ESTATUTO DO MILITAR PODERÁ SER MODIFICADO PARA PREVER REFORMA POR ESCLEROSE MÚLTIPLA

Publicado Quinta-Feira, 16 de Fevereiro de 2012.




A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou, nesta quinta-feira (16), parecer favorável ao projeto de lei da Câmara (PLC 127/11), que altera o Estatuto dos Militares (Lei 6.880/1980), para incluir a Esclerose Múltipla no rol de doenças consideradas incapacitantes. A proposição, encaminhada ao Congresso pela Presidência da República, será analisada ainda pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) cita, no relatório apresentado ao projeto, argumento do Ministério da Defesa de que a esclerose múltipla já é incluída na Lei 8.112/1990, como doença grave passível de aposentadoria para o servidor civil por invalidez permanente. Portanto, observa ele, é injustificável a ausência de tratamento equivalente no Estatuto dos Militares.

"Não há dúvidas de que a Esclerose Múltipla é uma doença grave, com potencial de levar à incapacidade permanente o servidor civil ou militar. Cuida-se de enfermidade neurológica autoimune crônica do sistema nervoso central, que atinge sobretudo o jovem adulto e pode causar diversas sequelas no cérebro, medula espinhal e nervo ótico", afirma Crivella no parecer da proposição.

Segundo argumenta ainda o senador, a legislação federal reconhece a gravidade dessa doença, tanto para aposentadoria e reforma como para isenção fiscal. Esse reconhecimento, entretanto, acrescenta ele, é realizado de modo imperfeito para efeito da reforma de militar, pois o servidor militar não é beneficiado por ele no plano federal.

Marcos Magalhães e Denise Costa / Agência Senado 

FONTE:http://www.cenariomt.com.br/noticia.asp?cod=163373&codDep=15 

ORTOPEDISTA RECOMENDA FORTALECIMENTO MUSCULAR E CONTROLE DE PESO PARA PREVENIR ARTROSE DO JOELHO

16/02/2012


Doença não tem cura, tratamentos apenas aiíviam os sintomas.

Problema ocorre pelo desgate natural das articulações.

A perda da capacidade de flexionar os joelhos ou mesmo aqueles estalos que se ouve ao dobrar as pernas podem ser indícios de artrose do joelho. O problema surge do processo natural de desgaste da cartilagem da articulação. Pode acontecer em qualquer junta, mas o joelho é o que mais sofre por ser constantemente exigido nas atividades diárias, independentemente da prática de esportes ou dança.

Obesidade, por sobrecarregar a articulação, e hereditariedade colaboram para o surgimento da artrose. Pacientes que sofreram traumas nos joelhos, por lesão do ligamento cruzado anterior, posterior, meniscos e fraturas, mesmo que operados, podem desenvolver a doença com o passar do tempo.

Como prevenção, a dica do ortopedista Paulo Henrique Araujo é realizar exercícios que promovam o fortalecimento muscular, com o peso adequado.

— Perda de peso, fortalecimento muscular, evitar atividades de impacto, uso de bengala, analgésicos, fisioterapia e hidroterapia são tratamentos sintomáticos, ou seja, ajudam a combater a dor e devem sempre ser empregados — diz o médico.

Segundo Araujo, não há tratamento eficaz para combater a doença. Medicações orais, chamados antiartrósicos, e os injetáveis que são aplicados dentro do joelho, como os derivados do ácido hialurônico, podem melhorar os sintomas temporariamente. Se os tratamentos sintomáticos não forem eficazes, a solução pode ser uma cirurgia.

A cirurgia mais indicada é a prótese de joelho, que consiste na substituição da superfície articular do joelho que está desgastada por implantes de metal e polietileno — explica o ortopedista.

Como na maioria das cirurgias ortopédicas, é recomendado tratamento fisioterápico após a cirurgia. A durabilidade da prótese é estimada em 15 anos. Após esse período, pode ser necessária uma cirurgia de revisão.

NOVAS REGRAS PROÍBEM CONSULTAS MÉDICAS POR TELEFONE E PELA INTERNET

15/02/2012 



Profissionais também não podem anunciar o uso de técnicas "milagrosas" em tratamentos.


Entram em vigor nesta quarta-feira normas para coibir a propaganda enganosa de serviços médicos no país. Com a nova regra, os médicos estão impedidos de prestar consultas por telefone ou internet, até mesmo para parentes. 

Os médicos também não podem anunciar o uso de técnicas "milagrosas" e nem participar de concursos como "médico do ano" ou "profissional de destaque". 

Outras proibições são usar imagens dos pacientes para apresentar resultados de tratamento, os conhecidos "antes e depois", e angariar clientes por meio das redes sociais.

Os profissionais, as sociedades médicas e os hospitais públicos e privados tiveram período de 180 dias para adaptação. As regras foram anunciadas em agosto do ano passado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e são mais rigorosas em comparação ao manual que vigorava desde 2003.

Os selos de qualidade concedidos por sociedades médicas também estão vetados. Dona de um desses selos, a Sociedade Brasileira de Cardiologia solicitou ao conselho para rever o banimento, sob a alegação que associa seu selo a marcas de alimentos, como margarina, pães, cereais e biscoitos, com menor teor de sódio, gordura e açúcar desde 1991. Segundo o CFM, o caso poderá ser avaliado, mas, enquanto não há decisão, a proibição está valendo.

Quem descumprir as regras está sujeito à advertência até cassação do registro. A fiscalização é feita por meio dos conselhos regionais de medicina e por denúncias encaminhadas pela população.

MAYANA ZATZ,TESTE COM CÉLULA EMBRIONÁRIA EM HUMANOS NO BRASIL AINDA PODE DEMORAR

14/02/2012


Os pesquisadores estão recrutando brasileiros com mais de 80 anos que sejam saudáveis.


Desde que o STF (Supremo Tribunal Federal) votou pela continuidade das pesquisas com células-tronco de embriões, em 2008, muita gente alimentou a esperança de obter uma cura para lesões e doenças do sistema nervoso, como Parkinson. Mas ainda não é possível prever quando essas células serão testadas em humanos no país, afirmou a geneticista Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e professora da USP (Universidade de São Paulo).

Criadora da Associação Brasileira de Distrofia Muscular, em 1981, Zatz teve atuação fundamental para que os estudos com embriões descartados por clínicas de fertilização fossem permitidos no país. “A aproximação com os pacientes é o que me motivou a brigar pela aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias”, comentou no evento. Segundo ela, o objetivo era ter certeza de que seria possível fazer no Brasil o que estava sendo feito em outros países. "Nós sempre deixamos claro que nossa briga era pela liberdade de pesquisa, e nunca prometemos uma cura", disse.

Em resposta aos internautas que enviaram perguntas sobre as perspectivas de pesquisas com células-tronco embrionárias em humanos, ela foi realista: “Não podemos definir uma data e não estamos atrás de cobaias”, respondeu. Ela esclareceu que ainda é preciso assegurar a segurança das terapias em experimentos com animais, para depois realizar estudos com número muito pequeno de pacientes em estágios mais graves, o que ainda pode demorar.

O grande desafio do uso de células-tronco embrionárias é evitar a formação de tumores, já que é difícil controlar o processo de diferenciação celular. É por isso que a cientista condena a existência de clínicas que oferecem esse tipo de tratamento clandestinamente, como ocorre na China, e ainda por cima a preços altos. “Se é pesquisa não pode ser cobrado, então se alguém estiver cobrando, é preciso tomar cuidado”, alertou. Ela também foi crítica em relação a dermatologistas que oferecem o tratamento conter o envelhecimento da pele: disse que o campo é promissor, mas que ainda é arriscado tentar esse tipo de procedimento pela falta de controle sobre as células.

