Dispositivo eletrônico que melhora o equilíbrio e a capacidade de andar na esclerose múltipla


O caso de Kurt Shafer, um americano diagnosticado com Esclerose Múltipla (MS) há 6 anos e tem visto melhoras em seu equilíbrio e habilidades motoras através de dispositivo eletrônico experimental que usa 5 vezes por dia.
De acordo com Shafer, que recentemente se tornou parte de um ensaio clínico da Universidade de Wisconsin:
 
"O fato de ter melhorado é a esperança de que as pessoas precisam avançar.
Até o momento não há cura para a Esclerose Múltipla, embora haja medicamentos que reduzem os sintomas, mas não havia nada que ajudasse a melhorar."

Várias vezes ao dia, durante o exercício, ler ou escrever, um dispositivo eletrônico colocado Shafer em sua boca. Esta baseia-se em sua língua emitindo vibrações de nível baixo. As vibrações estimulam o nervo cranial na língua, o envio de algumas rotas novas em torno das áreas danificadas do cérebro.
Os dados preliminares do estudo de Wisconsin mostrou que o dispositivo tem um tremendo potencial para resolver problemas de equilíbrio em pacientes com Esclerose Múltipla. 
Shafer dobrou sua capacidade de andar, mas ainda precisa do auxilio de muletas.
Mary Shafer, sua esposa, disse que este dispositivo mudou suas vidas, permitindo-lhes alguma liberdade para sair de casa sem a preocupação constante que Kurt caia.

"Em duas semanas, tudo mudou. Agora vemos a vida abrindo para nós novamente, e esperança é algo incrível."
 
Shafer está tão contente com sua melhora, que decidiu ajudar a replicar o estudo em Omaha (Nebraska, EUA) e, assim, empurrar o instrumento para adquirir a aprovação FDA , Inglês Food and Drug Administration norte-americana.
De acordo com Melanie galês, diretor de desenvolvimento da Universidade de Nebraska:

"Ele não só trouxe de dólares, mas tem compartilhado sua paixão com a gente."
Eles estão à procura de financiamento para replicar o estudo sob a fundação chamada "Train the Brain" (Trem do cérebro), que vai custar US $ 250.000.
Galês diz que este dispositivo pode ter um maior envolvimento no tratamento da doença de Alzheimer, autismo, dano cerebral, traumática e até mesmo de Parkinson.

 Fonte:http://redpacientes.wordpress.com/2011/07/04/aparato-electronico-que-mejora-el-equilibrio-y-la-capacidad-de-andar-en-esclerosis-multiple/




*** Foi utilizado Tradutor Google nessa matéria, foram feitas algumas adaptações para melhor compreensão do texto original.






Avanços da medicina aumentam expectativa de vida para quem está na faixa dos 40 anos


Quem tem por volta de 40 anos de idade hoje, ou menos, pode ir se preparando: se os especialistas estiverem certos, suas chances de chegar aos cem serão muito maiores, e em condições muito próximas das que vive atualmente. Este acréscimo na expectativa e qualidade de vida virá de diversos avanços esperados para as próximas décadas em áreas como medicina regenerativa, células-tronco e biologia molecular que, segundo alguns, não vão só interromper o processo de envelhecimento como podem até revertê-lo.
- Nos últimos 100 anos houve um aumento da expectativa de vida em mais de 30 anos - lembra o neurocientista Stevens Rehen, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro que, a partir da quinta-feira, ministra o curso "Morrer é inevitável? As bases científicas da longevidade" no Polo de Pensamento Contemporâneo (POP), no Rio de Janeiro. - Agora, os cálculos são que, no próximos 30 anos, a cada ano que você vive, vai conseguir viver mais um em virtude do que está sendo descoberto e aplicado pela medicina. Há um avanço muito grande que mostra que há formas de subverter ou manipular essa expectativa de vida entendendo melhor como funcionam as células e o organismo.


