O trabalho intenso do cérebro quando estamos divagando...

22 JUL 2017

Pesquisas mostram que atividade cerebral é mais intensa em momentos nos quais, aparentemente, não estamos pensando em nada específico.
Sente-se, relaxe e não pense em nada. É difícil? Pode existir uma boa razão pela qual a mente divaga e se direciona para os mais diferentes pensamentos, mesmo quando se tenta desligá-la: nosso cérebro nunca descansa realmente.

E ao contrário do que se pensa normalmente, "sonhar acordado", como os psicólogos chamam, pode até mesmo trazer benefícios à mente e ao corpo.

Por muitos anos, cientistas assumiram que nossos cérebros trabalham duro quanto têm um trabalho a fazer e "desligam" quando não somos estimulados. É por isso que você costuma ler sobre experimentos em que voluntários têm que realizar tarefas como bater o dedo na mesa, fazer contas de cabeça ou olhar para determinadas imagens enquanto se submetem a uma ressonância magnética.

A ressonância revela quais partes do cérebro se tornam mais ou menos ativas durante cada tarefa. Mas os neurocientistas se surpreenderam ao descobrir que, quando o cérebro está supostamente descansando, ele na verdade está mais ativo do que nunca.

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Os resultados de pesquisas recentes sugerem que divagar pode ser uma estratégia do organismo para organizar a memória, preparar-se para o futuro e até mesmo para manter o corpo funcionando corretamente - inclusive naqueles momentos em que você deveria estar prestando atenção em outra coisa.

"A divagação por muito tempo foi vista como algo negativo. Queremos produtividade das pessoas, queremos que elas prestem atenção. A escola é basicamente um treinamento para isso. Mas nos últimos anos, o que tem se notado é que o cérebro está sempre indo de um lugar para outro", disse à BBC o neurocientista Daniel Margulies, pesquisador do Instituto Max Planck para Ciências Cognitivas e do Cérebro Humano, na Alemanha.

"Nos momentos em que estamos atentos e focados em algo nós conseguimos apenas controlar um pouco essa atividade. Então, como o cérebro está divagando o tempo todo, começamos a achar que isso deve ter uma função metabólica e psicológica."

Uso de energia

A equipe de pesquisadores coordenada por Margulies tenta descobrir o que examente acontece dentro da sua cabeça enquanto você divaga. Mas o interesse no assunto, segundo o cientista, é recente.

"Sempre assumimos que a atividade contínua do cérebro humano - essas flutuações que parecem ondas gigantes - era uma espécie de ruído. Demorou algum tempo para que os cientistas desse campo reconhecessem que havia, nesse ruído, sinais com algum significado."

Um dos primeiros estudos que levantava essa hipótese foi publicado em 1995. Dois anos depois, em 1997, um levantamento analisou resultados de diversas pesquisas sobre a rede de neurônios que "acende" no cérebro quando estamos prestando atenção em algo - e encontrou um resultado surpreendente.

Os estudos davam a entender que os momentos de maior atividade no cérebro dos pacientes era quando estavam apenas deitados sem fazer nada, e não quando estavam realizando atividades.

"Não só o cérebro trabalha, como há algumas regiões específicas que ficam consistemente mais ativas quando a pessoa não está fazendo nada, em comparação com diversas outras atividades. Também estamos estudando o que exatamente estas regiões estão fazendo nesse estado padrão", diz Margulies.

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Isso ajudaria a explicar por que o cérebro gasta um percentual tão alto da energia do corpo - cerca de 20% da Taxa Metabólica de Repouso (RMR, na sigla em inglês), a energia que o organismo usa durante um dia sem muita atividade física.

"Estamos justamente tentando entender este mistério: o que o cérebro está fazendo com tanta energia, se ela não parece estar sendo gasta nas atividades diárias às quais ele se dedica, e, sim, nos pensamentos aleatórios? Essa questão não é só psicológica, mas fisiológica também."

Muitas tarefas
Se sonhar acordado requer tanto trabalho e energia, não é de espantar que este seja um dos principais motores da criatividade humana, de acordo com os pesquisadores.

"A divagação é provavelmente o momento em que as coisas mais interessantes que fazemos acontecem. É muito importante para o pensamento criativo", disse à BBC Charles Fernyhough, professor de psicologia na Universidade de Durham, no Reino Unido.

"Esse momento está muito ligado à memória e ao processamento do passado e ao planejamento do futuro. Além disso, também refletimos sobre nossos relacionamentos com outras pessoas e sobre problemas que precisam ser resolvidos, o que eu chamo de 'jardinagem social'."

Os ganhos específicos do cérebro nos momentos em que divagamos ainda são, no entanto, uma incógnita para os pesquisadores.

Ao entrar em um avião, por exemplo, é comum pensar: "E se ele cair?". Para Margulies, esse tipo de projeção pode ser também uma forma que o cérebro encontra de estar preparado para diversos cenários.

"Ainda há uma certa confusão no nosso entendimento do porquê divagamos e por que a nossa atividade cerebral permanece contínua", admite.

Uma das teorias mais aceitas, segundo o neurocientista, é a de que sonhar acordado é também o tempo que o cérebro usa para organizar sua lista de afazeres.

"Para mim, o cérebro parece estar fazendo faxina e manutenção da atividade corrente e das necessidades metabólicas. É um sistema enorme para manter funcionando, são muitas células."

Então é provável que só uma parte pequena dessa atividade seja realmente responsável por nosso estado mental - se estamos estressados ou relaxados. Pensamos que estar num estado meditativo apenas é estar num momento em que o cérebro está mais calmo. Mas continua tendo muitas coisas a fazer", explica.

Quais testes são usados ​​para diagnosticar esclerose múltipla?


