DEFICIENTES RECLAMAM DO PRAZO PARA RETIRAR CREDENCIAL EM SÃO JOSÉ

Atualizado em: 19h30min - 05/05/2011



Deficientes reclamam do prazo para retirar credencial em São José
Benefício é concedido para estacionar em vagas preferenciais ou usar o transporte público de graça. Veja como fazer o pedido
Credito: Reprodução / Rede Vanguarda Deficientes que precisam da credencial para estacionar em São José dos Campos ou usar o transporte público de graça precisam ficar atentos aos prazos de renovação. O problema é que quem tem deficiência permanente reclama do período estipulado pela prefeitura.

A Esclerose Múltipla impede o movimento das pernas do aposentado Vanderley Martins há nove anos. Desde então, o filho é quem o leva a todos os lugares. O cartão de portador de necessidades especiais permite estacionar nas vagas preferenciais, mas quando foi renovar o cadastro voltou cheio de dúvidas.

A principal reclamação foi ter que provar que depois de um ano continua com a deficiência, considerada incurável pelos médicos. “Isso traz um transtorno principalmente pela condição que não é fácil de vir até o local e depois ir atrás de toda essa documentação para fazer uma renovação”, reclamou Vanderley.

Antes de 2008, para estacionar nessas vagas, os deficientes só precisavam ter um adesivo colado no carro. Para evitar fraudes, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou que o motorista tivesse um cadastro e identificação. E seria o município o responsável pelas regras para emissão desse documento.

Em São José dos Campos ficou acertado assim: o interessado deve comprovar residência na cidade, apresentar laudo médico com descrição da doença, CPF, RG e carteira de habilitação, caso seja o motorista. Além de fazer perícia para comprovar a deficiência. O prazo de renovação do cadastro é de três anos para doenças permanentes e um ano para temporárias.

Credito: Reprodução / Rede Vanguarda As mesmas regras valem para quem quer tirar a carteirinha de isento para o transporte público. Como explica a diretora de transporte público, Dolores Moreno Pino. “Às vezes outra pessoa pode estar utilizando esse beneficio ou há o falecimento da pessoa. Então, eles têm que se apresentar para dizer que está tudo bem e que são eles que realmente utilizam”.

Já o caso de Vanderley foi uma exceção, segundo a secretária. “No início, algumas credenciais foram emitidas com validade de um ano. Mas, agora, ele já renovou a credencial dele e só daqui a três anos que ele deve voltar com o laudo médico e a documentação pessoal”, reiterou Dolores.

O pedido e a renovação são feitos no posto do "Acesso Livre", na Rodoviária Velha, que fica na Praça dos Expedicionários, no centro da cidade.
 

HC TESTA ESTÍMULO MAGNÉTICO PARA TRATAR DOR CRÔNICA

05/05/2011 - 10h34


 Para aliviar dores crônicas que não melhoram com remédios, o Hospital das Clínicas de São Paulo está testando um tratamento com estimulação magnética.
Método é diferente do usado no eletrochoque

Apu Gomes/Folhapress
O auxiliar de expedição Djair da Silva faz tratamento contra dor
O auxiliar de expedição Djair da Silva faz tratamento contra dor
Uma bobina que gera um campo eletromagnético é apoiada na cabeça do paciente. O aparelho estimula áreas do cérebro ligadas à dor e à liberação de substâncias produzidas pelo próprio corpo que têm efeito analgésico.
A técnica, não invasiva e indolor, é indicada para dores neuropáticas, que atingem 7% da população.
Quando se torce o pé, por exemplo, o nervo saudável leva a informação da dor para o cérebro. Na dor neuropática, a lesão é no próprio nervo. A sensação pode ser de queimação, formigamento ou pontadas.
É o caso de dores causadas por mal de Parkinson, esclerose múltipla, fibromialgia, diabetes e quimioterapia, em pacientes com câncer.
De acordo com Daniel Ciampi, neurologista e coordenador do grupo de dor clínica do HC, mais de 500 pacientes já foram submetidos à estimulação.
MENOS REMÉDIOS
Um estudo do grupo, publicado on-line no periódico "Pain", mostrou a eficácia da técnica para dor de fibromialgia. A pesquisa avaliou 40 pessoas por seis meses.
Para Pedro Schestatsky, chefe do comitê europeu de dor da Sociedade Europeia de Neurologia, não há dúvidas sobre os benefícios da estimulação magnética.
"Não é mais 'achismo'. Os benefícios já foram provados em estudos muito bem feitos pelo mundo", afirma.
Uma vantagem da técnica, diz ele, é a redução do número de remédios para pacientes que já tomam outras medicações, como diabéticos.
A estimulação também pode ajudar quem não tem bons resultados com remédios. Ciampi afirma que 25% dos pacientes com dores crônicas neuropáticas não respondem aos medicamentos (antidepressivos e antiepilépticos).
O neurologista afirma que a técnica, ainda experimental, deve ser aprovada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) ainda neste mês.
Editoria de Arte/Folhapress
RESSALVAS
Estudos apontam que a estimulação transcraniana pode causar dor de cabeça e, mais raramente, epilepsia.
Segundo Marcos Vidal Dourado, pesquisador do departamento de neurologia da Unifesp, o tratamento pode causar efeitos colaterais temporários, como tontura e visão com pontos luminosos.
"Deve-se aguardar mais estudos para esclarecer as aplicações da técnica e dar mais segurança aos pacientes." Ciampi afirma que 60% dos pacientes têm benefícios.
O auxiliar de expedição Djair Rosendo da Silva, 46, espera estar em breve dentro do grupo beneficiado.
Há 22 anos ele sofre com uma dor constante no lado esquerdo do rosto. Começou a fazer a estimulação nesta semana. "Uso medicação há 12 anos, mas não adianta muito", conta."Os médicos já estavam meio perdidos comigo, sem saber o fazer. Agora, espero que melhore."

