EMBRAPA DESENVOLVE BEBIDA PARA PESSOAS COM ALERGIA A PRODUTOS LÁCTEOS

27/12/2011


Alternativa atende às questões funcional e nutritiva do leite.


Produto é feito à base de soja.

 

Pesquisadores da Empresa Brasileira Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveram uma bebida instantânea a partir de café solúvel, extrato de soja e açúcar para pessoas com alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose. A tecnologia, fruto de pesquisa da unidade Embrapa Agroindústria de Alimentos, faz parte do projeto Incubação de Agroindústrias, pelo qual empreendedores podem candidatar-se em desenvolver tecnologias como negócio.

De acordo com Ilana Felberg, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos e líder da pesquisa que resultou no produto alternativo, foram 18 formulações e nove meses de armazenamento até chegar à bebida instantânea à base de soja, que vem preencher uma lacuna no mercado brasileiro.

A ideia era ter mais uma alternativa no mercado que atendesse às questões funcional e nutritiva e que pudesse ser adotada por pessoas que apresentassem alergia às proteínas do leite ou intolerância à lactose ou que não consumissem leite por opção, que são os vegetarianos. Ela [bebida] não foi feita especificamente para um grupo, mas atende a um grupo que tem algum problema em consumir produtos lácteos — disse a doutora em ciência de alimentos à Agência Brasil.

O produto, no entanto, não é recomendado a diabéticos, uma vez que a bebida possui açúcar na sua composição. Pessoas com problemas de gastrite ou que tenham insônia também devem evitar a bebida, segundo Ilana. Para a pesquisadora, é possível que empreendedores que vierem a se inscrever no projeto Incubação de Agroindústrias se interessem em desenvolver alternativas do produto sem açúcar. No estudo, até chegar à bebida à base de soja, verificou-se também se os compostos presentes na soja e no café tinham algum impacto negativo no sabor quando colocados juntos.

A bebida mista contém compostos bioativos, como isoflavonas de soja, que vêm sendo relacionados a benefícios em relação a doenças como câncer, osteoporose e sintomas da menopausa, e também ácidos clorogênicos do café, que apresentam capacidade antioxidante, ou seja, antienvelhecimento. O edital do projeto Incubação de Agroindústrias está com inscrições abertas até o dia 15 de janeiro. 

 

FONTE:http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/bem-estar/19,0,3609695,Embrapa-desenvolve-bebida-para-pessoas-com-alergia-a-produtos-lacteos.html

SAIBA QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA DOENÇA DE KAWASAKI,PATOLOGIA INFANTIL DE DIFÍCIL DIAGNÓSTICO

27/12/2011


Com sintomas diferentes de uma virose, doença de Pietra não foi diagnosticada na primeira consulta.

Em nove dias sem tratamento, doença pode causar sérias complicações, como infarto e convulsões.

 

Uma patologia infantil pouco conhecida e de difícil diagnóstico. São diversos os motivos que fazem com que a doença de Kawasaki tenha grandes chances de passar batida pelo exame clínico quando a criança aparece febril no consultório. Falha que pode ser decisiva quando se trata de uma doença que, em nove dias sem tratamento, pode mudar para sempre a vida da criança.

Se não fosse a nossa insistência em buscar uma resposta para a febre da Pietra, que persistia, teria sido tarde demais – comenta a pedagoga Ana Paula Ludwig, 30 anos, mãe da Pietra, um ano e oito meses.

Gaúcha, moradora da Praia da Armação, em Santa Catarina, Ana Paula e o marido, o técnico em eletrônica Jean Pierri, notaram que a filha estava com febre que logo passou dos 40ºC e não baixava. Em um curto espaço de tempo, apareceram manchinhas nos pés, nas mãos e na boca.

Nos primeiro e no segundo dia, fomos procurar ajuda. Como não havia sinais de virose, ou de algo facilmente detectável, nos mandaram para casa. Eu estava apavorada – diz Ana Paula.

No terceiro dia, foi a vez dos gânglios incharem e os olhos da menina ficarem vermelhos. Eles voltaram à emergência, onde foi feito um hemograma – e uma infecção foi diagnosticada. Como já estava com viagem marcada a Porto Alegre, onde mora sua família, mãe e filha vieram à Capital. No Hospital da Criança Santo Antônio, Pietra foi diagnosticada com Kawasaki.

A pediatra disse que a gente tinha pouquíssimo tempo, que ela deveria ser internada naquele momento para receber medicação. Pouco depois, ela já estava bem. Tivemos sorte, mas imagine quantas crianças são mandadas de volta para casa com febre por desconhecimento dos pediatras? – questiona Ana Paula.

O chefe do Serviço de Pediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Boaventura Antônio dos Santos, reconhece que existe, sim, dificuldade por parte de alguns médicos em diagnosticar a Kawasaki. Sua baixa incidência – na América do Sul, são menos de três casos para cada 100 mil habitantes – e a inexistência de um exame com marcadores específicos (o diagnóstico é exclusivamente clínico) contribuem para agravar o problema.

A febre vem acompanhada de sintomas bem diferentes dos de uma virose, como conjuntivite – explica o médico, que já atendeu a 50 casos do gênero, sendo que alguns evoluíram para cardiopatias, inclusive com casos de morte.

Complicações
Identificada pelo pediatra japonês Tomisaku Kawasaki, em 1967, a Kawasaki chamou a atenção em 2007 por ter sido a causa da morte do filho mais velho de John Travolta, Jett, 16 anos. Após apenas nove dias sem tratamento, a doença pode causar infarto infantil e convulsões, por exemplo.

Tive um caso de uma menina de dois anos, em Porto Alegre, com os principais sintomas (febre alta, hiperemia conjuntival, língua vermelha e inchada), linfonodos cervicais aumentados (ínguas no pescoço). A paciente chegou a apresentar manifestações cardíacas, e, por isso fez acompanhamento completo por meses, pois sempre podem surgir complicações posteriores – relata o pediatra Ricardo Kreitchmann Filho.

Saiba mais
:: Os principais sintomas são febre alta por mais de cinco dias, conjuntivite asséptica (sem pus), manchas na pele, inchaço de pés e mãos, ínguas no pescoço (geralmente em apenas um dos lados), secura e vermelhidão dos lábios e da língua. Nem todos os doentes têm todos os sintomas.

:: A doença afeta principalmente crianças com menos de cinco anos.

:: Crianças menores de dois anos de idade e do sexo masculino têm risco maior de desenvolver arterite (inflamação das paredes das artérias) com aneurismas das coronárias.

 

FONTE:http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/bem-estar/19,0,3608586,Saiba-quais-sao-os-sintomas-da-doenca-de-Kawasaki-patologia-infantil-de-dificil-diagnostico.html


RETOCOLITE,INFLAMAÇÕES INTESTINAIS

24/12/2011 e 25/12/2011


Prejudica o convívio social, a vida profissional e as atividades sexuais.


A Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma inflamação intestinal grave que pode levar até ao desenvolvimento de câncer colorretal. Os impactos causados por essa doença na vida dos pacientes são altos e envolvem aspectos profissionais, sexuais e familiares. Os principais sintomas da doença são sangramentos, diarreias com cólicas, muco e, eventualmente, pus, se houver infecção. Os pacientes com RCU sofrem de crises persistentes de diarreia, que ocorrem a qualquer hora, provocando constrangimentos e desconfortos.

