INJEÇÃO SEM PICADA DEVE CHEGAR AO MERCADO EM 2017...

12/05/2015

Acabar com o famigerado medo de injeção e, de quebra, aumentar a eficiência na aplicação das vacinas através de um sistema adesivo no qual o próprio paciente pode administrar os remédios. 
O cenário, inimaginável há alguns anos, pode se tornar realidade até 2017 graças a um estudo desenvolvido por pesquisadores dos Estados Unidos.

O trabalho foi desenvolvido no Instituto de Tecnologia da Georgia, em Atlanta, nos Estados Unidos, e consiste em um adesivo capaz de abrigar 100 microagulhas que podem ser aplicadas nos pacientes de forma praticamente indolor. 

A técnica também zera os riscos de transmissão de doenças através de agulhas contaminadas.

Segundo o pesquisador norte-americano Mark Prausnitz, que coordenou os trabalhos, o sistema é tão simples que permite que os próprios pacientes façam a aplicação em suas casas, sem ajuda de médicos. "Com isso, os centros de saúde podem cortar despesas em equipamentos de armazenamento dos medicamentos. O paciente, por sua vez, ganha tempo e não precisa sair de casa para tomar as vacinas", informou.

Segundo os pesquisadores, o curso para a produção dos adesivos não é maior que o custo atual para a produção da vacina convencional. "Para rubéola, por exemplo, cada adesivo custa perto de US$ 1,30 (cerca de R$ 3,90)", ressalta o pesquisador. O estudo pesquisou ainda a criação de vacinas contra sarampo, gripe, tuberculose e outras moléstias cujas vacinas são administradas, hoje, através de injeções.

Ele ressaltou, ainda, que a eficácia do método é no mínimo igual à observada com as agulhas tradicionais. "Mostramos que o emplastro com agulhas microscópicas pode vacinar no mínimo com a mesma eficiência e provavelmente melhor do que a tradicional agulha", disse.

A possibilidade de fugir das injeções foi o que mais chamou a atenção da professora Cristiane Aparecida Salvador, 37. Ela, que evita ao máximo as aplicações, conta que o desconforto que sente com as picadas é tão grande que pede, inclusive, para familiares levarem o filho, de dois meses, para as doses de vacinação.

"Não gosto de agulha, tenho um medo danado. Não posso nem ver. Para mim, seria muito melhor essa aplicação por adesivos. Espero que chegue logo ao mercado", comentou. Já o assistente social Guilherme Moraes,  30, ficou entusiasmado com a ideia. "Não sei quando começou, mas começo a passar mal só de pensar em tomar vacina. Já deixei de tomar algumas e também não tiro sangue. Só enfrento a picada quando é inevitável. Mas já fui pior, hoje ainda consigo encarar. Antes, dava show", conta ele, que ficou interessado em saber quando os adesivos vão estar disponíveis no Brasil. "Que maravilha, tomara que chegue logo", disse.

Como funciona

O adesivo é composto por agulhas microscópicas feitas de plástico biodegradável. Depois de ser utilizado, não deixa marcas na pele. Dentro dessas agulhas, que funcionam como uma espécie de cápsula, ficam microdoses da vacina.

Depois da aplicação, essas agulhas penetram na pele e começam a se dissolver, liberando a vacina para o paciente. Em 20 minutos, a vacina já está toda no organismo e o adesivo pode ser retirado e jogado fora.

Ainda segundo Prausnitz, os adesivos não demandam treinamento para serem aplicados nem precisam de condições especiais de armazenamento. "O processo é mais amigável para as pessoas com medo de injeções, além de ser até 20 vezes mais confortável, de acordo com testes realizados em grupos de pacientes. 

Uma vantagem adicional é que a injeção é fácil e  pode ser aplicada, em casa, sem fazer que as pessoas tenham de ir ao médico ou mesmo parar as tarefas cotidianas", afirma.

Para o gestor de saúde pública Eder Waki, a iniciativa pode significar economia de recursos aos cofres públicos. "O Brasil realiza uma série de campanhas de vacinação que, nesse sistema, poderiam ser feitas pelos próprios pacientes, sem a necessidade dos profissionais da saúde. Isso certamente traria economia", disse.

Testes

A nova forma de vacinação recebe financiamento do CDC (sigla em inglês para Centro de Controle de Doenças), entidade que regula o mercado de medicamentos nos Estados Unidos, e da fundação Bill and Melinda Gates. As pesquisas em animais já se mostraram efetivas e os testes em humanos devem começar até 2017.

Em uma pesquisa realizada em Atlanta com cem pessoas e publicada na revista "Vaccine", foi constatado que os pacientes são capazes de fazer a aplicação da vacina contra a gripe com alto índice de sucesso, o que abre margem para a autoaplicação.

O estudo também sugeriu que a utilização da vacina no adesivo pode aumentar a taxa de vacinação. No estudo, 46% afirmaram que haviam tomado a vacina convencional contra a gripe anteriormente, sendo a aplicação feita por agulhas tradicionais, em centros médicos, índice que passou a 65% depois que os pacientes receberam em casa a vacina e fizeram a autoaplicação. "Nosso sonho é ver vacinas disponíveis em lojas ou enviadas pelo correio para as pessoas se autoadministrarem", disse Prausnitz.

