DOENÇA CELÍACA...TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER

#UnidosSomosMaisFortes
Maio 16, 2016

Você sabe realmente do que se trata a doença celíaca? Você desconfia sofrer deste mal mas ainda não tem certeza do diagnóstico? Nos últimos tempos vê-se um verdadeiro boom da doença celíaca.

De um lado os diagnósticos aumentaram enquanto, de outro, não devemos esquecer que a nossa dieta é cada vez baseada em produtos que contêm glúten e que são feitos com o trigo moderno, que tem uma porcentagem mais elevada de glúten do que os grãos antigos.

De acordo com especialistas, quem descobre que sofre de doença celíaca tem uma única opção para ficar melhor: eliminar o glúten da sua dieta e começar a seguir uma dieta 100% gluten free.

Vamos para a doença celíaca em seus múltiplos aspectos e fazer um balanço dos seus sintomas, diagnóstico e falar sobre a dieta sem glúten.

O que é doença celíaca?

A doença celíaca é uma inflamação crônica do intestino delgado desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos, de acordo com a definição da Associazione Italiana Celiachia.

Doença celíaca e dermatite herpetiforme

A doença celíaca pode ser acompanhada por dermatite herpetiforme e este problema de pele pode ser considerado um dos sintomas ou uma manifestação da doença celíaca. As lesões cutâneas regridem com a eliminação do glúten na dieta. Se você acha que sofre de dermatite herpetiforme ou é sensível ao glúten é recomendável consultar um especialista, porque o seu problema de pele pode estar relacionado a diferentes fatores da doença celíaca.

Doença celíaca, diagnóstico

O diagnóstico da doença celíaca se faz por meio de teste serológico e de biópsia da mucosa duodenal durante uma endoscopia. É importante notar que as investigações para a doença celíaca devem ser realizadas seguindo uma dieta que inclua glúten.

Também é possível diagnosticar a doença celíaca, mesmo antes de ocorrer seus sintomas mais evidentes, com um exame de sangue.

Cuidado com testes genéricos e pouco confiáveis para intolerâncias alimentares. Melhor consultar um médico de confiança que possa prescrever os exames adequados para um diagnóstico correto da doença.

Muitos não sabem que são celíacos

Muitas pessoas têm doença celíaca mas não sabem. A doença celíaca não diagnosticada pode levar a problemas como fraturas repetidas e espontâneas em homens e mulheres, abortos, infertilidade, distúrbios na gravidez, deficiência de ferro ou anemia e até complicações sérias como o linfoma intestinal. Em média, são necessários seis anos após a manifestação dos primeiros sintomas até se chegar a um diagnóstico preciso.

Doença celíaca e glúten

A doença celíaca é caracterizada pela reação do corpo à gliadina, uma proteína contida no glúten, presente no trigo e outros cereais, tais como cevada, espelta e centeio. A exposição à gliadina provoca uma reação inflamatória que por sua vez conduz à atrofia das vilosidades intestinais, um fenômeno que impede a absorção de nutrientes.

Como regra geral, aqueles que sofrem de doença celíaca devem evitar todos os alimentos que contenham glúten. A medicina convencional acredita que a dieta livre de glúten é a única cura para a doença celíaca.

Doença celíaca em ascensão. As causas
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A doença celíaca está em ascensão, tanto em crianças como em adultos. Quais seriam as causas deste fenômeno?

A doença celíaca é uma doença autoimune que pode ocorrer em qualquer idade. O aparecimento da doença ocorre principalmente em indivíduos geneticamente predispostos.

Um estudo italiano descobriu que a doença celíaca aumentou 5 vezes em crianças nos últimos 25 anos. De acordo com os especialistas que realizaram este estudo, as causas da doença celíaca estão relacionadas com ambiente e hereditariedade.

Quanto à questão ambiental, a doença celíaca seria mais frequente em países onde é cultivado e consumido mais trigo, enquanto que do ponto de vista genético, a sugestão dos especialistas é de que os parentes de primeiro grau de pacientes com doença celíaca façam o teste para a doença, bem como aqueles que sofrem de outras doenças autoimunes, como as pessoas com síndrome do intestino irritável ou com outros sintomas que possam sugerir a presença desta doença.

Doença celíaca, sintomas em adultos

Os sintomas da doença celíaca em adultos podem incluir: dermatite herpetiforme, formiguamento ou dormência nas mãos ou pés, períodos menstruais irregulares, depressão ou ansiedade, artrite, dores articulares, anemia, deficiência de ferro, osteoporose devido à incapacidade do organismo de absorver cálcio suficientemente, infertilidade e abortos que ocorrem como complicações da doença.

A doença celíaca, sintomas em crianças

Os sintomas da doença celíaca em crianças incluem: perturbações do crescimento, diminuição do apetite, dificuldade para perder peso, diarréia crônica, com possíveis sangramentos, vômitos, dor abdominal, distensão abdominal, constipação crônica, fadiga e irritabilidade.

Doença celíaca e desmame

De acordo com pesquisa realizada na Itália, a introdução do glúten não afeta de forma alguma o risco de desenvolver a doença celíaca. Na opinião dos médicos, o momento mais apropriado para se começar a inserir alimentos que contenham glúten durante o desmame, pode variar. O conselho é consultar um especialista para entender a melhor forma de desmamar o bebê no caso de a mãe ser intolerante ou ter doença celíaca.

Existe uma categoria de crianças mais em risco de desenvolver a doença celíaca?

Sim, são as crianças com duas cópias do gene HLA-DQ2 e que, por isso, têm duas vezes mais probabilidades de ficarem doentes. De acordo com os pressupostos dos especialistas, para estas crianças seria melhor esperar até o o aniversário de um ano antes de introduzir o glúten na dieta infantil.

Doença celíaca e intolerância ao glúten

A doença celíaca e a intolerância ao glúten são consideradas duas questões diferentes. 

A doença celíaca é uma verdadeira doença autoimune que afeta as vilosidades intestinais, já a intolerância ao glúten está ligada a problemas de digestão dos alimentos que contenham glúten, não associados às lesões intestinais severas, típicas da doença celíaca.

Especificamente, nas pessoas com doença celíaca, o glúten desencadeia uma reação autoimune que ataca os intestinos e afeta seriamente a mucosa intestinal; a intolerância ao glúten, no entanto, se manifesta por dor abdominal, síndrome do intestino irritável, fadiga e dores de cabeça, mas não ocorre nenhum dano intestinal.

Doença celíaca, uma enzima pode resolver o problema?