Os sintomas afetam as atividades cotidianas, provocando uma significativa piora na qualidade de vida. Além de preferir ficar em casa, são frequentes as faltas ao trabalho e, ainda, o abandono das atividades profissionais. A queda do orçamento doméstico, adicionado aos gastos com exames, internações e tratamentos, reflete em grande impacto financeiro aos pacientes.

A alimentação passa a ter muitas restrições, como o não consumo de alimentos que contêm fibras insolúveis (cascas de frutas e verduras), comidas com adição de condimentos picantes, leite ou derivados e bebidas fermentadas. Outro incômodo é o intenso reflexo para evacuar vindo logo após as refeições, que faz com que muitos pacientes de RCU prefiram não comer, provocando significativa perda de peso. A vida sexual pode diminuir e até ser interrompida, pois a pessoa se sente desconfortável com seu próprio corpo e com os sintomas que apresenta.

Todas essas implicações causadas pela RCU também podem ser agravadas pela condição emocional dos pacientes, que acabam apresentando algum grau de depressão ou ansiedade, em decorrência da paralisação de sua vida social. Os tratamentos mais comuns buscam tirar o paciente da crise e mantê-lo estável, a fim de devolver a normalidade ao seu cotidiano. No entanto, essas terapias exigem a ingestão de dois ou mais medicamentos ao dia, sendo necessário, muitas vezes, adicionar o uso de medicação via retal, diminuindo a adesão terapêutica.

A retocolite ulcerativa pode evoluir para quadros graves, com sangramento volumoso de difícil controle. São casos mais raros, que exigem internação hospitalar para repor sangue e introduzir medicação endovenosa. Outra complicação é o megacólon tóxico, inflamação acompanhada de infecção grave que pode atingir a corrente sanguínea e causar septicemia.

RETOCOLITE,NOVA OPÇÃO DE TRATAMENTO

 A forma clássica de tratar a retocolite é o uso de sulfa e de seus derivados. Quando tais medicamentos não apresentam bons resultados, os corticoides são bastante eficazes. Para os pacientes que não respondem ao tratamento convencional ou se tornam dependentes da cortisona, os imunossupressores são um recurso importante. Recentemente, chegou ao mercado brasileiro uma nova opção de tratamento, que tem uma maior dose de mesalazina (substância utilizada para combater a inflamação intestinal), e um revestimento nos comprimidos que retarda a liberação do princípio ativo, prolongando sua dissolução, diminuindo, ainda, os sintomas

Segundo Adérson Damião, médico gastroenterologista do Departamento de Gastroenterologia da Universidade de São Paulo (USP), esse é um importante avanço:

Quando o paciente precisa ser medicado apenas uma vez ao dia, ele tende a incorporar o tratamento a sua rotina – diz o especialista.

Segundo a gastroenterologista Genoile Oliveira Santana, “vale ressaltar que o tratamento de formas graves da retocolite deve sempre ser realizado por especialistas com ampla experiência no assunto e atuem numa equipe multidisciplinar”.

PARA OS(as) AMIGOS(as)

23/12/2011

UM FELIZ NATAL,CHEIO DE PAZ,SAÚDE FELICIDADE,MUITA LUZ,E MUITO AMOR,E UM ABENÇOADO 2012!!

VENHO AGRADECER A TODOS QUE DE MANEIRA DIRETA OU INDIRETA ME DERAM A HONRA DE TE-LOS SEJA COMO SEGUIDORES,OU VISITANTES,QUE DEUS OS ILUMINE HOJE E SEMPRE.


ANDRÉ PONCE.

DERMATOLOGISTA ADVERTE,NÃO IMPORTA A COR DA SUA PELE,PROTETOR SOLAR DEVE SER NO MÍNIMO 30

23/12/2011


Fator de proteção muda conforme a quantidade e a frequência da aplicação.


Câncer de pele corresponde a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil.


A recomendação médica é usar diariamente, até mesmo no inverno, mas é no verão que o protetor solar ganha status de produto de primeira necessidade. Longas horas de exposição ao sol em psicinas, praias e parques fazem aumentar a preocupação com a pele, para evitar desde as inconvenientes queimaduras até doenças mais graves, como o câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele é o mais frequente no Brasil, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no país.

Novos estudos demonstram que as pessoas usam muito menos protetor solar do que deveriam para não correr riscos de desenvolver doenças de pele por conta do sol — comenta a dermatologista Márcia Donadussi.

Um mito comum, segundo a especialista, é a crença de que fator de proteção maior do que 15 não adianta.

Por algum motivo, se popularizou a ideia de que fatores de proteção mais altos eram apenas uma questão de rótulo, mas não é verdade. Todos deveriam usar protetor solar com fator de proteção, no mínimo, 30, independente da cor da pele — alerta.

Para fototipos mais sensíveis, a especialista recomenda fator 60. É o caso de quem tem pele, cabelo e olhos claros. No entanto, Márcia considera que a regra geral nem sempre se aplica, devido à grande missigenação que há no Brasil — pessoas de cabelo e olhos escuros podem ter pele clara e muito sensível ao sol, assim como loiros podem se bronzear com facilidade. A dica da dermatologista é simples: quem logo fica com a pele vermelha quando toma sol deve usar fatores de proteção maiores mas nunca menores que 30.

Confira outras respostas da profissional para dúvidas comuns sobre o uso do produto:

:: Qual o protetor solar ideal para o meu tipo de pele?

Além da recomendação de fator 30 para peles de todas as tonalidades, a dermatologista chama atenção ainda para outro cuidado: observar no rótulo se o produto protege a pele dos raios UVA. Ela explica que o número que aparece no rótulo indica o fator de proteção contra os raios UVB. Estima-se que um terço do número do rótulo corresponda ao nível de proteção contra os raios UVA.

— Os raios UVB são os que causam a vermelhidão na pele e estão mais presentes entre as 10h e as 17h. Os raios UVA não queimam, mas são tão nocivos quanto, pois penetram mais profundamente na pele e podem causar manchas e rugas — esclarece Márcia.

Para peles mistas e oleosas, a dermatologista recomenda protetores em gel ou do tipo oil control e oil free, para evitar acne. Para peles normais, o mais indicado é o creme, pois adere melhor à pele e, portanto, não precisa ser reaplicado com tanta frequência quanto o gel.

:: Que cuidados devo ter no armazenamento do produto?

O ideal é que o frasco não seja exposto diretamente ao sol. Na praia, vale colocar debaixo de uma toalha, sob o guarda-sol. O aquecimento provoca reações químicas e pode comprometer as propriedades do produto.

:: Ainda posso usar um filtro solar que comprei no verão passado? 

É comum as pessoas deixarem alguns produtos na casa da praia de um verão para o outro. Segundo a dermatologista, se estiverem armazenados dentro de casa e dentro do prazo de validade, não tem problema usar.

:: Nos horários de menor radiação (antes das 10h e após as 17h), é necessário usar filtro solar? 

É, porque ainda há incidência de raios UVA que, como já foi explicado, não queimam, mas podem causar doenças de pele.

:: Qualquer filtro solar não sai na água? 

Segundo a dermatologista, isso é um mito.

Os testes de resistência à água são feitos com voluntários, que ficam dentro de uma banheira, sem se mexer, durante 40 minutos. Se o produto permanece na pele depois disso, ele é resistente à água. Mas quem é que fica parado na praia? — questiona Márcia.

