COVID-19 e ESCLEROSE MÚLTIPLA: especialistas partilham experiências em conferência virtual

23/04/2020 

Numa conversa virtual, promovida pela Sanofi Genzyme, quatro especialistas darão a conhecer de que forma os seus centros hospitalares se adaptaram à nova realidade da COVID-19, particularmente no que toca a gestão dos doentes com esclerose múltipla. A e-Conference tem lugar marcado nos dias 28 e 29 de abril e 4 de maio, tendo como objetivo compreender o impacto da atual situação pandémica. 

Assista através de: 

Alguns dos temas em discussão prendem-se com as recomendações internacionais do uso de TMDs na esclerose múltipla e as perspetivas dos neurologistas sobre o regresso à "normalidade".

A conferência atuará também como um espaço de partilha de experiências dos centros hospitalares de cada orador em plena pandemia, nomeadamente os Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o Centro Hospitalar Lisboa Central, o Centro Hospitalar São João e ainda o Centro Hospitalar e Universitário do Porto.

Garanta a sua inscrição e assista ao webinar, nos dias 28 e/ou 29 de abril e/ou 4 de maio, através de: https://www.newsfarma.pt/noticias/9147-covid-19-e-esclerose-m%C3%BAltipla-especialistas-partilham-experi%C3%AAncias-em-confer%C3%AAncia-virtual.html

CARO NEUROLOGISTA...INCREVA-SE...

Santa Casa de Porto Alegre lança serviço de consultas médicas pela internet...

21/04/2020

Primeira etapa será totalmente dedicada aos pacientes do SUS...

Plataforma pode ser acessada pelo site da Santa Casa...


A Santa Casa de Porto Alegre está lançando um serviço de consultas médicas pela internet. O Conexão Santa Casa — Telemedicina para Você terá, inicialmente, atendimentos nas especialidades de cardiologia, pneumologia, gastroenterologia, infectologia e oncologia, além de fonoaudiologia e teleorientação sobre questões ligadas à covid-19 por uma plataforma online que inclui vídeo e áudio. Quando necessário, o paciente recebe a receita por e-mail.


A primeira etapa do novo serviço se dá exclusivamente para atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo que a Santa Casa está fazendo a busca ativa dos pacientes: uma equipe do complexo liga para as pessoas que tinham consultas presenciais em março e abril de 2020 e não compareceram, possivelmente por receio de contaminação por coronavírus. A elas, é ofertada a teleconsulta, feito o agendamento e dada a orientação sobre acesso a plataforma de telemedicina. O objetivo é dar agilidade e segurança para pacientes e profissionais da saúde.

— Fizemos um grande esforço para dar agilidade ao lançamento, pois o cenário da pandemia de coronavírus exigiu isto. Vamos contatar todos os pacientes SUS que faltaram a consultas agendadas em março e trazê-los para o novo serviço — diz Diego Ramires, um dos responsáveis pelo projeto e coordenador do Centro de Inovação da Santa Casa.

Segundo informações da Santa Casa, trata-se de uma iniciativa inédita no sul do Brasil para uma instituição hospitalar de grande porte. A instituição explica que a legislação não permitia a teleconsulta: a autorização ocorreu devido à pandemia, possibilitando a continuidade do cuidado ao paciente e a manutenção do tratamento.

Para o diretor médico e de ensino e pesquisa da Santa Casa, Antonio Kalil, esse é um projeto complexo e que demanda investimentos importantes — aproximadamente R$ 100 mil no primeiro ano, em licenças para uso da plataforma de telemedicina e assinatura digital. 

— O objetivo primordial é evitar o agravamento de doenças crônicas e prestar assistência qualificada e segura por meio de uma ferramenta inovadora para os usuários do SUS — acrescenta Kalil.

Nas próximas duas semanas, a Santa Casa pretende lançar outras especialidades médicas, como reabilitação (fisioterapia), integração com atendimento domiciliar da enfermagem, consultorias em especialidades médicas de alta complexidade e interconsultas (especialista com médico generalista). O serviço também deve ofertar, em breve, consultas particulares com pagamento online.

Para usar o serviço de telemedicina, neste link https://telemedicina.santacasa.org.br/ , o paciente precisa ter acesso a um smartphone ou a um computador com câmera, além de internet. O objetivo é seguir com o serviço mesmo após a pandemia de coronavírus.

Consumo de bebidas alcoólicas aumenta fragilidade durante o isolamento...

22/04/2020 

Em artigo publicado no site da OMS, álcool e tabaco são considerados estratégias inúteis para enfrentar o período...

Ficar em casa, sem ter contatos com familiares e amigos, sem ir ao trabalho ou a shows e eventos e sem saber quando tudo isso vai passar gera ansiedade, solidão, falta de perspectiva e medo. Estes são sentimentos tidos como gatilhos para o aumento do consumo de bebidas alcoólicas, segundo alertam especialistas.

Não só a quantidade mas também a frequência do consumo devem ser observadas, para evitar exageros que possam fragilizar o sistema imunológico — um dos principais riscos à saúde em meio à pandemia do coronavírus. 

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que os governos limitem a venda de bebidas durante a quarentena. Em artigo publicado no site da entidade, o álcool, o tabaco e outras drogas são chamados de estratégias inúteis para o enfrentamento do isolamento.