 "As pessoas podem levá-las para casa e aplicá-las em toda a família. Queremos chegar a mais pessoas vacinadas e aliviar os profissionais de saúde do fardo de dar esses milhões de vacinas", concluiu.

ARTRITE REUMATÓIDE ACOMETE MAIS DE 90 MIL PERNAMBUCANOS...

11/05/2015

Rosicleide Silva, 41 anos, começou a sentir as dores em 2009 e foi diagnosticada com artrite reumatoide em 2010. 
Doença quase a deixou sem andar.
Doença pode impedir a realização de atividades básicas. 
Diagnóstico rápido é fundamental para minimizar efeitos.


Todos os dias, Rosicleide Silva, 41 anos, saía de casa cedo para fazer faxina em outras residências. Ao retornar, cuidava da filha deficiente. Em um dia normal de atividades, começou a sentir dores contínuas no braço, que logo se espalharam para o joelho e, com o tempo, mudaram seu cotidiano. Rosicleide tem artrite reumatoide (AR), doença autoimune que atinge dois milhões de brasileiros, entre eles 92 mil pernambucanos.

Era novembro de 2009, Rosicleide começou a sentir os primeiros sintomas. Em três meses, já não conseguia pegar peso nem se abaixar, e só andava apoiada em alguém. Precisou abandonar o trabalho e, por pouco, não perdeu a capacidade de cuidar da filha. Diagnosticada rapidamente, retomou algumas atividades. “Mas até hoje não consigo me abaixar.”

A pesquisa "Não ignore sua dor: pode ser artrite reumatoide", encomendada pelo laboratório Pfizer ao Instituto Ipsos, mostrou que no Recife o diagnóstico costuma ser mais rápido que na média nacional.
O estudo foi divulgado na semana passada, em São Paulo.

A rapidez no diagnóstico, que deve ser fechado em até três meses, é considerada imprescindível para evitar a progressão da doença, que provoca rigidez, deformidade articular e desgaste ósseo e leva a incapacidades como deixar de andar e não poder segurar uma xícara.

Assim como Rosicleide, 65% dos portadores de AR levam em média menos de um ano para saberem que têm a doença na capital pernambucana. O índice é maior do que capitais como São Paulo, onde fica na casa dos 60%, e o Rio de Janeiro, onde a taxa é de 43%. A média nacional é de dois anos e um mês.

No Recife, nenhum dos entrevistados demorou mais de cinco anos para saber que tinha AR, diferentemente das outras quatro capitais pesquisadas (Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre).

Vida profissional

O estudo apontou que 35% dos doentes têm a rotina profissional interferida pela AR. Em 10 anos, só metade segue no emprego em tempo integral. Daí a importância do diagnóstico em até 90 dias.

Além disso, de 30% a 40% desenvolvem problemas pulmonares, explica Rina Giorgi, da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Em um ano, costumam começar as lesões no osso.

“Ela não é só uma doença articular, tem comprometimento sistêmico. Cerca de 30 a 40% dos pacientes têm problemas pulmonares e 50% deles vão ter inflamações ou problemas oculares”, ressaltou Rina Giorgi.

O diagnóstico tardio acontece pela dificuldade de encontrar o médico certo. Na média se vai a três profissionais antes da confirmação. “É importante desconfiar das dores contínuas”, alertou o reumatologia do Hospital Sírio-Libanês, Cristiano Zerbini.

 


Anvisa aprova novo remédio


A artrite reumatoide é uma doença que não têm cura nem causa definida, apenas fatores de predisposição conhecidos, como a genética e o tabagismo. Por causa disso, os pacientes precisam fazer o controle das dores e tentar evitar a progressão usando medicamentos para o resto da vida. Em dezembro do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do citrato de tofacitinibe para tratamento da AR no Brasil.

O medicamento deve entrar no mercado nesta semana, com o nome de Xeljanz, e é indicado para aqueles pacientes que não têm resposta aos tratamentos oferecidos atualmente. O remédio irá substituir o uso do tratamento via medicamentos biológicos, injetáveis, e será de uso oral.

O Xeljanz tem um mecanismo de ação diferente dos outros tratamentos, pois age dentro das células, neutralizando a ação da proteína janus quinase, que favorece o aparecimento da AR. Atualmente, a Pfizer dialoga com o Ministério da Saúde para oferta do medicamento na rede SUS.

"É um medicamento mais barato que os tratamentos oferecidos atualmente pelo SUS", ressaltou o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia.

COMO RECONHECER OS SINAIS DE CÂNCER DE PELE...

Exposição à luz ultravioleta é a principal causa do câncer de pele.


O câncer de pele é a forma mais comum da doença, mas, por outro lado, também é uma das mais facilmente curáveis.



Segundo a Sociedade Americana de Câncer, mais de 3,5 milhões de casos da doença são diagnosticados anualmente nos Estados Unidos, mais do que todos os outros tipos de câncer combinados.


No Brasil, são cerca de 190 mil novos casos todos os anos. O câncer de pele também é o de maior incidência no país.
Nas últimas décadas, o número de casos vem aumentando.


