane Ramires.


As manchetes dos jornais normalmente associam a toxina botulínica unicamente aos tratamentos estéticos, como o preenchimento de rugas faciais. “Mas, o que pouca gente sabe, é que pesquisas sobre o uso da mesma substância têm avançado bastante no tratamento de outras doenças, principalmente na neurologia e na medicina de reabilitação, melhorando a qualidade de vida de muitos pacientes”, afirma o médico fisiatra da Santa Casa de Maceió, Delane Henrique Ramires. 

Segundo o especialista, que realiza aplicações da toxina botulínica no Consultório Eletivo da Santa Casa de Maceió, o botox tem sido amplamente utilizado na neurorreabilitação de pacientes em que o dano cerebral ou medular levou à perda do controle sobre a contração muscular. 

"Tal perda gera uma contração excessiva de alguns músculos, dores, limitação da capacidade funcional e deformidades, que podem levar o paciente à cirurgia corretiva no futuro", explicou Delane Ramires. 

A toxina botulínica também é usada com sucesso para tratar crianças com paralisia cerebral, distonias (movimentos abruptos e involuntários), salivação excessiva (sialorréia), hiperidrose (suor excessivo em mãos, axilas e pés), sequelas de AVC (acidente vascular cerebral), TCE (traumatismo cranioencefálico), lesões medulares, Esclerose Múltipla, espasmos faciais, blefaroespasmos, e mais recentemente usada como tratamento da enxaqueca. 

A toxina age bloqueando a passagem do impulso nervoso do cérebro para o músculo, promovendo um relaxamento do músculo aplicado. Com o relaxamento é possível que o paciente realize os movimentos com mais facilidade, mais amplitude, menos dor e menos gasto energético. Ocorre ainda melhora do equilíbrio, da postura e da estética, facilitando a ressocialização dos pacientes e as sessões na fisioterapia. 

"A aplicação da toxina botulínica é realizada em consultório em um ou mais músculos. Entre uma sessão e outra, deve haver um intervalo de três a quatro meses", explicou Delane Ramires.
Segundo atesta o médico fisiatra, os resultados podem ser percebidos pelo paciente já na primeira semana, entre o terceiro e quarto dia após a primeira aplicação. 

O tratamento consta na lista de procedimentos da Agência Nacional de Saúde, por isso, os planos ou operadoras de saúde, em cumprimento a uma portaria do Ministério da Saúde, oferecem cobertura. A mã notícia é que o o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não cobre o medicamento. 

Para ter acesso ao medicamento, via plano de saúde, o paciente, seja criança ou adulto, precisa ser avaliado por um médico que tenha conhecimento sobre a medicação, a técnica de aplicação e as doenças que podem ser beneficiadas com o tratamento. "Cabe ao médico elaborar um relatório clínico indicando a importância desta terapêutica e solicitar à operadora de saúde a liberação da medicação", finalizou Delane Ramires.

IDENTIFICADAS FUNÇÕES CEREBRAIS QUE ALIVIAM ANSIEDADE DURANTE A MEDITAÇÃO

09/06/2013                                                                                                                                                            
                                                                                                                                            Estudo mostrou quais as áreas do cérebro foram ativados e quais foram desativados durante o alívio da ansiedade relacionada com a meditação. 
Pesquisa sugere que apenas alguns minutos de meditação podem ajudar a reduzir a ansiedade normal todos os dias.


Cientistas do Wake Forest Baptist Medical Center, nos EUA, identificaram as funções cerebrais envolvidas no alívio da ansiedade durante a meditação.

A pesquisa sugere que apenas alguns minutos de meditação podem ajudar a reduzir a ansiedade normal todos os dias.

"Embora saibamos que a meditação pode reduzir a ansiedade, não havíamos identificado os mecanismos cerebrais específicos envolvidos em aliviar a ansiedade em indivíduos saudáveis. Neste estudo, pudemos ver que áreas do cérebro foram ativados e que foram desativados durante o alívio da ansiedade relacionada com a meditação", afirma o principal autor da pesquisa Fadel Zeidan.

O estudo foi publicado na revista Social Cognitive and Affective Neuroscience.

