Estudo revela o impacto de ser cuidador de doentes com Esclerose Múltipla...


A Merck, uma empresa líder em ciência e tecnologia, anunciou recentemente os resultados de um estudo na área de ESCLEROSE MÚLTIPLA que reflete o impacto que a doença tem, não só na vida dos doentes, mas também na vida dos seus cuidadores.


O estudo que deu origem ao relatório “Viver com Esclerose Múltipla: A Perspetiva do Cuidador” foi desenvolvido em colaboração com a IACO e a Eurocarers para examinar as experiências de 1.050 cuidadores de doentes com esclerose múltipla. 

Continha 32 questões e foi implementado em sete países (EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Espanha). O estudo conclui que quase metade (48%) dos participantes se tornou cuidador de um doente com EM quando tinha menos de 35 anos e cerca de um em cada três cuidava de alguém há 11 anos ou mais.

Dos 1.050 cuidadores de doentes com esclerose múltipla entrevistados, 64% deles eram mulheres e 34% eram homens. Sendo que 1 em cada 5 prestava cuidados a doentes com EM há mais de 16 anos.

As principais conclusões deste estudo sobre o impacto da EM na vida dos cuidadores são:

- 62% dos cuidadores afirmaram que nunca tinham entrado em contacto com outros cuidadores de doentes com EM para partilharem a sua experiência e obterem apoio (online ou pessoalmente)

- Apenas 15% dos cuidadores estabeleceram contacto com outros cuidadores ou associações de doentes para procurar ajuda sobre como lidar com os desafios do papel do cuidador;

- 43% e 28% dos cuidadores entrevistados relataram um impacto respetivamente na sua saúde emocional/mental e na sua saúde física;

- 34% afirmaram que ser um cuidador de um doente com esclerose múltipla impactou a sua situação financeira, mais de um terço (36%) afirmou que teve de faltar ao trabalho e, como resultado, 84% desses cuidadores relataram que as suas carreiras profissionais foram afetadas;

- Relativamente à questão sobre quais os maiores desafios para os cuidadores de doentes com EM, 20% respondeu que eram as questões de tensão emocional/mental; 12% afirmou ser a natureza imprevisível da EM na pessoa que cuidam; também 12% refere o medo em não haver esperança real de recuperação.

Apesar do impacto significativo que ser cuidador tem na vida destas pessoas entrevistadas, com base nos principais resultados apresentados, houve aspetos positivos partilhados pela maioria dos cuidadores: (93%) concluem a importância do carinho e sentimento que desenvolvem para com os doentes de EM que estão ao seu cuidado e 50% dos cuidadores reconheceram que este papel os tornou mais fortes enquanto pessoas.

“A EM pode ser uma doença devastadora para doentes e cuidadores, com as responsabilidades assumidas pelos cuidadores durante um longo período de tempo e intensificando-se à medida que a doença progride. Os cuidadores podem ter um impacto profundo na sua saúde física e emocional, mas também na sua vida financeira e profissional” – afirma Nadine Henningsen, Presidente do Conselho de Administração do IACO. “Não surpreendentemente, os resultados desta pesquisa reforçaram o grande número de jovens que estão a tornar-se cuidadores, muitas vezes ainda durante o período de estudantes.”

“Com a divulgação dos resultados deste estudo sobre o impacto da esclerose múltipla na vida dos cuidadores, a Merck procura por um lado aumentar a consciencialização sobre a doença e por outro encontrar novos caminhos para a superação dos desafios impostos pela EM quer para os pacientes quer para os seus cuidadores.” Pedro Moura, Managing Director da Merck Portugal.

Sintomas da Síndrome de Sjogren incluem olho seco...

2018-10-24
A Síndrome de Sjogren é uma doença autoimune que pode ocorrer isoladamente, nomeada primária, ou atrelada a outros distúrbios do sistema imunológico e reumático, como artrite reumatoide, esclerose sistêmica e lúpus, conhecida como secundária. Nove em cada dez pacientes são mulheres, majoritariamente na menopausa, mas também pode atingir crianças e adolescentes e até causar complicações em grávidas.

O oftalmologista Dr. Maurício Della Paolera (CRM: SP47500) – mestre, doutor e professor assistente da Santa Casa de São Paulo, explica que uma vez que o corpo desenvolve a Síndrome, o organismo passa a atacar as próprias células saudáveis produtoras, principalmente, de saliva e lágrimas. “Ainda não há cura, mas a identificação precoce favorece o controle dos sintomas que afetam a qualidade de vida, como a secura de boca, olhos, vagina, trato respiratório e pele, além do comprometimento de alguns órgãos internos”, relata.

