PROBLEMAS NA MANDÍBULA PODEM SER RESPONSÁVEIS POR DISFUNÇÕES NO ORGANISMO

Muito além da boca       11/05/2013

Há pelo menos 30 sintomas diferentes causados pelo mau posicionamento dos dentes e da arcada dentária. 
Equilíbrio bucal pode corrigir problemas posturais, acabar com a dor de cabeça ou até melhorar o desempenho de atletas.



 

A dor é na cabeça, mas a causa pode estar na boca. Ela pode ser a responsável também por mudanças de humor, problemas na coluna e distúrbios do sono. Além disso, através dela, é possível otimizar inclusive o desempenho físico. Os estudos são diversos, mas a maioria indica que problemas na mandíbula, em especial na articulação temporomandibular (ATM), que liga a boca ao crânio, podem ser os responsáveis por muitas disfunções no organismo. Eles apontam também que o equilíbrio bucal vai mais além de fatores estéticos, pois pode ajudar desde a correção de problemas posturais até o rendimento de um atleta.


As duas articulações temporomandibulares que temos na boca são tão importantes que, quando se desequilibram, podem atrapalhar a passagem de ar, provocar problemas na coluna cervical, e isso acarreta diversos distúrbios em diferentes regiões do corpo— explica a cirurgiã-dentista e especialista em ortopedia funcional dos maxilares, Lídia Sabbadini.

De fato, há pelo menos 30 sintomas diferentes causados pelo mau posicionamento dos dentes e também da arcada dentária. Isso porque a mandíbula faz parte de um sistema que envolve diversos músculos e órgãos, e que está diretamente ligado à coluna. As disfunções nas articulações da boca podem, muitas vezes, provocar dores e complicações no restante do corpo. 

Para o cirurgião-dentista e professor do curso de especialização de disfunção temporomandibular (DTM) e dor orofacial da Associação Brasileira de Odontologia, Fabricio Finamor de Oliveira, é preciso entender o posicionamento da mandíbula para poder realizar o diagnóstico de problemas que vão muito além da boca. O especialista pondera que os estudos na área ainda são conclusivos. Entretanto, o dia-a-dia dos consultórios dentários vêm acumulando uma série de bons resultados. 


Mudança nos dentes, alívio no ombro
Esse foi o caso da dona de casa Irene Velho Fagherazzi, de 58 anos, que descreve seu dentista como um "bruxo". Isso porque, no primeiro dia que visitou seu consultório para tratar de um problema relacionado diretamente com os dentes, o cirurgião-dentista e especialista em prótese dentária, Paulo Pittas do Canto, colocou a mão em seu ombro e perguntou se ela não sentia dores naquele local:

Eu disse pra ele que sim, e fiquei impressionada. Ele me comentou que soube disso na hora porque minha boca estava toda descompensada.

De fato, Irene sofria de dores no ombro há 14 anos, e já havia inclusive desistido de procurar ajuda. Sua "peregrinação" por diferentes médicos incluiu visitas a fisioterapeutas, ortopedistas e uma gama de especialistas durante mais de uma década. Segundo ela, nenhum deles havia conseguido resolver o problema.

Foi depois um tratamento odontológico, que durou cerca de dois anos e envolveu uma série de procedimentos, como implantes, cirurgias e realinhamento da mandíbula, que Irene se viu livre da dor. 

Canto explica que a paciente tinha muitas próteses dentárias, feitas ao longo da vida por diferentes profissionais, e que isso causou um desequilíbrio em sua boca, gerando um desalinhamento da mandíbula.

Dessa forma, ela tinha muita tensão nos músculos da boca e, como esses músculos estão todos inter-relacionados com a coluna cervical, isso acabou culminando em um problema no ombro.

O doutor alinhou minha mordida, e desde então não sinto mais dor. Estou curada — desabafa a dona de casa. 

E o alinhamento da mandíbula pode também resolver problemas conjugais.


Boca alinhada, sono tranquilo
Hoje em dia o ronco e a apneia, que é a interrupção da respiração durante a noite, figuram entre os principais distúrbios do sono. Eles causam, além de cansaço, problemas que vão desde a falta de concentração até a depressão, e podem inclusive prejudicar a vida pessoal. Afinal, quem dorme ao lado de alguém que sofre destes distúrbios também passa por noites mal dormidas. Mas, quando o problema é causado por um desalinhamento da boca, ele pode ser rapidamente tratado em um consultório odontológico. 

Foi o que aconteceu com o médico João Wenner Falk, de 56 anos. Depois de sofrer com o ronco por muitos anos, Falk decidiu buscar ajuda para solucionar o problema. Ele passou por algumas especialidades médicas, mas foi parar na cadeira do ortodontista Bernardo Fróes Godolphim, especialista em ortopedia funcional dos maxilares. Uma tomografia constatou que o responsável pelo ronco de Falk era um deslocamento em sua mandíbula. Por ficar posicionada mais para trás do que o normal, ela deixava um espaço pequeno para a passagem de ar pela traqueia. O que parecia um problema complicado, teve uma solução simples. Godolphim desenvolveu um aparelho que é usado durante a noite pelo médico, e que obriga a mandíbula a ficar posicionada para frente. Dessa forma, a passagem de ar fica livre, e as noites de sono se tornaram mais tranquilas para ele e sua esposa:

Desde que coloquei o aparelho, não ronquei mais, e minha mulher passou a dormir mais tranquila ao meu lado. 


Da mordida ao equilíbrio
É também um aparelho bucal, ou dispositivo intra-oral, que está conquistando atletas profissionais, amadores e frequentadores de academias de ginástica. O fisiculturista e tricampeão gaúcho de natação Netto Antônio Bonotto, de 30 anos, é um dos que se beneficiou com a novidade. Acostumado treinar na academia com um amigo, ele conta que passou a notar uma melhora "repentina" no desempenho do companheiro.

Levantávamos peso juntos e tínhamos o mesmo rendimento, depois que ele passou a usar o dispositivo, o rendimento dele ficou muito melhor. Por causa disso, fui atrás do aparelho bucal — conta.

Quem o atendeu foi o cirurgião-dentista e especialista em disfunção temporomandibular Luis Daniel Yavich Mattos. Por meio de uma série de exames de alta tecnologia, o especialista desenvolve um dispositivo específico para cada paciente, focado no desempenho físico.

Esse dispositivo funciona para realinhar os músculos da boca, e a partir daí determina a posição ideal da mandíbula. Com esse reposicionamento, o restante do corpo sente os efeitos. Ele aumenta a flexibilidade, melhora a contração muscular e alivia a tensão muscular — explica Mattos.

Depois de completar três meses usando a placa, Bonotto já identificou as mudanças em sua agitada vida de atleta:

Desde que passei a utilizar o dispositivo, consigo fazer o mesmo treino na academia em menos tempo e com mais eficácia, estou sentido mais facilidade para executar as braçadas na natação, e sinto que consigo me equilibrar muito melhor nas aulas de Pilates.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/problemas-na-mandibula-podem-ser-responsaveis-por-disfuncoes-no-organismo-4133872.html

ÍSIS VALVERDE CONTRA DOENÇA CELÍACA

11 de maio de 2013   CAMPANHA
Atriz protagoniza campanha contra a enfermidade que causa intolerância ao glúten.
 