Quase todos resultam da exposição excessiva à luz ultravioleta, embora outros possam ser causados pelo homem, com bronzeamento artificial, por exemplo.


Contudo, o risco de desenvolver melanoma, o tipo mais perigoso de câncer de pele, dobra em pessoas que costumam tomar banhos de sol frequentes.


"As pessoas subestimam o dano que as queimaduras solares podem trazer à pele. 

Elas pensam que a vermelhidão é apenas uma parte inofensiva do processo de bronzeamento da pele, quando, na verdade, se trata de um sinal de dano irreparável", afirmou à BBC Johnathon Major, da Associação Britânica de Dermatologistas.
Segundo Walayat Hussain, especialista em câncer de pele do Leeds Teaching Hospitals NHS Trust, "o diagnóstico precoce é a chave para a cura."

Precaução

Sinais assimétricos podem ser indício de câncer de pele.



Médicos recomendam prestar atenção à pele.

A melhor maneira de prevenir o melanoma é prestar atenção à pele e, especialmente, a todos os sinais, afirmam especialistas.


Confira abaixo o alfabeto para melhor decifrar o melanoma:


A para ASSIMETRIA: 
Um sinal que, quando dividido ao meio, não parece o mesmo de ambos os lados.
B para BORDA: 
Um sinal com bordas que são pouco definidas ou irregulares.
C para a COR: 
Alterações na cor do sinal, incluindo escurecimento, propagação de cor, perda de cor ou aparência de diferentes cores como azul, vermelho, branco, rosa, roxo ou cinza.
D para DIÂMETRO: 
Um sinal maior do que 1/4 de polegada (0,6 cm) de diâmetro
E para ELEVAÇÃO: 
Um sinal que está elevado por cima da pele e possui superfície irregular.


Outros sinais de alerta são:


Uma ferida que não cicatriza. Propagação do pigmento da borda de uma mancha até a pele. Vermelhidão ou nova inflamação além da borda. Mudança na sensação (coceira, sensibilidade ou dor). 

Alterações na superfície do sinal (escamação, exsudação, sangramento, ou o aparecimento de protuberância ou nódulo).
Especialistas dizem que às vezes é difícil constatar a diferença entre o melanoma e um sinal comum. 

Para Hussein, a recomendação, portanto, é que o paciente vá ao médico sempre que tiver dúvidas.

Atenção


Vermelhidão é sinônimo de dano irreparável à pele, afirmam especialistas

O dermatologista britânico também deu várias dicas para prevenir o câncer de pele.

"É preciso ser ponderado com relação ao sol", disse ele.

"Não se trata de não se expor aos raios solares, mas apenas agir com sensatez", acrescentou.


Entre as medidas de prevenção destacam-se:

Evite expor-se ao sol das 11h às 15h

Use chapéu e aplique protetor solar com índice de proteção elevado

Aplique o creme várias vezes durante o período de exposição ao sol

Evite a todo custo queimar a pele


SAIBA O QUE É E COMO EVITAR O GLUCOMA...

10/05/2015

Saúde dos olhos.
Doença não costuma apresentar sintomas.


Enquanto algumas doenças manifestam os sintomas a tempo de o paciente iniciar um tratamento, outras se desenvolvem de maneira sorrateira, causando danos irreversíveis antes mesmo de o paciente identificar algum sintoma. 

O glaucoma, por exemplo, faz parte desse grupo. 

De acordo com a oftalmologista Camila Ray, do Hospital do Coração, a doença é a principal causa de cegueira irreversível no país - com mais de um milhão de casos registrados - justamente por ser progressiva e silenciosa.

Doença que já atinge cerca de 2% dos brasileiros acima do 40 anos de idade, o glaucoma se manifesta por meio de lesões do nervo ótico, principalmente em função de um aumento da pressão intraocular. 

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), existem aproximadamente 65 milhões de glaucomatosos em todo o mundo, e a cada ano surgem mais 2,4 milhões de novos portadores da doença.

— Em geral a doença costuma aparecer a partir dos 40 anos, mas pode ocorrer mais cedo, caso a pessoa sofra, por exemplo, algum dano capaz de provocar essa mesma elevação de pressão na parte interna dos olhos — afirma Camila. 

No início muitas pessoas só conseguem notar a doença quando o problema atinge estado crítico, com a perda da visão periférica. 

Depois disso, o paciente pode ficar cego, caso não conte com nenhum tipo de tratamento. 

A oftalmologista do Hospital do Coração diz que em casos de glaucoma agudo - outro tipo da doença - o paciente costuma sentir fortes dores de cabeça, fotofobia, enjoo e dor ocular intensa.

O diagnóstico precoce da doença só pode ser obtido por meio de exames oftalmológicos de rotina. 

Por isso, o recomendado é que pessoas a partir dos 35 anos já procurem um oftalmologista para fazer check-ups regulares. 

Diabéticos, pessoas negras com mais de 30 anos de idade, usuários de corticoides, míopes, pacientes que já sofreram alguma lesão ocular e indivíduos com pressão intraocular elevada também fazem parte deste grupo de risco.

— O histórico familiar também é muito importante para o diagnóstico da doença. 

Afinal, cerca de 6% das pessoas com glaucoma têm ou já tiveram algum outro caso na família — alerta Camila.

