Esclerose Múltipla e Dores de Cabeça.

Última revisão médica em 12 de fevereiro de 2021.

A esclerose múltipla (EM) pode levar a uma ampla gama de sintomas que podem variar de pessoa para pessoa.


Algumas pessoas com EM têm maior probabilidade de sentir certos tipos de dores de cabeça do que aquelas sem EM.


UMA pequeno estudo de 2017Fonte confiável mostraram que as dores de cabeça são uma das causas mais comuns de desconforto em pessoas com EM.


As dores de cabeça podem ser um sintoma inicial dessa condição e também ocorrem em estágios posteriores.


No entanto, nem todas as pessoas com EM terão dor de cabeça. As dores de cabeça são muito comuns e podem acontecer por vários motivos em pessoas com e sem EM.


O que é MS?

MS é uma doença crônica que envolve o sistema nervoso central (SNC) . Acontece quando o sistema imunológico afeta a mielina , a camada protetora de gordura ao redor das fibras nervosas.


A bainha de mielina isola os nervos e também ajuda a conduzir os impulsos ou sinais nervosos para que as mensagens sejam transmitidas mais rapidamente.


No MS, seu corpo ataca por engano a bainha de mielina em algumas partes do corpo.

Isso pode danificar as células nervosas em:


cérebro

medula espinhal

olhos

outras áreas

MS leva a inflamação e tecido cicatricial ou lesões em seus nervos. Isso pode desacelerar os sinais enviados entre o cérebro e o resto do corpo. Isso também pode desencadear dores de cabeça e outros sintomas de EM.


Por que as pessoas com EM têm dores de cabeça?

As dores de cabeça são uma causa comum de dor e desconforto em pessoas com EM. Pode até ser um sinal precoce de que alguém pode ter EM.


UMA pequeno estudo de 2016Fonte confiável do Irã descobriram que indivíduos com esclerose múltipla têm dores de cabeça com mais frequência do que aqueles sem essa condição.


Um pequeno estudo de 2017 descobriu que 78 por centoFonte confiável das pessoas no estudo com EM relataram dor de cabeça nas últimas 4 semanas.


Os tipos de dores de cabeça no estudo variaram, mas cerca de metade dos participantes com EM no estudo afirmou ter dores de cabeça latejantes ou pulsantes.


Cerca de 30 por cento dos participantes do estudo relataram forte dor de cabeça e 28 por cento disseram ter dores de cabeça opacas ou tensionais.


Não se sabe exatamente por que algumas pessoas com EM podem ter dores de cabeça mais frequentes.


Como acontece com qualquer sintoma comum, a causa real pode não ser conhecida ou pode ser devido a outra experiência subjacente. 

Algumas causas de dor de cabeça podem estar relacionadas a:


hábitos de vida

gatilhos específicos

outros problemas de saúde além do MS

Problemas de saúde além de EM que podem causar dor de cabeça incluem:


estar desidratado ou não beber água suficiente

consumindo muita cafeína

bebendo álcool

comer certos alimentos desencadeantes, como aqueles que contêm glutamato monossódico, aspartame ou grandes quantidades de sal

não comer o suficiente ou ficar sem comer por muito tempo

distúrbios do sono, como muito ou pouco sono

estresse e ansiedade

A dor de cabeça com EM pode depender de você ser mais propenso a ter dores de cabeça ou ter um histórico de dores de cabeça.


Um estudo de 2013 descobriu que cerca de 85 por centoFonte confiável das pessoas com EM relataram fortes dores de cabeça e o mesmo número teve dores de cabeça que pioraram durante os surtos de EM.


Apenas 11% das pessoas com esclerose múltipla no estudo acima apresentaram novos sintomas de enxaqueca ou dor de cabeça séria após o diagnóstico de esclerose múltipla.


De acordo com um pequeno estudo de 2016Fonte confiável, em alguns casos, as dores de cabeça podem ser causadas por alterações relacionadas à esclerose múltipla em seus nervos no cérebro e na medula espinhal.


Ainda um pequeno estudo de 2013Fonte confiável descobriram que os gatilhos comuns de dor de cabeça, como estresse e fadiga, podem ser intensificados em pessoas com esclerose múltipla, causando dor de cabeça aguda.


   Diferentes tipos de dores de cabeça com EM

As dores de cabeça podem assumir várias formas e causar diversos sintomas e desconforto. De acordo com o pequeno estudo de 2013 acima, se você tem EM, é mais provável que tenha três dos seguintes tipos de dores de cabeça:


enxaqueca

dores de cabeça em salvas

dores de cabeça tensionais

A enxaqueca é muito mais comum na EM do que nesses outros distúrbios de dor de cabeça. Na verdade, um pequeno estudo de 2017Fonte confiável mostraram que a enxaqueca pode ser o sintoma de apresentação da EM.


A enxaqueca pode ser séria e duradoura. Depois disso, você pode se sentir cansado ou esgotado por até um dia.


As cefaleias em salvas são outro tipo comum de cefaleia que pode acontecer com mais frequência na EM precoce ou diagnosticada recentemente.


UMA Estudo de 2013Fonte confiável mostraram que as cefaleias tensionais eram ligeiramente mais comuns em homens com esclerose múltipla do que em mulheres com esclerose múltipla.


Além disso, cefaleias tensionais leves podem ser mais comuns em pessoas que têm EM há muitos anos.


Como prevenir dores de cabeça

Se você tem EM e dor de cabeça, pode prevenir ou reduzir esse sintoma se reconhecer certos gatilhos ou causas subjacentes.