Uma varredura de MRI é uma análise indolor, mas pode ser claustrofóbica para algumas pessoas.
A esclerose múltipla é uma desordem incapacitante do sistema nervoso central. O curso da doença pode ser imprevisível, e muitas vezes apresenta diferente em cada pessoa que o possui.

As pessoas com a maioria das formas de esclerose múltipla (MS) têm uma resposta imune anormal contra as células do sistema nervoso, que inclui células cerebrais e nervosas. Os nervos transmitem informações e instruções entre o cérebro, a medula espinhal e o resto do corpo.

Na EM, o sistema imunológico ataca a cobertura dessas células nervosas, chamado mielina. Isso forma tecido cicatricial, também conhecido como esclerose, ao longo das células nervosas danificadas, interrompendo a capacidade do nervo para enviar mensagens de ida e volta.

Além de ter uma história completa e exame físico, o médico pode recomendar alguns testes de diagnóstico para ajudar a confirmar o diagnóstico.

Ressonância magnética (MRI)

Uma ressonância magnética permite que o médico procure tecido cicatricial, causado por danos causados ​​pela MS. Essas manchas anormais podem às vezes indicar outras condições, como a enxaqueca ou a pressão arterial elevada .

A varredura usa campos magnéticos e ondas de rádio em vez de radiação. Ele mede o conteúdo relativo de água nos tecidos.

A mielina que protege as células nervosas é gorda, e então repele a água. Quando este revestimento protetor está danificado, é mantida mais água, e isso pode ser visto em uma ressonância magnética.

É necessário um exame cuidadoso da varredura de MRI para um diagnóstico preciso da EM.

Potenciais evocados

Um potencial evocado é um teste elétrico das vias nervosas. Ele pode ajudar a determinar quais caminhos nervosos MS afetados.

O médico colocará fios no couro cabeludo e verá a resposta do cérebro a certas experiências, como assistir a uma tela de vídeo, ouvir um ruído particular ou sentir certas sensações. Embora o teste seja muito sensível, é inofensivo e em grande parte indolor.

A condução elétrica é retardada ao longo das vias nervosas onde a mielina está danificada. Este teste é particularmente útil, pois pode encontrar danos em áreas do sistema nervoso central que não causaram nenhum sintoma.


Punção lombar

Uma punção lombar, também conhecida como torção espinhal, é usada para obter líquido cefalorraquidiano (LCR). Este líquido envolve o cérebro e a medula espinhal e pode ser usado para ajudar a fazer um diagnóstico.

Para extrair CSF, é inserida uma agulha entre os ossos na coluna inferior. O líquido é retirado usando uma seringa e depois testado quanto a anticorpos e proteínas que podem sinalizar uma resposta imune anormal.

As punções lombares não são necessárias em todas as pessoas com suspeita de EM e não são mais o padrão de cuidados. Um médico experimentado decidirá se uma punção lombar é necessária com base na história clínica do paciente e no exame físico.

Teste de sangue

Não há teste de sangue que possa ser feito para diagnosticar MS. No entanto, o médico pode solicitar ensaios de sangue para excluir outras condições que tenham os mesmos sintomas.

Os exames de sangue podem descartar doenças de Lyme , lúpus , vitaminas e minerais, algumas infecções e certas doenças hereditárias.

Quando consultar um médico

Qualquer um que experimente algum dos sintomas da EM deve ver seu médico prontamente para uma avaliação posterior e possíveis testes de diagnóstico.

Para que um diagnóstico de EM seja confirmado, o médico precisa encontrar evidências de danos em mais de uma área do sistema nervoso central. O dano deve ter ocorrido pelo menos 1 mês de intervalo, e todas as outras causas possíveis devem ser descartadas.

Se a causa de seus sintomas for EM, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para restringir a quantidade eo grau de dano do nervo.

sinais e sintomas

Os sintomas da EM são muito diferentes de pessoa para pessoa e podem mudar ao longo da doença. Os sintomas que uma pessoa experimenta também podem depender da localização dos nervos afetados pela doença.

Os sintomas comuns podem incluir:

Adormecimento da fraqueza que ocorre em um lado do corpo, nos membros ou nas pernas e no tronco
Parcial ou perda de visão, com ou sem dor com movimento ocular
Visão dupla
Dor ou sensação de formigamento no corpo
Tremor
Falta de coordenação
Marcha instável
Fala arrastada
Cansaço
Tontura
Problemas de intestino ou bexiga
Sinal de Lhermitte, que é uma sensação de choque elétrico que ocorre com certos movimentos do pescoço

Complicações

A esclerose múltipla pode ser uma doença grave com muitas complicações potenciais, dependendo da sua gravidade. Complicações comuns podem incluir:

Rigidez muscular
Espasmos musculares
Paralisia
Viraxera, intestino ou disfunção sexual
Mudanças de humor
Esquecimento
Depressão
Epilepsia

Tratamento e perspectivas

É importante que as pessoas encontrem um especialista que esteja familiarizado com o tratamento da EM. Pessoas com EM exigem uma ampla abordagem para gerenciar seus sintomas e doença.

Existem muitos medicamentos que podem ser usados ​​para retardar a progressão da doença e tratar os sintomas associados às formas recidivantes da doença. No entanto, atualmente não existe nenhum medicamento disponível para tratar o MS primário primário (PPMS), que é um tipo de MS não recorrente.

O uso de medicamentos variará de pessoa para pessoa e dependerá dos sintomas, estágio e gravidade da doença. Os medicamentos também são usados ​​para tratar recaídas conforme necessário.

Pessoas com EM poderiam considerar participar de um programa de reabilitação que se concentra na manutenção da força e função dos músculos do corpo.

Finalmente, é importante trabalhar com um profissional de saúde que reconheça a importância da saúde emocional e mecanismos de enfrentamento e pode fornecer as referências apropriadas.

