ELIMINAR DO ORGANISMO A BACTÉRIA CAUSADORA DA GASTRITE ALIVIA OS SINTOMAS DA DOENÇA,QUE NÃO TEM CURA

07/02/2012


Gastrite atinge 40% da população mundial.

Controversa entre especialistas, medida teve eficácia demonstrada em pesquisa conduzida pelo Hospital de Clínicas, em Porto Alegre.


Algo deu errado, e você sente o estômago pegar fogo. Se a cena lhe parece familiar, não se desespere: você não está sozinho. Especialistas calculam que quatro em cada 10 brasileiros padeçam de pelo menos um dos sintomas de dispepsia (que em grego significa "difícil digestão"), doença conhecida como gastrite. No mundo todo, segundo o Journal of Clinical Gastroenterology, mais de 40% da população mundial sofre do mal.


Em situações normais, quando o alimento é ingerido, ele passa pelo esôfago e entra no estômago, onde um ácido ajuda no processo de digerir a comida. Tudo ocorre tranquilamente. O mesmo não ocorre no estômago dispéptico. Devido a diversas causas — sendo algumas impossíveis de serem identificadas — ocorre uma espécie de destruição de uma camada protetora no estômago, permitindo que o ácido altere a sua função. Aí, surge uma série de sintomas. E isso dói — e como dói.


Se você é do grupo dos que costumam sentir dores e queimação no estômago, sensação de que comeu demais sem ter comido muito (saciedade precoce), estofamento, refluxo, náuseas e vômitos, é provável que você já tenha recebido diagnóstico da dispepsia, que se divide em dois grupos. O primeiro é dos dispépticos funcionais — que desenvolvem a popular "gastrite nervosa" e podem ser, ou não, portadores da bactéria Helicobacter pylori, e nos quais não são identificadas outras doenças nos exames complementares. O segundo é o grupo dos pacientes que têm alterações anatômicas, como úlceras ou câncer do estômago, e que são chamados dispépticos "orgânicos". Mas é no grupo dos dispépticos funcionais, os pacientes com "gastrite", que as pesquisas científicas avançam com mais intensidade — e muito disso se deve a estudiosos gaúchos.


Após décadas de controvérsias entre médicos, que se dividem sobre a eficácia de erradicar, ou não, a pylori com antibióticos nos pacientes com dispepsia funcional e que sejam portadores da bactéria (nos pacientes com úlceras, a erradicação do Helicobacter pylori é obrigatória), hoje já se pode dizer que dar fim a este microorganismo faz sentido.


De maneira geral, recorda o gastroenterologista Luiz Edmundo Mazzoleni, os médicos que são a favor da eliminação da bactéria acreditam que isso possa melhorar os sintomas. Os que são contra a erradicação alegam que isso não melhora os sintomas e que a eliminação da bactéria poderia provocar a Doença do Refluxo e alterações imunológicas.


Uma equipe médica de mais de 50 profissionais vinculados ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) concluiu que é válido tratar quem tenha esta bactéria em um estudo inédito, realizado com 842 pacientes com dispepsia não investigada, entre 2006 e 2009. O trabalho foi publicado na revista Archives of Internal Medicine, novembro passado, e ganhou repercussão mundial.


Ao submeter os voluntários a endoscopias e tratamentos, descobrimos que vale a pena, sim, erradicar a bactéria com antibióticos. A equipe chegou à conclusão de que uma boa parcela de pacientes se beneficiava com o tratamento — comemora Mazzoleni, coordenador do estudo, lembrando que a infecção pelo H. pylori é apontada como principal causa das úlceras do estômago e do duodeno (92%), podendo, em raros casos, evoluir ao câncer gástrico, o segundo mais frequente no mundo.


A descoberta, além de desmistificar o tema, deverá servir de aporte para que os médicos prescrevam antibióticos e tratem a Helicobacter pylori nos dispépticos funcionais, ainda que não haja um consenso total entre os médicos sobre o assunto. De acordo Laércio Tenório Ribeiro, membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), as controvérsias sobre a abordagem terapêutica para todos os infectados variam. Por enquanto, é cedo para dar como encerrada a discussão sobre a interação do nosso organismo com a bactéria.


Será que sua presença é sempre prejudicial ou em alguns casos, onde não ocorre interferência mensurável na condição de saúde, poderia atuar como agente simbiótico? Qual sua importância no equilíbrio do nosso sistema imunológico? Há muitas perguntas ainda sem resposta. O mais comum é, caso a gastrite seja confirmada, utilizar o tratamento com medicamentos que inibem a secreção de ácido pelo estômago, desta forma diminuindo a agressão à mucosa — afirma Ribeiro.


Um incômodo ainda sem cura

As pessoas que sofrem da chamada dispepsia funcional, popularmente chamada de gastrite nervosa, podem ser, ou não, possuidoras da bactéria Helicobacter pylori — o que equivale a 34% do total de casos estudados na pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.


Para os que não possuem a bactéria, a notícia não é nada animadora: não há muito o que fazer senão cuidar da qualidade da alimentação e manter a mente em dia, já que as emoções interferem no bom funcionamento do estômago.


O problema no tratamento é que a medicina ainda não conseguiu medicamentos totalmente eficientes para corrigir os distúrbios da função do trato digestivo. E é por isso que as pessoas sofrem tão cronicamente com essas doenças funcionais a vida toda. É um problema mais complexo, que ainda não tem cura — diz o gastroenterologista Mazzoleni.


Em outra experiência do grupo, Mazzoleni verificou o custo social dos sintomas dispépticos, incluindo diretos e indiretos, como perda de produtividade, que chega a R$ 50 bilhões por ano no Brasil.


O que ajuda


:: Mastigar bem os alimentos, pois a digestão começa na boca

:: Fazer refeições nos horários e ambiente corretos

:: Não fazer muito tempo em jejum

:: Levantar a cabeceira da cama

:: Invistir em pratos saudáveis, com verduras e legumes

:: Exercitar-se

:: Manter o peso sob controle

:: Comer bolachas água e sal e de maisena no intervalo das refeições

:: Tomar chás digestivos, como alecrim e hortelã

:: Comer frutas como lima, banana, maçã, pêra, goiaba e mamão

:: Evitar líquidos e comidas gordurosas ou de difícil digestão antes de dormir


O que piora


:: Comer frutas cítricas, como laranja, mexerica, limão, maracujá e abacaxi

:: Mascar chiclete

:: Frituras e embutidos, como os salgadinhos de festa, salsicha, salame e mortadela

:: Condimentos fortes, como pimenta, temperos prontos, molho shoyu, catchup e mostarda

:: Produtos ricos em corantes e conservantes, como sucos em pó, sopas instantâneas e salgadinhos de pacote

:: Cafeína, presente não só no café, mas também nos chás preto e mate e nos refrigerantes

:: Medicações irritativas como os anti-inflamatórios e aspirina

:: Bebidas alcoólicas

MEDITAÇÃO GANHA RESPALDO MÉDICO COMO TÉCNICA PARA ALIVIAR O ESTRESSE

05/02/2012



Deitado sobre um colchonete, o desafio é concentrar-se em cada parte do corpo e não se esforçar em esvaziar a mente. O exercício é de meditação, mas o propósito é focar no presente em vez de simplesmente esquecê-lo. Para além de uma realidade mais zen e de qualquer religião, os adeptos têm um objetivo bem mais prático: diminuir o estresse e amenizar o que ele faz ao corpo.

