Sintomas da Síndrome de Sjogren incluem olho seco...

2018-10-24
A Síndrome de Sjogren é uma doença autoimune que pode ocorrer isoladamente, nomeada primária, ou atrelada a outros distúrbios do sistema imunológico e reumático, como artrite reumatoide, esclerose sistêmica e lúpus, conhecida como secundária. Nove em cada dez pacientes são mulheres, majoritariamente na menopausa, mas também pode atingir crianças e adolescentes e até causar complicações em grávidas.

O oftalmologista Dr. Maurício Della Paolera (CRM: SP47500) – mestre, doutor e professor assistente da Santa Casa de São Paulo, explica que uma vez que o corpo desenvolve a Síndrome, o organismo passa a atacar as próprias células saudáveis produtoras, principalmente, de saliva e lágrimas. “Ainda não há cura, mas a identificação precoce favorece o controle dos sintomas que afetam a qualidade de vida, como a secura de boca, olhos, vagina, trato respiratório e pele, além do comprometimento de alguns órgãos internos”, relata.

O diagnóstico correto cabe ao reumatologista, mas a suspeita pode ser levantada por médicos de diversas especialidades, como oftalmologistas, dentistas, ginecologistas, dermatos, entre outros. Isso porque os sintomas assemelham-se a outras patologias ou, simplesmente, aos sinais de envelhecimento. “É comum que as mulheres, atribuladas de tarefas, negligenciem a boca seca, a sensação de areia nos olhos e, até mesmo, a secura vaginal. São indícios de que o corpo está pedindo ajuda e precisam ser investigados”, explica Dr. Paolera.

O tratamento precisa envolver o corpo como um todo, com foco em reestabelecer a qualidade de vida do paciente. Para os olhos, o mais indicado é a utilização de lágrimas artificiais, sobretudo para as pessoas que fazem uso constante de lentes de contato e permanecem por muito tempo em ambientes com ar-condicionado, por exemplo. “As lágrimas não têm papel apenas na demonstração de emoções, elas são responsáveis por garantir a lubrificação dos olhos, para que estejam sempre limpos e protegidos da ação externa”, conta o especialista. “Se o olho fica seco e exposto, a córnea pode ser danificada, levando a perda de visão em casos extremos”, acrescenta.


Os colírios feitos à base de carmelose sódica são uma boa opção, já que a substância possui composição parecida com a lágrima natural e age se integrando diretamente nela. “O mais aconselhado é que o paciente busque ajuda médica para minimizar a agressão feita pelo próprio corpo e, junto ao oftalmologista, encontre o tratamento adequado”, finaliza Dr. Paolera.

Percepção de cores pelo olho está relacionada a hormônios da tireoide...

15/10/2018

Descoberta pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos para daltonismo e degeneração macular...

A forma de enxergar o mundo é diferente para cada animal. Grande parte dos insetos, répteis e aves tem um pigmento ultravioleta nos olhos, que permite a eles vislumbrar coisas invisíveis aos homens. Já gatos e cachorros são daltônicos, pois foram adaptados para a vida noturna, que não exige tantas tonalidades. Nos seres humanos e em parte dos primatas existem três pigmentos oculares – verde, azul e vermelho – que permitem a visão de todas os tons do arco-íris.

Pesquisadores americanos resolveram investigar como as células responsáveis pela identificação dessas três cores se desenvolvem, uma questão ainda misteriosa para a ciência. Com esse objetivo, eles usaram células-tronco para criar retinas. Nas análises, os cientistas constataram que o desenvolvimento da visão colorida do homem está relacionado a hormônios da tireoide, descoberta que ajuda a entender melhor doenças oculares, como o daltonismo e que, no futuro, também pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos oftalmológicos.

“Essa é uma questão realmente bonita, tanto visualmente quanto intelectualmente – o que é que nos permite ver a cor?”, destacou, em um comunicado, Kiara Eldred, estudante de pós-graduação da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e uma das autoras do estudo publicado na revista Science. Para desvendar esse mistério, eles cultivaram retinas in vitro, concentrando-se nas células que permitem que as pessoas vejam o azul, o vermelho e o verde – os fotorreceptores do olho, também chamados de cones. Durante os meses de análise, período em que o material crescia e se transformava em retinas completas, a equipe observou que as células de detecção de azul se materializavam primeiro e, posteriormente, as de vermelho e verde.


Kiara Eldred e sua equipe também descobriram, em análises mais apuradas, realizadas com os fotorreceptores vermelho e verde, que a chave para o desenvolvimento desses cones era o fluxo e refluxo de hormônios da tireoide. “É importante ressaltar que os níveis desses hormônios não são controlados pela glândula tireoide, que, obviamente, não estavam nas células analisadas. Acreditamos que essa tarefa ocorra no próprio olho”, esclareceu a pós-graduanda. Os pesquisadores explicaram que, ao entender como a quantidade de hormônios da tireoide dita se as células se tornariam azuis ou vermelhas e verdes, a equipe foi capaz de manipular o resultado, criando retinas que, se fossem parte de um olho humano completo, só enxergariam azul, ou apenas o verde e vermelho.


Os pesquisadores também assinalaram que a descoberta de que o hormônio tireoidiano é essencial para a criação de cones vermelho e verdes ajuda a justificar o fato de bebês prematuros, que sofrem redução nos níveis dos hormônios tireoidianos por não terem o suprimento materno, apresentarem incidência maior de distúrbios da visão.


Ramon Carlos Martins Barreto Neto, especialista em retina, oftalmologista do Visão Hospital de Olhos em Brasília, destacou que o uso de células-tronco em pesquisas está em alta, mas considerou que uma das maiores dificuldades dos cientistas é descobrir os segredos de sua diferenciação, ou seja, o que faz com que algumas se tornem neurônios ou mitocôndrias, por exemplo. “O importante é saber como elas chegam a essa finalização. Esses pesquisadores conseguiram fazer isso e também entender a sua formação, mostrando a relação dos hormônios da tireoide no desenvolvimento desses fotorreceptores”, assinalou o especialista, que não participou do estudo. O médico observou que os dados se relacionam ao daltonismo, problema de visão no qual as pessoas não conseguem distinguir entre tons de verde e vermelho. “A maioria dos casos de daltonismo está ligada a problemas nesses fotorreceptores, porém, temos também casos raros, em que os danos ocorrem no fotorreceptor azul”, detalhou.

