Estudo revela impacto da pandemia sobre cuidadores não profissionais.

13 abr 2021

Levantamento mostra piora significativa na qualidade de vida de quem assumiu a atenção de pessoas enfermas ou idosas durante a crise da Covid-19 

Os cuidadores não profissionais sofreram especialmente durante a pandemia. 

Quando Adriel Angelo de Oliveira Jesus, de 32 anos, recebeu o diagnóstico de ESCLEROSE MÚLTIPLA, há pouco mais de um ano, a pandemia do coronavírus estava no comecinho. Viúva, a mãe Eloar de Oliveira Jesus, de 58, passou a dividir o tempo entre o trabalho de diarista e os cuidados com o filho. Uma jornada que, como mostra uma pesquisa recente, é especialmente árdua diante da Covid-19. 

O levantamento foi realizado pelo programa global Embracing Carers (“Acolhendo Cuidadores”, em tradução livre do inglês), que tem o apoio da farmacêutica Merck. Ao todo, 9 mil cuidadores não profissios foram ouvidos. Foram 12 países contemplados: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Austrália, Taiwan, Índia e China. 

As conclusões apontam para um cenário de significativa piora na qualidade de vida. Em função da pandemia, essas pessoas assumiram sozinhas o cuidado de familiares próximos, uma vez que outros parentes deixaram de dar tanto apoio pelo medo de pegar o coronavírus. “Não tenho tempo de cuidar de mim. Há mais de ano que não faço meus exames”, conta Eloar. 

Luiz Magno, diretor médico da Merck, ressalta que estamos cercados desses cuidadores não profissionais, que tomam conta de idosos ou parentes com uma doença crônica. “Mas eles invisíveis”, lamenta. “O estudo mostra o que imaginávamos que aconteceria na pandemia: mais de sete horas adicionais de cuidado, maior necessidade de suporte emocional e uma grande dificuldade de arranjar tempo para si”, arremata. 

Magno diz ainda que, sob muitos aspectos, a Covid-19 afetou especialmente os cuidadores não profissionais do Brasil. Por exemplo: 68% dos respondentes do nosso país reportaram uma piora na própria situação financeira. No mundo todo, esse índice não superou 54%. 

É o caso de Eloar. Ela conta que, com a pandemia e o diagnóstico do filho, deixou de trabalhar em muitas casas. “Várias pessoas não entendem que eu preciso levá-lo comigo e me dispensaram”, queixa-se.

Hoje, ela recebe uma pensão pela morte do marido e depende de doações de medicamentos e da ajuda da igreja que frequenta para pagar o aluguel da sua casa em Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo. 

O medo de contágio também é grande. “Vou com meu filho à fisioterapeuta e fico apavorada. Mas a médica nos leva para longe de aglomerações”, revela. 

Mais tempo de convívio.

O levantamento mostra que os entrevistados passaram 46% mais tempo com as pessoas de quem cuidam durante o pico da pandemia. José Raimundo Fernandes, de 51 anos, mora em Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, com a esposa, Glauce, de 43. Ele trabalha com suporte de sistemas em São Paulo, a cerca de 45 quilômetros de casa. A esposa também tem  ESCLEROSE MÚLTIPLA. 

Com a chegada da Covid-19, Fernandes conta que começou a trabalhar mais em casa para ficar perto da esposa e circular menos, evitando o contágio. “Passei mais da metade do meu expediente em home officce, mas nem sempre posso fazer isso”, relata. Ele possui um carro, porém às vezes precisa recorrer ao trem, onde há muita aglomeração. Mesmo tomando os cuidados possíveis, os dois foram diagnosticados com Covid-19 no começo de 2021. Felizmente, apresentaram apenas sintomas leves. 

Glauce foi demitida no início da pandemia, o que pesou nas economias do casal. Mas o principal abalo que Fernandes destaca é na cabeça. “Alguns conhecidos morreram e isso mexe com a gente, mas eu tentto me manter positivo e levantar o astral”, diz. 

A saúde mental ganhou destaque na pesquisa: 61% dos entrevistados afirmaram que esse aspecto piorou durante a pandemia. E, de novo, o Brasil apresenta um número acima da média global: 70%. Em comunicado, a Merck atesta que o isolamento social e o medo da infecção respondem por parte desse impacto. 

A piora na saúde mental acompanha efeitos na saúde física (46% globalmente, 57% no Brasil), com menos horas de sono e falta de exercícios. “O tema do cuidador não profissional é pouco abordado”, destaca a geriatra Luciene Moura, que trabalha com home care. 

Nascida no Rio de Janeiro, Luciene mora e trabalha nos Estados Unidos há 11 anos. “Tenho visto muitas pessoas que tiveram de sair do trabalho ou se rearranjar para cuidar de idosos ou de parentes que pegaram Covid-19 e estão com sequelas”, relata. Segundo ela, perdas financeiras e estresse emocional são comuns nesse contexto. 

Formada na Unirio, Luciene fez residência em clínica médica na Santa Casa do Rio.

Ela aponta para um dado curioso: com o envelhecimento geral da população, os próprios cuidadores também estão mais vellhos. “Tenho alguns clientes que se transformaram em cuidadores na pandemia. São pessoas de meia idade, com até 60 anos, dando suporte para os pais”, aponta. “Os cuidadores não profissionais também precisam de amparo”, arremata. 

Diante disso, o programa Embracing Carers lista sugestões para melhorar esse cenário, que não tem hora nem vacina para acabar. São eles: 

• Valorizar a saúde e o bem-estar de cuidadores não remunerados

• Diminuir a carga financeira sobre essas pessoas, inclusive com programas de assistência (em especial para os desempregados) 

• Ampliar o acesso a informações sobre como cuidar de terceiros e de si mesmo

• Investir em pesquisas para compreender melhor esse panorama e reconhecer a importância desses indivíduos. 

FONTE:https://saude.abril.com.br/bem-estar/estudo-revela-impacto-da-pandemia-sobre-cuidadores-nao-profissionais/

Neuromodulação clínica: um tratamento eficaz para pacientes neurológicos.

