ESCLEROSE MÚLTIPLA, TRATAMENTO E HÁBITOS CONTRIBUEM PARA MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA O PACIENTE

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07/06/2016

Ainda pouco conhecida pela população, a esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica que afeta 2,5 milhões de pessoas, das quais 30 mil são brasileiras, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla. 

Quando não tratada da forma correta, a doença – crônica e ainda sem cura –, afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.

Mas, de fato, quais são os principais sintomas da EM? 

Alguns dos sinais mais comuns são: 

fadiga, falta de energia, fraqueza, sensação de adormecimento de partes do corpo, formigamento, falta de equilíbrio e coordenação ao caminhar, tontura, visão embaçada, fala arrastada, complicações na bexiga, problemas intestinais, depressão, perda de memória e dificuldade de concentração e/ou dificuldade para resolver problemas.

Cada paciente vivencia os sintomas de maneira diferente e a doença pode progredir com mais velocidade em uns do que em outros. 

Por isso é importante a avaliação médica para a indicação do tratamento mais adequado ao paciente. O mais importante é entender que é possível ter uma vida normal, desde que sejam tomadas as devidas providências de prevenção dos surtos e controle da doença”, informa o Dra. Yara Fragoso (CRM 41313), especialista no assunto.

Os cientistas ainda desconhecem a causa da EM, mas é consenso na classe médica que atualmente o portador pode controlar ou amenizar os sintomas e manter uma boa qualidade de vida. 

Uma das atitudes importantes para isso é reduzir o estresse e priorizar um tempo para descansar, já que a fadiga é uma queixa muito frequente dos pacientes de EM. 

Cerca de 75% dos portadores da doença sentem falta de energia na maior parte do tempo e quase todos os pacientes vão sentir esse cansaço em algum momento.

Entendendo a EM

O tipo mais comum de esclerose múltipla é a recidivante-remissiva, quando ocorrem surtos seguidos por períodos de remissão com a recuperação parcial ou completa do funcionamento neurológico. 

Porém há também formas progressivas de EM, em que a doença provoca impacto contínuo na vida do paciente, não apenas surtos ocasionais, resultando em uma piora progressiva dos sintomas.

Durante a doença, a camada protetora (bainha de mielina) das células responsáveis por enviar os impulsos de um neurônio para outro e comandar todas as atividades conscientes e inconscientes do organismo é vista como um invasor, sendo atacada pelo sistema imunológico. 

Os motivos dos ataques à bainha de mielina ainda são desconhecidos pelos médicos especialistas.

“Quando a bainha de mielina está danificada, o funcionamento dos neurônios é afetado, causando uma perda nas funções do corpo e sua incapacitação. A mielina está presente em todo o sistema nervoso, assim qualquer região do corpo pode ser atingida”, esclarece a médica Dra. Yara Fragoso.

Apesar de não ter cura, os surtos observados durante o desenvolvimento da EM podem ser controlados e alguns sintomas amenizados em prol da qualidade de vida do paciente. 

Quanto mais cedo o paciente iniciar o tratamento com medicamentos, mais significativos serão os seus efeitos e mais se adiará o progresso da doença. O tratamento precoce também poderá evitar sequelas deixadas pelos surtos.

Para cada caso será indicado um tipo de medicação com o objetivo de evitar inflamações no sistema nervoso central e auxiliar no alívio de sintomas. 

O acetato de glatirâmer, por exemplo, não tem seu mecanismo de ação completamente compreendido, porém sabe-se que reage de forma a “enganar” o sistema imune e inibir o ataque à bainha de mielina, com importante papel no sistema imune e autoimune do organismo³.

Algumas dicas para seguir, a fim de melhorar a qualidade de vida do portador de EM:

–  Evitar banhos quentes, sauna, locais quentes e abafados – quando a temperatura do corpo aumenta, há uma piora nas falhas na mielina, podendo ocorrer uma interrupção do impulso nervoso, logo desencadeando os sintomas característicos da doença.

– Conversar com a famíliaé importante a abordagem da família do paciente, explicando o papel da fadiga na vida do portador de EM e suas implicações nas atividades pessoais e profissionais, com o objetivo de obter maior compreensão, apoio e tolerância por parte daqueles que o cercam.

– Praticar exercícios físicos – realizar uma atividade leve pode ser muito benéfico ao paciente para aliviar o estresse, aumentar o relaxamento e auxiliar o equilíbrio e a flexibilidade. Um médico poderá indicar o melhor tipo de exercício para cada paciente.

– Manter uma dieta equilibrada – uma alimentação equilibrada é importante para qualquer pessoa manter um corpo saudável. Para um paciente de EM, é importante consumir alimentos ricos em nutrientes e, consequentemente, manter um sistema imunológico forte, livre de outras doenças.

CIENTISTAS AVANÇAM NA CRIAÇÃO DE VACINA CONTRA O CÂNCER


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05/06/2016

Câncer...a potencial vacina ataca tumores como se eles fossem vírus


São Paulo – Cientistas deram um grande passo para a criação de uma vacina universal contra o câncer. O avanço foi descrito por pesquisadores em um artigo na renomada revista científica Natura.

De acordo com a pesquisa, a vacina incita o sistema imunológico a produzir células T, que são capazes de atacar os tumores como se eles fossem vírus. Ela torna isso possível a partir da retirada de pedaços do código genético RNA do câncer e a introdução dessas porções em nanopartículas de gordura, que em seguida são injetadas na corrente sanguínea do paciente.

Diferentemente da maioria das vacinas em que a imunização é feita em pessoas com risco de adquirir uma doença, essa seria dada a indivíduos que já têm câncer. Até agora, os pesquisadores fizeram apenas testes em ratos e em três voluntários com melanoma.

No primeiro paciente, um nódulo diminuiu de tamanho depois de ele receber a vacina. O segundo, que teve tumores removidos cirurgicamente, ficou curado sete meses depois da imunização. Já os oito tumores do terceiro voluntário continuaram “clinicamente estáveis” após a vacinação.

Apesar de os sistemas imunológicos reagirem aos tumores, não existem provas concretas de que a vacina teve algum papel na recuperação dos pacientes. O estudo explica que o objetivo não era testar a sua eficiência, mas saber se ela era segura para aplicação em humanos.