A pesquisadora também contou um pouco dos dilemas éticos experimentados no trabalho com aconselhamento genético no Centro de Estudos do Genoma Humano. Ela relatou, por exemplo, que aproximadamente 10% dos casos atendidos envolvem falsa paternidade e em muitos casos é preciso contar a verdade aos pacientes.


Segredos dos centenários


Zatz também falou sobre uma pesquisa sobre envelhecimento que está em fase inicial no Centro de Estudos do Genoma Humano. Os pesquisadores estão recrutando brasileiros com mais de 80 anos que sejam saudáveis, para rastrear os fatores genéticos que explicam o fato de certas pessoas chegarem aos 100 com saúde e lucidez.
Recentemente, pesquisadores de Boston, nos EUA, sequenciaram os genomas de dois “supercentenários”, um homem e uma mulher que passaram dos 110 anos. Ambos apresentaram genes associados a diversas doenças, o que reforça a hipótese de que existam outros capazes de anular seu efeito. “Queremos ir atrás desses genes protetores”, conta a cientista.

A cientista conta que mais de 400 idosos já foram inscritos – a pesquisa deve contar com aproximadamente 1.000 pessoas. Todos eles terão seus genomas sequenciados e serão submetidos a uma ressonância magnética. Os interessados em participar do estudo devem escrever para 80mais@gmail.com.

CASOS DE INFECÇÃO URINÁRIA AUMENTAM NO VERÃO,VEJA COMO EVITAR

15/02/2012




Dois terços das mulheres passam por pelo menos um episódio da doença ao longo da vida.

Alguns comportamentos podem favorecer a ocorrência da cistite, mas existem formas de prevenir.


No verão, atividades como ir à praia ou aproveitar a piscina passam a fazer parte da agenda. Com isso, aumentam as chances de contrair uma infecção urinária, especialmente para as mulheres. Isso porque a umidade potencializa a proliferação de micro-organismos que causam infecção, daí o perigo de permanecer com o biquíni molhado por muito tempo nesse tipo de ambiente.

O médico urologista Caio Cintra enumera outros fatores que podem causar o problema, bem como formas simples de prevenção.

O ideal é que as pessoas não segurem a urina por muito tempo. Esse comportamento aumenta o risco de desenvolver cistite. A higienização adequada também é uma forma preventiva para não contrair a doença — recomenda.

Cintra ainda reforça que manter os mesmos hábitos diários, mesmo sendo um período atípico, é o mais recomendável. A alimentação é um dos fatores mais importantes, pois as alterações radicais na dieta causam muitas mudanças no organismo e podem facilitar infecções.


Problema é mais comum em mulheres 

As mulheres são as que mais sofrem com a cistite, que pode ser causada por bactérias e fungos que percorrem o canal da uretra e se alojam na bexiga. O médico explica que o canal urinário da mulher é mais curto e, por conta disso, o acesso ao sistema fica mais fácil.

Sabe-se que cerca de dois terços delas experimentam, no mínimo, um episódio ao longo da vida, sendo que 23% dessas mulheres têm dois episódios e 5% têm recorrências. A cada episódio de cistite, a mulher passa seis dias sofrendo com os sintomas e tem de dois a três dias de comprometimento das suas atividades regulares. 

Os principais sintomas são ardor ao urinar, vontade constante de ir ao banheiro ou sangue na urina. 
Casos simples são tratados em três dias, com antibióticos. Quando o quadro evolui para uma pielonefrite, podem surgir sintomas como febre, náuseas e vômitos, indicando que as bactérias se espalharam pela corrente sanguínea. Nesse caso, pode ser necessária internação para tratamento endovenoso.


CÉLULA-TRONCO RECUPERA TECIDO DE CORAÇÃO INFARTADO

15/02/2012



Pesquisadores americanos deram um passo considerado promissor para o tratamento de infartados. Usando células-tronco retiradas do coração do próprio paciente, cientistas conseguiram diminuir pela metade a área lesionada, onde se formam cicatrizes. Os cientistas anunciaram, ainda, que foi possível regenerar o tecido original. O trabalho foi publicado ontem na revista médica “Lancet”.

Realizada pelo Instituto do Coração Cedars-Sinai, a pesquisa mobilizou 25 pacientes. Antes do tratamento, eles tinham cicatrizes (tecido lesionado, sem circulação sanguínea) no coração que representavam, em média, 24% do ventrículo esquerdo, caindo para 16% após seis meses de tratamento e 12% depois de um ano.


Tratamento pode começar em 2016


Mesmo estando em fase de testes de segurança, os resultados foram considerados animadores. Será necessário realizar novos experimentos, que comprovem a eficácia da terapia. Diretor do Instituto do Coração Cedars-Sinai e um dos pesquisadores envolvidos no trabalho, Eduardo Marban está otimista. Ele acredita que o tratamento poderá começar a ser feito em larga escala daqui a quatro anos.

"A capacidade de regenerar o tecido lesionado é (uma conquista) sem precedentes e potencialmente importante. Estamos muito entusiasmados com as perspectivas de generalizar este tipo de tratamento para pacientes ainda mais graves", afirmou Marban ao GLOBO por e-mail. "A partir deste ano, já vamos acompanhar, na fase 2, cerca de 200 pacientes com o objetivo de melhor avaliar tanto a segurança como a eficácia (do tratamento). Se tudo correr bem, um produto comercial deve estar disponível até 2016".

Durante um ataque cardíaco, parte do coração fica sem oxigênio, causando a morte do tecido muscular do coração, além do surgimento de cicatrizes. Isto provoca a redução da capacidade cardíaca. Cerca de um mês depois do infarto, os pesquisadores tiram amostras de células do coração que não foram afetadas. Este procedimento foi possível inserindo um tubo na veia do pescoço do paciente.

Em laboratório, os pesquisadores conseguiram isolar as células-tronco daquela amostra e multiplicar sua quantidade. Assim, os cientistas puderam injetar até 25 milhões de células-tronco no local afetado, circundando as artérias do coração. Foram elas as responsáveis pela diminuição das cicatrizes e regeneração do tecido cardíaco morto.

Apesar desta melhora nos tecidos do coração dos pacientes, não houve a recuperação da capacidade cardíaca dos pacientes.

"O objetivo principal do nosso estudo era verificar a segurança, mas também tivemos evidências de que o tratamento pode diminuir as cicatrizes e permitir a regeneração do tecido do coração perdido", disse Marban. "Isso nunca foi feito antes, apesar de uma década de tentativas de terapia celular em pacientes com ataques cardíacos. Agora, nós fizemos".

Para o coordenador de Ensino e Pesquisa do Instituto Nacional de Cardiologia, Antônio Carlos Campos de Carvalho, que também é professor do Instituto de Biofísica da UFRJ, os primeiros resultados da pesquisa americana são animadores, mas ainda há a necessidade de realizar muitos testes e pesquisas.

"O ensaio é de segurança, não de eficácia. Então, os resultados são animadores, mas não é possível concluir que realmente haverá uma terapia sem que haja um ensaio mais robusto, com grupo de controle", explicou Campos de Carvalho. "Tenho dificuldade de saber como a cicatriz diminui; há formação de um músculo novo e, ainda assim, não há melhora da função do coração de bombear sangue para o corpo".