O importante é viver mais e bem 

Segundo Rehen, o limite atual da vida humana foi dado pela pessoa mais longeva do mundo, a francesa Jeanne Calment, que faleceu em 1997 aos 122 anos e 164 dias de idade. Ele destaca, no entanto, que de nada adianta alcançar uma vida tão longa com um organismo decrépito.
- O importante não é só viver mais, mas viver mais e bem - diz. - A ciência está avançando e conseguimos entender cada vez mais como funciona o organismo e como se pode reverter alguns aspectos do envelhecimento.
Não é para a pessoa criar nesse momento a expectativa de que vai viver 150, 200 ou mil anos, mas que, a partir da percepção do avanço da ciência, ela vai ter uma qualidade de vida muito melhor lá na frente.
Para Rehen, a chave da longevidade está nas pesquisas sobre os telômeros. Estruturas localizadas nas pontas dos cromossomos, eles funcionam como capas protetoras dessas extremidades, com um papel muito importante na manutenção da integridade do genoma. Os telômeros impedem, por exemplo, a fusão de terminais de diferentes cromossomos ou sua degradação por enzimas que, na falta destas estruturas, considerariam o material dos cromossomos como DNA danificado, desfazendo-os como um cadarço de sapato que perde o adesivo protetor de suas pontas. Recentemente, a cientista Maria Blasco, do Centro Nacional de Pesquisa de Câncer da Espanha, inventou um exame de sangue que pode mostrar o quão rápido uma pessoa está envelhecendo medindo o comprimento de seus telômeros. O teste está previsto para ser posto à venda em 2012.
- Estamos conhecendo cada vez mais sobre os telômeros - conta Rehen. - Há uma série de evidências científicas de uma relação direta entre a longevidade e o comprimento dos telômeros, isto é, quanto menores eles são, menor a capacidade da célula em se dividir. E, quando ela para de se dividir, começa o que chamamos de senescência, que seria a chave do processo de envelhecimento.
Embora o envelhecimento seja um processo natural de desgaste do organismo, não há provas científicas de que ele não possa ser interrompido e seus danos reparados, reforça Aubrey de Grey, pesquisador da Universidade de Cambridge e fundador do projeto SENS (sigla em inglês para "estratégias para engenharia de uma senescência negligenciável").
- No momento, há sim um limite para a vida humana, pois os processos químicos envolvidos na própria vida causam a acumulação de danos moleculares e nas células que a medicina ainda não pode reparar - explica. - Por outro lado, a medicina do futuro deverá ser capaz de reparar todos esses danos e, dessa forma, remover este limite completamente.