FONTE:  http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/911683-hc-testa-estimulo-magnetico-para-tratar-dor-cronica.shtml

SITES DE RELACIONAMENTO ALTERAM PRIORIDADES DA CIÊNCIA


05/05/2011

Sites de relacionamento alteram prioridades da ciência















Mídia social e ciência
Os sites de relacionamento começam a expandir suas influências para além do comportamento de jovens e adolescentes.
As empresas já haviam descoberto a importância de mensagens veiculadas em sites como Orkut, Facebook e Youtube, criando departamentos para evitar danos à sua imagem.
Agora foi a vez dos cientistas descobrirem que o trabalho e as prioridades da ciência podem ser fortemente influenciados pelo que se comenta na chamada "mídia social".

Desbloqueio de veias para esclerose múltipla
As prioridades nas pesquisas foram redirecionadas no Canadá, privilegiando um tratamento controverso para esclerose múltipla, depois que mais de 500 páginas e vídeos no Facebook e Youtube chamaram a atenção para essa linha de pesquisa.
Paulo Zamboni, um cirurgião italiano, sugeriu, em 2008, que a esclerose múltipla não seria uma doença auto-imune, mas sim uma doença vascular causada por bloqueios no cérebro.
Ele propôs desbloquear as veias mecanicamente, alargando-as - o que ele chama de "processo de liberação".
Sua hipótese mereceu pouca atenção do público, exceto no Canadá, onde mais de 500 páginas do Facebook dedicadas à teoria alcançaram dezenas de milhares de seguidores.
Venoplastia
Uma pesquisa mostrou que mais da metade dos canadenses conhece a teoria, que ganhou repercussão também na mídia tradicional, como jornais e canais de TV.
Pesquisadores da Universidade Memorial, em Toronto, notaram que a discussão provocou um debate nacional sobre se pacientes com esclerose múltipla deveriam ou não receber suporte financeiro imediato dos órgãos de saúde pública para terem acesso ao tratamento de ampliação das veias, conhecido como venoplastia.
Isso apesar do fato de que praticamente nenhum médico ou pesquisador canadense defendeu o tratamento.
Na verdade, vários estudos não conseguiram replicar os resultados originais de Zamboni.
Prioridades das pesquisas 
"Na verdade, o caso indica que a pressão sem precedentes que cientistas, políticos e financiadores em todo o mundo podem agora enfrentar para alterar as prioridades das pesquisas, mesmo na ausência de provas científicas críveis," escreveram os autores em um artigo na revista Nature.
Os autores afirmam que, nesse ambiente de novos meios de comunicação social, médicos e pesquisadores precisam se engajar mais ativamente com o público para articular a importância da ciência para determinar os benefícios e os riscos de novos tratamentos - e assegurar a adequada ponderação entre as preocupações dos pacientes e as prioridades das pesquisas.
Eles afirmam que os tratamentos não convencionais e não comprovados têm sido propostos e testados para muitas doenças. "Agora, ferramentas como o Facebook e o YouTube tornam consideravelmente mais provável que os pacientes tomem conhecimento sobre tais terapias, sem necessariamente conhecer suas possíveis limitações."
Comunicação científica
Os autores escrevem que uma lição clara a partir do exemplo da pesquisa de Zamboni é que as abordagens tradicionais para comunicar as descobertas científicas, tais como artigos, notas informativas, notícias e conferências de imprensa, são insuficientes.
"Quando os grupos de pacientes estão usando as mídias sociais para se defender e mobilizar, os cientistas devem empregar instrumentos igualmente eficazes para se comunicar," afirmam eles.
É necessário um maior esforço para melhorar o conhecimento científico do público, dos políticos e da mídia, segundo os autores, e para envolver um público que não se diferencia mais dos especialistas.


