Os genes da dúvida

Matéria Publicada em: 04/07/2010 


Exames que podem traçar o destino da saúde humana reativam no meio científico a discussão ética sobre o tema e provocam dois efeitos antagônicos % u 2014 a perspectiva de terapias mais eficientes contra o câncer e o preconceito social.




Imagine poder descobrir se daqui a 10 anos você vai ter algum tipo de câncer, diabetes ou mal de Alzheimer. Fazer um teste(1)genético para detectar alguma doença parecia uma ideia de ficção científica, mas está cada vez mais perto da realidade. Com a sentença de um resultado positivo, além do susto inicial e da força de vontade para enfrentar um longo caminho de prevenção, podem chegar outras consequências. Para começar, o empregador pode não querer arcar com os custos de um funcionário com pouca saúde ou a companhia de seguros aumentaria em dobro um plano para um doente em potencial. A inovação da medicina causa polêmica entre especialistas e deve trazer à tona uma nova forma de discriminação.

Com apenas US$ 30 dólares, é possível escolher um kit genético na farmácia e fazer o teste em casa. Essa é a proposta da empresa farmacêutica americana Walgreens. O processo é simples, basta o comprador seguir as instruções da bula para coletar uma amostra da saliva, colocar o material em um envelope padrão e enviá-lo para um dos laboratórios da companhia para análise. O exame promete revelar se as pessoas têm predisposições para diversas doenças. O produto ainda não chegou às prateleiras porque foi barrado pelo órgão regulador do governo norte-americano, o Food and Drug Administration (FDA).

Para o especialista em discriminação genética, doutor em ciências da saúde e professor da Universidade de Brasília (UnB) Cristiano Guedes, o acesso ao teste não é sinônimo de segurança, muito menos de garantias de prevenção ou tratamento. “Os exames sem respaldo do atendimento e do aconselhamento médico não fazem sentido. A informação nem sempre é bem-vinda. Ela pode ser uma sentença, principalmente quando não se tem tratamento para a doença e isso pode causar preocupações, depressão e mudar a vida de alguém”, analisa o pesquisador.


Complicações

O fácil acesso ao exame genético também pode desencadear uma série de preconceitos. Na hora de arrumar um emprego, o candidato pode ter que apresentar não apenas o histórico médico como o futuro. Um seguro de saúde pode sair muito mais caro para o recém-nascido que pode ter diabetes em 30 anos. “Acreditar muito na profecia genética pode enterrar muitas carreiras. Existe o caso, por exemplo, do jogador Lassana Diarra, que foi afastado da seleção francesa antes da Copa do Mundo, depois que um exame apontou uma anemia falciforme. É uma má-formação genética, mas sem dados concretos e isso acabou com o sonho dele de jogar no mundial”, explica Cristiano.

Nos Estados Unidos, uma lei, aprovada em 2008 protege o cidadão americano de sofrer algum tipo de discriminação baseada em informações genéticas, principalmente por parte de empregadores e por companhias de seguro de saúde. Para a especialista Karen H. Rothenberg, professora do Departamento de Direito da Universidade de Maryland, uma reforma na legislação pode servir como uma proteção para outros países, como o Brasil.

“Com o aumento do interesse pela informação e testes genéticos, o primeiro passo é garantir a proteção jurídica. Acredito que vamos ter uma questão de existencialismo onde o grande desafio será ver como as famílias e a comunidade vão colocar essa informação sobre a saúde delas em seu ambiente”, disse a pesquisadora ao Correio, por e-mail.

1 - Expectativa
A indústria farmacêutica também deve lançar no mercado testes genéticos para descobrir incompatibilidade com substâncias como cafeína, medicamentos que combatem o colesterol, anticoagulante varfarina e tamoxifeno utilizado para combater o câncer de mama. A grande polêmica é sobre um exame para casais poderem descobrir se eles são portadores ou não de 23 variações genéticas que predispõem os filhos a doenças hereditárias, como a talassemia (um tipo de anemia) ou a ter os rins policísticos; predisposição a leucemia, esclerose múltipla e doenças cardiovasculares. 


Prevenção polêmica de doenças


No Brasil, um projeto de lei(1) que discorre sobre o tema (o de n° 4610) — elaborado em 1998 — ainda tramita no Congresso Nacional. O texto passou por diversas comissões, foi modificado e agora espera para ser votado em plenário. “Esse assunto é pouco explorado no nosso país. É preciso ter clareza e responsabilidade quando o tema é genético. A ciência pode disponibilizar a tecnologia e ajudar a prevenir doenças, mas se os resultados forem deturpados, o benefício é nulo”, comenta o professor Cristiano Guedes.

Na ficha médica de Virgínia Duarte de Aguiar, 38 anos, há várias histórias de câncer de mama na família, como ocorreu com a avó, a mãe e a tia. Dois tios também lutaram contra a neoplasia, no intestino e na pele. Mesmo que ainda não tenha atingido a idade recomendada, 40 anos, para fazer um exame de mamografia, ela teve a primeira experiência esse ano. “Geralmente, quando conto o meu histórico aos médicos, eles se preocupam. Sigo as recomendações e faço a prevenção. Mas procuro não me fixar muito nisso, senão a gente enlouquece, sabe? Tento levar um vida normal, não ficar muito encucada, mesmo porque, a cada dia que passa, vejo que essa é uma doença muito emocional”, conta a funcionária pública.

O teste genético pode criar uma demanda pela necessidade de saber o futuro e uma grande expectativa que pode pautar a vida de todos, segundo a antropóloga do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, Débora Diniz (Anis). “É óbvio que todos nós vamos morrer, mas uma má formação genética se torna sentença. Essa pode ser uma das formas mais perversas de discriminação porque seremos definidos por nossos genes e não deve ser assim. E o pior: não temos dispositivos para colocar um freio nisso”, comenta a especialista.

Para os especialistas, apenas o DNA não pode definir o destino de cada um. “Você não é fruto do genótipo, o ambiente onde você vive, a sua alimentação e estilo de vida também podem influenciar. Você pode se aproveitar de um diagnóstico, porém não existem garantias”, comenta Cristiano.

Se tivesse acesso a um teste genético que indicasse se ela teria um câncer ou não no futuro, Virgínia faria sem hesitar. “Gostaria de saber, me preparar. De repente, mudar o ritmo de vida, participar de algum estudo científico. Fico impressionada como a medicina evolui e, quem sabe, eles não encontrarão a cura ou alguma forma de prevenção com esses testes”, indaga a funcionária pública.

Com apenas 27 anos, Ana Paula Faria viu mãe e uma tia sofrerem com câncer de mama e a avó com um de intestino. Assim como Vírginia, ela também gostaria de fazer o teste, mas com algumas ressalvas. “Só faria um exame se ele tivesse um respaldo científico muito forte e se a minha médica aprovasse. Ele pode ter uma probabilidade funcional e isso me impulsionaria a criar formas de evitar a doença”, comenta a técnica de laboratório.