Até o momento, os efeitos colaterais foram limitados a sintomas semelhantes aos de uma gripe comum. Geralmente, pacientes em tratamento quimioterápico apresentam sintomas mais agressivos, como náusea, perda de cabelo e falta de apetite – sem contar que a imunidade geral do corpo fica tão baixa que a ocorrência de infecções é alta.

Benefícios

De acordo com a equipe, um dos principais benefícios da potencial vacina é o baixo custo de produção. Até a pesquisa atual, os cientistas realizavam um processo longo e caro que consistia na criação em laboratório de células imunes focadas no combate ao câncer, que depois eram aplicadas nos pacientes.

Agora, a vacina é feita em laboratório a partir do DNA do câncer e injetada nas células do sistema imunológico da pessoa. Além de ser menos invasiva, a técnica também pode ser ajustada para combater diferentes tipos de câncer.

“Desse modo, a abordagem de imunoterapia de RNA nanoparticulada pode ser considerada como uma nova classe de vacinas universalmente aplicáveis para a imunoterapia dos cânceres”, explica a equipe no estudo.

Contudo, se o sistema imunológico consegue atacar os tumores, porque ele não faz isso naturalmente? Segundo um comentário feito na pesquisa pelos imunologistas holandeses Jolanda de Vries e Carl Figdor, uma das razões para isso não acontecer é que as células cancerígenas são tão similares às células saudáveis que o sistema imunológico evita ataca-las.

Por isso, segundo os pesquisadores, foi preciso desenvolver uma vacina que utiliza um antígeno – uma substância que incita uma resposta imune e que não é explícita em células normais. Este reveste o RNA do câncer em uma membrana simples e a entrega uma carga elétrica negativa. Quando a vacina é injetada no paciente, a carga é liberada nas células imunes nos nódulos linfáticos, no baço e na medula óssea. Em seguida, essas células revelam o RNA do câncer para as células do tipo T do corpo e as instigam a atacar todos os tumores do paciente.

Futuro

Antes de iniciar um teste clínico maior, os cientistas precisam esperar doze meses para receber os resultados do exame de segurança feito nos três pacientes.

“Ao combinar estudos em laboratório com os frutos de um ensaio clínico em fase inicial, esta pesquisa mostra que um novo tipo de vacina poderia ser usado para tratar pacientes com melanoma, aumentando os efeitos de seus sistemas imunológicos”, disse Aine McCarthy, diretor de informação científica do Cancer Research UK, ao jornal The Telegraph.

ANSIEDADE...APRENDA A INDENTIFICAR OS SINTOMAS E COMO SE CONTROLAR

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04/06/2016 

Ter dificuldade para se concentrar e roer as unhas estão entre os sintomas mais comuns..

A ansiedade é um dos grandes problemas emocionais da vida contemporânea e se manifesta como aquela aflição de quem não tem paciência para esperar e sempre teme o pior. Caracterizada como estado emocional de apreensão e antecipação negativa de um momento futuro (sensação de que algo ruim vai acontecer), a ansiedade faz parte da vida e vai aparecer naturalmente, em diferentes circunstâncias. O desafio está em saber controlá-la. 


O problema surge quando o sentimento se torna excessivo. Nesses casos, os sintomas de ansiedade podem levar a pessoa à incapacidade de realizar tarefas cotidianas. Além disso, o transtorno pode provocar sofrimento e prejudicar o sono e as relações pessoais.

– A pessoa começa a ter perda de memória, e não cumpre os compromissos da maneira correta, pois ela não sabe lidar com as emoções e lhe falta autoconhecimento emocional. São poucas as pessoas que conseguem identificar os sintomas e reconhecer que sofrem de ansiedade em excesso. Se sentir mal é um sinal de que tem áreas da vida que precisam ser desenvolvidas – explica a psicóloga e psicanalista Lisiane Hadlich Machado. 

Os sintomas mais comuns

Nervosismo, dificuldade de concentração, preocupação exagerada em relação à realidade, descontrole sobre os próprios pensamentos, irritabilidade, agressividade, medo constante, roer as unhas, sentir tremores e falar muito rápido ou chorar sem motivo aparente. Esses são os sintomas mais comuns da ansiedade. Para Lisiane, a ansiedade deve ser amenizada para não se tornar um transtorno ou uma patologia. 

Então, o primeiro passo rumo ao equilíbrio emocional é tentar dar aos problemas e às preocupações o tamanho que de fato têm. Tirar um tempo para si, relaxar e respirar profundo são atitudes que ajudam no controle da ansiedade (veja quadro).


DOENÇAS REUMÁTICAS AUTO-IMUNES JÁ NÃO SÃO RESTIÇÃO PARA A GRAVIDEZ

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03/06/2016 

A síndrome do anticorpo antifosfolípideo (SAF) não deixou a professora de educação física Cristiane Padrão, de 36 anos, desistir do sonho de carregar um filho no colo. Daniel nasceu em 27 de abril, depois da mãe tomar duas injeções diárias de anti-coagulantes durante toda a gestação

Avanços nas técnicas diagnósticas e melhoria dos medicamentos garantiram melhor controle das patologias e beneficiaram a maternidade, mas a gestação exige cuidados e acompanhamento especiais

Existe o risco, mas ele não é mais barreira. Ainda hoje, pacientes ouvem de seus médicos que não deveriam engravidar pelo fato de terem determinadas doenças reumatológicas auto-imunes. Mas a medicina evoluiu. Carregar um filho no colo já é um sonho possível. Embora sobrem conceitos errados. E faltem informações. Por muito tempo, a reumatologia perseguiu mais anos e qualidade de vida para seus pacientes. O aprimoramento dos métodos diagnósticos permitiu identificar as patologias mais cedo, antes de maiores complicações. A descoberta de novos medicamentos revolucionou a área e ampliou as perspectivas. Essa paciente, agora, tem chances de viver mais e melhor. E com menos impacto da doença. Pode sonhar com o futuro. Sonhar com a gravidez. 