FONTE: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=sites-relacionamento-alteram-prioridades-ciencia&id=6437

IMUNIDADE E ESTRESSE CRÔNICO

Os portadores do vírus do herpes simples, em momentos de grande estresse, têm a precisa noção de como acontecem as recaídas. O mesmo se dá com os que viajam com frequência de avião e contraem gripes de repetição ou, ainda, os que têm predisposição às micoses e as desenvolvem com facilidade, especialmente em regiões quentes e úmidas do corpo.

Vírus, fungos, bactérias ou mesmo doenças geradas pelo próprio organismo, como asma, alergias, e as doenças autoimunes são exacerbados pelo estresse crônico. Um bom exemplo é o caso da Esclerose Múltipla, que é provocada pela ação destruidora do sistema imunológico na membrana ou na bainha que reverte os nervos.

Algumas lesões cutâneas, como eczema, psoríase, líquen plano e prurido, são agressões do sistema imunológico que se acentuam com a incidência do estresse crônico no organismo, onde existe uma baixa da produção de cortisol. Está, portanto, demonstrado que o estresse pode modificar a atividade do sistema imunológico.

Os efeitos do estresse no organismo, porém, podem ser opostos, como, por exemplo, aumentar ou reduzir o crescimento tumoral ou a produção de anticorpos. Isso se deve ao fato de que o sistema imunológico não é monolítico, mas constituído de numerosos tipos celulares que se autorregulam de maneira complexa, cuja ação varia segundo a infecção ou o estímulo antigênico considerado.

O sistema nervoso central e o sistema imunológico podem se comunicar quando o estresse se manifesta. As informações circulam via sistema nervoso autônomo. O conjunto de órgãos produtores de células de defesa (timo, baço, gânglios, medula óssea) é inervado essencialmente pelo sistema simpático, mas também pelo parassimpático. Essa dupla inervação tem um papel protetor, uma vez que, ao minimizar os efeitos da adrenalina e da noradrenalina, otimiza a imunidade do organismo.

A adrenalina e a noradrenalina são ativas em nível dos linfócitos, mas outras substâncias, como as endorfi nas, têm também propriedades reguladoras da imunidade – daí a importância da atividade física regular na preservação do sistema imunológico.

A comunicação se dá pelo eixo hipotálamo–hipófi se–suprarrenal. De fato, no estresse crônico, os hormônios liberados modificam a resposta imunológica. O cortisol funciona como inibidor do sistema imunológico e, em excesso, pode mesmo suprimir as funções de defesa. Por outro lado, em quantidade insuficiente, pode descontrolar o sistema imunológico, resultando em inflamações, alergias e doenças autoimunes.

A ativação das vias de comunicação entre o cérebro e o sistema imunológico renova a ideia das relações entre emoções e imunidade. Essas interações se fazem nas duas direções: o cérebro influencia as reações do sistema imunológico e os anticorpos afetam as atividades cerebrais. A adaptação imunológica tem como objetivo maior a adaptação global do organismo às pressões do meio ambiente.

Vários estudos e pesquisas de centros de excelência mundiais vêm demonstrando a relação do estresse crônico com o câncer. Hoje, sabemos que o estresse crônico reduz a imunidade do organismo e que os tumores malignos são mais frequentes nos pacientes com imunidade baixa.

A maioria dos cientistas acredita que o sistema imunológico busca as células cancerosas da mesma forma que procura um agente externo agressor (vírus, fungo, bactéria, etc.).

Estudos conduzidos pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mostraram que as pacientes com câncer de mama cujo cortisol era mais elevado à noite, quando deveria estar reduzido, tinham uma expectativa de vida menor. Outras experiências revelaram que, sob influência do estresse ou administrando doses de cortisol, seria possível aumentar a vulnerabilidade ao câncer ou à progressão dessa doença.

Os efeitos do estresse crônico sobre a imunidade não dependem da agressão pelo choque físico, mas do controle emocional da situação.