Em um primeiro momento, o tratamento da doença é clínico, à base de colírios, ou com medicamentos de via oral. 

Para pacientes em casos mais sérios a recomendação é tratamento cirúrgico.

A oftalmologista afirma que é importante ficar atendo aos sintomas e, caso a doença apareça, é imprescindível consultar um especialista para iniciar um tratamento o mais rápido possível.



PESQUISADORES DESCOBREM COMO DROGAS VICIANTES PREJUDICAM A FUNÇÃO CEREBRAL...

11/05/2015

Para entender a dependência.
Cocaína e anfetaminas interferem no transporte de dopamina.


Em um grande avanço no campo da neuropsiquiatria, pesquisadores do Instituto Vollum, na Universidade de Oregon, Estados Unidos, mostram como a cocaína e anfetaminas prejudicam funções de transporte de dopamina no cérebro. 

Essa descoberta abre caminho para o desenvolvimento de tratamentos que podem amenizar os efeitos das drogas em pessoas viciadas.

A dopamina é uma proteína que tem contribuições fundamentais para doenças neuropsiquiátricas como esquizofrenia, depressão, comportamento abusivo de drogas e transtorno de déficit de atenção. 

Ao mostrar como essas drogas bloqueiam a sinalização de dopamina - ação responsável por remover o neurotransmissor da sinopse e das regiões de células nervosas - a pesquisa fornece insights que podem ajudar a compreender por que algumas drogas são viciantes e outras não são.

— O vício em cocaína e anfetaminas acaba com famílias e vidas. 

O resultados da pesquisa podem ajudar a desenvolver tratamentos eficazes para as pessoas que são viciadas em cocaína e anfetaminas — disse Eric Gouaux, cientista na Universidade de Oregon.

Richard Goodman, diretor do Instituto Vollum, afirma que este trabalho de pesquisa preenche uma grande lacuna que persiste há décadas, auxiliando na explicação de como essas drogas altamente viciantes afetam o funcionamento normal do cérebro.

O trabalho dos pesquisadores foi publicado na segunda-feira na revista Nature.

SUCO DE UVA REDUZ COLESTEROL, É BOM PARA MEMÓRIA E AJUDA A PERDER BARRIGA...

09.05.2015 

Voluntários em pesquisas testaram efeitos do suco no organismo e resultados mostraram melhoras nas taxas de sangue, metabolismo e perda de peso.


De um lado, senhores e senhoras que vivem em Porto Alegre. Do outro, no Rio de Janeiro, triatletas da Marinha. Eles nada, correm, andam de bicicleta. E todos são movidos a suco de uva. Eles foram voluntários em duas pesquisas que testaram os efeitos do suco de uva no organismo.

Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro ficou provado: tomar um copo antes e outro depois dos treinos ajuda e muito no resultado das competições.

Mariana Corrêa Gonçalves, nutricionista: 

Eles melhoraram a capacidade antioxidante, a circulação, tiveram redução do cansaço. Eles melhoraram bastante mesmo segundo os relatos.

Globo Repórter: Isso com uma ingestão em quantos dias?
Mariana Corrêa Gonçalves: Vinte dias.

Moisés Amaral, militar da Marinha: A gente treina num nível de intensidade muito alta. Então a recuperação hoje a gente percebe que ela é muito mais rápida. É saudável e é gostoso tb.
Globo Repórter: E você já levou para a família inteira.
Ilson Faria, militar da Marinha: Para a família. Na minha casa não falta suco de uva. A minha filha, eu tenho uma filha de 11 anos que também tudo pra ela é uva.

Para quem está mais para o outro grupo e também não faz tanto exercício quanto os triatletas, os pesquisadores do Centro Universitário Metodista de Porto Alegre têm boas notícias.

“Os idosos que tomaram suco de uva durante 30 dias reduziram peso, reduziram circunferência abdominal, reduziram o índice de massa corporal, o IMC, reduziram colesterol total e reduziram o colesterol ruim. Importante: não alteraram os níveis de glicose e não alteraram os níveis de triglicerídeos”, diz a biomédica Caroline Dani.

E nem foi preciso fazer dieta. Bastou incluir no cardápio dois copos de suco, de 200 ml cada, durante um mês.

“Eu melhorei em todos os aspectos. Triglicerídeos, colesterol, todos ficaram melhores. Eu perdi 4 quilos e não mudei nada na minha alimentação”, conta a voluntária Dalva Inês da Cas. 

Carlos Aguilar Rodrigues, voluntário: Perdi circunferência.
Globo Repórter: O senhor manteve os seus hábitos regulares, a sua alimentação normal?
Carlos Aguilar Rodrigues: Nada mudou.
Globo Repórter: Nada mudou. Só mudou o diâmetro da barriguinha.
Carlos Aguilar Rodrigues: Exatamente.

Suco de uva poderoso!

“Ele aumenta o metabolismo, ele reduz a absorção de gordura. Por diminuir a absorção de gordura, ele diminui os níveis de colesterol. Ele estimula a questão da saciedade”, explica a biomédica Caroline Dani.