Uma dica que pode ajudar é manter um diário e registrar seus sintomas de dor de cabeça e quando eles ocorrem. Anote o que você comeu e todas as atividades que você fez antes de começar a sua dor de cabeça.


Você pode reduzir suas dores de cabeça gerenciando gatilhos comuns, como:


estresse

ansiedade

fadiga

Converse com seu médico sobre aconselhamento ou terapia se achar que pode precisar de ajuda para controlar o estresse e as emoções.


Se você achar que certos alimentos, como alimentos salgados e condimentados, provocam suas dores de cabeça, tente limitá-los em sua dieta.


Mudanças no estilo de vida saudável e remédios naturais também podem ajudá-lo a controlar as dores de cabeça. Esses incluem:


fazendo exercícios regulares

bebendo muita água

comer uma dieta diária equilibrada

evitando tempo excessivo de tela, como em computadores e smartphones

ter uma boa quantidade de sono reparador

limitar o álcool, cafeína e açúcar

reduzindo o estresse com ioga, meditação ou massagens

relaxando os músculos do pescoço e das costas com uma compressa quente

manter uma vida social ativa com amigos e familiares


O resultado final

Se você tem EM, pode ter uma série de sintomas que podem ser controlados com os cuidados e tratamento médico adequados. Algumas pessoas com EM podem sentir dor de cabeça.


As dores de cabeça na EM também podem variar em sintomas e gravidade. Você pode ter dores de cabeça de tensão leves ou uma dor de enxaqueca mais séria.


Mantenha um diário para acompanhar todos os seus sintomas e converse com seu médico sobre suas dores de cabeça e quaisquer alterações nos sintomas.


Procure atendimento médico urgente se sentir uma dor de cabeça súbita e intensa ou uma dor de cabeça que continua a piorar. As seguintes práticas podem ajudá-lo a controlar as dores de cabeça quando você tem EM:


aprendendo seus gatilhos

levando um estilo de vida saudável

recebendo o tratamento médico certo

Última revisão médica em 12 de fevereiro de 2021


FOI USADO O TRADUTOR GOOGLE NESTA POSTAGEM.


FONTE:https://www.healthline.com/health/ms/ms-headache#bottom-line

ANS analisa proposta de normativa que definirá novas coberturas dos planos de saúde.

 11 de fevereiro de 2021

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) analisou, nesta quarta-feira (10/02), a proposta de Resolução Normativa (RN) que irá atualizar o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Na reunião, foram apresentados os resultados da consulta pública que reuniu contribuições para a incorporação de novas tecnologias na lista de cobertura dos planos de saúde e as sugestões que foram consolidadas após análise técnica. Os diretores apreciaram a minuta da RN, que deverá, agora, passar pelos ajustes finais antes de ser aprovada em definitivo pelo colegiado e seguir para publicação no Diário Oficial da União (DOU). 

As propostas de atualização sugeridas contemplam a incorporação de 60 novas tecnologias em saúde, sendo 46 relativas a medicamentos e 14 referentes a procedimentos como exames, terapias e cirurgias.

 Na lista de medicamentos, estão 24 antineoplásicos orais contra diversos tipos de câncer; 21 imunobiológicos para tratamento de doenças inflamatórias, crônicas e autoimunes, como psoríase, asma e esclerose múltipla; e um para tratamento de doença que leva a deformidades ósseas. Entre os procedimentos, estão exames, terapias e cirurgias para diagnóstico e tratamento de enfermidades do coração, intestino, coluna, pulmão, mama, entre outras (confira a lista completa ao final desse texto). Além disso, está sendo ampliada a cobertura de outros quatro procedimentos já existentes no Rol, através de alterações nas Diretrizes de Utilização (DUTs).  

Além das incorporações de tecnologias, estão sendo propostas outras 41 atualizações entre alterações em DUTs e aprimoramento de termos descritivos de procedimentos já elencados no Rol. Com isso, a Agência busca aprimorar a redação e consolidar regras previstas em entendimentos já divulgados pela ANS. 


As propostas de atualização analisadas hoje pela diretoria da ANS serão agora consolidadas e a minuta final de normativa seguirá para aprovação na próxima reunião dos diretores, prevista para ocorrer ainda este mês. Depois de publicada no DOU, as operadoras de planos de saúde terão 30 dias para se adequarem à norma, e na sequência as novas coberturas passarão a vigorar. O Rol de Procedimentos é válido para os beneficiários de planos de saúde contratados a partir de 02 de janeiro de 1999, os chamados planos novos, e para os usuários de planos contratados antes dessa data, mas que foram adaptados à Lei dos planos de saúde. 


Consulta pública 

No período em que esteve em consulta pública – de 08/10/2020 a 21/11/2020 – a ANS recebeu 30.658 contribuições para atualização do Rol, um aumento de 500% em relação à última consulta pública para revisão do Rol, realizada em 2017, que teve 5.259 contribuições. Do total de sugestões recebidas, 50% (15.242) foram relativas a procedimentos como consultas, exames e cirurgias; 47% (14.481) a medicamentos; e os 3% restantes relacionados a alterações em temos descritivos, no texto da Resolução Normativa e sobre as atualizações extraordinárias realizadas em 2020 por conta da pandemia de Covid-19. 

A maior parte das contribuições foi encaminhada por profissionais de saúde, seguido de pacientes e familiares, amigos ou cuidadores de pacientes. Clique aqui para mais informações sobre o processo de atualização do Rol. 