O diagnóstico correto cabe ao reumatologista, mas a suspeita pode ser levantada por médicos de diversas especialidades, como oftalmologistas, dentistas, ginecologistas, dermatos, entre outros. Isso porque os sintomas assemelham-se a outras patologias ou, simplesmente, aos sinais de envelhecimento. “É comum que as mulheres, atribuladas de tarefas, negligenciem a boca seca, a sensação de areia nos olhos e, até mesmo, a secura vaginal. São indícios de que o corpo está pedindo ajuda e precisam ser investigados”, explica Dr. Paolera.

O tratamento precisa envolver o corpo como um todo, com foco em reestabelecer a qualidade de vida do paciente. Para os olhos, o mais indicado é a utilização de lágrimas artificiais, sobretudo para as pessoas que fazem uso constante de lentes de contato e permanecem por muito tempo em ambientes com ar-condicionado, por exemplo. “As lágrimas não têm papel apenas na demonstração de emoções, elas são responsáveis por garantir a lubrificação dos olhos, para que estejam sempre limpos e protegidos da ação externa”, conta o especialista. “Se o olho fica seco e exposto, a córnea pode ser danificada, levando a perda de visão em casos extremos”, acrescenta.


Os colírios feitos à base de carmelose sódica são uma boa opção, já que a substância possui composição parecida com a lágrima natural e age se integrando diretamente nela. “O mais aconselhado é que o paciente busque ajuda médica para minimizar a agressão feita pelo próprio corpo e, junto ao oftalmologista, encontre o tratamento adequado”, finaliza Dr. Paolera.

Percepção de cores pelo olho está relacionada a hormônios da tireoide...

15/10/2018

Descoberta pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos para daltonismo e degeneração macular...

A forma de enxergar o mundo é diferente para cada animal. Grande parte dos insetos, répteis e aves tem um pigmento ultravioleta nos olhos, que permite a eles vislumbrar coisas invisíveis aos homens. Já gatos e cachorros são daltônicos, pois foram adaptados para a vida noturna, que não exige tantas tonalidades. Nos seres humanos e em parte dos primatas existem três pigmentos oculares – verde, azul e vermelho – que permitem a visão de todas os tons do arco-íris.

Pesquisadores americanos resolveram investigar como as células responsáveis pela identificação dessas três cores se desenvolvem, uma questão ainda misteriosa para a ciência. Com esse objetivo, eles usaram células-tronco para criar retinas. Nas análises, os cientistas constataram que o desenvolvimento da visão colorida do homem está relacionado a hormônios da tireoide, descoberta que ajuda a entender melhor doenças oculares, como o daltonismo e que, no futuro, também pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos oftalmológicos.

“Essa é uma questão realmente bonita, tanto visualmente quanto intelectualmente – o que é que nos permite ver a cor?”, destacou, em um comunicado, Kiara Eldred, estudante de pós-graduação da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e uma das autoras do estudo publicado na revista Science. Para desvendar esse mistério, eles cultivaram retinas in vitro, concentrando-se nas células que permitem que as pessoas vejam o azul, o vermelho e o verde – os fotorreceptores do olho, também chamados de cones. Durante os meses de análise, período em que o material crescia e se transformava em retinas completas, a equipe observou que as células de detecção de azul se materializavam primeiro e, posteriormente, as de vermelho e verde.


Kiara Eldred e sua equipe também descobriram, em análises mais apuradas, realizadas com os fotorreceptores vermelho e verde, que a chave para o desenvolvimento desses cones era o fluxo e refluxo de hormônios da tireoide. “É importante ressaltar que os níveis desses hormônios não são controlados pela glândula tireoide, que, obviamente, não estavam nas células analisadas. Acreditamos que essa tarefa ocorra no próprio olho”, esclareceu a pós-graduanda. Os pesquisadores explicaram que, ao entender como a quantidade de hormônios da tireoide dita se as células se tornariam azuis ou vermelhas e verdes, a equipe foi capaz de manipular o resultado, criando retinas que, se fossem parte de um olho humano completo, só enxergariam azul, ou apenas o verde e vermelho.


Os pesquisadores também assinalaram que a descoberta de que o hormônio tireoidiano é essencial para a criação de cones vermelho e verdes ajuda a justificar o fato de bebês prematuros, que sofrem redução nos níveis dos hormônios tireoidianos por não terem o suprimento materno, apresentarem incidência maior de distúrbios da visão.


