ARMAS CONTRA O HPV

14 de julho de 2012


Ligado ao câncer de colo de útero, papilomavírus humano pode ser prevenido com vacina.

O câncer de colo do útero é um dos tumores mais comuns em mulheres. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que, neste ano, surgirão quase 18 mil casos no Brasil e que metade das pacientes não vai sobreviver. Para evitar que o número de mortes continue alto, especialistas apostam na vacina contra o papilomavírus humano, mais conhecido como HPV, indicada para meninos e meninas de nove a 14 anos. O governo já estuda incluí-la no programa nacional de imunização, mas, por enquanto, a vacina está disponível apenas na rede privada.

De acordo com a pesquisadora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer Luisa Lina Villa, estudos indicam que a vacina é totalmente eficaz na população que ainda não se expôs ao HPV, que é um vírus sexualmente transmissível. No Brasil, a vacina quadrivalente, que protege contra quatro tipos de HPV, incluindo os que provocam a erupção da pele, é comercializada desde 2006. A bivalente foi aprovada dois anos depois.

Apesar de ser mais indicada para crianças e adolescentes, a vacina quadrivalente contra o HPV pode oferecer benefícios para mulheres entre 26 e 45 anos, incluindo as que já foram infectadas pelo vírus.

 Mitos e verdades sobre o HPV

MITO

O HPV pode ser curado.

Não há nenhum tratamento específico que elimine a infecção viral. Portanto, a pessoa infectada será sempre um vetor de contágio. Em geral, a maioria das infecções por HPV é controlada pelo sistema imune e eliminada naturalmente pelo organismo, mas algumas persistem e podem causar tumores.


VERDADE


A infecção não apresenta sintomas.


Como é assintomático, a maioria das mulheres descobre que tem HPV por intermédio de um resultado anormal do Papanicolau: por isso, a importância do exame.


MITO


Os homens não desenvolvem doenças relacionadas ao HPV.


Nos homens, assim como nas mulheres, as manifestações clínicas mais comuns são as verrugas genitais, mas alguns tipos de HPV de alto risco, como o 16 e o 18, também causam câncer de pênis, de ânus e de cabeça e de pescoço.
Mitos e verdades sobre o HPV


MITO


O HPV pode ser curado.


Não há nenhum tratamento específico que elimine a infecção viral. Portanto, a pessoa infectada será sempre um vetor de contágio. Em geral, a maioria das infecções por HPV é controlada pelo sistema imune e eliminada naturalmente pelo organismo, mas algumas persistem e podem causar tumores.


VERDADE


A infecção não apresenta sintomas.

Como é assintomático, a maioria das mulheres descobre que tem HPV por intermédio de um resultado anormal do Papanicolau: por isso, a importância do exame.


MITO


Os homens não desenvolvem doenças relacionadas ao HPV.


Nos homens, assim como nas mulheres, as manifestações clínicas mais comuns são as verrugas genitais, mas alguns tipos de HPV de alto risco, como o 16 e o 18, também causam câncer de pênis, de ânus e de cabeça e de pescoço.


VERDADE


O HPV pode ser transmitido por meio de contato com toalhas, roupas íntimas e até pelo vaso sanitário.

Toalhas, roupas e até a tampa do vaso sanitário podem ter o HPV e ser uma fonte de infecção, apesar de rara.
 

NOVA ERA NA PREVENÇÃO DA TROMBOSE

14 de julho de 2012
Novo medicamento surge com a meta de reduzir uma das mais comuns doenças cardiovasculares.

Terceira doença cardiovascular mais frequente no mundo, depois da isquemia do coração e do acidente vascular cerebral (AVC), o tromboembolismo venoso (TEV) mata 1 milhão de pessoas todos os anos no Estados Unidos e na Europa. Caracteriza-se pela obstrução das veias profundas por um trombo (coágulo de sangue), mais frequentemente na perna ou na coxa do paciente, podendo evoluir para a embolia pulmonar, quando um pedaço do trombo ou mesmo o trombo inteiro (êmbolo) se solta e chega ao pulmão, bloqueando um ou mais vasos e afetando a circulação, podendo causar danos aos pulmões e a outros órgãos vitais e até morte súbita.

Trata-se de um “exagero” na coagulação do sangue, que deveria se limitar a fechar lesões que possam ocorrer na parede do vaso sanguíneo.

Diminuição do fluxo sanguíneo (frequente em pessoas com varizes acentuadas) e hipercoagulabilidade (percebida em pessoas com doença genética, em usuários de drogas e em grávidas) aumentam as chances de desenvolver o TEV. Outros fatores de risco são idade, obesidade e tabagismo. As situações mais comuns para gerar um tromboembolismo são a mobilidade reduzida por longo período, voos com mais de oito horas de duração, cirurgias ortopédicas, câncer e quimioterapia, anestesia geral, doenças cardiovasculares e insuficiência venosa.


Tratamento promissor

 

A maior novidade na prevenção da doença está no uso de rivaroxabana que, no Brasil, foi aprovada para uso nas cirurgias ortopédicas de grande porte, como de joelho e de quadril.

– É um medicamento que permite ser administrado sempre com dose fixa, sem efeito cumulativo, reduz aumento das enzimas hepáticas, não tem interação alimentar ou medicamentosa, permite um pós-operatório mais rápido e tem elevada biodisponibilidade, já que é oral, o que também aumenta a adesão ao tratamento – explica Jadelson Andrade, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Em 70% dos pacientes com trombose venosa profunda, ela se desenvolve como complicação de uma operação cirúrgica, repouso, parto ou gravidez e traumas.


Sintomas incluem dor e edemas

 

Os principais sintomas da trombose venosa profunda são dor e inchaço, que podem surgir juntos. A dor, em geral, começa sem causa aparente nos músculos da panturrilha e se intensifica com a movimentação. Pode aparecer em todo o membro inferior, acompanhando o edema, tendo início só na perna e no pé, em todo o membro ou subindo a perna e atingindo a coxa. Edemas em um só membro e com início agudo têm grande chance de serem provocados pela trombose venosa. Às vezes, existe alteração de cor no membro, que pode ser uma discreta vermelhidão ou um arroxeamento.