A meditação da plena atenção é uma prática oriental milenar que vem ganhando força em consultórios médicos, clínicas de reabilitação, hospitais e casas de meditação. Conquistou até os mais céticos dos estressados. O responsável pela tomada da prática meditativa pela ciência e pela medicina integrativa foi o neurocientista norte-americano Jon Kabat-Zinn, quando, na década de 1970, elaborou o que ficou conhecido como Programa de Redução de Estresse da Plena Atenção (MBSR, na siga em inglês) — oito semanas de aulas de meditação que prometem reduzir o estresse, aumentar a qualidade de vida e, se aliado a tratamentos médicos, amenizar sintomas físicos, como a dor. Há quem consiga até diminuir a dose dos medicamentos ou, no caso da diabetes, em que o estado emocional influencia nos níveis de insulina, manter a doença, relativamente, sob controle.

O que muda é a forma de reagir a um estímulo estressante e o essencial é que cada um descubra os seus pontos fracos no processo — explica a psicóloga Ângela Lins.

Como a técnica consiste basicamente em voltar-se para si mesmo, a tendência é aumentar o autoconhecimento, ajudando cada um a identificar as raízes do mau humor e da fragilidade emocional.
A proposta parece viajante, mas a ciência já dá suporte suficiente ao programa de Kabat-Zinn. Tanto que, lá fora, ele é usado em mais de 250 clínicas médicas e aceito por grande parte dos planos de saúde.

 É uma forma de economia. Menos estressadas, as pessoas adoecem menos — analisa Régis Guimarães, professor de meditação e colega de Ângela na Vipassana.
No Brasil, meditar contra o estresse ainda é raro.

— Ainda existe um certo preconceito, e as pessoas tendem a confundir com medicina alternativa ou com algo de cunho religioso. Mesmo os médicos mais abertos têm receio de serem mal interpretados por seus pacientes — acredita Régis.

Em São Paulo, o Hospital Albert Einstein, mantém um grupo de profissionais que aplica o MBSR nos pacientes em tratamento de câncer — uma prova de que a medicina começa a acreditar que o estado emocional dos pacientes faz, sim, diferença no tratamento.

— Os resultados são notáveis. Eles já estão diagnosticados e recebendo o melhor que a medicina pode oferecer a eles. O programa ajuda a entender o que eles podem fazer por si mesmos naquele momento. Não adianta tentar descobrir o porquê da doença nem olhar para frente e se preocupar com o prognóstico. Eles precisam estar atentos ao hoje — explica o cirurgião Paulo de Tarso Lima, especialista em medicina integrativa e líder da equipe do Albert Einstein.

Aos poucos, a ciência confirma o que Oriente sempre soube. Um estudo comparativo conduzido desde 1993 pela equipe de Kabat-Zinn com 2,5 mil pacientes distribuídos em 150 programas MBSR observou que 97% deles relataram conseguir lidar melhor com o estresse; 84% afirmaram estar com a saúde melhor; 95% se mostraram mais atentos e preocupados com a própria saúde e 99% ficaram satisfeitos com os resultados do programa. 

Muitos pararam de fumar e de beber, mudaram a alimentação e passaram a assistir menos tevê. Outras pesquisas similares mostraram reduções nas doses de analgésicos e nos níveis de dor, como uma publicada no Journal of Behavioral Medicine, que mostrou que 44% dos pacientes que sofriam com dor crônica diminuíram o uso de medicamentos para dor e 28% os abandonaram completamente.

A mais recente pesquisa em cima do programa de Kabat-Zinn, aplicada por uma equipe de pesquisadores do centro de psiquiatria do Hospital Geral de Massachussets, nos Estados Unidos, foi publicada no início do ano passado no periódico Psychiatry Research: Neuroimaging. A equipe de estudiosos avaliou 16 voluntários e um grupo de controle formado por outras 16 pessoas. 

A conclusão? Meditar um pouquinho por dia durante as oito semanas propostas pelo programa da Plena Atenção não só traz bem-estar, como parece aumentar a espessura do córtex cerebral e do hipocampo, área do cérebro ligada ao aprendizado, à memória e à introspecção.

SÃO PAULO,PREFEITURA INICIA SEVIÇO PÚBLICO DE EQUOTERAPIA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

05 de Fevereiro de 2012



Saúde - A Prefeitura de São Paulo assinou um convênio com o Centro Social Nossa Senhora da Penha (Cenha) para a realização de equoterapia na rede municipal. Serão 60 vagas oferecidas gratuitamente a pessoas com deficiência encaminhadas pela Secretaria Municipal da Saúde.

Na manhã desta sexta-feira (3/2), o prefeito de São Paulo esteve no Centro Social Nossa Senhora da Penha (Cenha), na Zona Leste da capital, para assinar convênio das   secretarias  municipais da Saúde (SMS) e da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) com a entidade para a realização de equoterapia na rede municipal. São 60 vagas oferecidas gratuitamente a pessoas com deficiência encaminhadas pela SMS.

“Esse novo serviço é uma ampliação do atendimento prestado a essa comunidade de jovens e crianças com algum tipo de limitação e que precisam desta assistência. A Prefeitura admira todo o trabalho feito pelo CENHA e sempre esteve ao lado do centro, com a assinatura de convênios para que possamos atender cada vez mais o maior número de pessoas”, afirmou o prefeito.

No convênio firmado entre a entidade e as secretarias fica estabelecido que os encaminhamentos e o custeio dos atendimentos serão atribuídos à SMS. Inicialmente serão oferecidas 60 vagas para o tratamento a pacientes de Núcleos Integrados de Reabilitação (NIR) de três coordenadorias de saúde da cidade: Sudeste, Leste e Norte. A previsão é que o serviço seja ampliado para outras regiões da cidade.