— O álcool tem um efeito temporário e depois o estresse aumenta e é preciso beber novamente — afirma Ricardo Abrantes do Amaral, médico psiquiatra e professor colaborador do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Amaral, que é coordenador do programa de prevenção de álcool, tabaco e outras drogas do Hospital das Clínicas, além de médico do Hospital Sírio Libanês, aponta ainda que o alcoolismo prejudica diretamente a qualidade do sono, o que pode levar a quadros mais graves, em caso de infecção pelo coronavírus. A médio prazo, o organismo sente outros efeitos, sobretudo o fígado. 

— O álcool desidrata o corpo porque o organismo precisa de grande quantidade de água para metabolizá-lo, além de sobrecarregar o fígado, tudo de que não precisamos nesse momento — explica Marcella Garcez, nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

De acordo com a médica, a desidratação favorece a queda da pressão arterial, ameaçando vários órgãos. Por isso, segundo a OMS, não há uma quantidade de álcool que possa ser considerada sem risco.

Consumo de baixo risco...

Como o consumo de bebidas faz parte do hábito de muitas pessoas, associado a momentos de confraternização e relaxamento, especialistas indicam o que consideram um consumo de baixo risco. Para as mulheres e pessoas com mais de 65 anos não é recomendado consumir mais do que três doses em um único dia e não ultrapassar sete doses na semana.

Uma dose é o equivalente, por exemplo, a uma lata de cerveja, ou uma taça de vinho de 150ml, ou uma dose de destilado de 45ml, como vodca, cachaça e tequila. Para homens, o limite é de até quatro doses por dia, e eles não devem ultrapassar 14 doses na semana.

— Então, se uma pessoa beber todos os dias, certamente ela vai ultrapassar esses limites — resume Erica Siu, biomédica e especialista em dependência química, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).

Segundo a médica, ainda não há estudos com dados estatísticos que atestem o aumento do consumo de bebidas alcoólicas neste período de quarentena. Mas ela tem acompanhado alguns grupos e observa uma mudança de comportamento.

— Neste período de quarentena, as mulheres têm tido rotinas mais exaustivas. Além do expediente de home office, algumas têm filhos, às vezes bebês, que precisam de mais atenção, e ainda cuidam da casa. No fim do dia, para relaxar, elas tomam uma taça de vinho ou uma cerveja como se fosse uma recompensa — diz. Nestes casos, a orientação é observar se o consumo tem sido maior do que o hábito normal que o indivíduo tinha antes da quarentena.

Outros grupos requerem uma atenção especial. São aqueles do qual fazem parte pessoas que estavam em tratamento por causa do consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Neste momento, a sobrecarga emocional gerada pela pandemia pode provocar recaídas.

Reuniões online do AA
Para evitar que o isolamento social possa também afastar as pessoas dos centros de apoio, a Irmandade dos Alcoólicos Anônimos (AA) tem organizado reuniões online, informa Camila Ribeiro de Sene, presidente do AA.

— Nós já tínhamos uma prática muito simples, pequena, de reuniões a distância. Elas aconteciam há algum tempo, mas não tinham muita adesão em função das reuniões terem uma característica particular, do acolhimento, das boas-vindas, do convívio, além do sentimento de pertencimento a um grupo — explica.

A procura por reuniões virtuais, no entanto, mudou desde que a quarentena foi decretada.

— A gente tem observado até a adesão de novas pessoas participando dos grupos. Uma das pessoas que foram falar em uma dessas reuniões foi um senhor de 78 anos que está conseguindo se inserir nesse mundo tecnológico — diz Sene.

A presidente do AA alerta que o isolamento social, o medo e as incertezas são fatores que fragilizam as pessoas, principalmente aquelas com transtornos mentais. Nem sempre, no entanto, é fácil reconhecer que se está diante de uma situação em que se requer ajuda, ela diz. 

— Por isso nós temos um questionário, com 12 perguntas sobre o dia a dia. Se uma pessoa responder "sim" para no mínimo quatro, ela tem uma sugestão de que possa estar com um problema — afirma.

Familiares e amigos também podem ajudar neste momento, sobretudo buscando orientações para quem esteja com problemas com o álcool. No site do AA, há informações sobre como participar das reuniões online e também o questionário citado pela presidente da irmandade. Cabe aos familiares, sobretudo aos pais, observar se jovens e crianças não estão fazendo uso de bebidas alcoólicas ou sendo expostas a conteúdos que possam induzir ao consumo.

Reforço nas regulações de publicidade
Além de recomendar que os governos limitem as vendas neste período, a OMS pede que as regulações já existentes, como idade mínima e proibição da publicidade, sejam reforçadas. Na última semana, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), abriu uma representação contra o cantor Gusttavo Lima e a Ambev por possíveis irregularidades em relação ao consumo de bebidas alcoólicas nas lives do artista nas últimas semanas.

O órgão diz que, apesar do formato inovador dos shows online, deve-se ter o cuidado para que o consumo de bebidas não seja difundido para o público de crianças e adolescentes como algo normal.

Quando uma população mais jovem vê um artista beber excessivamente, pode ser que acredite que isso é normal, é esperado. Isso passa a ser nocivo para esse jovem, que ainda não sabe reconhecer seus limites e vê o artista como um exemplo. O alerta que a gente gostaria de deixar é que as pessoas monitorem o quanto elas estão consumindo — alerta a coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, Erica Siu.


Droga citada por Pontes contra a covid-19 é testada em quatro países...

20/04/2020 

Anunciados pelo ministro da Ciência, Marcos Pontes, na última quarta (15), os testes com humanos de uma droga de baixo custo contra a covid-19 que teve resultados promissores em células já estão em andamento em pelo menos três países, em um deles, em fase avançada.

