PROCEDIMENTO QUE TRATA DOENÇA AUTOIMUNE DO SANGUE É FEITO PELA PRIMEIRA VEZ EM MONTES CLAROS...

22/08/2018 

Tratamento evita o transporte de pacientes para Belo Horizonte...
Tratamento é desenvolvido pela equipe da Hemominas na Santa Casa e consiste na retirada do plasma alterado para substituição por material saudável...

Um procedimento inédito em Montes Claros tem devolvido a esperança a muitos pacientes com doenças de autoimunidade no sangue, como a Púrpura Trombocitopênica Trombótica, que consiste na produção em excesso de anticorpos. O tratamento chamado de Plasmaferese é desenvolvido pela equipe do Hemominas dentro do Hospital Santa Casa. 

O hematologista José Alfredo Soares faz parte da equipe clínica que desenvolve o trabalho e explica que o processo consiste na retirada do plasma alterado e na substituição pelo material saudável.

“A máquina remove o plasma, que é a parte líquida do sangue, e dá para o paciente outro plasma de doadores sadios. Dessa forma, o novo plasma é misturado com as hemácias normais, tornando o sangue saudável novamente”.

A paciente Ana Júlia Soares, de 16 anos, é a primeira a ser beneficiada na cidade. 

A mãe, Sueli Soares, conta que os primeiros sintomas começaram há cerca de um mês e que após exames ela foi diagnosticada com a Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT). “Ela estava com febre e muita dor no corpo, levei no hospital Alpheu de Quadros, e lá constataram que ela estava com nível de plaquetas baixo, depois foi encaminhada para a Santa Casa e, após exames, constataram a doença. Nesse mesmo período apareceu também pontinhos vermelhos por todo o corpo e deu hemorragia”, diz.

Sueli lembra ainda que o procedimento estava previsto para ser realizado em Belo Horizonte, mas que uma mobilização do hemominas possibilitou que o tratamento fosse realizado em Montes Claros. 

O hematologista José Alfredo destaca que isso traz comodidade aos pacientes, que não precisam mais ser transportados para a capital.

Essas doenças que a plasmaferese trata são muito graves, e para o paciente, que muitas vezes apresenta estado mais crítico, é difícil fazer o transporte. 

Então, favorecer o tratamento em Montes Claros pode diminuir o índice de mortalidade na região e também melhorar as chances de vida dos pacientes, afirma.

O médico ressalta ainda que embora seja um tratamento gratuito e disponibilizado pelo SUS, ele só é realizado após diagnóstico feito pelo hospital e a partir disso, o hemocentro é solicitado.

 De acordo com o Hemominas, além da púrpura, o procedimento também é indicado contra doenças como a síndrome de Guillain-Barré, que é autoimune e inflama os nervos; e a Miastenia gravis, que é um distúrbio neuromuscular.

Elas são raras, incomuns, e por isso são diagnosticados pouquíssimos casos na região; são dois ou três no ano, mas são letais. 

O número de ocorrências só aumenta em surtos como o Zika vírus, que causa Guillain-Barré. Em 2016, por exemplo, foram registrados 20 casos na região", comenta José Geraldo Maia, coordenador do hemocentro de Montes Claros.

Doação de sangue

Ana Júlia vai passar por cinco sessões de filtragem. 

A última está marcada para esta quinta (23). 

O coordenador do hemocentro comenta que para cada sessão são utilizadas 20 bolsas de sangue e é necessário manter o estoque regular.

“São 110 pessoas que doaram sangue para ela, por isso é importante que a sociedade mantenha esse estoque de plasma e de sangue adequado. 

Para que sejam utilizados em situações que as pessoas estão correndo o risco de vida e para que a gente possa fazer o procedimento para salvar o paciente”, comenta o coordenador.

Com esperança renovada, a mãe de Ana Júlia também reconhece a importância da mobilização em prol da causa. “Quero agradecer cada um deles e ao mesmo tempo quero propor o público a doar sangue. Hoje é minha filha, amanhã pode ser outras pessoas”, finaliza.

Procedimento é realizado pelo Hemominas na Santa Casa...

CARACTERÍSTICAS QUE AFETAM A QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE EM EMRR...EM PROGRESSIVA...

17 de agosto de 2018

Em pacientes com esclerose múltipla recidivante recorrente, o sintoma com maior efeito na QV relacionada à saúde foi o problema da marcha.

Depressão, espasticidade e problemas de equilíbrio afetam mais freqüentemente a qualidade de vida em formas recorrentes-remitentes de esclerose múltipla , mas paralisia, dor, fraqueza e espasticidade causam os maiores impactos em formas progressivas de esclerose múltipla, de acordo com um estudo publicado na revista Multiple Esclerose e Distúrbios Relacionados.

O estudo incluiu 244 indivíduos com uma forma progressiva de esclerose múltipla e 611 com uma forma recidivante-remitente. 

Aqueles no grupo recidivante-remitente apresentaram as mais significativas reduções do índice EuroQol 5-Dimension EQ-5D (índice EQ-5D) em problemas com equilíbrio (-5,1%) e marcha (-6,5%), que também se mostraram importantes em o nível populacional (frequências 52% e 45%). A carga populacional da doença também foi afetada por depressão (31%), espasticidade (38%) e fadiga (74,1%). 

Aqueles com esclerose múltipla progressiva foram mais afetados por paralisia, problemas intestinais e espasticidade, de acordo com o índice EQ-5D entre os indivíduos e a população. 

Em termos da Escala Analógica EQ-Visual (EQ-VAS), depressão, espasticidade, tontura e problemas com equilíbrio causaram os maiores impactos no grupo remitente-recorrente, e o grupo progressivo foi mais afetado por paralisia, dor e fraqueza .

Os participantes deste estudo eram suíços e apresentavam formas recorrentes-remitentes ou progressivas de esclerose múltipla. 

Sua qualidade de vida relacionada à saúde foi medida usando escalas de 0 a 100% no índice EQ-VAS e EQ-5D. Os participantes foram avaliados com modelos de regressão mediana para características sociodemográficas, detalhes clínicos e relações com 20 sintomas.