MENTE,PARA NÃO ESQUECER

14 de julho de 2012

Técnicas de memorização ajudam, mas manter mente e corpo ativos pode ser ainda mais eficaz.

Em 2030, mais de 65 milhões de pessoas no mundo terão alguma demência, segundo relatório divulgado este ano pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em um ambiente em que cada vez mais se lida com uma infinidade de informações, o hábito de recorrer à memória para se lembrar de telefones ou de nome de pessoas conhecidas é delegado à tecnologia. Diante disso, é comum ouvir queixas sobre esquecimentos repentinos e falta de atenção. Para contornar o problema e não contribuir com o desenvolvimento de doenças, é importante estimular o cérebro de diferentes maneiras. As técnicas de memorização podem ser uma opção.

Porém, entre os especialistas, ainda não há consenso sobre a eficácia dos exercícios para turbinar a memória.

O que a gente vê são propostas, mas ainda não deu tempo para ver os resultados. Mas qualquer coisa que faz as pessoas treinarem a memória já funciona – analisa o neurologista Ricardo Teixeira.

Para Fernando Elias José, psicólogo e especialista em cognição humana, é mais uma questão de autoconhecimento:

Devemos testar para saber o que se encaixa melhor na nossa rotina. Não existe uma fórmula geral, existem métodos que podem ou não funcionar.


Estímulos diversos


Para a coordenadora de desenvolvimento de material didático de língua portuguesa do Kumon, Any Queiroz, a memória é como uma enorme base de dados do cérebro.

Ela é responsável pela aquisição, armazenamento e evocação de informações. Aquilo que aprendemos, construímos e vivenciamos é armazenado e pode ser trazido à tona a partir de estruturas e estimulações cerebrais.

Mas quais seriam esses estímulos? Desde ler um livro novo ou fazer alguma outra atividade que exercite o cérebro já conta. Deve-se levar em consideração que a memória e as demais regiões do nosso cérebro reagem a determinados tipos de recompensa, ou seja, àquilo que causa prazer. Diante de tantas influências externas, temos que aprender a manter o hábito de fazer tarefas que nos tragam a sensação de prazer.

Para o preparador mnemônico Renato Alves, a tecnologia pode ser um entrave, pois as pessoas ficam mais dependentes dos aparatos, deixando de lado a memória.

Com o uso do celular, das calculadoras, por exemplo, as pessoas param de usar a memória. Estamos nos afastando da memória natural e nos aproximando da artificial, que pode facilmente se perder. Consequentemente, a memória fica lenta e você passa a não confiar nela e a usá-la menos. Devemos usar as duas memórias simultaneamente – analisa ele, que já esteve na lista dos que reclamam de falhas na memória e foi por causa dos esquecimentos corriqueiros que se especializou no assunto.


Pratique

De maneira geral, as técnicas de memorização consistem em uma série de exercícios com objetivos específicos. Além disso, para que tenha eficácia, é importante saber aquilo que se adapta a cada perfil.

 Entenda como funcionam alguns exercícios:

IMAGENS MENTAIS

> Essa técnica baseia-se na ideia da memória fotográfica. Para as pessoas que têm facilidade em decorar imagens, aconselha-se o recurso da informação estruturada, que provoque uma impressão forte na memória e obrigue a uma recordação exata.

PALAVRA-CHAVE

>
A ideia dessa técnica é associar um tópico a cada palavra-chave, de modo que, ao lembrar esse termo, nos recordamos de todo um raciocínio ou de toda uma matéria.

TÉCNICA DAS INICIAIS

> Muitas pessoas têm também maior facilidade de decorar um processo ou dados, como os elementos da tabela periódica, se esses formarem, com as suas iniciais, palavras fáceis de memorizar e com sentido.

TÉCNICA DOS NÚMEROS

> Algumas pessoas têm maior facilidade em recordar números do que palavras, por exemplo, números de telefone. Para elas, a codificação de um conjunto de informações em números pode ser a forma mais fácil de adquirir todos esses dados de uma forma natural e duradoura.

RIMAS E JOGOS

> O ensino de crianças passa muitas vezes por rimas e jogos, que se tornam fáceis instrumentos de memorização. Por exemplo, certas rimas para decorar o nome dos meses e do número de dias que os compõem ou mesmo o ritmo que se imprime à tabuada para que se assemelhe a uma cantiga são formas de memorização mais fáceis de implementar.

Na busca por uma mente saudável e um cérebro ativo, a prática de exercícios físicos também tem espaço essencial.

> O exercício melhora o condicionamento circulatório cerebral, libera substâncias como endorfina, causando a sensação de bem-estar e aumentando a capacidade de concentração, além de prevenir doenças – explica Luciana Piccoli, professora de educação física e especialista em qualidade de vida.

Segundo pesquisa publicada na Academia de Procedimentos Científicos dos EUA (Pnas, sigla em inglês), os exercícios físicos ajudam no desenvolvimento do hipocampo, região responsável pela memória.

> O exercício favorece o que antes se achava impossível, como a formação de novos neurônios, mais precisamente no hipocampo. Durante a atividade, o fígado produz uma substância que cai no sangue e entra no cérebro, fazendo o hipocampo produzir outra substância, o BNDF, que estimula o nascimento de novos neurônios – conta Luciana.

Fonte: Fonte: Instituto Politécnico de Setúbal, Portugal

VACINAÇÃO EM MASSA CONTRA A GRIPE H1N1,POR Pedro Simon

14 de julho de 2012 


Aumentou no país a incidência da gripe influenza A (H1N1), a gripe suína, em níveis que configuram quase uma epidemia. Nestes seis meses de 2012, o número de óbitos registrados até agora, de aproximadamente 120, foi quatro vezes maior do que o verificado no ano anterior. O Rio Grande do Sul está entre os Estados mais atingidos, junto com Santa Catarina e o Paraná.

Um exemplo da gravidade da situação é a fila de cerca de 5 mil pessoas em busca de imunização, formada na manhã do dia 11 de julho passado, em Santa Rosa, na Região Noroeste. Se levarmos em conta que a população total do município é de 68 mil pessoas, conforme dados de 2010 do IBGE, teremos uma ideia da real dimensão do problema. Projetando esses números, teríamos uma fila imaginária de quase 1 milhão de pessoas num Estado com cerca de 10 milhões de habitantes.

