INFORMAÇÃO AOS PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA



Fonte: ENVIADO PELO NEUROLOGISTA DO HCPA Dr.  Alessandro Finkelsztejn

CASOS DE CORONAVÍRUS NO MUNDO...ATUALIZANDO SEMPRE...

ENQUANTO ISSO...INFORMAÇÃO EM TEMPO REAL...👀

VOLTA E MEIA CLIQUEM NO VÍDEO PARA ATUALIZAR INFORMAÇÕES OK?

TOTAL CASES=TOTAL DE CASOS

TOTAL DEATHS=ÓBITOS

TOTAL RECOVERED=RECUPERADOS

TERRITORES=PAÍSES

FICAR EM CASA É FICAR EM CASA SEMPRE QUE POSSÍVEL AMIGOS(AS)...PREVENÇÃO...



                               FONTEhttps://www.youtube.com/watch?v=qgylp3Td1Bw

Coronavírus...como agir se pessoas com deficiências severas forem infectadas

16 de março de 2020

Geneticista do Instituto Jô Clemente explica o que deve ser feito quando pessoas com sequelas graves, principalmente com restrições respiratórias, contraírem o vírus. Especialista comenta a situação das pessoas com deficiências intelectuais que não conseguem explicar o que estão sentindo e a importância de observar as mudanças de comportamento. Doença já chegou a 120 países, em todos os continentes, com mais de 142 mil infectados e 5 mil mortes. Brasil tem 200 casos confirmados em 15 Estados.

Descrição da imagem #pracegover: No ambulatório do Instituto Jô Clemente, em São Paulo, uma mulher de costas para a câmera veste um jaleco branco. Ela olha para a tela de um computador onde está projetada a imagem de um exame cerebral. Crédito: Divulgação / Instituto Jô Clemente.

Quem cuida de pessoas com deficiências severas, físicas ou intelectuais, precisa ficar alerta e fortalecer as medidas de prevenção ao coronavírus (acompanhe informações em tempo real). Como não há informações abrangentes sobre o vírus, pessoas com condições genéticas ou neurológicas que tomam remédios específicos, têm restrições respiratórias ou dificuldades profundas de comunicação, precisam ser monitoradas com atenção redobrada.

Essa recomendação é voltada principalmente para quem tem sequelas graves provocadas por paralisia cerebral, síndrome de Down, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Atrofia Muscular Espinhal (AME), Esclerose Múltipla (EM), distrofias musculares e outras semelhantes.

“Precisamos lembrar que existem vários tipos de deficiências. Nas deficiências intelectuais leves e moderadas, nossa maior preocupação é com pessoas que não mantêm cuidado diário consigo mesmas, que podem não captar as recomendações sobre higiene e limpeza, além das dificuldades em externar o que estão sentido”, afirma Caio Bruzaca, geneticista do ambulatório de diagnósticos do Instituto Jô Clemente (IJC).

“Quem está ao redor, quem cuida dessas pessoas com deficiência é que precisa perceber o que está acontecendo”, diz o especialista.

“A falta de ar é um dos principais sintomas do coronavírus. Para pessoas com deficiência intelectual grave ou profunda, para quem usa ventilador mecânico para respirar, foi traqueostomizada (orifício artificial criado cirurgicamente no pescoço ou na traqueia), os cuidados devem ser os mesmos prestados aos idosos”, explica o geneticista.

“Além disso, muitas pessoas com deficiência usam remédios específicos ou uma combinação de medicamentos, corticoides, redutores de imunidade, e isso pode agravar o quadro de quem foi infectado pelo coronavírus”, comenta.

Nesta segunda-feira, 16, autoridades internacionais de saúde fizeram um alerta sobre os reflexos do uso de anti-inflamatórios, como ibuprofeno e cortisona, em pessoas infectadas pelo coronavírus. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), destacou que o ibuprofeno deve ser evitado porque esse composto facilita a entrada do vírus nas células.

Correr para o hospital – De acordo com o especialista do IJC, se há suspeita de infecção pelo coronavírus em pessoas com deficiência severas, a melhor providência é procurar atendimento médico imediato. “Nesses casos, tem que correr para o hospital porque cada segundo é importante”, completa Caio Bruzaca.

Conteúdo liberado: confira série de reportagens sobre prevenção do coronavírus

A confirmação da presença do novo coronavírus em todos os continentes está causando preocupação sobre a capacidade de reação global à doença. O vírus que surgiu na China no fim do ano passado já chegou a mais de 120 países, registra mais de 142 mil infectados e 5 mil mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde, que declarou a situação como pandemia.

