Cientistas revelam tratamento promissor contra degeneração macular...

#UnidosSomosMaisFortes💪

Condição é a principal causa de cegueira a partir dos 60 anos...

Um tratamento permitiu pela primeira vez reduzir significativamente o avanço da degeneração macular, a principal causa de cegueira a partir dos 60 anos, segundo os resultados de um ensaio clínico apresentados na quarta-feira (21) na revista Science Translational Medicine.

O estudo clínico de fase II foi realizado com 129 pacientes durante 18 meses para avaliar a inocuidade e a eficácia dos anticorpos Lampalizumab, do laboratório suíço Roche. 

Dois ensaios clínicos de fase III, com 936 pacientes, começaram recentemente, e os resultados serão divulgados em 2019.

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma condição que afeta a parte central da retina, a mácula, essencial para ler, escrever e reconhecer rostos. 

É resultado de um envelhecimento paulatino dos neurônios fotorreceptores que captam a luz e a transformam em sinais que são transmitidos ao cérebro.

O Lampalizumab age sobre um mecanismo de defesa imunológico particular relacionado a esta degeneração incurável. 

O estudo de fase II mostrou uma redução de 20% do avanço das lesões com uma injeção mensal de Lampalizumab.

Um total de 57% dos portadores de um marcador genético conhecido como CFI+ experimentaram uma redução de 44%. Mas para os portadores de outro marcador genético, o CFI-, o tratamento não fez efeito.

Não foram observados efeitos colaterais graves, destacaram os pesquisadores.

— A degeneração macular afeta cerca de cinco milhões de pessoas no mundo, mais de um milhão delas nos Estados Unidos, e é a causa de 20% dos casos de cegueira nos países desenvolvidos — disse Erin Henry, chefe de pesquisa médica da divisão de oftalmologia de Genentech, subsidiária americana da Roche.

— Atualmente não existe nenhum tratamento eficaz ou autorizado pela agência americana de medicamentos (FDA) contra esta patologia, e temos a esperança de que os dois ensaios clínicos (de fase III) em curso demonstrem o potencial do Lampalizumab para tratar estes pacientes — acrescentou.

Tem asma? Prepare-se para enfrentar os dias mais frios...

#UnidosSomosMaisFortes💪

As bombinhas de asma são indicadas para o tratamento e controle da doença...
Mesmo não tendo cura, há tratamento e remédios para diminuir os sintomas e o agravamento da doença...

O inverno começou oficialmente nesta quarta-feira (21), quando também é celebrado o Dia Nacional de Controle da Asma, doença que afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS).

É justamente nesta época do ano, por conta das baixas temperaturas, que os sintomas da asma se agravam. 

E a permanência em ambientes fechados, comum no clima frio, facilita a propagação de vírus e bactérias.

De acordo com o pneumologista Antônio Ferreira, a asma é uma doença alérgica crônica, que não tem cura, mas que pode ser controlada. 

"Em geral, são indicados dois principais tipos de medicamentos: os de controle, que desinflamam os brônquios, e os remédios de resgate, que aliviam os sintomas, provocando a vasodilatação e facilitando a entrada de oxigênio”.

Para evitar as famosas crises, o médico orienta que é muito importante procurar um especialista ao sinal dos primeiros sintomas, que são tosse, falta de ar, aperto no peito, chiado e dificuldade para respirar. 

“O diagnóstico da asma é feito de forma clínica e com alguns exames. Mas é conversando com o paciente, ouvindo suas queixas e investigando seu histórico familiar que conseguimos determinar se ele possui a doença”, explica a pneumologista. 

Genética

O pneumologista explica que, por se tratar de uma doença genética, é comum que os filhos de pacientes asmáticos também a desenvolvam.

É o caso da jornalista Amanda Domingues, de 24 anos, que tem muitos asmáticos na família. "Minhas lembranças da infância são marcadas por períodos de muita crise. Tenho até hoje aparelho de inalação em casa". 

O médico alerta ainda que a asma pode ser assintomática em adultos, sendo as crises mais frequentes em crianças. "Devido à frequência e ao risco de desfecho grave do quadro clínico, a asma é considerada uma prioridade de atendimento em saúde'.

Ataca mais mulheres

Um levantamento feito em 2015 pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Ministério da Saúde e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que as mulheres são as mais acometidas pela doença: cerca de 3,9 milhões delas afirmaram ter diagnóstico da enfermidade, contra 2,4 milhões de homens, ou seja, prevalência de 39% a mais entre o sexo feminino.


 O pneumologista ainda alerta para outras doenças desta época do ano. "É importante salientar que não é só a asma que aparece no inverno. Há outras, como pneumonia, otite, sinusite, e que precisam de atenção redobrada". 

Veja como prevenir: 

Gripe

A gripe apresenta  febre, mal-estar e tosse seca. Pode durar mais de uma semana e os sintomas são muito mais fortes que os dos resfriados comuns. 

Prevenção: vacinando contra a gripe, especialmente se você se enquadra em um grupo de risco, que inclui idosos, mulheres grávidas e pessoas com doenças crônicas. Embora a vacina não proteja contra todos os tipos de vírus, ela pode reduzir o risco de contrair a gripe. 

Pneumonia

Pode ser resultado da gripe, porque as infecções virais diminuem a capacidade do corpo para resistir à bactéria. Os sintomas geralmente começam com febre e tosse. 

Prevenção:  tome a vacina contra a gripe, pois esta é a causa comum da pneumonia. A vacina pode ajudar na proteção. Evite fumaça de cigarro. 

Sinusite

É a inflamação dos seios perinasais e pode ser um indicador de condições mais graves. Estas infecções são frequentemente causadas por vírus, por isso é melhor tentar descongestionantes baseados em corticosteroides, analgésicos e anti-histamínicos. 