É louvável o esforço do governo federal, em especial do Ministério da Saúde, com a vacinação da população como forma de prevenção eficaz para diversos tipos de enfermidades. Os números referentes a tais mobilizações são eloquentes: um público-alvo de milhões de pessoas, envolvendo grande parte da população; além de recursos imensos despendidos a cada ano para a vacinação de homens, mulheres e crianças por todo o país para evitar doenças como tuberculose, sarampo, poliomelite, rubéola, febre amarela e hepatite B, entre outras. Esse cuidado tem produzido grandes resultados, sendo que a varíola já está erradicada do nosso território.

Não obstante tal cuidado, é prudente as autoridades sanitárias dispensarem maior atenção à gripe H1N1. Têm sido constantes as solicitações, dirigidas à União, dos governos de diversos Estados de novos e urgentes lotes de vacina para a prevenção, enquanto as escolas, por conta própria, já antecipam as férias dos alunos para reduzir as oportunidades de contágio.

Diante dessa situação e avaliando o drama que vive a população diante de uma enfermidade que avança – no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,2 bilhão de pessoas estão suscetíveis, com elevado risco de contaminação –, duas medidas urgentes se impõem: a vacinação em massa da população, sem diferenciação por grupos mais suscetíveis; e uma campanha permanente de mobilização e conscientização nos veículos de comunicação.

*Senador (PMDB-RS)

CONTROLAR O STRESS AJUDA NO TRATAMENTO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA

12/07/2012

Pacientes portadores de esclerose múltipla têm a saúde beneficiada ao controlar o stress.
Terapia que ajuda a identificar situações mais estressantes e ensina a enfrentá-las pode evitar surgimento de novas lesões no cérebro.


Aprender a lidar com situações de stress pode ajudar a melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem de Esclerose Múltipla, retardando a progressão da doença e evitando o surgimento de novos danos no cérebro desses pacientes. Essa conclusão faz parte de uma nova pesquisa publicada nesta quarta-feira no periódico Neurology.

A Esclerose Múltipla é uma doença crônica de causa desconhecida que ocorre quando as fibras nervosas do cérebro e a substância que as reveste são danificadas ou destruídas, levando a várias cicatrizações no órgão. Esse quadro pode provocar sintomas com sensações de formigamento e dor, comprometimento da visão, problemas motores — como fraqueza, lentidão e tremores —, alteração de humor e depressão. Os sintomas pioram lentamente com o tempo.


Terapia — Nesse novo estudo, 121 pessoas com Esclerose Múltipla foram submetidas a um tratamento cujo objetivo era ensinar os pacientes a lidar melhor com o stress. O grupo passou por 16 sessões de terapia em um período de seis meses. Nelas, os participantes recebiam ajuda para identificar quais eram as principais situações estressantes pelas quais costumavam passar, eram aconselhados sobre como evitar esses eventos e aprendiam técnicas de relaxamento e meditação para melhor enfrentá-los.


Leia também: 


Após o fim do período de tratamento, esses voluntários foram comparados a um grupo de pacientes que também tinham Esclerose Múltipla, mas que não passaram por essas sessões de terapia. Segundo os resultados, ao longo dos seis meses, 43% dos indivíduos que passaram pelo tratamento de controle de stress apresentaram, em exames de imagens do cérebro, novas lesões no cérebro associadas à doença. Esse índice foi de 77% entre aqueles que não receberam o tratamento. Essa diferença entre os dois grupos foi a mesma em paciente que estava ou não fazendo uso de medicamentos para Esclerose.

No entanto, de acordo com o estudo, assim que as pessoas pararam de passar pelas sessões de terapia, essa melhora desapareceu, sugerindo que esse tipo de tratamento deveria ser seguido durante toda a vida. O especialista da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, e coordenador da pesquisa, David Mohr, afirma que aprender a lidar com o stress pode se tornar um tratamento adicional para a Esclerose Múltipla, ajudando a melhorar os efeitos dos medicamentos.

SAIBA MAIS SOBRE O TRANSTORNO BIPOLAR

Explosão de energia 12/07/2012


Apesar de algumas crises passarem despercebidas, tratamento médico e psicoterápico deve ser aplicado.
Para superar a doença, família precisa saber como lidar com os altos e baixos.


A depressão de João Francisco (nome fictício), 33 anos, começou em 2001. À época, prestes a entrar na faculdade, o então estudante notou que, de repente, não tinha mais vontade de sair de casa. Dormia demais, sentia-se desmotivado. Em 2004, veio a crise de euforia: dessa vez, uma sensação de extremo bem-estar o tomou de assalto. Sem nenhum motivo aparente, ele — até então tímido — transformou-se em uma pessoa extrovertida e falante.

— Você não fica alterado. Mas também não fica feliz. O que acontece é que a energia dentro de você fica muito grande. Fiquei eufórico. Você pode ser Deus, se quiser. A pessoa se sente capaz de tudo — afirma.

Uma amiga do escritório em que ele trabalhava percebeu que a situação estava estranha. Aconselhado por ela, João resolveu procurar um médico. Seus altos e baixos ganharam um nome: transtorno bipolar.

— Nunca cheguei a ficar agressivo, mas fico com vergonha das coisas que faço — exemplifica.


Apoio começa em casa


Embora o diagnóstico dos transtornos afetivos só possa ser dado por um médico, Luís Russo, psicólogo e presidente da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), enfatiza o papel familiar na detecção e tratamento do mal. Como no auge das crises as relações interpessoais do indivíduo ficam comprometidas, a família costuma dar o alerta.

— São comuns as manifestações de hostilidade, enfrentamento, impaciência, dificuldade de ouvir o outro (não prestando atenção no que a pessoa está dizendo, querendo somente impor a sua própria opinião) e isolamento, entre outras — enumera.

Ainda que sejam marcadas por comportamentos fora do "normal", Russo explica que as crises podem, por incrível que pareça, passar despercebidas. Por isso, além do tratamento médico e psicoterápico, Russo defende a família como um terceiro pilar de suporte.