Os pesquisadores do estudo concluíram que, "embora a qualidade de vida relacionada à saúde no nível da população seja mais afetada por problemas de equilíbrio, espasticidade e depressão na esclerose múltipla recorrente-remitente, a maior qualidade de vida] perdas em [esclerose múltipla progressiva] são causadas por espasticidade, paralisia, fraqueza e dor. 

Muitos sintomas com os maiores efeitos em indivíduos contribuem substancialmente para a carga de doença da população. 

FOI USADO TRADUTOR GOOGLE NESTA POSTAGEM...

MÃOS INCHADAS? VEJA O QUE FAZER IMEDIATAMENTE...

17/8/18

Inchaço nas mãos é muito comum e pode ser causado por uma infinidade de fatores, desde contusões, calor excessivo, alergias e até mesmo problemas crônicos de circulação, hipertensão, diabetes, hipotireoidismo, entre outros. 

O mais comum é que o inchaço nas mãos ocorra devido à algum esforço repetitivo, como por exemplo quem trabalha com digitação ou é pianista, mas qualquer que seja a causa o ideal é procurar um atendimento médico para avaliar o motivo do inchaço e qual a melhor maneira de tratar a enfermidade.


Existem também alternativas naturais para ajudar a tratar esses casos, por isso vamos aprender mais sobre esse assunto, o que mais pode causar o inchaço nas mãos, como prevenir, tratar e o que fazer quando surge em decorrência de problemas psicológicos como depressão, estresse e síndrome do pânico.

1. O que causa o inchaço nas mãos?

Como dissemos inicialmente, as mãos podem ficar inchadas em decorrência do calor, contusão, esforço repetitivo, alergias, mas também pode ser sinal que alguma coisa não vai bem no organismo. Com base nisso, separamos as causas mais prováveis do inchaço nas mãos, segundo alguns especialistas:

USO DE MEDICAMENTOS - Antidepressivos, anti-hipertensivos, corticóides, anticoncepcionais, anti-inflamatórios, diuréticos e laxantes estão na lista dos medicamentos que podem causar inchaço não só nas mãos, mas no corpo todo.

EXERCÍCIOS FÍSICOS - Provocam retenção de líquido para compensar a desidratação que ocorre durante o treino. Com isso, o corpo todo pode ficar inchado, mas como os exercícios físicos são necessários para o nosso corpo, o ideal é praticá-los com moderação e amenizar essa retenção ingerindo ainda mais líquido, principalmente água para repor o líquido perdido com o suor e reequilibrar a temperatura corporal.

MENSTRUAÇÃO - Nesse período ocorre o aumento do estrogênio que favorece a retenção de líquidos deixando o corpo todo inchado.

TROMBOSE - A formação de coágulos na corrente sanguínea causa barreiras que prejudicam a circulação impedindo a irrigação dos membros inferiores e superiores pelo sangue. Com isso, esses membros acabam inchando e causando sensações como formigamento e dormência.

ALERGIAS - Quem tem alergias a produtos, alimentos, insetos e etc, normalmente terão inchaço nas partes que tiveram contato com o agente agressor.

PANCADAS - Acidentes, quedas, torções, contusões, todos esses impactos sofridos pelo corpo resultam em edemas, vermelhidão e inchaço aparente.

CALOR - Devido ao aumento da pressão arterial e dilatação das veias com o intuito de equilibrar a temperatura corporal, o calor também pode causar inchaço nas mãos e pés.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA - Causa acúmulo de sangue nas veias das mãos e pés, pois o coração não consegue bombear o sangue corretamente.

PROBLEMAS RENAIS - Pois os rins são responsáveis pela filtragem e eliminação dos líquidos acumulados no corpo. Quando estão com algum problema, não executa essa função adequadamente deixando o corpo todos inchado, principalmente mãos, pernas e pés.

INGESTÃO EXCESSIVA DE SAL - Pelo mesmo princípio da retenção de líquido.

GRAVIDEZ - Devido às alterações hormonais que ocorrem nesse período, que também levam à retenção de líquido.

2. Além de inchaço, formigamento

Além do inchaço, formigamento nas mãos podem ser sinal de doenças graves e deficiência de vitaminas.

O formigamento é apenas um sintoma dentre outros que aparecem nas situações a seguir:

INFARTO - Causa dormência e formigamento principalmente no braço esquerdo e pode vir acompanhado de dor no peito, falta de ar, mal estar ou suor frio.

ENXAQUECA - É precedida de sintomas sensitivos como formigamento nas mãos, pernas, boca, além de alterações visuais, dificuldade de fala e alteração nos movimentos.

PRESSÃO NOS NERVOS - Braços e pernas são regados por nervos e terminações nervosas que saem da medula e percorrem a coluna até chegar aos extremos. Se alguma dessas terminações sofre alguma pressão e é interrompida, compromete a irrigação dos membros, ocasionando formigamento e inchaço.

AVC - Assim como o infarto, uma das principais características que precedem o acidente vascular cerebral (AVC) é o formigamento no braço esquerdo, que vem acompanhado pelos sinais também característicos como boca torta, falta de força em um dos lados e dificuldade para falar.

ESCLEROSE MÚLTIPLA - Doença autoimune que causa degradação gradual das fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal, a esclerose múltipla tem como sintomas iniciais a perda de força, cansaço excessivo, falhas de memória e formigamento.

SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO - Acontece quando o nervo que irriga a palma da mão fica comprimido na região do punho, causando formigamento e dormência.

CISTO SINOVIAL - Trata-se de caroços que aparecem nas articulações e são compostos por líquidos que comprimem os nervos, causando assim formigamentos e perda de força.

DEFICIÊNCIA DE VITAMINAS - Principalmente das vitaminas B12, B6, B1 e E, podem causar alterações nos nervos, seguidas de formigamentos em diversas partes do corpo, alterações na sensibilidade, irritabilidade, cansaço e alterações psiquiátricas.

