SAIBA QUANDO AS MANIAS VIRAM DOENÇAS.

19/06/2011

Confundidos com puro perfeccionismo ou mesmo camuflados num estilo de vida saudável, transtornos ameaçam a saúde.

Na hipocondria, o indivíduo acredita estar com uma doença grave e não acredita nos médicos.
 
 
Se a prática de exercícios físicos ocupa boa parte do seu dia, você passa o tempo todo arquitetando formas saudáveis de alimentação, vive no médico atrás de explicações para qualquer incômodo, não sai de casa sem verificar dezenas de vezes se a luz está apagada ou não consegue trabalhar se a sua mesa não estiver com papéis e canetas alinhados, é hora de tomar cuidado.

Todas as características descritas acima são de pessoas que sofrem das doenças do excesso. Elas não são novidades, nem raras. Mas os estudos avançados na área da psiquiatria passaram a nominá-las recentemente. Quem faz de tudo por uma alimentação saudável pode ter desenvolvido ortorexia. Aqueles que malham em demasia e se enxergam sempre fracos, vigorexia. Perfeccionismo e organização além da conta podem ter desenvolvido o Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Sobre essa última síndrome das demasias, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva acaba de lançar o livro entes e Manias (leia na página ao lado). Sobre as causas do TOC, sabe-se apenas que há um desequilíbrio neuroquímico em algumas áreas do cérebro, principalmente envolvendo o neurotransmissor serotonina, e o componente genético é muito forte, conforme explica a autora.

— Os traços de personalidade de risco são ansiedade, perfeccionismo, desejo de ter tudo sob controle e um senso exagerado de responsabilidade e de dever — destaca.

Com exceção do TOC, que se desenvolve com pouca interferência do meio externo, o restante das doenças do excesso são inundadas de características da conduta social. A competitividade e o querer tudo para ontem encabeçam a lista dos motivos para esses comportamentos extremos, segundo especialistas.

O psiquiatra Renato Piltcher destaca que os excessos também ocorrem em atitudes boas como limpeza, organização, conforto e saúde. Ele destaca que as pessoas têm dificuldade em lidar com o fato de que limite é bom:

— Está relacionado com a noção de existir, com a ideia de perda. Cada um de nós deseja ser tão especial que nenhuma doença vai nos pegar. Esse é o chamado pensamento mágico, presente em quase todas essas doenças do excesso.

A especialista em saúde coletiva, Madel Therezinha Luz, afirma que as pessoas passam dos limites por uma exigência de performance exagerada, lesiva ao organismo.

— As pessoas são chamadas à produtividade o tempo todo e tentam se enquadrar em padrões inatingíveis. É o impulso de comparação para a competição, que está por trás de tudo isso. Todo mundo tem alguma síndrome: uns mais e outros menos — afirma Madel.

Aqueles que perdem a linha e entram para o grupo dos que cometem excessos têm um sintoma em comum: exposição a um componente que causa compulsão pela repetição. A psiquiatra e terapeuta cognitiva Carla Bicca destaca que essa sensação é gerada em um pedaço do cérebro ligado ao prazer e à recompensa, semelhante à zona em que as drogas atuam.
— Faxinar a casa e sentir o cheiro da limpeza é gratificante. Quanto mais a pessoa se expõe, mais o cérebro reconhece esse ato como se fosse o único agradável. Chega uma hora que nada mais satisfaz e vira doença — aponta Carla.

Para não tornar a busca pelo meio termo uma utopia, o coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (USP), Márcio Antonini Bernik, dá a dica:

— Não vasculhe excessivamente sintomas e não mude de médico toda a hora, pois o novo doutor pode querer mostrar serviço pedindo ainda mais exames desnecessários. Quem procura, acha.

Para o tratamento desses transtornos, a melhor alternativa é a terapia cognitivo comportamental aliada ao uso de medicamentos inibidores da serotonina, molécula que ajuda na comunicação entre os neurônios.

"Todos podemos ter traços obsessivos"

A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva acaba de lançar o livro Mentes e Manias: TOC: transtorno obsessivo-compulsivo, (Editora Fontanar, R$ 34,90). Dedicada aos estudos do comportamento humano, a autora já publicou obras como Mentes Perigosas: O psicopata mora ao lado e Bullying: Mentes perigosas nas escolas. 
 
Confira algumas explicações da escritora sobre o TOC:
 


:: Muitas pessoas têm manias. Todos nós podemos ser um pouco obsessivos?
Todos podemos ter traços obsessivos e isso não é ruim, pois nos deixa mais organizados, responsáveis e alertas. Porém, se os pensamentos e comportamentos repetitivos provocam sofrimento ou fazem com que horas do dia sejam gastas cumprindo rituais, é hora de procurar ajuda de um especialista.

Fique por dentro

As doenças do excesso parecem ter a mesma causa. Há psiquiatras que delimitam estes transtornos no eixo dos transtornos obsessivos-compulsivos ou como transtornos aditivos ou impulsivos. Em comum, há a repetição em excesso de algum ato na busca da diminuição da ansiedade ou angústia.

Ortorexia

A fixação pela fiscalização da alimentação, semelhante ao que ocorre nos transtornos alimentares, gera uma alteração na área cerebral responsável pela recompensa. Com isso, vem a necessidade de controle, tornando a preocupação com a comida o objetivo maior. A vigilância é tão grande que a pessoa abre mão de compromissos
sociais e festas para não sair da dieta.

Hipocondria e Transtorno Disfórimico Corporal

São caracterizados por ideias obsessivas e supervalorizadas, com prejuízo da capacidade crítica. Ambos acreditam padecer de um problema físico. Na hipocondria, o indivíduo acredita estar com uma doença grave, consultas vários profissionais, sem acreditar em médicos ou exames que não corroboram sua crença. No transtorno dismórfico corporal, os pacientes procuram médicos na tentativa de melhorar algum “defeito”.
 
Vigorexia

Também integra um subtipo do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), chamado de Transtorno Dismórfico Corporal. Por mais musculosa que esteja, a pessoa se enxerga fraca. Usa produtos para conquistar a forma física almejada, como anabolizantes. É comum haver isolamento de amigos e familiares.
Fonte: Carla Bicca, psiquiatra

"Não posso evitar a morte"

Um vendedor autônomo, que pediu anonimato, chegou aos 49 anos suando frio para esconder as manias. Nem sempre conseguia. Sufocava de vergonha ao pensar que percebessem que ele verificava 15 vezes o fechamento da porta ou alinhava os travesseiros.

As primeiras lembranças das manias datam dos 10 anos, quando, por nojo, o menino jamais pegava um lápis emprestado na escola. Os exageros evoluíram e até chances de trabalho foram desperdiçadas.

— Tinha medo de ficar longe dos meus pais, pois pensava que algo de mal poderia acontecer a eles. Só tive certeza de que não era o “Todo-Poderoso” com o falecimento da minha mãe, ano passado. Vi que não posso evitar a morte. Há coisas inevitáveis.

