NOVA TÉCNICA TRAZ ESPERANÇA PARA QUEM SOFRE DE ARTRITE...

#UnidosSomosMaisFortes💪
17/05/2017

Cientistas americanos conseguem restaurar, com o uso de molécula essencial para o corpo, a cartilagem de ratos, possibilitando a recuperação dos movimentos. O próximo passo dos pesquisadores será a realização de testes em humanos...

Com o avanço da idade, diversas enfermidades surgem e podem prejudicar a qualidade de vida dos idosos. 

Um dos problemas de saúde mais frequentes nessa etapa da vida é a osteoartrite, que ocorre quando a cartilagem — tecido flexível presente nas extremidades dos ossos — se desgasta, o que dificulta a locomoção.😀


Em busca de estratégias que combatam esse problema, pesquisadores americanos utilizaram a adenosina, uma das moléculas responsáveis pelo armazenamento de energia das células, para tratar roedores diagnosticados com a doença. 

As conclusões da pesquisa, apresentadas na revista Nature Communications, ainda precisam ser testadas em humanos, mas podem ajudar a criar uma alternativa de terapia mais eficaz que as usadas atualmente.


Os autores do estudo se basearam em pesquisas anteriores, feitas com cavalos, que mostraram como os condrócitos — células que produzem cartilagem na articulação — eram estimulados pela adenosina.

“Vimos que a ausência da adenosina leva à destruição da cartilagem, embora esses animais (cavalos) tenham um metabolismo peculiar”, justificou  Bruce N. Cronstein, professor de Medicina da Universidade de Nova York e um dos autores do estudo.

No experimento, os cientistas analisaram 12 ratos que não produziam adenosina. Os pesquisadores observaram que as cobaias não se reproduziam e tinham dificuldade em agarrar seus alimentos à medida que ficavam mais velhas. “Depois que fizemos um raio X de suas patas, nós vimos que todos os animais tinham osteoartrite. O que provavelmente os impediu de montar nas fêmeas e se reproduzir”, detalhou Cronstein.

Os cientistas aplicaram adenosina nas cobaias e, posteriormente, observaram uma grande melhora na locomoção dos roedores. 😀

Esse achado sugere que podemos usar essa substância ou agentes semelhantes à adenosina para tratar a osteoartrite, uma forma muito comum de artrite. Até 10% da população dos EUA temosteoartrite, o que acredito que provavelmente seja semelhante no Brasil”, ressaltou Cronstein.

De acordo com o Ministério da Saúde, a osteoartrite atinge cerca de 15 milhões de brasileiros. Dados da Previdência Social mostram que a doença é responsável por 7,5% do total de afastamentos do trabalho.

Segundo os cientistas, a melhora desencadeada pela adenosina ocorreu porque a substância é derivada da adenosina trifosfato (ATP), uma molécula indispensável para a vida, já que armazena a energia necessária para as atividades vitais e básicas das células.

“A ATP é uma das moléculas mais abundantes na célula e é o combustível para funções celulares, ela tem muita influência em todo o corpo. Para entender melhor: os níveis de adenosina no cérebro aumentam durante a noite, ajudando na indução do sono. A cafeína bloqueia os receptores de adenosina no cérebro para mantê-lo acordado”, detalhou o autor do estudo.

Resultado promissor

Sandra Maria Andrade, reumatologista do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, e membro titular da Sociedade Brasileira de Reumatologia, destaca que o estudo é interessante e detalha como as articulações são influenciadas pela adenosina. “Esse artigo mostra algo novo e promissor: a adenosina como um agente que pode ajudar a estimular os condrócitos. 

Ao serem excitados, eles formam os colágenos, que são os responsáveis pela água que faz a cartilagem funcionar, proporcionando assim o amortecimento”, destacou a especialista, que não participou do estudo. “Durante o envelhecimento, a quantidade dessa água diminui e ocorrem rachaduras, o que marca o início da osteoartrite”, completou.

Com os resultados positivos vistos no experimento em ratos, os autores da pesquisa acreditam que estratégias terapêuticas mais eficazes para a osteoartrite estejam próximas de ser alcançadas. 