1 - Discriminação
O projeto de lei n° 4.610, que ainda espera na fila de votação em plenário, na Câmara dos Deputados, define os crimes resultantes de discriminação. O texto alerta que a realização de testes genéticos só é permitida com finalidades médicas ou para pesquisa com o aconselhamento de um profissional habilitado. A pena para quem “negar cobertura por seguro de qualquer natureza com base na informações genéticas” é de detenção de três meses a um ano e multa. 

VIDEOGAME AUXILIA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS

MATÉRIA DIVULGADA EM: 03/07/2010


MÉTODO BASTANTE INTERESSANTE, MESMO SEM COMPROVAÇÃO AINDA DA EFICÁCIA, PODE-SE DIZER QUE TORNA AS SESSÕES DE FISIOTERAPIA MUITO MAIS PRAZEIROSAS..


VALE A PENA CONFERIR!







FONTE: http://mediacenter.clicrbs.com.br/rbstvrs-player/45/player/123104/videogame-auxilia-no-tratamento-de-doencas/1/index.htm

Cientistas buscam regenerar pulmão

Cientistas americanos deram um importante primeiro passo na regeneração do tecido pulmonar a partir de células cultivadas in vitro e implantadas em ratos. Os pesquisadores da Universidade de Yale pegaram pulmões de ratos adultos e extraíram os componentes celulares existentes.

Também preservaram a matriz que continha essas células, assim como as estruturas de brônquios, das vias respiratórias e do sistema vascular, que foram logo utilizadas como base para fazer crescer novas células pulmonares.

Os autores do trabalho cultivaram posteriormente uma combinação de células mãe e pulmonares sobre a matriz e conseguiram produzir novas células pulmonares perfeitamente funcionais. Uma vez implantados em ratos, esses novos pulmões funcionaram normalmente de 45 a 120 minutos, indicaram os pesquisadores.
FONTE: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2949819.xml&template=3898.dwt&edition=14959&section=1003

Análise: Stevens Rehen comenta receita segura para criar célula-tronco

Matéria publicada em: 22/06/2010

Nova reprogramação produz ‘célula faz-tudo’ sem risco de causar câncer.
Brasileiros adicionam novo gene à lista dos promotores da conversão.

Em época de Copa do Mundo é impossível não falar de futebol, Shinya Yamanaka que o diga.




Na semana passada, o cientista iniciou sua palestra no Congresso da Sociedade Internacional para a Pesquisa sobre Células-Tronco em São Francisco (EUA) comentando, satisfeito, a vitória do Japão sobre Camarões.

Yamanaka estava de bom humor não só pelo resultado do jogo de estreia da seleção de seu país, mas também porque apresentaria uma receita mais segura para gerar células-tronco de pluripotência induzida (iPS).

Fotomicrografia com células-tronco embrionárias humanas cultivadas no Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias - Rio de Janeiro (Foto: Cleide Souza/LaNCE-RJ)


Em 2006, o cientista japonês surpreendeu o mundo ao anunciar a criação de células capazes de se transformar em qualquer tecido do corpo, utilizando para isso um punhado de pele, um vírus e 4 genes cujos produtos são encontrados exclusivamente em embriões.

Esse genes, quando introduzidos em fibroblastos oriundos de pequenas biópsias de indivíduos adultos, transformaram-nos em células-tronco tão versáteis quanto as cobiçadas células-tronco embrionárias.

Com o advento das iPS, uma verdadeira revolução foi iniciada e perspectivas até pouco tempo inimagináveis para as ciências biomédicas começaram a surgir. 


No futuro é provável que as células iPS facilitem a descoberta de novos medicamentos e sejam utilizadas para criar órgãos para transplante sob medida, sem o risco de rejeição.

O coquetel original de Yamanaka para a reprogramação celular incluía os genes oct-4, klf-4, sox-2 e C-myc. Este último é o calcanhar de Aquiles da técnica: é um importante facilitador do processo de reprogramação, mas leva à formação de tumores.

Desde a última Copa do Mundo Yamanaka tenta contornar esse problema, e pelo visto acaba de conseguir. O novo coquetel de genes, apresentado pela primeira vez em sua conferência, inclui os mesmos oct4, sox2 e klf4, mas substitui o famigerado C-myc por um gene com função semelhante – porém não relacionado ao câncer –, o L-myc.

A equipe de Yamanaka fez essa substituição (C-myc pelo L-myc) e aproveitou para silenciar p53, um gene que interfere negativamente com o fenômeno de reprogramação. As células iPS geradas com a nova técnica são mais seguras do ponto de vista terapêutico do que a primeira versão de iPS, já que eliminam o problemático C-myc. Além disso, passaram pelos testes de qualidade que indicam a capacidade de formar qualquer tecido do corpo, da mesma forma que células-tronco provenientes de embriões.

Deepak Srivastava, do Instituto Gladstone de São Francisco, também marcou um golaço ao anunciar a geração de cardiomiócitos a partir de fibroblastos de camundongos.
Ajudado por vírus com papel de cavalos de Tróia, levou para dentro das células da pele genes importantes para o desenvolvimento cardíaco. Em alguns dias apareceram as primeiras células pulsantes que lembraram um coração em plena atividade.

Em outras palavras, Srivastava converteu pele em coração sem um entreposto, sem precisar que os fibroblastos da pele retornassem ao estágio embrionário, como acontece no caso das iPS.

Imagine que, a longo prazo, o coquetel desenvolvido por Srivastava e equipe poderá ser injetado em pessoas com problemas cardíacos, favorecendo a regeneração de um coração combalido.

Em janeiro desse ano, Marius Wernig, da Universidade da Califórnia, havia anunciado façanha semelhante, transformando células da pele de camundongos em neurônios. Tanto Srivastava quanto Wernig ainda não conseguiram repetir o feito com células humanas, mas para muitos, entre os quais este que vos escreve, é questão de tempo.


Brasileiros identificam novo gene conversor


Quem também fez bonito recentemente foi a equipe do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Terapia Celular de Ribeirão Preto.


O time de pesquisadores liderado por Dimas Covas descreveu um novo gene capaz de facilitar a reprogramação de células da pele. Tcl1a está presente em células-tronco embrionárias e foi associado à progressão de linfomas. Quando combinado a C-myc e sox-






2, “forçou” a reprogramação parcial de fibroblastos humanos. 
O processo demora pouco mais de duas semanas. 
É metade do tempo necessário para uma reprogramação plena utilizando-se a receita original descrita por Shinya Yamanaka. 
Apesar das células da equipe da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto não poderem ser consideradas iPS genuínas, o trabalho acrescenta um novo gene na lista daqueles que promovem a reprogramação celular. 
Não menos importante, trata-se do primeiro artigo científico do país sobre o tema, dentre os 526 publicados em todo o mundo até hoje. 
Com tantas histórias de sucesso só nas últimas semanas, a copa do mundo da pesquisa científica segue com média de gols superior ao torneio de futebol da África do Sul.

* Neurocientista, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ

Portadores de necessidades especiais no PR ganham passe livre



Matéria Publicada em: 23/06/2010

Beneficiados são portadores de deficiência e doenças crônicas que tenham renda familiar inferior a 1,5 salário mínimo nacional.