TRATAMENTOS Os autores da pesquisa adiantaram que o estudo é apenas o começo de uma investigação mais apurada. Os cientistas pretendem utilizar o método para entender ainda melhor o sistema de visão das cores e os mecanismos envolvidos na criação de outras regiões da retina, como a mácula. Os pesquisadores lembraram que a degeneração macular é uma das principais causas de cegueira em humanos, por isso, entender como cultivar uma nova mácula é relevante para o desenvolvimento de tratamentos clínicos. “A visão de cores tricromáticas nos diferencia da maioria dos outros mamíferos. Se pudermos responder o que leva uma célula ao seu destino final, estamos mais perto de poder restaurar a visão das pessoas com danos em seus fotorreceptores”, ressaltou Eldred.


Da mesma forma, Ramon Neto disse acreditar que as descobertas do estudo norte-americano podem contribuir para pesquisas futuras e ajudar no desenvolvimento de terapias. 

“Na degeneração macular, há lesões atenuadas aos cones e bastonetes, as células fotorreceptoras. 

Então, a partir do momento em que você consegue produzir essas células, isso pode ajudar em um tratamento, algo que seria muito bem-vindo. Outra possibilidade seria a de esses pesquisadores conseguirem desenvolver alguma substância que possa corrigir os níveis desses hormônios relacionados aos fotorreceptores e, dessa forma, tratar o desequilíbrio”, completou.

Pacientes com EM com Depressão ou Transtorno Bipolar em Maior Risco de Agravamento da Incapacidade, Descobre Estudo...

11 DE OUTUBRO DE 2018

Pacientes com esclerose múltipla (EM) com depressão ou transtorno bipolar podem estar em maior risco de ficar incapacitados e ver sua incapacidade piorar mais rapidamente, de acordo com um estudo sueco.

Um estado depressivo pode aumentar a resposta do sistema nervoso central à inflamação e acelerar a progressão da EM; Se for verdade, mais cuidado deve ser tomado no tratamento desses tipos de distúrbios na população com EM, descobriram os pesquisadores.

Os resultados foram apresentados no dia 10 de outubro pelo  Dr. Stefanie Binzer , no Karolinska Institutet, Suécia, no  34º Congresso do Comitê Europeu para Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla (ECTRIMS)  em Berlim, Alemanha. A apresentação foi intitulada " O efeito da depressão e do transtorno bipolar no agravamento da incapacidade da esclerose múltipla ".

"Os distúrbios do humor são altamente prevalentes na população com EM, mas seu impacto na piora da incapacidade da EM ainda não foi estabelecido", disse Binzer em sua apresentação.

Os distúrbios do humor, incluindo transtornos psiquiátricos e emocionais, como a depressão , são conhecidos por estarem "associados à redução da qualidade de vida e são um importante fator de risco para a tendência suicida", disse ela.

Para entender melhor o impacto dos transtornos do humor na EM, os pesquisadores do Departamento de Neurociência Clínica do Karolinska Institutet  realizaram um estudo para descobrir se a depressão e o transtorno bipolar estão associados à piora da incapacidade na EM.

A equipe comparou o risco de progressão da incapacidade (avaliada através da escala de status de incapacidade expandida , ou EDSS) e a conversão para EM progressiva secundária (SPMS) em pacientes com EM com depressão ou transtorno bipolar para a de pacientes sem essas condições.

O estudo foi baseado na análise de dados clínicos de 15.541 pacientes inscritos no registro nacional sueco MS (SMSreg) . Entre esta amostra, 1.320 tiveram pelo menos um diagnóstico de depressão, 271 tiveram pelo menos um diagnóstico de transtorno bipolar e 4.921 receberam prescrição de inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) , uma classe comumente usada de medicação antidepressiva, pelo menos uma vez.

A análise revelou que os pacientes que tomavam ISRS tinham um risco significativamente maior de estarem cada vez mais incapacitados . Especificamente, eles foram 1,4 vezes, 1,97 vezes e 2,2 vezes mais chances de atingir os escores sustentados de EDSS de 3, 4 e 6 (quanto maior a pontuação, maior o nível de incapacidade).

Um escore EDSS 3 é definido como “incapacidade moderada em um sistema funcional, ou incapacidade leve em três ou quatro sistemas funcionais; não há prejuízo para a caminhada. ”A pontuação EDSS 4 é“ incapacidade significativa, mas auto-suficiente e cerca de 12 horas por dia; capaz de andar 500 metros sem ajuda ou descanso. ”O escore EDSS 6 é“ requer um auxílio para caminhar - cana, muleta, etc. - para caminhar cerca de 100 metros com ou sem descanso ”.

Pacientes com esclerose múltipla diagnosticados com depressão também estavam em maior risco de atingir os três níveis de incapacidade - um risco 1,54 vezes maior para alcançar EDSS 3, 1,87 vezes para EDSS 4 e 2,1 vezes para EDSS 6.  Além disso, eles estavam com um aumento de 38%. risco de conversão para SPMS , e atingiu níveis mais elevados de incapacidade mais rapidamente. 

Especificamente, os pacientes com depressão MS tinha uma mediana do tempo reduzido para atingir EDSS três por três anos, EDSS 4 e 6 por seis anos, e a mediana do tempo para converter a SPMS foi reduzida por três anos, em comparação com pacientes com esclerose múltipla sem depressão.

Uma análise de grupo analisando 261 pacientes diagnosticados com depressão antes do início da MS revelou que esses pacientes atingiram um escore de incapacidade EDSS de 3 e 4 três e sete anos antes, respectivamente, do que os pacientes com EM sem depressão.

O risco de piora da incapacidade também foi maior para pacientes com EM com transtorno bipolar. Sua probabilidade de atingir o EDSS 4 foi de 58% (risco 0,58 vezes maior). O risco de atingir EDSS 3 e 6 também foi maior, mas não significativo (0,34 vezes e 0,16 vezes maior, respectivamente).

O gênero também afetou a probabilidade de ter um pior curso da doença, com os homens mostrando o maior risco entre aqueles com depressão ou transtorno bipolar.

"Os pacientes com esclerose múltipla com depressão ou transtorno bipolar têm um curso de doença de MS significativamente pior, também em pacientes com diagnóstico de depressão antes do início da MS", escreveram os pesquisadores.

