SÍNDROME DO OLHO SECO AFETA MAIS MULHERES DO QUE HOMES...SAIBA COMO TRATAR E EVITAR A DOENÇA

15 de setembro de 2015
Contato da mucosa ocular com cosméticos, variações dos hormônios sexuais e uso prolongado de pílula anticoncepcional favorecem a síndrome do olho seco 


Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a síndrome do olho seco, doença ocular mais comum no mundo, afeta mais as mulheres que os homens. A proporção é de três mulheres para cada homem. Segundo os especialistas, três fatores contribuem para maio incidência do distúrbio, uma alteração na qualidade ou quantidade da lágrima que é responsável pela manutenção da transparência da córnea, em pacientes do sexo feminino: contato da mucosa ocular com cosméticos, variações dos hormônios sexuais e uso prolongado de pílula anticoncepcional.

Os principais sintomas da doença são a coceira, queimação, olhos vermelhos e irritados, visão borrada (que melhora com o piscar dos olhos), lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz, desconforto após ver televisão, ler ou trabalhar em frente ao computador. Mas calma, fazer uso do anticoncepcional ou produtos cosméticos para os olhos não significa que esses hábitos devem ser abandonados o mais rápido possível. A recomendação é consultar um oftalmologista sempre que sentir algum desconforto ocular.

O diagnóstico mais comum é a medição da produção lacrimal com um filtro de papel. Já o tratamento vai desde o uso de lágrima artificial até cirurgia no canal lacrimal e estímulo da produção de lágrima através de dieta. A melhor alimentação para garantir a boa lubrificação ocular, segundo o médico, deve ter pouco carboidrato, gordura e carne de vaca e ser rica em vitaminas A e E, além de suplementos com Omega 3 – encontrados nas sementes linhaça, nozes e algumas verduras.

Quando não tratado corretamente, a síndrome do olho seco pode causar danos irreversíveis à saúde. As complicações podem ir desde uma conjuntivite até alterações graves na córnea.

Confira algumas dicas:

1. Cuidados com cosméticos

o limite para aplicação de maquiagem ou cremes é a borda dos cílios. O lápis para olhos deve ser usado sempre na borda externa das pálpebras. A aplicação na borda interna altera o PH da lágrima e irrita os olhos. Cremes que contêm ácido retinóico jamais devem ser usados na pálpebra superior porque podem induzir à irritação e edema palpebral. “A mulher também deve estar atenta ao canto interno dos olhos que representa a porta de entrada dos produtos” afirma.

Caso isso aconteça, a recomendação é lavar os olhos abundantemente com água. Para retirar a maquiagem aconselha usar um cotonete embebido em xampu infantil que não causa irritação se penetrar nos olhos e permite higienizar completamente a borda dos cílios para evitar blefarite (inflamação da pálpebra) ou a formação de terçol”, explica o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier.

2. Hormônios

O oftalmologista ressalta que, entre mulheres, as flutuações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual, uso de pílula anticoncepcional por mais de 5 anos ininterruptos, diminuição dos hormônios no climatério e menopausa estão intimamente relacionados ao olho seco. Isso porque os estrogênios têm influência direta na produção lacrimal. Vários estudos demonstram que a reposição hormonal pode melhorar a produção lacrimal e eliminar o risco de danos na córnea, principalmente entre mulheres que têm ciclo menstrual irregular ou entram na menopausa precocemente.

3. Outros fatores de risco

Uso excessivo de ar condicionado, poluição, estiagem, vento, lentes de contato e calor seco são outros fatores que contribuem para o surgimento do olho seco, de acordo com o especialista. A síndrome também pode estar relacionada a doenças como lúpus e alergias. Além da pílula anticoncepcional, o uso de medicamentos para hipertensão, distúrbios digestivos, antialérgicos, descongestionantes, antidepressivos e tranquilizantes também predispõe a alterações na lágrima.

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