Portadores de doenças crônicas e deficientes físicos que ganham até 1,5 salário mínimo nacional podem viajar de graça dentro do Paraná. A Secretaria dos Transportes começou a cumprir nesta segunda-feira (21) uma lei estadual que garante esse benefício e, para isso, passou a emitir o passe livre. O cadeirante José Elias Bulhões, que há seis anos depende da cadeira de rodas para se locomover, foi a primeira pessoa no estado a receber a carteirinha. A entrega foi feita pelo secretário dos transportes, Mário Stamm Junior.

De acordo com o telejornal ParanáTV 2ª Edição, da RPCTV, para poder usufruir do benefício, não basta ir até a rodoviária. O portador da carteirinha precisa agendar a viagem com pelo menos 24 horas de antecedência. Para Bulhões, muitas oportunidades podem surgir para os portadores de deficiência ou doentes crônicos.


Documento

Tem direito ao passe livre portadores de deficiência física, de insuficiência renal crônica, em terapia renal substitutiva, câncer em tratamento por quimioterapia ou radioterapia, transtornos mentais graves em tratamento continuado, portadores de HIV, mucoviscidade em atendimento continuado, hemofilia e esclerose múltipla.

Os interessados em receber o benefício devem procurar o serviço de assistência social do município, para fazer a avaliação sócio-econômica. A pessoa também precisa de um laudo médico que comprove a necessidade especial e que pode ser obtido por meio de avaliação no Sistema Único de Saúde (SUS). Com esses documentos em mãos, é preciso preencher um formulário de requerimento do Passe Livre Intermunicipal no site da Coordenadoria dos Direitos da Cidadania.

Na sequência, esses documentos são encaminhados ao Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Coede), com uma fotografia 3 x 4 e uma fotocópia do documento de identidade. Para as linhas intermunicipais, a reserva deve ser feita com antecedência, mas para ônibus metropolitanos, o documento de isenção pode ser apresentado diretamente ao cobrador. A isenção de tarifa também é válida para um acompanhante, desde que seja comprovada a necessidade.



Planos de saúde vão incluir 70 novos procedimentos em junho; veja os novos serviços

Matéria Publicada em: 12/01/2010

Os planos de saúde deverão incluir cerca de 70 novos procedimentos médicos e odontológicos a partir de 7 de junho de 2010, segundo determinação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) publicada nesta terça-feira no "Diário Oficial da União". Entre os procedimentos inclusos está o transplante de medula óssea.

A nova norma atualiza os procedimentos inclusos na cobertura mínima obrigatória oferecida pelas operadoras de planos de saúde a todos aqueles que possuem contratos celebrados a partir de 2 de janeiro de 1999 --data em que entrou em vigor a lei de regulamentação do setor de saúde suplementar.
Além do transplante de medula óssea, também passam a estar inclusos nos planos básicos o exame Pet-Scan --usado para diagnosticar câncer--, implante de marca passo multissítio, oxigenoterapia hiperbárica e mais de 20 tipos de cirurgias torácicas por vídeo.
Ao todo, cerca de 44 milhões de pessoas, que adquiriram planos de saúde a partir de janeiro de 1999, serão beneficiados pelas mudanças da cobertura dos planos. Segundo a ANS, em todo o país, existem mais de 54 milhões de pessoas com planos de saúde, sendo cerca de 1.500 operadoras de planos em atividade.
Além da inclusão de cerca de 70 procedimentos médicos nos planos, também passam a valer em junho outras normas como a cobertura pelos planos coletivos aos acidentes de trabalho e aos procedimentos de saúde ocupacional.
Outra mudança é o fim da limitação de 180 dias de atendimento em hospital-dia para pacientes com necessidade de acompanhamento da saúde mental. De acordo com a ANS, a medida visa substituir as internações psiquiátricas.
Reprodução/ ANS


Concursos públicos no topo das reclamações



Matéria publicada em: 07/06/2010






RIO - A ideia de estabilidade de emprego e um bom salário tem levado mais brasileiros a buscarem a carreira pública. No entanto, a grande quantidade de concursos, muitas vezes preparados às pressas, têm causado inúmeros problemas, fazendo com que os candidatos recorram à Justiça. Levantamento do Ministério Público do Estado do Rio mostra que os concursos públicos estão em primeiro lugar na lista de reclamações à Ouvidoria. Em cinco anos, foram 100 mil registros em todo o estado, dos quais 9.106 são referentes a concurso. Ou seja, 9,12% do total.
Nos últimos doze meses, também cresceu, de modo assustador, a quantidade de denúncias dirigidas à Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac) envolvendo os concursos públicos. São inúmeros e-mails por dia dos candidatos denunciando irregularidades nos editais.


-Cerca de 95% dos emails recebidos pela entidade são de denúncias e "aberrações" cometidas pelas bancas examinadoras - afirma o presidente da entidade, o professor Ernani Pimentel, acrescentando ainda, que o problema se agravou por causa do aumento no volume de concursos nos últimos cinco anos e no número de inscrições que é da ordem de 12 milhões por ano.
- As bancas não estão dando conta da grande demanda de concursos, o que prejudica o andamento dos certames e abre brechas para irregularidades - completa.
Paulo Estrella, diretor da Academia do Concurso, se surpreendeu com o volume de reclamações, mas, após refletir melhor, viu que o percentual era mais do que o esperado, levando-se em conta que cada candidato a uma vaga no serviço público coloca sobre essa seleção a sua vida e investe tudo que pode nela.
- Quando algo dá errado, esse candidato se sente muito mais injustiçado. Perdeu a oportunidade da sua vida depois de investir dinheiro e tempo se preparando. Com isso, o candidato terá muito mais ímpeto de levar adiante uma denúncia ou reclamação do que qualquer outro tipo de consumidor.
Estrella não acredita, no entanto, que esse ranking seja proporcional ao volume de problemas, mas sim ao peso que tem na vida do candidato. Segundo ele, concursos muito procurados, como o da Caixa Econômica, por exemplo, têm mais chances de apresentar problemas pela dificuldade de operacionalização do processo.
- Quanto maior o concurso, maiores serão as chances de encontrarmos candidatos que se ressintam de algo e que fazem reclamações. Na visão desse candidato, vidas foram negligenciadas quando há algum problema que o impeça de fazer as provas, por exemplo.
Para Carlos Eduardo Guerra, especialista em concurso e ex-presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), apesar de os concursos estarem no topo do ranking ser algo impressionante, é importante salientar que é pequeno, percentualmente, o número de reclamações em relação ao quantitativo de candidatos e vagas.
Carol Machay, 30 anos, foi uma das atingidas. Ela passou em 1º lugar no concurso para a Casa da Moeda, mas não foi chamada. O concurso, realizado em 2005, tinha validade de dois anos e foi prorrogado por mais dois. Passado os quatro anos, o prazo expirou e Carol ficou sem a vaga. No entanto, ela não entrou na Justiça, pois a seleção era para cadastro de reserva:
- Não adiantava, pois mandado de segurança não se aplica aos casos de cadastro de reserva, somente para vagas efetivas.
Jorge Ruas, ex-sargento do Exército, foi impedido de fazer a prova para a Polícia Rodoviária Federal, em 2009, por não constar da lista de candidatos escalados para a Universidade Gama Filho, na Zona Norte. Jorge afirma ter recebido uma mensagem pelo celular confirmando o local, mas, ao chegar à universidade, ninguém da organização sabia dizer onde seria a prova. Pela internet, verificou-se que seu nome constava de outra lista, em uma outra unidade. Depois de muita confusão, Ruas e um grupo de candidatos foram levados para uma sala onde supostamente iriam prestar o exame.
- Depois de duas horas, uma pessoa finalmente apareceu para aplicar a prova. Mas não havia nenhuma segurança, pois nem a prova, nem o cartão-resposta, tinham qualquer identificação. Quem garante que o material seria corrigido? O mais provável era que fosse jogado fora.
Diante da situação, novo tumulto e a maioria se recusou a fazer a prova. No fim, todos foram levados para uma unidade da Polícia Federal. O concurso foi suspenso por determinação do Ministério Público Federal, mas até agora há um impasse na Justiça.
- Alguns candidatos, como é o meu caso, entraram com uma notícia-crime, outros procuraram advogado e o Ministério Público. Continuamos aguardando uma solução. É revoltante, nem o dinheiro da taxa de inscrição nos devolveram. Queremos transparência, justiça por parte da Justiça. Não posso ser omisso e não me calo diante das irregularidades - afirma Ruas.
Tyfany Fiks também foi uma das vítimas dos erros dos concursos. Ela se inscreveu para o concurso da Guarda Municipal, que previa vagas para pessoas com deficiência física.
- Eram 50 vagas para deficiente, passei em quarto lugar - lembra Tyfany, diagnosticada com esclerose múltipla aos 14 anos, e que não foi convocada sob a alegação de que não era considerada portadora de deficiência. Com base na Lei 40.950, de 2008, que reconhece como portador de deficiência portadores de doença degenerativa ou crônicas, como é o caso da esclerose múltipla, Tyfany provou que se encaixava nas regras do edital. A organização do concurso reconheceu o erro e ficou de chamá-la para ser avaliada por uma junta médica por telefone. Mas isso não aconteceu. A convocação foi feita via internet, e ela acabou perdendo o prazo e a vaga. Agora, Tifany está entrando na Justiça com um processo por danos morais.  