O MS geralmente não é fatal. Em vez disso, a maior preocupação para as pessoas com essa condição é preservar sua qualidade de vida.

Apesar da crença de que a EM é uma doença progressiva e debilitante, apenas algumas pessoas com EM têm sintomas que eventualmente irão até o ponto em que precisam de assistência para caminhar.

Muitos progressos nas opções de tratamento para MS ocorreram na última década. As novas terapias de modificação da doença retardam a progressão e diminuem a acumulação de incapacidade em formas recidivantes de EM. A pesquisa continua e oferece descobertas promissoras e tratamento para todos os tipos de EM.

FOI USADO TRADUTOR GOOGLE NESTA POSTAGEM...


Café pode aumentar a expectativa de vida em até 18%...

11 jul 2017

Uma xícara de café por dia, mesmo descafeinado, pode reduzir o risco de morte em 12%, segundo estudo. Já de duas a três xícaras pode aumentar esse benefício em até 18%...
Cientistas americanos e britânicos mostraram que o consumo moderado da bebida pode trazer benefícios para o metabolismo devido a propriedades antioxidantes...

Boa notícia para os amantes do cafezinho. De acordo com dois novos estudos, publicados recentemente no periódico científico Annals of Internal Medicine, consumir três xícaras de café por dia está associado à maior longevidade. 

O consumo moderado da bebida pode ter efeitos benéficos para a saúde, principalmente ao prevenir mortes por problemas dos sistemas circulatório e digestivo, devido às substâncias antioxidantes e diterpenos, que interagem com o organismo.

Maior longevidade

Cientistas da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram que o consumo do café está associado a um menor risco de morte por doenças cardíacas, diabetes, câncer, derrames, doenças respiratórias e do fígado.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram a frequência com que a população, inclusive afro-americanos, latinos, havaianos e descendentes de japoneses, cujos estilos de vida são diferentes, ingeriam a bebida. Mesmo entre etnias diferentes, as pessoas que consumiam uma xícara de café por dia mostraram ser 12% menos propensas a morrer em comparação com as que não tomavam café. Enquanto isso, aquelas que tomavam de duas a três xícaras tiveram uma longevidade 18% maior.

Efeitos do café

Já os pesquisadores da Agência Internacional de Investigação sobre o Câncer (IARC), da Organização Mundial da Saúde (OMS), e do Imperial College London, do Reino Unido, analisaram os efeitos do consumo do café, desde o expresso até o com leite, entre a população europeia. Eles contaram com dados de 521.330 pessoas, com mais de 35 anos, configurando uma das maiores pesquisas sobre o tema.

Depois de 16 anos, 42.000 pessoas haviam morrido de diversas doenças, entre elas câncer, problemas na circulação e paradas cardíacas. Após considerarem fatores como dieta e tabagismo entre os participantes, que poderiam interferir nos resultados, os cientistas descobriram que aqueles que mais consumiam café tinham um menor risco de morte, comparado aos que não tomavam. Em um teste com 14.000 dos voluntários, os biomarcadores metabólicos da maioria dos consumidores de café mostraram um melhor controle da glicose e fígados mais saudáveis.

Café e saúde

Segundo os cálculos da pesquisa, o café é consumido em 2,25 bilhões de xícaras diárias na Europa. Apesar dos efeitos positivos, a quantidade das substâncias benéficas, citadas anteriormente, pode variar conforme a forma de preparo.

Segundo Marc Gunter, principal autor do estudo da IARC, ainda não é seguro recomendar que as pessoas bebam mais ou menos café, mesmo com as recentes descobertas. Entretanto, o consumo moderado de café não é prejudicial para a saúde e incorporar a bebida à dieta pode ter efeitos benéficos.

“Não podemos dizer que beber café prolongará sua vida, mas vemos uma associação”, disse Veronica Setiawan, professora de medicina na Universidade do Sul da Califórnia. “Se você gosta de beber café, beba! Se você não é um bebedor de café, então precisa considerar se deveria começar.”

Descafeinado

No entanto, a pesquisa não definiu quais seriam as diferenças entre o consumo do café comum e o do descafeinado. De acordo com Veronica, as pesquisas sugerem que o café reduz os riscos de morte independente de sua quantidade de cafeína.

Segundo Gunter, os dados obtidos confirmam outras pesquisas realizadas nos Estados Unidos e no Japão. Porém, outras mais são necessárias para descobrir exatamente quais efeitos os componentes do café proporcionam à saúde.

Saiba o que leva ao rompimento do aneurisma cerebral...

30/06/2017

Sem apresentar sintomas, o aneurisma cerebral é causado por uma dilatação do vaso sanguíneo do cérebro, que infla e se enche de sangue. O maior risco desse problema é a ruptura da artéria, o que pode levar à morte instantânea ou deixar graves sequelas neurológicas.
A morte súbita ocorre em 15% dos casos de hemorragia


TIPOS

Os aneurismas se distinguem pelo tamanho, pela localização e pelo formato.  O mais comum é o sacular (em forma de saco), que costuma ocorrer na bifurcação das artérias. O tipo fusiforme (em forma de túnel) é caracterizado pela dilatação de toda a parede arterial.

O ROMPIMENTO

O aneurisma pode vazar ou romper, causando hemorragia cerebral com risco de vida e, geralmente, um comprometimento neurológico significativo. A morte súbita ocorre em 15% dos casos de hemorragia. Após um mês, o índice de morte é de até 50%. A localização e o tamanho do aneurisma, assim como as características de saúde do paciente, são questões determinantes no risco de hemorragia.

CAUSAS

Podem ser genéticas, com alterações progressivas – ou seja, a lesão surge ao longo do tempo. Em mais de 90% dos casos, esses aneurismas sequer são diagnosticados.
O problema também pode ser causado por ingestão de álcool em excesso, tabagismo e hipertensão. Nesses casos, o risco de rompimento é alto.