A especialista ressalta que o movimento das ondas no mar e até a transpiração do corpo comprometem a resistência do produto. A ordem é, a cada hora de banho, secar bem o corpo e reaplicar o filtro.

:: Se eu for passar o dia todo na praia ou na piscina, de quanto em quanto tempo o produto deve ser reaplicado?

No mínimo, a cada duas horas. Se for para a água, de hora em hora, depois de secar o corpo com uma toalha, para não comprometer a aderência à pele. A profissional destaca que é importante associar outras formas de proteção, como chapéus, bonés, guarda-sol — de preferência de lona — e camisetas de cor escura e de algodão.

Márcia salienta ainda que, em laboratório, a quantidade de produto aplicada é de 2mg/cm² de pele, enquanto na prática as pessoas costumam usar entre 0,5 e 1mg/cm² de pele. Por exemplo, uma pessoa com cerca de 1,75m e 60kg deveria aplicar 34,9g de protetor solar em toda a superfície do corpo — um tubo de filtro solar tem em torno de 120ml, ou seja, seria suficiente apenas para três ou quatro aplicações.

O fator de proteção fixado no rótulo é estabelecido para a quantidade aplicada no teste, ou seja, na prática, o fator 30 já protege menos do que isso, porque a aplicação no corpo é menor — exemplifica.

Para facilitar o cálculo, a dermatologista ensina uma receita para usar protetor solar na medida certa: uma colher de sobremesa para o rosto, duas colheres de sopa no peito e na barriga e duas nas costas, duas colheres de sopa nas pernas e uma colher de sopa nos braços. A profissional tem ainda mais uma dica: apostar em filtros solar em spray para aplicar no couro cabeludo. Ah! E não esquecer das extremidades — orelhas e pés.

CONHEÇA OS BENEFICIOS DOS ESPORTES DE VERÃO PARA A SAÚDE

22/12/201


Modalidades esportivas praticadas na praia ajudam a entrar em forma.

Práticas esportivas na praia, além de divertidas, podem ser aliadas para deixar o corpo em dia.

:: FRESCOBOL


Material necessário: raquetes de madeira para rebater uma bola de borracha oca.

Regras básicas: não existem vencidos nem vencedores. O único objetivo é manter a bola no ar o maior tempo possível. 

Quantas calorias queima: até 820 calorias por hora.

Músculos que trabalha: é um bom exercício cardiovascular, pela intensa repetição de movimentos. Exige bastante das articulações e trabalha bem quadríceps e panturrilhas, bem como braços, ombros e tronco.

Principais benefícios ao corpo: o praticante desenvolve força, velocidade e coordenação motora de braços e pernas. Os exercícios são semelhantes aos da musculação, como o leg press (movimento de flexão e extensão de pernas com peso) e o supino (trabalho de braços com peso).

Cuidados necessários: não há restrição de idade, peso, altura ou sexo. O frescobol só deve ser evitado por pessoas com problemas articulares e de coluna, já que força ombros e joelhos. Pratique sempre respeitando o espaço de outros banhistas na beira da praia. 

:: TACOBOL 


Material necessário: dois tacos, bola de borracha, dois tripés de madeira — vale substituir por lata ou garrafa.

Regras básicas: duas duplas se enfrentam. Uma dupla tenta derrubar o tripé adversário com a bola, enquanto a outra tenta rebater a bola com o taco e impedir que o tripé seja derrubado. Vence quem chegar primeiro a 10 pontos.

Quantas calorias queima: cerca de 400 calorias por hora.

Músculos que trabalha: abdômen, peitoral, braços., antebraços e pernas.

Principais benefícios ao corpo: desenvolvimento de habilidades de deslocamento, manipulação, socialização, noção de tempo-espaço, coordenação motora, flexibilidade, força e agilidade.

Cuidados necessários: podem ocorrer acidentes, principalmente com os tacos. O lançador que fica atrás do rebatedor deve ficar um pouco afastado para não ser atingido.

:: SURFE


Material necessário: uma prancha adaptada ao tamanho e às características físicas do atleta; lash — a famosa cordinha, geralmente amarrada junto ao calcanhar do atleta para não perder a prancha; parafina, para manter a adesão do atleta na prancha.

Regras básicas: nunca entrar sozinho no mar, observar as condições da água, nunca surfar junto às rochas, evitar zonas de atuação de praticantes mais experientes. A boa conduta do surfista estabelece como regra uma pessoa por onda. 

Quantas calorias queima: até 600 calorias por hora.

Músculos que trabalha: braços, costas, tórax, peitoral, glúteos, panturrilha. 

Principais benefícios ao corpo: aumenta em até 85% a capacidade cardiorrespiratória, melhora bastante o equilíbrio e a resistência física. Movimenta quase todos as articulações e músculos do corpo, fortalecendo principalmente a musculatura da região peitoral, os braços, as costas, os glúteos e a panturrilha. 

Cuidados necessários: precisa saber nadar. Observar se a área é destinada ao surfe e que não é próxima de nenhuma plataforma de pesca. 

:: CAMINHADA NA PRAIA


Material necessário: use roupas leves e escolha um tênis confortável, com sistema de amortecimento. 
Prefira modelos indicados para caminhada, cuja sola não é tão alta como nos de corrida. Não é recomendado caminhar de pés descalços, principalmente na areia fofa, por causa do impacto. 

Regras básicas: cuidar da hidratação e da alimentação.

Quantas calorias queima: 250 a 350 calorias por hora, conforme o ritmo.

Músculos que trabalha: melhora o tônus das pernas, do bumbum e do abdômen.

Principais benefícios ao corpo: combate o colesterol ruim, estimula a circulação sanguínea, aumenta a capacidade cardiorrespiratória e a densidade óssea, favorece o controle de doenças como diabetes e hipertensão, e ameniza desequilíbrios posturais e articulares. 

Cuidados necessários: evite caminhar sob sol forte, use chapéu ou boné e passe filtro solar no corpo todo, mesmo em dias nublados. Nunca caminhe em jejum: se andar logo cedo, tome um suco, coma uma fruta ou uma barra de cereais e deixe o café completo para a volta. Beba água antes, durante e depois da caminhada. Evite caminhar em locais onde a areia estiver inclinada ou muito fofa para não forçar as articulações e a coluna

:: NADAR NO MAR



Material necessário: trajes de banho.

Regras básicas: procure uma praia tranquila e nade apenas quando o mar estiver calmo. Faça um bom alongamento e caminhe por 20 minutos antes de entrar no mar.

Quantas calorias queima: 800 calorias por hora.

Músculos que trabalha: o corpo todo, principalmente o sistema cardiorrespiratório.

Principais benefícios ao corpo: ajuda no processo de emagrecimento, enrijece a musculatura de ombros, braços, peito, costas, pernas, bumbum e abdome, melhora o condicionamento cardiorrespiratório.

Cuidados necessários: converse com o salva-vidas sobre a condição do mar para nadar e marque a distância entre as guaritas ou ache um marco que sirva de referência. Avise ao salva-vidas que você irá nadar. Use uma touca de natação com cor forte para que seja visualizado facilmente. Nade sempre ao longo da praia e nunca em direção a alto mar.

:: BOCHA


Material necessário: bolas de madeira ou de resina sintética — as bochas.