Na modalidade de equoterapia serão 12 atendimentos diários, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, 60 atendimentos semanais e 240 mensais. Esse método terapêutico é considerado uma das formas mais eficazes para reabilitação de pacientes com problemas motores – distrofias, Esclerose Múltipla, sequelas de paralisia cerebral, AVC, entre outros – a equoterapia também traz bons resultados no aumento da autoestima, autoconfiança, qualidade de vida e sociabilização das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

“Após o início do tratamento percebi avanços significativos, principalmente na coordenação motora do Luiz Gustavo, que com a equoterapia ganhou mais equilíbrio, força muscular e raciocínio. Todo esse conjunto faz com que ele sinta bem melhor em todas as suas atividades”, declarou Fernanda Pestana, mãe de Luiz Gustavo, que pratica a equoterapia há quatro meses.
Até hoje, todo paciente que necessitava desse recurso terapêutico tinha de recorrer obrigatoriamente a serviços privados. Gradualmente, o serviço será ampliado para outros pontos da cidade.

“Hoje também inauguramos um prédio ao lado e um terreno de 2 mil m² doado pela Prefeitura no ano passado. A equoterapia vai possibilitar o atendimento  a 60 crianças carentes, sem custo para elas”, ressaltou Abdo Antônio Hadade, presidente do Cenha.

Em outubro de 2011, a Prefeitura publicou um decreto autorizando a concessão de um terreno ao lado para a entidade. O local vai abrigar o projeto de ampliação da área de equoterapia.
O Cenha é uma entidade social de caráter filantrópico fundada em 1965, situada na rua Francisco Bueno, 384, Tatuapé, Zona Leste, que tem por objetivo o atendimento de crianças especiais carentes. Possui uma clínica que faz em média 2.000 atendimentos por mês e uma escola com 180 alunos especiais carentes.

A entidade educacional foi declarada de Utilidade Pública Municipal: Decreto nº 9027 de 01.10.70, Utilidade Pública Estadual: Diário Oficial de 09.12.71 e de Utilidade Pública Federal: Decreto nº 90935 de 12.02.85. No local são realizados trabalhos nas seguintes áreas: Serviço Social, Psicologia, Pedagogia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia, contando com técnicos habilitados e comprometidos com esta problemática.

Para o desenvolvimento dos programas que realiza, o Cenha conta com algumas parcerias e convênios em instância Estadual: Hospital do Serviço Público Estadual (CEAME e METRUS) e em instância Municipal com a Secretaria Municipal de Educação (SME) e Secretaria de Assistência Social (SMADS).

Após lançar o serviço público de equoterapia, o prefeito participou da cerimônia de posse da presidência do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo para o biênio 2012/2013. A cerimônia foi realizada no anfiteatro do tribunal à rua Dr. Vila Nova, na Vila Buarque, e contou com a presença de representantes do poder público. Foram empossados o juiz Orlando Eduardo Geraldi, como presidente, como vice-presidente, o juiz Evanir Ferreira Castilho, e o juiz Paulo Adib Casseb assume a função de corregedor geral.

PÍLULA DIÁRIA PODE PARAR OU MESMO INVERTER A ESCLEROSE MÚLTIPLA

05/02/2012



Um tratamento eficaz poderá estar disponível dentro de seis anos.

Pesquisadores no Canadá descobriram os baixos níveis de substâncias químicas do cérebro em doentes.
Ensaios já estão em andamento e pode acelerar liberação da droga para uso geral.


Os médicos fizeram uma descoberta "excitante" que poderia levar a um novo tratamento para parar - ou mesmo reverter os sintomas - de Esclerose Múltipla.

Pesquisadores descobriram que pessoas com Esclerose Múltipla têm níveis significativamente mais baixos de substâncias químicas cerebrais denominadas neuro-esteróides.

Neuro-esteróides ajudar a construir as células do cérebro e manter a sua função, conectando diferentes áreas de atividade no cérebro.

Os cientistas e neurologistas da Universidade de Alberta em Edmonton, Canadá acreditar que seria possível substituir o produto químico em falta com um comprimido diário que representaria uma forma completamente diferente de lidar com a doença que afeta mais de 85.000 pessoas no Reino Unido.

Dr Chris Power anunciou a descoberta em um trabalho de pesquisa na última edição do cérebro.

Ele disse: 'Este francamente é um avanço emocionante e tem um enorme potencial. O papel da neuroesteróides no cérebro tem sido conhecida há algum tempo, mas ninguém pensava - até agora - que eles poderiam desempenhar um papel na EM '.

A ligação com a doença foi feita quando sua equipe testaram os cérebros de 16 pacientes de Alberta - que tem os maiores níveis de EM em todo o mundo - e descobriu que eles apresentaram níveis significativamente mais baixos de um neuro-esteróides allopregnanolone especial quando comparados com um grupo de pacientes que morreram de outras doenças.

A equipe do Dr. da Power foram animado, porque ensaios utilizando allopregnanolone - o que é derivado a partir do colesterol e está ligada à vitamina D - já estão em andamento na epilepsia e depressão.

"A química já está disponível o que acelera o processo que poderia, eventualmente, obter isso em humanos com EM", disse ele.

Os pesquisadores estão interessados ​​no link de vitamina D porque foi estabelecido que existem níveis mais elevados de MS em áreas do norte do mundo como a Escócia, onde os níveis reduzidos da vitamina têm sido associados a uma menor exposição à luz solar.

Quando os ratos com EM foram tratados com allopregnanolone-lo teve um efeito significativo, reduzindo os níveis de inflamação no cérebro e reparação de fibras nervosas.

Na EM a bainha de mielina ao redor de nervos é destruída pela doença que é desencadeada pelo sistema imunológico 'over reagindo' e atacando as células saudáveis ​​ao invés de invadindo infecções e doenças.

EMem sua forma mais grave pode causar perda de mobilidade mas os pesquisadores canadenses descobriram que os camundongos que receberam o esteróide foram encontrados para ter aumentado os níveis de mobilidade ao longo de um período de 30 dias na sequência do início do tratamento.

Dr. Power disse: "No geral, descobriram que os ratos mostraram uma redução de 50 por cento em EM gravidade da doença no cérebro."

Actualmente, há um número de drogas que retardam a progressão da MS mas depois de um período de tempo muitos pacientes 'falhar' sobre os tratamentos e sua doença continua a progredir.

Dr Power acredita que o tratamento regular com allopregnanolone - e possivelmente outros neuroesteróides parar a doença e pode reverter alguns dos sintomas.