 
Portador de doença celíaca, a atriz Ísis Valverde é a protagonista da campanha lançada na última semana pela Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra). O objetivo é difundir o conhecimento sobre essa doença autoimune, que se caracteriza pela intolerância ao glúten.

Segundo a presidente da Fenacelbra, Lucélia Costa, a meta da campanha é desmitificar a doença celíaca, enfatizando a importância do diagnóstico precoce, evidenciando que os portadores podem viver uma vida normal com uma dieta adequada e segura.

Queremos levar dignidade e qualidade de vida aos que vivem na invisibilidade. Quando se recebe o diagnóstico, ganha-se a capacidade de autogerir a saúde – assegura.

A campanha será realizada de maio de 2013 a maio de 2014 e terá como tema “Doença Celíaca: se você não reconhecer, nós diremos o que ela é”.

O projeto de sensibilização nacional contará com a mobilização das 14 Associações de Celíacos do Brasil, as Acelbras, representadas nas cinco regiões do país.

Ter a Ísis Valverde como musa da nossa campanha é motivo de muito orgulho para nós. Ela abriu mão do cachê para nos ajudar a difundir informações sobre a doença – explicou Lucélia.

A atriz descobriu que tinha a doença aos 19 anos de idade.
 

PAI CHOCA REINO UNIDO, "GOSTAVA QUE MEU FILHO TIVESSE CANCRO!"

10/05/2013



Criança de seis anos sofre de doença fatal. Cancro teria sido um melhor diagnóstico, defende Alex Smith.





Alex Smith percebe que é polémico que um pai afirme que preferia que o filho tivesse cancro mas para este britânico, pai de um rapaz de seis anos que sofre de distrofia muscular de Duchenne, foi uma forma desesperada mas consciente para alertar para a gravidade da doença incapacitante e fatal de que sofre o seu filho. Conseguiu a atenção que queria com a campanha que lançou esta semana e explicou o quanto é difícil ver a vida do filho em contagem decrescente, com uma esperança de vida de cerca de 25 anos, e saber que um dia vai ter que o dizer a Harrisson.

I wish my son had cancer” (Gostava que o meu filho tivesse cancro). A frase é dita por Alex Smith no início de um vídeo publicado na quarta-feira no Youtube. Num pequeno texto que acompanha o filme de quase três minutos, Smith questiona: “Desejar cancro a alguém seria uma coisa horrenda para qualquer um entender, como pude desejar isso a alguém que amo, o meu próprio filho?”
A explicação segue-se. “Infelizmente, na fase em que se encontra a ciência seria um melhor resultado e Harrison teria uma melhor hipótese de sobrevivência”.

A distrofia muscular de Duchenne é uma doença neuromuscular provocada pela falta de uma proteína chamada distrofina, que permite que se mantenha a estrutura das células musculares.  

O vídeo e um texto publicado no site www.harrisonsfund.com, a página criada para divulgar um fundo criado em nome do menino de seis anos, fazem parte de uma campanha lançada por Alex e Donna Smith, os pais de Harrison, a quem foi diagnosticada em 2011 uma mutação rara da doença. É Alex que dá a cara e apresenta os argumentos para uma iniciativa destinada à opinião pública e divulgada em jornais britânicos como o Evening Standard e o The Independent e pela BBC.


Doença sem cura e fatal


Aos que possam ter contacto pela primeira vez com a distrofia muscular de Duchenne, Alex explica que se trata de uma doença “actualmente sem tratamento, sem cura, 100% fatal” que impedirá com a sua evolução que o filho ande e tenha capacidade muscular. “Na altura em que for um adolescente, Harrison vai perder a capacidade de andar. Eventualmente vai perder toda a função muscular do corpo. Como todos os rapazes que sofrem de Duchenne, irá morrer na casa dos 20 anos ou início dos 30 de falha cardíaca ou respiratória”, escreve Smith no site www.harrisonsfund.com.

A distrofia muscular de Duchenne é uma doença neuromuscular provocada pela falta de uma proteína chamada distrofina, que permite que se mantenha a estrutura das células musculares. É provocada por uma anomalia do cromossoma X e afecta apenas o sexo masculino, provocando o enfraquecimento progressivo dos músculos. Dados da Organização Mundial de Saúde indicam que afecta uma em cada 3300 crianças.


Campanha para angariar fundos


Depois da campanha ter sido alvo de notícias no Reino Unido, Alex decidiu publicar uma mensagem no site. Mais uma vez admite que pode ser difícil compreender que se deseje uma doença como o cancro a uma criança, mas que preferia ter ouvido este diagnóstico, com uma maior hipótese de sobrevivência dados os avanços científicos e tratamentos que se têm vindo a desenvolver. "A maioria dos cancros infantis têm actualmente cura. Harrison não tem essa hipótese. E eu faria qualquer coisa para que meu filho vivesse mais do que eu", disse Smith à BBC.


"A maioria dos cancros infantis têm actualmente cura. Harrison não tem essa hipótese. E eu faria qualquer coisa para que meu filho vivesse mais do que eu"





Alex Smith

O pai de Harrison espera que a campanha “consiga nem que seja só abrir o debate, levar as pessoas a pensar, verem mais longe que os grandes decisores, com uma forte presença e enormes orçamentos”, e ajudem crianças como Harrison. Perante a impossibilidade actual de ajudar o filho, as doações para investigação são o grande objectivo de Smith. "A minha única esperança é angariar o máximo de dinheiro possível para pesquisas científicas", afirmou ainda à BBC.

Além de todo o peso da doença sobre Harrison e a família, uma das principais preocupações para os pais do menino britânico é o dia em que este quiser saber mais sobre a distrofia de Duchenne. 

Harrison não sabe que tem uma baixa esperança de vida. À BBC, Alex Smith diz que “não é algo que uma criança de seis anos precise saber”. “Mas vai chegar um momento em que ele vai 'googlar' a respeito [da doença] e teremos que ter essa conversa."

CONHEÇA OS PRINCIPAIS ERROS QUE VOCÊ PODE COMETER NA ESTEIRA

Corrida e caminhada   09/05/2013

Exercícios realizadosno equipamento podem apresentar resultados bem diferentes.

Em casa ou na academia, a esteira é um equipamento prático e bastante comum para quem quer correr ou caminhar em um local fechado, sem se preocupar com as oscilações do clima na rua.

Algumas esteiras têm uma inclinação que chega até 15 graus e sua velocidade pode variar de 8 km até 16 km, sendo ideal para fazer uma simples caminhada ou corrida. Além disso, o equipamento possui amortecedores para não lesionar joelhos e coluna, por isso, ela é muito benéfica para quem deseja praticar atividade física saudável sem se machucar — explica o fisiologista e personal trainer Paulo Gelatti.

Os exercícios realizados na esteira podem apresentar resultados bem diferentes, bastam algumas alterações pequenas na maneira de realizá-los. O uso correto dos recursos de velocidade e inclinação permite queimar gordura, ganhar músculos e aperfeiçoar o condicionamento físico.


Correr na rua ou na esteira?
Os dois modos de correr podem ser úteis durante os treinamentos, embora tenham finalidades diferentes. 