Cinco meses depois, buscou ajuda no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Lá, descobriu que a obsessão dele tinha nome: TOC , doença que atinge uma em cada 60 pessoas no mundo. Fez o tratamento e hoje, um ano depois, diminuiu os episódios da doença. Segundo Aristides Volpato Cordioli, professor da Faculdade de Medicina
da UFRGS, os pacientes demoram até 10 anos para visitar um médico, perpetuando e agravando as manias.
   




SINTOMA DE DEPRESSÃO MASCARAM E DIFICULTAM DIAGNÓSTICO DA DOENÇA

18/06/2011

Depressão é considerada uma das doenças mais incapacitantes, segundo a OMS
Depressão é mascarada por variedade de sintomas.

Doença crônica e degenerativa que atinge cerca de 121 milhões de pessoas em todo o mundo — sendo 17 milhões apenas no Brasil —, a depressão é considerada uma das doenças mais incapacitantes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Porém, sua complexidade leva a dificuldades no diagnóstico, já que o paciente pode apresentar um leque amplo de sintomas psíquicos e físicos.

— A depressão ainda é subdiagnosticada e pouco tratada, somente um quinto dos pacientes deprimidos recebem tratamento adequado. A doença é frequentemente confundida com outras que possuem sintomas semelhantes, como estresse e ansiedade, ou com simples tristeza ou, ainda, com a fase depressiva do transtorno bipolar. E para complicar, cada paciente apresenta uma combinação diferente de sintomas, o que pode confundir o médico — explica Hamilton Grabowski, pesquisador clínico e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria.


O especialista ressalta que a patologia também pode vir mascarada em sinais dolorosos e, muitas vezes, não se percebe que além do físico, há a necessidade de tratar a mente. Ou seja: o paciente se queixa de dor, mas os outros sintomas psíquicos característicos da doença não estão aparentes.

Para que haja o diagnóstico correto, é imprescindível a investigação sobre o estado do paciente do histórico familiar de doenças mentais, abuso de substâncias (drogas e álcool) e sinais físicos que as pessoas tendem a omitir dos médicos por não julgarem relevantes. Quando negligenciada, a depressão pode ter consequências para o resto da vida. Estudos comprovam que, com o passar dos anos, pessoas depressivas não tratadas sofrem perdas cerebrais irreversíveis, resultando em déficits cognitivos significativos.
 
 Sintomas da depressão
 


:: Tristeza permanente
:: Anedonia (incapacidade de sentir prazer ou satisfação)
:: Ideias suicidas
:: Alterações cognitivas
:: Alterações no sono
:: Dificuldade de concentração
:: Insegurança
:: Sensação de fadiga
:: Perda de energia
:: Dor física
:: Lentidão ou agitação

Cirurgias devolvem a paciente visão de olho após 55 anos

17 de junho de 2011 



A retina é uma camada fina interna do olho onde as imagens são focalizadas, interpretadas pelos nervos e levadas para o cérebro. Foto: BBC Brasil
A retina é uma camada fina interna do olho onde as imagens são "focalizadas", interpretadas pelos nervos e levadas para o cérebro
Foto: BBC Brasil

Médicos nos Estados Unidos conseguiram recuperar a visão de um homem que passou 55 anos cego em um olho por conta de um descolamento de retina. O homem, de 63, procurou o hospital oftalmológico New York Eye and Ear Infirmary, com o olho direito avermelhado e reclamando de dor.
Ele havia perdido a visão aos oito anos de idade, quando sua retina descolou em função de uma pedrada. Segundo relataram os médicos na revista científica Journal of Medical Case Reports, o olho estava inchado, e apresentava sangramento e alta pressão de fluidos.
Após várias semanas e diversos procedimentos para estabilizar a pressão na área atingida, os médicos perceberam que o homem havia recuperado parte da percepção da luz no olho. Isto representou um estímulo para tentar a cirurgia de recolocação da retina.


Sucesso

O cirurgião Olusola Olawoye, que realizou a operação, disse que após a cirurgia a visão do olho melhorou a ponto de o paciente conseguir contar os dedos de uma mão à distância de 5 m. Um ano depois, os médicos perceberam que a cicatrização do olho estava provocando novos descolamentos de partes da retina. O homem foi submetido a uma segunda cirurgia, também bem-sucedida.
O médico disse acreditar que a pouca "altura" de descolamento da retina tenha contribuído para o sucesso dos procedimentos. "Até onde sabemos, este é o primeiro relato de recuperação de um paciente com um descolamento traumático de retina", afirmou o médico.
"Não só é um grande resultado para nossos pacientes, como tem implicações para a restauração da visão de outros pacientes, especialmente no contexto de pesquisas com células-tronco que poderiam ser transplantadas para retinas defeituosas a fim de restaurar a visão."
A retina é uma camada fina interna do olho onde as imagens são "focalizadas", interpretadas pelos nervos e levadas para o cérebro. O descolamento é uma separação desta camada fotossensível, normalmente em função de uma rasgadura, da sua conexão na parte traseira.
Deixado sem tratamento por muitos anos, o descolamento pode resultar em dano permanente à retina, o que torna a operação de reparação sem efeito. No último mês de abril, pesquisadores japoneses conseguiram criar uma retina sintética a partis de células-mães de camundongos. 

PROTEINA IMPEDE CALVICÍE E CABELOS BRANCOS.

17 DE JUNHO DE 2011

 

São Paulo – Um estudo inédito sobre células-tronco capilares descobre proteína responsável pelo crescimento e coloração dos cabelos.

Há décadas cientistas sabem que as células-tronco dos folículos capilares e dos melanócitos (células produtoras de pimento) interagem de alguma forma para produzir cabelo colorido. Até agora, no entanto, ninguém sabia exatamente como.

Em um trabalho publicado na Cell, uma das mais importantes revistas científicas do mundo, a Dra. Mayumi Ito, da Universidade de Nova York, descobriu que uma proteína chamada Wnt é essencial nesse processo.

O estudo feito em ratos mostrou exatamente como os caminhos sinalizadores da proteína Wnt permitem  que as células-tronco dos folículos e dos melanócitos trabalhem juntas para gerar o crescimento capilar e produzir pigmentos.

A pesquisa mostrou que a anormalidade ou a ausência de Wnt inibe o surgimento de novos fios e impede a formação de cor. Além de indicar uma possível forma de tratamento para calvície e fios grisalhos, o estudo também pode ajudar a combater doenças realmente graves, como o câncer.

O corpo humano tem vários tipos de células-tronco com potencial de regenaração. Os métodos por trás da comunicação das presentes nos fios de cabelo podem dar pistas importantes para regenerar outros órgãos mais complexos.  Além disso, ajudam a compreender doenças nas quais os melanócitos estão envolvidos- entre elas, os melanomas.