Ele disse: 'Ficamos surpresos com a nossa descoberta inicial de que esse neuroesteróide estava presente em níveis reduzidos em pacientes com esclerose múltipla e espantado ao descobrir que, quando ele foi usado como tratamento teve efeitos tão significativos. "

O financiamento para a pesquisa veio do Governo do Canadá e do país EM Society.

Dr Poder está agora na esperança de obter financiamento do governo ou droga
iniciar os primeiros estágios de recursos humanos
ensaios com allopregnanolone dentro dos próximos dois anos.

Ele disse: "Inicialmente, nós estaremos olhando que é seguro tomar. Mas, para alguns medida em que trabalho tem sido feito por causa dos julgamentos em outras áreas de doenças. Nossa pesquisa com camundongos mostrou que nenhuma toxicidade.

"Se ultrapassar esse obstáculo - que deve, então, que seria para o palco dois ensaios para provar que ele funciona como um tratamento.

"Estamos falando sobre isso pelo menos seis ou sete anos de distância como um tratamento, mas eu sou otimista sobre nossas chances, embora haja uma série de obstáculos a serem superados."

MATÉRIA INFORMADA GENTILMENTE POR NOSSA AMIGA LUCIANA FELICIANO.
FOI USADO O TRADUTOR GOOGLE NESSA POSTAGEM.

ESCLEROSE MÚLTIPLA,CONTESTADA MEDICAÇÃO ÚNICA PARA POUPAR

 3- 2- 2012

A presidente da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), Manuela Neves, considerou esta sexta-feira «inadmissível» que, «por razões exclusivamente economicistas», os hospitais ministrem uma medicação única aos portadores daquela doença, fazendo «tábua rasa» da sua qualidade de vida.

«Sabemos que estão a decorrer reuniões a nível de vários hospitais, sobretudo no Norte, onde poderá estar a ser "cozinhado" um documento que aponte no sentido da medicação única, por razões exclusivamente economicistas», denunciou, hoje, Manuela Neves, citada pela Lusa.

Segundo a responsável, a medicação única seria «um erro crasso», já que «cada caso é um caso», havendo medicamentos que «são adequados para um doente e já não o são para outro».

Para Manuela Neves, a prescrição de medicação única faria «tábua rasa» da qualidade de vida dos portadores de Esclerose Múltipla.

Disse ainda que «não faz qualquer sentido» que apenas uma percentagem muito restrita de doentes tenha acesso ao medicamento oral que já existe para tratar a Esclerose Múltipla, «quando é sabido que, além de muito eficaz, traz enormes vantagens», por substituir a tradicional «picadela».

«Há doentes que passam décadas e décadas a injectar-se, ficando cheios de marcas na pele», sublinhou.

No sábado, as três principais associações nacionais de doentes da esclerose múltipla vão reunir-se em Braga, naquela que será a primeira sessão de esclarecimento concertada dirigida a doentes sobre o acesso de todos aos tratamentos aprovados e comparticipados.

Além da SPEM, estarão presentes a Esclerose Múltipla de Portugal (ANEM) e Associação Todos com a Esclerose Múltipla (TEM).

Esta última apresentou, muito recentemente, uma queixa aos provedores de justiça nacional e europeu contra o Hospital de Braga por, alegadamente, prescrever apenas um medicamento para a Esclerose Múltipla, «ignorando as especificidades clínicas de cada doente».

A TEM recorda que para o tratamento da doença «existem actualmente oito principais medicamentos imunomoduladores de primeira linha» e que até há pouco tempo os doentes «usufruíam de medicação prescrita pelo médico assistente, adequada à especificidade, estádio e evolução da doença».

Desde Agosto de 2011, o hospital «alterou a política de fornecimento de medicação», obrigando a que a prescrição médica a novos doentes incidisse «apenas e só sobre um único medicamento»: o Betaferon.

«Só em casos muito especiais, devidamente justificados, o médico poderá receitar um outro medicamento (Copaxone)», o que para a associação significa «ignorar as especificidades clínicas de cada doente».

A direcção do hospital de Braga já garantiu, à Lusa, que os doentes são tratados «com terapêuticas aprovadas pelo Infarmed, adaptadas caso a caso, nomeadamente conforme as exacerbações e remissões da doença».

Segundo o hospital, «a terapêutica é naturalmente modificada em função da eficácia do tratamento e da tolerância do doente ao medicamento, razão pela qual existem doentes a quem são prescritos outros fármacos».

MITOS E VERDADES SOBRE MUSCULAÇÃO

04 de fevereiro de 2012



1. Musculação emagrece

 

Verdade - Ainda que o gasto calórico seja pouco significativo, pois se trata de uma atividade localizada, um corpo com maior percentual de massa muscular queima mais do que um com maior percentual de gordura. Cada quilo de músculo consome 35 calorias por dia em repouso, enquanto um quilo de gordura consome apenas seis calorias nas mesmas condições. Por muito tempo, acreditou-se que o único e verdadeiro aliado do emagrecimento era o exercício aeróbico. Entretanto, a musculação também consome gordura como fonte de energia, durante e após a execução do treino, para a recuperação do músculo. O ideal para quem quer emagrecer é aliar o treino de musculação com o aeróbico.




2. Não adianta começar a fazer musculação só depois dos 40

 

Mito - Trabalhar os músculos é importantíssimo a partir dessa idade – e mesmo quem nunca praticou pode começar –, pois é quando o corpo perde massa muscular e óssea. A musculação, embora não consiga reverter esse quadro, pode retardá-lo. Um treino bem elaborado para uma pessoa nessa faixa etária, principalmente se focado em exercícios de força e resistência, pode atribuir muito em saúde e qualidade de vida, contribuindo para uma velhice sem dificuldades e com muito mais liberdade e autonomia.


3. Dá para ter um corpo durinho aos 30 sem virar marombeira

 

Verdade - A musculação traz benefícios a qualquer idade. E mesmo quem nunca fez atividade física ou deixou de fazer há muito tempo irá gozar de todos eles. Desde que siga um treino regular de, no mínimo, três vezes por semana, entre 30 e 40 minutos por dia, e uma alimentação balanceada, dá para manter o corpo em forma sem virar marombeira, sim.


4. O ideal é fazer aeróbico antes da musculação

 

Depende - O que dita a ordem do exercício aeróbico é o objetivo. Se a meta for ganho de massa muscular, ele deve vir antes, pois o seu corpo vai consumir carboidrato durante sua execução e ainda reservar energia para o treino de musculação em seguida. Se o seu objetivo é emagrecer, o aeróbico (pode ser bicicleta, corrida, natação) deve vir depois da musculação. Como esse tipo de atividade consome mais calorias, para quem busca o emagrecimento ele tem como objetivo principal queimar gorduras localizadas.