O Brasil também desenvolve pesquisas que usam células-tronco para tratar problemas cardíacos. Só Campos de Carvalho coordena nacionalmente quatro delas. Destas, uma já se mostrou sem eficácia. Outras duas, em andamento, devem apresentar resultados ainda em 2012:

"Estamos testando as células em modelos pré-clínicos, para, depois submeter aos protocolos dos órgãos de ética, tentar reproduzir as pesquisas em pessoas. No Brasil, buscamos isolar e caracterizar as células-tronco, estamos um pouco atrás dos americanos nesta área".

As características das células-tronco cardíacas ainda provocam um debate na literatura científica. Diferentes grupos de pesquisadores buscam isolá-las de regiões diferentes do coração. No Brasil, diz Campos de Carvalho, basicamente são usados pedaços do átrio retirados em cirurgias cardíacas para a colocação de aparelhos de circulação extracorpórea. Em vez de descartá-los, os pedaços são usados para isolar e multiplicar células-tronco cardíacas:

"Outros grupos buscam células-tronco de maneira distinta, mas o coração não tem toda essa capacidade de regeneração. (Entre os pesquisadores) alguém está certo, mas não todos".
Para o secretário municipal de Saúde do Rio, Hans Dohmann, que foi diretor do Instituto Nacional de Cardiologia, além de coordenador dos primeiros implantes do mundo de células-tronco tanto em coração como no cérebro, esta é uma tecnologia fundamental. O médico continua fazendo parte de um grupo de pesquisa com células-tronco ligado ao Ministério da Saúde.

"Estamos diante de uma tecnologia que tem potencial de recuperar tecidos. Esta característica traz um fato novo em termos de saúde coletiva. Pode melhorar a vida das pessoas e reduzir o custo do sistema público, que ficaria mais eficiente. O Brasil continua trabalhando forte na área. Como pesquisador e gestor, vimos com bons olhos os resultados (apresentados pelos americanos)", comemorou.

Atualmente, a pesquisa na qual Dohmann participa está em fase de testes. Os cientistas estão observando os resultados da aplicação de células-tronco da medula óssea na primeira semana após o infarto. Já são 143 pacientes, até hoje, participando dos trabalhos. O primeiro levantamento de resultados deve ser feito quando este número chegar a 150.

"É uma pesquisa que chamamos de duplo cego randomizado. Não sabemos quem recebeu as células-tronco e quem não recebeu", relatou Dohmann. "Temos dados anteriores, quando ainda estávamos na fase 1 e trabalhamos com 30 pacientes. Na ocasião, pudemos observar a redução da área de infarto e a melhora na qualidade de vida. No nosso caso, constatamos a melhora da capacidade do coração de bombear sangue".

SUS TERÁ QUE DISTRIBUIR REMÉDIO QUE TRATA AVC

14/02/2012 


Doença mata cerca de 100 mil pessoas por ano no Brasil.

Uma liminar da Justiça Federal em São Paulo determinou que o Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país passe a distribuir gratuitamente o remédio para o tratamento do acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico.

O SUS tem prazo de 30 dias para iniciar o fornecimento gratuito, em toda a rede pública de saúde, do medicamento trombolítico Alteplase, a única droga aprovada no Brasil para o tratamento do acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico.

A decisão, assinada pela juíza federal Tânia Regina Marangoni, tem abrangência nacional, e foi concedida com base na "exaustiva comprovação de que o medicamento pode beneficiar o tratamento do AVC, salvando milhares de vidas".

A ação civil pública com pedido de liminar foi protocolada na Justiça Federal em agosto do ano passado pelo Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias. Ele tomou como base dados fornecidos pela ONG Associação Rede Brasil AVC, que mostram que o AVC é a maior causadora de mortes no país e a principal causa de incapacidade em todo o mundo. "Cerca de 70% dos pacientes não retornam ao trabalho, mais de 50% ficam com sequelas graves e dependentes de outras pessoas para as atividades básicas da vida diária", informa a organização.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 100 mil pessoas morrem anualmente no Brasil vítimas de AVC.

PORTO ALEGRE TERÁ SEVIÇO PIONEIRO DE ATENÇÃO A HEPATITES

12/02/2012

Serviço será prestado no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas.


Profissionais da Secretaria de Saúde de Porto Alegre (SMS) vão conhecer nesta segunda-feira o projeto de implantação do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) em Hepatites Virais, que será instalado no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (HMIPV). O serviço será o primeiro do Brasil a oferecer assistência a todas as necessidades dos portadores de hepatite crônica no mesmo local, com estrutura mantida por governo municipal.

A apresentação do projeto será feita durante o Seminário de Integração SAE – Hepatites Virais, que começará às 14h, no Hotel Coral Tower (avenida Protásio Alves, 2966), com abertura feita pelo secretário municipal de Saúde, Carlos Henrique Casartelli. Vinculado à Área Técnica de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids) da SMS, o novo serviço será prestado por uma equipe multiprofissional, composta por oito médicos gastroenterologistas, mais infectologistas, psiquiatra, psicólogo, dois radiologistas, quatro enfermeiros, nutricionista, assistente social, dois farmacêuticos, terapeuta ocupacional e dois funcionários administrativos.

Os pacientes receberão atendimento individual e poderão participar de grupos de apoio que vão tratar de cuidados terapêuticos de hepatites, proteção da saúde em geral, medicações e nutrição. Contarão ainda com exames de endoscopia.

A hepatite C torna-se crônica em 80% das pessoas que contraem a doença e, em 30% desses casos, evolui para cirrose hepática. Há risco também de desenvolvimento de câncer de fígado. Pacientes com hepatite B crônica também estão sujeitos a ter cirrose hepática. Em pessoas vivendo com HIV/Aids, a progressão das hepatites é mais agressiva, o que torna necessário o acompanhamento de um médico infectologista, além do gastroenterologista, que normalmente trata dessas enfermidades. Estima-se que Porto Alegre tenha 25 mil portadores de hepatite C, e que mais de 20 mil não estejam em tratamento. 


ALÍVIO PARA DOR NAS COSTAS DIFERE CONFORME A MANEIRA COMO ELA SE MANIFESTA

13/02/2012


Exercícios posturais ajudam a manter a coluna saudável.
Reumatologista diz o que se deve fazer em cada caso.

Dor nas costas é a doença crônica mais comum no Brasil. Segundo um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, ligada à Fiocruz, 36% dos brasileiros sofre com esse problema. O estudo, que ouviu mais de 12 mil pessoas com mais de 20 anos em todo o país, revela que, do total de pessoas acometidas pela dor nas costas, apenas 68% buscam tratamento médico. O estudo brasileiro reforça as estatísticas da Organização Mundial da Saúde, que estima que 80% da população mundial teve, tem ou terá dor nas costas.

Na maioria dos casos, o tratamento é simples: tomar um analgésico. Em outros, pode existir uma causa mais séria para a dor constante. Conforme o reumatologista Sérgio Lanzotti, sentir dor nas costas diariamente pode ser sintoma de tuberculose ou até mesmo de câncer. O médico enumera algumas prováveis razões para o aparecimento das dores nas costas e diz que tipo de ajuda se deve procurar.


