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Vamos prestigiar o evento que será realizado dia 31/08/2019 como apoio do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)...Inscrições para o evento no email...

eventoempoa2019@gmail.com


Esclerose múltipla é o principal fator de incapacidade em adultos jovens.

17/08/19

Ao acordar numa manhã de sábado, em maio de 2017, com um braço e a barriga dormentes, a bióloga Aline Melo percebeu que era o momento de procurar um médico e investigar o que sentia. Em agosto daquele ano, ela descobriu que tinha esclerose múltipla — uma doença neurológica, crônica e autoimune, cujos anticorpos atacam o sistema nervoso central.

— Os médicos acreditam que a doença começou em 2015, quando eu tentei levantar da cama e não consegui de tão tonta que eu estava. Fiz tratamento para labirintite e não melhorou nada — lembra a jovem, que tem 25 anos.

A esclerose múltipla é mais comum nas mulheres (com prevalência de duas para cada homem), com idades entre 20 e 40 anos, e brancas. Isso não significa que a doença não possa aparecer em pessoas fora destas características.

— Esta é a principal causa de incapacidade não traumática em adultos jovens — afirma Gutemberg dos Santos, coordenador do Departamento Científico de Neuroimunologia da Academia Brasileira de Neurologia Regional Rio de Janeiro.

A esclerose múltipla ataca a bainha de mielina, uma capa gordurosa que protege as células nervosas. Ela é responsável pela rapidez dos impulsos nervosos.

— Quando essa região fica inflamada ou começa a ser degenerada, observamos uma lentificação ou até mesmo a interrupção de alguns impulsos nervosos. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, melhor será a evolução da doença— explica o médico.

Para chamar a atenção do público em geral para a doença, está montada hoje a Mini Casa da Esclerose Múltipla na Universidade Estácio de Sá do Rio Cumprido, das 9h às 17h.

— Um evento como este é muito importante porque, como a esclerose múltipla é considerada uma doença rara no Brasil, poucas pessoas a conhecem. E a falta de informação pode gerar muitos preconceitos — diz Aline, uma das personagens da exposição.





Tremedeira no olho pode ser causada por estresse e até mesmo tumores...

Estresse, excesso de cafeína, ansiedade e falta de sono são as causas mais comuns relacionadas ao tremor...

Tremor nas pálpebras: causas vão de estresse a tumores...

Em dias de estresse, ansiedade, falta de sono e excesso de cafeína, um sinal de que algo não vai bem está no olhar: pálpebras tremendo. Embora essas sejam as causas mais comuns do tremor (aquele repuxar quase imperceptível que só sente quem prestar atenção), especialistas indicam que quem tem os sinais com frequência deve ir ao médico.

"Na maioria das vezes, o fenômeno neurológico não implica em nenhuma doença, conforme explica Gustavo Franklin, médico neurologista do hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC/UFPR), mas é preciso um olhar de especialista, visto que os tremores podem ter causas variadas.

Quando falamos de pálpebras tremendo, remetemos a vários fatores. O estresse está relacionado àquela contração involuntária, rápida, geralmente unilateral [um lado só], chamada de mioquimia. 

É o movimento involuntário de contração de uma fibra muscular nas pálpebras. Mas nem tudo é mioquimia, reforça o médico. 

Doenças que puxam a pálpebra

Há contrações que, ainda que ocorram de um lado do rosto, acabam por puxar o olho ou mesmo fechá-lo totalmente. Em outros casos, o tremor fecha os dois olhos ao mesmo tempo. Esses dois sintomas não são decorrentes do estresse ou excesso de cafeína, mas de doenças mais importantes.

“Podem ter causas que o desencadeiem, como a presença de um tumor, ou mesmo ter causa idiopática, desconhecida. A própria mioquimia pode ocorrer por uma doença neurológica, como a esclerose múltipla ou tumores cerebrais. Mas, nesse caso, [os tremores] são mais repetitivos”, reforça Franklin.