5. Musculação dá estrias

 

Mito - O principal causador das estrias é o crescimento acelerado da pele, como na adolescência, por exemplo, quando uma pessoa engorda ou emagrece muito rapidamente, espicha de uma vez e os seios ou bumbum crescem do dia para a noite. Na musculação, não há mudança em curto prazo que justifique o surgimento de estrias.


6. O corpo apaga os efeitos da musculação

 

Depende - O corpo, de fato, apaga os efeitos da musculação após o abandono da atividade. Mas quanto tempo ele leva para fazê-lo depende de quanto tempo se treinou e há quanto tempo deixou de praticar a atividade. A lógica é: quanto mais tempo se treina, em médio e longo prazos, mais tempo se leva para perder a memória, e, quanto menos tempo se treina, mais rápido se perde.

FUNÇÃO RENAL,INDICADOR DE SAÚDE

04 de fevereiro de 2012



Cor, odor e outras características da urina podem revelar doenças.

Eu adoro aspargos e costumo comê-los com frequência. Uma conhecida, porém, me disse certa vez que toma o cuidado de evitar esse vegetal tão saudável, simplesmente porque ele deixa a sua urina com um cheiro ruim. Tive vontade de perguntar a ela quem provavelmente se importaria com isso, com exceção, talvez, de algum desconhecido em um banheiro público. Certamente existem crimes piores.

Como uma das quatro rotas pelas quais as substâncias normalmente saem do corpo (as outras são as fezes, a respiração e o suor), a urina tem um papel valioso na medicina: ela oferece indícios não só do que as pessoas comem e bebem, mas também da forma como seu corpo está funcionando. Os médicos solicitam amostras da urina rotineiramente para tomar conhecimento desses indícios, tanto a pacientes que parecem saudáveis quanto aos que estão obviamente doentes.

Cor, limpidez e outras características físicas da urina, bem como as substâncias nela dissolvidas, podem revelar sinais de uma enorme série de problemas, incluindo infecções, distúrbios metabólicos hereditários, doença renal, câncer de bexiga, diabetes, abuso de substâncias, exposição a toxinas, ingestão inadequada ou excessiva de líquidos e, como bem sabem muitos atletas de competição, o uso de drogas que favorecem o desempenho esportivo.

Uma pesquisa europeia, conduzida ao longo de oito anos e publicada recentemente, utilizou o teor de sódio de amostras de urina de 24 horas de 3.681 adultos para estimar o efeito da ingestão diária de sódio sobre o desenvolvimento de pressão alta e de doenças e mortes causadas por problemas cardíacos. Os autores chegaram à conclusão – bastante contestada – de que ingerir uma quantidade muito pequena de sódio na alimentação é mais arriscado do ingerir uma quantidade muito grande. De todo modo, até nova ordem, seria sensato para a maioria dos americanos reduzir significativamente a quantidade de sal e outras fontes alimentares de sódio consumidas regularmente.


Quando se preocupar?


A urina pode adquirir odores indesejáveis decorrentes do consumo de alguns alimentos, como aspargos (o responsável mais provável por isso é um fator genético que algumas pessoas possuem), e bebidas, como café, ou em consequência de problemas de saúde, como infecção urinária ou diabetes (pode surgir um cheiro doce por conta do excesso de açúcar). Mas a característica da urina em que os leigos mais costumam reparar é a cor.

A cor normal da urina de uma pessoa bem hidratada é um amarelo claro e pálido, cor que é transmitida pelo pigmento urobilina. Já a desidratação – que pode ocorrer como consequência de beber poucos líquidos, suar muito ou sofrer de repetidas crises de vômito ou diarreia – resulta em uma urina escura, com cheiro de amônia, que deve ser tratada como uma advertência para beber mais água ou outros líquidos simples.

Muitos alimentos e certos medicamentos podem conferir à urina uma cor incomum e, às vezes, preocupante para os desavisados. Por exemplo, a beterraba contém um pigmento chamado betalaína, que deixa as mãos e a água de cozimento vermelhas, podendo fazer com que a urina fique com uma cor que pode se assemelhar ao sangue.

Se houver suspeita de algum problema, é obrigatório marcar uma consulta médica para verificar se há incidência de doença renal ou câncer. Na dúvida, fique de olho.

ABUSAR DE ACÚCAR PODE SER TÃO NOCIVO QUANTO EXAGERAR NO ÁLCOOL,DIZEM CIENTISTAS

03/02/2012


Doenças como diabetes contribuem para a morte de 35 milhões de pessoas a cada ano.

Consumo de açúcar em excesso aumentaria riscos de hipertensão, diabetes e problemas cardíacos.

Ingerir açúcar demais é tão nocivo para a saúde quanto o abuso de álcool, afirmam três cientistas americanos, que defendem a adoção de restrições ao consumo, como as impostas às bebidas alcoólicas e ao tabaco.

Para reduzir o consumo, os cientistas propuseram adotar uma taxa para as bebidas e os alimentos que contenham açúcar agregado, em particular a frutose, segundo artigo publicado na revista científica Nature.

De acordo com Robert Lustig, Laura Schmidt e Claire Brindis, o consumo abusivo de açúcar é tão nocivo que eles propõem que se proíba a venda de bebidas açucaradas a menores de 17 anos.

Doenças não transmissíveis, como cardiopatias, diabetes ou câncer, contribuem para a morte de 35 milhões de pessoas a cada ano em todo o mundo, afirmaram os especialistas, destacando o papel do açúcar no avanço dessas patologias.

Os efeitos do consumo excessivo de açúcar podem ser similares aos do abuso de álcool, favorecendo a hipertensão, o diabetes e os riscos cardíacos.

Segundo o estudo, o consumo de açúcar em todo o mundo triplicou nos últimos 50 anos.

ACUPUNTURA É ESPECIALIDADE MÉDICA,NÃO TERAPIA ALTERNATIVA

03/02/2012 


Técnica é indicada por especialistas no tratamento de diversas doenças.

Profissional acupunturista deve ter conhecimento anatômico e estar capacitado para diagnóstico.

Método terapêutico de neuromodulação periférica originário da China, a acupuntura é reconhecida, no Brasil, como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina, em 1995. Devido ao procedimento pouco convencional — inserção de agulhas finas na pele — às vezes a acupuntura gera desconfiança nos pacientes. No entanto, a técnica é indicada por especialistas de diferentes áreas no tratamento de diversas doenças e conta com cobertura até mesmo de planos de saúde.

O médico Vinícius Antoniazzi, presidente da seccional Rio Grande do Sul do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, explica que já existe residência médica nessa área. Outra opção é fazer um curso de especialização. Em alguns casos, a técnica pode ser usada como único tratamento, em outros, é casada com o uso de remédios e outras terapias.

