IMUNIDADE E ESTRESSE CRÔNICO

Os portadores do vírus do herpes simples, em momentos de grande estresse, têm a precisa noção de como acontecem as recaídas. O mesmo se dá com os que viajam com frequência de avião e contraem gripes de repetição ou, ainda, os que têm predisposição às micoses e as desenvolvem com facilidade, especialmente em regiões quentes e úmidas do corpo.

Vírus, fungos, bactérias ou mesmo doenças geradas pelo próprio organismo, como asma, alergias, e as doenças autoimunes são exacerbados pelo estresse crônico. Um bom exemplo é o caso da Esclerose Múltipla, que é provocada pela ação destruidora do sistema imunológico na membrana ou na bainha que reverte os nervos.

Algumas lesões cutâneas, como eczema, psoríase, líquen plano e prurido, são agressões do sistema imunológico que se acentuam com a incidência do estresse crônico no organismo, onde existe uma baixa da produção de cortisol. Está, portanto, demonstrado que o estresse pode modificar a atividade do sistema imunológico.

Os efeitos do estresse no organismo, porém, podem ser opostos, como, por exemplo, aumentar ou reduzir o crescimento tumoral ou a produção de anticorpos. Isso se deve ao fato de que o sistema imunológico não é monolítico, mas constituído de numerosos tipos celulares que se autorregulam de maneira complexa, cuja ação varia segundo a infecção ou o estímulo antigênico considerado.

O sistema nervoso central e o sistema imunológico podem se comunicar quando o estresse se manifesta. As informações circulam via sistema nervoso autônomo. O conjunto de órgãos produtores de células de defesa (timo, baço, gânglios, medula óssea) é inervado essencialmente pelo sistema simpático, mas também pelo parassimpático. Essa dupla inervação tem um papel protetor, uma vez que, ao minimizar os efeitos da adrenalina e da noradrenalina, otimiza a imunidade do organismo.

A adrenalina e a noradrenalina são ativas em nível dos linfócitos, mas outras substâncias, como as endorfi nas, têm também propriedades reguladoras da imunidade – daí a importância da atividade física regular na preservação do sistema imunológico.

A comunicação se dá pelo eixo hipotálamo–hipófi se–suprarrenal. De fato, no estresse crônico, os hormônios liberados modificam a resposta imunológica. O cortisol funciona como inibidor do sistema imunológico e, em excesso, pode mesmo suprimir as funções de defesa. Por outro lado, em quantidade insuficiente, pode descontrolar o sistema imunológico, resultando em inflamações, alergias e doenças autoimunes.

A ativação das vias de comunicação entre o cérebro e o sistema imunológico renova a ideia das relações entre emoções e imunidade. Essas interações se fazem nas duas direções: o cérebro influencia as reações do sistema imunológico e os anticorpos afetam as atividades cerebrais. A adaptação imunológica tem como objetivo maior a adaptação global do organismo às pressões do meio ambiente.

Vários estudos e pesquisas de centros de excelência mundiais vêm demonstrando a relação do estresse crônico com o câncer. Hoje, sabemos que o estresse crônico reduz a imunidade do organismo e que os tumores malignos são mais frequentes nos pacientes com imunidade baixa.

A maioria dos cientistas acredita que o sistema imunológico busca as células cancerosas da mesma forma que procura um agente externo agressor (vírus, fungo, bactéria, etc.).

Estudos conduzidos pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mostraram que as pacientes com câncer de mama cujo cortisol era mais elevado à noite, quando deveria estar reduzido, tinham uma expectativa de vida menor. Outras experiências revelaram que, sob influência do estresse ou administrando doses de cortisol, seria possível aumentar a vulnerabilidade ao câncer ou à progressão dessa doença.

Os efeitos do estresse crônico sobre a imunidade não dependem da agressão pelo choque físico, mas do controle emocional da situação.

Na universidade norte-americana de Ohio, estudos desenvolvidos relacionando o estresse crônico e a saúde demonstraram que indivíduos que convivem com a solidão, com a depressão e a ansiedade têm também seus sistemas imunológicos fragilizados. 


Um comentário:

Ministério da Saúde disse...

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