A nitazoxanida foi mapeada por meio de inteligência artificial e de biologia computacional em meio a 2 mil fármacos pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e testada em células isoladas no Instituto de Biologia da Unicamp, um dos poucos da região com nível de segurança necessário para manipular vírus.

Segundo o ministro da Ciência, 500 pacientes em sete hospitais do Brasil participarão dos experimentos com a droga.

Testes com humanos da nitazoxanida para covid-19 já foram registrados neste mês no Egito, no México e nos Estados Unidos na base internacional Clinical Trials, que reúne informações sobre experimentos de medicamentos com pacientes no mundo todo. 

Até sábado (18), havia registro de dois testes diferentes de nitazoxanida para covid-19 com humanos no Egito. Os demais países informaram uma pesquisa cada.

No México e no Egito, os testes têm sido feitos de maneira combinada com outras drogas, como a própria cloroquina e a hidroxicloroquina. O México está na última etapa desses experimentos (a "fase 4", na qual os ensaios coletam informações adicionais sobre a segurança, eficácia ou uso ideal de um medicamento).

Já nos EUA, as pesquisas devem começar no dia 30. Lá, como no Brasil, a nitazoxanida será pesquisada com placebo - ou seja, um grupo de pacientes recebe a droga e, outro, uma pílula sem a medicação.

Testar drogas disponíveis no mercado para novas doenças é prática comum. Para se ter ideia, há, na Clinical Trials, registro de cerca de 600 estudos e mais de 150 drogas comerciais pesquisadas em humanos para a covid-19.

Esse é o caso da cloroquina. Usada para doenças como a malária, a droga é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro apesar de poucas evidências científicas, até agora, de que funcione para o coronavírus.

Mesmo no caso de fármacos que já estão no mercado, os testes para novas doenças começam em células isoladas para, depois, avançar para humanos. No caso da nitazoxanida os resultados iniciais da pesquisa mostraram uma redução de 93,4% da carga viral em células infectadas.

Por causa da alta porcentagem, o ministro disse ter boas perspectivas de resultados positivos dessa pesquisa. É o tipo de afirmação evitada pela comunidade acadêmica, pois só 7% dos testes que funcionam em células isoladas, como é o caso dessa pesquisa, têm bons resultados em pessoas. Na prática, a quantidade de droga necessária para matar um vírus em um humano pode ser bem mais tóxica do que em testes em laboratório.

No Brasil, as pesquisas de fármacos com humanos precisam de autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão do Ministério da Saúde. Até sábado (18) constavam na Conep pelo menos três deliberações de testes da nitazoxanida para Covid-19 com pacientes desde terça (14). São duas no Rio (UFRJ e Hospital Naval Marcílio Dias) e uma no Hospital Vera Cruz, em Campinas.

Essa última pesquisa também já entrou na base internacional Clinical Trials. Tem colaboração do laboratório Farmoquímica, que fabrica a nitazoxanida (nome comercial Annita). A empresa afirmou, em nota no seu site, que estudos clínicos com pacientes de covid-19 "não têm nenhuma relação com iniciativas de órgãos públicos ou privados". A conclusão dessa pesquisa com 50 pacientes de covid-19 está prevista para 30 de junho.

A entrevista coletiva de Marcos Pontes foi feita na semana seguinte a uma visita oficial dele ao CNPEM. Consta, na agenda do ministro, uma reunião no centro nacional em 6 de abril com início às 9h30. No mesmo dia, de volta a Brasília, Pontes se encontrou com Bolsonaro no Palácio do Planalto.

No anúncio de Pontes, o nome nitazoxanida não foi divulgado sob a justificativa de evitar corrida às farmácias, como ocorreu com a cloroquina. Poucas horas após a declaração do ministro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma norma proibindo a venda desse medicamento sem receita médica especial.

Em tempos de coronavírus, dicas de exercícios para praticar em casa com uso de cabo de vassoura e cadeira ...

18/03/2020
Do alongamento ao relaxamento, veja algumas formas de manter a rotina de atividades físicas...

O exercício física auxilia no controle da ansiedade...
O momento é de isolamento necessário. Para não cair no ciclo vicioso de comer em excesso, ter preguiça de tudo e ficar cada vez mais desanimada, é muito importante manter uma rotina de exercícios.

Comece com  movimentos leves de aquecimento:

1) Espreguiçar-se em pé, eleve os braços acima da cabeça durante a inspiração, entrelace os dedos das mãos, olhe para cima, relaxe os ombros e alongue-se o máximo que conseguir, subindo na ponta dos pés. Ao exalar, dobre o tronco sobre as pernas e leve os braços para o chão, dobrando suavemente os joelhos e relaxando a cabeça para baixo. Repita esses movimentos pelo menos cinco vezes.

2) Rotações de tronco: em pé, rode o tronco de um lado para o outro, deixando os braços soltos e livres acompanhando o movimento de rotação. Acompanhe com as pernas: quando você virar pelo lado esquerdo, gire a perna direita para dentro, apontando os dedos do pé e o joelho direito para a perna esquerda. Repita o movimento pelo menos cinco vezes.


Para aumentar a frequência cardíaca:


1) Corrida no lugar: esse exercício trabalha a capacidade respiratória, associada à resistência muscular dos flexores de quadril e panturrilhas.

Execução: simular o movimento da corrida no lugar, elevando os joelhos o mais alto que conseguir, trabalhando nos braços o movimento alternado com as pernas.

Cuidados: a aterrissagem deve ser feita na parte anterior do pé para amortecimento da queda, associada com uma leve flexão do joelho. 

