MAPA DA ESCLEROSE MÚLTIPLA...30 MIL BRASILEIROS CONVIVEM COM A DOENÇA...

10/07/2015

Adriana Fidelis fez uma verdadeira peregrinação a consultórios antes de receber o diagnóstico. 



Levantamento realizado em mais de 100 países apresenta aumento no número de diagnósticos, assim como de neurologistas e de tratamentos para os pacientes...

Adriana Fidelis, 40 anos, demorou quase dois anos para descobrir por que, de tempos em tempos, perdia a visão de um olho. 

Depois de peregrinar por consultórios de diversos médicos, ela recebeu uma notícia que mudaria sua vida para sempre: tinha esclerose múltipla. 

Sem qualquer informação sobre a doença, descobriu ali que teria de lutar contra uma enfermidade neurodegenerativa e sem cura. 

Quase duas décadas depois, a hoje aposentada enfrenta os desafios impostos pela doença. “Fazia faculdade e trabalhava, mas, com a piora da minha saúde, tive que parar com tudo. 

Nesses 20 anos, tive pioras significativas e experimentei todos os tratamentos disponíveis. Apenas nos últimos cinco apresentei melhora”, conta.

Adriana é uma das 2,3 milhões de pessoas que convivem com a doença no mundo. 

Dados do Atlas da EM 2013, elaborado pela Federação Internacional de Esclerose Múltipla, revelam que os pacientes têm, em média, 30 anos quando recebem o diagnóstico da doença. 

O levantamento é o mais recente estudo global sobre a enfermidade, consolidado a partir de informações coletadas em mais de 100 países. 

O mapa faz uma comparação do cenário da EM em diferentes regiões do mundo e inclui dados sobre epidemiologia, acesso a diagnóstico, acompanhamento clínico, informações sobre o uso de medicamentos e tratamentos, além de formação de neurologistas e dos recursos disponíveis para atender os pacientes.

Quando comparado ao estudo anterior, publicado em 2008, houve aumento de 10% no total de pessoas diagnosticadas, mas a boa notícia é que, em todo o mundo, também registrou-se melhora na qualidade de vida dos pacientes. 

Por aqui, no entanto, os avanços registrados não foram tão impactantes. “Ainda estamos muito longe da situação ideal. 

O deficit de profissionais especializados, assim como o de equipamentos, é grande, principalmente no interior do país”, afirma a diretora superintende da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), Suely Berner. Segundo o Ministério da Saúde, no país, aproximadamente 30 mil pessoas convivem com a doença.

Apesar de o cenário nacional ainda estar bem distante do ideal, em nível mundial, houve progressos. 

O aumento de 30% no número de neurologistas e de 50% no número de aparelhos de ressonância magnética — necessários para diagnóstico da EM e acompanhamento das lesões decorrentes da doença — foram os dois principais avanços. 

Especialistas suspeitam, inclusive, que isso tenha ligação com o crescimento do número de casos registrados, visto que, com mais recursos técnicos e humanos, fica mais fácil perceber precocemente os sinais da doença nos pacientes.

Classificada no Brasil como doença rara, a esclerose múltipla ainda é pouco conhecida pela população. 

Apesar de receberem os medicamentos para tratar a patologia gratuitamente, por meio do Ministério da Saúde, os pacientes não contam com serviços multidisciplinares para atender às especificidades da doença. 

“Lidamos com uma patologia que pode acarretar muitas incapacitações em várias esferas. É preciso reabilitar com intenção de recuperar funções e evitar agravamentos. Para que isso seja possível é importante se unir o conhecimento e o olhar de vários profissionais para potencializar os ganhos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, avalia a neurologista Liliana Russo.

No DF, essa deficiência é claramente percebida. Sem plano de saúde, Mell Soares, 31 anos, sente na pele a falta de assistência especializada aos pacientes. 

Diagnosticada há cinco anos, desde que começou o tratamento no Hospital de Base, nunca teve acompanhamento de fisioterapeuta ou oftalmologista, por exemplo. 

“Tenho uma fraqueza grande na perna direita e, por conta disso, não aguento andar por muito tempo”, conta. 

Sem trabalhar desde que recebeu o diagnóstico, ela já usou quase todas as opções terapêuticas disponíveis para a doença: interferons, acetato de glatirâmer e natalizumabe. 