A esteira costuma ser indicada para iniciantes, pessoas que estão acima do peso ou fazendo tratamento de lesão. Já o treinamento na rua, por sua vez, é aconselhado quando o objetivo é melhorar o desempenho e se acostumar com o tipo de piso para as provas — afirma Gelatti.

Correr na rua possibilita uma dinâmica maior da que o corredor encontra na esteira, que tende a ser uma atividade mais monótona. Porém, a esteira tem suas vantagens como o amortecimento de impacto, menor chance de acidente, maior comodidade e, caso a atividade seja feita dentro de uma academia, acompanhamento por parte dos treinadores. 


Os vilões da esteira
Para que todos os benefícios da esteira façam efeito é preciso ficar atento à respiração e postura, além de tomar cuidado com outros deslizes que muitos cometem na hora de correr. O personal trainer Paulo Gelatti aponta quais são esses erros e ensina como driblá-los:


Correr com as pontas dos pés
Muitas pessoas tem o hábito de correr na esteira com as pontas dos pés, o que está errado, segundo o especialista. O ideal é que o calcanhar seja a primeira parte do pé a tocar a esteira, isso gera um movimento cíclico e melhora o desempenho, diminuindo o impacto com o chão.


Aumentar o ritmo e a respiração
A respiração não deve estar na mesma intensidade do seu ritmo. Ela deve ser mais tranquila e pode ser feita pela boca ou pelo nariz. O segredo é controlar a respiração para garantir mais fôlego no fim do exercício e evitar o desgaste. 


Correr segurando na barra
Esse é um hábito que pode ser notado muito em academias. Correr com as mãos na barra pode machucar os punhos e segurar o impacto do corpo, além de não treinar o equilíbrio e não exigir da coordenação motora. Além de aumentar seu risco de cair, faz você se cansar mais do que deveria. Na hora de correr na esteira é importante que os braços mantenham um ângulo de 75 a 90 graus, para evitar o inchaço das mãos. 


Aumentar a velocidade e dar passos muito largos durante o treino
Quando você pula em vez de correr, diminui o trajeto e, como consequência, há aumento no impacto sobre as articulações, favorecendo as chances de ocorrer uma lesão nos joelhos e nos calcanhares. 


Correr com a postura inclinada para frente
Essa postura inclinada para frente pode ser adotada quando você sobe uma ladeira. Na descida e no piso plano, porém, ela é inadequada porque sobrecarrega a coluna e dá dores nas costas. 


Fazer exercícios físicos na esteira sem beber água
Seja na rua ou na esteira é preciso beber água para que não ocorra uma desidratação. Manter o corpo hidratado com água durante os intervalos de 15 minutos ajuda no rendimento do exercício, mas desde que a quantidade de água seja moderada. 



Abdômen relaxado
No começo pode ser difícil deixar o abdômen contraído, mas não desista. Com um mês de treino, você vai transformar a contração num movimento automático. É importante deixar o abdômen contraído durante todo o exercício para proteger a coluna de sobrecarga. 


Respeite o limite do seu corpo
O ideal é aproveitar os benefícios que o aparelho oferece para a saúde, mas para isso é preciso respeitar os limites do corpo para evitar futuras lesões. Não adianta ultrapassar seus limites para conseguir um resultado mais rápido. Procure ajuda de um profissional para orientá-lo a como usar a esteira da maneira correta.


FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/conheca-os-principais-erros-que-voce-pode-cometer-na-esteira-4132244.html

 


SAIBA A IMPORTÂNCIA DE CUIDAR DO CORAÇÃO DURANTE A GESTAÇÃO

Maternidade   09/05/2013
Órgão trabalha 60% mais do que o normal neste período.

O bom funcionamento do coração é fundamental para uma gravidez saudável. Durante a gestação, o coração passa a trabalhar 60% mais do que o normal. Isso porque o volume sanguíneo total aumenta entre 60 e 65%. Todo o sistema circulatório sofre uma sobrecarga e precisa estar em condições de aguentar essa demanda. 


— Para se ter uma ideia, é como se, durante 24hs a mulher estivesse fazendo um exercício de intensidade média, como por exemplo uma aula de bike. Claro, esse esforço acontece num ritmo crescente: aumenta até 32 semanas e depois estabiliza — afirma o médico ginecologista Domingos Mantelli.

Outro momento delicado é o parto, período que há uma aceleração natural, quando esse trabalho aliado à pressão alta pode acarretar quadro de pré-eclampsia e eclampsia.
A pressão arterial alta é motivo de grande preocupação durante toda a gravidez porque pode botar em risco mãe e bebê. 

— Infelizmente, por conta da maus hábitos na alimentação, é cada vez mais frequente que a mulher chegue ao ginecologista, no começo do pré-natal, já com hipertensão agravada também por excesso de peso e estresse. O ideal é que a mulher que quer engravidar já faça os exames clínicos para entender em que condições está o seu coração e tratar antes de engravidar, se for necessário — alerta o médico. 

A gravidez na adolescência, quando o corpo da mulher ainda não está totalmente formado, e a gravidez após os 35 anos aumentam o risco de desenvolver hipertensão. Os sintomas de doenças cardíacas se confundem com os da gravidez, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico: tontura, aceleração da frequência cardíaca, aumento do ritmo respiratório ao fazer pequenos esforços.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/saiba-a-importancia-de-cuidar-da-saude-do-coracao-durante-a-gestacao-4131055.html

 


TOLEDO, AULA MAGNA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DISCUTE CÉLULAS TRONCO

08/05/2013


As professoras Sônia de Melo e Lucimar Bonett.
Reunindo estudantes de todas as séries, evento destacou avanço científico na área.


‘Uso de células-tronco no tratamento de doenças neurodegenerativas’ foi tema da Aula Magna do curso de Ciências Biológicas da Universidade Paranaense – Unipar, Unidade de Toledo.

A palestra foi ministrada pela coordenadora da graduação na Unidade de Cascavel, professora Sônia de Melo, que é doutora pelo Instituto Pequeno Príncipe, com pesquisa focada no uso de células-tronco.

À plateia, a palestrante explicou que as doenças neurodegenerativas mais comuns são a Esclerose Múltipla, a doença de Parkinson (DP), o mal de Alzheimer e a doença Huntington. “Em alguns casos, dependendo da doença, o paciente perde suas funções motoras, fisiológicas e a capacidade cognitiva, chegando até à completa demência”, observou.

Destacando a necessidade da sociedade ampliar os debates em torno do assunto, a professora lembrou que as pesquisas estão bastante avançadas: “Os olhos dos pacientes portadores de doenças neurodegenerativas e de seus parentes brilham quando ouvem falar em pesquisas com células-tronco, porque sabem que há uma possibilidade de cura, sabem que a terapia celular está evoluindo cada dia mais”.

Ao final da aula, a coordenadora do curso, professora Lucimar Pereira Bonett, enfatizou o excelente nível da apresentação e a satisfação dos alunos: “Os futuros biólogos ficaram cientes das possibilidades de pesquisas nessa área da saúde humana, já que a matriz curricular do curso possui disciplinas que fornecem base sólida para essa atuação”.

