FAZER MUSCULAÇÃO RETARDA AVANÇO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA, APONTA ESTUDO...

7 de agosto de 2018

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Aarhus apontou que treinos de musculação afetam positivamente o cérebro de portadores de esclerose múltipla...

Segundo dados da Federação Internacional de Esclerose Múltipla, a doença cujos sintomas se refletem no sistema nervoso afeta cerca de 40 mil brasileiros.

Perda de visão, fraqueza, fadiga, comprometimento da coordenação motora estão na lista dos principais sinais. 

No entanto, eles variam de acordo com a seriedade do quadro e as características de cada um. 

Ao passo em que alguns não apresentam os sintomas, outros precisam conviver com sua manifestação crônica no decorrer da vida.

Apesar dos resultados benéficos que a prática de exercícios traz para o cérebro de pessoas que sofrem com essa condição serem palpáveis, a ciência ainda não foi capaz de descobrir como esse processo acontece. 

A ginástica ainda é capaz de melhorar características fundamentais como o equilíbrio e o tônus dos músculos.

No entanto, é importante que todo paciente consulte um profissional adequado e especializado nas implicações da condição degenerativa para desenvolver um treino personalizado de acordo com as limitações específicas de cada um. 

Por exemplo, se o paciente tem problema de visão ou de movimentação, alguns ajustes na rotina precisarão ser feitos.  

É importante que todo o tipo de decisão siga as recomendações do especialista que acompanha o paciente. 

A prática não pode interferir, em hipótese alguma, no tratamento que consiste no uso de medicamentos imunossupressores e fisioterapia para fortalecer o sistema imunológico e retardar as características progressivas da doença.

Confira abaixo algumas orientações para pessoas que possuem a doença e estão começando a praticar atividades físicas:

1#Siga o seu próprio ritmo e comece aos poucos.

2#Nada de praticar exercícios físicos debaixo do sol ou em lugares muito frios.

3#Sempre leve consigo uma garrafinha d’água e mantenha-se hidratado antes, durante e após a prática.

4#Se você for adepto da natação, prefira nadar em água morna. A temperatura deve ser de 26ºC a 30ºC.

5#Tome cuidado para não se machucar, principalmente a cabeça.

6#A atenção deve ser redobrada se você pratica algum tipo de luta como boxe, por exemplo.

7#Para driblar a fadiga, prefira treinar de manhã, pois é normalmente o horário em que o corpo dispõe de mais energia.

SAIBA COMO PREVENIR AS QUEDAS DE IDOSOS...

06/08/2018

A falta de equilíbrio nos idosos pode ter diferentes causas...

Não adianta tentar frear o processo natural: todos nós vamos envelhecer um dia. São os cabelos brancos que surgem, a capacidade auditiva que diminui, e o equilíbrio, que era nosso maior orgulho, começa a ficar na ‘corda bamba’. 

E não é para menos: o envelhecimento compromete a habilidade do sistema nervoso central em realizar o processamento dos sinais vestibulares, visuais e proprioceptivos, ou seja, a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo.

De acordo com a otorrinolaringologista do Hospital Otorrinos Curitiba Franciane Vargas, diversos fatores podem contribuir para a falta de equilíbrio nos idosos, que se torna mais frequente a partir dos 70 anos.

“As principais causas de falta de equilíbrio nos idosos são as patologias crônico-degenerativas, com a perda de massa e força muscular; distúrbios do sono; abuso de bebidas alcoólicas; medicamentos psicoativos; baixa acuidade auditiva; baixa acuidade visual (capacidade do olho para distinguir detalhes espaciais); hipertensão; anemia; diabetes; hipotireoidismo e sedentarismo”, explica a especialista.

Sintomas

As tonturas, aponta Franciane, são sintomas extremamente frequentes em todo o mundo, ocorrendo em todas as faixas etárias, principalmente em adultos e idosos. “Até os 65 anos de idade, a tontura é considerada o segundo sintoma de maior prevalência mundial. Após esta idade, seria o sintoma mais comum”, acrescenta.


Todo idoso vai ter problema com equilíbrio?

Essa é uma dúvida muito comum entre os pacientes. Vale lembrar que aproximadamente 35% dos idosos caem ao menos uma vez por ano. A lesão acidental é a sexta causa de mortalidade em pessoas idosas.