Medicina poderá reparar danos 

De Grey conta que seu projeto classifica esses danos em sete categorias principais e detalha propostas de como eles podem ser consertados:
- Em resumo, a perda de células em órgãos importantes do corpo seria revertida com terapias com células-tronco; as células malignas resistentes atacadas com toxinas genéticas ou imunológicas; células que se multiplicam demais seriam paradas até impedirmos que estendam os telômeros nas pontas de seus cromossomos; o "lixo" molecular do lado de fora das células seria movido para seu interior por ferramentas do sistema imunológico e o "lixo" molecular dentro delas, por sua vez, degradado por enzimas de bactérias; mutações nas mitocôndrias seriam reparadas com o uso de cópias de seus genes nos núcleos das próprias células; e a matriz intracelular seria restaurada para sua elasticidade da juventude com drogas que quebrem as ligações químicas indesejáveis que ela acumula.
Na opinião de Rehen, quem encara projetos como o de De Grey e outros semelhantes como um desafio à "ordem natural das coisas" ou uma tentativa de "brincar de Deus" não leva em conta toda a própria história da evolução da nossa espécie.
- Claro que De Grey usa uma série de jargões, como dizer que vamos viver mil anos, para conseguir mais visibilidade para a própria fundação - ressalva. - Mas o homem, desde que começou a evoluir, subverte a natureza. O ser humano é a única espécie do planeta capaz de subverter a seleção natural de Darwin. A discussão entre o que é natural ou não já caiu por terra desde que o homem começou a se organizar e aumentar a própria expectativa de vida.
O neurocientista cita ainda como exemplo de pistas dadas pela natureza na busca pela longevidade o caso de um roedor africano conhecido como rato-toupeira-pelado (Heterocephalus glaber). Enquanto a maioria das espécies de roedores tem uma expectativa de vida máxima de dois anos, esses ratos vivem até 28 anos, quase 15 vezes mais. - Ele é um mamífero que consegue aumentar sua longevidade naturalmente - diz. - Sabemos que a incidência de câncer em roedores é altíssima.
Por isso, se não é comido por um predador, ele acaba morrendo num período de dois anos. Já o rato-toupeira-pelado tem a vantagem de conseguir evitar quase por completo a formação de tumores, produzindo em grandes quantidades uma proteína chamada P27 que detém o processo. A partir do momento em que a gente identifica esses exemplos na natureza, fica mais fácil perceber que pode haver um aumento real da nossa longevidade. Não existe receita milagrosa Tanto Rehen quanto De Grey, no entanto, reconhecem que ainda serão necessárias muitas pesquisas para que o sonho de uma juventude eterna, ou pelo menos uma velhice prolongada e saudável, vire realidade.
Enquanto os avanços da medicina regenerativa não chegam aos leitos dos hospitais e aos balcões das farmácias, o melhor é se cuidar, mantendo uma dieta balanceada, praticando exercícios físicos e reduzindo o estresse, aconselha o professor da UFRJ. - Dados recentes mostram que estresse, sedentarismo e obesidade levam ao encurtamento dos telômeros - lembra Rehen.
- Não existe uma receita milagrosa. Eu mesmo estou buscando a minha, mas sei que não posso levar, aos 40 anos, a vida que tinha aos 20. O importante agora é conseguir viver o máximo possível com qualidade, pois a expectativa é muito boa para os próximos 30 anos baseado no que está acontecendo no mundo em termos de evolução da área de gerontologia. A quantidade de artigos e trabalhos é para deixar todo mundo bastante esperançoso e com expectativas boas de viver pelo menos mais 30 anos muito bem.

Fonte:http://www.midiamax.com/noticias/759756-avancos+medicina+aumentam+expectativa+vida+para+quem+esta+faixa+40+anos.html

COM MENOS DESCOBERTAS,LABORATÓRIOS MIRAM EFICIÊNCIA

04/07/2011 - 07:51


Uma série de quebras de patentes no horizonte, que fará a indústria perder 267 bilhões de dólares até 2017, impulsiona o desenvolvimento de serviços.
Além de produzir remédios, as fabricantes terão que apostar em serviços

Especialistas estimam que, em 2016, novas terapias que utilizam de bioengenharia e produtos biológicos serão responsáveis por 23% do mercado

Tempos difíceis aproximam-se para a indústria farmacêutica. Nos próximos cinco anos, a validade de uma série de patentes vai expirar, o que fará com que as empresas percam nada menos que 267 bilhões de dólares em vendas até 2017. A busca por descobertas que gerem novas patentes continua. Contudo, inventar algo hoje é uma tarefa mais difícil que no passado, pois a própria medicina avança sobre campos cujo conhecimento científico também está em construção, como o estudo da nanotecnologia, células-tronco, etc. As novas tecnologias em estudo no setor são caras e provavelmente de difícil acesso às massas nos primeiros anos de existência. E não para por aí. Especialistas estimam que, em 2016, novas terapias que utilizam bioengenharia e produtos biológicos serão responsáveis por 23% do mercado. Muitas dessas “drogas do futuro” exigirão um sistema de distribuição mais complexo e, possivelmente, mais custoso que o convencional (veja quadro). A saída, apontam os especialistas, é investir em melhoria da eficiência e dedicar-se ainda a oferecer seviços que facilitem o acesso e o uso dos produtos.