RETIRADO DO MERCADO MEDICAMENTO CORDAPTIVE CONTRA COLESTEROL ALTO

08/05/2013

O medicamento Cordaptive (ácido nicotínico/laropipranto) teve sua fabricação e comercialização suspensas pelo fabricante e está sendo recolhido em todo o mundo.

O anúncio foi feito pela fabricante de medicamentos Merck & Co, que opera no Brasil sob a marca MSD (Merck Sharp & Dohme).

O Cordaptive era indicado para controlar os níveis de colesterol "e de outras substâncias gordurosas no sangue", segundo a empresa.

Contudo, um estudo clínico internacional revelou não apenas que o medicamento não apresentava os benefícios esperados na diminuição dos principais eventos cardiovasculares, como evidenciou um aumento significativo no número de ocorrências de efeitos colaterais graves.

Os pacientes que fazem uso do Cordaptive devem procurar seu médico para reavaliação do tratamento e sua substituição por outros medicamentos.

A devolução do medicamento Cordaptive já adquirido pelos pacientes deverá ser feita diretamente à Merck. Para isso, os pacientes devem ligar para o telefone 0800 012 22 32 para receber orientações.


Efeitos negativos


A empresa já havia começado a recolher o medicamento nas farmácias em janeiro deste ano, depois de informar o problema à ANVISA.

No comunicado que emitiu aos médicos, a Merck detalha que o estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford avaliou a eficácia da adição de ácido nicotínico+laropipranto à terapia com estatina na redução do risco de morte coronária, ataques cardíacos não fatais, derrames ou revascularização, em comparação com a terapia exclusiva com estatina.

De acordo com o estudo, a adição do medicamento à terapia com estatina não apresentou redução significativa do risco de morte em nenhum dos eventos estudados.


HIPERIDROSE TEM TRATAMENTO

Desconforto   07/05/2013


Aplicação da toxina botulínica para tratar a hiperidrose nas mãos.
Suor excessivo nas mãos, pés, rosto ou axilas causa constrangimento e compromete a qualidade de vida.


Por mais incômodo que seja, o suor é uma importante função do organismo. É ele que faz o controle da temperatura do corpo, especialmente durante o exercício ou sob temperaturas mais elevadas do ambiente. Em algumas pessoas, porém, pode aparecer um suor intenso, localizado, desproporcional à temperatura, que piora sob fatores emocionais. É um suor completamente diferente do suor "normal", que causa desconforto, constrangimento e comprometimento importante da qualidade de vida. É a chamada hiperidrose.

Causada por um aumento na atividade do sistema nervoso simpático (sistema autônomo sobre qual não temos controle), a hiperidrose é relativamente comum e atinge cerca de 1% da população. São pessoas que chegam a suar de quatro a cinco vezes mais do que é considerado natural e estão constantemente com rosto, mãos, axilas e pés molhados de suor. Os sintomas podem ocorrer já na infância e na adolescência ou somente na idade adulta, às vezes inesperadamente, podendo ser desencadeados pelo aumento da temperatura ambiente, o exercício, a febre, a ansiedade e a ingestão de comidas condimentadas.

Não se trata de uma doença grave, quanto a risco de vida, mas é uma situação extremamente desconfortável, que causa profundo embaraço social e transtornos de relacionamento e psicológicos no portador. São pessoas que frequentemente se isolam socialmente e adquirem hábitos para esconder o seu problema — diz o dermatologista Anderson Bertolini, diretor médico da Clínica Bertolini.


Cirurgia do suor 


Por diversos fatores, uma parcela muito pequena dos pacientes tem seu problema resolvido e tratado de forma eficaz e duradoura, mas há tratamento. Ele depende da localização e da intensidade da hiperidrose e pode ser feito com fórmulas tópicas contendo cloreto de alumínio, aplicação de toxina botulínica ou através de uma cirurgia chamada simpatectomia. As opções clínicas, no entanto, são pouco satisfatórias, às vezes desconfortáveis e necessitam ser utilizadas por um período indeterminado. 

A Toxina Botulínica tem sido, nos casos menos graves, a mais indicada . As injeções deste complexo protéico impedem a hiperatividade das glândulas sudoríparas, interrompem a produção de suor e minimizam o cheiro desagradável. 

A toxina botulínica bloqueia as terminações nervosas que enviam sinais às glândulas sudoríparas. A eficácia das injeções pode durar entre três e 08 meses — explica Bertolini. 

A aplicação de toxina botulínica é capaz de eliminar o suor, mas os efeitos não são definitivos, por isso é necessário fazer a reaplicação a cada seis ou 12 meses.

Para os casos mais extremos de hiperidrose, a cirurgia é considerada de risco. A Simpatectomia Torácica Endoscópica (ETS) desativa os nervos específicos e responsáveis pela transpiração em certas partes superiores do corpo. A anestesia é geral, sendo feitas duas mini-incisões (cerca de 5 a 10 mm) sob a axila. Através da primeira, é usada uma microcâmera que permite visualização ampliada da cadeia simpática; através da segunda, é usado instrumental para a dissecção e ablação do segmento nervoso. 

A ETS somente será indicada para as apresentações mais intensas. A cirurgia é mais bem sucedida e mais comum em casos de hiperidrose palmar severa, mas na parte inferior do corpo, um procedimento similar chamado Simpatectomia Lombar pode ser usado para hiperidrose plantar. 

Contudo, vale lembrar que nestes casos, a avaliação médica será bem mais criteriosa — alerta o médico.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/hiperidrose-tem-tratamento-4129965.html

 

SAIBA OS MITOS E AS VERDADES SOBRE A ASMA

Dia Mundial de Combate à Asma    07/05/2013 


Tratamentos com medicamentos inalados são os mais usados contra a doença.
Doença crônica exige cuidado constante do paciente.


Cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de asma. Segundo o pneumologista e coordenador do Ambulatório de Asma do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), Rafael Stelmach, é preciso conscientizar a população de que, primeiro, a asma é uma doença crônica, na maioria das vezes de origem alérgica familiar, que não tem cura e que, portanto, deve ser acompanhada pelo médico ao longo da vida do paciente, mesmo naqueles períodos em que não há crises agudas da doença. 

Em casos mais graves, mesmo sob controle, os pacientes precisam usar regularmente as suas medicações, assim como se faz na hipertensão ou no diabetes. 

A maioria dos medicamentos para asma são admistrados na forma de inaladores. Embora a continuidade no tratamento seja bastante importante, é preciso também que o paciente seja orientado a usar corretamente estes dispositivos — afirma o especialista.


O que é a asma


A asma é uma doença que não tem cura e que, portanto, precisa ser acompanhada por toda a vida. Embora seja frequentemente confundida com gripes recorrentes ou mal curadas, ela é uma doença crônica dos pulmões, um tipo especial de inflamação que dificulta a passagem do ar e que, muitas vezes, é identificada como bronquite. A asma provoca chiado e aperto no peito, falta de ar e tosses repetidas. É mais comum na infância, mas acomete também adultos e pessoas idosas. 

A doença não tem causa única, resulta de múltiplos fatores genéticos e do ambiente. Os sintomas são provocados geralmente por resfriados, por inalação de substâncias que provocam alergia (em geral, poeira e mofo) ou que irritam o aparelho respiratório, principalmente a fumaça. A estratégia de prevenção requer a identificação de fatores de risco relevantes individuais. 

