DIA MUNDIAL DE COMBATE À PNEUMONIA LANÇA ALERTA SOBRE A DOENÇA

Previna-se!   12/11/2013 

Com a medicação adequada, pode se ter melhora em menos de uma semana. 
Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da patologia estão o fumo, o álcool, reações alérgicas e resfriados não tratados.


Febre alta, tosse, dor no tórax, alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar, secreção de cor amarelada ou esverdeada, toxemia — provocados pelas toxinas carregadas pelo sangue — e fraqueza são os sintomas da pneumonia. A doença é causadora de 17% das mortes de crianças até cinco anos de idade, de acordo com análises do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Dados da Organização Mundial da Saúde também mostram que 99% desses óbitos acontecem em países que ainda estão em desenvolvimento.

Para conscientizar e mobilizar as nações sobre os males da pneumonia criou-se o Dia Mundial de Combate à Pneumonia — 12 de novembro. 

Neste ano, a principal ação no Brasil para lembrar a data é a campanha “Previna-se: encare a pneumonia de peito aberto”, realizada pela Associação Brasileira de Imunizações (SBIm), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tsiologia (SBPT), Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI). O objetivo é alertar a população sobre a pneumonia e a importância da prevenção após os 50 anos. 

O pneumologista Mauro Kreibich explica que a pneumonia é uma infecção no pulmão provocada por microorganismos — bactérias, fungos e vírus, por exemplo —, que afetam o espaço alveolar, no qual ocorre a troca gasosa e, junto com a via condutora, também ocorre a circulação de ar. 

É uma doença que pode atingir todas as idades, mas principalmente as crianças e os idosos. Entre os fatores de risco estão o fumo, o álcool, reações alérgicas e resfriados não tratados e mudanças bruscas de temperatura. Por isso, evitar esses fatores é fundamental para a prevenção, assim como a boa higienização e uma alimentação rica em vitaminas, para reforçar o organismo — alerta o médico.
Kreibich ainda ressalta a importância da vacinação, que pode diminuir os riscos de contrair a doença, como as vacinas contra o vírus influenza e contra o pneumococo.


Diagnóstico


O acompanhamento médico pode ser o suficiente para diagnosticar a doença. A partir do diagnóstico se parte para os exames necessários conforme cada caso, para auxiliar no melhor tratamento, como as radiografias do tórax, o exame de sangue e a asculta pulmonar. Além disso, outro exame importante é o do escarro, que verifica qual microorganismo foi o responsável por desencadear a doença. 


Tratamento


O tratamento é feito principalmente com antibióticos e definido de acordo com cada paciente. 

Com a medicação adequada pode se ter melhora em menos de uma semana. Mas, muitas vezes, a internação hospitalar se torna necessária, devido aos sintomas como febre alta, falta de oxigenação e comprometimento com outros órgãos do corpo, o que acontece com mais frequência em pacientes acima dos 50 anos. 

Kreibich afirma que aos sinais dos primeiros sintomas é fundamental procurar orientação médica, para que o tratamento seja mais eficaz e rápido. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/11/dia-mundial-de-combate-a-pneumonia-lanca-alerta-sobre-a-doenca-4330276.html

 

O QUE PODE CAUSAR PRISÃO DE ENTRE?

Publicação:   11/11/2013 15:00

Além da falta de fibras na dieta como culpada óbvia, ignorar repetidamente o desejo de ir ao banheiro e não beber água estão entre as principais causas.


Entre os culpados óbvios estão uma dieta pobre em fibras, ignorar repetidamente o desejo de ir ao banheiro, não beber água suficientemente e a falta de exercícios físicos. Mas a constipação intestinal está relacionada a causas menos conhecidas, incluindo alguns medicamentos e suplementos, bem como condições médicas potencialmente graves, informa o gastroenterologista Silvio Gabor. A seguir, ele lista 13 fatores surpreendentes que podem levar ao mau funcionamento do intestino.

Hipotireoidismo ou hipoatividade da tireoide
  
O funcionamento inadequado da glândula retarda os processos metabólicos do corpo, até mesmo do intestino, mas nem todas as pessoas com disfunção da tiroide têm prisão de ventre.

Vitaminas
  
A ingestão de suplementos à base de cálcio e ferro pode ser um problema para o intestino. Caso
a suplementação seja essencial, é recomendável prescrever um laxante suave.

Excesso de laxantes

Quando utilizados por longos períodos, os laxantes podem levar à dependência, fazendo com que o
intestino não funcione sem eles. Não os use por mais tempo do que o recomendado pelo médico.

Depressão

Assim como o hipotireoidismo, a depressão provoca uma desaceleração dos processos do corpo, afetando também o intestino. Por isso, a doença está ligada à síndrome do intestino irritável.
Antiácidos

Eles são ótimos para combater azia, mas especialmente os que contêm cálcio ou alumínio
podem causar prisão de ventre. Não comer muito durante as refeições ajuda a prevenir azia.

Pressão arterial

A prisão de ventre pode ser um efeito colateral de medicamentos usados para tratar a hipertensão. Os diuréticos, por exemplo, aumentam a produção de urina, liberando mais água do organismo, líquido necessário para manter as fezes macias e facilitar a eliminação.
Parto

A constipação é comum durante a gravidez, mas o parto pode ser um problema para o intestino, possivelmente devido aos músculos abdominais lentos ou ao uso de anestesia.

Diabetes

A maioria dos pacientes com diabetes avançada apresentam danos nos nervos que podem afetar a capacidade de digerir os alimentos, levando à constipação.
Condições neurológicas

Esclerose múltipla e a doença de Parkinson, por exemplo, podem causar constipação. Normalmente, ela aparece com outros sintomas, como dificuldade para urinar e visão dupla.

Medicamentos

Analgésicos, especialmente narcóticos, podem causar prisão de ventre, pois um grande número de receptores de drogas estão no aparelho digestivo. Os anti-histamínicos, usados para tratar alergias, também podem estar relacionados à constipação.


MULHERES OBESAS TÊM MAIS CHANCE DE DESENVOLVER INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Fator de risco   10/11/2013

A obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas. 
Problema pode causar cistocele, conhecida por bexiga baixa.


Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde mostra que a obesidade entre os brasileiros aumentou 54% entre 2006 e 2012. Fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial, a obesidade também influencia o surgimento de problemas como a incontinência urinária e a cistocele, popularmente conhecida por bexiga baixa. 

A incontinência urinária é bastante comum e afeta de maneira significativa a qualidade de vida. Estima-se que 20% da população feminina acima de 40 anos apresente algum grau de incontinência urinária. A cistocele ocorre devido à perda da sustentação da bexiga feita pelos músculos e ligamentos da pelve. Um dos primeiros sintomas é a incontinência urinária. 

— Em torno de 40% das pacientes com incontinência urinária apresentam algum tipo de prolapso vaginal — comenta o urologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Fernando Almeida. 

Considera-se fator de risco mulheres cujo Índice de Massa Corporal (IMC) está acima dos 26. 

— A relação entre obesidade e incontinência urinária foi notada quando pacientes emagreceram após a cirurgia de redução de estômago, relatando que não mais perdiam urina — explica o especialista. 

No entanto, se estiver caracterizada uma queda da bexiga, emagrecer não é o suficiente para solucionar o problema. Neste caso é necessário realizar cirurgia para sustentar a bexiga. 

— Há diversas técnicas disponíveis, entre elas a inserção de uma tela que faz as vezes da sustentação muscular — conclui o médico.

