O QUE SÃO AS DOENÇAS AUTO IMUNES?...

22 de junho de 2015

O que o diabetes tipo 1 e a artrite reumatoide têm em comum? 

Aparentemente, nada. Mas ambas têm uma origem em comum: um ataque do sistema imunológico contra uma estrutura do próprio organismo, ou seja, uma resposta autoimune.


Todo mundo aprende na escola que o sistema imunológico existe para combater ameaças externas, como vírus e bactérias. 

Ao “visualizar” esses agentes, produz anticorpos com o objetivo de atacá-los.


Em alguns casos, no entanto, o general desse exército confunde células do próprio organismo com invasores. No caso do diabetes tipo 1, combate as células beta, responsáveis pela produção de insulina. 

Na artrite reumatoide, o ataque é contra vários tecidos e estruturas das articulações. 

Já no caso das doenças autoimunes difusas, como o lúpus, o ataque é mais disseminado e as manifestações podem incluir vários órgãos, tecidos e vasos sanguíneos.

Os mecanismos imunológicos que ocasionam a lesão dos órgãos nessas doenças é algo que médicos e cientistas até compreendem bem. 

Já o que leva o sistema imunológico a se reverter, destruindo algo que teoricamente deveria ser protegido, ainda é um mistério, ou “a pergunta que vale um bilhão de dólares”, como diz o  médico Freddy Eliaschewitz, consultor da ADJ Diabetes Brasil.

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde (NIH), dos EUA, mais de uma centena de doenças crônicas têm origem em uma resposta autoimune. 

Mas, apesar do processo em comum, cada doença autoimune tem suas próprias características, ritmo evolutivo e sintomas específicos. 

É por isso que não existe um médico especialista em “autoimunidade”.

“Hoje sabe-se que existe até infertilidade causada por doença autoimune, ou seja, é algo que permeia toda a medicina”, explica o reumatologista Luís Eduardo Coelho Andrade, professor da Universidade Federal de São Paulo. 

Algumas das doenças autoimunes mais conhecidas, como lúpus e artrite reumatoide, são tratadas por profissionais como ele.

Mas endocrinologistas, dermatologistas e diversos outros especialistas podem ser requisitados, bem como outros profissionais de saúde, como nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas.

Doenças autoimunes não são raras
Felizmente, ser atacado pelo próprio sistema de defesa do organismo não é tão comum quanto pegar uma gripe ou resfriado. 

Estima-se que as doenças autoimunes afetem de 5 a 8% da população geral, mas considerando cada doença autoimune especificamente, a frequência é bem menor, variando de 0,01 a 1%.

Mas há estimativas menos otimistas. Os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, por exemplo, afirmam que 23,5 milhões de norte-americanos sofrem dessas enfermidades, o que não é pouco para uma população de cerca de 320 milhões. Já a American Autoimmune Related Diseases Association (AARDA), uma entidade sem fins lucrativos, diz que 50 milhões é um número mais realista, pois os Institutos só consideram 24 doenças para as quais há pesquisas epidemiológicas de qualidade.

Só para se ter uma ideia do que essa estimativa representa: as doenças cardíacas afetam cerca de 22 milhões de norte-americanos e o câncer, 9 milhões.

É preciso haver uma tendência genética para desenvolver essas doenças

Segundo os especialistas, existem variantes genéticas conhecidas que predispõem parte da população às doenças autoimunes. 

Ou seja, algumas pessoas nunca vão desenvolver o problema, enquanto algumas famílias podem ter diversos membros com diferentes tipos de doenças autoimunes.

Mas ter a tendência não significa ter a enfermidade – é preciso que haja um fator ambiental que deflagre a doença. 

Os cientistas conhecem alguns deles, mas não todos. 

No caso da doença celíaca, uma intolerância permanente ao glúten (componente do trigo e de outros cereais), o gatilho é bem conhecido: a alimentação. 

“Mas isso não acontece necessariamente na primeira vez que a pessoa ingere o glúten”, observa Andrade. 

No caso da artrite reumatoide, ele conta que o cigarro é um fator importante.

Viroses, infecções em geral e até mesmo episódios de estresse psíquico também podem funcionar como deflagradores de doença autoimune em indivíduos geneticamente predispostos, bem como a exposição a sílica, solventes e outros produtos químicos, de acordo com pesquisas.

Várias teorias tentam explicar as doenças autoimunes

Embora existam diversas teorias para explicar a autoimunidade, é importante frisar que nenhuma delas foi confirmada até hoje, segundo os especialistas. 

A “teoria da higiene” é uma delas – como as doenças são mais comuns em países mais desenvolvidos e em áreas urbanas, cogita-se que o consumo de alimentos pasteurizados e o excesso de higiene estariam impedindo o sistema imunológico dessas populações de se “educar” corretamente.

Outra teoria é a do mimetismo molecular – alguns micro-organismos teriam aumentado suas chances de sobrevivência com a capacidade de se camuflar dentro do organismo. 

Essa semelhança faria o sistema imunológico se confundir e passar a combater uma estrutura própria depois de uma virose, por exemplo. 

Há, ainda, a ideia de que certas infecções levariam o organismo a expor componentes que antes ficavam escondidos e, portanto, não são reconhecidos pelo sistema imunológico.

