PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO NO BRASIL SEGUE RITMO DO EXTERIOR

14 de maio de 2011 17h59 

Cientistas defendem a utilização das células-tronco embrionárias em pesquisas

Foto: Getty Images



As pesquisas com células-tronco se mostram uma promessa na medicina regenerativa. Cientistas de diversos países apostam que inúmeras doenças, entre elas o diabetes, o mal de Parkinson e as lesões de medula possam ser tratadas pela substituição ou correção de células ou tecidos defeituosos. Para a diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH) e professora da Universidade de São Paulo (USP), Mayana Zatz, o trabalho feito no Brasil "está em um ritmo comparável com o do exterior".
"Há vários estudos sendo feitos. No Centro do Genoma a gente faz pesquisas que chamamos de pré-clínicas, ou seja, nós estamos injetando células-tronco de diferentes modelos em animais, com resultados bem interessantes", afirma a professora.
Além de tratar doenças, a terapia celular com células-tronco pode representar um grande avanço nas técnicas de transplante de órgãos existentes atualmente. Se as pesquisas derem certo, no futuro deverá ser possível fabricar tecidos e órgãos em quantidade suficiente para todos, colocando um fim nas longas filas de transplante.
Ao contrário das demais células, as células-tronco possuem grande capacidade de transformação. Elas são encontradas em embriões, no cordão umbilical e em tecidos adultos, como o sangue, a medula óssea e o trato intestinal. Outra característica é a capacidade de autorreplicação, ou seja, de gerar cópias idênticas de si mesmas.
A diferença entre os tipos de célula-tronco, porém, indica o uso que poderá ter. Nesse aspecto, as embrionárias (CTE) se destacam por serem as únicas capazes de gerar todos os tecidos humanos. Entretanto, a possibilidade de obter as células de embriões não utilizados e congelados em clínicas de fertilização gera controvérsias. Os opositores da medida argumentam que as pesquisas poderiam gerar um comércio de embriões. Eles também questionam a destruição dos embriões, alegando não ser ético destruir uma vida para salvar outra.
Os argumentos são rebatidos pela equipe do CEGH, que defende que as células obtidas de embriões de má qualidade, que não teriam potencial para gerar uma vida, mantêm a capacidade de criar linhagens de células-tronco embrionárias em laboratório e, portanto, de gerar tecidos. Ao usar células-tronco embrionárias com potencial baixíssimo de gerar indivíduos para pesquisas, o Centro de Estudos do Genoma Humano acredita que estaria contribuindo para preservar vidas.
No Brasil, a Lei de Biossegurança aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em maio de 2008, autoriza a realização de pesquisas com células-tronco adultas e embrionárias, porém impõe certos limites. No caso das CTE, só podem ser pesquisados os embriões estocados em clínicas e considerados excedentes, por não serem colocados em útero, ou inviáveis, por não apresentarem condições de desenvolver um feto.
Já as células-tronco chamadas mesenquimais (CTM) têm o potencial de formar vários tecidos importantes, como músculo, osso, cartilagem e tecido adiposo e estão presentes em grande quantidade no tecido do cordão umbilical. Mas foram as células IPS (Induced Pluripotent Stem-cells, em inglês) que se tornaram uma espécie de "coringa" das pesquisas.
Em 2007, dois grupos independentes de pesquisadores japoneses e americanos mostraram que seria possível reprogramar células adultas - fibroblastos retirados da pele - e fazê-las voltar ao estágio de células-tronco embrionárias, por meio da ativação de alguns genes. A técnica, iniciada em camundongos, foi posteriormente replicada com células humanas e hoje é rotina em vários laboratórios ao redor do mundo.
Novas fontes de células-tronco
A equipe do Centro de Estudos do Genoma Humano também descobriu novas fontes de células-tronco. A primeira foi obtida do músculo orbicular do lábio. Os pacientes portadores de fissura lábio palatina, normalmente chamada de lábio leporino, precisam realizar uma cirurgia corretiva. Neste procedimento, pequenos fragmentos do músculo orbicular do lábio são regularmente descartados e, a partir deles, células podem originar osso, cartilagem, músculo e gordura "in vitro".
Esta nova fonte de células-tronco poderá ser utilizada para a realização de enxertos ósseo alveolares nos pacientes portadores de fissuras lábio palatinas, eliminando a necessidade de remover osso do próprio paciente para realização do enxerto, e abrindo novas perspectivas para a terapia celular em regeneração óssea. Outra fonte descoberta por acaso é a trompa de falópio, também descartada em cirurgias de esterilização.
Os pesquisadores brasileiros desenvolvem estudos relacionados ao uso de células-tronco e terapia celular em doenças neuromusculares, síndromes e malformações congênitas craniofaciais. "Esperamos que, em não muito tempo, a gente possa começar a fazer pesquisas clínicas (com pacientes). Mas é importante deixar claro que ainda são pesquisas. Quando se fala de pessoas, já recebemos no dia seguinte um milhão de e-mails de gente se oferecendo como cobaias, e não é assim. Esses estudos estão ainda em fase de pesquisa e no momento são realizados somente em modelos animais", diz a cientista Mayana Zatz.
"Os estudos são muito promissores, mas ainda não permitem a aplicação em seres humanos. Há esperanças, mas por enquanto, não é possível definir prazos", afirma.

FONTE:   http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5125805-EI8147,00-Pesquisa+com+celulatronco+no+Brasil+segue+ritmo+do+exterior.html

TREMOR OCULAR PODE ESCONDER DOENÇAS

Matéria publicada em 14/05/11



Esclerose múltipla, catarata e labirintite podem estar associadas ao movimento involuntário dos olhos.

Uso de lentes de contatos e óculos com prismas estão entre as opções para amenizar os tremores.

O tremor ocular involuntário, rítmico, oscilatório e repetitivo, chamado de nistagmo, tem a importante missão de chamar a atenção para problemas oftalmológicos e neurológicos.
"O nistagmo é um movimento involuntário dos olhos, geralmente de um lado para outro, que dificulta drasticamente a formação das imagens e leva a uma baixa visual intensa", explica o oftalmologista Mario Jampaulo, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).
Segundo ele, esses movimentos também podem ser verticais ou circulares e surgir isoladamente ou associados a doenças como esclerose múltipla, catarata e labirintite.

Estima-se que este tremor ocular afete uma a cada mil pessoas. Em geral, o nistagmo provoca incapacidade de fixar imagens e uma significativa baixa visual, especialmente para a visão a distância. Esta disfunção pode ser congênita ou adquirida.

O oftalmologista lembra que o nistagmo congênito difere do iniciado na fase adulta. Na infância, o tremor pode ter causas relacionadas a um defeito do olho ou na relação de comunicação entre o olho e o cérebro. O problema pode ser hereditário e associado à catarata, doenças na retina, ou albinismo e é percebido com frequência em pacientes com síndrome de Down.

"O nistagmo adquirido pode ser um sintoma de esclerose múltipla ou estar associado a uma lesão neurológica aguda, trauma ocular intenso, labirintites, desordens na mácula (região central da retina responsável pela formação da imagem), dentre outras doenças", completa.