Segundo Vasconcelos, o exame clínico é uma das principais formas de diagnóstico, podendo ser auxiliado por outros exames como estudo urodinâmico, ultrassonografia e ressonância magnética. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/11/mulheres-obesas-tem-mais-chance-de-desenvolver-incontinencia-urinaria-4327450.html

 

ARRITIMIA CARDÍACA PODE SURGIR NA INFÂNCIA

Prevenção   08/11/2013

Arritmia cardíaca pode surgir logo após o nascimento.
No dia 12 de novembro, comemora-se o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita.


Ao contrário do que se imagina, algumas doenças do coração podem apresentar sinais ainda na infância. É o caso da arritmia cardíaca, que pode surgir logo após o nascimento. O diagnóstico nem sempre é fácil. Não à toa, no próximo dia 12 de novembro se comemora o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita. A data foi criada para chamar a atenção das pessoas sobre o problema.

Em casos como o de recém-nascidos, por exemplo, o bebê tem um batimento cardíaco normalmente acelerado, com cerca de 120 a 140 batidas por minuto. Os casos de arritmias em bebês podem ocorrer por causas congênitas ou por estar associado a uma cirurgia cardíaca feita para corrigir estes problemas. 

Segundo o cardiologista Bruno Bueno, as arritmias cardíacas se caracterizam por qualquer descompasso no ritmo do coração, como um batimento errado, por exemplo. É preciso estar atento para não confundir os sintomas com o de uma taquicardia. Ele lembra que o sintoma mais frequente da arritmia é a palpitação, uma sensação de batida rápida do coração. Se bater mais de 120 vezes por minuto, pode ser sinal de uma taquicardia. Mas se a pessoa acabou de realizar um exercício físico, esse batimento provavelmente é normal e esperado. Em geral, o paciente se queixa de uma batida muito acelerada, como se o coração estivesse batendo no pescoço. 

Mas tem também aquele que sente um descompasso, como se estivesse faltando uma batida. Outros sintomas são falta de ar, cansaço físico anormal, tontura e desmaio. Os casos que chamam a atenção e requerem cuidado redobrado são os de pacientes que apresentam desmaio durante uma atividade física aeróbica, como uma partida de futebol, e aqueles que têm desmaios muito rápidos, sem aviso, causando até mesmo traumas no rosto e fraturas na queda. 

— Estes casos podem estar relacionados a arritmias mais graves, inclusive com risco de morte súbita — alerta o médico. 


Agravantes


Uma série de fatores influencia para o aparecimento da arritmia, tais como problemas de diabetes, pressão alta, infarto, colesterol, entre outras doenças. As de origem genéticas são raras. É mais comum surgir na adolescência ou no adulto jovem. A fibrilação atrial é um tipo de arritmia que aparece com o avanço da idade. Sua incidência é maior nos homens. A hipertensão, a obesidade, o tabagismo, o diabetes, o estresse e a prática excessiva de esportes sem orientação contribuem para o surgimento da doença. O diagnóstico pode ser feito por meio de exames de rotina, como o teste ergométrico, o eletrocardiograma e o holter de 24 horas. 

Nos atletas que apresentam arritmia, é necessária uma supervisão da atividade física para não causar uma modificação no coração, o chamado coração do atleta. 

— Para estes casos, diminui-se a intensidade das atividades físicas, porque o seu exagero - na tentativa de ficar saudável - pode levar a uma doença que não existia — ressalta. 


Cura


A boa notícia é que a arritmia pode ter cura. O tratamento é a ablação por um cateter, um procedimento invasivo não cirúrgico e indolor. O paciente é sedado e o médico introduz um cateter pela veia da perna até chegar ao coração. No local, são aplicadas ondas de calor, por meio da radiofrequência, eliminando-se o foco da arritmia. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/11/arritmia-cardiaca-pode-surgir-na-infancia-4326136.html

 

BRADESCO SAÚDE TERÁ DE PAGAR R$ 32 MIL A PERNAMBUCANA QUE TEVE TRATAMENTO NEGADO


O Bradesco Saúde foi condenado a pagar R$ 32,1 mil a uma usuária do seguro no estado que tem Esclerose Múltipla, osteoporose, osteopenia, osteartrite, depressão e anemia ferropriva. A sentença, proferida pelo juiz Rogério Lins e Silva, também diz que a empresa, que se negou a cobrir o tratamento médico, deverá custeá-lo por completo, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. A decisão foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico de quinta-feira (7). O plano ainda pode recorrer.

Nos autos, Telma Lúcia Mendes Campos alega que precisa se submeter a tratamento fisioterápico/hidroterápico e à “aplicação de ferro”, sob risco de danos graves e irreversíveis a sua saúde, conforme laudos médicos. Ela também afirma que, mesmo diante da necessidade do tratamento, a seguradora se negou a cobrir o procedimento médico.

O Bradesco Saúde contestou as acusações da usuária e afirmou que, embora exista a previsão contratual para a cobertura da sessão de fisioterapia, elas são limitadas por cláusula das condições gerais e que o procedimento da aplicação de ferro não é coberto contratualmente, sendo considerado uma despesa que foge ao objeto de seguro.

O juiz Rogério Lins e Silva explicou, em sua decisão, que a relação em exame é de consumo, pois há interesses individuais homogêneos de uma coletividade. “Frise-se que a postura da ré, negando-se ao cumprimento para com a sua obrigação, implica limitação do direito da parte autora, desequilibrando a relação contratual, que é de consumo”, relatou.

O magistrado condenou o Bradesco Saúde a pagar R$ 20 mil por danos morais por negar o reembolso de despesas que eram devidas à usuária, o que causou abalos psíquicos, problemas financeiros e angústia a Telma Campos. O juiz também condenou o plano de saúde a pagar integralmente o tratamento realizado pela autora até o momento, referente às sessões de fisioterapia/hidroterapia e aplicação de ferro, no valor de R$ 12,1 mil. O Bradesco Saúde ainda terá que custear todo o procedimento médico de Telma Lúcia, sob pena de multa diária fixada em R$ 1 mil.

Com informações do site do TJPE

TESTE PARA A DISTINÇÃO PRECOCE DE ESCLEROSE MÚLTIPLA E NEURORMIELITE ÓPTICA CHEGA AO BRASIL

[05-11-2013] 


Já está disponível para os laboratórios clínicos brasileiros, o teste Aquaporina, de extrema importância no diagnóstico diferencial entre Neuromielite Óptica e Esclerose Múltipla.

A finalidade do teste é a detecção de anticorpos anti-aquaporina 4, que serve para diferenciar a Neuromielite Óptica da Esclerose Múltipla, principalmente nos pacientes em fases precoces, que apresentaram um único ataque de mielite longitudinal extensa e que provavelmente vão evoluir para a NMO clássica

A neuromielite óptica (NMO) é uma doença neurológica que sofreu grandes mudanças em seu entendimento fisiopatológico nos últimos anos. Classificada previamente como uma forma variante da Esclerose Múltipla (EM), passou a integrar o grupo das canalopatias imunomediadas.

Na neuromielite óptica há produção de autoanticorpos que provoca uma inflamação que leva a destruição com perda de células e fibras nervosas na medula espinal (mielite) e fibras nervosas no nervo óptico (neurite óptica). 

Vários outros locais podem também ser envolvidos. A descoberta do acometimento dos canais de água do sistema nervoso central (aquaporina) por autoanticorpos anti-AQP4, também foi crucial para que a doença fosse vista de forma diferenciada. O ataque propiciado pelos complexos autoimunes às regiões com canal de água, notadamente próximos às regiões ventriculares, nos nervos ópticos e ao redor do canal centra da medula, causa necrose desta região, o que leva ao desenvolvimento de lesões mais graves e de difícil recuperação quando comparadas com as lesões da EM.

