Kit para diagnóstico aprimora o tratamento da artrite reumatoide...

 06/10/2017

Inflamação provoca inchaço e dor, podendo levar à erosão dos ossos e deformidades nas articulações do corpo...
Expressão de enzima indica chance de resistência a terapia contra inflamação nas articulações do corpo...

Pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP desenvolveu um kit diagnóstico que aperfeiçoa o tratamento da artrite reumatoide. 

O estudo do biomédico Raphael Sanches Peres mostra que os baixos níveis de uma enzima em células de defesa do organismo reduzem as chances de deter a inflamação, prejudicando a resposta à terapia contra a doença. 

Usando a enzima como biomarcador, o teste feito com o kit permitirá aos médicos escolher o tratamento mais indicado para a artrite. A pesquisa é uma das ganhadoras do Prêmio Tese Destaque USP 2017.

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica que afeta as articulações do corpo, provocando inchaço e dor, podendo ainda levar à erosão dos ossos e deformidades nas articulações. 

Por ser uma doença autoimune, o sistema imunológico ataca por engano os tecidos saudáveis. 
“Na artrite reumatoide, há um comprometimento das funções de células T reguladoras (Tregs), que tornam-se incapazes de controlar a inflamação”, diz Peres. 

“Certamente esse é um dos fatores cruciais para o surgimento da doença, e por isso a manipulação de células Tregs tem sido apontada como um possível caminho para novos tratamentos.”

O metotrexato é hoje a terapia mais indicada para o tratamento da artrite reumatoide, em especial para pacientes recém-diagnosticados. 

“O fármaco aumenta os níveis de adenosina, que é um potente agente anti-inflamatório quando atua em seus receptores presentes na superfície das células inflamatórias”, descreve o biomédico. “A interação ativa uma via supressora nessas células, controlando o processo inflamatório e detendo a doença. No entanto, cerca de 40% dos pacientes não respondem ao tratamento, o que obriga a adoção de outras terapias, mais caras que o metotrexato.”

O pesquisador aponta que o objetivo do trabalho foi desvendar os mecanismos imunológicos e moleculares associados com a falha terapêutica do metotrexato em pacientes com artrite reumatoide. 

“Para isso, foi realizado um estudo prospectivo em pacientes artríticos, o que depois permitiu identificar possíveis biomarcadores capazes de prever a eficácia terapêutica do metotrexato nestes pacientes”, destaca.


Cerca de 40% dos pacientes não respondem à terapia mais comum para atrite reumatoide; estudo identificou marcador para facilitar escolha do tratamento ...

Resistência

A superfície das células Tregs apresenta uma alta expressão da enzima CD39, que atua na formação de adenosina. 

“O estudo demonstrou que o nível de expressão desta enzima em células circulantes de pacientes com artrite reumatoide é um biomarcador capaz de prever a capacidade do paciente em responder ao tratamento com metotrexato”, diz o biomédico. 

“Pacientes resistentes ao tratamento expressam significativamente menos moléculas de CD39 nas suas células Tregs do que aqueles que respondem à terapia, mesmo antes do início do tratamento.”

O trabalho também demonstrou a via de sinalização celular mediada pela citocina TGF-β que leva à indução da expressão da enzima CD39, e uma mutação no gene que expressa um tipo de receptor de TGF-β que compromete a ativação da via de sinalização em pacientes que não respondem ao tratamento, afetando consequentemente a expressão de CD39. 

“O uso da CD39 em células Tregs como biomarcador da eficácia terapêutica do metrotrexato pode trazer grandes benefícios para a qualidade de vida dos pacientes, evitando uma exposição desnecessária do paciente ao fármaco, e para otimizar a escolha das terapias disponíveis, ocasionando uma diminuição considerável dos custos com medicamentos e serviços hospitalares oferecidos durante o tratamento”, afirma Peres.

Biomédico Raphael Sanches Peres desenvolveu teste para pacientes com artrite reumatoide ...