DIABETES DESCONTROLADA - Uma das consequências do nível elevado de açúcar no sangue é o surgimento de pequenas lesões nos nervos. Por isso, a diabetes, quando não controlada, pode causar formigamento nas mãos, braços, pernas e pés.

EPICONDILITE LATERAL - Inflamação dos músculos e tendões do cotovelo devido ao esforço repetitivo dessa região, muito comum acontecer com tenistas e profissionais de linhas de montagem, por exemplo. Isso pode causar dor intensa no cotovelo, perda de força no braço e formigamento devido à pressão do nervo ulnar.

HIPOTIREOIDISMO - Quando não tratado corretamente, o hipotireoidismo pode causar lesões nos nervos que levam a informação entre o cérebro e o resto do corpo. Além de causar queda de cabelo, ganho de peso, sensação de frio constante e formigamento em várias partes do corpo.

3. Remédios naturais

Existem algumas alternativas naturais para diminuir o inchaço das mãos, mas antes de tomá-las para si, é importante frisar que o ideal é buscar inicialmente ajuda médica, pois nunca se sabe se o problema é mais grave ou não. De qualquer forma, existem alguns tratamentos naturais que podem ser realizados para ajudar a amenizar os sintomas e atuar em conjunto com o tratamento médico, desde que ele autorize.

O gengibre, por exemplo, é um poderoso anti-inflamatório natural e é indicado para diminuir a retenção de líquidos. Pode ser consumido em forma de chá, pela manhã e à noite, mas antes certifique-se se não há restrição com relação ao seu consumo, pois ele não é indicado para pessoas hipertensas. Devido ao fato de ser termogênico, o gengibre acelera os batimentos cardíacos.
Outra sugestão é a ingestão de Sulfato de Magnésio, pois ele equilibra o sistema nervoso, além de açafrão, alecrim e o Zinco que deve ser suplementado.
A vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, melhora a circulação sanguínea, contribuindo para que não ocorra formigamento e inchaço no corpo. Ela pode ser consumida de forma natural através de frutas cítricas como laranja, abacaxi, acerola, limão e kiwi, entre outras.
Para aliviar o cansaço nas pernas e pés, por exemplo, que ficam inchadas e doloridas, uma prática muito utilizada e bastante eficaz é o famoso escalda pés que é feito com água morna. Essa prática funciona porque dilata as veias e facilita a circulação sanguínea.
Exercícios de alongamento também são muito indicados para aliviar formigamentos, pois ajudam na manutenção da circulação sanguínea, relaxamento do corpo e fortalecimento dos músculos.
Outros alimentos como castanhas, alho e cebola são eficientes na eliminação da retenção de líquidos, pois melhora a circulação sanguínea, são ricos em antioxidantes, que por sua vez são benéficos para a saúde.

4. Inchaço e formigamento como sintoma de problemas psicológicos

É muito comum que pessoas que estão passando por algum transtorno psicológico, assim como um ataque de pânico, tenham sintomas físicos como palpitações, dores no peito, batimentos cardíacos acelerados e formigamento na ponta dos dedos das mãos e dos pés, dentre outros. Em um de nossos artigos, explicamos O QUE FAZER SE ALGUÉM TIVER UM ATAQUE DE PÂNICO, onde a principal orientação é identificar o problema, acalmar a pessoa e procurar ajuda profissional.

Na maioria dos casos o tratamento mais indicado é a psico-terapia, mas para casos mais leves, um bom chá de camomila, exercícios de respiração e ambientes calmos e equilibrados ajudam a controlar o problema.


FAZER MUSCULAÇÃO RETARDA AVANÇO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA, APONTA ESTUDO...

7 de agosto de 2018

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Aarhus apontou que treinos de musculação afetam positivamente o cérebro de portadores de esclerose múltipla...

Segundo dados da Federação Internacional de Esclerose Múltipla, a doença cujos sintomas se refletem no sistema nervoso afeta cerca de 40 mil brasileiros.

Perda de visão, fraqueza, fadiga, comprometimento da coordenação motora estão na lista dos principais sinais. 

No entanto, eles variam de acordo com a seriedade do quadro e as características de cada um. 

Ao passo em que alguns não apresentam os sintomas, outros precisam conviver com sua manifestação crônica no decorrer da vida.

Apesar dos resultados benéficos que a prática de exercícios traz para o cérebro de pessoas que sofrem com essa condição serem palpáveis, a ciência ainda não foi capaz de descobrir como esse processo acontece. 

A ginástica ainda é capaz de melhorar características fundamentais como o equilíbrio e o tônus dos músculos.

No entanto, é importante que todo paciente consulte um profissional adequado e especializado nas implicações da condição degenerativa para desenvolver um treino personalizado de acordo com as limitações específicas de cada um. 

Por exemplo, se o paciente tem problema de visão ou de movimentação, alguns ajustes na rotina precisarão ser feitos.  

É importante que todo o tipo de decisão siga as recomendações do especialista que acompanha o paciente. 

A prática não pode interferir, em hipótese alguma, no tratamento que consiste no uso de medicamentos imunossupressores e fisioterapia para fortalecer o sistema imunológico e retardar as características progressivas da doença.

Confira abaixo algumas orientações para pessoas que possuem a doença e estão começando a praticar atividades físicas:

1#Siga o seu próprio ritmo e comece aos poucos.

2#Nada de praticar exercícios físicos debaixo do sol ou em lugares muito frios.

3#Sempre leve consigo uma garrafinha d’água e mantenha-se hidratado antes, durante e após a prática.

4#Se você for adepto da natação, prefira nadar em água morna. A temperatura deve ser de 26ºC a 30ºC.

5#Tome cuidado para não se machucar, principalmente a cabeça.

6#A atenção deve ser redobrada se você pratica algum tipo de luta como boxe, por exemplo.

7#Para driblar a fadiga, prefira treinar de manhã, pois é normalmente o horário em que o corpo dispõe de mais energia.