A doença é mais frequente em populações da Ásia e da África e afeta pessoas de qualquer idade, embora seja mais comum em adultos de meia idade. As mulheres são mais susceptíveis à doença, numa proporção de até 8 mulheres para cada homem afetado. A neuromielite óptica é mais comum no Brasil que na América do Norte e na Europa, provavelmente por causa de fatores raciais.
 

Aquaporinas são moléculas proteicas que constituem um canal transmembranoso que permite a passagem de água e outras pequenas moléculas através da membrana celular. Há poucos anos foi descoberta a expressão da aquaporina 4 (AQP4) no cérebro.

O kit está sendo comercializados pela Genese Produtos Diagnósticos e já possui registro no Ministério da Saúde.


DOSE ÚNICA DE VACINA CONTRA HPV JÁ EVITARIA CÂNCER DE ÚTERO, DIZ ESTUDO

Mais simples   05/11/2013 

Segundo pesquisadora, é preciso realizar mais estudos antes de decidir alguma mudança no número de doses.
Atualmente, são recomendadas três doses para desenvolver a imunidade.


Uma única dose da vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), causador de 70% dos cânceres de colo do útero, poderia bastar para desenvolver uma imunidade de longa duração, ao invés das três recomendadas, revelou um estudo publicado na revista Cancer Prevention Research nesta segunda-feira.

— Constatamos que os níveis de anticorpos para as duas cepas virulentas do HPV, 16 e 18, nas mulheres vacinadas com uma única dose permaneceram no sangue até quatro anos. Esses resultados questionam as recomendações atuais segundo as quais a vacina contra o HIV requer doses múltiplas para gerar uma resposta imunológica de longa duração — disse Mahboobeh Safaeian, do Instituto Nacional do Câncer (NCI) em Bethesda (Maryland, leste dos EUA), autora do estudo. 

Safaeian disse que é preciso realizar mais estudos antes de decidir alguma mudança, mas considerou que "esta descoberta é promissora para fazer campanhas de vacinação mais simples e baratas, com chances de ser implementadas em todo o mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, onde ocorrem mais de 85% dos casos de câncer de colo de útero e onde a doença é uma das principais causas de morte relacionadas ao câncer".

O estudo se baseia nos resultados de um teste clínico para testar a eficácia da vacina Cervarix, do laboratório britânico GlaxoSmithKline, realizado em 7,5 mil mulheres de 18 a 25 anos na Costa Rica.

Embora todas devessem receber as três doses recomendadas da vacina em diferentes momentos, isso não foi feito com 20% das participantes, explicaram os pesquisadores. Assim, foram analisadas amostras de sangue de um grupo de 78 jovens que receberam uma dose única, em comparação com grupos de 120 a 192 mulheres que receberam duas ou três doses, como estava previsto. Eles descobriram que todas as mulheres dos três grupos tinham anticorpos contra as cepas virulentas 16 e 18 do HPV.

Esses anticorpos permaneceram no sangue durante o máximo de quatro anos, que é aproximadamente o tempo que os cientistas esperavam que a vacina fosse eficaz. Os níveis de anticorpos também mostraram um comportamento estável no tempo, apesar de serem sutilmente inferiores no grupo da dose única, o que sugere que estas "são respostas duradouras", informou o estudo.

O HPV pode causar câncer cervical (uterino), anal e orofaríngeo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer cervical é o segundo tipo de câncer mais comum em mulheres de todo o mundo e causa 500 mil novos casos e 250 mil mortes ao ano.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/11/dose-unica-de-vacina-contra-hpv-ja-evitaria-cancer-de-utero-diz-estudo-4323517.html

 

NOVEMBRO É MARCADO PELO COMBATE AO CÂNCER DE PRÓSTATA

Novembro azul   04/11/2013 

Depois do Outubro Rosa, novembro é o mês da campanha que busca conscientizar os homens sobre o câncer de próstata. 
Congresso Nacional e o Cristo Redentor serão iluminados de azul em apoio ao movimento.


Nesta segunda-feira (04), o Congresso Nacional homenageará durante plenária a campanha de conscientização sobre o câncer de próstata Novembro Azul. Após a homenagem, marcada para acontecer às 17h, o Congresso receberá uma iluminação azul em apoio à iniciativa. No Rio de Janeiro, o Cristo Redentor e a Igreja da Penha também receberão a luz azul.

Já nesta terça-feira, a Câmara dos Deputados lançará a Frente Parlamentar de Atenção Integral à Saúde do Homem, sob a liderança do deputado Jorge Silva (PROS-ES). O evento ocorrerá às 17h30. 

De acordo com o presidente da SBU, Aguinaldo Nardi, cerca de 30% dos pacientes do SUS são diagnosticados com câncer de próstata já avançado. Se forem descobertos no início, 90% dos casos são curáveis.

— Um a cada seis homens terá câncer de próstata e 1 a cada 36 morrerá da doença — afirma Nardi.

De acordo com ele, falta uma porta de entrada para o paciente masculino. Hoje, Centros de Referência da Mulher recebem as pacientes encaminhadas pelo programa de saúde da família, o que agiliza seu atendimento. Já o homem, se tiver suspeita de alguma doença, é encaminhado aos ambulatórios de especialidades e aguardará, talvez, meses para ter uma primeira consulta. Por isso, a SBU vai entregar uma lista de sugestões aos parlamentares, entre elas está a criação de Centros de Referência em Saúde do Homem, para melhorar seu acesso ao SUS.


O câncer de próstata 


O câncer de próstata é mais incidente que o câncer de mama, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), que em sua estimativa 2012/2013 apontou 60.180 novos casos de câncer de próstata e 52.680 de mama. Pesquisa* realizada pelo Datafolha para a SBU, em 2009, constatou que o preconceito com o exame de toque retal ainda é forte no Brasil. Apenas 32% dos homens brasileiros declararam já ter feito o exame. 


Confira entrevista com o oncologista Amândio Soares e entenda a doença:
O que é o câncer de próstata?


Amândio: Câncer, também conhecido como neoplasia, é uma doença na qual ocorre um crescimento exacerbado e desordenado de algumas células. No caso do câncer de próstata, essas células são originariamente da próstata, e podem invadir os tecidos e órgãos e espalhar-se para outras partes do corpo, o que denominamos metástases. 


Como se desenvolve?


Amândio: Habitualmente o câncer de próstata é uma doença indolente, de crescimento lento, habitualmente acometendo homens com idade acima de 50 anos. Embora não seja conhecida sua causa, é sabido que fatores genéticos estão envolvidos, sendo que homens com parentesco de 1° grau de neoplasia de próstata apresentam risco mais elevado de desenvolver a doença.


O que o paciente sente?


Amândio: Na fase inicial os pacientes não apresentam sintomas. Grande parte dos pacientes permanecerá assintomática ou terão sintomas urinários (dificuldade para urinar e aumento da freqüência urinária), posteriormente podendo evoluir para quadro de obstrução urinária, dor no reto ou óssea, fraqueza e desânimo.


Como se faz o diagnóstico?


Amândio: O diagnóstico de certeza é feito com a biópsia da próstata. Os pacientes que apresentarem no sangue aumento do antígeno prostático específico (PSA em inglês) e/ou alteração no toque retal são candidatos à realização de ultra-sonografia transretal com biópsia da próstata para verificar a presença da doença na próstata.


Como se trata?