Tratamento
A doença pode ser controlada, de acordo com o especialista, com artifícios que minimizam a frequência dos tremores e melhoraram a qualidade de vida dos pacientes, principalmente nas crianças. Não há cura. "Na infância há mais facilidade de adaptação do que na fase adulta. Portanto, é importante um apoio educacional para ajudar no processo de focalização de imagens e para promover um bom condicionamento visual. Nesses casos, é imprescindível que a criança tenha os mesmo recursos daqueles que têm visão subnormal desde o material didático, computadores com letras aumentadas, lupas e ampliadores", orienta Jampaulo.

Os recursos para o tratamento do nistagmo são a ortóptica (oclusão alternada), uso de óculos com prismas para corrigir o mau posicionamento da cabeça e a troca dos óculos por lentes de contato. Há ainda o tratamento à base de medicamentos que inibem os tremores e o procedimento cirúrgico sobre os músculos dos olhos em busca de melhoria da acuidade visual. "Atualmente, existem estudos que avaliam a influência da toxina botulínica nesses músculos com a intenção de diminuir o ritmo dos tremores", comenta.

CONHEÇA AS TÉCNICAS DA MASSAGEM RÍTMICA.

Sexta-feira, 13 de maio de 2011 - 16h41
 
Na massagem, a mão do terapeuta é capaz de imitar as formas do movimento do calor, da água e do ar

Desenvolvida a partir da massagem clássica, a massagem rítmica existe desde o começo do século XX. Diferente das demais massagens, a massagem rítmica baseia-se no conhecimento de todo o corpo humano e nas interações entre os sistemas neuro-sensorial (cabeça), rítmico (tronco) e metabólico-motor (membros).

“São dois os pontos centrais da massagem rítmica: a revitalização e harmonização do corpo”, afirma Márcia Marques, massagista responsável pela formação em Massagem Rítmica no Brasil.

A especialista ainda explica que a massagem rítmica é bem suave, com toques de sucção e não de pressão. “A mão pulsa como um coração sobre a pele, estimulando o sistema rítmico que promove a saúde em todo o organismo”.

Considerada uma terapia integrada à área médica antroposófica, a massagem rítmica é indicada para bebês, crianças, jovens, adultos e idosos. A restrição é feita somente para pessoas que apresentem febre ou processos infecciosos e inflamatórios, pois os movimentos na pele podem estimulá-los.

De acordo com a massagista, “o ritmo desta massagem procura harmonizar os processos de decomposição e formação de substâncias corpóreas. Na massagem, a mão do terapeuta é capaz de imitar as formas do movimento do calor, da água e do ar, trabalhando de maneira calórica, fluida e aérea. Ritmos como a mudança de estações do ano, acordar e adormecer, inspirar e expirar, são como o ritmo de ligar e soltar da massagem”, comenta.

O uso da massagem rítmica pode ser aplicado a uma ampla gama de doenças e de dificuldades físicas, psicológicas e de desenvolvimento do indivíduo, podendo ser especialmente efetiva em: distúrbios circulatórios (como pressão alta ou baixa), respiratórios (como asma), digestivos (como intestino preso), neurológicos (como esclerose múltipla), psicológicos (como estresse), depressões, insônia, enxaqueca, obesidade, deficiências imunológicas, entre outras patologias.

Para Dra. Elaine Marasca, vice-presidente da ABMA (Associação Brasileira de Medicina Antroposófica), “a massagem rítmica ajuda muito no tratamento de diversas patologias. É uma terapia bastante utilizada e indicada por nós médicos antroposóficos, por apresentar ótimos resultados para o paciente”, diz.

Na aplicação da massagem rítmica são empregados óleos e pomadas. “Dependendo do quadro do paciente é utilizado um tipo de óleo. O óleo com perfume de lavanda, por exemplo, acalma, já o de alecrim é mais estimulante. As pomadas produzidas com metais (cada metal corresponde a um órgão do nosso corpo segundo a Medicina Antroposófica)  também são usadas dependendo da necessidade do paciente”, conclui a massagista.

CÉLULAS-TRONCO REGENERAM TECIDOS DO PULMÃO

Uma célula-tronco pulmonar tem potencial de oferecer aos que sofrem de enfermindades crônicas do pulmão uma opção de tratamento totalmente nova.

 

A corrida desenfreada para registrar as patentes dos tratamentos está causando obstáculos ao progresso científico.
Washington - Pesquisadores americanos descobriram células-tronco pulmonares que têm um papel crucial na regeneração dos tecidos do pulmão, revela a última edição do New England Journal of Medicine.


Segundo o Dr. Piero Anversa, principal autor do estudo e diretor do Centro de Medicina Regenerativa do Hospital Brigham and Women, em Boston (Massachusetts), a pesquisa revelou pela primera vez uma célula-tronco pulmonar que tem potencial de oferecer aos que sofrem de enfermindades crônicas do pulmão uma opção de tratamento totalmente nova, regenerando e reparando as partes danificadas.
"Estas células pulmonares são capazes de regenerar-se e de formar estruturas biológicas múltiplas do pulmão, como brônquios, alvéolos e vasos", explicou o médico.
Segundo Joseph Loscalzo, médico do hospital Brigham and Women e co-autor do estudo, estas são as primeiras etapas essenciais para se desenvolver tratamentos clínicos para quem sofre de doenças pulmonares contra as quais não existe nenhum tratamento".
O trabalho, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, destaca que estudos prévios já mostravam que os cientistas eram capazes de criar células usando células-tronco embrionárias, mas essa célula-tronco foi isolada usando amostras cirúrgicas do tecido de um pulmão adulto.
De acordo com Loscalzo, "é preciso fazer pesquisas mais avançadas, mas estamos empolgados com o impacto que essa descoberta pode ter em nossa capacidade de tratamento".
Terapias celulares em doenças pulmonares têm sido estudadas há tempos porque o pulmão é um órgão extremamente complexo, com uma grande variedade de tipos de células que podem ser renovadas em diferentes níveis.
Doenças pulmonares são a terceira maior causa de mortes nos Estados Unidos, após ataques do coração e câncer, de acordo com o NIH.