12/04/2021

A técnica não invasiva utiliza correntes elétricas para a melhora de disfunções e condições neurológicas.

A neuromodulação clínica é um tratamento que inclui técnicas de estimulação das estruturas do sistema nervoso com o objetivo de promover modificações e adaptações estruturais ou funcionais. 


Pode parecer assustador, mas segundo a fisioterapeuta do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), Tawany Sanches, essa é uma técnica não invasiva, indolor e quem tem trazido ótimos resultados aos pacientes. 

Na neuromodulação, utilizamos a Estimulação Magnética Transcraniana e a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua, que consiste na aplicação de correntes de forma segura, para modificar a atividade cerebral, induzindo a neuroplasticidade, que é a capacidade do sistema nervoso de modificar e adaptar sua estrutura frente à estímulos ou em resposta a lesões”, elucida.


Segundo a fisioterapeuta, estudos mostram os benefícios da neuromodulação para melhora de disfunções em condições neurológicas, como por exemplo: 

AVC, Paralisia Cerebral, Lesão Medular, ESCLEROSE MÚLTIPLA, doença de Parkinson, Transtorno do Espectro Autista, Depressão etc. Entre os principais benefícios estão a melhora do controle de movimentos, melhora da marcha, melhora do equilíbrio, diminuição da espasticidade, diminuição de dor crônica e dor neuropática, melhora da fadiga, melhora da linguagem e melhora da cognição.


Ainda de acordo com a especialista, a neuromodulação é contraindicada a pacientes que possuem materiais metálicos implantados na cabeça e para pacientes que possuem dispositivos eletrônicos implantados, como por exemplo, implante coclear. “Indicações e contraindicações devem ser sempre avaliadas individualmente por um profissional capacitado, pois cada caso é um caso, assim como os resultados, já que eles dependem da disfunção identificada na avaliação e do local da estimulação”.


Sobre o Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE)


Fundado no ano de 2016 por Canrobert Krueger e Mariana de Carvalho, a clínica é referência no atendimento a pacientes com danos neurológicos. O CERNE possui equipe especializada em diversas áreas, como: Fisioterapia, Fonoaudiologia, Musicoterapia, Neuromodulação e Terapia Ocupacional. O diferencial da clínica está nos métodos de tratamento avançados, como Theratogs, PediaSuit, Bobath, Integração Sensorial, Contensão Induzida, ABA, DENVER, além da chegada do primeiro tratamento através da Neuromodulação ao sul do país. 


FONTE:https://paranashop.com.br/2021/04/neuromodulacao-clinica-um-tratamento-eficaz-para-pacientes-neurologicos/

Três doenças neurodegenerativas que causam mudanças no olfato.

12/04/2021

Durante anos, a perda do olfato — ou anosmia, como também é conhecida — foi amplamente ignorada como marcador de doenças como Parkinson.

No mundo de hoje, automaticamente as pessoas estão atribuindo a perda do olfato à covid-19. 

Mas você sabia que esse sintoma também é comum de doenças neurodegenerativas, incluindo ESCLEROSE MÚLTIPLA, Parkinson e Alzheimer?

Uma pesquisa revelou que até 38% das pessoas que sofrem de ESCLEROSE MÚLTIPLA e quase metade dos adultos mais velhos diagnosticados com demência mostraram sinais de perda do olfato cinco anos antes. No caso da doença de Parkinson, algo entre 45% e 96% dos pacientes apresentam comprometimento do olfato.

O olfato também é afetado com doenças neurodegenerativas.

Durante anos, a perda do olfato — ou anosmia, como também é conhecida — foi amplamente ignorada como marcador de doenças como Parkinson, mas, agora, alguns cientistas acreditam que usá-la como ferramenta de diagnóstico pode ter grandes vantagens.

A patologia de doenças como o Parkinson se apresenta na área olfativa do cérebro muito antes de outras áreas, e acredita-se que essa seja a razão pela qual Smith tenha perdido o olfato 18 anos antes de sentir o primeiro tremor.

Um teste de olfato preciso poderia ter identificado a doença quase duas décadas antes de seu diagnóstico oficial, e poderia ter dado a ele muito mais tempo para retardar seu avanço.

Várias iniciativas estão desenvolvendo testes que podem usar o olfato para ajudar no diagnóstico de doenças neurodegenerativas.

O Predict-PD é uma dessas iniciativas. Alastair Noyce, professor clínico da Universidade Queen Mary, em Londres, que lidera o projeto, desenvolveu um teste de olfato chamado Scratch and Sniff.

É um teste rápido que apresenta ao paciente seis odores que geralmente encontramos ao longo do dia, com base em uma lista mais ampla de 40 aromas.


Testes de olfato ainda são raros.

A esperança é que os dados coletados possam ser usados para prever quem desenvolverá Parkinson, o que pode levar a novos tratamentos precoces que podem impedir a progressão da doença ou retardá-la.

E com um percentual que varia de 0,45% a 3,4% dos indivíduos (dependendo do teste) aparentemente inconscientes de sua própria perda de olfato, ferramentas como o Predict-PD podem ajudar as pessoas a identificá-la.

O problema é que esses testes são caros atualmente. "O teste de olfato padrão custa em média £ 25 (R$ 191) para ser realizado, mas apenas alguns centavos para ser produzido", diz Noyce.

Embora o custo possa não ser uma barreira para as muitas clínicas privadas que estão usando testes de olfato como uma ferramenta de diagnóstico, ele restringe sua utilidade para sistemas públicos de saúde com recursos limitados.

É claro que a deficiência do olfato não se desenvolve apenas como resultado de doenças neurodegenerativas. Cerca de 19% da população tem algum tipo de disfunção olfativa, com 0,3% perdendo totalmente o olfato (anosmia) e 19,1% sofrendo de redução da capacidade de detecção de odores (hiposmia).

Estudos recentes mostraram que a perda do olfato pode estar ligada a condições de saúde mental, como depressão, esquizofrenia e distonia, um distúrbio do movimento no qual os músculos de uma pessoa se contraem de forma incontrolável.