Prevenção: comer frutas e vegetais embalados com antioxidante em abundância, evitar o fumo e os poluentes, beber muitos líquidos e considerar o uso de um umidificador. 

Rinite 

Pode ser causada por alergias que pioram durante o tempo mais frio. Respirar um alérgeno como poeira geralmente desencadeia a rinite e os sintomas incluem coriza e espirros. 

Prevenção:  fique longe de fumantes e pessoas com resfriados. Coma muita fruta e vegetais frescos. Use medicamentos antialérgicos recomendados por um médico. 

Otite

Também conhecida como infecção no ouvido, é mais comum no verão. No entanto, infecções comuns no frio como congestionamento e rinite nasal podem te pôr em risco de otite também. 

Prevenção: Proteja os seus ouvidos contra o vento frio, com lenços chapéus e casacos para prevenir infecções de ouvido. 

Fonte: Ministério da Saúde


ASSOCIAÇÃO LEVA INFORMAÇÕES SOBRE DOENÇA DE CROHN E RETOCOLITE ULCERATIVA...

#UnidosSomosMaisFortes💪

A principal barreira para o tratamento de várias doenças é a desinformação. E é para superar esse obstáculo que pessoas como a lafaietense Etienne Lourdes de Assis Martins, 33 anos, tem se unido em associações sem fins lucrativos que buscam, simplesmente, compartilhar esse bem tão necessário.

Portadora da doença de Crohn há quase 19 anos, a moradora da Chapada (região nordeste) resolveu abraçar para si essa luta e se tornou voluntária da Associação Mineira de Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais (AMDII). 

O desafio, desde então, tem sido levar a um número cada vez maior de pessoas informações sobre a doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, para que os sintomas possam guiar um diagnóstico rápido e tratamento mais eficiente.

"Não sei te dizer a causa da doença. Ainda não se sabe se é de nascença ou hereditária. 

O que temos conhecimento é de que se trata de uma doença do sistema imunológico que, no meu caso, foi diagnosticada há quase 19 anos. Desde então, faço tratamento, porque não há cura", detalha. 

Emagrecimento, diarreia, evacuação com sangue foram os sintomas que levaram Etienne ao consultório de um proctologista na capital mineira. "Os exames que ajudaram a diagnosticar a doença mostraram, também, que meu caso não era cirúrgico.  Existem diagnósticos que exigem uma cirurgia, mas, mesmo assim, o paciente continua fazendo o uso de medicamentos para não ter crises. Aliás, o tratamento contínuo é fundamental para a qualidade de vida", explica.

No caso de Etienne, o diagnóstico foi rápido. Mas esse, infelizmente, não é o padrão. Sem mui­tas informações sobre a doença, vários pacientes sofrem por anos seguidos, enquanto a doença evolui. anos. "Em um dos workshops que estive, médicos disseram que, em média, o tempo de diagnósticos da doença de Crohn é de 8 Já o da retocolite é de cerca de 4 anos. Por isso, é tão importante falar sobre a doença", afirma. Ou­tra barreira enfrentada por quem possui a doença, mas não tem a informação, é a continuidade do tratamento. "Os remédios são caros, mas estão disponíveis pelo SUS. 

De 2 anos para cá, estamos enfrentando muita falta desses me­dicamentos, mas só com o tratamento contínuo, o paciente consegue evitar as crises e ter mais qualidade de vida. Por isso, é tão importante que ele não desista e não se automedique", alerta.


Saiba mais


Doenças inflamatórias Intestinais (DII) é uma denominação geral para um grupo de distúrbios inflamatórios crônicos de causa desconhecida, envolvendo o trato gastrointestinal. 

Estão divididas em dois grupos principais. Doença de Crohn (DC) e Retocolite Ulcerativa (RCU). A doença de Crohn pode acometer qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus. Na retocololite ulcerativa, por sua vez, a inflamação afeta apenas o intestino grosso. Entre os sintomas estão diarreia, sangramento nas fezes, muco, emagrecimento e até doenças, que advêm delas. Também podem haver complicação nas articulações e problemas na visão, que são acometimentos extraintestinais mais decorrentes do Crohn. Não há uma faixa etária mais afetada. Jovens, idosos e até crianças podem sofrer com as DII.


Sobre a AMDII


A Associação Mineira dos Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais foi fundada há 15 anos e trabalha pela divulgação da doença de Crohn e da retocolite ulcerativa, lutando pela qualidade de vida dos portadores. 

Realiza um trabalho totalmente gratuito e a associação é reconhecida como entidade de utilidade pública estadual. 

Sua sede fica em Belo Horizonte, mas há regionais e núcleos no Leste de Mineiro, Triângulo e Zona da Mata. Em Lafaiete, o núcleo  da AMDII é 
coordenado por Etienne, portadora voluntária.

"Contamos com mais de mil associados. Por causa dessa dificuldade de ser ter o diagnóstico, não sabemos ao certo o número de pessoas que têm a doença em Lafaiete, mas estamos levantando. Temos trabalhado muito a informação, como na panfletagem que fizemos na FDCL em maio, e orientando as pessoas, porque há muitos casos. Temos uma nutricionista aqui em Lafaiete que é especialista nessa área. Há bons gastro e proctologistas, que poderão dar o diagnóstico. Então, aconselhamos sempre a buscar as informações, porque o paciente com DII pode sim ter qualidade de vida", finaliza.



Serviço

AMDII

E-mail: contato@amdii.org.br

Site:www.amdii.org.br 
ou facebook.com/amdii.mg

Telefone: (31) 97560-9304, das 14h às 19h

Crise de ansiedade ou infarto...saiba diferenciar os sintomas...

#UnidosSomosMaisFortes💪

Sinais são parecidos, mas consequências e tratamento são bem diferentes .