As mulheres são as principais vítimas

Aproximadamente 75% das pessoas que sofrem de doenças autoimunes são mulheres. 

No caso da tireoidite de Hashimoto, em que a glândula tireoide é atacada, a proporção chega a ser de dez para um. 

Já outras doenças, como a esclerose múltipla, a prevalência feminina é um pouco menos expressiva, de aproximadamente duas mulheres para cada homem afetado.

A justificativa mais aceitável para essa desigualdade é o fator hormonal: “O estrógeno é um estimulante da imunidade”, explica o reumatologista da Unifesp. Tanto que boa parte das doenças autoimunes acomete mulheres em idade fértil.

Existem formas mais leves ou mais graves de doença autoimune

Embora toda doença autoimune seja crônica, algumas pessoas apresentam sintomas mais leves, enquanto outras têm manifestações tão intensas que, em certos casos, podem levar à morte. 

Um dos exemplos é o lúpus: enquanto alguns pacientes apresentam eventuais dores nas articulações e a famosa mancha no rosto, em forma de borboleta, outros desenvolvem problemas sérios nos rins ou nos vasos sanguíneos (vasculite).

O tratamento para doenças autoimunes evoluiu bastante nos últimos anos

O tratamento das doenças autoimunes varia de acordo com a enfermidade, mas o uso de corticoides é algo frequente. 

Esses anti-inflamatórios são eficazes e ajudam a controlar a reação do organismo, mas seu uso crônico traz efeitos indesejados, como aumento da vulnerabilidade a infecções e ganho de peso.

“Hoje há novos remédios que permitem um uso menor de corticoide”, informa Andrade. 

E alguns medicamentos biológicos, derivados da biotecnologia, têm sido bastante eficazes no caso de certas doenças, como artrite reumatoide, psoríase e doença de Crohn, embora o custo ainda seja muito alto.

O reumatologista da Unifesp conta que ele próprio, em sua experiência pessoal, presenciou um avanço notável nos últimos anos. 

“Antigamente, os ambulatórios para artrite reumatoide eram lotados de cadeiras de rodas, e hoje você encontra uma ou outra”, relata. 

“E se antes dar o diagnóstico de lúpus a uma garota de 20 anos era uma sentença, hoje você pode dizer à paciente que ela terá uma vida normal, só terá que ser mais disciplinada com exames, consultas e medicamentos.”

Existem pesquisas experimentais com terapias que, de alguma forma, ajudariam a “resetar” o sistema imunológico. 

É o caso, por exemplo, do uso de células-tronco na tentativa de combater o diabetes tipo 1. 

Mas ainda há muitos obstáculos a serem enfrentados. Freddy Eliaschewitz comenta que muitos pacientes entram em remissão, mas depois a doença volta a se manifestar. E um procedimento desse tipo sempre envolve riscos, pois são necessárias altas doses de imunossupressores.

Ter um FAN positivo não significa ter doença autoimune

Quando se fala em doença autoimune, um dos exames mais lembrados é o FAN (Fator Antinúcleo). Ele é realizado para detectar autoanticorpos contra estruturas nucleares das células e costuma ser solicitado quando há suspeita de reações autoimunes, por exemplo, a presença de dores articulares sem lesões ou desgaste aparentes. Há vários padrões analisados, e, cada um deles, quando o resultado é positivo, pode ser sugestivo de uma ou outra doença autoimune.

Luís Eduardo Andrade explica que o FAN foi muito importante quando se iniciaram os diagnósticos de autoimunidade, a partir da metade do século passado. 

Mas, depois, os cientistas descobriram que muitos indivíduos saudáveis, ou com certas infecções, também podem apresentar o exame positivo. 

Portanto, o FAN pode ajudar a estabelecer um diagnóstico que tenha surgido a partir de sintomas, mas, sozinho, não significa nada.

Em geral, diante da suspeita de doença autoimune, o médico solicita também outros exames de sangue para identificar anticorpos específicos.

Existe relação entre estresse e doença autoimune
Muitos pacientes contam que tiveram uma doença autoimune deflagrada depois de sofrer algum evento traumático. 

De acordo com o reumatologista da Unifesp, essa relação com o emocional  é observada em alguns indivíduos, mas é difícil medir esse tipo de impacto de forma consistente.

Mas o médico avisa que o estresse pode influenciar, sim, o estado da doença. Por isso é importante que os pacientes diagnosticados busquem ter uma vida equilibrada, com atividade física, nutrição adequada e sono suficiente. “Há conexões importantes entre o sistema nervoso e o sistema imunológico”, justifica.

Veja informações sobre algumas das doenças autoimunes mais comuns:

Artrite reumatoide – é caracterizada por dores nas articulações de ambos os lados do corpo, pois o sistema imunológico ataca a camada de tecido que reveste essas estruturas. Afeta em torno de um a cada 100 indivíduos. 

Diabetes tipo 1 – também chamada de Diabetes mellitus, a doença ataca as células produtoras de insulina. Os pacientes precisam de injeções diárias desse hormônio para regularizar o metabolismo do açúcar. Pode surgir em qualquer idade, mas principalmente antes dos 35 anos. O tipo 1 representa apenas de 5 a 10% dos casos de diabetes. 