A equipe recrutou 15 voluntários saudáveis com níveis normais de ansiedade diários para o estudo. Os participantes não tinham nenhuma experiência anterior de meditação ou transtornos de ansiedade. 

Todos os voluntários participaram de quatro classes de 20 minutos para aprender uma técnica conhecida como meditação mindfulness. Nesta forma de meditação, as pessoas são ensinadas a se concentrar na respiração e nas sensações corporais e avaliar sem julgamentos, pensamentos e emoções que distraem.

Antes e após o treinamento de meditação, a atividade cerebral dos participantes do estudo foi examinada usando um tipo especial de ressonância magnética que é muito eficaz em processos cerebrais por imagem, como a meditação. Além disso, relatórios de ansiedade foram medidos antes e depois da digitalização do cérebro.

A maioria dos participantes do estudo relatou diminuição da ansiedade. Os pesquisadores descobriram que a meditação reduziu a ansiedade em tanto quanto 39%. "Isso mostrou que apenas alguns minutos de meditação mindfulness podem ajudar a reduzir a ansiedade normal todos os dias", afirma Zeidan.

O estudo revelou que o alívio da ansiedade relacionado com a meditação está associado com a ativação do córtex cingulado anterior e do córtex pré-frontal ventromedial, áreas do cérebro envolvidas com a função de nível executivo. 

Durante a meditação, havia mais atividade no córtex pré-frontal ventromedial, a área do cérebro que controla a preocupação. Além disso, quando a atividade no córtex cingulado anterior aumentou, área que governa o pensamento e a emoção, a ansiedade diminuiu. 


MAUS HÁBITOS E POLUIÇÃO SONORA CAUSAM PERDA AUDITIVA

Preserve sua audição    07/06/2013

Trazer à tona o problema e buscar tratamento é a melhor coisa a fazer.
Com cuidados simples, como usar protetores auriculares e respeitar o limite de decibéis, o problema pode ser evitado.


A maioria das pessoas com problemas de audição não reconhece que ouve mal. A falta de informação e o preconceito fazem com que a consulta ao médico para a detecção da perda auditiva seja protelada.

A fonoaudióloga Isabela Gomes analisa os problemas causados por maus hábitos e pela poluição sonora. Saiba como prevenir ou pelo menos 'adiar' para a época da velhice a dificuldade de audição.


O trânsito pode ser um grande vilão


Já se constata que a perda auditiva está começando a surgir mais cedo entre os moradores de grandes cidades. O grave problema do excesso de barulho piora a cada dia. O trânsito pode ser um grande vilão. Além de incômodo, os altos ruídos afetam a saúde física e psicológica gerando estresse, ansiedade e aumento da pressão sanguínea.

Quando o barulho é intenso e prolongado pode causar também perda de audição ao longo dos anos. Enquanto as autoridades ainda falham na fiscalização de ônibus, carros e caminhões, uma das soluções mais baratas e inteligentes é usar protetores de ouvido.


A exposição contínua a ruídos


Em uma sociedade onde TV, rádio, aparelhos de som, jogos de vídeogame, MP3 e fones de ouvido fazem parte do dia a dia, as ameaças à boa audição estão em toda a parte. O nível de barulho em nossa casa também tem grande impacto.

Respeitar os limites de decibéis recomendados por especialistas é importante, não só em solidariedade aos vizinhos, mas em benefício da própria saúde. A exposição contínua a ruídos superiores a 50 decibéis pode causar, ao longo da vida, perda progressiva da audição.


Toda mãe já conhece o teste do pezinho, mas e o da orelhinha?


Tão importante quanto o primeiro exame, o teste da orelhinha é realizado para detectar problemas de audição no bebê. É rápido e indolor, e deve ser realizado após as primeiras 24 horas de vida da criança na própria maternidade.
 
Quanto mais cedo forem diagnosticados problemas de audição e mais rápido for a intervenção, melhor será o prognóstico e o apoio à criança para que tenha um desenvolvimento normal.


A busca de tratamento deve ocorrer rapidamente


Existem evidências de que a perda de audição seja a deficiência mais comum em crianças infectadas congenitamente pela rubéola. A busca de tratamento deve ocorrer rapidamente. É necessário realizar teste auditivo e outros exames médicos. A partir daí avalia-se o tipo de tratamento a ser utilizado e que deve estar adaptado às necessidades específicas de cada criança.