Dor no peito, suor, náuseas e aquela dúvida: é um infarto ou uma crise de pânico? 

Independentemente do que for, fica a orientação de procurar socorro o quanto antes. Caso seja algum problema cardíaco, o tempo é precioso.

— Infarto é parecido com incêndio: 

o tempo para apagar é determinante para a destruição — compara o chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital São Lucas da PUCRS, Paulo Caramori.

Transtornos relacionados à ansiedade, como as crises de pânico, não oferecem risco iminente de morte, mas devem ser reconhecidos, diagnosticados e tratados.

ZH consultou especialistas para diferenciar os sintomas e facilitar o tratamento. Veja.

Crise de pânico

Para caracterizar uma crise de pânico, que é um transtorno de ansiedade, é preciso ter quatro ou mais sintomas da lista abaixo:

— Palpitação
— Suor
— Tremor
— Falta de ar
— Sensação de sufocamento
— Dor no peito
— Sensação de irrealidade
— Náuseas
— Tontura
— Calorão ou calafrios
— Adormecimento
— Medo de ficar louco
— Medo de morrer

Infarto

Veja as características dos principais sintomas dessa emergência, uma das principais causas de morte no Brasil:

— Dor opressiva de difícil localização.
— Sensação de aperto, peso ou ardência na região no tórax, que pode ir da boca do estômago até o queixo.
— Dor em qualquer lado do peito, não somente no esquerdo.
— Pode causar sensação de estômago embrulhado, como se necessitasse arrotar. 
— Dor progressiva, ou seja, aumenta com o passar dos minutos.
— Dor que pode irradiar para o antebraço, em direção à mão. Neste caso, é mais comum que ocorra do lado esquerdo, mas pode ocorrer no direito também.
— Suor frio.
— Pode provocar náuseas, vômitos e falta de ar.

Atenção

— Um transtorno psicológico traz consigo sintomas cognitivos como sensações de irrealidade ou medo de enlouquecer. No entanto, como a ansiedade é um mecanismo de defesa do organismo para "lutar" contra uma situação de perigo, um infarto pode, também, ocasionar uma crise de ansiedade.

— Para confirmar um quadro de infarto, é necessário realizar exames como eletrocardiograma.

— Sempre procure uma emergência médica diante de qualquer um dos sintomas citados.

— Embora seja um pouco mais frequente em homens, mulheres também sofrem infartos, portanto, não negligencie nenhum sintoma.

Fontes: Cristiano Tschiedel Belem da Silva, diretor científico do Departamento de Psiquiatria Clínica da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Gustavo Glotz de Lima, diretor técnico do Instituto de Cardiologia, e Paulo Caramori, chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital São Lucas da PUCRS

Coceira e manchas vermelhas na pele podem indicar eczema

#UnidosSomosMaisFortes💪

Problema, geralmente chamado de dermatite, pode ser agudo ou crônico...
Geralmente chamado de dermatite, o eczema é um processo inflamatório da pele que causa coceira e vermelhidão. Pode ser agudo ou crônico, dependendo do tempo de evolução da lesão.




Conheça as doenças que podem causar cegueira e saiba como cuidar da visão;;;

#UnidosSomosMaisFortes💪

Da infância até a velhice, manter a saúde ocular exige rotina de exames preventivos e hábitos saudáveis...

Zelar pela saúde dos olhos deve ser uma tarefa permanente — tem início nos primeiros instantes de vida e se estende pela infância, adolescência e fase adulta, até a velhice. Manter uma alimentação saudável, usar óculos de grau e de sol de qualidade e se submeter a uma rotina periódica de exames preventivos é a combinação ideal para preservar a boa visão, detectar e tratar doenças precocemente e evitar consequências mais graves, que podem incluir perdas irreparáveis.

Os cuidados começam ainda na maternidade, onde o recém-nascido é submetido ao teste do reflexo vermelho, conhecido também como teste do olhinho, capaz de identificar o retinoblastoma (tumor na retina) e a catarata congênita, entre outras alterações. 

Até os dois anos, a criança precisa passar por sua primeira consulta com um médico oftalmologista. 

O procedimento deve ser repetido pelo menos mais uma vez antes da fase de alfabetização, período importante para que problemas sérios possam ser identificados a tempo e para que a criança não tenha seu desempenho prejudicado. 

Na ambliopia, por exemplo, o paciente tem baixa visão em um olho, que acaba ficando "preguiçoso" — o cérebro ignora a imagem desfocada do olho "ruim" e utiliza só o olho bom.

— Se a gente não corrigir isso até os sete anos, nunca mais consegue. Aquela parte do cérebro não se desenvolve, e a criança não aprende depois. 

A visão nunca mais volta a ficar 100%, nem com lentes corretivas. É uma perda de visão irreversível — alerta o oftalmologista Paulo Augusto de Arruda Mello Filho, doutor em retina e vítreo pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV) e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

A partir dos sete anos, vale a recomendação de check-ups anuais para todos. O oftalmologista Marcelo Netto, doutor em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor em Oftalmologia pela Universidade de Washington e pela The Cleveland Clinic Foundation, ambas nos Estados Unidos, lembra que o corpo humano é sempre dinâmico, e mudanças podem ocorrer a todo momento. A utilização intensa e crescente de computadores, tablets e celulares, destaca o médico, vem fazendo com que a visão seja cada vez mais exigida, e já existem estudos relacionando o uso excessivo desses aparelhos ao aumento da incidência de miopia (distorção das imagens ao longe), o problema de visão mais comum na população. Quem usa óculos, não importa o motivo, precisa revisar as lentes anualmente, pois os graus nunca se estabilizam totalmente. A partir dos 40 anos, aparece a presbiopia, a chamada vista cansada, que resulta do enfraquecimento da musculatura dos olhos e exige óculos para perto.