Células estaminais neurais no caminho da reparação cerebral









Um grupo de 14 investigadores do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra está a desenvolver um trabalho na área da "reparação cerebral". Se as expectativas se confirmarem, a utilização de células estaminais neurais poderá significar um passo à frente no tratamento das doenças neurodegenerativas.




As doenças do cérebro, no seu conjunto, afectam, actualmente, milhões de pessoas em todo o mundo. Estas patologias, para as quais ainda não existe uma cura efectiva - além de serem uma das principais causas de sofrimento - consomem uma fatia elevada do orçamento em saúde. Até ao momento, as estratégias terapêuticas desenvolvidas visam, apenas, o alívio dos sintomas, não garantindo a recuperação da zona cerebral afectada.

Movidos pelo objectivo de encontrar uma solução para esta lacuna, 14 investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra (CNC) - nove doutorados e cinco alunos de Doutoramento - desenharam uma metodologia de reparação cerebral, com recurso a nichos de células estaminais neurais (residentes em duas zonas do cérebro). João Malva, coordenador deste grupo e investigador principal da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e do CNC, acredita que, no futuro, este trabalho poderá abrir caminho à substituição de "células degeneradas por novas células", com capacidade de desempenharem as funções cerebrais perdidas.

Volvidos vinte anos após a descoberta de nichos de células estaminais neurais, em cérebros de recém-nascidos e adultos - embora, nestes últimos, tenda a diminuir com a idade -, os cientistas aperceberam-se de que a chave para algumas doenças poderia radicar na utilização destas células.

O grupo coordenado por João Malva agarrou esta ideia e lançou as bases de um projecto, cuja principal aposta foi a identificação de estratégias neuroprotectoras e neurogénicas conducentes à reparação cerebral.

As células estaminais neurais, por serem imaturas e relativamente plásticas, têm um potencial de diferenciação em vários tipos celulares e expandem-se indefinidamente. "Quando multiplicadas e pré-tratadas in vitro, com um factor que promove a diferenciação, poderão ser posteriormente transplantadas para a zona lesada do cérebro", afirma o investigador. E continua: "Se, conceptualmente, percebermos o mecanismo de diferenciação, podemos induzir estratégias de migração para as zonas cerebrais onde se registam défices de neurónios."

Apesar de ainda não passar de uma mera "ficção científica", usando as palavras do investigador, a longo prazo, está prevista a utilização deste método em patologias mais simples, como a doença de Parkinson ou Esclerose Múltipla. Mais tarde, em "patologias mais complexas, nomeadamente a epilepsia, lesões isquêmicas cerebrais e a doença de Alzheimer". 
 João Malva ressalva, no entanto, que "a aplicabilidade destes conceitos" ainda está longe de ser alcançada. Por ora, os investigadores estão interessados em conhecer a fundo a biologia e o comportamento destas células.


CSI: Cérebro Sob Investigação

Com base em modelos de experimentação animal, os investigadores estão a percorrer todos os passos na manipulação destas células estaminais neurais. Recorrendo a culturas in vitro destas células, extraídas de ratos, o grupo de investigação está a tentar perceber como é que, através do processo de diferenciação, se formam novos neurônios.

É, ainda, objecto de estudo o modo como os recém-formados neurónios "migram dentro do cérebro, como estabelecem sinapses (conexões entre neurónios) e, a partir daí, como se integram funcionalmente nas redes". Concluídas estas etapas, os investigadores estarão, "finalmente, na posse de ferramentas que lhes permitam, caso a caso, desenhar estratégias de reparação cerebral".

No âmbito desta investigação, os especialistas desenvolveram uma tecnologia, inédita em todo o mundo, que se baseia "na análise de flutuações de cálcio intracelular em células individuais".

Mediante a aplicação de fármacos, verificou-se que as células respondiam de forma diferenciada aos estímulos. A partir desta observação, e conhecendo o perfil de resposta das células e os seus marcadores, conseguiram identificar funcionalmente diferentes tipos de células: neurónios, astrócitos e oligodendrócitos. "Estas conclusões abrem uma nova linha de investigação na farmacologia da neurogénese e na identificação de factores pró-neurogénicos, permitindo-nos descortinar de que forma as células podem ser afectadas positivamente por alguns fármacos", defende.

Paralelamente à experimentação in vitro, os investigadores estão a estudar a reparação in vivo. Para isso, utilizaram um modelo de animal epiléptico, que apresenta morte cerebral no hipocampo.

Nesta área, foram transplantadas células estaminais neurais fluorescentes, retiradas de ratos transgénicos, e tratadas com factor próneurogénico, de forma a induzir a diferenciação.

"Reparámos que as células têm capacidade de integrar o tecido, embora, pelo menos para já, não possamos ainda avaliar o sucesso do processo de diferenciação funcional de novos neurónios."