SINTOMAS

O aneurisma não rompido é assintomático. Os sinas são evidentes somente quando há hemorragia:

Dor de cabeça muito intensa
Diminuição do nível de consciência
Dor ou rigidez na nuca
Vômito
Sinais neurológicos como paralisia, alterações da linguagem e da visão
Em alguns casos, o paciente pode não conseguir abrir um dos olhos

DIAGNÓSTICO


A ausência de sintomas dificulta a procura por diagnóstico. Normalmente, apenas em casos de predisposição genética ou de outros fatores de risco o médico costuma investigar a possibilidade.

TRATAMENTO

Pode ser feito por cirurgia, em um procedimento realizado para a colocação de um clipe na lesão. Há também o método endovascular, no qual uma mola, inserida por cateterismo, preenche o aneurisma e inibe a entrada do sangue. Nem todo aneurisma precisa ser tratado, apenas quando há alto risco
de ruptura.

PREVENÇÃO

Não fumar, não ingerir álcool em excesso, praticar exercícios regularmente, controlar a hipertensão e as outras doenças que apresentam risco para o surgimento ou rompimento do aneurisma. Também é importante identificar histórico familiar para saber se há risco genético.

FATORES DE RISCO

Pessoas acima de 18 anos, com parentes de primeiro grau que têm ou tiveram a doença

Doenças congênitas como rins policísticos, displasia fibromuscular e síndrome de Marfan

Tabagismo, alcoolismo e hipertensão são mais importantes que a predisposição genética


Cientistas identificam proteína que controla metástase do câncer de pele...

28/06/2017

Chatratamento efetivo para combater a metástase.

Cientistas identificaram uma proteína do câncer que controla a disseminação da doença a partir da pele para outros órgãos e sugeriram, nesta quarta-feira (28), que bloqueá-la pode ser um tratamento efetivo para combater a metástase.


Trabalhando com camundongos geneticamente modificados para desenvolver câncer de pele humana, a equipe descobriu que a proteína desempenha um papel importante na promoção, ou inibição, da metástase - quando o câncer se espalha de uma área (ou órgão) para outra.


Chamada de Midkine, a proteína é secretada por melanomas, o tipo mais grave de câncer de pele, antes de se transportar para uma parte diferente do corpo do rato e iniciar ali a formação do tumor, disseram os pesquisadores.

Em observações subsequentes em humanos, níveis elevados de Midkine nos linfonodos de pacientes com câncer de pele eram preditivos de resultados "significativamente piores", informou a equipe na revista científica Nature. Isso aconteceu mesmo quando não havia células tumorais nos linfonodos.

— Na Midkine encontramos uma possível estratégia que merece ser considerada para o desenvolvimento de medicamentos — disse Marisol Soengas, do Centro Nacional de Pesquisa do Câncer em Madri, coautora do estudo.

A detecção precoce é importante no melanoma. 

Depois que ele começa a se espalhar, o prognóstico do paciente geralmente é desfavorável. Os cientistas acreditaram por muito tempo que o melanoma preparava os órgãos que pretendia colonizar ativando o crescimento dos vasos linfáticos transportadores de fluidos - primeiro no tumor primário, depois nos linfonodos ao redor, e assim por diante.

No entanto, remover os linfonodos próximos a um melanoma não evita metástases, o que significa que está "faltando algo" na compreensão do mecanismo de disseminação, disseram os pesquisadores. O novo estudo oferece uma possível resposta.

— Quando esses tumores são agressivos, eles agem à distância muito antes do que se pensava — disseram os autores.

A Midkine se transportou diretamente para o novo local do câncer independentemente da formação de vasos linfáticos em torno do tumor original. Quando a Midkine foi inibida em tumores de ratos, a metástase também foi bloqueada, disse a equipe.

— Estes resultados indicam uma mudança de paradigma no estudo da metástase do melanoma — de acordo com Soengas.

Os cientistas não sabem, no entanto, se a Midkine é transportada através do sangue, da linfa ou de ambos.

Em um comentário também publicado na Nature, Ayuko Hoshino e David Lyden, da universidade Weill Cornell Medicine, em Nova York, disseram que o estudo forneceu "percepções muito necessárias" para a predição do risco metastático.

O trabalho, eles concluíram, "pode abrir uma porta para estratégias de diagnóstico e terapêuticas que visam lidar com metástases antes delas terem a chance de surgir".

Entenda melhor a doença de Pompe...

28/06/2017 

A doença de Pompe é grave e causa degeneração progressiva no sistema muscular esquelético...
Enfermidade é rara e acomete o sistema muscular dos pacientes...

Nesta quarta, dia 28 de junho, é lembrado o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Pompe, para chamar a atenção para essa moléstia rara e que tem diagnóstico difícil. 

De origem genética, a doença de Pompe provoca alteração muscular, principalmente na musculatura esquelética, que enfraquece o paciente. A estimativa é que o problema afete um em 40 mil habitantes.

"A pessoa vai ter dificuldade, por exemplo, de caminhar, para subir uma escada, para se levantar de um assento baixo e, muitas vezes, dificuldade também respiratória. 

Isso, no caso do Pompe, às vezes é um sintoma precoce, a pessoa sente cansaço fácil e tem o fôlego curto, fica ofegante com pequenos esforços, e acontece não porque o pulmão esteja afetado, mas porque os músculos que fazem com que o pulmão funcione não atuam adequadamente", explica o neurologista Marcondes França Jr., coordenador do departamento científico de Moléstias Neuromusculares da Academia Brasileira de Neurologia.

O quadro da doença de Pompe é de degeneração progressiva da musculatura. Se não for diagnosticada em tempo, pode afetar a respiração do paciente e até levar ao óbito. 