Regras básicas: numa disputa, entre duas pessoas ou duas duplas, o objetivo é jogar as bochas o mais próximo do "bolim" (pequena bocha). São quatro bolas para cada jogador ou dupla. No final da jogada, somam-se pontos, de dois em dois, para cada bola mais próxima do bolim que as do adversário. O jogo termina em 24 pontos.

Quantas calorias queima: cerca de 300 calorias por hora.

Músculos que trabalha: é mais praticado em canchas sintéticas, por isso não exige tanto esforço para lançar as bolas, ao contrário da areia de que exige mais força.

Principais benefícios ao corpo: o interessante do bocha são os benefícios sociais, pois pode ser praticado em diversas fases da vida, e pode ser uma maneira de favorecer os relacionamentos interpessoais e evitar o isolamento e a depressão, principalmente na terceira idade. 

Cuidados necessários: como é um jogo de arremessos, podem ocorrer acidentes. Não é aconcelhada a permanência de crianças nas canchas.

:: FUTEBOL DE AREIA


Material necessário: uma bola de futebol e duas goleiras.

Regras básicas: cinco jogadores para cada lado, com número ilimitado de substituições. Precisa jogar de pés descalços. O goleiro pode usar luvas.

Quantas calorias queima: 660 calorias por hora.

Músculos que trabalha: pernas.

Principais benefícios ao corpo: aumento da resistência muscular, principalmente dos membros inferiores e ainda proporciona trabalho aeróbico pela corrida constante. Quanto mais fofa a areia, mais força e explosão muscular são exigidas nas arrancadas. A areia também ameniza os movimentos bruscos, o que torna a prática mais segura.

Cuidados necessários: pessoas de todas as idades podem praticar. É bom evitar horários de calor intenso.


:: VÔLEI DE AREIA


Material necessário: rede e bola de vôlei.

Regras básicas: na areia, as equipes podem ser duplas ou quartetos e o set termina em 21 pontos, desde que haja uma diferença mínima de dois pontos do vencedor sobre a equipe adversária. 

Quantas calorias queima: de 210 a 320 calorias por hora.

Músculos que trabalha: ao jogar a bola, são trabalhados músculos de braços, ombros e costas. Pernas e bumbum são exigidos durante todo o jogo com saltos, agachamentos e deslocamentos rápidos na areia. 

Principais benefícios ao corpo: desenvolve reflexos, flexibilidade, impulsão, força, concentração, coordenação motora, noção espacial e melhora a capacidade cardiorrespiratória e tonicidade muscular. Como o deslocamento na areia é mais difícil, as panturrilhas são bastante exigidas. 

Cuidados necessários: lesões nos dedos nas mãos são frequentes. Não se pode esquecer da proteção solar.



AUBAGIO® FALHA AO DEMONSTRAR SUPERIORIDADE EM RELAÇÃO AO REBIF®

22/12/2011 - 


A Genzyme, unidade da Sanofi, divulgou na terça-feira dados que sugerem que o seu medicamento experimental Aubagio® (teriflunomide) não conseguiu demonstrar superioridade estatística sobre o risco de falha do tratamento quando comparado com o Rebif® (interferon beta-1a) da Merck num estudo ensaio de fase final envolvendo doentes com formas recidivantes de esclerose múltipla. A companhia disse que irá apresentar os resultados detalhados do estudo numa próxima reunião médica, avança o site FirstWord.
 
O ensaio TENERE seleccionou aleatoriamente 324 pacientes com Esclerose Múltipla para receber uma de duas doses de Aubagio® ou Rebif®, que foram seguidos durante 48 semanas. A Sanofi disse que os resultados mostraram que 48,6% dos pacientes que receberam 7 miligramas de Aubagio® e 37,8% dos pacientes que receberam a dose de 14 miligramas do medicamento atingiram o objectivo principal de risco de insucesso do tratamento, em comparação com 42,3% dos doentes do grupo a tomar Rebif®. A companhia acrescentou que a maior dose de Rebif® e Aubagio® "não se distinguiam" para o objectivo secundário de taxa de reincidência anual estimada, mas a taxa foi maior nos doentes que receberam a dose menor do medicamento.
 
Além disso, a farmacêutica disse que a percentagem de doentes que registaram efeitos adversos relacionados com o tratamento foi similar em todos os grupos do estudo. A Sanofi acrescentou que a taxa de descontinuação do tratamento permanente devido a eventos adversos foi de 21,8% em pacientes que receberam Rebif®, em comparação com 8,2% e 10,9% no grupo Aubagio® 7 miligramas e Aubagio®14 miligramas, respectivamente.
 
De acordo com a Sanofi, os dados serão incluídos nos seu pedido de aprovação para o medicamento às entidades reguladoras europeias, que deverá ser apresentado no primeiro trimestre de 2012. A pedido de aprovação para o produto está actualmente sob revisão nos EUA, depois de um pedido de comercialização ter sido aceite pela FDA em Outubro.
 
"O Aubagio® tem a vantagem de ser um tratamento oral, mas o seu potencial será limitado por medicamentos mais eficazes", disse o analista da Bryan, Garnier & Co. Eric Le Berrigaud. O analista prevê que as vendas anuais do Aubagio® possam chegar a 500 milhões de euros (654 milhões de dólares) em 2019, se aprovado.

MANUAL ABORDA DIAGNÓSTICO E PREVENÇAO DO PÉ DIABÉTICO

21/12/2011


Nunca andar descalço é uma das medidas de prevenção.


Dores, feridas que não curam e pés inchados são alguns dos sintomas da doença, que pode evoluir para amputação.


Um estudo da Associação Médica de Podiatria Americana mostra que 15% dos diabéticos devem apresentar úlceras nos pés ao longo da vida e entre 14% e 24% deles terão feridas crônicas que podem evoluir para amputação. Metade dos que sofrem amputação têm risco de morrer em cinco anos. No Brasil, os dados são similares ou até piores, conforme a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV). Por isso, a SBACV começa a distribuir nesta quarta-feira o primeiro manual de atenção integral ao pé diabético.

Com 40 páginas, os 10 mil exemplares serão distribuídos aos especialistas que trabalham com diabéticos para ajudar no diagnóstico e orientação precoce de problemas nos pés. O manual explica como prevenir, que exames são necessários para diagnosticar o pé diabético e quais são as categorias de risco. Ilustrado com imagens reais, o livreto traz um exercício objetivo no final.

Segundo o presidente da SBACV, Guilherme Pitta, um dos problemas principais é o paciente não saber que tem diabetes.

— Cerca de 50% dos diabéticos não são diagnosticados, o que prejudica a prevenção das consequências da doença, que englobam, entre outros, o pé diabético, a insuficiência renal com hemodiálise, um risco maior de infarto, e até mesmo a cegueira — diz Pitta.

O PDF do manual está disponível para consulta no site www.sbacv.com.br.

Entenda o pé diabético
:: Os principais sintomas são dores nas pernas, principalmente com exercícios; feridas que não curam, pés inchados, azulados e ressecados; dormência nos pés e insensibilidade, o que pode levar a pessoa a não perceber uma ferida.

:: É preciso examinar diariamente os pés e ter cuidados com bolhas, rachaduras e ressecamentos. Não se deve colocar os pés de molho, andar descalço e remover calos ou verrugas com curiosos e pedicures sem treinamento. Ao usar loções hidratantes, retire o excesso e não use cremes entre os dedos.

:: O diabetes pode levar à amputação dos pés ou pernas.