Esperamos desenvolver adenosina em laboratório ou agentes semelhantes a ela para serem utilizados nas articulações de pacientes com artrite.

Dessa forma, poderemos prevenir a progressão e possivelmente revertê-la se estiver presente. 

Assim, diminuiríamos a necessidade de cirurgia. A adenosina já é usada na medicina (para o tratamento e diagnóstico de doenças cardíacas), por isso acreditamos que seremos capazes de trazê-la para a área clínica com relativa rapidez”, adiantou Cronstein. 

Poderíamos adiar consideravelmente a necessidade de tratamento das articulações com essa estratégia, que seria feita apenas uma vez, com total eficácia”, ressaltou.

Sandra Andrade também acredita que os achados americanos podem render tratamentos futuros, que seriam muito bem recebidos pela área médica.“É importante evitar esse problema precocemente, hoje temos muitos pacientes que convivem com próteses, seria interessante  ter uma opção melhor do que as usadas atualmente”, destacou a especialista.


CÉLULAS ESTAMINAIS QUE ORIGINAM SANGUE FORAM CRIADAS PELA PRIMEIRA VEZ EM LABORATÓRIO...

#UnidosSomosMaisFortes💪
18/5/2017

Foram criadas em laboratório células estaminais que dão origem a sangue humano. É uma revolução no tratamento de doenças do sangue. Mas ainda tem de passar por vários testes até chegar aos hospitais.
Pela primeira vez, foi possível criar em laboratório as células estaminais que dão origem ao sangue humano, noticia a New Scientist.

Trata-se de uma inovação relevante, uma vez que a capacidade de criar sangue em laboratório através dessas células pode assegurar novos tratamentos para pessoas com leucemia e problemas de sangue, utilizando as suas próprias células em vez de precisarem de esperar por um transplante de um dador.😀

As células estaminais são aquelas que, por ainda não se terem diferenciado, podem dar origem a qualquer tipo de célula do corpo humano. 

As que dão origem às células do sangue estão armazenadas na medula óssea: é lá que se formam os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas que compõem o nosso sangue. 

Se esse processo falha — porque a “fábrica” parou de funcionar ou porque as células estaminais foram danificadas, por exemplo, por causa de uma quimioterapia — o sangue não cumpre as suas tarefas de proteção do organismo e de transporte de nutrientes e de oxigénio a todos os órgãos do corpo. E isso compromete a sua sobrevivência.

Até agora, a única forma de corrigir este problema era através de um dador de medula óssea saudável para substituir aquela que já não funciona. 

Como é difícil encontrar um dador compatível, a produção em grandes quantidades e em segurança de células estaminais que dão origem ao sangue humano no laboratório pode contornar esse problema. 

E a solução foi encontrada numa experiência liderada por George Daley, cientista da Escola de Medicina de Harvard.

A equipa de George Daley começou por recolher células estaminais pluripotentes humanas, ou seja, células com capacidade de formar quase todo o tipo de células que compõem o organismo. 

Estudando os genes das células estaminais, os cientistas encontraram os químicos que davam ordens às células para se diferenciarem em células do sangue humano. 

Encontraram cinco combinações de proteínas que, em células estaminais humanas, comandavam essas células a tornarem-se glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Estava encontrada a “receita” para a criação, em laboratório, de células estaminais produtoras de sangue humano.

Algo semelhante já tinha sido alcançado por outra equipa científica, liderada por Raphael Lis (Colégio de Medicina Weill Cornell), utilizando células estaminais extraídas de ratos adultos. Essas células foram retiradas das paredes dos pulmões dos animais. Após serem estudadas, os cientistas chegaram a uma fórmula com quatro fatores que comanda as células estaminais a diferenciarem-se em células dos pulmões. Isso provou ao cientistas que, para este processo, podem ser usadas células de adultos para formar órgãos novos, algo que se veio a verificar nas experiências de George Daley.