Um estudo realizado na Universidade de Tampere, na Finlândia, testou os efeitos de um novo tratamento não alimentar para a doença celíaca com base em uma enzima específica, a ALV003. Esta última demonstrou-se capaz de diminuir as lesões que são criadas no intestino. A enzima em questão poderia ser uma solução para melhorar o futuro da doença celíaca. Veja aqui, o estudo para se aprofundar.

Doença celíaca e glifosato

O uso do glifosato na agricultura pode estar entre as causas do surgimento e disseminação da doença celíaca? Recentemente pelo IARC, a OMS inseriu o glifosato entre os componentes provavelmente cancerígenos para os seres humanos, mas as suas implicações para a saúde podem ir além do possível aparecimento de tumores. O glifosato, ingrediente principal do herbicida RoundUp da Monsanto e de outros herbicidas e pesticidas utilizados tanto profissionalmente como para uso doméstico, poderia ter um link com doença celíaca.

Um estudo recentemente realizado nos EUA por Anthony Samsel e Stephanie Seneff afirma que o glifosato é o fator mais importante que está causando a epidemia da doença celíaca e a intolerância ao glúten. Em particular, os cientistas têm apontado que: "Os peixes expostos ao glifosato desenvolvem problemas digestivos semelhantes à doença celíaca. A doença celíaca está associada com desequilíbrios em bactérias intestinais que podem ser explicadas considerando os efeitos conhecidos do glifosato sobre as bactérias intestinais.”

Doença celíaca e o OGM

A doença celíaca poderia estar relacionada às mudanças que o trigo moderno sofreu na agricultura, com destaque para às modificações feitas para torná-lo mais resistentes e produtivo?

Segundo o professor Luciano Pecchiai, patologista emérito do Hospital "Vittore Buzzi" em Milão e especialista em Nutrição e Medicina Natural, a disseminação da doença celíaca e da intolerância ao glúten devem ser estudadas no trigo moderno. Por milênios, as pessoas consumiram trigo sem manifestarem a intolerância, mas nas últimas décadas, algo mudou.

Pecchiai parte da consideração de como era o trigo no passado, mais alto, e de como ele diminuiu com o tempo através de uma modificação genética aplicada para reduzir o comprimento da haste, de modo que esta não se dobrasse facilmente à terra por causa do vento e da chuva. Pensa-se que esta alteração também tenha modificado a gliadina, uma fração de proteína contida no trigo, a partir da qual da digestão se obtém a substância responsável pela enteropatia inflamatória e pela má absorção típica na doença celíaca.

A doença celíaca e o trigo moderno

Existe uma correlação entre a doença celíaca, a sensibilidade ao glúten e o trigo moderno?

O Dr. Loreto Nemi aponta acredita que uma das causas do fenômeno do aumento desta doença foi a mudança feita no grão, ocorrida em torno dos anos setenta: o trigo, por razões comerciais, foi tratado com cobalto radioativo para reduzir o tamanho das suas espigas e para simplificar o seu cultivo e sua colheita. Isso mudou a variação da quantidade de glúten no trigo com um aumento da gliadina que quase se duplicou, comparando o trigo moderno com os grãos antigos.

Doença celíaca e a dieta vegetariana

Você pode seguir uma dieta vegetariana mesmo quando você sofrer de doença celíaca? Como coexistir as duas necessidades? É possível ter uma dieta vegetariana e ao mesmo tempo gluten free?

Sim, existem hoje em dia várias opções de massas sem glúten feitas com farinhas de grão-de-bico, de arroz, de milho, de mandioca.

Doença celíaca, alimentos e receitas sem glúten
Naturalmente, quem sofre desta doença tem que fazer alguns sacrifícios, mas, felizmente, existem várias alternativas. Entre os cereais e os pseudo-cereais sem glúten, adequados para celíacos estão o arroz, a quinoa, o milho, o trigo mourisco, o amaranto, o sorgo e a mandioca.

Atenção aos cereais que contêm glúten: 

além do trigo, a cevada (por isso a cerveja está proibida, embora já existam opções de cerveja gluten free), espelta e centeio.


ENVELHECIMENTO E DIFICULDADES ALIMENTARES...COMO LIDAR COM A DISFALGIA


#UnidosSomosMaisFortes 


15/05/16

Envelhecer com saúde é o desejo da maioria das pessoas e, graças aos avanços da medicina e da ciência, isso já é uma realidade. Segundo dados do IBGE, estamos vivendo mais: somente no Brasil, estima-se que a população idosa triplique até 2050. Se por um lado isso representa um avanço a ser comemorado, por outra evidencia a necessidade de uma abordagem mais ampla dos desafios dessa etapa da vida que, por natureza, inspira mais cuidados.

Com o passar dos anos, o corpo vai dando sinais próprios do envelhecimento: enfraquecimento da visão e audição, movimentos mais lentos, e dificuldades na hora de se alimentar são consequências comuns do avanço da idade. 

Porém, a atenção aos sinais do corpo deve ser redobrada nessa fase da vida, uma vez que a sensibilidade do organismo e a fragilidade da saúde são maiores nessa etapa. Sinais que muitas vezes passam despercebidos na hora da alimentação podem representar muito mais do que incômodos banais. 

Engasgos frequentes durante a refeição, pigarros, tosse, dificuldade de mastigação, lentidão na hora de engolir, recusa do alimento e falta de apetite podem ser sinais de disfagia.

Esse quadro não caracteriza propriamente uma doença, mas um sinal de alerta que algo não vai bem no organismo e, se negligenciado, pode levar à complicações que podem comprometer seriamente a saúde do idoso: desnutrição, desidratação e infecções respiratórias graves estão entre as principais consequências da falta de atenção à este problema. Como os idosos costumam conviver com doenças crônicas, o problema requer ainda mais atenção: além de aumentar a probabilidade de internação hospitalar, a disfagia representa um risco à própria vida do paciente. Por isso, identificar esses sintomas e buscar auxílio profissional quando o idoso começa a apresentar dificuldades na alimentação é fundamental para garantir sua saúde e qualidade de vida.

O que causa a disfagia?

O processo normal de deglutição envolve diversas etapas neuromotoras que visam transportar o alimento da boca até o estômago de forma segura, evitando que pedaços da refeição sejam aspirados e entrem nas vias respiratórias. Anormalidades em qualquer uma das etapas desse processo podem caracterizar a disfagia, ou seja, a dificuldade de engolir alimentos sólidos ou líquidos. É importante esclarecer que ela não é uma alteração exclusiva da terceira idade, podendo ocorrer em qualquer etapa da vida. Mas sua incidência é mais comum em pessoas na terceira idade.