Importante é que o profissional esteja habilitado e não só saiba como fazer a acupuntura de maneira correta e segura, mas também seja capaz de diagnosticar o problema do paciente e indicar o tratamento adequado — esclarece Antoniazzi.

Muitas vezes, segundo o médico, a acupuntura está tratando um sintoma — a dor — e pode estar sendo ignorada a doença. Daí a importância de o procedimento ser realizado por um médico, que possa perceber o problema e indicar um especialista de outra área para acelerar o tratamento.

— Originalmente, é uma técnica chinesa, mas hoje ela é do mundo, pois agrega conhecimentos da ciência médica, anatomia e fisiologia, com eficácia bastante estudada e documentada — destaca o especialista.

A inserção da agulha estimula as terminações nervosas livres existentes na pele e nos tecidos subjacentes, principalmente nos músculos. A "mensagem" gerada por esses estímulos chega ao sistema nervoso central, desencadeando uma série de reações mediadas por neurotransmissores, que bloqueiam a passagem do estímulo doloroso, minimizando o processo de dor. Daí os efeitos analgésico, anti-inflamatório e relaxante muscular da acupuntura. A Organização Mundial da Saúde listou uma série de doenças tratáveis pela acupuntura, desde doenças neurológicas, psiquiátricas, ortopédicas, respiratórias, reumatológicas, digestivas, entre outras.


Preste atenção


Conforme normatização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as agulhas usadas na acupuntura são consideradas produtos médicos, invasivos, de uso único e com prazo de utilização transitório, portanto, devem ser descartáveis. A reutilização de agulhas pode transmitir hepatites, meningites, mastites, encefalites, entre outras. Elas não devem ser reaproveitadas nem no mesmo paciente.



MAIS ESPERANÇA PARA QUEM NUNCA PERDEU

30 de Janeiro de 2012

 

 

No início da noite desta segunda-feira, os integrantes da Associação Sul Catarinense de Familiares, Amigos de Portadores de Distrofias Musculares Progressivas (Ascadim) receberam da prefeitura de Criciúma a chave da nova sede, um ambiente mais confortável e adaptado para facilitar o atendimento aos pacientes. 


Conforme o presidente da Ascadim, Antônio Martinhago, a associação estava prestes a fechar pela falta de condições de ampliar os serviços. “Não tínhamos espaço e também como nos manter. Hoje sonhamos até com a possibilidade de aumentar o número de atendimentos, conforme a demanda”.

De acordo com o prefeito Clésio Salvaro, a procura pelo local aconteceia desde o ano passado. “Estávamos procurando um local para colocarmos a sede da associação, mas esbarrávamos em leis e na burocracia. A dificuldade maior que enfrentamos foi encontrar um lugar onde funcionasse a sede e a clínica juntas até encontrarmos essa casa, que fica ao lado da Policlínica do Rio Maina”, explicou o prefeito Clésio Salvaro.


Saiba mais - Existem em Criciúma cerca de 80 pessoas portadoras de distrofia muscular progressiva. Destas, 30 são atendidas pela Ascadim com fisioterapia e outros serviços para retardar os efeitos degenerativos da doença neurológica, que não em cura. 

 

FONTE:http://www.engeplus.com.br/0,,41442,Mais-esperanca-para-quem-nunca-a-perdeu.html#

CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DO PILATES

 01/02/12

Em vídeo, a fisioterapeuta Renata Luisa Bona e o educador físico Artur Bonezi dos Santos falam sobre esses benefícios e como as diferentes posições de molas alteram o foco do exercício.

 


Autor: Zero Hora

Publicado em: 01/02/12


FRANÇA PROMETE REFORÇAR A REGULAÇÃO DE PRÓTESES MAMÁRIAS

01/02/2012 

Informe pede que toda a União Europeia fortaleça a segurança em relação aos implantes.


A França prometeu nesta quarta-feira reforçar a regulação e o monitoramento interno das próteses mamárias e pediu que o reforço dos controles seja realizado em toda a Europa, depois da explosão de um escândalo internacional com próteses defeituosas da fábrica francesa PIP.

O ministério francês da Saúde emitiu uma nota oficial na qual afirmou que haverá um reforço nas inspeções a fabricantes de produtos médicos, com um aumento do número de inspetores e visitas às fábricas que serão "mais numerosas e não anunciadas".

Em um documento enviado ao ministro da Saúde, Xavier Bertrand, a Direção Nacional de Saúde sugeriu a necessidade de adotar uma regulação e um monitoramento mais rígidos do setor não apenas em nível nacional, mas em toda a Europa. "Este reforço deve ser feito em dois níveis, nacional e comunitário", afirma o documento.

O informe sustenta que a França pressionará a União Europeia (UE) para que "fortaleça a segurança em relação a estes dispositivos medicinais" e pediu às autoridades locais que tornem mais severa a inspeção, tanto a realizada regularmente, como também as visitas surpresa.

Em determinados setores, acrescenta o informe, estas visitas devem ser realizadas anualmente e com a tomada de amostras para análises em laboratório. O documento também pede que sejam estabelecidos mecanismos mais simples para reportar peças defeituosas.

Estima-se que cerca de 400 mil mulheres em todo o mundo receberam implantes mamários produzidos pela empresa francesa Poly Implant Prothese (PIP), que fechou em 2010 depois da descoberta de que enchia suas próteses com um gel de silicone de tipo industrial, e não medicinal.

A descoberta do uso do gel industrial ocorreu em março de 2010 e as autoridades ordenaram o bloqueio imediato das próteses da PIP, mas milhares de peças já haviam sido distribuídas por vários países do mundo.

Na semana passada, a justiça francesa acusou o fundador da PIP, Jean Claude Mas, de "danos involuntários", além de fraude.


ENTENDA COMO A ARTRITE REUMATOIDE PODE AFETAR A CAPACIDADE DE EXECUTAR TAREFAS DO DIA A DIA

31/01/2012


Atividades simples, como digitação, tornam-se complicadas para quem sofre com AR.


Inflamação, se não tratada, pode resultar em problemas cardiovasculares.


Mãos, punhos, joelhos e pés. A artrite reumatoide (AR) impacta na vida do paciente, pois pode prejudicar desde atividades simples como levantar da cama, segurar um copo de água e até mesmo trabalhar. Estudos mostram que cerca de 66% dos pacientes perdem uma média de 39 dias por ano de trabalho, devido a essa enfermidade. Outros estudos indicam que de 20% a 30% dos que sofrem com AR tornam-se incapacitados profissionalmente em até três anos desde o início do problema.