2) Apoio: esse exercício foca em membros superiores (braços, ombros e peito), mas também estimula a contração contínua do abdômen.

Execução: apoie as mãos no chão, um pouco mais afastadas do que a distância dos ombros. Com ou sem os joelhos apoiados no chão,  flexione os cotovelos, apontando-os para fora, mantendo o abdômen contraído e o tronco todo bem firme como uma tábua, até levar o peito no chão. Inspire e retorne.

3) Agachamento: esse exercício é o mais completo para trabalhar membros inferiores. Mexe desde os glúteos até a panturrilha, além de contribuir para o fortalecimento das costas e do abdômen de forma secundária.

Execução e cuidados: pés paralelos, com as pontas levemente viradas para fora, não deixe o joelho passar demais para frente das pontas dos pés. O movimento é feito lançando o quadril para trás, como se fosse sentar numa cadeira – que, inclusive, você pode colocar atrás para guiar melhor o movimento. Não leve os joelhos para frente, cuide para que não ficarem abrindo e/ou fechando durante a execução da subida e descida. Perceba, também, que o movimento de descida deve ser feito dobrando os joelhos e os quadris, e não descendo o tronco para frente.


4) Prancha: esse exercício trabalha uma região muito importante do corpo. O core é responsável pela estabilidade da coluna e da postura, além de fortalecer bastante os braços. Trabalha força e resistência.

Execução: apoie os cotovelos ou as mãos no chão – a abertura dos braços não deve ultrapassar a largura dos ombros. As pontas dos pés também ficam apoiadas no chão, e a abertura das pernas pode variar desde bem fechadas (maior dificuldade) até mais afastadas do que a distância dos quadris (menor dificuldade). Todo o corpo fica firme como uma tábua, paralelo ao chão. Esse exercício é feito de forma isométrica. Ou seja, ficamos paradinhas na posição, respirando de forma suave. 

Cuidados: devemos cuidar para não prender a respiração durante a execução do exercício. E o nível do quadril não deve ser mais baixo do que os ombros, nem podemos "arrebitar" o bumbum, senão colocamos muita sobrecarga na lombar e podemos nos machucar.



5) Sobe e desce da cadeira: trabalha com mais foco em uma perna por vez, intensificando o estímulo.

Execução e cuidados: apoie o pé no assento, inspire e suba na cadeira. Solte o ar para descer, controlando o movimento, e usando apenas uma perna de cada vez. Não deixe o joelho passar demais da ponta do pé, para não machucar o joelho. Cuide também para o joelho não ficar balançando para os lados, pois isso aumentará a ativação dos músculos da coxa. Aliás, o corpo todo deve estar ativado, abdômen e braços firmes. 


6) Polichinelos: trabalha os músculos laterais e internos da coxa, além de melhorar o condicionamento respiratório, por envolver saltos e movimentos dos braços junto, fortalecendo essa parte do corpo também.

Execução e cuidados: com um salto, inspire e afaste as pernas para além da distância dos quadris, enquanto une as mãos acima da cabeça, com os cotovelos estendidos. Depois, com um salto novamente, expire e feche as pernas e traga as mãos para o lado das coxas, com os braços estendidos. Repita esse movimento sem parar, da forma mais rápida e ágil que conseguir.

Exercícios com auxílio de um cabo de vassoura:

1) Saudação: a mão direita pega o cabo da vassoura e apoia atrás da cabeça. A mão esquerda segura o cabo mais embaixo e apoia na região sacral (logo abaixo da lombar). O cabo da vassoura fica alinhado com a coluna vertebral. Afaste os pés da distância dos quadris, flexione levemente os joelhos, "sugue o umbigo para dentro" ativando o core, abra o peito e inspire. Ao soltar o ar, dobre o tronco para frente, olhando na diagonal para baixo, sem desgrudar o cabo da vassoura das costas. Inspire para voltar à posição vertical. Esse exercício é para ser feito lentamente, com bastante consciência do movimento. Pode repetir pelo menos 10 vezes.


2) Remadas: afaste as pernas na distância dos quadris, flexione os joelhos. Ative o abdômen e incline um pouco o tronco à frente, as costas devem permanecer retinhas, com as escápulas (ossinhos que temos nas costas, perto dos ombros) unidas e peito aberto. Segure o cabo da vassoura, na horizontal, com as duas mãos. Inspire e puxe o cabo da vassoura para o seu umbigo, flexionando os cotovelos bem para trás. Solte o ar e empurre o cabo da vassoura para o chão. Inspire e suba os braços estendidos até os braços ficarem ao lado das orelhas, solte o ar e volte o cabo da vassoura à posição inicial. Repita a sequência inspirando e puxando novamente o cabo da vassoura para o umbigo. É essencial que você não fique subindo e descendo o tronco. Ative bem as costas e o abdômen para que o tronco fique estável e apenas os braços executem o movimento. Cuidado para não curvar as costas.

3) Afundo opção 1: coloque uma perna na frente e outra atrás, afastando cerca de um metro uma da outra (ou a distância que ficar confortável, só cuide para não exagerar nem para mais, nem para menos). A distância legal é aquela em que você flexiona os joelhos e eles formam ângulos quase de 90 graus. Pegue o cabo da vassoura com a mão contrária da perna que está na frente e apoie o cabo no chão, perto do pé da frente. A mão do mesmo lado da perna da frente vai para a cintura. Com as duas pernas alongadas, inspire, abra o peito e, ao soltar o ar, flexione os dois joelhos. O da perna da frente deve ficar acima do calcanhar da frente, e o de trás deve descer em direção ao chão. Inspire para voltar à posição inicial. Faça todas as repetições de um lado, e depois repita o mesmo número de repetições com a outra perna.

