NEGATIVA DE AUXÍLIO-DOENÇA DÁ DANO MORAL DE R$ 15 MIL

Esse post foi escrito em 9 de setembro, 2013 às 5:11 pm e está arquivado sob Uncategorized.

Negativa da perícia dá dano moral de R$ 15 mil



Até que ponto o INSS tem o direito de negar um benefício previdenciário sem que isso gere dano moral? Mesmo diante de doenças graves, a Previdência Social tem adotado uma postura de sair negando a todo custo o direito de trabalhadores doentes. Justamente na hora em que a pessoa mais precisa receber o dinheiro do seguro social, em razão do desemprego e da doença, o Instituto vira as costas para o segurado. Quando acontece a recusa ou a negativa de benefícios como aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença, caso o Judiciário realmente constate que ele é devido, determina-se o pagamento retroativo desde quando cessado indevidamente. Fora esse direito que a maioria conhece, a Justiça Federal de Pernambuco condenou o INSS a pagar R$ 15 mil a título de danos morais por ter negado um auxílio-doença.

Muitas vezes, o INSS de modo abusivo e arbitrário, por meio de sua perícia médica, tem negado com frequência direitos inegáveis. Pessoas que estão doentes e sem condições de trabalhar recebem precipitadas altas médicas, mesmo sem ter condições de voltar à labuta.

No caso em questão, uma segurada D.M.S. não conseguiu trabalhar por está acometida de doença gravíssima, a Esclerose Múltipla. Apesar de a doença na época justificar a concessão de uma aposentadoria por invalidez, ela pediu o auxílio-doença e, mesmo assim, foi negado. O INSS entendeu que ela estava ótima de saúde e que podia trabalhar normalmente.

Pelo erro do INSS a parte autora ficou 3 anos sem receber o benefício, passando privação financeira, além de ser atormentada pelos males de sua grave doença. Só depois de procurar a Justiça pode receber aposentadoria por invalidez. O médico da Justiça fez a seguinte consideração: “não se apresenta absolutamente razoável que tais pacientes, como a pericianda, cuja gravidade da doença que porta, bem como das sequelas que tal patologia traz – facilmente reconhecida por qualquer médico (inclusive os não especialistas na área) deixe de ser atendida através do imediato reconhecimento (infelizmente) da sua absoluta, inegável, progressiva e irreversível incapacidade laboral, devendo ser-lhe reconhecido do ponto de vista médico, de imediato, a sua incapacitação”.

Depois de conseguir a invalidez, ela voltou ao Judiciário para reivindicar o dano moral. E a Justiça entendeu que o ato do INSS foi errado em negar um direito, mesmo diante de doença grave. Por causa disso, a segurada foi condenada em R$ 15 mil de danos morais por ter negado um direito cristalino.

É praxe do INSS retardar o pagamento de benefícios indevidamente. Essa atitude muitas vezes extrapola a obrigação de o instituto pagar os atrasados, sendo necessário reparar também o dano moral da família. Por causa disso, o INSS pode ser demandado para arcar com a responsabilização civil ante a sua desídia ao cometer grave erro de avaliação da incapacidade dos trabalhadores, muitas vezes facilmente reconhecível por qualquer médico.

O dano moral por negativa de benefício previdenciário decorre da responsabilidade civil objetiva do INSS, que pode ser condenado independente da presença do dolo ou culpa. Todavia, não é toda negativa que gera dano moral, mas somente aquelas em que ficar comprovado que, mesmo existindo incapacidade e doença grave, há recusa injustificada da Previdência em concedê-lo e que esse ato cause repercussão negativa na vida do segurado, como ficar sem proventos, desemprego, ter de efetuar despesas caras com medicamentos, passar por necessidade financeira, contrair empréstimo etc. Até a próxima.



HOLANDESES NADAM 2 KM PARA DESTINAR FUNDO A ESTUDOS DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA

08/09/2013

Espectadores acompanham percurso de natação por canais de Amsterdã. 
Duas mil pessoas participaram da 2ª edição do 'Amsterdam City Swim'.
Esclerose lateral amiotrófica é doença que atinge físico Stephen Hawking.


Cerca de duas mil pessoas nadaram 2,013 km nos canais de Amsterdã neste domingo (8) para arrecadar dinheiro a pesquisas sobre esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa dos neurônios motores (responsáveis pelos movimentos) que compromete os músculos, da qual sofre o físico britânico Stephen Hawking há 50 anos.

Essa foi a segunda edição do "Amsterdam City Swim", que partiu da altura do Museu Marítimo da cidade.

No Brasil, a ELA atinge cerca de 12 mil pessoas. O problema ainda não tem causa conhecida, mas apenas 10% dos casos apresenta algum fator hereditário envolvido. A doença faz com que o cérebro deixe de comandar o corpo e pode até impedir a respiração. É geralmente confundida com esclerose múltipla (doença inflamatória), doenças reumatológicas ou ortopédicas.

Físico britânico Stephen Hawking tem ELA desde
os 21 anos, mas sua mente continua ativa.

Segundo médicos, quanto mais cedo a ELA for diagnosticada, melhor é o tratamento – para cura ou controle – e mais chances a pessoa tem de manter a qualidade de vida.

O diagnóstico demora em média 11 meses em países como Brasil e EUA. Isso porque essa é uma doença de difícil detecção, já que não existe nenhum exame de laboratório que indique alguma substância no sangue ou outro marcador com precisão.

É fundamental, portanto, que os próprios médicos e pacientes fiquem alerta para investigar a possibilidade de ser ELA caso o doente sinta fraqueza e atrofia musculares. Em geral, as pessoas costumam buscar ajuda primeiro nos ortopedistas, que podem não suspeitar do problema por estarem focados na sua especialidade.

O remédio usado pelos pacientes, oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS), ajuda a retardar o processo degenerativo, mas hoje, infelizmente, a maioria dos casos só recebe tratamento quando 50% dos neurônios motores já morreram.


 
 O holandês Rutger de Graaf, de 38 anos, que sofre há 20 anos de uma variação da ELA (chamada esclerose lateral primária), participou da competição neste domingo.