Amândio: O tratamento do câncer da próstata é multidisciplinar, podendo envolver cirurgia, radioterapia, uso de hormônios ou quimioterapia. A escolha do tratamento ideal é feita dependendo do estágio da doença e das características de cada paciente. 


Qual é o prognóstico?


Amândio: O prognóstico no câncer de próstata está relacionado com o estágio da doença ao diagnóstico, o tipo de câncer (existem alguns tipos mais agressivos que outros) e o estado geral do paciente.


Existe maneira de fazer o diagnóstico precoce do câncer de próstata? 


Amândio: O diagnóstico precoce do câncer de próstata é feito através do uso da medida do PSA e do exame clínico periódico, como screening da doença. Entretanto, mesmo adotando esta prática para a detecção precoce da doença não foi observado que naqueles em que a doença foi diagnosticada mais precocemente a sobrevida elevou-se. É por esta razão que instituições como o Instituto Nacional do Câncer não recomenda a utilização do screening em câncer de próstata.


Existe cura para o câncer de próstata? 


Amândio: Sim, em vários casos, quando a doença é diagnosticada em fase inicial e o tratamento é adequado.


Deve-se operar ou não?


Amândio: Se a neoplasia de próstata é diagnosticada em estágios iniciais, a cirurgia é uma das opções terapêuticas, assim como a radioterapia e a braquiterapia.

* pesquisa realizada com 1.061 homens com idades entre 40 e 70 anos, de 10 capitais brasileiras (Belo Horizonte, Belém, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo). 


Novembro Azul




Homenagem à SBU e iluminação do Congresso Nacional
Data: 4 de novembro, segunda-feira
Hora: 17h
Local: Plenário do Senado Federal - Praça dos Três Poderes - Brasília

Lançamento da Frente Parlamentar de Atenção Integral a Saúde do Homem
Data: 5 de novembro, terça-feira
Hora: 17h30
Local: Anexo II, Plenário 7 - Câmara Federal - Praça dos Três Poderes - Brasília


 

TIME AMERICANO DE HÓQUEI INOVA EM UNIFORME



Atletas do Toledo Walleye utilizaram uniforme inspirado no filme 'Star Wars' 



O Toledo Walleye, time americano de hóquei, resolveu inovar no uniforme de seus jogadores. A equipe venfrentou o Kalamazoo Wings no último sábado(02), e os atletas do clube usaram camisas inspiradas no consagrado filme 'Star Wars'.

A iniciativa serviu para, além de 'animar' a torcida com os curiosos adereços, angariar fundos para a Sociedade Nacional de Esclerose Múltipla, já que as roupas foram leiloadas após a disputa do jogo.


A noite 'Star Wars' é um movimento já tradicional nos EUA, onde grandes e pequenas franquias celebram a épica série convidando os torcedores a irem fantasiados com adereços que remetem aos personagens do filme. Contudo, a equipe de Toledo, cidade pertencente ao estado de Ohio, foi além e aproveitou para ajudar aqueles que mais precisam.


FONTE:http://br.esporteinterativo.yahoo.com/noticias/spt--time-americano-de-h%C3%B3quei-inova-em-uniforme-180842521.html

COMO OS APLICATIVOS TÊM AJUDADO A MANTER UMA VIDA MAIS SAUDÁVEL

Saúde na ponta dos dedos   02/11/2013

Rafaela Cassel, de 11 anos, utiliza o celular para ajudar no controle da diabetes. 
Eles vêm trazendo soluções inovadoras para pessoas que sofrem com doenças, problemas para dormir ou que querem apenas cultivar hábitos mais saudáveis.


Aos que têm dificuldade de dormir, eles prometem noites tranquilas de sono. Aos que sofrem para acordar, despertam no horário adequado. Aos que querem fazer as pazes com a balança, oferecem opções de dietas, contam as calorias consumidas e até montam planos alimentares conforme os objetivos de cada um.

Para os que não estão enxergando muito bem, podem detectar alterações na retina. Para as que querem engravidar, oferecem gráficos que indicam o período fértil. E para as que não querem, lembram, diariamente, o horário de tomar a pílula anticoncepcional.
Não, eles não são hospitais móveis, nem “personal doctors”. Estes e muitos outros serviços, que podem ser alcançados ao toque do celular, são aplicativos voltados à saúde e ao bem-estar, uma nova febre que conquista cada vez mais os adeptos de smartphones. Batizados de m-Health (ou mobile Health — em português, Saúde Móvel), estes apps vêm auxiliando muitas pessoas a manter a saúde em dia. E ainda ajudam os médicos a monitorar seus pacientes ao permitir o compartilhamento de informações.

>> Confira uma seleção de aplicativos para a saúde feita pelo caderno Vida



Um diabético, por exemplo, pode enviar a quantidade de glicose no sangue e insulina injetada para conferência do seu médico. Os nutricionistas podem ter acesso ao registro do consumo de alimentos diário do paciente. Os educadores físicos podem controlar o treino dos alunos mesmo sem estar presente durante a atividade.

Além da praticidade de oferecer diversos serviços na palma da mão, os apps vêm trazendo soluções inovadoras para pessoas que sofrem com doenças crônicas, ajudando a controlar as enfermidades e a diminuir os riscos trazidos pelos transtornos. Alguns deles são possíveis com soluções simples que aproveitam a tecnologia do próprio celular, como é o caso de um aplicativo criado para proteger portadores da doença de Alzheimer. Através do GPS do dispositivo, o programa grava a posição geográfica do paciente a cada três minutos. A informação, com o registro da localização, é enviada ao médico e aos familiares. Caso o indivíduo ultrapasse uma área predeterminada, um alarme soa nos smartphones de todos eles.

Em outros casos, o casamento entre o celular e novas tecnologias permite realizar exames e até consultas médicas à distância. Um exemplo é o aplicativo que mede a pressão arterial e a pulsação. Para fazer a medição, uma braçadeira é conectada ao smartphone e realiza o registro no momento em que o usuário pressiona um botão do aplicativo. Os resultados do exame são registrados em um gráfico, que pode ser enviado ao médico em tempo real.


Tecnologia com bom senso
 O mercado de aplicativos voltados à saúde cresce a cada dia e tem gerado milhões de downloads ao redor do mundo. A força do fenômeno é tamanha que muitas universidades estão começando a construir centros especializados em m-Heatlh. Diante de tantas ofertas, como saber quais apps são confiáveis? No Brasil, os usuários devem aplicar o bom senso, pois o país ainda não tem um programa de governo que faça a avaliação dessas ferramentas, explica Ivan Torres Pisa, professor do Departamento de Informática em Saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Nos Estados Unidos, com o crescimento exponencial dos m-health, a agência norte-americana que regula alimentos e medicamentos (FDA) começou a auditá-los. Aprovados ou não pelos órgãos reguladores, a recomendação é sempre consultar um especialista antes de adotá-los.

— Nenhum aplicativo, por melhor que seja, substitui uma boa orientação médica — garante o cardiologista Rogério Sarmento Leite, diretor-técnico do Laboratório de Hemodinâmica do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul.

O ideal, segundo ele, é que a escolha dos apps seja feita junto ao especialista. Dessa forma, o paciente é orientado sobre a melhor forma de usar.

Foi esse tipo de controle que chamou a atenção da designer Gabriela Cassel, 40 anos. Mãe da Rafaela, ela conta que, quando a filha tinha oito anos, um exame de rotina detectou algo até então imperceptível: a garota era diabética.

Desde então, a menina passou a medir a glicemia em torno de 10 vezes por dia (por meio de uma gotinha de sangue colocada em um aparelho) e a realizar injeções de insulina cada vez que come. O que parecia um desafio para uma criança, ela logo tirou de letra.