Ramon Carlos Martins Barreto Neto, especialista em retina, oftalmologista do Visão Hospital de Olhos em Brasília, destacou que o uso de células-tronco em pesquisas está em alta, mas considerou que uma das maiores dificuldades dos cientistas é descobrir os segredos de sua diferenciação, ou seja, o que faz com que algumas se tornem neurônios ou mitocôndrias, por exemplo. “O importante é saber como elas chegam a essa finalização. Esses pesquisadores conseguiram fazer isso e também entender a sua formação, mostrando a relação dos hormônios da tireoide no desenvolvimento desses fotorreceptores”, assinalou o especialista, que não participou do estudo. O médico observou que os dados se relacionam ao daltonismo, problema de visão no qual as pessoas não conseguem distinguir entre tons de verde e vermelho. “A maioria dos casos de daltonismo está ligada a problemas nesses fotorreceptores, porém, temos também casos raros, em que os danos ocorrem no fotorreceptor azul”, detalhou.

TRATAMENTOS Os autores da pesquisa adiantaram que o estudo é apenas o começo de uma investigação mais apurada. Os cientistas pretendem utilizar o método para entender ainda melhor o sistema de visão das cores e os mecanismos envolvidos na criação de outras regiões da retina, como a mácula. Os pesquisadores lembraram que a degeneração macular é uma das principais causas de cegueira em humanos, por isso, entender como cultivar uma nova mácula é relevante para o desenvolvimento de tratamentos clínicos. “A visão de cores tricromáticas nos diferencia da maioria dos outros mamíferos. Se pudermos responder o que leva uma célula ao seu destino final, estamos mais perto de poder restaurar a visão das pessoas com danos em seus fotorreceptores”, ressaltou Eldred.


Da mesma forma, Ramon Neto disse acreditar que as descobertas do estudo norte-americano podem contribuir para pesquisas futuras e ajudar no desenvolvimento de terapias. 

“Na degeneração macular, há lesões atenuadas aos cones e bastonetes, as células fotorreceptoras. 

Então, a partir do momento em que você consegue produzir essas células, isso pode ajudar em um tratamento, algo que seria muito bem-vindo. Outra possibilidade seria a de esses pesquisadores conseguirem desenvolver alguma substância que possa corrigir os níveis desses hormônios relacionados aos fotorreceptores e, dessa forma, tratar o desequilíbrio”, completou.

Pacientes com EM com Depressão ou Transtorno Bipolar em Maior Risco de Agravamento da Incapacidade, Descobre Estudo...

11 DE OUTUBRO DE 2018

Pacientes com esclerose múltipla (EM) com depressão ou transtorno bipolar podem estar em maior risco de ficar incapacitados e ver sua incapacidade piorar mais rapidamente, de acordo com um estudo sueco.

Um estado depressivo pode aumentar a resposta do sistema nervoso central à inflamação e acelerar a progressão da EM; Se for verdade, mais cuidado deve ser tomado no tratamento desses tipos de distúrbios na população com EM, descobriram os pesquisadores.

Os resultados foram apresentados no dia 10 de outubro pelo  Dr. Stefanie Binzer , no Karolinska Institutet, Suécia, no  34º Congresso do Comitê Europeu para Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla (ECTRIMS)  em Berlim, Alemanha. A apresentação foi intitulada " O efeito da depressão e do transtorno bipolar no agravamento da incapacidade da esclerose múltipla ".

"Os distúrbios do humor são altamente prevalentes na população com EM, mas seu impacto na piora da incapacidade da EM ainda não foi estabelecido", disse Binzer em sua apresentação.

Os distúrbios do humor, incluindo transtornos psiquiátricos e emocionais, como a depressão , são conhecidos por estarem "associados à redução da qualidade de vida e são um importante fator de risco para a tendência suicida", disse ela.

Para entender melhor o impacto dos transtornos do humor na EM, os pesquisadores do Departamento de Neurociência Clínica do Karolinska Institutet  realizaram um estudo para descobrir se a depressão e o transtorno bipolar estão associados à piora da incapacidade na EM.

A equipe comparou o risco de progressão da incapacidade (avaliada através da escala de status de incapacidade expandida , ou EDSS) e a conversão para EM progressiva secundária (SPMS) em pacientes com EM com depressão ou transtorno bipolar para a de pacientes sem essas condições.

O estudo foi baseado na análise de dados clínicos de 15.541 pacientes inscritos no registro nacional sueco MS (SMSreg) . Entre esta amostra, 1.320 tiveram pelo menos um diagnóstico de depressão, 271 tiveram pelo menos um diagnóstico de transtorno bipolar e 4.921 receberam prescrição de inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) , uma classe comumente usada de medicação antidepressiva, pelo menos uma vez.