Doença inflamatória crônica e progressiva que atinge articulações, resultado de uma disfunção do sistema imunológico, a artrite reumatoide, geralmente, começa nas articulações das mãos e dos punhos, de forma simétrica, podendo atingir outras partes do corpo. O surgimento dos sintomas costuma ser lento. A doença gera dor persistente, inchaço e perda da mobilidade das articulações.

— Quando não controlada, a artrite provoca fadiga e pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares, como infarto ou AVC — explica o reumatologista Boris Cruz.

O diagnóstico da AR é baseado na avaliação dos sintomas pelo médico. Exames complementares como de sangue, radiografias, ultrassom ou ressonância podem ser solicitados. Segundo Cruz, não existe cura para a doença. O tratamento inclui mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos e até cirurgia para os casos mais graves.


Entenda os impactos


:: Ombro

É a articulação de maior amplitude de movimento do corpo humano. Composto por três ossos, precisa ser flexível, pois dele depende a movimentação do braço e da mão. Também deve ser forte o bastante para executar movimentos como puxar e empurrar, que ficam prejudicados para quem tem AR.

:: Cotovelo

Também formado por três ossos, é ele que controla os movimentos de alongar e contrair dos braços. Tarefas simples, como escovar os dentes ou comer com talheres podem se tornar muito dolorosas se essa articulação for atingida pela AR.

:: Mão

Por meio da mão, o ser humano se expressa e executa atividades simples, porém de grande importância, como segurar objetos, digitar ou dirigir. Se a mão for atingida pela AR, o paciente terá grandes dificuldades em executar tarefas manuais, tornando-se dependente até mesmo para cuidar da higiene pessoal. 

:: Joelho

Essa é a maior articulação do corpo humano, formada por quatro ossos: fêmur, paleta, tíbia e fíbula. A dor e o inchaço causados pela AR dificultam o movimento de flexão e extensão. Sentar e levantar pode se tornar uma tarefa possível apenas com ajuda.

:: Pé

Composto por uma complexa estrutura que equilibra, estabiliza, absorve impactos, suporta o peso e movimenta o corpo, o pé permite movimentos como a caminhada ou a corrida. A locomoção fica prejudicada ou até impossibilitada em caso de AR. 

LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS PROMETEM DOAR TRATAMENTOS PARA ERRADICAR 10 DOENÇAS TROPICAIS

31/01/2012


Elefantíase, esquistossomose, mal de Chagas, doença do sono e lepra são alguns exemplos de enfermidades a serem combatidas.

Uma iniciativa internacional, da qual participam entidades públicas e privadas, foi lançada na segunda-feira para concentrar esforços na erradicação de 10 doenças tropicais que afetam aproximadamente 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Participam da iniciativa a Fundação Bill & Melinda Gates e vários representantes da indústria farmacêutica, que promete doar dezenas de milhões de doses de tratamentos.

As doações se concentrarão em nove das Doenças Tropicais Desatendidas, que atingem 90% das vítimas. A cada ano, essas doenças matam ou afetam severamente milhões de pessoas pobres que vivem nas regiões tropicais ou subtropicais. Entre as doenças tropicais desatendidas mais graves estão a filariose linfática, também conhecida como elefantíase, e a doença do sono, transmitida pela picada mortal de uma mosca.

No total, 13 grandes laboratórios farmacêuticos se comprometeram a apoiar a iniciativa. O Sanofi, por exemplo, promete apresentar um produto eficaz para erradicar a doença do sono em 2020, em parte com recursos da fundação de Bill Gates. O Novartis se concentrará na lepra. O Merck se dedicará a desenvolver medicamentos para curar a esquistossomose, que atinge 200 milhões de vítimas ao ano. O laboratório Bayer se comprometeu a combater o Mal de Chagas, uma doença que afeta 10 milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente na América Latina. A Fundação Bill & Melinda Gates doará 363 milhões de dólares ao ano durante cinco anos para ajudar nas pesquisas e na compra de medicamentos.

BAIXO RENDIMENTO ESCOLAR PODE ESTAR LIGADO À NECESSIDADE DE ÓCULOS

29/01/2012


De acordo com o CBO, 30% das crianças brasileiras necessitam de óculos.

Pesquisa mostra que 51% das 365 crianças consultadas apresentam baixo rendimento em função dessa necessidade.

A falta de óculos na infância é um dos fatores responsáveis pelo baixo rendimento escolar. É o que indica uma pesquisa feita com alunos matriculados na 1ª e 2ª série do ensino fundamental das escolas públicas de Campinas. Dos 365 estudantes consultados, 51% apresentam baixo rendimento em função dessa necessidade.

Este é o resultado da avaliação de pais e professores no período de um ano — conta o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto.

Para ele, a análise reforça a conclusão do programa de alfabetização solidária apoiado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC): a maior causa da evasão escolar são os problemas de visão, que respondem por 22,9% dos casos. Segundo o especialista, oito em cada 10 participantes do programa nunca tinham passado por consulta oftalmológica.

Queiroz Neto explica que o exame oftalmológico é essencial na infância, uma vez que o olho está em desenvolvimento até os 7 anos. Conforme dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), 30% das crianças brasileiras necessitam de óculos.

Qualquer bloqueio sem tratamento adequado neste período pode se transformar em deficiência visual grave e até levar à perda irreparável da visão — alerta.


Olho preguiçoso


Não por acaso, um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que 5% das crianças brasileiras são cegas de pelo menos um olho e 60% dos casos de cegueira são evitáveis.

O especialista destaca que a maior causa de cegueira monocular na infância é a ambliopia ou o olho preguiçoso, que atinge 4% das crianças no país. Acontece quando o desenvolvimento de um dos olhos fica comprometido. Estrabismo (olhos desalinhados), catarata congênita unilateral e diferença importante do grau de miopia, hipermetropia ou astigmatismo são as principais causas.

Quando diagnosticado antes dos cinco anos, o olho preguiçoso pode ser tratado com a oclusão do olho de melhor visão para forçar o desenvolvimento do outro. Isso porque a criança usa apenas o olho bom, deixando o outro mais fraco, explica Queiroz Neto.

Ele diz que o "fechamento" deste olho pode funcionar como suporte à cirurgia para alinhar os olhos nos casos mais avançados de estrabismo.Também é fundamental para restaurar a visão, após o implante de lente intraocular que corrige a catarata unilateral.


Estrabismo pode passar despercebido


O oftalmologista alerta que nem todo estrabismo pode ser percebido pelos pais. Há casos em que a doença é latente e só pode ser notada nos testes de motilidade ocular feitos no consultório. Dores de cabeça e torcicolo frequentes podem indicar necessidade de consultar um oftalmologista para diagnosticar desvio latente do olho.