Um estudo de 2016 descobriu que os homens (mas não as mulheres) com sintomas de depressão também tendiam a ter um olfato ruim, enquanto aqueles que se sentiam sozinhos geralmente não eram tão bons em identificar cheiros diferentes.

Outra pesquisa relacionou o olfato deficiente ao aumento da mortalidade, sugerindo que pode ser um "sinal de alerta" para envelhecimento ou doença.

Um estudo com mais de 2,2 mil pessoas com idades entre 71 e 82 anos mostrou que aqueles que tinham um olfato ruim apresentavam um risco 46% maior de morrer em um período de dez anos do que aqueles com olfato normal.

Mas como é que o olfato pode ter um vínculo tão forte com a nossa saúde?

Carl Philpott, professor de rinologia e olfactologia da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, acredita que pode haver uma ligação com o que comemos. De acordo com sua pesquisa, "um terço dos pacientes com perda de olfato se alimentam em excesso, e outro terço dos pacientes se alimentam pouco", diz ele.

Visto que uma alimentação saudável é um dos pilares da boa saúde, é fácil ver por que isso levaria ao aumento da mortalidade. Philpott diz que "nosso olfato representa mais de 70%" dos sabores que experimentamos (embora a proporção exata seja contestada), o que poderia explicar por que perder esse sentido pode afetar o apetite de alguém.

Isso se encaixa nas experiências pessoais de Clara O'Brien, uma neuropsiquiatra clínica independente que ajuda indivíduos que foram diagnosticados com doenças neurológicas e lesões cerebrais.

"O cheiro desempenha um papel importante na vida de um paciente, muitos perdem o prazer de atividades que são uma parte essencial de sua rotina diária", diz ela, explicando que muitas vezes pessoas próximas a seus pacientes com perda de olfato relatam que eles mudaram seu comportamento, se tornando mais introspectivos, irritados ou retraídos.

Honglei Chen, professor de epidemiologia e bioestatística da Michigan State University, nos EUA, identificou outra razão pela qual o olfato pode levar ao aumento da mortalidade — é que as deficiências olfativas estão ligadas a uma maior exposição a ambientes adversos.

Se você tem olfato, pense nas vezes em que estava caminhando por uma estrada quando sentiu o cheiro repugnante de fumaça saindo do escapamento de um carro, e apertou o passo para sair de perto. Nessa situação, a pessoa que não tem capacidade de sentir cheiro continuaria a inalar a fumaça tóxica.

A nível neurológico, as deficiências olfativas podem levar a mudanças duradouras na composição do cérebro.

As áreas do cérebro que estão envolvidas no olfato, como o bulbo olfatório e o córtex piriforme, encolhem, assim como regiões menos óbvias, como o córtex cingulado anterior, que é importante para o controle motor e o pensamento racional, e o sistema límbico, que é fundamental para o processamento emocional.

A boa notícia é que as áreas do cérebro que encolhem devido à perda do olfato podem crescer novamente, caso a pessoa recupere esse sentido.

Quando isso acontece, o bulbo olfatório, o córtex piriforme, o córtex cingulado anterior e o sistema límbico se expandem, e a alimentação da pessoa também melhora.

Isso significa que as terapias de restauração do olfato podem ser uma técnica muito eficaz. Atualmente, há pesquisadores desenvolvendo técnicas que permitiriam fazer isso.

Thomas Hummel, que dirige a Clínica do Olfato e Paladar da Universidade de Dresden, na Alemanha, inventou uma técnica chamada "treinamento do olfato".

Ela prevê que os pacientes que cheirem uma harmonização de odores, que combinam aromas de quatro categorias de cheiros, geralmente de rosa, cravo, eucalipto e limão. O paciente deve cheirar as harmonizações por 10 minutos, duas vezes ao dia por um período de três meses.

Embora a técnica não funcione para todo mundo, ela tem se mostrado eficaz em melhorar as habilidades olfativas de 40% dos pacientes.Terapias como a de Hummel são voltadas para pessoas que apresentam perda ou diminuição do olfato devido a uma série de condições, seja covid-19 ou doenças neurodegenerativas.

Também existem medicamentos disponíveis para restabelecer o olfato, mas não são comuns, uma vez que essas drogas podem ter efeitos colaterais, e o treinamento do olfato, não.

No entanto, novas terapias são necessárias para 60% dos pacientes que não respondem ao treinamento do olfato.

Há outras terapias sendo desenvolvidas para aqueles que perderam o olfato. Uma delas é a estimulação elétrica: estimular uma área específica do cérebro por meio de eletrodos colocados na superfície ou implantados cirurgicamente.

Esses eletrodos levam a mudanças na atividade cerebral, que por sua vez podem melhorar o olfato do paciente. Por exemplo, a estimulação elétrica no nariz mostrou aumentar a proliferação de células receptoras olfativas, sendo estas as células responsáveis pelo cheiro.

E a estimulação das regiões do cérebro envolvidas no olfato pode levar a uma melhora desse sentido, já que é uma das maneiras pelas quais o treinamento do olfato é considerado eficaz, aumentando a atividade dentro das regiões olfativas do cérebro.

Yusuf Cakmak, professor associado de anatomia da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, explica que esses neurônios olfativos envolvidos no olfato também têm terminais em áreas do cérebro relacionadas à memória e à navegação, indicando que a proteção desses neurônios pode levar a benefícios para a memória.

Cakmak está trabalhando atualmente em um dispositivo que seria usado como um par de "óculos" para estimular o sistema nervoso olfativo, com o potencial de aliviar os sintomas ou suprimir o avanço de doenças como Alzheimer e Parkinson.

Os primeiros trabalhos de modelagem mostraram que o olfato de uma pessoa pode melhorar ao receber uma corrente elétrica direcionada de apenas um miliampere — equivalente a cerca de dois a três milésimos da energia armazenada em uma bateria padrão AA.

Os testes clínicos devem começar no fim de 2021. Se forem eficazes, um dia poderemos usar dispositivos elétricos para proteger nosso olfato. Nesse meio tempo, talvez esse sentido por muito tempo esquecido mereça um pouco mais de consideração.