SAIBA COMO PREVENIR AS QUEDAS DE IDOSOS...

06/08/2018

A falta de equilíbrio nos idosos pode ter diferentes causas...

Não adianta tentar frear o processo natural: todos nós vamos envelhecer um dia. São os cabelos brancos que surgem, a capacidade auditiva que diminui, e o equilíbrio, que era nosso maior orgulho, começa a ficar na ‘corda bamba’. 

E não é para menos: o envelhecimento compromete a habilidade do sistema nervoso central em realizar o processamento dos sinais vestibulares, visuais e proprioceptivos, ou seja, a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo.

De acordo com a otorrinolaringologista do Hospital Otorrinos Curitiba Franciane Vargas, diversos fatores podem contribuir para a falta de equilíbrio nos idosos, que se torna mais frequente a partir dos 70 anos.

“As principais causas de falta de equilíbrio nos idosos são as patologias crônico-degenerativas, com a perda de massa e força muscular; distúrbios do sono; abuso de bebidas alcoólicas; medicamentos psicoativos; baixa acuidade auditiva; baixa acuidade visual (capacidade do olho para distinguir detalhes espaciais); hipertensão; anemia; diabetes; hipotireoidismo e sedentarismo”, explica a especialista.

Sintomas

As tonturas, aponta Franciane, são sintomas extremamente frequentes em todo o mundo, ocorrendo em todas as faixas etárias, principalmente em adultos e idosos. “Até os 65 anos de idade, a tontura é considerada o segundo sintoma de maior prevalência mundial. Após esta idade, seria o sintoma mais comum”, acrescenta.


Todo idoso vai ter problema com equilíbrio?

Essa é uma dúvida muito comum entre os pacientes. Vale lembrar que aproximadamente 35% dos idosos caem ao menos uma vez por ano. A lesão acidental é a sexta causa de mortalidade em pessoas idosas.

As doenças que acometem os idosos podem ser fatores coadjuvantes nos distúrbios de equilíbrio. A otorrino listou algumas causas que predispõem a quedas:

Cuidado com o excesso de medicamentos!

:: Tipos e excesso de medicamentos: cerca de 3.000 medicamentos são citados como possíveis causadores de tontura e vertigem. Os efeitos indesejáveis causados pelo excesso e pela interação medicamentosa são incontáveis;

:: Visão: as causas principais de visão prejudicada são glaucoma, degeneração macular, retinopatia diabética;

:: Ortopedia: artrite, osteoporose, sequelas de fraturas, anquiloses (rigidez completa ou parcial de uma articulação);

:: Cardiovascular: hipertensão, cardiopatias;

:: Neurológico: história de Acidente Vascular Cerebral, insuficiência vertebrobasilar, ESCLEROSE MÚLTIPLA;

:: Endocrinológica: aumento de incidência de diabetes trazendo consequências à retina e ao labirinto, distúrbios da tireoide, obesidade;

:: Sedentarismo.

Previna as quedas

Os familiares devem ficar atentos aos sinais da falta de equilíbrio nos idosos. A queda costuma ser o principal indicativo e, caso isso aconteça com frequência, é importante uma avaliação médica rigorosa.

tapete-banheiro-quedas-idosos

No banheiro, prefira os tapetes antiderrapantes.
E para preveni-la, a família tem papel fundamental nesse processo, como observar a disposição dos móveis em casa, o tipo de calçado utilizado, se há tapetes no ambiente, entre outros.

“Todo cuidado é pouco. Em casa, elimine objetos e móveis desnecessários. Evite o uso de roupas folgadas e longas nos idosos que possam enganchar em objetos ou móveis. Atente, também, para os animais domésticos, seus brinquedos e recipientes com água. Outra dica importante são as escadas e os tapetes muito lisos. No banho, vale usar os tapetes antiderrapantes. Verifique, ainda, se os calçados estão bem adaptados aos pés, e nunca levante no escuro. Providencie, se possível, um interruptor de luz ao lado da cama ou um abajur”, orienta a especialista.

Treine o equilíbrio!

Pode parecer estranho, mas é possível, sim, “treinar” o equilíbrio. Segundo a otorrino, a prática esportiva em geral melhora o equilíbrio corporal, como exercícios para o fortalecimento corporal, desenvolvimento da agilidade, coordenação e força muscular.

“Vale lembrar, ainda, que quando o paciente cuida da saúde, os problemas com o desequilíbrio são amenizados. 

As dicas principais são: 

manter uma dieta saudável com ingestão de cálcio e vitamina D, reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas, consultar um otorrinolaringologista e cuidar da audição. 

Manter-se sempre ativo e tomar as medicações corretas indicadas pelo médico é fundamental para uma vida mais tranquila, com qualidade e feliz”, finaliza Franciane.

Sobre Franciane Vargas

Franciane Vargas é médica otorrinolaringologista, especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervico Facial (ABORCCF), tem fellowship em Otoneurologia pela Universidade de São Paulo (USP). É especialista em doenças/ distúrbios do ouvido e labirinto. É preceptora do serviço de Residência Médica em Otorrinolaringologia da PUC-PR e  do Hospital Angelina Caron.

Sobre o Hospital Otorrinos Curitiba
O Hospital Otorrinos Curitiba é a mais nova referência no atendimento da área de otorrinolaringologia da capital paranaense. Inaugurado em setembro de 2015 no bairro Mercês, o hospital possui estrutura moderna, excelente localização, tecnologia de ponta e profissionais altamente renomados para oferecer o melhor atendimento aos pacientes.

Em outubro de 2017, foi inaugurado o moderno Centro Cirúrgico, localizado na ala anexa. Com capacidade para realizar três cirurgias ao mesmo tempo, o Centro Cirúrgico conta com quartos e enfermarias, e oferece total segurança e conforto aos pacientes que necessitarem de procedimentos na área de otorrinolaringologia e demais especialidades.