:: Minhas costas doem quando eu tenho que ficar em pé por muito tempo

Este pode ser um sintoma de osteoartrite — ou artrose —, um distúrbio crônico das articulações caracterizado pela degeneração da cartilagem articular e do osso adjacente, podendo causar dor e rigidez articulares. Afeta muitos indivíduos em torno dos 70 anos de idade. Alguns podem apresentar rigidez articular após um período de sono ou de inatividade, mas, normalmente, a rigidez desaparece 30 minutos após a articulação começar a ser movimentada. À medida em que a lesão causada pela osteoartrite piora, a articulação pode se tornar menos móvel e, finalmente, ela pode congelar em flexão.

Alongamento, musculação e exercícios posturais ajudam a manter a cartilagem saudável, aumentam a amplitude dos movimentos da articulação e fortalecem os músculos circunvizinhos, de modo que eles possam absorver melhor os choques. É mais provável que a imobilização de uma articulação piore a osteoartrite ao invés de aliviá-la.

O uso de cadeiras, poltronas reclináveis, colchões e assentos de carro excessivamente macios pode piorar os sintomas. Comumente, recomenda-se o uso de cadeiras de encosto reto, colchões duros e estrados de cama inteiriços. Quando o quadro é grave, pode ser necessário o uso de suportes ou coletes ortopédicos para as costas.


:: Não são apenas as minhas costas que doem, minhas pernas também

Dor nas pernas, dormência ou fraqueza que se inicia na região lombar e desce até o nervo ciático na perna são conhecidas como ciática. A dor tende a ser constante em um lado da nádega ou da perna e é agravada quando a pessoa senta. A ciática é geralmente causada por uma hérnia de disco, ou seja, quando os discos da coluna vertebral, que agem como amortecedores entre os ossos de movimento da coluna, pressionam os nervos.

A maioria das hérnias discais resolve-se espontaneamente, sem necessidade de cirurgia. O simples ajuste da posição de dormir traz efeitos positivos: um travesseiro sob a cintura e outro sob o ombro podem ajudar quem costuma dormir de lado. Um travesseiro sob os joelhos pode ajudar aqueles que dormem de costas. A aspirina e outros anti-inflamatórios não-esteroides também ajudam a aliviar a dor. A dor intensa é tratada com analgésicos opioides.


:: Minhas costas e o meu pescoço doem muito, particularmente pela manhã

A dor pode indicar a presença de uma espondilite anquilosante, um tipo de inflamação que afeta os tecidos conectivos, caracterizando-se pela inflamação das articulações da coluna e grandes articulações, como os quadris, ombros e outras regiões. Ela se caracteriza pelo surgimento de dores na coluna de modo lento ou insidioso, durante algumas semanas, associadas à rigidez matinal da coluna, que diminui de intensidade durante o dia.

Alguns pacientes se sentem cansados, perdem apetite e peso e podem ter anemia. Normalmente, os primeiros sintomas surgem no final da adolescência ou no início da idade adulta, sendo muito rara sua manifestação após os 40 anos de idade.

Não há cura para a espondilite anquilosante e, embora a doença tenda a ser menos ativa conforme a idade avança, o paciente deve estar consciente de que o tratamento dura para sempre, com uso de medicamentos, fisioterapia, correção postural e exercícios.

FAMÍLIA DE LAURO MÜLLER PEDE AJUDA PARA A FILHA

12/02/2012







FAMÍLIA DE LAURO MÜLLER PEDE AJUDA PARA A FILHA.


Na manhã da última terça-feira, mais uma vez a pequena Vitória da Silva de Carvalho, de seis anos, teve de se deslocar de Lauro Müller até Criciúma. Seria uma viagem normal para outra pessoa, porém para Vitória o trajeto se torna uma batalha pela vida. Isso porque a menina sofre de uma doença rara, chamada Esclerose Múltipla cerebral, doença auto-imune que ataca o sistema nervoso central.

Vitória foi adotada quando tinha nove meses de idade. A mãe, Ivone Aparecida de Carvalho, conta que a doença se manifestou algum tempo depois. “É uma doença que se não tiver o tratamento contínuo os órgãos vão parando. Com certeza apareceu devido ao desleixo e o abandono que ela sofria", afirma.

A viagem até Criciúma desta vez foi em vão. "Nós viemos porque o médico disse que ela está com um coágulo de água no cérebro. Viemos para fazer uma ressonância magnética, mas chegamos aqui depois de mais uma viagem e não tem pediatra e eles preferiram não fazer sem anestesista”, conta a mãe da menina.

A família que já teve de ir até para Lages e Florianópolis para conseguir exames para Vitória reclama da falta de assistência. "A Prefeitura de Lauro Müller ajuda com alimentação e fisioterapia, mas ela não tem como fazer os exames sem uma ambulância ou um carro maior. Ela não está conseguindo mais viajar tanto tempo assim, pois está faz três anos ligada em aparelhos para respirar, e quando viaja eu preciso levar o nosso tubo de oxigênio. A prefeitura está sem ambulância desde o ano passado, quando deu um acidente”, explica Ivone.
 
Amigos promovem rifa para ajudar a família
 
No momento, um grupo de amigos está promovendo uma rifa para ajudar a mãe da menina para que possa comprar um carro que consiga transportar Vitória em segurança. “Eu peço que quem puder comprar a rifa que nos ajude, pois ela não pode mais ser levada como a gente está fazendo. Eu já tive que invadir uma casa uma vez, pois se não ligasse os aparelhos ela não ia resistir, isso no meio da estrada”, afirma Dona Ivone.

Hoje, ela faz o transporte da filha no carro do tio da menina, onde precisa ir com Vitória no colo e mais o tubo de oxigênio. Dona Ivone pede que quem puder ajudar a família que doe materiais que a menina precisa, como gaze, ou então que ajude comprando a rifa que está sendo vendida.

Para entrar em contato com a família, os telefones são: 3464-7130 ou 8812-1329.

NEUROMIELITE ÓPTICA

O que é Neuromielite Óptica?



Neuromielite óptica (NMO), também conhecida como doença de Devic, é uma doença inflamatória e desmielinizante do sistema nervoso central que acomete principalmente os nervos ópticos e a medula espinal, ocasionando diminuição da visão e dificuldade para andar, dormência nos braços e nas pernas e alterações do controle da urina e do intestino.


Como ocorre a Neuromielite Óptica?

A neuromielite óptica pode ocorrer com sintomas de perda de visão (neurite óptica) em um ou ambos os olhos, inicialmente, ou com sintomas de acometimento da medulla (fraqueza ou alterações de sensibilidade nos membros, ou alterações de controle dos esfíncteres - urina ou intestino). Ou, às vezes os sintomas e sinais visuais e medulares ocorrem simultaneamente.
Estes sintomas/sinais tendem a ocorrer em ataques, com recuperação completa ou parcial, após algumas semans ou meses, mas recorrem no curso do tempo, na maioria dos pacientes.


Qual a causa da Neuromielite Óptica?

A causa da neuromielite óptica é ainda desconhecida, mas sabe-se que é uma doença autoimune ou de autoagressão, em que o organismo produz proteínas chamadas anticorpos que atacam componentes de seus próprios tecidos. No caso da neuromielite óptica há produção de um anticorpo, denominado aquaporina 4, que ataca uma proteina que transporta água no sistema nervoso. Esta inflamação ocasiona destruição com perda de células e fibras nervosas na medula espinal (mielite) e fibras nervosas no nervo óptico (neurite óptica). Vários outros locais do SNC podem também ser envolvidos.