A análise revelou que os pacientes que tomavam ISRS tinham um risco significativamente maior de estarem cada vez mais incapacitados . Especificamente, eles foram 1,4 vezes, 1,97 vezes e 2,2 vezes mais chances de atingir os escores sustentados de EDSS de 3, 4 e 6 (quanto maior a pontuação, maior o nível de incapacidade).

Um escore EDSS 3 é definido como “incapacidade moderada em um sistema funcional, ou incapacidade leve em três ou quatro sistemas funcionais; não há prejuízo para a caminhada. ”A pontuação EDSS 4 é“ incapacidade significativa, mas auto-suficiente e cerca de 12 horas por dia; capaz de andar 500 metros sem ajuda ou descanso. ”O escore EDSS 6 é“ requer um auxílio para caminhar - cana, muleta, etc. - para caminhar cerca de 100 metros com ou sem descanso ”.

Pacientes com esclerose múltipla diagnosticados com depressão também estavam em maior risco de atingir os três níveis de incapacidade - um risco 1,54 vezes maior para alcançar EDSS 3, 1,87 vezes para EDSS 4 e 2,1 vezes para EDSS 6.  Além disso, eles estavam com um aumento de 38%. risco de conversão para SPMS , e atingiu níveis mais elevados de incapacidade mais rapidamente. 

Especificamente, os pacientes com depressão MS tinha uma mediana do tempo reduzido para atingir EDSS três por três anos, EDSS 4 e 6 por seis anos, e a mediana do tempo para converter a SPMS foi reduzida por três anos, em comparação com pacientes com esclerose múltipla sem depressão.

Uma análise de grupo analisando 261 pacientes diagnosticados com depressão antes do início da MS revelou que esses pacientes atingiram um escore de incapacidade EDSS de 3 e 4 três e sete anos antes, respectivamente, do que os pacientes com EM sem depressão.

O risco de piora da incapacidade também foi maior para pacientes com EM com transtorno bipolar. Sua probabilidade de atingir o EDSS 4 foi de 58% (risco 0,58 vezes maior). O risco de atingir EDSS 3 e 6 também foi maior, mas não significativo (0,34 vezes e 0,16 vezes maior, respectivamente).

O gênero também afetou a probabilidade de ter um pior curso da doença, com os homens mostrando o maior risco entre aqueles com depressão ou transtorno bipolar.

"Os pacientes com esclerose múltipla com depressão ou transtorno bipolar têm um curso de doença de MS significativamente pior, também em pacientes com diagnóstico de depressão antes do início da MS", escreveram os pesquisadores.

Estes resultados sugerem que ambos os transtornos “são os principais fatores de risco para o agravamento da incapacidade”, disse Binzer, acrescentando que “os mecanismos causais dessas associações precisam de mais investigação”.

Em conjunto, os resultados levaram a equipe a "hipotetizar que um estado depressivo pode tornar o sistema nervoso central mais sensível à inflamação, uma possibilidade que pode justificar um maior foco no tratamento dos sintomas depressivos na EM", concluiu a equipe.

Binzer enfatizou que “o reconhecimento precoce e o gerenciamento eficaz dos transtornos do humor devem ser incorporados ao atendimento clínico”.

Herpes em crianças: como tratá-lo?

18 de junho de 2018

Herpes como uma afecção não tem cura, e é raro em crianças. No entanto, aqui vamos dizer-lhe como tratar e prevenir a propagação deste vírus em crianças.

O herpes em crianças é uma condição causada pelo vírus herpes. Há algumas décadas, não era frequente em bebês; no entanto, seu contágio ganhou terreno nos últimos anos. Isso pode ser devido aos fatores de risco aos quais as crianças estão expostas no momento.
Por enquanto, não tem cura, mas seus sintomas podem ser tratados. Por outro lado, é importante enfatizar que o vírus permanece latente durante toda a vida da pessoa que o transporta, até que algum incidente o ative.

Quais são os tipos de vírus do herpes?

Existem diferentes tipos de vírus do herpes, dependendo do impacto que eles têm sobre a pessoa, e quais pessoas afetam. Os sintomas e as áreas em que é encontrado podem variar. Em seguida, mostramos quais são.

Vírus do herpes simplex tipo I (HSV-I)
Este vírus é geralmente o mais comum em crianças afetadas. É responsável pelas feridas na boca ou no rosto. Pode causar herpes labial ou bolhas febris. Ele é transmitido por contato direto, e geralmente no início não apresenta sintomas.