O Hospital Otorrinos Curitiba possui horário de atendimento diferenciado: de segunda a sábado, das 8h às 22h, domingo, das 8h às 19h, feriados, das 8h às 20h. Para maior comodidade dos pacientes, possui estacionamento no local.

O hospital atende aos seguintes convênios: Unimed, Amil, Agemed, Bradesco Saúde (somente consultas eletivas), Evangélico Saúde, Fundação Copel, Fundação Sanepar, ICS, Saúde Caixa, Voam e particular.

Serviço:

Hospital Otorrinos Curitiba

Rua Doutor Roberto Barrozo, 1381, 1º andar – Mercês

Telefone: (41) 3335-0302

Site: www.otorrinoscuritiba.com.br

Facebook: www.facebook.com/OtorrinosCuritibaPR/

EQUOTERAPIA PROPORCIONA ALÍVIO NOS SINTOMAS DO ESTRESSE...

6 AGO 2018

O cavalo como instrumento de reabilitação e equilíbrio, busca o desenvolvimento físico, psíquico e social do indivíduo...

A equoterapia, é um tipo de terapia que utiliza os cavalos e, pode ser indicada como recurso terapêutico na fisioterapia porque ela alcança inúmeros benefícios posturais, O andar do cavalo provoca uma série de reações no corpo do paciente, fazendo com que ele esteja sempre em busca do seu próprio equilíbrio...

Ela serve para complementar o tratamento de indivíduos com deficiências ou necessidades especiais, como a síndrome de Down, paralisia cerebral, derrame, ESCLEROSE MÚLTIPLA, hiperatividade, autismo, estresse, crianças muito agitadas ou com dificuldade de concentração...


O cavalo como instrumento de reabilitação e equilíbrio, busca o desenvolvimento físico, psíquico e social do indivíduo, além de uma melhor autonomia, enfatiza Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News ( www.revistaecotour.tur.br).

Para o tratamento de deficientes com cavalo é necessário frequentar um local específico, pois o cavalo deve ser manso, dócil e bem treinado para que os resultados do tratamento não sejam comprometidos. 

Durante todas as sessões é importante, além do treinador do cavalo, a presença de um terapeuta, Geralmente, as sessões duram cerca de trinta minutos e são realizadas uma vez por semana. o cavalo deve ser manso, dócil e bem treinado para que os resultados do tratamento não sejam comprometidos.

O contato direto do praticante com o animal provoca grande satisfação, é possível sentir respeito, carinho, segurança, além da imensa sensação de liberdade.

O ambiente deve estar localizado longe da agitação do centro da cidade, propiciando um contato mais estreito com a natureza, se transformando num momento relaxante para os praticantes. 

Além disso, a troca de carinho com o cavalo também contribui para aliviar as tensões e melhorar a postura que pode ser prejudicada devido ao cansaço do corpo, afirma Vininha F. Carvalho.

Os profissionais que atuam nesta área devem estar preparados para se dedicar àqueles que precisam de atenção, superando as dificuldades sempre com bom humor e deixando os praticantes sempre à vontade durante as sessões. 

Precisam saber trabalhando para minimizar os sintomas que rodeiam os vários tipos de doenças físicas e mentais. A depressão, a tristeza, fortes dores de cabeça, síndrome do pânico podem receber um grande auxilio na recuperação e tratamento através desta terapia.


EVENTOS VÃO CONSCIENTIZAR SOBRE ESCLEROSE MÚLTIPLA...

04 AGO 2018

No Bairro do Saboó, em Santos, 500 pessoas são monitoradas pela AlsapEM na Vila Pantanal...
A ESCLEROSE MÚLTIPLA é a doença autoimune do sistema nervoso central que mais acomete jovens adultos no mundo inteiro...

A Associação do Litoral Santista dos Amigos e Portadores de Esclerose Múltipla (AlsapEM) vai promover a partir deste domingo (5) uma série de eventos para conscientizar a população sobre a doença neste mês, como parte da campanha nacional “Agosto Laranja”.

A esclerose múltipla é a doença autoimune do sistema nervoso central que mais acomete jovens adultos no mundo inteiro.

Não se sabe o que causa a doença e ainda não há cura, mas já existem diversos tratamentos eficazes para a doença.

Dentre seus principais sintomas estão: fadiga, problemas de visão (diplopia, neurite óptica, embaçamento), problemas motores (perda de força ou função; perda de equilíbrio), alterações sensoriais (formigamentos, sensação de queimação). A especialidade médica que diagnostica e trata a esclerose múltipla é a neurologia.

A presidente da AlsapEM, Ana Bernarda dos Santos, de 58 anos, ressalta a importância do diagnóstico precoce para o tratamento. Atualmente, a entidade, situada na Vila Pantanal, no Saboó, dá monitoramento para cerca de 500 pessoas na Baixada Santista.

Ela relata que teve um diagnóstico tardio da doença na rede pública de saúde, somente cinco anos depois do início.

Ana diz que em 10 de outubro de 2010 não acordou a mesma pessoa, sem conseguir se locomover.

 “Eu não mexia mais os braços, não mexia as pernas”. Ela era encarregada de limpeza em Santos e teve que parar de trabalhar.

Dali em diante, conforme o relato dela, houve uma série de consultas ao longo dos anos até a identificação da enfermidade em 2015.

Entre as sequelas, segundo Ana, trombose e dificuldades permanentes de locomoção.

Missão

A AlsapEM, segundo Ana e as demais representantes da entidade, nasceu em 2018” da luta e vontade de portadores, amigos e familiares que buscavam uma visão diferente e mais inclusiva”.

“Atuamos através de reuniões mensais com assuntos relevantes à esclerose múltipla e eventos inclusivos, trazendo aos portadores e amigos mais informações e o retorno, para muitos, de uma vida social e buscando sempre uma visão mais otimista da patologia”, afirmam.

“Divulgar é conscientizar. Conscientizar é minimizar os estragos que a esclerose múltipla causa no portador ou familiar, principalmente nos fatores psicológico e social. “É trazer a luz aos que desconhecem sobre a doença, é trazer alento àquele que a descobre”, afirmam.