 

ESTUDO LIGA COBREIRO Á ESCLEROSE MÚLTIPLA

17/06/2011 - 11:03
Doença herpes-zóster é provocada pelo mesmo vírus que causa a catapora. 
 
Herpes-zóster: conhecida popularmente como cobreiro, a virose causa queimações ou coceiras na pele, seguidas por erupções de bolhas cheias de líquido
Pessoas que tenham sido vítimas de herpes-zóster, doença popularmente conhecida como "cobreiro", são até três vezes mais propensas a desenvolver esclerose múltipla, aponta uma pesquisa realizada pela Universidade de Medicina de Taiwan. O estudo foi publicado no periódico científico Journal of Infectious Diseases.   
O cobreiro é causado pelo vírus Varicella-zoster, o mesmo que provoca a varicela, ou catapora. A herpes-zóster caracteriza-se pela ocorrência de afecções na pele e normalmente começa com queimação ou coceira, seguida por uma erupção de bolhas cheias de líquido. Ela atinge, principalmente, pacientes com baixa defesa imunológicas. Uma vez que a pessoa já tenha tido catapora, o vírus entra em estado dormente, habitando as fibras nervosas do corpo. Mas, em alguns casos, o vírus pode voltar à ativa, causando, assim, a herpes-zóster.
A Esclerose Múltipla, por sua vez, acontece quando a camada protetora ao redor das fibras nervosas começa a se quebrar, retardando a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Os sintomas incluem fadiga, problemas de equilíbrio e de coordenação muscular e problemas de memória e de pensamento lógico.
De acordo com a Associação Americana de Esclerose Múltipla, cerca de 2,5 milhões de pessoas têm a doença no mundo. A maioria apresenta os primeiros sintomas entre os 15 e os 50 anos. A herpes-zóster acontece, normalmente, entre idosos, mas não chega a ser incomum casos em adultos, especialmente entre os que têm problemas de baixa resistência imunológica.
Durante o estudo, os pesquisadores avaliaram informações do banco de dados de uma seguradora que cobre 98% da população de Taiwan. Eles descobriram, então, que mais de 300.000 pessoas tinham herpes-zóster. O número foi comparado com as 950.000 pessoas com características similares, mas que não tinham a doença. No decorrer do estudo, menos de um a cada 10.000 pessoas no grupo com herpes-zóster desenvolveu Esclerose Múltipla – número três vezes maior que no grupo que não tinha herpes-zóster.
Para Jiunn-Horng Kang, coordenador da pesquisa, no entanto, o estudo apenas relaciona as duas doenças e não prova que uma seja a causa da outra. “Embora exista diversos mecanismos que poderiam explicar a relação entre elas”, diz Kang. Uma hipótese, segundo Kang, é que a herpes-zóster está associada com problemas no sistema imunológico que poderiam desencadear a Esclerose Múltipla.


VITAMINA D AJUDA NO COMBATE A DOENÇAS AUTOIMUNES

16/06/2011


Fundamental para a saúde, a vitamina D pode prevenir inúmeras doenças, inclusive as autoimunes e neurodegenerativas. Em 1995, foram registrados mais de oito milhões de casos de doenças autoimunes, e nos Estados Unidos, um em cada 31 americanos tinha alguma deficiência de vitamina D. Em 2010, o número de casos saltou para 30 milhões e um em cada 10 americanos possui essas enfermidades. Ficar exposto ao sol, em média, 20 minutos por dia, é essencial para adquirir essa vitamina. 

Segundo o neurologista e professor  do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Cícero Coimbra, que conduz importantes estudos sobre o tema, a maneira mais fácil e eficaz de adquirir essa rica vitamina é tomar sol no início da manhã ou no final da tarde, quando os raios ultravioletas não estão tão fortes. "É importante ter em mente que o resultado não é o mesmo com o sol do meio-dia, que provoca câncer de pele", orienta o médico. O especialista acrescenta que a quantidade de sol necessária para repor a vitamina depende da idade, da cor da pele e da quantidade de roupa – o ideal é vestir roupas leves, como bermuda e camiseta. 

Existem outras formas de garantir a substância. Alimentos como óleo de peixes, laticínios, gema de ovo, azeite de oliva, cereais integrais e frutas secas têm doses de vitamina D. Suplementos também são uma opção, mas só devem ser consumidos sob orientação médica. Atualmente, a dose administrada pelos médicos é de 200 UI por dia, quando, na verdade, o ideal seriam 10.000 UI diários, ou seja, 50 vezes mais, segundo o especialista. 

Com o apoio de empresas como a Unimed ABC, por exemplo, Coimbra realiza pesquisas sobre os benefícios da vitamina D nos casos de Esclerose Múltipla. O especialista afirma que, além da esclerose múltipla, a substância pode prevenir doenças como 17 variedades de câncer, derrame, hipertensão, espondilite, artrite, vitiligo, diabetes, depressão, osteoporose, psicológicas, entre muitas outras. 

"Durante as pesquisas sobre Esclerose Múltipla, pude perceber que existem três coisas que tornam obrigatória a correção da deficiência. A maioria das pessoas que tem o problema está com níveis de vitamina D inferiores aos da avaliação normal; quanto mais baixo for o nível de vitamina D, mais grave é a doença, e a documentação de no mínimo 5 mil UI de vitamina D já provoca redução de mais de 50% das crises", finaliza Cícero. 

*Cícero Galli Coimbra é graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especialista em medicina interna e neurologia pela mesma instituição, e em neurologia pediátrica pelo Jackson Memorial Hospital da Universidade de Miami, EUA. É mestre e doutor em Neurologia pela Unifesp e pós-doutorado pela Universidade de Lund, Suécia. Hoje, atua como Professor Livre Docente do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Unifesp, onde dirige o Laboratório de Fisiopatologia Clínica e Experimental. Atua na área de Medicina (Neurologia e Clínica Médica), com ênfase em doenças neurodegenerativas e autoimunes.



EUA TESTAM CÉLULAS-TRONCO EM SERES HUMANOS PARA TRATAR CEGUEIRA.

WASHINGTON, 16 Jun 2011

WASHINGTON — Um total de 24 pacientes se inscreveram para se submeter aos primeiros testes clínicos para tratar dois tipos de cegueira com células-tronco, anunciou a companhia Advance Cell Technology (ACT) de Massachusetts.
A agência de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos (FDA) deu luz verde há alguns meses para iniciar os testes clínicos que tratarão uma forma de cegueira juvenil conhecida como doença de Stargardt e a cegueira por degeneração macular relacionada com a idade (DME), uma das principais causas de cegueira em maiores de 50 anos.
Agora que os primeiros pacientes se inscreveram, os testes começarão "em um futuro muito próximo", disse um porta-voz da ACT.
"Estes testes marcam um passo significativo para um dos campos menos desenvolvidos e mais necessitados do nosso tempo, o tratamento de uma forma até agora incurável de cegueira e para as formas comuns de cegueira", disse o líder das pesquisas, Steven Schwartz, da Universidade da Califórnia.
As células-tronco embrionárias são células mestras do corpo, capazes de gerar todos os tecidos e órgãos. Seu uso é controvertido porque muitas pessoas se opõem à destruição de embriões.