12 mandamentos do pé diabético

:: Não fazer compressas nos pés, nem quente, nem fria, nem gelada

:: Usar meias sem costuras ou assim com as costuras para fora

:: Não remover as cutículas das unhas dos pés

:: Não usar sandálias com tiras entre os dedos

:: Cortar as unhas retas e acertar os cantos com serra de unha

:: Hidratar bem os pés

:: Nunca andar descalço

:: Olhar sempre as planta dos pés e tratar logo qualquer arranhão ou ferimento

:: Não usar sapatos apertados ou de bico fino

:: Tratar as calosidades com profissionais de saúde

:: Olhar o interior dos sapatos antes de usá-los

:: Enxugar bem entre os dedos

NÚMERO DE CASOS DE DENGUE ESTÁ RELACIONADO À FALTA DE SANEAMENTO ADEQUADO

20/12/2011


Falta de abastecimento leva população a armazenar água, enquanto ausência de coleta de lixo faz com que água da chuva se acumule em recipientes descartados.

 

A falta de abastecimento de água e de coleta de lixo está relacionada ao alto número de casos de dengue nas cidades. Dos 48 municípios com risco de surto da doença no verão, 62,5% têm menos da metade das casas com acesso a saneamento adequado. É o que mostra um levantamento feito pela Agência Brasil a partir da lista do Ministério da Saúde de cidades com risco de surto da doença e de dados sobre saneamento básico do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma casa tem saneamento adequado, segundo critérios do IBGE, quando dispõe de rede de água, esgoto ou fossa séptica e coleta de lixo direta ou indireta feita por uma empresa. De acordo com o levantamento, em somente 18 cidades com risco de surto, a maioria das casas encontra-se nessa situação. O restante dos municípios enquadra-se em saneamento semiadequado, quando dispõe de pelo menos um dos serviços, ou inadequado, quando não há nenhum dos serviços em pleno funcionamento.

Os municípios com os menores percentuais de saneamento adequado estão no Norte e Nordeste, as duas regiões com o maior grupo de cidades com chances de surto de dengue. Nas duas regiões, são 39 cidades. Em Buritis (RO), Espigão do Oeste (RO), Mucajaí (RR), Porto Acre (AC), São Raimundo Nonato (PI) e Água Branca (PI), menos de 5% das casas têm saneamento em condição adequada.

O Mapa da Dengue, do Ministério da Saúde, também mostra que a ausência de saneamento facilita o surgimento de criadouros do mosquito. No Norte, 44,4% dos focos de transmissão estão no lixo, no Nordeste, 72,1% são relacionados ao abastecimento de água.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, o pior problema para o combate à dengue é o abastecimento irregular de água porque leva a população a usar caixas d'água, potes e barris. Mal tampados, esses pequenos reservatórios são ideais para o mosquito Aedes aegypti procriar devido à água parada, limpa e em pouca quantidade.

— Mesmo em muitas cidades com acesso [à rede de água], o fornecimento é intermitente — disse o secretário.

No lixo, o problema são as garrafas plásticas, tampinhas, pneus e outros recipientes onde a água da chuva se acumula com rapidez.

Apesar de admitir que o fornecimento irregular de água e a falta de recolhimento de lixo atrapalham as ações para enfrentamento da dengue, Barbosa defende que nos locais onde há ausência desses serviços é possível prevenir a doença com hábitos simples. As pessoas devem ser orientadas, por exemplo, a tampar as caixas d`água, tirar água dos pratinhos das plantas, limpar os ralos, recolher folhas das calhas e a manter o lixo fechado.

— Não podemos esperar que todos os problemas sejam resolvidos para combater a dengue. Há problemas que podem ser resolvidos mais facilmente — justificou o secretário.

Nos municípios com risco de surto de dengue, as equipes de saúde encontraram larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis visitados, índice considerado preocupante pelo ministério. Na Região Sul, apenas a cidade de Guairá, no Paraná, aparece na lista de cidades com risco de surto de dengue. Nenhum município gaúcho está em situação de risco, segundo o mapa do Ministério da Saúde.

 

FONTE:http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/bem-estar/19,0,3602651,Numero-de-casos-de-dengue-esta-relacionado-a-falta-de-saneamento-adequado.html

DIETA RIGOROSA PODE EVITAR ENVELHECIMENTO DO CÉREBRO

20/12/2011


Ratos foram alimentados com cerca de 70% da comida que consumiam normalmente.


Restrição de calorias ativa molécula de proteína que ativa genes ligados à longevidade.

 

 

Comer menos pode manter a mente jovem, de acordo com cientistas italianos que relataram, nessa segunda-feira, a descoberta de um processo molecular pelo qual uma dieta rígida pode salvar o cérebro dos estragos da idade.

A pesquisa, publicada no jornal americano Proceedings of National Academy of Sciences, é baseado em um estudo feito com ratos que foram alimentados com uma dieta de cerca de 70% da comida que eles consumiam normalmente. Cientistas descobriram que a dieta com restrição de calorias estimulou uma molécula de proteína, CREB1, que ativa uma série de genes ligados à longevidade e ao bom funcionamento do cérebro.

Nossa esperança é encontrar uma forma de ativar a CREB1, por exemplo, através de novas drogas, para manter o cérebro jovem sem a necessidade de uma dieta rigorosa — disse o principal autor Giovambattista Pani, pesquisador do Instituto Geral de Patologia, da Faculdade de Medicina da Universidade Católica do Sagrado Coração em Roma.

Os pesquisadores descobriram, anteriormente, que os ratos mostravam habilidades cognitivas e memória melhores, menos agressividade e tendência a evitar ou adiar o Mal de Alzheimer. Mas eles não sabiam exatamente o porquê.

— A CREB1 é conhecida por regular importantes funções cerebrais como memória, aprendizado e controle da ansiedade e sua atividade é reduzida ou fisiologicamente comprometida pelo envelhecimento — disse o estudo.

Os ratos que foram geneticamente modificados para perder CREB1 não mostraram nenhum dos benefícios da memória que os ratos com uma dieta pouco calórica, mas sim as mesmas deficiências dos ratos que foram superalimentados.

Portanto, nossas descobertas identificam, pela primeira vez, um importante mediador dos efeitos da dieta no cérebro. Esta descoberta tem importantes implicações para desenvolver terapias futuras para manter nosso cérebro jovem e evitar sua degeneração e o processo de envelhecimento — disse Pani.

COMO OBTER UM SORRISO BONITO E SAUDÁVEL

18/12/2011


Técnicas de clareamento estão entre as opções para quem quer um sorriso bonito.


Especialista fala sobre novas tendências e tecnologias que ajudam na busca do sorriso perfeito.

 

 

Há quem diga que o sorriso é o "cartão de visitas" de uma pessoa. Nesse sentido, a Odontologia vem aperfeiçoando técnicas e materiais para aqueles que desejam ter dentes bonitos e um sorriso saudável.

Para o cirurgião-dentista e professor da Faculdade de Odontologia de Bauru (USP) Rafael Mondelli, tão importante quanto falar das técnicas de clareamento e das restaurações de última geração, é destacar por que os dentes ficam manchados ou escurecidos, a fim de evitar que o problema apareça ou aumente. O especialista garante que grande parte dos fatores poderia ser evitada, com exceção de causas genéticas, consumo de remédios e excesso de flúor.