Doença de Crohn – é uma das doenças inflamatórias intestinais causadas por autoimunidade. Provoca diarreia crônica, dores abdominais, perda de peso e também pode causar dores articulares. 

Doença celíaca – caracterizada pela intolerância permanente ao glúten, provoca diarreia, vômito, perda de peso, problemas de desnutrição e fertilidade. Afeta uma em aproximadamente 300 pessoas. 

Esclerodermia – afeta o tecido conjuntivo, podendo provocar apenas alterações na pele, ou também nos músculos, nos vasos sanguíneos e em órgãos como estômago, esôfago e pulmões. 

Esclerose múltipla – o sistema imunológico ataca o cérebro e o sistema nervoso central. Os pacientes têm sintomas como falhas na coordenação motora, fraqueza nas pernas e problemas de memória. 

Lúpus – afeta principalmente a pele, as articulações, os rins e o cérebro, mas também pode acometer outros órgãos. A prevalência é de aproximadamente uma em 1.000 pessoas. 

Psoríase – doença caracterizada por lesões avermelhadas e descamativas na pele, principalmente no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Acomete cerca de 2% da população mundial. 

Tireoidite de Hashimoto – a doença ataca a glândula tireoide, responsável pelo metabolismo. Os pacientes apresentam sintomas de hipotireoidismo, como cansaço, ganho de peso, queda de cabelo e dificuldade de raciocínio, entre outros. 

Vitiligo – afeta a melanina, o pigmento da pele, podendo surgir em qualquer parte do corpo. A doença costuma afetar muito a autoestima e pode funcionar como gatilho para depressão. 

A GABAPENTINA PODE SER PROMISSORA PARA O TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA

12 de junho de 2015

Os tratamentos eficazes para fibromialgia são notoriamente poucas e distantes entre si. 


Um certo número de estudos demonstraram que a gabapentina, desenvolvido para o tratamento da epilepsia, é eficaz no tratamento de neuralgia pós-herpética e neuropatia diabética dolorosa. 

Agora, um novo estudo limitado, embora reconhecidamente revelou que a gabapentina podem ser uma esperança para o tratamento da fibromialgia também.

Este não é o primeiro estudo para medir a eficácia da gabapentina para o tratamento de dor da fibromialgia. 

Uma revisão da literatura publicada em PubMed Saúde em 2014 apontou para as muitas limitações das pesquisas atuais. 

Essa revisão concluiu que, "A quantidade de evidências para a gabapentina em condições de dor neuropática, exceto neuralgia pós-herpética e neuropatia diabética dolorosa ... é muito limitado", e que há provas de alto nível que existia era inequivocamente avaliação unbiased.The notou, ainda, que não houve diferença óbvia entre as formulações de gabapentina padrão e recém-introduzida de liberação prolongada ou gastro formulações -retentive, ou entre diferentes doses de gabapentina. 

O estudo mais recente, que apareceu em uma edição recente da Prática Dor , avaliou a eficácia ea segurança do prolongado-libera gabapentina em 15 semanas, aberto, de braço único, estudo de um único centro em pacientes com fibromialgia.

Os pacientes com doenças auto-imunes, e ou tomar opióides para a gestão da sua dor, foram excluídos do estudo. 

Além de medir os impactos da gabapentina na dor, o estudo analisou o seu efeito na redução das barreiras para dormir. 

Os resultados foram medidos usando Numeric Dor Avaliação do Sistema (ENRP) pontuação, e endpoints secundários do estudo foram medidos com Fibromialgia Impact Questionnaire (FIQ), Impression do paciente global da mudança (PGIC), e questionários do sono resultado médico (MOS). 

Um total de 34 indivíduos foram inscritos e 29 sujeitos completaram o pacote inicial (85%). Os pacientes relataram alívio da dor significativa no NPRS até o final de 4 semanas. 

Os indivíduos também relataram magnitude similar de melhorias na fibromialgia e seu impacto na vida diária até o final de 4 semanas. 

MOS resultados mostraram indivíduos que relataram uma melhor quantidade de sono (em média, 1,2 horas mais da linha de base), com melhora gradual e estatisticamente significativa na qualidade. 

Melhorias nas medições primárias e secundárias foram refletidos em PGIC, com melhora significativa na impressão de fibromialgia dos pacientes por semana 8. 

O estudo foi de um pequeno tamanho da amostra; outras limitações incluem viés geográfico, o fato de que era um estudo de braço único, sem um grupo controle, e a relativamente curta duração do tratamento. 

A duração do tratamento é particularmente importante para medir dor FM porque essa dor é geralmente experimentado durante longos períodos. 

O estudo constatou que a gabapentina de liberação prolongada aliviado os sintomas de dor FM e melhoria da qualidade de vida para os sujeitos estudados FM. 

Sujeitos relataram melhorias tanto na quantidade e qualidade do sono. 

USADO TRADUTOR GOOGLE NESTA POSTAGEM

NEURALGIA DO TRIGÊMEO E ESCLEROSE MÚLTIPLA...

