EXAME DE SANGUE DETECTA RESSURGIMENTO DE CÂNCER COM 1 ANO DE ANTECEDÊNCIA...

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27/04/2017

Descoberta pode levar a exame de sangue para detectar sinais de câncer.
A partir de análie de DNA de tumor retirado, cientistas conseguiram rastrear no sangue sinais de câncer em início de formação; descoberta pode levar a novos tipos de remédios.

Médicos britânicos conseguiram identificar o retorno de um câncer um ano antes dos exames tradicionais, em uma descoberta animadora para o combate à doença.

A equipe conseguiu rastrear no sangue sinais de câncer quando este era apenas um pequeno amontoado de células invisíveis a raio-X e tomografia.

Isso deve permitir aos médicos tratar o tumor mais cedo, o que também aumentaria as chances de curá-lo.

O estudo também pode levar a novas ideias para remédios contra câncer, após notar como DNA instável permite a rápida evolução do tumor.

A pesquisa focou em câncer de pulmão, mas os processos estudados são tão básicos que as descobertas devem poder ser aplicadas a outros tipos de câncer.

O câncer de pulmão é o que mais mata no mundo, e o principal objetivo do estudo era acompanhar o seu desenvolvimento - a ponto de se espalhar por todo o corpo.

Exame de sangue

Para verificar se um câncer pode estar voltando, os médicos precisam saber o que exatamente têm de rastrear. Por isso, partiram de amostras de tumores de pulmões removidos durante cirurgias.

Uma equipe no Instituto Francis Crick, em Londres, analisou, então, o DNA defeituoso dos tumores para obter um "mapa genético" do câncer de cada paciente.

A cada três meses, eram realizados exames de sangue para verificar se pequenos vestígios do DNA do câncer teriam reaparecido.

Os resultados, divulgados na publicação científica "Nature", mostraram que a recorrência do câncer pode ser identificada cerca de um ano antes do prazo normal de métodos atuais disponíveis na medicina.

Os tumores costumam ter, em geral, um volume de cerca de 0,3 milímetros cúbicos quando são detectados por exames de sangue convencionais.

Esperança

Para Cristopher Abbosh, do Instituto de Câncer UCL, a descoberta é significativa.

"Nós podemos identificar pacientes para fazerem o tratamento mesmo quando eles ainda não têm qualquer sinal clínico da doença e também monitorar como as terapias estão evoluindo."

"Isso representa uma nova esperança para combater o retorno do câncer de pulmão após a cirurgia, algo que acontece em cerca de metade dos pacientes", afirmou.

Por enquanto, esse novo método tem sido eficiente ao alertar sobre a volta do câncer para 13 dos 14 pacientes que apresentaram reincidência da doença. E a descoberta ajudou também a identificar quem estava livre, sem indícios da doença.

Em teoria, seria mais fácil curar um câncer que ainda está muito pequeno, no início, do que fazê-lo quando ele já está grande e visível de novo.

No entanto, são necessários mais testes para confirmar a eficácia do método.

Chales Swanton, do Instituto Francis Crick, disse à BBC: "Nós podemos agora organizar testes clínicos para responder à questão fundamental - se você tratar a doença das pessoas quando não há evidências de câncer em uma tomografia ou em um raio-X, você terá mais chances de conseguir curá-la?"

Nós esperamos que seja isso. 

Que se nós começarmos a tratar a doença quando existem apenas algumas poucas células cancerígenas no corpo, nós aumentaremos a chance de curar um paciente", completou.

Janet Maitland, de 65 anos, é uma dos pacientes participando dos testes.

Ela viu o câncer de pulmão tirar a vida de seu marido e acabou diagnosticada com a doença no ano passado.

"Era meu pior pesadelo, o câncer de pulmão, então foi como se o meu pior pesadelo se tornasse realidade. Fiquei aterrorizada e devastada."