QUAIS OS EXAMES PARA DESPISTE DO CANCRO?


O seu acompanhamento médico regular é essencial: só assim poderá estabelecer com o seu médico um plano individual e personalizado de consultas e possíveis exames a realizar.

Em função da presença ou ausência dos diferentes factores de risco, é necessário fazer exames de rotina para "despiste" dos vários tipos de cancro: só assim poderá haver detecção precoce do cancro, ou seja, em fases inicias do seu desenvolvimento aumentando, desta forma, a probabilidade de sucesso do tratamento.

Alguns tipos de cancro podem ser detectados antes de começarem a causar problemas. Fazer exames regulares para "despiste" do cancro, ou de alguma condição que possa levar a cancro, em pessoas que não apresentam qualquer sinal ou sintoma, chama-se "rastreio".

Os "rastreios" podem ajudar o seu médico a encontrar e tratar, precocemente, alguns tipos de cancro. Geralmente, o tratamento para o cancro é mais eficaz quando a doença é detectada cedo, ou seja, ainda em fase precoce.

Há alguns tipos de cancro nos quais os "exames de rastreio" estão indicados: cancro da mama, cancro do colo do útero, cancro do cólon e do recto. Para estes tipos de cancro, existem "programas organizados de rastreio", levados a cabo pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Os exames considerados de "rastreio", nos diferentes tipos de cancro, são:

Cancro da mama
a mamografia é a melhor forma para detectar o tumor, numa fase ou estadio inicial. A mamografia é uma radiografia especial da mama. É recomendável que as mulheres, dos 45 aos 69 anos, façam uma mamografia anual, ou de 2 em 2 anos; se tiver risco aumentado para cancro da mama, deve falar com o seu médico, para saber qual a frequência com que deverá fazer a mamografia. Algumas organizações recomendam o início do rastreio a partir dos 40 anos.

Cancro do colo do útero
o teste de Papanicolau, ou esfregaço do colo do útero ou do cérvix, é usado para observar as células do colo do útero; depois, estas células são observadas, para procurar a possível presença de características pré-malignas ou malignas. O Pap teste deverá ser repetido, pelo menos, uma vez de 3 em 3 anos.

Cancro do cólon e recto
para detectar a possível presença de pólipos (massas), tumores ou outras alterações no cólon e no recto, a partir dos 50 anos deverá fazer o rastreio; se tiver risco aumentado para ter cancro do cólon e recto, fale com o seu médico, para saber qual a frequência e idade com que deverá fazer os exames de "rastreio".

1. Sangue oculto nas fezes: por vezes, o tumor ou os pólipos sangram; esta análise permite detectar pequenas quantidades de sangue nas fezes.

2. Sigmoidoscopia: recorrendo a um tubo flexível iluminado e com uma câmara na extremidade, chamado sigmoidoscópio, o seu médico irá observar as paredes interiores do recto e a parte baixa do cólon; este exame permite fazer biópsias. Muitas vezes, os pólipos podem ser removidos através deste tubo.


3. Colonoscopia: usando um tubo longo, flexível e iluminado, chamado colonoscópio, cuja luz é transmitida até à ponta distal do aparelho e onde existe uma câmara, que capta a imagem e envia para um monitor, o seu médico pode observar internamente o recto e todo o cólon (direito e esquerdo). Este exame permite fazer biópsias e, regra geral, os pólipos podem ser removidos através deste tubo.


4. Clister opaco de duplo-contraste: este exame radiológico é efectuado por injecção de uma solução de bário, através do recto; em seguida, é bombeado ar para dentro do recto (o bário e o ar melhoram as imagens do cólon e do recto.

5. Toque rectal: regra geral, o exame rectal é parte integrante de um exame físico de rotina. O seu médico, depois de calçar umas luvas, insere um dedo lubrificado no recto: este exame permite detectar se há dor, sangue ou alterações no ânus (parte distal do recto); no entanto, tem a limitação de só permitir examinar a parte inferior do recto.


Poderá ter ouvido falar de outros exames, utilizados para excluir a possibilidade de ter cancro noutras partes do corpo. Continua a não estar definido se o “rastreio de rotina” com estes testes é, realmente, eficaz, e se permite salvar vidas.

O seu médico, antes de sugerir um exame de "rastreio", considera diversos factores, relacionados com o próprio exame e com o tumor que possa vir a detectar. É, ainda, dada especial atenção ao risco pessoal para desenvolver certos tipos de tumores.

Exemplo de factores a considerar:
  • idade,
  • história clínica,
  • saúde e bem estar geral,
  • história familiar,
  • e estilo de vida.
O seu médico deverá, ainda, ter em conta a precisão do exame e seus possíveis efeitos nocivos, bem como o risco dos exames clínicos de seguimento ou da cirurgia que possa ter que fazer, para verificar se o resultado alterado de um determinado exame significa, ou não, a presença de cancro.

Deve falar com o seu médico sobre os possíveis benefícios e riscos de fazer o "rastreio" de qualquer tipo de cancro. A decisão de fazer o rastreio, bem como outras decisões médicas, é pessoal.


Perguntas que pode fazer ao seu médico sobre... o "despiste"
1
Quais os exames que serão recomendados na minha situação?
2 Os exames vão doer ou irei sentir-me "mal"? Existem riscos?
3 Quanto custam os exames médicos? Será que o meu seguro médico vai comparticipar os exames de rastreio?
4 Quanto tempo depois de fazer os exames terei os resultados?
5 Se os resultados não estiverem normais, como é que o meu médico vai saber se eu tenho cancro?

Pode, ainda, ser necessário fazer uma biópsia: a biópsia é, na realidade, o único processo através do qual se podem tirar conclusões, quanto à existência ou não de cancro.

Como é feito o diagnóstico do cancro?


Como em tudo na vida, é essencial que estejamos atentos ao nosso corpo, a toda e qualquer alteração que surja sem que, para tal, haja motivo aparente.

Se tivermos uma atitude proactiva na detecção de qualquer sinal ou sintoma até aqui “desconhecido” e, imediatamente, falarmos com o nosso médico estaremos, com certeza, a ajudar na detecção precoce de qualquer possível problema, mesmo que não seja cancro.

Como poderá imaginar, é fundamental que o diagnóstico de qualquer tipo de cancro seja feito o mais precocemente possível: aumenta a hipótese de cura e pode evitar que o cancro se espalhe – metastize – para outras partes do corpo. Desta forma, estamos a favorecer o prognóstico da situação, a recuperação e a reabilitação.