O alerta para as mudanças foi feito por um estudo realizado pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) chamado “Pharma 2020: Supplying the future”, que traz previsões sobre como estará o mercado no referido ano, com foco especial na logística. “Muitas empresas investiram em tentar descobrir, desenvolver e comercializar medicamentos mais eficientes e injetaram poucos recursos na reconfiguração dos processos de fabricação e distribuição. Contudo, a cadeia de distribuição é tão importante quanto o resto. É o elo entre o laboratório e o mercado”, aponta o estudo.


Os remédios do futuro

Conheça os novos tipos de medicamento que revolucionarão a indústria farmacêutica nos próximos anos

Pílulas substituem a injeção

Nos próximos anos, a tendência é que o paciente possua cada vez mais autonomia em seu tratamento. As pílulas e comprimidos, tais como conhecemos, continuarão no mercado, mas ganharão novas funções. Empresas como a indiana Biocon e a dinamarquesa Novo Nordisk testam, separadamente, uma pílula capaz de prover insulina, usada no tratamento de diabetes. O objetivo é substituir a injeção. O grande desafio é evitar que a molécula do hormônio seja quebrada durante a digestão, anulando seu efeito. Por isso, as empresas desenvolvem uma nova categoria de cápsula que resiste ao ataque dos ácidos do corpo humano e, somente numa fase posterior da digestão, libera a insulina, já de forma segura.

A tecnologia de microprocessamento – em que ‘microcontainers’ carregam nanopartículas, que são elementos, no mínimo, oitenta vezes menores que a largura de um fio de cabelo – trará grandes avanços à personalização dos medicamentos. Especialistas apontam que no futuro, os farmacêuticos serão capazes de dosar e misturar os medicamentos conforme as necessidades de cada paciente. Dentro de uma só ‘superpílula’ poderá haver diversos ‘microcontainers’, que liberarão os princípios ativos em tempos diferentes. A holandesa Fagron já começou a pesquisar esta tendência.
Ainda não convivemos com androides, mas já existem estudos que trazem princípios da eletrônica ao corpo humano. Há, por exemplo, projetos de chips digestíveis que podem ser acoplados a comprimidos tradicionais. O objetivo é transmitir a computadores, smartphones ou outro equipamento informações da data e hora exatas em que o remédio foi absorvido pelo corpo. Os dados, conduzidos por rede sem fio, podem também ser enviados ao médico. A americana Proteus Biomedical tem o projeto das de fabricar o produto.

A engenharia transgênica é outra aposta para o futuro. Injetar genes em plantas ou animais para que produzam determinada proteína a ser usada em seres humanos será cada vez mais normal. A empresa GTC Biotherapeutics é uma das que está na vanguarda desta técnica e quer provar que ela pode ser comercialmente viável. A companhia já produz um remédio que atua em problemas de coagulação feito a partir de leite de cabra geneticamente modificada. Achou demais? As farmacêuticas preveem também um futuro com tratamento de células-tronco humanas para doenças como Alzheimer e Parkinson, também conhecido como medicina regenerativa.
Corte de custos e produção em massa continuam a ser elementos importantes para a indústria farmacêutica, em especial para aquelas que focam o suprimento de países em desenvolvimento. A Freeplay Energy, por exemplo, produziu um medidor de batimento cardíaco que funciona a partir de uma manivela que gera energia para o aparato. Cada um minuto girando a manivela corresponde a dez minutos de utilização do produto. A ideia é prevenir doenças em locais de baixa renda que não tem energia elétrica.
 

 
 
 
 






Uma das pioneiras neste amplo escopo de atuação é o laboratório francês Sanofi Aventis, cujas vendas em 2010 alcançaram 30,3 bilhões de euros. Além de deter medicamentos populares e que não necessitam de prescrição, como AAS, Dorflex e Colírio Moura Brasil, o grupo produz drogas que necessitam de prescrição médica; além de atuar em genéricos, com a marca Medley; vacinas, com o Sanofi Pasteur; e ainda no ramo animal, com os medicamentos Merial.
A necessidade de atuar em várias frentes surge do fato de que as demandas das farmacêuticas são crescentes. O setor é um dos poucos que se beneficia diretamente do fenômeno do envelhecimento da população global. Analistas de mercado creem que, no futuro, as empresas do ramo terão de investir mais em serviços. Os sistemas de entrega, por exemplo, terão de ser cada vez mais ágeis, com mecanismos para que o paciente receba a droga que precisa em casa, no menor tempo possível. Pacientes terão maior autonomia em seus tratamentos e é possível que, dependendo da doença, possam evitar a ida ao médico.