A perda da dentição, do tônus muscular das estruturas faciais (maxilar, bochechas, língua) e o uso de próteses dentárias mal adaptadas são problemas comuns aos idosos que podem dificultar sua alimentação e reduzir seu apetite. De acordo com a nutricionista da Nova Nutrii, especializada em nutrição clínica, Jéssica Freitas “O maior risco nesses casos é a subnutrição e desnutrição comprometendo a saúde do idoso, especialmente se ele já convive com alguma doença crônica. Além disso, a disfagia causada por esses transtornos pode levar ao isolamento, uma vez que a refeição também é um ato social, que muitas vezes envolve familiares e amigos.”

Outras causas comuns e mais delicadas da disfagia envolvem processos automáticos, que são executados pelo organismo sem o nosso controle. A partir do momento em que o alimento é engolido, as etapas subsequentes que passam pela laringe e esôfago são comandadas pelo cérebro de maneira autônoma, sem que possamos interferir. Quando qualquer anormalidade ocorre a partir desse ponto, pode ocorrer a sensação de engasgo, de sufocamento e dor ao engolir, levando a pessoa a tossir e/ou regurgitar o alimento.

Sintomas como esse estão ligados à diversos problemas, que só podem ser diagnosticados precisamente por um profissional especializado como um fonoaudiólogo. 

Outra razão pela qual essa anormalidade é bem comum em pacientes idosos é que as funções que controlam a deglutição podem ser prejudicadas por distrofias musculares, cânceres e doenças neurológicas como derrames (AVCs), traumas no crânio e doenças degenerativas como o Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, esclerose lateral amiotrófica e esclerose múltipla.

Cuidados com a alimentação

É comum que aos primeiros sinais de dificuldade mastigação e/ou deglutição, o idoso corte deliberadamente determinados alimentos da dieta. Alimentos fibrosos ou duros como carnes, por exemplo, são consumidos cada vez menos ou em menor quantidade. Isso resulta em menor oferta de proteínas, carboidratos e outras vitaminas essenciais para manutenção da massa corporal e para obtenção de energia. “Uma das maiores preocupações em relação à disfagia é sua capacidade de comprometer ainda mais outros quadros clínicos do idoso, que normalmente já convive com doenças crônicas. A desnutrição e desidratação decorrentes desse problema aumentam as chances de necessidade de internação hospitalar, além de prolongarem o tempo de permanência nesse tipo de intervenção.” – explica Jéssica Freitas.

Outro agravante é que a ingestão de líquidos requer maiores cuidados em pacientes com disfagia: como esses alimentos passam mais rapidamente pela garganta, têm mais chances de serem broncoaspirados. A entrada de alimentos e líquidos no pulmão é extremamente perigosa, podendo acarretar em pneumonias, graves infecções no sistema respiratório ou até mesmo asfixia. Isso significa que até mesmo um simples copo d´água pode ser um desafio para o idoso com disfagia. O que fazer então? “Pacientes disfágicos precisam ter a dieta adaptada para reduzir tanto o desconforto ao deglutir, quanto os riscos de broncoaspiração. A alteração da textura dos alimentos é um dos principais passos. A adoção de uma dieta pastosa e o uso de espessantes afim de “engrossar” e dar mais viscosidade à alimentos líquidos são medidas que podem ajudar a de deixar a água e outras bebidas mais espessas, facilitando a ingestão e minimizando o risco da broncoaspiração.” – explica a nutricionista.

Porém, isso não significa que o idoso passará a ter uma alimentação monótona, com gosto de remédio ou até mesmo insípida: “Já existem produtos específicos para alterar a textura do alimento, sem modificar sua cor ou sabor, facilitando a introdução de espessantes na dieta.” Além disso, a nutricionista explica que por mais que exista a necessidade de amassar ou processar os alimentos, isso não significa que a dieta do idoso deve se restringir à papas: “Purês e alimentos liquidificados podem facilitar a aceitação, mas para que fiquem mais atrativos e saborosos, é recomendado que se amasse e sirva os alimentos separadamente. Dessa forma preserva-se o sabor, cor e odor do alimento, estimulando o paladar e permitindo maiores variações, mesmo em uma dieta pastosa.” - aconselha Jéssica. Da mesma forma, a interação social é muito importante: sempre que possível, o idoso deve fazer as refeições à mesa, juntamente com a família, para tornar essa hora mais agradável. Cuidados durante a refeição também devem fazer parte da rotina do idoso: comer e engolir vagarosamente, manter a postura durante a alimentação e atentar-se a higiene bucal são medidas que devem ser feitas diariamente. É importante que cuidadores e familiares supervisionem a alimentação de idosos, mesmo que eles tenham independência para se alimentar sozinhos, afim de auxiliar em qualquer dificuldade.

Quando a situação é mais delicada e o paciente encontra-se acamado, o cuidador / familiar deve ter sempre o cuidado de deixar o idoso em posição reclinada durante as refeições afim de evitar complicações. Além disso, a dificuldade de adaptação à dieta e problemas na absorção dos nutrientes podem levar à necessidade da suplementação nutricional, afim de tratar ou prevenir a desnutrição: “Os suplementos alimentares podem enriquecer a dieta em termos calóricos e vitamínicos, suprindo a carência de micronutrientes. Eles podem combater a perda muscular, enfraquecimento ósseo e comprometimento do sistema imunológico causados pela desnutrição.” – explica.

Tratamento

O tratamento da disfagia depende muito das suas causas, por isso, mesmo diante dos sinais mais brandos, é fundamental recorrer à um profissional de saúde para investigar a origem do problema. Normalmente, esse processo envolve uma equipe multidisciplinar que, em conjunto, vai indicar a forma mais adequada de reverter o problema ou amenizar os transtornos e prover mais qualidade de vida quando a situação é permanente. Otorrinos, fonoaudiólogos e geriatras compõem o quadro de profissionais que podem estar envolvidos no diagnóstico. Porém, no geral, o acompanhamento de um nutricionista é indispensável no tratamento, uma vez que a dieta deve ser revista e adaptada. Por isso, a especialista Jéssica Freitas reforça as orientações que podem ajudar a facilitar a convivência com a disfagia:

A alimentação deve ser feita sem pressa, os alimentos devem ser bem mastigados e engolidos vagarosamente;

Mesmo com a dificuldade, o idoso não deve se isolar. A alimentação deve ser uma hora prazerosa, de interação com familiares e amigos;

A postura durante a refeição é fundamental para o conforto e segurança: o idoso deve permanecer sentado ou levemente reclinado afim de reduzir a chance de engasgo;

Os cuidados com a saúde e higiene bucal são indispensáveis, próteses mal adaptadas e problemas de dentição podem agravar a perda do apetite;

Alimentos pastosos e bebidas espessas reduzem a chances de engasgo, porém alterações drásticas dieta devem ser orientadas por um nutricionista;

Adequar a consistência da dieta de acordo com a aceitação do paciente e orientação de um profissional da saúde.