Mas o processo de criação de sangue humano em laboratório através de células estaminais não pode começar já: embora todos os ratos envolvidos nas experiências mais antigas sejam saudáveis até hoje, são precisos mais estudos que comprovem que as células do sangue humano formadas através das células estaminais não possam ser rejeitadas pelo corpo ou dar origem a cancro ou mutações nos órgãos.

ADSE APERTA CERCO A PRIVADOS...DOENTES CRÔNICOS TEM QUE CUSTEAR MEDICAÇÃO

UnidosSomosMaisFortes💪
18/05/2017

ENQUANTO ISSO...NOSSOS IRMÃOS DE LUTA EM PORTUGAL ESTÃO ENFRENTANDO PROBLEMAS COM MEDICAÇÃO..

Associação foi informada por um hospital privado de Braga que vão ter de pagar para levantar medicação até aqui gratuita. ADSE nega ter mudado regras e justifica com maior controlo de erros de faturação ...😡


A denúncia foi feita ontem pela Associação Todos com a Esclerose Múltipla. 

Durante a tarde, a associação diz ter sido informada por um hospital privado de Braga de que os doentes com ADSE seguidos nesta unidade terão de passar a custear 20% da medicação, uma despesa mensal que supera os 200 euros. 

A TEM enviou uma carta aos ministros da Saúde e das Finanças, que tutelam a ADSE, mas também ao parlamento, onde denuncia “o fim dos medicamentos gratuitos a doentes crónicos” e questiona se esta passa a ser a regra em todos os hospitais, incluindo doentes seguidos nas parcerias público-privadas. 

Paulo Alexandre Pereira, dirigente da associação de doentes, lamentou ao i a “insensibilidade” da medida. Para continuarem a ter acesso a medicamentos gratuitos, a alternativa para os doentes é recorrerem ao Serviço Nacional de Saúde, explica, onde terão de marcar consulta, sem que tenham sido informados de qualquer período de transição. 😡

“Dizem--nos que está em vigor. Entre marcar a consulta no SNS, e o processo nestes casos tem de ir à comissão técnica de farmácia do hospital, nunca será imediato. Pode levar uma semana ou seis meses. Mesmo que isto fosse uma medida justa, não dão tempo sequer aos doentes para organizar a sua vida de forma a ter a medicação em tempo útil.”

Contactado pelo i, o presidente do Instituto de Proteção e Assistência na Doença, que desde o início do ano gere a ADSE, rejeitou que tenha havido qualquer mudança recente nas regras de comparticipação de medicação. 

Carlos Liberato Baptista justifica a situação com o facto de haver doentes que estariam a beneficiar de comparticipações adicionais de medicamentos sem terem direito a tal, situação que foi detetada até ao momento em três hospitais, incluindo a unidade de Braga. 

Em causa está medicação do grupo dos antineoplásicos e imunomoduladores que, de acordo com as regras da ADSE, é comparticipada a 100% quando se trate de tratamentos de cancro, a 98% quando forem fármacos utilizados como adjuvantes de quimioterapia, e a 80% fora da quimioterapia. 

Alguns dos medicamentos neste grupo são usados não no cancro, mas em doenças inflamatórias como é o caso da esclerose.

Segundo o i apurou junto de fonte hospitalar, o esclarecimento enviado aos hospitais foi no sentido de doentes que não estejam a fazer tratamentos oncológicos e a quem são receitados estes medicamentos suportarem 20% dos encargos. 

“Essa situação existia face a um menor controlo que este subsistema exercia no passado, situação que agora passou a ter um controlo efetivo”, justifica Carlos Liberato Baptista. A ADSE não esclareceu se existe um limite dos valores que os doentes podem ter de suportar no privado. 

“De salientar ainda que o SNS (através dos seus hospitais) disponibiliza gratuitamente aos doentes com esclerose múltipla a respetiva medicação”, disse ainda o responsável da ADSE.

A LONGA E DIFÍCIL JORNADA DE QUEM PRECISA IMPORTAR MEDICAMENTO À BASE DE CANABIDIOL...