Algumas contrações são tão significativas que, além da pálpebra, acabam afetando outros grupos musculares no rosto, como a língua. “A mioquimia, na maioria das vezes, é benigna e idiopática. 

A minoria é causada pela Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) ou tumores do tronco cerebral. Mas grande parte das vezes a causa é benigna”, diz o neurologista. 

De acordo com Reginaldo Oliveira Filho, hospitalista clínico do hospital São Vicente, em Curitiba, há ainda causas oftalmológicas que podem resultar em tremores. 

“Existem algumas doenças oculares que fazem isso, como a ceratite, doença da córnea, e doenças neurológicas, que atuam na placa neuromotora e que se manifestam como esses espasmos musculares”, diz."

"O que diferencia esses casos dos espasmos benignos é a intensidade do sintoma: “Se for algo esporádico, e em um movimento pequeno, geralmente a causa é estresse ou cansaço. Mas se é algo que atrapalha a vida do paciente, então é preciso investigar”, completa o hospitalista clínico.

Tratamentos

A primeira etapa para o tratamento dos tremores nas pálpebras, conforme explica Reginaldo Oliveira Filho, hospitalista clínico, é a anamnese do paciente, ou uma entrevista, que verifica a frequência do sintoma e outros detalhes de estilo de vida.

“Assim é possível mensurar se tem algum fator de risco, ou sintomas de outras doenças que podem trazer o tremor. 

Pessoas com rinite, por exemplo, podem coçar o olho, gerar uma inflamação, e favorecer o tremor. Problemas com o olho seco, decorrente de alguma medicação, também podem levar ao tremor”, reforça o médico.

Os tratamentos visam atingir a causa principal do sintoma — seja reduzindo o estresse ou a condição que levou ao tremor. 

Quando é algo que atrapalha a qualidade de vida, há inúmeras alternativas, como a aplicação da toxina botulínica. 

Se a causa for uma deficiência em nutrientes ou vitaminas, a suplementação pode ajudar”, diz o hospitalista."



Projeto desenvolve ferramentas que ajudam a lidar com a esclerose múltipla...

23.04.2019
O objetivo é ajudar os pacientes a lidarem com a doença e capacitá-los para o plano terapêutico...
Um grupo de profissionais de saúde desenvolveram uma ferramenta de apoio para os familiares e doentes de esclerose múltipla, que ajuda os pacientes a lidarem com a doença e os capacita para o plano terapêutico.

"Para as pessoas viverem com uma doença crónica, como é o caso da esclerose múltipla, é importante que tenham conhecimento sobre ela e o estilo de vida a adotar para lhe fazer face", disse à agência Lusa a enfermeira Berta Augusta, uma das mentoras de quatro guias visuais de aprendizagem sobre a doença.

Segundo a enfermeira do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), "é importante que os doentes aprendam e saibam gerir os sintomas porque, quanto mais sobre a terapêutica, melhor".

"É o conhecimento que me capacita para eu fazer a autogestão da minha doença", sublinhou.

A construção de quatro guias visuais sobre a condição da doença e suas implicações na vida do doente e família/cuidador foi trabalhado pelas enfermeiras Berta Augusto, Isabel Ribeiro e Liliana Escada, do CHUC, e por Ana Matilde Cabral e Rita Simões, enfermeira e neurologista do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

O projeto chama-se "Percursos da EM - Olhar, Pensar e Agir na Esclerose Múltipla" e já foi certificado pela Organização Internacional de Enfermeiros de Esclerose Múltipla, a primeira e única organização mundial focada exclusivamente nas necessidades e objetivos dos profissionais que acompanham este tipo de doentes.

Os guias serão utilizados em sessões educativas em grupo, num máximo de 10 pessoas, sob a orientação de um enfermeiro, funcionando como estímulo para a partilha de experiências e vivências e permitem aos doentes rever conceitos aplicados à doença, possibilitando a aquisição de conhecimentos.