Este último, toma há quase um ano, mas não conseguiu controlar as crises da doença que, nos últimos 11 meses, foram três.

“O Brasil é um país continental, com várias lacunas que precisam ser preenchidas na sua diversidade regional no que tange a desigualdades de distribuição de profissionais, metodologia diagnóstica, acessibilidade medicamentosa e equipes multidisciplinares”, observa Liliana Russo. Além dessas disparidades, a distribuição geográfica dos casos intriga os especialistas. 

De acordo com estudos de prevalência, Santa Maria (RS) tem média de 27 casos por 100 mil habitantes e é a cidade brasileira com maior incidência da doença, seguida por Belo Horizonte (18), Botucatu (17), Santos (15), São Paulo (15), Uberaba (12) e Recife (1,36) 2 a 8. A média nacional é de 18 ocorrências a cada 100 mil habitantes.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, que ataca a mielina (proteína que reveste os neurônios e facilita a condução dos impulsos nervosos) e provoca inflamações no cérebro e na medula. Os sintomas podem variar a depender da região afetada e incluem visão dupla, dificuldade para andar, fadiga crônica, falta de coordenação motora, tremor no movimento, perda do equilíbrio, comprometimento da visão, da fala e do funcionamento, da memória e problemas no sistema urinário, entre outros. Essas manifestações neurológicas agudas e bem definidas são intercaladas com períodos de estabilidade

Eles não acontecem o tempo todo, mas na forma de surtos, períodos de sintomas neurológicos agudos e bem definidos que se intercalam com períodos de estabilidade que podem ser acompanhados por sequelas. O diagnóstico da doença é basicamente clínico — feito a partir das obervações de um especialista sobre o quadro apresentado pelo paciente —, mas confirmado por meio de exames, como ressonância magnética e punção lombar.

Com o tempo e a progressão do quadro, o desgaste promovido pela doença causa a degeneração dos tecidos do sistema nervoso. Como consequência, a atrofia cerebral, processo natural que acomete todas as pessoas ao longo da vida, é acelerada. 

Isso também ocorre com quem sofre de Alzheimer ou demência. A diferença é que os doentes de esclerose múltipla são, em sua maioria, jovens e, caso comecem a perder massa cerebral muito cedo, sofrerão a perda neural por um período muito mais prolongado. A doença é duas vezes mais comum entre as mulheres do que entre os homens e, ao receberem o diagnóstico, os pacientes costumam ter entre 20 e 40 anos.

Medicamentos disponíveis

Os brasileiros que vivem com esclerose múltipla contam com todos os tipos de medicamentos disponíveis para tratar a doença. O Sistema Único de Saúde oferece os remédios mensalmente por meio dos governos dos estados e do Distrito Federal a mais de 13 mil pessoas. Apenas em 2014, os gastos para atender esses pacientes chegaram a R$ 258 milhões.

Até o ano passado, quatro drogas eram fornecidas: interferons, acetato de glatiramer, natalizumabe e azatioprina. Desde janeiro, o Ministério da Saúde passou a fornecer também o fingolimode, primeira medicação oral usada no tratamento da EM. As outras são todas injetáveis. (Veja quadro). Depois de usar todas as terapias disponíveis, desde o ano passado, Adriana Fidelis passou a tomar os comprimidos. “Com cada paciente, ocorre um processo diferente. Brinco dizendo que somos todos cobaias dos remédios”, destaca.

O novo medicamento é uma alternativa de tratamento aos pacientes que não responderam às outras alternativas. Para receber o fingolimode, porém, a pessoa precisa ter apresentado resistência ou não ter atingido resposta aos tratamentos com betainterferona e glatirâmer, ou diante da impossibilidade do uso de natalizumabe. O Brasil, de acordo com dados do Atlas da EM 2013, encaixa-se na categoria de países de renda média alta que oferecem todas as opções de tratamento aos pacientes.

Mais afetadas

A proporção entre mulheres e homens com esclerose múltipla é consideravelmente mais elevada em algumas regiões, como a Ásia Oriental, onde a relação é de 3 para 1. Nas Américas, a taxa é de 2,6.