#UnidosSomosMaisFortes😎
27/04/2017

Giovana luta para que a filha Luisa, de 16 anos, tenha acesso aos medicamentos com a substância

Mesmo com aval da Anvisa, importação precisa passar por uma série de etapas que podem dificultar o tratamento dos pacientes.


Desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) facilitou a importação de medicamentos à base de canabidiol, pouco mudou para as famílias que desejam utilizar esses produtos em tratamentos de saúde. 

Mesmo com prescrição e laudo médicos e autorização da agência, conseguir trazer remédios com substâncias como o canabidiol para o país ainda é uma jornada demorada, dificultada pela burocracia e pelos altos custos.

Diante de despesas que se aproximam dos R$ 30 mil por semestre somente com a aquisição dos medicamentos, o caminho de muitos pacientes que têm o canabidiol receitado passa ainda por disputas judiciais, na tentativa de que o Estado pague pelo produto que, para muitas famílias, é símbolo de esperança no combate aos efeitos de graves problemas neurológicos.

Mãe de Luisa, 16 anos, uma adolescente com paralisia cerebral que sofre com um grave quadro de epilepsia, Giovana Varaschin relata que passou por Ministério Público, Secretaria da Saúde, Farmácia do Estado e Farmácia de Medicamentos Especiais em Porto Alegre durante meses atrás de ajuda até decidir entrar com uma ação na Justiça solicitando a importação. 

— A minha filha tem crises convulsivas frequentes, são de seis a oito por dia, e a cada uma parece que o quadro neurológico piora. Se o canabidiol ao menos ajudar a evitar essas convulsões, já vai ser um grande alívio — afirma Giovana.

Nesta semana, ela recebeu a notícia de que o Estado deverá pagar o valor equivalente a seis meses de tratamento com canabidiol para a filha. 

Apesar disso, Giovana considera ter vencido apenas mais uma etapa do longo embate que trava até que comece a aplicar o produto no dia a dia de Luisa (confira o passo a passo ao lado). Ela nunca teve acesso à substância, mas por indicação médica acredita que, com ela, poderá diminuir as crises da filha. Os medicamento à base de Cannabis sativa registrados no Brasil até agora não são indicados para seu caso.

Governo alerta para "eventos adversos"

Extraído da Cannabis sativa, o canabidiol (também conhecido como CBD) tem sido indicado por alguns médicos no combate a convulsões provocadas por diversas enfermidades. Ainda não é tido como cura para essa ou outras doenças, mas relatos de famílias que já conseguiram incluir a substância no tratamento de jovens costumam ser carregados de esperança.

— Meu filho tomou todos os medicamentos que havia no Brasil e foram indicados para o tratamento, mas nada adiantou. Com o canabidiol, conseguimos ao menos reduzir em 80% as crises, o que já ajuda muito. Mas esse é um processo longo, difícil, a que muitas famílias não têm acesso, ou por não saber, ou por não ter condições de pagar — explica Clenir Borges Allende, moradora de Canoas e mãe de Gregori, 13 anos, que sofre com epilepsia severa.

Em uma nota sobre a eficácia do tratamento com canabidiol para crises epilépticas, a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) informou que "são necessários estudos com maior número de pacientes para uma adequada avaliação da eficácia terapêutica desta substância em curto e longo prazos, assim como perfil de possíveis eventos adversos".

Já a Anvisa, que passou a permitir, desde novembro, o registro de medicamentos à base de derivados da maconha no Brasil, salienta que produtos não registrados no país não têm sua segurança e eficácia avaliadas e comprovadas pela vigilância sanitária brasileira. Por essa razão, a agência alerta que produtos à base de canabidiol podem causar reações adversas inesperadas, e orienta os familiares de pacientes a relatarem quaisquer problemas encontrados.

Passo a passo, como é a importação de produtos à base de canabidiol

1) Prescrição

É preciso receber a prescrição da substância para tratamento de saúde por parte de um profissional legalmente habilitado.