Ela passou por cirurgia e teve seu tumor retirado - agora os médicos dizem que ela tem 75% de chance de ficar livre da doença pelos próximos cinco anos.

"Eu pensava que nunca mais iria melhorar e agora sinto como se estivesse vivendo um milagre", afirmou.

Evolução

O exame de sangue é, na realidade, a segunda grande descoberta feita pelos cientistas envolvidos em um vasto projeto que pesquisa o câncer.

A primeira descoberta, considerada chave nas pesquisas, foi sobre o papel da instabilidade do DNA na reincidência do câncer.

Diversas amostras de 100 pacientes contendo 4,5 trilhões de pares de bases de DNA foram analisadas. 

O DNA é "empacotado" em conjuntos de cromossomos que contêm milhares de instruções genéticas.

A equipe no Instituto Francis Crick mostrou que os tumores que apresentavam "caos cromossômico" maior - a capacidade de remodelar facilmente grandes quantidades de DNA para alterar milhares de instruções genéticas - tinham mais chances de voltar.

Charles Swanton, um dos pesquisadores, disse à BBC: "Você tem um sistema ali em que uma célula cancerígena pode alterar seu comportamento rapidamente ganhando ou perdendo cromossomos ou partes de cromossomos."

"É a evolução 'bombada'".

Isso permite que o tumor desenvolva resistência a remédios, a capacidade de se esconder do sistema imunológico e de se deslocar para outros tecidos do corpo.

'Animador'

A primeira implicação da pesquisa será para o desenvolvimento de remédios - entendendo o papel-chave da instabilidade cromossômica, cientistas poderão achar formas de contê-la.

"Espero que sejamos capazes de desenvolver novas formas de limitar isso e que possamos reduzir a capacidade de evolução de tumores - e quem sabe até fazer com que eles parem de 'se adaptar'", observou Swanton.

Os cientistas dizem que só estão começando a entender as descobertas que serão possíveis por meio da análise do DNA de cânceres.



HIPERTENSÃO...RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE É FUNDAMENTAL PARA ADESÃO AO TRATAMENTO...

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A doença acomete mais de 15 milhões de brasileiros...

No Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hipertensão Arterial, datado em 26 de abril, segundo calendário do Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) orienta sobre a necessidade da relação médico-paciente ser bem sucedida para que a adesão ao tratamento seja efetivada e proporcione o resultado esperado pelo profissional, com foco na qualidade de vida do indivíduo.

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um problema grave de saúde pública muito frequente no Brasil e no mundo. 

Com o critério atual de diagnóstico de hipertensão arterial (PA≥140/90mmHg), a prevalência na população urbana adulta brasileira varia de 22,3% a 43,9%, dependendo da cidade. 

Recente publicação sobre a análise de prevalência da HAS no Brasil apontou para uma discreta redução nos últimos 30 anos, mas ainda apresenta uma alta taxa média de aproximadamente 30%.

A HAS é um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais, sendo responsável por pelo menos 40% das mortes por acidente vascular cerebral (AVC), por 25% das mortes por doença arterial coronariana (DAC) e, em combinação com o diabetes, por 50% dos casos de insuficiência renal terminal. 

Verifica-se que a hipertensão é um problema de fácil diagnóstico e que não requer tecnologia sofisticada, podendo ser tratada e controlada com medidas não farmacológicas e medicamentos comuns ofertados adequadamente, a um baixo custo, com poucos efeitos colaterais, comprovadamente eficazes e de fácil aplicabilidade em atenção primária.

Embora se tenha demonstrado o potencial de redução da pressão arterial e seu impacto na redução de eventos cardiovasculares, através de mudanças no estilo de vida e no tratamento medicamentoso, observa-se de maneira geral números pouco promissores em relação ao reconhecimento destes hipertensos, seu tratamento e seu controle. Embora se observe um avanço nas últimas décadas, nos Estados Unidos, até os anos 2000, ainda permanecia percentual de reconhecimento da hipertensão de apenas 70%, de tratamento de 59% e de controle de 34%.