Cada guia é dedicado a um tema diferente: "A Viagem pela Esclerose Múltipla - Gestão da Doença" (sistema nervoso central, mecanismos fisiopatológicos, tipos de doença, factos e mitos acerca da doença, consequências sociais, principais sintomas), "Mercado Sustentável - Estilo(s) de Vida Saudável" (alimentação, exercício físico, atividades recomendadas e não recomendadas, hábitos de vida saudável), "Parque Sintomático - Gestão de Sintomas" (conselhos para o doente gerir os seus sintomas visuais, sensitivos, sexuais, de equilíbrio, cognitivos, motores, entre outros), e "Marina Terapêutica - Gestão Terapêutica" (apoio na gestão da terapêutica, explicando formas de administração, posologias das terapêuticas disponíveis).

"Esta ferramenta é um recurso visual, com imagens muito bonitas que falam sobre a doença e todos os seus aspetos, mas tem particularidades interessantes, desde logo a interatividade do guia de aprendizagem, que faz com que as pessoas se vão envolvendo e sendo esclarecidas", sublinhou a enfermeira Berta Augusto.

O projeto foi apresentado no dia 13 de abril a um grupo de enfermeiros do CHUC e vai testado em pessoas com esclerose múltipla desta unidade e no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

Ainda não existe data para o início dos testes nas duas estruturas hospitalares, mas Berta Augusto gostaria "que ainda fosse antes do próximo período de férias, em junho ou julho, ou então logo no início de setembro".


Aposentadoria por Invalidez: Veja se você tem direito a receber 25% a mais...

9 de fevereiro de 2019

Muitas pessoas não sabem, ou melhor, desconhecem, os seus direitos, o que é extremamente normal, pois nem os operadores do direito tem conhecimento de todas as centenas de milhares de leis existentes em nosso país. Pois bem, existe uma lei (8.213/91), que dispõe sobre os benefícios da previdência, que enumera uma série de doenças graves e os direitos que os portadores de tais doenças possuem.

Vejam quais são:

· Tuberculose ativa;

· Hanseníase;

· Alienação mental;

· Esclerose múltipla;

· Hepatopatia grave;

· Neoplasia maligna;

· Cegueira;

· Paralisia irreversível e incapacitante;

· Cardiopatia grave;

· Doença de Parkinson;

· Espondiloartrose anquilosante;

· Nefropatia grave;

· Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);

· AIDS;

· Doença com base em conclusão da medicina especializada.

Pois bem, dias desses resolvi deixar o carro em casa e ir de uber a uma audiência trabalhista. Voltando da audiência, o motorista viu que eu era advogado – pelos trajes e pelo local onde me pegou – e meio sem jeito perguntou se poderia fazer uma pequena consulta sobre uma dúvida que tinha, prontamente disse que sim. Então ele me relatou que a mãe dele recebe pensão por morte e que esta acometida de câncer – neoplasia maligna, uma das doenças elencadas como doenças graves.

Pois bem, disse para ele que em caso de aposentadoria por invalidez, quando a pessoa necessita de cuidados permanentes, ou seja, precisa de ajuda para os atos mais básicos da vida, como alimentar-se, tomar banho , passear, etc, o acréscimo seria devido.

Já no caso da mãe dele, que recebe pensão por morte, o acréscimo é discutível, mas na minha visão, apesar de não possuir previsão legal, também seria devido, pois a natureza do auxílio é o mesmo, uma ajuda para aqueles que necessitam de maiores cuidados.

A partir do questionamento dele, resolvi escrever o presente artigo a título de informação as pessoas que por acaso estejam nessa situação e não saibam que tem direito.

Para quem é aposentado por invalidez e possui doença grave elencada na lei, bem como necessitar de cuidados especiais para os atos da vida civil, tem direito a receber o acréscimo de 25% na sua aposentadoria. 

Já para os que recebem pensão por morte, não há previsão legal, mas, por entendimento pessoal, entendo que também teriam direito ao recebimento do acréscimo em sua pensão.