Mas não é uma gestação qualquer. “Costumo dizer às minhas pacientes que não preciso ser o primeiro a saber que querem engravidar. Mas depois do marido, preciso ser o segundo. 

A palavra de ordem é planejamento”, defende o reumatologista Roger Levy, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), vice-presidente da Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro. Referência em gestação em doenças reumáticas, Levy explica que algumas patologias auto-imunes, como o lúpus eritematoso sistêmico (LES), podem piorar durante agravidez. 

A síndrome do anticorpo antifosfolipídeo (SAF) aumenta o risco de abortamento. Na artrite reumatóide (AR), alguns medicamentos são proibidos na gestação.

DOENÇAS AUTO-IMUNES

Auto-imunidade é uma condição em que o sistema imune, que é nosso sistema de defesa, passa a agredir, por “engano”, estruturas do nosso corpo, como fariam micróbios invasores. Algum grau de auto-imunidade ocorre na maioria de nós, sem, no entanto, causar uma patologia. A doença auto-imune ocorre quando essa auto-imunidade se perpetua ou se intensifica a ponto de causar danos ao nosso corpo. Há mais de 80 doenças onde a auto-imunidade tem um papel importante, muitas delas reumatológicas. Em muitas existe também um agente infeccioso desencadeando a auto-imunidade, como um vírus ou uma bactéria.

Segundo o reumatologista Boris Cruz, secretário da Sociedade Mineira de Reumatologia, diferentes trabalhos descrevem que até 50% das pacientes lúpicas, por exemplo, podem ter uma piora da doença durante a gravidez e também no período pós-parto. “Ainda que não bem esclarecido, parece haver alguma relação entre a imunidade da mãe e os níveis de hormônios femininos, caso do estrógeno, que aumenta na gravidez. Há também alterações na gestante para se adaptar ao feto, que contém carga genética do pai. Isso pode estimular as células que compõem o sistema de imunológico da mãe”, explica. Há duas décadas, isso não estava bem esclarecido. Além disso, essas doenças eram mais difíceis de serem controladas e engravidar era um problema. 

Como todas são doenças crônicas, o objetivo maior era melhorar a sobrevida e a qualidade de vida. Isso foi sendo cada vez mais alcançado. Quando uma paciente tem sua doença melhor controlada é natural que ela faça planos de vida. E entre eles, muitas vezes, está a gravidez”, explica Levy, também coordenador da Comissão de Vasculopatias da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Mas muitas ainda têm medo. 

“Trinta por cento das mulheres, no terceiro trimestre da gravidez, podem desenvolver a síndrome do túnel do carpo. 

É comum na gravidez, em todo o mundo. Mas quando isso ocorria com uma mulher com lúpus logo achavam que era decorrente da doença”, lembra. Muitas ainda ouvem, de seus próprios reumatologistas, que não é possível. 

Hoje a gente entende melhor, consegue tratar a prevenir problemas e sabe identificar os fatores de risco. Chamamos de gravidez de alto risco não porque achamos que a paciente vai ter um problema, mas para que tenha cuidados e atenção especiais. O acompanhamento multidisciplinar também é fundamental. Quando a gestante é acompanhada por uma equipe experiente o processo tende a ser mais seguro e ter bons resultados”, defende Levy. A professora de educação física Cristiane Padrão, de 36 anos, e seu marido, o engenheiro mecânico Ricardo Lemos, de 35, só tiveram coragem de enfrentar o processo quando encontraram uma equipe especializada, e que já havia colocado vários bebês no mundo.

SUPERAÇÃO Em 2011, logo após o casal de mineiros se mudar para o Rio de Janeiro, Cristiane ficou internada uma semana por causa de uma trombose venosa profunda e embolia pulmonar. Depois de seis meses de tratamento, investigando a causa da trombose, foi diagnosticada com síndrome do anticorpo antifosfolipídeo (SAF). Por toda a vida ela dependerá de anticoagulantes para prevenir novos eventos trombóticos. “Além dos medicamentos, a doença exige alguns cuidados, como alimentação equilibrada e exames de sangue periódicos. Fui desde o início bem orientada a respeito de todas as complicações, principalmente durante a gravidez, uma vez que tinha muita vontade de ser mãe”, conta. 

Sendo uma gravidez considerada de alto risco, Cristiane sabia o que poderia enfrentar, como abortos, trombose e hemorragia, e dos cuidados que deveria adotar para ter uma gravidez tranquila. “Cheguei a pensar em desistir no primeiro momento, por medo, insegurança e, principalmente, por não ter encontrado médicos que me passassem total confiança. Mas quando encontrei uma equipe especializada, a vontade, a coragem e a certeza de que queria engravidar reapareceram. Especialista em trombofilia, meu obstetra me deixou segura. Isso fez toda a diferença. Além do apoio da família e do meu marido, que esteve ao meu lado durante todo o tempo”, lembra. Mas viria outro desafio no caminho. 

O parto de Cristiane Padrão precisou ser antecipado, mas a felicidade ao lado do marido Ricardo Lemos e do recém-chegado Daniel agora é completa

Nos exames periódicos que faz para acompanhar a atividade da SAF, ela descobriu que tem o anticorpo anti-Ro positivo, o que significa uma pré-disposição ao lúpus e riscos de complicações cardiológicas para o bebê. Mais um obstáculo. Mais medo. Mais um medicamento para prevenir a doença. E mais do que nunca a gravidez precisava ser bem planejada. A paciente foi orientada a trocar o anticoagulante, já que o medicamento que usava antes está associado à má formação fetal. Ela também passou a depender de duas injeções diárias do anticoagulante, além de outros medicamentos. “Fiz ecocardiograma fetal uma vez por semana, da 16ª a 32ª semana, além de me consultar com o obstetra e fazer as ultrassonografias com mais frequência”, conta. 
Em 27 de abril, toda essa luta mostrou seu sentido. Cristiane deu a luz a Daniel. O parto estava planejado para a 38ª ou 39ª semana, para evitar o risco de hemorragia caso entrasse em trabalho de parto. No último ultrassom, já com 38 semanas, foi verificado que ela estava com pouco líquido amniótico e o bebê tinha baixo peso. “Meu parto foi antecipado para o dia seguinte do ultrassom para evitar maiores complicações. A equipe médica me passou tanta segurança que eu estava super tranquila na hora. E tudo deu certo. Segurar o Daniel no meu colo foi a melhor sensação da minha vida. Era muita emoção, muita alegria. E neste momento lindo percebi que minha coragem, minha fé e meu amor foram mais fortes que todos os meus medos. E estava certa que tudo valeu a pena”. 