As doenças que acometem os idosos podem ser fatores coadjuvantes nos distúrbios de equilíbrio. A otorrino listou algumas causas que predispõem a quedas:

Cuidado com o excesso de medicamentos!

:: Tipos e excesso de medicamentos: cerca de 3.000 medicamentos são citados como possíveis causadores de tontura e vertigem. Os efeitos indesejáveis causados pelo excesso e pela interação medicamentosa são incontáveis;

:: Visão: as causas principais de visão prejudicada são glaucoma, degeneração macular, retinopatia diabética;

:: Ortopedia: artrite, osteoporose, sequelas de fraturas, anquiloses (rigidez completa ou parcial de uma articulação);

:: Cardiovascular: hipertensão, cardiopatias;

:: Neurológico: história de Acidente Vascular Cerebral, insuficiência vertebrobasilar, ESCLEROSE MÚLTIPLA;

:: Endocrinológica: aumento de incidência de diabetes trazendo consequências à retina e ao labirinto, distúrbios da tireoide, obesidade;

:: Sedentarismo.

Previna as quedas

Os familiares devem ficar atentos aos sinais da falta de equilíbrio nos idosos. A queda costuma ser o principal indicativo e, caso isso aconteça com frequência, é importante uma avaliação médica rigorosa.

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No banheiro, prefira os tapetes antiderrapantes.
E para preveni-la, a família tem papel fundamental nesse processo, como observar a disposição dos móveis em casa, o tipo de calçado utilizado, se há tapetes no ambiente, entre outros.

“Todo cuidado é pouco. Em casa, elimine objetos e móveis desnecessários. Evite o uso de roupas folgadas e longas nos idosos que possam enganchar em objetos ou móveis. Atente, também, para os animais domésticos, seus brinquedos e recipientes com água. Outra dica importante são as escadas e os tapetes muito lisos. No banho, vale usar os tapetes antiderrapantes. Verifique, ainda, se os calçados estão bem adaptados aos pés, e nunca levante no escuro. Providencie, se possível, um interruptor de luz ao lado da cama ou um abajur”, orienta a especialista.

Treine o equilíbrio!

Pode parecer estranho, mas é possível, sim, “treinar” o equilíbrio. Segundo a otorrino, a prática esportiva em geral melhora o equilíbrio corporal, como exercícios para o fortalecimento corporal, desenvolvimento da agilidade, coordenação e força muscular.

“Vale lembrar, ainda, que quando o paciente cuida da saúde, os problemas com o desequilíbrio são amenizados. 

As dicas principais são: 

manter uma dieta saudável com ingestão de cálcio e vitamina D, reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas, consultar um otorrinolaringologista e cuidar da audição. 

Manter-se sempre ativo e tomar as medicações corretas indicadas pelo médico é fundamental para uma vida mais tranquila, com qualidade e feliz”, finaliza Franciane.

Sobre Franciane Vargas

Franciane Vargas é médica otorrinolaringologista, especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervico Facial (ABORCCF), tem fellowship em Otoneurologia pela Universidade de São Paulo (USP). É especialista em doenças/ distúrbios do ouvido e labirinto. É preceptora do serviço de Residência Médica em Otorrinolaringologia da PUC-PR e  do Hospital Angelina Caron.

Sobre o Hospital Otorrinos Curitiba
O Hospital Otorrinos Curitiba é a mais nova referência no atendimento da área de otorrinolaringologia da capital paranaense. Inaugurado em setembro de 2015 no bairro Mercês, o hospital possui estrutura moderna, excelente localização, tecnologia de ponta e profissionais altamente renomados para oferecer o melhor atendimento aos pacientes.

Em outubro de 2017, foi inaugurado o moderno Centro Cirúrgico, localizado na ala anexa. Com capacidade para realizar três cirurgias ao mesmo tempo, o Centro Cirúrgico conta com quartos e enfermarias, e oferece total segurança e conforto aos pacientes que necessitarem de procedimentos na área de otorrinolaringologia e demais especialidades.

O Hospital Otorrinos Curitiba possui horário de atendimento diferenciado: de segunda a sábado, das 8h às 22h, domingo, das 8h às 19h, feriados, das 8h às 20h. Para maior comodidade dos pacientes, possui estacionamento no local.