FONTE:https://www.meionorte.com/bem-estar/tres-doencas-neurodegenerativas-que-causam-mudancas-no-olfato-410303

Livros: antídoto contra a solidão.

11/04/2021

“A arte inventa a realidade. Os poemas de Fernando Pessoa, Drummond, João Cabral são um acréscimo à vida. Eles não existiam antes, então, você lê um poema desses, decora, aumentou um pouquinho a sua vida.” A fala de Ferreira Gullar, um dos maiores poetas que o Brasil já teve, é cirúrgica ao nos lembrar do poder da literatura e dos livros.

Jornalista Deborah Almeida é leitora voraz e destaca que sua mãe lia para ela antes mesmo de nascer


A leitura sempre foi e, na pandemia da COVID-19 com o isolamento social, se tornou ferramenta ainda mais poderosa para equilibrar o bem-estar da psique humana. O livro é um amigo que nunca o abandona, sempre estará presente quando o procurar e jamais o deixará só.


A leitura é tão fundamental para a sanidade que existe a terapia pelos livros, a chamada biblioterapia, que existe desde a Antiguidade e já era praticada no Egito dos faraós, na Grécia e na Roma antigas. No início do século 20, com a comprovação científica dos resultados obtidos no tratamento dos feridos na Primeira Guerra, ela ganhou o status de ciência.

Mikhael Rodarte, de 24 anos, estudante de engenharia mecânica na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), confessa que se tornou um leitor a partir das imposições da COVID-19. Antes, lia pouco, de um a dois livros por ano.


"Na pandemia, tomei a decisão de ser o mais produtivo possível a partir da leitura e de cursos on-line. Separei de três a quatro horas do meu dia para ler. Para me incentivar, comecei com a releitura de “Harry Potter”, os sete volumes, e depois passei a investir em livros de assuntos do meu interesse: comportamento humano, linguagem corporal e linguagem fria (não verbal), programação neurolinguística (PNL), porque gosto de conversar, lidar com pessoas e de entender o outro.”


Conhecimento importante também profissionalmente, acrescenta, já que é vendedor em uma loja de veículos e precisa lidar com os clientes. “Quando me cansei desses temas, mudei para mercado financeiro, bolsa de valores, fundo imobiliário, porque quero mudar minha cabeça em relação ao dinheiro. Pensando no futuro, já que não sei se vou me aposentar.”


Mikhael Rodarte, estudante de engenharia mecânica, decidiu na pandemia se tornar um leitor assíduo


Até a semana passada, Mikhael, que se recuperou da COVID-19 que teve há um mês, enfrentando dor de cabeça, febre, perda do olfato e do paladar, já tinha lido 50 livros: “Compro todos, sempre o livro físico porque não gosto de ler no celular ou Kindle, e tenho muito ciúme deles. Na minha estante já tenho 100 obras e todo mês reservo R$ 100 do meu salário para comprar livros”.


O futuro engenheiro revela que ler foi uma decisão particular, já que sua mãe, Elza, sempre leu muito e o incentivou desde pequeno, mas não amava ler. A tia, professora de redação, falava da importância da leitura, em sua casa via seus livros e até se surpreendia. Mas só agora entendeu. No momento, sua missão é despertar na namorada, Lídia, o prazer pela leitura: “Leio sempre perto dela, percebo que tem vontade, mas ainda falta força de vontade”.


Leitora voraz

Neurocientista e psicóloga Fernanda Rocha avisa que apesar de o cérebro não ser um músculo, é essencial mantê-lo em atividade. A leitura é um exercício


Já a jornalista Deborah Almeida, de 23, é uma leitora voraz: “Desde que me entendo por gente. Minha mãe lia para mim enquanto ainda estava na sua barriga ‘O menino mágico’, de Rachel de Queiroz. Antes de aprender a ler, ela lia para mim e gostava tanto que cheguei a decorar as histórias do 'O bonequinho doce', 'A bonequinha preta' e 'O vestido que o vento leva'. E depois que passei a ler, livro é o que mais compro na vida. Meus pais sempre leram muito, me ensinaram e vou seguir pela vida. Na escola, era próxima da bibliotecária e em vez de levar para casa um livro por semana, ela me deixava levar quantos quisesse, já que queria ler muito e meus pais não tinham como me atender. Aliás, livro é meu presente preferido. Se perguntam, já passo minha lista da Amazon”.


Levo um livro na bolsa para todos os lugares. Se fico entediada, ele me salva. Os livros sempre foram meus amigos e uma forma de sair da realidade. Leio muito e ainda mais na pandemia

Deborah Almeida, de 23 anos, jornalista


Para uma leitora ávida, é difícil escolher o livro ou autor da vida. Mas Deborah destaca predileções, dependendo da fase. Criança, adolescente, ela se lembra dos livros “Poderosa”, de Sergio Klein, e “O diário da princesa”, de Meg Cabot – sua cachorra, aliás, se chama Meg. Depois, passou para os romances e, atualmente, é arrebatada por romances policiais. A série “Millennium”, do sueco Stieg Larsson, é um dos preferidos.


Já que falta espaço em casa para tantas obras, o Kindle e troca de edições em sebos tem sido a saída: “Levo um livro na bolsa para todos os lugares. Se fico entediada, ele me salva. Livros sempre foram meus amigos e uma forma de sair da realidade. Leio muito e ainda mais na pandemia. Leio por prazer, para estudar e buscar conhecimento. De autobiografia, que gosto muito, como a da Rita Lee, até obras de sociologia e de movimentos feministas de várias vertentes”.


Reserva cognitiva 


A leitura é uma ferramenta de prevenção para manter a saúde equilibrada, assim como de tratamento. A neurocientista e psicóloga Fernanda Rocha, especialista em neuropsicologia e terapia cognitivo comportamental (TCC), explica que na neuropsicologia há um conceito que descreve a capacidade que o cérebro tem de suportar danos sem apresentar perdas funcionais. É a chamada reserva cognitiva.