ESTUDO EM PLENÁRIAS AVANÇA ENTENDIMENTO SOBRE CÉLULAS-TRONCO

Maria Fernanda Ziegler, iG São Paulo | 12/05/2011 15:20

Cientistas estão pesquisando mecanismo do animal em reconstruir cabeça e rabo para entender potencial de células-tronco em humanos




A planária, um verme em forma de seta que vive em córregos, está contribuindo para o entendimento sobre a regeneração de tecidos em humanos. O animal tem uma capacidade impressionante de recompor partes do corpo, levando cerca de uma semana para reconstruir cabeça e rabo que foram perdidos. Agora, cientistas começam a entender a receita deste poder extraordinário das planárias. A descoberta de como os animais coordenam isto é a chave para entender este potencial em tratamentos humanos.
Pela primeira vez, pesquisadores da Universidade de Cambridge conseguiram mostrar provas concretas de que planárias adultas produzem células-tronco pluripotentes. O diferencial é preponderante para a reconstrução completa do animal. A célula-tronco pluripotente é uma espécie de curinga genético, capaz de se converter em qualquer outro tipo de célula do corpo, como neurônios, músculos, células sanguíneas, por exemplo. Na maioria dos animais, inclusive humanos, as células pluripotentes só são encontradas em células-tronco embrionárias. Os pesquisadores conseguiram identificar que nas planárias estas células persistem ao longo da vida adulta.
“Esperamos que a compreensão dos mecanismos moleculares que dão às planárias a capacidade de avaliar o que deve ser regenerado e também quais são as diferenças entre organismos altamente regenerativos e organismos com menor potencial de regeneração, como os humanos, se transforme em avanços para a medicina regenerativa”, disse ao iG Peter Reddien, autor do estudo publicado no periódico científico Science. O pesquisador ressalta que a comparação pode dar bons resultados, visto que a maioria dos genes das planárias tem seus pares no genoma humano.
O segredo da planária
Os pesquisadores descobriram que células das planárias chamadas neoblastos, necessárias para regenerar seus tecidos, podem ser isoladas individualmente e colocadas em outros vermes. O poder de regeneração das planárias tem intrigado cientistas desde o século 17, mas cientistas ainda não tinham certeza de como funcionava este mecanismo, se a regeneração do animal era estimulada por todas as células-tronco ou por uma específica.

Para entender melhor os mecanismos, pesquisadores da equipe de Reddien deram uma dose de radiação nas planárias que matou células comuns. Como a regeneração era creditada aos neoblastos, a equipe de pesquisa usou uma dose de radiação baixa o suficiente para deixar algumas destas células vivas.
A equipe então transplantou clones destes neoblastos em planárias que receberam doses maiores de radiação e que não tinham seus próprios neoblastos. Como as células do doador se distinguiam das do receptor, os pesquisadores demonstraram que os neoblastos clonados e transplantados se multiplicaram e substituíram todos os tecidos do hospedeiro.

Mas a habilidade da planária não para por aí. Em outro estudo, a equipe descobriu que os animais são capazes de orientar os tecidos nos locais onde acontecem as feridas, ou perda dos órgãos. A orientação está relacionado com a ativação do gene Wnt. Eles observaram que quando a cabeça ou o rabo da planária é cortado, o gene é ativado.
“Os resultados sugerem que o animal ‘decide’ o que precisa ser regenerado, em parte pelo uso de pistas que indicam a direção da ferida”, disse, Christian Pettersen, do Instituto de Biomedicina da Universidade de Cambridge e também autor do estudo, juntamente com Peter Reddien. “Isto significa que a decisão de regenerar a cabeça ou o rabo exige sensibilidade nos locais da ferida”, disse.


Quando o médico adoece


A médica Soraya Hissa de Carvalho é um exemplo de superação, convive com a Esclerose Múltipla fazendo o que mais gosta: atender seus pacientes.



Muitas pessoas comentaram, na última semana, a volta da atriz Cláudia Rodrigues à TV. Ela integra o elenco do programa Zorra Total, da Rede Globo e estava afastada do trabalho há um ano e três meses devido às dificuldades em andar, falar e na memória, conseqüências da Esclerose Múltipla, doença que descobriu ser portadora no ano 2000. 


A atriz surpreendeu o público e os colegas ao voltar ao trabalho e, em entrevista à revista Época, disse que ficou muito assustada com o diagnóstico da Esclerose Múltipla, pois não sabia ao certo o que isso significava. A doença, pouco falada, ainda é desconhecida por muitas pessoas. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope em agosto de 2010, aproximadamente, 70% dos brasileiros acredita que a Esclerose Múltipla atinge mais os idosos. 


“Só com a divulgação de informações sobre a doença é que podemos ficar atentos aos sinais que o corpo nos dá, tratar a doença o mais rápido possível e de forma adequada”, diz a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho. Portadora da doença, a médica explica que a Esclerose Múltipla é uma doença do Sistema Nervoso Central, auto-imune, que se caracteriza pela perda da mielina, substância que reveste os neurônios. 


A doença é mais comum em mulheres entre 20 e 40 anos. Na maioria das vezes, a fase inicial da Esclerose Múltipla é sutil com sintomas, como visão turva ou pequenas alterações no controle da urina, que passam rápido, mas voltam depois de um período. “Devido a isso, a pessoa pode passar dois ou três anos apresentando pequenos sintomas sensitivos sem dar importância aos sinais porque em três ou quatro dias eles desaparecem”, explica Soraya.


No geral, os sintomas da doença são: problemas visuais, distúrbios da linguagem, da marcha, do equilíbrio, da força; fraqueza transitória no início da doença, em uma ou mais extremidades; dormências, com períodos às vezes de melhoras e pioras, sendo que quando predomina na medula, as manifestações motoras, sensitivas e esfincterianas se encontram geralmente presentes, existindo raramente dor. 


Segundo Soraya, nos primeiros cinco anos é comum o portador ter surtos e a milelina regenerar, mas, depois, não há recuperação espontânea e o paciente vai acumulando dificuldades de equilíbrio e movimento. Por isso, ao diagnosticar a doença, o tratamento deve ser seguido corretamente, pois ajuda a evitar os surtos e suas conseqüências.


Exemplo de superação dentro do consultório 


A médica Soraya Hissa de Carvalho descobriu ser portadora de Esclerose Múltipla em 2001. A partir daí, a doença degenerativa foi ganhando espaço. Três meses depois, Soraya perdeu a visão do olho esquerdo, já andava com dificuldades e perdia a sensibilidade do corpo, progressivamente. Em 2002, perdeu o controle do sistema urinário, a total sensibilidade dos membros inferiores e teve a outra visão afetada. Ficou acamada durante um ano, numa época de perdas financeiras e afetivas. 


Meses depois, Soraya foi recuperando a saúde, processo irreversível para portadores da doença. Apesar da fraqueza, da insensibilidade do corpo e da debilidade visual, a médica foi recuperando a auto-estima, passou a ativar e trabalhar o cérebro e, demonstrando muita força de vontade, dedicou-se cada vez mais ao estudo, como sempre fez em toda sua vida. Hoje, Soraya voltou a praticar a medicina através de palestras e cursos e vive com a missão de ajudar as pessoas, transmitindo todo seu conhecimento e experiência de vida.


Soraya Hissa de Carvalho é especialista em endocrinologia e metabologia, geriatria e reabilitação, psiquiatria, medicina tradicional chinesa, medicina psicossomática, psicooncologia e tanatologia, neurociência e comportamento, suicidologia e psicanálise.


Linhaça germinada possui mais nutrientes saudáveis






Uma ótima opção de acompanhamento nas refeições. Por ser rica em proteínas, vitaminas, carboidratos, entre outros, a linhaça é uma aliada para quem procura saúde e alimentação saudável.


