BOTOX AJUDA VÍTIMAS DE AVC A RECUPERAR MOVIMENTOS

11/03/14

Este é um dos mais importantes avanços em anos.  .


O Botox é conhecido como uma arma poderosa contra as rugas, mas, ao que tudo indica, a substância pode ser usada para ajudar vítimas de AVC a recuperar os movimentos que foram prejudicados. As informações são do Daily Mail. 

O National Institute for Health Care Excellence aprovou o uso do Botox para o tratamento depois que 120 pacientes que haviam sofrido derrame recuperaram o movimento do tornozelo com a ajuda de injeções da substância. “Este é um dos mais importantes avanços em anos.

 Ao permitir que o tornozelo se movimente de forma mais próxima do normal, o tratamento pode trazer mais mobilidade e benefícios físicos aos pacientes, mesmo aqueles que já sofrem com estes problemas por anos”, explicou Anthony Ward, da North Staffordshire Rehabilitation Centre.

Lesley Berry, de 27 anos, teve um AVC e, como consequência, passou a sofrer de distonia, uma condição que causa espasmos dos músculos. 

O problema afetava o lado esquerdo de Lesley e sua mão estava sempre em formato de garra, o que não permitia que ela desempenhasse funções triviais, como segurar um copo. 

Fisioterapia e um medicamento para afinar o sangue não reverteram a distonia, mas as injeções de Botox regulares funcionaram. “O derrame e a sequela foram extremamente assustadores. Eu não podia comer, falar e nem ir ao banheiro sozinha. 

Quando a medicação e a fisioterapia não funcionaram, eu entrei em desespero. Mas o Botox me ajudou a ter uma vida normal novamente”, contou Lesley.

A injeção da substância funciona porque a toxina botulínica congela os músculos rígidos e interrompe os espasmos, restaurando o controle dos membros. 

Um estudo anterior mostrou que as injeções de Botox podiam ajudar vítimas de AVC a recuperar os movimentos dos braços e mãos, no entanto, a nova pesquisa conclui que o procedimento pode funcionar também para os membros inferiores.

“O Botox bloqueia a liberação de uma substância química do nervo chamada acetilcolina, o que impede a contratação muscular. Começa a fazer efeito entre quatro e sete dias, atinge o pico em seis semanas e deve durar por, pelo menos, quatro meses”, explica Poovathor J. Alexander. 

Lesley recebeu quatro injeções no bíceps e outras quatro no antebraço, e contou que foi “incrivelmente dolorido”. 

No entanto, ao contrário de outras drogas usadas para driblar as sequelas de um AVC, o Botox não apresentou nenhum efeito colateral em seus rins ou fígados. “Deve ser usado com conjunto com fisioterapia para que os músculos parem de ficar rígidos. A substância relaxa o músculo, então é mais fácil alongá-lo”, explicou o especialista. “Cada tratamento custa mais de £ 1 mil (cerca de R$ 3.900)”, acrescentou.


ESSA POSTAGEM TEVE A COLABORAÇÃO, DE NOSSA QUERIDA AMIGA E FISIOTERAPEUTA,  Audrey Gatto.
Audrey Gatto ...Facebook

FONTE: http://fisioterapia.com/noticias/imprimir/1492

ANVISA ALTERA POLÍTICA DE REALIZAÇÃO EM HEMODIÁLIZE

Controle sanitário   14/03/2014 

Capilares e dialisadores de pacientes com hepatite B ou C devem ser descartados após o uso.


A política de reutilização de materiais em clínicas de hemodiálise vai mudar. Uma resolução aprovada nesta quinta-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União concedeu o prazo de um ano para que os estabelecimentos passem a descartar capilares e dialisadores de pacientes com hepatite B ou C. 

Atualmente, esses equipamentos são reutilizados, depois de serem submetidos a um processo de limpeza. O descarte após o primeiro uso é feito somente em casos de pacientes com HIV.

Dentro de três anos, a medida se amplia: capilares usados em todos os pacientes terão de ser descartados. 

O prazo foi concedido para que os centros possam se adequar às novas regras — afirmou a gerente de regulação e controle sanitário em serviços de saúde da Anvisa, Maria Angela da Paz.

A resolução determina ainda que, dentro de quatro anos, as clínicas passem a usar processamento automático para fazer o reaproveitamento de materiais. Atualmente, a limpeza é feita de forma manual. Embora não existam estatísticas, Maria Angela diz não ser incomum relatos de infecção por hepatites em clínicas de hemodiálise.

De acordo com registro do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, existem atualmente no país 650 serviços de hemodiálise. A maior parte delas é conveniada com o Sistema Único de Saúde: o governo paga aos estabelecimentos pelo atendimento prestado para os pacientes. 

— Haveria um grande impacto para o SUS se as novas exigências passassem a valer num curto espaço de tempo. Daí a necessidade desse cronograma — afirmou Maria Angela.

A resolução prevê também que um concentrado usado durante a hemodiálise, conhecido pela sigla CPHD, somente poderá ser preparado na clínica se o serviço tiver autorização da Vigilância Sanitária. 

O mercado também dispõe do produto industrializado, mas constatamos um aumento do número de estabelecimentos que prepara o próprio concentrado. 

Maria Ângela acredita que a exigência de autorização não vai afetar o atendimento dos serviços. 

Há um número limitado de clínicas. As vigilâncias sanitárias locais têm condições de dar autorização num curto espaço de tempo — completou.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/03/anvisa-altera-politica-de-reutilizacao-em-hemodialise-4446238.html


VEJA AS PRINCIPAIS CAUSAS DO DESENVOLVIMENTO DE DOENÇAS RENAIS

Prevenção   13/03/2014

Cerca de 22 pacientes são encaminhados para diálise ou para transplante renal por dia no país. 
No Dia Mundial do Rim, campanhas orientam sobre fatores de riscos.



No Dia Mundial do Rim, entidades da área de saúde promovem hoje campanhas de esclarecimento sobre formas de prevenção de doenças renais. Membros da Associação dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) e outras entidades estão no gramado da Câmara dos Deputados para esclarecimentos à população. Além disso, um grande rim inflável ajuda a explicar como o órgão funciona. 

Cerca de 10 a 15 milhões de pessoas têm algum tipo de doença renal, segundo a entidade. Dados de 2012 do Ministério da Saúde indicam que 100 mil pacientes fazem diálise, processo de filtragem do sangue - uma das funções do rim. Por dia, 22 pacientes são encaminhados para diálise ou para transplante renal, de acordo com o presidente da ABCDT, Hélio Vida Cassi. O médico disse ainda que o diabetes e a hipertensão são as principais causas de doenças renais. 

Existem vários fatores de risco para a doença renal: o diabetes e a hipertensão são os principais, mas o tabagismo, o sobrepeso e o colesterol elevado, a própria idade [também contribuem] e esse é o tema da campanha, hoje, em todo o mundo. Por isso, o fato de ser idoso é um fator de risco para doenças renais e merece avaliação precoce— explica.