O estudo propõe que pacientes recém-diagnosticados com artrite reumatoide e não submetidos a nenhum tratamento façam um teste laboratorial em centros médicos de referência, com o kit desenvolvido na pesquisa (composto de anticorpos conjugados a substâncias que emitem cores quando estimuladas por laser e soluções para marcação das células dos pacientes), com o intuito de determinar o grau de expressão de CD39 em células Tregs. 

“Pacientes que apresentarem uma expressão reduzida de CD39 em células Tregs seriam indicados a outras terapias disponíveis, como a administração de agentes biológicos, evitando gastos com tratamentos ineficazes”, ressalta o biomédico. “O kit já foi patenteado e espera-se que nos próximos anos possa estar disponível na prática clínica, acessível a toda a população.”



A pesquisa é descrita na tese de doutorado de Peres, A sinalização de TGF-β envolvida na expressão de CD39 em células T reguladoras está associada com a eficácia terapêutica do metotrexato na artrite reumatoide, que recebeu o Prêmio Tese Destaque USP 2017 na área de Ciências Biológicas. O estudo foi orientado pelo professor Fernando de Queiroz Cunha, do Departamento de Farmacologia, e teve co-orientação do professor Paulo Louzada-Júnior, do Departamento de Clínica Médica da FMRP. A pesquisa teve ainda colaboração da Universidade de Glasgow (Reino Unido), por meio do grupo liderado pelo professor Foo Liew. O trabalho contou com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), através do Cepid Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID) e da concessão de bolsa de doutorado.





















Evidências de vasos linfáticos no cérebro humano podem oferecer novos insights sobre a EM, outros distúrbios

6 DE OUTUBRO DE 2017
  
A evidência inovadora da existência de vasos linfáticos no cérebro humano poderia responder à questão de como o cérebro se livra dos produtos de resíduos e mantém implicações claras para os distúrbios neuroinflamatórios, como a esclerose múltipla...

O sistema linfático é uma rede que ajuda o organismo a se livrar de toxinas e resíduos de produtos. 

Os vasos linfáticos, que são semelhantes aos vasos sanguíneos, transportam uma linfa fluida clara - que é filtrada nos gânglios linfáticos.

Tem sido pensado que o cérebro não possui vasos linfáticos. 

No entanto, uma equipe de pesquisadores dos  Institutos Nacionais de Saúde (NIH) , com base em pesquisas anteriores em cérebros de roedores, encontrou recentemente evidências de que o cérebro pode realmente drenar o desperdício através de vasos linfáticos.

"Nós literalmente vimos os cérebros das pessoas drenar fluido para esses vasos", disse Daniel S. Reich, autor principal do estudo e investigador senador no Instituto Nacional de Doenças Neurológicas e Nervosos do NIH (NINDS) , em um comunicado de imprensa .

Os pesquisadores injetaram voluntários saudáveis ​​com um corante magnético chamado gadobutrol, que geralmente é usado como agente de contraste para imagem dos vasos sanguíneos. 

Eles então examinaram os cérebros desses indivíduos usando ressonância magnética (MRI) em configurações específicas. 

Isso permitiu que eles visualizassem o corante dentro da camada externa do cérebro, conhecido como a dura.

A ressonância magnética revelou que o corante era visível tanto como pontos como em linhas retas, o que poderia indicar vasos linfáticos. 

Isso sugeriu que o corante vazava de vasos sangüíneos na dura e depois foi "colhido" por vasos linfáticos.

Esses vasos não foram vistos quando os voluntários foram injetados com outro corante que não vazava nos vasos sanguíneos. 

A evidência de vasos linfáticos no cérebro também foi encontrada no tecido cerebral humano autopsiado.

Embora um par de estudos de 2015 tenha demonstrado evidência de vasos linfáticos no cérebro de camundongos, este é o primeiro estudo que demonstra que existe um sistema semelhante em cérebros humanos. 

"Durante anos, sabíamos como o fluido entrava no cérebro. Agora podemos finalmente ver que, como outros órgãos do corpo, o fluido cerebral pode escorrer através do sistema linfático ", disse Reich.