Devido à insuficiência do número de hospitais, consultas pela internet e acesso a medicamentos poderão se tornar ferramentas práticas. Para a indústria, informações sobre os pacientes e os medicamentos que ingerem se tornarão cada vez mais importantes. “As drogas do futuro serão mais eficientes. A cadeia, porém, exigirá mais integração entre indústria farmacêutica, de equipamentos, hospitais, planos de saúde e pacientes”, explicou Eliane Kihara, especialista da consultoria PwC. Há um longo caminho a ser percorrido até atingirmos este grau de eficiência.





ESCLEROSE MÚLTIPLA AFECTA 5 MIL PESSOAS.

Começa por haver uma perda das funções visuais, de equilíbrio, de força ou sensibilidade. Gradualmente, surge o descontrolo da função sexual, da bexiga e da memória, bem como alguma fadiga. 

 

 A fisioterapia é essencial no tratamento da esclerose 

 Assim é a Esclerose Múltipla, doença crónica e degenerativa que interfere com a capacidade do sistema nervoso central em controlar os movimentos do corpo. Afecta mais de cinco mil pessoas em Portugal, sobretudo jovens. Só em medicamentos – disponibilizados gratuitamente nos hospitais – cada doente custa ao Estado entre oito a 20 mil euros anuais.

"Diz-se Múltipla porque há Múltiplas localizações de lesões no sistema nervoso central", explicou ao CM Joaquim Pinheiro, presidente do Grupo de Estudos da Esclerose Múltipla. O neurologista explica quais os sinais de alerta: perda de visão num olho ou visão dupla, ausência de força ou de sensibilidade nos braços ou pernas, falta de coordenação no andar. Os sintomas aparecem e desaparecem, total ou parcialmente, de forma imprevisível.
A somar ao facto de a população desconhecer a doença, há o problema da adesão ao tratamento. As injecções diárias, em dias alternados ou semanais de medicamentos com efeitos secundários não são uma ideia agradável para os doentes.
Por fim deixa o apelo: "Temos bons profissionais, anualmente surgem técnicas mais eficazes e, apesar da cura ser um objectivo longínquo, a possibilidade de limitar a progressão da doença é real." 

DRAMA ATINGE TODA A FAMÍLIA

Por ser uma doença neurológica crónica, a Esclerose Múltipla tem impactos significativos na saúde física e mental do doente. Assim, o drama deste doente é vivido pela família. As estruturas de apoio estão sensibilizadas e ajudam, facilitando o acesso a programas de apoio à aquisição de medicamentos, com cuidados de saúde temporários ou definitivos e serviço domiciliário. 

DIAGNÓSTICO DEVE SER PRECOCE

O diagnóstico precoce é fundamental pois permite tratamentos atempados e mais eficazes. Nomeadamente terapêuticas que modificam a evolução natural da doença, limitando a progressão da incapacidade, o número de surtos ou ataques e lesões. A fisioterapia é uma estratégia central no tratamento da Esclerose Múltipla pois permite manter ou recuperar a função motora do corpo. 

O MEU CASO: JOSÉ LUÍS PINTO

"SINTO UMA REVOLTA GRANDE"

José Luís Pinto, de 43 anos, é portador de Esclerose Múltipla. Os primeiros sinais apareceram aos 17 anos, mas foram ignorados. "Sentia alguma fraqueza nas pernas mas não liguei, até que um dia acordei e tinha visão dupla. Fiquei muito assustado", relembrou.
Após consultar, sem sucesso, vários médicos, o diagnóstico foi conhecido aos 25 anos, através de uma ressonância magnética pedida por um neurologista.