2) Autorização

Solicitada pelo paciente ou sua família por meio de um formulário online, a avaliação da Anvisa é feita caso a caso, e é necessária autorização expressa da agência para se poder importar produtos à base de maconha. A autorização excepcional tem validade de um ano.
Tempo médio: entre uma semana e dois meses

* Com prescrição médica e autorização da Anvisa em mãos, já é possível pedir a importação do produto. No entanto, o valor costuma ser bastante alto, e muitas famílias não conseguem dar contas das despesas. Por isso, uma alternativa encontrada é entrar na Justiça, via Ministério Público ou um advogado, solicitando que o Estado arque com esses custos.

3) Processo

Os pacientes costumam argumentar, nos pedidos à Justiça, que a saúde é direito de todos e dever do Estado, que deveria então assumir a responsabilidade pela importação desses produtos a serem usados como forma de tratamento. O Estado, por sua vez, com frequência, conforme advogados, alegaria falta de recursos. A decisão, em cada caso, fica por conta da Justiça.
Tempo médio: cerca de três semanas

4) Decisão judicial

É o juiz que decide se o pedido será concedido ao paciente e, em caso positivo, partindo de orçamentos fornecidos pelo autor da ação, determina o valor a ser pago pelo Estado para a importação. Muitos casos, porém, ainda são negados, segundo as famílias, mesmos após uma decisão anterior favorável.
Tempo médio: cerca de dois meses

5) Importação

O passo seguinte é buscar uma empresa importadora e solicitar o medicamento na quantidade autorizada pela Anvisa e, nos casos que passam pela Justiça, com o dinheiro determinado em decisão judicial.
Tempo médio: de 25 a 30 dias

6) Tratamento

Quando finalmente recebe os produtos cujo uso foi autorizado meses antes, a família do paciente passa a correr contra o tempo: como o aval da Anvisa é temporário e a quantidade receitada varia do pedido de cada médico — tende a ser o suficiente para alguns meses —, a continuidade do tratamento após a aplicação das primeiras doses não é garantida. Assim, o ciclo se reinicia.

Por isso, muitas famílias têm optado por entrar com uma ação meses antes de o estoque que têm para o tratamento acabar, na tentativa de não interromper o uso contínuo dos produtos.

O canabidiol para tratamento de saúde no Brasil

2014
Em maio, em um simpósio sobre o tema em São Paulo, a Anvisa admite pela primeira vez a retirada do canabidiol da lista de substâncias proibidas no país.

2015
A Anvisa retira o canabidiol da lista de substâncias proibidas e o classifica como medicamento de uso controlado.

2016
Em março, é oficialmente autorizada a prescrição médica e a importação — por pessoa física e exclusivamente para tratamento de saúde — de medicamentos e produtos com canabidiol e tetra-hidrocanabinol (THC, também presente na maconha) em sua formulação. Já em novembro, são definidas pela Anvisa regras para a venda de medicamento à base de canabidiol, o que abre caminho, além da comercialização, também para o registro e a produção de medicamentos compostos por maconha no Brasil.

2017
É aprovado pela Anvisa, em janeiro, o registro do primeiro medicamento à base de maconha no Brasil, o Mevatyl, conhecido no Exterior pelo nome comercial Sativex. Em fevereiro, a prescrição de RSHO (Real Scientific Hemp Oil), medicamento à base de maconha, é autorizada pela primeira vez no país para o tratamento de um paciente que sofre da doença de Alzheimer.

Informe à Anvisa efeitos indesejáveis do CBD em: bit.ly/ZH_CBD

AUMENTA O NÚMERO DE TRANSPLANTES NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO...

#UnidosSomosMaisFortes😎
26/04/2017

Programa estadual faz 7 anos, com 8.593 mil transplantes de órgãos e tecidos


O Programa Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro (PET-RJ) teve aumento em todos os indicadores de transplantes no primeiro trimestre deste ano. 

Segundo dados divulgados hoje (26) pela Secretaria de Estado de Saúde, os transplantes de coração chegaram a cinco procedimentos em três meses, marca inédita e considerada histórica para o Rio. 