 Participantes saíram neste domingo (8) da altura do Museu Marítimo.


 Meta é arrecadar fundos para doença degenerativa dos neurônios motores.

CONHEÇA MITOS E VERDADES SOBRE A EPILEPSIA

Doença neurológica    08/09/2013 

Epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro. 
Problema pode surgir em qualquer idade.


A epilepsia é uma doença neurológica crônica que afeta cerca de 65 milhões de pessoas, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, temos aproximadamente 1,9 milhão portadores de epilepsia, e, infelizmente, grande parte ainda não tem um controle adequado das crises ou não recebe tratamento algum, tanto por desconhecimento dos profissionais da área da saúde como por desinformação da população.

O médico neurocirurgião Paulo Porto de Melo explica que a epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial, se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. 

Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, o que não significa que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente — diz o especialista.

A doença não é contagiosa e pode surgir em qualquer idade. 


A epilepsia é um conjunto de doenças e é preciso estabelecer a causa exata das crises para estabelecer a melhor conduta. As causas vão desde doenças estruturais como neurocisticercose, derrames, tumores e sequela de acidentes até predisposição genética — relata o médico. 

Muitas vezes, a sua causa é desconhecida, mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não. Traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas também facilitam o aparecimento da epilepsia. Em 70% dos casos as crises são controláveis e muitas pessoas que têm epilepsia levam uma vida normal. 

As drogas antiepilépticas são eficazes na maioria dos casos, e os efeitos colaterais têm sido diminuídos. Também existe uma dieta especial, hipercalórica, rica em lipídios, que é utilizada geralmente em crianças e deve ser muito bem orientada por um profissional competente. Em determinados casos, a cirurgia é uma alternativa — afirma o especialista.

Segundo a OMS, cerca de 5% da população terá, ao menos, uma crise na vida. Por isso, o médico afirma que é importante entender um pouco mais sobre a doença que ainda é rodeada de muitos mitos. Ele esclarece as principais dúvidas sobre o assunto.

Confira: 


MITO: durante uma crise devemos impedir que o paciente engula sua própria língua

Esse é um erro comum e perigoso. A língua não enrola e o paciente não é capaz de engoli-la. Não se deve em hipótese alguma introduzir os dedos dentro da boca do paciente (pelo risco de lesões graves nos dedos) e tampouco introduzir objetos rígidos (pelo risco de lesões dentárias e gengivais graves). O correto é virar o paciente de lado, protegê-lo, deixar que a saliva escorra e aguardar calmamente que a crise acabe, o que ocorre geralmente antes de 3 minutos.


VERDADE: as crises podem ser bem controladas com medicamentos

O uso regular de uma ou duas medicações é capaz de controlar adequadamente as crises em 70% dos casos. Muitos dessas medicações são distribuídas gratuitamente na rede pública.


MITO: convulsão e ataque epiléptico são sinônimos

A convulsão é apenas um tipo de ataque epilético. A convulsão é mais intensa, aonde o paciente perde os sentidos e se debate, podendo morder a língua e urinar na roupa. Mas existem crises mais fracas, manifestas por breves desligamentos, formigamentos ou contrações restritas a alguns grupos musculares. Se ocorrerem de maneira recorrente, configuram epilepsia.


MITO: epilepsia tem tratamento, mas não tem cura

Existe a possibilidade de cura em alguns casos. Seja porque o paciente ficou muito tempo sem ter crises (mínimo de dois anos) e a medicação foi descontinuada sem recorrência das crises, após um procedimento cirúrgico que retirou a causa das crises, ou pelo próprio amadurecimento do cérebro em alguns tipos de epilepsias infantis.


MITO: a saliva durante uma convulsão pode transmitir a doença

A epilepsia não é uma doença contagiosa. Paulo Porto de Melo garante que o contato com a saliva do paciente de maneira alguma torna a outra pessoa epiléptica. No entanto, a saliva pode transmitir (mesmo que raramente) algumas doenças infecciosas. Por isso não é recomendado o contato desnecessário com a saliva de um desconhecido sem mecanismos de proteção.


MITO: devemos dar dose extra do remédio ao paciente quando ocorre uma crise
 
As medicações devem ser mantidas nos horários acertados pelo médico. Não devemos dar remédio extra durante ou logo após a crise, sob o risco do medicamento ir parar nos pulmões devido a sonolência. Também não devemos passar água fria e muito menos álcool no rosto do paciente, pois são medidas absolutamente inefetivas.


MITO: pacientes com epilepsia têm dificuldades mentais

A maioria dos pacientes com epilepsia tem inteligência absolutamente normal, alguns até acima da média. Uma pequena parcela apresenta patologias que causam dificuldade intelectual associada às crises.


VERDADE: o paciente com epilepsia pode levar uma vida normal

Pacientes bem controlados podem e devem trabalhar, praticar esportes, casar, ter filhos, etc. Até mesmo dirigir o paciente pode após dois anos de controle e bom seguimento clínico. 


 

SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA RENAL CRÔNICA E VEJA COMO SE PREVENIR

Cuide-se   06/09/2013 

Processo de filtragem do sangue com eliminação das toxinas e do excesso de líquido acumulado é uma das alternativas de tratamento para a doença em estágio avançado. 
Diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento do problema.


A doença renal crônica é caracterizada pela perda lenta e progressiva da função renal. 

Geralmente silenciosa, ela se manifesta somente quando já está em estágio avançado. Entre as suas principais causas estão o diabetes e a hipertensão arterial: os níveis elevados de pressão arterial causam um estreitamento dos vasos dos rins e os néfrons (espécie de filtros nos rins) são destruídos progressivamente por falta de irrigação. 

Anemia, doença óssea (a vitamina D mais ativa é produzida no rim) e elevação da pressão arterial são algumas de suas consequências mais graves. Existem cinco estágios da doença, de acordo com o grau de lesão e perda da função renal. No estágio cinco, quando o paciente já perdeu mais de 85% da função renal, é necessária uma terapia de substituição.