De acordo com ele, 5% da população brasileira têm pedra nos rins. Entre as causas estão o fator genético, o excesso de sal na alimentação, a falta de exercício físico, trabalhar em lugares quentes e não beber água de forma adequada. Hábitos saudáveis, como não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas em grandes quantidades, também contribuem para evitar doenças renais.
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FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/03/veja-as-principais-causas-do-desenvolvimento-de-doencas-renais-4445067.html

 

CONHEÇA OS PRINCIPAIS SINTOMAS E A ALIMENTAÇÃO ADEQUADA PARA QUEM SOFRE DE INTOLERÂNCIA AO GLÚTEN

Nutrição   13/03/2014

Proteínas são encontradas em cereais como trigo, cevada, centeio e aveia. 
Doença celíaca atinge cerca de 300 mil pessoas no Brasil.


Comer aquela macarronada ou lasanha no domingo com a família pode não cair tão bem para quem sofre com intolerância ao glúten. A doença celíaca é um problema mais comum do que se imagina. Estima-se que há cerca de 300 mil celíacos no país, de acordo com dados da Associação de Celíacos no Brasil (Acelbra).

Segundo a nutricionista Ana Huggler, o glúten confere umidade, elasticidade e maciez na massa de diferentes alimentos. Ele é composto a partir da mistura das proteínas giliadina e glutenina e é encontrado nas sementes de diversos cereais como o trigo, a cevada, o centeio e a aveia.

_ Ele está presente na composição de diversos produtos industrializados como biscoitos, torradas, pães, bolos, massas, salgadinhos e até mesmo na cerveja e no sorvete. Porém, para quem sofre com a doença, a ingestão da proteína provoca uma irritação na parede do intestino delgado, causando lesões e prejudicando a absorção de nutrientes_ explica a especialista.


Sintomas da intolerância ao glúten


É importante esclarecer que os sintomas se apresentam de maneiras diferentes no organismo de cada pessoa. No entanto, em alguns casos, o indivíduo pode ter baixa imunidade, doenças de pele como dermatite, eczema, enxaquecas, cansaço excessivo e até sintomas depressivos, como ansiedade. 

Os sintomas podem ser leves ou pouco específicos. Sendo assim, para identificar a doença é necessário primeiro observar quais as reações do seu organismo ao ingerir determinados alimentos. 

Na constatação de algum dos sintomas, o ideal é buscar ajuda de um médico— informa a nutricionista.

Os principais sintomas são diarreia ou prisão de ventre, vômitos persistentes, inchaço e dor abdominal, flatulências, má digestão e perda de peso.


Substituindo os alimentos


A opção é trocar o glúten por produtos derivados do milho, arroz, como farinha de arroz e quinoa. 

Além disso, optar pelo macarrão de quinoa ou de arroz. Já no lugar dos molhos e sopas prontas, o ideal é que o mesmo seja produzido em casa, pois não é utilizado trigo para engrossar. 

Antes de fazer a substituição, é importante buscar orientação de um médico para que ele oriente sobre o que é ou não permitido. A mudança alimentar deve ser de maneira lenta e progressiva— explica Ana

Todavia, atualmente uma dieta que tem ajudado a controlar a doença celíaca é a dieta do genótipo. 

Consiste numa forma de se alimentar baseada em informações do tipo sanguíneo e medições corporais específicas de cada pessoa. Através dessas informações, é identificado o tipo de genótipo que a pessoa se encaixa.


INCONTINÊNCIA URINÁRIA E BEXIGA HIPERATIVA, SINTOMAS CONFUNDEM

12/03/2014 


O Dia Mundial da Incontinência Urinária, na próxima sexta-feira (14), é um alerta para um dos problemas mais comuns e impactantes na vida da população.


Apesar de muitas vezes ser subestimada, a incontinência urinária pode ter efeito devastador. Quando associada à quadros clínicos mais complexos, pode se levar à infecções do trato urinário e ao comprometimento renal secundário.

Além dos problemas físicos, pode acarretar problemas psicológicos. Com receio de passar por situações constrangedoras, os pacientes muitas vezes se isolam e desenvolvem quadros depressivos de intensidade variável.

Os sintomas de perda urinária podem ter origem no descontrole da capacidade da bexiga em armazenar urina (síndrome da bexiga hiperativa) e na disfunção do mecanismo de continência, que se torna incapaz de conter a perda sob situações que elevem a pressão intra-abdominal (incontinência urinária de esforço). Em algumas situações, pode haver uma combinação de ambas as disfunções, levando a um quadro conhecido como incontinência urinária mista.


Síndrome da bexiga hiperativa:


A disfunção vesical gera sintomas de urgência e frequência miccional aumentada nos períodos diurno e/ou noturno, associados ou não, às perdas de urina. Esta síndrome já acomete 19% da população brasileira e, embora mais comum em adultos e idosos, também atinge jovens e crianças, de ambos os sexos.


Incontinência urinária de esforço:


As queixas de perda se relacionam exclusivamente aos esforços físicos como tossir, espirrar, carregar peso, levantar-se, entre outros. Embora seja um quadro muito mais comum em mulheres, também pode acometer homens, sobretudo após cirurgias prostáticas e crianças com problemas neurológicos.

A perda urinária também pode estar associada a doenças neurológicas, como o traumatismo da medula espinhal, a esclerose múltipla, a doença de Parkinson e o AVC - Acidente Vascular Cerebral. Nesta situação, a alteração do comportamento vesical recebe o nome de bexiga neurogênica. Segundo o Dr. Caio Cesar Cintra, especialista em Urologia pela Faculdade de Medicina do ABC, nestas condições, a incontinência urinária pode ser apenas uma parte do problema.
Quando relacionada a algumas situações de alto risco, como na lesão medular, por exemplo, o descontrole da bexiga pode causar condições clínicas que, se não tratadas, podem levar a quadros de insuficiência renal. "Em casos não tratados adequadamente, pacientes com bexiga neurogênica podem sofrer com danos no rim após três anos da lesão, chegando a necessitar de diálise", comenta o médico.


Tratamentos


Terapia comportamental, medicamentos orais e o uso da toxina botulínica são opções adequadas. Quando bem indicados, demonstram impacto positivo sobre a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Apesar de ser comumente procurado pelos pacientes, o procedimento cirúrgico é a última opção na maioria dos quadroo, estando reservado como primeira opção apenas para situações específicas que precisam ser avaliadas pelo médico.

Segundo Dr. Caio, a utilização do BOTOX® vem se mostrando muito eficaz. "A toxina botulínica controla, de maneira eficaz, a disfunção de armazenamento vesical, agindo de uma maneira mais completa no trato urinário inferior, quando comparada às medicações orais", explica.

No Brasil, o BOTOX®, muito conhecido em tratamentos estéticos é a única toxina aprovada pela ANVISA para o tratamento de bexiga hiperativa neurogênica. O medicamento relaxa a área e impede as contrações involuntárias, promovendo o controle urinário. O efeito pode durar até 9 meses e pode ser reaplicado após este período conforme avaliação médica.


Cuidados


Hábitos de vida saudáveis e alimentação balanceada reduzem as chances de desenvolver o problema - perda de peso, ingestão de alimentos saudáveis, ingestão de fibras e realização de atividade física moderada sem impacto. Mudanças de atitudes, como parar de fumar e restringir o consumo de café podem reduzir o risco da doença.

Homens, mulheres e crianças podem sofrer de incontinência urinária. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, 35% das mulheres pós-menopausa apresentam incontinência urinária aos esforços e 40% das gestantes vão apresentar um ou mais episódios de perda durante a gestação, ou logo após o parto. 