Excesso de proteção


Por melhores que sejam as intenções, a família também pode ser um entrave na melhora de pacientes. Em alguns casos, inclusive, os médicos costumam recomendar sessões de psicoterapia familiar, pois o modo como portadores dos transtornos se relacionam com os que convivem com eles pode ser um desencadeador de episódios. Alguns estilos de relação dentro do contexto familiar podem ser maléficos para o prognóstico.

INTERAÇÕES PERIGOSAS ENTRE COLÍRIOS E OUTROS MEDICAMENTOS DOBRAM NO INVERNO

Combinações desastrosas  10/07/2012 


Os grupos de maior risco são os idosos e as mulheres.
Alterações cardíacas, aumento da pressão arterial e hemorragia são os principais riscos.


Com a chegada do frio, o uso indiscriminado de colírios em conjunto com outros medicamentos pode causar falta de ar, hemorragia ou hipertensão. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Penido Burnier e coordenada pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, a combinação chega a atingir 20% dos pacientes atendidos. 

De acordo com Queiroz Neto, essa é a média dos 12 mil atendimentos realizados nos últimos três meses. Comparado ao período de janeiro a março, o clima frio dobra o número de interações medicamentosas. Os grupos de maior risco são os idosos que fazem tratamentos para doenças crônicas e mulheres que tomam contraceptivos ou fazem terapia de reposição hormonal (TRH).

O especialista diz que a inocente mistura de aspirina com colírio para combater a irritação ocular, tão comum nesta época do ano, pode causar uma hemorragia. 

— Não é comum esse tipo de ocorrência, mas hipertensos, cardiopatas, asmáticos e até fumantes que têm as artérias obstruídas pelos componentes do cigarro devem manter atenção redobrada com essa interação medicamentosa — ressalta.

A recomendação do médico é usar lágrima artificial ou compressa de água fria para reduzir o desconforto ocular provocado pelo frio. Se o sintoma não desaparecer em dois dias é preciso consultar um oftalmologista. 

— Os efeitos dos medicamentos associados diferem de quando são tomados isoladamente. Por isso, quem vai ao médico deve informar todos os medicamentos que está usando para proteger a própria saúde — alerta. 


Combinações perigosas


:: Colírio Beta-bloqueador + broncoldilatador = falta de ar

:: Colírio antiglaucomatoso + corticóide = risco de progressão do glaucoma

:: Colírio antinflamatório + anticoagulante = hemorragia

:: Colírio vasoconstritor + anti-hipertensivo = hipertensão

:: Colírio Vasoconstritor + Amiodarona ou antiespasmódico = taquicardia

:: Colírio antibiótico + contraceptivo = corta o efeito da pílula

POR QUE NOSSA PELE SE RENOVA MAS OS OUTROS ÓRGÃOS NÃO?

10/07/2012


Amplificação de quatro camadas distintas da pele humana. Os queratinócitos, planos, mortos e à prova d'água, ficam na camada superior. As células-tronco ficam em uma camada mais interna, chamada estrato basal. Abaixo dele fica a derme, o tecido rico em colágeno que funciona como um amortecedor para o corpo.


Rejuvenescimento da pele


Por que nossa pele é capaz de se reconstruir continuamente, enquanto outros órgãos, uma vez danificados, podem nos levar a situações incontornáveis?

Essa questão parece estar começando a ser respondida, graças ao trabalho do Dr. George Sen, da Universidade da Califórnia (EUA).

Ele e sua equipe descobriram como as células epidermais progenitoras e as células-tronco da pele controlam os fatores de transcrição para evitar uma diferenciação prematura.

É isso que preserva sua capacidade para produzir novas células da pele ao longo de toda a nossa vida.
A descoberta pode ajudar a desenvolver novos medicamentos ou terapias voltados não apenas para doenças da pele, mas também para outras condições onde os dois tipos de células - progenitoras e células-tronco - estão envolvidas.


Células-tronco e células progenitoras


As células-tronco são células capazes de se replicar continuamente, transformando-se em qualquer outro tipo de célula, um processo conhecido como diferenciação.

As células progenitoras são mais limitadas, tipicamente diferenciando-se em um tipo específico de célula, e capazes de se dividir apenas um número limitado de vezes.

Para renovar a pele ao longo da vida, as células-tronco e as células progenitoras produzem células chamadas queratinócitos, que vão "subindo" pelas camadas da pele à medida que esta se desgasta. Todos os queratinócitos serão descartados a seu tempo.

A chave para esse "rejuvenescimento" contínuo da pele está no exossoma, um complexo proteico envolvido na degradação do RNA.


Exossoma


O exossoma é uma coleção de cerca de 11 proteínas responsáveis pela degradação e reciclagem de diversos elementos do RNA.

Isso inclui o RNA mensageiro, que se desgasta ou que contém erros resultantes da tradução de proteínas disfuncionais, que poderiam potencialmente ser deletérios para a célula.

"De forma simplificada, o exossoma funciona como um sistema de vigilância nas células, regulando o ciclo normal dos RNAs, assim como destruindo RNAs com erros," explicou o Dr. Sen.


Fator de transcrição


Os cientistas descobriram que, na epiderme, o exossoma alveja e destrói mRNAs que codificam fatores de transcrição que induzem a diferenciação.

Mais especificamente, o exossoma degrada um fator de transcrição chamado GRHL3 nas células progenitoras epidermais, mantendo-as indiferenciadas.

Quando recebem o sinal para se diferenciar, as células progenitoras perdem a expressão de determinadas subunidades do exossoma, o que leva a níveis mais elevados da proteína GRHL3.
Este aumento nos níveis da GRHL3 promove a diferenciação das células progenitoras.

"Sem um exossoma funcional nas células progenitoras," disse Sen, "as células progenitoras iriam se diferenciar prematuramente devido a níveis mais elevados de GRHL3, resultando na perda de tecido epidérmico ao longo do tempo."

GRIPE A DEVE ATINGIR O PICO NA PRÓXIMA SEMANA

Saúde  09/07/2012 


Clínicas particulares divulgam a falta de doses da vacina apesar da grande procura.
Epidemia como a de 2009 não deve se repetir, garantem especialistas.