4) Afundo opção 2, com torção: coloque uma perna na frente e outra atrás, afastando cerca de um metro uma da outra (ou a distância que ficar confortável. Só cuide para não exagerar nem para mais, nem para menos). A distância legal é aquela em que você flexiona os joelhos e eles formam ângulos quase de 90 graus. Pegue o cabo da vassoura na horizontal, com as duas mãos nas extremidades do cabo, ou na máxima abertura que você conseguir. Inspire com as pernas alongadas e, ao expirar, vá flexionando os joelhos, o da frente vai para cima do calcanhar do pé da frente. O de trás vai em direção ao chão. Enquanto dobra os joelhos, rotacione o tronco para o lado da perna que está na frente e leve o cabo da vassoura para a lateral do seu corpo. Inspire para voltar. Faça todas as repetições de um lado, e depois repita o mesmo número de repetições com a outra perna.

Para desacelerar e voltar a calma
1) Pinça: sente no chão, com as pernas estendidas e unidas e dobre o tronco sobre as pernas. Relaxe bem os braços, os ombros e a cabeça.

2) Rotação: deite de barriga pra cima, inspire e abrace as pernas dobradas. Ao soltar o ar, deixe as pernas descerem, unidas, para um dos lados, enquanto vira a cabeça para o lado contrário. Os braços ficam abertos, com as palmas das mãos para cima. Fique algumas respirações, relaxe bem. Inspire para voltar ao centro e, ao soltar o ar, desças as pernas para o outro lado.

3) Relaxamento final: deite no chão de barriga para cima, pernas alongadas, afastadas numa distância confortável e pés relaxados para os lados. Pode colocar um travesseiro ou cobertor dobrado embaixo dos joelhos para ficar ainda mais relaxante. Braços ao longo do corpo, palmas das mãos para cima. Aproxime as escápulas atrás nas costas para relaxar bem os ombros para o chão. Feche os olhos, respire bem fundo pelo nariz e expire pela boca, soltando todo o ar, toda a tensão e todo o peso do seu corpo. Pode fazer essa respiração três vezes. Permaneça algumas respirações nessa postura, consciente, mas totalmente relaxada. Deixando ir todo o estresse, o cansaço e toda a inquietação. Esse momento é para relaxar mente e corpo, revigorar e reenergizar.

Sentiu alguma dor ou desconforto em algum exercício? Então pare! Não ultrapasse os seus limites! Essas dicas são apenas para você manter o seu corpo ativo durante esse período de quarentena, para preservar a saúde do corpo e da mente!
Raquel Lupion é formada em Nutrição e Educação Física, tem especialização em Nutrição Clínica e Mestrado em Ciências do Movimento Humano. Sua motivação é promover um estilo de vida saudável, fugindo de radicalismos e tentando encontrar o caminho do meio entre o que é necessário e o que é prazeroso. Na vida profissional, divide seu tempo entre atender em consultório, dar aulas de ioga, palestrar e ministrar cursos. Escreve semanalmente em revistadonna.com.   

INFORMAÇÃO AOS PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA



Fonte: ENVIADO PELO NEUROLOGISTA DO HCPA Dr.  Alessandro Finkelsztejn

CASOS DE CORONAVÍRUS NO MUNDO...ATUALIZANDO SEMPRE...

ENQUANTO ISSO...INFORMAÇÃO EM TEMPO REAL...👀

VOLTA E MEIA CLIQUEM NO VÍDEO PARA ATUALIZAR INFORMAÇÕES OK?

TOTAL CASES=TOTAL DE CASOS

TOTAL DEATHS=ÓBITOS

TOTAL RECOVERED=RECUPERADOS

TERRITORES=PAÍSES

FICAR EM CASA É FICAR EM CASA SEMPRE QUE POSSÍVEL AMIGOS(AS)...PREVENÇÃO...



                               FONTE: https://www.youtube.com/watch?v=qgylp3Td1Bw

Coronavírus...como agir se pessoas com deficiências severas forem infectadas

16 de março de 2020

Geneticista do Instituto Jô Clemente explica o que deve ser feito quando pessoas com sequelas graves, principalmente com restrições respiratórias, contraírem o vírus. Especialista comenta a situação das pessoas com deficiências intelectuais que não conseguem explicar o que estão sentindo e a importância de observar as mudanças de comportamento. Doença já chegou a 120 países, em todos os continentes, com mais de 142 mil infectados e 5 mil mortes. Brasil tem 200 casos confirmados em 15 Estados.

Descrição da imagem #pracegover: No ambulatório do Instituto Jô Clemente, em São Paulo, uma mulher de costas para a câmera veste um jaleco branco. Ela olha para a tela de um computador onde está projetada a imagem de um exame cerebral. Crédito: Divulgação / Instituto Jô Clemente.

Quem cuida de pessoas com deficiências severas, físicas ou intelectuais, precisa ficar alerta e fortalecer as medidas de prevenção ao coronavírus (acompanhe informações em tempo real). Como não há informações abrangentes sobre o vírus, pessoas com condições genéticas ou neurológicas que tomam remédios específicos, têm restrições respiratórias ou dificuldades profundas de comunicação, precisam ser monitoradas com atenção redobrada.

Essa recomendação é voltada principalmente para quem tem sequelas graves provocadas por paralisia cerebral, síndrome de Down, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Atrofia Muscular Espinhal (AME), Esclerose Múltipla (EM), distrofias musculares e outras semelhantes.