Entre os homens, sua incidência chega a 5% dos indivíduos submetidos à retirada da próstata, por câncer.

DIETA SAUDÁVEL É CRUCIAL PARA O CONTROLE DA DEGENERAÇÃO MACULAR

Oftalmologia   11/03/2014

Mamão, laranja, pêssego e outras frutas amarelas ajudam a controlar a doença, 
Patologia está associada ao envelhecimento e prejudica a nitidez das imagens ao reduzir a visão.


Cerca de 80% dos brasileiros nunca ouviram falar em degeneração macular relacionada à idade (DMRI), de acordo com pesquisa realizada com mais de quatro mil pessoas em cinco cidades do Brasil pela Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV). 

A doença é a primeira causa de cegueira em pacientes de 65 anos ou mais e afeta entre 25 e 30 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

A DMRI está associada ao envelhecimento e prejudica a fixação e a nitidez das imagens, pois reduz gradualmente a visão central dos pacientes. A forma mais agressiva do problema é a DMRI úmida, identificada pelo crescimento anormal de vasos sanguíneos, extravasando sangue e fluído na mácula, região localizada no centro da retina e responsável pelo foco da visão. 

A OMS estima que cerca de três milhões de pessoas no mundo sejam acometidas por essa forma da doença, representando 8,7% de todos os casos de cegueira e 50% dos casos em países industrializados. 

Algumas mudanças na dieta podem ajudar a controlar a DMRI. Isso porque existem pigmentos como a luteína e a zeaxantina que reduzem os riscos de piora de algumas doenças. 

Eles estão presentes naturalmente na mácula e também em alimentos como vegetais amarelos, alaranjados, vermelhos e verdes, tais como nectarina, laranja, mamão, pêssego, brócolis, couve-de-bruxelas, repolho, couve-flor, ervilha, milho e rúcula, brócolis dentre outros, além de verduras de folha verde escura, como couve, espinafre e escarola— diz o oftalmologista Walter Takahashi.

Há também os fatores desencadeantes da DMRI e um deles é a oxidação dos tecidos da retina, que nada mais é do que o envelhecimento dos tecidos. 

Os antioxidantes têm um papel importante na prevenção da doença, seja reduzindo os riscos de piora ou estabilizando a lesão. São substâncias como as vitaminas C e E, o betacaroteno e o zinco, presentes, por exemplo, no óleo de linhaça, azeite de oliva, brócolis, couve e pimentão— acrescenta Takahashi. 

Além da dieta, a doença deve ser contida com tratamentos medicamentosos. É o caso da injeção intravítrea que inibe o crescimento de novos vasos sanguíneos, provocando a diminuição de fluído e sangramentos e melhorando, desta forma, a visão de pacientes com DMRI. 

São medicações que reduzem os vasos anormais que se formam na fase úmida. Elas são realizadas por meio de infusões dentro do olho e, em pelo menos 90% dos casos, a visão fica estável ou melhora— explica o médico.

Como qualquer doença, quanto mais cedo é iniciado o tratamento, melhores são os resultados. 

Entretanto, por se tratar de uma patologia degenerativa, não há cura definitiva. Dessa forma, o paciente deve ser monitorado contìnuamente, a cada 30, 60, 90 dias, dependendo da agressividade da doença. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/03/dieta-saudavel-e-crucial-para-o-controle-da-degeneracao-macular-4442907.html

 

QUEM TEM UM FAMILIAR COM ALZHEIMER DEVE FICAR ATENTO A PRÓPRIA MENTE

Carinho ao próximo   11/03/2014

Memórias prazerosas podem ser retomadas no doente de alzheimer por meio de novas experiências, estimulantes e divertidas para paciente e cuidador.
Ser um cuidador em tempo integral para um familiar com a doença ou qualquer outro tipo de demência exige ajustes constantes.



Paul Divinigracia não se considera um santo. Contudo, quem o vê cuidando da mulher, Virgie, que sofre de Alzheimer há 11 anos, pode ter a impressão contrária. O casal comemorou o aniversário de 50 anos de casamento em agosto passado. Aos 75 anos, Paul ainda chama a mulher, de 87, de "meu bem", e não há dúvidas de que ele esteja sendo sincero, mesmo depois de responder a mesma pergunta 10 vezes em poucos minutos.

A paciência, ele afirmou em uma entrevista, é a palavra de ordem para sua existência.

— Continuar de bom humor me ajuda a continuar equilibrado — afirmou.

Ninguém duvida que ser um cuidador em tempo integral para um familiar com Alzheimer ou qualquer outro tipo de demência exija ajustes constantes. Novos desafios surgem a todo o momento. O último enfrentado por Paul é tentar convencer a esposa a tomar banho.

Às vezes eu ofereço uma recompensa, como dizer a ela que vamos almoçar ou jantar em um restaurante que não nos deixa entrar a menos que estejamos cheirando bem — contou.

Paul poderia facilmente ser uma das pessoas retratadas nas 54 histórias do novo livro Support for Alzheimer's and Dementia Caregivers: The Unsung Heroes (Apoio aos Cuidadores de Pacientes com Alzheimer e Demência: Os Heróis Desconhecidos, em tradução livre), de Judith L. London. A autora, que atua como psicóloga em San Jose, na Califórnia, nos Estados Unidos, baseou cada uma das histórias em situações enfrentadas por cuidadores que ela conheceu.

Os desafios incluem convencer os pacientes e outros parentes que a doença realmente existe, que os lapsos não são apenas o resultado do declínio gradual na memória que costuma acompanhar o envelhecimento e que é preciso cuidar para que pessoas com algum tipo de demência não saiam de casa despercebidas e se percam (fechaduras duplas nas portas são uma maneira eficaz de impedir que isso ocorra).


Os benefícios do passado e de novas experiências


Judith se preocupa muito com o estresse enfrentado pelos cuidadores, e ela tem bons motivos. De acordo com dados da Universidade de Stanford e da Associação do Alzheimer, mais de 15 milhões de pessoas fornecem cuidados gratuitos a parentes ou amigos com doença de Alzheimer e outras formas de demência. Diversos estudos mostram que o estresse da tarefa pode aumentar o risco de uma série de doenças e até mesmo de morte.

Paul ama viajar e descobriu que pequenas viagens estimulam sua mulher de uma forma positiva. Em uma recente viagem de Fremont, na Califórnia, onde eles vivem, até Seattle para um evento familiar, eles passaram pelas belas montanhas do norte de São Francisco.

Ela adorou a viagem e se lembrou dela, muito embora ela não consiga se lembrar do que eu disse há dois minutos — contou.

Para aumentar a qualidade do tempo que passam juntos nos anos que ainda restam, ele planejou viagens com ela. Todavia, retornar, às vezes, a uma velha atividade, também pode ser estimulante e divertido. Em uma das histórias do livro de London, uma esposa que cuida do marido, que possui uma forma grave de demência, fez ele recuperar sua velha paixão, o golfe, ao dizer que ela queria jogar. Uma vez no clube, com o taco na mão, ele lembrou, de repente, o que deveria fazer e mandou a bolinha para longe.

Uma vez que ele tenha começado, talvez ele se lembre de como fazer algo de que gostava há anos. Que delícia! — diz London.