Neste período, no ano passado, houve apenas um transplante de coração. Os transplantes de fígado e de rins também aumentaram: foram 66 e 100 procedimentos, respectivamente, de janeiro a março, contra 42 transplantes hepáticos e 82 renais no mesmo período de 2016.

“Foi maravilhoso”, disse à Agência Brasil o aposentado José Osmar, que era portador da doença de Chagas e não conseguia fazer sequer esforços simples, o que o impedia de participar, inclusive, da vida dos filhos. Quando recebeu um coração compatível, há quatro anos e oito meses, sua vida mudou. “Eu estava entre a vida e a morte e [o transplante] abriu caminho para eu ter oportunidade de viver de novo.”

José Osmar leva agora uma vida normal, pratica atividades físicas quase diariamente e tem até uma coleção de medalhas ganhas em corridas de rua. “Graças a Deus, não sinto nada”, disse. Hoje, aos 45 anos, ele se prepara para disputar a Meia Maratona do Rio de Janeiro, em agosto.

O Programa Estadual de Transplantes foi lançado no dia 26 de abril de 2010 e completa sete anos hoje acumulando 8.593 mil transplantes de órgãos e tecidos, disse o nefrologista Rodrigo Sarlo.  “É um programa sólido. Ao longo desses anos, mais de 8,5 mil transplantes foram alcançados", ressaltou Sarlo, que é coordenador do PET. Entre as ações desenvolvidas no PET, o médico destacou programas de educação e de conforto e sensibilização junto às famílias, recrutamento e treinamento de profissionais, motivação da equipes, reestruturação física e ações específicas para determinados órgãos.

Córneas

Em transplantes de córnea, nos últimos dois anos, o PET bateu recorde, porque foi aproximado o contato entre centros transplantadores e pacientes. Além disso, uma equipe foi direcionada para trabalhar nessa área. Nos três primeiros meses deste ano, houve 153 transplantes de córnea antes os 113 ocorridos de janeiro a março de 2016.

O Programa Estadual de Transplantes tem parceria com outros estados e com universidades e instituições internacionais, destacou Sarlo. Segundo o nefrologista, também o programa Doe+Vida tem contribuído para o sucesso do PET. Desde 2015, as equipes da Coordenação Familiar promovem palestras de conscientização em empresas, instituições e diferentes entidades para debater o assunto. 

No site www.doemaisvida.com.br, as pessoas podem se cadastrar como doadoras e compartilhar essa possibilidade com familiares e amigos.

A Secretaria de Saúde ressalta que, embora não seja um documento legal, porque somente parentes diretos podem autorizar a doação, o cadastro objetiva incentivar as famílias a discutir o assunto e compartilhar a vontade manifestada pela pessoa cadastrada de ser um doador.

Espera

Rodrigo Sarlo informou que o tempo de espera dos procedimentos também diminuiu. No caso dos transplantes de córnea, por exemplo, que tinham uma fila de espera de 10 anos, há cinco anos, o prazo hoje fica entre 1,5 ano e 1,7 ano. “Isso reflete um trabalho árduo, mas, ao mesmo tempo, eficiente”, disse. Há cinco anos, eram pouco mais de 100 transplantes de córnea anuais, e o PET fechou 2016 com 575 procedimentos. Para este ano, a projeção é superar 600 transplantes de córnea.

O secretário estadual de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr., diz que a conscientização da sociedade quanto à importância de abordar o assunto e autorizar a doação de órgãos em um momento difícil como o da perda de um ente querido, tem impacto direto nos transplantes. “É um ato de amor, totalmente altruísta, e permite uma nova chance para quem precisa de um procedimento como este para sobreviver.”

A fila de espera do PET reúne atualmente 2 mil pacientes para todos os tipos de transplante. 

Segundo Rodrigo Sarlo, o número pode aumentar ou diminuir de acordo com o ritmo de doações de órgãos e também com o ritmo de inscrições. 

No ano passado, o PET registrou taxa de doação em 13.8 PMP (por milhão de habitantes), número que subiu para 15.4 PMP no primeiro trimestre de 2017, alta de 12%.