O hospital atende aos seguintes convênios: Unimed, Amil, Agemed, Bradesco Saúde (somente consultas eletivas), Evangélico Saúde, Fundação Copel, Fundação Sanepar, ICS, Saúde Caixa, Voam e particular.

Serviço:

Hospital Otorrinos Curitiba

Rua Doutor Roberto Barrozo, 1381, 1º andar – Mercês

Telefone: (41) 3335-0302

Site: www.otorrinoscuritiba.com.br

Facebook: www.facebook.com/OtorrinosCuritibaPR/

EQUOTERAPIA PROPORCIONA ALÍVIO NOS SINTOMAS DO ESTRESSE...

6 AGO 2018

O cavalo como instrumento de reabilitação e equilíbrio, busca o desenvolvimento físico, psíquico e social do indivíduo...

A equoterapia, é um tipo de terapia que utiliza os cavalos e, pode ser indicada como recurso terapêutico na fisioterapia porque ela alcança inúmeros benefícios posturais, O andar do cavalo provoca uma série de reações no corpo do paciente, fazendo com que ele esteja sempre em busca do seu próprio equilíbrio...

Ela serve para complementar o tratamento de indivíduos com deficiências ou necessidades especiais, como a síndrome de Down, paralisia cerebral, derrame, ESCLEROSE MÚLTIPLA, hiperatividade, autismo, estresse, crianças muito agitadas ou com dificuldade de concentração...


O cavalo como instrumento de reabilitação e equilíbrio, busca o desenvolvimento físico, psíquico e social do indivíduo, além de uma melhor autonomia, enfatiza Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News ( www.revistaecotour.tur.br).

Para o tratamento de deficientes com cavalo é necessário frequentar um local específico, pois o cavalo deve ser manso, dócil e bem treinado para que os resultados do tratamento não sejam comprometidos. 

Durante todas as sessões é importante, além do treinador do cavalo, a presença de um terapeuta, Geralmente, as sessões duram cerca de trinta minutos e são realizadas uma vez por semana. o cavalo deve ser manso, dócil e bem treinado para que os resultados do tratamento não sejam comprometidos.

O contato direto do praticante com o animal provoca grande satisfação, é possível sentir respeito, carinho, segurança, além da imensa sensação de liberdade.

O ambiente deve estar localizado longe da agitação do centro da cidade, propiciando um contato mais estreito com a natureza, se transformando num momento relaxante para os praticantes. 

Além disso, a troca de carinho com o cavalo também contribui para aliviar as tensões e melhorar a postura que pode ser prejudicada devido ao cansaço do corpo, afirma Vininha F. Carvalho.

Os profissionais que atuam nesta área devem estar preparados para se dedicar àqueles que precisam de atenção, superando as dificuldades sempre com bom humor e deixando os praticantes sempre à vontade durante as sessões. 

Precisam saber trabalhando para minimizar os sintomas que rodeiam os vários tipos de doenças físicas e mentais. A depressão, a tristeza, fortes dores de cabeça, síndrome do pânico podem receber um grande auxilio na recuperação e tratamento através desta terapia.


EVENTOS VÃO CONSCIENTIZAR SOBRE ESCLEROSE MÚLTIPLA...

04 AGO 2018

No Bairro do Saboó, em Santos, 500 pessoas são monitoradas pela AlsapEM na Vila Pantanal...
A ESCLEROSE MÚLTIPLA é a doença autoimune do sistema nervoso central que mais acomete jovens adultos no mundo inteiro...

A Associação do Litoral Santista dos Amigos e Portadores de Esclerose Múltipla (AlsapEM) vai promover a partir deste domingo (5) uma série de eventos para conscientizar a população sobre a doença neste mês, como parte da campanha nacional “Agosto Laranja”.

A esclerose múltipla é a doença autoimune do sistema nervoso central que mais acomete jovens adultos no mundo inteiro.

Não se sabe o que causa a doença e ainda não há cura, mas já existem diversos tratamentos eficazes para a doença.