Da mesma forma, existem maneiras de recuperar memórias prazerosas por meio de novas experiências. London conta a história de uma mulher que pegou um ramo de alecrim durante um passeio. O cheiro lembrou o marido de como ele gostava de frango com alecrim e isso fez com que dissesse sua primeira frase completa em meses.


Vítimas escondidas


Um dos desafios mais comuns e difíceis enfrentados pelos cuidadores ocorre quando os pacientes com demência se tornam agitados, fisicamente ou verbalmente agressivos, situações que são emocionalmente exaustivas e muitas vezes perigosas para pacientes e cuidadores.

Laura N. Gitlin, professora da Faculdade de Enfermagem Johns Hopkins, trabalha com uma equipe de terapeutas ocupacionais que procuram formas de lidar com a situação sem recorrer ao uso de medicamentos. Eles prescrevem atividades que os pacientes e os cuidadores podem fazer juntos, de acordo com as capacidades, necessidades e interesses do doente. O resultado é que ficam mais calmos, seguros e engajados, e os cuidadores, menos estressados.

Ainda assim, há momentos em que até o cuidador mais astuto e esperto não é capaz de superar um desafio, especialmente quando o paciente com Alzheimer se torna violento.

Quando o marido de uma mulher parecia possuído por demônios, gritando ofensas e a ameaçando com uma faca, escreveu Judith, ela finalmente percebeu que não seria mais capaz de cuidar dele com segurança em casa. Relutantemente, ela teve de colocá-lo em uma casa de repouso, para que ambos ficassem seguros.

A partir de conversas com outras pessoas e da participação em grupos de apoio bimestrais na Associação do Alzheimer, Divinigracia sabe que o pior ainda está por vir. Ele continua a aprender formas eficazes de lidar com os desafios que surgem e como deixá-los sob controle.

Ainda assim, afirmou Judith, "os cuidadores são muitas vezes os efeitos colaterais, as vítimas escondidas da doença de Alzheimer. Ninguém vê os sacrifícios que eles fazem".

É fundamental que os cuidadores também cuidem de si mesmos, acrescentou, fazendo exercícios físicos, comendo e dormindo bem, e recebendo o cuidado de que necessitam.

COMO OBRA DO HOSPITAL DE CLINICAS, VÃO AFETAR SUA VIDA.

10/03/2014


FONTE:http://videos.clicrbs.com.br/rs/zerohora/video/zero-hora/2014/03/zhdoc-como-obras-hospital-clinicas-vao-afetar-sua-vida/67116/

CONHEÇA O CAMINHO DA FOME

A tal da gula   08/03/2014 

Se você acha tão difícil emagrecer, entenda os mecanismos da fome e da saciedade para se dar bem com a balança.


Chega o final de semana e, com ele, a velha desculpa de iniciar a dieta na segunda-feira. No sábado e no domingo, excessos estão liberados. Mas eis que começa a semana e, junto à motivação para emagrecer, a angústia: será que vou conseguir manter a dieta até perder os quilos indesejados? 

A contar pela animação do primeiro dia, sim. Conforme o tempo passa, vai ficando cada vez mais difícil. Aquele cheiro de pão recém saído do forno começa a parecer tão irresistível, que logo a força de vontade cede à tentação.

A eterna luta contra os quilinhos a mais não é nova, e as dietas rápidas há muito se mostraram ineficazes para ajudar a manter o peso ideal. Somente no Brasil, mais de 27 milhões de pessoas estão acima do peso. No esforço para reduzir a epidemia de obesidade no mundo, a ciência tem se dedicado a descobrir por que é tão difícil emagrecer. Alguns culpam a preguiça, outros, a gula. 

Mas os estudos indicam que os mecanismos da fome são tão complexos que nenhuma dieta mágica é capaz de controlá-los. Entender os hormônios que atuam na regulação do apetite e conhecer melhor o seu corpo ainda é, conforme especialistas, a melhor forma de fazer as pazes com a balança.

Assim como um carro precisa de combustível para andar, o corpo humano necessita de energia para funcionar. A analogia pode parecer simples, mas se pensarmos na complexidade do motor de um veículo, podemos ter uma ideia da complicada rede de sinalizadores, canais e receptores que envolvem o mecanismo da fome. 

Vários ógãos do corpo avisam o hipotálamo, região do cérebro onde é regulada a fome e o apetite, se precisamos ou não de comida. 

A identificação da leptina, hormônio secretado pelas células de gordura, foi um marco na pesquisa da obesidade. Conforme a endocrinologista Helena Schmid, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, a quantidade de leptina indica o quanto temos de gordura acumulada. 

Altas concentrações deste hormônio avisam o cérebro que nossas reservas energéticas estão altas e, assim, sentimos menos fome. Isso funciona bem para alguns, mas não para todos. Pessoas que estão acima do peso, na maioria das vezes, apresentam resistência à ação da leptina, que não é reconhecida pelo cérebro. Logo, comem mais do que precisam.

Você acaba de almoçar e está se sentindo tão satisfeito que deixa de lado o resto de feijão e arroz no prato. Mas, lá da cozinha, começa a vir aquele cheiro de bolo com cobertura de chocolate. Mesmo de barriga cheia, o desejo pelo doce é tamanho que você não resiste. Enquanto saboreia a guloseima, experimenta uma forte sensação de felicidade. Poucos minutos depois do prazer, é invadido pela sensação de ter comido mais do que deveria.

O que nos leva a comer mesmo sem fome tem sido estudado por pesquisadores de todo o mundo. Ao que tudo indica, o cérebro é um dos principais vilões nessa história, já que associa a comida não somente à fonte de energia, mas também de conforto, alívio do estresse e até de felicidade.

O alimento pode ser um refúgio, uma carícia, um vício. A vontade de comer pode estar associada à “fome emocional”, em que há dificuldade em identificar e reconhecer estados emocionais, como frustrações, sentimentos de fracasso, raiva, tristeza, como atenuante da solidão, entre outros – explica a psicóloga Rosemary Viana, da equipe de cirurgia bariátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Entender a diferença entre a fome e o desejo de comer pode ser o primeiro passo para manter o peso ideal. Conforme a nutricionista Mariana Steffen Holderbaum, do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS, existe uma grande diferença entre estas duas sensações. Enquanto a fome é instintiva e desencadeada pela ação de hormônios que são estimulados quando o corpo sente falta de nutriente, o desejo de comer pode ser provocado por diferentes estímulos, como o olfato e a visão.

A vontade de comer pode dar-se independentemente da necessidade de nutrientes do organismo. A busca pelo consumo de açúcar, por exemplo, ocorre porque ele induz o corpo a produzir serotonina (o hormônio responsável pela sensação de prazer), o que resulta em uma sensação de bem-estar temporário, trazendo uma falsa ideia de conforto e satisfação – complementa a especialista.

Uma forma de identificar o que sentimos quando temos vontade de comer é pensar em outras comidas. Para saciar a fome, qualquer alimento serve, inclusive aqueles que não nos apetecem tanto. 

Na próxima vez que você se deparar com aquele cheirinho irresistível de pastel frito, antes de abocanhar a guloseima, não esqueça de se perguntar: estou realmente com fome, ou apenas com vontade de comer?