Portadores de neuromielite óptica tendem a apresentar outros anticorpos no sangue contra outros tecidos no organismo, e muitas vezes, outras doenças autoimunes associadas à neuromielite óptica, como lúpus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjogren, artrite reumatóide, vitiligo, psoríase, doenças da tireóide, diabetes, etc.

 A Neuromielite Óptica foi reconhecida como uma doença com características próprias, pela primeira vez pelos médico francês Fernand Gault, que em 1894 reuniu 17 casos já descritos na literatura, inclusive um caso descrito por seu mestre Eugène Devic.


A doença foi por muitos anos considerada uma variante da esclerose múltipla, em que havia envolvimento predominante ou exclusivo dos nervos ópticos e da medula espinal.


Sabe-se hoje que a maioria dos pacientes com NMO apresenta lesões cerebrais visíveis à imagem por ressonância magnética do encéfalo, mas com características diferentes das encontradas em portadores de esclerose múltipla.

 Quem pode ser afetado pela NMO?


A neuromielite óptica afeta pessoas de qualquer idade, embora seja mais comum em adultos de meia idade. As mulheres são mais susceptíveis à doença, numa proporção de até 8 mulheres para cada homem afetado.


Existe Neuromielite Óptica no Brasil?


A neuromielite óptica é mais comum no Brasil que na América do Norte e na Europa, provavelmente por causa de fatores raciais. No CIEM um grande número de pessoas afetadas pela NMO tem sido diagnosticadas e tratadas.


Formas Clínicas da Neuromielite Óptica.

A Neuromielite Óptica pode se manifestar clinicamente desde seu início de modo completo, ou seja, com os dois eventos índices que caracterizam a doença, neurite óptica e mielite transversa longitudinalmente extensa (detectada à imagem por ressonância magnética envolvendo ≥3 segmentos vertebrais); ou de forma incompleta, com apenas um dos eventos índices da doença - seja mielite ou neurite óptica - mesmo que este evento índice seja repetitivo ou recorrente.

A doença pode ainda ocorrer associada a outras doenças autoimunes, como lupus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjögren, artrite reumatóide, hipotireoismo, etc.

A neuromielite óptica é, portanto, reconhecida como um espectro clínico com várias formas diferentes. Todas elas tem o mesmo mecanismo, ou seja o ataque pela imunoglobulina G da neuromielite óptica ( o anticorpo denominado IgG-NMO) à aquaporina 4, a principal proteína transportadora de água no nervo óptico, cérebro e medula.

Espectro da Neuromielite Óptica

1. Forma completa da neuromielite óptica: neurite óptica e mielite

2. Formas limitadas ou frustras de neuromielite óptica

Mielite transversa longitudinalmente extensa, isolada (mesmo que repetitiva)

Neurite óptica bilateral ou recorrente, isolada (mesmo que repetitiva)

3. Forma óptico-espinal da esclerose múltipla

4. Neurite óptica ou mielite longitudinalmente extensa associada a doença autoimune

5.Neurite óptica ou mielite longitudinalmente extensa associada a lesão cerebral típica de NMO ( hipotálamo, corpo caloso, periventricular, tronco cerebral)
 
 Sintomas

Como resultado do processo inflamatório do SNC, pessoas com EM podem apresentar qualquer um dos seguintes sintomas no curso da doença:

- Fadiga

- Distúrbios Visuais

- Espasticidade (rigidez)

- Fraqueza

- Desequilíbrio

- Alterações Sensoriais

- Dor

- Disfunção Vesical e/ou Intestinal

- Disfunção Sexual

- Disartria (dificuldade para articular a fala)

- Disfagia (problemas de deglutição)

- Alterações Emocionais

- Alterações Cognitivas.
 
 Diagnósticos

Como se faz o diagnóstico da Neuromielite Óptica?

O diagnóstico da neuromielite óptica é fundamentalmente clínico, baseado nos achados de:

- Neurite Óptica recorrente, bilateral ou grave

- Mielite recorrente, com imagem por ressonância magnética (IRM) evidenciando lesão medular longa (que se estende por 3 ou mais segmentos vertebrais), em geral envolvendo a parte central da medula

- IRM do encéfalo normal ou com lesões atípicas para esclerose múltipla

A detecção do anticorpo antiaquaporina-4 (IgG-NMO) no soro confirma o diagnóstico da doença. No entanto este anticorpo pode estar ausente (exame negativo) em um grande número de pacientes com a doença. O uso de medicação corticoterápica antes da coleta do sangue para o exame pode ser um dos fatores na elevada freqüência de exames negativos no Brasil.

A Equipe do CIEM tem grande experiência no diagnóstico da neuromielite óptica, tanto em suas formas completas, como nas chamadas formas frustras da doença, em que apenas parte das manifestações estão presentes.
 
 Tratamento

Embora a Neuromielite ainda não tenha cura, os tratamentos da doença promovem a redução da duração e intensidade dos ataques e a prevenção de novas crises. Os ataques de NMO são usualmente trados com corticoterapia endovenosa em altas doses.

Casos graves, com recorrências freqüentes, e casos pouco responsivos a corticoterapia são tratados com plasmaférese. A aférese é uma técnica que retira os anticorpos que causam a doença do sangue periférico.

A profilaxia de novos ataques é, em geral, feita com azatioprina e doses menores de prednisona oral por período longo de tempo. Medicamentos sintomáticos devem ser usados no controle da dor, espasticidade e dificuldades esfinctéricas.

O tratamento multidisciplinar, como feito no CIEM, com o concurso adicional de fisioterapeutas, fonaudiólogos, psicólogos traz grande benefício para a reabilitação dos portadores.
 
 
ESTÁ MATÉRIA FOI SUGERIDA POR NOSSO AMIGO PAULO CESAR.

INOVAÇÃO,DESTAQUE EM CARDIOLOGIA

11 de fevereiro de 2012.


Médicos gaúchos inovam com técnica menos invasiva para implantar válvula.

Em 7 de fevereiro, o o cirurgião cardiovascular Fernando Antonio Lucchese e o cardiologista intervencionista Valter Lima, ambos do Hospital São Francisco, unidade de cardiologia do complexo da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, apresentaram no Cardiovascular Research Tecnologies – CRT 2012, em Washington, os resultados do implante da prótese Inovare, primeira válvula aórtica transcateter produzida no Brasil.

Os resultados que Lucchese e Lima relatam neste importante encontro mundial se referem ao projeto Implante de Válvula Aórtica via Transapical, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Santa Casa de Porto Alegre.

Esse novo implante de válvula cardíaca é bem menos invasivo que a técnica convencional. Isso se deve à união entre o bisturi e o cateter, num procedimento inovador denominado híbrido – ressalta Lucchese.

Lucchese destaca que o fato de ser menos invasivo e evitar a manipulação da aorta torna este procedimento uma opção para pacientes inoperáveis ou de alto risco cirúrgico se submetidos às técnicas convencionais de implante de válvula, além de evitar a necessidade da circulação extracorpórea.

DISTIMIA,UMA DOENÇA MASCARADA

11 de fevereiro de 2012


Se chove, é ruim. Se faz sol, pior ainda. Para o distímico, nada é bom o suficiente e, com certeza, piorará, como se ele fosse uma vítima eterna da Lei de Murphy. Ou, como manifesta Hardy Har Har, a hiena ranzinza de desenho animado, aquela que vive resmungando “Oh dia, oh céu, oh vida, oh azar!”. Brincadeiras à parte, o fato é que a maioria não sabe que tem a doença por achar que a característica faz parte da sua personalidade – o que dificulta muito a sua aceitação e, principalmente, a iniciativa de buscar ajuda.