Na universidade norte-americana de Ohio, estudos desenvolvidos relacionando o estresse crônico e a saúde demonstraram que indivíduos que convivem com a solidão, com a depressão e a ansiedade têm também seus sistemas imunológicos fragilizados. 


Nuno não consegue ir ao centro de saúde

Nuno Cacheira,de29anos, sofre de distrofia muscular de Duchenne, doença degenerativa, e necessita de se deslocar com frequência ao centro de saúde de Alfena, em Valongo.

Só que pelo factodenãoconseguircircular dentro da unidade, uma vez que se desloca em cadeira de rodas, tem de receber a visita do médico em casa. A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte vai construir uma nova unidade.
"Só fui uma vez ao centro de saúdequando andava na escola e quando estava saudável", lembrou Nuno. O jovem precisa de receber tratamentos no centro de saúde no mínimo uma vez por mês, mas não consegue ultrapassar vários obstáculos. "A paragem de autocarros fica longe e não há passeios até lá. O centro tem corredores estreitos e muitas escadas", enumerou.
Confrontada com esta situação, a ARS do Norte anunciou que pretende construir um centro no espaço de dois anos. "A actual unidade de saúde funciona no edifício do centro social local e tem cerca de 20 anos. Na altura foi a melhor solução que se encontrou, mas agora vamos construir um edifício com condições dignas", disse fonte do gabinete de comunicação da ARS Norte.
"FIQUEI SEM VER OS MEUS AMIGOS"
Nuno era uma criança normal até que, aos 9 anos, começou a sentir fraqueza muscular. "A professora notou que eu não tinha força e caía muitas vezes", recorda. Foi-lhe diagnosticada uma distrofia muscular, a mesma doença congénita e degenerativa que vitimou um tio.
Pela necessidade de ter sempre acompanhamento médico e por questões financeiras, concluiu a 3ª classe e teve de abandonar a escola. Filho único, passou a depender dos pais, que também têm problemas de saúde. Primeiro teve uma cadeira de rodas manual, ficando dependente da ajuda da mãe. Depois foi construída uma rampa em casa, mas a inclinação acentuada dificultava a saída. "Fiquei sem ver os meus amigos", lamenta Nuno Cacheira.
A cadeira eléctrica que depois conseguiu não era a adequada e causou-lhe ferimentos. Com a nova cadeira que recebeu da Associação Salvador ganhou mais autonomia. "Gosto de passear mesmo não sendo fácil", diz, divertido.

Células-tronco epiteliais começam a revelar seus segredos


03/05/201

Células-tronco epiteliais começam a revelar seus segredos
As células-troncos epiteliais são consideradas raras e estão localizadas em nichos específicos da mucosa.
Células-tronco na boca
Uma boca pode revelar muitos segredos. Entre eles, a fonte de células-tronco epiteliais que residem na mucosa, um tecido de fácil acesso.
As células-troncos epiteliais são consideradas raras e estão localizadas em nichos específicos.
"A maioria dos trabalhos existentes na literatura é relativo às células-tronco adultas mesenquimais, que podem ser células da medula óssea ou do cordão umbilical, entre outras," explicou Andrea Mantesso.
Mantesso, que é professora doutora de Patologia Bucal da Faculdade de Odontologia da USP, coordena o projeto Oral epithelial stem cells - evaluation of response to injury and self-renew capacity, em conjunto com Paul Sharpe, do King's College London, na Inglaterra.
Células-tronco epiteliais
"A caracterização das células-tronco epiteliais é diferente das mesenquimais. Acredita-se, assim como em outros tecidos do corpo humano, que existam células-tronco no epitélio. Mas, como não há muitas pesquisas a seu respeito, sabemos pouco sobre elas", ressaltou Mantesso.
Nas células-tronco mesenquimais - a partir das quais é possível formar osso, cartilagem, tecido adiposo ou neural entre outros - o processo de caracterização não ocorre da mesma forma que nas células epiteliais.
Um grande desafio para os cientistas é isolar a população de células que possuam características de células-tronco epiteliais ou progenitoras. "Para essa fase do estudo, a participação do King's College London é muito importante", destacou.
Durante a primeira etapa, realizada na USP, Mantesso, seu orientando de doutorado Felipe Perozzo Daltoe e Sharpe conseguiram isolar uma população de células da mucosa bucal que expressavam a proteína P75NTR, receptora de neurotrofina e considerada importante, pois distingue uma população enriquecida em células-tronco.
A equipe observou que as células encontradas no experimento proliferavam em maior quantidade e de forma mais rápida que as normais, características comuns às células-tronco e também às células progenitoras.
Engenharia de tecidos
A segunda parte do estudo será realizada em Londres. Embora a equipe já tenha conseguido reconstruir um epitélio aqui no Brasil, Mantesso conta que ainda não há uma denominação definida para as células encontradas.
"Para confirmar o potencial dessas células epiteliais, precisamos realizar mais estudos in vivo", disse.
Isso significa observar mais um comportamento comum às células-tronco epiteliais: a resposta a danos.
"Nessa fase da pesquisa, nossa intenção é estudar as propriedades dessas células, como a migração e a capacidade de reparar uma ferida. Pretendemos também explorar o potencial que elas possam ter para a engenharia de tecidos e aplicar esse conhecimento na regeneração e reparo dos dentes", explicou Sharpe.
Pericitos
Além deste projeto, Mantesso e Sharpe estudaram, com outros colegas, a resposta às lesões nos dentes incisivos pelos pericitos, células que revestem os vasos sanguíneos.
O resultado da pesquisa foi publicado em abril na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
O trabalho procura desvendar a origem das células-tronco mesenquimais por meio da análise de pericitos. Para isso, os cientistas reuniram uma série de informações comuns aos pericitos e às células-tronco, tais como regeneração e se ambas estão vinculadas à vascularidade.
Utilizando camundongos transgênicos, os pesquisadores conseguiram enxergar os pericitos e analisar essas células. E, para surpresa do grupo, eles não eram a única fonte de células-tronco mesenquimais.
"Durante os experimentos, observamos que os pericitos apresentaram as características de células-tronco ou progenitoras, mas eles respondiam somente por parte da origem dessas células. E isso nunca tinha sido mostrado na literatura", enfatizou Mantesso.
De acordo com a professora, a outra população celular ainda é desconhecida, porém, experimentos indicam que esteja relacionada à vascularidade, "pois nos lugares ricos em vasos sanguíneos essas células eram mais presentes", disse.