Estudos mais recentes mostram uma melhora nas proporções de reconhecimento e tratamento da hipertensão, provavelmente em razão da reorganização dos serviços. 

Contudo os níveis de controle pressórico seguem baixos, constituindo ainda o maior desafio no cuidado aos hipertensos.

Para enfrentar o desafio de melhorar o cuidado de pacientes hipertensos, envolvendo seus pontos críticos, várias intervenções na atenção primária têm sido propostas e testadas. Estas intervenções podem ser dirigidas ao paciente, ao profissional ou a organização do sistema de saúde em si.

A relação médico-paciente deve ser sempre positiva e realizada da melhor forma possível para que o médico estabeleça uma relação de confiança e que se torne uma pessoa na qual o paciente se sinta acolhido e possa contar desde a primeira consulta, os problemas que possam ser reflexivos na saúde, além da evolução do tratamento e dificuldade de adesão da terapia indicada.

Para Trindade, dar voz ao paciente é um dos tópicos mais importantes durante a consulta. “Ouvir e decifrar o que há por trás de todo um problema de saúde que muitas vezes o paciente não consegue descrever é um dos princípios da Medicina de Família. 

Muitos pacientes têm sintomas gerados por fatores econômicos e sociais que refletem diretamente na saúde, além de impactar na adesão e continuidade do tratamento, por isso estabelecer uma relação de confiança, conhecer a realidade daquela pessoa e estabelecer um protocolo de tratamento de acordo com o cotidiano dela é fundamental para controle de doenças como hipertensão”, explica.

Uma das ações válidas é a visita domiciliar, na qual o médico avalia os fatores de risco de cada indivíduo, além de possibilitar ao médico analisar as condições sociais, culturas e econômicas do paciente, adaptando o paciente a um tratamento que seja de maior adesão de acordo com a realidade vivida por ele. 

Além da análise da interação medicamentosa de remédios para controle da hipertensão com outros prescritos por outras especialidades médicas como, por exemplo, para coração, depressão, entre outros, que pode evitar efeitos colaterais e adversos, que possam causar incomodo, desconforto e sintomas que possam levar ao abandono do tratamento proposto.

A não-adesão ao tratamento da hipertensão deve-se a vários fatores, entre eles, por ser de tempo prolongado e, pelo medicamento ser de alto custo, em alguns casos, por isso há a necessidade da análise da condição social do paciente. 

Entre os motivos para o abandono do tratamento estão desconhecimento da importância da continuação do uso do medicamento, custo, medo dos efeitos da mistura com demais medicamentos e álcool. Portanto, cabe ao médico fazer uma análise sobre toda a vida do paciente para checar como a possibilidade de adesão, assim como descontinuidade do uso de medicamentos.

Os médicos de família, especialidade que atua na Estratégia da Saúde da Família,  implementada pelo Ministério da Saúde em 1994, são capacitados para identificar, controlar e prevenir a hipertensão, além de evitar complicações.

A Estratégia da Saúde da Família também tem impacto positivo econômico, pois com o tratamento preventivo e detecção inicial de doenças, como a hipertensão, evita agravos que possam impactar em demandas emergências de pacientes como cirurgias cardíacas emergenciais, internações, entre outros.

Na Atenção Básica, o atendimento integral ao paciente hipertenso precisa levar em conta os diferentes aspectos da saúde dele. Considerada porta de entrada dos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS) com equipes formadas por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde, profissionais de saúde bucal e cirurgião-dentista. 

Esse modelo de atendimento remete a integralidade com atendimento das necessidades reais de cada paciente e de uma comunidade como um todo.


VACINAÇÃO CONTRA GRIPE IMUNIZOU 22 MIL PESSOAS EM SALVADOR

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Este ano, os professores fazem parte do grupo que deve ser imunizado...