Sobre a patologia nada sabia. "Entrei em contacto com várias pessoas, algumas tinham o mesmo problema que eu, e pesquisei bastante", conta este residente na Amadora. Foi forçado a abandonar o trabalho como empregado de mesa. Porém, recorda como pior momento o mês e meio que teve de cama, por não ter força para se movimentar. José não esconde a frustração que sente por estar preso a uma doença incapacitante. "Sinto uma grande revolta, penso que estou a dar trabalho à minha família", diz. No entanto não fica preso em casa. "Sair de casa, contactar com outras pessoas com o mesmo problema é fundamental", conclui. 

DISCURSO DIRECTO

"DOENTES TÊM UMA CARREIRA CURTA", Manuela Neves, Dir. da Soc. Port. de Esclerose Múltipla  

– Que tipo de ajuda é pedida?

– Os doentes têm necessidades ao nível da fisioterapia, terapia da fala e ocupacional. Buscam apoio jurídico e assistência social. Fazemos também limpezas e entrega de refeições ao domicílio. 

– Quem pede essa ajuda?

– A família. A maioria dos doentes desconhece quais os seus direitos enquanto portador de patologia incapacitante. 

– Existe preconceito?

– Um portador de Esclerose Múltipla tem uma carreira profissional curta, pois vai perdendo a sua independência e tem dificuldade em arranjar emprego, porque é visto como alguém que não é produtivo.

– Quais os obstáculos da sociedade na ajuda a estes doentes?

– Somos incompreendidos pelos serviços públicos. Precisamos de mais apoio económico, que serviria para optimizar o nosso ginásio, contratar mais fisioterapeutas e alargar o horário de funcionamento. Lutamos para que os médicos passem a prescrever aos doentes os nossos serviços de fisioterapia. 

PEDIDOS DE TOMOGRAFIA DEVEM SER REDUZIDOS PRA PROTEGER PACIENTES

02/07/2011 

A iniciativa, confirmada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), também está em discussão na Anvisa. 

Baseados em estudos recentes — que revelaram que até 2% dos cânceres nos Estados Unidos são resultantes de irradiações da tomografia computadorizada —, médicos brasileiros estão diminuindo os pedidos de tomografia e substituindo o exame por outros que não emitem radiação ionizante, como o ultrassom e a ressonância magnética.

A iniciativa, confirmada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), também está em discussão na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que revisa uma portaria de 1995 que regulamentou a radiologia no Brasil. A nova versão do documento vai estabelecer o limite de radiação que os pacientes devem receber em um exame radiológico.

A razão da mudança é a comprovação de que a radiação ionizante pode causar morte celular, e a probabilidade de câncer é proporcional à dose recebida. Hoje, não há um limite estabelecido de quantos exames uma pessoa pode fazer para estar segura. A orientação é quanto menos, melhor. A preocupação cresceu porque, nos últimos anos, a tomografia passou a ser um dos exames mais pedidos pelos médicos e, muitas vezes, sem necessidade.

Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, a tomografia responde por 50% de toda radiação recebida em exames. Estima-se que até 40% dos exames feitos por ano sejam desnecessários. No Brasil, não há estimativas do tipo, mas estudos mostram situação parecida. 


VÍRUS NO RS//SÉTIMA MORTE POR GRIPE A,NO RIO GRANDE DO SUL

 02 de julho de 2011

Mulher de 55 anos, de Hulha Negra, era diabética e não tinha sido vacinada.

Uma mulher de 55 anos, de Hulha Negra, na região da Campanha, teve morte por gripe A (H1N1) confirmada ontem pela Secretaria Estadual da Saúde. Além dela, outras 10 pessoas tiveram confirmação da doença no Rio Grande do Sul. Com os novos dados, o Estado chega a 37 casos.

Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), a mulher não tinha sido vacinada e era diabética. Ela chegou a ser internada em Bagé. Santa Cruz do Sul, Vera Cruz, Candelária e Rio Pardo, todas no Vale do Rio Pardo somam quatro, um, três e um casos, respectivamente. Além de Hulha Negra, Pelotas apresentou novo paciente. Segundo a Secretaria de Saúde, as autras 10 pessoas tiveram evolução nos quadros.