Diagnóstico precoce é fundamental 


Quando a doença é diagnosticada em fase inicial, ela tem tratamento e pode ser controlada. 

— Medir os índices de creatinina no sangue é uma maneira simples e eficaz de saber se os rins estão funcionando normalmente. É um exame realizado nos mesmos moldes dos testes de glicose e de tantos outros exames de sangue muito comuns. A insuficiência renal é uma doença silenciosa; o paciente só percebe os sintomas quando já está em estágios avançados e deve ser encaminhados para diálise ou para o transplante renal — informa o nefrologista, professor da USP e Presidente da Sociedade Paulista de Nefrologia, Hugo Abensur. 

A creatinina é um metabólito que circula pelo sangue e serve como um marcador do funcionamento dos rins. É derivada da creatina, substância produzida pela musculatura que, ao transformar-se em creatinina, deve ser eliminada pelos rins. O valor da creatinina em indivíduos normais apresenta uma variação em relação ao sexo e ao volume de massa muscular. A sua concentração no sangue é maior nos homens e nos atletas. Nas mulheres, crianças e idosos, a concentração sanguínea é, proporcionalmente, menor. Seus valores aumentam à medida que ocorre a diminuição da função dos rins. Por isso, são utilizados como marcadores da função renal. Os aumentos se tornam significativos quando existe uma perda de mais de 50% da função dos rins. 


Tratamentos e o papel da vitamina D 


A doença renal crônica em estágio avançado pode afetar a função óssea, levando o paciente a fraturas constantes, dores crônicas, problemas vasculares e morte prematura. Esta condição, chamada de Hiperparatiroidismo Secundário, pode ser controlada por outro teste simples de sangue, que mede a concentração de cálcio, permitindo melhor controle dos níveis de vitamina D e, consequentemente, melhor qualidade de vida para o paciente já em estágio avançado da doença. 

Para o controle geral da doença em estágio avançado, existem duas opções de tratamento: transplante renal, que oferece melhor qualidade de vida e maior sobrevida e a diálise, processo de filtragem do sangue com eliminação das toxinas e do excesso de líquido acumulado, que deve ser realizado, em sessões semanais, geralmente em ambiente hospitalar ou em clínicas especializadas.


Como se prevenir 


Hábitos alimentares saudáveis, manter o peso adequado e não fumar são algumas das medidas que podem prevenir a doença renal crônica. 

— Com estas atitudes e o diagnóstico precoce, podemos diminuir ou até mesmo evitar a progressão desta doença que causa tantos transtornos para o paciente e de custo elevadíssimo para nossa sociedade — acrescenta o nefrologista. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/09/saiba-mais-sobre-a-doenca-renal-cronica-e-veja-como-se-prevenir-4259049.html

 

COMISSÃO APROVA AMPLIAÇÃO DE LISTA DE DOENÇAS INCAPACITANTES PARA O TRABALHO

06/09/2013




Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira, 4 de setembro, proposta que aumenta a lista de doenças incapacitantes, que dão direito à aposentadoria por invalidez. O texto inclui: hepatologia grave; doença pulmonar crônica com insuficiência respiratória; amputação de membros inferiores ou superiores; miastenia (perturbação da junção neuromuscular) grave; acuidade visual, igual ou inferior a 0,20 em um ou nos dois olhos, quando ambos forem comprometidos; e esclerose sistêmica.

Atualmente, duas leis definem as doenças graves, contagiosas ou incuráveis que dão direito à aposentadoria: a 8.112/90, que se refere aos funcionários públicos, e a 8.213/91, que regulamenta os planos da Previdência Social para o setor privado.

“A proposta se baseia em pesquisas efetuadas em unidades de juntas médicas e em consultas a especialistas que atestam tratar-se de doenças que comprometem seriamente a capacidade laboral”, sustenta o relator na comissão, deputado Chico Lopes (PCdoB-CE).

Ele chama a atenção para um possível vício de iniciativa em relação à parte que trata dos servidores públicos, uma vez que a iniciativa deveria ser do Poder Executivo e não do Legislativo. A proposta aprovada é o Projeto de Lei 4082/12, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). “Como cabe a essa comissão analisar apenas o mérito, votamos pela aprovação”, reiterou Lopes.

Pelo projeto, ficam isentos do Imposto de Renda os valores do benefício recebido a título de aposentadoria ou pensão por doença incapacitante de caráter permanente. A isenção aplica-se também a planos de previdência complementar e seguro de vida. Ainda segundo a proposta, havendo sequelas físicas ou psicológicas, o segurado continuará recebendo o benefício mesmo após tratamento que afaste os sintomas da doença.

A lei 8.112/90 relaciona como incapacitantes as seguintes doenças: tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira posterior ao ingresso no serviço público, hanseníase, cardiopatia grave, doença de Parkinson, paralisia irreversível e incapacitante, espondiloartrose anquilosante (lesão entre as vértebras da coluna), nefropatia grave, estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante) e Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids).

A lei que regula o setor privado (8.213/91) traz praticamente as mesmas doenças. Exclui apenas tuberculose ativa e hanseníase, mas inclui contaminação por radiação.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será ainda analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: Agência Câmara de Notícias
  

CONHEÇA 13 ALIMENTOS QUE PODEM MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA

Superalimentos   05/09/2013 

Romã atua na redução do colesterol e no combate ao envelhecimento precoce. 
Além de fornecer nutrientes, eles ajudam a prevenir doenças.


Alguns alimentos são capazes de trazer diversos benefícios para o organismo, indo muito além da nutrição. 

Esses produtos apresentam em sua composição muitas vitaminas, minerais, fibras e compostos de ação antioxidante e, por isso, são capazes de ajudar na manutenção do peso, na redução do colesterol, do risco de doenças cardiovasculares e de câncer, ou seja, além de nutrirem o organismo, melhoram a qualidade de vida — afirma a nutricionista Thais Souza, da rede Mundo Verde.