A circulação do vírus da gripe A deverá atingir o seu pico no Rio Grande do Sul na segunda quinzena deste mês, para só então começar a curva descendente no gráfico de contaminações.

A expectativa da Secretaria Estadual da Saúde é de que o ápice da transmissão, que até ontem já havia provocado 15 mortes no Estado, ocorra entre os dias 15 e 20 de julho. Um novo boletim deverá ser divulgado nesta segunda-feira.

Com base no comportamento do vírus H1N1 nos últimos três anos, o secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni, espera que o auge da contaminação ocorra na próxima semana no Estado.

Não temos como estimar o número de óbitos, mas não estamos esperando nada parecido com o que houve em 2009 — afirma Simoni, fazendo referência ao ano em que a doença deixou 297 vítimas no Estado.

O professor de Infectologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Luciano Goldani lembra que a atividade do vírus está baixa no mundo inteiro e parte da população gaúcha está imunizada por ter se vacinado ou já ter adoecido:

Não há possibilidade de se repetir a epidemia de 2009. 

Goldani acredita que, como o pico da doença deverá ocorrer no final deste mês, o saldo de mortes deverá aumentar — mas sem chegar perto das quase três centenas de vítimas verificadas quando a epidemia chegou ao Estado. O especialista avalia que o número final poderá ficar perto de 40 ou 50 mortos — mas ressalta que essa é apenas uma opinião, e que dados como esses são difíceis de prever.

Epidemiologista do Hospital de Clínicas, Jair Ferreira observa que a distribuição da doença no Estado ainda é pouco uniforme, com focos em alguns municípios de regiões como a Noroeste. Há três anos, ele recorda que a epidemia se alastrou de maneira abrangente e levou a um aumento vertiginoso de casos durante o mês de julho, o que não estaria ocorrendo agora.

— O pico deve ocorrer até o final do mês, mas se o vírus ficar em regiões onde houve uma maior vacinação ou a gripe foi mais forte em outros anos, a quantidade de casos não deve subir muito — argumenta Ferreira.


Clínicas privadas aguardam chegada de novas vacinas 


Quem pretendia aumentar o nível de prevenção por meio de vacinas, porém, pode encontrar dificuldades. Nos postos de saúde, só pode ser imunizado quem se enquadra nos critérios de maior risco — maiores de 60 anos, indígenas, gestantes, crianças de seis meses a dois anos e portadores de doenças crônicas e que oferecem baixa resistência imunológica. Mesmo assim, o Estado ainda aguarda o envio de mais 200 mil doses para dar conta da demanda, além das 600 mil já garantidas. Alguns municípios podem apresentar problemas de estoque.

Na rede privada, a situação é ainda mais difícil. Em Porto Alegre, por exemplo, praticamente não existem mais doses disponíveis e há pouca certeza de quando chegarão as novas remessas. As estimativas informadas por duas clínicas de vacinação indicavam que novos carregamentos poderiam chegar entre uma semana e 10 dias — mas não havia como garantir que esse prazo seria cumprido.


COMPARAÇÃO


Confira algumas diferenças entre a gripe A agora e três anos atrás, quando chegou ao Estado:

1. Número de casos

2. Evolução

3. Atendimento

4. Reações 

5. Vacinação 


2009

1. Houve mais de 3,5 mil casos confirmados e 297 mortes.

2. A primeira morte no Estado ocorreu em 28 de junho. Na Capital, a primeira vítima foi registrada em 22 de julho.

3. Foram montados esquemas especiais de atendimento, com barracas e contêineres diante de hospitais. Havia pouco medicamento antiviral à disposição dos doentes.

4. Pessoas usavam máscaras nas ruas, em cidades como grande incidência da doença, como Passo Fundo. Houve um recesso escolar para tentar diminuir a disseminação da doença. Até universidades pararam.

5. Não havia vacina disponível ainda.


2012


1. Até ontem, havia 99 casos confirmados e 15 mortes.

2. Em 11 de junho houve o primeiro registro de morte no Estado. Em Porto Alegre, em 25 de junho.

3. Não foram montadas estruturas especiais. A política do Estado é de ministrar o antiviral Tamiflu em todos os casos suspeitos de gripe A.

4. O uso de máscaras não é uma prática comum, e, até o momento, ainda não se planeja determinar outro recesso nas escolas.

5. Vacinações foram realizadas desde 2010, quando quase 5 milhões de pessoas foram imunizadas. Este ano, porém, a cobertura foi menor e atingiu cerca de 1,5 milhão de gaúchos.



APRENDA A INDENTIFICAR OS SINAIS DE SUA PELE

Preste atenção  09/07/2012


Pele saudável é sinônimo de organismo saudável, já que o órgão é o termômetro de como anda nossa saúde.
Algumas alterações podem estar relacionados a problemas de saúde.

 
Cuidar da pele não é só uma questão de vaidade. De acordo com a dermatologista Pietra Martini, a pele é o maior termômetro de como anda nossa saúde. Por isso, algumas alterações precisam de tratamentos simultâneos para que ela volte a ter um aspecto saudável. 

A médica destaca que, em alguns casos, o problema de pele está associado à má alimentação. Isso é mais comum para quem faz dietas radicais sem acompanhamento médico ou já passou por cirurgia bariátrica. 

Já atendi pessoas que depois da cirurgia de redução do estômago chegaram ao consultório com falhas no cabelo — afirma Pietra. 

Segundo ela, a queda de cabelo está relacionada à má absorção da ferritina. Por isso, não adianta usar xampu antiqueda, o mais usual é a prescrição de suplementação alimentar. Mas a queda pode estar também associada à herança genética, estresse ou excesso de química ou ainda pode indicar alteração na tireoide. 

A única forma de chegar ao diagnóstico correto é através de consulta e exames médicos, até para o encaminhamento do tratamento adequado — ressalta a médica.