2015/06/09

Neuralgia trigeminal, também conhecido como tique doloroso, é uma desordem do nervo extremamente dolorosa que ocorre em cerca de 3 a 4 por cento de pessoas com esclerose múltipla. 


Cerca de 2 a 4 por cento de pacientes com neuralgia trigeminal tem MS.

Cerca de 4 milhões de pessoas em todo o mundo e 45 mil nos Estados Unidos foram diagnosticados com neuralgia do trigêmeo, que tem a infeliz distinção de ser chamado a doença suicídio. 

Isso porque a dor intensa associada a este nervo, que é um dos maiores que transporta mensagens do cérebro para o rosto, leva cerca de 50 pessoas por ano a cometer suicídio.

A dor tipo choque elétrico geralmente afeta a mandíbula e parte inferior do rosto, embora ela pode atacar em torno do nariz e acima do olho. 

A maioria das pessoas experimentar a dor em um lado da única face.


Causas da neuralgia trigeminal

Esta condição é causada pela irritação do nervo trigêmeo, que viaja até ambos os lados da cabeça. 

Cada nervo tem três ramos, cada um dos quais é responsável por qualquer um.

(1) sensação no olho, pálpebra superior, e na testa; 

(2) sensação na pálpebra, face, narinas, lábio superior e inferior, e gengiva superior; 

(3) Sensação na mandíbula, lábio inferior, gengiva inferior e músculos utilizados para gomas de mascar.

Tipicamente, a dor ocorre quando existe contacto entre o nervo trigeminal na base do cérebro e de uma veia ou artéria saudável. 

A pressão sobre o nervo faz com que o nervo para falhar.

Neuralgia trigeminal também pode ocorrer quando as bainhas de mielina são danificados, como na esclerose múltipla. 

Quando a condição desenvolve em adultos jovens, a esclerose múltipla podem ser a causa. Na verdade, neuralgia do trigêmeo pode ser um sintoma inicial de MS.

As mulheres são duas vezes mais propensas que os homens de desenvolver neuralgia do trigêmeo, ea condição geralmente afeta pessoas com mais de 50. 

Quando a dor ocorre, ele pode durar por até dois minutos de cada vez, e vários eventos podem ocorrer durante todo o dia. 

Fatos geradores pode ser tão simples como uma brisa suave, falando, sorrindo, mastigação, deglutição, ou um leve toque.


Diagnóstico e tratamento da neuralgia do trigêmeo


uso de imagem de ressonância magnética (MRI) pode deixar você saber se a esclerose múltipla ou um tumor é irritante o nervo trigêmeo. 

Se nenhum desses fatores estão envolvidos, então a causa da neuralgia do trigêmeo não pode ser encontrada.

A neuralgia do trigêmeo é geralmente tratada com um medicamento anticonvulsivante carbamazepina chamado. 

Um problema significativo com esta droga é que ele torna-se menos eficaz ao longo do tempo. 

Os efeitos colaterais podem incluir tontura, visão dupla, sonolência e náusea.

Dois outros fármacos anticonvulsivos são também prescritos: 

oxcarbazepina, que é semelhante ao da carbamazepina, mas tem menos efeitos secundários; 

e fenitoína, que foi o primeiro medicamento já utilizado para tratar esta condição e pode causar problemas de equilíbrio, sonolência, e goma de supercrescimento.

Um relaxante muscular chamada baclofen às vezes é usado no tratamento da neuralgia do trigêmeo. 

Os seus efeitos colaterais incluem a confusão, depressão e sonolência. 

Outros medicamentos podem ser prescritos, mas que muitas vezes exigem doses elevadas para ser eficaz. 

Eles incluem clonazepam, gabapentina, lamotrigina, valproato de sódio, e topiramato.

Os procedimentos cirúrgicos podem ajudar os indivíduos que não responderam aos medicamentos.

Dois tipos gerais de tratamentos cirúrgicos estão disponíveis: através da pele ou aberto.

Através da pele abordagens são recomendados para pessoas que têm esclerose múltipla, que são idosos ou medicamente frágil, ou qualquer pessoa que não tenha obtido alívio do método aberto. 

A última abordagem é geralmente reservado para indivíduos mais jovens e mais saudáveis.

Algumas das técnicas cirúrgicas disponíveis para o tratamento de neuralgia trigeminal são listados abaixo. Você deve discutir todas as opções com seu médico.

Descompressão microvascular é um procedimento invasivo que envolve a transferência de um vaso sanguíneo longe do nervo trigêmeo. 

O procedimento é realizado através de uma abertura no crânio. Há um pequeno risco de visão dupla, acidente vascular cerebral, dormência facial, fraqueza facial, diminuição da audição, ou morte associada com esta abordagem.

Rizotomia percutânea estereotáxica destrói a parte do nervo que provoca a dor. Uma agulha é administrado através da bochecha no nervo trigêmeo. 

O calor é passado através da agulha para destruir algumas das fibras nervosas.

Radiocirurgia estereotáxica é uma abordagem não-invasivo que envolve a administração de uma dose única, altamente concentrada de radiação ionizante para um site na raiz do nervo trigêmeo. 

Isto provoca a lenta formação de uma lesão que eventualmente interrompe a transmissão de sinais de dor para o cérebro. 