É necessário que as pessoas caprichem mais na higiene oral, parem de fumar e de ingerir alguns tipos de comida e bebida que podem manchar os dentes, como café, chá preto, vinho tinto, molho oriental e curry, por exemplo — sugere Mondelli.

Utilizadas até pouco tempo, as restaurações feitas de ouro, amálgama ou de qualquer outro material que deixava o sorriso com pontos escuros deram espaço às feitas de resina de alta qualidade ou de porcelana translúcida, o que permite que a restauração se aproxime da cor natural dos dentes.

Uma das tendências que vieram para ficar é a substituição das restaurações antigas e manchadas por restaurações imperceptíveis e que se assemelham à cor e à forma dos dentes — garante o cirurgião-dentista.

Apesar de haver resinas sofisticadas, o especialista alerta que os sistemas de porcelana oferecem melhor estética, maior resistência, estabilidade de cor e durabilidade. Além disso, preservar ao máximo a estrutura natural do dente é uma das tendências destacas por Mondelli.

Mesmo quando o clareamento não é suficiente para garantir um sorriso bonito por muito tempo, ou quando há espaços entre os dentes, não desistimos do propósito de preservar o dente natural do paciente. Nessas situações, pode-se recorrer às lâminas de porcelana, que proporcionam mínimo desgaste dental e são fixadas à superfície do dentes, com excelente estética e aceitação dos pacientes.

Implantes dentários e plástica gengival são outras opções para quem busca um sorriso perfeito.
Hoje, a Odontologia Estética oferece inúmeras opções de tratamentos para quem está infeliz com o sorriso. Basta recorrer a um profissional bem recomendado — finaliza.

FALTA DE MEMÓRIA PODE SER CARÊNCIA DE VITAMINA B12

18/12/2011


Pessoas que bebem muito correm o risco de desenvolver deficiências de B12.


Fraqueza muscular, tremores, desequilíbrio, pressão baixa e depressão são alguns dos outros sintomas causados pela falta da vitamina.

 

 

Ilsa Katz tinha 85 anos quando sua filha, Vivian Atkins, começou a notar que ela estava ficando cada vez mais confusa.

— Ela não conseguia lembrar nomes, onde ela havia estado ou o que tinha feito no mesmo dia — lembra-se Atkins, em uma entrevista. — À princípio, não fiquei muito preocupada. Pensei que fosse um processo normal de envelhecimento. Mas com o passar do tempo, a confusão e os problemas de memória se tornaram mais graves e frequentes.

Sua mãe não conseguia lembrar os nomes de parentes próximos, ou em que dia estavam. Ela achava que precisava ir trabalhar ou ir ao centro da cidade, mas não era o caso. E ela ficava muito agitada.

Um exame em uma clínica de memória resultou em um diagnóstico de estágio inicial de Alzheimer, e os médicos prescreveram Donepezil, que Atkins afirma só ter piorado a situação. Mas a clínica também testou o nível de vitamina B12 no sangue de Katz. Estava muito abaixo do normal, e seu médico achou que isso poderia estar contribuindo para os seus sintomas. Injeções semanais de B12 começaram a ser administradas.

— Logo depois, sua agitação diminuiu, ela se tornou menos confusa e sua memória melhorou muito — disse Atkins. — Senti que minha mãe havia voltado para mim, e ela também está se sentindo bem melhor.

Hoje com 87 anos, Katz ainda vive sozinha em Manhattan e se sente bem o bastante para recusar ajuda externa. Mesmo assim, sua filha se pergunta, "Por que será que os níveis de B12 não são conferidos rotineiramente, especialmente em pessoas mais velhas?" Essa é uma pergunta importante. Ao envelhecermos, nossa capacidade de absorver a vitamina B12 dos alimentos diminui, e geralmente nosso consumo de alimentos ricos nessa vitamina também se reduz. Uma deficiência de B12 pode surgir de repente e causar muitos sintomas confusos, que muitas vezes levam a diagnósticos errados ou são atribuídos simplesmente ao envelhecimento.

Um nutriente vital
A B12 é uma vitamina essencial que atua em várias partes do corpo. Ela é necessária para o desenvolvimento e a manutenção de um sistema nervoso saudável, a produção de DNA e a formação de hemácias. Uma deficiência grave de B12 pode resultar em anemia, que pode ser detectada em um exame de sangue normal. Mas os sintomas menos dramáticos de uma deficiência de B12 incluem fraqueza muscular, fadiga, tremores, desequilíbrio, incontinência, pressão baixa, depressão e outros problemas de humor, e problemas cognitivos, como memória fraca.

Os laboratórios têm padrões diferentes sobre o que consideram normal, mas a maioria das autoridades no assunto afirma que a deficiência ocorre quando os níveis de B12 em um adulto estão abaixo de 250 picogramas por mililitro de soro. Como todas as vitaminas B, a B12 é solúvel em água, mas o corpo armazena excedentes de B12 no fígado e em outros tecidos. Mas, mesmo que as fontes alimentares sejam inadequadas por um período, a deficiência no soro pode demorar anos para aparecer. Se a quantidade de B12 armazenada já é baixa, a deficiência pode se desenvolver em um ano, ou até menos em crianças.

As quantidades recomendadas de ingestão de B12 variam: 2,4 microgramas diários para maiores de 14 anos, 2,6 microgramas para mulheres grávidas e 2,8 microgramas para mulheres que estejam amamentando. A não ser em circunstâncias que impeçam a absorção de B12, esses níveis podem ser facilmente atingidos através de uma dieta balanceada que contenha proteína animal.

Em sua forma natural, a B12 está presente em níveis significativos apenas em alimentos derivados de animais, e em maior quantidade em fígado (83 microgramas em uma porção de 99 gramas). Entre as boas fontes estão outras carnes vermelhas, perus, peixes e crustáceos. Há menos vitamina em laticínios, ovos e frangos.

Quem corre risco
Fontes naturais vegetais são, no mínimo, pobres em B12, e a vitamina delas não é facilmente absorvida. Muitos vegetarianos estritos e todos os veganos, além dos bebês amamentados por eles, devem consumir suplementos ou cereais fortificados para obter níveis adequados.

Certos organismos, como a bactéria espirulina e certas algas, contêm uma pseudo-B12 que o corpo não consegue utilizar, mas que pode resultar em leituras falsas de um nível de B12 normal em exames de sangue. Apesar do que afirmam certas pessoas, a erva-patinha, uma alga, e a grama de cevada não são fontes confiáveis de B12.

Em alimentos de origem animal, a B12 se combina com proteínas e deve ser liberada por ácidos estomacais e uma enzima para que possa ser absorvida. Portanto, usuários crônicos de drogas supressoras de ácido, como o omeprazol, o lansoprazol e o esomeprazol, além de medicamentos contra úlcera, como a famotidina e a cimetidina, correm risco de desenvolver uma deficiência de B12 e muitas vezes precisam tomar suplementos diários da vitamina.

Os níveis de ácidos estomacais diminuem com a idade. Até 30 por cento de pessoas mais velhas podem não contar com uma quantidade suficiente de ácidos estomacais para absorver quantidades adequadas de B12 de fontes naturais. Portanto, o consumo regular de alimentos fortificados ou suplementos com 25 a 100 microgramas diários de B12 é recomendado para pessoas com mais de 50 anos.

A B12 sintética, encontrada em suplementos e alimentos fortificados, não depende dos ácidos estomacais para ser absorvida. Mas, natural ou sintética, apenas uma parcela da B12 consumida acaba sendo absorvida pelo corpo. Tratamentos para curar deficiências de B12 costumam envolver doses muito superiores ao que o corpo realmente precisa.