FONTE:   http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=celulas-tronco-epiteliais&id=6448

CÉLULAS TRONCO



FONTE:  http://www.youtube.com/watch?v=JyfoUWoMkEg&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=oZ5m92oHUI8&feature=player_embedded

Ruas do Beato travam mobilidade a João

"Embora as questões relativas às acessibilidades se encontrem no âmago das nossas preocupações, não estão contempladas no rol de competências e respectivo orçamento delegadas pela Câmara Municipal de Lisboa". É desta forma que Hugo Pereira, presidente da Junta de Freguesia do Beato, em Lisboa, justifica as queixas de João Paulo Martins, de 33 anos, em circular pelas ruas da freguesia.

Bruno Colaço
Para João Paulo Martins sair de casa, no bairro Madre de Deus, é uma aventura. Os obstáculos multiplicam-se


O autarca diz que a junta diz-se sensível aos apelos da população, acrescentando que, sempre que possível, executa desnivelamentos de calçada em passadeiras, bem como pequenas rampas de cimento ou chapa. "Já construímos cerca de 20 desnivelamentos em passeios e temos mais de 13 casos em que desviámos mobiliário urbano para a passagem de cadeiras de rodas. Temos seis casos para resolver, alguns através da colocação de pilaretes", explica o responsável, sublinhando que há situações que carecem de autorização, o que arrasta a concretização da obra.
Relativamente aos buracos no pavimento, o presidente atribui a sua origem às obras de requalificação que estão a ser desenvolvidas na Mata da Madre Deus, que incluem a modernização dos sanitários públicos. 

"GOSTAVA MUITO DE FAZER PLANOS"

Gostava muito de fazer planos para a minha vida". Escrever um livro, fazer rádio e ter um bar são os sonhos de João Paulo Martins, um jovem de 33 anos, a quem a vida pregou uma partida.
Aos 18 anos, soube que sofria de esclerose múltipla, doença crónica, inflamatória e degenerativa que afecta o sistema nervoso central, que o atirou para cima de uma cadeira de rodas. Cada saída de casa é uma aventura, todo o percurso tem de ser criteriosamente pensado. Porém, há sempre um novo obstáculo que impede a sua cadeira de rodas eléctrica de circular. E não é preciso ir muito longe. É o seu próprio bairro – bairro Madre de Deus (Lisboa), o palco da aventura. Falta de rampas nos passeios, o piso irregular, a falta de uma casa de banho adaptada na mata e o facto de ter de pedir do meio da estrada um jornal ou uma revista, visto não ter acesso directo ao quiosque do bairro, tornam o dia-a-dia deste desempregado uma tortura. A Associação Salvador ofereceu-lhe uma cadeira eléctrica nova.
"É mais confortável, deu-me a possibilidade de ir para longe da minha porta, conhecer mais pessoas e exteriorizar o meu pensamento", elogia este profissional de arte e design cerâmico.