A especialista cita os principais "superalimentos" e suas funções: 


Castanha do Brasil 

É uma oleaginosa tipicamente nacional e uma das principais fontes de selênio, sendo que em uma unidade a necessidade diária do mineral já é suprida. Seus antioxidantes retardam o envelhecimento precoce da pele e previnem o aparecimento de doenças degenerativas. Suas gorduras insaturadas atuam na redução do colesterol, triglicerídeos e auxiliam na regularização da pressão arterial. É fonte de cálcio e magnésio, combinação perfeita para uma saúde óssea em dia. Possui em sua composição a vitamina E, que quando em deficiência compromete a função cognitiva, seu consumo adequado auxilia na melhora memória e concentração.


Quinua

Planta oriunda da cordilheira dos Andes foi considerada pela FAO (Food and Agriculture Organization) como ideal para consumo humano por seu alto valor nutricional. Contém boa quantidade de fibras e proteínas de ótima qualidade, sendo considerada superior à de cereais como o arroz, o trigo e o milho. A quinua possui quantidade considerável de minerais como zinco, ferro, cálcio, potássio, magnésio e manganês e vitaminas B2 e E. Fonte ainda dos ácidos graxos ômegas 3 e 6. Por ser fonte, também, de fibras e gorduras insaturadas auxilia na regularização dos níveis de colesterol, protegendo a saúde do coração.


Maca peruana 

É fonte de cálcio e magnésio, minerais essenciais à saúde óssea. Fonte ainda de gorduras, como o ácido palmítico e a vitamina E, relacionados à formação de hormônios sexuais em nosso organismo, auxiliando no aumento da libido. O zinco é um mineral que aumenta os níveis do hormônio testosterona e a produção de sêmen, sua deficiência leva à falha na ovulação e diminuição do desejo sexual, em mulheres, nos homens, pode causar impotência. 


Açaí

Por seus antioxidantes, tem a capacidade de combater e neutralizar a ação dos radicais livres, prevenindo contra doenças cardiovasculares e circulatórias, câncer, diabetes e Alzheimer. Algumas pesquisas apontam que o açaí pode colaborar no tratamento contra infecção por Helicobacter pylori, bactéria causadora da gastrite, prevenindo o desenvolvimento do câncer gástrico. Fonte de gorduras insaturadas, ajuda a diminuir os níveis de colesterol ruim e controla a pressão arterial.


Cacau

Rico em antioxidantes, seu consumo reduz o risco de doenças do coração, diminui as taxas de colesterol e a pressão arterial. Alguns estudos comprovam que a ingestão de cacau pode melhorar a resistência à insulina em portadores de diabetes tipo 2. O consumo regular de cacau protege contra os danos causados pela poluição e exposição ao sol.


Goji berries

São frutas vermelhas, parecidas com uvas, originárias do noroeste da China e do Tibete. As bagas goji são uma fonte rica de carotenoides beta-caroteno e zeaxantina, que desempenham um papel fundamental em manter a retina saudável. Têm efeito protetor contra doenças cardiovasculares e inflamatórias. Estimulam o sistema imunológico e tem propriedades protetoras contra diversos tipos de câncer. Ainda devido aos seus efeitos antioxidantes, é considerada uma fruta aliada a longevidade.


Cranberry

Fruta pequena, de cor vermelho escuro, nativa do leste da América do Norte. Usada no tratamento de problemas do trato urinário, como: ardência ao urinar, necessidade frequente de ir ao banheiro, dor na parte inferior do abdome. Também tem a propriedade de inibir a colonização bacteriana na superfície dentária, evitando o desenvolvimento de cáries e doenças periodontais.


Romã

Os ácidos gálico, elágico e protocatequínico presentes na romã, são antioxidantes que neutralizam os radicais livres que danificam as células, desencadeando o câncer. A fruta também atua na redução do colesterol e no combate ao envelhecimento precoce.


Chia, linhaça, óleo de peixe

Ricos em omega 3, seu consumo está associado a proteção contra doenças cardiovasculares e também a melhora de funções cerebrais (memória, concentração e desempenho). 


Soja

Fonte de proteínas de alto valor biológico, fibras, vitaminas do complexo B, vitamina E e minerais como ferro, cálcio, fósforo e potássio, além de isoflavonas. Pesquisas demonstram que o consumo de soja reduz o risco de doenças do coração diabetes, osteoporose, alguns tipos de câncer como o de mama, colo do útero e próstata e constipação intestinal. A soja também atua na prevenção da tensão pré-menstrual (TPM) e nos sintomas da menopausa.


Spirulina havaiana

É uma microalga verde-azulada que é rica em proteínas, vitaminas e minerais. É fonte do ácido gama-linolênico (GLA), que tem demonstrado resultados interessantes no tratamento de artrites, doenças cardiovasculares e obesidade. Promove a sensação de saciedade, reduzindo o apetite.


Chlorella

É um tipo de alga verde, que cresce em água doce. Sua coloração verde deve-se à grande quantidade de clorofila que possui, tendo a capacidade de eliminar toxinas e metais pesados do organismo. Seu consumo prolonga a juventude, combate à falta de energia e fadiga crônica, além de fortalecer a imunidade.


Geleia real

Seu consumo é sugerido para manter a saúde e melhorar o funcionamento do organismo. Por causa dos antioxidantes, esse tipo de alimento está relacionado ao retardo no envelhecimento, beleza e rejuvenescimento da pele. As vitaminas do complexo B, presentes na geleia real, atuam na formação de neurônios e auxiliam no combate aos sintomas de depressão. Fortalece também o sistema imunológico.


 

SONO AUMENTA PRODUÇÃO DE CÉLULAS NO CÉREBRO, REVELA ESTUDO

Sexta-feira, 6 de Setembro de 2013 

Dormir eleva a produção de células que produzem uma substância estimuladora conhecida como mielina, responsável por proteger o circuito neural, concluíram cientistas norte-americanos, que acreditam ter descoberto mais um motivo para incentivar as pessoas a tentar ter uma boa noite de sono

A pesquisa, realizada até agora apenas com ratos de laboratório, pode ajudar a entender a acção do sono na reparação e no crescimento do cérebro, além de ajudar no combate à esclerose múltipla, disse a equipa de cientistas da Universidade de Wisconsin.
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A descoberta foi publicada na revista científica Journal of Neuroscience.