A chefe da Divisão de Vigilância Sanitária do CEVS, Marilina Bercini, descarta uma epidemia até o momento.

– Outros vírus respiratórios, como o da influenza A sazonal também circulam no Estado – afirma.

Até o momento, o Estado já apresentou 536 casos suspeitos de gripe A (H1N1) – 134 estão sob investigação.


Vacinas
- Ontem, 140 mil doses de vacina monovalente contra gripe A, que sobraram de campanhas de imunização, chegaram ao Estado. Essas doses serão distribuídas na próxima semana, de acordo com a população das regiões, com ênfase nos locais com circulação da gripe A. A orientação é para municípios que não alcançaram a meta de 80% de imunização de grupos de risco (idosos, gestantes, indígenas, crianças de seis meses a dois anos) e doentes crônicos com receita médica. .

ESTUDIOSOS CRIAM PÍLULA QUE SUBSTITUI QUATRO REMÉDIOS E PREVINE DOENÇAS CARDIOVASCULARES

 30/06/2011


"Polipílula" teve eficácia em pacientes com risco médio de infarto ou derrame e agora passa por segunda etapa de testes no Brasil e em outros países.

Uma única pílula que pode substituir quatro medicamentos na prevenção de doenças cardiovasculares em breve pode estar disponível no mercado. Os pesquisadores do Hospital do Coração (HCor/SP) acabam de finalizar, juntamente com estudiosos de outros seis países, a fase inicial de um estudo que tem a missão criar uma polipílula que previne uma das principais causas de mortes no Brasil e no mundo e é mais acessível que outros medicamentos combinados.

A polipílula teria o objetivo de prevenir problemas de risco cardiovascular moderado, reduzir a pressão arterial e controlar o colesterol. Ela combina em um único comprimido os compostos da Aspirina — que previne entupimento dos vasos sanguíneos do coração — em baixa dosagem, a Sinvastatina — controlador de colesterol — e de dois medicamentos para controle da pressão arterial Lisinopril e Hidroclotiazida (ou betabloqueador).

De acordo com os estudiosos, as vantagens do novo medicamento para pacientes predispostos a problemas cardiológicos são a adesão ao tratamento, já que é necessária uma única dose por dia, o que facilita a vida dos pacientes e o custo, que seria muito inferior ao valor dos quatro medicamentos somados.

— Na primeira fase, com início em 2006, feita em sete países, 400 pacientes com risco médio de infarto ou derrame, tomaram uma pílula por dia por quase cinco meses. Em todos esses países se viu uma redução de 60% no risco da pessoa sofrer um derrame ou infarto no futuro, além da redução da pressão arterial e do colesterol. O passo mais importante virá agora, com uma pesquisa de larga escala envolvendo um maior número de pacientes e vários centros — explica o diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa do HCor e coordenador da pesquisa no Brasil, Otávio Berwanger.

No segundo semestre inicia a segunda fase da pesquisa com pacientes mais graves que já tiveram AVC e infarto. Esta etapa contempla vários estudos, com protocolo semelhantes e conduzidos simultaneamente em vários países. No Brasil o estudo será coordenado pelo HCor em parceria com o Ministério da Saúde e testará a eficácia do medicamento em duas mil pessoas em 22 hospitais do país.

— Durante um ano e meio, oito mil pessoas que já tiveram infarto ou derrame vão tomar o medicamento em quatro estudos diferentes. Só depois dessa nova pesquisa é que vai ser definida a eficácia da pílula em larga escala. A prioridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi desenvolver um único comprimido para as doenças cardiovasculares com baixo custo e adesão pelos pacientes. Na primeira fase do estudo tivemos resultados significativos como, por exemplo, a diminuição do risco de AVC nesses pacientes que se beneficiaram da polipílula e cerca de 90% de adesão — esclarece o médico.