Mais de 22 mil pessoas já foram vacinadas contra a influenza (gripe) na capital, desde o início da campanha em 18 de abril, o que corresponde a 3,6% do público alvo. 

A meta da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) é imunizar pelo menos 90% de 673 mil indivíduos para alcançar a cobertura vacinal determinada pelo Ministério da Saúde.

Devem ser vacinadas pessoas a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres que ganharam bebê nos últimos 45 dias), portadores de doenças crônicas e a população carcerária.

A vacina é considerada a melhor medida de prevenção da doença e pode reduzir em até 45% o número de hospitalizações por pneumonias, e até 75% a mortalidade global por complicações da influenza. 

Em 2017, foram registrados 71 casos de doenças causadas por vírus respiratórios em Salvador. 

Devem ser vacinadas pessoas a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres que ganharam bebê nos últimos 45 dias), portadores de doenças crônicas e a população carcerária.

A campanha segue até o dia 26 de maio nos postos de saúde do município, de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 17h. 

Devem ser vacinados os idosos, crianças menores de 2 anos de idade, gestantes, puérperas (mulheres que ganharam bebê nos últimos 45 dias), trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada e pacientes com doenças crônicas.

Confira a lista dos portadores de doenças crônicas com indicação para vacinação:

Categoria de risco clínico

Doença respiratória crônica: 

Asma em uso de corticoides inalatório ou sistêmico (Moderada ou Grave); DPOC; Bronquioectasia; Fibrose cística; Doenças intersticiais do pulmão; Displasia broncopulmonar; Hipertensão arterial pulmonar; Crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade.

Doença cardíaca crônica: 

Doença cardíaca congênita; Hipertensão arterial sistêmica com comorbidade; Doença cardíaca isquêmica; Insuficiência cardíaca.

Doença renal crônica: 

Doença renal nos estágios 3, 4 e 5; Síndrome nefrótica; Paciente em diálise.

Categoria de risco clínico: Indicações

Doença hepática crônica: 

Atresia biliar; Hepatites crônicas; Cirrose.

Doença neurológica crônica: 

Condições em que a função respiratória pode estar comprometida pela doença neurológica; Considerar as necessidades clínicas individuais dos pacientes incluindo: 

AVC, indivíduos com paralisia cerebral, ESCLEROSE MÚLTIPLA, e condições similares; Doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular; Deficiência neurológica grave.

Diabetes: Diabetes Mellitus tipo I e tipo II em uso de medicamentos.

Imunossupressão: 

Imunodeficiência congênita ou adquirida; Imunossupressão por doenças ou medicamentos; Anemia falciforme.

Obesos: 

Obesidade grau III.

Transplantados: 

Órgãos sólidos; Medula óssea.

Portadores de trissomias: 

Síndrome de Down, Síndrome de Klinefelter, Síndrome de Wakany, dentre outras trissomias.

OSTEOPOROSE...O QUE É...SINTOMAS...DIAGNÓSTICOS... EXAMES... PREVENÇÃO ...TRATAMENTOS E CUIDADOS... CONVIVENDO...

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OSTEOPOROSE


Osteoporose é definida como a perda acelerada de massa óssea, que ocorre durante o envelhecimento. Essa doença provoca a diminuição da absorção de minerais e de cálcio.

Três em cada quatro pacientes são do sexo feminino. Afeta principalmente as mulheres que estão na fase pós-menopausa.

A fragilidade dos ossos nas mulheres é causada pela ausência do hormônio feminino, o estrogênio, que os tornam porosos como uma esponja. É a maior causa de fraturas e quedas em idosos.

Os principais fatores de risco de desenvolvimento dessa doença são:

Pele branca;
Histórico familiar de osteoporose;
Vida sedentária;
Baixa ingestão de Cálcio e /ou vitamina D;
Fumo ou bebida em excesso;
Medicamentos, como anticonvulsivantes, hormônio tireoideano, glocorticoides e heparina;
Doenças de base, como artrite reumatoide, diabetes, leucemia, linfoma.