Lista das recomendações de incorporação 
MEDICAMENTOS 

Antineoplásicos orais (tratamento de câncer)
ABEMACICLIBE: mama 
RIBOCICLIBE: mama 
ALECTINIBE: pulmão 
ESILATO DE NINTEDANIBE: pulmão
OSIMERTINIBE: pulmão 
CABOZANTINIBE: rins
REGORAFENIBE: fígado 
LENVATINIBE: fígado 
COBIMETINIBE: melanoma 
DABRAFENIBE EM COMBINAÇÃO COM TRAMETINIBE: melanoma 

DA: próstata 
ENZALUTAMIDA: próstata 
CITRATO DE IXAZOMIBE: mieloma
LENALIDOMIDA_MIELOMA_IND1_REFRATÁRIO/RECIDIVADO: mieloma 
LENALIDOMIDA_MIELOMA_IND2_TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO: mieloma 
LENALIDOMIDA_MIELOMA_IND3_SEM TRATAMENTO PRÉVIO: mieloma 
LENALIDOMIDA_SIND. MIELODISPLÁSICA: mieloma 
IBRUTINIBE_LINFOMA DE CÉLULAS DO MANTO: linfoma
IBRUTINIBE_LLC_IND1_REFRATÁRIOS/RECAÍDOS: leucemia linfocítica crônica
IBRUTINIBE_LLC_IND2_PRIMEIRA LINHA: leucemia linfocítica crônica
VENETOCLAX_LLC: leucemia linfocítica crônica
VENETOCLAX_LMA: leucemia mieloide aguda 
MIDOSTAURINA_LMA: leucemia mieloide aguda 
NILOTINIBE_LMC: leucemia mieloide crônica 


Imunobiológicos (tratamento de doenças inflamatórias, crônicas e autoimunes)

ALENTUZUMABE: esclerose múltipla 
NATALIZUMABE: esclerose múltipla grave com rápida evolução 
OCRELIZUMABE: esclerose múltipla e formas recorrentes 
BETAINTERFERONA 1ª: esclerose múltipla 
ACETATO DE GLATIRÂMER: esclerose múltipla 
ADALIMUMABE: hidradenite supurativa (doença de pele crônica inflamatória)
OMALIZUMABE: urticária crônica 
ADALIMUMABE: uveíte  
BENRALIZUMABE: asma 
MEPOLIZUMABE: asma
OMALIZUMABE: asma 
ADALIMUMABE: psoríase 
ETANERCEPTE: psoríase 
GUSELCUMABE: psoríase 
INFLIXIMABE: psoríase 
IXEQUIZUMABE: psoríase 
SECUQUINUMABE: psoríase
USTEQUINUMABE: psoríase 
GOLIMUMABE: retocolite ulcerativa (doença inflamatória intestinal crônica)
INFLIXIMABE: retocolite ulcerativa 
VEDOLIZUMABE: retocolite ulcerativa  

Outros medicamentos
TERAPIA INTRAVENOSA COM ÁCIDO ZOLEDRÔNICO PARA DOENÇA DE PAGET (deformidades ósseas) 

PROCEDIMENTOS 

ENTEROSCOPIA DO INTESTINO DELGADO COM CÁPSULA ENDOSCÓPICA: exame para diagnóstico de sangramento intestinal de causa obscura
ABLAÇÃO PERCUTÂNEA POR CORRENTE DE CRIOABLAÇÃO PARA O TRATAMENTO DA FIBRILAÇÃO ATRIAL PAROXÍSTICA: terapia para tratamento de problema cardíaco
ENSAIO PARA DOSAGEM DA LIBERAÇÃO DE INTERFERON GAMA: exame para detecção de tuberculose latente em pacientes imunocomprometidos
ARTROPLASTIA DISCAL DE COLUNA VERTEBRAL: cirurgia para tratamento de problemas da coluna cervical
CIRURGIA ENDOSCÓPICA DA COLUNA VERTEBRAL – HÉRNIA DE DISCO LOMBAR: cirurgia para tratamento de hérnia de disco lombar
IMPLANTE TRANSCATETER DE PRÓTESE VALVAR AÓRTICA (TAVI): cirurgia para tratamento de problema cardíaco
RADIOTERAPIA INTRAOPERATÓRIA POR ELÉTRONS (IOERT): terapia para tratamento de câncer de mama

CONSULTA COM ENFERMEIRO OBSTETRA OU OBSTETRIZ
CALPROTECTINA, DOSAGEM FECAL: exame para detecção de inflamação intestinal
RAZÃO DO TESTE sFlt-1/PlGF: exame para diagnóstico de risco de pré-eclâmpsia
TERAPIA POR PRESSÃO NEGATIVA: terapia para cicatrização de feridas agudas ou crônicas e queimaduras de segundo e terceiro graus
OSTEOTOMIA DA MANDÍBULA E/OU MAXILAR COM APLICAÇÃO DE OSTEODISTRATOR: cirurgia para correção de deformidade na mandíbula
PD-L1 – DETECÇÃO POR TÉCNICAS IMUNOHISTOQUÍMICAS: exame para detecção de expressão do PD-L1 em material de biópsia de câncer de pulmão
FLT3 – PESQUISA DE MUTAÇÕES: exame para diagnóstico de leucemia mieloide aguda 

ALTERAÇÕES DE DIRETRIZES DE UTILIZAÇÃO (INCLUSÃO DE COBERTURA) 
TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA: amplia cobertura do procedimento para pacientes com glaucoma
IMPLANTE DE MONITOR DE EVENTOS (LOOPER IMPLANTÁVEL): amplia cobertura do procedimento para pacientes pós-acidente vascular cerebral criptogênico ou ataque isquêmico transitório com causa indeterminada com suspeita de fibrilação atrial
ANÁLISE MOLECULAR DE DNA: inclusão do exame de “SEQUENCIAMENTO COMPLETO DO EXOMA” para investigação de deficiência intelectual de causa indeterminada e inclusão de outras especialidades para a solicitação do procedimento Análise Molecular de DNA
TRANSPLANTE ALOGÊNICO DE MEDULA ÓSSEA: alinhamento com as indicações do Ministério da Saúde para o transplante de células tronco hematopoiéticas
 
Agência Nacional de Saúde Suplementar






Celular ajuda jovem com esclerose múltipla a se virar sozinho na quebrada...