Problemas oculares mais comuns na infância


:: Miopia — Neste caso, a visão de longe é ruim porque as imagens são projetadas na frente da retina pelo sistema de foco do olho — córnea e cristalino.

:: Astigmatismo — Irregularidades no formato da córnea fazem com que as imagens sejam projetadas em mais de um plano e a visão fica distorcida.

:: Hipermetropia — As imagens são projetadas atrás da retina e a visão de perto fica fora de foco.

:: Em geral, os vícios de refração surgem a partir da idade de 3 anos, mas podem aparecer antes, principalmente quando os pais usam óculos.


Como a criança não tem noção de como enxerga o mundo, pais e professores devem ficar atentos aos sinais de problemas de visão. Queiroz Neto destaca os principais:

Até 2 anos


:: Lacrimejamento constante;

:: Fotofobia;

:: Menina dos olhos muito grande, com reflexo, cor acinzentada ou opaca;

:: Falta de interesse pelo ambiente e pessoas;

:: Olhos vermelhos e com secreção.


De 3 a 7 anos


:: Tomba a cabeça para um lado;

:: Dor de cabeça ou nos olhos frequente;

:: Assiste TV muito próxima da tela;

:: Olhos desviados para o nariz ou para fora;

:: Esfrega os olhos após esforço visual;

:: Fecha um dos olhos em locais ensolarados.

TREINAMENTO PROPRIOCEPTIVO EVITA QUEDAS FREQUENTES EM IDOSOS

30/01/2012


Bosu (meia bola) é um dos equipamentos que podem ser utilizados para melhorar o equilíbrio.


Cerca de 30% das pessoas com mais de 65 anos caem ao menos uma vez por ano.

É comum pessoas com mais de 65 anos sofrerem quedas frequentes. Cerca de 30% dos indivíduos nesta faixa etária caem, ao menos, uma vez por ano. Metade destes, de forma recorrente. Além de levar o idoso à dependência funcional, o tombo representa uma das principais causas de morte nesta idade. Por isso, evitar quedas frequentes é o intuito do treinamento proprioceptivo.

Esse tipo de treinamento é importante não apenas para idosos, mas para todas as pessoas que sofreram algum tipo de lesão ou cirurgia. Ele consiste em causar desequilíbrios ao corpo de forma organizada, para que haja uma resposta do sistema nervoso central.

Segundo o personal trainer David Marques, existem diversos equipamentos que podem ser usados para melhorar o equilíbrio. Balanços, bolas, aerostep, balance beam e bosu são alguns exemplos. Para exercitar o equilíbrio, é preciso iniciar com posições que reduzam gradualmente a área de apoio dos pés, ficando apoiado em um pé só: o indivíduo deve permanecer na posição de desequilíbrio de 10 a 30 segundos e repetir por três séries cada exercício.

Podemos usar materiais simples que todos nós temos em casa e que possam servir como bases instáveis, como almofadas, por exemplo. Inicialmente, todos os exercícios de equilíbrio devem ser realizados com um apoio, para evitar quedas. Além de todos os cuidados com a segurança, o treinamento deve ser supervisionado por um professor de educação física, que irá estruturar um programa de treinamento que determine a intensidade, controle todas as variáveis e respeite as particularidades de cada um — orienta o personal.

Marques explica que o equilíbrio corporal é fundamental no relacionamento do homem com o ambiente.

É uma complexa interação entre o sensorial e o motor, que previne quedas e fornece o equilíbrio. Quando ocorre uma alteração em um de seus componentes, como o proprioceptivo, surgem alterações que caracterizam o desequilíbrio e que podem afetar a qualidade de vida — finaliza.


Definição.


O termo "propriocepção" é usado para descrever todas as informações neurais originadas nos proprioceptores das articulações, músculos, tendões, cápsulas e ligamentos que são enviadas por meio de vias ao sistema nervoso central de modo consciente ou inconsciente. Os estímulos cerebrais se referem às relações biomecânicas dos tecidos articulares que podem influenciar o tônus muscular, programas de execução motora e coordenação, sinestesia, reflexos musculares, equilíbrio postural e estabilidade articular. 

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA,PARTICIPAM DE RODA DE CAPOEIRA

29 de janeiro de 2012


Fabiano foi um dos que trocou a corda verde pela corda amarela na manhã deste domingo (29), em batizado realizado pelo CEIR no Ginásio Poliesportivo Edmilson Jorge, do bairro Dirceu. A cor representa mais um passo no aprendizado e na quebra dos limites impostos pela deficiência.


Com os olhos fixos no capoeirista, Fabiano dos Santos, de 11 anos, sonha em reproduzir a ginga do mestre. Ele, que nasceu com paralisia cerebral, comemora os avanços conquistados desde que passou a participar das aulas no Centro Integrado de Reabilitação (CEIR). “Eu gosto muito de jogar capoeira. Só perco quando tenho prova”, garante.


A dona de casa Nirinalva Mendes da Silva trouxe a família toda para assistir à apresentação do filho, Lyedson Matheus, de 4 anos. Sem esconder o orgulho, ela revela que o filho “melhorou muito desde que começou a fazer capoeira no CEIR. Antes, ele não segurava o pescoço e não tinha equilíbrio nenhum. Agora rola e dobra as pernas”. A conquista é motivo de emoção ainda maior quando a mãe lembra que o obstetra não acreditava na sobrevivência do menino após a constatação da doença no parto.

Para o educador físico do CEIR, Childerico Robson, o trabalho desenvolvido com as crianças é fruto de grande satisfação pessoal. “Me sinto realizado em saber que contribuí nem que seja um pouquinho para a melhoria de vida desses meninos e meninas”, frisou. Hoje, ele trabalha a capoeira como instrumento de reabilitação para 16 crianças que recebem tratamento no Centro.

A atividade deste domingo foi mais uma das iniciativas da instituição no sentido de integrar as pessoas com deficiência. Por esta razão, foi realizada junto com o batizado de capoeiristas do grupo Iê Berimbau, que trabalha com a reinserção social de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade da zona sudeste de Teresina.

Para a mãe do Gabriel, Eliane Ferreira, valeu a pena pegar uma carona de onde moram, na Vila do Avião, para ir ao Dirceu ver o filho provar que uma pessoa com deficiência pode jogar capoeira. “Em apenas 5 meses de treinamento ele já melhorou bastante. Antes caía muito e se machucava. Os médicos dizem que ele tem Distrofia Muscular. Hoje, ele quase não cai mais. É muito bom ver esse progresso”, pontuou.