Nem sempre um estudante desatento nas aulas é desinteressado


Nem sempre um estudante desatento nas aulas é desinteressado, ele pode simplesmente apresentar problemas de audição. Com dificuldades para ouvir, não consegue aprender direito. Costuma ter conflitos de relacionamento e apresentar distúrbios de comportamento como falta de concentração ou retraimento em excesso. Está comprovado que alunos com deficiência auditiva têm um rendimento escolar inferior.


O excesso de barulho da moto pode afetar a saúde auditiva


Se você quer pilotar embalado pelo ronco de sua moto por muitos e muitos anos, vale a pena proteger seus ouvidos. O excesso de barulho do motor pode afetar a saúde auditiva. Estudo do Instituto Nacional de Surdez e Outras Doenças de Comunicação, dos EUA, constatou que uma moto emite ruídos em torno de 95 decibéis (dB).

Especialistas alertam que ruídos acima de 85 dB podem causar alterações na estrutura interna do ouvido e perda permanente de audição com o decorrer dos anos. O problema é mais agudo quanto maior for o barulho e o tempo de exposição do piloto ao excesso de ruído. O melhor é usar protetores auriculares.


O tratamento da perda de audição


Muitas pessoas experimentam algum grau de perda auditiva a partir dos 40 anos por causa do envelhecimento natural do corpo, mas a maioria custa a admitir que já não ouve tão bem quanto antes. Trazer à tona o problema é a melhor coisa a fazer. Familiares e amigos podem oferecer apoio importante.

O tratamento do déficit da audição, geralmente com aparelhos auditivos, resulta em maior autoestima e melhoras significativas na qualidade de vida do indivíduo tratado.


Consulte logo um médico otorrinolaringologista


Ao desconfiar que seu filho ou você mesmo sente alguma dificuldade para ouvir, consulte logo um médico otorrinolaringologista que irá avaliar a causa e fazer um diagnóstico.

A partir do resultado de avaliações como a audiometria, realizada por um fonoaudiólogo, pode ser indicado o tratamento mais adequado. Muitas vezes, o uso de aparelho auditivo resolve o problema.

A audição é fundamental em nossas relações, em nosso dia a dia. Atualmente os aparelhos são minúsculos, discretos, alguns são até invisíveis, pois ficam dentro do canal auditivo, mantendo a elegância de quem os usa.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/06/maus-habitos-e-poluicao-sonora-causam-perda-auditiva-precoce-4163140.html

 

VOCÊ SABE LER OS RÓTULOS?

08 de junho de 2013 

NEM TODOS ENTENDEM AS INFORMAÇÕES DA EMBALAGEM
Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde apontou que 70% das pessoas leem os rótulos dos alimentos durante as compras. Mas metade não compreende adequadamente os significados das informações contidas nas embalagens. Entre outros pontos, os consumidores devem ficar atentos às necessidades energéticas, que variam de acordo com a idade, o peso, a altura, a atividade física e o sexo da pessoa, explica o nutrólogo André Veinert. Para não correr o risco de consumir nutrientes em excesso – ou de menos), conheça os principais pontos a serem avaliados nos rótulos dos alimentos.


SAIBA O QUE ESTÁ COMPRANDO

% VD

Significa Valor Diário e indica a quantidade de energia (calorias) e nutrientes que o alimento traz em relação a uma dieta média de 2 mil kcal.

VALOR ENERGÉTICO

São as famosas calorias (kcal). Representam a energia que nosso corpo produz a partir do consumo daquela porção de alimento.

CARBOIDRATOS

Atuam como fontes de energia, por isso é preciso consumir a quantidade adequada desse nutriente. São encontrados em pães, tubérculos, massas, farinhas e doces em geral.

PROTEÍNAS

Auxiliam a construir e conservar tecidos, órgãos e células, além de proporcionar uma sensação de saciedade. Carnes, leite e leguminosas contêm boas doses do nutriente.

Gorduras totais

Auxiliam no transporte de vitaminas A, D, E e K, mas o seu consumo deve ser moderado, pois aumentam o peso.