O controle adequado da asma permite que a pessoa tenha uma vida normal, sem qualquer limitação. Há, inclusive, atletas olímpicos de modalidades variadas do esporte que têm asma, como os nadadores Mark Spitz e Fernando Scherer. Em alguns casos, o exercício físico pode precipitar sintomas, mas isso pode ser controlado com tratamento para permitir que os seus portadores desenvolvam atividades físicas regulares.


Mitos e verdades sobre a asma


O médico só deve ser procurado em caso de crise: mito


Esta afirmação é uma das principais causas dos altos índices de hospitalizações por asma. O correto é manter o tratamento conforme orientação médica e só interrompe-lo quando com autorização do médico. Desta forma, o paciente poderá usufruir de uma vida com muito mais qualidade, e sem sustos.


O paciente asmático pode e deve praticar atividade física, mas sempre sob orientação e acompanhamento médico: verdade

Ao contrário do que muitos pensam, a pessoa com asma controlada não apenas pode praticar atividade física regularmente, como pode até mesmo chegar a ser um profissional do esporte.

O uso contínuo de medicamentos, como as chamadas ‘bombinhas’, oferece risco cardíaco: mito


Esta afirmação é uma da principais causas de falta de tratamento adequado de pessoas com asma. Os tratamentos com medicamentos inalados são os ideais porque agem diretamente onde a doença está. E podem ser utilizados sem receio, sempre sob orientação médica.



Asma e bronquite crônica não são a mesma coisa: verdade


Enquanto a asma atinge indivíduos de qualquer faixa etária, especialmente crianças, com sintomas de falta de ar e chiado no peito, a bronquite crônica está relacionada ao tabagismo. É uma doença pulmonar obstrutiva crônica, assim como o enfisema pulmonar, e dificilmente atingirá uma criança. Em geral, os pacientes são adultos e fumantes.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/saiba-os-mitos-e-as-verdades-sobre-a-asma-4129834.html

 

DOENTES REUMÁTICOS DEVEM SE VACINAR CONTRA A GRIPE A

Vacina    06/05/2013


Prescrição médica no ato da vacinação é necessária.
Mais vulneráveis a infecções, pessoas com doenças reumáticas têm acesso ampliado à vacinação em todos os postos de saúde.


A campanha de vacinação contra a gripe apresentou este ano um importante avanço para as pessoas portadoras de doenças crônicas. O grupo está tendo acesso ampliado à vacinação em todos os postos de saúde, e não apenas nos Centros de Referência Imunobiológicos Especiais (Cries). A prescrição médica no ato da vacinação é necessária. A campanha de vacinação prossegue até 10 de maio.

Claiton Brenol, gestor da área de reumatologia do Hospital Mãe de Deus e Professor da UFRGS, alerta para a importância de pacientes com doenças reumáticas usuários de remédios que diminuem as defesas do organismo (imunossupressores) buscarem a imunização. 

Com base no conhecimento científico atual, podemos afirmar que os pacientes com doenças reumáticas têm a mortalidade relacionada a infecções até 10 vezes maior em relação à população geral — informa. 

Esse paciente também apresenta risco aumentado para infecções por estar exposto de maneira cada vez mais precoce e intensa ao tratamento com imunossupressores e agentes biológicos (medicamentos de uso subcutâneo ou intravenoso que também podem diminuir as defesas do organismo contra infecções). 

Tendo em vista que a vacinação é a medida preventiva de maior impacto na diminuição da ocorrência de infecção em qualquer faixa etária, torna-se obrigatório revisar e atualizar o cartão vacinal dos pacientes com doenças reumáticas — diz. 

Nesse contexto, a Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia desenvolveu um consenso com o objetivo de sintetizar recomendações para a indicação de vacinas nos pacientes portadores da enfermidade, contemplando o cenário epidemiológico de doenças endêmicas no Brasil, como a febre amarela, por exemplo. O trabalho foi coordenado por Brenol e publicado no último número da Revista Brasileira de Reumatologia. O consenso teve como propósito final uniformizar e incentivar a indicação de imunizações pelos reumatologistas e demais profissionais que lidam com esses pacientes.

Dentre as recomendações mais importantes, o consenso recomenda atualização do cartão vacinal com relação às vacinas contra gripe, pneumococo, hepatite B e varicela. A vacina contra papilomavírus humano também deve ser indicada principalmente para pacientes jovens antes do início da vida sexual.

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/doentes-reumaticos-devem-se-vacinar-contra-gripe-a-4128765.html

 

MEDICINA ESTÁ REGENERANDO E CRIANDO PARTES DO CORPO, VEJA O QUE EXISTE E O QUE ESTÁ EM ESTUDO

05/05/2013

 

Avanços na tecnologia médica têm ajudado os seres humanos a viver mais tempo. Agora, os cientistas estão explorando maneiras de reparar, reformar ou substituir órgãos humanos danificados por doenças crônicas, lesões traumáticas, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, ou apenas pelo envelhecimento normal.

“A medicina está salvando pessoas que anteriormente não era capaz de salvar”, diz Doris A. Taylor, diretora de pesquisa sobre medicina regenerativa no Instituto do Coração do Texas, em Houston (EUA). Mesmo assim, a demanda por doadores de órgãos excede o número disponível.

“Todos os anos milhares de pessoas morrem enquanto aguardam um órgão”, diz Taylor.

Essa lacuna na oferta e demanda é um dos fatores que levaram os pesquisadores a desenvolver tratamentos cada vez mais inovadores, que por vezes soam como ficção científica trazida à vida real.

Veja a seguir alguns tratamentos reparadores que já estão em uso, que ainda estão sendo testados em humanos e o que os cientistas estão pesquisando para transformar em realidade no futuro.

Visão

Os cirurgiões já conseguem implantar um pequeno telescópio dentro do olho, para ajudar a restaurar um pouco da visão perdida no estágio avançado da degeneração macular relacionada à idade (AMD), uma doença que afeta milhões de pessoas no mundo e é a principal causa de cegueira em adultos de 60 anos ou mais.


Olho biônico: implante ajudar a restaurar parte da visão perdida com a degeneração macular relacionada à idade
 
O dispositivo foi aprovado em 2010 pela agência americana de controle de alimentos e medicamentos, a FDA, é implantada por meio de um procedimento ambulatorial de uma hora de duração com o uso de anestesia local. Após o implante, o paciente precisa passar por um período de adaptação de um mês com um terapeuta ocupacional, explica Mark Mannis, diretor do Centro de Olhos da Universidade da Califórnia.

“O implante realmente exige que o paciente enxergue de outra forma, assim como uma pessoa que perde um membro inferior e, em seguida, recebe uma prótese, precisa aprender a andar de uma maneira nova.”

Neste caso, o paciente aprende a usar um olho – o com o implante – para visão detalhada e o outro para a visão periférica.

Medicina regenerativa

Como diretor do Instituto Wake Forest para Medicina Regenerativa, em Winston-Salem (Carolina do Norte), Anthony Atala está pesquisando tratamentos para reparar ou restaurar – ou ainda “regenerar” – tecidos e órgãos danificados usando o potencial de cura das células do próprio paciente.