Herpes vírus tipo II (HSV-II)
Também é conhecido como herpes genital. Ocorre nos órgãos genitais e não é comum em crianças, no entanto, casos tem se apresentado. Comumente, é transmitido através do contato sexual. No caso de crianças, não necessariamente a causa é uma violação sexual.

Herpes zoster
O herpes zoster, como na varicela, é induzido pelo vírus varicela-zoster. Devido a isso, é necessário ter tido varicela antes de sofrer deste tipo de herpes. Este vírus permanece latente por anos, e o indivíduo se torna mais vulnerável à medida que envelhece.

O herpes zoster não é comum em crianças. No entanto, nos casos de crianças que o desenvolvem, os sintomas são muito leves, e são curados rapidamente. Da mesma forma, precauções devem ser tomadas, pois o herpes zoster é muito contagioso. Se seu filho tem um sistema imunológico enfraquecido, este vírus pode causar complicações.

Como tratar o herpes em crianças?
O tipo mais comum de contágio (HSV-I) é através do contato direto com a pele infectada saliva, ou ao manusear um objeto previamente tocado por alguém infectado. O herpes labial apresenta bolhas nos lábios e nas gengivas. A criança pode ter febre, dor de garganta, e glândulas inchadas.

Essas lesões desaparecem em algumas semanas, mas devem ser tratadas para aliviar os sintomas desconfortáveis. Medicamentos antivirais, para uso tópico ou oral, diminuem a intensidade e a duração do primeiro estágio. Aciclovir, valaciclovir, e fanciclovir são usados ​​com grande sucesso.

A aplicação de compressas de gelo, ou gel frio, proporciona um efeito analgésico e alivia a coceira causada pelas feridas. Por outro lado, o consumo de alimentos frios, como sorvetes, e alguns batidos, aliviam a dor labial e previnem a desidratação. Além disso, você deve evitar dar às crianças alimentos cítricos ou ácidos, já que são irritantes.

O acetaminofeno é um analgésico que seu pediatra pode prescrever, caso a criança apresente dores agudas, ou desconfortos que a impeçam de comer. Certifique-se de que a criança durma o suficiente, pois descansar e evitar situações estressantes a ajudará a melhorar prontamente.

Se o seu filho tiver sintomas de herpes vírus tipo II (HSV-II), ou herpes zoster, recomenda-se não tratar em casa, pois pode haver complicações. Da mesma forma, antes de tratar o vírus herpes simplex tipo I (HSV-I), consulte o seu pediatra para que possa prescrever o medicamento certo para seu filho.

Como reduzir a propagação do vírus do herpes?
Embora o herpes em crianças geralmente dure pouco, deve-se fazer o possível deve ser feito para impedir sua disseminação. Principalmente, é prudente não levar a criança para a creche ou escola, durante esse período. Da mesma forma, é importante evitar que outras pessoas compartilhem utensílios, como copos, e talheres com a criança infectada.

Por outro lado, você deve evitar que seu filho coce a área afetada ou retire as crostas das feridas, pois pode espalhar o vírus para outras áreas do corpo. É de vital importância que o vírus não se espalhe para os olhos, por isso lavar as mãos da criança com frequência é a melhor prevenção.

Esta não deve beijar outras pessoas enquanto as feridas estiverem ativas, ou compartilhar brinquedos que estejam em sua boca.

Sinais nas crianças que se deve levar em conta

Quando o herpes se desenvolve em crianças, as complicações geralmente não aparecem. No entanto, você deve ir ao pediatra se seu filho tiver algum dos seguintes sinais:

Se um recém-nascido apresentar erupções cutâneas ou bolhas acompanhadas de febre, pode ser um sinal de infecção crônica por herpes simplex.
Se a criança tiver bolhas perto dos olhos. Este vírus é geralmente uma das principais causas de infecções da córnea.
Se a criança se queixa de dor de cabeça e manifesta convulsões, febre alta, e confusão. O pediatra deverá descartar algum tipo de infecção cerebral causada pelo HSV.
Se a área ao redor do herpes é vermelha, se é quente ao toque, e as lesões permanecem mais de 10 ou 14 dias. Você deve prestar atenção, pois pode indicar uma infecção secundária por bactérias.
Finalmente, é verdade que alguns tratamentos podem ser usados ​​para aliviar a dor do herpes em crianças. No entanto, devemos enfatizar que o mais importante é consultar um médico especializado neste tipo de vírus. Assim você poderá ter um diagnóstico correto e a medicação adequada para tratar o seu pequeno.


Soluções naturais para o herpes labial

Devemos aumentar as precauções e manter nossas defesas altas sempre que atravessarmos uma situação de estresse ou tristeza, já que ela pode desencadear o aparecimento do herpes.