Maria Cecília da Silveira, voluntária: Te sacia até a questão do doce.
Globo Repórter: Então, comeu um pouquinho menos...
Maria Cecília: E eu gosto de doce! Meu problema é o doce.

Estudos apontam que o suco de uva também é benéfico para a memória

Além de perder barriga e melhorar as taxas dos exames de sangue, os dados ainda apontam efeitos benéficos para a memória.

“Tem estudos demonstrando por ressonância magnética, por exemplo, que 30 dias de ingesta de suco de uva melhoram a ativação cerebral em diferentes regiões do cérebro, melhorando, assim, a memória desses indivíduos. Os polifenóis, eles protegem o sistema nervoso central dos danos provocados pelos radicais livres. Parte da perda de memória está vinculada a essa questão dos radicais livres”, diz a biomédica Caroline Dani.

Desde 2009, em todo Rio Grande do Sul, é lei. Mas esta doce obrigação chegou antes a Bento Gonçalves.

“Toda rede municipal, existe uma legislação desde 2005, que tornou obrigatório o suco de uva no mínimo uma vez por semana na alimentação escolar”, conta a nutricionista Renata Geremia.

E as crianças aprovam.

Andrea Roque, nutricionista: A gente sempre recomenda que ele seja servido integral, que não seja diluído, nem acrescido de açúcar.
Globo Repórter: Quer dizer, aquele suco puro mesmo da uva.
Andrea Roque: Isso, esse é o que tem o benefício mesmo do antioxidante.

O suco que as crianças tomam é feito com uvas cultivadas na vizinhança. A excursão da escola vai aprender algo novo. O destino final do passeio é um sítio. Lá, a meninada vai conhecer como é produzido o suco de uva que é servido regularmente na escola.

“Além de ter o paladar agradável, também tem que ser saudável. Para oferecer para as nossas crianças um futuro. Porque alimentação saudável começa agora. Para quando nós tivermos 30, 40, 50 ou chegar a longevidade saudável, nós temos que ter uma alimentação saudável desde o começo”, afirma a microempresária Elizabete Rocha.

Receita do suco integral de uva é passada de geração em geração

Olhando o processo, parece difícil fazer o suco integral. Mas para quem quiser fazer em casa, a receita é simples: primeiro é preciso lavar bem. A uva é chamada de Isabel, a mais escura. A dona de casa Marilene Sangali aprendeu a técnica com a mãe dela. E há gerações sempre tem suco de uva na mesa da família.

Depois de coar, o suco pode ser congelado em garrafinhas. Sem misturar com água nem açúcar. E nada se perde: o que fica na peneira ainda pode virar geleia. As uvas da Dona Marilene usou foram plantadas no quintal. Na casa da Dona Conceição também é assim. Bem na garagem, junto ao muro, e em plena Zona Norte de São Paulo.

E esse amor da Dona Conceição pelas videiras é um amor muito generoso. Para as pessoas da família e para os amigos queridos que chegam lá, ela logo já vai dando uma escada e uma tesoura, para a pessoa se servir direto do pé.

Há três anos ela fez um curso para aprimorar a técnica do cultivo, e o professor ainda vem acompanhar de perto a produção.

Sergio Sermedjian, especialista no cultivo de uva: Ter produção de videira na Grande São Paulo hoje já é uma realidade.
Globo Repórter: Quando você vê assim, uma planta que você ajudou a criar, vamos dizer, e que está frondosa, está produzindo, está fazendo bem para as pessoas, o que que o senhor sente?
Sergio Sermedjian: Satisfação. É uma coisa... Não tem explicação.

Ter uva no quintal de casa é prêmio em dobro. Suco natural, fresquinho, na mesa e o prazer de provar direto do pé. E ainda faz bem à saúde!

GRÁVIDA,DEFICIENTE VISUAL SENTE ROSTO DO BEBÊ IMPRESSO EM 3D APÓS EXAME...

08 DE MAIO DE 2015 

Tatiana sente o rosto do filho Murilo em exame 3D.
Tatiana tem cerca de 8% da visão por conta de ESCLEROSE MÚLTIPLA.
Jovem espera o segundo filho, Murilo, que deve nascer em agosto. 


Uma jovem mãe de São Vicente, no litoral de São Paulo, que tem baixa visão, conseguiu sentir na ponta dos dedos os detalhes do filho Murilo, que está no quinto mês da gestação, por meio do ultrassom 3D. Tatiana Guerra, que já tem uma filha de sete anos, não conseguiria conhecer os traços do filho se não fosse pela nova tecnologia. A sensação única ficará para sempre na lembrança dela.

Aos 17 anos, Tatiana começou a perder a visão e descobriu que tinha esclerose múltipla. Desde então, começou a apresentar sequelas a cada surto da doença. "Faço um tratamento para diminuir os surtos. Mas a cada surto que tenho, perco mais a visão.”. Por conta do problema, ela teve que se afastar do emprego de relações públicas.