Isso pode significar um “reforço” de cura por meio da injecção direta de células-tronco, ou pelo implante de tecidos ou órgãos que tenham sido criados em laboratório a partir de bio-engenharia feita com células-tronco colhidas do paciente, uma estratégia que minimiza o risco de rejeição de tecidos ou órgãos.

“Estamos trabalhando com cerca de 30 diferentes tecidos e órgãos”, conta Atala. Um bom número de implantes já foi testado com sucesso em seres humanos, incluindo cartilagem do joelho, pele, vasos sanguíneos, uretra, traqueia e bexiga. Estudos clínicos já estão em andamento para tratar a incontinência urinária por meio da implantação de células para aumentar a funcionalidade da válvula urinária e, assim, manter os pacientes secos.

Atala diz: “O futuro está focado em garantir que estas tecnologias possam chegar ao maior número de pacientes e de condições possível.”

“Impressão” de partes do corpo

No laboratório de Atala e em outros centros de pesquisa de medicina regenerativa, a impressão 3-D é outra estratégia experimental utilizada para a construção de partes do corpo e órgãos bio-artificiais.
“Nós imprimimos pele, lóbulos da orelha e partes do nariz e de rins”, diz ele.

“Você vai colocando as células uma camada de cada vez, e posicionando-as exatamente onde elas devem ficar”, personalizando as diferentes camadas para dar a forma necessária, explica ele.
“Imagine a impressora e o cartucho de tinta. Em vez de usar a tinta você está usando células e um gel.”

Wake Forest também está investigando a possibilidade de “imprimir” células da pele diretamente sobre queimaduras.

Células-tronco na recuperação de AVC

O neurologista Lawrence Wechsler, da Escola de Ciências da Saúde da Universidade de Pittsburgh, está nos estágios iniciais de uma pesquisa que avalia se as células-tronco injetadas diretamente no cérebro podem ajudar na recuperação de vítimas de acidente vascular cerebral (AVC).

O primeiro passo – sendo testado em um estudo clínico – é estabelecer a segurança da técnica. Se isso der certo, Wechsler diz: “poderemos planejar um estudo para testar a eficácia e o benefício clínico”.
Tais terapias não trariam de volta os movimentos perdidos, alerta o médico. Mas pequenas melhorias na função poderiam render grandes melhorias na qualidade de vida.

“Se você pode começar a usar a mão para segurar alguma coisa e fazer algumas pequenas tarefas, ou ganhar força suficiente na perna para ajudá-lo a se mover em vez de estar em uma cadeira de rodas, de alguma forma, essa mudança é um grande benefício.”

Coração bio-artificial

Talvez o objetivo final dos pesquisadores de medicina regenerativa seja criar e transplantar um coração bio-artificial que funcione.

É algo factível? Construir órgãos sólidos complexos, como coração, fígado, pulmões e pâncreas é um desafio. E uma grande questão é “de onde você tira essas centenas de bilhões de células para fazer um”, questiona Taylor, do Texas Heart Institute.

Mas ela acrescenta, “estamos fazendo grandes avanços”, e prevê que o transplante de um órgão complexo sólido e bio-artificial será algo possível em cinco anos.

“E se eu tenho algo a dizer sobre isso, digo: vou estar lá quando isso acontecer.”

AS PERIGOSAS TRAGADAS DA JUVENTUDE

04 de maio de 2013 




Variações genéticas aumentam a propensão ao tabagismo, e as chances de dependência são maiores quando o hábito de fumar começa na adolescência

É normal adolescentes acenderem um cigarro, seja por curiosidade ou pela sensação de estar quebrando regras. Mas enquanto a maioria não levará o hábito adiante, outros se tornarão fumantes inveterados.

A genética pode predizer quais jovens estão no grupo de risco, segundo um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos, da Inglaterra e da Nova Zelândia. Eles sequenciaram o genoma de mais de 800 adultos acompanhados desde a infância e constataram que os portadores de genes previamente associados à dependência de nicotina tiveram mais riscos de permanecer fumando.

A lição é clara: embora nem toda pessoa carregue as variantes genéticas que a tornará um fumante, aquelas que as têm devem evitar a primeira tragada.

Como o sequenciamento genético em larga escala ainda está longe de se tornar realidade, impossibilitando mapear toda a população de risco, os pesquisadores recomendam políticas preventivas mais incisivas voltadas aos jovens.

– Iniciativas que interrompam a progressão do comportamento tabagista entre adolescentes podem mitigar os riscos genéticos – diz Daniel Belsky, pesquisador do Instituto de Ciências Genômicas da Universidade Duke (EUA).

As análises indicaram que a conversão precoce do “cigarrinho de vez em quando” para o hábito diário e, daí, para o fumo pesado (uma ou mais carteira por dia), está associada à genética, assim como a dependência em nicotina e a maior dificuldade de parar de fumar. Belsky esclarece que o perfil genético não diz se o indivíduo vai ou não se tornar fumante um dia, mas consegue estabelecer que, a partir do momento em que a pessoa com a variante acende o primeiro cigarro, o risco de ela se viciar fortemente é bem grande.

O estudo, publicado no jornal Jama Psychiatry, baseou-se em pesquisas anteriores, que haviam identificado regiões cromossômicas associados à dependência em nicotina. Nessas investigações, foram sequenciados os genomas de dezenas de milhares de tabagistas para identificar variantes comuns entre os fumantes pesados. Essas mutações estão localizadas dentro e ao redor de genes que afetam a maneira como o cérebro responde à nicotina e a maneira pela qual a substância é metabolizada. Ainda não se sabe, contudo, como essas variantes afetam a função genética.



A pesquisa.
 

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Para verificar se os genes realmente influenciavam no tabagismo, os pesquisadores sequenciaram o genoma de neozelandeses que participam, desde o nascimento, de uma pesquisa de saúde. Entre as variáveis acompanhadas no estudo estava o cigarro.

> Dos 880 participantes, 71% haviam experimentado as primeiras tragadas na adolescência, sendo que 19% se tornaram fumantes habituais três anos depois. Desses, 25% fumavam mais de 20 cigarros por dia.

> A associação entre o tabagismo e o risco genético ficou clara quando foram comparados os dados do estudo epidemiológico ao sequenciamento feito quando os participantes da pesquisa completaram 38 anos de idade.

> Entre os fumantes sem a variante, aqueles que carregam os genes relacionados à nicotina tinham um risco 24% maior de se tornarem tabagistas diários aos 15 anos e 43% mais chance de consumir uma ou mais carteiras aos 18.

> Na idade adulta, o percentual de fumantes que tentaram parar e não conseguiram foi 27% maior, comparado aos tabagistas sem esses genes específicos.,

> Ao longo da vida, os primeiros fumaram, em média, 7,3 mil cigarros a mais que os outros.
 

CÁLCIO NA MEDIDA CERTA

04 de maio de 2013 


Fundamental para evitar a osteoporose, o mineral também pode provocar efeitos colaterais graves se consumido em excesso

Os americanos parecem acreditar que todos os problemas de saúde podem ser resolvidos com uma pílula. Certamente muitos podem, especialmente as doenças infecciosas, que sucumbem aos antibióticos, aos antifúngicos e, cada vez mais, aos antivirais.