A nutricionista e colunista do portal Doce Limão, Mônica de Oliveira Costa, destacou os benefícios da linhaça germinada. A maneira mais prática de incentivar a germinação das sementes é colocá-las de molho na água em temperatura ambiente por oito horas antes de consumir. Para cada colher de sopa de linhaça, dez colheres de sopa de água. “A germinação é importante porque a água desperta a semente para começar a brotar, estimulando a produção de nutrientes em seu interior”, explicou.

Os tipos de gorduras encontradas na linhaça são de ótima qualidade. Segundo a nutricionista, o Ômega 3 é a principal gordura poliinsaturada e por isso contribui para o metabolismo humano com capacidade de reduzir as gorduras ruins, além de prevenir a hipercolesterolemia e a trombose. “A linhaça possui propriedades antiinflamatórias e é indicado para aliviar os sintomas de psoríase, peles secas, eczemas, espinhas e esclerose múltipla. Também é antioxidante, fortalecendo o sistema imunológico”, afirmou.

Muitos ainda têm dúvidas se as linhaças marrons e douradas possuem diferenças nutricionais. As duas espécies constituem os mesmos nutrientes, porém, com proporções mínimas entre as duas.

Fonte: http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=saude&id=22560

Nova técnica faz com que o tecido cardíaco se repare sozinho





O novo método é uma terapia celular revolucionária que trata danos no coração causados por ataques cardíacos, conhecidos como infarto do miocárdio.
Para isso, os pesquisadores extraíram as células do miocárdio, que é um músculo do coração humano, e deixaram uma “armação” de proteína que é preenchida com células progenitoras mesenquimais humanas, que são células-tronco que se diferenciam em outros tipos celulares.
A armação também possui propriedades mecânicas e uma arquitetura sólida. Os pesquisadores criaram “adesivos” que foram colocados no tecido cardíaco danificado, onde lançaram as proteínas que incentivaram o tecido original a se “auto reparar”, bem como estimularam o crescimento de novos vasos sanguíneos.
A plataforma controlável também tornou mais fácil encontrar “mecanismos de sinalização”, que ajudam o processo de reparação. A nova técnica usa pela primeira vez duas células de reparo humano – que foram condicionadas em cultura in vitro – para melhorar o fluxo sanguíneo e revascularizar o tecido infartado, e uma armação totalmente biológica, para melhorar a sobrevivência da célula.
Muitas dessas células morrem devido a problemas como fornecimento de sangue, mas agora, os pesquisadores podem “remendar” o coração para incentivar o crescimento celular.
A plataforma é adaptável e os engenheiros acreditam que poderia ser facilmente estendida para trabalhar com outros tipos de células-tronco humanas.
Segundo os pesquisadores, “instruir” as células para formarem tecidos humanos, fornecendo-lhes o ambiente certo, é fantástico. As células são os verdadeiros engenheiros; eles apenas projetam os ambientes para que elas possam fazer seu trabalho.
Como esses ambientes precisam imitar o ambiente nativo de desenvolvimento das células, o progresso no campo é impulsionado pelo trabalho interdisciplinar de bioengenheiros, biólogos especializados em célula-tronco, e clínicos.
Ao permitir a regeneração e renovação de tecidos danificados, o estudo pode ajudar as pessoas a viverem mais e melhor. O próximo passo é criar um “reparador” contrátil cardíaco que possa tratar os compartimentos vascular e muscular do músculo cardíaco através de células-tronco humanas.
Eventualmente, os pesquisadores acreditam que as plataformas controláveis serão utilizadas em cirurgias para detectar mecanismos de sinalização que tenham a ver com o processo de reparação do coração. [DailyTech]

 Uma equipe de pesquisadores americanos desenvolveu uma plataforma de engenharia de tecidos capaz de “remendar” um coração. A técnica poderia melhorar o tratamento de problemas de saúde, como doenças cardiovasculares.

A PELE PRECISA DE CUIDADOS NO FRIO

10-05-2011

O inverno está próximo e a estação requer uma hidratação redobrada, pois o frio  e o vento gelado danificam a camada de proteção natural da pele, tornando-a frágil e sensível. O dermatologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dr. Maurício Sato explica que é necessário hidratar a pele, principalmente, após o banho. “A pele seca se torna mais sensível a agentes externos, como sabão, tecidos sintéticos e lã. A pele ressecada também pode levar a uma alergia chamada dermatite de contato, gerando coceira, vermelhidão e descamação, principalmente nas pernas”, esclarece.
Os banhos quentes e prolongados são os grandes vilões e deixam à pele mais seca e desprotegida. “O ideal é o banho com água morna e não demorar muito. Mas, caso não seja possível, é necessário compensar: se a água estiver bastante quente, o banho deve ser bem rápido”, enfatiza o dermatologista.
O Dr. Sato explica que o inverno deve ser aproveitado para começar tratamentos de pele, como peelings, que têm ácido em sua composição. “Os procedimentos devem ter sempre acompanhamento de um especialista. Nesse período, a pele se recupera com mais facilidade”, explica. O médico lembra que o filtro solar é fundamental e nessa época é importante que tenha em sua fórmula, um hidratante.

Câncer de pele
O uso de filtro solar serve não somente para prevenir o envelhecimento da pele, mas também para diminuir a incidência de cânceres de pele. “A incidência de raios ultravioleta do tipo A é constante no ano todo. Essa radiação é a maior responsável pelo envelhecimento cutâneo, além de promover reações nas células da pele que podem ocasionar o aparecimento de lesões pré-cancerosas”, alerta o dermatologista.
No Brasil, o câncer de pele é o tipo mais comum de neoplasia. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que surjam anualmente mais de 100 mil novos casos da doença. Já os cânceres melanoma, considerados mais agressivos e com alta taxa de letalidade, são de baixa incidência: cerca de 5 mil casos. Porém, mais da metade deles ocorrem na região sul do país. “O melanoma é o mais maligno dos tumores de pele e é mais comum em pessoas entre 30 e 60 anos”, enfatiza Dr. Sato.
Em geral, o melanoma é o câncer de pele que tem aparência de uma pinta escura, bordas irregulares, cores variadas e é assimétrico. “Logo, qualquer pinta que mudou de característica (tamanho, cor e tenha dificuldade de cicatrização) é suspeita e deve ser avaliada por um dermatologista”, aponta o médico.
Já os cânceres de pele não-melanoma, se diagnosticado precocemente, são menos agressivos e de fácil tratamento. São pequenas saliências na pele ou em formato de nódulos, geralmente aparecem no rosto, tronco e extremidades do corpo. “O tipo de tratamento varia do estágio de evolução do câncer. Em casos iniciais, o uso de crioterapia (spray de gelo), cauterizações e curetagens, terapia a base de luz ou até mesmo de pomadas específicas podem curar essas lesões. Para lesões maiores, o tratamento de escolha é a cirurgia”, explica o dermatologista.