— Nos míopes os sintomas da presbiopia podem não se manifestar, porque a miopia compensa isso, ou aparecer mais tarde, mas todo mundo vai ter — explica Netto.

Enfermidades graves que podem levar à cegueira, como catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética, merecem atenção especial a partir dos 50 anos.

Risco de cegueira

A partir dos 50 anos, aumenta a incidência de doenças que podem provocar a perda da visão. Conheça as mais prevalentes:

Catarata

É uma consequência natural do envelhecimento: todos vão desenvolvê-la em algum momento da vida, alguns mais cedo, outros mais tarde. A enfermidade consiste na perda progressiva da transparência da lente intraocular, chamada de cristalino — o paciente vê imagens esfumaçadas, como se estivessem cobertas por uma névoa, e perde capacidade na distinção de detalhes e cores. O único tratamento possível é a cirurgia, capaz de restabelecer totalmente a visão.

Um cuidado fundamental a ser adotado ao longo de toda a vida é a proteção contra os raios solares ultravioleta. Deve-se usar óculos de grau e de sol de boa qualidade. Crianças também precisam se habituar ao acessório, por mais que resistam em colocá-lo.

Glaucoma

Silencioso e de evolução lenta, o glaucoma não provoca dor ou outros sintomas perceptíveis — é detectado apenas na aferição da pressão do olho, exame conduzido pelo médico oftalmologista. Quando o paciente começa a perceber que está com a vista prejudicada, a doença já está em estágio avançado, daí a importância de se fazer um acompanhamento preventivo constante, principalmente nos casos de quem tem histórico familiar de glaucoma. O dano é bem característico: o doente perde a visão periférica, preservando apenas a visão central. É como se enxergasse através de um tubo.

A visão avariada não pode ser recuperada. Com o diagnóstico precoce, o tratamento com colírios para baixar a pressão ocular elevada costuma ser eficiente. Em alguns casos, uma intervenção cirúrgica pode ser necessária.

Degeneração macular relacionada à idade

É a principal causa de cegueira entre os mais idosos, sendo mais comum nas pessoas de pele e olhos claros. O paciente acometido pela DMRI perde o campo central da visão — onde enxerga uma mancha escura —, mantendo apenas a visão periférica. Trata-se de uma doença incapacitante, que deixa o doente legalmente cego. Na grande maioria dos casos, não há nada que se possa fazer. A alguns doentes, prescrevem-se suplementações vitamínicas. Para cerca de 10% dos pacientes, é indicado um tratamento com injeções intravítreo (dentro dos olhos) que fazem o problema regredir.

Como medida preventiva, recomenda-se também o uso habitual de óculos de sol.

Retinopatia diabética

Consequência do diabetes, é a principal causa de cegueira irreversível na população economicamente ativa, de até 65 anos. A retinopatia diabética pode atingir inclusive os diabéticos que mantém a doença bem controlada. Todos precisam se submeter a exames oftalmológicos completos regulares desde o primeiro ano de diagnóstico do diabetes — não basta ir ao médico apenas para ajustar o grau dos óculos. O tratamento também é feito com injeções intraoculares, com efeito que perdura por alguns meses, até a próxima aplicação. A menos que o edema se agrave, as injeções podem restaurar a visão do paciente.

Recomenda-se o controle permanente do diabetes com o acompanhamento de uma equipe multiprofissional (endocrinologista, cardiologista e oftalmologista, entre outras especialidades que possam se fazer necessárias).

Saiba mais

— Um teste simples pode ajudar a detectar dificuldades de visão na criança: cubra um dos olhos e verifique se ela enxerga bem só com o outro. Pais e professores devem estar atentos a queixas de dor de cabeça.

— Casos de estrabismo precisam de avaliação individualizada. Alguns são corrigidos com intervenção cirúrgica, enquanto outros melhoram com o uso de óculos.

— Pacientes diabéticos, hipertensos, com alterações na tireoide ou artrite reumatoide (por conta da medicação) devem prestar especial atenção à saúde dos olhos, mantendo consultas regulares com um oftalmologista.

— Dormir sem remover a maquiagem faz mal, usar maquiagem vencida também. Confira as datas de validade dos produtos.

— Quem tem diversos óculos e gosta de variar pode enfrentar dificuldade para manter todos os acessórios com as lentes em dia, principalmente pelo custo que cada troca representa. Não há prejuízo para os olhos se houver alternância entre óculos com uma pequena diferença de grau entre si, mas você não terá a mesma acurácia visual e poderá sentir a vista cansada.

— Compre óculos de boa qualidade. Use as lentes de contato corretamente, limpando-as conforme as orientações de seu oftalmologista e respeitando a validade dos produtos.

— Não mexa nos olhos com as mãos sujas.

Nova técnica de redução de estômago por endoscopia é testada no Brasil...

#UnidosSomosMaisFortes💪

Pacientes com sobrepeso ou obesidade moderada (IMC acima de 30) poderão tratar o excesso de peso com uma nova técnica de redução de estômago aprovada recentemente no Brasil: a gastroplastia endoscópica, procedimento realizado via endoscopia, de forma menos invasiva, sem cortes, que reduz o tamanho do estômago para cerca de 60%, promovendo a saciedade.

A perda de peso estimada no período de um ano é de 20% a 25% do peso original.

A técnica foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro e, por enquanto, os procedimentos são realizados apenas pela Faculdade de Medicina do ABC, por meio de um protocolo de pesquisa aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), vinculada ao Ministério da Saúde, sob coordenação dos endoscopistas Eduardo Grecco e Manoel Galvão Neto --responsável pelo desenvolvimento da técnica.