A equipa liderada pela cientista norte-americana Chiara Cirelli, da Universidade de Wisconsin, descobriu que a taxa de crescimento das células produtoras de mielina duplicou enquanto os ratos dormiam.

O aumento ocorreu com maior intensidade durante o período associado ao sonho - designado de REM ou «movimento rápido dos olhos» - e foi produzido por genes.

Em contrapartida, genes envolvidos na morte das células e em respostas de stresse passaram a ser observados quando as cobaias foram forçadas a permanecer acordadas.

O motivo pelo qual os seres humanos precisam de dormir intriga os cientistas há séculos. Já se sabe que uma boa noite de sono ajuda o corpo a repor a energia e garante o seu bom funcionamento, mas o processo biológico que ocorre durante esse período só começou a ser estudado recentemente.

«Durante muito tempo, os cientistas concentraram esforços para comparar a actividade cerebral quando estamos a dormir e quando estamos acordados», explica Cirelli. «Agora, está claro que a maneira como operam outras células de apoio no sistema nervoso também muda significativamente se estivermos a dormir ou acordados», acrescentou.

Os cientistas afirmam que as suas descobertas indicam que a perda de sono pode agravar alguns sintomas da esclerose múltipla, doença que prejudica a produção de mielina.

Na esclerose múltipla, o sistema imunológico ataca e destrói o revestimento de mielina dos neurónios, da medula e do cordão espinhal.

Segundo Cirelli, estudos posteriores poderão observar se o sono afecta ou não os sintomas da esclerose múltipla.

Acrescentou que a sua equipa também vai examinar se a falta de sono, especialmente durante a adolescência, pode gerar efeitos nocivos de longo prazo para o cérebro.

De acordo com o Instituto Americano de Transtornos Neurológicos e de Acidente Vascular Cerebral, dormir ajuda o sistema nervoso a funcionar correctamente.

Um sono profundo coincide com a libertação da hormona do crescimento em crianças e em jovens adultos. Muitas das células do corpo também registam elevação da produção e redução da quebra de proteínas durante esse período.

Dado que as proteínas ajudam o crescimento das células e a reparação dos danos causados por stresse e raios ultravioletas, uma boa noite de sono realmente pode significar o «sono da beleza», acrescenta a instituição.


PARAÍBA TRATA ESCLEROSE MÚLTIPLA E TENTA INDENTIFICAR CASOS, DIAGNÓSTICO TARDIO DIFICULTA TRATAMENTO

05 de Setembro de 2013



O Governo do Estado  coloca a disposição da população paraibana o primeiro Centro de Referência em Esclerose Múltipla da Paraíba (Crem-PB) que funciona na Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad). 115 pacientes estão cadastrados no Serviço, mas a Paraíba possui hoje 165 pessoas portadoras da doença.

De acordo com a coordenadora do Serviço, a neurologista Bianca Oliveira, a esclerose múltipla, por ser uma doença de sintomas variados o diagnóstico geralmente é tardio. “Não se tem uma noção exata e precisa da causa por isso ela não tem cura, mas tem tratamento e controle”, explicou.

Ela afirmou que o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde, Funad, Associação Paraibana de Esclerose Múltipla da Paraíba e secretarias municipais de saúde estão realizando busca ativa em toda a Paraíba com objetivo de identificar outros pacientes portadores dessa doença. Ela disse que em julho desse ano houve uma capacitação com todos os médicos, enfermeiros e fisioterapeutas que trabalham no Programa de Saúde da Família de João Pessoa sobre sintomas, diagnóstico e tratamento da doença. “O objetivo é disseminar informações sobre a doença junto à sociedade e entre a própria classe médica para que fiquem atentos aos sintomas e façam o encaminhamento para o tratamento adequado”, explicou Bianca Oliveira.

O Centro de Referência oferece os seguintes serviços: Distribuição de medicamentos; Atendimento neurológico especializado; Orientação no uso da medicação; Visitas domiciliares aos pacientes e a Participação em eventos científicos. A equipe multiprofissional do Crem-PB é composta por médico neurologista, enfermeiro, técnico de enfermagem, assistente social, fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista e farmacêutico. O serviço funciona de 2ª a 6ª, das 07h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30. Para outras informações, a população pode ligar para os telefones (083) 3214-7879, 3243-8466 e 3243-8763, ramal 206.

A doença – A esclerose múltipla é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, responsável pelo controle geral do organismo, como funcionamento de órgãos e percepção dos sentidos. Ela é auto-imune – quando o corpo reage contra suas próprias células e tecidos por uma falha no sistema imunológico – e tem evolução crônica que pode levar a sequelas motoras e sensoriais.

A doença não tem cura, mas pode ser tratada com medicamentos. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor para o tratamento. Os sintomas mais comuns são: dormência em qualquer parte do corpo, perda das funções motoras, visão dupla ou perda momentânea da visão, dor sem causa específica, dificuldade para caminhar, paralisias (facial, pernas, braços), fadiga, desequilíbrio, tremores e dificuldades de controlar os movimentos, entre outros. A doença atinge principalmente adultos jovens entre 20 e 40 anos, sendo na grande maioria do sexo feminino e de pele branca.