Quando realiza exames de rotina ou mesmo de “rastreio”, se o resultado sugerir a possibilidade de ter um tumor, o seu médico terá que verificar e confirmar se é devido a um cancro ou a qualquer outro motivo.

Para poder fazer o “quadro” completo da situação, provavelmente o seu médico irá falar consigo, fazer algumas perguntas relacionadas com a sua história clínica pessoal e familiar (para poder equacionar a possível presença de determinados factores de risco), bem como fazer um exame físico. Poderá, ainda, pedir-lhe que faça análises, exames imagiológicos (como raio-X, ecografia, mamografia) ou qualquer outro exame que seja necessário para esclarecer o diagnóstico.

Deverá levar para a consulta e mostrar ao seu médico qualquer exame que tenha realizado previamente, mesmo que lhe pareça irrelevante e não relacionado com a actual situação.

Depois de avaliar estes exames, o seu médico, de acordo com a situação global, poderá decidir não fazer quaisquer exames adicionais, nem mesmo tratamento.


Análises clínicas ou exames laboratoriais

As análises ao sangue, urina e outros fluidos, podem ajudar o seu médico a fazer o diagnóstico de qualquer situação anormal: permitem demonstrar como é que um determinado órgão está a desempenhar a sua função.

No nosso organismo, há determinadas substâncias que, se nas análises, estiverem aumentadas, podem ser sinal de cancro e são usadas como marcadores tumorais.

Ainda assim, não podemos ser alarmistas: regra geral, ter resultados laboratoriais anómalos não significa que temos cancro.

Para fazer o diagnóstico de cancro, não são suficientes os resultados das análises clínicas. Vão ser necessários outros exames e uma biópsia, para confirmar se é um cancro, e qual o seu tipo.


Exames imagiológicos

Os exames que recorrem à imagem de determinadas áreas do corpo são muito úteis, pois ajudam o seu médico a detectar a presença de inúmeras situações anómalas, incluindo a possível presença de um tumor.

As imagens podem ser obtidas de diversas formas:

Radiografia (raios-X): forma mais frequente de ver os órgãos e os ossos.

TAC (tomografia computorizada): através de uma máquina de raios-X, ligada a um computador, são obtidas uma série de imagens detalhadas dos órgãos; para melhor visualização das imagens, pode ser injectado um contraste (corante). A ligação ao computador permite uma visualização mais detalhada dos órgãos internos do nosso corpo.

Estudo com radioisótopos: neste exame, é injectada uma pequena quantidade de substância radioactiva, que entra na corrente sanguínea e vai depositar-se nas áreas de crescimento ósseo anómalo, ou nos órgãos. Através de um scanner, a radioactividade é detectada e medida; o scanner vai criar a imagem desses ossos e órgãos, num ecrã de computador ou num filme. O nosso organismo elimina rapidamente a substância radioactiva.

Ecografia (ultra-sons): meio de diagnóstico que utiliza ondas sonoras de alta frequência, os ultra-sons, para produzir imagens dos órgãos internos do nosso corpo.

RM (ressonância magnética): através de um íman forte, ligado a um computador, são criadas imagens detalhadas de determinadas zonas do corpo. Essas imagens podem, depois, ser vistas num monitor e/ou impressas em filme.

Estudo por PET (tomografia por emissão de positrões): neste exame, é injectada uma pequena quantidade de material radioactivo, cuja "fixação" em determinadas zonas é acompanhada e visualizável. Depois, uma máquina vai “criar” imagens, que revelam a actividade química no organismo e os pontos onde houve "fixação" - regra geral, são zonas onde há elevada actividade celular (ex: células tumorais).


Biópsia

Quase sempre é necessária uma biópsia, para fazer o diagnóstico de cancro.

Uma biópsia consiste na colheita de uma amostra de tecido que, depois, é examinada ao microscópio por um médico especializado - patologista - de um laboratório.

A amostra pode ser colhida de várias maneiras:

Com agulha: é utilizada uma agulha fina, para recolher tecido ou líquido.

Com endoscópio: é utilizado um endoscópio (tubo fino e iluminado), para observar determinadas zonas do nosso organismo; através deste tubo, o médico pode colher tecidos ou células.

Com cirurgia: a cirurgia pode ser excisional ou incisional.

Biópsia excisional: o cirurgião remove todo o tumor e, por vezes, remove algum tecido normal que circunda o tumor ("margens").

Biópsia incisional: o cirurgião remove apenas uma parte do tumor, para observação e análise.

Perguntas que pode fazer ao seu médico sobre... a biópsia
1
Que tipo de biópsia irei fazer? Porquê?
2 Onde vou fazer a biópsia? Tenho que ir ao Hospital?
3 Quanto tempo vai demorar a biópsia? Estarei acordado? Vai doer? Serei anestesiado? Qual será o tipo de anestesia?
4 Há riscos associados a este exame? Quais são as probabilidades de haver infecção ou perda de sangue, depois deste procedimento?
5 Quando irei saber os resultados?
6 Se eu tiver um cancro, quem irá falar comigo acerca dos próximos passos a seguir? Quando?

Ouvir e procurar uma segunda opinião


Depois de diagnosticado um cancro, é normal pensarmos que "isto não está a acontecer"! É normal negar e não acreditar, tal como é normal pensar que pode haver outra perspectiva de ver e avaliar a mesma situação clínica.

Antes de decidir aceitar a proposta de diagnóstico e/ou tratamento, pode ouvir uma segunda opinião. Hoje em dia, algumas seguradoras exigem uma segunda opinião, para poderem comparticipar as despesas, e outras podem cobrir os custos de uma segunda opinião, se tal for solicitado.

Na maioria dos casos, um breve atraso não compromete o diagnóstico, tratamento e prognóstico da situação. Fale com o seu médico para saber quais os tempos razoáveis.

Nos centros onde se faz oncologia, vários especialistas trabalham em conjunto, formando uma equipa multidisciplinar, que pode ajudar de uma forma integrada.




CÉLULA-TRONCO NO FETO INDICA RISCO DE LEUCEMIA E REAPARECIMENTO TARDIO DA DOENÇA

2011-06-15 | 12:31 


As células-tronco leucémicas podem permanecer inactivas no corpo durante uma década ou mais após a remissão da doença na criança - antes de serem reactivadas e de causarem uma recaída. De acordo com um novo estudo conduzido pelo investigador Mel Greaves , do Institute of Cancer Research (ICR) , estas conclusões não devem preocupar indevidamente os pais cujos filhos já sofreram de leucemia linfoblástica aguda (LLA), pois a volta da leucemia depois de muitos anos da remissão é rara. Além disso, a recaída tardia geralmente é geneticamente similar ao cancro original e o mesmo tratamento pode levá-la à remissão novamente, avança o portal ISaúde.