Ao notar perda do apetite e/ou perda excessiva de peso, procure imediatamente um médico.

MAIO ROXO ALERTA PARA DOENÇAS INTESTINAIS

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Segunda, 16 de Maio de 2016

A intenção da organização é a conscientização sobre diagnóstico precoce e tratamento
Campanha globalizada marca o dia de conscientização para diagnóstico e tratamento da Doença de Crohn e Retocolite


Neste ano, para marcar  o Word IBD Day (Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal) comemorado em 19 de maio, as ações serão antecipadas e começam hoje no mundo todo. 

A  Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn, uma entidade nacional com sede em vários estados do Brasil, está promovendo campanha para celebrar o dia dentro das atividade do Maio Roxo. A intenção da organização é  a conscientização sobre diagnóstico precoce e tratamento para melhoria da qualidade de vida dos pacientes que sofrem com a doença. 

Em Campo Grande a sede da ABCD, que funciona na Clínica Scope (Rua Maracaju, 1148 - Centro) estará iluminada de roxo da mesma forma como outros importantes pontos de referência e monumentos espalhados pelo Brasil e Mundo. "Além da iluminação, estaremos promovendo uma palestra gratuita com o tema ansiedade, visto que o comportamento ansioso do paciente e seus familiares interferem no diagnóstico e tratamento do paciente. 

Buscamos com para isso a parceria da psicóloga Leila Baena que irá falar sobre o assunto hoje às 18 h com os 60 inscritos no evento, criando um momento de interação entre profissional e o público leigo para esclarecimento de dúvidas que rodeiam a vida de quem convive com as doenças inflamatórias intestinais. Além disso será uma oportunidade de entender qual é a relação da ansiedade com a doença em si", comenta a organizadora do evento e diretora da ABCD de Campo Grande, Didia Cury.

Segundo a psicóloga Leila Baena é importante que as pessoas saibam como os hormônios estressantes atuam no organismo. 

"É importante destacar que a ansiedade não é a causa da doença mas ela pode estar relacionada ao aumento das crises e sintomas. Por isso nosso trabalho é ajudar as pessoas entenderem e diferenciarem emoções de sentimentos, porque a falta do equilíbrio desses dois podem trazer repercussões físicas", explica a psicóloga.


O que é DII?

E já que o momento é esclarecer sobre as doenças inflamatórias intestinais (DII) a médica que especialista no assunto Didia Cury, pesquisadora do grupo de intestino da UNIFESP/EPM. 

Pesquisadora visitante do grupo de intestino Harvard Medical Shool-Hospital Beth Israel Medical Center, alerta que a doença de Crohn é crônica, séria e de grande prevalência em adultos jovens abaixo dos 30 anos. "A doença se inicia devido uma resposta inflamatória do intestino grosso ou delgado cujas as causa ainda estão em investigação", destaca Didia Cury. 

A doutora Marta Brenner Machado, presidente da ABCD nacional, no site da entidade esclarece que a doença de Crohn se comporta como a colite ulcerativa (é difícil diferenciar uma da outra), as duas doenças são agrupadas na categoria de doenças inflamatórias intestinais (DII). 

Diferentemente da doença de Crohn, em que todas as camadas estão envolvidas e na qual pode haver segmentos de intestino saudável normal entre os segmentos do intestino doente, a colite ulcerativa afeta apenas a camada mais superficial (mucosa) do cólon de modo contínuo. 

Dependendo da região afetada, a doença de Crohn pode ser chamada de ileite, enterite regional ou colite, etc. Para reduzir a confusão, o termo doença de Crohn pode ser usado, para identificar a doença, qualquer que seja a região do corpo afetada (íleo, cólon, reto, ânus, estômago, duodeno, etc.). Ela é chamada doença de Crohn, porque Burril B. Crohn foi o primeiro nome de um artigo de três autores, publicado em 1932, que descreveu a doença e significou um marco.


Sintomas

Diarreia crônica com mais de um mês de duração, às vezes com presença de sangue, urgência para evacuar, cólica abdominal, perda de apetite e emagrecimento, fazem parte do conjunto de sintomas que está relacionado as DII e podem variar de leve a grave, mas em geral, as pessoas com a doença podem ter vidas ativas e produtivas desde que façam o tratamento. 

"A doença tem tratamento, porém quanto antes se fizer o diagnóstico melhores serão as respostas do tratamento e por consequência há um ganho na qualidade de vida, finaliza a médica, autora do livro "Doença Inflamatória Intestinal", Editora Rubio.

MEDICAMENTOS BIOLÓGICOS AUXILIAM NO TRATAMENTO DE ARTRITE

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20/04/2016 

Diante de uma patologia, o que qualquer paciente busca é o alívio dos sintomas e a recuperação do bem-estar. Mas nem sempre os remédios convencionais surtem os efeitos ideais.


Diante de uma patologia, o que qualquer paciente busca é o alívio dos sintomas e a recuperação do bem-estar. 

Mas nem sempre os remédios convencionais surtem os efeitos ideais. É por isso que a medicina se reinventa constantemente. 

Um exemplo são os medicamentos biológicos, alternativa para o tratamento da artrite reumatoide.

Produzidos a partir de organismos vivos, eles são compostos por moléculas complexas, desenvolvidas em condições metodicamente controladas. Durante o processo, as células são geneticamente modificadas para tratar alguma doenças específicas.

O problema é que se trata de algo lento e complexo, o que dificulta o acesso às medicações. Frente ao cenário, líderes da Aliança Global pelo Acesso de Pacientes (Gafpa) estão solicitando auxílio das entidades de reumatologia da América Latina.

O objetivo é garantir o acesso seguro dos pacientes aos remédios biológicos apresentados nesta semana durante o encontro anual da Liga Pan-americana das Associações para Reumatologia (Panlar).



O que são medicamentos biológicos e biossimilares?