FONTE:  http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=saude&id=22557

ESQUENTAR TUMOR AJUDA A DESTRUIR CANCÊR,AFIRMA ESTUDO

10/05/2011 - 09h52

Pesquisadores holandeses descobriram que esquentar um tumor levemente (entre 41ºC e 42,5ºC) ajuda a bagunçar o sistema de regeneração das células cancerosas, abrindo caminho para que tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia funcionem melhor.
O efeito benéfico do calor sobre os tumores já era conhecido dos cientistas. Mas, até agora, ninguém sabia muito bem o porquê.
O grupo liderado por Przemek Krawczyk, da Universidade de Amsterdã, viu que o calor inibe a chamada recombinação homóloga, um sistema de regeneração do DNA das células.
Mais especificamente, o procedimento inutiliza a proteína BRCA2, que tem um papel importante nesse processo.


NÃO INVASIVO

"Nossos resultados mostram que a hipertermia pode ser uma ferramenta poderosa e não invasiva para introduzir localmente a degradação da BRCA2 e deficiências na recombinação homóloga". diz o trabalho, publicado na versão online da revista científica americana "PNAS".
Nas células normais, ter um caminho para regenerar o DNA é fundamental, porque, em situações naturais do organismo, podem acontecer falhas e defeitos que comprometem o funcionamento de todo o sistema celular.
Já nas células cancerosas, essa capacidade de regeneração ajuda a diminuir a eficácia de tratamentos que danificam o DNA para combater os tumores, como a quimioterapia e a radioterapia.
Para avaliar a ação do calor sobre o câncer, os cientistas primeiro fizeram o experimento em laboratório, usando células-tronco embrionárias de ratos.
Depois, partiram para estudos em modelos vivos. Os pesquisadores injetaram tumores nas patas dos roedores. Para esquentar as células cancerosas, eles colocaram os membros "doentes" em uma espécie de banho-maria por até 90 minutos. Todos os animais estavam anestesiados.
A ação benéfica do calor sobre os tumores foi ainda mais forte quando combinada ao uso de algumas substâncias, especialmente os inibidores Parp, que já estão em fase de testes clínicos.
Com o sistema de regeneração do câncer abalado, o tratamento com quimioterapia e radioterapia tem maiores chances de ser bem-sucedido. As células cancerosas passam a se multiplicar em ritmo mais lento.

 

TIPOS DE CÂNCER
Na opinião dos autores do trabalho, a pesquisa poderá ser aplicada a vários tipos de tumores. Segundo eles, há grandes chances de que o estudo em seres humanos tenha resultados tão positivos quanto o dos ratos.
"O próximo passo é pensar em terapias que combinem a hipertermia e outros tratamentos em humanos."


FONTE: http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=368438

CONTAMINAÇÃO ATRAPALHA USO DE CÉLULAS-TRONCO CONTRA PARKINSON

As células-tronco ainda não operaram as curas espetaculares que muitos esperam delas. Um novo estudo brasileiro ajuda a entender o porquê, ao menos quando se trata do mal de Parkinson.
Grosso modo, o problema é a pureza da matéria-prima injetada no paciente, sugere a pesquisa, coordenada por Oswaldo Keith Okamoto e Mayana Zatz, da USP.
Eles usaram células-tronco do cordão umbilical humano para tentar corrigir os danos neurológicos causados em ratos por uma forma simulada de Parkinson.
Quando essas células eram misturadas com outras muito parecidas, os fibroblastos, o transplante piorava a situação dos bichos, em vez de ajudá-los, o que talvez explique porque os primeiros testes desse tipo de terapia têm tido resultados sofríveis.
"Nós também queremos chamar a atenção para a necessidade de cuidado com essas células. Não basta ir injetando qualquer célula nos pacientes, porque há risco de problemas sérios", explica Okamoto. "No nosso caso, os fibroblastos não só aboliram o efeito terapêutico [das células-tronco] como houve uma piora no cérebro."
Conforme a Folha revelou em reportagem do ano passado, países como China e Alemanha abrigam clínicas onde esse tipo de terapia sem controle e sem comprovação vem sendo realizado.

SEM TREMOR
Para simular Parkinson nos animais, o grupo usou uma toxina que afeta os neurônios atacados pela doença. Os sintomas dos bichos incluem redução de sua movimentação e lentidão dos movimentos, mas muitas vezes não incluem o tremor associado a doentes de Parkinson.
Depois, alguns bichos receberam células-tronco do cordão umbilical, enquanto outros receberam só fibroblastos. Um terceiro grupo recebeu uma mistura com 50% de células-tronco e 50% de fibroblastos humanos.
A boa notícia é que a fração mais pura de células-tronco conseguiu proteger o cérebro dos animais do dano associado à doença. Elas parecem ser capazes de enganar o sistema imune dos ratos, evitando rejeição, e ainda favorecer a saúde dos neurônios das cobaias.
A má é a relativa dificuldade de conseguir diferenciar fibroblastos de células-tronco, porque a composição das células é muito parecida.
"Nunca dá para ter 100% de certeza sobre a origem das células. E ainda não sabemos quais os níveis seguros de cada tipo celular", diz. O estudo está na revista "Stem Cell Reviews and Reports".


DEFICIENTES RECLAMAM DO PRAZO PARA RETIRAR CREDENCIAL EM SÃO JOSÉ

Atualizado em: 19h30min - 05/05/2011



Deficientes reclamam do prazo para retirar credencial em São José
Benefício é concedido para estacionar em vagas preferenciais ou usar o transporte público de graça. Veja como fazer o pedido
Credito: Reprodução / Rede Vanguarda Deficientes que precisam da credencial para estacionar em São José dos Campos ou usar o transporte público de graça precisam ficar atentos aos prazos de renovação. O problema é que quem tem deficiência permanente reclama do período estipulado pela prefeitura.

A Esclerose Múltipla impede o movimento das pernas do aposentado Vanderley Martins há nove anos. Desde então, o filho é quem o leva a todos os lugares. O cartão de portador de necessidades especiais permite estacionar nas vagas preferenciais, mas quando foi renovar o cadastro voltou cheio de dúvidas.

A principal reclamação foi ter que provar que depois de um ano continua com a deficiência, considerada incurável pelos médicos. “Isso traz um transtorno principalmente pela condição que não é fácil de vir até o local e depois ir atrás de toda essa documentação para fazer uma renovação”, reclamou Vanderley.

Antes de 2008, para estacionar nessas vagas, os deficientes só precisavam ter um adesivo colado no carro. Para evitar fraudes, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou que o motorista tivesse um cadastro e identificação. E seria o município o responsável pelas regras para emissão desse documento.

Em São José dos Campos ficou acertado assim: o interessado deve comprovar residência na cidade, apresentar laudo médico com descrição da doença, CPF, RG e carteira de habilitação, caso seja o motorista. Além de fazer perícia para comprovar a deficiência. O prazo de renovação do cadastro é de três anos para doenças permanentes e um ano para temporárias.