"Alguns tipos de tratamento erradicam as células doentes, mas não matam todas as células-tronco leucémicas. Anos mais tarde, se o doente tiver o azar de ser exposto a outro gatilho, o cancro pode começar a desenvolver-se de novo. A boa notícia é que acreditamos que alguns novos sistemas de tratamento para a leucemia também podem matar as células-tronco. Assim, no futuro, os doentes poderão não ter este risco de recaída" , diz Greaves.

Em 2008, a equipa de Greaves confirmou a existência de células-tronco da leucemia que se desenvolvem a partir de uma mutação genética quando o doente ainda está no útero.

A mutação - fusão dos genes TEL (ETV6) e AML1 (Runx1) - gera células pré-leucémicas que crescem na medula óssea como uma bomba-relógio silenciosa, mas outros factores são necessários para convertê-las em leucemia. Evidências sugerem que a mutação pode estar presente em até um a cada 100 recém-nascidos, mas apenas cerca de uma em cada 100 destas crianças com a mutação vai desenvolver LLA. Pensa-se que estes gatilhos incluem a aquisição de uma infecção comum da infância e de mutações genéticas adicionais.

No último estudo, os cientistas analisaram o ADN de amostras de cancro provenientes de 21 doentes no primeiro diagnóstico e, em seguida, na reincidência. Todos os doentes tinham a fusão ETV6-RUNX1 e tinham em média 4,5 anos no momento do diagnóstico, a primeira recidiva ocorreu dentro de até dez anos. Os cientistas encontraram para cada paciente uma média de oito diferentes mutações, conhecidas como alterações de número de cópia, durante o diagnóstico e 11 durante a recaída. Os cientistas pensaram que algumas delas eram mutações "passageiras", mas uma série de mutações "activadoras" - que os cientistas acreditam estar directamente envolvidas no desenvolvimento do cancro - foram identificadas devido à frequência entre os pacientes e pelo conhecido papel no desenvolvimento da LLA. Ao analisar as mutações activadoras presentes em ambas as fases, eles confirmaram que as células cancerígenas que causam recidiva são derivadas de células presentes no primeiro diagnóstico, na maioria dos casos em níveis reduzidos.

Para um doentes, os investigadores fizeram uma análise da remissão usando uma técnica chamada hibridização fluorescente in situ (FISH) e identificaram uma célula cancerígena presente em níveis baixos no momento do diagnóstico (0,4%), cujo genótipo realmente combinava com as células cancerosas dominantes (79,8%), observadas na recidiva de dez anos mais tarde.

Os resultados do estudo levantam a possibilidade de que os doentes em risco de recidiva possam ser identificados pela detecção molecular sensível que detecta as células-tronco persistentes. "Pode ser possível examinar os pacientes assim que terminam o tratamento - geralmente de 2 a 3 anos após o diagnóstico - e determinar se eles ainda têm um reservatório de células-tronco leucémicas e, portanto, potencial para recidiva", diz Frederik van Delft.

VIAS DE SINALIZAÇÃO APONTAM VULNERABILIDADE DAS CÉLULAS-TRONCO DO CANCRO DA MAMA

2011-06-15 | 12:39 


Investigadores do Whitehead Institute, nos EUA, identificaram um ponto vulnerável das células-tronco da mama que favorece a formação de tumores . O estudo revelou sinais de células epiteliais da mama que podem induzir as células a mudarem ou manterem um estado mesenquimal , incentivando tanto as células normais quanto as malignas a migrar e a auto-renovarem-se. Interromper esses sinais retira das células as habilidades de migração, invasão e de auto-renovação usadas pelas células-tronco cancerígenas em novos tumores, avança o portal ISaúde.

"As células-tronco são importantes tanto no tumor quanto no tecido normal . Por um lado, gostaríamos de saber o que cria as chamadas células-tronco cancerígenas em tecidos epiteliais com condições normais. Temos razões para crer que estas duas dinâmicas são orquestradas por um mecanismo regulamentar comum. Portanto, este trabalho pode ser aplicado para a compreensão de ambas as células do cancro da mama e células epiteliais normais, como as células normais nos ductos mamários normais", disse o investigador Robert Weinberg.

Durante uma transição epitelial-a-mesenquimal (EMT), células epiteliais adquirem as características das células mesenquimais. Ao contrário das células epiteliais bem-embaladas que se colam umas às outras, as mesenquimais estão soltas e livres para se moverem em torno de um tecido.

Os atributos de células mesenquimais são benéficos durante o desenvolvimento, mas, quando invadida por células cancerígenas, conferem a capacidade de migrar para locais distantes. Além disso, a passagem através de uma EMT permite que as células cancerígenas adultas produzam novos tumores com alta eficiência, a marca característica das células-tronco do cancro. Embora a passagem através de EMT seja reconhecida como um passo importante na formação de células-tronco cancerígenas, os cientistas foram incapazes de identificar claramente as pistas no microambiente de uma célula que induzem a uma EMT.

Sinais autócrinos

Ao estudar as células epiteliais de mama humana, a investigadora Christina Scheel identificou três vias de sinalização (TGF-beta, Wnts não-canónicos e Wnt canónicos) que trabalham em conjunto para manter as características migratórias e de auto-renovação das células epiteliais de mama e das células de cancro da mama. Estes caminhos são continuamente activados nas células-tronco por sinais autócrinos (produzidos pelas próprias células ). Estudar como estes sinais autócrinos funcionam em células epiteliais de mama permitiu aos investigadores especificarem os sinais que permitem que estas células passem por EMT e entrem em estado mesenquimal.

Scheel descobriu que as células epiteliais são mantidas no seu estado de diferenciação através da inibição das três vias de sinalização, isto é, células epiteliais normais produzem proteínas que bloqueiam estas moléculas de sinalização. Para provocar uma transição epitelial-a-mesenquimal in vitro a partir de células epiteliais normais da mama, ela removeu esses inibidores endógenos administrando um cocktail de anticorpos neutralizantes e adicionou fatores de crescimento que estimulam as três vias, imitando assim a sinalização autócrina encontrada em células mesenquimais.

Ao aplicar o resultado com EMT, Scheel direccionou as células a um estado mesenquimal, associado com aumento da capacidade migratória e características semelhantes às das células-tronco. Eventualmente, as células epiteliais em formação estabilizaram este estado por meio de sinalização autócrina.

Para ver os efeitos do bloqueio desta sinalização autócrina em um modelo animal, Scheel implantou em ratos células epiteliais de mama humana que passaram por EMT. A investigadora injectou então no local da implantação as proteínas que bloqueiam as três vias. Os ratos utilizados nesta experiência apresentaram um décimo do número de tumores encontrados nos ratos que não receberam as proteínas inibidoras. Além disso, as células do cancro da mama que foram pré-tratadas in vitro com estas proteínas demonstraram uma capacidade muito reduzida de metástase quando implantadas nos animais .