Transtorno psiquiátrico crônico, a distimia pode vir desde a infância e se estender por toda a vida, prejudicando bastante a qualidade de vida de quem a possui e a dos que estão ao seu redor. Como se carregasse um grande peso, o portador do transtorno, que atinge mais de 3% da população mundial segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) (diferentes estudos mostram uma prevalência entre 2,9 e 6,3% da população) acaba tornando a convivência com os mais próximos atribulada e pouco prazerosa. No depoimento abaixo, uma dona de casa de 70 anos revela como é conviver com a distimia do marido, de 72 anos, que começou a se manifestar há cinco anos. Prova de que é possível alguém “tornar-se” distímico em uma determinada etapa da vida:

Ele sempre foi comunicativo, feliz, gostava da companhia das pessoas. Há cinco anos, começou a manifestar uma depressão leve, que o deixou sonolento, sem ânimo. Parou de conversar com as pessoas e largou o nosso grupo de canastra, enfim, tornou-se uma pessoa diferente. E não aceita de jeito nenhum, diz que o jeito dele é assim e pronto, ficando brabo com quem tenta ajudar. Esses dias veio um amigo dele convidá-lo de novo para jogar e ele disse que ia pensar em voltar. Eu sinto que vou acabar sofrendo junto.

De acordo com o psiquiatra Flávio Milman Shansis, a patologia não impede alguém de viver socialmente, trabalhar ou ter amigos. Entretanto, o portador do transtorno deve ficar atento, pois as consequências a longo prazo do não tratamento podem ser muito sérias, em especial com repercussões sobre a qualidade de vida de seus portadores.

– Os pacientes relatam que é como viver com um freio de mão puxado, que os impedissem de serem completamente felizes – diz Shansis.

Por causa do problema, muitos se isolam, usam álcool e outras drogas, enquanto poderiam estar bem se fizessem o uso combinado de medicamentos e psicoterapia. Aliás, as doses de antidepressivos para a distimia devem ser sempre mais altas do que para a depressão e o tempo de resposta das medicacões que para depressão é de quatro a seis semanas, pode levar de dois a três meses.

Segundo a psiquiatra Ana Paula Filippon, como no início a distimia é uma variável da depressão, com sintomas mais leves e mais prolongados, o diagnóstico preciso costuma ser feito depois que o problema está instalado, sendo que o paciente tem dificuldade para determinar quando seu problema começou.

Quando sente que a patologia está realmente prejudicando sua vida, o indivíduo procura ajuda, o primeiro passo para começar a melhorar.

– O diagnóstico da distimia requer que estas alterações estejam presentes pelo período mínimo de dois anos em adultos e um ano em crianças e adolescentes e causem sofrimento – coloca Ana Paula.

A psiquiatra Ângela Paludo diz que entre as causas da doenças estão a suscetibilidade genética, alterações neuroquímicas, traumas, situações de estresse e circunstâncias sociais, entre outras, com uma tendência a ocorrer mais frequentemente em mulheres e podendo afetar também crianças e adolescentes:

Para esses, os problemas parecem mais difíceis de serem resolvidos e causam muito sofrimento, o que piora ainda mais o quadro. Esses sintomas, ocorrendo de forma crônica, tendem a deixar o cérebro mais sensível ao estresse, aumentando a vulnerabilidade a um episódio depressivo.


MUDANÇAS À VISTA


A distimia é uma doença que, se não tratada, abala as relações familiares, o trabalho e até a disposição para viver.

Não há dúvidas de que a combinação de psicoterapia e antidepressivos é tratamento ideal para aliviar os sintomas da distimia, problema que atinge uma série de neurotransmissores em regiões do cérebro que comandam o humor, como o sistema límbico, o hipotálamo e o lobo frontal. Eles ajudam a restabelecer o equilíbrio da serotonina e noradrenalina.

– Houve uma época que a distimia era tratada apenas com psicoterapia. Hoje, discute-se uma nova denominação para a doença, que deve vir a se chamar transtorno depressivo crônico, e se ela pode estar associada com transtorno bipolar. Isso melhorará o diagnóstico – diz a psiquiatra Juliana Tramontina.

Quanto ao tratamento psicoterápico, há estudos animadores com o uso da técnica cognitivo-comportamental e psicoterapia de orientação analítica, uma derivação da psicanálise freudiana.

De acordo com Ângela Paludo, a psicoterapia ajuda o paciente a entender melhor a doença

– Como o paciente tem dificuldade de aceitar sua condição, indicamos livros para que ele entenda que não é o único – finaliza Juliana.


PARA MELHOR ENTENDEREM VEJAM NO LINK ABAIXO:





INDENTIFICAÇÃO DE PROTEÍNA QUE INTENSIFICA SINTOMAS DO MAL DE PARKINSON É ESPERANÇA NO TRATAMENTO

10/02/2012


Atividades físicas e fisioterapia fazem parte do tratamento.

Descoberta pode levar ao desenvolvimento de técnicas para bloquear a proteína.

A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa, cujas principais características foram descritas pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson. O problema de saúde, que acomete aproximadamente 10 milhões de pessoas — entre elas o ex-lutador de boxe Muhammad Ali e o ator Michael J. Fox — no mundo, tem como sintomas tremores, rigidez muscular e redução da quantidade de movimentos feitos pela pessoa, que se tornam mais lentos.

Pesquisadores do Instituto Gladstone, organização norte-americana sem fins lucrativos de estudos biomédicos, identificaram uma proteína que intensifica os sintomas da doença. Essa descoberta pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos contra o mal, destinados a bloquear a proteína. Isso representa uma nova esperança para quem tem a vida afetada pelos distúrbios motores decorrentes da enfermidade.

A pesquisa, publicada na última semana na edição online da revista científica Neuron, apresenta a proteína RGS4, que ajuda a regular a atividade dos neurônios no estriado (parte do cérebro ligada aos movimentos). Em pessoas com a doença de Parkinson, entretanto, a proteína agiria fazendo o contrário, contribuindo para problemas de controle motor.

Dissecamos os mecanismos moleculares pelos quais as sinapses (ligações entre os neurônios) mudam sua força de acordo com o estímulo que recebem. Observamos particularmente a reação chamada depressão de longo prazo (LTD), em que as conexões reduzem a intensidade — explicou Talia Lerner, uma das autoras do estudo.

Foram usados dois grupos de ratos, um com a proteína normal e outro geneticamente modificado para não ter a RGS4. Ambos foram tratados com um composto químico que mata os neurônios com dopamina.

Os resultados mostraram que os ratos sem a proteína, mesmo após a morte dos neurônios, se saíram melhor em atividades que requeriam habilidades motoras do que os que estavam com a RGS4 intacta. Os ratos geneticamente modificados conseguiram se movimentar mais livremente em uma área aberta e se saíram muito melhor em um teste de coordenação motora no qual tinham que andar em uma passarela de equilíbrio.

Tratamento
Atualmente, a base do tratamento da doença de Parkinson é o uso de substâncias que estimulam a dopamina no cérebro, como explica o neurologista Hudson Mourão Mesquita, especialista em reabilitação de pacientes com problemas neurológicos.