GORDURAS SATURADAS

Encontradas em produtos de origem animal, como carnes, queijos, leite integral e manteiga, aumentam o risco de doenças cardiovasculares.

GORDURAS TRANS

Estão presentes em produtos industrializados como salgadinhos, bolachas, sorvetes e margarinas. Aumentam os riscos para o coração.

SÓDIO

Importante para a regulação hídrica e o desempenho do cérebro, se consumido em excesso pode causar retenção de líquidos e aumentar a pressão arterial. Fonte: nutrólogo André Veinert, da Clínica Healthme
FONTE:http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a4163417.xml&template=3898.dwt&edition=22127&section=1028

NEURÔNIOS SÃO FORMADOS DURANTE TODA A VIDA, DIZ ESTUDO

Regeneração    07/06/2013  

Cérebro geraria 1.400 novos neurônios por dia em seus hipocampos.


A formação - ou não - de neurônios no cérebro humano ao longo da vida é um dos assuntos que mais "queimam neurônios" dos neurocientistas. Há evidências de que novas células neuronais são geradas em algumas estruturas cerebrais até a vida adulta, mas a frequência com que isso ocorre e a importância desse processo (chamado neurogênese) dentro da fisiologia do cérebro como um todo são temas ainda pouco compreendidos pela ciência.

Agora, em um estudo "bombástico" publicado na revista científica Cell, pesquisadores revelam evidências diretas e inéditas de que neurônios são formados continuamente ao longo da vida no hipocampo, uma região do cérebro fortemente associada à memória e ao aprendizado. Mais especificamente, cerca de 700 novos neurônios por dia em cada hipocampo (o cérebro tem dois, um em cada hemisfério). O estudo foi feito com cérebros congelados (doados após a morte) de pessoas entre 19 e 92 anos, sob a coordenação de cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia.

Tão interessante quanto os resultados é o método que os pesquisadores desenvolveram para chegar até eles. Para determinar a idade dos neurônios e concluir em que momento da vida eles foram gerados, utilizou-se uma técnica de datação de carbono semelhante à que se usa na arqueologia e na paleontologia para datação de fósseis e objetos antigos.

Cientistas mediram no DNA de cada neurônio a concentração de carbono-14, um isótopo de carbono não radioativo produzido pela explosão de bombas atômicas na superfície, nos vários testes realizados durante a Guerra Fria nas décadas de 1950 e 1960. Comparando a concentração de carbono-14 nas células às concentrações de carbono-14 na atmosfera no passado, foi possível determinar em que ano cada neurônio foi gerado. Se um neurônio "nasceu" em 1995, mas a pessoa nasceu em 1965, por exemplo, isso significa que ele foi gerado na vida adulta.

O próximo passo é tentar determinar a importância dessa neurogênese nas funções cerebrais.

Segundo cientistas, o fato de tantas células serem formadas continuamente sugere fortemente que elas têm um papel importante na manutenção das funções cognitivas do hipocampo ao longo da vida. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/06/neuronios-sao-formados-durante-toda-a-vida-diz-estudo-4162928.html


MASSAGEM E INVERNO, CASAMENTO PERFEITO ENTRE PRAZER E BENEFÍCIOS

Cuidados    07/06/2013

Uma das mais conhecidas e pedidas, esta massagem é realizada com pedras especiais aquecidas a uma temperatura bem agradável, com a finalidade de relaxar e reequilibrar as energias.
Combate ao estresse e aumento da autoestima estão entre as muitas vantagens obtidas.


O friozinho do outono/inverno é um bom motivo para você fazer uma deliciosa massagem e relaxar. Nas estações mais frias é que os benefícios da massagem aumentam, pois afastam gripes e resfriados, hidratam a pele ressecada pelo clima e eliminam as dores mais presentes nessa época.

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O prazer de receber a massagem também aumenta, pois o corpo sofre mais com o frio, causando desequilíbrios que as massagens visam reequilibrar. Além disso, os ingredientes ou acessórios quentinhos tornam o ato de renovar as energias e relaxar, algo mais gostoso ainda de se fazer no frio — ressalta a fisioterapeuta Mariana Moraes.