OS CULPADOS


> Nem sempre aquele ronco na barriga é sinal de fome. Mas é o estômago, sim, quem dá o primeiro alerta da hora de abrir a boca. E quem vai comandar essa jogada no organismo é o cérebro, mais especificamente, o hipotálamo


PRIMEIRO AVISO


> Imagine que você acorda atrasado. Aperta o soneca, cai da cama e pula o desjejum para não se atrasar. O estômago, por estar vazio, começa a produzir um hormônio chamado grelina


A NECESSIDADE


> A grelina será a responsável por estimular áreas do hipotálamo que, ao receber a informação de que o estômago está vazio, mandarão o recado para que células nervosas espalhem a SENSAÇÃO DE FOME, nome da necessidade fisiológica por alimentos que trarão energia para as funções vitais do corpo 


SEM PRESSA


> Hora do lanche! A distenção gástrica do estômago é o primeiro sinal de que, pelo menos por enquanto, o órgão está cheio. O sistema nervoso leva em torno de 20 minutos para entender isso. Coma devagar!


TCHAU, APETITE


Depois de ingerida, a comida ruma ao intestino. No duodeno, a presença de proteínas e gorduras estimula a ação da colecistoquinina (CCK) que, junto à distensão abdominal, é a maior responsável pela inibição da ingestão alimentar em curto prazo


RECADO ENTENDIDO


> Quando os alimentos chegam ao intestino grosso, os hormônios PYY e GLP-1 ajudam a reforçar a mensagem de que é hora de fechar a boca 


FALHA NA COMUNICAÇÃO?


Além disso, um hormônio produzido pelas células de gordura desempenha um papel importante no apetite. Quanto mais alta a concentração de leptina, mais alta a reserva energética. Nesse caso, comemos menos. Os mais cheinhos apresentam maior resistência à ação da leptina e acabam comendo mais 


FIM OU RECOMEÇO?


Os hormônios da saciedade ficam na circulação sanguínea por cerca de três horas. E lá vem a fome. De novo!

NÃO SE ENGANE PELO RONCO


Comer a cada três horas ajuda a manter o peso estável. VERDADEIRO


- Conforme a endocrinologista Helena Schmid, comer pequenas porções de alimentos com baixas calorias a cada três horas faz com que o alimento seja reconhecido no intestino, e o centro da fome, no hipotálamo, é inibido antes que o indivíduo coma em excesso. 


Sentimos mais fome no inverno. VERDADEIRO


- No inverno, o corpo tem de produzir mais calor para ficar aquecido e, por isso, necessita buscar fontes extras de energia. Estas serão supridas por uma maior ingestão calórica, explica a endocrinologista. 


Já nascemos com paladar definido. FALSO


- Conforme a nutricionista Mariana Holderbaum, o paladar é bastante adaptável, e é formado a partir das experiências que temos desde a infância. Se nos acostumamos a comer saladas e frutas, apreciaremos estes alimentos mais do que alguém que tem por hábito comer doces e frituras, por exemplo. Quem quer mudar a forma de se alimentar deve acostumar aos poucos o paladar ao que é mais saudável. Com o tempo, eles vão se tornando cada vez mais prazerosos.


Quando o estômago ronca, quer dizer que estamos com fome. FALSO


- O famoso ronco na barriga ocorre quando líquidos e gases se movimentam no trato intestinal, e isso não necessariamente quer dizer fome. Estamos acostumados a associá-lo à fome porque quando a pessoa está em jejum e o organismo percebe que está precisando de alimento, o estômago começa a produzir um ácido que estimula contrações musculares do intestino, o que pode provocar ruídos.


Depois de comer, temos de esperar cerca de 20 minutos para ver se ainda estamos com fome. 

VERDADEIRO


- Para ocorrer a sensação de saciedade, as células do íleo intestinal necessitam receber a informação de que quantidades suficientes de nutrientes estão atingindo as suas bordas. Estas células secretam, então, um hormônio que informa o hipotálamo que já ingerimos calorias o suficiente. O alimento demora cerca de 20 minutos para chegar ao íleo.


Pular uma das refeições ajuda a perder peso. FALSO


- Para perder ou manter o peso, especialistas recomendam evitar ao máximo pular refeições, já que, quando comemos, damos permissão ao corpo para gastar parte da energia que temos acumulada. Quando ficamos muito tempo sem comer, o corpo reprograma o metabolismo para funcionar mais devagar e acumular o máximo de energia possível.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/vida/noticia/2014/03/conheca-o-caminho-da-fome-4439890.html#cxrecs_s


CÂNCER DE MAMA CONTINUA A SER O VILÃO DA SAÚDE FEMININA

Diagnóstico  07/03/2014 

Segundo o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, 28% das pacientes atendidas apresentam neoplasia mamária.


Uma em cada três mulheres que fazem exames de rotina no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) é diagnosticada com câncer de mama. Segundo o Icesp, que é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), mais da metade (52%) dos pacientes atendidos na instituição são do sexo feminino e 28% desse universo apresentam neoplasia mamária.

A doença "continua sendo a principal vilã dentro e fora do instituto", cita um comunicado do Icesp, levando mais de 1,2 mil pacientes a procurar o Grupo de Mastologia entre consultas médicas e cirurgias. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse mal é o que mais mata e representa 22% de novos casos a cada ano no mundo.

No Brasil, em 2011, foram registradas 13.345 mortes, sendo 120 em homens e 13.225 em mulheres. Para este ano, estima-se o surgimento de 57.120 novos casos. Além do câncer de mama, o Icesp tem diagnosticado grande incidência de tumores também em órgãos digestivos - esôfago, estômago, fígado e o colorretal (cólon e reto), com taxa de 22% entre as mulheres. O câncer de colo retal está entre os cinco mais frequentes entre as mulheres.

Quando a prevenção primária não é possível, o diagnóstico precoce é fundamental na busca pela cura e por uma boa qualidade de vida — alerta o diretor-geral do Icesp, Paulo Hoff. 

Ele recomenda que a partir da primeira relação sexual, a mulher deve adotar o hábito de visitas anuais ao ginecologista, além de fazer os exames de prevenção.

Por meio do rastreamento tradicional de câncer de colo de útero, exame conhecido como papanicolau, é possível detectar precocemente a neoplasia de colo de útero, bem como lesões que antecedem ao tumor, permitindo tratamento mais eficaz e medidas que evitem o desenvolvimento da doença. Já com a mamografia, é possível checar a presença de lesões mamárias. Este exame deve ser feito por mulheres acima dos 50 anos ou sempre que solicitado por um médico.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/03/cancer-de-mama-continua-a-ser-o-vilao-da-saude-feminina-4439325.html


ÔMEGA-3 AJUDA AS CRIANÇAS A DORMIR MELHOR, APONTA PESQUISA

Sono tranquilo  07/03/2014 

Ácido graxo é encontrado em peixes, frutos do mar e algas.


Um estudo da Universidade de Oxford mostrou que os níveis mais elevados de ômega-3 no organismo podem ajudar a ter um sono melhor na infância. A pesquisa, que será publicada no Journal of Sleep Research, analisou o sono de crianças que receberam suplementos diários de fontes de algas, ricas em ômega-03.