— Com orientação médica e ajuda das novas tecnologias, estamos conseguindo manter um bom controle da doença — conta a mãe.

Hoje com 11 anos, Rafaela faz tudo isso com bastante rapidez e facilidade por meio de um aplicativo de celular recomendado pela médica, a endocrinologista-pediátrica Marcia Puñales. O programa, bastante comum entre diabéticos, realiza a contagem de insulina que deve ser aplicada a partir do que a pessoa come. Basta colocar a quantidade e o tipo de alimento que o app faz os cálculos em poucos segundos.

— Eu me sinto muito mais segura quando ela usa o aplicativo, pois a Rafaela é pequena, e as chances de errar os cálculos são grandes. Com o programa, ela fica sabendo a quantidade de insulina que deve injetar e faz tudo sozinha, na escola ou em casa — diz a mãe.

Para a médica Marcia Puñales, a vantagem é poder acompanhar a paciente quando quiser e onde estiver:

— Este aplicativo é bom porque eu consigo ajeitar a terapia dela no ato, sem a necessidade de aguardar nova consulta.

A opinião de especialistas
Ana Maria Feoli, coordenadora do curso de graduação em Nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

“Considero essa inovação tecnológica uma aliada ao tratamento nutricional, auxiliando o trabalho do profissional de saúde, nesse caso, do nutricionista. Esses aplicativos permitem uma maior autonomia do cliente para escolhas alimentares mais saudáveis, pois auxiliam na busca de informações nutricionais, na substituição de alimentos, no registro dos alimentos consumidos, alertam para horários de lanches e refeições, transformam os resultados em gráficos evolutivos. Enfim, estimulam e motivam as pessoas a conhecer mais sobre os alimentos, e isso promove a saúde.”

Rogério Sarmento Leite, cardiologista e diretor-técnico do Laboratório de Hemodinâmica do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul

“Esses aplicativos, por melhor que sejam, servem apenas como um referência, mas jamais substituem uma avaliação e acompanhamento de um profissional. Não se pode substituir o médico por informações fornecidas por um programa, pois nem sempre elas reproduzem a verdade. ”

Bruno Toledo, educador físico especialista em obesidade e emagrecimento pela Universidade Gama Filho/RJ
“Com o advento tecnológico, o uso de aplicativos para smartphones e tablets é uma excelente ferramenta para registro de dados sobre os exercícios físicos. Sem dúvida, eles podem auxiliar os praticantes de atividades físicas a melhorar o desempenho e proporcionar um feedback constante aos seus usuários.”
Marcia Puñales, endocrinologista-pediátrica do Instituto da Criança com Diabetes e do Hospital da Criança Conceição

“Sabemos que muitos pacientes, em especial os mais novos, adoram mexer em novas tecnologias, e esses aplicativos podem ajudar a engajá-los em determinados tratamentos. Eles devem ser considerados uma ferramenta extra para o controle de determinadas doenças. Muitos aplicativos têm melhorado a vida dos pacientes, principalmente dos diabéticos.” 


FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/vida/noticia/2013/11/como-os-aplicativos-tem-ajudado-a-manter-uma-vida-mais-saudavel-4320167.html

 

CIENTISTAS JAPONESES DESENVOLVEM TRATAMENTO ORAL PARA DIABETES

Nova esperança   01/11/2013

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 347 milhões de pessoas no mundo sofrem de diabetes. 
Composto ajuda o organismo a controlar a glicose.


Cientistas japoneses anunciaram nesta quinta-feira que estão mais perto de encontrar um tratamento oral para o diabetes, aumentando a esperança no combate a um mal que afeta cada vez mais pessoas em todo o mundo.

Os cientistas da Universidade de Tóquio disseram ter criado um composto que ajuda o organismo a controlar a glicose na corrente sanguínea. A glicose é um combustível vital para o funcionamento de todos os órgãos do corpo, mas uma quantidade excessiva é ruim. Em algumas pessoas, desencadeia a diabetes tipo 2, um mal que pode provocar doenças, acidentes vasculares cerebrais e problemas renais.

Os médicos afirmam que os casos de diabetes tipo 2 aumentaram consideravelmente nas últimas décadas, um fato que atribuem essencialmente ao aumento do número de obesos. Estudos demonstram que os obesos têm níveis mais reduzidos de adiponectina, hormônio que regula a glicose e aumenta a eficácia da insulina.

Os cientistas japoneses desenvolveram um componente chamado AdipoRon, que imita os efeitos do hormônio e sobrevive sem modificações ao trânsito digestivo.

O AdipoRon pode ser "um composto líder" em um possível tratamento oral para o diabetes, segundo Toshimasa Yamauchi, membro da equipe de cientistas e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Tóquio.

— Nosso objetivo é fazer testes clínicos dentro de alguns anos — explicou.

Os médicos aconselham às pessoas que sofrem de diabetes de tipo 2 um regime alimentar saudável e que façam exercícios, mas os cientistas dizem que às vezes isto é muito difícil de levar adiante.

"Uma dieta terapêutica não é fácil nem mesmo para as pessoas que gozam de boa saúde, menos ainda quando são obesas ou sofrem de uma doença. Um composto que possa imitar os tratamentos de dietas e exercícios para melhorar a saúde é há tempos um objetivo neste setor", afirmou a equipe em um comunicado de imprensa, cujos trabalhos foram publicados na internet pela revista científica Nature.

Os cientistas descobriram que a taxa de sobrevida de quatro meses para ratos obesos e diabéticos nutridos com alimentos muito gordurosos era de apenas 30%, enquanto essa taxa chegou a 95% para os mesmos tipos de ratos que receberam um regime alimentar equilibrado e de baixo índice de gordura.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 347 milhões de pessoas no mundo sofrem de diabetes.

Na diabetes tipo 1, a menos comum, o organismo não produz insulina suficiente. Pode ser tratada com injeções diárias, mas não pode ser curada. Aproximadamente 90% dos doentes sofrem de diabetes tipo 2, uma forma que, segundo a OMS, se deve, em grande medida, a um peso excessivo e ao sedentarismo, problemas cada vez mais graves em nível mundial.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/11/cientistas-japoneses-desenvolvem-tratamento-oral-para-diabetes-4319951.html

 

PORTO ALEGRE COMEMORA REDUÇÃO DE 23% DOS ÓBITOS POR DOENÇAS CEREBROVASCULARES

Dia Mundial de Combate ao AVC    29/10/2013

Segundo a OMS, o AVC atinge uma em cada seis pessoas no mundo. 
A capital conta com uma Linha de Cuidado do AVC, que tornou mais ágil e eficaz o socorro a pacientes com suspeita da doença.


Nesta terça-feira, dia mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), Porto Alegre tem motivos para comemorar. Segundo levantamento comparativo, no primeiro semestre de 2013, ocorreu a queda de 23% nos óbitos ocasionados por doenças cerebrovasculares, em comparação ao mesmo período de 2012.

No ano passado, foram registratadas 331 mortes por doenças cerebrovasculares. Já no anterior, foram 429 óbitos, o que representa uma redução de 98 mortes de um período ao outro.



Linha de Cuidado do AVC tornou mais ágil e eficaz o socorro a pacientes



Para tornar mais ágil e eficaz o socorro a pacientes com suspeita de estarem sendo vítimas de AVC, Porto Alegre conta, desde novembro de 2011, com a Linha de Cuidado do AVC, implantada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Ela é pioneira no país e serve de base ao Ministério da Saúde para regulamentar uma portaria estabelecendo normas de procedimentos na atenção à doença. 


