ESTRESSE E DEPRESSÃO AUMENTAM A SENSAÇÃO DE DOR MUSCULAR

27/10/2011 



Estresse devido à pressão no trabalho intensifica tensão muscular sobre os ombros, o pescoço e a região lombar.

Fatores neurológicos intensificam a interpretação de estímulos dolorosos.

 

Situações de sofrimento mental, principalmente estresse e depressão, podem fazer com que dores musculares sejam percebidas com intensidade maior do que elas realmente têm. Trata-se da fibromialgia, uma síndrome associada à sensibilidade do indivíduo diante de um estímulo doloroso.

Essa sensibilidade é determinada por fatores genéticos, estilo de vida e estado emocional de cada um — explica o neurologista Matheus Roriz, analista de saúde do Ministério Público Federal.

O médico explica que os fatores neurológicos mais comumente identificados no consultório são depressão e estresse. No caso da depressão, o paciente tende a tornar a dor mais importante do que ela é.

 Uma dor crônica projetada no corpo muitas vezes parece menos nociva — comenta Roriz.

Já as situações de estresse, devido à pressão no trabalho, por exemplo, geralmente intensificam a tensão muscular sobre os ombros, o pescoço e a região lombar.

 Normalmente, aquela dor que sempre incomoda se torna mais intensa quando o paciente se expõe a uma situação de sofrimento mental. O corpo descarrega no ponto mais fraco — explica.

Dores crônicas também podem ter origem emocional
 
Embora tenha um fator genético forte, fatores ambientais são determinantes para o desenvolvimento de dor muscular crônica. Praticar atividades físicas, como alongamento e exercícios aeróbicos, de maneira controlada e com acompanhamento, ajudam na prevenção. Do ponto de vista neurológico, o tratamento precisa ser feito com medicamentos. Terapias psíquicas complementam, especialmente no controle da ansiedade e da irritabilidade, ajudando o paciente a conviver melhor com a dor.

— Psicoterapias são mais importantes no tratamento de dores psicogênicas, quando excluímos causas orgânicas para a sensação dolorosa. Nesses casos, a terapia é o tratamento número um — frisa o neurologista.

Diferentemente da fibromialgia, que intensifica a sensação de uma dor física já existente, a dor psicogênica pode ter origem exclusivamente em fatores emocionais. Segundo Roriz, essa patologia é menos consensual, mas é aceita pela classe médica. Também chamada de psicossomática, pois o indivíduo somatiza — "cria" — dores nos pontos mais diversos para aliviar um sofrimento mental pelo qual esteja passando, essa dor pode ter origem em um sentimento de vazio na vida, como a perda de um filho ou uma separação.

— A dor serve para preencher esse vazio — explica o médico.

De acordo com Roriz, as mulheres sofrem mais com a fibromialgia do que os homens. A síndrome atinge 5% das mulheres e 1,5% dos homens.


4 comentários:

Marta Faraco Pimentel disse...

Querido Amigo de Luz, como sempre, adorei as informações preciosas. Tenho publicado seus textos no meu Facebook, desde que nos tornamos "amigos" no Orkut.
Já descobri vc por lá! Adicione-me, por favor, já fiz o pedido por lá...rsrsrsrsrs.
Este blog eu já sigo desde que o descobri. Parabéns pelo AMOR de seu trabalho!!!!!!!!!!
Abraços fraternos.

André Ponce disse...

Minha querida amiga Marta,bom dia!!

Já te add no Face,e obrigado por participar do blog,e fique á vontade para fazer comentários,dar opiniões,e assim melhorar-mos cada vez mais,ás informações aqui postadas.

Um grande abraço,fique com Deus.

Drika Sanz disse...

Olá André,
Essa história de sentir uma dor física que não existe como fuga para os problemas reais é muito estranha. Porque afinal, o que é real??? Se vc está sentindo a dor ela é real para vc, mesmo que não seja possível medir com instrumentos científicos e outros?!?
Mas com certeza o stress aumenta em muita as nossas dores sendo reais ou não).
Bjs

André Ponce disse...

Oi Drika!!

O interessante,é que quando fico estressado,meu corpo fica dolorido,tenso,como se tivese carregado uma tonelada,mas acredito que o psicológico tem uma grande influência nesses sintomas,é de se pensar sim!!

Bjs.