Colaboração

Pessoas que desejem colaborar com o trabalho da AlsapEM podem entrar em contato pelos telefones (013) 3296-1196 e (013) 98131-8310.

Programação AlsapEM

5/8 às 8h – Treinão em Movimento
Evento em parceria com a AGEM – Associação de Goiânia, que acontecerá em vários estados ao mesmo tempo.
Praça das Bandeiras em Santos/SP – Orla da Praia
Treino físico com professores de Educação Física-  várias modalidades

5/8 às 9:30h – 1ª Caminhada ­EsclerOUSADOS – Ousando a Cada Passo
Saída da Praça das Bandeiras – pela Orla da praia até à Av. Conselheiro Nébias
Apoio da Escola de Enfermagem Modelo

6/8 às 19h – Pra cuidar de quem cuida
Lançamento de projeto de Apoio a Familiares e Cuidadores de EM sob orientação da psicóloga Thaís Santos
somente para familiares e cuidadores
Estação da Cidadania – Av. Ana Costa – Campo Grande ao lado do Extra Santos/SP

9/8 às 19h – Encontro Mensal
Palestra da graduanda em Educação Física Stefanie Verissimo
Com a palestra “ A Importância do Fortalecimento Físico para a EM” e apresentação de Resultados de Projeto de Força a Água realizado na UNIMES com pacientes de EM
Rua Júlio Conceição 238/240 – Vila Mathias- Santos/SP

11/8 das 11h às 18h – 2º Bazar ­EsclerOUSADOS
Artesanatos, livros, alimentos, brechó, várias artesãs pacientes de EM
Pça Champagnat s/n Encruzilhada – Santos/SP – Sociedade de Melhoramentos da Encruzilhada

19/8 das 11h às 17h – PIC NIC Solidário EsclerOUSADOS na Lagoa
Lagoa da Saudade, no quiosque 5 Morro da Nova Cintra – Santos/SP
* Cada família leva um prato e bebida para confraternização e atividade ao ar livre

• Eventos da campanha entre 21 a 30 de agosto serão divulgados posteriormente pelo jornal.

Estudo epidemiológico inédito mapeará perfil de pacientes com esclerose múltipla no ABC...

25/07/2018

Andre da Silva, Dra. Margarete Carvalho e Ana Paula Tardelli durante mutirão de esclerose múltipla na FMABC, em maio
Em fase de aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FMABC, trabalho da disciplina de Neurologia contará com novos mutirões até meados de 2019



A disciplina de Neurologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) deu início neste ano ao primeiro estudo epidemiológico em esclerose múltipla da região do ABC Paulista. 

Trata-se de trabalho multidisciplinar e abrangente, que pretende traçar o perfil dos pacientes da região a partir de avaliações com médicos neurologistas, dermatologistas e otorrinolaringologistas, psicólogos e fonoaudiólogos – estes últimos, responsáveis pelas áreas de disfagia (dificuldade de engolir), voz e olfato. Médicos residentes e alunos de Medicina completam a equipe da pesquisa, que está em fase de aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa da FMABC (CEP).

Até meados de 2019 serão diversos mutirões para avaliação multidisciplinar de 200 pacientes da região do ABC – todos cadastrados nos ambulatórios da FMABC. 

O primeiro ocorreu em 12 de maio e recebeu 20 pacientes. “Este é um estudo amplo, pelo qual buscamos conhecer o perfil das pessoas com esclerose múltipla nas sete cidades do ABC. 

Os aspectos epidemiológicos e de saúde são avaliados, bem como a rotina de tratamento desses pacientes e as sequelas deixadas pelos surtos que acompanham a evolução doença”, detalha a Dra. Margarete de Jesus Carvalho, professora de Neurologia e coordenadora do Ambulatório de Distúrbios de Movimento da FMABC.

Segundo a especialista, em novembro de 2017 foi realizado o projeto piloto do estudo, quando foram convocados seis pacientes para passar com a equipe multiprofissional na Faculdade de Medicina do ABC. 

“Queríamos ter ideia da aceitação deste projeto junto aos pacientes e também do tempo necessário para realizar as entrevistas e todas as avaliações no mesmo dia, tanto com os médicos quanto com os psicólogos e fonoaudiólogos”, explica Dra. Margarete, que acrescenta: “A experiência inicial foi muito positiva e encaramos o desafio de um mutirão maior, em maio deste ano, para 20 pacientes. Novas edições serão programadas, conforme a agenda dos profissionais envolvidos no trabalho”.

Para a aluna do 3º ano de Medicina, Camila Sando, além da questão assistencial, a pesquisa proporciona “uma visão mais abrangente sobre as pessoas, sobre o que elas sentem, e não apenas da doença que elas têm”. A aluna completa: “Você acaba descobrindo os medos do paciente, as preocupações e o que ele ainda não entendeu. 

Vemos claramente a confiança no profissional, o que é muito bom. Considero que a humanização é o ponto que mais me agrada neste trabalho. Claro que também é muito importante a questão multidisciplinar da patologia. Mas esse acompanhamento pessoal, estar próximo, íntimo do paciente, é a maior contribuição para os acadêmicos nesse tipo de atividade”.

ACOMPANHAMENTO CONTÍNUO

Moradora de São Bernardo, Ana Paula Tardelli, de 36 anos, aprovou a iniciativa ao participar tanto do projeto piloto quanto do primeiro mutirão. 

“Achei a ideia da pesquisa muito interessante. Pude passar com vários especialistas no mesmo dia, o que facilita muito, porque no SUS (Sistema Único de Saúde) as consultas costumam demorar. Além disso, se tivesse algum problema, no próprio mutirão o pessoal da faculdade já fazia o encaminhamento. Graças a Deus não foi o meu caso e comigo estava tudo bem”, revelou a paciente, ao destacar o trabalho da Fonoaudiologia, que disponibilizou canetas com odores diversos para testar o olfato dos pacientes.

Ana Paula Tardelli foi diagnosticada com esclerose múltipla em julho de 2011. 