Abaixo, a especialista elenca alguns sinais na pele que podem estar relacionados a problemas de saúde. Pietra destaca que a dermatologia tem tratamentos coadjuvantes que melhoram a aparência da pele para todas as alterações, com exceção da pele amarelada e das manchas vermelhas causadas por queda de plaquetas no sangue. Independente do sinal, ela recomenda consultar um especialista para evitar o agravamento das doenças.

Confira a lista:


:: Pele ressecada — alterações na tireoide, diabetes

:: Pele oleosa com acne — alterações hormonais, ovário policístico

:: Queda de cabelo — alterações na tireoide

:: Manchas vermelhas na perna — queda de plaquetas no sangue

:: Manchas brancas — pitiríase vesicular

:: Olheiras permanentes — doença celíaca, no fígado ou diabetes

:: Pele amarelada — icterícia, hepatite, cálculo biliar

:: Pintas escuras com borda irregular — câncer de pele

ALTA PROCURA FORMA LISTA DE ESPERA

08 de julho de 2012  MEDO DA GRIPE
 
 
Na sexta-feira, a maior parte das clínicas que oferecem doses pagas estava sem estoques.
 
Secretaria Estadual da Saúde não está sozinha na busca por novas doses de vacina contra a gripe. As clínicas particulares também não conseguem garantir o estoque para atender a demanda, que cresceu significativamente ao longo desta semana, diante da confirmação de mais mortes por Gripe A até agora do que em todo o ano de 2010.

Na tarde de sexta-feira, Zero Hora entrou em contato com 10 clínicas particulares de Porto Alegre para verificar a disponibilidade da vacina. Somente uma ainda dispunha de doses. Ainda dispunha, pois diante das filas que se formavam em frente a uma delas, não era possível garantir que o estoque fosse durar até hoje. O Núcleo de Vacinas do Hospital Moinhos de Vento, no Shopping Iguatemi, esperava retomar a vacinação ainda no sábado, com a chegada de mais 400 doses.

O custo médio é de R$ 80, mas alguns convênios garantem desconto. Nos demais centros de vacinação consultados pela reportagem na sexta, a previsão é de que novos lotes cheguem na segunda quinzena de julho, devido à indisponibilidade dos laboratórios fornecedores. O Sanofi/Pasteur, principal distribuidor, reconhece que a vacina está em falta. Em nota, a empresa explica que “tem se empenhado para atender ao aumento significativo da procura pela vacina, aumentando em mais de 30% o volume de vacinas disponibilizado este ano” e anuncia a liberação de mais de cem mil doses para os centros privados de vacinação nos próximos dias.


Ministério da Saúde descarta epidemia


Porém, não é só tomar a dose e ficar imunizado automaticamente: a vacina leva cerca de 15 dias para fazer efeito, conforme explica o pneumologista César Espina. Mesmo assim, a atitude garante uma proteção importante nos meses de agosto e setembro, quando ainda faz frio no Sul. O médico reitera que não há motivo para pânico:

Embora tenham sido registrados mais casos de Gripe A do que no ano passado, não há risco de epidemia, como em 2009.

De acordo com Cláudio Maierovitch, diretor do departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, a situação está dentro da normalidade. No Rio Grande do Sul, 99 casos de gripe A – dos quais, 15 mortes – foram confirmados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), conforme o último balanço oficial divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde.
 
 Serviço

ONDE SE VACINAR NA CAPITAL

Como os estoques estão se esgotando rapidamente, o indicado é ligar para confirmar se há a possibilidade de fazer a vacina.

- Imune Clínica de Vacinação – Shopping Iguatemi – Avenida João Wallig, 1.800, fone (51) 3328-5322

- Vacine Clínica de Vacinas – Rua José de Alencar, 237, fone (51) 3233-9090

- Clínica Multivacinas – Av. Assis Brasil, 3940, loja 3b, fone (51) 3028-2585

- Hospital Moinhos de Vento – Rua Ramiro Barcelos, 910, fone (51) 3311-7555

- Núcleo de Vacinas do Hospital Moinhos de Vento – Shopping Iguatemi, fone (51) 3327-7073
 
 

POR DENTRO DO TRASTORNO BIPOLAR

07 de julho de 2012



Para superar a doença, família precisa saber como lidar com os altos e baixos.

A depressão de João Francisco (nome fictício), 33 anos, começou em 2001. À época, prestes a entrar na faculdade, o então estudante notou que, de repente, não tinha mais vontade de sair de casa. Dormia demais, sentia-se desmotivado. Em 2004, veio a crise de euforia: dessa vez, uma sensação de extremo bem-estar o tomou de assalto. Sem nenhum motivo aparente, ele – até então tímido – transformou-se em uma pessoa extrovertida e falante.

Você não fica alterado. Mas também não fica feliz. O que acontece é que a energia dentro de você fica muito grande. Fiquei eufórico. Você pode ser Deus, se quiser. A pessoa se sente capaz de tudo – afirma.

Uma amiga do escritório em que ele trabalhava percebeu que a situação estava estranha. Aconselhado por ela, João resolveu procurar um médico. Seus altos e baixos ganharam um nome: transtorno bipolar.

Nunca cheguei a ficar agressivo, mas fico com vergonha das coisas que faço – exemplifica.


Apoio começa em casa

 

Embora o diagnóstico dos transtornos afetivos só possa ser dado por um médico, Luís Russo, psicólogo e presidente da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), enfatiza o papel familiar na detecção e tratamento do mal. Como no auge das crises as relações interpessoais do indivíduo ficam comprometidas, a família costuma dar o alerta.

São comuns as manifestações de hostilidade, enfrentamento, impaciência, dificuldade de ouvir o outro (não prestando atenção no que a pessoa está dizendo, querendo somente impor a sua própria opinião) e isolamento, entre outras – enumera.

Ainda que sejam marcadas por comportamentos fora do “normal”, Russo explica que as crises podem, por incrível que pareça, passar despercebidas. Por isso, além do tratamento médico e psicoterápico, Russo defende a família como um terceiro pilar de suporte.

Excesso de proteção

 

Por melhores que sejam as intenções, a família também pode ser um entrave na melhora de pacientes. Em alguns casos, inclusive, os médicos costumam recomendar sessões de psicoterapia familiar, pois o modo como portadores dos transtornos se relacionam com os que convivem com eles pode ser um desencadeador de episódios. Alguns estilos de relação dentro do contexto familiar podem ser maléficos para o prognóstico.