Saiba quais são as terapias ideais para relaxar e se cuidar no frio:

• Pedras Quentes
Uma das mais conhecidas e pedidas, a massagem é realizada com pedras especiais aquecidas a uma temperatura bem agradável, com a finalidade de relaxar e reequilibrar as energias dos chakras.

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As pedras são dispostas ao longo dos músculos, no intuito de transmitir energia que religa a força interior. É indicada principalmente para aliviar o estresse, relaxar a musculatura e ativar a circulação — explica a fisioterapeuta.

• Pindas Chinesas
Massagem oriental com saquinhos de linho contendo ervas medicinais e especiarias com propriedades tanto relaxantes como estimulantes, as quais são previamente aquecidas para criar um efeito terapêutico equilibrando a energia interior e trazendo bem-estar.

Segundo Mariana, os principais benefícios são relaxamento profundo, combate às situações de elevado estresse, controle de estados depressivos, descongestionamento das vias respiratórias, relaxamento muscular, aumento da autoestima e elevação do estado de consciência, facilitando a concentração e a meditação.


• Candle Massage
Massagem com velas quentes, sensação de um fio quente de óleo escorrendo lentamente pelo seu corpo. A massagem possui movimentos suaves que potencializam a sensação de relaxamento, amenizando dores, estresse e cansaço. Altamente hidratante e nutritiva para a pele.

— É uma técnica inovadora de massagem americana que vem fazendo o maior sucesso entre os adeptos de métodos alternativos de relaxamento — diz Moraes.

• Banho de ofurô
É um banho com ozônio, com temperatura entre 35 e 37 graus Celsius, que ajuda na oxigenação dos tecidos e contém propriedades calmantes e nutritivas para a pele.

— O ofurô une físico, mente e ambiente, proporcionando um relaxamento total pela imersão em água quente. 10 minutos de imersão e a pessoa já sente o alívio da fadiga física, em qualquer hora do dia — garante.

Bons motivos para fazer massagem durante o inverno
• Pele hidratada e vitaminada
O clima seco e o frio resseca a pele durante o inverno. Para solucionar este problema que pode causar o envelhecimento precoce da sua pele, as massagens terapêuticas utilizam cremes e óleos com propriedades específicas, que são um excelente aliado para manter a pele suave hidratada e sem rugas, bom para prevenir e reduzir estrias. Por ser um óleo de rápida absorção é indicado para todo tipo de pele. Tudo isto devido ao seu alto conteúdo de antioxidantes, vitaminas C, D, E e betacaroteno, que fortalecem a pele e lhe dão mais elasticidade.


• Afasta gripes e resfriados
A massagem aumenta a vitalidade e retarda o envelhecimento, pois fortalece o sistema imunológico, trazendo benefícios no caso de gripes e resfriados, já que nesta época do ano estamos mais vulneráveis a eles.

• Melhora a circulação e elimina as dores pelo corpo
No inverno, nos movimentamos menos e devido ao frio aumentam os problemas de circulação, dores nas articulações e dores pelo corpo. A massagem ajuda a estimula a circulação sanguínea e os músculos, desobstruindo o fluxo de energia e liberando toxinas presas aos músculos e tecidos. A massagem também ativa a circulação do sangue, da linfa e dos hormônios através dos movimentos de deslizamento, amassamento da musculatura e manipulação dos pontos de pressão.  

 

TRATAMENTO CONTRA ESCLEROSE MÚLTIPLA TEVE SUCESSO NA PRIMEIRA FASE DE ENSAIOS CLÍNICOS

06/06/2013

Na Esclerose Múltipla, o sistema imunitário ataca as células nervosas ..
Um novo método que tornou o sistema imunitário tolerante às fibras de mielina teve sucesso nos ensaios clínicos. Investigação vai continuar.


Um tratamento novo contra a Esclerose Múltipla que alterou o sistema imunitário dos doentes teve sucesso numa primeira fase de ensaios clínicos que abarcou nove pessoas, mostra um estudo publicado na quarta-feira na revista Science Translacional Medicine.

A esclerose múltipla é uma doença auto-imune relacionada com o sistema nervoso. O sistema imunitário destes doentes ataca a camada que impermeabiliza as células nervosas, os neurónios. É esta camada feita de mielina que permite à informação viajar a uma velocidade enorme ao longo do sistema nervoso. Só assim conseguimos mexer os dedos quase no mesmo momento em que pensamos fazê-lo.