O Brasil tem 200 casos confirmados que estão distribuídos por 14 Estados e o Distrito Federal, a maioria em São Paulo. Segundo o Ministério da Saúde, o País tem 1.915 casos suspeitos e 1.470 análises foram descartadas.

Nesta quinta-feira, 12, a pasta informou que vai dobrar o número de leitos para atender a demanda por conta da doença. O anúncio foi feito após o Estado revelar que o ministério criou apenas 10% de novos leitos no plano de combate ao novo coronavírus.

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CNH Especial: Mesmo prazo da comum e sem taxas adicionais...

11/11/2019 

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) especial é destinada à pessoas com deficiência (PcD), a qual exige adaptações ou necessidades ao condutor.


Mais de 14 milhões de motoristas possuem a carteira de habilitação na modalidade especial. Esta, traz adaptações ou necessidades do condutor PCD (Pessoas com deficiência) e concede o direito a determinados benefícios.

O processo para tirar a CNH especial é semelhante ao procedimento convencional, mas com exames médicos e psicotécnicos mais específicos, sem a cobrança de taxa adicional. 

Para tal, a análise de saúde deve ser realizada em uma clínica credenciada ao Departamento Estadual de Transito (Detran).

Ao ser aprovado pelo médico, o candidato PcD deve realizar as aulas teóricas, o exame de legislação e as aulas práticas da mesma maneira que os demais aspirantes a motoristas.

No caso do exame prático, o carro deve ser vistoriado por um perito do Detran, de modo que deve ser conferido se as adaptações estão conforme às necessidades do futuro motorista. Nessa ocasião, é possível utilizar o veículo do próprio candidato para realizar o exame de direção.

Uma vez aprovado, o campo das observações na CNH Especial do PcD será preenchido com a letra correspondente à adaptação necessária ao cidadão.

Benefícios – CNH Especial
Cidadãos que se enquadrem às necessidades da CNH especial podem desfrutar de benefícios como isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Isso se dá em função da necessidade dos condutores possuírem um carro adaptado.

Quem tem direito a CNH Especial?
O total de 52 patologias estão incluídas na CNH especial, assim como indica a legislação brasileira, em especial a Lei Nº 8.989, de 24 de fevereiro. São elas:

Amputação de membros, artrite reumatoide, artrodese, artrose, ausência de membros, AVC, AVE, alguns tipos de câncer, cardiopatia, doenças degenerativas, doenças neurológicas, DORT, encurtamento de membros, ESCLEROSE MÚLTIPLA, escoliose acentuada, falta de força, falta de sensibilidade, formigamento, hemiparesia, hemiplegia, LER, sequelas físicas, linfomas, má formação, manguito rotator, mastectomia, membros com deformidades, monoparesia, monoplegia, nanismo, neuropais diabáticas, ostomia, paralisia, paralisia cerebral, paraparesia, paraplegia, paresia, parestesia, parkinson, poliomielite, problemas graves de coluna, prótese interna ou externa, quadrantectomia, renal crônico, HIV, síndrome do túnel do carpo, talidomida, tendinite crônica, tetraparesia, tetraplegia, triparesia e triplegia.

Uveíte: a doença pouco conhecida que pode provocar a perda da visão...

02/10/2019 

Frequentemente confundida com a conjuntivite, mal é causado por inflamação em uma camada dos olhos, que pode ter origem em infecções ou doenças autoimunes.
Uveíte é causada por inflamação nos olhos de origem infecciosa ou por doença autoimune.

Há cinco anos, o militar aposentado Valdir de Oliveira Filho, de 70 anos, foi picado pelo mosquito Aedes aegypti e contraiu chikungunya.

Mesmo fazendo tudo o que lhe foi indicado, algumas semanas depois de apresentar os primeiros sintomas da doença ele notou que sua visão estava ficando embaçada.

"Começou leve, mas piorou muito rápido. Procurei um oftalmologista achando que teria de usar óculos, e ele me encaminhou para um retinólogo", recorda.

Após uma série de exames veio o diagnóstico: uveíte causada pela chikungunya. "O médico me disse que eu já tinha perdido 90% da visão do olho direito. Naquela época eu não conseguia mais dirigir, ler e nem colocar café na xícara, derrubava tudo."

Com o tratamento, recuperou 40% da acuidade visual. "Mesmo com essa melhora, ainda tenho dificuldade para enxergar e, por isso, precisei mudar muitas coisas na minha vida, na minha rotina", lamenta o militar aposentado.

O que é uveíte?
Frequentemente confundida com conjuntivite, a uveíte é uma causa importante de cegueira (acuidade visual com melhor correção menor que 20/400 ou 0,05) e de baixa visão (acuidade visual com melhor correção entre 20/70 ou 0,3 e 20/200 ou 0,1) no mundo todo.