O estudo, realizado no Reino Unido, analisou o sono de 362 crianças saudáveis com idades entre sete e nove anos e coletou amostras de sangue para medir seus níveis de ômega-3. Pesquisas anteriores já mostraram ligações entre o sono ruim e baixos níveis de ômega-3 em bebês, crianças e adultos com dificuldade de aprendizagem ou de comportamento, mas esta é a primeira vez que essa relação é investigada em crianças saudáveis. 

Na primeira parte do estudo, os pais das crianças avaliaram os hábitos de sono de seus filhos por meio de um questionário. O resultado indicou que 40% delas tinham problemas como resistência para dormir, ansiedade no sono e vigília constante durante a noite. 

Os pesquisadores monitoraram o sono das crianças que apresentaram problemas para dormir ao longo de cinco noites e constataram que aquelas que receberam suplementos diários de ômega-3 tiveram quase uma hora a mais de sono e menos episódios de vigília durante a noite que aquelas que tomaram placebo. O estudo constatou também que os níveis mais altos de ômega-3 no sangue estão significativamente associados a um sono melhor, incluindo menor resistência para deitar e distúrbios do sono em geral. 

Estudos anteriores já demonstraram que os níveis de ômega-3 no sangue das crianças entre sete e nove anos está baixo e isso pode ser relacionado ao comportamento e aprendizagem dessas crianças. O pouco sono também pode ajudar a explicar essas associações — afirma o co-autor do estudo, Alex Richardson, da Universidade de Oxford.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/03/omega-3-ajuda-as-criancas-a-dormir-melhor-aponta-pesquisa-4439639.html

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL CONTRIBUI PARA A CONSERVAÇÃO DA MEMÓRIA

Prevenir   07/03/2014

Frutas cítricas são alimentos antioxidantes que ajudam no combate aos radicais livres. 
Formação de radicais livres no organismo prejudica o funcionamento mental.


Sabemos que as células do nosso organismo necessitam de oxigênio para converter os nutrientes absorvidos dos alimentos em energia. Porém, com o tempo, elas são danificadas ou comprometidas pelos radicais livres. Isso leva a uma menor produção de energia que, por consequência, provoca uma diminuição da capacidade de comunicação entre as células, prejudicando o funcionamento mental.

A formação de radicais livres está relacionada a diversos fatores como: poluição ambiental, prática de exercícios intensos, tabagismo, estresse e, principalmente, má alimentação. 

Eles são formados pelo nosso organismo. O processo de envelhecimento precoce, assim como o surgimento de algumas doenças e a perda da memória estão relacionados à ação dos radicais livres no organismo — explica a nutricionista Ana Huggler.

Para evitar a deterioração do cérebro, uma das recomendações é investir em uma alimentação balanceada. 

O excesso de radicais livres pode ser combatido através de alimentos que possuem ação antioxidante. Sendo assim, alimentos industrializados, ricos em conservantes e corantes, precisam ser evitados, pois possuem substâncias nocivas para o bom funcionamento do organismo — alerta a nutricionista.

A especialista explica que os alimentos antioxidantes atuam promovendo uma remoção de impurezas no organismo e, com isso, estimulam a formação de novas conexões entre os neurônios (ramificações), aumentando a capacidade de aprender, raciocinar, se concentrar e memorizar. 

O ácido graxo, por exemplo, coopera na formação e manutenção do sistema nervoso. Já as vitaminas do complexo B não podem faltar na dieta, pois atuam regulando a transmissão de informações entre os neurônios e combatem o processo inflamatório das células — indica Ana.


Confira dicas de alimentos antioxidantes:


- Cacau 


Presente em grandes quantidades no chocolate amargo. Rico em polifenóis, substâncias antioxidantes benéficas a saúde do coração e para circulação. 


- Cenoura 


Fonte de betacaroteno um pigmento natural, também conhecido como pró-vitamina A. Atua no retardo do envelhecimento precoce. O betacaroteno pode ser encontrado na forma de cápsulas. 


- Chá verde 


Preparado através da infusão da planta Camellia sinensis, é fonte de catequinas que apresentam importante ação antioxidante. Evita danos celulares que promovem a iniciação do desenvolvimento de tumores. 


- Cúrcuma 


Também chamada de açafrão. Fonte de curcumina, de ação antioxidante, protege contra doenças cardiovasculares e também contra iniciação e desenvolvimento de tumores. 


- Frutas cítricas 


A laranja, o limão e a tangerina, por exemplo, são fontes de vitamina C que atua no retardo do envelhecimento precoce. 


- Linhaça 


Este alimento é uma fonte de ômega 3 que apresenta ação vasodilatadora e inibe a agregação plaquetária, que previne doenças cardiovasculares. 


- Oleaginosas 


Fontes de gorduras insaturadas, vitaminas e minerais. Atua na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e combatem o envelhecimento precoce. 


- Óleo de coco 


Rico em vitamina E, que atua na diminuição do processo de envelhecimento das células, e na proteção a doenças crônicas não transmissíveis como câncer e doenças cardiovasculares. 


- Suco de uva integral 


Fonte de resveratrol, um poderoso antioxidante presente na casca da uva. Atua “varrendo” os radicais livres do organismo, inibe a oxidação das gorduras e a agregação plaquetária, auxiliando na prevenção de doenças cardiovasculares. 


- Tomate 


Fonte de licopeno, um antioxidante da família da vitamina A. Seu consumo está relacionado à redução do risco de desenvolvimento de câncer de próstata, pulmão e estômago. O licopeno também pode ser encontrado em cápsulas.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/03/alimentacao-saudavel-contribui-para-a-conservacao-da-memoria-4438362.html

 

ALZHEIMER PODE MATAR TANTO QUANTO CÂNCER NOS ESTADOS UNIDOS

Falta de registro   06/03/2014 

Estudo revelou que mortes ligadas a doença podem ser até seis vezes mais comuns do que se pensa.


Muitas mortes pelo Mal de Alzheimer não são registradas nos Estados Unidos, revela um estudo divulgado nesta quarta-feira na revista "Neurology", acrescentando que a doença pode estar deixando tantas vítimas quanto o câncer, ou as afecções cardíacas.

Hoje, o Alzheimer é a sexta causa de morte nos Estados Unidos, segundo dados dos centros federais para o controle e a prevenção de doenças (CDCs, na sigla em inglês). Essa lista é liderada pelas doenças cardíacas, seguidas pelo câncer.

Os pesquisadores desse estudo acreditam, porém, que as mortes ligadas ao Alzheimer possam ser até seis vezes mais comuns do que se pensa.

— O Mal de Alzheimer e outras demências são registrados de maneira deficiente nos atestados de óbito e nos boletins médicos — disse o autor do estudo, Bryan James, do centro médico da Universidade Rush de Chicago.

— Os atestados de óbito registram, normalmente, a causa da morte imediata, como a pneumonia, mas sem levar a demência em conta como uma causa subjacente — frisou.

Nesse estudo, foram observadas mais de 2,5 mil pessoas com mais de 65 anos de idade, examinadas anualmente para determinar se apresentavam demência. Ao todo, 559 participantes desenvolveram Mal de Alzheimer durante a realização do estudo. O tempo médio entre o diagnóstico e a morte foi de quatro anos.

As pessoas com entre 75 e 84 anos diagnosticadas com Alzheimer eram quatro vezes mais propensas a falecer do que aquelas que não tinham a doença. Um terço de todas as mortes das pessoas de mais de 75 anos foi atribuível ao Alzheimer, de acordo com o estudo.