Considera o especialista que estas "células são ainda muito enigmáticas", o que deixa muitas hipóteses em aberto. Porém, "esta fase de investigação levanta uma esperança na utilização futura das células estaminais neurais em seres humanos".


Principais células cerebrais

- Neurónios: principais células funcionais do cérebro, que cooperam em redes integradas. Os neurónios conduzem a actividade eléctrica de umas células para as outras e libertam mensageiros químicos, que produzem respostas entre células. "É o funcionamento integrado destas redes de neurónios que é responsável pela essência do funcionamento do cérebro e, em última análise, pelo controlo de todas as funções do corpo humano", defende João Malva.

- Astrócitos: células que ajudam os neurónios a manterem-se vivos. São uma espécie de "limpa impurezas", porque "removem o excesso de moléculas neurotransmissoras que se acumulam nas sinapses (ligações entre neurónios)". Esclarece o investigador que, "com as sinapses livres, a comunicação flúi mais rapidamente", adiantando, ainda, que "os astrócitos são também essenciais no complemento metabólico dos neurónios".


- Oligodendrócitos: são as células que ajudam os neurónios a conduzirem a informação nervosa de modo mais eficiente. Os neurónios - responsáveis pelo envio de mensagens dentro do próprio cérebro e na sua ligação com os sistemas periféricos - possuem uma estrutura especializada, os axónios. "Estes estão incumbidos de enviar sinais eléctricos de uma célula para a outra. Acontece, porém, que quando a distância entre célula emissora e célula receptora é muito grande a velocidade de condução do sinal através do axónio pode tornar-se limitada". Assim, os oligodendrócitos formam uma camada gordurosa à volta dos axónios: a mielina. Esta possui funções semelhantes à camada isoladora do fio de cobre de um telefone. Contudo, esta "mielinização processa-se de forma irregular, com intervalos não isolados". Os sinais eléctricos "saltam" entre os nódulos não mielinizados, "o que permite o envio mais rápido de mensagens em zonas distantes do cérebro. A degeneração e morte dos oligodendrócitos está na base do desenvolvimento da esclerose múltipla", explica João Malva.

- Microglia: "são as principais células de defesa imunitária do cérebro", diz o investigador, adiantando que estas "desempenham um papel central em vigiar e assegurar um bom estado funcional do parênquima cerebral". Em resposta a "uma agressão estas células reagem e combatem o agente agressor de modo a limitar os estragos provocados nas redes neuronais", esclarece.


Células Estaminais: uma nova forma de vida

As células estaminais neurais existem, sobretudo, em duas grandes zonas do cérebro: região subventricular e região sub-granular do gyrus dentado do hipocampo. A primeira região "é responsável pela produção de novos neurónios envolvidos na discriminação do odor", afirma João Malva, indicando que estas foram as células utilizadas na investigação. As células da região sub-granular do gyrus dentado, adianta o investigador, "poderão estar envolvidas em processos de produção de memória". Por serem imaturas, as células estaminais cerebrais possuem a particularidade de se diferenciarem nos principais tipos celulares existentes no cérebro, "nomeadamente os neurónios, astrócitos e oligodendrócitos", resume.


BI: João Malva

Cargo: Presidente da Sociedade Portuguesa de Neurociências

Formação: Doutoramento em Biologia Celular, Universidade de Coimbra

Idade: 43 anos

Esclerose Múltipla atinge até quatro vezes mais as mulheres

Matéria Publicada em: 27 /05/2010








Outras celebridades acometidas são o ator americano Richard Pryor, que morreu em 2005 e fez o filme Cegos, Surdos e Loucos, e o inglês Clive Burr, ex-baterista da banda Iron Maiden. Alguns biógrafos de Santos Dumont acreditam que o pai da aviação também teve a patologia.
No Dia Mundial da Esclerose Múltipla (27 de maio), saiba 15 detalhes sobre ela, listados pelo neurologista Fernando Coronetti Gomes da Rocha, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp)/Botucatu. Confira:
1) A esclerose múltipla é uma doença inflamatória, degenerativa e sem cura, que compromete áreas do cérebro, nervo óptico ou medula espinhal. Há o aparecimento de diversos pontos de inflamação, que cicatrizam e ficam com consistência endurecida (esclerose = endurecimento), e perda da mielina (revestimento dos neurônios);
2) Os sintomas são variados, o que torna o diagnóstico difícil. Entre eles estão embaçamento da visão com dor ocular, visão dupla, vertigem (tontura giratória), neuralgia do trigêmeo (sensação de choque no rosto), fraqueza ou adormecimento em um ou mais membros, falta de coordenação nos movimentos, fadiga intensa, incontinência urinária, disfunção erétil, raciocínio lento;
3) Na forma mais comum da patologia (cerca de 85% dos casos), a remitente-recorrente, os sintomas neurológicos surgem e desaparecem em dias ou semanas espontaneamente ou com uso de corticoide. Ao longo do tempo, habitualmente após mais de dez anos, muitos pacientes não apresentam melhora completa após um surto, permanecendo com alguma sequela (forma secundariamente progressiva).
4) A enfermidade primariamente progressiva (10% a 15%) consiste em um déficit neurológico lentamente progressivo desde o início, como dificuldade para vagar, sem que haja surto. A manifestação mais rara é a progressiva com surtos. A pessoa tem uma lenta evolução dos problemas e, eventualmente, uma piora rápida ou um novo sintoma, sem recuperação completa do estado clínico anterior;
5) A esclerose múltipla, especialmente nas formas progressivas, evoluem de maneira que a pessoa possa apresentar dificuldade para andar, precisando de apoios (bengala, muletas ou andador). Uma situação de excesso de contração muscular, denominada espasticidade, também prejudica os atos de sair da cama, levantar-se ou caminhar. Alguns casos persistem com alterações da coordenação ou fraqueza, o que dificulta o dia a dia. Parte dos pacientes não consegue esvaziar adequadamente a bexiga, facilitando as infecções urinárias;
6) A ansiedade e a depressão têm sido cada vez mais observadas, não só como efeitos das lesões cerebrais, mas também secundárias à situação vivenciada pelo doente;
7) Ao que tudo indica, a patologia tem causas multifatoriais. Pessoas geneticamente suscetíveis apresentam um desequilíbrio no sistema imunológico, passando a formar anticorpos contra componentes do sistema nervoso central, especialmente a mielina. Vale ressaltar que tendência genética não significa que a doença seja hereditária. São raros os casos de repetição em uma mesma família. A esclerose múltipla é mais observada em alguns grupos (como descendentes europeus) e menos em outros (afro-descendentes);
8) É possível que fatores ambientais influenciem o seu desencadeamento. Sabe-se que crianças com menor exposição solar até os 15 anos mostram maior tendência de desenvolver a esclerose múltipla. Isso está relacionado à maturação do sistema imunológico por meio das radiações solares benéficas (sol do início da manhã ou final da tarde);
9) Outro possível gatilho que tem sido estudado é o contato com alguns vírus, provavelmente ao Epstein-Barr. Alguns autores levantaram a hipótese de que o excesso de limpeza e pouca exposição a antígenos ambientais (parasitas intestinais, por exemplo) também poderia facilitar o surgimento da enfermidade em quem tivesse propensão genética;
10) O diagnóstico é realizado por um neurologista, que procura descartar outras causas para os sintomas. Tem como auxílio exames, tais como de sangue e ressonância magnética do encéfalo e medula;
11) O tratamento dos surtos é normalmente realizado com corticoide intravenoso durante três a cinco dias, que proporciona uma recuperação mais rápida com retorno às atividades cotidianas. Há medicamentos para reduzir a frequência e a intensidade dos surtos, além de retardar a progressão da doença e aliviar incômodos (como fadiga, depressão, alterações urinárias e sexuais). A terapia com células-tronco ainda é experimental. É possível investir em fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional;
12) Não existe cura, mas o acompanhamento adequado faz com que muitos consigam se manter ativos, sem restrições significativas;
13) Raramente, a esclerose múltipla é fatal. O que os médicos observam é que o paciente pode morrer por complicações secundárias (infecção urinária ou respiratória grave);
14) A esclerose múltipla costuma se manifestar dos 15 aos 60 anos. Alguns estudos demonstram que crianças com o problema costumam ter uma evolução mais intensa, por fatores desconhecidos;
15) Atinge três a quatro vezes mais mulheres que homens. Os motivos ainda não foram determinados.