Ela pode surgir de duas formas. 

Uma se inicia ainda nos primeiros meses de vida e é bem grave, mas rara. A criança sente dificuldade de sucção no peito e, além de um comprometimento muscular, também pode ocorrer alteração cardíaca. A sobrevida, em média, não chega nem aos 2 anos de idade. 

O outro grupo afetado é formado por adolescentes e adultos. Neste caso, a doença é um pouco mais branda, com progressão mais lenta. "Geralmente, nesta forma, o coração não é comprometido, mas, ainda assim, é uma doença progressiva, grave, que se não for realmente diagnosticada e tratada em tempo hábil, o resultado é muito ruim", alerta o médico.

Diagnóstico e tratamento

A suspeita clínica é o ponto de partida para o diagnóstico da doença de Pompe. A partir daí, o paciente é orientado a realizar exames laboratoriais. 

Havendo alguma alteração, parte-se para a confirmação da moléstia por meio de exame de DNA. É feito, então, o sequenciamento genético para detectar qual é a mutação que está presente no paciente.

Para o tratamento, segundo Marcondes França Jr., existe um medicamento aprovado pela Anvisa, que repõe a enzima que o corpo do paciente não produz. 

"São feitas infusões na veia ao longo de algumas horas, com a periodicidade geralmente quinzenal. 

Fora o tratamento medicamentoso, é importante o cuidado multidisciplinar. Essas pessoas precisam de reabilitação com fisioterapia, motor e respiratória, e de acompanhamento com pneumologistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, além do neurologista", esclarece o especialista.

Mesmo sem cura, vitiligo pode ser tratado...

Doença é autoimune e não é contagiosa...


Vitiligo é uma doença que, embora seja estigmatizante, possui tratamento que pode amenizar as manchas espalhadas pelo corpo. No domingo (25), quando foi lembrado o Dia Mundial do Vitiligo, médicos alertam que o tratamento deve ser iniciado o quanto antes.

Segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o vitiligo é caracterizado pela perda da pigmentação da pele e acomete cerca de 0,5% da população mundial. 

As lesões se formam devido à diminuição ou ausência de melanócitos, células responsáveis pela formação de melanina, pigmento que dá cor à pele. 

O dermatologista Luís Fernando Ferrari, de Araçatuba, explica que o vitiligo é uma doença que tem suas causas parcialmente esclarecidas, sendo a teoria mais provável é que se trate de uma alteração autoimune. “Ou seja, envolve um ataque de autoanticorpos contra os melanócitos”, completou.

Ferrari frisa que é possível notar que há maior incidência de vitiligo em famílias com muitas doenças autoimunes, como alguns problemas de tireoide e lúpus, por exemplo. “Não há cura definitiva, mas há tratamento. Os medicamentos tópicos podem agir tanto como estabilizadores da expansão das manchas quanto na repigmentação da pele”, explicou o dermatologista, ao completar que, nessa função repigmentadora destaca-se a fototerapia com o uso de lâmpadas ou laser, que é um tratamento seguro e comprovadamente eficaz.

Por sua vez, o médico Caio César Silva de Castro, integrante da SBD, afirma que para obter sucesso no tratamento é importante que a consulta com o dermatologista, para diagnóstico e tratamento, seja realizada precocemente. “O tratamento é individualizado e deve ser discutido com um médico dermatologista. Os resultados podem variar consideravelmente entre uma pessoa e outra”, destacou.

ESTRESSE

Os médicos alegam que os pacientes também devem seguir algumas recomendações, como evitar usar roupas apertadas, que provocam atrito sobre a pele, diminuir a exposição ao sol e controlar o estresse, que são fatores que podem precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes.

A maioria dos pacientes de vitiligo não manifesta qualquer sintoma além do surgimento de manchas brancas na pele. Em alguns casos, relatam sentir sensibilidade e dor na área afetada. Entretanto, uma grande preocupação dos dermatologistas são os sintomas emocionais que os pacientes podem desenvolver em decorrência da doença.

PSICOLÓGICO

De acordo com a SBD, na maioria casos recomenda-se o acompanhamento psicológico, que pode ter efeitos bastante positivos nos resultados do tratamento. “O vitiligo é condição que não põe em risco a saúde, porém pode ter grande impacto psicossocial. Sensibilidade e tato são imprescindíveis ao se lidar com o paciente, e acima de tudo, deve ser respeitada sua vontade de tratar ou não a doença”, salientou o médico de Araçatuba.

Vitiligo é uma doença que, embora seja estigmatizante, possui tratamento que pode amenizar as manchas espalhadas pelo corpo. 

No domingo (25), quando foi lembrado o Dia Mundial do Vitiligo, médicos alertam que o tratamento deve ser iniciado o quanto antes.

Segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o vitiligo é caracterizado pela perda da pigmentação da pele e acomete cerca de 0,5% da população mundial. As lesões se formam devido à diminuição ou ausência de melanócitos, células responsáveis pela formação de melanina, pigmento que dá cor à pele. 

O dermatologista Luís Fernando Ferrari, de Araçatuba, explica que o vitiligo é uma doença que tem suas causas parcialmente esclarecidas, sendo a teoria mais provável é que se trate de uma alteração autoimune. “Ou seja, envolve um ataque de autoanticorpos contra os melanócitos”, completou.

Ferrari frisa que é possível notar que há maior incidência de vitiligo em famílias com muitas doenças autoimunes, como alguns problemas de tireoide e lúpus, por exemplo. “Não há cura definitiva, mas há tratamento. Os medicamentos tópicos podem agir tanto como estabilizadores da expansão das manchas quanto na repigmentação da pele”, explicou o dermatologista, ao completar que, nessa função repigmentadora destaca-se a fototerapia com o uso de lâmpadas ou laser, que é um tratamento seguro e comprovadamente eficaz.