“Precisamos lembrar que existem vários tipos de deficiências. Nas deficiências intelectuais leves e moderadas, nossa maior preocupação é com pessoas que não mantêm cuidado diário consigo mesmas, que podem não captar as recomendações sobre higiene e limpeza, além das dificuldades em externar o que estão sentido”, afirma Caio Bruzaca, geneticista do ambulatório de diagnósticos do Instituto Jô Clemente (IJC).

“Quem está ao redor, quem cuida dessas pessoas com deficiência é que precisa perceber o que está acontecendo”, diz o especialista.

“A falta de ar é um dos principais sintomas do coronavírus. Para pessoas com deficiência intelectual grave ou profunda, para quem usa ventilador mecânico para respirar, foi traqueostomizada (orifício artificial criado cirurgicamente no pescoço ou na traqueia), os cuidados devem ser os mesmos prestados aos idosos”, explica o geneticista.

“Além disso, muitas pessoas com deficiência usam remédios específicos ou uma combinação de medicamentos, corticoides, redutores de imunidade, e isso pode agravar o quadro de quem foi infectado pelo coronavírus”, comenta.

Nesta segunda-feira, 16, autoridades internacionais de saúde fizeram um alerta sobre os reflexos do uso de anti-inflamatórios, como ibuprofeno e cortisona, em pessoas infectadas pelo coronavírus. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), destacou que o ibuprofeno deve ser evitado porque esse composto facilita a entrada do vírus nas células.

Correr para o hospital – De acordo com o especialista do IJC, se há suspeita de infecção pelo coronavírus em pessoas com deficiência severas, a melhor providência é procurar atendimento médico imediato. “Nesses casos, tem que correr para o hospital porque cada segundo é importante”, completa Caio Bruzaca.

Conteúdo liberado: confira série de reportagens sobre prevenção do coronavírus

A confirmação da presença do novo coronavírus em todos os continentes está causando preocupação sobre a capacidade de reação global à doença. O vírus que surgiu na China no fim do ano passado já chegou a mais de 120 países, registra mais de 142 mil infectados e 5 mil mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde, que declarou a situação como pandemia.

O Brasil tem 200 casos confirmados que estão distribuídos por 14 Estados e o Distrito Federal, a maioria em São Paulo. Segundo o Ministério da Saúde, o País tem 1.915 casos suspeitos e 1.470 análises foram descartadas.

Nesta quinta-feira, 12, a pasta informou que vai dobrar o número de leitos para atender a demanda por conta da doença. O anúncio foi feito após o Estado revelar que o ministério criou apenas 10% de novos leitos no plano de combate ao novo coronavírus.

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CNH Especial: Mesmo prazo da comum e sem taxas adicionais...

11/11/2019 

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) especial é destinada à pessoas com deficiência (PcD), a qual exige adaptações ou necessidades ao condutor.


Mais de 14 milhões de motoristas possuem a carteira de habilitação na modalidade especial. Esta, traz adaptações ou necessidades do condutor PCD (Pessoas com deficiência) e concede o direito a determinados benefícios.

O processo para tirar a CNH especial é semelhante ao procedimento convencional, mas com exames médicos e psicotécnicos mais específicos, sem a cobrança de taxa adicional. 

Para tal, a análise de saúde deve ser realizada em uma clínica credenciada ao Departamento Estadual de Transito (Detran).

Ao ser aprovado pelo médico, o candidato PcD deve realizar as aulas teóricas, o exame de legislação e as aulas práticas da mesma maneira que os demais aspirantes a motoristas.

No caso do exame prático, o carro deve ser vistoriado por um perito do Detran, de modo que deve ser conferido se as adaptações estão conforme às necessidades do futuro motorista. Nessa ocasião, é possível utilizar o veículo do próprio candidato para realizar o exame de direção.

Uma vez aprovado, o campo das observações na CNH Especial do PcD será preenchido com a letra correspondente à adaptação necessária ao cidadão.

Benefícios – CNH Especial
Cidadãos que se enquadrem às necessidades da CNH especial podem desfrutar de benefícios como isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Isso se dá em função da necessidade dos condutores possuírem um carro adaptado.

Quem tem direito a CNH Especial?
O total de 52 patologias estão incluídas na CNH especial, assim como indica a legislação brasileira, em especial a Lei Nº 8.989, de 24 de fevereiro. São elas:

Amputação de membros, artrite reumatoide, artrodese, artrose, ausência de membros, AVC, AVE, alguns tipos de câncer, cardiopatia, doenças degenerativas, doenças neurológicas, DORT, encurtamento de membros, ESCLEROSE MÚLTIPLA, escoliose acentuada, falta de força, falta de sensibilidade, formigamento, hemiparesia, hemiplegia, LER, sequelas físicas, linfomas, má formação, manguito rotator, mastectomia, membros com deformidades, monoparesia, monoplegia, nanismo, neuropais diabáticas, ostomia, paralisia, paralisia cerebral, paraparesia, paraplegia, paresia, parestesia, parkinson, poliomielite, problemas graves de coluna, prótese interna ou externa, quadrantectomia, renal crônico, HIV, síndrome do túnel do carpo, talidomida, tendinite crônica, tetraparesia, tetraplegia, triparesia e triplegia.

Uveíte: a doença pouco conhecida que pode provocar a perda da visão...