Mas os dicionários médicos continuam repletos de doenças que atormentam as pessoas. A maioria desses problemas crônicos é relacionada ao estilo de vida, especialmente com o que comemos e bebemos e o quanto nos movimentamos ou não.

A osteoporose é uma dessas doenças cada vez mais prevalentes e dispendiosas. Apesar de existirem medicamentos para conter a perda de massa óssea e as fraturas debilitantes que muitas vezes ocorrem, eles são caros, difíceis de administrar e, por vezes, têm efeitos colaterais que podem ser piores do que a doença que combatem.

Isso torna a prevenção a melhor alternativa. Os esforços para prevenir doenças ósseas têm se concentrado em comprimidos de suplementação de cálcio – o mineral responsável pela formação de ossos na juventude, que deve ser preservado na vida adulta. Contudo, como ocorre com muitas pílulas antes consideradas inócuas, a segurança e a eficácia dos suplementos de cálcio está em discussão.

Em fevereiro, após analisar mais de 135 estudos, a Força-Tarefa para Serviços Preventivos dos Estados Unidos recomendou que mulheres na pós-menopausa se abstenham de tomar suplementos de cálcio e vitamina D. O grupo alega não haver evidências suficientes de que esses suplementos previnem fraturas em mulheres saudáveis.

Além disso, vários estudos têm relacionado os suplementos de cálcio a um aumento do risco de ataques cardíacos e morte por doença cardiovascular. Outros não chegaram a identificar nenhum efeito trazido pelos comprimidos.

O único fato indiscutível é que a mais segura e provavelmente mais eficaz fonte de cálcio para manter os ossos fortes é a alimentação. Porém, poucos adultos – e uma proporção cada vez menor de crianças e adolescentes – consomem a quantidade suficiente de alimentos lácteos para suprir a demanda por cálcio.

O consumo de leite, por exempolo, sofreu uma queda constante e radical nas últimas quatro décadas nos EUA, sendo em grande parte suplantado pelos refrigerantes açucarados que agora são criticados por contribuírem para a obesidade e diabetes tipo 2. Após os 20 anos de idade, quando a perda óssea começa a superar a formação óssea, homens e mulheres consomem, em média, menos de um copo de leite por dia. Vale o mesmo para os adolescentes, que deveriam estar intensificando a formação óssea a fim de ter uma reserva para a futura perda óssea.

SAIBA MAIS


Suplementos poderiam afetar o coração

A análise de 15 estudos feita por Mark Bolland, da Universidade de Auckland (Nova Zelândia), revelou que, quando ingeridos sem a vitamina D (que aumenta a absorção de cálcio), os suplementos intensificam o risco de ataque cardíaco em cerca de 30%.

No entanto, em dezembro passado, um relatório publicado na Osteoporosis International, uma equipe do Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson (EUA) informou que, entre as 36.282 mulheres em período de pós-menopausa que participaram da Iniciativa da Saúde da Mulher, as que tomaram suplementos de mil miligramas de cálcio e 400 unidades internacionais de vitamina D reduziram o risco de fratura de quadril em 35%. Nenhuma apresentou aumento de risco de ataque cardíaco durante os sete anos de acompanhamento posterior.

Outro estudo, publicado em fevereiro na Jama Internal Medicine, constatou que, entre 388.229 homens e mulheres, inicialmente com idades entre 50 e 71 anos e acompanhados por uma média de 12 anos, o suplemento de cálcio aumentou o risco de morte cardiovascular em 20% dos homens – mas não entre as mulheres. O aumento do risco foi observado apenas entre os fumantes.

Soma-se a esses resultados confusos o fato de que nenhum estudo foi desenvolvido especificamente para avaliar os efeitos dos suplementos de cálcio sobre o risco de um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral. Isso pode causar anomalias inesperadas em resultados de pesquisas.

Uma possível razão para a associação, segundo os pesquisadores da Jama, é que os suplementos são uma grande pílula de cálcio. Se a ingestão não se dá gradualmente, por meio de fontes alimentares, pode resultar em depósitos de cálcio nas artérias. Na verdade, essa é uma complicação conhecida entre os pacientes com doença renal avançada que tomam suplementos do mineral.

Os pesquisadores concordam que, dado o uso difundido de cálcio suplementar na alimentação, mais estudos são necessários para esclarecer possíveis riscos e benefícios.

Até que essas informações estejam disponíveis, os consumidores devem confiar prioritariamente nas fontes alimentares de cálcio e conservar uma dieta de exercícios de força, de hipertrofia muscular, ou ambos. Caminhadas, corridas, musculação e treinos em aparelhos de resistência física são inquestionavelmente eficientes e seguros.

MENINA DE 2 ANOS RECEBE NOVA TRAQUEIA CRIADA COM CÉLULAS-TRONCO

30/04/2013


Hannah Warren não conseguia respirar sozinha.
Tratamento experimental foi feito com as próprias células da garota.

 Hannah Warren após a cirurgia de implantação da traqueia.


Uma menina de dois anos nascida na Coreia do Sul recebeu uma nova traqueia produzida a partir de suas próprias células-tronco, tornando-se a paciente mais jovem do mundo a ser beneficiada com o tratamento, afirma a agência Associated Press. Os médicos anunciaram nesta terça-feira (30) ter sinais preliminares que mostram que a nova traqueia está funcionando, apesar de a garota ainda respirar com a ajuda de um sistema artificial. Atualmente, ela está se recuperando do procedimento.

Nascida em 2010, filha de um pai canadense e de uma mãe coreana, Hannah Warren não conseguia respirar, comer, beber ou engolir sozinha desde que veio ao mundo por não possuir traqueia, diz a agência. Ela passou a vida toda em um hospital da capital coreana, Seul, antes de ser submetida ao tratamento experimental.


Médicos operam a garota de dois anos

A cirurgia de implantação da traqueia foi realizada no dia 9 de abril e levou nove horas para ser concluída, segundo a agência de notícias. Os médicos dizem esperar que a garota possa deixar no futuro o hospital e ter uma vida normal.

"Nós sentimos como se ela tivesse renascido", disse o pai de Hannah, o canadense Darryl Warren, à Associated Press.

A cirurgia foi realizada em um hospital de Illinois, nos EUA. As células-tronco para a produção da nova traqueia foram obtidas da medula óssea de Hannah, extraídas com uma agulha inserida em um osso do quadril da criança.

Com a ajuda de um suporte plástico especial, as células foram cultivadas e reproduzidas pelos pesquisadores. De acordo com o jornal "New York Times", a produção da traqueia utilizou o tubo de fibras de plástico com diâmetro de meia polegada, banhado em uma solução com as células-tronco da menina. O novo órgão é uma combinação do suporte plástico e das células-tronco, segundo o jornal.


 Em um mês

Warren disse esperar poder levar a pequena Hannah para casa pela primeira vez em cerca de um mês - ela faz 3 anos em agosto. "Vai ser maravilhoso para nós finalmente nos reunirmos como uma família", disse ele à Associated Press.