Ela se dá quando ocorre uma inflamação na úvea, camada vascular média dos olhos que inclui a íris (parte colorida dos olhos), o corpo ciliar (músculos que controlam os olhos) e a coroide (membrana que abastece a região com sangue). Também pode afetar o nervo óptico e a retina.

Valdir de Oliveira Filho perdeu parte considerável da visão depois de uma uveíte causada pela chikungunya 

Unilateral ou bilateral, atingindo apenas um ou os dois olhos, a doença é classificada como anterior (acomete apenas a íris), intermediária (acomete o corpo ciliar e o vítreo) e posterior (acomete o vítreo, a retina, coroide e a esclera) - as que atacam mais de uma porção uveal são chamadas de pan-uveítes.

Suas causas são várias, segundo Haroldo Vieira de Moraes Junior, presidente do Congresso Brasileiro de Oftalmologia 2019, evento promovido pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), e titular-chefe do departamento de Uveítes do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro: idiopáticas (não identificáveis), infecciosas e não infecciosas.

No grupo das infecciosas entram as arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela) e patologias como sífilis, tuberculose, aids e toxoplasmose. No das não infecciosas estão as doenças autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus e esclerose múltipla.

"Há uma gama enorme de doenças que podem repercutir nos olhos em forma de inflamação, e pouca gente sabe disso", afirma o médico.

No Brasil, as mais incidentes são toxoplasmose e sífilis. Porém, com a elevação das temperaturas e a proximidade do verão e das chuvas, a preocupação se volta para as arboviroses, já que essa época favorece a reprodução dos mosquitos causadores e, por consequência, o risco de infecção.

Sintomas da uveíte
Embora a doença tenha variações, seus sintomas são basicamente os mesmos: dor nos olhos, vermelhidão, fotofobia (sensibilidade à luz) e baixa de visão. Em alguns casos, há relatos de manchas escuras que flutuam no campo visual (moscas volantes).

Maria Auxiliadora Monteiro Frazão, coordenadora da Comissão de Ensino do CBO e chefe do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, pontua que, dependendo da localização da inflamação e da sua agressividade, tem-se um maior ou menor acometimento da acuidade visual.

"Independentemente disso, se o problema não for tratado adequadamente e a tempo, pode gerar dano irreversível à visão. A estimativa atual é de que entre 10% e 15% dos pacientes com uveíte fiquem cegos", relata a médica.

E mais: sem o cuidado correto, a patologia pode desencadear outros problemas nos olhos, como catarata, glaucoma e edemas de retina.

"Para evitar essas situações o importante é, a qualquer sinal de dor, embaçamento ou vermelhidão, procurar imediatamente um oftalmologista", aconselha.

Uveíte pode desencadear outros problemas nos olhos, como catarata, glaucoma e edemas de retina

Diagnóstico e tratamento
Para diagnosticar a enfermidade é necessário fazer um teste ocular completo, com medida da acuidade visual, avaliação dos reflexos pupilares, biomicroscopia de segmento anterior, tonometria e fundoscopia direta e indireta, combinado com exames complementares de sangue, para identificação do fator etiológico, e de imagem (tomografia computadorizada, angiografia fluoresceínica e ressonância magnética são algumas opções).

A conduta terapêutica varia de acordo com a causa e deve ser realizada em parceria com o especialista na doença base - por exemplo, se for tuberculose, é junto com o pneumologista; se for sífilis, com o infectologista e por aí vai. Ela inclui o uso de antibióticos, antivirais, antifúngicos, antiinflamatórios, analgésicos, corticoides ou imunosupressores.

"Temos de combater prioritariamente o agente que está provocando a inflamação", comenta Maria Auxiliadora.

Junto a isso, o uso de colírios específicos é obrigatório em qualquer situação. Algumas pessoas ainda podem precisar de aplicação de fármacos diretamente na visão.

"Recorremos a essa solução nos casos de contraindicação por via oral ou quando o tratamento não está funcionando como o esperado", complementa Moraes Filho.

E ele informa que a uveíte tem cura ou controle - mais uma vez, isso depende da causa -, mas alerta para a possibilidade de recaídas: "Em certas doenças base, como a toxoplasmose, é comum haver novas ocorrências".

O período de cuidados vai de meses a anos, podendo até se dar indefinidamente, como é o caso de Oliveira Filho, que, mesmo após cinco anos do diagnóstico, ainda consulta o oftalmologista a cada seis meses e usa um colírio diariamente.

"Tive comprometimento da úvea e também do nervo óptico. Sei que jamais voltarei a enxergar 100%, mas, hoje, aprendi a conviver com o problema. A vida segue e a gente se adapta, não tem outro jeito", finaliza o militar aposentado.