Cristiane não teve complicações durante a gestação. Sentiu enjôos e cansaço, como outras gestantes, mas confessa que aplicar as injeções não era agradável. “Doía, ardia e minha barriga ficou com muitos hematomas, mas a vontade de ser mãe era mais forte e tirei isso de letra. As mulheres com o mesmo diagnóstico e desejo de engravidar devem procurar orientação especializada. Devem saber dos riscos e ter coragem para enfrentar os obstáculos. Não é fácil, requer disciplina, mas vale muito a pena”, desabafa. Todo o esforço foi celebrado com uma foto especial. Cristiane e o marido guardaram cada uma das 460 injeções. Ela pegou Daniel no colo e, envoltos pelas embalagens da medicação que protegeram os dois durante todo o processo, eternizaram essa lembrança.

AVANÇOS

Com vasta experiência em SAF, o reumatologista Claudio Galarza-Maldonado, da Unidad de Enfermedades Reumaticas y Autoinmunes, (Unera) do Centro de Lupus de Cuenca, no Equador, vivenciou transformações profundas na reumatologia dedicada à gestação. Segundo o especialista, nos últimos anos a SAF é diagnosticada com mais frequência, sobretudo a SAF obstétrica, que se manifesta exatamente na gestação. Isso se deve ao fato de mais reumatologistas trabalharem em conjunto com ginecologistas e também a uma maior difusão da síndrome entre a comunidade médica e a população. Outras razões para as mais mulheres com SAF estarem dando a luz a bebês saudáveis são os testes de anticorpos mais rápidos e mais baratos. 

Algumas das principais referência no assunto, Cláudio Galarza, Munther Khamashta, Eliza Chakravarty e Roger Levy participaram de um painel sobre gravidez e doenças reumáticas durante o Congresso Panamericano de Reumatologia (Panlar), realizado em abril, na Cidade do Panamá

A elaboração de protocolos de tratamento e critérios de classificação e diagnóstico e medicamentos mais acessíveis também transformaram esse cenário. O êxito, hoje, pode ser superior a 80% com esse modelo de tratamento. Sem ele, o fracasso também é superior a 80% dos casos”, comenta. Geralmente, as pacientes chegam à clínica depois de terem sofrido várias perdas gestacionais, encaminhadas pelos ginecologistas ou indicadas por outras pacientes. As perdas fetais, o atraso no crescimento ultra-uterino, a pré-eclampsia e a prematuridade do bebê são as principais complicações. Há poucos dados sobre a interferência da SAF na fertilidade. Uma das mudanças expressivas foi o uso frequente das aspirinas ou heparinas de baixo peso molecular durante a gravidez.

TRATAMENTO COM CÉLULAS-MÃE AJUDA VÍTIMAS DE AVC A ANDAR NOVAMENTE

#UnidosSomosMaisFortes

2016-06-03

Investigadores da Universidade de Medicina de Stanford injetaram células-mãe, que conseguem transformar-se em qualquer outra célula, nas zonas afetadas do cérebro de 18 pacientes, e os resultados foram surpreendentes


Cientistas da Universidade de Medicina de Stanford testaram com aparente sucesso um novo tratamento destinado a vítimas de acidentes vasculares cerebrais (AVC) que conseguiu devolver algumas das capacidades perdidas, incluindo motoras.

Os doentes que sobrevivem a um AVC vêm, muitas vezes, a sua qualidade de vida afetada. Muitos perdem a capacidade de se expressar e movimentar como antes, e em casos mais severos, podem ficar dependentes de uma cadeira de rodas.

No ensaio clínico, dirigido por Gary Steinberg, cujos resultados foram publicados na revista Stroke, foram injetadas células-mãe adultas – que têm a capacidade de se transformar em qualquer célula, consoante a parte do corpo onde são aplicadas – nas zonas afetadas do cérebro de 18 pacientes, com uma média de 61 anos, que ficaram com severas limitações motoras. Os investigadores abriram um pequeno buraco no crânio dos doentes por onde, durante seis meses, foram injetadas as células recolhidas da medula-óssea de dois dadores.

Os pacientes escolhidos tinham sofrido um AVC isquémico  - causado por um coágulo, que impede o sangue de chegar a algumas partes do cérebro - há pelo menos seis meses, e até três anos. Até agora, pensava-se que o cérebro já não conseguiria reverter os danos causados pelo acidente vascular cerebral depois de tanto tempo, porém, os resultados foram outros. Logo durante o primeiro mês do tratamento, os pacientes começaram a mostrar melhorias na fala e nos movimentos dos braços. Muitos, que dependiam de uma cadeira de rodas, voltaram a andar.

Depois de injetarmos as células-mãe no cérebro de vítimas de AVC, ficámos boquiabertos. Em apenas alguns dias alguns já levantavam os braços acima da cabeça, as pernas da cama. Alguns voltaram a andar, quando não o faziam há meses ou anos. Ficámos contentes com os resultados”, disse Steinberg ao Telegraph.

As células-mãe não sobreviveram muito tempo no cérebro, e foram desaparecendo, mas as melhorias continuaram. Os pacientes melhoraram nos três meses que se seguiram e mantinham-se ao final de um ano, em alguns casos dois anos. Mais importante, não foi registado qualquer retrocesso para o estado inicial.

Os investigadores provaram que é possível regenerar zonas afetadas do cérebro, mesmo em pacientes com idade avançada. As células-mãe basicamente rejuvenesceram aquelas partes do órgão, o que permitiu a recuperação.

De uma forma simples, as células-mãe transplantadas deixam o cérebro adulto parecido com o de um bebé, que recupera bem depois de um AVC ou outro dano.”

Como escreve o britânico Telegraph, ainda que o estudo esteja numa fase inicial, não parecem haver efeitos secundários severos depois do tratamento. Alguns pacientes queixavam-se de dores de cabeça após o procedimento, que foram depois desaparecendo.