02/10/2019 

Frequentemente confundida com a conjuntivite, mal é causado por inflamação em uma camada dos olhos, que pode ter origem em infecções ou doenças autoimunes.
Uveíte é causada por inflamação nos olhos de origem infecciosa ou por doença autoimune.

Há cinco anos, o militar aposentado Valdir de Oliveira Filho, de 70 anos, foi picado pelo mosquito Aedes aegypti e contraiu chikungunya.

Mesmo fazendo tudo o que lhe foi indicado, algumas semanas depois de apresentar os primeiros sintomas da doença ele notou que sua visão estava ficando embaçada.

"Começou leve, mas piorou muito rápido. Procurei um oftalmologista achando que teria de usar óculos, e ele me encaminhou para um retinólogo", recorda.

Após uma série de exames veio o diagnóstico: uveíte causada pela chikungunya. "O médico me disse que eu já tinha perdido 90% da visão do olho direito. Naquela época eu não conseguia mais dirigir, ler e nem colocar café na xícara, derrubava tudo."

Com o tratamento, recuperou 40% da acuidade visual. "Mesmo com essa melhora, ainda tenho dificuldade para enxergar e, por isso, precisei mudar muitas coisas na minha vida, na minha rotina", lamenta o militar aposentado.

O que é uveíte?
Frequentemente confundida com conjuntivite, a uveíte é uma causa importante de cegueira (acuidade visual com melhor correção menor que 20/400 ou 0,05) e de baixa visão (acuidade visual com melhor correção entre 20/70 ou 0,3 e 20/200 ou 0,1) no mundo todo.

Ela se dá quando ocorre uma inflamação na úvea, camada vascular média dos olhos que inclui a íris (parte colorida dos olhos), o corpo ciliar (músculos que controlam os olhos) e a coroide (membrana que abastece a região com sangue). Também pode afetar o nervo óptico e a retina.

Valdir de Oliveira Filho perdeu parte considerável da visão depois de uma uveíte causada pela chikungunya 

Unilateral ou bilateral, atingindo apenas um ou os dois olhos, a doença é classificada como anterior (acomete apenas a íris), intermediária (acomete o corpo ciliar e o vítreo) e posterior (acomete o vítreo, a retina, coroide e a esclera) - as que atacam mais de uma porção uveal são chamadas de pan-uveítes.

Suas causas são várias, segundo Haroldo Vieira de Moraes Junior, presidente do Congresso Brasileiro de Oftalmologia 2019, evento promovido pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), e titular-chefe do departamento de Uveítes do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro: idiopáticas (não identificáveis), infecciosas e não infecciosas.

No grupo das infecciosas entram as arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela) e patologias como sífilis, tuberculose, aids e toxoplasmose. No das não infecciosas estão as doenças autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus e esclerose múltipla.

"Há uma gama enorme de doenças que podem repercutir nos olhos em forma de inflamação, e pouca gente sabe disso", afirma o médico.

No Brasil, as mais incidentes são toxoplasmose e sífilis. Porém, com a elevação das temperaturas e a proximidade do verão e das chuvas, a preocupação se volta para as arboviroses, já que essa época favorece a reprodução dos mosquitos causadores e, por consequência, o risco de infecção.

Sintomas da uveíte
Embora a doença tenha variações, seus sintomas são basicamente os mesmos: dor nos olhos, vermelhidão, fotofobia (sensibilidade à luz) e baixa de visão. Em alguns casos, há relatos de manchas escuras que flutuam no campo visual (moscas volantes).

Maria Auxiliadora Monteiro Frazão, coordenadora da Comissão de Ensino do CBO e chefe do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, pontua que, dependendo da localização da inflamação e da sua agressividade, tem-se um maior ou menor acometimento da acuidade visual.

"Independentemente disso, se o problema não for tratado adequadamente e a tempo, pode gerar dano irreversível à visão. A estimativa atual é de que entre 10% e 15% dos pacientes com uveíte fiquem cegos", relata a médica.

E mais: sem o cuidado correto, a patologia pode desencadear outros problemas nos olhos, como catarata, glaucoma e edemas de retina.

"Para evitar essas situações o importante é, a qualquer sinal de dor, embaçamento ou vermelhidão, procurar imediatamente um oftalmologista", aconselha.

Uveíte pode desencadear outros problemas nos olhos, como catarata, glaucoma e edemas de retina

Diagnóstico e tratamento
Para diagnosticar a enfermidade é necessário fazer um teste ocular completo, com medida da acuidade visual, avaliação dos reflexos pupilares, biomicroscopia de segmento anterior, tonometria e fundoscopia direta e indireta, combinado com exames complementares de sangue, para identificação do fator etiológico, e de imagem (tomografia computadorizada, angiografia fluoresceínica e ressonância magnética são algumas opções).

A conduta terapêutica varia de acordo com a causa e deve ser realizada em parceria com o especialista na doença base - por exemplo, se for tuberculose, é junto com o pneumologista; se for sífilis, com o infectologista e por aí vai. Ela inclui o uso de antibióticos, antivirais, antifúngicos, antiinflamatórios, analgésicos, corticoides ou imunosupressores.

"Temos de combater prioritariamente o agente que está provocando a inflamação", comenta Maria Auxiliadora.

Junto a isso, o uso de colírios específicos é obrigatório em qualquer situação. Algumas pessoas ainda podem precisar de aplicação de fármacos diretamente na visão.

"Recorremos a essa solução nos casos de contraindicação por via oral ou quando o tratamento não está funcionando como o esperado", complementa Moraes Filho.