Na esclerose múltipla, esta camada de mielina vai sendo degradada. Ao longo dos anos as pessoas acabam por perder a capacidade de caminhar e de se moverem. A esperança média de vida é cinco a dez anos mais baixa do que no resto da população.

Uma equipa internacional com investigadores da Alemanha, Estados Unidos, Áustria alteraram o próprio sistema imunitário para diminuir o ataque às camadas de mielina. Para isso, retiraram células do sistema imunitário dos pacientes, depois ligaram estas células a fragmentos de mielina e voltaram a injectar estas células com milhões de fragmentos de mielina nos pacientes. O objectivo deste método é obrigar o sistema imunitário a reconhecer estes fragmentos e torná-lo tolerante à mielina.

“A terapia pára as respostas auto-imunes que já estão em curso e previne a activação de novas células auto-imunes”, diz Stephen Miller, investigador sénior da Escola de Medicina Feinberg da Universidade de Northwestern, em Chicago, nos Estados Unidos. “O nosso método deixa a função do sistema imunitário intacto. É o Santo Graal”, explica o cientista, num comunicado de imprensa.

Esta primeira fase de testes foi, principalmente, para procurar efeitos secundários nos pacientes que receberam o tratamento. Os resultados foram positivos; por um lado, não houve problemas significativos associados ao tratamento, por outro lado, os pacientes melhoraram em relação à doença. Agora o tratamento vai passar para a segunda fase dos testes clínicos, para verificar se este método previne de facto a progressão da esclerose múltipla em humanos.

“Na fase dois queremos tratar doentes que estão nos estados mais precoces da doença, antes de estarem paralisados devido aos danos na mielina”, explica Stephen Miller. “Quando a mielina é destruída, é difícil ser reparada.”


BOCA SECA, CONHEÇA AS CAUSAS

03 de Junho de 2013

Mais da metade dos americanos sofrem de boca seca (xerostomia) devido ao uso de alguns medicamentos, doenças autoimunes, a terapias de tratamento do câncer e ao envelhecimento natural. A boca seca ocorre devido à falta de fluxo salivar normal. A boca seca pode afetar pessoas de qualquer idade e deve ser monitorada para não causar efeitos mais sérios na cavidade oral.

Qual a causa? 

A boca seca pode ocorrer como resultado do uso de medicamentos vendidos com receita médica como anti-histamínicos, anticonvulsivantes, antidepressivos, drogas cardiovasculares, antieméticos, antipsicóticos, sedativos e descongestionantes, entre outros. O uso prolongado de medicamentos de venda livre também pode causar boca seca. As pessoas que se submetem a cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem sentir a boca seca. A terapia de radiação, quando aplicada na região da cabeça e pescoço, tem efeitos mais significativos relacionados com a boca seca, em comparação com cirurgia e quimioterapia. Após terapia de radiação aplicada na região da cabeça e do pescoço, as glândulas salivares irradiadas produzem pouca ou nenhuma secreção salivar e a boca seca pode tornar-se um grande desconforto para os pacientes com câncer oral e da faringe.

Outros exemplos de pessoas susceptíveis à xerosotomia são aquelas que sofrem de doenças auto-imunes como a síndrome de Sjögren, caracterizada por olhos secos, boca seca e doenças do tecido conjuntivo (artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica, polimiosite ou doença mista do tecido conectivo). As pessoas que têm diabetes tipo I, esclerose múltipla, esclerodermia, psoríase e doença inflamatória intestinal, fibrose cística também podem apresentar a boca seca.

A boca seca pode também decorrer de deficiências nutricionais, como a falta de vitamina A e a riboflavina (vitamina B2).
 