Produzidos em laboratórios de biotecnologia, os medicamentos biológicos são elaborados de forma muito diferente dos fármacos convencionais. Para a alteração genética, as células precisam permanecer sob condições específicas durante semanas ou meses. Trata-se de um processo lento. Consequentemente, o produto final também se torna mais caro.

Alguns remédios biológicos são estruturados para tratar doenças inflamatórias intestinais e, inclusive, patologias nas áreas da oncologia e dermatologia. Sua função é repor proteínas e hormônios que faltam no organismo.

Mas eles se mostram especialmente eficazes no combate à artrite reumatoide. Por meio da terapia biológica, é possível romper a cadeia inflamatória da doença crônica nas articulações, que acomete cerca de dois milhões de brasileiros e pode levar à incapacidade funcional.

Porém, como garantir o acesso universal dos pacientes a uma medicação com custo elevado? É aí que entra a função dos biossimilares. Ao contrário dos genéricos, que nada mais são do que versões idênticas e de menor custo de um medicamento comum, os biossimilares são substâncias complexas.

Ou seja, não podem ser apontadas como uma simples replicação do biofármaco original. Afinal, não é possível fazer uma cópia exata de um deles, duplicando o organismo em questão.

Assim, a eficácia e a segurança de cada medicamento biossimilar precisa ser comprovada por estudos clínicos rigorosos. Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou apenas um medicamento desse tipo: o infliximabe, em 2015. Por enquanto, porém, ele ainda está indisponível.

Cuidados com remédios biossimilares

O foco das autoridades é o acompanhamento rigoroso em todas as fases – da produção à comercialização dos medicamentos biossimilares -, pois eles podem causar reações imunológicas inesperadas. Principalmente porque são proteínas produzidas a partir de organismos que podem ser estranhos ao corpo humano.

No Brasil, porém, a regulamentação dos biossimilares caminha a passos lentos. Nos Estados Unidos, o Senado aprovou uma nova lei para regulamentar esse tipo de medicamento em 2011. 

Já na Europa, existe uma legislação específica para a aprovação e a fiscalização dessas medicações desde 2004

RIO GRANDE DO SUL ALCANÇA 18 MORTES POR GRIPE A EM 2016

#UnidosSomosMaisFortes


22/04/2016

Em 2009, epidemia da Gripe A fez pessoas elevarem proteção no Estado.

Os novos dados de registro de incidência de gripe A no Rio Grande do Sul mostram que já são 18 mortes pela doença até o dia 20 deste mês, sendo que 17 pelo vírus da Influenza A (H1N1) e um por Influenza A (não subtipado). 

São até agora 44 casos registrados de Gripe A, sendo 43 do tipo H1N1. 

Em 2015, não houve nenhum registro de morte causada pelo Influenza A (H1N1) e nem infectados. 

Os três doentes contraíram Influenza A (H3N2) - dois e B - um. A comparação ocorre sobre o mesmo período de registros.

Em todo o período de incidência de 2015, foram nove mortes (seis por H1N1). O mesmo vírus provocou 12 dos 25 óbitos de 2014. 

Porto Alegre lidera em número de mortes este ano, com seis do total e todos por A (H1N1), que chegou em 2009 ao Brasil, gerando grande alarde e a acabou sendo enquadrado como epidemia. 

Foram mais de 4 mil casos e cerca de 300 mortes. 

Outra informação que eleva o nível de alerta: os óbitos de H1N1 se concentram em pessoas acima de 40 anos, 10 das mortes. 

Depois vem o grupo até 30 anos (seis óbitos), e dois com 35 anos. 

O relatório da Secretaria Estadual da Saúde (SES), divulgado na manhã desta sexta-feira (22), indicou que 11 dos que morreram não haviam feito a vacina em 2015 (três com mais de 60 anos, população que é público-alvo e tem vacina de graça).

A vacinação começa nesta segunda-feira (25) nos postos de Porto Alegre e já começou em muitas cidades do Interior. 

Outras cidades com mortes, todas com um caso, são Arroio do Sal, Cachoeira do Sul, Carazinho, Erechim, Flores da Cunha, Frederico Westphalen, Novo Hamburgo, Santa Rosa, Tapera, Tucunduva, Uruguaiana e Vacaria. 

SECRETARIA DA SAÚDE CONFIRMA MORTE, EM VACARIA, DE HOMEM QUE CONTRAIU GRIPE H1N1 NO PARANÁ

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07/04/2016

Conforme a secretaria da Saúde gaúcha, o caso entrará para a estatística de óbitos paranaense.
Mais uma morte por gripe A (H1N1) foi confirmada pela Secretaria Estadual da Saúde na tarde desta quinta-feira. 

É o caso de um homem que mora no Paraná e morreu em Vacaria. De acordo com a pasta, o vírus foi contraído fora do Estado, onde a vítima morava, por isso o óbito entrará para a estatística paranaense.


Também nesta quinta, foi confirmada a morte de uma mulher de 47 anos, moradora de Arroio do Sal, no Litoral Norte. Ela estava dentro do grupo de risco em função de problemas pulmonares, tabagismo e obesidade e foi internada em um hospital de Torres. Ela morreu na segunda-feira.

Porto Alegre registrou os dois primeiros casos do ano: uma criança de sete anos, que morreu no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas e um homem de 35 anos que estava internado no Grupo Hospitalar Conceição. Ambos faziam parte do grupo de risco.

A terceira morte confirmada foi de um homem de 64 anos, morador de Flores da Cunha, na Serra, que estava internado em um hospital privado de Caxias do Sul. Além de ser idoso, a vítima era cardiopata e tinha diabetes.

Ao todo, foram confirmados 10 casos de H1N1 até o momento e quatro óbitos. Em 2015, não houve registro de morte por H1N1, entretanto, foram seis óbitos por H3N2 e dois por Influenza B. Os dados ainda não estão consolidados pela Secretaria.

A campanha de vacinação começa no dia 25 para idosos, crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, pessoas com doenças crônicas, obesidade, diabetes, asma, hipertensão, HIV, pacientes com câncer e transplantados, profissionais da área de saúde, indígenas, detentos e funcionários do sistema carcerário.

Secretário afirma que pode faltar vacina

Questionado sobre uma possível falta de vacina na rede pública, o secretário da Saúde do Estado, João Gabbardo dos Reis, afirmou que isso pode ocorrer num primeiro momento:

— Com todas essas notícias e esse pânico criado, estamos esperando imensas filas e uma procura muito grande.

Sobre a antecipação da distribuição das doses, o secretário afirma que poderá ser estudada caso o Ministério da Saúde adiante a entrega, prevista para o dia 15.