O protocolo permite que a cirurgia seja feita em 30 pacientes --oito já foram operados. A ideia é expandir ainda mais o protocolo, para que mais pacientes sejam beneficiados.

Enquanto isso não acontece, Galvão Neto percorre o mundo treinando médicos para o uso da técnica, enquanto Grecco comanda os procedimentos no Brasil. No mundo todo, mais de 3 mil procedimentos já foram realizados em cinco anos, 300 deles pelo grupo de Galvão Neto.

Ao contrário da cirurgia bariátrica tradicional, indicada apenas para pacientes com IMC acima de 35 (associado à comorbidades), a gastroplastia endoscópica não é uma cirurgia propriamente dita, embora seja realizada em centro cirúrgico e com anestesia geral.

Na nova técnica, um endoscópio flexível com uma câmera de alta resolução é inserido no paciente por meio da boca até chegar ao estômago. Uma agulha com um fio altamente resistente costura parte do órgão, diminuindo seu tamanho e o deixando em formato de tubo. "Dessa forma, o estômago fica mais restritivo e com menor complacência, ou seja, não consegue dilatar", explica Grecco.

De acordo com ele, o tempo de "cirurgia" é reduzido --cerca de 50 minutos, ante duas horas no procedimento tradicional--, o que diminui os riscos de complicações no pós-operatório.

Além disso, a recuperação é mais rápida, pois o paciente pode ir para a casa no mesmo dia e retomar as atividades normais em menos de uma semana. Na bariátrica convencional, o tempo de internação fica em torno de três dias e é necessário um repouso maior antes de retomar as atividades.

Primeiro brasileiro

O empresário Laurindo Gonçalves Cirqueira, de 57 anos, foi o primeiro brasileiro a se submeter ao procedimento, há um ano, dentro do protocolo de pesquisa.

Ele soube que a faculdade estava selecionando voluntários e a filha o inscreveu. Na época, pesava 119 quilos e tinha obesidade de grau 1. Em um ano, o empresário perdeu 27 quilos (22,6% do peso original).

"Mesmo sabendo que eu seria o primeiro do Brasil, topei fazer o procedimento. Eu já tinha tentado todos os tipos de regime e não conseguia perder peso. Tomava remédios, fazia dietas, tomava chás, fazia de tudo e não conseguia emagrecer", diz Cirqueira.

Além disso, o empresário conta que sentia muita dor nos joelhos e tinha de usar uma bengala para conseguir se movimentar. "Foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida. Hoje, graças a Deus, voltei à minha vida normal, faço caminhada, frequento a academia. Não tive dor nenhuma no pós-operatório e a recuperação foi ótima."

Por se tratar de um procedimento novo no País, a gastroplastia endoscópica ainda não tem cobertura dos planos de saúde e será oferecida apenas para pagamento particular. Segundo Grecco, o procedimento todo gira em torno de R$ 40 mil. Vários médicos brasileiros já passaram pelo treinamento e aguardam a chegada dos equipamentos para poder começar a operar.

O cirurgião bariátrico e endoscopista Admar Concon Filho, de Valinhos, já passou pelo treinamento. "Esta é uma alternativa eficiente para pacientes que não têm indicação cirúrgica, mas já esgotaram outras possibilidades de tratamento. Existem muitos pacientes que querem fazer a cirurgia tradicional, mas não eram elegíveis. Já atendi cerca de 20 pessoas interessadas nessa técnica", afirma Concon.

Caetano Marchesini, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), diz que a gastroplastia endoscópica é uma técnica que vem complementar as opções existentes para o tratamento da redução de peso e não compete com a cirurgia bariátrica por apresentar resultados muito diferentes.

"Esse procedimento se aproxima mais dos resultados do balão intragástrico e não da cirurgia."

Diferenças

Segundo Marchesini, a restrição alimentar promovida pela cirurgia bariátrica tradicional é muito maior do que na técnica por endoscopia porque na cirurgia parte do estômago é realmente separada, o que altera também hormônios ligados à fome e saciedade.

"A perda de peso na cirurgia bariátrica gira em torno de 40%, enquanto na endoscópica é 25%", afirma.

Em nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM) informou que a gastroplastia endoscópica ainda não consta do rol de procedimentos bariátricos reconhecidos pelo órgão.

Informa ainda que, até o momento, não houve formalização de pedido para reconhecimento dessa técnica junto ao CFM e, por enquanto, o procedimento pode ser realizado apenas por meio de protocolos de pesquisa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A CIÊNCIA DEMONSTRA QUE O SEXO FRACO NÃO É, AFINAL AQUELE QUE SE PENSA...

#UnidosSomosMaisFortes💪

Sob o olhar de diversos especialistas, não há como negar: A nível genético (e não só) o sexo feminino é superior

No que toca a longevidade, sobreviver a doenças e lidar com situações traumáticas, as mulheres parecem dar alguns passos de avanço ao sexo masculino. 

Angela Sanini, jornalista científica e autora do livro Geek Nation: How Indian Science is Taking Over the World (2011), conversou com diversos especialistas que revelam algumas pistas de uma incógnita que a ciência continua por desvendar totalmente.

De acordo com os últimos dados do Gerontology Research Group, dos 43 centenários que atualmente vivem com mais de 110 anos, 42 são mulheres. 

Apesar de existirem poucas pesquisas que explicam esta longevidade, os especialistas acreditam que essa vantagem não surge na vida adulta - está lá desde o momento em que se nasce menina.

Os bebés do sexo masculino têm mais 10% de probabilidade de morrer no nascimento. 

O que torna as raparigas tão resistentes, ainda está por apurar. Mas um estudo de 2014, realizado por cientistas da Universidade de Adelaide, na Austrália, sugere que a placenta da mãe pode funcionar de forma diferente, dependendo do sexo do bebé. 