Credito: Reprodução / Rede Vanguarda As mesmas regras valem para quem quer tirar a carteirinha de isento para o transporte público. Como explica a diretora de transporte público, Dolores Moreno Pino. “Às vezes outra pessoa pode estar utilizando esse beneficio ou há o falecimento da pessoa. Então, eles têm que se apresentar para dizer que está tudo bem e que são eles que realmente utilizam”.

Já o caso de Vanderley foi uma exceção, segundo a secretária. “No início, algumas credenciais foram emitidas com validade de um ano. Mas, agora, ele já renovou a credencial dele e só daqui a três anos que ele deve voltar com o laudo médico e a documentação pessoal”, reiterou Dolores.

O pedido e a renovação são feitos no posto do "Acesso Livre", na Rodoviária Velha, que fica na Praça dos Expedicionários, no centro da cidade.
 

HC TESTA ESTÍMULO MAGNÉTICO PARA TRATAR DOR CRÔNICA

05/05/2011 - 10h34


 Para aliviar dores crônicas que não melhoram com remédios, o Hospital das Clínicas de São Paulo está testando um tratamento com estimulação magnética.
Método é diferente do usado no eletrochoque

Apu Gomes/Folhapress
O auxiliar de expedição Djair da Silva faz tratamento contra dor
O auxiliar de expedição Djair da Silva faz tratamento contra dor
Uma bobina que gera um campo eletromagnético é apoiada na cabeça do paciente. O aparelho estimula áreas do cérebro ligadas à dor e à liberação de substâncias produzidas pelo próprio corpo que têm efeito analgésico.
A técnica, não invasiva e indolor, é indicada para dores neuropáticas, que atingem 7% da população.
Quando se torce o pé, por exemplo, o nervo saudável leva a informação da dor para o cérebro. Na dor neuropática, a lesão é no próprio nervo. A sensação pode ser de queimação, formigamento ou pontadas.
É o caso de dores causadas por mal de Parkinson, esclerose múltipla, fibromialgia, diabetes e quimioterapia, em pacientes com câncer.
De acordo com Daniel Ciampi, neurologista e coordenador do grupo de dor clínica do HC, mais de 500 pacientes já foram submetidos à estimulação.
MENOS REMÉDIOS
Um estudo do grupo, publicado on-line no periódico "Pain", mostrou a eficácia da técnica para dor de fibromialgia. A pesquisa avaliou 40 pessoas por seis meses.
Para Pedro Schestatsky, chefe do comitê europeu de dor da Sociedade Europeia de Neurologia, não há dúvidas sobre os benefícios da estimulação magnética.
"Não é mais 'achismo'. Os benefícios já foram provados em estudos muito bem feitos pelo mundo", afirma.
Uma vantagem da técnica, diz ele, é a redução do número de remédios para pacientes que já tomam outras medicações, como diabéticos.
A estimulação também pode ajudar quem não tem bons resultados com remédios. Ciampi afirma que 25% dos pacientes com dores crônicas neuropáticas não respondem aos medicamentos (antidepressivos e antiepilépticos).
O neurologista afirma que a técnica, ainda experimental, deve ser aprovada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) ainda neste mês.
Editoria de Arte/Folhapress
RESSALVAS
Estudos apontam que a estimulação transcraniana pode causar dor de cabeça e, mais raramente, epilepsia.
Segundo Marcos Vidal Dourado, pesquisador do departamento de neurologia da Unifesp, o tratamento pode causar efeitos colaterais temporários, como tontura e visão com pontos luminosos.
"Deve-se aguardar mais estudos para esclarecer as aplicações da técnica e dar mais segurança aos pacientes." Ciampi afirma que 60% dos pacientes têm benefícios.
O auxiliar de expedição Djair Rosendo da Silva, 46, espera estar em breve dentro do grupo beneficiado.
Há 22 anos ele sofre com uma dor constante no lado esquerdo do rosto. Começou a fazer a estimulação nesta semana. "Uso medicação há 12 anos, mas não adianta muito", conta."Os médicos já estavam meio perdidos comigo, sem saber o fazer. Agora, espero que melhore."

FONTE:  http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/911683-hc-testa-estimulo-magnetico-para-tratar-dor-cronica.shtml

SITES DE RELACIONAMENTO ALTERAM PRIORIDADES DA CIÊNCIA


05/05/2011

Sites de relacionamento alteram prioridades da ciência















Mídia social e ciência
Os sites de relacionamento começam a expandir suas influências para além do comportamento de jovens e adolescentes.
As empresas já haviam descoberto a importância de mensagens veiculadas em sites como Orkut, Facebook e Youtube, criando departamentos para evitar danos à sua imagem.
Agora foi a vez dos cientistas descobrirem que o trabalho e as prioridades da ciência podem ser fortemente influenciados pelo que se comenta na chamada "mídia social".

Desbloqueio de veias para esclerose múltipla
As prioridades nas pesquisas foram redirecionadas no Canadá, privilegiando um tratamento controverso para esclerose múltipla, depois que mais de 500 páginas e vídeos no Facebook e Youtube chamaram a atenção para essa linha de pesquisa.
Paulo Zamboni, um cirurgião italiano, sugeriu, em 2008, que a esclerose múltipla não seria uma doença auto-imune, mas sim uma doença vascular causada por bloqueios no cérebro.
Ele propôs desbloquear as veias mecanicamente, alargando-as - o que ele chama de "processo de liberação".
Sua hipótese mereceu pouca atenção do público, exceto no Canadá, onde mais de 500 páginas do Facebook dedicadas à teoria alcançaram dezenas de milhares de seguidores.
Venoplastia
Uma pesquisa mostrou que mais da metade dos canadenses conhece a teoria, que ganhou repercussão também na mídia tradicional, como jornais e canais de TV.
Pesquisadores da Universidade Memorial, em Toronto, notaram que a discussão provocou um debate nacional sobre se pacientes com esclerose múltipla deveriam ou não receber suporte financeiro imediato dos órgãos de saúde pública para terem acesso ao tratamento de ampliação das veias, conhecido como venoplastia.
Isso apesar do fato de que praticamente nenhum médico ou pesquisador canadense defendeu o tratamento.
Na verdade, vários estudos não conseguiram replicar os resultados originais de Zamboni.
Prioridades das pesquisas 
"Na verdade, o caso indica que a pressão sem precedentes que cientistas, políticos e financiadores em todo o mundo podem agora enfrentar para alterar as prioridades das pesquisas, mesmo na ausência de provas científicas críveis," escreveram os autores em um artigo na revista Nature.
Os autores afirmam que, nesse ambiente de novos meios de comunicação social, médicos e pesquisadores precisam se engajar mais ativamente com o público para articular a importância da ciência para determinar os benefícios e os riscos de novos tratamentos - e assegurar a adequada ponderação entre as preocupações dos pacientes e as prioridades das pesquisas.
Eles afirmam que os tratamentos não convencionais e não comprovados têm sido propostos e testados para muitas doenças. "Agora, ferramentas como o Facebook e o YouTube tornam consideravelmente mais provável que os pacientes tomem conhecimento sobre tais terapias, sem necessariamente conhecer suas possíveis limitações."
Comunicação científica
Os autores escrevem que uma lição clara a partir do exemplo da pesquisa de Zamboni é que as abordagens tradicionais para comunicar as descobertas científicas, tais como artigos, notas informativas, notícias e conferências de imprensa, são insuficientes.
"Quando os grupos de pacientes estão usando as mídias sociais para se defender e mobilizar, os cientistas devem empregar instrumentos igualmente eficazes para se comunicar," afirmam eles.
É necessário um maior esforço para melhorar o conhecimento científico do público, dos políticos e da mídia, segundo os autores, e para envolver um público que não se diferencia mais dos especialistas.