 FONTE:  http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/ruas-do-beato-travam-mobilidade-a-joao

30 MITOS E VERDADES SOBRE A CIRURGIA PLÁSTICA

01 de Maio de 2011 - 08:22

Zulmar Accioli

São 30 itens baseados em dúvidas frequentes dos pacientes nas clínicas especializadas e em informações diariamente veiculadas na imprensa, muitas delas confusas e até inverídicas. Entre os tópicos abordados, uso de células-tronco, a falsa medicina estética, simulação em computador, modalidades de lipoaspiração, reconstrução de órgãos, emagrecimento com cirurgia, preenchedores, cicatrizes, plástica em crianças e adolescentes, cirurgia pós-parto, transplante capilar, operação em órgãos sexuais, pós-operatório, durabilidade e a beleza prometida.


A popularização da cirurgia plástica no Brasil ocorreu de maneira gradativa nas últimas décadas, mas ganhou status de fenômeno há pouco tempo. Tamanha demanda alçou o País à segunda colocação no pódio ocidental em quantidade de operações, superado apenas pelos Estados Unidos, e em terceiro lugar a nível mundial, ficando a China atrás dos americanos. São cerca de 630 mil procedimentos anuais, entre estéticos e reparadores, conforme pesquisa do instituto Datafolha realizada para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
     O impulso é explicado por um conjunto de fatores que convergiram para se chegar a esta grandeza: aumento do poder aquisitivo do brasileiro, avanços na pesquisa científica, aprimoramento de técnicas e equipamentos, alta qualidade da cirurgia plástica nacional, maior atenção à segurança do paciente, qualificação de centenas de novos profissionais anualmente, concorrência e, talvez o mais controvertido, acesso à informação.
     Basta acordar pela manhã e as pessoas já estão expostas a uma quantidade infinita de mensagens que a mídia oferece por meio de todos os veículos de comunicação. Esta facilidade bem-vinda e necessária tem viés perigoso à medida que dela se faz mau uso – como tudo o que existe. E quando se trata de riscos para a vida humana, há de se fiscalizar com veemência e alertar de forma contínua.
     Neste contexto, a cirurgia plástica tornou-se assunto trivial entre o grande público, mas existe muita confusão em torno do que é verdade na área. A oferta de promessas, técnicas milagrosas, máquinas precisas, tratamentos vanguardistas e previsões de resultado surgem de todos os cantos, a maioria propalada por médicos despreparados ou falsos médicos. Cabe às instituições e entidades de classe zelar por suas atividades e orientar a população. A indicação é sempre a mesma: certificar que o profissional é membro da SBCP, ouvir a opinião de dois ou mais especialistas e conversar detalhadamente com o médico de sua confiança até não haver mais dúvidas.
     Com base em perguntas frequentes que chegam aos consultórios e de informações publicadas diariamente na imprensa, o cirurgião plástico Zulmar Accioli, membro titular da SBCP e diretor tesoureiro da regional catarinense, listou 30 questões bastante comuns entre os leigos e que geram muitas incertezas. Professor de cirurgia nos cursos de graduação e pós-graduação em medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o médico esclarece o que é mito e o que é verdade:
01-A vibrolipoaspiração (com cânula vibratória) é mais segura que a cirurgia tradicional.
MITO Toda lipo apresenta os mesmos riscos. A vibrolipo tem a vantagem de ser menos cansativa para o cirurgião e a desvantagem de ser menos precisa que a técnica com seringa – a única em que se pode enxertar a gordura retirada em outras partes do corpo.
02-A lipoaspiração a laserproporciona cirurgia e pós-operatório mais rápidos.
MITOO único papel do laser é ajudar na perfuração da gordura e facilitar o trabalho do cirurgião. Tem, portanto, as mesmas vantagens e desvantagens da vibrolipo, sendo a consequência principal a destruição da gordura, o que impede a sua enxertia em outros lugares.Importante frisar que todas as técnicas de lipoaspiração se equivalem. O que realmente muda é o cirurgião. E não existe cirurgia que não incha e não deixa roxo. Isso vai variar a cada paciente.
03-Cânulas descartáveis para lipoaspiração eliminam totalmente o risco de infecções.
MITO Tanto as cânulas descartáveis quanto as esterilizadas têm o mesmo índice de segurança, desde que ambas tenham passado por um processo de esterilização e acondicionamento adequados.