Dentre seus principais sintomas estão: fadiga, problemas de visão (diplopia, neurite óptica, embaçamento), problemas motores (perda de força ou função; perda de equilíbrio), alterações sensoriais (formigamentos, sensação de queimação). A especialidade médica que diagnostica e trata a esclerose múltipla é a neurologia.

A presidente da AlsapEM, Ana Bernarda dos Santos, de 58 anos, ressalta a importância do diagnóstico precoce para o tratamento. Atualmente, a entidade, situada na Vila Pantanal, no Saboó, dá monitoramento para cerca de 500 pessoas na Baixada Santista.

Ela relata que teve um diagnóstico tardio da doença na rede pública de saúde, somente cinco anos depois do início.

Ana diz que em 10 de outubro de 2010 não acordou a mesma pessoa, sem conseguir se locomover.

 “Eu não mexia mais os braços, não mexia as pernas”. Ela era encarregada de limpeza em Santos e teve que parar de trabalhar.

Dali em diante, conforme o relato dela, houve uma série de consultas ao longo dos anos até a identificação da enfermidade em 2015.

Entre as sequelas, segundo Ana, trombose e dificuldades permanentes de locomoção.

Missão

A AlsapEM, segundo Ana e as demais representantes da entidade, nasceu em 2018” da luta e vontade de portadores, amigos e familiares que buscavam uma visão diferente e mais inclusiva”.

“Atuamos através de reuniões mensais com assuntos relevantes à esclerose múltipla e eventos inclusivos, trazendo aos portadores e amigos mais informações e o retorno, para muitos, de uma vida social e buscando sempre uma visão mais otimista da patologia”, afirmam.

“Divulgar é conscientizar. Conscientizar é minimizar os estragos que a esclerose múltipla causa no portador ou familiar, principalmente nos fatores psicológico e social. “É trazer a luz aos que desconhecem sobre a doença, é trazer alento àquele que a descobre”, afirmam.

Colaboração

Pessoas que desejem colaborar com o trabalho da AlsapEM podem entrar em contato pelos telefones (013) 3296-1196 e (013) 98131-8310.

Programação AlsapEM

5/8 às 8h – Treinão em Movimento
Evento em parceria com a AGEM – Associação de Goiânia, que acontecerá em vários estados ao mesmo tempo.
Praça das Bandeiras em Santos/SP – Orla da Praia
Treino físico com professores de Educação Física-  várias modalidades

5/8 às 9:30h – 1ª Caminhada ­EsclerOUSADOS – Ousando a Cada Passo
Saída da Praça das Bandeiras – pela Orla da praia até à Av. Conselheiro Nébias
Apoio da Escola de Enfermagem Modelo

6/8 às 19h – Pra cuidar de quem cuida
Lançamento de projeto de Apoio a Familiares e Cuidadores de EM sob orientação da psicóloga Thaís Santos
somente para familiares e cuidadores
Estação da Cidadania – Av. Ana Costa – Campo Grande ao lado do Extra Santos/SP

9/8 às 19h – Encontro Mensal
Palestra da graduanda em Educação Física Stefanie Verissimo
Com a palestra “ A Importância do Fortalecimento Físico para a EM” e apresentação de Resultados de Projeto de Força a Água realizado na UNIMES com pacientes de EM
Rua Júlio Conceição 238/240 – Vila Mathias- Santos/SP

11/8 das 11h às 18h – 2º Bazar ­EsclerOUSADOS
Artesanatos, livros, alimentos, brechó, várias artesãs pacientes de EM
Pça Champagnat s/n Encruzilhada – Santos/SP – Sociedade de Melhoramentos da Encruzilhada

19/8 das 11h às 17h – PIC NIC Solidário EsclerOUSADOS na Lagoa
Lagoa da Saudade, no quiosque 5 Morro da Nova Cintra – Santos/SP
* Cada família leva um prato e bebida para confraternização e atividade ao ar livre

• Eventos da campanha entre 21 a 30 de agosto serão divulgados posteriormente pelo jornal.

Estudo epidemiológico inédito mapeará perfil de pacientes com esclerose múltipla no ABC...

25/07/2018

Andre da Silva, Dra. Margarete Carvalho e Ana Paula Tardelli durante mutirão de esclerose múltipla na FMABC, em maio
Em fase de aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FMABC, trabalho da disciplina de Neurologia contará com novos mutirões até meados de 2019



A disciplina de Neurologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) deu início neste ano ao primeiro estudo epidemiológico em esclerose múltipla da região do ABC Paulista. 