O que motivou a SMS a investir na estruturação desse sistema foram dois fatos relevantes. O primeiro é que o AVC é uma das doenças que mais matam no mundo, atingindo uma em cada seis pessoas, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).


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Neurologista explica os principais fatores de risco e como evitar o AVC

O outro fato é que os acidentes neurovasculares são doenças tempo-dependentes — ou seja, quanto mais demora o atendimento, menores são as chances de o paciente sobreviver ou de se recuperar sem ficar com sequelas. O tempo ideal para o tratamento é de até quatro horas e meia. 


Saiba como ocorreu o treinamento para implantação do sistema


Para implantação do novo sistema de socorro, todos os serviços de urgência e emergência 24 horas do SUS em Porto Alegre foram treinados para reconhecer de imediato os sintomas de AVC, iniciar os procedimentos de salvamento e acionar o Samu o mais rápido possível.

Nessa situação, cabe ao Samu transferir o paciente para um dos locais dotados de equipamentos e profissionais para esse tipo de atendimento. São referências na Capital os hospitais de Clínicas de Porto Alegre, São Lucas, Conceição, Santa Casa de Misericórdia e de Pronto Socorro.

Ao dar entrada, a pessoa com suspeita do distúrbio é conduzida imediatamente para a unidade vascular — para avaliação e tratamento —, sem passar por atendimento no setor de emergência.



HÁBITOS SAUDÁVEIS PODEM EVITAR AVC

Dia Mundial de Combate ao AVC   29/10/2013 

Exercícios físicos ajudam a prevenir o AVC. 
Doença é responsável por seis milhões de mortes a cada ano.


Apontado como uma das principais causas de internação e morte no país, o acidente vascular cerebral (AVC) pode ser prevenido, em boa parte dos casos, com hábitos saudáveis no decorrer da vida, como a prática moderada de exercícios. No Dia Mundial de Combate ao AVC, lembrado nesta terça-feira, especialistas lembram que a busca por atendimento médico de emergência logo após o aparecimento dos primeiros sintomas é fundamental. O atendimento rápido garante que a aplicação dos medicamentos ocorra antes de quatro horas e meia, período considerado chave para reduzir a mortalidade.

De acordo com a Organização Mundial de AVC, a doença é responsável por seis milhões de mortes a cada ano. Dados do Ministério da Saúde mostram que entre 2000 e 2010, a mortalidade por acidente vascular cerebral no país caiu 32% na faixa etária até 70 anos, que concentra as mortes evitáveis.

 Apesar disso, só em 2010, mais de 33 mil pessoas morreram em decorrência de AVC nessa faixa etária.

Membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e presidente da Sociedade de Neurocirurgia do Rio de Janeiro, o médico Eduardo Barreto acredita que o desconhecimento da população sobre os sintomas é uma dos maiores dificuldades no combate ao AVC.

— Um dos maiores problemas que percebemos é o desconhecimento dos sintomas, que servem como sinal de alerta e, se fossem identificados adequadamente, poderiam evitar verdadeiras catástrofes provocadas pelo AVC — disse ele.

Quando o atendimento ocorre em tempo hábil é possível submeter o paciente a exames para determinar o tipo de AVC e a área do cérebro atingida e fazer os procedimentos necessários, como a injeção de medicamentos que dissolvem o coágulo. Segundo Barreto, com isso, as possibilidades de recuperação são muito maiores. 

Sem o diagnóstico precoce, o AVC pode provocar, com mais frequência, o comprometimento irreversível do cérebro, causando perda da noção das relações — capacidade de o paciente identificar se uma pessoa é sua mãe, esposa ou filha, por exemplo — sequelas motoras, como paralisia de pernas e braços e perdas de linguagem. A doença atinge principalmente idosos com mais de 60 anos de idade, porém há registros de ocorrências em jovens e recém-nascidos.

O AVC é causado pela interrupção brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral provocada por um coágulo, denominado isquêmico, ou o rompimento de um vaso sanguíneo provocando sangramento no cérebro, chamado hemorrágico. O AVC isquêmico é o mais comum, representando mais de 80% dos casos da doença.

A Organização Mundial de AVC recomenda, para saber se uma pessoa está tendo o problema, primeiramente pedir que ela sorria e verificar se o sorriso está torto. Em seguida, observar se ela consegue levantar os dois braços. Outro passo é notar se há alguma diferença na fala, se está arrastada ou enrolada. Caso seja identificado algum desses sinais, deve-se procurar imediatamente um serviço de saúde.


Principais sintomas do AVC:



— Fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo
— Dificuldade para falar, entender o interlocutor ou enxergar
— Tontura repentina
— Dor de cabeça muito forte



Assim que algum dessas situações for percebida, é preciso buscar imediatamente assistência médica de urgência.


Fatores que causam o AVC:



— Hipertensão
— Diabetes
— Fumo e álcool
— Colesterol alto
— Sedentarismo


FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/10/habitos-saudaveis-podem-prevenir-o-avc-4316676.html


CONHEÇA 10 MITOS E VERDADES SOBRE HEMORROIDAS

Incômodo   27/10/2013 

Ingestão de condimentos picantes não causa hemorroida. 
Constrangimento em falar no assunto colabora para a falta de informação.


Apesar de ser um problema bastante comum, as hemorroidas ainda são tabu para muitas pessoas. O médico Silvio Gabor esclarece os principais mitos e ou verdades em relação ao surgimento e ao tratamento desse incômodo. Confira:


01) Ficar sentado muito tempo no vaso sanitário favorece o aparecimento de hemorroidas: MITO




Não é o ato de ficar sentado que causa o problema, e sim o hábito que as pessoas constipadas têm de permanecer muito tempo no banheiro fazendo grande esforço para evacuar. Dessa forma, elas aumentam pressão sobre as veias hemorroidárias. Se a pessoa apresenta um bom funcionamento intestinal, nada acontecerá se passar horas nesta posição. O problema é imprimir força excessiva.


02) Hemorroida causa câncer: MITO



Hemorroida nunca vira câncer. Alguns sintomas da doença, no entanto, são parecidos com os apresentados quando se tem câncer do reto e ânus, como sangramento. Por isso, é importante ir atrás do diagnóstico correto, especialmente quem tem mais de 50 anos. 


03) Alimentos picantes aumentam o risco das hemorroidas aparecerem: MITO



A ingestão de condimentos não causa hemorroida. Porém, pessoas que já desenvolveram a doença não devem consumir esses alimentos por serem irritantes em tecidos inflamados, piorando os sintomas. A orientação para os pacientes é evitar itens cáusticos, que vão agredir as veias na saída das fezes. E priorizar uma dieta rica em fibras e abundante em líquidos.


04) Prisão de ventre causa hemorroida: VERDADE



A constipação intestinal é caracterizada pela dificuldade eventual ou constante de evacuar, tornando as fezes ressecadas. É uma alteração normalmente relacionada à má alimentação e a pouca ingestão de água. Se a pessoa já tem o problema, o esforço repetitivo, durante as evacuações, levará ao crescimento das veias, fazendo com que as hemorroidas internas se prolapsem e se exteriorizem. Por isso, a mudança de hábitos à mesa é fundamental tanto para a prevenção, quanto para o sucesso do tratamento das hemorroidas.