Abbott e a Biogen iniciam Fase III de ensaio de fármaco para esclerose múltipla


Matéria Publicada em: 25/05/2010

A Abbott e Biogen Idec anunciaram segunda-feira que inscreveram o primeiro paciente para um ensaio de Fase III que vai comparar o fármaco experimental desenvolvido pelas companhias, o daclizumab, com o Avonex® (interferão beta-1a), em doentes com esclerose múltipla remitente-recorrente, avança o site FirstWord.

O estudo DECIDE, que vai recrutar cerca de 1500 doentes e avaliar a administração subcutânea mensal de daclizumab, tem como objectivo primário a prevenção da recaída da doença. Alfred Sandrock, vice-presidente sénior de I&D de Neurologia da Biogen disse que o estudo "baseia-se nos resultados positivos que vimos no ensaio CHOICE, que mostrou que o daclizumab, quando adicionado a interferão beta, reduziu significativamente as lesões da esclerose múltipla em comparação com o tratamento com apenas interferão beta".

Sob um acordo de colaboração assinado pelas companhias, a inscrição do primeiro doente no ensaio acarreta um marco de pagamento de 30 milhões de dólares da Biogen à Abbott.

O teste de DNA nas prateleiras

Rede de farmácias americana anuncia a venda de kits
que revelam a predisposição a doenças graves. Para
muitos médicos, talvez seja melhor não saber


Nataly Costa
Michael Nagle/Redox
Alta ansiedade
Casal colhe saliva para o teste de DNA: é melhor fazer isso sob supervisão médica


Muitos médicos e cientistas avaliam que os conhecimentos acerca da própria saúde proporcionados pelo Health Kit podem trazer mais prejuízos do que benefícios, deflagrando um estado permanente de medo de que a doença se desenvolva. Ocorre que ter predisposição genética a determinada doença não significa que se vá desenvolvê-la. Sua incidência depende de outros fatores, como os hábitos e o estilo de vida. "Os resultados desses testes podem ser muito relativos. Lê-los sem nenhuma orientação médica é loucura, só vai deixar as pessoas paranoicas", diz a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo, que também é colunista de VEJA on-line. "Uma mulher cujo teste revele que ela tem apenas 10% de probabilidade de desenvolver câncer de mama pode achar que não precisa mais se submeter a mamografias", completa Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica. Em última análise, fica a critério de cada um dispor desse tipo de conhecimento sobre seu DNA.O laboratório americano Pathway Genomics anunciou na semana passada, em parceria com 6 000 farmácias da rede Walgreens espalhadas pelos Estados Unidos, a venda de estojos para testes caseiros de DNA feitos com uma amostra de saliva. Há dois anos esse tipo de teste pode ser comprado pela internet, mas pela primeira vez se divulga sua venda nas prateleiras, diretamente ao consumidor. A notícia causou alvoroço entre os médicos e provocou reação imediata da Food and Drug Administration (FDA), a agência que regula o setor farmacêutico nos Estados Unidos. O órgão conseguiu que as duas empresas suspendessem o início das vendas até que se chegue a um consenso sobre a necessidade ou não de regulamentação dos testes. A controvérsia se deve ao fato de que um deles, o Health Kit, informa a predisposição genética a diversos tipos de câncer, Alzheimer, diabetes, glaucoma, infarto do miocárdio, hipertensão e Esclerose Múltipla, entre outros males. Ele também mede a probabilidade de intolerância a determinados remédios. O outro teste cuja venda foi anunciada, chamado Ancestry Kit, rastreia os antecedentes genômicos em busca das origens étnicas do indivíduo.
FONTE: http://veja.abril.com.br/190510/teste-dna-prateleiras-p-078.shtml

Banco de cérebros do Colorado (EUA) quer ajudar a descobrir a causa e a cura da esclerose múltipla