 10/02/2021 



Com o acesso à internet e dispositivos móveis, Henrique de Oliveira, 27, morador do Parque Maria Alice, zona sul de São Paulo, e portador de esclerose múltipla, busca ferramentas para facilitar a acessibilidade a lugares e serviços essenciais da quebrada. 


Em seu cotidiano, o jovem lida com ruas esburacadas e pouca acessibilidade para circular em seu território. "A esclerose múltipla faz parte da minha vida literalmente: em pé, deitado. Tento esquecê-la, mas é difícil, pois ela está presente em cada centímetro do meu corpo", conta Oliveira, que precisa se adaptar constantemente.


"Essa é uma doença degenerativa que progride com o tempo. Desde então minha vida foi se transformando e fui me adaptando aos tratamentos, uma rotina exaustiva. Abdiquei do trabalho, a cada dia uma surpresa. Então a mudança me define, pois a minha vida é uma eterna metamorfose", diz. 


Para organizar melhor sua rotina e manter o sonho da cura, Oliveira está sempre em busca de informações científicas sobre possíveis tratamentos. Enquanto a cura não é descoberta, o jovem não mede esforços para encontrar tecnologias que possibilitem realizar tarefas do cotidiano com maior facilidade.


"Utilizo o celular para muitas das coisas que faço, como pagar contas, fazer compras, usar aplicativos de delivery, comunicação, entre outros", afirma Oliveira. 


Segundo ele, os aplicativos de mobilidade têm um grande impacto na sua locomoção pela cidade. Os aplicativos de transporte, por exemplo, são grandes aliados para evitar o trajeto de ir ao ponto de ônibus e pegar conduções lotadas, tendo que muitas vezes ir em pé. 


Outro fator que reforça a importância dos apps de transporte é o relevo do seu território, que ele define como uma região montanhosa.


 "A minha maior dificuldade é a locomoção, e por morar em região montanhosa acaba por ser ainda mais complicado. A acessibilidade é ruim, ruas esburacadas, moradores não respeitam calçadas e tomam posse", afirma.


Oliveira diz que "depende muito de aplicativos e não sabe como faria se não os tivesse" no seu dia a dia. Para ele, o uso dos apps é fundamental para sua autonomia. "Sou uma pessoa com comorbidades, diante disso, eu faço uso frequente de apps, tenho que resolver tudo pelo smartphone. Em 90% dos casos consigo resolver assim".


"Mesmo diante dessas adversidades, Oliveira destaca que a tecnologia o ajuda a dedicar a maior parte do seu tempo para cuidar do seu bem estar. "Gosto muito de cuidar do meu eu, da minha saúde, fazer musculação, do meu bem-estar psicológico, adoro aprender coisas novas e aperfeiçoar aquilo que já sei", afirma.

FONTE: https://www.uol.com.br/tilt/colunas/quebrada-tech/2021/02/10/celular-ajuda-jovem-com-esclerose-multipla-a-quebrar-barreiras-na-quebrada.htm


Justiça concede habeas corpus coletivo para cultivo de maconha.

 8 de fevereiro de 2021

Cultivo de maconha para uso medicinal foi autorizado pela Justiça.


SÃO PAULO – Uma associação que reúne pacientes que fazem tratamentos à base de derivados da maconha obteve na Justiça o primeiro habeas corpus coletivo do país que inibe a prisão de seus associados após cultivo da planta.


O ineditismo da medida se dá pelo fato de o habeas corpus ser o primeiro para esse tipo de pedido concedido na esfera criminal. O HC coletivo é um instrumento processual que visa resguardar os direitos de um determinado grupo.


Desde a última sexta-feira, 5, as Polícias Civil e Militar estão proibidas de realizar a prisão em flagrante dos associados e dos responsáveis da Cultive – Associação de Cannabis e Saúde, com sede na cidade de São Paulo.


Na prática, os integrantes da entidade não poderão ser presos pela realização do plantio e da produção de medicamentos à base de cânabis e nem por fornecer mudas da planta a seus associados que possuam ordem judicial para tal finalidade.


Em seu despacho, a juíza Andrea Barrea, do Departamento Técnico de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária, do Tribunal de Justiça de São Paulo, também proibiu a apreensão de equipamentos e componentes da cânabis utilizados pelos 21 associados da organização.


Todos os associados, segundo a magistrada, possuem laudos médicos que comprovam a necessidade do uso de substâncias extraídas da maconha para tratamentos contra epilepsia, dores crônicas, autismo e doença de Parkinson, entre outras.


Antes do habeas corpus coletivo favorável da Justiça paulista, as associações Abrace, Apepi e Canapse já tinham obtido na Justiça Federal da Paraíba e do Rio de Janeiro autorizações judiciais para cultivar maconha para fins medicinais -mas todas elas foram proferidas na esfera cível.


“Diferentemente das ações da esfera cível já promovidas, esta decisão representa o reconhecimento da Justiça criminal de que cuidar da própria saúde não pode ser considerado crime”, diz o advogado Ricardo Nemer, um dos integrantes da Reforma (Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas) que assinam o pedido de habeas corpus.