05) Andar de cavalo ou de bicicleta contribui com o aparecimento das hemorroidas: MITO


 

Isso só acontece se o indivíduo passar boa parte do seu dia em cima da cela ou do selim. Para quem já tem o problema, recomenda-se evitar esses meios de transporte. Atividades físicas como ciclismo e equitação também devem ser evitadas porque exercem pressão sobre a região anal. Em termos de atividades físicas, a ginástica favorece o bom funcionamento intestinal. A caminhada e a natação são indicadas e auxiliam, inclusive, no alívio dos sintomas do problema. O exercício melhora a circulação sanguínea, que, por sua vez, minimiza a inflamação associada à hemorroida. Também ajuda a manter o peso corporal saudável, reduzindo a pressão sobre as pequenas veias do ânus.


06) A gestação favorece a dilatação dos vasos do ânus e favorece o surgimento de hemorroidas: VERDADE


 

A maioria das grávidas têm hemorroidas, mas os sintomas geralmente são discretos e não necessitam 
de tratamento medicamentoso, apenas orientações de dieta. Os casos intensos requerem remédios. A cirurgia nesse período deve ser evitada sempre que possível. Muitas mulheres nunca sofreram com o problema, que só aparece na gestação, em razão do aumento de peso e da pressão exercida na região pélvica. É possível também que a dilatação da veia surja durante o segundo estágio do trabalho de parto. É preciso estar atento também ao período de amamentação, quando a mãe perde muita água para fabricar o leite materno.


07) Hemorroidas sempre causam dor na região anal: MITO



A dor não é um sintoma obrigatório. Sua ocorrência depende do tipo de hemorroida, sendo mais comum nas externas do que nas internas, e nas que têm saliências grandes. As hemorroidas incomodam quando se encontram exteriorizadas, inflamadas ou quando se complicam devido à trombose. As internas tendem a ser menos sintomáticas: o único sinal indicativo pode ser a presença de sangue na evacuação. As externas, por sua vez, são em geral sintomáticas, associadas a sangramentos e dor ao evacuar e sentar.


08) Uma das melhores formas de prevenir as hemorroidas é beber muita água: VERDADE



É obrigatório manter o processo digestivo em movimento. Para isso, vale beber pelo menos oito copos de água ou de qualquer bebida descafeinada por dia. Frutas, vegetais e grãos integrais importantes fontes de fibras, contêm água e ajudam na hidratação. Em quase metade dos casos de constipação intestinal, causa comum de aparecimento das hemorroidas, o consumo de alimentos com essas características é o melhor tratamento.


09) Sangramento na região anal, principalmente ao evacuar, é sempre causado pelas hemorroidas: MITO



Podem ocorrer disfunções como fissuras anais, fístulas, inflamações e tumores, que, como a hemorroida, provocam sangramento. "O sintoma pode aparecer em decorrência de doenças do esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, reto e canal anal. As mais frequentes, e benignas, são as hemangiomas do intestino fino, males inflamatórios e infecciosos do cólon e fissura anal. Já a maligna é o câncer do cólon e reto, cada vez mais comum, cujo atraso no diagnóstico piora as chances de cura. Por isso, é fundamental procurar um médico. 


10) Sexo anal pode provocar o aparecimento de hemorroidas: MITO



Não há relatos de que a prática é um fator desencadeante. O ato sexual pode causar microtraumas e fissuras na região, mas não chega a ser a causa do problema. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/10/conheca-10-mitos-e-verdades-sobre-hemorroidas-4313397.html


ENTREVISTA COM O NEUROLOGISTA DR. ALESSANDRO FINKELSZTEJN

Publicado em 20/10/2013


Médico Neurologista - Assistente do serviço de Neurologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Mestre em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Pesquisador Clínico na área de Esclerose Múltipla. Entrevista concedida em Copenhague - Dinamarca, durante o 29º ECTRIMS 2013.


TPM NA CABEÇA

26 de outubro de 2013     DIAS DIFÍCEIS
 
PESQUISADORES DA SUÉCIA DESCOBREM QUE O CÉREBRO FUNCIONA DE FORMA DIFERENCIADA DURANTE A TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL MAIS INTENSA, O QUE PODE SER PREVISTO POR MEIO DE EXAMES DE NEUROIMAGEM

 

“Mas essa tal de TPM está arruinando a minha vida, bandida, bandida. Eu não sei quem ela é, eu não sei o que fazer. Quando chega o dia dela, minha mulher quer me bater”, canta a irreverente banda de rock paulistana Velhas Virgens, em Essa Tal de TPM. Mesmo de forma cômica, os músicos captaram a percepção de quem convive com os desníveis de humor e de comportamento que acometem cerca de 80% das mulheres. Ainda que comum, a tensão pré-menstrual não tem explicação. A comunidade científica já testou uma série de possibilidades sem que ao menos uma se confirmasse por completo.

A pesquisadora Inger Poromaa, professora de obstetrícia e ginecologia do Departamento de Saúde das Mulheres e das Crianças da Universidade de Uppsala, na Suécia, pode estar chegando lá. Ela apresentou os resultados de um trabalho com mulheres diagnosticadas com o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) – uma espécie de TPM mais intensa – no 26º Congresso Europeu de Neuropsicofarmacologia, na Espanha.

Segundo Poromaa, durante a fase do ciclo menstrual em que os sintomas do transtorno se manifestam, as mulheres também apresentam uma função cerebral diferenciada. Não só isso: essa maior reatividade no cérebro pode ser visualizada em uma fase anterior do ciclo, prevendo uma certa vulnerabilidade ao transtorno. Para chegar às conclusões, a ginecologista submeteu 29 mulheres (15 com TDPM e 14 saudáveis) a exames de ressonância magnética no fim da fase folicular (primeiro dia de menstruação, quando há produção de folículos) e durante a fase lútea (segunda fase do ciclo menstrual, quando o útero está pronto para receber o óvulo).

Progesterona faz sintomas se intensificarem rapidamente

Existem dois principais hormônios femininos: a progesterona e o estrogênio. As duas primeiras semanas do ciclo menstrual, a fase folicular, são dominadas pelo estrogênio. Esse é o melhor momento do mês para as mulheres que sofrem de TDPM. A etapa seguinte, a ovulação, dura entre um e três dias. Logo depois, os hormônios invertem de posição. Na fase lútea, a progesterona sobressai.

À medida que o nível dela aumenta, os sintomas intensificam de forma rápida e com uma relação temporal – explica Poromaa.

A equipe liderada por Inger Poromaa estudou o processamento emocional em mulheres com TDPM exatamente nas fases folicular e lútea e, ao fazê-lo, relacionou manifestações comportamentais diretamente com a atividade de uma área específica do cérebro: a amígdala. Segundo Poromaa, essa região tem relevância específica para as mulheres com a desordem porque é rica em receptores de estrogênio e progesterona. Então, partiu da hipótese de que a maior reatividade da amígdala se daria na fase lútea. O grupo percebeu o oposto:

Mulheres com a desordem tiveram esse aumento no período em que estavam melhores, na fase folicular. Não houve alteração durante a fase lútea.

Os dados foram interpretados como um marcador de vulnerabilidade, como se houvesse uma linha de base na qual, mesmo sem sintomas, elas ainda apresentassem um aumento na reatividade da amígdala.

Esse alto nível de atividade responde a algum estímulo e um é, com certeza, a progesterona. Isso me diz que as mulheres com a desordem são altamente suscetíveis aos níveis de progesterona.

Tão logo os níveis da progesterona começam a aumentar, esses receptores da amígdala atenderão o estímulo hormonal.

Ainda assim, ficamos com a pergunta: o que, então, acontece na fase lútea? – questiona Poromaa.

A conclusão foi a de que a alta reatividade da amígdala é moldada também pela personalidade e pelo contexto social.