04-É possível reconstruir o seio após a sua retirada por motivo de acidente ou doença, como o câncer.
VERDADESem dúvida. Existem várias técnicas e táticas cirúrgicas para diminuir a mutilação da retirada do tumor. Tudo irá depender da sequela do tratamento da doença, do desejo do paciente e das condições locais para reconstrução.
05-É preciso emagrecer antes de modificar o contorno corporal com cirurgia plástica.
MITO Em regra, não. O peso ideal para se fazer este tipo de operação é aquele que o paciente vai manter com facilidade. A cirurgia plástica não emagrece, apenas melhora o contorno corporal. O corpo a ser melhorado é aquele que o paciente efetivamente tem e não aquele que ele gostaria de ter. Emagrecer, submeter-se a uma cirurgia e depois engordar novamente resulta na perda de toda a melhora conquistada.
06-Pode-se engrossar as pernas com silicone.
VERDADESim, tanto as coxas quanto as panturrilhas. São cirurgias relativamente simples e os implantes são do mesmo material das próteses de mama.
07-Cirurgia plástica retira cicatrizes resultantes de acidentes ou de outras operações.
MITO No máximo, troca-se uma cicatriz feia por outra mais discreta. A eliminação completa de uma cicatriz é impossível.
08-O uso de polimetilmetacrilato (PMMA), substância derivada do petróleo, é perigoso para preencher grandes áreas, como seios e bumbum.
VERDADEOs preenchimentos artificiais só podem ser usados em pequenas quantidades. Isso é conhecido e aceito como uma verdade no meio científico. O desrespeito a esta regra pode causar complicações gravíssimas. Para grandes aumentos, como na região glútea, usa-se a própria gordura do paciente ou ainda o implante de silicone.
09-Cirurgia plástica com células-tronco é mais eficaz e proporciona resultados superiores.
MITONão há nenhum benefício comprovado no uso de células-tronco em cirurgia plástica e os pacientes devem estar atentos às informações com puro objetivo de marketing. Vale lembrar que as técnicas comprovadamente eficazes são utilizadas por todos os cirurgiões plásticos. O que muda é como cada cirurgião vai aplicá-las.
10-O resultado da cirurgia pode ser retocado ou refinado e até totalmente refeito.
VERDADE Sempre que for possível melhorar o resultado de uma cirurgia, isto é feito. Na maioria dos casos, é o próprio cirurgião que propõe a intervenção. Mas é preciso reforçar que, algumas vezes, o paciente gostaria que o resultado da cirurgia fosse ainda melhor e isso já não é mais possível. A cirurgia tem limites e eles dependem muito de como é a estrutura do paciente. Aperfeiçoa-se apenas o que é aperfeiçoável, infelizmente.
11-O paciente pode fazer quantas operações quiser em uma mesma sessão cirúrgica.
MITO Não. A principal diretriz em cirurgia plástica estética é a segurança. A maioria dos cirurgiões adota como limites duas cirurgias médias (mamas e abdômen, por exemplo) ou um máximo de seis horas de procedimento cirúrgico.
12-Crianças podem ser submetidas à operação plástica.
VERDADE A cirurgia plástica reparadora não elege idade mínima. Quanto à de cunho estético, apenas a correção de orelha de abano se faz na infância, após os seis anos de idade e no momento em que a criança se queixa aos pais.
13-Cirurgia nas pálpebras compromete a visão.
MITO Em regra, não. Pode ocorrer sensação de areia nos olhos durante algumas semanas, mas tudo volta ao normal em até três meses.
14-É permitido implantar silicone nos seios de adolescentes.
VERDADE Do ponto de vista médico/cirúrgico, desde que a fase de crescimento da menina tenha acabado (normalmente, dois anos após a primeira menstruação). Mas, em regra, os cirurgiões preferem fazer a cirurgia após os 18 anos, quando a paciente está mais madura psicologicamente. Realiza-se a operação em pacientes menores de idade apenas se o crescimento já estacionou e se ambos os pais estão de acordo.
15-Cirurgia plástica dura para sempre.
MITO A operação melhora o aspecto da pessoa, mas, infelizmente, o tempo é inexorável e o envelhecimento continua indefinidamente. Quando o paciente tem uma pele favorável, espera-se que o resultado de uma cirurgia de face permaneça agradável entre seis a oito anos.
16-As chamadas orelha de repolho, comuns em praticantes de luta livre e jiu-jitsu, não têm conserto nem com cirurgia.
VERDADE O resultado da cirurgia de reconstrução é muito ruim, pois a cartilagem é completamente destruída. O melhor tratamento nestes casos é a prevenção.