Os advogados da Reforma são os responsáveis por boa parte dos habeas corpus individuais que têm permitido em várias partes do país o uso da cannabis em tratamentos específicos.


Para a juíza, o HC movido pela entidade busca “a efetivação do princípio da dignidade, bem como dos direitos à vida e à saúde, os quais devem prevalecer sobre a proibição de se cultivar a planta de onde se extrai a substância utilizada especificamente para o tratamento dos pacientes em um contexto de necessidade, adequação e proporcionalidade”, escreveu.


A magistrada afirmou ainda que a inércia do Estado em criar legislação sobre o tema não pode servir de obstáculo à concretização do direito fundamental à saúde. Barrea autorizou que a Cultive produza até 448 plantas de cânabis por ano, número suficiente para promover o fluxo contínuo do extrato da planta aos associados da entidade.


O cultivo, realizado até então na casa dos diretores da associação, era considerado irregular. Após o HC, ele passa a ser feito num espaço alugado, diz Fábio Carvalho, cultivador e diretor da entidade. “Com mais estrutura, conseguiremos mostrar que é possível ter um cultivo coletivo, artesanal e de muita qualidade a baixo custo para aqueles associados que não conseguem ou não sabem produzir”.


Nos autos, a Polícia Civil de São Paulo se mostrou preocupada com a fiscalização da plantação da cânabis sob a responsabilidade da Cultive, que pode atingir proporções muito maiores do permitido.


“(Também) não é possível desprezar eventuais desvios dolosos, culposos, ou até mesmo não intencionais, como em hipótese de furto ou roubo das substâncias por terceiros, tendo em vista o grande consumo dessa droga de maneira ilícita”, afirmou a Polícia Civil.


A PM afirmou que “a via estreita do habeas corpus exige prova constituída e do abuso de poder reclamado, o que não se percebe no caso”. O Ministério Público também disse que o pedido não deveria ser apreciado por meio de habeas corpus.


Mas a juíza Andrea Barrea entendeu que não existe indício de que o ato de semear, cultivar e dispor da maconha seja compatível com o crime de tráfico de entorpecentes. “Ao contrário, dos autos extrai-se que o cultivo da planta decorre de razões médicas e humanitárias, conforme se depreende dos relatórios médicos”, argumentou.


A Cultive terá de fornecer relatórios semestrais sobre a necessidade de continuação do tratamento, via cânabis, de seus 21 associados “a fim de obter renovação do salvo-conduto”. A plantação também passará por fiscalizações periódicas das autoridades policiais.


Em caso de recurso, o HC poderá ser novamente analisado por colegiado do TJSP.


Guerra judicial

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo em 2019 mostrou que várias entidades defensoras do uso medicinal da maconha ingressaram na Justiça com ações para garantir o direito ao cultivo da planta por conta própria. Isso aconteceu após elas terem sido excluídas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) da proposta de regulação da cannabis para uso terapêutico.


As ações judiciais, como a da Cultive, têm base na lei 11.343, de 2006, que prevê que a União pode autorizar o plantio “exclusivamente para fins medicinais ou científicos, em local e prazo predeterminados e mediante fiscalização”.


Essas iniciativas, porém, batem de frente com a posição do governo Bolsonaro (sem partido), que tem se declarado contrário à regulação do plantio de cânabis, e de instituições como o Conselho Federal de Medicina, que diz que faltam evidências científicas sobre o tema.


Desde 2014, no entanto, o conselho autoriza a prescrição de canabidiol para crianças e adolescentes com epilepsia refratária ao tratamento convencional.


A partir de 2015, a importação de óleos e extratos à base de derivados da maconha no país, como o CBD (canabidiol), é permitida pela Anvisa mediante apresentação de laudos e receita médica. Mas os pacientes reclamam dos custos altos, o que faz com que muitos recorram ao autocultivo ou até mesmo ao mercado ilegal.


Já outras substâncias, como o THC, ainda são vistas com ressalvas por terem efeitos psicoativos – por outro lado, crescem estudos sobre efeitos terapêuticos da substância, presente no único medicamento já aprovado no país a base de cannabis, e indicado para esclerose múltipla.


As organizações também defendem que a produção artesanal de cannabis acaba por democratizar o acesso ao extrato da planta, considerado mais eficaz e seguro do que os compostos isolados.


FONTE:https://amazonasatual.com.br/justica-concede-habeas-corpus-coletivo-para-cultivo-de-maconha/

Quais são os tipos ou “formas” de Esclerose Múltipla?

Na EM há quatro formas de evolução diferentes identificadas:

>>> SÍNDROME CLÍNICA ISOLADA (CIS)

Damos o nome de CIS ao primeiro episódio (surto) de sintomas neurológicos sugestivos ou típicos de EM. Os sintomas que marcam esse episódio, que dura no mínimo 24 horas, envolvem inflamações e danos à mielina no sistema nervoso central. Nem toda CIS vai evoluir para um caso de EM e por isso mesmo, há situações de maior e menor probabilidade para isso.


A probabilidade de se desenvolver EM é maior quando a CIS é acompanhada por lesões cerebrais semelhantes às que aparecem na doença (quanto maior o número das lesões, maior a probabilidade) e que são visíveis através de ressonância magnética.


Por alguns critérios estabelecidos em 2010, é possível diagnosticar EM após uma CIS quando, na ressonância magnética, mostram-se evidências de lesões cerebrais anteriores e de inflamação em outras regiões do sistema nervoso. O tratamento precoce da CIS mostrou atrasar o aparecimento de novo surto e evolução da doença, motivo pelo qual, nesses casos, já se inicia alguma medicação específica.