Matéria publicada em: 13/05/2010

                  
Montagem da exposição "Cérebro - O mundo dentro da sua cabeça", em São Paulo

Jennifer Brown
The Denver Post
Em Denver, Colorado (EUA)
UOL
                

A sala grande e gelada zumbe devido ao funcionamento de dez ventiladores de resfriamento e 62 freezers gigantescos, máquinas de tecnologia tão sofisticada que são capazes de enviar mensagens de texto para advertir sobre a presença de invasores ou para transmitir um alerta quando a temperatura cai muito abaixo de -80ºC.
Câmeras vasculham esse local do campus de medicina da Universidade do Colorado, protegendo os objetos valiosos que estão congelados lá dentro: fragmentos de câncer de próstata, células-troncos embrionárias e fatias de cérebro humano danificado pela esclerose múltipla.
“Para mim, é como caminhar em direção a uma zona de penumbra”, diz Karen Wenzel, diretora-executiva do Centro de Esclerose Múltipla das Montanhas Rochosas.
Com a recente mudança das instalações do banco de cérebros do centro, a universidade torna-se o local em que se encontra a maior coleção exclusiva de cérebros humanos afetados pela esclerose múltipla na América do Norte, com o objetivo de encontrar a causa e a cura dessa doença neurológica.
O banco possui cerca de 350 fatias de cérebros e, no futuro, com a instalação de freezers adicionais, ele terá capacidade para armazenar milhares desses órgãos nas suas novas instalações de alta tecnologia.
A pedido de cientistas de todo o mundo que pesquisam a esclerose múltipla, as amostras de cérebros são embaladas em gelo seco e isopor e remetidas por via aérea no dia seguinte às solicitações.
“A esclerose múltipla pode ser uma doença bastante devastadora, e nós ainda temos muito o que aprender a respeito dos fatores biológicos dessa doença”, afirma o médico Timothy Vollmer, que é neuroimunologista e professor da Escola de Medicina do Colorado.
Pelo menos 400 mil pessoas nos Estados Unidos sofrem de esclerose múltipla, e no decorrer de um período de 15 anos após a manifestação da doença, cerca da metade desses indivíduos terá que utilizar cadeiras de rodas ou andadores.
A melhor maneira de estudar a esclerose múltipla é examinando o cérebro de um paciente que morreu. Escaneamentos de cérebros de pessoas vivas mostram faixas cinzentas nas quais a substância cerebral denominada mielina morreu.
No interior desse tecido cicatricial, o cérebro luta para enviar mensagens indicando como o corpo deve se mover ou como o indivíduo deve pensar. Mas para estudar a doença em um nível celular, os cientistas precisam observar esse tecido sob o microscópio.
Sandee Walling, que foi diagnosticada com esclerose múltipla 16 anos atrás, é uma das 1.400 pessoas que comprometeram-se a doar os seus cérebros ao banco das Montanhas Rochosas quando morrerem.
“O mínimo que eu posso fazer para todos é tentar contribuir com algo para que se encontre uma causa e uma cura”, explica Walling, uma mulher de Denver cuja doença a deixou sensível ao calor e à percepção de profundidade. Logo após ser diagnosticada com a doença ela usava um andador, mas agora acredita ter recuperado a mobilidade com a prática de pilates terapêutico e ioga.
“Eu sei que isso é algo que eu tenho que fazer”, resume ela.
Muitos pacientes que planejam doar seus cérebros veem esse ato como “um último murro na esclerose múltipla”, diz Wenzel. “O indivíduo sente que o seu cérebro pode ser aquele que possibilitará a descoberta da causa e da cura da doença”.
O fato de o maior banco de cérebros dedicado exclusivamente à esclerose múltipla ficar no Colorado faz sentido, já que este Estado está localizado no epicentro da doença, explica a médica Bette Kleinschmidt-DeMasters, uma professora de neurologia que verifica o diagnóstico de esclerose múltipla em cada um dos cérebros doados.
Cerca de um em cada 580 habitantes do Colorado sofre de esclerose múltipla – o que representa um dos índices mais elevados de incidência dessa doença nos Estados Unidos.
“É algo como estudar a malária e morar na África”, diz ela. A esclerose múltipla tem maior incidência aos 40 graus de latitude norte, um paralelo terrestre que passa pela cidade de Boulder.
A causa da doença é desconhecida, mas os cientistas observam que há “indícios impressionantes” de que a esclerose múltipla é desencadeada por algum tipo de infecção, diz DeMasters.
A doença é provocada por uma combinação de fatores genéticos e de toxinas ambientais – os pesquisadores estão investigando, por exemplo, a combinação do fumo e de um histórico de infecção por mononucleose –, mas os cientistas ainda não descobriram o fator chave para prever e prevenir a esclerose múltipla .
A doença aparece tipicamente por volta dos 30 anos de idade, e as mulheres apresentam duas vezes mais probabilidade do que os homens de sofrerem de esclerose múltipla.
O custo médio da remoção de um cérebro e do seu envio para o banco é de US$ 1.500 (R$ 2.660). O banco também coleta tecidos da coluna vertebral de pacientes com esclerose múltipla. As verbas para as atividades de pesquisas são oriundas da Sociedade Nacional da Esclerose Múltipla.
Desde 2004, mais de 90 pesquisadores em todo o mundo requisitaram tecidos do banco de cérebros. O trabalho resultou na publicação de mais de 20 trabalhos de pesquisa.
Os pesquisadores das universidades acreditam que as respostas para o enigma da doença dependem de uma combinação dos trabalhos de cientistas de todo o mundo.
“Pode demorar dois, três ou dez anos até que alguém encaixe as peças do quebra-cabeças para poder afirmar qual é a causa da esclerose múltipla”, explica DeMasters. “A coisa não é tão simples, caso contrário nós já teríamos encontrado uma resposta”.

Farmácia americana adia venda de kits para testes genéticos

Matéria Publicada em: 13/05/2010


WASHINGTON, EUA — A gigante farmacêutica americana Walgreens adiou seu plano de vender kits para realizar testes genéticos personalizados, após o organismo regulador, FDA, sugerir que os testes precisam ser aprovados pelas autoridades, indicou nesta quinta-feira a rede de farmácias.

O kit proposto pela Pathway Genomics, denominado "Insight Saliva Collection", que deveria começar a ser vendido nesta sexta-feira nas lojas Walgreens dos Estados Unidos por cerca de 20 a 30 dólares, permite recolher uma amostra de saliva de acordo com instruções simples e contém um envelope padrão para enviar o material coletado a um dos laboratórios para análise.

Mas a Food and Drug Administration (FDA) contactou nesta semana a empresa para informar sobre a necessidade de uma aprovação das autoridades que controlam os medicamentos para poder vendê-los ao público.

Com preços diferenciados, as pessoas podem descobrir a partir do teste se têm predisposições a diversas doenças, como diabetes, Alzheimer ou câncer, e também reações a determinadas substâncias, como cafeína, medicamentos que combatem o colesterol, anticoagulante varfarina e tamoxifeno utilizado para combater o câncer de mama.

Casais que planejam ter filhos também podem descobrir se são portadores ou não de 23 variações genéticas que predispõem os filhos a doenças hereditárias, como a Talassemia (um tipo de anemia) ou os rins policísticos, além de serem informados sobre predisposição a leucemia, esclerose múltipla ou doenças cardiovasculares.

EUA: testes genéticos serão distribuídos em rede de farmácias

Matéria Publicada em: 11/05/2010


WASHINGTON — A firma americana de biotecnologia Pathway Genomics anunciou, nesta terça-feira, que começará a distribuir testes genéticos personalizados para detectar eventuais riscos de doenças, como o Alzheimer, pela rede de farmácias Walgreens.

É a primeira vez que uma variedade de testes genéticos é comercializada em larga escala para consumo de massa.

Há anos, as empresas de genética propõem via internet testes desse gênero para medir os riscos de surgimento de certas doenças.

Os testes de paternidade e de descendência já estão sendo amplamente disponibilizados em muitas farmácias especializadas dos Estados Unidos.

O kit proposto pela Pathway Genomics, chamado "Insight Saliva Collection", permite recolher uma amostra de saliva de acordo com instruções simples e contém um envelope padrão para enviar o material coletado a um dos laboratórios para análise.

O produto é oferecido por um preço variando entre 20 e 30 dólares, em qualquer uma das 7,5 mil lojas da Walgreen, exceto às do estado de Nova York em razão das leis locais, precisou a empresa em um comunicado.

Para os compradores dessa região, é preciso entrar no site da Pathway Genomics, criar uma conta pessoal segura onde poderão encomendar um dos três testes genéticos oferecidos.

A empresa oferece por 79 dólares um teste para reações a determinadas substâncias, como, por exemplo, cafeína, medicamentos que combatem o colesterol, anticoagulante varfarina e tamoxifeno utilizado para conbater o câncer de mama.