PERGUNTAS AO ESPECIALISTA

Suely Berner, diretora superintendente da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem)


O aumento de casos de esclerose múltipla registrado no Atlas 2013 se deve a melhores condições de diagnóstico?
O diagnóstico é basicamente clínico e deve ser complementado por ressonância magnética. Além disso, o diagnóstico correto é feito, geralmente, por um neurologista. O número de médicos aumentou 30% desde 2008, e o de aparelhos de ressonância dobrou nos últimos cinco anos, especialmente em países emergentes. No entanto, não está claro se o aumento na prevalência média global se deve a melhores diagnósticos e ferramentas para reporte ou a outras causas.

O número de brasileiros com a doença segue inalterado ou houve crescimento também?
De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 30 mil brasileiros são pacientes de esclerose múltipla, o que equivale a 18 casos por 100 mil habitantes.

Além de medicamentos, o Estado brasileiro consegue atender o paciente com EM em outras demandas, como atendimento psicológico ou fisioterapia?
Embora haja centros de referência gratuitos em esclerose múltipla e as próprias associações de assistência ao paciente, como a Abem, eles não são suficientes para atender todos os pacientes no Brasil. O SUS não dispõe hoje de uma política dedicada a assistência dos pacientes, tampouco de profissionais especializados no assunto para assegurar que terapias complementares à medicação sejam ofertadas adequadamente.

Opções

Confira os medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde a pacientes com esclerose múltipla.

-Acetato de glatiramer: atua na modulação do sistema imunológico. Tem efeito anti-inflamatório, melhora a neuroproteção e a regeneração dos elementos neurais no cérebro.
-Interferons: são imunomoduladores e agem reduzindo o número de crises e diminuindo as complicações. São ministrados por injeção intramuscular e podem ser aplicados diariamente, uma ou três vezes por semana (a depender do tipo de medicamento).
-Natalizumabe: é um imunossupressor (anticorpo monoclonal) indicado como medicamento de segunda linha. Impede a adesão e a entrada de linfócitos no sistema nervoso central, atuando diretamente na barreira entre o sangue e o cérebro. A administração é intravenosa, com aplicação de uma dose a cada mês.
- Fingolimode: atua como imunossupressor e imunomodulador, também indicado como medicamento de segunda linha. Reduz a frequência de reincidências, retarda a progressão da incapacidade e da atrofia cerebral.

*Azatioprina: foi um dos primeiros imunossupressores utilizados para tratar doenças autoimunes. É considerada uma droga modificadora da doença e pode ser usada simultaneamente com o interferon.

*É disponibilizada pelas secretarias de Saúde dos estados e do Distrito Federal.

Evolução

Médicos e pesquisadores ainda não descobriram as causas da esclerose múltipla, que pode se manifestar de quatro formas:

Remitente recorrente

- Evolui em surtos que ocorrem de maneira súbita e podem deixar sequelas. É a forma mais comum da doença.

Primária progressiva

- Representa de 15% a 20% dos casos de EM e tende a afetar pessoas acima de 40 anos. É mais comum em homens. Não há ocorrência de surtos, mas de sintomas acumulados ao longo do tempo.

Secundária progressiva

- Acomete pacientes que evoluíram da forma remitente recorrente e apresentam piora lenta e progressiva. Em geral, esse processo se dá em 20 anos.

Progressivo primária

- Apresenta evolução dos sintomas e das sequelas desde o aparecimento dos primeiros sinais.  


Reumatologias do Brasil e do exterior participaram de encontro em Curitiba...

29 de junho de 2015

Mais de 150 profissionais da saúde, entre médicos reumatologistas, clínicos, ortopedistas e residentes, além de estudantes de medicina de todo o Paraná, do norte de Santa Catarina e do sul de São Paulo; e especialistas internacionais, participaram, entre quinta-feira e sábado, em Curitiba, da 6ª Jornada Paranaenses de Reumatologia.

O encontro, considerado um sucesso pelo presidente da Sociedade Paranaense de reumatologia, Marco Rocha Loures, debateu temas científicos importantes, como a Artrite Reumatoide e o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). 

“O ponto alto do encontro foi, sem dúvidas, o alto nível das apresentações de dos debates”, avaliou o presidente. Para ele, os avanços científicos, mostrados durante a jornada, são essenciais para a melhoria do atendimento dos doentes.

“Estes avanços científicos se traduzem numa importante para minorar os sintomas dos pacientes de doenças reumáticas”, acrescentou.