AUMENTO DA DEMANDA ELEVA LIMITE MÁXIMO DE ATENDIMENTOS PSICOLÓGICOS VIA INTERNET

À distância  04/07/2012


A psicóloga Maria Adélia Minghelli Pieta (na tela) realiza sessões para pesquisa em caráter experimental, na UFRGS.
A partir de dezembro, o número de consultas possíveis passará de 10 para 20 sessões.

A facilidade de fazer tudo na frente do computador já foi estendida até para alguns casos de atendimentos psicológicos.

Em situações pontuais de orientação, é liberado, desde 2005, o atendimento via MSN, skype ou outra ferramenta de comunicação online.

Com o crescimento da demanda por este tipo de serviço, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) agora aumentou o número de consultas possíveis na modalidade. A partir de dezembro, o limite passará de 10 para 20 sessões, e haverá maior rigor nos seus mecanismos de segurança.

A possibilidade de fazer o dobro veio para que o acompanhamento das questões possa ser mais qualificado, mas não tem intenção de substituir a terapia prolongada.

 O atendimento online não é psicoterapia. É importante lembrar que as consultas à distância só devem ser usadas em casos muito focados, como orientação vocacional, de pacientes que estão no Exterior, para dificuldades de adaptação em uma nova cidade, problemas escolares ou questões afetivas — afirma o coordenador da comissão de credenciamento de sites do CFP, Aluízio Lopes de Brito.

Há 204 sites aptos a prestar o serviço em todo o Brasil. Segundo o Conselho Federal de Psicologia, somente quatro são gaúchos, e três destes precisam ter sua licença renovada.

Apesar do baixo número, há uma fila de sites do Estado para conseguir o selo que garante que o internauta está sendo atendido por um psicólogo credenciado e que o site tem as medidas de segurança exigidas para que não haja vazamento de dados.

 A fiscalização e o credenciamento são as garantias de que o paciente está sendo tratado por um psicólogo apto — alerta o coordenador técnico do Conselho de Psicologia do Rio Grande do Sul, Lúcio Fernando Garcia.

Embora a eficácia do tratamento online para casos específicos já seja amparada em pesquisas, ainda faltam estudos para tratamentos mais longos. Sessões de psicoterapia online só estão liberadas para pesquisa em caráter experimental, como a realizada pela psicóloga Maria Adélia Minghelli Pieta no Laboratório de Fenomenologia Experimental e Cognição da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O estudo iniciado em junho vai tratar 24 pacientes durante três meses, metade da maneira convencional, metade em chat com vídeo na internet. Os resultados serão usados para comparar as duas modalidades.

 A pesquisa vai nos ajudar a identificar em quais tipos de tratamento prolongado não haveria perda na qualidade da psicoterapia para uma possível oferta futura desta opção — explica Maria Adélia. 

GAROTO DE ARARAQUARA, SP,COM GRAVE DOENÇA INICIA TRATAMENTE NA CHINA

03/07/2012 

O garoto Gustavo que sofre da Síndrome de West.
Menino de três anos tem problema neurológico causado por vírus comum.
Tratamento custará R$ 110 mil e dinheiro foi arrecadado em campanha.


O garoto de Araraquara (SP) Gustavo Ferreira, de 3 anos, que possui um grave problema neurológico, conhecido como Síndrome de West, iniciará no próximo sábado (7) um tratamento com células-tronco em um instituto de biotecnologia na cidade de Guamghzou, na China. A família embarca para o país nesta quarta-feira (4).

O procedimento será pago com os R$ 110 mil que a família arrecadou durante uma campanha de pouco mais de três meses realizada na cidade. O dinheiro custeará o tratamento, a viagem e a estadia, até o dia 16 de agosto, quando o garoto e seus pais devem retornar ao Brasil.

Segundo a mãe de Gustavo, Carla Ferreira, ele passará por oito aplicações de células-tronco durante o tratamento. “Ele também deve fazer fisioterapia, seções de fonoaudiologia, e outras estimulações”, afirma.


O tratamento deve durar no máximo 45 dias no instituto chinês, onde os pais também ficarão hospedados, e deverá continuar em São Paulo e Campinas (SP), em clínicas especializadas em estimulação intensiva, por pelo menos um mês. Depois disso, ainda deverá passar por acompanhamento médico por seis meses.

O garoto já fazia tratamento de reabilitação em casa e as brincadeiras também envolvem movimentos de estímulo, mas, por enquanto, os avanços são poucos. Na China, o tratamento com células-tronco adultas substitui as partas danificadas do cérebro.


A doença



Uma infecção durante a gestação da mãe do garoto pode ter causado o problema neurológico em Gustavo. Uma entre cada cem crianças pode ser infectada pelo citomegalovirus (CMV), pois durante a gravidez ele pode provocar infecção congênita múltipla e uma série de problemas para o bebê.

O CMV é um vírus muito comum, da família do herpes. Pode ser transmitido de várias formas: pela saliva, sangue, urina, secreções do cólo do útero e até pelo leite materno. Um adulto pode ter o vírus e nem saber, já que na maioria das vezes a pessoa não apresenta sintomas, mas quando a infecção é pelo feto, danifica as células da criança em formação.

Entre as sequelas do problema neurológico,que só foi percebido quando Gustavo tinha seis meses, estão deficiência auditiva, dificuldades motoras, além de precisar de auxílio para comer se sentar e realizar outras atividades comuns.

BOTOX AJUDA A REDUZIR TREMORES EM PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

03/07/2012


Mulher recebe aplicação de Botox: pesquisa conclui que toxina botulínica pode ser aliada contra sintomas da Esclerose Múltipla.
Estudo mostrou que toxina botulínica melhorou significativamente a gravidade do sintoma, assim como a habilidade de escrever e desenhar.