Segundo ela, esse conceito surgiu na década de 1990 a partir da observação de casos graves de acidentes vasculares em que os pacientes não apresentavam grandes perdas cognitivas ou comportamentais a despeito do tamanho da lesão adquirida.


Posteriormente, pesquisadores descobriram que em outras patologias cerebrais, como as demências, ESCLEROSE MÚLTIPLA, epilepsias e até alguns transtornos psiquiátricos, o mesmo efeito acontecia. O que os pacientes tinham em comum eram práticas constantes durante a vida de atividades que exigiam empenho cognitivo, ou em outras palavras “esforço mental”.


Entre as associações conhecidas por criar essa reserva cognitiva estão a leitura, a alta escolaridade, o coeficiente de inteligência e atividades que envolvem algum tipo de raciocínio.

Neurocientista e psicóloga Fernanda Rocha avisa que apesar de o cérebro não ser um músculo, é essencial mantê-lo em atividade. A leitura é um exercício


Fernanda Rocha destaca que é possível fazer um paralelo com a musculação. “Apesar de o cérebro não ser um músculo, mantê-lo em atividade não só o preserva de males pontuais (deixando-o 'em forma'), mas também o protege no futuro, quando os efeitos do envelhecimento saudável ou patológico estarão batendo à porta. Portanto, recomendo boas leituras.”


A neurocientista e psicóloga enfatiza que a prática da leitura em particular parece ter um efeito para além da reserva cognitiva, do aumento de conhecimento e do vocabulário. Pesquisa feita pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, mostrou que a prática da leitura reduziu em aproximadamente 70% o estresse dos indivíduos participantes, tanto em medidas subjetivas de percepção do estresse quanto em medidas de pressão arterial e tensão muscular.


“Em psicoterapia, uma das técnicas muito usadas para ensinar pacientes sobre os problemas que eles apresentam é a chamada psicoeducação, que envolve como prática a indicação de leituras sobre diversos temas da saúde mental. Hoje, temos títulos disponíveis à população em geral. Eles podem ensinar estratégias de enfrentamento da ansiedade, da depressão, do estresse, da obesidade, como ser produtivo em home office, como ter uma vida com valor, entre outros temas tão importantes em tempos de pandemia.”


Se ainda não descobriu esse universo para se jogar, o primeiro passo para abrir um livro e começar a ler é começar pelo que gosta, escolher um assunto que lhe interessa. A leitura é uma fonte de prazer. Tomada esta atitude, muitos efeitos virão em seguida, uma lista repleta só de ganhos pessoais, emocionais, sentimentais e cognitivos. Da “Bíblia” a “Harry Potter”, o importante é se entregar à leitura.


FONTE:https://www.em.com.br/app/noticia/bem-viver/2021/04/11/interna_bem_viver,1254850/livros-antidoto-contra-a-solidao.shtml

Nilópolis Começa A Vacinar Contra A Gripe (H1N1).

10 de abril de 2021

Além da Covid-19, as ações de imunização para outras infecções continuam em Nilópolis. No dia 12 de abril de 2021, o município entra na 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe (H1N1).


Quem deve tomar a vacina da gripe?


 As doses serão oferecidas para idosos com mais de 60 anos e a outras turmas. Confira a lista completa de quem que pode se vacinar gratuitamente em um dos postos de saúde de Nilópolis:


Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade

Gestantes e puérperas

Povos indígenas

Trabalhadores da saúde

Idosos com 60 anos ou mais

Professores das escolas públicas e privadas

Indivíduos com deficiência permanente

Profissionais das forças de segurança e salvamento (bombeiros, policiais…)

Forças armadas

Caminhoneiros

Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário

Trabalhadores portuários

Funcionários do sistema prisional

Jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas

População privada de liberdade

Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas

Veja quais doenças crônicas permitem a vacinação pelo SUS:

Diabetes

Obesidade

Doenças respiratórias crônicas (asma, DPOC, fibrose cística…)

Doenças cardíacas crônicas (hipertensão, insuficiência cardíaca…)

Doenças hepáticas crônicas (hepatites, cirrose…)

Doenças neurológicas crônicas (AVC, paralisia cerebral, esclerose múltipla…)

Imunossupressão (pessoas com o sistema imunológico prejudicado por enfermidades ou medicamentos)

Indivíduos transplantados

Portadores de trissomias (Síndrome de Down, Síndrome de Klinefelter…)

A aplicação em geral é feita com só uma dose. Porém, para as crianças, serão duas picadas, com intervalo mínimo de quatro semanas. Se essa for a primeira imunização dos pequenos, as duas são dadas juntas.

Posso tomar a vacina da gripe junto com a da Covid-19?

Devido à falta de estudos investigando os efeitos das interações entre os dois imunizantes, por ora o Ministério da Saúde sugere que não sejam aplicados simultaneamente.


FONTE:https://nilopolisonline.com.br/2021/04/10/nilopolis-comeca-a-vacinar-contra-a-gripe-h1n1/


Campanha de vacinação contra gripe começa segunda-feira, dia 12.

9 de abril de 2021
A 23ª edição da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa na próxima segunda-feira (12) e se estenderá até o dia 9 de julho. 
Segundo informativo divulgado pelo Ministério da Saúde, a ação envolve as três esferas gestoras do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, conta com recursos da União, das Secretarias Estaduais de Saúde e das Secretarias Municipais de Saúde. “Para o êxito da campanha, conforme a disponibilidade da vacina, estima-se o funcionamento de aproximadamente 50 mil postos de vacinação”, informa a pasta.

Ainda de acordo com o material de divulgação da campanha, a vacina é uma das medidas de prevenção mais importantes para proteger contra a Influenza, que é uma infecção respiratória aguda causada por diferentes vírus. Por meio da imunização, é possível reduzir a circulação viral na população, bem como suas complicações e óbitos, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco. “Neste contexto, a campanha de vacinação consiste em uma ação de interesse nacional, sendo os grupos prioritários atores sociais importantes no processo de prevenção e controle da doença”, diz o informe.

Público-alvo

Serão vacinadas crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (mulheres em fase pós-parto), povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos ou mais, professores das escolas públicas e privadas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento, forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbanos e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade fazem parte do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe.