Entenda - Esclerose múltipla (EM), ou esclerose em placas também designada por "esclerose disseminada", é uma doença desmielinizante de etiologia ainda desconhecida, caracterizada por uma reacção inflamatória na qual são danificadas as bainhas de mielinaque envolvem os axónios dos neurónios cerebrais e medulares, levando à suadesmielinização e ao aparecimento de um vasto quadro de sinais e sintomas.1 A doença manifesta-se geralmente em jovens adultos e é mais frequente em mulheres numa razão de cerca de 3:1.1 A sua prevalência varia consoante a situação geográfica estudada, entre 2 e mais de 150 casos em cada 100 000 indivíduos, nos países tropicais e nos países nórdicos respetivamente .2 3 A EM foi descrita pela primeira vez em 1868 por Jean-Martin Charcot.4

Devido a esta desmielinização, a EM afecta a capacidade das células nervosas do cérebro e da medula espinhal comunicarem entre si de forma eficaz. As células nervosas comunicam entre si através da transmissão de impulsos eléctricos, designados por potenciais de acção, ao longo dos seus filamentos extensos designados por axónios, os quais estão envolvidos por uma substância isolante chamada mielina. Na EM, o próprio sistema imunitário do corpo ataca e destrói a mielina. Uma vez destruída, os axónios deixam de poder transmitir o potencial de acção de um neurónio ao neurónio seguinte ficando assim a condução do estímulo nervoso interrompida.5 O termo "esclerose múltipla" é uma referência às lesões, ou escleroses, que ocorrem sobretudo na substância branca do cérebro, cerebelo e medula espinal, que é constituída principalmente por fibras nervosas revestidas de mielina.4 

Embora sejam plenamente conhecidos os mecanismos envolvidos no desenvolvimento da doença, a causa é ainda desconhecida. As teorias plausíveis inclinam-se para uma causa genética,infecciosa ou muito provavelmente imunológica. Ultimamente descobriu-se que os pacientes com EM têm anomalias da drenagem venosa cerebral ou medular CCSVI, mas não pode ainda ser afirmado que esta patologia seja a causa da EM. Também foram identificados alguns factores de risco ambientais.5 6 7
A doença pode manifestar-se através de praticamente qualquer sintoma neurológico, dependente da localização da placa de desmielinização, e frequentemente evolui com a perda de capacidades físicas e cognitivas.5 A EM pode assumir várias formas, e cada novo sintoma pode ocorrer em ataques discretos e isolados (forma recrudescente) ou os sintomas podem-se ir acumulando ao longo do tempo (forma progressiva).8 Entre cada ataque, a sintomatologia pode desaparecer por completo, embora normalmente se verifiquem sequelas neurológicas permanentes, sobretudo à medida que a doença progride.8

Não se conhece uma cura eficaz contra a esclerose múltipla. O tratamento baseia-se na tentativa de melhoria das funções fisológicas comprometidas depois de um ataque, na prevenção de novos episódios e na prevenção da degenerescência .5 A medicação para a EM pode apresentar vários efeitos colaterais e mesmo ser mal tolerada pelo organismo, o que leva a que muitas pessoas procurem tratamentos alternativos, apesar da falta de evidências científicas que os confirmem. É difícil obter um prognóstico preciso; depende do sub-tipo da doença, da característica individual da doença, dos sintomas iniciais e do grau de degenerescência que o indivíduo apresenta à medida que a doença progride.9 A esperança de vida em doentes de EM é de cerca de cinco a dez anos inferior à restante população.1

Sinais e sintomas

 

 

Principais sintomas da esclerose múltipla 
 
O indivíduo com EM pode experimentar praticamente qualquer sinal ou sintoma neurológico, incluindo alterações sensoriais como a perda de sensibilidade táctil ou formigueiro,parestesia, fadiga muscular, clónus, espasmos musculares ou dificuldades locomotoras; dificuldades na coordenação e de equilíbrio (ataxia); dificuldades na fala (disartria) ou na deglutição (disfagia); problemas visuais tais como fosfeno, diplopia, nistagmo, na sequência de uma neurite óptica.10 11 Fadiga, dor aguda ou crónica e dificuldades miccionais e doperistaltismo intestinal com obstipação secundária.1 São também comuns vários graus de degradação da capacidade cognitiva, bem como sintomas de depressão nervosa e humor instável, alternando entre episódios de choro e de alegria eufórica.1 São também característicos da EM, embora não exclusivos, fenómeno de Uhthoff, um agravamento dos sintomas em função da exposição a temperaturas superiores ao normal, e o sinal de Lhermitte, uma sensação de corrente eléctrica que irradia pela coluna vertebral ao dobrar o pescoço.1

Nistagmo 

Os sintomas da EM pioram normalmente durante episódios agudos de agravamento, designados por recaídas ou agudizações, ou devido a uma degenerescência progressiva e contínua das funções neurológicas, ou ainda uma conjugação de ambos.8 As recaídas da EM são quase sempre imprevisíveis, ocorrem sem aviso prévio e sem causa aparente, a um ritmo raramente superior a um episódio e meio por ano.1Alguns ataques, no entanto, são antecedidos por estímulos comuns. As recaídas ocorrem com maior frequência durante a primavera e o verão.12 As infecções virais, como a rinofaringite, gripe ou gastroenterite, aumentam o risco de novos episódios.1 O stresse pode também desencadear um ataque.13 A gravidez afecta a susceptibilidade às agudizações, baixando o ritmo de ocorrência a cada trimestre de gestação. Durante os primeiros meses após o parto, no entanto, é maior o risco de ocorrer um ataque.1 De uma maneira geral, a gravidez não parece ter influência na degenerescência a longo prazo. Muitos dos potenciais estímulos foram já examinados e demonstrou-se que não têm influência no ritmo de ocorrência dos episódios. Não há qualquer evidência que a vacinação, aamamentação,1 o trauma físico,14 ou que o fenómeno de Ohthoff12 sejam estímulos de ataques.

Para quantificar o grau de progressão das incapacidades ocorridas durante a evolução da doença e a gravidade dos sintomas usa-se habitualmente a escala expandida do estado de incapacidade (EDSS, do original expanded disability status scale).1

MELHORA NO TRATAMENTO PARA ESCLEROSE MÚLTIPLA É REIVINDICADA DURANTE EVENTO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS EM BRASÍLIA

Quinta, 05 de setembro de 2013 
Atualmente o País conta com seis medicamentos para a patologia, porém o SUS não disponibiliza os medicamentos mais modernos
 
A Câmara dos Deputados de Brasília recebeu nesta semana membros do Movimento dos Pacientes de Esclerose Múltipla (MOPEM) e associações de pacientes de São Paulo, Goiânia e Brasília para debater o panorama da assistência fornecida aos portadores da doença no Brasil e reivindicar um tratamento mais completo e humanizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além do MOPEM, o encontro teve a participação da Associação Goiana de Esclerose Múltipla (AGEM), médicos especialistas e dos deputados Marçal Filho (PMDP/MS) e Mara Gabrilli (PMDB/SP).
 