A equipa de Steinberg ainda está a investigar de que forma tecidos que se julgavam mortos, ou irreversivelmente danificados foram “ressuscitados”, mas acredita que este tratamento pode ser usado para outras doenças, como o Alzheimer ou Parkinson.

Os investigadores vão passar agora para a segunda fase dos testes, no qual vão participar 153 pessoas.

IMPACTOS DA ARTRITE REUMATOIDE PARA BRASILEIROS SÃO PIORES EM RELAÇÃO A OUTROS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA

#UnidosSomosMaisFortes
18/05/2016 

Entre as doenças que causam mais incapacitação em todo o mundo, a artrite reumatoide traz prejuízos mais severos para brasileiros do que para argentinos, colombianos e mexicanos, segundo estudo que mostra realidade dos países


Cidade do Panamá – Os impactos da artrite reumatoide na qualidade de vida dos brasileiros são piores em relação a países como Argentina, Colômbia e México.


A constatação é de um estudo inédito, apresentado no Congresso da Liga Pan-americana de Associações de Reumatologia (Panlar), que comparou o impacto da doença autoimune na produtividade e na força de trabalho do paciente. Entre os quatro países da América Latina, o Brasil tem, por exemplo, a menor taxa de empregabilidade entre os pacientes acometidos pelo problema.



Com o passar do tempo, os sintomas de artrite reumatoide podem se agravar e, com isso, tarefas diárias podem se tornar difíceis de ser realizadas, ocorrendo danos permanentes nas articulações. 


O fato de ocorrer mais comumente entre as idades de 30 a 50 anos, em plena idade laboral, mostra o grande impacto na trajetória profissional desses pacientes. Mais prevalente em mulheres do que em homens, os pacientes com artrite reumatoide não têm esperança de cura. O objetivo do tratamento é maximizar, por longo prazo, os aspectos de saúde na qualidade de vida do paciente, com o controle dos sintomas, prevenção de danos estruturais, normalização da função física e participação social.


Segundo o reumatologista Ricardo Xavier, chefe do serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas de Porto Alegre e coordenador da pesquisa para toda a América Latina, a artrite reumatoide pode se tornar uma doença bastante debilitante, com forte impacto negativo em vários aspectos na rotina paciente. A contribuição da pesquisa, que no Brasil também contou com a participação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por meio da equipe do pesquisador Daniel Feldman, e do Cepic, com a equipe de Cristiano Zerbini, é importante no sentido de quantificar como a doença afeta o desempenho no trabalho e na qualidade de vida do paciente. “Tínhamos conhecimento desse impacto em estudos em pacientes europeus, mas as informações com os pacientes da América Latina eram limitadas”, explica Xavier.



O estudo revelou, por exemplo, que 80% dos pacientes entrevistados, dos quatro países, em média, reportaram problemas com dor e desconforto. Os brasileiros relataram mais enfaticamente o impacto negativo da doença na maioria dos aspectos avaliados, apesar de tendências semelhantes apresentadas nos quatro países. Os brazucas também apresentam a menor taxa de empregabilidade (40%), enquanto os argentinos a maior, com 73% dos pacientes empregados, seguidos pela Colômbia (61%) e México (54%). Em relação à sensação de dor e desconforto, os sintomas são reportados por 83% dos brasileiros, contra 67% dos argentinos, 70% dos colombianos e 71% dos mexicanos. “Embora tendências semelhantes tenham sido observadas em todos os quatro países, os pacientes brasileiros reportaram ser mais afetados na maior parte dos aspectos avaliados”, lamenta Ricardo Xavier.



O estudo, agora, que segue com outras análises, quer compreender a razão da discrepância entre os países latinos. “Colômbia, México e Argentina apresentaram resultados similares, próximos àqueles encontrados nos países europeus. Por que o Brasil tem dados piores? O desafio agora é explicar essa situação, que pode impactar nos protocolos de tratamento e no modelo de assistência oferecido no Brasil”, acrescenta Xavier.



Nem todos os piores dados, contudo, são brasileiros. A Colômbia lidera em horas de trabalho perdidas em função da enfermidade. A Argentina, por outro lado, tem mais horas efetivamente trabalhadas. “Mas quanto se olha para as variáveis de quanto a enfermidade afeta o trabalho, em todos o Brasil vai pior”, lamenta.



O reflexo da doença no país, contudo, pode dar uma ideia do impacto na vida dos nossos pacientes e ajudar na avaliação de custo/efetividade dos tratamentos, ajudando agências e o governo a definirem estratégias e medicamentos. “Como não tínhamos um estudo brasileiro nesse sentido, tínhamos menos subsídios para levar a quem dita o tratamento”, complementa o reumatologista. Os dados do estudo são baseados na percepção e no relato de pacientes sobre o impacto da artrite reumatoide na sua qualidade de vida e produtividade no trabalho. Os participantes, na época da avaliação, tinham entre 21 e 55 anos, e responderam questionários sobre a produtividade e dificuldade e atividade e limitações no trabalho. Essas ferramentas permitiram, por exemplo, medir o presenteísmo e o absenteísmo. Os pacientes foram acompanhados durante um ano.



BRASILEIRAS RECORREM A EXAMES QUE PODEM IDENTIFICAR DOENÇAS GENÉTICAS EM EMBRIÕES

#UnidosSomosMaisFortes
20/05/2016

Os casais que pretendem realizar a fertilização in vitro – uma das técnicas de tratamento da infertilidade mais utilizadas no mundo – podem se beneficiar de um exame que detecta doenças genéticas ou cromossômicas antes mesmo da implantação do embrião no útero da mãe. 

Os brasileiros têm recorrido a este procedimento para verificar se os embriões possuem alguma alteração e, assim, implantar aqueles livres de problemas, possibilitando o nascimento de bebês saudáveis.

O método chamado de Diagnóstico Pré-Implantacional (PGD) permite reconhecer doenças de origem cromossômica, isto é, as que são determinadas por falta ou excesso de um cromossomo inteiro ou por partes dele como, por exemplo, as síndromes Down, Turner, Patau, Edwards e Klinenfelter, além de anomalias genéticas como Distrofia Muscular, Hemofilia, anemias de origem genética, doenças neurológicas, fibrose cística etc.