Os locais mais afetados por essa doença são a coluna, o pulso e o colo do fêmur, sendo este último o mais perigoso.
É considerada o segundo maior problema de saúde mundial, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares.


SINTOMAS

Além das fraturas nos ossos e quedas, a perda de massa óssea pode provocar os seguintes sintomas:

Dor crônica;
Deformidades;
Perda de qualidade de vida e/ou desenvolvimento de outras doenças, como pneumonia;
Encolhimento;
Fraturas nas vértebras, provocando problemas gastrintestinais e respiratórios.
As fraturas de quadril podem levar à imobilização da paciente, e requerer cuidados de enfermagem por longo prazo.



DIAGNÓSTICOS

Geralmente, é diagnosticada somente após a ocorrência da primeira queda, pois os sintomas não são perceptíveis.

O principal método para diagnosticar a osteoporose é a densitometria óssea. Esse exame mede a densidade mineral do osso da coluna lombar e no fêmur.

O resultado divide-se em três classificações: normal, osteopenia e osteoporose.

EXAMES

Problema comum nas mulheres após a menopausa, a osteoporose consiste na redução da massa dos ossos, com alterações em sua microestrutura. 

Essa doença torna mais frágil a estrutura óssea da paciente, aumentando a probabilidade de ocorrerem fraturas, que podem ter graves consequências. 

Entretanto, a osteoporose é uma doença silenciosa que, na maioria das vezes, evolui sem sintomas. Mantendo acompanhamento médico regular, é possível identificá-la e iniciar o tratamento o quanto antes.

Densitometria de massa óssea (DMO)

O exame de referência para o diagnóstico da osteoporose hoje é a densitometria de massa óssea. A medida da massa óssea permite determinar o risco da paciente vir a ter fraturas, auxiliando a identificação da necessidade de tratamento. 

Também possibilita avaliar as mudanças na massa óssea com o tempo. O exame é realizado por técnica de DEXA – sigla em inglês para absorciometria por raio X com dupla energia.

O diagnóstico da osteoporose é realizado por meio da avaliação dos antecedentes pessoais da paciente, da avaliação da densidade da coluna lombar e do fêmur proximal, colo femoral e/ou fêmur total e antebraço, segundo os critérios propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A densitometria óssea vai refletir a situação atual da paciente, sendo necessário fazer comparações com exames anteriores para identificar o ganho ou a perda de massa óssea, identificando a evolução da doença ou a eficácia do tratamento. 

O intervalo entre os exames é definido pelo próprio médico, que leva em conta diversos critérios, como sexo e idade do paciente, a precisão da tecnologia empregada, entre outros. Em geral, são recomendados exames com intervalo mínimo de um a dois anos.

As sociedades americanas National Osteoporosis Foundation (NOF) e North American Menopause Society (NAMS) recomendam a realização da densitometria óssea para:

Todas as mulheres com 65 anos ou mais, e nas que tenham doenças que causam perdas ósseas;

Nas mulheres na menopausa ou em transição, com 50 anos ou mais, que tiverem pelo menos os seguintes problemas:

a. uma fratura após a menopausa ou após os 50 anos (exceto no crânio, face, tornozelo ou dedos);

b. magreza ou IMC ≤ 21 kg/m2;

c. pais com história de fratura no quadril;

d. artrite reumatoide;

E.fumantes atuais;

f. ingestão excessiva de álcool (≥ três doses por dia)

Existem também outras indicações para a solicitação de exames de pesquisa de osteoporose, se você está próximo ou já entrou na menopausa procure seu médico.


PREVENÇÃO

A prevenção da osteoporose é feita adotando-se hábitos saudáveis ao longo da vida. É preciso redobrar a atenção após a menopausa, já que a queda dos níveis do hormônio estrógeno acelera o processo de perda de densidade óssea, demandando maiores cuidados para prevenir a doença.