Os casais que planejam ter filhos podem, por 179 dólares, saber se são portadores ou não de 23 variações genéticas que predispõem os filhos a doenças hereditárias, como a Talassemia (um tipo de anemia) ou os rins policísticos.

Pelo mesmo preço, eles poderão saber se haverá predisposição a câncer no pulmão, leucemia, esclerose múltipla ou doenças cardiovasculares.

Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5g9oNhKUcfSIVllhkC-lHmLS3_24A

FDA rejeita segunda petição da Teva para bloquear genéricos do Copaxone®

Matéria Publicada em: 14/05/2010

A FDA (entidade que regula o medicamento nos EUA) negou pela segunda vez o pedido da Teva para que a agência bloqueasse a aprovação de uma versão genérica do seu medicamento Copaxone® para o tratamento da esclerose múltipla, noticia o site FirstWord.

A entidade reguladora rejeitou a segunda petição, pelos mesmos motivos que respondeu negativamente à primeira, observando que "seria prematuro e inadequado" a concessão dos pedidos de Teva.
Respondendo às alegações da Teva de que fabricantes de genéricos não são capazes de mostrar que os seus produtos são uma cópia exacta do Copaxone®, a agência afirmou o seu "alargado poder discricionário" para determinar se o medicamento genérico é o mesmo que o original, acrescentando que, embora pode exigir que uma farmacêutica genérica prove a identidade do medicamento original, "não podemos afirmar com certeza que critérios devam ser esses".

Na sua carta, a farmacêutica israelita também afirmou que uma versão genérica do Copaxone® vendido na Índia e Ucrânia pela NATCO, sob licença da Mylan, "é bastante diferente" do Copaxone® de marca.
A agência disse que as reivindicações da Teva eram "pouco convincentes", porque os produtos não foram aprovados pela FDA.

Ambas a Mylan e a Momenta Pharmaceuticals apresentaram pedidos para comercializar versões genéricas do Copaxone®, que teve vendas de 2,8 mil milhões de dólares em 2009.
A Teva processou as duas empresas.


Conheça os sintomas da Esclerose Múltipla

Matéria Publicada em: 11/05/2010

Reportagem sobre Esclerose Múltipla realizada pela Rede Record/RS com a participação do paciente André Ponce (RS) e do neurologista Dr. Alessandro Finkelsztejn, também do Rio Grande do Sul.



Fonte: http://noticias.r7.com/videos/conheca-os-sintomas-da-esclerose-multipla/idmedia/f6e1406d9bd30885002e24710465bbdd.html

"Cães terapeutas" ajudam a tratar depressão e Alzheimer

Matéria publicada em: 01/05/2010

"Pet terapia" conquista espaço em casas de reabilitação no Rio.


ONG Pêlo Próximo terá reforço de calopsita nas visitas de trabalho.
Idosos com Alzheimer, portadores de necessidades especiais, além de crianças e adultos com depressão podem obter avanços no quadro clínico graças ao contato com cães. A afirmação é da ONG Pêlo Próximo - Solidariedade em 4 patas”, que utiliza a chamada "pet terapia" (terapia realizada com a presença de animais) para ajudar no combate a doenças e ainda estimular o respeito ao animal.

Foto: Boxer Napoleão recebe carinho dos idosos

São 23 “cães terapeutas”, de diferentes raças, e 35 voluntários no projeto, entre veterinário, adestrador, fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta, acupunturista e terapeuta ocupacional. De acordo com a psicóloga e coordenadora do grupo, Roberta Araújo, os animais realizam atividades para trabalhar o raciocínio, como a escovação, exercícios com arco, boliche e futebol, além da apresentação de shows dos cães.

“A vantagem do cão é que o amor dele é incondicional. Para ele não tem preconceito. Em visitas a idosos, você vê um idoso que não levanta a mão pra pegar um copo de água, mas ele abaixa o tronco pra fazer carinho no cachorro, ele penteia o cachorro, que é um exercício de extensão dos membros. Se é cadeirante, é um tipo de exercício, se é idoso, é outro”, explica Roberta.

Para as crianças, há ainda o “pet health”, quando os cães viram os pacientes e os pequenos, os médicos. “Eles escutam o coraçãozinho do cachorro, examinam os olhos, dão injeção com seringa sem agulha, enfaixam a patinha”, exemplifica.
 
Calopsita vai ajudar no trabalho
 
A partir de maio, o projeto ganha um novo integrante: a calopsita Billy. O objetivo é que a ave auxilie no estímulo da motricidade fina, como a ação de segurar um copo, por exemplo.
“Na verdade, isso não é nem um trabalho, é um prazer inenarrável. Se os cães pudessem falar, eles diriam da alegria que é atender quem realmente necessita, quem está abandonado em lares e hospitais. Eles mudam completamente a rotina dessas pessoas. E essas pessoas adquirem uma esperança a mais”, disse a psicóloga, que alegou ainda que, em alguns casos, pacientes até diminuem a ingestão de remédios após a visita da ONG.
Foto: a Calopsita Billy vai auxiliar na Pet-Terapia.

Quem já participou, faz festa. A dona de casa Elisabete Teixeira, de 47 anos, é voluntária do grupo e dona de um dos cães e da calopsita. Ela começou o trabalho por causa da filha Nathália, de 21 anos, que sofre de depressão e ansiedade. “Pra gente é altamente gratificante. Faz bem pra gente e a gente vê a felicidade do outro. Minha filha teve uma melhora muito grande. E os visitantes adoram. Na despedida sempre pedem pra gente não demorar a voltar”, contou.

Mas ainda há resistência de algumas clínicas de reabilitação em relação aos animais, segundo a coordenadora. “Há um preconceito. É difícil entrar em hospitais, eles não aceitam. Aqui no Rio é muita luta, em São Paulo eles têm passagem aberta”, revelou.
 
Idosos com Alzheimer exercitam a memória

A assistente social Rita de Cássia Ribeiro, dona de uma clínica para idosos no Grajaú, Zona Norte do Rio, já recebeu o grupo Pêlo Próximo e faz coro com a psicóloga. “A pet terapia é uma coisa muito nova. A vigilância sanitária tem muito medo dos animais. O animal tem que estar totalmente vacinado, entre uma série de outras exigências, e tem gente que não gosta de bichos”, disse.

Para Rita, no entanto, que tem especialização em Gerontologia, os animais são extremamente importantes na recuperação de várias doenças. Segundo ela, o contato com os cães estimula o retorno ao passado para idosos com Alzheimer. Ela conheceu esse tipo de trabalho em um congresso e desde então o adota em sua clínica.

Foto: a Poodle Babi joga boliche com idosa.


“É um trabalho maravilhoso. Tem uma senhora aqui que ela nunca sorri, e ela sorrindo pra gente com a cachorrinha menor foi fascinante. E aí eles lembram que tiveram animais, lembram do nome”, explicou ela.

Segundo ela, mesmo sabendo que poucos idosos se recordam da experiência com o grupo, os instantes de felicidade que os animais proporcionam nas visitas são compensatórios e transformadores. “É uma coisa que não abro mão”, declarou.