A B12 livre, tanto natural quanto sintética, precisa se combinar com uma substância no estômago, chamada fator intrínseco, para ser absorvida pelo corpo. Esse fator é reduzido em pessoas com uma doença autoimune chamada anemia perniciosa; a deficiência de vitaminas que resulta disso costuma ser tratada com injeções de B12.

Embora a maioria dos médicos não hesite em recomendar injeções para corrigir deficiências de B12, existem muitas provas de que, em doses suficientemente altas, comprimidos sublinguais e adesivos transdérmicos de B12 podem funcionar tão bem quanto injeções para pessoas com problemas de absorção, até mesmo para aquelas com anemia perniciosa.

Geralmente, um suplemento diário de 2 mil microgramas é recomendado por cerca de um mês, e depois é reduzido para 1 mil microgramas ao dia por mais um mês, depois reduzido novamente para 1 mil microgramas semanais. Comprimidos sublinguais e adesivos transdérmicos de B12, ou até mesmo pirulitos de B12, podem ajudar pessoas que precisam do suplemento mas não conseguem engolir comprimidos.

Outros que correm risco de desenvolver deficiências de B12 são pessoas que bebem muito (o álcool reduz a absorção de B12), pessoas que passaram por cirurgias estomacais, seja para perder peso ou por causa de uma úlcera, e pessoas que tomam aminossalicilatos (para doenças inflamatórias intestinais ou tuberculose) ou a droga contra diabetes, metformina (vendida como Glucophage, entre outras marcas). Pacientes que tomam anticonvulsivos como fenitoína, fenobarbital e aprimidona também correm risco.

Doses altas de ácido fólico podem mascarar uma deficiência de B12 e causar danos neurológicos permanentes, caso os níveis normais de B12 não sejam restaurados. Suplementos de potássio prejudicam a absorção de B12 em algumas pessoas. Embora uma deficiência de B12 possa aumentar os níveis do aminoácido homocisteína no sangue, que aumenta o risco de doenças cardíacas e derrames, os suplementos de B12 não diminuem os riscos cardiovasculares.

E embora níveis altos de homocisteína estejam ligados ao Alzheimer e à demência, reduzi-los com suplementos de B12 não parece melhorar a função cognitiva. No entanto, em um estudo, entre mulheres com uma alimentação pobre em B12, suplementos da vitamina desaceleraram significativamente o índice de declínio cognitivo. 

THE NEW YORK TIMES 

HEMOFÍLICOS TERÃO TRATAMENTO PREVENTIVO PELO SUS

16/12/2011

  
Profilaxia primária é indicada para crianças com até três anos.


Hemofílicos assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) têm garantida a chamada "profilaxia primária" para o tratamento de hemofilia grave dos tipos A e B. O procedimento preventivo à doença é indicado para pacientes com até três anos de idade que tenham tido até uma ocorrência de sangramento ou hemorragia da articulação (hemartrose). O tratamento profilático, que consiste no uso de medicamento (hemoderivado) para a reposição do Fator de Coagulação VIII no organismo, previne lesões nas articulações (artropatias) como também diminui a possibilidade de sangramentos.

A profilaxia primária passa a ser oferecida no SUS a partir deste mês, respaldada por protocolo discutido desde 2006 pelo Comitê Nacional de Coagulopatias, coordenado pelo Ministério da Saúde. Para ter acesso ao tratamento e receber o hemoderivado (Fator VIII), os pacientes precisam estar cadastrados em um dos 35 Centros de Tratamento de Hemofilia (CTH), onde têm orientação e acompanhamento médico para a obtenção do medicamento de uso domiciliar.

A adesão ao tratamento está condicionada à avaliação clínica, social e psicológica e também à assinatura de termo de consentimento, pelo qual o paciente (ou responsável) atesta a responsabilidade pelo tratamento em casa. Do total de CTHs implementados no país, 32 são vinculados a hemocentros coordenadores de redes estaduais e regionais e unidades de menor porte em hemocentros e hemonúcleos nos estados.

O tratamento profilático da hemofilia é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, reforça que o tratamento domiciliar deve ser iniciado anteriormente ao desenvolvimento de danos nas articulações.

Atualmente, 15 mil portadores da doença são assistidos pela rede pública de saúde e recebem medicamentos pelo SUS, incluindo aqueles que possuem convênios e planos de saúde ou que recorrem ao sistema privado de saúde. Desse total, 10.464 mil são cadastrados como hemofílicos A e B.

Sobre a hemofilia
É uma doença hemorrágica, de herança genética, que leva à perda de mobilidade do paciente. Ela se caracteriza pela deficiência quantitativa e/ou qualitativa de Fator VIII (hemofilia A) ou de Fator IX (Hemofilia B). O tratamento profilático corresponde à reposição desses fatores no organismo, de maneira periódica e ininterrupta a longo prazo, iniciada antes ou após ocorrência do primeiro sangramento ou hemorragia da articulação (hemartrose) e antes dos três anos de idade, por período superior a 45 semanas por ano.

Quem pode se beneficiar
:: Quem tenha confirmado diagnóstico de hemofilia A ou B grave; 

:: Crianças com até três anos que tenham apresentado pelo menos um episódio de hemartrose em qualquer articulação ou hemorragia intracraniana; 

:: Quem tenha tido até um sangramento articular. 

PARA TRATAR ESQUIZOFRENIA

17 de dezembro de 2011


Uma das grandes descobertas foi feita por cientistas gaúchos, que decifram o DNA da doença.

A mãe vai abraçar, mas o sujeito pensa que ela quer machucá-lo. Ao assistir televisão, os apresentadores do telejornal fazem chacota. Um cérebro esquizofrênico é assim: extrapola o limite que há entre percepções reais e imaginárias.

Transtorno mental crônico – mais de 80% dos casos persistem de forma permanente – a esquizofrenia está deixando de ser um enigma. Recentes descobertas científicas, realizadas pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Serviço de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), em conjunto com outras instituições, estão decifrando, com mais de 90% de certeza, os genes que separam os indivíduos que sofrem dos que não sofrem da doença.

Os estudos, cuja versão preliminar já foi publicada no European Neuropsychopharmacology – feitos em conjunto com o Hospital AC Camargo, com o Instituto de Psiquiatria de São Paulo e com Instituto de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, de Portugal – permitirão entender ainda mais não apenas sobre os efeitos, mas também sobre as causas de um distúrbio que afeta uma em cada cem pessoas no mundo (1,9 milhão no Brasil), com altos índices de suicídio.

Segundo o psiquiatra e coordenador do Programa de Esquizofrenia do HCPA, Paulo Belmonte de Abreu, as descobertas oferecerão, em pouco tempo, tratamentos mais eficazes para controlar as crises psicóticas decorrentes de excesso de atividade do neurotransmissor dopamina, que provocam a sensação de “saliência aberrante da realidade”, ou seja, quando a realidade é percebida de forma distorcida e exagerada.

– Estes medicamentos reduzem os níveis de dopamina em áreas críticas do cérebro, mas oferecem efeitos desagradáveis ao paciente, como apatia, desânimo, falta de alegria, energia. E é aí que entram os estudos de genes, que nos ajudarão a oferecer medicamentos conforme o DNA de cada paciente, de maneira personalizada e com menos chance de erros, o que promete dar um salto na qualidade de vida dos portadores a partir dos próximos cinco anos – afirma Belmonte de Abreu.