Acredita-se que cerca de um terço das mulheres brasileiras na pós-menopausa desenvolvem a osteoporose. Apesar disso, 80% das mulheres em idade adulta no nosso país desconhecem a relação entre a menopausa e o aumento dos índices dessa doença, que pode causar fraturas e diminuir muito a qualidade de vida da paciente. Dessa forma, é preciso estar informada para os desafios que envolvem a chegada dessa fase: cuidar da saúde ao longo da vida, e ajustar os hábitos nos momentos em que o corpo pedir maiores cautelas.

Um dos elementos fundamentais para garantir a saúde dos ossos é a prática regular de atividade física desde cedo, o que permite alcançar o pico de massa óssea. Exercícios como caminhada, atividades aeróbicas e também com carga contribuem para aumentar um pouco esse índice, que se mantém com a continuidade das atividades.

Por outro lado, cuidar da alimentação também pode fazer a diferença na prevenção da osteoporose. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é importante ingerir alimentos ricos em cálcio diariamente, numa quantidade de 1.000 a 1.300 mg por dia – o equivalente a cerca de três porções de leite e derivados. Por exemplo: um copo de leite (250mg de cálcio), um copo de iogurte (300mg) e uma fatia de queijo (300mg).

Tomar sol é parte importante no processo de prevenção da doença. Os raios solares são necessários para a produção de vitamina D, substância fundamental na manutenção de um esqueleto saudável. A exposição à luz solar nos horários adequados – pela manhã e ao final da tarde – pode fazer a diferença na produção da vitamina, que também pode ser encontrada em alguns alimentos e suplementos vitamínicos. Num país tropical como o Brasil, tomar sol não é problema – ao sair às ruas para realizar as tarefas diárias, já estamos proporcionando à nossa pele as condições necessárias para produzir vitamina D. Dessa forma, é importante que as pessoas da terceira idade mantenham-se ativas, caminhando ao ar livre e repondo o cálcio através da alimentação e suplementos, quando indicado pelo médico.

TRATAMENTOS E CUIDADOS

Os tratamentos atuais para a osteoporose não revertem a perda óssea completamente. 

Como a osteoporose é frequentemente diagnosticada somente após a instalação da doença, considera-se que uma das melhores estratégias sejam as medidas preventivas que retardam ou evitam o desenvolvimento da doença.

Para isso, durante a juventude deve-se melhorar o pico de massa óssea, reduzir as perdas ao longo da vida e evitar as quedas. As principais indicações são:

Alimentação balanceada, com atenção para o cálcio dietético (leite e derivados);
Uso de medicamentos com ingestão de cálcio e vitamina D;
Exposição moderada ao sol, para que ocorra a síntese da vitamina D;
Prática regular de exercícios físicos, como caminhada – que estimula a formação óssea e previne a reabsorção;

Terapia hormonal (para mulheres).

CONVIVENDO

Para amenizar os efeitos da osteoporose é necessária a ingestão de grande quantidade de cálcio. Para isso, são indicados os seguintes alimentos:

Produtos lácteos
Leite 1 xícara 292 mg
Iogurte 1 xícara 415 mg
Queijo cottage 1 xícara 138 mg
Queijo em geral 28 grs 174 mg
 Vegetais
Espinafre (cozido) 1 xícara 245 mg
Brócolis (cozido) 1 xícara 78 mg
 Peixe
Sardinha (enlatada) 100 g 379 mg
Salmão (enlatado) 100 g 237 mg
 Tofu
Firme 1 xícara 516 mg
Regular 1 xícara 260 mg


COMO ENFRENTAR A DOENÇA DE CROHN E A RECOLITE ULCERATIVA...

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15 fev 2017

A Doença de Crohn afeta o organismo como um todo. Mas dá para controlar seus sintomas. 

As doenças inflamatórias intestinais são cada vez mais comuns e não afetam apenas o aparelho digestivo. Saiba como evitar e tratar esses problemas...