Um novo estudo publicado nesta terça-feira na revista Neurology mostrou que o uso de botox (toxina botulínica) pode ajudar a aliviar os tremores de braços e mãos entre pessoas com Esclerose Múltipla. Segundo os pesquisadores, que são da Universidade de Melbourne, na Austrália, esses achados são importantes pois as alternativas que existem atualmente para diminuir os sintomas da doença, como a fisioterapia, não são completamente eficazes.

A pesquisa selecionou 23 pessoas com Esclerose Múltipla. Durante três meses, parte delas recebeu um tratamento com injeções de botox e o restante, doses de placebo. Após esse período, e ao longo dos três meses seguintes, o grupo que havia sido tratado com a toxina botulínica passou a receber o placebo, e vice-versa. Foram avaliadas a gravidade dos tremores desses pacientes e a capacidade deles de escrever e desenhar.



Os resultados mostraram que a terapia com botox melhorou significativamente os sintomas observados a partir da sexta semana de tratamento. Os tremores, que antes eram classificados como graves, passaram a ser moderados ou leves entre os pacientes tratados com a toxina botulínica. O placebo, por outro lado, não alterou a severidade dos sintomas. O efeito colateral mais apresentado com as aplicações de botox foi a fraqueza muscular, que afetou 42% dos participantes (com placebo essa taxa foi de 6%). Esse problema, no geral, não se mostrou grave e desapareceu dentro de duas semanas. “Nosso estudo sugere uma nova abordagem para amenizar os tremores relacionados à Esclerose Múltipla. No entanto, ainda há diversos desafios no combate ao problema e mais e maiores estudos são necessários para que essa alternativa possa ser utilizada na prática clínica”, diz a coordenadora da pesquisa, Anneke vam der Walt.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprova o uso da toxina botulínica para oito problemas diferentes. Saiba quais são:




 

REMÉDIO PARA ALZHEIMER FABRICADO NO BRASIL PASSA A SER DISTRIBUÍDO GRATUITAMENTE ESTE MÊS

Solução caseira 02/07/2012

Laboratório firmou compromisso de atender toda a demanda nacional do medicamento.


Começaram a ser entregues na sexta-feira,às secretarias estaduais de Saúde, os primeiros lotes de rivastigmina, medicamento destinado ao tratamento dos portadores de Alzheimer, fabricado nacionalmente. Quatro toneladas do remédio serão distribuídas gratuitamente para atender ao total da demanda do país. De acordo com dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), cerca de 6% dos 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos sofrem com a doença.

Um laboratório multinacional detinha a patente do remédio. Com a expiração da patente, teve início o processo de desenvolvimento da formulação do medicamento no laboratório do Instituto Vital Brazil (IVB), localizado em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O processo de produção teve início há dois anos, quando o IVB constituiu uma parceria que envolvia o laboratório Laborvida, do Rio de Janeiro, e o laboratório EMS, de São Paulo, o maior produtor do país no campo dos medicamentos genéricos. 

O vice-presidente do IVB, Bernardo Horta, disse que o projeto é fruto de uma nova política de governo federal que, por meio de legislações específicas, incentivou a produção nacional da rivastigmina, fortalecendo o campo da saúde através de uma parceria público-privada. 

Segundo o vice-presidente, o remédio deve estar disponível já a partir deste mês, e será entregue trimestralmente. O Ministério da Saúde será o responsável pela distribuição nacional gratuita do medicamento, por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS). Para a distribuição dos lotes, o Instituto Vital Brazil firmou com o Ministério da Saúde contrato de cinco anos, com o compromisso de atender toda a demanda nacional necessária. O medicamento a ser entregue possui formulações que variam de 1,5 mg a 6 mg, em embalagens de 15 cápsulas cada.

O Alzheimer é uma doença degenerativa, caracterizada pela perturbação das funções cognitivas, e é ainda incurável e progressiva, levando à morte. Esses sintomas muitas vezes são acompanhados pela deterioração do comportamento social, da motivação e do controle emocional.

DOR NAS COSTAS PERSISTENTE PODE SER SINTOMA DE DOENÇAS GRAVES

Sinal de alerta  30/06/2012 


Problemas mais comuns são ocasionados pelo envelhecimento do corpo.
Lombalgia pode estar associada tanto a simples contraturas quanto a tumores e traumas.


A região lombar é composta por cinco vértebras e é responsável por manter a postura e o equilíbrio do corpo, além de proteger estruturas vitais nervosas, como a medula. Por isso, dores nas costas persistentes não devem ser ignoradas. A lombalgia, como é chamada a dor lombar, começa a se tornar comum a partir dos 25 anos e pode revelar de simples contraturas, até casos mais graves, como tumores e traumas.

A lombalgia é como o alarme de automóvel: quando toca, é porque alguma coisa está errada. Qualquer dor naquela região pode ser chamada de lombalgia. É sintoma de algo que deve ser investigado — explica o cirurgião ortopedista Aldemar Roberto Mieres Rios, membro da Sociedade Brasileira de Coluna. 

Existem inúmeros problemas relacionados à lombalgia, mas os mais comuns são ocasionados pelo envelhecimento do corpo. Em média, entre 25 e 30 anos, os discos intervertebrais, que protegem e amortecem o atrito entre as vértebras na coluna, podem começar a apresentar complicações. O médico explica que as proteínas que mantêm os discos hidratados sofrem com o desgaste e se rompem. 

Isso acontece por causa dos hábitos e do modo de vida da pessoa, como fumar ou carregar peso, e também é relacionado aos fatores genéticos — detalha Rios. 

De acordo com médico, doenças como hérnia de disco e "bico de papagaio" surgem assim, bem como estenoses de canal lombar, escolioses degenerativas e torções. No caso de tumores, a lombalgia é sinal de que células tumorais podem estar destruindo os ossos da coluna ou comprimindo o tecido nervoso ou de órgãos alinhados a ela. 

Se o diagnóstico tardar demais, pode comprometer a vida do paciente ou a função da coluna vertebral — alerta o especialista.

A lombalgia pode ser aguda: representar um trauma como uma entorse, por exemplo, que é uma torção na coluna e pode ser tratada. Mas também pode ser crônica, que tem como principal problema uma doença e deve ser precisamente diagnosticada. Procurar atendimento médico é o melhor caminho para diagnosticar o problema e determinar o tratamento adequado.