O PGD é indicado para as mulheres com idade materna avançada, que tiveram anteriormente repetidas falhas na implantação de embriões, abortos de repetição ou que já possuem outros filhos com síndromes genéticas.

"As alterações cromossômicas podem chegar a 60% para mulheres até 35 anos e 80% para mulheres a partir de 40 anos", explica o Dr. Georges Fassolas, ginecologista especialista em reprodução humana da Clínica Vivitá.

Atualmente existem técnicas que realizam esses diagnósticos, como a hibridização fluorescente in situ (FISH), hibridização genômica comparativa (CGH) ou método chamado de NGS (note generation screening).

As técnicas de FISH devem ser realizadas após biopsia de embriões no terceiro dia de desenvolvimento embrionário e permite analisar a presença de síndromes. O CGH assim como o NGS são realizados após biopsia dos embriões no quinto dia de desenvolvimento e tem sido utilizado para analisar os 24 cromossomos em um único procedimento em 24 horas e avalia as anormalidades de número de cromossomos, sendo a mais comum a Síndrome de Down. 

Dr. Georges Fassolas esclarece que o exame não aumenta a taxa de gravidez, pois a avaliação não "melhora" o embrião e sim diagnostica quais são normais e anormais. "A decisão de se realizar ou não o PGD para rastreamento de doenças genéticas deve ser avaliada com o médico especialista, considerando a reserva ovariana, a idade materna e alterações genéticas dos pais", ressalta.

A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) de 2010, que define as regras da reprodução assistida no Brasil, permite que a seleção de embriões seja usada em casos de prevenção ou tratamento de doenças. Não é permitido, porém, que a seleção busque a escolha do sexo do bebê ou a modificação de outras características, como cor dos olhos ou dos cabelos por exemplo.

Sobre a Vivitá

A Vivitá é uma clínica de reprodução humana, em que oferece um atendimento diferenciado para contribuir em todos os aspectos na construção de uma família feliz. Com uma equipe de ginecologistas e obstetras, possui consultórios nos bairros Jardins e Belém em São Paulo, além de uma unidade em Campinas.

HARVARD ESTÁ DESENVOLVENDO EXO-ESQUELETO LEVE PARA PACIENTES PARCIALMENTE PARALISADOS

#UnidosSomosMaisFortes

19/05/2016

Pesquisadores já estão próximos de uma versão que pode ser comercial


Uma ótima notícias pra quem possui algum tipo de deficiência ou dificuldade de locomoção nos membros inferiores:

O Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering, que pertence à Universidade de Harvard, divulgou um comunicado de que seus engenheiros estão próximos da versão comercial de um exoesqueleto leve que pode ajudar pacientes a voltarem a andar. 



Os engenheiros firmaram uma parceria com a start-up de robótica assistencial ReWalk para levar a pesquisa para o mercado. 

O exoesqueleto foi desenvolvido pelo doutor Conor Walsh em parceria com engenheiros, bio-engenheiros, engenheiros mecânicos, engenheiros de software, designers de moda e roboticistas. 

Sua principal diferença é ser feito de tecido e de ter uma arquitetura que se ajusta ao corpo do paciente, o tornando muito diferente dos protótipos de metal pesado e rígidos de outras pesquisas.



A ideia inicial é devolver os movimentos das pernas para pacientes que ainda possuem mobilidade parcial, como pacientes idosos, de derrame e de Esclerose Múltipla. 

Até agora, o modelo não seria capaz de devolver o movimento para pacientes de lesões na espinha, mas quem sabe em breve. 

A pesquisa está avançada e os cientistas estão otimistas em uma versão comercial nos próximos anos.

GUILLAN-BARRÉ...DEFINIÇÃO, SINTOMAS, TRATAMENTOS, O QUE É ?

#UnidosSomosMaisFortes
19 de maio de 2016

síndroma de Guillain-Barré é uma doença autoimune caracterizada pela fraqueza muscular ou paralisia dos membros. 

Definição: O que é a síndrome de Guillain-Barré?

síndroma de Guillain-Barré é uma disfunção dos nervos periféricos , os canais de transmissão de informações a partir do sistema nervoso central (cérebro e medula espinal) para os músculos e órgãos. Isso resulta em fraqueza ou paralisia muscular progressiva começando geralmente nas pernas. Este é um fenómeno transitório com duração geralmente entre seis meses e um ano. 

síndroma de Guillain-Barre, também é chamado polirradiculoneuropatia inflamatória aguda . 

É muitas vezes resulta de uma infecção virai ou bacteriana.  Os sintomas da síndrome de Guillain-Barré Os sintomas de síndrome de Guillain-Barré aparecer de repente e são de intensidade variável, dependendo do caso. 

Eles operam em três fases distintas.  

- Fase de Expansão : Os primeiros sinais que declaram ter formigamento ou formigamento nos pés e mãos. O que se segue é uma fraqueza até a paralisia . Ela começa na maioria das vezes as pernas (ou pés) e aumenta gradualmente ao longo do corpo, resultando em paralisia respiratória, facial ou engolir músculos. 

Esta fase dura por um período de uma semana a um mês e podem necessitar de cuidados de emergência para bloqueio respiratória ou engolir. 

 - Plateau Fase : 

Os sintomas da síndrome de Guillain-Barré estabilizar. No entanto, pode haver alguns eventos, tais como a hipertensão , a pressão arterial , a  taquicardia  ou complicações como a ocorrência de úlceras de pressão , a formação de coágulos sanguíneos ( flebite ) ou infecções urinárias . 

A duração desta segunda fase é altamente variável, variando de poucos dias a vários meses. 

- Fase Recuperação : 

Esta é a última fase da síndrome de Guillain-Barre, em que os sintomas regridem gradualmente. Ele dura vários meses. 