Para evitar complicações inerentes à falta de mobilidade, essas pessoas também fazem atividades físicas e fisioterapia. Outra opção é a cirurgia funcional. Infelizmente, todas essas medidas são paliativas, e a doença continua a evoluir — explica.

A expectativa é de que a pesquisa leve ao desenvolvimento de novos tratamentos. Além disso, como o estudo aborda a função do estriado como um todo, os cientistas estimam que ele possa ter impacto na compreensão de outras enfermidades relacionadas, como a doença de Huntington e a distonia. Porém, esse próximo passo ainda não é a cura do problema. O

Parkinson e o Alzheimer são as doenças neurológicas degenerativas mais frequentes na sociedade ocidental e, com o envelhecimento da população, serão a cada dia mais comuns. Por isso, segundo os especialistas qualquer avanço no tratamento terá um impacto muito grande na saúde pública internacional.

Sintomas claros
A doença de Huntington é um distúrbio neurológico hereditário em que a pessoa tem problemas mentais e motores. É caracterizada por movimentos involuntários e irregulares, pelo emagrecimento intenso, pelo envelhecimento precoce e pela perda cognitiva. Cerca de metade dos que sofrem com o problema têm rigidez muscular, movimentos mais lentos, dificuldades para articular palavras e engolir alimentos. Já a distonia tem como características os espasmos musculares, que causam movimentos e posturas anormais.

Ambas doenças comprometem severamente a qualidade de vida dos pacientes e exigem um acompanhamento médico permanente.

TERAPIA GENÉTICA PODE SER USADA NO TRATAMENTO DE UM TIPO RARO DE CEGUEIRA HEREDITÁRIA

09/02/201


Amaurose congênita de Leber compromete a capacidade da retina de captar a luz.

Resposta da pupila à luz melhorou pelo menos 100 vezes entre os participantes da experiência.

Investigadores americanos informaram avanços através da terapia genética para restaurar a visão em um tipo raro de cegueira hereditária. A terapia, testada inicialmente em apenas um dos olhos de 12 pessoas, funcionou bem ao ser repetida no outro olho de três dos pacientes, dando um sinal de que o tratamento é seguro, eficaz e não será rejeitado pelo corpo.

Nossa preocupação era que o primeiro tratamento (no primeiro olho) poderia causar uma reação do sistema imunológico similar a uma vacina que poderia levar o sistema imunológico do indivíduo a agir contra a exposição repetida do tratamento — explicou o autor principal do estudo, Jean Bennett, professor de oftalmologia da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Apersar dos riscos, três pacientes do estudo inicial se mostraram de acordo para receber a terapia no olho que não tinha sido tratado. As três pessoas conseguiram ver melhor em um ambiente pouco iluminado e dois foram capazes de navegar diante de obstáculos em situações de pouca luz. Não foram reportados efeitos colaterais.

O estudo foi publicado na edição dessa quarta-feira da revista Science Translational Medicine.


Amaurose congênita de Leber

O tratamento revolucionário se dirige contra a amaurose congênita de Leber, doença provocada por falhas em 13 genes que compromete a capacidade de captar luz das células da retina. Esta doença causa perda severa da visão e movimentos anormais do olho na infância do paciente e provoca cegueira total aos 20 ou 30 anos.

Bennett e sua equipe testaram um novo método inserindo um gene corretor em um vírus de resfriado desativado. O vírus modificado foi injetado no globo ocular, infectando as células doentes, trabalhando como um cavalo de Troia para depositar DNA correto na retina.

Nenhum dos 12 pacientes recuperou a visão normal, mas todos eles experimentaram melhora em pelo menos 100 vezes na resposta da pupila à luz. Seis dos 12 recuperaram a visão até o ponto de não serem mais classificados como cegos.

Mais pesquisas são necessárias antes de confirmar que o tratamento contra a cegueira hereditária é considerado seguro.

MÉDICO RECOMENDA CUIDADOS PARA EVITAR DOENÇAS COMO GASTROENTERITE NO VERÃO

08/02/2012 


Medidas simples, como lavar as mãos antes e depois de ir ao banheiro e antes das refeições, ajudam a evitar complicações.

Desidratação provocada pela doença pode levar até à morte em casos mais graves.


Mais do que um mal-estar passageiro, sintomas como náuseas, vômito, dor de cabeça ou na barriga, fadiga, diarreia, dores musculares e febre podem denunciar uma gastroenterite, infecção aguda que atinge o estômago e o intestino. A doença é provocada por bactérias, protozoários ou vírus encontrados na água, em alimentos contaminados ou pelo contato com pessoas que já apresentam o problema.


Cuidados com a higiene e a alimentação podem afastar a gastroenterite no verão, alerta o professor de infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Edmilson Migowski. Pessoas infectadas eliminam o vírus pela saliva e podem contaminar outras, inclusive por via respiratória, adverte o professor. No caso de ambientes confinados, como cruzeiros marítimos, a transmissão do vírus é impedida ao evitar o contato próximo com quem está doente.


É preciso ter em mente que as pessoas infectadas eliminam o vírus até três semanas depois do processo infeccioso aparente e essa pessoa pode ainda estar em fase de contágio até por duas ou três semanas da fase aguda da doença — explica Migowski.


O médico destaca a importância de as pessoas lavarem as mãos antes e depois de ir ao banheiro e antes das refeições. Atenção especial deve ser dada a bebês e idosos.


O problema principal que ocorre com a gastroenterite viral é a possibilidade de a pessoa se desidratar. Bebês, crianças em idade escolar e idosos são considerados os grupos de maior risco para desidratar e, até mesmo, morrer em decorrência de uma gastroenterite viral. Portanto, é muito importante hidratar bem esse paciente, oferecer bastante líquido — ressalta.


Nesses casos, a hidratação deve ser feita por meio de soro oral, segundo o médico. Na eventualidade de o soro oral não ser suficiente, deve-se internar o paciente para fazer medicação pela veia.


Migowski lembra que, nesta época do ano, os alimentos estragam mais facilmente. A recomendação é que sejam evitados alimentos sem refrigeração adequada.


Aquilo que não se pode descascar, lavar ou ferver, o melhor é não comer — orienta.


Isso se aplica, em especial, a alimentos feitos na rua ou que tenham sido manipulados ou conservados de forma inadequada. 

MASSAGEM REDUZ INFLAMAÇÃO MUSCULAR,MOSTRA ESTUDO

06/02/2012



Pesquisadores usaram biópsia para avaliar reações do organismo durante tratamento.



Pesquisadores da Universidade de McMaster, no Canadá, descobriram que uma massagem de dez minutos de duração ajuda a reduzir a inflamação nos músculos. Como uma tratamento sem medicamentos, a massagem guarda o potencial de ajudar não apenas os atletas cansados, mas também aqueles que sofrem de inflamações relacionadas a condições crônicas, como Artrite ou Distrofia Muscular, diz Justin Crane, estudante de doutorado do Departamento de Cinesiologia da universidade.


Enquanto a técnica costuma ser bem aceita como uma terapia para aliviar tensões musculares e dores, os pesquisadores analisaram se ela também aciona sensores bioquímicos que podem enviar sinais de redução de inflamação nas células musculares. Além disso, a massagem sinaliza para o músculo para ele formar mais mitocôndrias, os centros de poder das células que desempenham um papel importante na cura.