Este método evita muitas das complicações e riscos de outros tratamentos.

A neuralgia do trigêmeo não é comum entre as pessoas que têm esclerose múltipla. 

No entanto, para aqueles que sofrem com isso, a compreensão da doença e como tratá-la são essenciais e devem ser discutidas com um neurologista.

FAZER SAUNA REGULARMENTE PODE AJUDAR A SAÚDE DO CORAÇÃO...

09/06/2015

Em uma pesquisa, homens que tomam o banho com frequência tiverem risco de morte súbita reduzido em 63%.


Tomar banho vaporizado com frequência pode diminuir o risco de desenvolver problemas no coração que podem levar à morte. É o que indica um estudo, realizado ao longo de 20 anos, por pesquisadores da Universidade da Finlândia Oriental. De acordo com os resultados, homens que fazem sauna de quatro a sete vezes por semana são 63% menos propensos a sofrer de morte súbita cardíaca em comparação àqueles que fazem apenas uma sessão por semana.

Essa relação foi estudada por meio de uma análise feita com mais de dois mil homens que mantinham o hábito de fazer sauna. Os participantes foram divididos em três grupos, conforme a frequência com que tomavam o banho de vapor na semana: uma vez, duas ou três vezes e de quatro a sete vezes.

Quanto maior o número de vezes que os participantes faziam sauna, menor o risco de desenvolver problemas de coração eles apresentaram. 

O tempo gasto em cada sessão também se mostrou significativo para determinar a relação do banho com a probabilidade de morte por doença cardíaca: 

os homens que permaneceram por mais de 19 minutos dentro de uma sauna foram 52% menos propensos a sofrer morte súbita em comparação àqueles que ficaram apenas 11 minutos. Para o grupo que frequenta salas de sauna mais vezes na semana, a incidência de morte por doença arterial coronariana e por outras ocorrências cardíacas também foi menor.

Docent Jari Laukkanen, um dos pesquisadores do estudo, afirma que o hábito pode reduzir a pressão arterial e manter a elasticidade dos vasos sanguíneos. 

Porém, segundo ele, ainda é necessário investir em mais pesquisas que possam comprovar completamente a associação entre o banho vaporizado e a saúde do coração.

O estudo foi publicado no JAMA Internal Medicine.

CRIANÇAS TAMBÉM PODEM SER DIAGNOSTICADAS COM REUMATOLOGISTA...

09/06/2015

Embora muita gente ainda associe as enfermidades reumáticas à idade avançada, elas podem aparecer mesmo em bebês. 
Segundo especialistas, quanto antes a doença crônica for detectada e tratada, menores as chances de deformidades e complicações.


Naquela manhã de julho de 1984, Larissa sentiu que alguma coisa não ia bem. 

Depois de brincar com as amigas no parquinho, ficou enjoada, com febre e muita dor na nuca. 

Deitou-se na cama de uma amiga para descansar. Só foi se levantar dois meses depois. A menina de 7 anos, até então completamente saudável, recebeu o diagnóstico em setembro. 

Tinha artrite idiopática juvenil (AIJ), uma doença autoimune que mudaria sua vida para sempre.

Embora muita gente ainda associe as enfermidades reumáticas à idade avançada, elas podem aparecer mesmo em bebês. 

No caso de crianças, a AIJ é uma das mais frequentes. 

Não existem dados epidemiológicos do Brasil, mas estudos internacionais indicam uma ocorrência relativamente comum: até dois casos em cada mil. 

Uma pesquisa de 2013, realizada em Embu das Artes (SP) com 2.880 estudantes de 6 a 12 anos, encontrou uma prevalência de 0,34 em mil nessa faixa etária.

Assim como a artrite reumatoide, que afeta adultos, a idiopática juvenil tem causa desconhecida. 

Os pesquisadores desconfiam, porém, que alguns fatores, como alteração hormonal, infecção viral ou bacteriana, estresse psicológico e trauma nas articulações desencadeiem o problema em pessoas predispostas geneticamente.

Na década de 1980, quando Larissa Jansen, 38 anos, apresentou os sintomas, as opções terapêuticas eram escassas. 

Além disso, ela tem a forma mais grave da doença, a sistêmica, com indícios de síndrome de Still. 

Essa última é uma rara enfermidade reumática que provoca febre alta sem causa aparente. Em Larissa, a artrite se manifesta de forma poliarticular: todas as articulações do corpo  do dedo do pé à nuca são afetadas.

Como, há três décadas, os medicamentos eram muito menos eficazes que hoje, a jornalista, escritora e analista judiciária desenvolveu diversas deformidades, precisou colocar próteses nos quadris e, em 2006, submeteu-se a dois transplantes ósseos. 

Devido a uma lesão medular, Larissa aguarda, na cadeira de rodas, uma nova cirurgia. 

Ainda assim, dá uma lição de vida:

Sentir-se deprimida é comum. 

O que não podemos é ficar deprimidas. 

A depressão passa a ser uma doença quando é um constante estado. Isso não, nunca tive, diz 

OS SINTOMAS DA FIBROMIALGIA AUMENTA COM COCHILOS DIURNOS...