Trata-se de trabalho multidisciplinar e abrangente, que pretende traçar o perfil dos pacientes da região a partir de avaliações com médicos neurologistas, dermatologistas e otorrinolaringologistas, psicólogos e fonoaudiólogos – estes últimos, responsáveis pelas áreas de disfagia (dificuldade de engolir), voz e olfato. Médicos residentes e alunos de Medicina completam a equipe da pesquisa, que está em fase de aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa da FMABC (CEP).

Até meados de 2019 serão diversos mutirões para avaliação multidisciplinar de 200 pacientes da região do ABC – todos cadastrados nos ambulatórios da FMABC. 

O primeiro ocorreu em 12 de maio e recebeu 20 pacientes. “Este é um estudo amplo, pelo qual buscamos conhecer o perfil das pessoas com esclerose múltipla nas sete cidades do ABC. 

Os aspectos epidemiológicos e de saúde são avaliados, bem como a rotina de tratamento desses pacientes e as sequelas deixadas pelos surtos que acompanham a evolução doença”, detalha a Dra. Margarete de Jesus Carvalho, professora de Neurologia e coordenadora do Ambulatório de Distúrbios de Movimento da FMABC.

Segundo a especialista, em novembro de 2017 foi realizado o projeto piloto do estudo, quando foram convocados seis pacientes para passar com a equipe multiprofissional na Faculdade de Medicina do ABC. 

“Queríamos ter ideia da aceitação deste projeto junto aos pacientes e também do tempo necessário para realizar as entrevistas e todas as avaliações no mesmo dia, tanto com os médicos quanto com os psicólogos e fonoaudiólogos”, explica Dra. Margarete, que acrescenta: “A experiência inicial foi muito positiva e encaramos o desafio de um mutirão maior, em maio deste ano, para 20 pacientes. Novas edições serão programadas, conforme a agenda dos profissionais envolvidos no trabalho”.

Para a aluna do 3º ano de Medicina, Camila Sando, além da questão assistencial, a pesquisa proporciona “uma visão mais abrangente sobre as pessoas, sobre o que elas sentem, e não apenas da doença que elas têm”. A aluna completa: “Você acaba descobrindo os medos do paciente, as preocupações e o que ele ainda não entendeu. 

Vemos claramente a confiança no profissional, o que é muito bom. Considero que a humanização é o ponto que mais me agrada neste trabalho. Claro que também é muito importante a questão multidisciplinar da patologia. Mas esse acompanhamento pessoal, estar próximo, íntimo do paciente, é a maior contribuição para os acadêmicos nesse tipo de atividade”.

ACOMPANHAMENTO CONTÍNUO

Moradora de São Bernardo, Ana Paula Tardelli, de 36 anos, aprovou a iniciativa ao participar tanto do projeto piloto quanto do primeiro mutirão. 

“Achei a ideia da pesquisa muito interessante. Pude passar com vários especialistas no mesmo dia, o que facilita muito, porque no SUS (Sistema Único de Saúde) as consultas costumam demorar. Além disso, se tivesse algum problema, no próprio mutirão o pessoal da faculdade já fazia o encaminhamento. Graças a Deus não foi o meu caso e comigo estava tudo bem”, revelou a paciente, ao destacar o trabalho da Fonoaudiologia, que disponibilizou canetas com odores diversos para testar o olfato dos pacientes.

Ana Paula Tardelli foi diagnosticada com esclerose múltipla em julho de 2011. 

Segundo a paciente, os primeiros sintomas começaram em 2007, mas o diagnóstico veio somente anos mais tarde. 
“Hoje estou bem melhor, tomando os remédios corretos. Antes eu caía muito e não sabia o motivo. 

Tive intercorrências da doença, mas estou muito melhor do que antigamente”, revela a paciente, que conta outro ponto positivo do tratamento: conheceu o namorado na Faculdade de Medicina do ABC, na sala de espera pela consulta de Neurologia. “O Andre também era paciente da Dra. Margarete e foi assim que nos conhecemos, há mais ou menos uns três anos. O tempo passou e já moramos juntos há dois anos”.