Um dos convidados ilustres, o reumatologista argentino, Gustavo Citera, expôs trabalhos de pesquisa clinica e experiência pessoal no tratamento da Artrite Reumatóide desenvolvidos na Argentina.

Ele advertiu que, no caso da artrite, é importante que as pessoas tomem conhecimento dos sintomas e procurem seu médico para tratamento precoce. 

A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crônica e autoimune, que atinge principalmente as juntas e órgãos internos, como rins, coração e pulmões, comprometendo os movimentos da pessoa.

Entre os principais sintomas estão mal-estar, rigidez pela manhã, perda de peso e falta de apetite, febre baixa, cansaço, dor no peito ao inspirar, dormência, formigamento e inchaço nas articulações dos pés, joelhos, punhos e mãos, que pode provocar a deformidade de acordo com a evolução do quadro e limitar a movimentação do paciente. 

“Uma característica da artrite reumatóide é o comprometimento da sinóvia, um tecido repleto de líquido que funciona como um óleo lubrificante, reduzindo o atrito entre os ossos”, informou o reumatologista.

Fonte: Edmundo Pacheco

AMAPEM...DIREITOS BÁSICOS DOS PACIENTES...APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

27 JUNHO 2015.


A AMAPEM inicia uma série de posts sobre direitos básicos dos pacientes. 



Neste primeiro, como funciona a aposentadoria por invalidez.



POSTAGEM SUGERIDA POR NOSSA AMIGA... SANDRA TANURE PRATA

CUIDADO COM SEU CORPO...

21/06/2015




Homens, mulheres, jovens e crianças estão vulneráveis a apresentar algum tipo de doença reumática. Do tipo autoimune sistêmica ou causada por traumas e lesões, nem sempre a doença é facilmente identificada.


Os sintomas são diversos e, por isso, o diagnóstico nem sempre é tão fácil. 

O acesso do paciente ao especialista também é uma questão preocupante. As doenças reumáticas precisam ser tratadas com cuidado, já que elas podem ser classificadas conforme os mecanismos de lesão ou segundo localização preferencial da doença. 

Além disso, muitos pacientes podem nem apresentar sinais como queixas de dor nas articulações ou problemas ósseos. 

Mas, em vez disso, alguns têm problemas em outros órgãos, como coração, rins, pulmões e pele, por exemplo.

Estima-se que 10% dos brasileiros sejam portadores de alguma doença reumática. 

Mas a estatística não é tão bem estabelecida, haja vista a diversidade de doenças envolvidas, como explica José Eduardo Martinez, secretário geral da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). “É muito difícil fazer essa estimativa. 

Considerando que o reumatologista trata, por exemplo, de doenças da coluna e cerca de 60% a 80% dos brasileiros vão ter dor lombar durante a vida, você pode imaginar a alta prevalência de queixas reumáticas”, explica o médico, que é professor titular do Departamento de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).


Mais de 200 condições são consideradas como doenças reumáticas; ou seja, aquelas que devem ser atendidas pelo reumatologista. 

Elas podem ser divididas em doenças clínicas do aparelho locomotor (como a osteoporose, a bursite e a fibromialgia, por exemplo) e doenças autoimunes sistêmicas (como a artrite reumatoide, a escleroderma e o lúpus).


As doenças autoimunes sistêmicas têm esse nome porque são causadas pelo próprio sistema imunológico do indivíduo. Ou seja, há uma anormalidade imunológica em pessoas geneticamente predispostas nas quais o sistema de defesa do paciente passa a atacar diferentes órgãos e tecidos dele mesmo. 

Isso pode gerar dores articulares e dores musculares. Além delas, existem as doenças provocadas por processos inflamatórios, que podem ocorrer também nas articulações, seja por trauma, seja por esforço repetitivo.


Mais comuns

De acordo com o médico José Eduardo Martinez, as doenças com mais frequência nos consultórios do reumatologista são a osteoartrite, a fibromialgia e a osteoporose. 

“Outras condições comuns também são as lombalgias e as lesões de partes moles. 

A artrite reumatoide é uma doença comum e afeta cerca de 1% da população adulta com predomínio das mulheres”, acrescenta. 

Além dessas, a gota e a espondilite são mais corriqueiras em homens, enquanto a osteoporose é mais encontrada nas mulheres, destaca o médico Walber Pinho Vieira, chefe do Serviço de Reumatologia do Hospital Geral de Fortaleza (HGF).