Estes resultados sugerem que ambos os transtornos “são os principais fatores de risco para o agravamento da incapacidade”, disse Binzer, acrescentando que “os mecanismos causais dessas associações precisam de mais investigação”.

Em conjunto, os resultados levaram a equipe a "hipotetizar que um estado depressivo pode tornar o sistema nervoso central mais sensível à inflamação, uma possibilidade que pode justificar um maior foco no tratamento dos sintomas depressivos na EM", concluiu a equipe.

Binzer enfatizou que “o reconhecimento precoce e o gerenciamento eficaz dos transtornos do humor devem ser incorporados ao atendimento clínico”.

Herpes em crianças: como tratá-lo?

18 de junho de 2018

Herpes como uma afecção não tem cura, e é raro em crianças. No entanto, aqui vamos dizer-lhe como tratar e prevenir a propagação deste vírus em crianças.

O herpes em crianças é uma condição causada pelo vírus herpes. Há algumas décadas, não era frequente em bebês; no entanto, seu contágio ganhou terreno nos últimos anos. Isso pode ser devido aos fatores de risco aos quais as crianças estão expostas no momento.
Por enquanto, não tem cura, mas seus sintomas podem ser tratados. Por outro lado, é importante enfatizar que o vírus permanece latente durante toda a vida da pessoa que o transporta, até que algum incidente o ative.

Quais são os tipos de vírus do herpes?

Existem diferentes tipos de vírus do herpes, dependendo do impacto que eles têm sobre a pessoa, e quais pessoas afetam. Os sintomas e as áreas em que é encontrado podem variar. Em seguida, mostramos quais são.

Vírus do herpes simplex tipo I (HSV-I)
Este vírus é geralmente o mais comum em crianças afetadas. É responsável pelas feridas na boca ou no rosto. Pode causar herpes labial ou bolhas febris. Ele é transmitido por contato direto, e geralmente no início não apresenta sintomas.

Herpes vírus tipo II (HSV-II)
Também é conhecido como herpes genital. Ocorre nos órgãos genitais e não é comum em crianças, no entanto, casos tem se apresentado. Comumente, é transmitido através do contato sexual. No caso de crianças, não necessariamente a causa é uma violação sexual.

Herpes zoster
O herpes zoster, como na varicela, é induzido pelo vírus varicela-zoster. Devido a isso, é necessário ter tido varicela antes de sofrer deste tipo de herpes. Este vírus permanece latente por anos, e o indivíduo se torna mais vulnerável à medida que envelhece.

O herpes zoster não é comum em crianças. No entanto, nos casos de crianças que o desenvolvem, os sintomas são muito leves, e são curados rapidamente. Da mesma forma, precauções devem ser tomadas, pois o herpes zoster é muito contagioso. Se seu filho tem um sistema imunológico enfraquecido, este vírus pode causar complicações.

Como tratar o herpes em crianças?
O tipo mais comum de contágio (HSV-I) é através do contato direto com a pele infectada saliva, ou ao manusear um objeto previamente tocado por alguém infectado. O herpes labial apresenta bolhas nos lábios e nas gengivas. A criança pode ter febre, dor de garganta, e glândulas inchadas.

Essas lesões desaparecem em algumas semanas, mas devem ser tratadas para aliviar os sintomas desconfortáveis. Medicamentos antivirais, para uso tópico ou oral, diminuem a intensidade e a duração do primeiro estágio. Aciclovir, valaciclovir, e fanciclovir são usados ​​com grande sucesso.

A aplicação de compressas de gelo, ou gel frio, proporciona um efeito analgésico e alivia a coceira causada pelas feridas. Por outro lado, o consumo de alimentos frios, como sorvetes, e alguns batidos, aliviam a dor labial e previnem a desidratação. Além disso, você deve evitar dar às crianças alimentos cítricos ou ácidos, já que são irritantes.

O acetaminofeno é um analgésico que seu pediatra pode prescrever, caso a criança apresente dores agudas, ou desconfortos que a impeçam de comer. Certifique-se de que a criança durma o suficiente, pois descansar e evitar situações estressantes a ajudará a melhorar prontamente.

Se o seu filho tiver sintomas de herpes vírus tipo II (HSV-II), ou herpes zoster, recomenda-se não tratar em casa, pois pode haver complicações. Da mesma forma, antes de tratar o vírus herpes simplex tipo I (HSV-I), consulte o seu pediatra para que possa prescrever o medicamento certo para seu filho.

Como reduzir a propagação do vírus do herpes?
Embora o herpes em crianças geralmente dure pouco, deve-se fazer o possível deve ser feito para impedir sua disseminação. Principalmente, é prudente não levar a criança para a creche ou escola, durante esse período. Da mesma forma, é importante evitar que outras pessoas compartilhem utensílios, como copos, e talheres com a criança infectada.

Por outro lado, você deve evitar que seu filho coce a área afetada ou retire as crostas das feridas, pois pode espalhar o vírus para outras áreas do corpo. É de vital importância que o vírus não se espalhe para os olhos, por isso lavar as mãos da criança com frequência é a melhor prevenção.

Esta não deve beijar outras pessoas enquanto as feridas estiverem ativas, ou compartilhar brinquedos que estejam em sua boca.

Sinais nas crianças que se deve levar em conta

Quando o herpes se desenvolve em crianças, as complicações geralmente não aparecem. No entanto, você deve ir ao pediatra se seu filho tiver algum dos seguintes sinais:

Se um recém-nascido apresentar erupções cutâneas ou bolhas acompanhadas de febre, pode ser um sinal de infecção crônica por herpes simplex.
Se a criança tiver bolhas perto dos olhos. Este vírus é geralmente uma das principais causas de infecções da córnea.
Se a criança se queixa de dor de cabeça e manifesta convulsões, febre alta, e confusão. O pediatra deverá descartar algum tipo de infecção cerebral causada pelo HSV.
Se a área ao redor do herpes é vermelha, se é quente ao toque, e as lesões permanecem mais de 10 ou 14 dias. Você deve prestar atenção, pois pode indicar uma infecção secundária por bactérias.
Finalmente, é verdade que alguns tratamentos podem ser usados ​​para aliviar a dor do herpes em crianças. No entanto, devemos enfatizar que o mais importante é consultar um médico especializado neste tipo de vírus. Assim você poderá ter um diagnóstico correto e a medicação adequada para tratar o seu pequeno.