Segundo os investigadores, essas experiências mostram como células cancerígenas usam as funções celulares normais para derrubar as células saudáveis. "Esses sinais autócrinos não são algo que as células do cancro da mama inventam, mas resultam de uma activação de células-tronco normais . O cancro da mama de células-tronco dependem destes sinais para se manterem, então eles permanecem susceptíveis de bloquear esta sinalização autócrina. Pode ser uma excelente maneira para atingir o cancro da mama de células-tronco. Além disso, nosso ganho na compreensão de como os traços migratórios e de auto-renovação são activados em células epiteliais normais da mama pode promover nossa compreensão da homeostase do tecido normal e pode ser de grande utilidade na área da medicina regenerativa", explicou Scheel.

VITAMINA D TRAZ RESULTADOS POSITIVOS NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS.

Terça-feira, 14 de junho de 2011 - 
 
A maneira mais fácil e eficaz de adquirir essa rica vitamina é tomando sol  
Fundamental para a saúde e fácil de ser adquirida, a vitamina D pode prevenir inúmeras doenças. Sua reposição não depende de muito esforço, bastando ficar exposto ao sol, em média, 20 minutos por dia.

Cícero Coimbra, neurologista e professor do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), realiza pesquisas sobre os benefícios da vitamina D nos casos de Esclerose Múltipla.

“Durante as pesquisas, pude perceber que a maioria das pessoas que tem o problema está com níveis de vitamina D inferiores aos da avaliação normal; quanto mais baixo for o nível de vitamina D, mais grave é a doença, e a documentação de uma dada quantidade de vitamina D já provoca redução de mais de 50% das crises”, finaliza o médico.

O especialista afirma que, além da Esclerose últipla, a substância pode prevenir doenças como 17 variedades de câncer, derrame, hipertensão, espondilite, artrite, vitiligo, diabetes, depressão, osteoporose, psicológicas, entre muitas outras.

Segundo Coimbra, a maneira mais fácil e eficaz de adquirir essa rica vitamina é tomar sol no início da manhã ou no final da tarde, quando os raios ultravioletas não estão tão fortes.

“É importante ter em mente que o resultado não é o mesmo com o sol do meio-dia, que provoca câncer de pele”, orienta o médico.

Existem outras formas de garantir a substância. Alimentos como óleo de peixes, laticínios, gema de ovo, azeite de oliva, cereais integrais e frutas secas têm doses de vitamina D.  Suplementos também são uma opção, mas só devem ser consumidos sob orientação médica. 
FONTE:http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000439173

IDOSA DE 72 ANOS SOFRE COM PARTE DO ÚTERO EXPOSTA E NÃO CONSEGUE CIRURGIA.

13.06.2011 | 21h33 

Cícera Lessa de Almeida tem Esclerose Múltipla e, segundo a irmã, ela costuma arrancar o útero com uma pinça, pensando ser algum verme 

Cada dia do ano é um tormento na vida de Cícera Lessa de Almeida, de 72 anos, que reside na Rua Messias de Gusmões, na Ponta Grossa, nas proximidades da Panificação Menino Jesus. A idosa, que sofre de Esclerose Múltipla – doença degenerativa que atinge o cérebro e o cordão espinhal – possui uma parte do útero exposta e não consegue cirurgia em nenhum hospital de Maceió.

A irmã de Cícera, Zuleide Brito, que mora na cidade de Aracaju (SE), explicou à reportagem da Rádio Gazetaweb que, no ano passado, um pedaço do intestino encontrava-se exposto e a única solução seria enfrentar o centro cirúrgico. Porém, somente depois de alguns meses, Zuleide conseguiu uma cirurgia para Cícera. “Esse problema, que eu não sei qual é, já vinha afetando ela há tempos, mas, graças a Deus, conseguiu ser operada”, confirmou Zuleide. Devido ao elevado grau de sua doença, a aposentada pensava que o intestino era algum verme e começava a puxar o órgão com uma pinça, agravando o problema.

A cirurgia foi um sucesso, segundo a irmã, mas, este ano, a idosa enfrentou mais um problema de saúde. “Já agora, quem apareceu do lado de fora foi o útero. Ela pega de novo a pinça, pensando que é um verme ou outro bicho, e não há jeito: puxa também o útero” – disse ela, frisando que a família não conseguiu outra cirurgia. “Agora, está mais difícil, viu, meu filho, porque os hospitais alegam que não há médico específico para reverter o problema do útero. Ainda bem que ela não pegou uma infecção; pelo menos, até agora”.

A produção da Gazetaweb tentou entrar em contato com a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau/AL), mas o telefone estava desligado. 


CONTRA A GRIPE A,ESTADO RECOMENDA PRESCRIÇÃO DE ANTIVIRAL PARA OS GRUPOS DE RISCO

 13/06/2011

Nova estratégia de combate à doença foi anunciada nesta segunda-feira

O comitê de enfrentamento da influenza A (H1N1) do Estado definiu como estratégia de combate à doença orientar os médicos dos municípios gaúchos a prescrever remédio antiviral a todo paciente com quadro de falta de ar (síndrome respiratória aguda) e a portadores de doenças crônicas ou de grupos de risco para a doença — que apresentarem sintomas de gripe, como febre e tosse.

 Conheça os sintomas, o tratamento e as formas de prevenção da gripe A

A orientação foi definida nesta segunda-feira, depois que foram registradas duas mortes por gripe suína em municípios gaúchos. De acordo com a Secretaria de Saúde do estado, o uso do antiviral é a maneira mais eficaz de conter o avanço da doença. Além das duas mortes, já foram confirmados cinco casos e identificados 134 casos suspeitos.

Também nesta segunda, o secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni, garantiu a chegada de mais 100 mil doses da vacina contra a doença entre hoje e amanhã.

— Ainda não temos números para medir, mas há a percepção dos profissionais que estão nas salas de vacina de que a procura cresceu — confirma o coordenador-geral da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Anderson Araújo de Lima.


Mesmo com o término da campanha de vacinação, em 27 de maio, aproximadamente 350 mil doses ainda esperam para ser aplicadas em todo o Estado. Gestantes, crianças de seis meses a dois anos, idosos, indígenas e profissionais da saúde continuam sendo os principais alvos da imunização. Isto porque o reforço de mais 100 mil doses não possibilitará uma grande ampliação do grupo a ser vacinado.

— Estamos dando os passos para não errar, ainda não existe nenhum alarme. Vou na quarta-feira para Brasília discutir a possibilidade de ampliar a vacinação, porque não temos vacina para toda a população — explica o secretário.

Segundo Lima, da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, pacientes com doenças respiratórias crônicas com indicação médica já estão sendo vacinados na Capital. Se a Secretaria Estadual da Saúde (SES) conseguir mais vacinas com o Ministério da Saúde, essas pessoas poderão ser oficialmente incluídas no foco da imunização em todo o Estado.