FONTE: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=sites-relacionamento-alteram-prioridades-ciencia&id=6437

IMUNIDADE E ESTRESSE CRÔNICO

Os portadores do vírus do herpes simples, em momentos de grande estresse, têm a precisa noção de como acontecem as recaídas. O mesmo se dá com os que viajam com frequência de avião e contraem gripes de repetição ou, ainda, os que têm predisposição às micoses e as desenvolvem com facilidade, especialmente em regiões quentes e úmidas do corpo.

Vírus, fungos, bactérias ou mesmo doenças geradas pelo próprio organismo, como asma, alergias, e as doenças autoimunes são exacerbados pelo estresse crônico. Um bom exemplo é o caso da Esclerose Múltipla, que é provocada pela ação destruidora do sistema imunológico na membrana ou na bainha que reverte os nervos.

Algumas lesões cutâneas, como eczema, psoríase, líquen plano e prurido, são agressões do sistema imunológico que se acentuam com a incidência do estresse crônico no organismo, onde existe uma baixa da produção de cortisol. Está, portanto, demonstrado que o estresse pode modificar a atividade do sistema imunológico.

Os efeitos do estresse no organismo, porém, podem ser opostos, como, por exemplo, aumentar ou reduzir o crescimento tumoral ou a produção de anticorpos. Isso se deve ao fato de que o sistema imunológico não é monolítico, mas constituído de numerosos tipos celulares que se autorregulam de maneira complexa, cuja ação varia segundo a infecção ou o estímulo antigênico considerado.

O sistema nervoso central e o sistema imunológico podem se comunicar quando o estresse se manifesta. As informações circulam via sistema nervoso autônomo. O conjunto de órgãos produtores de células de defesa (timo, baço, gânglios, medula óssea) é inervado essencialmente pelo sistema simpático, mas também pelo parassimpático. Essa dupla inervação tem um papel protetor, uma vez que, ao minimizar os efeitos da adrenalina e da noradrenalina, otimiza a imunidade do organismo.

A adrenalina e a noradrenalina são ativas em nível dos linfócitos, mas outras substâncias, como as endorfi nas, têm também propriedades reguladoras da imunidade – daí a importância da atividade física regular na preservação do sistema imunológico.

A comunicação se dá pelo eixo hipotálamo–hipófi se–suprarrenal. De fato, no estresse crônico, os hormônios liberados modificam a resposta imunológica. O cortisol funciona como inibidor do sistema imunológico e, em excesso, pode mesmo suprimir as funções de defesa. Por outro lado, em quantidade insuficiente, pode descontrolar o sistema imunológico, resultando em inflamações, alergias e doenças autoimunes.

A ativação das vias de comunicação entre o cérebro e o sistema imunológico renova a ideia das relações entre emoções e imunidade. Essas interações se fazem nas duas direções: o cérebro influencia as reações do sistema imunológico e os anticorpos afetam as atividades cerebrais. A adaptação imunológica tem como objetivo maior a adaptação global do organismo às pressões do meio ambiente.

Vários estudos e pesquisas de centros de excelência mundiais vêm demonstrando a relação do estresse crônico com o câncer. Hoje, sabemos que o estresse crônico reduz a imunidade do organismo e que os tumores malignos são mais frequentes nos pacientes com imunidade baixa.

A maioria dos cientistas acredita que o sistema imunológico busca as células cancerosas da mesma forma que procura um agente externo agressor (vírus, fungo, bactéria, etc.).

Estudos conduzidos pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mostraram que as pacientes com câncer de mama cujo cortisol era mais elevado à noite, quando deveria estar reduzido, tinham uma expectativa de vida menor. Outras experiências revelaram que, sob influência do estresse ou administrando doses de cortisol, seria possível aumentar a vulnerabilidade ao câncer ou à progressão dessa doença.

Os efeitos do estresse crônico sobre a imunidade não dependem da agressão pelo choque físico, mas do controle emocional da situação.

Na universidade norte-americana de Ohio, estudos desenvolvidos relacionando o estresse crônico e a saúde demonstraram que indivíduos que convivem com a solidão, com a depressão e a ansiedade têm também seus sistemas imunológicos fragilizados. 


Nuno não consegue ir ao centro de saúde

Nuno Cacheira,de29anos, sofre de distrofia muscular de Duchenne, doença degenerativa, e necessita de se deslocar com frequência ao centro de saúde de Alfena, em Valongo.

Só que pelo factodenãoconseguircircular dentro da unidade, uma vez que se desloca em cadeira de rodas, tem de receber a visita do médico em casa. A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte vai construir uma nova unidade.
"Só fui uma vez ao centro de saúdequando andava na escola e quando estava saudável", lembrou Nuno. O jovem precisa de receber tratamentos no centro de saúde no mínimo uma vez por mês, mas não consegue ultrapassar vários obstáculos. "A paragem de autocarros fica longe e não há passeios até lá. O centro tem corredores estreitos e muitas escadas", enumerou.
Confrontada com esta situação, a ARS do Norte anunciou que pretende construir um centro no espaço de dois anos. "A actual unidade de saúde funciona no edifício do centro social local e tem cerca de 20 anos. Na altura foi a melhor solução que se encontrou, mas agora vamos construir um edifício com condições dignas", disse fonte do gabinete de comunicação da ARS Norte.
"FIQUEI SEM VER OS MEUS AMIGOS"
Nuno era uma criança normal até que, aos 9 anos, começou a sentir fraqueza muscular. "A professora notou que eu não tinha força e caía muitas vezes", recorda. Foi-lhe diagnosticada uma distrofia muscular, a mesma doença congénita e degenerativa que vitimou um tio.
Pela necessidade de ter sempre acompanhamento médico e por questões financeiras, concluiu a 3ª classe e teve de abandonar a escola. Filho único, passou a depender dos pais, que também têm problemas de saúde. Primeiro teve uma cadeira de rodas manual, ficando dependente da ajuda da mãe. Depois foi construída uma rampa em casa, mas a inclinação acentuada dificultava a saída. "Fiquei sem ver os meus amigos", lamenta Nuno Cacheira.
A cadeira eléctrica que depois conseguiu não era a adequada e causou-lhe ferimentos. Com a nova cadeira que recebeu da Associação Salvador ganhou mais autonomia. "Gosto de passear mesmo não sendo fácil", diz, divertido.