17-A cirurgia da face (facelifting) torna o paciente mais bonito.
MITO Ela apenas dá um aspecto mais descansado ao rosto. Importante ressaltar que a operação é somente um passo do rejuvenescimento facial. É imprescindível o uso posterior depeelings, toxina botulínica, preenchimentos e uma boa maquiagem para alcançar o melhor resultado possível.
18-A região operada perde sensibilidade.
VERDADE Sempre que existe uma incisão cirúrgica, acontece alguma perda sensitiva. Na maioria das vezes, isto é transitório, raramente será definitivo.
19-Após modificar certas regiões do corpo, como nariz, olhos, boca ou seios, é possível voltar à forma antiga.
MITOA pessoa nunca mais será a mesma. Portanto, não é possível voltar ao status quo anterior. Mesmo que fosse, haverá uma a cicatriz que ficará lá para sempre.
20-Cirurgia plástica na barriga só se faz quando há sobra de pele na região, não é para emagrecer.
VERDADE Nenhuma cirurgia plástica serve para emagrecer. Apenas para melhorar o aspecto do corpo. Pode-se aspirar a gordura localizada e retirar o excesso de pele, o que melhorará o contorno corporal. Mas, o paciente continuará com um peso muito próximo ao anterior à operação.
21-A cicatriz da cirurgia da barriga é sempre grande e aparente.
MITOSerá tão longa quanto o excesso de pele. É geométrico. O que o cirurgião plástico faz é colocar a cicatriz o mais baixo possível, para ficar escondida sob a calcinha, biquíni ou sunga.
22-A pele da região operada pode formar queloide, descolorir ou escurecer.
VERDADE A condição da pele depende de dois fatores. O primeiro é o técnico, e o cirurgião plástico é treinado para fazer a melhor cicatriz possível. O segundo, e mais poderoso, é o genético. Quanto a este ninguém tem ainda o poder de interferir, infelizmente.
23-Mulheres que acabaram de dar a luz podem fazer plástica.
MITO Como regra, aguarda-se cinco meses após o parto e mais três depois da interrupção da amamentação. Assim, na maioria das vezes, opera-se a paciente nove meses após o nascimento da criança.
24-Cirurgia plástica também se faz nos órgãos sexuais.
VERDADE É muito comum as mulheres solicitarem a diminuição dos pequenos lábios (ninfoplastia) e o aumento dos grandes lábios (com enxerto de gordura). Estes procedimentos dão um aspecto jovial à área que se modifica com a idade, principalmente após a gestação.
25-O resultado do transplante capilar parece com cabelo de boneca.
MITO Com a técnica de microtransplante, o resultado tende a ser bastante natural e os cirurgiões que se dedicam a este procedimento apresentam resultados muito naturais e duradouros.
26-Pode-se implantar cabelo de outra pessoa.
MITO Em regra geral, não. A exceção é somente quando o doador for gêmeo univitelino com o receptor: o chamado transplante isogênico.
27-Existe técnica específica para eliminar o chamado pescoço de peru.
VERDADE Quando são apenas as pregas musculares (bandas platismais), existe uma técnica em que se usam apenas agulhas, sem incisões nem pontos, dando um resultado bastante satisfatório. Mas, se já existe excesso de pele, o liftingcervical clássico é necessário.
28-Com um programa de computador, é possível simular o resultado da cirurgia.
VERDADE Sim, mas a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica condena esta prática, pois o paciente pode ser induzido a pensar que o resultado da operação sairá melhor do que poderá ser na realidade.
29-O pós-operatório é mais confortável no clima frio que nas temporadas de calor.
VERDADEEm muitas cirurgias, há necessidade do uso de malhas compressivas, o que no calor pode ser mais incômodo. No resto, não há diferença entre os períodos. A época boa de operar é aquela que for boa para o paciente, quando sua vida está organizada para se submeter a um procedimento cirúrgico.
30-Medicina estética é uma especialidade que capacita médicos de qualquer área a lidar com a beleza do corpo.
MITOMedicina estética não existe, enquanto especialidade médica. Os procedimentos chamados de estéticos são realizados por cirurgiões plásticos e por dermatologistas. Normalmente, os que se intitulam “especialistas em cirurgia estética” são os que não possuem nenhuma especialização reconhecida e trilham o caminho mais fácil: se passam por cirurgiões plásticos ou por dermatologistas sem terem capacitação para tal.