Tatiana conheceu o empresário Jackson Souto e teve a primeira filha, Julia, hoje com sete anos. Como já estava perdendo a visão, teve a ajuda de várias pessoas. No entanto, muitas vezes ficava sozinha com a menina em casa. Em 2015, ela descobriu que seria mãe pela segunda vez. “Eu usava DIU, mas tirei e ia colocar outro. Entretanto, houve uma mudança de plano de saúde, e nesse meio tempo veio o Murilo. Foi uma surpresa”, relata. A confirmação veio com um teste de farmácia, seguido de um ultrassom. Logo depois, ela já começou a fazer dois pré-natais, já que o parto é de alto risco, devido às medicações que ela precisa tomar.

Aos cinco meses de gravidez, ela passou por uma sensação que nunca imaginou sentir durante a gestação. Tatiana, que frequenta o Lar das Moças Cegas, foi chamada para participar do comercial de uma linha de produtos para bebês. Na ocasião, ela pôde fazer um ultrassom 3D, para identificar o sexo da criança. Tatiana recebeu então a notícia de que Murilo estava a caminho. “Fiquei muito feliz, chorei. Queria mesmo um menino para fazer um casal e fechar a fábrica”, brinca.

O médico então perguntou como ela imaginava o bebê. Tatiana deu todos os detalhes e, em seguida, para sua surpresa, recebeu um gesso com o rosto do menino reproduzido e um recado em braile: “Eu sou seu filho”. A emoção tomou conta da jovem mãe, assim que ela sentiu os detalhes do filho na ponta dos dedos.

“Eu não esperava, não sabia. Foi a mesma sensação que tive quando a Julia nasceu e o médico a colocou nos meus braços. Sempre perguntava para o médico se estava tudo bem, porque tomo remédios muito fortes. Tinha medo de ocorrer alguma má formação. Quando você faz um ultrassom, sabe que vai ver o bebê. Mas, no meu caso, sabia que não ia ver, tinha que perguntar. De repente, pude ver com as minhas mãos, foi emocionante. Consegui sentir onde estava o narizinho, a boquinha, a orelhinha”, conta.

Tatiana tem cerca de 8% da visão e só consegue distinguir o claro do escuro. Daqui em diante, ela sabe que contará com a ajuda de amigos e familiares para cuidar de Julia e Murilo. E sabe também que irá acompanhar os passos dos filhos de forma diferente das outras pessoas. “Eu ficava chateada, a Julia fazia uma graça e todo mundo começava a rir, e eu não podia ver. Sentia muito isso e sei que vou sentir também com o Murilo”, relata.

Agora, Tatiana sabe usar os outros sentidos para enxergar além do que muitos conseguem ver apenas com os olhos. “Sentir com as mãos, apalpar, ouvir bem o barulhinho dele, isso também aguça e desperta a minha imaginação. Se ele não for apressadinho, virá no dia 17 de agosto”, conclui.



ENTENDA COMO OCORRE A INFECÇÃO POR SUPERBACTÉRIA E COMO PREVENI-LA

07/05/2015 

Profissionais e intituições devem obedecer a protocolos rígidos de controle.


A suspensão de internações em duas UTIs neonatais de Porto Alegre nas últimas semanas voltou a chamar a atenção para o problema da presença de superbactérias em hospitais. 

Mas, como esses micro-organismos entram nesses ambientes e como é possível evitá-los?

No Hospital Fêmina, foram quatro casos de infecção causados pela bactéria Klebsiella ESBL. No Hospital da Criança Conceição, foram identificadas colônias de diferentes bactérias entre elas, um outro tipo da Klebsiella.

O que leva a contaminações nesse tipo de ambiente hospitalar não é exatamente o fato de pacientes ou familiares carregarem esse tipo de micro-organismo. 

Especialistas apontam que a própria equipe médica, por ter contato com grande número de pessoas e materiais hospitalares, pode acabar proliferando bactérias.

Eliézer Silva, diretor do Hospital de Ensino do Hospital Albert Einstein, instituição de São Paulo referência no país em baixo índice de infecção, explica que, além dos procedimentos padrões que evitam a transmissão de micro-organismoscomo higienização das mãos a cada troca de luvas, por exemplo , hospitais devem estabelecer e dar importância também a ações com foco em eventos adversos, que vão desde sangramentos até medicações em doses erradas.

De acordo com o diretor, o check-list adotado por uma equipe multidisciplinar oferece mais segurança e conforto ao paciente desde o momento da baixa até a alta do hospital. Essa lista de afazeres, se checada diariamente, permite que todos os profissionais que acompanham o tratamento possam manter um nível de comunicação que facilite a assistência ao paciente.

Esses processos reduziram as taxas de infecções, de erros no tratamento e nos diagnósticos. 

Medidas como essas também reduzem custos hospitalares, porque os eventos adversos, como as infecções, envolvem mais custos para o tratamento dos pacientes — esclarece Silva.

Entre os pontos que contribuem para a disseminação de bactérias também está a lotação dos hospitais. Conforme o coordenador do Serviço de Infecção do Fêmina, Vicente Antonello, é imprescindível que os profissionais e as intituições obedeçam a protocolos rígidos de controle.

É fundamental fazer o controle do uso correto de antimicrobianos, para evitar o risco de aparecimento de bactérias resistentes explica Antonello.

Quando um paciente é identificado com determinada bactéria, por exemplo, a recomendação é deixá-lo sob precaução, mantendo-o afastado de outras pessoas não infectadas, sempre reforçando as medidas como lavagem de mãos.