Além de mudar a forma como pensamos sobre o sistema linfático e o cérebro, este estudo estabelece as bases para futuras pesquisas para investigar se a função do sistema linfático está alterada no cérebro de pacientes com esclerose múltipla ou outros distúrbios que afetam o sistema nervoso .

"Esperamos que nossos resultados forneçam novos conhecimentos sobre uma variedade de distúrbios neurológicos", acrescentou Reich.

"Esses resultados podem mudar fundamentalmente a forma como pensamos sobre como o cérebro e o sistema imunológico se inter-relacionam", disse Walter J. Koroshetz, MD, diretor do NINDS.

FOI USADO TRADUTOR GOOGLE NESSA POSTAGEM...

Osteoporose: o que é, causas, sintomas e tratamentos

06 OUT 2017

A osteoporose decorre da diminuição da quantidade de cálcio no esqueleto...
Doença decorre da diminuição da quantidade de cálcio no esqueleto...

A osteoporose decorre da diminuição da quantidade de cálcio no esqueleto, por isso é tão importante o cuidado porque a doença está relacionada a maior risco de fraturas, principalmente na coluna, quadril e punho.

CAUSAS

Há uma grande influência genética, afetando muito mais as mulheres do que os homens. 

Muitos medicamentos podem provocar osteoporose, como os glicocorticoides (principal causa), anticonvulsivantes, quimioterápicos, doses excessivas de hormônio tireoidiano (usadas em pacientes com câncer de tireoide), pioglitazona (para diabetes), entre outros. 

“É ­necessária uma investigação, pois várias doenças ­também podem cursar com a osteoporose, como menopausa precoce, hiperparatireoidismo, síndromes de má absorção, artrite reumatoide, mieloma múltiplo, anorexia nervosa e hipercalciúria, entre outras”, comenta Sergio Setsuo Maeda, médico endocrinologista diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São ­Paulo.

SINTOMAS

Em geral, a doença é assintomática, sendo detectada pelo exame de densitometria óssea. 

Também pode ser descoberta pelas fraturas que geralmente ocorrem em coluna, punho e quadril, decorrentes de um mínimo trauma como cair acidentalmente. 

A cifose e a perda de altura são sinais do exame físico e da história clínica que podem sugerir a presença de fratura vertebral, que em muitos casos é assintomática.

TRATAMENTO

Envolve a adequação do cálcio e vitamina D, vindos pela dieta ou suplementos, associados a medicamentos ativos no tecido ósseo, como os antirreabsortivos (que diminuem a destruição óssea) ou formadores de osso, que devem ser considerados para uso por tempo determinado ou a depender do quadro do paciente, ­conforme julgamento ­médico­.

ALIMENTOS QUE SÃO BOAS FONTES DE CÁLCIO E QUE AJUDAM A PREVENIR A OSTEOPOROSE

-Leite, iogurte, coalhada, ricota, queijos em ­geral
-Sardinha, bacalhau e peixe
-Rúcula, salsa, couve, manjericão, brócolis, espinafre, agrião, sementes de gergelim e linhaça
-Ameixa preta, damasco, figo, laranja, morango
-Amêndoas, gelatina, chocolate, sucos de frutas, cereais e pães

Cidade de São Paulo registra surto de hepatite A, com mais de 500 casos em 2017 ...

04/10/2017

Quantidade de casos de pessoas com hepatite A na cidade de São Paulo é nove vezes maior do que no ano passado
Secretaria Municipal da Saúde afirmou que só este ano 517 casos foram registrados na capital paulista; doença pode ser transmitida por contato com fezes de pessoas doentes, relação sexual ou alimentos e água contaminados


Um surte de hepatite A está afetando a cidade de São Paulo neste ano. Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, até 16 de setembro, 517 casos da doença haviam sido registrados. Comparado ao mesmo período do ano passado, apenas 54 casos tinham sido notificados.