>>> ESCLEROSE MÚLTIPLA REMITENTE RECORRENTE (EMRR)


A EMRR é a forma de evolução mais comum da doença e se caracteriza por repetidos ataques (surtos) com novos sintomas neurológicos. Esses ataques, ou recaídas, ou surtos, são seguidos por períodos de recuperação, parcial ou total, chamados de remissões. Durante uma remissão, os sintomas podem desaparecer, ou alguns deles podem persistir e se tornar permanentes. No entanto, durante o período da remissão, parece não haver progressão da doença.


A EMRR pode ser caracterizada como ativa, com episódios de sintomas e/ou atividades vistas pela ressonância magnética, ou não ativa. Ela também pode piorar, aumentando lenta e gradualmente a incapacidade do paciente dentro de um período após um surto, ou não piorar. A porcentagem aproximada de pessoas diagnosticadas com EMRR é de 85%.


>>> ESCLEROSE MÚLTIPLA PRIMARIAMENTE PROGRESSIVA (EMPP)


A EMPP é caracterizada por danos a funções neurológicas que, desde o início dos sintomas, progridem de forma lenta e contínua, sem que haja um surto (piora aguda ou subaguda) da doença. Ela pode ser caracterizada como ativa (lesões com atividade inflamatória - captação do contraste - detectadas pela ressonância magnética) ou não ativa. Aproximadamente 15% dos pacientes com EM são diagnosticados com EMPP.


>>> ESCLEROSE MÚLTIPLA SECUNDARIAMENTE PROGRESSIVA (EMSP)


Na EMSP, o paciente inicia sua evolução como uma forma com surtos, ou seja EMRR, e evolui após vários anos ou mesmo décadas de forma progressiva, ou seja, com piora lente e progressiva das suas limitações, mas já sem surtos agudos ou subagudos.


Dr. Leandro Calia - Neurologia Clínica


FONTE:www.drleandrocalia.com.br



Quais são os sintomas da Esclerose Múltipla?

 


Os sintomas que um paciente pode apresentar variam enormemente, tanto quanto aos tipos, quanto como a intensidade, duração, repercussão na função, ou seja, quanto incomodam na vida diária, atrapalhando ou não a qualidade de vida de cada indivíduo. Por isso mesmo, não devem ser comparados entre pacientes diferentes e obviamente não são obrigatórios. Há muitos pacientes completamente bem, sem nenhum sintoma.

Os sintomas podem ser:
1) Primários, ou seja, resultado da lesão direta da doença no sistema nervoso central (SNC);
2) Secundários, quando resultam dos sintomas primários e
3) Terciários correspondem aos efeitos acumulados da EM ao longo da vida, que dificultam o contato social, frustram a busca de vocações e geram efeitos psicológicos.

Os sintomas primários mais comuns são:

Fadiga: Ocorre em cerca de 80% dos pacientes não tratados. Pode ser o sintoma mais debilitante do paciente

Dificuldades no caminhar (marcha): Está relacionado a outros sintomas, como a fadiga, fraqueza, espasticidade e perda de equilíbrio.

Adormecimento e/ou Formigamento: Estão entre os sintomas mais comuns da doença e acometer qualquer parte do corpo.

Espasticidade: Rigidez (aumento do tônus muscular) e ocorrência de contrações musculares involuntárias nos membros, especialmente nas pernas.

Fraqueza: Também um sintoma muito comumente observado.

Alterações da visão: Em muitos casos, este é o primeiro sintoma da EM, e inclui problemas como visão borrada e dificuldade na percepção de contraste e na visão de cores.

Tonturas ou vertigem: Muitos pacientes com EM podem sentir perda de equilíbrio e a sensação de tontura não rotatória de difícil caracterização, descrita como “cabeça vazia” ou “cabeça leve”. Mais raramente há uma sensação de vertigem, tontura rotatória.

Problemas de bexiga: Cerca de 80% dos pacientes com EM não tratada experimentam disfunções da bexiga.

Problemas sexuais: Diferentes fatores ligados à EM, tais como danos ao sistema nervoso, a espasticidade, a fadiga e as alterações psicológicas podem afetar a vida sexual.

Problemas intestinais: Principalmente a constipação e a perda de controle do intestino.

Dor: Casos de dor aguda no curso da EM podem ocorrer, assim como a sensação de dor crônica, mas esta não é uma doença tipicamente dolorosa.

Alterções cognitivas: Podem ocorrer uma série de alterações nas atividades mentais superiores, tais com velocidade de processamento de informações novas, a concentração e a capacidade de aprender e lembrar novas informações.

Alterações emocionais: Principalmente as alterações do humor e a irritabilidade.

Depressão: Comumente observada

Ansiedade: Também muito comum

Os sintomas primários menos comuns são:

Problemas de fala: Geralmente acontecem mais tarde no curso da doença.

Dificuldade de deglutição: Conhecido pelos especialistas como disfagia.

Tremor: Que pode ser de diferentes tipos.
Convulsões: São raras.

Problemas respiratórios: Pessoas que sofreram enfraquecimento dos músculos do tórax devido à doença estão mais inclinadas a apresentar problemas respiratórios. Também são raros.

Coceira: Raramente.

Dor de cabeça: Apesar de este não ser um sintoma comum na EM, existem estatísticas sobre o aumento da frequência de certos tipos de dor cabeça nos pacientes com EM.

Perda de audição: Raramente

Os Sintomas Secundários são:
Infecções do trato urinário - devido à disfunção na bexiga.
Perda de tônus muscular
Alterações de postura
Osteoporose (diminuição da densidade óssea)
Dificuldades respiratória
Úlceras e feridas de pressão

Dr. Leandro Calia - Neurologia Clínica:


Edema pulmonar.