Soluções naturais para o herpes labial

Devemos aumentar as precauções e manter nossas defesas altas sempre que atravessarmos uma situação de estresse ou tristeza, já que ela pode desencadear o aparecimento do herpes.

O que é doença celíaca?

03/10/2018

Mesmo com um grande número de informações relacionadas à saúde sendo divulgadas nos dias atuais, muitas vezes acabamos conhecendo apenas o nome de algumas doenças, deixando de lado as informações mais relevantes a respeito dessas condições. Pensando nisso, resolvi trazer algumas informações sobre a doença celíaca, um mal que atinge um número considerável de pessoas e que merece ser mais conhecido pela população.



Definição

A doença celíaca é uma doença auto-imune grave que pode ocorrer em pessoas geneticamente predispostas, onde a ingestão de glúten leva a danos no intestino delgado. Quando as pessoas que têm doença celíaca comem glúten (uma proteína encontrada em alimentos como o trigo, centeio e cevada), seu corpo reage com uma resposta imune que ataca o intestino delgado. Esses ataques levam a danos nas vilosidades, pequenas mucosas sinuosas semelhantes a dedos que revestem o intestino delgado e que têm a função de absorver nutrientes. Quando as vilosidades são danificadas, os nutrientes podem não ser absorvidos adequadamente pelo corpo. Estima-se que esse problema afeta cerca de 1 a cada 100 pessoas em todo o mundo.

Sintomas

Os sinais e sintomas da doença celíaca podem variar muito e podem ser diferentes em crianças e adultos. Os sintomas mais comuns são diarreia, fadiga, dor abdominal, gases, vômitos e perda de peso. No entanto, mais da metade das pessoas com essa doença apresentam sinais e sintomas que não estão necessariamente relacionados ao sistema digestivo, o que inclui anemia, dores de cabeça e úlceras na boca

Efeitos a longo prazo

A doença celíaca é hereditária, ou seja, podem ser transmitida de geração em geração. Pessoas com um parente de primeiro grau que sofrem dessa condição correm o risco de herdá-la. Além disso, é preciso deixar claro que a doença celíaca pode se desenvolver em qualquer idade e caso não seja devidamente tratada, essa doença pode levar ao surgimento de problemas de saúde graves. Estes incluem o desenvolvimento de outros distúrbios autoimunes como diabetes tipo I e esclerose múltipla, dermatite herpetiforme, anemia, osteoporose, infertilidade, condições neurológicas e cânceres intestinais.

Tratamento

Atualmente, o único tratamento para a doença celíaca é a adesão ao longo da vida a uma dieta rigorosa sem glúten. As pessoas que vivem sem glúten devem evitar alimentos que tenham a presença de trigo, centeio e cevada em sua composição. Pães, massas, sopas de pacote, biscoitos e cerveja são alguns exemplos. Vale lembrar que a ingestão de qualquer quantidade de glúten, ainda que mínima, podem causar problemas no organismo de quem sofre com essa condição.


O que é Pneumotórax, tratamento, tipos, sintomas, cura e mais...

29/06/2017

O que é
Caracteriza-se como o acúmulo anormal de ar entre o pulmão e a pleura (membrana que reveste os pulmões) que reveste internamente a parede do tórax. Este espaço, que normalmente é virtual, é chamado de espaço pleural. No pneumotórax, o ar, ao entrar entre o pulmão e a parede torácica, pode comprimí-lo e causar dificuldade para respirar.

Quando o pneumotórax é grande, ele pode fazer com que o coração se desloque, levando a alterações nos batimentos e podendo provocar a morte.

O diagnóstico do pneumotórax deve ser suspeitado a partir da história clínica e dos sintomas do paciente. Se for volumoso, é possível detectá-lo apenas com um exame físico bem feito. Isso é importante nos casos de pneumotórax hipertensivo que ocorrem fora do ambiente hospitalar, como após acidentes automobilísticos.

Nestes casos, o médico fará o diagnóstico através da auscultação do pulmão do paciente e iniciará os procedimentos de emergência para descompressão do pulmão sem a necessidade de exames complementares.

Nos casos de um pneumotórax de pequeno volume, pode ser difícil fazer o diagnóstico com certeza apenas pelo exame físico. Nestes casos, o diagnóstico costuma ser confirmado através de exames de imagens, por radiografia simples do pulmão ou tomografia computadorizada do tórax.

E o que é a pleura?
Nossos dois pulmões ficam localizados dentro da caixa torácica e são recobertos por uma fina membrana que se chama pleura. Ela é uma espécie de capa que isola os pulmões do resto das estruturas do tórax. É também composta por duas camadas, a pleura visceral (camada mais interna) e a pleura parietal (camada externa).

Entre as pleuras existe apenas uma mínima lâmina de líquido que lubrifica, impedindo que ambas fiquem aderidas.

O pulmão não funciona como um balão que se enche com ar e murcha sem ar. Mesmo quando jogamos todo o ar para fora, ele não fica murcho. Isso ocorre devido à pressão negativa que existe dentro do nosso tórax.

Como é feito o diagnóstico?
O médico solicitará exame físico e investigará o histórico de saúde do paciente para fazer o diagnóstico. Ainda, a radiografia do tórax é que confirmará o diagnóstico do pneumotórax.

A radiografia mostrará a coleção anormal de ar entre o pulmão e a parede do tórax. Para obter mais dados, uma tomografia computadorizada do tórax poderá ser realizada.

Como identificar? Quais são os sintomas?
Os sintomas variam conforme a intensidade do pneumotórax, ou seja, depende do volume de ar acumulado no espaço pleural. A presença de doença pulmonar prévia (bronquite crônica, por exemplo) tem grande influência.

A dor geralmente é aguda, similar a uma pontada, e persistente no lado afetado do tórax. Já a tosse é seca e irritativa, que faz piorar a falta de ar.

Entre os sintomas estão:

Aceleração dos batimentos cardíacos.
Agitação.
Cansaço.
Cianose (coloração azulada da pele), por causa da falta de ar.
Dor ao respirar.
Dor torácica (descrito por 90% dos pacientes).
Dor súbita torácica (principal sintoma) de grande intensidade.
Falta de ar (em 80% dos casos).
Tosse (em 10% dos casos).
Quando o pneumotórax é pequeno pode ocorrer apenas um pequeno vazamento de ar, que não murcha todo o pulmão, seu único sintoma é dor ao respirar. Já nos casos de pneumotórax mais volumoso, pode ocorrer o colabamento de um pulmão inteiro, causando muita dor ao respirar no paciente, neste caso um dos pulmões para de funcionar.