Por enquanto, a epidemia de hepatite A está concentrada na capital paulista, que é responsável de mais de 90% dos casos de pessoas infectadas no Estado, em 2016 a participação era menor, com apenas 40% dos registros.

Apesar de ser considerada menos grave do que as demais hepatites, a do tipo 

A causa inflamação no fígado e é uma virose de fácil contagio, basta o contato com as fezes de alguém com a doença ou alimentos e água contaminados.

Conforme divulgado pela secretaria, de todas as notificações neste ano, apenas dois pacientes foram a óbito e quatro casos tiveram o comprometimento do órgão, necessitando de um transplante de fígado.

Transmissão por relação sexual

Outro meio que pode fazer com que a doença seja transmitida são as relações sexuais orais e anais sem o uso de preservativos. 

Descuidos com a higiene podem aumentar ainda mais a contaminação.


Segundo a médica Geraldine Madalosso, da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, o aumento dos casos pode ser relacionado aos relacionamentos homossexuais, já que a incidência da doença é maior entre jovens de 20 a 39 anos que tenham relações sexuais com outros homens.

Prevenção

A vacina contra a condição está disponível pelo Sistema Único de Saúde para crianças entre 1 e 2 anos e pessoas com vírus HIV. 

Porém, qualquer pessoa pode ter acesso ao imunizante na rede particular.

Lavar as mãos antes de comer e preparar as refeições podem ser algumas das medidas de prevenção da hepatite A. 

Além disso, evitar o consumo de alimentos crus, beber apenas água potável, e praticar sexo anal e oral sempre com o uso de preservativos são outras dicas que ajudam a evitar a doença.

Cuidado com a Síndrome do Túnel do Carpo...

04/10/2017 

Quem digita por muito tempo ou passa os dias tocando instrumentos pode acabar sendo vítima da Síndrome do Túnel do Carpo, que afeta um nervo entre a mão e o punho ...
Ações repetitivas com as mãos, como a digitação, são a principal causa do problema entre a mão e o punho...

Usados durante o dia quase todo, a mão e o punho apresentam uma variedade de funções e, por serem muito demandados, podem sofrer problemas que afetam a rotina do paciente. 

Uma doença resultante do trabalho repetitivo desses membros é a Síndrome do Túnel do Carpo, segundo a fisioterapeuta carioca Ana Gil.

"A síndrome é sinalizada por dor, dormência e formigamento na mão causado por compressão de um nervo [no canal do carpo] no punho, podendo os sintomas irradiarem também para o antebraço e o braço. 

Ela é comum em músicos, digitadores, escritores, costureiras e qualquer pessoa que trabalha com atividades manuais e que repetem os mesmos movimentos das mãos e punhos. 

Digitar em um teclado de computador é provavelmente a causa mais comum desta síndrome", esclarece a especialista.

Ana Gil ressalta que a principal causa da Síndrome do Túnel do Carpo é a Doença Ocupacional Relacionada ao Trabalho (DORT), gerada por movimentos repetitivos, como digitar ou tocar instrumentos musicais. 

Existem também outras causas: traumáticas, provenientes de quedas e fraturas; inflamatórias, como a artrite reumatoide; hormonais, ligadas à gravidez e à menopausa; decorrentes do diabetes mellitus; e geradas por medicamentos. 

Além disso, alguns tipos de tumores podem levar ao surgimento da síndrome.

A dor na região do punho, normalmente, é pior à noite, podendo ser tão intensa que chega a acordar a pessoa. 

"Em alguns casos, pode vir associada de irradiação, que chega ao braço e ao ombro. A flexão intensa dos punhos tende a piorar os sintomas de dormência e dor", completa a fisioterapeuta.

O tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo é feito essencialmente por meio da fisioterapia, podendo incluir repouso, uso de gelo e talas para o punho, injeções de cortisona ou cirurgia. 

"Exercícios de alongamento terapêutico podem melhorar a flexibilidade e a condição física, restaurando a função e a qualidade de vida", comenta Ana Gil.