 


A principal causa do edema pulmonar  é a  insuficiência cardíaca, que  favorece o acúmulo de sangue nos vasos capilares dos pulmões e, consequentemente, o aumento da pressão sanguínea dentro deles.

Edema pulmonar é o nome que se dá ao acúmulo de líquido nos alvéolos e interstícios pulmonares, condição que afeta diretamente o processo de oxigenação do sangue indispensável à vida. Na maior parte das vezes, ele surge como consequência do extravasamento dos fluidos contidos nos vasos capilares, fluido que se deposita nos interstícios pulmonares (espaço entre os alvéolos) onde se dá a troca gasosa, dificultando a respiração.

Edema pulmonar pode ocorrer por aumento da pressão nos capilares pulmonares, ou porque os vasos se tornaram mais porosos e permeáveis, episódios que favorecem a passagem da água para o parênquima pulmonar. 

Ele pode ser de diferentes tipos:

edema agudo de pulmão – é uma emergência médica, de início súbito, causada pelo excesso de líquido proveniente dos vasos sanguíneos, que se deposita nos pulmões. Em geral, afeta pessoas com histórico anterior de distúrbios cardiovasculares;
edema crônico de pulmão – é um transtorno de evolução mais lenta, com frequência causado por cardiopatias (doenças que acometem o coração), tais como as causadas por hipertensão arterial, infarto do miocárdio, doença das válvulas do coração, entre tantas outras. Nesses casos, a dificuldade para respirar piora com o movimento;
edema pulmonar de grande altitude (EPGA) – é uma desordem que se manifesta, especialmente, quando a pessoa se submete a mudanças bruscas de altitude sem respeitar o tempo necessário para adaptar-se às novas exigências do organismo, em virtude da rarefação do ar e da queda na concentração de hemoglobina. Também conhecido por “Doença das alturas” e “Mal da montanha”, pode acometer pessoas de todas as idades independentemente do preparo físico e das condições de saúde;
edema pulmonar neurogênico – é um tipo pouco comum de edema pulmonar, causado por lesões neurológicas que comprometem o sistema nervoso central. 
 

CAUSAS DO EDEMA PULMONAR

Insuficiência cardíaca é a principal causa do edema pulmonar. Ela se instala, especialmente, quando o comprometimento afeta o lado esquerdo do coração, área responsável pelo bombeamento do sangue arterial vindo dos pulmões para irrigar todo o organismo.

Essa perda de função cardíaca favorece o acúmulo de sangue nos vasos capilares dos pulmões e, consequentemente, o aumento da pressão sanguínea dentro deles, eventos que facilitam o extravasamento de líquidos e sua retenção no tecido pulmonar.

CLASSIFICAÇÃO
 

De acordo com a causa, o excesso de líquidos nos pulmões característico do edema pulmonar pode ser classificado em cardiogênico e não cardiogênico.

Cardiogênico, quando está ligado, direta ou indiretamente, a doenças do coração. Em geral, ocorre quando o ventrículo do lado esquerdo não consegue bombear a quantidade de sangue necessária para os pulmões, a pressão no sistema aumenta e os fluidos extravasam para os alvéolos.

Edema pulmonar não cardiogênico tem como causa outras patologias (meningite, esclerose múltipla, pneumonia, doença de Chagas) lesões na medula espinhal e traumatismos cranianos, consumo exagerado de certos medicamentos, do tabaco e do álcool e de outras drogas, por exemplo.

 

SINTOMAS DO EDEMA PULMONAR
 

Sinais e sintomas do edema pulmonar podem variar de acordo com a causa do distúrbio. De qualquer modo, em maior ou menor grau, a falta de ar é o sintoma predominante, já que a presença de líquido nos alvéolos e interstícios pulmonares exige maior esforço para respirar e dificulta a oxigenação do sangue.

No edema pulmonar agudo, os sintomas se instalam de repente, quando os pulmões se enchem com o líquido extravasado dos vasos sanguíneos e o coração não consegue bombear o sangue adequadamente. A dificuldade para respirar, que piora com o movimento ou quando a pessoa se deita, pode vir acompanhada de agitação intensa, ansiedade, tosse seca ou produtiva com expectoração espumosa e sinais de sangue. Sensação de afogamento, taquicardia, sudorese intensa, cianose (coloração arroxeada na pele, nos lábios e na ponta dos dedos) são outros sintomas possíveis. Nos casos mais graves, o quadro pode evoluir rapidamente para colapso do sistema respiratório e morte.

No edema pulmonar crônico, a dificuldade para respirar agrava com o esforço físico e quando a pessoa se deita, mas alivia na posição sentada. Ganho de peso rápido, inchaço nos membros inferiores em virtude da retenção de líquidos no organismo, chiado no peito, fadiga extrema, crises de tosse com expectoração rosada são sintomas também comuns nesse tipo de edema, que se desenvolve lentamente, e pode perdurar por longo tempo.

Quanto ao edema de alta altitude, em muitos aspectos os sintomas são semelhantes aos do edema agudo de pulmão. Entre eles, é importante destacar: dor de cabeça que surge de repente e vai aumentando de intensidade, falta de ar após esforço físico, tosse, taquicardia, febre baixa, dor e chiado no peito, fraqueza.

No que se refere ao edema pulmonar neurogênico, é uma condição relativamente rara, que pode ocorrer após danos cerebrais causados por traumatismo cranioencefálico, cirurgia cerebral e crises convulsivas.