 

AJUSTES

 

Os novos resultados puderam ser obtidos ao ajustar alguns detalhes no estudo. Inicialmente, os estímulos usados eram de reconhecimento de face. Para o exame de ressonância magnética funcional – que mede a atividade das áreas do cérebro –, foram usadas imagens com apelo bastante negativo, que nem sempre provocaram essa reação nas participantes. O material foi então substituído por estímulos sociais. As mulheres com TDPM apresentaram aumento da reatividade da amígdala a estímulos sociais em comparação a estímulos não sociais na fase lútea.

Segundo o ginecologista Mário Vicente Giordano, da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro, esse resultado está a favor dos estudos modernos, que indicam que a TPM envolve questões genéticas e ambientais. Hoje, os estudos estão voltados para a hereditariedade genética:

Mas achamos que só isso não é possível. Talvez, algumas mulheres sejam mais suscetíveis a essa variação hormonal e desenvolvem os sintomas.

Giordano considera que as possíveis condições devem ser unidas à forma como a mulher vive, incluindo convívio social e profissional.

Se uma mulher está sob alto estresse e é mais sensível à variação hormonal, essas duas condições juntas podem desencadear o transtorno.


Hormônios em atuação
- Estrogênio: domina na fase folicular, nas duas primeiras semanas do ciclo menstrual. Etapa seguida da ovulação, que dura entre um e três dias.

-
 Progesterona: domina na fase lútea, que vem após a ovulação



SÓ PALIATIVOS

 

Sem uma causa definida e comprovada, não há um tratamento curativo para a tensão pré-menstrual (TPM) e sua versão mais grave. Hoje, mulheres buscam formas de pelo menos amenizar os sintomas dos transtornos. Uma vez por mês, Geruza Cássia de Oliveira, 34 anos, começa a discutir com o computador, dar respostas atravessadas aos colegas e não tolerar ingênuos questionamentos da família.

– Muita irritabilidade, paciência zero. Dou umas patadas e nem percebo. Depois disso, ou tenho uma grande euforia ou uma depressão inexplicável – relata.

A bancária considera seus sintomas totalmente emocionais, sem muito reflexo fisiológico. A reclamação é generalizada.

Eles viram para mim e falam: “Você está de TPM”. Eu penso: “Será?”. Olho no calendário e é mesmo.

Ainda assim, ela não considera os sintomas tão graves. A variação é comum entre as amigas, a irmã e a mãe. Geruza chegou a conversar com a ginecologista, que indicou uma medicação que deve ser tomada na semana em que os sintomas são esperados.

Como eu não gosto de remédio, resolvi deixar para lá. Faço atividade física que me ajuda a extravasar um pouco. Um boxe, por exemplo, para passar a vontade de bater em alguma coisa – ri.


Diretora do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Amanda Athayde explica que, entre os tratamentos disponíveis, estão os serotoninérgicos.

– Realmente, existe um déficit de serotonina nas mulheres com TPM, principalmente na fase pré-menstrual. Isso a gente resolve muito bem com esses medicamentos serotoninérgicos ou antidepressivos, que aumentam o nível de serotonina (substância que atua no cérebro, responsável pelo humor, apetite, entre outros sintomas) – explica.
 

O PERIGO INVISÍVEL DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

26 de outubro de 2013    SAÚDE DO CORAÇÃO

ESTUDO MOSTRA QUE A DEGRADAÇÃO DO AR, ALÉM DE GERAR PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS, TAMBÉM CAUSA DOENÇAS CARDIOVASCULARES.


Pesquisa produzida por cientistas norte-americanos e recém-divulgada deixou mais clara a relação entre a poluição atmosférica e problemas cardiovasculares. O estudo indica que a redução média de 3,9 microgramas por metro cúbico de material particulado no ar poderia prevenir até 8 mil internações anuais por acidentes cardiovasculares nos Estados Unidos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que a exposição diária aceitável a esse poluidor, que tem como principal fonte a queima de combustíveis fósseis, é de até 10 microgramas por metro cúbico de ar.

– No caso de idosos, quando se tem concentração maior de 10 microgramas por metro cúbico de ar, já se percebe um aumento de internações –, observa o médico An­tônio Leite Radicci, coordenador do Núcleo Saúde e Ar da Universidade Federal de Minas Gerais.

Ele explica que o material particulado é formado por partículas microscópicas, com tamanho inferior a 10 micrômetros (leia mais no quadro).

Essa partículas vencem as barreiras respiratórias e vão atingir os alvéolos pulmonares. Isso tem uma associação também com o câncer de pulmão – diz.

Além do sistema respiratório, o sistema cardiovascular também é prejudicado pelas partículas. Estudos indicam que a exposição prolongada ao material particulado e ao dióxido de nitrogênio está associada a acidentes cardiovasculares e disfunções cardíacas. Juntos podem causar aumento da pressão sanguínea e arritmias e, por consequência, mortes prematuras.

Dados da OMS indicam que até 3,3 milhões de pessoas morrem no mundo devido a doenças relacionadas aos diversos poluentes do ar. No Brasil, estima-­se que essa situação provocou a morte de 99 mil pessoas entre 2006 e 2011, apenas na Região Metropolitana de São Paulo.

Mais

R$ 31 milhões foram os gastos dos cofres públicos com internações devido a doenças relacionadas à poluição na capital paulista, segundo pesquisa coordenada pelos médicos Paulo Saldiva e Evangelina Vormittag e divulgada em setembro. Além de mostrar o custo dessas doenças, o estudo também apontou outra realidade: a pouca preocupação das autoridades para a medição e a manutenção de padrões de qualidade do ar. Na foto, a poluição atingindo a comunidade de Tsingtao, na China.

Ar tóxico

Os principais poluentes do ar e os níveis de concentração dessas substâncias estabelecidos como aceitáveis

Material particulado
Considerado o principal vilão da poluição para a saúde, é formado por partículas grossas e finas que entram no sistema respiratório, atingem os alvéolos pulmonares e a corrente sanguínea. Está associado a diversas doenças, podendo chegar a causar câncer de pulmão. As partículas chamadas grossas (MP10) têm de 2,5 a 10 micrômetros. Já as finas (MP2,5), são as de 2,4 micrômetros para menos. As primeiras se formam por meio de processos mecânicos, como pó produzido pelas obras. As partículas menores vêm da queima de combustíveis fósseis e biomassa. Os níveis anuais de exposição a esse tipo de material considerados aceitáveis pela OMS são de 20 microgramas por metro cúbico de ar para as partículas grossas e de 10 microgramas por metro cúbico de ar para as finas.

Dióxido de ozônio


Importante para proteger a terra dos efeitos nocivos dos raios solares, o ozônio prejudica a saúde do homem quando encontrado em grandes concentrações na troposfera (porção mais baixa da atmosfera). Pesquisas indicam um aumento no número de mortes por doenças respiratórias, principalmente entre as crianças, em dias em que a média de concentração de ozônio no ar durante oito horas é superior a 100 microgramas por metro cúbico de ar – valor considerado aceitável pela OMS.

Dióxido de nitrogênio
Esse gás está relacionado à queima de combustíveis, principalmente os utilizados por veículos pesados, como os caminhões. A OMS estabelece em 40 microgramas por metro cúbico de ar a concentração média anual aceitável para esse tipo de gás.

Dióxido de enxofre

Estudos indicam que esse poluente está associado a doenças respiratórios de crianças e à redução da função pulmonar de asmáticos. A exposição média ao dia ao dióxido de enxofre aceitável é de 20 microgramas por metro cúbico de ar.

Fonte: OMShttp://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a4313444.xml&template=3898.dwt&edition=23025&section=1028