Segundo a paciente, os primeiros sintomas começaram em 2007, mas o diagnóstico veio somente anos mais tarde. 
“Hoje estou bem melhor, tomando os remédios corretos. Antes eu caía muito e não sabia o motivo. 

Tive intercorrências da doença, mas estou muito melhor do que antigamente”, revela a paciente, que conta outro ponto positivo do tratamento: conheceu o namorado na Faculdade de Medicina do ABC, na sala de espera pela consulta de Neurologia. “O Andre também era paciente da Dra. Margarete e foi assim que nos conhecemos, há mais ou menos uns três anos. O tempo passou e já moramos juntos há dois anos”.

ESPECIALISTA APROVA ESTUDO DE PERFIL SOBRE ESCLEROSE MÚLTIPLA...

27/07/2018

Para pesquisadora da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, iniciativa contribui para orientar profissionais e deve ser replicado...


A responsável pelo departamento de pesquisa da Abem – Uabem (Universidade Aberta da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla), Ana Maria Canzonieri, elogiou o estudo epidemiológico com pacientes com esclerose múltipla que vem sendo conduzido pela disciplina de Neurologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC). 

O Diário mostrou na edição de quarta-feira que serão entrevistados os 200 pacientes do Grande ABC que são atendidos no Ambulatório de Distúrbios de Movimento da instituição, com objetivo de traçar um perfil dessas pessoas e planejar novos protocolos e atendimentos. 

O objetivo é melhorar a qualidade de vida dos portadores da doença na região.

“Ações como a da FMABC são de extrema importância, pois necessitamos de informações epidemiológicas e sociodemográficas dos pacientes acometidos pela doença. 

Isso contribuiria com o tratamento medicamentoso e com a neurorreabilitação, inclusive com ações junto às políticas públicas de Saúde que envolvem não somente o Estado, mas também as seguradoras de saúde”, explicou Ana Maria, que é enfermeira, psicóloga e doutora em Ciências da Saúde.

“A esclerose múltipla é uma doença degenerativa e crônica do sistema nervoso central que acomete mais adultos jovens e mulheres, e impacta na qualidade de vida e no planejamento da vida em termos profissionais, relacionais, sociais e familiares”, explicou. 

Por isso, precisamos mapear quem são as pessoas acometidas pela esclerose múltipla, como vivem, se trabalham, como e onde se tratam, quais medicamentos utilizam, como é o acesso à medicação”, elencou.

A especialista destacou que a iniciativa pode ajudar a mudar o ponto de vista sobre as questões trabalhistas em relação a estas pessoas e conscientizar mais as empresas sobre a inserção no mercado de trabalho, principalmente daqueles que não fazem parte dos chamados PCD (pessoas com deficiências) e que, portanto, não entram para as cotas. “Quem tem condições de trabalhar, mas tem uma doença que depende de cuidados, precisa ainda mais do trabalho para poder se cuidar e levar a vida com dignidade. Isso diminuiria o ônus para o Estado e traria maior qualidade psíquica para a pessoa.”

“Traçar o perfil destes pacientes não é enquadrá-los a uma norma ou regra comum a todos, mas é, acima de tudo, entender a dinâmica de adoecimento, que poderá em muito orientar os profissionais da Saúde a lhes oferecer melhor tratamento, inclusive, personalizado, pois a esclerose múltipla tem facetas individualizadas e abrange aspectos físicos e psicológicos”, finalizou.

 VALIOSO

Presidente da Abcem (Associação de Pacientes com Esclerose Múltipla do Grande ABC e Região), Bete Tezine destacou que estudos como este devem ser realizados no País inteiro, pois o que se tem hoje são apenas estimativas da prevalência da doença. 

“A pesquisa será um instrumento valioso para cobrarmos políticas públicas e atenção integral ao paciente da região. Acredito que a iniciativa pioneira da FMABC será o marco para um novo olhar sobre a patologia na nossa região”, declarou.

A Abcem realiza no dia 18 de agosto o 3º Simpósio de Esclerose Múltipla do Grande ABC e Região, no Auditório da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), a partir das 8h. Informações e inscrições pelo site www.abcesclerosemultipla.com.br

FONTE:https://www.dgabc.com.br/Noticia/2913408/especialista-aprova-estudo-de-perfil-sobre-esclerose-multipla#

TRATAR ESCLEROSE MÚLTIPLA COM CÉLULAS-TRONCO É MAIS EFICAZ QUE MEDICAÇÃO...

28/05/2018 

Dos transplantados acompanhados por pesquisa, apenas três (6%) reativaram a doença após o transplante. No outro grupo, tratado com a medicação disponível no País, 33 (60%) –
Transplante de células da medula óssea do próprio paciente também custa menos do que usar medicação

O transplante com células-tronco da medula óssea do próprio paciente para combater a esclerose múltipla é mais eficaz do que a medicação disponível no mercado. Esta é a conclusão de estudo feito por pesquisadores do Brasil, Suécia, Inglaterra e Estados Unidos.

Os resultados foram apresentados em março no encontro anual da European Society for Blood and Marrow Transplantation e publicados na Neurology. uma revista científica de alto impacto. 

“Os resultados comprovam que os transplantes apresentam melhores resultados do que as medicações utilizadas para o tratamento da esclerose múltipla”, afirma a professora Maria Carolina de Oliveira, pesquisadora do Centro de Terapia Celular (CTC) da USP e da Divisão de Imunologia Clínica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

De acordo com ela, “parte da pesquisa ainda continua e os pacientes serão acompanhados por mais tempo e novos resultados devem ser apresentados em dois ou três anos. O objetivo é ver como a resposta ao transplante se sustenta em acompanhamento mais prolongado”, explica.

Ao todo, nos quatro países, participaram 110 voluntários, dos quais 55 foram transplantados e 55 receberam tratamento convencional. “Dos transplantados, apenas três (6%) reativaram a doença após o transplante. No outro grupo, tratado com a medicação disponível no País, 33 (60%)”, afirma Maria Carolina.