Duas mortes no Estado

As mortes foram de uma mulher de 48 anos, moradora de Anta Gorda, e de um idoso de 71 anos, em Bagé. Eles não tomaram vacina contra o vírus da gripe. A vacinação contra gripe continua para idosos, gestantes, profissionais de saúde, crianças menores de 2 anos e portadores de doenças crônicas e pulmonar - considerados grupos de risco.
A secretaria orienta a população a procurar um serviço médico assim que apresentar sintoma de gripe, como febre, tosse e dores no corpo. Para prevenir a doença, é recomendado não compartilhar objetos e talheres com doentes, manter ambientes limpos e ventilados e lavar as mãos com frequência ou higienizá-las com álcool gel.

FONTE:http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/bem-estar/19,0,3350458,Contra-a-gripe-A-Estado-recomenda-prescricao-de-antiviral-para-grupos-de-risco.html
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NOVAS DROGAS TRAZEM ESPERANÇA CONTRA MELANOMA

11/06/2011

Dois medicamentos prometem aumentar sobrevida de pacientes.


Dois novos medicamentos prometem aumentar sobrevida de pacientes
Pacientes que desenvolvem o melanoma, tipo mais perigoso de câncer de pele — e o que mais mata na Região Sul, com um risco estimado de 85 mortes para cada 100 mil habitantes — terão, em breve, chances maiores de sobrevida. A esperança deve-se à chegada (ainda sem previsão no Brasil) de duas novas drogas no mercado: a vemurafenib, da Roche e Daiichi Sankyo, e a ipilimumab, da Bristol-Myers Squibb. Ambas foram apresentadas no Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, realizado entre os dias 4 e 8 de junho em Chicago (EUA).

O líder do estudo, o médico Paul Chapman, do Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering, em Nova York, afirmou que o resultado deu uma diferença grande para os pacientes com melanoma avançado, que geralmente sobrevivem só oito meses com os tratamentos atuais. Outro estudo apresentado no congresso mostrou que pacientes com melanoma avançado, sem tratamento anterior, que tomaram o medicamento ipilimumab, da Bristol-Myers Squibb, mais quimioterapia, viveram dois meses mais do que quem fez só químio. O medicamento, chamado de Yervoy, estimula o sistema imune a lutar contra o câncer.

Já o vemurafenib, da Roche, foi feito para pacientes com tumores que têm uma mutação em um gene conhecido como Braf, que permite que as células do melanoma cresçam. Cerca de metade dos melanomas têm essa mutação. O teste da Roche foi feito com 675 pacientes com melanoma avançado com a mutação genética e que não poderia ser operado. Após cerca de três meses do tratamento, os pacientes tratados com a nova droga tiveram 74% menos risco de avanço do câncer do que os tratados com a droga dacarbazine. Quase metade dos pacientes tratados com o remédio tiveram redução do tumor, em relação a 5,5% dos pacientes tratados com químio. 

A farmacêutica Roche aposta que as agências reguladores de remédios dos EUA e da Europa vão aprovar a droga até o fim do ano. O remédio Yervoy, da Bristol-Myers, foi aprovado em março para pacientes com melanoma com metástase e sem chance de cirurgia, com base em um estudo anterior que mostrou que a droga aumentava em quatro meses a sobrevivência dos pacientes que já haviam tentado outros tratamentos.
Médicos presentes na ASCO afirmaram que os dois estudos juntos oferecem novas opções para os pacientes. A Bristol-Myers e a Roche anunciaram no início da semana passada uma parceria para avaliar a combinação entre o ipilimumab e o vemurafenib como tratamento para melanoma com metástase.

A notícia representa um grande avanço no campo da dermatologia oncológica e é vista com otimismo por autoridades e especialistas no assunto. O dermatologista Marco Antonio de Oliveira, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e do Grupo Brasileiro de Melanoma, acredita que em breve o Ipilimumab será aprovado também no Brasil.

— Deveremos receber o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essa medicação, pois esse é o primeiro agente comprovado para melhorar a sobrevida dos pacientes com Melanoma avançado — afirma o médico. 


CUBA: REFERÊNCIA EM SAÚDE NO MÉXICO

México, 11 jun

México, 11 jun (Prensa Latina) O México ocupa hoje o terceiro lugar no envio de pacientes a Cuba, nação que presta seus serviços médicos de reconhecido prestígio internacional em cerca de 80 países, segundo assegurou o médico Obel García Santana.

  Em declarações dadas a um grupo de jornalistas, o gerente geral, no México, dos Serviços Médicos de Turismo e Saúde de Cuba (Servimed) afirmou que a entidade promove, há pouco mais de 15 anos, alternativas inovadoras e distintas oferecidas pela ilha para o tratamento de diferentes doenças.

Dentre as opções, sobressaem aquelas relacionadas à restauração neurológica, à retinose pigmentar, ao vitiligo, à psoríase e à reabilitação de dependentes químicos, tratamento este que conta com um programa personalizado, capaz de modificar estilos de vida.

Para isso, o assessor médico cubano agregou que a ilha conta com três centros e que as estatísticas refletem um alto nível de eficácia no tratamento, uma vez que 50% dos pacientes conseguem se reabilitar, quando a média das clínicas mais reconhecidas do mundo é de 12%.

García Santana afirmou que, no campo da dependência química, o México ocupa o primeiro lugar no envio de pacientes a Cuba, bem como ocorre com pessoas que padecem de retinose pigmentar, uma doença oftalmológica que pode provocar a cegueira total caso não seja tratada a tempo.

Sobre este tema em particular, atestou que a nação caribenha é a única no mundo a contar com uma técnica cirúrgica capaz de restaurar elementos relacionados com a acuidade visual, em especial a visão noturna e periférica, as mais afetadas nas primeiras etapas de dita enfermidade.

Ao referir-se ao vitiligo, doença de que padecem 2% da população do planeta, o gerente geral da Servimed apontou que Cuba conta com a Melagenina, um medicamento elaborado com a placenta humana que tem demonstrado uma efetividade na cura de 84% dos casos tratados.

Dentre as propriedades deste medicamento, com mais de 20 anos no mercado, destacam-se a inocuidade e a ausência de efeitos colaterais e de contra-indicações médicas, de modo que seu uso é recomendável para crianças, grávidas e pessoas da terceira idade.

O médico García Santana também se referiu aos tratamentos personalizados, diferentes e intensivos oferecidos pela ilha no campo da restauração neurológica, em especial àquela relacionada a doenças como parkinson, Esclerose Múltipla e alzheimer e à reabilitação de crianças com paralisia estática.

mv/npg/cc

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Transtorno Bipolar é o assunto do pate-papo do Vida e Saúde





Autor: RBS TV RS
Publicado em: 11/06/11
Categoria: Vida e Saúde

Fonte: http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=188689&channel=45