2015/06/08 
Um novo estudo descobriu que cochilos diurnos pode realmente aumentar os sintomas da fibromialgia. 

A surpreendente descoberta está relacionada com hábitos de sono noturno perturbado que se desenvolvem como resultado de cochilos diurnos. 

Além disso, a duração dos cochilos diurnos tem um forte impacto na memória.

O estudo, publicado na BMC Musculoskeletal Disorders , incluiu 1.044 adultos que sofriam de fibromialgia. 

Os pacientes relataram um aumento dos sintomas após cochilos diurnos com taxas mais elevadas de dor, ansiedade, fadiga e outros problemas. 

Pacientes que tomaram cochilos durante mais de 30 minutos também experimentaram taxas mais altas de problemas de memória e depressão. 

Os pesquisadores gostariam de ver melhores orientações perchadores desenvolvidos para pacientes com fibromialgia.

Os pesquisadores observaram que muitos pacientes com fibromialgia usar cochilos diurnos como um mecanismo de enfrentamento para controlar os sintomas. 

Surpreendentemente, os resultados revelam que os sintomas não melhoram após as sonecas. 

Além disso, durante o dia cochilando pode interferir com hábitos de sono noturno e criar mais problemas. 

Os investigadores acreditam que as melhores estratégias de sono e fadiga são necessários para pacientes com fibromialgia, para que eles não têm que confiar em cochilos diurnos. 

Isso exigiria a participação de médicos e técnicas de gestão do sono personalizados para cada paciente.

Infelizmente, muitos pacientes com fibromialgia relatam sentir lento e continuam a sofrer com névoa do cérebro depois de tirar uma soneca. 

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos Escritório de Saúde da Mulher, na verdade, recomenda que pacientes com fibromialgia evitar cochilos diurnos, pois pode interferir com a sua capacidade de dormir à noite. 

Se eles não podem ser evitados, eles sugerem limitar a duração dos cochilos como parte de uma estratégia global de gerenciamento de sono. 

Muitos especialistas sugerem limitar cochilos a menos de 30 minutos. 

Sono reparador é essencial para reduzir os sintomas da doença, mas requer, pelo menos, 8 horas a noite, e a maioria dos pacientes lutam com ele.

METADE DA POPULAÇÃO MUNDIAL DEVE SER ALÉRGICA NOS PRÓXIMOS 10 ANOS...

05/06/2015 

No Brasil, estima-se que, nas últimas três décadas, o número de alérgicos tenha aumentado em 50%...


Do álcool gel à comida pasteurizada, dos antibióticos ao aspirador de pó, do sabonete bactericida aos banhos diários: a verdade é que nunca estivemos tão limpos. 

O nosso estilo de vida, que evita ao máximo o contato com micro-organismos que podem causar doenças, está nos deixando cada vez mais imunes às ameaças do ambiente. 

Mas uma delas, em especial, tem traçado o caminho inverso.

Com uma prevalência cada vez maior na população mundial, a alergia — em suas mais variadas formas — é hoje considerada a doença da vida moderna. 

Nos Estados Unidos, ela ocupa o quinto lugar no ranking de doenças crônicas. No Brasil, estima-se que, nas últimas três décadas, o número de alérgicos tenha aumentado em 50%.

A estimativa mundial é de que uma em cada três pessoas sofra de algum tipo de reação alérgica — um número muito maior que o da época de nossos avós. E essa incidência, preveem especialistas, pode chegar a alcançar metade da população mundial nos próximos 10 anos.

Há cerca de quatro décadas, as doenças alérgicas deixaram de ser condições até certo ponto raras, atingindo, nos dias atuais, uma proporção epidêmica, o que as têm levado a ser consideradas um problema sério de saúde pública — explica o alergista e imunologista Giovanni Marcelo Di Gesu, do Hospital Santa Casa de Porto Alegre.

Muitas teorias surgiram ao longo dos últimos anos para explicar o curioso fenômeno, mas cientistas acreditam que agora estão no caminho certo para desvendar a origem do mistério.

Células de defesas mais confusas

Todos somos cobertos de bactérias da cabeça aos pés, por dentro e por fora do corpo. Elas se alojam em nossa pele, cobrem olhos e boca e se multiplicam em nossos órgãos, excedendo, em muito, o número de nossas próprias células.

Ainda que algumas sejam nocivas para o organismo, grande parte delas não só ajuda, como é fundamental para o aprimoramento do nosso sistema imunológico. Para muitos pesquisadores, o estilo de vida moderno, tão asséptico, diminuiu nossa exposição a muitos micro-organismos, impedindo o nosso corpo de aprender, corretamente, quem são os verdadeiros inimigos a combater. Isso causa uma confusão nas nossas células de defesas, que podem passar a reagir violentamente (na forma de uma alergia) a coisas que não nos causam mal, como um amendoim, uma flor ou até mesmo o pó.

Chamada de "hipótese da higiene", essa teoria já existe há algum tempo e ainda causa alguma controvérsia no meio acadêmico, mas estudos recentes têm se unido a uma gama de pesquisas que convergem nos resultados.