Ao fazer uma projeção sobre toda a população americana acima de 75 anos para 2010, James afirmou que esse número equivaleria a 503,4 mil mortes por Alzheimer. Esse total é seis vezes superior aos 83.494 casos relatados pelos CDCs, com base nos atestados de óbito.

— Determinar os efeitos reais da demência nesse país é chave para aumentar a consciência do público e identificar prioridades de pesquisa relacionada a essa epidemia — alertou James.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/03/alzheimer-pode-matar-tanto-quanto-cancer-nos-estados-unidos-4438269.html

CRIANÇAS COM TDAH TÊM MAIOR TENDÊNCIA RISCO DE OBESIDADE E SEDENTARISMO NA ADOLECÊNCIA

Atenção aos pequenos   05/03/2014 

Incentivar a realização de atividades físicas em crianças com TDAH melhoraria problemas de comportamento e ajudaria a atingir um peso saudável. 
Pesquisa acompanhou 7 mil participantes dos oito aos 16 anos de idade.


As crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) são mais propensas a se tornarem adolescentes obesos e sedentários, de acordo com uma nova pesquisa.

O estudo, que acompanhou quase 7.000 crianças na Finlândia, descobriu que aqueles que tinham sintomas de TDAH aos oito anos também tinham chances significativamente maiores de serem obesos aos 16 anos. As que sofriam com os sintomas da doença também eram menos ativas fisicamente como adolescentes.

O TDAH afeta de 2% a 5% das crianças em idade escolar e jovens no Reino Unido e está relacionado ao baixo rendimento escolar. Os principais sintomas são desatenção, hiperatividade e impulsividade.

A doença é complexa de ser diagnosticada, entretanto questionários de triagem podem precisar e dar uma indicação de forma mais acertada com base no comportamento de uma criança.


Nove por cento das crianças do estudo que tiveram resultados positivos nas triagens de TDAH aos oito anos estavam em maior risco de obesidade aos 16 anos. 

— A obesidade é um problema crescente e temos de tomar cuidado com todas as crianças e jovens. 

Os resultados, porém, sugerem que é particularmente importante para crianças com TDAH. Parece que a falta de atividade física pode ser um fator chave. Achamos que incentivar as crianças com TDAH a ser mais ativos fisicamente poderia melhorar seus problemas de comportamento, bem como ajudá-los a atingir um peso saudável— explica a professora Alina Rodriguez, da School of Public Health at Imperial College London.

A compulsão alimentar, que também foi investigada como um possível fator que poderia contribuir para a ligação com a obesidade, não foi prevalente em crianças portadoras da doença.

De acordo com a Public Health England, estima-se que 28% das crianças com idade entre 2 a 15 anos estão com sobrepeso ou são obesas. A obesidade na infância e na adolescência está ligada a uma grande variedade de riscos para a saúde a curto e longo prazo, incluindo diabetes tipo 2, doenças cardíacas e circulatórias, e as condições de saúde mental.

O estudo utilizou questionários preenchidos pelos pais e professores para avaliar 6.934 crianças com tendências para o TDAH e sintomas de transtorno de conduta em idades de oito e 16 anos. Os índices de massa corporal foram calculados com base em relatos, por parte dos pais, da altura e peso de seus filhos aos sete anos. Aos 16 anos, os participantes realizaram exames de saúde que registraram suas novas medidas de altura, peso, cintura e quadril.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/03/criancas-com-tdah-tem-maior-risco-de-obesidade-e-sedentarismo-na-adolescencia-4437208.html

 

ESTUDOS ASSOCIAM OBESIDADE E PÍLULA A ESCLEROSE MÚLTIPLA

28/02/2014 

Pílula anticoncepcional: Segundo estudo americano, método contraceptivo pode aumentar em 35% o risco de esclerose múltipla.
Causas da doença ainda são desconhecidas, mas novas pesquisas dão pistas sobre uma possível influência do fator hormonal no surgimento dos sintomas.


O fator hormonal pode contribuir com o surgimento da esclerose múltipla, uma doença autoimune cuja causa é desconhecida e para a qual ainda não existe cura. É o que concluíram dois novos estudos que associaram um hormônio relacionado à obesidade e à pílula anticoncepcional ao risco aumentado da condição. 

As pesquisas serão apresentadas durante o encontro anual da Academia Americana de Neurologia, que acontece até a próxima segunda-feira na Filadélfia, nos Estados Unidos.

A esclerose múltipla ocorre quando há danos ou destruição da mielina, uma substância que envolve e protege as fibras nervosas do cérebro, da medula espinal e do nervo óptico. Quando isso acontece, são formadas áreas de cicatrização, ou escleroses, e surgem diferentes sintomas sensitivos, motores e psicológicos.


Uma das pesquisas, assinada pelo Instituto de Pesquisas Neurológicas Raúl Carrera, na Argentina, foi feita com 420 pessoas de 15 a 20 anos — metade delas apresentava esclerose múltipla. Após calcular o índice de massa corporal (IMC) dos participantes, os autores observaram que a prevalência da doença entre os jovens obesos (com IMC maior do que 30) foi o dobro da apresentada pelos outros adolescentes.

O estudo ainda descobriu que quanto maior o IMC de uma pessoa, mais elevados os seus níveis de leptina, um hormônio produzido pelo tecido de gordura que ajuda a regular o peso, o apetite e a resposta do sistema imunológico. “Em excesso, a leptina pode promover uma reação inflamatória no organismo, o que poderia ajudar a explicar a possível relação entre obesidade e esclerose múltipla”, diz Jorge Correale, coordenador do estudo.

A segunda pesquisa foi desenvolvida na Califórnia, nos Estados Unidos. Nela, os autores acompanharam 305 mulheres com esclerose múltipla durante três anos e, depois, as compararam a outras 3 050 mulheres sem a doença. 

Segundo os pesquisadores, a esclerose múltipla foi 35% mais prevalente entre mulheres que faziam uso de anticoncepcional do que entre aquelas que não usavam o método. De acordo com os autores do estudo, porém, são necessárias mais pesquisas para comprovar – e explicar — o vínculo.


ESPERANÇA PARA QUEM TEM SÍNDROME DE MARFAN

01 de março de 2014  

ESTUDO CHEGA À DROGA QUE PODE AJUDAR QUE APRESENTAM DOENÇA RARA QUE PODE LEVAR A ROMPIMENTO DA AORTA.







Na década de 1980, quando o médico Hal Dietz chegou à Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland, nos Estados Unidos, ele ficou obcecado por ajudar as crianças com síndrome de Marfan, uma doença rara e, muitas vezes, fatal, que pode fazer com que a aorta o grande vaso sanguíneo que conduz o sangue a partir do coração, se dilate até se romper.

– Nada do que estávamos desenvolvendo parecia fazer diferença na vida delas – disse.

Essas crianças tão sofridas tinham uma aparência distinta que claramente era de uma base genética. Elas eram geralmente muito altas e magras, com longos braços, pernas e dedos. Muitas vezes apresentavam articulações excepcionalmente flexíveis, pés chatos e dentes que pareciam lotar a boca.

– Decidi estudar genética com o único objetivo de identificar o gene que causava a síndrome de Marfan e compreender o mecanismo relacionado a ela – contou Dietz, que agora é diretor do Centro William S. Smilow de Pesquisa sobre a Síndrome de Marfan na Universidade Johns Hopkins.