As doenças inflamatórias intestinais — nome que reúne a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa —, estão em ascensão entre adultos jovens. 

“Elas têm aumentado nos últimos dez anos e acredita-se que isso não seja apenas fruto do maior número de diagnósticos”, afirma gastroenterologista brasileira Dídia Cury.

Já foram identificados diversos genes ligados a elas, mas é provável que o estilo de vida favoreça sua erupção e as crises. 

Apesar de ainda não conhecermos os mecanismos exatos, o estresse, o tabagismo e a dieta desbalanceada podem influenciar os sintomas e a gravidade do quadro.

As estimativas mostram que essas enfermidades são muito mais comuns no Ocidente — e, ao que tudo indica, os hábitos deste lado do globo pesam a favor de novos casos. 

Além disso, corre a hipótese de que a adoção demedidas de higiene e de extermínio de micro-organismos (desinfetantes e por aí vai) repercuta negativamente no corpo de pessoas com propensão a tais doenças.


Sem vírus e bactérias para enfrentar, o sistema imune delas passa a descontar na flora intestinal. E aí nasce o incêndio. “Estamos diante de problemas complexos, com diversas manifestações, e que precisam ser acompanhados porque comprometem a qualidade de vida”, alerta Dídia.

Como já adiantamos, um intestino em chamas representa ameaça a outros cantos do corpo. 

“Tanto a doença de Crohn quanto a retocolite podem ocasionar manifestações fora desse órgão”, afirma a cirurgiã do aparelho digestivo Angelita Habr-Gama, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. E, por incrível que pareça, às vezes um sinal na periferia aparece antes mesmo do rebuliço dentro da barriga.

“Há pessoas com dores nas articulações motivadas pelo problema que só apresentam mais tarde os sintomas no intestino”, conta Dídia Cury. Essa situação nos permite imaginar a dificuldade em fazer o diagnóstico precoce.

As doenças inflamatórias não poupam os olhos, o fígado nem os rins. Até cálculo renal elas patrocinam! 

“Nessas condições, há muita perda de líquido por causa das diarreias e um aumento na absorção de oxalato, substância que, na urina, pode se transformar em cristal”, explica o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

O estado nutricional também é abatido. 

Dependendo da região do intestino afetada, temos um prejuízo na absorção de vitaminas e outros nutrientes. São razões de sobra para procurar um especialista se houver suspeita de um dos males.

O diagnóstico

“Para fecharmos o diagnóstico, recorremos a exames de imagem, de sangue e métodos como a colonoscopia”, informa Dídia. Detectado o martírio, a ciência dispõe de meios cada vez mais eficazes para controlá-lo.

É difícil falar na cura dessas doenças, mas estamos aprendendo melhor o papel da flora intestinal e como suas alterações repercutem no processo inflamatório. 

Aliado ao tratamento e ao acompanhamento médico, o estilo de vida pode intensificar o socorro ao intestino — daí a recomendação de seguir um cardápio equilibrado, praticar atividade física, aliviar o estresse e não fumar. “Se o problema está controlado, o indivíduo pode levar uma vida normal”, diz Angelita.

Tratamentos à disposição

Há um extenso arsenal terapêutico contra as doenças inflamatórias intestinais. “Mas a resposta ao tratamento varia muito entre os pacientes”, já adianta Angelita Gama.

A primeira frente de batalha é composta de drogas como as mesalazinas e os corticoides. Quando elas não funcionam, entram em cena os medicamentos imunossupressores.

Se esses deixam a desejar, a solução é recrutar a terapia biológica. “São injeções que anulam uma substância inflamatória em alta no organismo e, assim, domam a inflamação exacerbada no intestino”, explica Dídia Cury. 

“Essas drogas mudam, de fato, o curso da doença.”

Mas e se todos os fármacos falharem? “Nesse caso, a solução se encontra em cirurgias que podem ressecar ou remover a área acometida pelo problema”, afirma Angelita.