Em relação às doenças crônicas e condições clínicas especiais, são consideradas parte desse grupo:

Diabetes

Obesidade

Doenças respiratórias crônicas, como asma, fibrose cística, rinite alérgica e etc…;

Doenças cardíacas crônicas, como hipertensão, insuficiência cardíaca, miocardite e etc…;

Doenças hepáticas crônicas, como as hepatites e cirrose, dentre outras;

Doenças neurológicas crônicas, como paralisia cerebral ESCLEROSE MÚLTIPLA;

Imunossupressão (pessoas com o sistema imunológico prejudicado por enfermidades ou medicamentos);

Indivíduos transplantados;

Portadores de trissomias, como síndrome de down, síndrome de Klinefelter, síndrome de Warkany e etc…
Entre as condições clínicas especiais inclusas como prioridade no calendário de vacinação da gripe está a obesidade 

A partir do dia 12 de abril, o SUS vacinará crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores de saúde. Em relação às crianças indígenas, o limite de idade é de até 9 anos. Idosos com 60 anos ou mais e professores serão vacinados a partir de 11 de maio. Já os demais prioritários, do dia 9 de junho a 9 de julho.

Para intensificar a imunização, cada etapa da campanha contará ainda com o “Dia D”: um sábado em que postos de saúde e outros locais, como shoppings e parques, aplicam a vacina da gripe para a população que estiver sendo beneficiada no momento. Quem determina as datas para esses sábados especiais são os municípios.

E o restante da população?

Pessoas fora dos grupos prioritários também devem se proteger, especialmente nesse momento de pandemia, considerando que, com o sistema de saúde sobrecarregado pela Covid-19, vacinar-se contra a gripe evita idas desnecessárias ao hospital.

Para isso, devem buscar a injeção em clínicas privadas ou aguardar doses remanescentes da campanha. Em anos anteriores, as vacinas que sobraram foram distribuídas para o resto da população. Por isso, é importante ficar atento aos noticiários.

MPF pede à Justiça que União deposite R$1 milhão para garantir medicamentos de pacientes crônicos de Sergipe.

8 de abril de 2021

Em requerimento protocolado em 6 de abril, o MPF destaca que vários remédios que deveriam ser disponibilizados pelo Ministério da Saúde estão em falta.


O Ministério Público Federal em Sergipe acionou a Justiça Federal para que determine à União o depósito de R$1 milhão a fim de viabilizar a aquisição de diversos medicamentos cuja responsabilidade pela compra é do Ministério da Saúde. O objetivo é que o Estado de Sergipe adquira os produtos e distribua aos pacientes cadastrados no Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case), mediante prestação de contas. O requerimento foi protocolado na terça-feira, 6 de abril.

Segundo o documento, em 25 de março, o MPF recebeu informações de que vários medicamentos distribuídos pelo Case do Grupo 1A, como Adalimumabe, Cabergolina, Metotrexato, Rituximabe e Sevelamer, Sildenafila e Tracolimo estavam em falta. 

Os remédios servem para tratar de diversas patologias crônicas, a exemplo de lúpus, ESCLEROSE MÚLTIPLA, artrite psoríaca, espondilite ancilosante, uveítes, doença de crohn, artrite reumatóide, hidradenite supurativa, distúrbio mineral ósseo na doença renal crônica, dentre outras. Chama atenção o medicamento rituximabe, que serve para o tratamento de linfoma, artrite reumatóide, leucemia, entre outros, e está em falta desde junho de 2020.


“Por se tratar de situação gravíssima e de descumprimento reiterado de ordem judicial, o MPF se baseou nas estimativas de custo de aquisições enviadas pelo Case e requereu que a Justiça Federal determinasse à União o depósito em conta judicial de R$1 milhão. O objetivo é formar um estoque mínimo de segurança para fazer cessar o risco de dano grave e irreversível à vida e à saúde de centenas de sergipanos, em decorrência do descumprimento dos deveres da União”, ressaltou a procuradora regional dos direitos do cidadão, Martha Figueiredo.


Entenda o caso – O requerimento foi feito em ação civil pública movida pelo MPF em 2019 para que fosse assegurado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de Sergipe o regular fornecimento e abastecimento contínuo, ininterrupto e gratuito dos medicamentos pertencentes ao rol do Grupo 1A do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, além de outros cujo financiamento e aquisição são de responsabilidade direta da União.


À época, os pedidos do MPF foram acatados pela Justiça Federal e a condenação se tornou definitiva em 1º de dezembro de 2020, ou seja, não mais sujeita a recurso. Desde então, o MPF apresentou diversos requerimentos no processo com a finalidade de obter o cumprimento da decisão judicial pela União.


No processo, a União apresentou documentos em que alega dificuldades em concretizar aquisições de parte dos medicamentos em falta em razão do Preço Máximo de Venda ao Governo, regulamento pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, bem como intercorrências no fornecimento originadas em atrasos das empresas contratadas, no que toca a entrega dos quantitativos adquiridos pelo Ministério da Saúde.


Diante da ausência de regularização do abastecimento dos medicamentos de competência federal, o MPF requereu em 14 de março último a aplicação de multas à União, com o objetivo de que fosse acelerada a remessa dos fármacos aos pacientes do Estado de Sergipe.


Em decisão recente da 3ª Vara Federal, o magistrado reconheceu o descumprimento reiterado da União às ordens judiciais, já que o Ministério da Saúde não vem abastecendo e fornecendo os medicamentos do Grupo 1 A de forma satisfativa desde meados de 2019, quando deferida a tutela antecipada de urgência. Assim, por considerar que a situação está pondo em risco a vida de pacientes, determinou nova intimação da União, na pessoa de seu responsável legal, e via sistema, para que cumpra a obrigação de fazer determinada nos autos, no prazo de 10 dias. Em caso de não cumprimento completo da obrigação, o juiz federal também estabeleceu multa diária no valor de R$2 mil.