E ele informa que a uveíte tem cura ou controle - mais uma vez, isso depende da causa -, mas alerta para a possibilidade de recaídas: "Em certas doenças base, como a toxoplasmose, é comum haver novas ocorrências".

O período de cuidados vai de meses a anos, podendo até se dar indefinidamente, como é o caso de Oliveira Filho, que, mesmo após cinco anos do diagnóstico, ainda consulta o oftalmologista a cada seis meses e usa um colírio diariamente.

"Tive comprometimento da úvea e também do nervo óptico. Sei que jamais voltarei a enxergar 100%, mas, hoje, aprendi a conviver com o problema. A vida segue e a gente se adapta, não tem outro jeito", finaliza o militar aposentado.

Gaúcho é o primeiro patrono cego de feira cultural no Brasil, diz organização nacional...

30/09/2019

Natural de Nova Petrópolis, André Werkhausen Boone lançou autobiografia em 2018.
Em Histórias de Baixa Visão, de 2017, André relatou as diferenças em ter pouca e nenhuma visão.

Aos 13 anos, André Werkhausen Boone começou a ter problemas de visão. Em um processo de perda e retorno desse sentido, o guri de Nova Petrópolis, na serra gaúcha, pouco aproveitou sua adolescência. Com precisão, ele relembra o dia em que parou de enxergar definitivamente por causa de uma doença autoimune. 

— Foi quando eu tinha 16 anos, em seis de março de 2009. 

Mais de 10 anos depois da reviravolta em sua vida, André foi surpreendido novamente. Dessa vez, com o convite da prefeitura da sua cidade natal para ser patrono da 24ª Feira do Livro que, nesta edição, tem o tema "Não há limites para quem lê". O evento será de 8 a 13 de outubro, das 8h às 21h, na Rua Coberta.

Com o reconhecimento, André passa a ser considerado o primeiro cego a ser patrono de uma feira cultural do Brasil, garante o vice-presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), Beto Pereira. 

— Pelas informações de que dispomos, ele é o pioneiro, o que para nós é motivo de alegria. Isso mostra a pessoa com deficiência como protagonista da cultura e da informação e também vai ao encontro da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.  

Coautor de obra chamada Histórias de Baixa Visão
O envolvimento de André com as letras vem de anos. Leitor de obras infantojuvenis, as quais diz não ter um autor preferido, e de revistas e jornais, o nova-petropolitano deu o pontapé inicial na jornada literária em 2010, aos 18 anos, participando de um concurso em Caxias do Sul. Embora não tenha recordações precisas sobre o conto, lembra apenas que se tratava da história de um cego.  

Depois de se formar em Administração, em 2015, o jovem ingressou em uma pós-graduação. Foi nessa época que adquiriu o hábito de relatar, no Facebook, suas aventuras diárias. Ele recorda que foi instigado a escrever mais, porém tinha dificuldades financeiras e faltava uma editora que aceitasse a obra. Com ajuda de pessoas da comunidade, o sonho deslanchou: uma professora de português que estava prestes a se aposentar se ofereceu para corrigir o material, outra pessoa ajudou a bolar a arte da capa e o marido de uma professora da pré-escola fez um empréstimo. 

Intitulada SER André Werkhausen Boone, porque "eu sou eu", conta rindo, a autobiografia é um apanhado da sua história desde a época em que tinha 13 anos, quando teve os primeiros sintomas da perda de visão. 

— Conto desde abril de 2006, quando tive os primeiros sinais da doença até a finalização. Falo do meu processo de reabilitação, como é o meu cotidiano, como foi a mudança do "eu enxergava e a agora não enxergo". Tem histórias bem-humoradas e também o momento mais tenso, quando tive tetraplegia. 

Antes de assinar sozinho um livro, também participou, em 2017, como coautor de uma obra chamada Histórias de Baixa Visão, na qual relatou as diferenças em ter pouca e nenhuma visão. Neste ano, além de ser patrono da Feira, André também vai lançar um audiolivro. 

— Fui pego de surpresa. Quando minha mãe leu a carta do convite não consegui segurar a emoção. É uma honra muito grande ser patrono na minha cidade natal. E a questão de ser o primeiro patrono cego do Brasil abre caminhos. Quero que outras pessoas tenham oportunidades e sigam desenvolvendo a inclusão — comenta sobre a escolha.

Diagnóstico tardio 

Por três anos, André conviveu com a constante perda e retorno da visão. O quadro preocupou quando ele perdeu, por quatro meses, os movimentos dos dois braços e pernas. Depois de voltar a caminhar, a cegueira se tornou "um detalhe", diz. Entre a perda total do sentido e o diagnóstico da doença se passaram cinco meses: somente em agosto de 2009 é que ficou sabendo que sofria de neuromielite óptica (NMO), doença autoimune na qual o organismo não reconhece os canais de água (aquaporina) que existem no cérebro, na medula espinhal e no nervo óptico. 

De acordo com o neurologista e neuro-oftalmologista Alessandro Finkelsztejn, coordenador do Ambulatório de Neuroimunologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, há muito tempo esse problema era classificado como um tipo de esclerose múltipla. 

No entanto, há mais de uma década foi definida como doença própria, cuja prevalência é de cinco casos a cada 100 mil habitantes. 

— Os sintomas são a redução de visão uni ou bilateral, inflamação da medula, causando paraplegia ou tetraplegia. É um problema potencialmente grave, que precisa ter o surto reconhecido e tratado, bem como a indicação de um imunossupressor. 

Hoje, além de escrever, com ajuda de um software especial no computador, André também visita escolas para contar sua história.