— O mais importante é que ninguém nunca olhou dentro do músculo para ver o que está acontecendo com a massagem, ninguém olhou os efeitos bioquímicos ou o que poderia estar acontecendo dentro do músculo — disse Crane. — Mostramos que os sensores do músculo são esticados e parecem reduzir a resposta das células inflamatórias. Como consequência, a massagem pode ser benéfica para curar um machucado.
Crane afirmou que os pesquisadores de McMaster são os primeiros a tomar para análise uma terapia manual, como a massagem, e testar o efeito usando uma biópsia muscular para mostrar como ela reduz a inflamação, um fator subjacente a muitas doenças crônicas. A pesquisa foi publicada na revista "Science Translational Medicine"


Para o estudo, os pesquisadores acompanharam 11 homens na casa dos vinte anos. Na primeira visita, a capacidade dos homens de se exercitarem foi avaliada. Duas semanas depois, eles fizeram exercícios numa bicicleta por mais de 70 minutos, até um ponto de exaustão, quando eles não conseguiam pedalar mais. Eles então descansavam por dez minutos. Durante esse intervalo, um massagista aplicava óleo nas duas pernas e fazia o tratamento em uma perna usando uma variedade de técnicas comumente aplicadas em reabilitação.


Biópsias musculares eram feitas nas duas pernas e repetidas duas horas e meia depois. Os pesquisadores viram que a inflamação diminuiu na perna massageada. Crane admitiu ficar surpreso que apenas 10 minutos de massagem tivesse um efeito tão profundo:


— Não achava que um pouco de massagem poderia produzir uma mudança tão grande, especialmente quando o exercício era tão profundo. Setenta minutos de atividade comparado a dez minutos de massagem: é claramente potente.


Os resultados sugerem que a massagem age sobre a dor muscular pelo mesmo mecanismo biológico que a maioria dos medicamentos contra dor e pode ser uma alternativa efetiva. Crane completou dizendo que a pesquisa mostrou uma ideia falsa muitas vezes repetida: a massagem não ajudou a limpar o ácido lático dos músculos cansados.

MODELO ATACADA COM ÁCIDO RECUPERA VISÃO APÓS CIRURGIA COM CÉLULAS-TRONCO

07/02/2012

A ex-modelo e apresentadora britânica Katie Piper, 29, que ficou parcialmente cega após ser atacada com ácido, recuperou a visão após cirurgia com células-tronco. Piper, que já passou por mais de cem cirurgias, sofreu queimaduras de terceiro grau e ficou desfigurada depois que um homem, pago pelo ex-namorado dela, jogou ácido sulfúrico em seu rosto, em 2008.

A ex-modelo e apresentadora britânica Katie Piper, 29, que ficou parcialmente cega após ser atacada com ácido, recuperou a visão após cirurgia com células-tronco. Piper, que já passou por mais de cem cirurgias, sofreu queimaduras de terceiro grau e ficou desfigurada depois que um homem, pago pelo ex-namorado dela, jogou ácido sulfúrico em seu rosto, em 2008.


Piper escreveu no site da fundação que criou para ajudar vítimas de queimaduras, a Katie Piper Foundation, que passou três anos e meio tentando aceitar que sempre seria cega de um olho até ouvir falar sobre uma cirurgia pioneira que tinha o potencial de restaurar sua visão com células-tronco. “Eu entrei em contato com o médico responsável e me apresentei como voluntária para ser uma das poucas pessoas no mundo a passar pelo tratamento, que envolvia colocar células-tronco diretamente no meu olho”, diz a britânica.

A cirurgia

A cirurgia foi realizada no Queen Victoria Hospital, no condado de West Sussex, no sudeste da Inglaterra. Os médicos usaram tecidos da córnea de um doador anônimo para desenvolver as célular, costuradas posteriormente ao olho de Piper. Depois, o olho dela foi coberto com uma membrana amniótica que envolve o embrião dentro do útero e que foi doada por mulheres que passaram por cesáreas.

“Eu já tinha me resignado (com a perda da visão em um olho). Agora, ter isso restaurado é uma sensação maravilhosa", afirma.

PARA VEREM A FOTO,CLIQUE NA FONTE OK?

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E AUTISTAS PODERÃO TER ISENÇÃO DE IR

07/02/2012


Ronaldo Benedet defende que o Estado incentive a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.


Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2940/11, do deputado Ronaldo Benedet (PMDB-SC), que isenta do Imposto de Renda os proventos de qualquer origem recebidos por pessoa com deficiência física, visual, auditiva ou mental; autistas e aposentados por invalidez que necessitam de assistência permanente de terceiros.

O texto também estende a isenção sobre todos os rendimentos para os portadores de moléstia
profissional, tuberculose ativa, Esclerose Múltipla, tumor maligno, hanseníase, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação e Aids. 

Atualmente, esses casos só têm isenção sobre os rendimentos de aposentadoria ou reforma, conforme a Lei 7.713/88.

“O Estado deve incentivar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, concedendo-lhes o benefício fiscal não só quanto à aposentadoria, mas aos proventos de qualquer natureza”, defende Ronaldo Benedet.

Tramitação

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

INSTITUTO LANÇA SERVIÇO DE ATENDIMENTO ONLINE E POR TELEFONE A PACIENTES COM CÂNCER

07/02/2012


Informações sobre prevenção, tratamento e legislação serão fornecidas em três plataformas.



Fundado em 2009, em São Paulo, com a missão de promover o acesso a informação, prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer, o Instituto Oncoguia lançou um serviço de atendimento online e por telefone voltado a pacientes e familiares de pacientes oncológicos. O Programa de Apoio ao Paciente com Câncer (PAP) foi lançado no último sábado, dia 4 de fevereiro — Dia Mundial de Combate ao Câncer.

Com a longevidade que o brasileiro alcançou nos últimos anos, aumentam os riscos de desenvolver células cancerígenas. O PAP pretende, diante da questão apresentada pelo paciente, orientar e buscar a solução adequada, levando à população suporte, acolhimento e informação de qualidade — diz a presidente do Oncoguia, Luciana Holtz.

O oncologista Rafael Kaliks, diretor científico da instituição, alerta para os números divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), que apontam para o diagnóstico de 500 mil novos casos da doença no Brasil em 2012. Segundo ele, o serviço ora oferecido pelo Oncoguia pode ajudar no diagnóstico precoce, que aumenta potencialmente as chances de cura.

Outro aspecto que terá destaque no atendimento é a legislação que protege o paciente com câncer. O advogado Tiago Farina Matos, coordenador do Núcleo de Defesa Ativa do Instituto Oncoguia, destaca que existem inúmeras leis que asseguram aos pacientes oncológicos benefícios e direitos totalmente desconhecidos da maioria das pessoas. Isenção do imposto de renda é um exemplo.

O programa terá três frentes de atendimento especializado:


:: Central 0800-7731666 serviço de atendimento telefônico gratuito personalizado, onde a pessoa será direcionada para o profissional apto a ajudá-la em informações sobre prevenção, qualidade de vida e direitos do paciente com câncer.

:: Fale conosco no site do Instituto Oncoguia (www.oncoguia.org.br) as pessoas poderão enviar suas dúvidas, buscar informações sobre os diferentes tipos da doença e novidades para seu caso. Para esse serviço, é preciso realizar um cadastro no portal. Os usuários cadastrados terão acesso a conteúdos exclusivos, materiais específicos sobre o mundo do câncer e avisos de eventos.

:: Chat Oncoguia — chats com participação de especialistas e assuntos da atualidade, também para usuários cadastrados.