Para tratar, é preciso conhecer. 

Assim, é preciso ficar atento aos sintomas e aos cuidados diante de algum sinal emitido pelo corpo. 

É a sua qualidade de vida que pede esta atenção.

CIENTISTAS FAZEM DESCOBERTA REVOLUCIONÁRIA NA ANATOMIA DO CÉREBRO...

26/06/2015 

Até esta descoberta se acreditava que o cérebro era o único órgão importante sem vasos linfáticos.


Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Virginia, nos Estados Unidos, descobriram um sistema de vasos que liga o sistema nervoso central ao sistema linfático. 

O sistema drena fluidos linfáticos do cérebro para os nódulos linfáticos e nunca havia sido observado. 

A descoberta comprova que o cérebro está diretamente ligado ao sistema imunológico. 

Os vasos do sistema linfático ajudam a compor o sistema imunológico por transportarem glóbulos brancos que protegem contra bactérias e vírus. 

O estudo foi publicado recentemente na revista científica "Nature" e foi recebido com grande entusiasmo pelos cientistas e neurologistas.

A descoberta revoluciona a forma como se ensina a anatomia cerebral e ajuda a entender o melhor o sistema imunológico. 

A nova noção de anatomia pode ajudar no tratamento de doenças como o Alzheimer, o autismo e a esclerose múltipla.

O estudo foi liderado pelo aluno de pós-doutorado Antoine Louveau, sob supervisão do diretor do departamento de Imunidade do Cérebro da Universidade, Jonathan Kipnis.

Louveau desenvolveu um método para observar em uma lâmina as delicadas meninges de um rato.

As meninges são membranas que cobrem o cérebro. Quando ele percebeu um padrão de vasos nas células imunológicas, resolveu testá-las para descobrir se eram vasos do sistema linfático e o resultado surpreendeu a todos. 

O grupo também encontrou os vasos em mostras de cérebro humano. "Até então, achávamos que o sistema linfático não chegava ao cérebro. Quando eu vi pela primeira vez aqueles vasos, eu entrei em pânico", afirmou Kipnis ao site Mental Floss.

A localização profunda desses vasos explica o porquê se demorou tanto a descobrir o sistema. 

Eles são encontradas nos seios durais, que drenam sangue das veias internas e externas do cérebro, dentro das veias internas jugulares.  

Os vasos estão, ainda, próximos de grandes vasos de sangue, o que pode explicar o porquê não se soube que esse sistema existia, por tanto tempo.

Kipnis afirmou que os novos vasos precisam ainda serem estudados com profundidade para que se possa compreendê-los na totalidade. 

Até esta descoberta se acreditava que o cérebro era o único órgão importante sem vasos linfáticos e, por isso, separado do sistema imunológico. As imagens dos livros de anatomia geralmente mostram a formação de nódulos e vasos linfáticos como uma complexa teia em todo o corpo, com exceção do cérebro.

Este avanço pode ajudar a entender as causas de várias doenças neurológicas e também do papel que o cérebro pode desempenhar em outras doenças crônicas.

ALÉM DOS PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS...TOXINA BOTULÍNICA É USADA NO TRATAMENTOS DE DOENÇAS...

26 de junho de 2015 

Além da eficácia em procedimentos de beleza, a toxina botulínica A é um forte aliado no tratamento de doenças – melhorando a qualidade de vida dos pacientes 


Muito procurada por quem busca amenizar rugas e marcas de expressão, a toxina botulínica A, popularmente conhecida como Botox, é sempre associada à área estética. 

Mas sabia que, além da eficácia comprovada nos procedimentos de beleza e rejuvenescimento, o produto é um forte aliado no tratamento de várias doenças – melhorando assim a qualidade de vida dos pacientes?

“Os benefícios do tratamento podem ser observados a partir da primeira semana e a resposta dependerá da indicação clínica. 

No caso da distonia e espasticidade, por exemplo, observa-se um relaxamento muscular, maior amplitude dos movimentos, redução da dor e dos movimentos involuntários”, ressalta Simone Amorim, neurologista infantil e neurofisiologista clínica, especialista em neuroreabilitação adulta e infantil. 

As aplicações geralmente são feitas de 5 em 5 meses, sem nenhuma restrição médica após o procedimento.