Por razões desconhecidas, as meninas podem receber uma dose extra de sobrevivência ao útero.

Mas não só no momento do nascimento. Ao longo da vida, as mulheres revelam mais capacidade para sobreviver a doenças. 

“A doença cardiovascular ocorre muito mais cedo nos homens do que nas mulheres. A idade em que se desenvolve hipertensão também ocorre muito mais cedo nos homens. E há uma diferença de sexo na taxa de progressão da doença”, revela Kathryn Sandberg, diretora do Centro para o Estudo das Diferenças de Sexo na Saúde, Envelhecimento e Doença, da Universidade de Georgetown, nos EUA.

“Uma explicação para isso pode estar nas hormonas. Níveis mais elevados de estrogénio e progesterona podem proteger as mulheres de alguma forma, não só tornando os sistemas imunológicos mais fortes, mas também mais flexíveis”, acrescenta Sandberg. 

Por outro lado, uma resposta imune demasiado alta pode tornar as mulheres mais susceptíveis a doenças auto imunes, como reumatóide e ESCLEROSE MÚLTIPLA.

HISTORICAMENTE MAIS RESISTENTES

“Praticamente em todas as épocas, as mulheres parecem sobreviver melhor do que os homens”, diz Steven Austad, especialista em envelhecimento e presidente do departamento de biologia da Universidade de Alabama, nos EUA. Seja por robustez, tenacidade ou “poder inato”, a base de dados de longevidade do sexo feminino demonstra que existe uma capacidade de sobrevivência superior à dos homens.

Mas não só os fatores genéticos que proporcionam uma vida mais longa ao sexo feminino. A forma como as mulheres lidam com as doenças é diferente, por exemplo, porque são mais propensas a procurar ajuda médica. Os homens também têm mais tendência a ter regimes alimentares menos saudáveis e a realizar trabalhos mais perigosos. No entanto, Austad e Sandberg acreditam que os fatores genéticos são o elemento chave.

Mas o fundo da questão mantém-se: Porque é que, ao longo dos tempos, os corpos das mulheres desenvolveram um sentido de sobrevivência mais apurado que os homens? Alguns estudos sobre tribos atuais oferecem algumas pistas. “Quando as mulheres de Martu [uma tribo na Austrália Ocidental] caçam, uma das suas presas favoritas são os gatos selvagens. Não é uma atividade muito produtiva, mas é uma oportunidade para as mulheres mostrarem as suas habilidades”, diz a antropóloga Rebecca Bliege Bird, professora da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA.

Adrienne Zhilman, da Universidade da Califórnia, dedicou a sua carreira à anatomia humana e, em particular, à evolução dos corpos das mulheres e realça a capacidade do sexo feminino em se adaptar a condições extremas: “As mulheres têm de se reproduzir. Isso significa estar nove meses grávida. Têm de amamentar. Têm de carregar os seus filhos. Há qualquer coisa nem ser mulher que foi moldada para a evolução.”

“Há algo na forma feminina, no psicológico, no conjunto todo, que foi aprimorado durante milhares e milhares (mesmo milhões) de anos para sobreviver”, acrescenta.

FEBRE DO NILO VOLTA A CIRCULAR NO PIAUÍ...10 NOTIFICAÇÕES E MORTE...

#UnidosSomosMaisFortes💪

A Febre do Nilo Ocidental voltou a circular no Estado. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saude do Piauí (Sesapi), somente este ano, foram notificados dez casos e uma morte que pode ter sido causada pelo vírus. 

O primeiro caso da doença no Brasil foi registrado no Piauí em 2014. O paciente era um vaqueiro do município de Aroeiras do Itaim que fez tratamento por cerca de quatro meses, mas ficou quadro de paralisia.

Desta vez, os casos investigados são nas cidades de Teresina (zonas urbanas e rural) e Parnaíba. Herlon Guimarães, diretor de Vigilância em Saúde da Sesapi, disse que ainda é precoce afirmar que há um surto da doença no Estado. 
O óbito ocorrido no Piauí- provavelmente em decorrência da  Febre do Nilo Ocidental- foi registrado em janeiro. A notificação dos casos levou a Sesapi a administrar uma série de ações no sentido de barrar a cadeia de transmissão do vírus. 

"Temos que ter cuidado e cautela na demonstração dos dados. O fato é que precisamos de mais exames para efetivamente comprovar a presença do vírus no Estado, mas a gente como Vigilância e trazendo a transparência para toda a população, orientamos que tenhamos cuidado", alerta Guimarães.

O material sanguíneo coletado nos pacientes revelou a presença do vírus Febre do Nilo Ocidental, bem como de outros vírus transmitido pelo  mosquito Aedes aegypti. 

"Os exames mostraram uma reação cruzada também com outro vírus. As duas doenças se propagaram nessas pessoas. Isso está cada vez mais comum no Estado. Vivenciamos, por exemplo, com a dengue e chikungunya. Por isso, precisamos de exames mais aprofundados para que a gente possa dar mais uma definição. Em uma única picada, o mosquito pode transmitir os dois vírus", esclarece Herlon Guimarães. 

A febre pode ser transmitida por aves silvestres e mosquitos e podem afetar outros hospedeiros, como aves, humanos, cavalos e outros mamíferos.

"A particularidade dessa doença é que ela é transmitida pelo mosquito Culex, conhecido popularmente como  muriçoca/ pernilongo, que pica a ave e consegue transmitir para o homem", reitera diretor de Vigilância em Saúde da Sesapi que orienta ainda que a população evite acúmulo de água e redobre os cuidados com o lixo para evitar a proliferação do mosquito. 

Cerca de 10% dos pacientes infectados podem desenvolver a forma grave da doença. 