Causas da síndrome de Guillain-Barré 

Os nervos periféricos são compostas de fibras nervosas que são rodeadas por uma bainha isolante chamada mielina. Isto é o que permite um bom fluxo de informações neurais. Ou, no caso da síndrome de Guillain-Barre, a mielina é danificada ou totalmente destruída. Isto é chamado de desmielinização .  síndroma de Guillain-Barré é uma doença auto-imune . Isto quer dizer que é o sistema imunitário volta-se contra o corpo. anticorpos nocivos são produzidos e irá atacar a mielina. A razão para esta desordem não é conhecida. No entanto, sabemos que muitas vezes segue uma infecção viral ou bacteriana , como  angina ,  gripe  ou, mais recentemente,  a febre Zika . O tratamento da síndrome de Guillain-Barré síndroma de Guillain-Barré devem ser tratados o mais rapidamente possível para evitar uma deterioração muito grande de ligações nervosas.

Existem dois tratamentos principais, dependendo da gravidade da doença ou por injecções intravenosas de imunoglobulinas (anticorpos saudáveis ​​que destruirão anticorpos prejudiciais) ou por  plasmaferese , uma técnica de substituição do plasma do sangue do plasma saudável. 

Em caso de paralisia respiratória, suporte respiratório com ventilação mecânica é essencial. 

Do mesmo modo, em caso de distúrbio de deglutição grave, os pacientes são alimentados com um tubo gástrico .  Uma vez que a síndrome de Guillain-Barre curado, raramente deixa cicatrizes. A taxa de recaída também é muito baixa.



COMO DESCONFIAR SE UMA CRIANÇA POSSUI DIABETES

#UnidosSomosMaisFortes
Maio 19, 2016

Como desconfiar se uma criança possui diabetes

O diabetes é uma doença que atinge não só os adultos, mas também as crianças. 

A mais comum entre os pequenos é a diabetes tipo 1 (DM1), que geralmente ocorre em indivíduos com menos de 30 anos, caracterizada pela perda grave na função das células beta-pancreáticas, responsáveis pela produção da insulina.

Outro tipo que vem aumentando nos dias de hoje é o diabetes relacionado ao excesso de peso causada por uma alimentação desequilibrada, a diabetes tipo 2 (DM2). 

O excesso de peso faz com que a insulina precisa ser secretada em grande quantidade para tentar manter o açúcar normal, até quando o pâncreas não consegue mais produzir o suficiente e o diabetes aparece.

Confira as dicas Dra. Suemi Marui, endocrinologista do Lavoisier Laboratório e Imagem, sobre possíveis sintomas da doença:

Se você reparou que a criança está com uma sede intensa, preste atenção, pois sede é um dos sintomas da doença (DM1);

Se seu filho vive constantemente com fome e, ao invés de engordar, emagrece, este também pode ser um indicativo (DM1);

Seu filho vai ao banheiro urinar com frequência, inclusive à noite? Urina em grande quantidade? Cuidado! A diabetes pode causar essas constantes idas ao banheiro (DM1);

A criança frequentemente tem mal-estar, sonolência, fraqueza e tontura? Esses são sinais de alerta, procure um médico! (DM1);

Estar acima do peso também pode ser um sinal de alerta (DM2);

Em casos onde há familiares com a doença, existe um fator de risco para o desenvolvimento da doença. Por isso é importante redobrar a atenção. (DM2);

A insulina também pode funcionar como um anabolizante, acelerando o desenvolvimento físico da criança. Por isso, se você notar um grande crescimento em um curto espaço de tempo no seu filho, procure um especialista (DM2).

ASPIRINA LOGO APÓS UM PEQUENO DERRAME PREVINE OCORRÊNCIAS MAIS GRAVES

#UnidosSomosMaisFortes
19 Maio 2016 

A toma de uma aspirina imediatamente após um pequeno derrame cerebral diminui riscos de ocorrências mais graves nos pacientes, ou reduzir mesmo os efeitos deste segundo derrame, conclui um estudo de um grupo de investigadores da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.

Os pequenos derrames cerebrais, que ocorrem quando se verifica uma interrupção da circulação sanguínea para o cérebro, podem provocar fraqueza nos membros, problemas na fala ou na visão.

Os sintomas acabam por desaparecer poucos dias depois. No entanto, a probabilidade de um novo derrame, mais grave, é maior depois de se verificara aquele miniderrame.

De acordo com uma equipa de investigadores de Oxford, alguns médicos já estavam a receitar aspirina, em pacientes que tivessem sofrido um pequeno derrame cerebral.

O objetivo era prevenir novas ocorrências e também evitar os efeitos do episódio, que poderiam passar pela formação de coágulos e de derrames de maiores dimensões, ou até mesmo acidentes vasculares cerebrais.

Nesta pesquisa, publicada pela revista científica The Lancet, os investigadores britânicos chegaram um pouco mais além e descobriram benefícios muito maiores com a toma da aspirina logo após o derrame, nas primeiras horas depois do episódio.

Especialista neste tipo de questões e coautor do estudo, Peter Rothwell, alerta para os “elevados riscos” de um grande derrame após um miniderrame. E sustenta que este estudo sugere que se alterem procedimentos médicos.

Para o investigador, os clínicos deverão ministrar aspirina “imediatamente”, caso suspeitem de um ataque isquémico transitório ou de um pequeno derrame, “em vez de esperarem pela avaliação de um especialista”.

“Um dos tratamentos que usámos foi a aspirina, mas sabemos de outros testes que os benefícios da aspirina a longo prazo são relativamente pequenos. Suspeitamos que os benefícios de tomar a aspirina mais cedo, logo depois do miniderrame podem ser muito maiores. Se for o caso, tomar a aspirina o mais rapidamente possível após o evento com os sinais de alerta pode ser benéfico”, adianta Peter Rothwell, citado pela BBC.

As novas descobertas vieram confirmaram “a eficácia do tratamento urgente depois de um ataque isquémico transitório e pequeno derrame”, adianta ainda o especialista.

“O tratamento imediato com aspirina pode reduzir de forma substancial o risco e gravidade de um derrame recorrente”, acrescenta Peter Rothwell.

Apesar destas conclusões, os investigadores lançam um alerta: a aspirina não deve ser tomada sem aconselhamento médico, sobretudo em pessoas com outros problemas de saúde.

Estas conclusões devem levar os médicos a tomar medidas, não os pacientes.