Professora Maria Carolina de Oliveira 

No entanto, o transplante deve ser aplicado apenas aos pacientes que estejam na fase de surto remissiva da doença. 

“É a fase em que o paciente tem surtos de perda neurológica súbita. Passa a ter dificuldade para andar e mexer os membros. Esses surtos acumulam incapacidades neurológicas e o transplante tem que ser realizado antes que chegue à fase progressiva”, explica.

Para identificar a possibilidade de transplante, os médicos utilizam a escala neurológica EDSS para medir o grau de comprometimento que a doença já provocou no paciente. Se estiver entre 2,5 e 5,5, o paciente pode ser transplantado. Fora desse parâmetro, não. O paciente não pode estar em cadeira de roda ou acamado, situações que acontecem nas fases mais avançadas da doença.

Experiência

O Hospital das Clínicas da FMRP tem experiência de 16 anos em transplante de medula óssea para pacientes com esclerose múltipla. Começou, em 2002, com o professor Júlio Voltarelli. Esses procedimentos não são pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A verba utilizada é de projetos de pesquisas. “Pretendemos, com esses resultados, convencer as autoridades a incluir este tipo de transplante na lista do SUS”, afirma Maria Carolina.
Entre os 90 transplantes realizados no HC-FMRP, “2/3 melhoraram. Sendo que deste total, metade manteve a doença controlada e na outra metade houve progressão ao longo do tempo. Isso porque a maioria desses pacientes foi transplantada na fase tardia, já degenerativa, da doença. O transplante funciona melhor nas fases mais precoces, inflamatórias da doença”, explica.

Custo

O estudo não levantou custos comparativos entre o transplante e a medicação, mas a reportagem apurou que o transplante tem custo estimado de R$ 22 mil, considerando o uso de instrumental e a medicação usada durante o procedimento (não fazem parte deste valor os custos de salários da equipe e internação). Já a medicação tem preço aproximado de R$ 12 mil ao mês.

Um estudo de pesquisadores poloneses, apresentado também no encontro da European Society for Blood and Marrow Transplantation, comparou os gastos médios de 102 pacientes com esclerose múltipla no ano anterior ao transplante àqueles de um ano após o procedimento. A média de gastos anuais caiu de 4.520 euros para 810 euros.


DOENÇA DE CROHN E COLITE ULCEROSA: DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS AUTOIMUNES

As doenças inflamatórias intestinais resultam da inflamação crónica do intestino e podem ser divididas em dois grupos: Doença de Crohn e Colite Ulcerosa...

Ambas são doenças autoimunes e representam um grupo heterogéneo de patologias crónicas, de evolução variável e etiologia desconhecida.

É possível que exista uma tendência genética que, ao interagir com fatores ambientais, desencadeia uma resposta imunológica descontrolada que provoca o processo inflamatório crónico intestinal.

A doença inflamatória intestinal afeta cerca de 7000 a 15000 portugueses e estima-se que a sua incidência ronde os 1,2/10.000 habitantes por ano para a Colite Ulcerosa e 4,7/ 10.000 para a Doença de Crohn.

A faixa etária de maior incidência é entre os 15 e os 30 anos, e entre os 60 e os 80 anos é mais frequente a Doença de Crohn.

A Doença de Crohn afeta qualquer parte da parede do trato gastrointestinal desde a boca até ao ânus e os doentes apresentam sintomas:

Gastrointestinais
Cólica abdominal
Diarreia (podendo ser sanguinolenta)
Obstipação
Náuseas e vómitos
Fissuras anais, incontinência fecal
Úlceras aftosas
Sistémicos
Atraso no crescimento (crianças e adolescentes)
Febre (38,5 °C)
Perda ou ganho de peso
Sintomas Extraintestinais
Eritema nodoso
Fotofobia, Uveitis, Episcleritis
Espondiloartropartia seronegativa
Espondilite anquilosante, Sacroileitis
Trombose Venosa Profunda, Tromboembolismo Pulmonar
Anemia Hemolítica Autoimune
Osteoporose e fraturas ósseas
Sintomas Neurológicos (cefaleias, depressão, neuropatias, miopatias)


A Colite Ulcerosa localiza-se especificamente no cólon e os doentes apresentam sintomas:

Gastrointestinais
Diarreia muco-sanguinolenta
Cólica abdominal
Obstipação/Tenesmo
Sistémicos
Perda de peso
Anemia
Taquicardia
Febre (38ºC-39ºC)
Sintomas Extraintestinais
Úlceras aftosas na boca, lábios, palato e faringe
Iritis, Uveite, Episclerite
Artrite seronegativa
Espondilite Anquilosante
Sacroileite
Eritema nodoso
Pioderma gangrenoso
Trombose Venosa Profunda
Tromboembolismo pulmonar
Colangite Esclerosante Primária
O diagnóstico é realizado com recurso a exames endoscópicos, (endoscopia e colonoscopia), imagiológicos (tomografias e radiografias do intestino) e laboratoriais (análises clínicas sanguíneas e às fezes).

As análises ao sangue revelam a presença de anticorpos nos pacientes com Doença de Crohn, ajudando a distingui-la da Colite Ulcerosa. 

Cerca de 4 a 5 dos doentes com Doenças Inflamatórias Intestinais podem ser diagnosticados apenas pela pesquisa da presença de autoanticorpos no soro.

No que respeita à cultura das fezes, esta inclui a pesquisa de sangue oculto, permitindo detetar a presença de pequenas quantidades devido à irritação dos intestinos e assegura que os sintomas não são causados por uma infeção.

Outra metodologia de diagnóstico é a Biópsia. 

Realiza-se a partir da remoção de uma pequena amostra de tecido do revestimento do intestino e o material é examinado para identificar a presença de sinais de inflamação. É muito útil para confirmar a Doença de Crohn e excluir outras doenças.

Por Maria José Rego de Sousa, Médica, Doutorada em Medicina, Especialista em Patologia Clínica.