Médica Simone Amorim comenta o uso da toxina botulínica A, popularmente conhecida como botox, no tratamento de doenças...


Confira os principais usos da toxina botulínica A:

1) Enxaqueca crônica

A enxaqueca crônica é uma das doenças que mais incapacita o paciente a trabalhar. 

Diagnosticada em pessoas com crise de dor de cabeça por 15 dias ou mais durante o mês, com duração de mais de quatro horas, por mais de três meses. 

O medicamento bloqueia a liberação de neurotransmissores associados com a origem da dor, inibindo os sintomas dolorosos. “Funciona como uma medicação profilática, que usamos para prevenir as crises”, explica a especialista.

2) Bexiga hiperativa

Caracterizada como uma contração excessiva da bexiga, a bexiga hiperativa acaba provocando o aumento da frequência de idas ao banheiro de forma urgente – mais de oito durante 24 horas.

A doença atinge pessoas de todas as idades e sexos, porém é mais comum em mulheres grávidas, idosos e em pessoas que têm doenças neurológicas, como a esclerose múltipla.

No tratamento com a toxina botulínica A, o profissional injeta o medicamento diretamente na bexiga, o que inibirá as contrações involuntárias do órgão e promove a continência urinária.

3) Espasticidade

Os músculos que apresentam espasticidade são mais rígidos do que os músculos normais, o que causa lentidão no relaxamento e uma consequente limitação dos movimentos, principalmente dos braços e pernas. 

Comum em pacientes que sofreram AVC (acidente vascular cerebral), traumatismo craniano, lesões medulares, portadores de esclerose múltipla e paralisia cerebral. 

“Os músculos entram em uma contração muito exagerada. As dores podem ser localizadas ou generalizadas, dependendo da lesão cerebral do paciente. O procedimento é feito diretamente no músculo e a medicação vai agir no relaxamento da musculatura”, explica a médica Simone Amorim. 

A evolução do quadro aumenta a autonomia sobre as atividades diárias, pois melhora o posicionamento do membro afetado.

4) Distonia

Doença neurológica caracterizada por contrações musculares involuntárias, parecidas com um torcicolo constante, os espasmos gerados pela distonia podem afetar uma única parte do corpo, como os olhos, o pescoço, os braços ou as pernas, duas partes vizinhas, como o pescoço e um braço, um lado inteiro do corpo ou praticamente o corpo todo. Além de diminuir as dores causadas pela doença, o tratamento com a toxina botulínica A, melhora a postura do segmento afetado, reduz a intensidade e a frequência da dor no pescoço, no caso da distonia cervical, o que possibilita o paciente realizar atividades diárias.

5) Estrabismo

Mais comum entre as crianças, mas possível de se desenvolver em adultos, o desalinhamento dos olhos apontando em diferentes direções pode ser tratado com aplicações da toxina botulínica. O tratamento reduz os espasmos e relaxa os músculos, o que ajuda a alinhar os olhos dos pacientes. 

“Geralmente quem faz esse procedimento é o oftalmologista, que vai avaliar qual movimento está errado e verificar que músculo está causando o problema e injetar botox nele. 

A toxina botulínica A é injeta na musculatura do olho, nos músculos que comandam o movimento que a gente tem de olhar para um lado e para o outro”, diz a especialista.

6) Blefaroespasmo

Caracterizado pelo fechamento repetitivo e involuntário da pálpebra, a doença é provocada por contrações dos músculos dos olhos, fazendo com o paciente pisque o tempo todo. 

O excesso de movimento pode impedir a leitura e a realização de atividades simples, como dirigir ou usar o computador. 

A aplicação da toxina botulínica A age no relaxamento da região, interrompendo os movimentos involuntários e normalizando as funções de abrir e fechar os olhos.

7) Espasmo hemifacial

Distúrbio involuntário do movimento da face, às vezes confundido com tique nervoso, gera a contração excessiva de um lado do rosto. 

A aplicação da toxina botulínica A proporciona o relaxamento das fibras, normalizando o movimento da região.

8) Hiperidrose

Caracterizada pela produção excessiva do suor, podendo aparecer de forma generalizada ou concentrada nos pés, mãos e axilas. 

Quando a toxina botulínica A é injetada na região, impede a liberação temporária da substância acetilcolina, o que diminui a sudorese. 