Quais são os tipos de Pneumotórax?
Pode ser classificado em quatro tipos, veja:

Pneumotórax Espontâneo
Este tipo surge de repente, em repouso e de modo súbito; é mais comum em homens entre 20 e 30 anos, fumantes e pessoas magras e altas, é pouco frequente em pessoas acima dos 40 anos. Por motivos ainda desconhecidos, este é o grupo que apresenta maior risco de desenvolver bolhas nos ápices dos pulmões.

Estas bolhas não representam nenhuma doença, mas podem se romper causando um “furo” na pleura, fato que facilita a passagem de ar dos pulmões para a cavidade torácica. Divide-se em primário e secundário:

Primário: não identifica-se uma doença pulmonar concomitante.
Secundário: existe uma doença pulmonar associada, como o enfisema pulmonar, pneumonia, fibrose cística, asma, câncer de pulmão ou tuberculose, por exemplo.
Pneumotórax Traumático
Resultante de um traumatismo na região do tórax, como ferimentos por faca, punhal, tiro de arma de fogo, pancadas por atropelamentos, acidentes, etc.

Pneumotórax Latrogênico
Acontece como resultado de algum procedimento médico, que tinha o intuito de auxiliar no diagnóstico ou no tratamento do paciente. Este tipo de pneumotórax pode ocorrer após a tentativa de acessar uma veia do tórax ou do pescoço, por exemplo.

Pneumotórax Hipertensivo
Este tipo é considerado o mais grave, podendo levar o paciente à morte em poucas horas se não for prontamente reconhecido e tratado por uma equipe médica, devido à parada cardiorrespiratória em pouco tempo.

Em alguns casos de pneumotórax, a lesão na pleura faz um mecanismo de válvula que permite a passagem de ar em direção ao tórax, mas impede a sua saída. Por consequência, cada vez que o paciente inspira, um pouco de ar entra no tórax e fica preso lá dentro dele.

Conforme a quantidade de ar presa no tórax for aumentando, a pressão intratorácica se elevará progressivamente, comprimindo órgãos internos como vasos, o outro pulmão e o coração.

O pneumotórax ainda pode ser classificado como aberto ou fechado ao existir ou não comunicação do espaço pleural com o ambiente. Quanto à sua intensidade, ele pode ser classificado como:

Grande: distância entre o pulmão e a parede torácica maior que 3 centímetros
Pequeno: quando a distância entre o pulmão e a parede torácica for menor que 3 centímetros.

O que causa o Pneumotórax?

Ele ocorre quando há uma lesão da pleura, e o ar que deveria estar apenas dentro do pulmão começa a vazar para a cavidade torácica. Isso faz com que o pulmão fique insuflado devido à pressão negativa do tórax e qualquer vazamento de ar para essa região eleva a pressão e favorece o colabamento do mesmo.

O pneumotórax pode surgir em algumas pessoas pela existência de uma bolha de ar no pulmão, que é formada durante o desenvolvimento pulmonar, este ao se romper causa o problema, conhecido como pneumotórax espontâneo primário.

Fumantes também, ao longo de vários anos fumando, podem surgir bolhas de ar (bolhas de enfisema), que ao romperem, ocasionam o pneumotórax espontâneo secundário.

O pneumotórax pode ser causado por várias doenças, como:

Doenças pulmonares obstrutivas (asma, enfisema pulmonar e bronquite crônica).
Infecções graves no pulmão (pneumonias e tuberculose).
Traumas torácicos, causados por acidentes que possam perfurar o tórax.
Traumas após procedimentos cirúrgicos ou médicos, como respiração artificial, estes podem levar ao pneumotórax iatrogênico.
Tumores.
O Pneumotórax tem cura? Qual é o tratamento?
Sim. O tratamento do pneumotórax tem como objetivo retirar o ar do espaço pleural e prevenir futuras ocorrências; assim, ele será definido com base no tamanho do pneumotórax (visto na radiografia), na sua causa e na gravidade dos sintomas.

A presença ou não de doenças concorrentes no tórax também influenciará na decisão do tratamento mais adequado.

O médico poderá optar pela colocação de um dreno no tórax (um tubo de látex entre as costelas que fica conectado a um frasco coletor que retira o ar do local anormal) para os casos de pneumotórax volumoso. Quando a pleura cicatriza após alguns dias, o tubo é retirado.

O uso de oxigênio suplementar ainda é incerto se deve ser usado no paciente com esta doença. Porém, a reabsorção do ar do pneumotórax sem o uso de oxigênio ocorre numa taxa de 2% ao dia. Se utilizada uma suplementação no oxigênio respirado pelo paciente, esta taxa de reabsorção pode aumentar em até quatro vezes o valor normal.

Para os casos de pneumotórax hipertensivo, a colocação do tubo deve ser feita o mais rápido possível. Se a drenagem por tubo torácico não estiver imediatamente disponível, a equipe de urgência pode perfurar o tórax com uma agulha calibrosa que provoca a saída do ar pela mesma. Esse procedimento mantém o pneumotórax, mas deixa de ser um pneumotórax hipertensivo.

O pulmão continua colabado, porém não há aumento de pressão dentro do tórax para comprimir o coração, uma vez que o ar consegue sair facilmente pela agulha. Este procedimento transforma um pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax não hipertensivo e é suficiente para salvar a vida do paciente enquanto se aguarda a chegada do material e da equipe para introdução do tubo torácico.

Outra alternativa é a cirurgia para a correção ou, simplesmente, a conduta expectante (esperar), esta quando o pneumotórax for pequeno (cerca de 2 ou 3 cm) e o paciente estiver clinicamente estável; médico supervisiona o seu paciente, aguardando que o ar que se encontra no lugar anormal seja reabsorvido por si, ele costuma regredir sozinho.

Qual a prevenção para esta doença?
Depois do primeiro episódio de pneumotórax espontâneo, o indivíduo tem 40% a 50% de chances de desenvolver novo episódio. A maioria dos casos pode ser evitada se o indivíduo abandonar o tabagismo, devido aos casos de pneumotórax relacionados às bolhas de enfisema e ao câncer de pulmão.