Cleuza de Carvalho Miguel, Presidente do MOPEM e Conselheira no Conselho Nacional de Saúde (CNS), destacou as conquistas dos movimentos sociais para o avanço da saúde pública. “Se não fosse o movimento social, os pacientes com esclerose múltipla (EM) não teriam acesso a medicamentos essenciais para tratar a doença. Agora é o momento de atualizar o tratamento com as novas opções que foram desenvolvidas para melhorar a nossa qualidade de vida”, argumenta. A ativista, que também sofre de esclerose múltipla, defende a inclusão do tratamento via oral no SUS, uma alternativa às injeções. “Independente da quantidade de pessoas com a doença, o governo não pode negar o acesso gratuito a esses medicamentos”.
 
Um Projeto de Lei do deputado Marçal Filho, em tramitação na Câmara dos Deputados, visa garantir um tratamento mais adequado para pacientes com EM pelo SUS. “Caso seja aprovado, serão oferecidos atendimentos específicos multidisciplinares que incluem fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, hidroterapia, ioga e nutrição. Eles devem ser prescritos por hospitais públicos, melhorando a reabilitação do paciente diagnosticado com esclerose múltipla”.
 
Durante o debate, a deputada Mara Gabrilli pontuou falhas no cumprimento das políticas públicas, prejudicando os doentes. “Apesar de haver uma política pública para doenças raras, pacientes morrem sem atendimento ou são recebidos por profissionais sem capacitação. Além disso, o remédio não chega quando é necessário”. 
 
Eduarda Assis, Diretora da Associação Goiana de Esclerose Múltipla, questionou a falta de engajamento do governo brasileiro para aplicar campanhas nacionais de esclarecimento sobre EM. “O estado que tem mais alta incidência de EM é Goiás. Uma possível razão é que a população local tem mais acesso a informações sobre a doença e consegue identificá-la com mais facilidade”, explica. Um exemplo de ação de alto impacto na cidade é a Meia Maratona em Movimento, voltada à conscientização sobre EM. 
 
No Brasil estima-se que 25 mil pessoas tenham esclerose múltipla, uma doença que acomete principalmente mulheres jovens. Crônica e incurável, a doença afeta o cérebro e a medula espinhal (sistema nervoso central). Ela é causada por uma inflamação na bainha de mielina, tecido protetor que envolve as células nervosas. Essa inflamação diminui ou interrompe os impulsos nervosos. Os sintomas mais comuns são visão dupla, rigidez, fraqueza, falta de equilíbrio, dormência, dor, problemas no controle da bexiga e intestinos, fadiga, entre outros. 
 
Ao contrário do que muitos imaginam, a esclerose múltipla não afeta somente pessoas mais velhas. “Neste caso, é justamento o contrário. Quem apresenta mais a doença são mulheres jovens (entre 20 e 30 anos). No entanto, a doença pode acometer homens, crianças e eventualmente, pessoas acima dos 50 anos”, explica Dr. Eber Castro Correa, neurologista do Instituto do Cérebro de Brasília (ICB).
 
O tratamento da esclerose múltipla tem dois objetivos principais: reduzir a fase aguda e aumentar o intervalo entre um surto e outro. No primeiro caso, recomenda-se o uso de corticosteroides para reduzir a intensidade dos surtos. No segundo, os imunossupressores e imunomoduladores ajudam a espaçar os episódios de recorrência e o impacto negativo que provocam na vida dos pacientes de esclerose múltipla. 
 
A nova opção terapêutica, o medicamento oral, proporciona uma melhora cognitiva dos sistemas funcionais, motores e sensitivos. O tratamento oral já é utilizado em mais de 70 países. Apesar de aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, não é disponibilizado pelo Sistema Público de Saúde.

ENTENDA A IMPORTÂNCIA DE EXTRAIR O DENTE SISO

Dentes do juízo   02/09/2013

Em três ou quatro dias, é possível recuperar-se dos inchaços e da secreção de sangue proveniente da cirurgia de remoção dos dentes do siso. 
Cuidados no período pós-operatório garantem uma recuperação segura.


O surgimento do dente do siso pode originar uma série de desconfortos ocasionados pela desalinhamento com os outros dentes ou pela falta de espaço na boca. As complicações vão desde inchaço e infecção na gengiva até o surgimento de cáries pela dificuldade de higienização da boca. A extração do dente é recomendada aos pacientes logo no início das complicações como uma forma de driblá-las. 

Em alguns casos, o dente pode apenas apontar, não causando dor, e deixar a gengiva exposta. Por ser uma região de difícil acesso para a escova, muitas vezes a higiene não é feita de maneira apropriada, deixando espaço que pode propiciar acúmulo de resíduos alimentares, podendo infeccionar a região. Por isso, é essencial ter um acompanhamento da saúde bucal de maneira constante — explica o dentista Henrique Taniguchi, especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela USP. 

Esses dentes, popularmente conhecidos como "dentes do juízo", geralmente surgem quando o paciente tem de 17 a 21 anos. Testes simples, como sentir o fundo da boca e ao longo da linha da gengiva, a fim de se determinar se um dente do siso está aparecendo com sucesso, e raios-x podem ajudar a determinar se há movimento e se o seu alinhamento permitirá que cresça de forma segura. 

Caso a decisão seja pela extração, o paciente deve buscar um dentista especialista em cirurgia para realizar o procedimento de exodontia dos quatro sisos inclusos. 


Cuidados após a cirurgia


Cuidados no período pós-operatório garantem uma recuperação segura e, ao contrário do que muitos dizem, não é necessário ficar uma semana sem fazer nada.