“O botox age nas glândulas que liberam o suor. Quando a toxina é injetada na glândula, ela atrofia e produz menos suor”, explica.

9) Paralisia facial

A paralisia facial, perda de movimentos da face ocasionada por problemas nos nervos, pode ser causada por diversos fatores. 

Normalmente, quando é uma perda de movimentos gradual é ocasionada por um tumor na cabeça ou pescoço. 

Se for uma perda repentina, as razões vão desde hipertensão até diabetes. 

Os músculos faciais se tornam fracos e flácidos, geralmente apenas em um lado do rosto. 

Apesar de ainda não ser muito comum, a toxina botulínica A também é usada no tratamento da paralisia facial, com o objetivo de minimizar os efeitos da doença. 

“Pode-se aplicar a toxina botulínica A para diminuir os incômodos dos espasmos. 

Então injeta-se o medicamento no lado não paralisado para que haja relaxamento dos músculos e os dois lados fiquem um pouco mais simétricos”, explica Simone Amorim.

A ESCLEROSE MÚLTIPLA AFETA A VISÃO...

25 de junho de 2015

Os pacientes com EM têm frequentemente sintomas visuais. O oftalmologista é muitas vezes o primeiro médico consultado.


A esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso central. 

Onset relaciona-se com o mecanismo de defesa natural do corpo, o sistema imunológico, erroneamente ataca os nervos em nosso corpo - especificamente, as bainhas de membrana chamada mielina. 

Além de proteger os nervos a forma de revestimento de plástico protege fios elétricos desencapados, a mielina acelera o movimento do impulso nervoso.

Se uma bainha de mielina do nervo é danificado, a transmissão de impulsos nervosos torna-se ineficiente - parar completamente, em casos graves. 

Este processo é conhecido como desmielinização, que é a causa subjacente da MS.

Os pacientes com EM têm frequentemente sintomas visuais. O oftalmologista é muitas vezes o primeiro médico consultado. 

Atrás do olho é o nervo óptico, que liga o olho para o cérebro. Ele envia imagens do olho para o cérebro para que possamos ver. O nervo óptico é um dos mais proeminentes nervos afectados por EM. Esta condição é referida como neurite óptica.

Quando os nervos ópticos se tornar inflamado com desmielinização, dor freqüentemente segue, bem como anomalias da visão incluindo imagens borradas, rufos, perda de visão de cores, problemas de percepção de profundidade e manchas escuras centrados em campos visuais. 

Pode ocorrer perda de visão, embora normalmente em apenas um olho de cada vez. Felizmente, exceto em casos raros, a visão normal retorna quando a inflamação desaparece. 

As exceções geralmente envolvem cor e percepção de profundidade diminuída.

Neurite óptica é frequentemente a primeira manifestação de MS. 

Metade de todos os indivíduos diagnosticados com MS inicialmente reclamou de um problema de visão. 

Acima de 75 por cento dos pacientes do sexo feminino e 35 por cento dos pacientes do sexo masculino com diagnóstico de neurite óptica em última análise, desenvolver esclerose múltipla.

Tipicamente, os pacientes inicialmente diagnosticados com neurite óptica são adultos com idades entre 20 a 45. A condição parece afetar caucasianos mais comumente do que outras raças. 

As mulheres são duas vezes mais afetadas que os homens. Médicos pesquisadores atribuem essas diferenças para genes que tornam os indivíduos mais suscetíveis a desenvolver neurite óptica.

Visão dupla é um sintoma freqüente de MS. 

Desmielinização no cérebro pode afectar a sua capacidade de coordenar os movimentos dos olhos. 

Danos de MS causa paralisia dos nervos que controlam os músculos dos olhos individuais. 

Jerky ou a dança dos movimentos oculares, nistagmo, é frequentemente observada em pacientes com EM. Os doentes com problemas de movimento dos olhos de MS normalmente queixam-se de visão dupla, visão borrada ou objetos de salto.

A recuperação gradual da visão com o tempo é característica de pacientes neurite óptica, embora déficits residuais permanentes na visão de cores e contraste e brilho sensibilidade são comuns. 

A função visual começa a melhorar de uma semana a várias semanas após o início, mesmo sem tratamento. Esteróides fazer pouco para afetar a acuidade visual melhor em pacientes com neurite óptica. 