Por sua vez, o médico Caio César Silva de Castro, integrante da SBD, afirma que para obter sucesso no tratamento é importante que a consulta com o dermatologista, para diagnóstico e tratamento, seja realizada precocemente. “O tratamento é individualizado e deve ser discutido com um médico dermatologista. Os resultados podem variar consideravelmente entre uma pessoa e outra”, destacou.

ESTRESSE

Os médicos alegam que os pacientes também devem seguir algumas recomendações, como evitar usar roupas apertadas, que provocam atrito sobre a pele, diminuir a exposição ao sol e controlar o estresse, que são fatores que podem precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes.

A maioria dos pacientes de vitiligo não manifesta qualquer sintoma além do surgimento de manchas brancas na pele. Em alguns casos, relatam sentir sensibilidade e dor na área afetada. Entretanto, uma grande preocupação dos dermatologistas são os sintomas emocionais que os pacientes podem desenvolver em decorrência da doença.

PSICOLÓGICO

De acordo com a SBD, na maioria casos recomenda-se o acompanhamento psicológico, que pode ter efeitos bastante positivos nos resultados do tratamento. O vitiligo é condição que não põe em risco a saúde, porém pode ter grande impacto psicossocial. Sensibilidade e tato são imprescindíveis ao se lidar com o paciente, e acima de tudo, deve ser respeitada sua vontade de tratar ou não a doença”, salientou o médico de Araçatuba.

Dormir mais de dez horas por dia eleva risco de problemas cardiovasculares, diz estudo...

Em pesquisa da Universidade de Nevada (EUA) os autores concluíram que dormir de duas a quatro horas por noite aumenta em duas vezes o risco de sofrer enfarte ou AVC. Já entre os que dormem mais de 10 horas, esse risco é sete vezes maior...

Dormir mais horas do que o necessário traz mais riscos de problemas cardiovasculares do que dormir pouco. 

O alerta foi feito por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto do Sono na última edição do World Congress on Brain, Behavior and Emotions, congresso sobre o cérebro realizado em Porto Alegre entre os dias 14 e 17 deste mês.

Em um dos painéis do evento, acompanhado pela reportagem, os cientistas apresentaram evidências de uma série de estudos nacionais e internacionais que identificaram os riscos à saúde associados à prática de dormir muito ou pouco.

Em pesquisa da Universidade de Nevada (EUA) e publicada no periódico Sleep Medicine neste ano, os autores concluíram que dormir de duas a quatro horas por noite aumenta em duas vezes o risco de sofrer enfarte ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). Já entre os que dormem mais de dez horas, esse risco é sete vezes maior.

Pesquisadora da Unifesp e palestrante do congresso, Lenise Jihe Kim explica que o fenômeno pode estar associado às características do sono de quem dorme demais. 

– Basicamente, os grandes dormidores teriam maiores despertares durante a noite, ou seja, um sono mais fragmentado. E a cada despertar a gente eleva a pressão arterial e a frequência cardíaca. Isso, cronicamente, leva à hipertensão e à inflamação, alterações cardiometabólicas que favorecem um AVC ou um enfarte – diz ela.

A especialista explica que, até poucos anos, os estudos dessa temática ficavam mais restritos aos riscos da privação do sono e não do excesso dele. 

– O assunto dos grandes dormidores é muito recente. Temos registros de alguns estudos um pouco mais antigos, mas pesquisas epidemiológicas com evidências populacionais são de 2016 para 2017 – explica.

Um dos primeiros estudos que já apontavam os riscos de passar muitas horas na cama – conduzido por pesquisadores de Baltimore, nos Estados Unidos, e publicado em 2009 no periódico Journal of Sleep Research – mostrou que o risco de morrer por uma doença cardiovascular era 38% maior entre os que dormem muito em comparação com quem dorme oito horas por noite. O índice é bem maior do que o encontrado entre os que dormem pouco. Nesse grupo, o risco de mortalidade era 6% maior.

Lenise explica que uma das hipóteses para o dado é que a pessoa que dorme demais, ao contrário daquele que sofre com insônia, não enxerga em si um problema de saúde. 

– Ela não reconhece bem os sintomas, acha que, por ter a oportunidade de dormir mais, não tem problemas e não procura serviços médicos. Mas a verdade é que os que dormem mais horas costumam sofrer mais com problemas como ronco e apneia do sono – relata.

A especialista ressalta que não é só o número de horas que define um "grande dormidor". 

– São aquelas pessoas que dormem mais do que a média da população, que é de sete a oito horas por noite, mas que fazem isso porque precisam dessa quantidade de horas. Não é simplesmente porque têm uma oportunidade de dormir mais em um fim de semana, por exemplo, é porque tem a necessidade de dormir muito para se sentirem bem no dia seguinte – afirma.

Outros riscos

No outro extremo, o dos que passam poucas horas na cama, os pesquisadores apontaram como riscos problemas cardiovasculares, obesidade e outras doenças associadas ao excesso de peso. 

– Dormir de duas a quatro horas por noite eleva o risco de ganhar peso em 200%. O motivo é que a restrição de sono provoca alterações metabólicas que alteram hormônios. Isso aumenta a nossa fome e diminui a sensação de saciedade. Ou seja, sem dormir direito, você vai comer mais do que comeria em um dia normal e vai preferir comidas calóricas, ricas em gordura e açúcares – explica Monica L. Andersen, diretora do Instituto do Sono, professora da Unifesp e também palestrante do congresso.

Tumor

O sistema de defesa do organismo também fica mais frágil com a privação de sono, segundo Sergio Tufik, presidente do instituto e também professor da Unifesp. 