Um dos últimos foi conduzido pela Universidade de Helsinque, na Finlândia. Para demonstrar que a falta de contato com a natureza poderia estar contribuindo com o aumento do número de pessoas asmáticas, alérgicas e portadoras de outras doenças inflamatórias, pesquisadores monitoraram os hábitos de vida de 118 adolescentes no leste do país. Como resultado, encontraram que aqueles que viviam em regiões mais verdes, como fazendas ou próximos de florestas, possuíam uma maior diversidade bacteriana na pele e uma menor sensibilidade a alérgenos do que adolescentes que viviam em áreas urbanas. 

As conclusões, publicadas na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), somam-se a diversas pesquisas que seguem na mesma linha.

Já se sabe que o fato de não apresentarmos infecções tão frequentes como antigamente leva nosso sistema imunológico a não desenvolver células reguladoras, que inibem tanto as alergias como as doenças autoimunes. Essas reações que observamos hoje são manifestações de um sistema desregulado, menos tolerante a fatores externos — complementa o alergista Momtchilo Russo, consultor da Sociedade Brasileira de Imunologia.

Especialistas dão algumas dicas de como se prevenir.

Confira:

Fontes: Leandra D'orsi Metsavaht, membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Mariana De Sampaio Leite Jobim, alergista e imunologosita do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Graham Rook, microbiologista e professor da Universidade de Londres.

QUANTO MENOS VOCÊ DORME...MAIS VOCÊ COME...INDICA ESTUDO...

02/06/2015

Noites mal dormidas interferem em fatores que podem ser responsáveis pela alimentação inadequada.


O horário que vamos para a cama e quanto tempo permanecemos nela podem influenciar também a nossa alimentação, além da disposição durante o dia. 

De acordo com um estudo da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, o sono interrompido pode ser responsável pela alta ingestão de alimentos, o que pode vir a causar danos a longo prazo para a saúde de adultos e crianças.

A alimentação é impulsionada por fatores biológicos, emocionais e cognitivos, segundo os autores da pesquisa. 

Depois de uma noite mal dormida, o hormônio controlador de apetite é afetado, os níveis de estresse e a impulsividade aumentam e, consequentemente, o desejo por comida é maior devido à necessidade de compensar a falta de energia. 

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores analisaram dados de diversos estudos sobre sono realizados nos últimos 14 anos.

Milhões de pessoas no mundo sofrem com distúrbios do sono. 

Embora seja evidente que uma noite mal dormida prejudique a execução de tarefas, o comportamento e outros hábitos rotineiros, poucas pessoas sabem que esse problema também está associado à quantidade de alimento que ingerimos.

Para Alyssa Lundahl e Timothy Nelson, autores do estudo, entender os mecanismos responsáveis por essa relação é importante para tratar intervenções ligadas à alimentação inadequada, como a obesidade, diabetes e doenças cardíacas.

— A pesquisa tem implicações importantes para tratar condições de saúde com intervenções na dieta. 

É importante conscientizar as pessoas que sofrem com a falta de sono sobre esse tipo de estudo, para que prestem mais atenção com a quantidade e qualidade dos alimentos que estão consumindo — afirma David Marks, editor do Journal of Health Psychology, periódico onde foi publicado o estudo.

ATENÇÃO...USO DE SUPLEMENTOS PODE CAUSAR UM SURTO DE HEMODIÁLISE NO FUTURO...

31 MAIO 2015

“Pelo andar da carruagem, é possível que, dentro de 10 ou 15 anos, comece a aparecer gente com doença renal terminal secundária ao uso abusivo de proteínas, sejam elas de suplementos ou não”, critica.


Na moda e amplamente incentivado entre os praticantes de atividades físicas nas academias, o consumo exagerado de suplementos alimentares e vitaminas está levando aos consultórios mais pacientes com alterações na função renal, devido ao uso desses produtos sem acompanhamento e, muitas vezes, até como substitutos de refeições.

Casos de insuficiência e calcificação renal, intoxicação e hipervitaminose ficam cada vez mais comuns nos consultórios com a explosão desse culto ao “lifestyle fitness” e com a lentidão na fiscalização dos produtos que são comercializados.

A presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Carmen Tzanno, diz que chega a receber até 2 pacientes por semana relatando problemas que, quando investigados, levam à constatação de que foram causados por suplementos.

“Muitos pacientes são jovens e até adolescentes”, afirma ela. “Esse movimento é percebido há pelo menos três anos”, completa, ao explicar que a suplementação é recomendada apenas para atletas de alto rendimento ou para sanar deficiências geradas por patologias.

A preocupação é crescente, e o consumo inadequado é apontado como uma das causas da disfunção renal, discutida em congressos da área.

O nutrólogo e também nefrologista Alexandre Dias Pinto Coelho alerta que, em conversas informais em um desses eventos, foi levantada a suspeita de um possível surto na hemodiálise.

“Pelo andar da carruagem, é possível que, dentro de 10 ou 15 anos, comece a aparecer gente com doença renal terminal secundária ao uso abusivo de proteínas, sejam elas de suplementos ou não”, critica.