Orientações específicas para o uso de esteróides em tratamentos de neurite óptica associados com MS foram estabelecidas através de um grande ensaio clínico. 

Visão dupla é tratado usando prismas ou um tapa-olho.

Embora não haja nenhuma cura comprovada para MS, temos visto recentemente tremendos avanços em seu tratamento. Localmente, temos a sorte de ter muitos neurologistas experientes disponíveis para consultas sobre pacientes com EM.

Universidade da Flórida descobre cura para o Lúpus





O Lúpus é uma doença auto-imune crônica, que pode danificar qualquer parte do corpo, desde a pele até aos órgãos através das articulações.

É uma doença que age por brotamento e, em seguida, parece desaparecer antes de voltar novamente.

Mas os pesquisadores dizem que descobriram que, usando uma combinação de duas drogas já existentes, é possível reverter os efeitos do lúpus em ratinhos.


Em um novo estudo publicado na revista Science Translational Medicine pesquisadores da Universidade da Flórida, Gainesville, descobriram que inibindo determinadas vias metabólicas em células do sistema imunológico que podem combater o lúpus em ratinhos. UF investigadores de saúde podem ter encontrado uma maneira de controlar o lúpus mudando a forma como as células do sistema imunológico utilizam energia.

"O resultado mais surpreendente deste estudo foi que a combinação dos dois inibidores metabólicos foram necessária para inverter a doença." Dr. Laurence Morel, da Universidade da Flórida College of Medicine

 
Dra Laurence Morel

LES ou lúpus, é uma doença auto-imune em que o sistema imunitário é suposto proteger o organismo contra os invasores externos - ataca os tecidos do próprio corpo, causando inflamação. O lúpus pode, por vezes, têm sintomas semelhantes à artrite.
Um marcadores lúpus são células T CD4 + (células brancas do sangue que activam outras células do sistema imunológico). Para as pessoas com lúpus, o metabolismo das células T é hiperativa. As células T activadas aumentou-hiper envolvem inflamação, e isto significa que mais dano físico. Quando investigadores bloquearam o metabolismo da glicose usando inibidor da glicose, metformina (comum no tratamento da diabetes tipo 2), as células T CD4 voltar à atividade normal (metabolismo fica mais lento CD4 T) e lúpus sintomas foram revertidos. "Se a célula T é normal, a doença fica melhor", disse Morel.
A equipa de investigação, inicialmente, teve a idéia de usar um ataque em duas frentes sobre lúpus depois de ver uma abordagem semelhante na pesquisa em câncer, disse a Dra. Laurence Morel, diretor de patologia experimental e professor de patologia, imunologia e medicina laboratório na faculdade do F da medicina.
"Se ele funciona para limitar o metabolismo das células cancerosas, deve funcionar para limitar o metabolismo das células T," disse Dr.Morel.
A eficácia de metformina em restaurar a função normal das células T, quando estudados no laboratório é também um bom sinal para aplicação futura potencial no tratamento de pacientes com lúpus.
"Isto sugere que os inibidores metabólicos também podem ser utilizados para tratar pacientes", disse Morel. "É a primeira vez que foi demonstrado que pode ter um efeito sobre os sintomas e manifestações de lúpus por normalização do metabolismo celular."
Os dois utilizados em investigação neste medicamentos do estudo foram mostrados para inibir as vias metabólicas antes, mas a combinação parece ser a chave para o sucesso.
"O resultado mais surpreendente do estudo foi que a combinação dos dois inibidores metabólicos foram necessários para reverter a doença, como poderia ter sido previsto com base em modelos publicados por outras pessoas que se iria funcionar", disse o co-autor , Dra.Laurence Morel, diretor de patologia experimental e professor de patologia, imunologia e medicina de laboratório na Universidade da Florida College of Medicine.

Outros pesquisadores que trabalharam no projeto são: Dr. Eric S. Sobel, professor de reumatologia e professor imunologia clínica; Dr. Byron P. Croker, professor de patologia renal e cirúrgico; e Dr. Todd Brusko, professor associado do Instituto de Diabetes UF, departamento de patologia, imunologia e para laboratórios médicos.
Sua pesquisa foi financiada por doações dos Institutos Nacionais de Saúde e da Aliança para Lupus Research.

Os testes em humano será feita em setembro de 2015, os resultados favoráveis ​​são esperados como os ensaios em ratinhos foi um sucesso.