ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ATIVIDADE FÍSICA PREVINEM E CONTROLAM DIABETES

11 novembro, 2011 


 Paciente é atendida nos centros integrados Hiperdia




O Dia Mundial do Diabetes é celebrado nesta segunda-feira (14) e, para reforçar a data, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) faz o alerta sobre um problema de saúde pública presente em todo o mundo e com incidência crescente, sobretudo nos países em desenvolvimento. A faixa etária de maior prevalência é a partir dos 40 anos e quanto mais velha a população, maior a prevalência dessa enfermidade.

Essa situação é particularmente importante, pois a tendência de envelhecimento das populações brasileira e mineira é crescente. Diante deste cenário, a secretaria criou a rede Hiperdia, que tem como objetivo ampliar a longevidade da população, por meio de intervenções capazes de diminuir a morbimortalidade por doenças cardiovasculares e diabetes.

De acordo com o coordenador estadual do programa Hiperdia, Aílton Cezário Alves, só será possível reduzir o número de casos de diabetes se houver um processo de promoção da saúde e do controle dos fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento da doença, como o tabagismo, álcool, sobrepeso e obesidade, que podem ser controlados com a prática de uma alimentação saudável e o combate ao sedentarismo.

O programa da secretaria é responsável por coordenar a estruturar a Rede de Atenção à Saúde dos portadores de hipertensão e diabetes de Minas, além das da Atenção Primária à Saúde, tais como a elaboração de novas diretrizes clínicas baseadas na estratificação de risco dos hipertensos e diabéticos e a organização da assistência.

Tipos de diabetes

Estima-se que em Minas cerca de 10% da população acima de 20 anos de idade sejam acometidas pelo diabetes, ou seja, cerca de 1.345.000 pessoas. Os tipos mais frequentes são: o diabetes tipo 2, que compreende cerca de 90% dos casos e o diabetes tipo 1, conhecido como diabetes juvenil, que compreende cerca de 10% do total de diabéticos. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, estima-se que 60% a 90% dos portadores do diabetes do tipo 2 sejam obesos.

O diabetes tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1, e o paciente pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos orais ou a combinação deles com insulina. Os principais sintomas são: infecções frequentes, visão embaçada, dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés e furunculose.

Uma das peculiaridades do diabetes tipo 2 é a contínua produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Por muitas razões, suas células não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sanguínea, acarretando "resistência insulínica".

Já o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina. Isso acontece por engano, porque o organismo as identifica como corpos estranhos. A sua ação é uma resposta autoimune. Este tipo de reação também ocorre em outras doenças, como Esclerose Múltipla, Lupus e doenças da tireóide.

Quem tem este tipo de diabetes precisa tomar injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar, pois sem a insulina, a glicose não consegue chegar até as células, que precisam da insulina para queimar e transformar o açúcar em energia. Também é importante manterem uma alimentação saudável e realizar atividades físicas. As altas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar do tempo, podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração.

Pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar: vontade de urinar diversas vezes, fome frequente, sede constante, perda de peso, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças de humor, náusea e vômito.

Centros Hiperdia

Para a composição e o fortalecimento dessa rede, a secretaria prioriza a implantação de centros de Referência Secundária em Hipertensão e Diabetes, os centros Hiperdia. Eles têm como objetivo prestar assistência especializada aos portadores de Diabetes Mellitus, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e doença renal crônica.

Os centros são de referência microrregional e atendem aos usuários encaminhados pela atenção primária à saúde. Já são nove centros em funcionamento, nos seguintes municípios: Janaúba, Brasília de Minas, Jequitinhonha, Santo Antônio do Monte, Patrocínio, Itabirito, Itabira, Juiz de Fora e Viçosa. A previsão é sejam inaugurados até dezembro deste ano mais dois centros Hiperdia, em Patos de Minas e Santa Luzia.

Acesso aos medicamentos

A Saúde também disponibiliza para os diabéticos medicamentos para o tratamento da doença e também insulinas, fitas reagentes, glicosímetros, que auxiliam no auto-monitoramento da doença. Alguns hipoglicemiantes orais também são distribuídos pelo Estado, por meio do Programa Farmácia de Minas.
Para ter acesso a esse tipo de remédio, o portador de diabetes deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência, onde receberá orientação de como ter acesso gratuito aos remédios e insumos prescritos pelo médico.





2 comentários:

Leila Krüger disse...

Tô seguindo! Gostei desse blog informativo.

Se puderes passa no meu e segue, vai ser muito bem-vinda!
http://leilakruger.com.br

Tô lançando um romance dia 25/11 em Porto Alegre, já está à venda. Hot site do livro: http://www.leilakruger.com.br

SINOPSE:
"Está bem no fundo. Não se pode alcançar... aos poucos, vai roubando o ar.” Ana Luiza vai perdendo seu fôlego: o fim de (mais) um grande amor, um pai distante, uma mãe fútil, uma amizade complexa e "pessoas que sempre vão embora". Com suas músicas de rock, seus livros e seus cigarros, Ana Luiza vê sua vida desmoronar.

"O amor é uma ferida”, ela sentencia. Mas a “garota de olhar longínquo” tem um encontro inesperado com um alguém aparentemente muito diferente dela: os “olhos imensos”, que tudo veem... Presa em seu próprio mundo e rendida ao álcool e às drogas, Ana Luiza tenta fugir. Principalmente do temido amor, que tanto a feriu...

Como encontrar, ou reencontrar o próprio destino?

Até onde o amor pode ir, até quando pode esperar? O que há além das baladas de rock e dos poemas românticos? Poderá o amor salvar alguém de sua própria escuridão?

Às vezes, é necessário perder quase tudo para reencontrar... e finalmente poder amar.

Bjo!

André Ponce disse...

Já estou de seguidor em teu teu blg Leila,muito interessante,depois vou ler mais ok?

Bjo!