Quanto ao Tamiflu, medicamento usado no tratamento da Influenza, Gabbardo garante que o estoque do Estado é suficiente, mas que só deve ser usado seguindo o protocolo correto.

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE GRIPE A

COMO É TRANSMITIDA?

O contágio ocorre por meio de espirros, tosse e contato direto com pessoas ou locais e objetos contaminados (aperto de mão ou utilização de talheres, por exemplo). Evite locais fechados e lave as mãos com frequência.

DIANTE DE QUAIS SINTOMAS O PACIENTE DEVE BUSCAR ATENDIMENTO?

Os sinais do resfriado e da gripe podem ser muito parecidos. Geralmente, a gripe causa sintomas mais severos, como dores musculares, febre alta, dificuldade para respirar e cansaço – em situações assim, o paciente deve procurar um médico em até 24 horas. Há risco de a gripe evoluir para uma pneumonia. Indivíduos pertencentes ao grupo de risco precisam tomar ainda mais cuidado.

QUANDO SE DEVE TOMAR TAMIFLU?

O medicamento antiviral deve ser administrado nas primeiras 48 horas a partir do surgimento dos sintomas, período em que é mais eficaz. É necessário apresentar uma prescrição médica no sistema público de saúde ou nas farmácias.

QUE ATITUDES LOCAIS DE GRANDE AGLOMERAÇÃO, COMO ESCOLAS, DEVEM TOMAR?

Ter recipientes de álcool gel para estimular a higienização das mãos e educar os frequentadores sobre atitudes de prevenção, como lavar as mãos e proteger a boca ao tossir.

A VACINA DA GRIPE A PROTEGE CONTRA TODOS OS TIPOS DE GRIPE?

A gripe é causada pelo vírus influenza. Os tipos mais preocupantes no momento são o influenza A (H1N1 e H3N2) e o influenza B, aos quais a vacina se destina. Não há proteção contra outros tipos de vírus. O paciente, que tomar a dose contra a gripe A poderá desenvolver outros tipos de infecções respiratórias, como resfriados.

DEPOIS DA APLICAÇÃO, QUANDO A DOSE COMEÇA FAZER EFEITO?

Dentro de 15 dias, em média.

ATÉ QUANDO DURA A IMUNIZAÇÃO?

Depende de cada pessoa, variando entre seis e 12 meses. Idosos perdem imunidade mais rapidamente.

A VACINA TOMADA EM 2015 PODE PROTEGER O PACIENTE TAMBÉM NESTE ANO?

Perdem-se anticorpos ao longo de um ano, mas quem tomou a dose no ano passado ainda pode ter retido alguma parcela de imunidade. O ideal é fazer a vacina anualmente porque os tipos de vírus influenza circulantes podem não ser os mesmos de um ano para outro.

POR QUE É PRECISO TOMAR TODO ANO?

Porque os vírus mudam.

QUAL A MELHOR DATA PARA TOMAR A VACINA?

Antes dos meses frios, assim que disponível.

A VACINA TEM CONTRAINDICAÇÕES?

Alérgicos à proteína do ovo não devem tomá-la.

QUAIS OS RISCOS PARA AS GRÁVIDAS?

As gestantes estão no grupo de risco. A gripe pode causar complicações importantes para elas e também para os bebês – há inclusive o risco de perda do feto. É fundamental que elas recebam a imunização.

QUEM DEVE TOMAR A VACINA?

Idosos, crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, mulheres no período de 45 dias do pós-parto, pessoas com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, neurológicas), obesidade, diabetes, asma, hipertensão e HIV, pacientes com câncer e transplantados, profissionais da área de saúde, indígenas, detentos e funcionários do sistema carcerário integram o grupo de risco e podem tomar a vacina gratuitamente na rede pública. Os demais devem procurar as clínicas privadas.

NÃO SOU DO GRUPO DE RISCO, POSSO ME VACINAR?

Sim, na rede privada.

QUEM TOMOU NESTE ANO UMA VACINA DE 2015, DEVE SE VACINAR DE NOVO?

Sim, pois os vírus mudam. Tomar uma vacina do último ciclo, mesmo que ela esteja válida, é um mau investimento.

O QUE DEVO OBSERVAR AO COMPRAR A VACINA?

No rótulo da vacina, é preciso observar a data de validade, o ano da cepa cirulante (2016) e o hemisfério (Sul)
.
DEVO ME VACINAR QUANDO ESTOU GRIPADO?

Em casos de febre, a indicação é receber a vacina 48 horas depois.

TOMEI UMA VACINA TRIVALENTE (CONTRA TRÊS TIPOS DE VÍRUS) EM 2016. DEVO TOMAR A TETRAVALENTE (CONTRA QUATRO TIPOS)?

Não é necessário. Vale lembrar que essa vacina é diferente da tetravalente bacteriana, obrigatória para menores de um ano.

POR QUE CRIANÇAS MENORES DE SEIS MESES NÃO PODEM RECEBER A VACINA?

Porque elas não possuem um sistema imunológico competente para a dose. A proteção dessas crianças é feita por meio da vacinação das gestantes, que passa os anticorpos ao filho pela placenta.

Fonte: Infectologistas Dimas Kliemann, Lessandra Michelim e Luciano Goldani.

DICAS DE CUIDADOS

NO DIA A DIA

Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca

Utilize lenço descartável para higiene nasal

Evite compartilhar objetos pessoais como talheres, pratos, copos ou garrafas

Não cubra com a mão o nariz e boca ao espirrar ou tossir. Ao espirrar na mão e tocar um objeto, você pode passar o vírus para outra pessoa

EM LOCAIS FECHADOS

Ambientes pequenos, com muitas pessoas e sem circulação de ar, são favoráveis para o contágio

A ventilação tira o vírus do ar, diminuindo a chance de transmissão da doença

TRANSPORTE COLETIVO

Uma fresta na janela ameniza o risco de contaminação

Não é preciso abrir toda a janela

SALAS DE AULA E LOCAIS DE TRABALHO

Também devem ter janelas abertas (no limite de não provocar transtorno para outras pessoas)

Abra frestas em mais de uma janela (evitando muito vento em apenas um ponto)

Portas abertas também ajudam na ventilação dos ambientes

• Fontes: Luciano Goldani, infectologista e professor da UFRGS, João Antônio Bonfadini Lima, médico pneumologista pediátrico da Área Técnica de Doenças Crônicas e Agravos Não-transmissíveis da Secretaria Municipal da Saúde da capital, e Ministério da Saúde.