FATORES DE RISCO
 

A insuficiência cardíaca é uma doença crônica, de longa evolução, que impede o coração de exercer adequadamente suas funções. Assim como as demais doenças que elevam a pressão no coração, ela constitui fator de risco para a formação de edemas pulmonares.

De um lado, ela é o sinal de uma doença, que afetou a capacidade de o coração bombear o sangue na medida necessária para atender às necessidades de oxigênio e nutrientes do organismo. De outro, representa um fator de risco para a formação de edemas pulmonares. Entretanto, não é o único. Entre eles, vale mencionar ainda a ocorrência de episódios anteriores de edemas, doenças como diabetes, DPOC, tuberculose, apneia do sono, infecções virais, o uso de drogas, a inalação de fumaça e a exposição brusca a altitudes acima de 2.500m.

Hipóxia (baixa concentração dos níveis de oxigênio nos tecidos do corpo), síndrome do desconforto respiratório agudo, hipertensão pulmonar secundária e derrame pleural são complicações graves do edema pulmonar, que podem ser fatais.

DIAGNÓSTICO DO EDEMA PULMONAR
 

Dada a gravidade que a doença pode representar, num primeiro momento, o diagnóstico do edema pulmonar é essencialmente clínico, baseado no exame físico, nos sinais e sintomas apresentados e, na medida do possível, no levantamento do histórico do paciente.

Vencida essa primeira etapa de atendimento, o médico certamente irá solicitar exames, sejam laboratoriais ou de imagem, a fim de confirmar o diagnóstico, identificar as causas específicas da doença e orientar o tratamento. Esse é o caso de alguns exames de sangue – dosagem de sódio e potássio e dos marcadores de função renal – e dos exames de raios X e tomografia de tórax, importantes também para estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças, e da oximetria de pulso, que avalia a quantidade de oxigênio presente na corrente sanguínea.

Por sua vez, tanto o eletrocardiograma e o ecocardiograma, quanto a ultrassonografia dos pulmões, já demonstraram ser recursos úteis para diagnóstico e tratamento do edema pulmonar.

 

PREVENÇÃO
 

A única maneira de prevenir o edema pulmonar, é promover mudanças no estilo de vida que permitam evitar os fatores de risco e que possam induzir recidivas da doença.
Para tanto, é fundamental:

praticar atividade física com regularidade;
manter sob controle a pressão arterial, os níveis de glicose, colesterol e triglicérides no sangue, bem como o peso corpóreo;
dar preferência uma dieta saudável, equilibrada e com baixo teor de sal;
ficar distante do cigarro e do álcool;
tratar as doenças de base que possam favorecer a formação de novos edemas pulmonares.
 

TRATAMENTO DO EDEMA PULMONAR
 

Não existe tratamento específico para o edema pulmonar, doença grave que pode levar a óbito, mas que também pode ser curada, se receber atendimento rápido e adequado. Daí, a importância de encontrar a causa responsável pelo aumento do conteúdo líquido nos pulmões e propor o tratamento apropriado.

Nos casos de edema agudo de pulmão, a primeira medida terapêutica consiste em fornecer oxigênio a 100% por meio de máscara facial, cânula nasal ou máscara de pressão positiva. Às vezes, é necessário recorrer a ventiladores mecânicos para diminuir o esforço respiratório.

Paralelamente, são introduzidos medicamentos – diuréticos, vasodilatadores, anti-hipertensivos – que ajudam a controlar a presença de líquido no organismo e aqueles indicados para o tratamento da causa que determinou o episódio de edema pulmonar, a fim de selecionar o melhor procedimento terapêutico.

 

RECOMENDAÇÕES
 

Procure assistência médica de emergência pelo telefone 192 (SAMU), ou 193 (Corpo de Bombeiros), se você ou alguém perto de você apresentar sintomas característicos de insuficiência cardíaca e do edema pulmonar. Esses serviços estão preparados para providenciar rápido atendimento de forma a evitar complicações graves que podem ser fatais. Nessas condições, nunca vá dirigindo para o hospital ou posto de saúde. Peça a um parente ou amigo para acompanhá-lo;
Nunca se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes ouvir a opinião do médico que recomendou o tratamento;
Mantenha a atividade física regular, evite o excesso de peso, controle a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue. Esse é um bom caminho para viver mais e melhor.

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE EDEMA PULMONAR
 

Quais os sintomas do edema pulmonar?

Os sintomas do edema pulmonar podem variar de acordo com sua causa.

No edema pulmonar agudo, os sintomas se instalam de repente, quando os pulmões se enchem com o líquido extravasado dos vasos sanguíneos e o coração não consegue bombear o sangue adequadamente. A dificuldade para respirar, que piora com o movimento ou quando a pessoa se deita, pode vir acompanhada de agitação intensa, ansiedade, tosse seca ou produtiva com expectoração espumosa e sinais de sangue. Sensação de afogamento, taquicardia, sudorese intensa, cianose (coloração arroxeada na pele, nos lábios e na ponta dos dedos) são outros sintomas possíveis.

No edema pulmonar crônico, a dificuldade para respirar agrava com o esforço físico e quando a pessoa se deita, mas alivia na posição sentada. Ganho de peso rápido, inchaço nos membros inferiores em virtude da retenção de líquidos no organismo, chiado no peito, fadiga extrema, crises de tosse com expectoração rosada são sintomas também comuns nesse tipo de edema, que se desenvolve lentamente, e pode perdurar por longo tempo.

 

O que  é edema agudo de pulmão?

O edema agudo de pulmão é uma emergência médica, de início súbito, causada pelo excesso de líquido proveniente dos vasos sanguíneos, que se deposita nos pulmões. Em geral, afeta pessoas com histórico anterior de distúrbios cardiovasculares.