NEURITE ÓPTICA...CONHEÇA OS SINTOMAS E COMO TRATAR A DOENÇA

#UnidosSomosMaisFortes
Maio 17, 2016

Neurite óptica: conheça os sintomas e como tratar a doença

Já ouviu falar em neurite óptica? 

Embora essa inflamação no nervo óptico possa culminar na perda total da visão, o tratamento em inúmeros casos consegue fazer com que o paciente volte a enxergar, desde que o diagnóstico e o tratamento sejam realizados o mais rápido possível.

Segundo os especialistas, a inflamação do nervo óptico pode ser sinal de uma doença chamada de esclerose múltipla. Por esse motivo, qualquer perda de visão ou de campo visual precisa ser avaliada por um oftalmologista assim que possível. A esclerose múltipla é uma das principais causas de neurite óptica, mas outras doenças também podem ser a causa. 

Possíveis causas da neurite óptica

Além da esclerose múltipla, existem várias outras causas que desencadeiam inflamação no nervo óptico, como infecções virais (herpes, caxumba, vírus da catapora, etc...), além de outras doenças inflamatórias ou infecciosas como sífilis, tuberculose e sarcoidose.

Confira abaixo alguns sintomas da neurite óptica

Dificuldade de enxergar
Dor ao mover os 

Perda no campo visual
Inchaço não aparente no nervo

Os sintomas são visuais e os olhos não ficam vermelhos. 

A perda da visão se dá pela alteração das células do nervo, quadro conhecido como desmielinização. Outra consequência da doença é a alteração da visão em relação às cores.

Exame adequado é fundamental para não perder tempo

Quando o médico suspeita de neurite óptica ele vai medir a visão do paciente e examinar as pupilas, para ver se o reflexo pupilar está normal. Depois disso o exame de fundo de olho ajuda a determinar a causa da doença, permitindo a suspeita de uma neurite óptica. Em seguida as vezes são necessários exames complementares como campo visual ou ressonância magnética.

Após confirmada a suspeita de neurite óptica, pode ser necessária a realização de uma ressonância nuclear magnética do cérebro, que auxiliará no diagnóstico de doença desmielinizante e ajudará a determinar a probabilidade de o paciente desenvolver no futuro esclerose múltipla.

A neurite óptica é uma doença grave, mas com o tratamento adequado logo é possível controlá-la, pois é realizado com uso de corticoide, que reduzirá a inflamação, além de acelerar a recuperação da visão e reduzir a possibilidade de outras crises. 

A neurite óptica é uma doença grave, mas com o tratamento adequado logo é possível controlá-la.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. 

Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista

Com diagnóstico tardio, quase metade dos pacientes com espondilite anquilosante têm deformidade completa da coluna

#UnidosSomosMaisFortes
Terça, 10 Maio 2016 

O diagnóstico da doença demora em média sete anos para acontecer por desconhecimento dos sintomas

A dor nas costas é a maior causa de invalidez em todo mundo1 e afeta oito em cada dez pessoas em alguma fase de vida2. São muitas as razões que podem levar a dor nessa região, por isso, o diagnóstico correto nem sempre é tarefa fácil. No entanto, é preciso ficar atento, pois a dor nas costas pode ser o sintoma de uma doença mais grave, podendo levar a uma deformidade da coluna, como é o caso da espondilite anquilosante3.

Cerca de 70% dos pacientes que tem espondilite anquilosante (EA) podem evoluir para um quadro de fusão de vértebra, sendo que 40% destes terão uma fusão completa da coluna3,4,5,6. “O que acontece na espondilite é a calcificação e ossificação das estruturas da coluna, conhecido como anquilose, fazendo com que ela fique rígida e encurvada”, explica a Dra. Carla Gonçalves Schahin Saad, reumatologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Esse quadro faz com que o paciente sinta dores muito fortes, tenha restrição de mobilidade, principalmente do quadril, coluna lombar e pescoço, rigidez matinal10. Quanto pior o grau da anquilose, mais difícil é realizar movimentos simples do dia a dia, como dobrar o corpo para frente ou virar o pescoço11.

Um paciente com EA pode demorar em média oito anos para ter o diagnóstico, principalmente por desconhecimento dos sintomas7. “Dor nas costas é um sintoma muito comum, por isso, muitas vezes o paciente não procura o médico. Entretanto, depois que o dano foi estabelecido, não é possível reverter o quadro, e por isso o diagnóstico precoce é muito importante para evitar a progressão radiográfica da doença”, explica a médica. Segundo a Dra. Saad, 100% dos pacientes diagnosticados com Espondilite Anquilosante após sete anos sem tratamento terão comprometimento da articulação sacroilíaca, que é uma das articulações responsáveis pelo movimento de caminhar.

Ainda não há cura para a espondilite anquilosante, no entanto com o tratamento adequado, mudança de estilo de vida, prática de exercícios físicos e fisioterapia, o paciente poderá levar uma vida normal, sem dores e sem limitação8. O tratamento é feito com terapias para alívio da dor e anti-inflamatórios9. Os medicamentos biológicos são indicados para pacientes que não apresentam boa resposta ao tratamento convencional9.

Sobre a Espondilite Anquilosante

A espondilite anquilosante é uma doença reumatológica crônica que causa inflamação na coluna vertebral e nas articulações que ligam o final da coluna aos ossos da bacia, afetando principalmente os quadris e ombro e nos casos mais graves deixando o paciente com o aspecto curvado10-11. O principal sintoma da espondilite anquilosante é uma dor lombar persistente, por mais de três meses9. Pode começar com uma simples dor nas costas ou nas nádegas e evoluir, chegando a causar dificuldades para a pessoa se movimentar11.

Os homens têm três vezes mais chances de desenvolver a EA11 e de forma mais grave7, especialmente entre os 15 e 40 anos12, afetando diretamente a qualidade de vida em idade produtiva13,14. O fator genético pode explicar a maior prevalência entre os homens, porém, a espondilite anquilosante não tem causa conhecida. Como não há cura para a doença, quanto mais cedo for diagnosticada, menor será sua progressão e melhor será a qualidade de vida do paciente15.