Acidentes de trânsito são os que mais causam traumas do tórax, com isso campanhas de conscientização de trânsito auxiliam na redução desse tipo de acidente.

Algumas formas de prevenção do pneumotórax consistem em:

Evitar o cigarro, principalmente após cirurgias e anestesias gerais.
Evitar situações que ocasionem grandes pressões intrapulmonares (tosses violentas, grandes espirros, gritos muito altos, etc.).
Evitar bruscas variações de pressão intrapulmonar, como mergulhos profundos, saltos de grandes altitudes e respiração muito forçada.
O pneumotórax acomete mais as pessoas com doenças pulmonares, tabagistas (o cigarro causa inflamação das vias aéreas, facilitando a formação de bolhas na pleura e, consequentemente, o seu rompimento) e indivíduos depois de sofrerem traumas torácicos. Se você conhece alguém neste grupo de risco, compartilhe estas informações!

PROCEDIMENTO QUE TRATA DOENÇA AUTOIMUNE DO SANGUE É FEITO PELA PRIMEIRA VEZ EM MONTES CLAROS...

22/08/2018 

Tratamento evita o transporte de pacientes para Belo Horizonte...
Tratamento é desenvolvido pela equipe da Hemominas na Santa Casa e consiste na retirada do plasma alterado para substituição por material saudável...

Um procedimento inédito em Montes Claros tem devolvido a esperança a muitos pacientes com doenças de autoimunidade no sangue, como a Púrpura Trombocitopênica Trombótica, que consiste na produção em excesso de anticorpos. O tratamento chamado de Plasmaferese é desenvolvido pela equipe do Hemominas dentro do Hospital Santa Casa. 

O hematologista José Alfredo Soares faz parte da equipe clínica que desenvolve o trabalho e explica que o processo consiste na retirada do plasma alterado e na substituição pelo material saudável.

“A máquina remove o plasma, que é a parte líquida do sangue, e dá para o paciente outro plasma de doadores sadios. Dessa forma, o novo plasma é misturado com as hemácias normais, tornando o sangue saudável novamente”.

A paciente Ana Júlia Soares, de 16 anos, é a primeira a ser beneficiada na cidade. 

A mãe, Sueli Soares, conta que os primeiros sintomas começaram há cerca de um mês e que após exames ela foi diagnosticada com a Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT). “Ela estava com febre e muita dor no corpo, levei no hospital Alpheu de Quadros, e lá constataram que ela estava com nível de plaquetas baixo, depois foi encaminhada para a Santa Casa e, após exames, constataram a doença. Nesse mesmo período apareceu também pontinhos vermelhos por todo o corpo e deu hemorragia”, diz.

Sueli lembra ainda que o procedimento estava previsto para ser realizado em Belo Horizonte, mas que uma mobilização do hemominas possibilitou que o tratamento fosse realizado em Montes Claros. 

O hematologista José Alfredo destaca que isso traz comodidade aos pacientes, que não precisam mais ser transportados para a capital.

Essas doenças que a plasmaferese trata são muito graves, e para o paciente, que muitas vezes apresenta estado mais crítico, é difícil fazer o transporte. 

Então, favorecer o tratamento em Montes Claros pode diminuir o índice de mortalidade na região e também melhorar as chances de vida dos pacientes, afirma.

O médico ressalta ainda que embora seja um tratamento gratuito e disponibilizado pelo SUS, ele só é realizado após diagnóstico feito pelo hospital e a partir disso, o hemocentro é solicitado.

 De acordo com o Hemominas, além da púrpura, o procedimento também é indicado contra doenças como a síndrome de Guillain-Barré, que é autoimune e inflama os nervos; e a Miastenia gravis, que é um distúrbio neuromuscular.

Elas são raras, incomuns, e por isso são diagnosticados pouquíssimos casos na região; são dois ou três no ano, mas são letais. 

O número de ocorrências só aumenta em surtos como o Zika vírus, que causa Guillain-Barré. Em 2016, por exemplo, foram registrados 20 casos na região", comenta José Geraldo Maia, coordenador do hemocentro de Montes Claros.

Doação de sangue

Ana Júlia vai passar por cinco sessões de filtragem. 

A última está marcada para esta quinta (23). 

O coordenador do hemocentro comenta que para cada sessão são utilizadas 20 bolsas de sangue e é necessário manter o estoque regular.

“São 110 pessoas que doaram sangue para ela, por isso é importante que a sociedade mantenha esse estoque de plasma e de sangue adequado. 

Para que sejam utilizados em situações que as pessoas estão correndo o risco de vida e para que a gente possa fazer o procedimento para salvar o paciente”, comenta o coordenador.

Com esperança renovada, a mãe de Ana Júlia também reconhece a importância da mobilização em prol da causa. “Quero agradecer cada um deles e ao mesmo tempo quero propor o público a doar sangue. Hoje é minha filha, amanhã pode ser outras pessoas”, finaliza.

Procedimento é realizado pelo Hemominas na Santa Casa...

CARACTERÍSTICAS QUE AFETAM A QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE EM EMRR...EM PROGRESSIVA...

17 de agosto de 2018

Em pacientes com esclerose múltipla recidivante recorrente, o sintoma com maior efeito na QV relacionada à saúde foi o problema da marcha.

Depressão, espasticidade e problemas de equilíbrio afetam mais freqüentemente a qualidade de vida em formas recorrentes-remitentes de esclerose múltipla , mas paralisia, dor, fraqueza e espasticidade causam os maiores impactos em formas progressivas de esclerose múltipla, de acordo com um estudo publicado na revista Multiple Esclerose e Distúrbios Relacionados.

O estudo incluiu 244 indivíduos com uma forma progressiva de esclerose múltipla e 611 com uma forma recidivante-remitente. 

Aqueles no grupo recidivante-remitente apresentaram as mais significativas reduções do índice EuroQol 5-Dimension EQ-5D (índice EQ-5D) em problemas com equilíbrio (-5,1%) e marcha (-6,5%), que também se mostraram importantes em o nível populacional (frequências 52% e 45%). A carga populacional da doença também foi afetada por depressão (31%), espasticidade (38%) e fadiga (74,1%). 