Número para pesquisa processual: 0802239-12.2019.4.05.8500

Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal em Sergipe

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FONTE:https://defesa.com.br/mpf-pede-a-justica-que-uniao-deposite-r1-milhao-para-garantir-medicamentos-de-pacientes-cronicos-de-sergipe/

ESCLEROSE MÚLTIPLA: Especialista esclarece mitos e verdades sobre imunização.

5 de abril de 2021

Doença afeta cerca de 35 mil brasileiros.

ESCLEROSE MÚLTIPLA: Não é incomum pacientes com doenças autoimunes ter dúvidas sobre vacinação.


Devo me vacinar?


Qualquer tipo de vacina é compatível?


Quais são as recomendações?


Para sanar essas e outras dúvidas, conversamos com o neurologista Dr. Herval Ribeiro Soares Neto, que explicou a importância da vacinação em quem lida com uma doença crônica, como a esclerose múltipla (EM), doença autoimune, na qual o sistema imunológico ataca o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).


“Existem diversos mitos e argumentos contrários à vacinação. E quando se trata de imunização em doenças autoimunes, a desinformação normalmente é maior. Por isso, antes de mais nada, precisamos reforçar que o ganho com a imunização, de maneira geral, é muito grande, ultrapassa a prevenção individual”, esclarece o especialista.


Quem tem esclerose múltipla está mais suscetível a contrair infecções.


Verdade. Pessoas com a doença têm um risco maior de contrair infecção quando comparamos com quem não tem uma condição autoimune[2]. Isso pode acontecer porque quando a doença não está controlada, o corpo fica mais suscetível ao ataque de vírus e bactérias. E devemos lembrar que as infecções podem elevar o risco de surtos e aumentar a incapacidade[3], daí a relevância de se vacinar.


A vacinação não é recomendada em pessoas que têm EM.


Mito. A vacinação é um pilar da saúde pública e uma das formas mais seguras e eficazes de prevenir doenças infecciosas[4][5]. Órgãos internacionais, como a National Multiple Sclerosis Society e a Academia Americana de Neurologia (AAN), recomendam que pessoas com EM recebam vacinas de acordo com as diretrizes-padrão.


As entidades propõem que a estratégia de imunização seja individualizada por paciente[6], uma vez que o aspecto clínico da esclerose múltipla varia de indivíduo para indivíduo.


Não é qualquer tipo de vacina que é recomendada para quem tem esclerose múltipla.


Verdade. As vacinas podem ser divididas em dois grupos: as atenuadas e as inativadas. Quem tem EM, deve evitar as vacinas atenuadas. Esse tipo de imunizante pode acentuar os sintomas da doença ou causar outros[1]. Por isso, é recomendado evitá-las.


Entre as vacinas atenuadas, por exemplo, temos as de tuberculose, sarampo, caxumba, rubéola e da febre amarela, que são, geralmente, contraindicadas para pessoas com sistema imunológico enfraquecido[1].


Normalmente, as vacinas toleráveis em quem tem esclerose múltipla são as de vírus inativado[7], quando o agente infeccioso foi morto e é incapaz de causar a doença; de subunidade[1], quando é utilizada uma parte da proteína ou de um antígeno, e a toxoide[1][8], que contêm uma toxina bacteriana quimicamente modificada, que estimula uma resposta imunológica, ajudando a formação de anticorpos.


Quem usa medicamentos modificadores da doença não precisa reavaliar o status de vacinação para confirmar a imunoproteção.


Mito. Após a imunização é fundamental que o paciente faça uma reavaliação com o profissional de saúde para checar a imunoproteção[4]. A resposta autoimune pode variar em cada caso, por isso, a necessidade dessa checagem com o profissional de saúde que o acompanha.


Quem está em surto deve atrasar a vacinação.


Verdade. De acordo com as diretrizes internacionais, os pacientes em surto devem atrasar a vacinação. Contudo, não temos como estabelecer um período, pode variar de pessoa para pessoa. Esse prazo precisa ser discutido com o médico.


As recomendações a respeito da vacinação para quem tem EM, servem para todos os pacientes.


Mito. As recomendações podem variar. Os profissionais de saúde devem avaliar cada situação de maneira individual.


Para finalizar, Dr. Herval reforça que o paciente sempre deve buscar informações com um especialista. “O paciente deve seguir as recomendações de quem o acompanha. Esses profissionais são as pessoas mais aptas para dar as diretrizes mais adequadas, uma vez que conhecem o histórico e sabem qual é o perfil da doença do paciente”, conclui.


Saiba mais sobre a esclerose múltipla[9][10][11]: a EM é caracterizada por um processo de inflamação crônica que pode causar desde problemas momentâneos de visão, falta de equilíbrio até sintomas mais graves, como perda de visão e paralisia completa dos membros.


A esclerose múltipla está relacionada à destruição da mielina – membrana que envolve as fibras nervosas responsáveis pela condução dos impulsos elétricos do cérebro, medula espinhal e nervos ópticos. A perda da mielina pode dificultar e até mesmo interromper a transmissão de impulsos nervosos.


A inflamação pode atingir diferentes partes do sistema nervoso, provocando sintomas distintos, que podem ser leves ou severos, sem hora certa para aparecer.


A doença geralmente surge sob a forma de surtos recorrentes, sintomas neurológicos que duram ao menos um dia. A maioria dos pacientes diagnosticados são jovens, entre 20 e 40 anos, o que resulta em um impacto pessoal, social e econômico considerável por ser uma fase extremamente ativa do ser humano.


É uma doença inflamatória e degenerativa, que progride quando não tratada. É senso comum entre a classe médica que para controlar os sintomas e reduzir a progressão da doença, o diagnóstico e o tratamento precoce são essenciais.

FONTE:https://www.jornaldafronteira.com.br/esclerose-multipla-especialista-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-imunizacao/

Paciente com ESCLEROSE MÚLTIPLA está sem tratamento há três meses, em Canoas/RS

02/04/2021

Desde janeiro, o intérprete de libras está sem o remédio que trata os sintomas da doença.

Há três meses, o intérprete de libras Ricardo Faria, 33 anos, não recebe o remédio para tratamento de esclerose múltipla junto à Farmácia do Estado, em Canoas, onde mora. 