O que é


A superbactéria é um micro-organismo que, por mutação genética devido à exposição a antibióticos, tornam-se mais resistentes aos medicamentos.



INSUFICIÊNCIA CARDÍACA MATA 50 MIL BRASILEIROS POR ANO, DIZ ESTUDO...

07/05/2015



Falta de orientação aos pacientes é um dos fatores responsáveis pelo alto índice.


A insuficiência cardíaca mata cerca de 50 mil brasileiros por ano, aponta o primeiro estudo nacional sobre a doença. 

O cardiologista Denilson Albuquerque, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenador da pesquisa, diz que o dado é o dobro do registrado pelo Ministério da Saúde, o que pode revelar falha no diagnóstico.

A insuficiência cardíaca é a incapacidade do coração de bombear sangue em quantidade necessária para o organismo, problema que pode causar consequências que vão desde falta de ar e cansaço extremo até o acúmulo de líquidos - como edema pulmonar agudo.

Para entender a doença, pesquisadores de 51 centros médicos de todas as regiões do país acompanharam 1.263 pacientes por um ano. 

Destes, 12,6% morreram nos hospitais. O DataSUS registrou 26.694 mortes em 2012, o que equivale a 6% das internações.

- O que pode haver é desconhecimento do quadro, quando o profissional confunde o edema pulmonar com pneumonia, por exemplo - afirma Albuquerque.

Se não for feito o diagnóstico correto, o indivíduo não recebe orientações adequadas para que seja realizado um tratamento eficaz. 

O estudo intitulado Breath (Brazilian Registry of Acute Heart Failure) afirma que um terço dos pacientes é internado com complicações novamente após três meses. A proporção chega a 46% em casos de segundas internações em até seis meses.

As causas da insuficiência cardíaca variam de acordo com a região. 

As pesquisar mostram que nos estados do Sul, Sudeste e Nordeste, um terço dos casos ocorre em decorrência de enfarte. 

No Norte, 37% dos pacientes sofrem de hipertensão e na região Centro-Oeste a principal causa é a Doença de Chagas (42,4%).

Além disso, a falta de adesão ao tratamento é a principal responsável pelas internações - 30% dos pacientes não tomaram os remédios.

- Isso ocorre por falta de recursos ou por falta de orientação ao paciente. A insuficiência cardíaca não tem cura, mas tem controle - explica Albuquerque.

O cardiologista também ressalta que medidas simples podem evitar maiores complicações com a doença. 

Uma delas é adotar o hábito de se pesar todos os dias, sempre no mesmo horário. De acordo com o especialista, essa é uma forma de controlar a retenção de líquidos, problema que pode ser observado através do aumento de peso em poucos dias.

MEDICAMENTO CONTRA A LEUCEMIA GANHA STATUS DE AVANÇO TERAPÊUTICO...

07/05/2015 

Novo tratamento é destinado a pacientes com leucemia linfocítica.


Medicamento desenvolvido para tratar leucemia obteve status de avanço terapêutico, de acordo com o grupo farmacêutico suíço Roche, em anúncio feito nesta quinta-feira. 

O tratamento foi desenvolvido em conjunto com o laboratório americano Abbvie.

O composto venetoclax foi catalogado pela Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos. 

Destinado a pacientes com leucemia linfocítica crônica refratária, o tratamento foi apresentado como um avanço terapêutico na área.

Esse progresso pode acelerar os testes de uma droga que estão sendo realizados pelas autoridades americanas de saúde, caso ela apresente um avanço substancial em comparação com outros tratamentos disponíveis.

Tipo de leucemia mais comum entre os adultos, a linfocítica crônica refratária é um câncer sanguíneo e de medula óssea que progride lentamente e é geralmente considerado incurável. 

Esta condição está associada, em três a cada 10 casos, a uma anomalia genética, ou seja, os pacientes só conseguem melhorias muito pequenas quando submetidos a quimioterapia.

CIENTISTAS PESQUISAM CÉREBRO DE QUEM SOFRE COM ZUMBIDO NO OUVIDO...

07/05/2015 

Problema atinge regiões da memória e a percepção do som.


O zumbido crônico é uma doença que gera um som constante, semelhante a uma campainha, que não vem do ambiente e tende a causar bastante irritação em quem convive com ela. 

Embora seja bastante estudado, ainda pouco de sabe sobre o problema. 

Uma pesquisa publicada recentemente no periódico Current Biology, entretanto, pode ajudar a compreender melhor o zumbido.

Os pesquisadores conseguiram registrar a atividade cerebral de uma pessoa com zumbido - no caso, um homem de 50 anos com epilepsia grave. 

O problema foi analisado em períodos diferentes - quando o som estava mais fraco e mais alto - por meio da implementação de eletrodos no cérebro do paciente.

A equipe concluiu que quase toda a região do córtex auditivo do paciente permanecia ativa enquanto ele ouvia o zumbido e o mesmo acontecia com outras partes do cérebro não relacionadas.

Phillip Gander, neurologista da Universidade de Iowa que participou do estudo, afirmou que a atividade abrangia regiões auditivas e de memória, além de outras áreas ligadas à percepção de sons. 