Aqueles com esclerose múltipla progressiva foram mais afetados por paralisia, problemas intestinais e espasticidade, de acordo com o índice EQ-5D entre os indivíduos e a população. 

Em termos da Escala Analógica EQ-Visual (EQ-VAS), depressão, espasticidade, tontura e problemas com equilíbrio causaram os maiores impactos no grupo remitente-recorrente, e o grupo progressivo foi mais afetado por paralisia, dor e fraqueza .

Os participantes deste estudo eram suíços e apresentavam formas recorrentes-remitentes ou progressivas de esclerose múltipla. 

Sua qualidade de vida relacionada à saúde foi medida usando escalas de 0 a 100% no índice EQ-VAS e EQ-5D. Os participantes foram avaliados com modelos de regressão mediana para características sociodemográficas, detalhes clínicos e relações com 20 sintomas.

Os pesquisadores do estudo concluíram que, "embora a qualidade de vida relacionada à saúde no nível da população seja mais afetada por problemas de equilíbrio, espasticidade e depressão na esclerose múltipla recorrente-remitente, a maior qualidade de vida] perdas em [esclerose múltipla progressiva] são causadas por espasticidade, paralisia, fraqueza e dor. 

Muitos sintomas com os maiores efeitos em indivíduos contribuem substancialmente para a carga de doença da população. 

FOI USADO TRADUTOR GOOGLE NESTA POSTAGEM...

MÃOS INCHADAS? VEJA O QUE FAZER IMEDIATAMENTE...

17/8/18

Inchaço nas mãos é muito comum e pode ser causado por uma infinidade de fatores, desde contusões, calor excessivo, alergias e até mesmo problemas crônicos de circulação, hipertensão, diabetes, hipotireoidismo, entre outros. 

O mais comum é que o inchaço nas mãos ocorra devido à algum esforço repetitivo, como por exemplo quem trabalha com digitação ou é pianista, mas qualquer que seja a causa o ideal é procurar um atendimento médico para avaliar o motivo do inchaço e qual a melhor maneira de tratar a enfermidade.


Existem também alternativas naturais para ajudar a tratar esses casos, por isso vamos aprender mais sobre esse assunto, o que mais pode causar o inchaço nas mãos, como prevenir, tratar e o que fazer quando surge em decorrência de problemas psicológicos como depressão, estresse e síndrome do pânico.

1. O que causa o inchaço nas mãos?

Como dissemos inicialmente, as mãos podem ficar inchadas em decorrência do calor, contusão, esforço repetitivo, alergias, mas também pode ser sinal que alguma coisa não vai bem no organismo. Com base nisso, separamos as causas mais prováveis do inchaço nas mãos, segundo alguns especialistas:

USO DE MEDICAMENTOS - Antidepressivos, anti-hipertensivos, corticóides, anticoncepcionais, anti-inflamatórios, diuréticos e laxantes estão na lista dos medicamentos que podem causar inchaço não só nas mãos, mas no corpo todo.

EXERCÍCIOS FÍSICOS - Provocam retenção de líquido para compensar a desidratação que ocorre durante o treino. Com isso, o corpo todo pode ficar inchado, mas como os exercícios físicos são necessários para o nosso corpo, o ideal é praticá-los com moderação e amenizar essa retenção ingerindo ainda mais líquido, principalmente água para repor o líquido perdido com o suor e reequilibrar a temperatura corporal.

MENSTRUAÇÃO - Nesse período ocorre o aumento do estrogênio que favorece a retenção de líquidos deixando o corpo todo inchado.

TROMBOSE - A formação de coágulos na corrente sanguínea causa barreiras que prejudicam a circulação impedindo a irrigação dos membros inferiores e superiores pelo sangue. Com isso, esses membros acabam inchando e causando sensações como formigamento e dormência.

ALERGIAS - Quem tem alergias a produtos, alimentos, insetos e etc, normalmente terão inchaço nas partes que tiveram contato com o agente agressor.

PANCADAS - Acidentes, quedas, torções, contusões, todos esses impactos sofridos pelo corpo resultam em edemas, vermelhidão e inchaço aparente.

CALOR - Devido ao aumento da pressão arterial e dilatação das veias com o intuito de equilibrar a temperatura corporal, o calor também pode causar inchaço nas mãos e pés.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA - Causa acúmulo de sangue nas veias das mãos e pés, pois o coração não consegue bombear o sangue corretamente.

PROBLEMAS RENAIS - Pois os rins são responsáveis pela filtragem e eliminação dos líquidos acumulados no corpo. Quando estão com algum problema, não executa essa função adequadamente deixando o corpo todos inchado, principalmente mãos, pernas e pés.

INGESTÃO EXCESSIVA DE SAL - Pelo mesmo princípio da retenção de líquido.

GRAVIDEZ - Devido às alterações hormonais que ocorrem nesse período, que também levam à retenção de líquido.

2. Além de inchaço, formigamento

Além do inchaço, formigamento nas mãos podem ser sinal de doenças graves e deficiência de vitaminas.

O formigamento é apenas um sintoma dentre outros que aparecem nas situações a seguir:

INFARTO - Causa dormência e formigamento principalmente no braço esquerdo e pode vir acompanhado de dor no peito, falta de ar, mal estar ou suor frio.

ENXAQUECA - É precedida de sintomas sensitivos como formigamento nas mãos, pernas, boca, além de alterações visuais, dificuldade de fala e alteração nos movimentos.

PRESSÃO NOS NERVOS - Braços e pernas são regados por nervos e terminações nervosas que saem da medula e percorrem a coluna até chegar aos extremos. Se alguma dessas terminações sofre alguma pressão e é interrompida, compromete a irrigação dos membros, ocasionando formigamento e inchaço.

AVC - Assim como o infarto, uma das principais características que precedem o acidente vascular cerebral (AVC) é o formigamento no braço esquerdo, que vem acompanhado pelos sinais também característicos como boca torta, falta de força em um dos lados e dificuldade para falar.

ESCLEROSE MÚLTIPLA - Doença autoimune que causa degradação gradual das fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal, a esclerose múltipla tem como sintomas iniciais a perda de força, cansaço excessivo, falhas de memória e formigamento.

SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO - Acontece quando o nervo que irriga a palma da mão fica comprimido na região do punho, causando formigamento e dormência.