– Dormir pouco prejudica o sistema imunológico e deixa nosso corpo mais suscetível até mesmo ao crescimento de células tumorais. Essas células estão presentes em todas as pessoas, mas, com o sistema de defesa funcionando bem, a chance de as combatermos é maior – explica.


Parkinson pode ser uma doença autoimune...

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O novo estudo mostrou que o sistema imunológico de quem sofre de Parkinson identifica a proteína alfa-sinucleína, presente em grande quantidade no cérebro desses pacientes, como um invasor estranho, e ataca-a para defender o organismo.
Segundo um estudo publicado na Nature, o Parkinson pode ser "autoimune", ou seja, o próprio sistema imunológico atacaria células do cérebro dos pacientes.

O Parkinson, doença que causa danos progressivos no cérebro, gerando tremores e dificuldades de movimento nos pacientes, pode ser um doença autoimune. 

A hipótese, que surgiu pela primeira vez há quase um século, foi confirmada por um estudo publicado na revista científica Nature. 

De acordo com os cientistas, o sistema imunológico atacaria células do cérebro em pessoas que sofrem da doença, segundo informações da BBC Brasil.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores do centro médico da Universidade Columbia e do Instituto de La Jolla para Alergia e Imunologia, ambos nos Estados Unidos, analisaram o sangue de 67 pacientes com Parkinson. 

Os resultados mostraram que as células-T, que fazem parte do sistema imunológico, atacam a alfa-sinucleína, proteína acumulada em altos níveis no cérebro de pessoas com Parkinson.

Sistema imunológico no ataque

Isso significa que o sistema imunológico de quem sofre da doença identifica essa proteína como um invasor estranho, como um vírus ou uma bactéria, e ataca-a para defender o organismo. 

Os cientistas acreditam que, nesse processo, o sistema imunológico acaba matando também células cerebrais boas que acumulam essas proteínas.

“A ideia é que uma falha no sistema imunológico contribui para o mal de Parkinson. 

Isso é algo que já se suspeitava havia quase cem anos. Até agora, porém, ninguém havia conseguido conectar os pontos. Suspeitamos que as células-T primeiro identificam a alfa-sinucleína no sistema nervoso do intestino, o que não causa nenhum problema. O problema começa quando as células-T entram no cérebro”, explicou David Sulzer, um dos pesquisadores da Universidade Columbia, à BBC.

Novos tratamentos

Alessandro Sette, da Instituto La Jolla, acredita que os resultados “sugerem a possibilidade de utilizar-se uma estratégia com imunoterapia para aumentar a tolerância do sistema imunológico com relação à alfa-sinucleína, o que poderia ajudar a melhorar ou prevenir o agravamento dos sintomas do Parkinson.

Para David Dexter, da organização beneficente Parkinson UK, no Reino Unido, a descoberta corrobora para a ideia de que o Parkinson pode envolver uma “falha” ou “confusão” do sistema imunológico, que acaba danificando células boas do cérebro para combater a proteína que identifica como invasora.

No entanto, ele ressalta que ainda  “temos que entender muito mais sobre como esse sistema imune pode estar envolvido na complexa cadeia de eventos que contribuem para o mal de Parkinson” e acrescenta que a descoberta “apresenta uma nova via para explorar o desenvolvimento de novos tratamentos que podem amenizar ou até controlar o progresso da doença”.

Dor de barriga sem fim: incômodo intestinal constante pode ser sinal de doença crônica...

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Fortes e repetidas cólicas ou diarreias frequentes causam desconforto a pelo menos 25 milhões de brasileiros com mais de 16 anos, revela uma pesquisa do Instituto Datafolha. A maior parte dos afetados Fortes e repetidas cólicas ou diarreias frequentes cassocia os sintomas a viroses ou “vermes”. Mas, por trás da dor de barriga, podem estar enfermidades sérias, como o câncer, ou uma Doença Inflamatória Intestinal (DII).

A pesquisa do Datafolha foi patrocinada pela empresa biofarmacêutica AbbVie e realizada em 130 cidades brasileiras, com mais de 2 mil pessoas
O levantamento mostra que, por considerarem o quadro sintomático leve, mais de 60% dos entrevistados se automedicam. Conforme o Datafolha, 38% buscam tratamento caseiro e outros 25% tomam remédios sem prescrição médica, atitudes que podem mascarar problemas mais graves.

“Em quadros de DIIs de leve a moderada intensidade, nos quais os sintomas não são exuberantes, a automedicação pode trazer uma melhora discreta, fazendo com que o indivíduo postergue a visita ao serviço médico”, destaca o gastroenterologista Flavio Steinwurz, secretário-geral da Organização Pan-americana de Crohn e Colite (Pancco).

O atraso no diagnóstico pode, por sua vez, determinar uma piora no quadro de uma doença crônica e dificultar o tratamento, além de propiciar o aparecimento de complicações.




“Cerca de 90% dos pacientes relatam diagnóstico tardio, isto é, demoram de cinco a oito anos para receberem um diagnóstico preciso”, coloca Jesus Yamamoto Furusho, presidente da Pancco.


Incidência

A associação entre dor de barriga e diarreia persistentes ao câncer foi feita por 6% dos entrevistados. Já a Doença de Chron e a Retocolite Ulcerativa foram mencionadas por apenas 3% das pessoas. 

Pesquisa de diabetes avança e já livra pacientes de insulina por mais de 10 anos ...

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Cerca de 90% dos casos são de diabete do tipo 2, que ocorre por resistência à ação da insulina e tem a obesidade entre as principais causas...

Cientistas do mundo todo estão trabalhando em diversas frentes para "aposentar" a insulina e as medições de glicemia com picadas, o que aumentaria o bem-estar das 18 milhões de pessoas que sofrem com diabete somente no Brasil - número que cresceu 62% só na última década. 