Em outubro de 2016, Ricardo foi diagnosticado com a doença autoimune, que ataca o sistema nervoso. Desde então, passou por inúmeras sessões de fisioterapia. 

– Perdi o movimento do rosto, e minha visão ficou dupla. Precisei ficar internado por 15 dias na Santa Casa de Porto Alegre, e foi aí que recebi o diagnóstico – relembra. 

Ele depende do remédio fingolimode 0,5mg para amenizar os sintomas da doença, conforme orientação médica. 

Mensalmente, Ricardo retira três caixas do remédio, disponibilizado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) e distribuído aos municípios. Cada caixa com 28 cápsulas custa cerca de R$ 5 mil. Porém, desde janeiro, ele não o recebe. 

– A única resposta que consigo é de que não chegou o remédio, ou de que era para vir na próxima compra e estava em falta – conta. 

Sem o fármaco, Ricardo corre risco de entrar em novas crises e ser hospitalizado. Ele reforça que, sem o tratamento contínuo, pode vir a ter uma lesão na face, nos olhos ou no cérebro: 

– Me coloco em risco sem esse remédio. Fico vulnerável. 

Prazo 

Hoje, Ricardo é presidente da Associação Gaúcha de Esclerose Múltipla ( Agem). 

Através de membros de outros municípios do Estado, ele soube que a medicação está em falta desde o início do ano. A primeira notificação que a Agem recebeu foi em janeiro, na Capital, sendo que o principal motivo, diz Ricardo, foi a troca de laboratório para a fabricação da droga. 


Segundo a associação, no final de fevereiro, a nova empresa fabricante emitiu um comunicado sobre a assinatura de um contrato, junto ao Ministério da Saúde, para o fornecimento do primeiro lote da medicação após a troca de laboratório. O documento afirma, ainda, que o processo de distribuição às secretarias estaduais do país começou em 22 de fevereiro. 

A Secretaria Estadual de Saúde, hoje, dispõe de mais seis medicamentos para o tratamento da esclerose múltipla. Porém, mesmo com o laboratório assegurando o envio do produto ao governo federal, um mês após, a fingolimode seguiu em falta em cidades como Cruz Alta, Passo Fundo, Porto Alegre, Rio Grande e Santa Maria, de acordo com a Agem. 

Em 18 de março, porém, a entidade recebeu a informação, por um paciente, de que o medicamento já estava disponível em Novo Hamburgo. 

SES nega falta do remédio 

A SES informou que, no “relatório dos atendimentos de março, em Canoas, consta a entrega de fingolimode dia 29 de março”. Questionada sobre a falta de medicamentos nos demais municípios, a pasta informou que, “conforme verificado na Assistência Farmacêutica do Estado, o estoque deste medicamento está regular, não constando falta”. 

Avisado pela reportagem sobre o fornecimento do fingolimode, Ricardo verificou a disponibilidade em 31 de março. Porém, confirmou que não há medicamentos no estoque não só em Canoas, como também em mais cinco cidades. Ele diz que a farmácia informou-o que o medicamento está em falta e sem estoque

A Secretaria de Saúde de Canoas explicou que, por se tratar de uma substância que não consta na lista de medicamentos fornecidos pelo município, o recebimento do produto fica sob responsabilidade da farmácia do Estado e a prefeitura não tem informação sobre o estoque disponível. 


FONTE:http://diariogaucho.clicrbs.com.br/rs/dia-a-dia/noticia/2021/04/paciente-com-esclerose-multipla-esta-sem-tratamento-ha-tres-meses-em-canoas-16784423.html

Novo tratamento que reduz significativamente a progressão do MIELOMA MÚLTIPLO é aprovado pela Anvisa.

 02 de Abril , 2021

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar Sarclisa®, nome comercial da molécula isatuximabe, em combinação com pomalidomida e dexametasona, para o tratamento de pacientes adultos com mieloma múltiplo (MM) recidivante e refratário, que receberam pelo menos duas terapias anteriores, incluindo lenalidomida e um inibidor de proteassoma, e demonstraram progressão da doença na última terapia.

O mieloma múltiplo é um tipo raro de câncer no sangue que acomete aproximadamente 750 mil pessoas ao redor do mundo2. 

Nos Estados Unidos, cerca de 32 mil pessoas foram diagnosticadas em 2020, sendo que a doença é responsável por aproximadamente 1,8% de todos os novos diagnósticos de câncer, o que torna o mieloma múltiplo a segunda enfermidade hematológica mais comum2.

“Estamos trazendo um novo tratamento para os pacientes brasileiros com mieloma múltiplo que precisam de outras opções eficazes para tratamento de sua doença”, explica a diretora médica de oncologia e imunologia da Sanofi Genzyme, Suely Goldflus. À medida que os pacientes com mieloma múltiplo apresentam recidiva da doença ou se mostram refratários à terapia atual, se tornam mais difíceis de tratar com prognósticos cada vez piores.

A aprovação de Sarclisa® pela Anvisa foi baseada em estudo clínico multicêntrico, multinacional, randomizado e aberto que avaliou mais de 300 pacientes e demonstrou a segurança e eficácia do medicamento1. 

Entre os resultados do estudo, destaca-se a sobrevida livre de progressão da doença de aproximadamente um ano para os pacientes que já haviam falhado em duas terapias anteriores1.

Sarclisa® é um anticorpo monoclonal com potencial de gerar resposta imune e desencadear mecanismos de ação que levam a morte das células tumorais3-7. 

O medicamento faz parte do portfólio da Sanofi Genzyme, unidade de negócios da Sanofi focada em soluções para doenças de alta complexidade, entre elas, oncologia e hematologia. 

Esta é a primeira indicação aprovada para Sarclisa não só no Brasil pela ANVISA como pelo FDA, EMA8.9. Estudos clínicos estão em andamento para indicações em outras linhas de tratamento do MMRR e outras patologias.


FONTE:https://93noticias.com.br/noticia/56143/novo-tratamento-que-reduz-significativamente-a-progressao-do-mieloma-multiplo-e-aprovado-pela-anvisa1