Nota da Sesapi

A Secretaria de Estado do Piauí notificou dez casos suspeitos de Doença Neuroinvasiva Grave pelo vírus da Febre do Nilo Ocidental. 

Os casos referem-se a resultados de exames laboratoriais realizados em 2017, no Instituto Evandro Chagas(IEC), laboratório referência do Ministério da Saúde. Em todos os exames, verificou-se reação cruzada (positividade simultânea) com pelo menos um outro flavivírus, dentre eles: zika, dengue e vírus da encefalite de Saint Louis (VESL). Dessas notificações, confirma-se um óbito de paciente residente em Teresina-PI.   

Todos os casos têm sido acompanhados pela Secretaria de Estado da Saúde, que já adotou as providências pertinentes à Vigilância deste agravo, quais sejam: em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Teresina, realiza a investigação em campo, que envolve identificação e estudo de vetores; elaboração de um plano de ação para enfrentamento à doença; e implantação do Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella como unidade de referência estadual para diagnóstico e tratamento da Febre do Nilo Ocidental. 

Além disso, a Secretaria já notificou o Ministério da Saúde destes resultados que, para confirmação, necessitam ser referendados por exames mais complexos e demorados. 

Doença de notificação compulsória imediata (em até 24h) em todo o território nacional, desde 2006, a Febre do Nilo manifesta-se na forma de encefalite, paralisia flácida aguda ou meningite asséptica, podendo levar à morte em 10% dos casos ou deixar sequelas neurológicas em significativa proporção dos sobreviventes.

A FNO é uma arbovirose causada pelo Vírus do Nilo Ocidental (VNO), cuja transmissão aos seres humanos ocorre principalmente através da picada de mosquitos do gênero Culex (muriçoca, pernilongo comum). O mosquito Aedes albopictus também é considerado um vetor potencial. 

A Sesapi mantém as recomendações para medidas de combate à proliferação de mosquitos já indicadas por conta do risco de transmissão de dengue, Zika e chikungunya, bem como de minimização da exposição dos indivíduos aos vetores.             

INIBIÇÃO DO STRESS PODE REDUZIR RISCO DE DOENÇAS COMO ESCLEROSE MÚLTIPLA...

#UnidosSomosMaisFortes💪

Cientistas do Instituto de Medicina Molecular (iMM) descobriram, numa experiência com ratos, que a inibição do 'stress' nas células imunitárias diminui a produção de um tipo de células implicadas em doenças autoimunes como a ESCLEROSE MÚLTIPLA.

Os resultados do estudo, liderado por Marc Veldhoen, investigador-principal do iMM, foram publicados hoje na revista Cell Reports.

A equipa descobriu que o domínio de fatores de ‘stress’ celular, como a pressão de oxigénio ou a concentração de açúcares, leva ao controlo de um tipo de linfócitos T (células do sistema imunitário) designado Th17, mais resistente a condições adversas.

Os investigadores conseguiram reduzir em ratos, que partilham muito da sua fisiologia com os humanos, os sintomas de doenças autoimunes como a esclerose múltipla ao inibirem o ‘stress’ celular, ação que conduziu à diminuição do número de linfócitos T do tipo Th17.

Marc Veldhoen explicou à Lusa que os linfócitos T, uma variedade de glóbulos brancos “importante para combater infeções”, podem ser ativados de diferentes modos para responder adequadamente a várias infeções.

O problema, ressalvou, é que alguns destes modos de ativação “podem contribuir particularmente” para doenças autoimunes (doenças em que as células imunitárias atacam o organismo em vez de defendê-lo) como a esclerose múltipla, a diabetes e a artrite reumatoide.

“Quando as células T estão sob ‘stress’, devido a baixos níveis de oxigénio e energia, é gerado um modo de ativação que pode aumentar o risco de autoimunidade e patologia”, afirmou.

No estudo, o ‘stress’ nos linfócitos T foi reduzido em culturas de células com medicamentos que diminuem, por exemplo, os açúcares.

Posteriormente, a equipa usou ratos geneticamente modificados, nos quais os níveis de ‘stress’ nas células T foram reduzidos. Os roedores tinham sintomas que mimetizavam a esclerose múltipla.

Para os investigadores do iMM, os linfócitos Th17 podem ser um alvo farmacológico preferencial para reduzir o ‘stress’ nas células imunitárias em locais do organismo afetados pela inflamação, salientou Marc Veldhoen.

Assim, o número de células Th17 pode ser diminuído ao mesmo tempo que outras respostas imunitárias dos linfócitos T “são preservadas”, frisou.

COMO CUIDAR DA SAÚDE DOS OLHOS NO INVERNO...

#UnidosSmosMaisFortes💪

Portalani recomenda lavar os olhos com xampu neutro infantil..
Assim como a pele, ficam mais ressecados...

Ricardo Portolani de Andrade é médico oftalmologista formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva. 

Fez residência médica no Hospital Brigadeiro, em São Paulo. Obteve o título de especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia. 

Ainda em São Saulo, trabalhou na clínica do Dr. Tadeu Cvintal, médico pioneiro em cirurgia de catarata e transplante de córnea no Brasil, com sub especialidade em catarata e glaucoma.

"Quando me perguntam por que oftalmologia, dentre as outras possibilidades de escolha na pós-graduação, minha resposta é feche os olhos. Veja quanto tempo consegue ficar?" Nesta entrevista, o oftalmologista que atende em Araçatuba, esclarece um pouco mais sobre as doenças que acometem os olhos no inverno, estação bastante atípica para o clima da região.
    
Quais são os principais problemas que acometem o olho no inverno?

Os principais problemas que acometem o olho no inverno são as conjuntivites infecciosas, as alergias oculares e o olho seco.
    
Por que eles são mais comuns no inverno?