Um trabalho pioneiro do Brasil, que entra em nova fase, já deixa pacientes sem a medicação há mais de dez anos.

Cerca de 90% dos casos são de diabete do tipo 2, que ocorre por resistência à ação da insulina e tem a obesidade entre as principais causas. Os casos restantes são de diabete tipo 1, uma doença autoimune que leva o sistema imunológico a atacar o pâncreas do paciente, destruindo as células beta, que produzem insulina. 

Agora novas pesquisas envolvem terapia com células-tronco, implante de células pancreáticas artificiais, bombas eletrônicas de insulina, aplicação por via oral ou nasal e monitoramento da glicemia por escaneamento.

Hoje é o Dia Nacional do Diabetes, e uma das iniciativas de maior impacto no tratamento de diabete tipo 1 vem sendo desenvolvida por cientistas brasileiros desde 2003 na Unidade de Terapia Celular do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP). O método foi idealizado por Júlio Voltarelli e, após sua morte, em 2012, passou a ser defendido pelo endocrinologista Carlos Eduardo Couri. 

— Conseguimos algo que ninguém imaginava ser possível: suspender a insulina de pessoas com diabete tipo 1 — afirma.

Segundo Couri, o tratamento começa com a coleta de células-tronco da medula óssea do paciente. 

Em seguida, uma agressiva quimioterapia é usada para destruir o sistema imunológico. As células-tronco são então reintroduzidas no paciente, "reiniciando" o sistema imunológico, que para então de atacar o pâncreas, eliminando a necessidade de injeções de insulina. 

— Na primeira fase do estudo, entre 2003 e 2011, tratamos 25 pacientes e 21 pararam de usar insulina, um resultado inédito no mundo. A longo prazo, porém, apenas dois permanecem sem precisar das injeções — explica.

Esse resultado, no entanto, não significa que as pesquisas deram errado e vão agora entrar em nova fase. 

— A maior parte ficou dez anos sem insulina. E os que voltaram a usar precisam de apenas uma injeção diária, em vez das três ou quatro. Estamos selecionando voluntários e iniciamos um novo protocolo, que usará uma quimioterapia ainda mais agressiva — afirma o endocrinologista. 

Morador de Ribeirão Preto, Humberto Flauzino, de 27 anos, é um dos participantes do estudo que permanece livre das injeções de insulina. Ele foi diagnosticado aos 17. 

— Eu não sabia bem o que era diabete. Mas não conseguia me imaginar tomando insulina pelo restante da vida — disse Flauzino, que desde 2007 está com a glicemia controlada, sem precisar de injeções de insulina.

O estudante de Medicina Renato Silveira, hoje com 29 anos, foi diagnosticado em dezembro de 2004. Depois de fazer o tratamento, passou 11 anos sem insulina. Voltou a tomar as injeções em 2016. Morador de São Paulo, conta que ficou sabendo sobre o tratamento com células-tronco depois de ler uma reportagem no jornal O Estado de S. Paulo. 

— Foram 11 anos de controle muito bom, e isso provavelmente vai retardar algum problema futuro. Valeu a pena. Não me arrependi — garante.

Pelo mundo

Outra opção promissora é o desenvolvimento de um "pâncreas artificial". Uma das técnicas desse tipo, batizada de VC-01, está sendo desenvolvida pelo laboratório ViaCyte, em San Diego, nos Estados Unidos, desde 2014, também usando células-tronco. Os cientistas criaram células artificiais semelhantes às ilhotas que produzem insulina no pâncreas e as inserem em um dispositivo implantado sob a pele do paciente. O encapsulamento do dispositivo subcutâneo protege as células artificiais dos ataques do sistema imunológico. Ainda nos EUA, o Diabetes Research Institute desenvolve técnica semelhante, chamada Bio-Hub, e acaba de informar que uma das participantes já está livre de insulina há um ano.

Outra linha de pesquisa é a chamada bomba de insulina. Lançada no mercado americano há duas semanas, ela deverá chegar ao Brasil em 2018. O produto foi desenvolvido pela empresa irlandesa Medtronic.

Trata-se de um dispositivo eletrônico de bolso que contém um pequeno reservatório de insulina ligado ao abdome do paciente por um cateter, com programação manual. Ainda em fase de pesquisas, outro dispositivo vai um pouco mais longe: por dispensar qualquer programação manual, é o que os cientistas chamam de pâncreas biônico. Esse equipamento, batizado de iLet, tem um sensor que monitora os níveis de glicose no sangue e seus ensaios clínicos foram aprovados no ano passado.

Inalável ou oral

Há pesquisas que buscam mudar a via de aplicação de insulina, para evitar as injeções. A empresa farmacêutica Sanofi, por exemplo, desenvolveu um equipamento para inalação, que foi liberado no mercado americano em 2016. 

Uma empresa brasileira fechou um acordo de exclusividade para venda no Brasil e aguarda aval da Vigilância Sanitária. Já existem também empresas com testes adiantados para criar uma "pílula de insulina": a Novo Nordisk, da Dinamarca, e a Oramed, de Israel.

Diabetes: medição é possível por scaneamento

Para dispensar os diabéticos da desagradável picada no dedo a cada vez que é preciso monitorar a glicemia, um novo dispositivo permite que o paciente faça a medição com um scanner, que monitora um sensor implantado sob a pele. Desenvolvido pela Abbott, ele foi liberado nos Estados Unidos em setembro de 2016 e já está no mercado brasileiro. 

O kit custa cerca de R$ 600 e a cada 15 dias é preciso trocar o sensor, que custa R$ 240.Outra opção, para o futuro, é a tinta hi-tech Dermal Abyss, em teste por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e de Harvard. Com base nessa tecnologia, por meio de uma tatuagem, será possível aferir quando os níveis de glicose estão fora de controle.