O tratamento contou com um cirurgião italiano que atua na Suécia, Paolo Macchiarini, pioneiro no uso de células-tronco para a produção de tecidos da traqueia. Outro médico, Mark Holterman, ajudou a obter o tratamento nos EUA sem custos para a família, com apoio de instituições de caridade.

Macchiarini já participou de 14 cirurgias de traqueia que envolveram o uso de células-tronco dos pacientes, diz a Associated Press. Nove usaram suportes produzidos a partir de traqueias de cadáveres e cinco contaram com aparatos similares ao usado em Hannah, mas foram operações realizadas em adultos.

 Pais de Hannah brincam com a garota, que está em recuperação no hospital 

ESTRESSE AGRAVA SINDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL

Dor de barriga    01/05/2013 


Estresse suprime um componente importante que é necessário para manter a flora intestinal normal.
Problema implica em alterações nos movimentos do intestino grosso, causando cólicas, diarreias, prisão de ventre e outros sintomas.


Quem tem a síndrome do intestino irritável se pergunta constantemente se o estresse pode agravar a sua doença intestinal. Um novo estudo , publicado no Gastroenterology, revela que esta relação é verdadeira e não apenas uma impressão (ou imaginação) dos pacientes.

De acordo com os pesquisadores da University of Michigan Health System, o estresse não causa diretamente a síndrome do intestino irritável, mas provoca alterações nas interações cérebro-intestino que induzem a inflamações intestinais, que, muitas vezes, provocam dor de barriga grave ou crônica, perda de apetite e diarreia.

Segundo os pesquisadores, o estresse suprime um componente importante que é necessário para manter a flora intestinal normal: os inflammasomes (grupo de complexos de multiproteínas). Mas esta ação danosa do estresse pode ser revertida com a ingestão de probióticos.

O organismo pode se proteger dos efeitos danosos provocados pelo estresse com a ingestão de probióticos, organismos que têm a capacidade de reverter a inibição da inflammasome. Os pesquisadores foram capazes de identificar a forma pela qual o estresse altera significativamente a composição das bactérias do intestino e o papel dos probióticos na reversão deste processo. 

No estudo, o pré-tratamento com a terapia de probióticos reduziu a inflamação no intestino delgado dos ratos de laboratório induzida pelo estresse. Ou seja, a pesquisa comprovou que o emprego de probióticos no tratamento de pacientes com síndrome do intestino irritável faz sentido — afirma o gastroenterologista Silvio Gabor (CRM-SP 47.042).

Estudos clínicos adicionais são necessários para determinar qual a terapia probiótica ideal, mas os pacientes já podem mudar seus hábitos:

Independentemente de novos estudos, os pacientes com a síndrome do intestino irritável devem adotar estilos de vida mais saudáveis para melhorar a sua microbiota intestinal, como por exemplo, adicionar mais frutas e vegetais à dieta, além de buscar maneiras de manter o estresse sob controle — defende o médico.


Estresse x síndrome do intestino irritável


Não é totalmente claro como estresse, ansiedade e síndrome do intestino irritável estão relacionados — ou o que vem em primeiro lugar —, mas os estudos mostram que eles tendem a coexistir. 

Se você fizer entrevistas diagnósticas, o que você encontra é que cerca de 60% dos pacientes com síndrome do intestino irritável irão satisfazer os critérios para um ou mais transtornos psiquiátricos. O transtorno mais comum entre os pacientes é a ansiedade generalizada, seguido pela depressão — informa o médico.

Segundo a Anxiety Disorders Association of America, independentemente de saber se têm a síndrome do intestino irritável, as pessoas com ansiedade tendem a se preocupar muito sobre questões relativas à saúde, ao dinheiro ou à carreira. Outros sintomas da doença incluem dores de estômago, tremores, dores musculares, insônia, tontura e irritabilidade.

Visando a gestão do estresse, alguns pacientes com síndrome do intestino irritável usam técnicas de relaxamento como a respiração profunda ou meditação. Outros buscam reduzir o estresse fazendo algo agradável, como conversar com um amigo, ler ou ouvir música.

O exercício físico regular, dormir o suficiente e adotar uma boa dieta para a síndrome do intestino irritável também ajuda a reduzir a tensão — diz Silvio Gabor.

Pacientes com a síndrome devem conversar com o seu médico (cirurgiões do aparelho digestivo, gastroenterologistas e coloproctologistas podem fazer o diagnóstico) sobre a gestão do estresse. 

Cerca de dois terços dos pacientes com a doença tendem a melhorar com mudanças na dieta e com a medicação apropriada. O outro terço, composto por pacientes com sintomas mais graves, apresenta bons candidatos à ajuda psicológica — explica o gastroenterologista.

A terapia comportamental, quando bem indicada, tem sido uma aliada para aliviar alguns sintomas da síndrome do intestino irritável para a maioria das pessoas. Este termo amplo abrange uma variedade de opções terapêuticas, incluindo a terapia de relaxamento, o biofeedback, a hipnose, a terapia cognitivo-comportamental e a psicoterapia tradicional. 

FONTE:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/05/estresse-agrava-sindrome-do-intestino-irritavel-4123747.html

 

VÍRUS MODIFICADO TRAZ ESPERANÇA A PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

30/04/2013


Insuficiência cardíaca é problema comum entre pessoas
que sofreram ataque do coração.
 
Teste clínico vai avaliar se vírus alterado pode aumentar produção de proteína essencial para bom funcionamento do coração.


Pacientes britânicos farão parte de um teste clínico que vai avaliar se um vírus geneticamente modificado pode auxiliar no tratamento de insuficiência cardíaca.

A medicina tem avançado consideravelmente em tratamentos que resultam em altos índices de sobrevivência entre pacientes de ataques cardíacos, mas que passam a conviver com outros problemas, como a insuficiência cardíaca.

Mais de 750 mil pessoas no Reino Unido sofrem do problema, um termo médico que define situações em que o coração não consegue bombear o sangue para o resto do corpo de forma eficiente. Isto pode acontecer após um ataque cardíaco, por exemplo.

Pesquisadores do Imperial College London concluíram que os níveis da proteína SERCA2a são mais baixos em pacientes com este tipo de problema e modificaram geneticamente um vírus para que este produza mais quantidade da substância, muito importante para o bom funcionamento do coração.

O vírus alterado será liberado no músculo cardíaco de 200 pacientes por meio de um tubo inserido na perna que transportará o organismo pelos vasos sanguíneos. O professor Sian Harding, do Imperial College London, espera que a experiência leve os pacientes para o estado de saúde em que se encontravam antes de sofrer danos no coração.

"Nós acreditamos que este é um tratamento que pode melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas", diz Harding.

O médico Alexander Lyon, cardiologista no Royal Brompton Hospital, onde alguns pacientes vão receber o vírus modificado, disse que este é o primeiro teste de terapia genética para tratar insuficiência cardíaca. "Nosso objetivo é lutar contra insuficiência cardíaca revertendo algumas mudanças moleculares que ocorrem quando o coração falha", diz.

A organização British Heart Foundation disse que a ideia tem "um grande potencial, mas precisa ser provada em testes clínicos". "Apesar de haver medicamentos eficientes, ainda não há tratamentos que restaurem a função cardíaca dos que sofrem de problemas no coração", disse Peter Weissberg, diretor da British Heart Foundation.