Células-tronco epiteliais começam a revelar seus segredos


03/05/201

Células-tronco epiteliais começam a revelar seus segredos
As células-troncos epiteliais são consideradas raras e estão localizadas em nichos específicos da mucosa.
Células-tronco na boca
Uma boca pode revelar muitos segredos. Entre eles, a fonte de células-tronco epiteliais que residem na mucosa, um tecido de fácil acesso.
As células-troncos epiteliais são consideradas raras e estão localizadas em nichos específicos.
"A maioria dos trabalhos existentes na literatura é relativo às células-tronco adultas mesenquimais, que podem ser células da medula óssea ou do cordão umbilical, entre outras," explicou Andrea Mantesso.
Mantesso, que é professora doutora de Patologia Bucal da Faculdade de Odontologia da USP, coordena o projeto Oral epithelial stem cells - evaluation of response to injury and self-renew capacity, em conjunto com Paul Sharpe, do King's College London, na Inglaterra.
Células-tronco epiteliais
"A caracterização das células-tronco epiteliais é diferente das mesenquimais. Acredita-se, assim como em outros tecidos do corpo humano, que existam células-tronco no epitélio. Mas, como não há muitas pesquisas a seu respeito, sabemos pouco sobre elas", ressaltou Mantesso.
Nas células-tronco mesenquimais - a partir das quais é possível formar osso, cartilagem, tecido adiposo ou neural entre outros - o processo de caracterização não ocorre da mesma forma que nas células epiteliais.
Um grande desafio para os cientistas é isolar a população de células que possuam características de células-tronco epiteliais ou progenitoras. "Para essa fase do estudo, a participação do King's College London é muito importante", destacou.
Durante a primeira etapa, realizada na USP, Mantesso, seu orientando de doutorado Felipe Perozzo Daltoe e Sharpe conseguiram isolar uma população de células da mucosa bucal que expressavam a proteína P75NTR, receptora de neurotrofina e considerada importante, pois distingue uma população enriquecida em células-tronco.
A equipe observou que as células encontradas no experimento proliferavam em maior quantidade e de forma mais rápida que as normais, características comuns às células-tronco e também às células progenitoras.
Engenharia de tecidos
A segunda parte do estudo será realizada em Londres. Embora a equipe já tenha conseguido reconstruir um epitélio aqui no Brasil, Mantesso conta que ainda não há uma denominação definida para as células encontradas.
"Para confirmar o potencial dessas células epiteliais, precisamos realizar mais estudos in vivo", disse.
Isso significa observar mais um comportamento comum às células-tronco epiteliais: a resposta a danos.
"Nessa fase da pesquisa, nossa intenção é estudar as propriedades dessas células, como a migração e a capacidade de reparar uma ferida. Pretendemos também explorar o potencial que elas possam ter para a engenharia de tecidos e aplicar esse conhecimento na regeneração e reparo dos dentes", explicou Sharpe.
Pericitos
Além deste projeto, Mantesso e Sharpe estudaram, com outros colegas, a resposta às lesões nos dentes incisivos pelos pericitos, células que revestem os vasos sanguíneos.
O resultado da pesquisa foi publicado em abril na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
O trabalho procura desvendar a origem das células-tronco mesenquimais por meio da análise de pericitos. Para isso, os cientistas reuniram uma série de informações comuns aos pericitos e às células-tronco, tais como regeneração e se ambas estão vinculadas à vascularidade.
Utilizando camundongos transgênicos, os pesquisadores conseguiram enxergar os pericitos e analisar essas células. E, para surpresa do grupo, eles não eram a única fonte de células-tronco mesenquimais.
"Durante os experimentos, observamos que os pericitos apresentaram as características de células-tronco ou progenitoras, mas eles respondiam somente por parte da origem dessas células. E isso nunca tinha sido mostrado na literatura", enfatizou Mantesso.
De acordo com a professora, a outra população celular ainda é desconhecida, porém, experimentos indicam que esteja relacionada à vascularidade, "pois nos lugares ricos em vasos sanguíneos essas células eram mais presentes", disse.


FONTE:   http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=celulas-tronco-epiteliais&id=6448

CÉLULAS TRONCO



FONTE:  http://www.youtube.com/watch?v=JyfoUWoMkEg&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=oZ5m92oHUI8&feature=player_embedded

Ruas do Beato travam mobilidade a João

"Embora as questões relativas às acessibilidades se encontrem no âmago das nossas preocupações, não estão contempladas no rol de competências e respectivo orçamento delegadas pela Câmara Municipal de Lisboa". É desta forma que Hugo Pereira, presidente da Junta de Freguesia do Beato, em Lisboa, justifica as queixas de João Paulo Martins, de 33 anos, em circular pelas ruas da freguesia.

Bruno Colaço
Para João Paulo Martins sair de casa, no bairro Madre de Deus, é uma aventura. Os obstáculos multiplicam-se


O autarca diz que a junta diz-se sensível aos apelos da população, acrescentando que, sempre que possível, executa desnivelamentos de calçada em passadeiras, bem como pequenas rampas de cimento ou chapa. "Já construímos cerca de 20 desnivelamentos em passeios e temos mais de 13 casos em que desviámos mobiliário urbano para a passagem de cadeiras de rodas. Temos seis casos para resolver, alguns através da colocação de pilaretes", explica o responsável, sublinhando que há situações que carecem de autorização, o que arrasta a concretização da obra.
Relativamente aos buracos no pavimento, o presidente atribui a sua origem às obras de requalificação que estão a ser desenvolvidas na Mata da Madre Deus, que incluem a modernização dos sanitários públicos. 

"GOSTAVA MUITO DE FAZER PLANOS"

Gostava muito de fazer planos para a minha vida". Escrever um livro, fazer rádio e ter um bar são os sonhos de João Paulo Martins, um jovem de 33 anos, a quem a vida pregou uma partida.
Aos 18 anos, soube que sofria de esclerose múltipla, doença crónica, inflamatória e degenerativa que afecta o sistema nervoso central, que o atirou para cima de uma cadeira de rodas. Cada saída de casa é uma aventura, todo o percurso tem de ser criteriosamente pensado. Porém, há sempre um novo obstáculo que impede a sua cadeira de rodas eléctrica de circular. E não é preciso ir muito longe. É o seu próprio bairro – bairro Madre de Deus (Lisboa), o palco da aventura. Falta de rampas nos passeios, o piso irregular, a falta de uma casa de banho adaptada na mata e o facto de ter de pedir do meio da estrada um jornal ou uma revista, visto não ter acesso directo ao quiosque do bairro, tornam o dia-a-dia deste desempregado uma tortura. A Associação Salvador ofereceu-lhe uma cadeira eléctrica nova.
"É mais confortável, deu-me a possibilidade de ir para longe da minha porta, conhecer mais pessoas e exteriorizar o meu pensamento", elogia este profissional de arte e design cerâmico.

 FONTE:  http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/ruas-do-beato-travam-mobilidade-a-joao