H1N1 JÁ LEVOU A 71 MORTES NO BRASIL EM 2016, DIZ MINISTÉRIO DA SAÚDE

#UnidosSomosMaisFortes

04/04/2016

Campanha nacional de vacinação contra gripe começa em 30 de abril 
Até 26 de março, foram 444 casos de síndrome respiratória aguda por H1N1.
Só no estado de São Paulo, houve 55 mortes em decorrência do vírus.


O Brasil já teve 71 casos de morte por H1N1 em 2016, até 26 de março, segundo o Boletim Epidemiológico de Influenza do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda-feira (4). No ano passado inteiro, foram 36 mortes por H1N1 no país.

Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 444 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) pela Influenza A/H1N1 este ano.

São Paulo teve o maior número de óbitos por H1N1: 55. Também registraram mortes Santa Catarina (3), Ceará (2), Bahia (2), Minas Gerais (2), Mato Grosso (1), Mato Grosso do Sul (1), Goiás (1), Rio de Janeiro (1), Pará (1) e Rio Grande do Norte (1).

O H1N1 é responsável, até o momento, pela grande maioria de casos graves e mortes por gripe Influenza no país. Foram registrados apenas 5 casos por Influenza A/H3N2 e nenhum óbito. Já em relação à Influenza B, foram registrados 38 casos e 3 mortes.

Vacinação

As clínicas particulares já têm disponível os primeiros lotes da vacina trivalente contra influenza de 2016, que protege contra H1N1, H3N2 (ambos vírus da Influenza A) e uma cepa da Influenza B. A vacina trivalente pode ser usada a partir dos 6 meses de idade.

Já a vacina tetravalente ou quadrivalente – que além de proteger contra o H1N1, o H3N2 e a Influenza B também protege contra uma segunda cepa da Influenza B – ainda está começando a ser distribuída. A vacina tetravalente pode ser usada a partir dos 3 anos de idade.

Na rede pública, a campanha nacional de vacinação contra gripe está marcada para começar no dia 30 de abril e vai até o dia 20 de maio. Alguns estados, como São Paulo, anteciparam a vacinação pelo SUS devido ao aumento precoce de casos da infecção. O Ministério da Saúde anunciou que começou a enviar as doses aos estados nesta sexta-feira (1º).

A vacinação contra influenza no SUS é destinada a alguns grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade.

SAIBA COMO A FALTA DE EXPANSÃO PULMONAR PULMONAR AFETA A RESPIRAÇÃO

#UnidosSomosMaisFortes

04/04/2016

O problema pode afetar significativamente a respiração.
O oxigênio é essencial para a função metabólica de todas as células.


O oxigênio é essencial para a função metabólica de todas as células. Os pulmões, por sua vez, são parte importante de um sistema maior, que conduz o ar por todo o organismo. Porém, existem doenças que podem afetar a expansão pulmonar e gerar dificuldades na hora de respirar. A boa notícia é que alguns exercícios podem aliviar o quadro.

Problemas que afetam a respiração

A maioria dos médicos classificam doenças pulmonares como obstrutivas ou restritivas. As da primeira classe incluem condições que tornam difícil exalar todo o ar nos pulmões. Já as da segunda geram dificuldade para expandir plenamente os pulmões com o ar.

A doença pulmonar obstrutiva torna difícil para uma pessoa respirar. Quando a sua taxa de respiração aumenta, especialmente durante os períodos de atividade ou esforço. As causas mais comuns delas incluem enfisema, bronquite crônica, asma, bronquiectasia e fibrose cística.

É possível verificar ainda dificuldade de expansão pulmonar na doença pulmonar restritiva. Pessoas afetadas por ela não conseguem encher totalmente os pulmões com ar. 

Geralmente, a condição resulta de problemas que causam rigidez nos próprios pulmões. Em outros casos, pode haver rigidez da parede torácica, fraqueza muscular ou nervos danificados como causas.

As condições médicas capazes de causar a doença pulmonar restritiva são a fibrose pulmonar idiopática, a sarcoidose, a obesidade, a escoliose, a distrofia muscular ou a esclerose lateral amiotrófica. 

Se você sente muita falta de ar durante uma atividade física, é importante buscar apoio médico e verificar se não existe um problema de saúde relacionado.

Os tratamentos são diferentes para cada condição e vão exigir um plano especialmente desenvolvido pelo seu médico. Normalmente, são utilizados medicamentos, sendo que em alguns casos a terapia de oxigênio suplementar pode ser necessária.

App ajuda em problemas de expansão pulmonar

Um dos tratamentos mais eficazes para esses tipos de problemas pulmonares são exercícios de respiração. A partir disso, pesquisadores da Universidade do Vale do Paraíba desenvolveram um aplicativo de celular que possibiliza a realização de atividades respiratórias de forma interativa, com foco nos pacientes com disfunção pulmonar restritiva.

O uso é bastante simples. Basta respirar e controlar a elevação de bolinhas na tela. Quanto mais a pessoa respira, mais as bolinhas se elevam. Como os níveis de dificuldade aumentam, é possível que a sua capacidade de expansão pulmonar também tenha uma melhora significativa.

Os testes realizados com essa inovação mostraram que, em pacientes com disfunção pulmonar restritiva, houve um aumento da força muscular respiratória e melhora na expansão pulmonar após o uso do aplicativo.

Segundo a idealizadora do projeto, a professora Alessandra de Almeida Fagundes, a ideia foi motivada pelo desejo de aplicar tecnologias móveis em favor da saúde, procurando inserir pacientes e terapeutas em um contexto de interatividade, a fim de incentivá-los a realizarem os exercícios respiratórios.

INCISÃO PIONEIRA COM CÉLULAS-TRONCO REGENERA OLHOS DE CRIANÇAS CO CATARATA

10 março 2016

criança submetida a cirurgia de catarata na China; cientistas apresentam agora tratamento com células-tronco.
Um procedimento pioneiro feito por médicos conseguiu restaurar, a partir de células-tronco, o olho de crianças vítimas de catarata na China.


Mais da metade dos casos de cegueira são causados por catarata, quando o cristalino - a lente natural existente no globo ocular - fica opaco.

Em geral, o tratamento de catarata consiste no implante de uma lente artificial.
Já o novo procedimento, descrito na revista especializada Nature, ativou células-tronco no olho para desenvolver uma nova lente.

Especialistas descreveram o tratamento como um dos maiores avanços na medicina regenerativa.

Tratamentos e complicações

Cerca de 20 milhões de pessoas no mundo todo perderam a visão devido à catarata. A doença é comum mais entre idosos, mas afeta algumas crianças desde o nascimento.