Um dos principais riscos, segundo Coelho, é a dieta dos atletas que buscam hipertrofia (crescimento dos músculos), baseada principalmente em alimentos e suplementos ricos em proteínas, que, em excesso, podem acelerar nefropatias (lesões ou doença do rim) silenciosas

Carmen também ressalta os riscos das dietas da moda,como a Dukan, que, se aliada aos suplementos proteicos (como o Whey Protein, por exemplo), acaba levando à formação de pedras nos rins.

A nefrologista também cita o caso de um paciente que, após o uso de doses elevadas de vitamina D, chegou ao quadro de intoxicação, hipervitaminose e calcificação renal.

“Quando você retira o consumo e faz a orientação adequada, em geral, a função é recuperada. O grande problema é que as pessoas, mesmo orientadas, têm uma ambição estética tão grande que qualquer outro problema de saúde acaba sendo deixado de lado”.

A psicóloga Marcelle Bitarães, 24, conta que sempre desconfiou dos benefícios dos suplementos, mas há 8 meses ela adquiriu uma rotina mais rigorosa de atividade física e passou a sentir a necessidade de contar com a “ajuda” de produtos indicados por sua nutricionista esportiva. “Sempre tive o pé atrás e, sem acompanhamento, acho perigoso tomar. Consegui eliminar 10 kg e 13% de gordura. Sem os suplementos acho que conseguiria o mesmo resultado, mas demoraria mais”.

Expansão

No Brasil, estima-se que 2% da população – cerca de 4 milhões de pessoas – consuma suplementos, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri). Dentro do mercado de nutrição esportiva, os produtos à base de proteína aparecem como campeões de venda (65%), e os jovens entre 15 e 30 anos representam 80% dos consumidores.

“Os números podem aumentar de maneira exponencial nos próximos anos. Sendo assim, esse mercado deve ser regulado, e a população deve procurar orientação profissional. Essas medidas são preventivas e visam à preservação da função renal, boa qualidade de vida e um estilo de vida saudável”, diz Carmen.

Fiscalização

Alerta! Somente em 2014 e 2015, a Anvisa proibiu a distribuição e a comercialização de 21 marcas de suplementos proteicos para atletas e outras 14 marcas de suplementos alimentares.

DESINFORMAÇÃO ATRASA DIAGNÓSTICO DA ARTRITE REUMATOIDE...

31/05/2015

Estudos mostraram que a artrite reumatoide leva ao menos três meses para começar a comprometer as articulações...


O equivalente à população de Belo Horizonte sofre de artrite reumatoide no Brasil. 

Mais de dois milhões de brasileiros são acometidos da doença autoimune que ataca as articulações do corpo e pode deformar mãos e pés se não diagnosticada a tempo e tratada corretamente. Difusos, porém, os sinais confundem médicos e atrasam o diagnóstico.

Da alçada de reumatologistas, 25% dos doentes demoram ao menos dois anos para chegar a esse especialista e ser corretamente diagnosticado. 

Convivendo com dores articulares fortes, o mais óbvio para a pessoa é procurar um ortopedista. Por sua vez, ele passa a investigar possíveis traumas e pode até mesmo recomendar fisioterapias para melhorar a dor, muitas vezes sem desconfiar que o problema pode ser muito mais grave.

Mais comum de surgir por volta dos 40 anos, a artrite reumatoide costuma atacar mais as mulheres. 

Além disso, uma pesquisa encomendada pela farmacêutica Pfizer mostrou que 51% das pessoas com essa doença autoimune sentem dificuldade em fazer tarefas simples do dia a dia. Abrir um pote de geleia? É quase impossível para quem tem as articulações comprometidas pela doença.

Tratamento

O coordenador do Núcleo de Reumatologia do Hospital Sírio-Libanês, Cristiano Zerbini, explica que estudos mostraram que a artrite reumatoide leva ao menos três meses para começar a comprometer as articulações. Esse tempo é o que se chama de “janela de oportunidade”, o período ideal para diagnosticar e começar o tratamento, sem dano às articulações.

O tratamento da artrite reumatoide, porém, se dá em fases. 

O medicamento precisa impedir que o próprio sistema imune da pessoa ataque as articulações. Um dos mais antigos medicamentos modificadores do curso da doença reumática ainda está em uso atualmente. Barato, é o primeiro remédio receitado pelos médicos. Algumas pessoas, no entanto, acabam não respondendo bem a esse medicamento e, no final da década de 90, foram desenvolvidos remédios biológicos que ajudaram os portadores de artrite reumatoide a melhorarem dos sintomas e chegarem praticamente à remissão.

Porém, algumas pessoas passaram a não responder mais aos medicamentos biológicos e, a partir de então, não havia outra forma terapêutica que não trouxesse danos ao paciente. Os corticoides, por exemplos, são muito eficazes para melhorar a dor e o inchaço do doente, mas, a longo prazo, causam inúmeros danos ao organismo.

Um novo remédio, no entanto, chega nas mãos dos médicos para preencher essa última lacuna. Sintético e mais barato que o biológico – embora custe em média R$ 3.500 para um mês de tratamento -, o citrato de tofacitinibe inibe seis mecanismos que causam a inflamação no corpo, contra apenas um dos medicamentos biológicos. 

Cada médico, porém, é que avalia se o portador de artrite reumatoide deve usar esse remédio.