A jornada levou a descobertas surpreendentes sobre as causas do problema e a um ensaio clínico prestes a ser publicado, sobre uma droga que pode ajudar os portadores da doença.

O trabalho de Dietz também inspirou uma pesquisa que pode proporcionar a criação de um exame de sangue para detectar a dilatação da aorta, possivelmente salvando milhares de vidas, mesmo de pessoas que não têm a síndrome de Marfan.

u Médicos esperam que teste acelere diagnóstico

Todo ano, 10 mil americanos morrem de ruptura de aorta. O ator John Ritter e o diplomata Richard C. Holbrooke foram duas das vítimas do problema. A esperança é de que o teste possibilite que os médicos operem os pacientes antes de a aorta se romper, ou de que possam rapidamente identificar uma aorta que se rompeu, de modo que a cirurgia seja realizada prontamente.

O tempo é fundamental. Todos os pacientes cuja aorta está prestes a se romper “precisam de tratamento imediato”, disse Scott A. Lemaire, professor de cirurgia e de fisiologia molecular e biofísica na Escola Baylor de Medicina, em Houston:

– Quanto mais tempo demorar o diagnóstico, maior a chance de a aorta se romper enquanto se tenta descobrir o que está acontecendo.

Losartan é a droga que foi testada primeiro em ratos e se mostrou também eficiente em estudo feito com algumas crianças que têm o problema



LENTO E FRUSTRANTE

 

As descobertas de Dietz e o ensaio clínico que ele elaborou dividiram em antes e depois – terror e esperança – o mundo dos pais que souberam recentemente que seu filho tem a síndrome de Marfan. Daniel Speck, de Knoxville, Maryland, recebeu o diagnóstico de Marfan há seis anos, quando tinha oito anos, após seu médico notar uma curvatura na coluna vertebral e sugerir um teste de escoliose. O exame revelou que a curvatura era causada pela síndrome.

Naquele momento, Dietz e sua equipe já tinham finalmente encontrado a mutação genética que causa o problema. O processo foi lento e frustrante: as máquinas de sequenciamento hoje usadas para mapear rapidamente o DNA não tinham sido inventadas. Os pesquisadores tiveram de verificar gene por gene de grandes regiões do DNA compartilhado por famílias em que um dos membros era vítima da síndrome.

Mas quando a mutação foi encontrada, em 1990, os pesquisadores se viram em um beco sem saída. Era na fibrilina-1, uma proteína do tecido conjuntivo, o que sugere que o tecido não se desenvolvia plenamente porque a replicação molecular não funcionava. E se isso era verdade, disse Dietz, “nada poderia ser feito para alterar o curso da doença”.

Foram “dias tristes na pesquisa sobre a síndrome de Marfan”, afirmou Dietz. Todavia, ele logo começou a questionar a hipótese da replicação molecular. Ela não explicava algumas das características mais notáveis da síndrome de Marfan: os ossos notavelmente longos dos braços das crianças, as pernas e dedos, os olhos profundamente fixos, voltados para baixo, as maçãs do rosto planas, os queixos pequenos, a massa muscular muito baixa e a pequena quantidade de gordura corporal.

Cerca de 10 anos atrás, Dietz e seus colegas descobriram a explicação em outra proteína, a TGF-beta, ou fator transformador de crescimento beta, que diz às células como devem se comportar quanto ao desenvolvimento e é utilizada na reparação de ferimentos.

A função da proteína depende da fibrilina-1, a própria proteína que é alterada na síndrome de Marfan. Normalmente, ela liga a TGF-beta ao tecido conjuntivo. Em um paciente com o problema, conforme os pesquisadores vieram a descobrir, a fibrilina-1 é defeituosa, e o processo não se dá adequadamente. Em vez de se anexar ao tecido conjuntivo, a TGF-beta se afasta dele. Vagando livremente na corrente sanguínea, ela faz as células se comportarem de forma anormal, levando a muitos dos problemas causados pela síndrome de Marfan, incluindo a dilatação excessiva da aorta. Em suma, o modelo baseado na replicação estava totalmente errado.

– Perceber aquilo foi um dos poucos momentos de revelação que tive na vida – lembrou Dietz.

Ele testou a teoria em ratos, dando a eles o gene de fibrilina-1 modificado. Os níveis da proteína TGF eram definitivamente muito elevados. Os ratos apresentaram sintomas da síndrome, incluindo enfisema, músculos esqueléticos fracos e espessamento da válvula mitral no coração.

Ao procurar uma forma de bloquear a função da proteína TGF-beta, ele encontrou uma droga utilizada contra a hipertensão arterial, o losartan, que faz exatamente isso.

Nos ratos, a droga inibiu características da síndrome, incluindo a dilatação da aorta. Em vez de morrerem de aneurisma na aorta aos três meses de idade, os ratos viveram uma vida normal, de dois anos de duração.

Em 2006, o Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue iniciou um estudo randomizado baseado no trabalho de Dietz, em que algumas crianças com a síndrome receberam o medicamento e, outras, o tratamento padrão, com um bloqueador beta que diminui a frequência cardíaca.

"QUANTO MAIS TEMPO DEMORAR O DIAGNÓSTICO, MAIOR A CHANCE DA AORTA SE ROMPER ENQUANTO SE TENTA DESCOBRIR O QUE ESTÁ ACONTECENDO"


UMA SOLUÇÃO?

 

Em uma manhã de 2006, Kari Dostalik de Urbandale, Iowa, cuja filha, Haley, tem a síndrome, foi a uma palestra de Dietz na conferência anual sobre a síndrome de Marfan. Ele mostrou um slide de um menino que tinha uma forma grave da doença e que havia tomado losartan fora do ensaio clínico. Dostalik havia encontrado a criança com a sua família em uma conferência anterior.

Antes do tratamento, o menino parecia fraco e cansado. Depois de ter tomado a droga, contou ela, “ele sorria de orelha a orelha”.

As boas notícias não paravam por aí: Dietz disse ao grupo que assim que o menino e outras crianças tomaram a droga, a dilatação excessiva da aorta cessou. E o losartan mostrou reverter alguns dos efeitos da doença.

– Quando ouvimos a palavra “reverter”, nossa reação imediata foi pensar em quando poderíamos inscrever Haley no ensaio clínico – contou Dostalik.

O estudo estava apenas começando, e as crianças ficariam nele por três anos. Nem as famílias nem os médicos saberiam qual droga elas estavam tomando – o losartan ou o beta-bloqueador.

Os pais de Daniel Speck o levaram para participar da pesquisa. Eles suspeitam de que ele recebeu o losartan. A mãe do menino disse que o tratamento trouxe “mudanças maravilhosas ”. A aorta de Daniel estava “se dilatando astronomicamente”, disse ela, e essa dilatação desacelerou tanto que hoje ele não conseguiria se qualificar para participar do estudo se tentasse.

Quando a participação do menino no ensaio terminou, a família Speck foi informada de que ele poderia tomar losartan ou o medicamento mais antigo. Eles não queriam se arriscar, então escolheram ambas. Daniel, agora com 15 anos, continua bem.

– É realmente incrível – comentou sua mãe, Amy Speck.