Em três ou quatro dias, é possível recuperar-se dos inchaços e da secreção de sangue proveniente da cirurgia. No entanto, é necessário tomar os cuidados indicados pelo dentista para uma recuperação rápida — enfatiza Taniguchi.

O repouso não é a única recomendação. Os principais cuidados são relativos à alimentação, tais como evitar alimentos muito quentes, sólidos e de difícil mastigação. Ou seja, alimentos em temperatura ambiente e gelados, líquidos e pastosos são bem-vindos. Inclusive, a ingestão de sorvete é parte importante no reestabelecimento porque cria uma sensação de anestesia no local da cirurgia.

Não falar muito, dormir com o travesseiro inclinado, manter-se a maior parte do tempo em postura ereta ou com inclinação de 45 graus, também ajudam a conter problemas de sangramento e, consequentemente, aceleram o processo de recuperação — afirma o especialista. 

Para Taniguchi, a atividade física também deve ser evitada, pois faz com que haja maior circulação de fluxo sanguíneo pelo corpo.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/09/entenda-a-importancia-de-extrair-o-dente-do-siso-4255167.html

 

SAIBA QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS ERROS NO TRATAMENTO DA DOR DE CABEÇA

Cuidado com o desconforto   02/09/2013

Atividade física regular e dieta balanceada podem melhorar os sintomas. 
Especialista alerta que o pior erro de todos é se acostumar com o problema, passando a ignorá-lo.


Quem não sofre de vez em quando com uma dorzinha chata de cabeça? Para mais de 80% das mulheres e 60% dos homens, esse martírio ocorre ao menos uma vez por mês. Mas será que damos a devida atenção ao problema?
Segundo o médico neurocirurgião formado pela Unifesp Paulo Porto de Melo, é fácil reconhecer uma série de erros na condução e abordagem das dores de cabeça em pessoas que as têm frequentemente.

Ajustes no dia a dia podem, se não trazer a cura, aliviar bastante a frequência e a intensidade do desconforto — explica o médico, que também é colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint Louis (Missouri- EUA) e introdutor e pioneiro da neurocirurgia robótica no Brasil.

O erro número um é ingerir remédios sem prescrição e orientação de um médico. A automedicação, fazendo uso indiscriminado de uma série de analgésicos comuns, leva a franca descompensação da frequência das crises.

Algumas vezes, as dores que parecem mais resistentes aos medicamentos até conseguem ser combatidas com o exagero de remédios, mas isso traz alívio mínimo e estimula o retorno do problema. Por isso, o cirurgião alerta para que os pacientes sigam sempre as doses propostas pelo médico.

Por outro lado, demorar muito para tomar o remédio receitado também é muito comum. As pessoas esperam a dor ficar muito forte para só então tomar a medicação prescrita para alívio do sintoma. Melo afirma que isso, na maioria das vezes, só dificulta a ação da medicação, já que, no começo, as crises respondem muito melhor aos remédios. 


Entenda a sua dor


Pessoas com dores de cabeça frequentes também precisam mapear a dor. Para isso,  paciente e médico precisam conhecer intensamente a dinâmica do desconforto, ou seja, em que parte do dia ocorre, em que época do mês, a duração do sintoma, a resposta às medidas propostas, a relação com o sono e com o estresse, por exemplo.

Sem essas informações, acaba sendo comum o atraso de diagnóstico, porque as pessoas atribuem-no a causas equivocadas, como miopia, hipertensão e sinusite crônica.

Algumas vezes, os pacientes também deixam passar alguns sinais clínicos que sugerem que o problema é de causa mais grave e urgente. É bom ficar atento, assim, a sinais como dores que aparecem subitamente, já com intensidade alta, relacionadas a exercícios físicos ou atividade sexual, febre associada a desconforto e sintomas neurológicos, como fraqueza, formigamentos, turvação visual e visão dupla.

No entanto, segundo o médico, o pior erro de todos é se acostumar com a dor.

As pessoas acabam jogando a toalha e desistindo de tratar adequadamente a doença. Vivem sem qualidade de vida, perdem rendimento no trabalho, escola e tem prejuízos na vida social.

Para melhorar os sintomas, o especialista sugere a alteração de alguns hábitos, como iniciar atividade física aeróbica regular, dieta balanceada e fracionada, rotina de sono adequada e redução de estresse do dia a dia.  

 

GOVERNO REALIZA CAMPANHA SOBRE ESCLEROSE MÚLTIPLA

02 de Setembro de 2013 

 
Uma ação educativa marcou o Dia Nacional de Conscientização sobre Esclerose Múltipla. O evento aconteceu em João Pessoa, na praia de Tambaú. No local, foi oferecido um café da manhã com distribuição de material sobre sintomas, diagnóstico e tratamento da doença.


“Quando eu recebi o diagnóstico pensei que fosse ficar em cadeira de rodas, pois tenho uma cunhada que sofre do mesmo problema e hoje não pode mais andar”, conta a comerciante Yonara Dias Pinto, 42, moradora do conjunto Cidade Universitária, em João Pessoa.  Ela lembra que descobriu a doença há três anos, depois de sentir formigamento, dormência e dificuldade para andar.

“Quando tive conhecimento do diagnóstico pensei que não iria poder cuidar  da minha filha, mas graças a Deus estou em tratamento e hoje me sinto uma pessoa normal”. A comerciante é atendida no Centro de Referência em Esclerose Múltipla da Paraíba (Crem-PB), onde recebe acompanhamento médico e psicológico.

De acordo com a coordenadora do Crem-PB, a  neurologista Bianca Oliveira, a Paraíba tem 165 pessoas  portadoras da Esclerose Múltipla e, desse total, 115 são cadastradas no Centro. O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde, Funad, Associação Paraibana de Esclerose Múltipla e secretarias municipais de saúde, realiza busca ativa em toda a Paraíba com objetivo de identificar pacientes portadores da doença.
 

FONTE:http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20130902103928&cat=saude&keys=governo-realiza-campanha-sobre-esclerose-multipla