CISTO SINOVIAL - Trata-se de caroços que aparecem nas articulações e são compostos por líquidos que comprimem os nervos, causando assim formigamentos e perda de força.

DEFICIÊNCIA DE VITAMINAS - Principalmente das vitaminas B12, B6, B1 e E, podem causar alterações nos nervos, seguidas de formigamentos em diversas partes do corpo, alterações na sensibilidade, irritabilidade, cansaço e alterações psiquiátricas.

DIABETES DESCONTROLADA - Uma das consequências do nível elevado de açúcar no sangue é o surgimento de pequenas lesões nos nervos. Por isso, a diabetes, quando não controlada, pode causar formigamento nas mãos, braços, pernas e pés.

EPICONDILITE LATERAL - Inflamação dos músculos e tendões do cotovelo devido ao esforço repetitivo dessa região, muito comum acontecer com tenistas e profissionais de linhas de montagem, por exemplo. Isso pode causar dor intensa no cotovelo, perda de força no braço e formigamento devido à pressão do nervo ulnar.

HIPOTIREOIDISMO - Quando não tratado corretamente, o hipotireoidismo pode causar lesões nos nervos que levam a informação entre o cérebro e o resto do corpo. Além de causar queda de cabelo, ganho de peso, sensação de frio constante e formigamento em várias partes do corpo.

3. Remédios naturais

Existem algumas alternativas naturais para diminuir o inchaço das mãos, mas antes de tomá-las para si, é importante frisar que o ideal é buscar inicialmente ajuda médica, pois nunca se sabe se o problema é mais grave ou não. De qualquer forma, existem alguns tratamentos naturais que podem ser realizados para ajudar a amenizar os sintomas e atuar em conjunto com o tratamento médico, desde que ele autorize.

O gengibre, por exemplo, é um poderoso anti-inflamatório natural e é indicado para diminuir a retenção de líquidos. Pode ser consumido em forma de chá, pela manhã e à noite, mas antes certifique-se se não há restrição com relação ao seu consumo, pois ele não é indicado para pessoas hipertensas. Devido ao fato de ser termogênico, o gengibre acelera os batimentos cardíacos.
Outra sugestão é a ingestão de Sulfato de Magnésio, pois ele equilibra o sistema nervoso, além de açafrão, alecrim e o Zinco que deve ser suplementado.
A vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, melhora a circulação sanguínea, contribuindo para que não ocorra formigamento e inchaço no corpo. Ela pode ser consumida de forma natural através de frutas cítricas como laranja, abacaxi, acerola, limão e kiwi, entre outras.
Para aliviar o cansaço nas pernas e pés, por exemplo, que ficam inchadas e doloridas, uma prática muito utilizada e bastante eficaz é o famoso escalda pés que é feito com água morna. Essa prática funciona porque dilata as veias e facilita a circulação sanguínea.
Exercícios de alongamento também são muito indicados para aliviar formigamentos, pois ajudam na manutenção da circulação sanguínea, relaxamento do corpo e fortalecimento dos músculos.
Outros alimentos como castanhas, alho e cebola são eficientes na eliminação da retenção de líquidos, pois melhora a circulação sanguínea, são ricos em antioxidantes, que por sua vez são benéficos para a saúde.

4. Inchaço e formigamento como sintoma de problemas psicológicos

É muito comum que pessoas que estão passando por algum transtorno psicológico, assim como um ataque de pânico, tenham sintomas físicos como palpitações, dores no peito, batimentos cardíacos acelerados e formigamento na ponta dos dedos das mãos e dos pés, dentre outros. Em um de nossos artigos, explicamos O QUE FAZER SE ALGUÉM TIVER UM ATAQUE DE PÂNICO, onde a principal orientação é identificar o problema, acalmar a pessoa e procurar ajuda profissional.

Na maioria dos casos o tratamento mais indicado é a psico-terapia, mas para casos mais leves, um bom chá de camomila, exercícios de respiração e ambientes calmos e equilibrados ajudam a controlar o problema.


FAZER MUSCULAÇÃO RETARDA AVANÇO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA, APONTA ESTUDO...

7 de agosto de 2018

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Aarhus apontou que treinos de musculação afetam positivamente o cérebro de portadores de esclerose múltipla...

Segundo dados da Federação Internacional de Esclerose Múltipla, a doença cujos sintomas se refletem no sistema nervoso afeta cerca de 40 mil brasileiros.

Perda de visão, fraqueza, fadiga, comprometimento da coordenação motora estão na lista dos principais sinais. 

No entanto, eles variam de acordo com a seriedade do quadro e as características de cada um. 

Ao passo em que alguns não apresentam os sintomas, outros precisam conviver com sua manifestação crônica no decorrer da vida.

Apesar dos resultados benéficos que a prática de exercícios traz para o cérebro de pessoas que sofrem com essa condição serem palpáveis, a ciência ainda não foi capaz de descobrir como esse processo acontece. 

A ginástica ainda é capaz de melhorar características fundamentais como o equilíbrio e o tônus dos músculos.

No entanto, é importante que todo paciente consulte um profissional adequado e especializado nas implicações da condição degenerativa para desenvolver um treino personalizado de acordo com as limitações específicas de cada um. 

Por exemplo, se o paciente tem problema de visão ou de movimentação, alguns ajustes na rotina precisarão ser feitos.  

É importante que todo o tipo de decisão siga as recomendações do especialista que acompanha o paciente. 

A prática não pode interferir, em hipótese alguma, no tratamento que consiste no uso de medicamentos imunossupressores e fisioterapia para fortalecer o sistema imunológico e retardar as características progressivas da doença.

Confira abaixo algumas orientações para pessoas que possuem a doença e estão começando a praticar atividades físicas:

1#Siga o seu próprio ritmo e comece aos poucos.

2#Nada de praticar exercícios físicos debaixo do sol ou em lugares muito frios.

3#Sempre leve consigo uma garrafinha d’água e mantenha-se hidratado antes, durante e após a prática.

4#Se você for adepto da natação, prefira nadar em água morna. A temperatura deve ser de 26ºC a 30ºC.

5#Tome cuidado para não se machucar, principalmente a cabeça.

6#A atenção deve ser redobrada se você pratica algum tipo de luta como boxe, por exemplo.

7#Para driblar a fadiga, prefira treinar de manhã, pois é normalmente o horário em que o corpo dispõe de mais energia.