Os tratamentos tradicionais usam ultrassom para amolecer e quebrar a lente natural deficiente. Em seguida, ela é retirada do olho. Uma lente intraocular artificial é então implantada no olho, mas esse procedimento pode resultar em complicações, principalmente em crianças.

A nova técnica desenvolvida por cientistas da Universidade Sun Yat-sen, na China, e da Universidade da Califórnia em San Diego, Estados Unidos, remove a catarata da lente interna do olho através de uma incisão minúscula e deixa a superfície exterior, chamada de cápsula da lente, intacta.

A estrutura é então forrada com as células-tronco epiteliais, que geralmente reparam os danos.

A lente de células-tronco fica atrás da pupila e focaliza a luz na retina.

Segundo os cientistas, o novo procedimento foi feito em 12 crianças depois de testes feitos em coelhos e macacos terem sido bem-sucedidos.

Em oito meses, as lentes de células-tronco já chegavam ao tamanho normal.

"Esta é a primeira vez que uma lente completa foi regenerada. As crianças passaram pela cirurgia na China e continuam muito bem, com visão normal", disse Kang Zhang, um dos pesquisadores.

O procedimento também teve uma taxa de complicações muito menor.

Mas, de acordo com o Kang Zhang, são necessários mais testes antes que esse tratamento se transforme no padrão para tratar crianças com catarata.

Crianças e idosos

O procedimento foi testado em crianças pois suas células-tronco epiteliais da lente do olho são mais jovens e têm uma capacidade maior de regeneração do que as de idosos.

Mas a grande maioria dos casos de catarata acontece em idosos.

Zhang afirma que já começaram os testes em pacientes mais velhos e os primeiros resultados "parecem promissores".

Para Robin Ali, do Instituto de Oftalmologia da Universidade College London, mesmo ainda estando na fase de testes, o trabalho dos cientistas chineses e americanos é "formidável".

"Esta nova abordagem oferece uma perspectiva muito melhor de tratamento para a catarata pediátrica, porque resulta na regeneração de uma lente normal que cresce naturalmente", afirmou.

Para Ali pode ser mais difícil conseguir resultados parecidos em adultos, mas o impacto pode ser grande.

"Pode ser superior às lentes artificiais implantadas atualmente pois as lentes naturais podem permitir que a pessoa enxergue em distâncias diferentes de forma mais eficaz", afirmou.

"O estudo é uma das maiores conquistas no campo de medicina regenerativa até o momento. É o melhor da ciência", disse Dusko Ilic, palestrante em ciência de células-tronco no King's College de Londres.

Potencial

Kang Zhang acredita que usar células-troncos dos olhos tem um "grande potencial" para tratar uma grande variedade de doenças além da catarata, como degeneração macular e glaucoma.

Um outro estudo realizado pela Universidade de Osaka, no Japão, e pela Universidade de Cardiff, na Grã-Bretanha, usou células-tronco para produzir outros tecidos do olho.

Neste estudo os cientistas conseguiram produzir uma série de tecidos oculares incluindo os que fazem parte da córnea, conjuntiva, lente e retina.

"Nosso trabalho não apenas tem potencial para o desenvolvimento de células para tratamento de outras partes do olho, mas também pode estabelecer a base para testes humanos no futuro e transplantes (...) para restaurar a função visual", disse Andrew Quantock, um dos pesquisadores.


PRÉ-DIABETES...90% DAS PESSOAS NÃO SABEM QUE TEM A DOENÇA

SEXTA, 11 DE MARÇO DE 2016

Estudo diz que os médicos têm ignorado os sinais de pré-diabetes.


O estilo de vida sedentário e o excesso de peso são os principais causadores da diabetes tipo 2, doença em que o organismo é incapaz de usar a insulina para quebrar os níveis de glicose presentes no sangue.

Atualmente, multiplicam-se os casos de pré-diabetes, condição mais uma vez impulsionada pelo estilo de vida e pelas más escolhas alimentares e que resulta em níveis de açúcar no sangue muito elevados… mas não o suficiente para os pacientes serem declarados diabéticos.

E é esta falta de classificação que faz com que muitas pessoas fiquem na ignorância. 

Um estudo da Universidade da Florida (Estados Unidos) é prova disso e revela números assustadores: das pessoas que se encontram agora com pré-diabetes, 90% não faz ideia da condição em que está, lê-se no Daily Mail. Mais concretamente, estas pessoas não sabem que correm o risco de ter diabetes tipo 2 (condição que pode impulsionar o aparecimento de outras doenças, como as cardiovasculares).

No Reino Unido e nos Estados Unidos, uma em cada três pessoas corre o risco de ter Diabetes sem saber. Embora seja este um cenário de dois países com hábitos alimentares distintos, a verdade é que esta pode ser mesmo uma realidade mundial, o que coloca a saúde geral em risco.

A investigação

O estudo, levado a sério pelo médico Arch Mainous III, analisou os dados do National Ambulatory Medical Care Survey relativos a 2012 e focou-se em pacientes com mais de 45 anos, considerados como ‘grupo de risco’.

Depois de analisarem as recolhas de sangue feitas e de as terem cruzado com os dados analisados, os investigadores concluíram que 34% dos pacientes tinha níveis de glicose entre os 5,7% e os 6,4%, o que significa que já se encontram com pré-diabetes. Contudo, apenas 23% receberam tratamento.

Para o autor do estudo – publicado no Journal of the American Board of Family Medicine –, cabe aos médicos não ignorarem os sinais de pré-diabetes, uma vez que só assim se consegue diminuir os números de pessoas que desenvolvem diabetes tipo 2.

JAPONESES DESCOBREM CAUSA DA DISTROFIA MUSCULAR

27/02/2016


KOBE (IPC Digital) – Uma equipe japonesa anunciou a descoberta da causa da distrofia muscular, uma doença genética que afeta cerca de 25 mil pessoas no país.

A equipe, liderada por Tatsushi Toda, professor da Universidade de Kobe, publicou a descoberta na revista Cell Reports, dos Estados Unidos.

Os pesquisadores analisaram a distroglicana, uma importante proteína estrutural que está ligada ao desenvolvimento celular.

No estudo, os cientistas perceberam que o fosfato de ribitol, um tipo de açúcar que, até então, acreditava-se existir somente em vegetais e em bactérias também está presente no corpo humano.

As pessoas com distrofia muscular não têm o fosfato de ribitol em seus organismos. Segundo a equipe, essa é a causa da doença.