Sintomas da boca seca 

Há vários sintomas presentes na ocorrência da boca seca:

- Secura na boca e na garganta
- Saliva mais viscosa
- Aumento de infecções bucais e da faringe.
- Crescimento da placa bacteriana
- Mau hálito
- Úlceras na boca
- Alteração do paladar
- Aparecimento ou evolução da doença cárie
- Desenvolvimento de doença gengival e/ou periodontal
- Dificuldade na fala e deglutição
- Tratamento da boca seca

Se a sua boca seca for causada por remédios vendidos sob receita, seu médico pode reavaliar o tipo de medicamento que você está tomando e eliminar ou ajustar a dosagem daqueles que causam o problema. Os sprays de saliva artificial podem ser usados para ajudar a umedecer a boca e aumentar o fluxo de saliva. Seu médico também pode prescrever pilocarpina, um medicamento que ajuda a estimular a produção de saliva. Você também pode decidir simplesmente beber mais água para matar a sede decorrente da boca seca. Antissépticos orais na forma de enxaguatórios também são indicados como anti-microbianos para controlar a placa bacteriana ou auxiliar no tratamento de infecções bucais.

Entre os recursos que podem ser utilizados em casa para combater a boca seca estão a escovação dos dentes pelo menos duas vezes ao dia com um creme dental com flúor, o uso diário de fio dental, a ingestão de água ou líquidos não açucarados nas refeições e o uso de balas ou gomas de mascar sem açúcar para estimular o fluxo salivar. Procure não respirar pela boca, pois isso aumenta o efeito da boca seca.

Consulte o seu médico e dentista se estiver sofrendo desse problema e monitore os medicamentos que você toma e o que você come ou bebe.


APOSENTADORIA PARA DEFICIENTE REDUZ BENEFÍCIO

Publicado em domingo, 2 de junho de 2013 às 07:10 
 
Com a entrada em vigor da Lei Complementar 142, em novembro, que oferece aos deficientes aposentadoria diferenciada por meio da Previdência Social, a tendência é que o número de benefícios por invalidez diminua. Hoje, na região, conforme dados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) existem 40.437 aposentados por invalidez (15,5% do total), que recebem rendimento mensal médio de R$ 1.105.

“Indiretamente vai acabar interferindo, pois uma pessoa que sofre de distrofia muscular, por exemplo, que não tem cura, não terá mais de passar por exames periódicos, como se de repente fosse se curar. Agora ela terá de trabalhar por um tempo menor e não correrá o risco de ter seu benefício suspenso”, afirma a superintendente do IBDD (Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência), Teresa Amaral. “O tempo diminuído de serviço é exatamente aquele tempo que fazia com que ela entrasse com pedido para se aposentar por invalidez, por não conseguir mais trabalhar.”

Hoje, o benefício concedido por tempo de contribuição exige 35 anos de trabalho para homens e 30 para mulheres. Se a deficiência for grave, reduz para 20 anos para o sexo feminino e 25 para o masculino.

Além disso, quem ‘pendura as chuteiras’ por invalidez tem que passar por perícia médica no INSS a cada dois anos para que seja constatado que o motivo que o impossibilitou de seguir trabalhando persiste. No caso da aposentadoria especial para deficientes, será oferecido tempo de contribuição reduzido e o benefício, uma vez concedido, não poderá ser revogado.

Em comum, os dois pagam mais do que os demais benefícios, somando 100% do salário de contribuição. Por exemplo, se a maior parte dos pagamentos foi pelo teto, hoje em R$ 457, as chances de se aposentar pelo valor máximo, de R$ 4.159, são maiores, já que nas duas situações não incide o fator previdenciário (soma do tempo de contribuição, da idade e da expectativa de vida – hoje em 70,6 anos para homens e 77,7 anos para mulheres), explica o advogado previdenciário Jairo Guimarães, do escritório Leite e Guimarães. Para se ter ideia, com o fator, o valor do benefício poderia cair para até R$ 2.700 para alguém com 35 anos de contribuição e 56 anos de idade.

“Sem contar que muitas vezes os deficientes não se enquadravam no afastamento por invalidez, e tinham de cumprir o tempo normal de contribuição”, diz Guimarães.

Outro ponto positivo que é comum às duas modalidades é a possibilidade de requerer 25% a mais do montante pago para garantir o salário de um cuidador. O valor total, porém, é limitado ao teto, é cessado com a morte do beneficiário e a real necessidade está sujeita à análise da perícia do INSS.  
FONTE:http://www.dgabc.com.br/Noticia/459554/aposentadoria-especial-para-deficiente-vai-reduzir-beneficio-por-invalidez