Segundo o especialista, essa descoberta contribui para o entendimento do zumbido, ajudando a explicar porque o tratamento tem sido um desafio.

Os cientistas pretendem estudar ainda outros casos de pessoas epiléticas que sofrem com o problema de zumbidos.

FARMÁCIA DO PARANÁ, CAPACITA ESTADO A RECEBER PROJETO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE...

06/05/2015 

Os avanços conquistados pelo programa Farmácia do Paraná, criado em 2011, foram determinantes para que a Secretaria Estadual da Saúde fosse convidada pelo Ministério da Saúde para desenvolver um piloto do projeto de Cuidado Farmacêutico. 

O projeto é voltado ao atendimento a pacientes que recebem medicamentos de uso contínuo e alto custo (Componente Especializado da Assistência Farmacêutica – CEAF).

O secretário estadual da Saúde, afirmou que um dos diferenciais do programa Farmácia do Paraná é, exatamente, a assistência aos usuários feita por profissionais da área. “Isso motivou a contratação de 65 servidores farmacêuticos, entre 2011 e 2014, e a reestruturação das farmácias estaduais, inclusive com a inclusão dos consultórios farmacêuticos” explicou Caputo.

Essa retaguarda profissional e estrutural, ressalta o secretário, foi determinante para que o Paraná fosse convidado para ser piloto do projeto que será replicado nos demais estados. 

CLÍNICA FARMACÊUTICA - O projeto consiste em implantar nas farmácias públicas o serviço de clínica farmacêutica. 

Nesse serviço, que se dá por meio de consultas farmacêuticas, o usuário é informado e orientado sobre o seu tratamento, o uso correto dos medicamentos, possíveis efeitos indesejáveis, entre outros cuidados. O serviço prevê, ainda, a avaliação do resultado do uso dos medicamentos e o encaminhamento dos usuários a outros serviços, quando necessário.

Inicialmente, o Ministério da Saúde desenvolveu um piloto do projeto de Cuidado Farmacêutico em Unidades Básicas de Saúde de Curitiba. 

A partir de agora, será ampliado para outros pontos de atenção, incluindo a farmácia do Estado, em Curitiba, que faz a dispensação de medicamentos para doenças como artrite reumatóide, asma grave, hepatites, esclerose múltipla, entre outras.

PARANÁ CAPACITADO - O diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior, explica que o projeto, financiado pelo Banco Mundial, foi iniciado em Curitiba, com a Unidade Básica de Saúde (UBS). 

Agora será estendido à rede Farmácias do Paraná, com o acompanhamento de pessoas que recebem medicamentos de uso contínuo nas UBS. 

“A ampliação do projeto para o componente especializado precisa que o Estado tenha condições materiais e profissionais para sua implantação e o Paraná dispõe dos elementos necessários”, comenta. 

Segundo ele, a principal característica do projeto é a mudança no processo de trabalho, que está baseado na interação entre equipe da assistência farmacêutica e o paciente.

A parceria com o Ministério da Saúde não envolve financiamento, mas assessoria técnica para que as equipes estaduais envolvidas possam desenvolver essa nova sistemática de cuidado, de modo a acompanhar os pacientes com uma atenção diferenciada. Os profissionais que participam do piloto também terão a função de ajudar a formatar o sistema de informação do Cuidado Farmacêutico e validar o novo processo.

FARMÁCIA DO PARANÁ – Em 2011, o Governo do Paraná iniciou a reestruturação faz farmácias das 22 Regionais de Saúde com o objetivo de melhorar o atendimento à população. Onze unidades já contam com ambientes reformulados para garantir mais conforto aos usuários, inclusive com salas para atendimento farmacêutico. 

Foram investidos R$ 2,1 milhões nessas unidades, o que envolve obras, aquisição de mobiliário, equipamentos e câmaras frias para equipar tanto as farmácias e os almoxarifados das regionais quanto o Centro de Medicamentos do Paraná, em Curitiba.

Atualmente, mais de 130 mil paranaenses recebem medicamentos nas farmácias estaduais. “O acesso da população à medicamentos seguros e eficazes depende de uma assistência farmacêutica forte, por isso o programa Farmácia do Paraná desenvolve ações dirigidas tanto à assistência básica quanto à especializada e esse projeto está sendo levado a todas as regiões do estado”, diz a coordenadora do Departamento de Assistência Farmacêutica, Deise Pontarolli.

Para ela, a participação do Estado no projeto de Cuidado Farmacêutico irá fortalecer ainda mais a assistência ao usuário do Farmácia do Paraná e atender uma reivindicação antiga da categoria. “O profissional da área deixa de ser apenas aquele que entrega o medicamento para ser uma referência em atenção à saúde, tanto para o paciente quanto para sua família”, diz Deise.

O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná, Arnaldo Zubioli, diz que os farmacêuticos têm muito a oferecer à população que faz uso crônico de medicamentos. “Atualmente existe grande desperdício de recursos porque muitos pacientes recebem medicamentos e não obtêm controle da doença”. 

Segundo Zubioli, o acompanhamento realizado pelos farmacêuticos colabora para que os tratamentos sejam mais efetivos e seguros, com melhora significativa para a qualidade de vida das pessoas.