Elaborado em parceria com o Instituto Ludwig de Pesquisa Sobre o Câncer, de São Paulo, Belmonte de Abreu e seu grupo do HCPA estudam há quatro anos DNA de genes em esquizofrênicos. No final de 2000, haviam sido descobertos perto de mil alterações em genes, os chamados polimorfismos, ou pequenas variações de estrutura e sequência de genes. Mas o “pulo do gato” ocorreu após o advento da plataforma tecnológica, ferramenta que permite analisar milhares de alterações genéticas ao mesmo tempo, indo ao encontro do que vem sendo feito no mundo em diversas doenças, como o câncer e diabetes. – Genes desse tipo são estudados há décadas, mas só recentemente conseguimos identificar de 8 a 10 mil genes alterados ao mesmo tempo, o que chamamos de uma assinatura biológica da doença. Também descobrimos que a doença pode se manifestar tanto no cérebro intrauterino quanto na vida adulta – revela Belmonte de Abreu.

Antigamente, acreditava-se que as drogas não tinham influência na manifestação da esquizofrenia, apenas provocavam sintomas parecidos com o da doença. Contudo, estudos genéticos já comprovaram que o uso crônico de entorpecentes como a maconha pode colaborar para o seu desenvolvimento, dependendo do tipo de polimorfismo genético que o usuário possui.

– Os familiares costumam reconhecer a doença apenas quando ele tem sua primeira crise. O problema é que não existem sintomas tão específicos da esquizofrenia e, na maior parte das vezes, eles são muito sutis – afirma Jaime Hallak, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).


MENTES BRILHANTES



A esquizofrenia evoca nomes como o de John Nash, interpretado por Russell Crowe no filme Uma Mente Brilhante. Nash emergiu como um prodígio da matemática e recebeu o Prêmio Nobel por seu trabalho. Mas o distúrbio cerebral surgido quando jovem o perturbou tão profundamente que acarretou a perda de sua carreira acadêmica e o fez levar uma vida instável durante anos, antes de se recuperar. Estes casos revelam extremos da doença: quando tratada, pode ter evolução favorável, mas com falta de tratamento pode ter consequências desastrosas para seu portador e familiares. A chave é tratamento precoce e continuado, com diálogo permanente para o alcance do balanço: nem muita dopamina, nem muito pouca dopamina no cérebro.

INJEÇÃO PROMETE CONTORNAR ABANDONO DA MEDICAÇÃO 

 

Uma injeção que precisa ser tomada apenas uma vez por mês chega ao mercado brasileiro em dezembro e pode ajudar a contornar um dos principais problemas do tratamento da esquizofrenia: o abandono da medicação. Aprovado em junho pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o palmitato de paliperidona é o que se chama de antipsicótico – remédio que ajuda a prevenir distúrbios característicos da doença.

Um levantamento feito pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de São Paulo revelou que cerca de 50% dos pacientes abandonam a medicação após um ano do início do tratamento, agravando os sintomas da doença e favorecendo os surtos psicóticos.

– Outra grande vantagem do palmitato de paliperidona é a redução dos efeitos colaterais – diz Rodrigo Bressan, coordenador do Proesq (Programa de Esquizofrenia) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Segundo Bressan, evitar a recaída é o principal objetivo de quem lida com este tipo de paciente.

– A adesão ao tratamento é fundamental para manter a doença sob controle – diz o médico.

 

 Saiba mais

> Delírios, vozes e visões de seres imaginários. Esse é o quadro de uma pessoa que sofre de esquizofrenia. É comum também que ela passe por períodos de apatia e desordem de pensamento, com alterações de juízo, falsas ideias de perseguição e dificuldade em se relacionar. A doença é marcada especialmente pela dificuldade que o indivíduo apresenta para criar e manter laços sociais, no relacionamento com as pessoas e com o restante do mundo.

> Descrito pela primeira vez no fim do século 19, o transtorno ganhou esse nome em 1908, autoria do psiquiatra suíço Eugen Bleuler (1857-1939). A palavra é resultado da junção dos termos gregos skizo (divisão) e phrenos (espírito), devido aos sintomas que provoca. O mal atinge atualmente cerca de 1% da população mundial e conta com 56 mil novos casos a cada ano no Brasil.

> No centro do problema está a dopamina, neurotransmissor associado às sensações de prazer e de recompensa e que é encontrado em uma das regiões cerebrais mais profundas: o mesencéfalo. Nas pessoas saudáveis, a dopamina é liberada em quantidades equivalentes para os lobos frontal e temporal – sendo que o primeiro é responsável pela elaboração do pensamento, e o segundo, pela percepção e pela memória.

> O cérebro do paciente com esquizofrenia, contudo, funciona como se houvesse menos dopamina no lobo frontal e mais no lobo temporal. Essa falta provoca apatia e lentidão de pensamento. Já o excesso de dopamina na região temporal provoca delírios e alucinações. Essas duas falhas contribuem para o aparecimento dos sintomas da doença.

FONTE:http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a3599056.xml&template=3898.dwt&edition=18590


OMBRO SEM DOR

17 de dezembro de 2011


Prótese reversa é alternativa para recuperar movimentos articulares.

Uma das articulações mais complexas do corpo humano, o ombro inspira cuidados durante toda a vida. Mas é depois dos 60 anos que os danos nessa região do corpo costumam aparecer, causando dores insuportáveis. Não raro, idosos acabam sendo submetidos a cirurgias para recuperar lesões. E é aí que entra um novo procedimento que vem sendo difundido com sucesso entre os ortopedistas: a prótese reversa de ombro, que promete recuperar com mais eficácia os movimentos perdidos e viabiliza a realização de atividades cotidianas.

Com recuperação que leva de quatro a seis semanas com imobilização, e posteriormente, reabilitação fisioterápica, a técnica vem sendo aplicada pelo grupo de cirurgia de ombro da Complexo Hospitalar Santa Casa. De acordo com o ortopedista e traumatologista Fernando Carlos Mothes, cerca de 200 pacientes procuram a instituição a cada mês com sintomas de dores nos ombros. Esta também é a terceira queixa mais frequente nos consultórios de ortopedia, ficando atrás apenas da dor lombar e da dor no joelho, respectivamente.

– A diferença é que esta prótese inverte o princípio biomecânico do funcionamento do ombro – acrescenta Mothes.

Com o aumento da expectativa de vida da população, as lesões de ombro se tornam bem mais prevalentes, como lesões degenerativas, de tendão e artroses. Isso se deve ao fato de que os tendões do manguito rotador (tendões internos do ombro) enfraquecem com o tempo e se rompem, gerando dor e limitação dos movimentos. E estas lesões, quando não tratadas, tendem a progredir. Um quadro considerado grave é quando, além da ruptura, muitas vezes irreparável, existe artrose na articulação (desgaste da cartilagem).

Na opinião de Fábio Matsumoto, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo, essa enfermidade é como se o paciente estivesse com o braço amarrado junto ao corpo, tamanha a perda dos movimentos.

– Até pouco tempo atrás, a artropatia era um problema tratado com medidas paliativas, como analgésicos, infiltrações e fisioterapia. O cenário mudou após o desenvolvimento de uma prótese especial de ombro, a prótese reversa, já liberada pela Angência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – completa.