Com a chegada do inverno há uma redução do índice pluviométrico, diminuição da umidade relativa do ar, o que gera aumento da evaporação da lágrima. Além disso, há uma tendência de ficarmos mais confinados a ambientes fechados, o que favorece o contagio de vírus e bactérias.

Quais as diferenças entre as conjuntivites alérgica, bacteriana e a viral? Todas são transmissíveis?

As conjuntivites se caracterizam pelo olho vermelho, presença de secreção e sensação de areia nos olhos, sendo que na conjuntivite alérgica, geralmente, há histórico pessoal com outros tipos de alergia (rinite, asma, bronquite) e o maior sintoma é a coceira. Na conjuntivite bacteriana, a secreção é mais purulenta e geralmente é uma doença unilateral. Já na conjuntivite viral, a secreção é mais aquosa. Inicialmente acomete um olho, mas rapidamente acomete o segundo olho e é extremamente contagiosa. A conjuntivite alérgica não é contagiosa e a bacteriana, apesar de ser contagiosa, raramente acomete o segundo olho.
    
Quais os riscos destas para a saúde dos olhos?

Os riscos para os olhos são que o trauma crônico de coçá-los pode lesionar a córnea, precipitando, em indivíduos predispostos, ao ceratocone. A conjuntivite viral, apesar de ser auto limitada, caso não tratada adequadamente, pode deixar cicatrizes na córnea que podem diminuir a acuidade visual. As conjuntivites bacterianas geralmente respondem bem antibioticoterapia e, se tratadas adequadamente, representam pouco risco à saúde dos olhos.
    
Geralmente, as pessoas demoram em visitar o oftalmologista para tratar deste problema. 

Qual o principal sintoma para ajudar num diagnóstico imediato?

O problema é que várias doenças cursam com sintomatologia semelhante, tal como olho vermelho. Com isso, o principal é observar a evolução, ou seja, está melhorando ou piorando? Pois se houver piora na qualidade da visão ou aumento dos sintomas, este é o momento em que o paciente deve ser avaliado.
    
Quais são os cuidados que devem ser tomados para que se evite a transmissão?

Antes da chegada do inverno, devemos lavar as roupas que irão ser usadas e estavam guardadas, evitar objetos que possam acumular poeira, principalmente no quarto (cortina, carpete, bicho de pelúcia), além da higiene pessoal como o habito de lavar as mãos, evitar ambientes confinados, umidificar o ambiente e não compartilhar toalhas.

Como é feito o tratamento?

O tratamento na conjuntivite alérgica é realizado com compressas frias, colírio anti-alérgico, além de se evitar o alérgeno quando este é conhecido pelo paciente. Já nas conjuntivites infecciosas, as compressas frias também ajudam, uso de óculos de sol diminui a fotofobia e uso de colírios específicos com antibiótico e ou anti-inflamatório dependendo da etiologia.
    
É possível evitar as conjuntivites ou elas estão ligadas a fatores imunológicos também?

Nas conjuntivites imunológicas há destruição das glândulas lacrimais e salivares pelo próprio organismo que passa a não reconhecer como suas essas estruturas, gerando quadro de olho seco e boca seca, com olho vermelho, sensação de areia e dificuldade de abrir os olhos, principalmente pela manhã, e a boca seca gera dificuldade de ingerir alimentos sólidos e formação de cáries frequentes.
    
O que é síndrome do olho seco?

É o ressecamento da superfície ocular devido a uma diminuição na produção ou na qualidade da lagrima, sendo mais comum nas mulheres pós-menopausa. As causas são variadas e vão desde a redução na produção da lágrima com idade, uso de medicamentos, aumento da evaporação e doenças imunológicas (Síndrome de Sjogren, artrite reumatóide e lúpus).
    
Quais os sintomas e qual o sinal de alerta para visitar o oftalmologista?

Os sintomas são olho vermelho, com sensação de areia e oscilação da visão, principalmente após uso do computador, sendo o sinal de alerta geralmente o desconforto e o cansaço visual após atividades que exijam a leitura.
    
Esta síndrome oferece risco a saúde dos olhos? Quais são?

Quando o quadro de olho seco é leve, geralmente o risco é pequeno para a saúde dos olhos. Quando estamos diante de um quadro mais exuberante, este deve ser acompanhado com cuidado, pois há risco de perda da visão por formação de úlcera de córnea e perfuração ocular.
    
Como é feito o tratamento nestes casos?

Além da reposição da lágrima com o uso de colírios e pomadas lubrificantes, nestes casos mais graves o tratamento deve ser multidisciplinar com o tratamento reumatológico associado, além da oclusão dos pontos lacrimais, uso de colírios imunomoduladores e colírios feito com sangue autólogo. Caso isso não seja efetivo, pode ser realizada cirurgia com o objetivo de diminuir a exposição ocular.
    
É comum, a qualquer sinal de irritação ou vermelhidão nos olhos, adquirir colírios e utilizá-los. O que isso acarreta?

A automedicação deve ser evitada. Somente um profissional saberá distinguir, baseado no diagnóstico correto, qual a melhor terapia para o caso, pois o uso errado pode levar a danos irreparáveis, tal como a perda da visão por glaucoma secundário ao uso de colírio com corticóide.
    
Qual a maneira ideal de fazer a higiene dos olhos no dia a dia?

Digo aos meus pacientes que tal como escovar os dentes e pentear os cabelos, a higiene deve ser diária com o uso de xampu neutro infantil, pelo menos uma vez ao dia.
    
Quais os cuidados recomendados para as mulheres que utilizam maquiagem nesta área?

Usar produtos de qualidade, de preferência anti alérgico, não compartilhar rímel e seus aplicadores e nunca dormir sem remover a maquiagem, pois partículas podem entrar no olho e inflamar a superfície ocular, gerando irritações nas glândulas palpebrais.